BRF aprova política de compra sustentável de grãos

SÃO PAULO (Reuters) – O Conselho de Administração da BRF, uma das maiores companhias de alimentos do Brasil, aprovou uma Política de Compra Sustentável de Grãos, conforme ata de reunião do colegiado divulgada nesta quinta-feira.

A aprovação atende o plano Visão 2030 da BRF e o compromisso de rastreabilidade assumido pela empresa em dezembro de 2020, segundo a ata, que não trouxe mais detalhes.

Conforme documento sobre os compromissos de sustentabilidade da BRF, a companhia se propôs a garantir a rastreabilidade de 100% dos grãos adquiridos na Amazônia e Cerrado até 2025.

A política de grãos da BRF, grande compradora de soja e milho, foi aprovada por unanimidade e sem quaisquer ressalvas, seguindo recomendação favorável do Comitê de Pessoas, Governança, Organização e Cultura e do Comitê de Qualidade e Sustentabilidade da empresa.

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Pilgrim’s Pride, da JBS, precifica emissão de US$ 900 milhões em notas sênior para financiar aquisição

JBS Frigoríficos (Shutterstock)

(Reuters) – A Pilgrim’s Pride, controlada da JBS (JBSS3) nos Estados Unidos, afirmou nesta quinta-feira que precificou uma oferta de US$ 900 milhões em notas sênior sem garantia com vencimento em 2032.

De acordo com comunicado, os títulos serão emitidos a 100% do valor principal agregado e terão rendimento de 3,5%. Devido à demanda, o montante da emissão foi elevado do plano inicial de 750 milhões de dólares. A venda das notas deve ser concluída em 2 de setembro.

A empresa planeja usar os recursos para financiar a compra dos negócios de alimentos preparados e refeições da Kerry Consumer Foods no Reino Unido e na Irlanda. O restante será usado para pagar empréstimos e propósitos corporativos gerais.

O movimento ocorre após a JBS ter anunciado que pretende fechar o capital da Pilgrim’s Pride. A empresa brasileira, que já detém 80,21% das ações de emissão da PPC, aprovou na semana passada o envio de carta-proposta à empresa norte-americana para aquisição da totalidade das ações em circulação por 26,50 dólares cada.

Isso já causou influência na emissão desta quinta-feira, com a PPC informando que “a S&P Global anunciou que, devido ao anúncio recente da JBS…, agora vê a companhia como uma subsidiária central da JBS.”

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Por falta de matéria-prima, frigoríficos do MT podem fechar, alerta sindicato

marfrig frigorífico carne abatedouro (divulgação)

O Sindicato das Indústrias Frigoríficas do Mato Grosso (Sindifrigo-MT) afirma que frigoríficos do Estado, o maior produtor de carne bovina do País, podem fechar as portas por falta de gado para o abate.

Em nota divulgada nesta segunda-feira, 16, a entidade afirma que a menor oferta de cabeças de gado tem prejudicado frigoríficos de menor porte, que vendem para o mercado interno e têm menor capacidade de absorver altas de preço do gado.

De acordo com o sindicato, as 33 indústrias frigoríficas mato-grossenses trabalharam com apenas 58,57% da capacidade de abate em 2020. O faturamento aumentou 45% entre 2018 e o ano passado, mas a quantidade de animais abatidos caiu, de 5,3 milhões para 5,1 milhões.

Segundo o Sindifrigo-MT, os dois números mostram o encarecimento dos animais tanto para o consumidor final quanto para os frigoríficos.

“Mesmo com a redução no número de abate, a arrecadação aumentou em 45%, em decorrência dos preços maiores. Bons números a serem comemorados, se não fossem os problemas que atingem a indústria no Estado”, diz Paulo Bellincanta, presidente do Sindifrigo-MT, em nota.

O maior problema, de acordo com o texto, é a falta de cabeças de gado para abate, o que aumenta a concorrência por matéria-prima entre as indústrias e eleva mais os preços.

