Renova Energia aceita proposta do Mubadala para a compra da Brasil PCH por R$ 1,1 bi; ações saltam mais de 20% na Bolsa

(Divulgação)

SÃO PAULO – A Renova Energia (RNEW4), que está em recuperação judicial, informou nesta quarta-feira (21) que aceitou a proposta do fundo Mubadala para a compra da Brasil PCH, subsidiária do Grupo Renova.

Segundo fato relevante, a proposta prevê a aquisição da totalidade das ações ordinárias pelo valor de R$ 1,1 bilhão. A Brasil PCH possui um portfólio de 13 pequenas centrais hidrelétricas (PCH) espalhadas pelos estados de Minas Gerais, Goiás, Rio de Janeiro e Espírito Santo.

A oferta do fundo, que tem cerca de US$ 232 bilhões em ativos sob gestão, foi feita na condição de primeiro proponente (chamado de Stalking Horse) e com direito de igualar a oferta de terceiros interessados na aquisição.

“A transação faz parte da estratégia da companhia para o seu saudável soerguimento e diminuição de seus passivos, destinando os recursos obtidos com a transação, especialmente para o pré-pagamento do Empréstimo DIP Ponte contratado perante a Quadra Capital e desembolsado no início desse ano, o pagamento de determinados credores extraconcursais, cumprimento das suas obrigações no Plano de Recuperação Judicial e a conclusão do Complexo Eólico Alto Sertão III Fase A”, escreveu a companhia, em nota.

Por volta das 10h20, os papéis RNEW4 subiam 25,4% na B3, negociados a R$ 4,40.

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Risco XP: entenda a avaliação de risco para investimentos

Com o objetivo de oferecer aos investidores maior transparência, a XP criou uma nova pontuação de risco, exibida através de uma caixa com a cor vermelha nas páginas e tabelas de cotações de ativos do InfoMoney. Assim, você terá maior autonomia, clareza e uma visão mais detalhada ao comparar seus investimentos.

Vários parâmetros foram levados em conta de modo a unificá-los em uma única nota para cada ativo, baseamos principalmente em três pilares de riscos: os riscos de crédito, liquidez e mercado.

Mercado Crédito Liquidez
Decorrente da variação de indicadores, por exemplo: cotações de câmbio, ações, commodities, taxas de juros e indexadores como os de inflação por exemplo Risco baseado na possibilidade de um emissor de um título de renda fixa não honrar o que foi ofertado. (o pagamento de juros esperado por quem investiu, por exemplo) Risco de ocorrer uma variação grande (um deságio elevado), no momento em que se deseja liquidar um ativo
É visto nas oscilações diárias de um ativo, fundo ou índice de mercado Esse risco é representado pelo rating de um emissor ou papel (ex.: AAA, BB+, etc) Por exemplo, ativos sem liquidez, onde a diferença entre a melhor oferta de compra e a melhor de venda é grande

Para entender a metodologia de risco para os diferentes tipos de ativos, leia no site da Expert (o site de análises e recomendações da XP) os tópicos:

  • Fundos e Previdência
  • Ações, BDRs, Fundos Imobiliários
  • Renda Fixa
  • COE
  • Notas por classe de ativos
  • Perguntas Frequentes

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Mercado de cannabis cresce e estimula produtos financeiros

Nos últimos anos, o debate em torno da liberação da cannabis ganhou corpo e vários países iniciaram processos de regulação em torno do produto, tanto para uso medicinal quanto recreativo. O tema segue polêmico, mas o movimento abriu espaço para o surgimento de um mercado importante e com a inclusão de produtos financeiros atrelados a ele.

As expectativas de crescimento do mercado de cannabis variam entre 14,3% e 18,1% ao ano entre 2021 e 2028. Só nos Estados Unidos, a projeção levaria o mercado a saltar dos atuais US$ 25 bilhões para US$ 72 bilhões em 2028. É o que revela pesquisa “Conexão Global: Cannabis, um mercado alternativo” desenvolvida pela equipe de research da XP Investimentos.

A liberalização do produto vem avançando mundo afora, principalmente para uso medicinal. A cannabis já conta com aprovação em países como Canadá, Austrália, Alemanha, Uruguai e Portugal, entre outros. Em 2018, 50% do mercado de cannabis era para uso medicinal, 15% na indústria, principalmente têxtil, e 35% recreativo.

