Por que a Nike é pra quem procura por ações maratonistas

No Coffee & Stocks de hoje, recebemos Paulo Albano, Portfolio Manager da Albatroz Capital. Diretamente de Miami, nos EUA, o Paulo nos explicou como funciona o processo de investimentos da casa e como chegaram na Nike (NIKE34).

Albano ressaltou que eles possuem uma visão de longo prazo, fundamentalista e concentrada em alguns nomes que, na visão deles, podem dar retornos acima do mercado. Ele citou um estudo da Fidelity, uma grande corretora americana, que chegou à conclusão de que as melhores carteiras de seus clientes eram de pessoas falecidas (!). Ou seja, investir pensando num horizonte longo de tempo é a melhor estratégia para bons resultados. E por isso, eles procuram ações maratonistas com grande potencial no longo prazo.

Ele ressaltou que eles procuram por dois aspectos principais quando olham empresas para investir: 1) empresas com dono, isto é, com uma pessoa de referência como controlador, que leva à uma performance melhor do que a média, e 2) empresas com cultura corporativa forte, citando estudos de que as melhores empresas para trabalhar são muito correlacionadas com bons retornos ao longo do tempo.

Sobre a Nike, o Paulo mencionou diversos fatores do porquê ele a considera como uma ação maratonista, com destaque à transformação demográfica global, em que temos um grande percentual de adultos e adolescentes com um alto consumo de calçados, a construção da marca com o patrocínio de atletas, e o crescimento do mercado secundário.

Pra saber mais detalhes, confira o bate papo com o Paulo no vídeo!

Novos pais e mães terão mesmo período de licença na Fidelity

(Getty Images)

(Bloomberg) — A Fidelity International, a unidade global de uma das maiores gestoras de recursos do mundo, vai oferecer aos pais o mesmo período de licença remunerada das mães para melhorar a igualdade no local de trabalho.

De acordo com a política, novos pais receberão até seis meses de licença remunerada adicional em locais como Índia, Xangai e Irlanda. A nova política da empresa será implementada para crianças nascidas ou adotadas a partir de 1º de setembro em 27 regiões, informou a empresa em comunicado à imprensa na quarta-feira.

A medida da Fidelity para promover a igualdade entre cuidadores coincide com a iniciativa de empresas globais para melhorar a diversidade e a inclusão. Muitos cuidadores primários, geralmente mães, têm pressionado empresas para permitir que os homens assumam a mesma responsabilidade pelo cuidado dos filhos, a fim de ajudar a reduzir a diferença salarial.

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Estudos mostraram que, quando os homens se tornam pais, seus salários aumentam, um fenômeno conhecido como bônus da paternidade. Mas se tentam ajudar mais em casa do que as normas de gênero estabelecidas, também são penalizados.

“Tratar os pais da mesma forma e criar condições de igualdade para todos os sexos é incrivelmente importante para nós”, disse Sally Nelson, diretora de pessoal da Fidelity International, que administra cerca de US$ 480 bilhões em ativos.

O Goldman Sachs começou a oferecer recentemente o mesmo período de licença remunerada para pais e mães, independentemente do status de cuidador.

Em Hong Kong, o teto do valor da licença-maternidade será aumentado para 80 mil dólares de Hong Kong (US$ 10 mil), mais do que o dobro da quantia atual, parte das emendas de um projeto de lei trabalhista que ajudaria mães a receberem mais quatro semanas de licença, segundo o governo.

A Fidelity está aumentando a licença-paternidade para 18 semanas em Hong Kong, em relação ao período atual de 10 dias. O benefício na Índia aumenta de duas semanas para 26 semanas.

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De bancos a Rumo, Fidelity busca barganhas na bolsa brasileira

(Bloomberg) — A onda vendedora que fez a bolsa brasileira entrar em bear market e levou os múltiplos a níveis abaixo das médias históricas está gerando grandes oportunidades de compra, principalmente entre as ações de bancos, de acordo com Will Pruett, gestor da Fidelity.

A turbulência global provocada pelo coronavírus chegou em um momento em que os bancos locais tentavam conter o avanço das fintechs e começavam a acelerar a oferta de crédito. O MSCI Brazil Financials acumula baixa de 48% neste ano, enquanto o Banco do Brasil passou a negociar abaixo do valor patrimonial.

“Eles têm desafios de longo prazo em termos de disrupção das fintechs, mas os valuations se aproximam dos níveis vistos no início de 2016, quando a economia estava em queda livre”, disse Pruett, que administra cerca de US$ 500 milhões no fundo Fidelity Latin America. “Em comparação com 2016, os bancos atualmente possuem bastante capital e risco muito menor de deterioração significativa do crédito”, disse em entrevista.

Pruett também está de olho em varejistas, empresas de tecnologia e companhias “com modelos de negócio resilientes que se desvalorizaram junto com o resto do mercado”, como a Rumo.

O fundo Fidelity Latin America registrou retorno negativo de 31% nos últimos três anos, contra queda de 38% do MSCI Emerging Markets Latin America no mesmo período. O Ibovespa acumula baixa de 40% desde seu pico no fim de janeiro. Atualmente, o índice acionário é negociado em torno de nove vezes o lucro projetado, abaixo da média histórica de 10 anos, de 11,4 vezes.

O fato de a economia brasileira ser “relativamente fechada” deve causar uma disrupção menor pelos problemas na cadeia de suprimentos na Ásia, segundo Pruett.

“Se o Covid-19 criar uma desaceleração global sincronizada, o Brasil cairia de uma cadeira, enquanto muitos outros mercados cairiam de um edifício”, disse.

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