A redução do rebanho seria consequência do abate de matrizes e novilhas nos últimos anos, que teria reduzido a capacidade de reposição de cabeças de gado.

Segundo o sindicato, esse contexto favorece frigoríficos exportadores, que vendem a maior parte de seus produtos em dólar e que portanto, teriam uma margem de manobra maior em sua estrutura de custos. A entidade acredita que o equilíbrio entre os dois segmentos viria caso a utilização da capacidade retornasse a patamares próximos a 80%.

O Sindifrigo-MT pede ajuda governamental para evitar a quebra de indústrias menores, sem detalhar quais medidas pleiteia. “O Estado pode e cabe a ele a responsabilidade social de auxiliar uma determinada atividade, atingida por fatores externos, para que ela possa buscar novamente um equilíbrio”, diz Bellincanta.

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“Neste momento se faz urgente uma ação governamental para amenizar e permitir que as pequenas empresas atravessem este período sem danos maiores. Danos que poderiam atingir de pecuaristas a trabalhadores.”

O sindicato afirma que a maior parte das empresas não exportadoras do setor em Mato Grosso gasta menos com a folha de pagamento do que com o recolhimento de ICMS, situação vista como anormal. Segundo o Sindifrigo-MT, os frigoríficos empregam 25.560 pessoas no Estado.

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Ações da Minerva (BEEF3) saltam na reta final do pregão e fecham em alta de 14,65% com notícia sobre possível fechamento de capital

SÃO PAULO – As ações da Minerva Foods (BEEF3) tiveram um final de sessão bastante atípico nesta quarta-feira (11). No leilão de fechamento, os papéis saltaram, fechando com disparada de 14,65%, a R$ 9,94.

O movimento aconteceu após a coluna Pipeline, do Valor Econômico, apurar que os controladores da companhia  começaram a discutir a possibilidade fechar o capital da companhia.

A transação se daria para aproveitar o desconto implícito que os acionistas enxergam numa empresa que vem gerando caixa regularmente.

O assunto ainda não teria chegado ao conselho de administração da Minerva, mas já entrou na pauta do comitê prévio dos controladores, afirma a publicação.

Por meio de um acordo de acionistas, a VDQ — holding da família Vilela de Queiroz — e a gestora saudita Salic controlam a Minerva com 51% do capital.

Segundo uma análise obtida pela reportagem, a operação poderia custar cerca de R$ 3 bilhões. Levando em conta esses cálculos, os controladores da Minerva chamariam uma oferta pública de aquisição (OPA) de fechamento de capital a R$ 12 por ação. Isso, em relação ao fechamento de terça-feira, de R$ 8,67, representaria um valor 38,4% acima e 14,6% além do fechamento desta quarta-feira. Em 2019, antes da pandemia, as ações chegaram a valer mais de R$ 14, 61,5% além do fechamento da véspera.

Antes de comprar fatia na BRF (BRFS3), a Marfrig (MRFG3) chegou a sinalizar à VDQ com uma oferta de R$ 11, destaca a publicação.

Com a OPA, também são comprados os papéis dos acionistas minoritários, levando o ofertante a assegurar maior fatia na empresa. O preço justo, pelo qual os ativos serão comprados pelo ofertante, deve ser feito por meio de laudo de avaliação da companhia, feito por uma empresa com experiência na área.

Edison Ticle, diretor financeiro da Minerva, se posicionou sobre o tema em nota ao Pipeline, ao ser procurado pela coluna. “Não comentamos rumores. Estamos sempre atentos a oportunidades de gerar valor, especialmente através de arbitragens de mercado. Claramente há uma grande oportunidade nas ações da Minerva em função de superficialidade e miopia do mercado acerca dos resultados da empresa, e obviamente isso pode despertar nossa criatividade em procurar estruturas mais sofisticadas e pouco usuais de extrair valor dessa assimetria”, disse.