Só este ano, 35 estados já legalizaram o produto, sendo que neste ano quatro aprovaram uso recreativo: Nova Jersey, Nova York, Virginia e Novo México. “O tema ainda é polêmico e há riscos regulatórios em investir em cannabis, mas também um mercado promissor que precisa ser acompanhado”, comenta Jennie Li, estrategista de ações da XP, acrescentando que por ser um tema controverso, a indústria da cannabis ainda deverá enfrentar diversos obstáculos. “Tem oportunidades e desafios, mas o mercado de cannabis deve estar no radar do investidor.”

Desde 2019, a XP já tem um fundo de ações internacional voltado para este mercado, o Trend Cannabis FIM. O produto investe em um ETF listado nos Estados Unidos, o ETFMG Alternative Harvest (MJ). O ETF, o maior e mais líquido ligado ao setor de cannabis nos Estados Unidos, investe globalmente em ações de empresas relacionadas direta ou indiretamente com o processo de cultivo legal, produção, marketing ou distribuição de produtos de cannabis para fins tanto medicinais quanto não medicinais.

O ETF que o fundo Trend Cannabis acessa também pode investir em empresas farmacêuticas que produzam, comercializem ou distribuam remédios que usem derivados do Canabidiol (canabinóides).

Por ser um mercado novo, o de cannabis, assim como ocorre com as criptomoedas, a estrategista da XP destaca a importância de o investidor levar em conta a volatilidade do produto. “No ano passado o fundo registrou perdas, mas neste ano vai muto bem com alta substancial na cota. Esta volatilidade é comum em mercados em desenvolvimento e deve ser levada em conta”, explica Jennie Li.

Neste ano, até 14/06, o fundo Trend Cannabis acumulava alta de 44,60%. O fundo, acessível com aplicação mínima de R$ 100, abre a oportunidade para o brasileiro participar desta tendência com ações de empresas em países como os Estados Unidos, Canadá e Inglaterra que recebem os aportes do ETF americano. A taxa de administração é de 0,5% ao ano, e o resgate é de D+5. O rebalanceamento da carteira do ETF é feito a cada três meses.

O fundo de cannabis da XP tem hedge (proteção cambial), o que reduz também a exposição a risco. Com isto, o produto reflete apenas a variação do ETF, independentemente do câmbio.

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Segundo a XP, o “MJ” foi o único ETF do setor de cannabis analisado que passou em seus testes de liquidez, mas à medida que mais ETFs ligados à indústria cresçam em termos de patrimônio líquido e adquiram liquidez relevante, ficarão elegíveis para fazer parte da carteira do Trend Cannabis, pulverizando suas alocações.

O fundo Trend Cannabis FIM* possuí PL médio de 12 meses de R$57.44 milhões teve retornos de 44.78% em 12 meses, 44.60% no ano, -4.42% em junho e 8.14% desde o início.

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Disclaimer: LEIA O PROSPECTO, O FORMULÁRIO DE INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES, LÂMINA DE INFORMAÇÕES ESSENCIAIS E O REGULAMENTO ANTES DE INVESTIR. RENTABILIDADE PASSADA NÃO REPRESENTA GARANTIA DE RENTABILIDADE FUTURA. A RENTABILIDADE DIVULGADA NÃO É LÍQUIDA DE IMPOSTOS. PARA AVALIAÇÃO DA PERFORMANCE DE UM FUNDO DE INVESTIMENTO, É RECOMENDÁVEL A ANÁLISE DE, NO MÍNIMO, 12 (DOZE) MESES.  FUNDOS DE INVESTIMENTO NÃO CONTAM COM GARANTIA DO ADMINISTRADOR, DO GESTOR, DE QUALQUER MECANISMO DE SEGURO OU FUNDO GARANTIDOR DE CRÉDITO – FGC. INVESTIMENTOS NOS MERCADOS FINANCEIROS E DE CAPITAIS ESTÃO SUJEITOS A RISCOS DE PERDA SUPERIOR AO VALOR TOTAL DO CAPITAL INVESTIDO. AS INFORMAÇÕES PRESENTES NESSE MATERIAL TÉCNICO SÃO BASEADAS EM SIMULAÇÕES E OS RESULTADOS REAIS PODERÃO SER SIGNIFICATIVAMENTE DIFERENTES. DESCRIÇÃO DO TIPO ANBIMA DISPONÍVEL NO FORMULÁRIO DE INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES.