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Ele ainda destacou: “Estamos sempre olhando tudo, atentos a todos os cenários possíveis, mas hoje não há absolutamente nada concreto a ser compartilhado.”

A Minerva divulgou seu resultado do segundo trimestre de 2021 na última segunda-feira (9), registrando um  lucro líquido de R$ 116,7 milhões, queda de 54% ante o mesmo período do ano passado.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) da companhia atingiu R$ 544,9 milhões no período, recuo de 7,7% no mesmo comparativo. Já a receita líquida da empresa atingiu R$ 6,28 bilhões no segundo trimestre, alta de 42,9% no ano a ano.

Analistas de mercado destacaram que, apesar dos fortes números apresentados, a Minerva não conseguiu manter as margens nos níveis vistos no segundo trimestre do ano passado. Desta vez, elas foram penalizadas pelo custo mais elevado do gado, especialmente em território brasileiro. Confira a análise clicando aqui. 

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Marfrig: com balanço surpreendente puxado por EUA e dividendos de quase R$ 1 bilhão, analistas reiteram otimismo com ação

SÃO PAULO – Resultados surpreendente fortes em várias linhas do balanço, dividendos altos levando a um atrativo dividend yield (dividendos em relação ao preço da ação) de 7%. Com essa combinação de fatores, os analistas de mercado viram como bastante positivos o resultado da Marfrig (MRFG3).

O frigorífico reportou lucro líquido recorde de R$ 1,738 bilhão no segundo trimestre, alta de 9% em relação ao mesmo período do ano anterior, impulsionado pelo bom desempenho da operação norte-americana da empresa.

Já o lucro antes juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda, na sigla em inglês) foi de R$ 3,9 bilhões no
período, em meio à forte demanda e a certo conforto com a capacidade de suprimento.

Esse foi o seu segundo maior Ebitda ajustado de todos os tempos – apenas 3,6% abaixo dos níveis do segundo trimestre de 2020, um trimestre que já tinha sido recorde por si só.

A XP aponta que tal resultado robusto foi uma consequência sobretudo da pujança das operações nos Estados Unidos. Por outro lado, a América do Sul apresentou um resultado heterogêneo, com o cenário no Brasil ainda bastante desafiador, ao passo que o Uruguai surpreendeu positivamente.

A operação dos Estados Unidos, reforçam os analistas da XP, foi responsável por 96% do Ebitda total da Marfrig. O preço do gado aumentou 12% na comparação anual, mas o preço da carne bovina veio em linha com o segundo trimestre de 2020 e os spreads caíram 8,9%, algo que os analistas da casa veem como positivo. Outros produtos, como couro bovino, também ajudaram nas margens, com crédito do abate subindo 64,4% na base anual.

Por outro lado, conforme aponta o Itaú BBA, a divisão sul-americana reportou queda firme de 70,5% do Ebitda na comparação com o mesmo período do ano passado, penalizada pelo aumento expressivo do custo do gado, de 57% na passagem anual.

Os resultados foram impactados pela lenta recuperação da demanda no Brasil, aponta a XP, que também destaca os custos de matéria-prima acentuadamente maiores, levando a um Ebitda de R$ 181 milhões.

“Ainda assim, de maneira geral o segmento superou nossas expectativas, pois estávamos excessivamente pessimistas em relação aos preços neste trimestre”, apontam, destacando que o valor superou em 35% a estimativa da casa.

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Outro destaque ficou com o lucro líquido recorde de R$ 1,7 bilhão – nesse contexto, a empresa planeja distribuir 958 milhões de reais em dividendos, ou cerca de 7% de seu valor de mercado, um fato que os analistas da XP veem com bons olhos. O dividend yield também é de 7%.  Em abril, a empresa já havia distribuído R$ 141 milhões em dividendos, referentes ao exercício de 2020.

O valor do provento está acima da estimativa do Bradesco BBI, que era de 5,7% de dividend yield para todo o ano de 2021, ao mesmo tempo que foi aprovada uma recompra de ações de até 26 milhões de ações (equivalente a até a 4% das ações atuais em circulação).