Apetite de US$ 1 trilhão se contrapõe a alertas sobre o S&P 500

(Shutterstock)

(Bloomberg) — Os observadores do mercado ouviram alerta atrás de alerta: as ações estão caras, o crescimento econômico deve ficar mais lento, impostos mais altos e política monetária mais restritiva representam ameaças.

No entanto, existe uma enorme força contra todas as vozes pessimistas: compradores que continuam comprando.

A demanda sobe de modo generalizado – dos day-traders obcecados com ações promovidas nas redes sociais a fundos negociados em bolsa (ETFs) e até os outrora cautelosos fundos de hedge, que vêm aumentando sua alavancagem para ganhar exposição.

Há gente interessada em comprar toda vez que as ações sofrem uma queda. Assim, o índice S&P 500 está há sete meses sem recuar 5%, marcando o período mais longo de sustentação desde fevereiro de 2018.

Mesmo a sinalização surpreendente do banco central dos EUA – de duas altas na taxa básica de juros até o final de 2023, antecipando o aperto previsto anteriormente – não abalou seriamente o ânimo comprador na quarta-feira, quando o S&P 500 se recuperou de uma queda de 1% e fechou com perda de apenas 0,5%.

Ninguém sabe até quando essa demanda continuará robusta. Enquanto isso, tal voracidade enche os bolsos de quem está disposto a vender ações no momento – como fundos de pensão e investidores de fundos mútuos.

As compras de ações por pessoas físicas, fundos de hedge e ETFs superaram as vendas em US$ 361 bilhões no primeiro trimestre, a maior diferença desde pelo menos a década de 1950, de acordo com dados compilados pela Reynolds Strategy. O resultado estendeu cinco trimestres consecutivos de entrada de fluxos, quando as compras superaram US$ 1 trilhão, ou cinco vezes mais do que o total acumulado na década anterior.

As grandes companhias dos EUA, que estavam mais reclusas durante a pandemia, agora alimentam a demanda: a recompra de ações se sobrepõe ao total de ofertas pelo segundo trimestre consecutivo.

O apetite por ações nos EUA resultou em uma resiliência do mercado que desafia os céticos. O ano está apenas na metade e o S&P 500 já registrou 29 novos recordes, caminhando para o terceiro melhor ano em termos de pontuação máxima no fechamento do pregão, segundo a Bespoke Investment Group.

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“Os investidores de varejo são agora o fator dominante na valorização das ações, mas as empresas estão contraindo dívidas e criando caixa para recompras – se a demanda dos investidores de varejo diminuir, as recompras pelas empresas ocuparão esse lugar”, disse Brian Reynolds, estrategista-chefe de mercado na firma que leva seu nome. “É por isso que este otimismo no mercado é mais durável, além de potente.”

O S&P 500 subiu 90% desde o ponto mínimo atingido em março de 2020, marcando o melhor início de um período de altas no mercado em nove décadas.

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Como investir no promissor mercado de eSports pela XP

Os números do mercado de eSports (videogames e campeonatos gamers) impressionam. Seu faturamento já é 1,5x maior¹ do que os das indústrias da música e do cinema somados. O número de jogadores ultrapassa a marca de 2 bilhões ao redor do mundo, enquanto o volume de receita movimentada anualmente é de cerca de US$ 160 bilhões anuais².

Para Henrique Sana, especialista da XP em Índices, ETFs e Fundos Trend, apesar deste setor já apresentar números tão expressivos, ainda há um grande potencial de crescimento impulsionado por três fatores.

O primeiro é a digitalização. Hoje só 47% da população mundial possui um smartphone³, device que represente uma grande e crescente fatia no segmento. Ainda restam quase metade da população do planeta, ou 3 bilhões de pessoas (desconsiderando crianças de 0-9 anos)4, sem dispositivo móvel e que eventualmente poderão aumentar ainda mais a base de usuários de jogos on-line.

Em seguida, o interesse da audiência pelos campeonatos de games é significativo. Estima-se que mais de 700 milhões de pessoas assistirão transmissões de jogos eletrônicos em 20215. Para ter uma referência, o Worlds 2020, campeonato mundial do jogo Legues of Legends teve uma audiência de 49 milhões de pessoas transmitido mundialmente em 21 plataformas e 17 idiomas diferentes6.

Para completar, os vídeo games e a nova onda tecnológica de realidade virtual oferecem experiências imersivas e evoluções gráficas que ganham cada vez mais espaço num mundo onde há crescente disputa pelo tempo de atenção das pessoas7.