Os níveis de endividamento da empresa atingiram os patamares mais baixos de sua história: 1,45 vez a relação entre dívida líquida e o Ebitda em reais, ou 1,55 vez em dólares. “Tal situação dá margem para investidores se questionarem quais são os próximos passos em termos de alocação de capital para a empresa”, avalia a XP.

Investimento na BRF e perspectivas 

Cabe ressaltar que  empresa comprou cerca de 31% da BRF (BRFS3) recentemente, mas por enquanto vem reafirmando que se trata de um “investimento passivo”. Tal compra, sozinha, trouxe um resultado positivo de R$ 228 milhões para a Marfrig no trimestre, em função da marcação a mercado dos papeis, ressalta a XP.

A companhia divulgou também o custo de aquisição de 23,4% do capital da BRF, que foi de aproximadamente R$ 26,50 por ação BRFS3 (cerca de R$ 5 bilhões) e mencionou que ainda aguarda a aprovação antitruste para a aquisição da outra participação de 8,9% (sem divulgar o valor da aquisição), que totalizaria uma participação de 32,3% na BRF.

“Em nosso modelo, assumimos uma participação de 31,7% a um custo médio de aquisição de R$ 24,50 por ação BRFS3 (assumindo R$ 26,50 por ação, haveria um impacto negativo de aproximadamente R$ 500 milhões em nossa avaliação para a Marfrig [equivalente a 4% do valor de mercado da Marfrig])”, avalia o BBI.

Em linhas gerais, a XP destacou que celebra um resultado tão forte da Marfrig e reitera recomendação de compra para o papel MRFG3, com preço-alvo de R$ 24 por ação.

O BBI também reforçou recomendação de compra e preço-alvo de R$ 25 por papel para final de 2022, visto
que veem a negociação de ações em um valor da empresa sobre Ebitda de um ano à frente de cerca de 3,5 vezes (excluindo
BRF), abaixo da média histórica de aproximadamente 5 vezes. O BBA também tem recomendação equivalente para o papel, com preço-alvo de R$ 26.

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Olhando para frente, o Credit Suisse acredita que o momentum operacional vai continuar muito forte. A National Beef deve se beneficiar da oferta ainda favorável de gado nos EUA e dos fortes spreads da indústria de carne bovina nos próximos meses, enquanto a margem da divisão da América do Sul parece ter chegado no fundo, já que as dificuldades logísticas devem se normalizar, os preços do gado não parecem ter espaço para subir ainda mais, enquanto a dinâmica das exportações segue muito saudável.

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Minerva apresentou um segundo trimestre forte em faturamento, mas margens seguem pressionadas, apontam analistas

webstories minerva_capa (Arte: Leonardo Albertino)

A Minerva (BEEF3) registrou lucro líquido de R$ 116,7 milhões no segundo trimestre, queda de 54% ante o mesmo período do ano passado. Apesar disso, a empresa ainda vê um cenário positivo puxado por exportação e sinergia entre as operações sul-americanas.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) da companhia atingiu R$ 544,9 milhões no período, recuo de 7,7% no mesmo comparativo.

O diretor financeiro da Minerva, Edison Ticle, disse que o destaque do trimestre é o lucro líquido pois, apesar da queda, trata-se de um “resultado realmente muito forte”, mas que é comparado a uma base mais elevada — em 2020, a pandemia da Covid-19 elevou a demanda por alimentos em diversos setores.

“Houve queda ante o segundo tri do ano passado, mas porque (2020) foi um ponto fora da curva”, afirmou a jornalistas em videoconferência.

A receita líquida da empresa atingiu R$ 6,28 bilhões no segundo trimestre, alta de 42,9% no ano a ano.

O CEO da Minerva, Fernando Galletti de Queiroz, disse que ainda há certas dificuldades logísticas no mercado global, com falta de contêineres e tempos mais longos para transportes de cargas, mas a demanda externa segue aquecida.