Trend eSports FIM
É pensando neste potencial mercado que a XP disponibilizou em 2021 na sua plataforma o Trend eSports FIM. Com aportes disponíveis a partir de R$ 100,00, o fundo replica o desempenho do ETF (fundo listado em bolsa) HERO. Confira mais informações na página oficial do ETF (clique aqui).

O novo produto faz parte da família de Fundos Trend, a franquia de investimentos indexados da XP que totalizam hoje mais de R$ 15 bilhões8 ativos sob gestão da XP Allocation em 40 fundos (incluindo os Trends ETFs) de gestão passiva e com baixas taxas de administração.

O ETF Hero replica os ativos do índice Solactive Video Games & Esports Index, composto por 40 ações globais de empresas cujos principais negócios têm exposição significativa às indústrias de videogames e eSports.

Negociado na bolsa de NASDAQ sob o ticker HERO, este ETF tem $680 milhões de dólares investidos, uma liquidez média diária (45d) de $9 milhões e rendeu 73,7% nos últimos 12 meses, bem acima do que ações globais de tecnologia (54,2% iShares Global Tech, IXN) e que ações globais diversificadas (50,1% iShares MSCI AWCI)9.

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Para ter acesso a esse e outros fundos, abra um conta gratuita na XP.

Confira abaixo as características do Trend eSports FIM:

  • ETF replicado: ETF HERO
  • Aplicação mínima: R$100,00
  • Público-Alvo: Investidores em Geral
  • Taxa de Administração: 0,50% a.a.
  • Resgate: cotização D+5 (corridos) / liquidação D+1 (útil)
  • Veículo com hedge cambial

Potencial de crescimento do mercado de games

A curva dos games já vem ocorrendo ao longo dos anos, acompanhando o desenvolvimento tecnológico e da internet. “A história dos videogames começou nos anos 50 em laboratórios de informática de universidades como o MIT10. Os games só tornaram se um sucesso comercial na década de 70 com o lançamento viral do Pong pela Atari. Desde então, a indústria vem crescendo e se transformando tecnologicamente (mobile, realidade virtual) e socialmente (campeonatos de games)”, afirma Sana.

O especialista destaca os números atuais do mercado e sua projeção otimista. “A indústria de games faturou $ 173 bilhões de dólares em 2020 – um valor 1,5 vezes maior do que as indústrias de cinema e música somadas. Espera-se que o faturamento de games cresça 10,4% anualmente e chegue a $314 bilhões em 2026.”

Um outro ponto interessante é que os jogos eletrônicos se tornaram uma das poucas formas de entretenimento durante a pandemia do COVID, devido às restrições de circulação e distanciamento social. Isso fez os números cresceram ainda mais.

Enquanto cinemas, teatros e restaurantes perderam circulação de clientes, o número pessoas jogando vídeo games cresceu 6,4% em 2020 globalmente11. Estima-se que o total de horas jogadas cresceu +45% nos EUA durante o pico do COVID em Mar/2012.

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[1] Statista, Newzoo, Comscore, IFPI, Gaming: The Most Lucrative Entertainment Industry By Far | Set/20
[2] Reuters, Gaming revenue to top $159B in 2020 | 2020
[3] Statista, Number of smartphone users worldwide from 2016 to 2023 | 2020
[4] Statista, World Population breakdown by age and region | 17Mar/2021
[5] Newzoo, Viewership Engagement Continues to Skyrocket Across Games and Esports: The Global Live Streaming Audience Will Pass 700 Million This Year | Mar/21
[6] Reuters, Worlds 2020 posted record AMA numbers | Dez/20
[7] Pelham Smithers e Visual Capitalist, The Rise of Gaming Revenue Visualized | Nov/21
[8] Passivos R$ 14,6bi (36 fudos) conforme disponível em https://www.xpasset.com.br/#/lista; e R$0,8 bi ETFs (5) em https://www.xpasset.com.br/etfs/ –> Fundo à O Fundo à Histórico de Cotas (PL) | Data base: 18/Maio/2021
[9] Fonte: ETF.com, disponível em http://www.etf.com/HERO | Database: 13/Mai/2021
[10] Smithsonian, Video Game History acessado em https://www.si.edu/spotlight/the-father-of-the-video-game-the-ralph-baer-prototypes-and-electronic-games/video-game-history
[11] Newzoo, https://newzoo.com/key-numbers/ 2020 Global Players | Jan/20
[12] Statista, COVID-19: increase in time spent playing video games worldwide | Mar/20