“A Ásia segue como o grande vetor comprador… e a China como o principal destaque. No segundo trimestre de 2021, cerca de 36% da nossa receita de exportação teve origem no mercado chinês”, informou a empresa, mesmo diante de entraves relacionados à pandemia da Covid-19.

A XP aponta que, mesmo com a disparada nos preços de sua matéria prima (o boi gordo) e de restrições às exportações, a Minerva entregou um desempenho positivo para o intervalo, em razão da forte demanda por proteínas animais ao redor do globo.

Segundo o Itaú BBA, a Minerva reportou bons resultados referentes ao segundo trimestre, superando as expectativas de receita para o período. A Athena Foods, divisão internacional, foi umas das principais surpresas: os volumes de venda saltaram 58% na comparação anual. Esse aumento teve influência da demanda da China, mercado que ainda sofre com os impactos da Febre Suína Africana, cenário que deve se manter por mais alguns trimestres.

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No entanto, apesar do forte faturamento, a Minerva não conseguiu manter as margens nos níveis vistos no segundo trimestre do ano passado. Desta vez, elas foram penalizadas pelo custo mais elevado do gado, especialmente em território brasileiro. Isso impediu que o crescimento de receita expandisse a margem Ebitda, que ficou em 8,7% no segundo trimestre.

Na mesma linha, o Bank of America também aponta que as margens seguem pressionadas, ainda que os preços tenham sido uma surpresa positiva. Os analistas mantêm recomendação neutra para a ação, com preço-alvo de R$ 12,50.

“Apesar dos preços mais altos, os preços do gado também devem seguir elevados, limitando a recuperação das margens. Além disso, acreditamos que mais repasses podem ser limitados devido ao declínio da renda real no Brasil. Por fim, vemos riscos políticos na Argentina que podem eventualmente afetar as exportações de carne bovina da empresa”, avaliam os analistas.

Às 16h (horário de Brasília), as ações BEEF3 caíam 1,69%, a R$ 8,70, mas após terem registrado alta de cerca de 4% na véspera.

(com Reuters)

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Suspensão de importações da BRF pela China se deu por problemas no transporte

O Ministério da Agricultura afirmou, em nota, que a suspensão, por parte da China, das importações de carnes de frango e suína da unidade da BRF (BRFS3) em Lucas do Rio Verde (MT) ocorreu por causa de problemas identificados no transporte dos produtos até o país asiático.

Segundo a pasta, a informação foi dada por uma autoridade chinesa nesta terça-feira, 3, após a publicação do embargo no site oficial da Administração Geral de Alfândegas da China (Gacc, na sigla em inglês).

“A empresa irá elaborar plano de ação para evitar que fatos como esses voltem a ocorrer e essa informação será encaminhada às autoridades chinesas com a agilidade necessária”, acrescentou no comunicado.

Mais cedo, a BRF informou que soube da decisão por meio do site da Gacc e que tomará as medidas cabíveis e “trabalhará na reversão da situação com as autoridades chinesas e brasileiras”. Até o momento da publicação anterior, a empresa ainda não havia sido notificada oficialmente pelas autoridades chinesas.

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) informou, em nota, que vai apoiar a BRF na reversão da suspensão de importações da sua unidade de Lucas do Rio Verde pela China. “A ABPA reforça os elevados padrões de qualidade do setor e da BRF e a excelência dos produtos brasileiros exportados para mais de 150 nações nos cinco continentes, apoiando a segurança alimentar de milhões de pessoas em todo o mundo”, afirmou a entidade. E acrescentou que confia que as exportações para o mercado chinês serão restabelecidas em breve.