Fundos de Investimento

LEIA O PROSPECTO, O FORMULÁRIO DE INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES, LÂMINA DE INFORMAÇÕES ESSENCIAIS E O REGULAMENTO ANTES DE INVESTIR. RENTABILIDADE PASSADA NÃO REPRESENTA GARANTIA DE RENTABILIDADE FUTURA. A RENTABILIDADE DIVULGADA NÃO É LÍQUIDA DE IMPOSTOS. PARA AVALIAÇÃO DA PERFORMANCE DE UM FUNDO DE INVESTIMENTO, É RECOMENDÁVEL A ANÁLISE DE, NO MÍNIMO, 12 (DOZE) MESES.  FUNDOS DE INVESTIMENTO NÃO CONTAM COM GARANTIA DO ADMINISTRADOR, DO GESTOR, DE QUALQUER MECANISMO DE SEGURO OU FUNDO GARANTIDOR DE CRÉDITO – FGC. INVESTIMENTOS NOS MERCADOS FINANCEIROS E DE CAPITAIS ESTÃO SUJEITOS A RISCOS DE PERDA SUPERIOR AO VALOR TOTAL DO CAPITAL INVESTIDO. AS INFORMAÇÕES PRESENTES NESSE MATERIAL TÉCNICO SÃO BASEADAS EM SIMULAÇÕES E OS RESULTADOS REAIS PODERÃO SER SIGNIFICATIVAMENTE DIFERENTES. DESCRIÇÃO DO TIPO ANBIMA DISPONÍVEL NO FORMULÁRIO DE INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES.

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Disclaimer: CONTEÚDO PATROCINADO XP INVESTIMENTOS CCTVM S.A. Este material foi elaborado pela XP Investimentos CCTVM S/A (“XP Investimentos” ou “XP”) e tem caráter meramente informativo, não constitui e nem deve ser interpretado como solicitação de compra ou venda, oferta ou recomendação de qualquer ativo financeiro, investimento, sugestão de alocação ou adoção de estratégias por parte dos destinatários. Os prazos, taxas e condições aqui contidas são meramente indicativas. As informações contidas neste material foram consideradas razoáveis na data em que ele foi divulgado e foram obtidas de fontes públicas consideradas confiáveis. A XP Investimentos não dá nenhuma segurança ou garantia, seja de forma expressa ou implícita, sobre a integridade, confiabilidade ou exatidão dessas informações. Os ativos, operações, fundos e/ou instrumentos financeiros discutidos neste material podem não ser adequados para todos os investidores. Os investidores devem obter orientação financeira independente, com base em suas características pessoais, antes de tomar uma decisão de investimento. A XP Investimentos não se responsabiliza por decisões de investimentos que venham a ser tomadas com base nas informações divulgadas e se exime de qualquer responsabilidade por quaisquer prejuízos, diretos ou indiretos, que venham a decorrer da utilização deste material ou seu conteúdo. Investimentos nos mercados financeiros e de capitais estão sujeitos a riscos de perda superior ao valor total do capital investido. A XP Investimentos se coloca à disposição para clientes que desejam obter informações, tirar dúvidas ou fazer reclamações por meio de seu Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC). O contato do SAC é o telefone 0800 77 20202. A Ouvidoria da XP Investimentos tem a missão de servir de canal de contato sempre que os clientes que não se sentirem satisfeitos com as soluções dadas pela empresa aos seus problemas. O contato pode ser realizado por meio do telefone: 0800 722 3710. Para maiores informações sobre produtos, tabelas de custos operacionais e política de cobrança, favor acessar o nosso site: www.xpi.com.br.

“Estou voltando a gostar de Petrobras”; a carteira da RPS neste momento

(CONDADO DA FARIA LIMA) – Com a demanda por commodities seguindo muito forte, produtoras de matéria-prima continuarão como as grandes vencedoras no curto e médio prazo. Porém, agora é hora de aumentar o sarrafo de qualidade das empresas investidas, já muita coisa subiu forte mesmo sem fundamento. Além disso, é hora de montar “hedges” caso o maior medo do mercado aconteça, que é uma retirada prematura dos estímulos do Banco Central.

Esse é o resumo do “Coffee & Stocks” desta quarta-feira (12) com Paolo di Sora, CIO e um dos fundadores da RPS Capital. O papo completo você confere no vídeo acima ou direto no canal do Stock Pickers no Youtube (aproveite para fazer sua inscrição no canal: todo dia das 8h às 8h30 temos uma live nova sobre mercados).