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China suspende importação de carne de unidade da BRF no MT, sem notificar empresa

O governo chinês suspendeu as importações de carne suína e de aves da unidade da BRF (BRFS3) em Lucas do Rio Verde (MT), conforme comunicado no site oficial da Administração Geral de Alfândegas da China (Gacc, na sigla em inglês) publicado nesta terça-feira, 3. Os chineses informaram que a interrupção das compras entraram em vigor ontem, sem sinalizar quando os negócios podem ser retomados. Segundo o Ministério da Agricultura, problemas no transporte dos produtos até o país asiático teriam motivado a decisão.

Em nota, a BRF disse que soube da decisão por meio do site da Gacc e que tomará as medidas cabíveis e “trabalhará na reversão da situação com as autoridades chinesas e brasileiras”. A empresa ressaltou, porém, que ainda não foi notificada oficialmente sobre a suspensão. “A BRF reforça que possui confiança em seus rigorosos processos de segurança de alimentos e de qualidade e reafirma seu compromisso em continuar aprimorando os controles internos para garantir os mais elevados padrões de qualidade e segurança.”

Em nota enviada ao Estadão/Broadcast, o Ministério da Agricultura disse que a suspensão anunciada hoje teria sido causada por problemas identificados no transporte dos produtos até o país asiático. Segundo a pasta, a informação foi dada por uma autoridade chinesa, após a publicação do embargo no site oficial do Gacc. “A empresa irá elaborar um plano de ação para evitar que fatos como esses voltem a ocorrer e essa informação será encaminhada às autoridades chinesas com a agilidade necessária”, acrescentou no comunicado.

Já a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) disse, também em nota enviada ao Estadão/Broadcast, que vai apoiar a BRF na reversão da suspensão de importações da sua unidade de Lucas do Rio Verde. “A ABPA reforça os elevados padrões de qualidade do setor e da BRF e a excelência dos produtos brasileiros exportados para mais de 150 nações nos cinco continentes, apoiando a segurança alimentar de milhões de pessoas em todo o mundo”, afirmou. E acrescentou que confia que as exportações para o mercado chinês serão restabelecidas em breve.

A planta da BRF em Lucas do Rio Verde foi habilitada para exportar para a China em setembro de 2019 e também produz para a África do Sul e Canadá. É uma das unidades da empresa cuja operação é 100% digitalizada e recebe investimentos constantes. No início do mês passado, por exemplo, a companhia anunciou que vai investir R$ 670 milhões na operação de Mato Grosso, entre as fábricas de Lucas do Rio Verde e Nova Mutum, para modernização e ampliação da produção.

Ministério tenta intervir

O país asiático vem suspendendo, desde o ano passado, as compras de frigoríficos de vários países. A justificativa seria o maior controle sanitário, em razão da pandemia da covid-19. A última suspensão de um frigorífico brasileiro ocorreu em setembro do ano passado, porém em caráter temporário. Na época, a Gacc paralisou as compras de uma planta de bovinos da Minerva Foods por uma semana.

As relações de frigoríficos com a China têm sido discutidas pelo setor com a ministra Tereza Cristina. Na última semana ela se reuniu com representantes de frigoríficos para tratar de novas habilitações. Também na semana passada o Ministério da Agricultura informou ao Estadão/Broadcast que a China havia concordado em retomar a análise de pedidos de habilitação de frigoríficos brasileiros. De acordo com a nota, esse trabalho tinha sido suspenso desde o início da pandemia, com a Gacc mais focada na prevenção e controle da covid-19.

Na ocasião, a pasta disse também que 56 plantas aguardam análise para habilitação pelo governo chinês, mas, para dar continuidade ao processo, elas precisam atualizar informações técnicas, incluindo controles implementados para prevenção do coronavírus.

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À prova de escândalo: fortuna dos irmãos Batista, da JBS, soma quase US$ 6 bilhões

JBS Frigoríficos (Shutterstock)

(Bloomberg) — Há pouco menos de quatro anos, os irmãos Joesley e Wesley Batista estavam em celas de prisão com beliches de concreto, seu império multibilionário de carne sob risco em um dos maiores escândalos de corrupção corporativa do mundo.

Hoje, eles estão livres e a JBS (JBSS3) está de volta ao jogo global de aquisições. A empresa, que vale três vezes o que chegou a valer em 2017, está comprando ativos mundo afora e expandindo uma operação que já inclui mais de 20 países e um quarto do processamento de carne bovina dos EUA.

Juntos, os irmãos Batista são donos de uma fortuna de US$ 5,8 bilhões e detêm participações em empresas que somam US$ 28 bilhões em ativos, mais do que os barões da carne rivais.

A renascença dos Batista coincide em parte com os efeitos da pandemia sobre os mercados de carne — oferta escassa, demanda crescente — que enriqueceu quem apostou no setor no período. Mas é mais que isso. É também um testamento da eficiência implacável da família em usar cada centímetro de uma carcaça animal combinada a uma estratégia mais ampla de aquisições, que envolve desde marcas de alimentos ao redor do mundo a até carne vegetal, enquanto mira uma possível listagem nos EUA.

“É uma combinação de uma execução muita boa com boas aquisições que permitiram diversificar os negócios e gerar bons retornos”, diz Leandro Fontanesi, responsável pela cobertura de alimentos e agronegócio no Bradesco.

É também uma combinação de escolhas a sangue frio e de reinvenções.

“A JBS e a Tyson estão se reinventando como empresas de proteína, em vez de apenas empresas de carne”, disse Jennifer Bartashus, analista sênior de alimentos e produtos básicos de varejo da Bloomberg Intelligence. “Eles estão se envolvendo cada vez mais em alternativas baseadas em plantas”.

Para a JBS, isso significou voltar ao modo de aquisições em série, que marcou a escalada meteórica da companhia nos anos 2000, mas dessa vez focando em alvos menores e sem o apoio do governo brasileiro. Entre as compras recentes, estão uma marca de alimentos inglesa e uma empresa alemã de substitutos de carne à base de vegetais — a JBS também estaria interessada em uma fabricante de salsichas no país.

Um dos objetivos, como muitos executivos da JBS afirmaram ao longo dos anos, é abrir o capital da gigante da carne nos EUA. Sua rival Tyson Foods, listada em Nova York, vale quase o dobro, embora a JBS a supere em quase todas as outras métricas.

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Para isso, porém, vai precisar convencer investidores que deixou escândalos para trás.

Em 2017, quando empresários e políticos brasileiros estavam indo para a cadeia em meio a investigações de corrupção, Joesley e Wesley abalaram o Brasil ao fazer um acordo de delação premiada.

Eles descreveram aos promotores uma rede de subornos com objetivo de supostamente facilitar o acesso a bancos públicos e a fundos de pensão. A turbulência que se seguiu quase derrubou um presidente.

Os irmãos, que não deram entrevista, deixaram as operações do dia-a-dia, enquanto a holding da família, J&F, concordou em pagar R$ 10,3 bilhões às autoridades brasileiras em 25 anos, seguido por um acordo semelhante com o Departamento de Justiça dos EUA no ano passado no valor de US$ 256 milhões. Para apaziguar os bancos credores, eles venderam R$ 12 bilhões em ativos, em uma reestruturação de dívida complexa que poderia ter destruído a empresa.

Desde então, os Batista adicionaram vários cargos de compliance e controle sênior à JBS, disse Flávia Bedran, analista de crédito da S&P Ratings. Mas há uma mudança importante que eles ainda precisam resolver: o conselho é composto principalmente por membros da família e executivos com vínculos com a JBS, diz ela, que também afirma que a S&P precisa de um histórico maior de governança para avaliar o efeito das mudanças na companhia.

Wesley e Joesley nunca retomaram as rédeas do negócio. Mas outros membros da família têm conquistado espaço. O principal deles é Wesley Batista Filho, 30, que agora comanda unidades-chave da JBS, incluindo a Seara. Seguindo a tradição familiar, ele começou trabalhando no abate de animais, aprendendo a identificar cada parte da carcaça de um boi quando trabalhava em Greeley, no Colorado.