Melhores momentos do Coffee & Stocks:

Já acabou o “rali do lixão” (empresas que estão em dificuldade neste momento de crise, como aéreas e turismo). Estamos no meio do ciclo econômico: a Inflação já fez mínima e BCs já começam a falar de retirada de estímulos, e neste momento, é bom subir o sarrafo de qualidade.

Retiramos da carteira airlines, shopping, turismo e começamos a comprar cíclicos de qualidade: são líderes, marcas fortes, que podem parecer caras mas que não vão decepcionar nos resultados.

Neste momento do ciclo, é bom ter empresas cíclicas e baratas. Está difícil encontrar mas ainda tem, em especial as commodities. Pega o exemplo da Vale, que subiu mais de 100% mas o lucro subiu 300% no mesmo período, então ela teve um ‘de-rating’ no período.

Mundo está cada vez mais social democrata, classes C e D vão consumir bastante e isso puxa commodities. Os planos de Infraestrutura nos EUA e Europa vão ajudar com isso e o setor imobiliário aquecido também puxa pra cima. Já do lado da oferta, não tem mais: com o mundo ESG, ninguém quer fazer um investimento grande em nova produção de commodity.

A gente está voltando a gostar de Petrobras: como eu estou mais otimista com o cambio, com o real ficando mais apreciado, a pressão para aumentar preços vai diminuir. E ela é a empresa de petróleo mais barata: enquanto as petroleiras subiram 50% no mundo, ela está caindo 20% em dólares.

JBS: Está usando muito bem o caixa para fazer buyback (recompra).

O grande risco do mercado: os BCs terem que retirar os estímulos antes da hora. Como nunca tivemos uma expansão fiscal tão grande como agora, a expansão monetária vai ter que sair antes. Se o Fed começar a subir juros logo, vai ser muito ruim pros mercados, temos o risco de 2022 ser tão ruim como foi 2013 quando subiram juros. Qual hedge temos com isso? Ações de bancos americanas.

Eletrobras: ela deve ser privatizada, fizeram um plano de uma forma que vai beneficiar os estados do Norte e Nordeste.

A Lei de Liberdade Econômica, as “Segregated Portfolio Companies” e a CVM

(Divulgação CVM)

No meio do mês de abril, acabou o período de recebimento pela CVM de comentários à minuta da norma que vai regulamentar a constituição e o funcionamento dos fundos de investimento no Brasil, no âmbito do Edital de Audiência Pública SDM nº 08/2020.

O objetivo desta nova norma é modernizar o arcabouço regulatório dos fundos de investimento brasileiros, adequando-os às inovações introduzidas pela Lei nº 13.874, de 20 de setembro de 2019 (“Lei da Liberdade Econômica”), além de buscar uma maior convergência entre as diferentes regras que tratam dos diversos tipos de fundos de investimento existentes no país.

Entre as novidades trazidas pela Lei de Liberdade Econômica está a possibilidade de estruturação de fundos de investimento com classes de cotas distintas, com a constituição de patrimônios segregados entre as diferentes classes, respondendo cada patrimônio exclusivamente pelo conjunto de deveres e obrigações atinentes à respectiva classe de cotas.

Esse instrumento de segregação não é novo fora do Brasil. Em outros países, o instituto é amplamente utilizado sob a denominação de segregated portfolio companies (SPC), sendo que o grau de segregação entre ativos e passivos (ring fence) varia de uma jurisdição para outra.

Essa inovação, se bem implementada, representa uma importante evolução para o mercado de fundos de investimento no Brasil, em especial para o segmento de fundos estruturados (considerando o universo dos FIP, dos FIDC e dos FII), que observou um crescimento expressivo nos últimos anos, atingindo a marca de R$ 730 bilhões ao final de 2020, em termos de patrimônio líquido.

Na prática, sob uma perspectiva mais superficial, a segregação patrimonial entre diferentes classes de cotas permite aos fundos de investimento uma economia em relação aos custos globais de administração e manutenção dos fundos, havendo ganho de eficiência, por exemplo, nos custos atinentes ao registro do fundo perante a CVM, bem como nas despesas com contabilidade e auditoria de suas demonstrações financeiras.

Já em termos de produtos, e sob uma perspectiva mais aprofundada, a segregação patrimonial de diferentes classe de cotas permite que administradores e gestores utilizem o fundo como uma “plataforma” de investimentos, na qual se possa estruturar, dentro de um mesmo fundo, diversos investimentos que se encontrem em diferentes fases de maturação ou com diversos perfis de risco.

Para ilustrar o cenário acima, imagine um fundo de investimento imobiliário que se proponha a desenvolver determinados empreendimentos imobiliários para a posterior obtenção de renda advinda de aluguéis.

Com a possibilidade de emissão de diferentes classes de cotas, admite-se que, durante a fase de desenvolvimento (que compreende a aprovação de projetos, desenvolvimento, construção, locação, etc.) os investidores das Cotas Classe A corram os riscos relativos aos Empreendimentos A, os investidores das Cotas Classe B corram os riscos relativos aos Empreendimentos B, e assim sucessivamente.

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No momento em que os ativos já estejam performados, e gerando renda de aluguel, seria possível realizar a conversão das Cotas Classe B em Cotas Classe A, observada determinada relação de troca, unificando-as em uma única classe de cotas, propiciando-se, assim, uma maior liquidez a todos os cotistas do fundo em questão.

Outra forma de se propor a utilização de diferentes classes de cotas é a possibilidade de investimento, pelo fundo, em um único empreendimento imobiliário, com diferentes níveis de risco alocado entre as respectivas classes de cotas.

A título exemplificativo, as Cotas Classe A poderiam ter um perfil mais moderado, em que os investimentos no empreendimento sejam realizados 100% com capital dos Cotistas Classe A (equity), ao passo que as Cotas Classe B poderiam ter um perfil mais agressivo, em que os investimentos no empreendimento sejam realizados parte com capital dos Cotistas Classe B (equity) e parte com a obtenção de alavancagem ou financiamento (leverage), com diferentes taxas de retorno em caso de sucesso do empreendimento.

Voltando à Audiência Pública SDM nº 08/2020, a CVM, de forma bastante positiva, procurou encarregar aos administradores e gestores, quando da elaboração do regulamento, a definição quanto à forma de segregação de ativos e passivos e à alocação de despesas entre às respectivas classes, com especial ênfase a que se evite uma indevida transferência de riquezas (e, a contrario sensu, de riscos) entre as diferentes classes de cotas de um mesmo fundo.

Por outro lado, ao tratar da insolvência dos fundos de investimento, de acordo com o art. 1.368-E introduzido pela Lei de Liberdade Econômica, a CVM acabou por não considerar, nas hipóteses de decretação de insolvência (art. 105, inciso “iv” da Resolução proposta pela CVM), a possibilidade de eventuais situações específicas envolverem apenas uma classe de cotas.

Como resultado, a decretação de insolvência contaminaria o fundo como um todo, mesmo quando os problemas estejam vinculados somente a uma determinada classe de cotas.

Sob uma perspectiva mais macro, esse ponto específico da minuta de norma posta à audiência pública pela CVM reflete talvez a maior dificuldade em se estabelecer segregação patrimonial entre diferentes classes de cotas:

(i) em que medida as diferentes classes de cotas “compartilham” os custos e despesas globais de administração e manutenção;

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e (ii) em que medida a segregação é realizada de forma plena e absoluta (ring fence), sem que uma classe de cotas ou os ativos a ela vinculados possa impactar negativamente outra classe; de modo a que se atinja um ponto ótimo entre compartilhamento e segregação, produzindo-se assim o efeito esperado de estímulo ao desenvolvimento do mercado de fundos de investimento no Brasil.

Adicionalmente, sem considerar quaisquer discussões a respeito da aplicabilidade de norma mais específica em detrimento à norma geral, é importante que se tenha em mente que o art. 76 da MP 2.158, de 24 de agosto de 2001, conforme reeditada de tempos em tempos, permanece em vigor no nosso ordenamento.

Esse dispositivo estabelece a não eficácia de normas que visem à afetação ou à separação, a qualquer título, de patrimônio de pessoa física ou jurídica, em relação a débitos de natureza fiscal, previdenciária ou trabalhista, em especial quanto às garantias e aos privilégios que lhes são atribuídos.

Em conclusão, destacamos a importância das inovações trazidas pela Lei de Liberdade Econômica para o desenvolvimento e evolução do mercado de capitais no país, em especial em relação ao arcabouço legal e regulatório aplicável aos fundos de investimento.