Claro, a JBS não é o único frigorífico indo bem. A rival brasileira Marfrig Global Foods também teve desempenho superior à média. Também não são os únicos envolvidos em escândalo: o controlador da Marfrig, Marcos Molina, pagou indenização em caso envolvendo propina a banco público em 2018.

Outras ações recentes envolvem aumentar esforços para endereçar décadas de críticas de ativistas ambientais. A empresa prometeu investir US$ 1 bilhão em dez anos para reduzir as emissões de carbono e implementar outras iniciativas, ao mesmo tempo que se comprometeu a rastrear de forma mais eficaz a origem do gado que compra.

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“Eles estão dando os passos certos para melhorar a percepção dos investidores e acho que a listagem nos EUA também vai ajudar”, disse Fontanesi, do Bradesco. “Será visto como mais um passo positivo em direção a ser mais transparente e melhorar a governança.”

Os Batista, porém, acabaram de sentir as agruras de uma possível listagem fora do Brasil — em um setor totalmente distinto do seu negócio principal.

Neste ano, os Batista tentaram tornar pública nos Estados Unidos uma aposta que a família havia feito em fintech desde 2015, que acabou se tornando uma das principais companhias do seu império fora da JBS.

A transação, na qual eles buscavam uma avaliação de US$ 8 bilhões para a PicPay, foi cancelada por enquanto, de acordo com pessoas familiarizadas com o assunto. Os investidores exigiram um desconto maior do que a família estava disposta a ceder, disseram pessoas próximas à negociação, pedindo para não serem identificados porque as negociações não são públicas.

Depois de adiar o IPO, a família pretende investir R$ 3 bilhões do próprio bolso na PicPay até 2023, com planos de então retomar o IPO, disse uma das pessoas. Um representante do PicPay, que é comandada por outro membro da família Batista, José Antonio Batista, confirmou que a transação foi adiada sem acrescentar mais detalhes.

Outro baque recente: No mês passado a JBS foi alvo de um ciberataque em grande escala. A empresa pagou um resgate de US$ 11 milhões em bitcoin, pondo fim ao fechamento de fábricas de carne na América do Norte e Austrália, ainda que sob críticas do governo americano.

Por trás da capacidade de sobrevivência da JBS, o patriarca é uma figura chave. José Batista Sobrinho, 87 anos, fundou a empresa que leva suas iniciais em 1953 e a levou para o que viria a ser Brasília em 1957, vendendo carne aos operários da construção da nova capital nacional. Na crise de 2017, ele reassumiu o comando da empresa, conversando diretamente com fornecedores e mantendo a família unida na turbulência.

“A JBS é um excelente exemplo do jeito brasileiro de fazer negócios”, disse Luis André Azevedo, professor da Faculdade de Direito da Fundação Getúlio Vargas. “Há definitivamente habilidade na gestão da JBS, mas não há como separar o fato de que ela, assim como diversas outras empresas no Brasil, passou anos se beneficiando de dinheiro do governo para se expandir.”

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Serviço de inspeção nos EUA amplia recall de produtos de carne de frango da Tyson Foods

O Serviço de Inspeção e Segurança Alimentar (FSIS) do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) revisou o volume de produtos de carne de frango da Tyson Foods envolvido em um recall anunciado no último sábado.

Segundo a agência, o volume é de 4,06 mil toneladas, e não de 3,85 mil toneladas como informado anteriormente.

O FSIS disse que os produtos podem estar contaminados com a bactéria Listeria monocytogenes, após vários casos de listeriose e uma morte terem sido associados a duas amostras de carne de frango.

Uma dessas amostras foi coletada em uma unidade da Tyson.

Os produtos que estão sendo recolhidos incluem desde peitos desossados e sem pele até tiras de carne de frango.

Fonte: Dow Jones Newswires.

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