Porém, existem inúmeros desafios à implementação de tais inovações sob a perspectiva regulatória que merecem bastante cuidado e atenção, tanto por parte do mercado quanto da CVM, para que não se desperdice a oportunidade de se promover melhorias substanciais ao pleno desenvolvimento deste segmento de mercado, em razão da imposição de dispositivos regulatórios que possam eliminar ou desincentivar as inovações antes que elas tenham de fato surgido.

Fundos de previdência: o último “almoço grátis” do mercado

(CONDADO DA FARIA LIMA) – Se você tem uma carteira de fundos mas não tem nenhum fundo de previdência nela, provavelmente você está fazendo algo errado.

Essa é a conclusão que tiramos da aula sobre Fundos de Previdência que tivemos no Coffee & Stocks desta sexta-feira (16). Recebemos Carolina Oliveira, analista de fundos da XP e que por 10 anos trabalhou dentro da indústria de fundos de pensão. Confira a conversa na íntegra no vídeo acima ou no canal do Stock Pickers no YouTube.

Resumindo os 30 minutos de conversa: Carol explicou por que define fundos de previdência como “o último almoço grátis” do mercado: “você pode investir naquilo que gosta mas com grande vantagens tributárias”. O motivo para isso: desde 2015 muitas mudanças regulatórias permitiram que esses fundos possam se expor mais em renda variável e ativos internacionais. Isso fez com que grandes gestoras pudessem criar fundos de previdência com uma carteira bem parecida com a dos seus fundos “tradicionais” – a diferença é que, na previdência você consegue grandes vantagens tributárias.

Carol citou 7 assets com produtos de previdência que ela gosta bastante:
Renda fixa: Capitânia
– Multimercados: Legacy, Ibiúna, SPX e JGP
– Ações: Brasil Capital e IP

(nota do editor: ao final da entrevista, ela até convenceu o Salomão a trocar o fundo da Brasil Capital que ele tem na carteira pelo mesmo fundo, só que de previdência)

Coffee & Stocks

O Coffee & Stocks é o programa de entrevistas diárias do Stock Pickers. Transmitido de segunda a sexta pontualmente das 8h às 8h30 da manhã no Youtube (inscreva-se no canal para não perder nenhuma live). Para cada dia da semana, um tema específico:
Segunda: análise técnica ou trading
Terça: ações globais (Global Pickers)
Quarta: macroeconomia (Macro Pickers)
Quinta: uma tese de ação brasileira (Por que invisto em….)
Sexta: tema livre (Coffee Sextou)

Telegram do Stock Pickers: não perca nenhuma novidade na lista da mais quente do mercado. Acesse gratuitamente clicando aqui.

XP cria unidade de recursos naturais e terá fundo de florestas

(Bloomberg) — A XP, a maior corretora do Brasil, está se preparando para levantar até R$ 2 bilhões em seu primeiro fundo de investimento em florestas de produção de madeiras, procurando atender à crescente demanda por investimentos alternativos em meio às taxas de juros baixas no país.

Cleidson Rangel, especialista em recursos naturais, foi contratado pela gestora de fundos da XP para dirigir uma nova unidade voltada para esse setor, segundo Bruno Castro, presidente da XP Asset Management. A ideia é também criar fundos de terras agrícolas e de crédito de carbono, disse Castro.

“Existem tantas oportunidades de investimento em uma nação do tamanho do Brasil”, disse Castro em uma entrevista. “E o retorno desses fundos não tem correlação com outros mercados, por isso eles são uma verdadeira alternativa de diversificação para investidores locais e estrangeiros.”

A indústria de fundos do Brasil teve quase R$ 39 bilhões em entradas líquidas em janeiro e fevereiro, depois de levantar R$ 174 bilhões em 2020, de acordo com a Anbima, a associação dos mercados de capitais do país. As taxas de juros perto de mínimas históricas persuadiram muitos investidores a buscar ativos não-tradicionais para aumentar os retornos. O dinheiro está fluindo enquanto o país cambaleia em meio à pandemia de Covid-19, com uma taxa de infecção entre as mais altas do mundo.

O fundo de florestas de produção de madeiras da XP planeja começar a levantar dinheiro em maio ou junho, de acordo com Castro. Os investidores potenciais, a princípio, incluirão fundos de pensão, fundos soberanos, seguradoras, family offices e áreas de private banking, disse ele, acrescentando que a XP também fornecerá capital inicial.

A XP está pensando em uma maneira para viabilizar, no futuro, que investidores de varejo também possam entrar no fundo, de acordo com Isaac Sutton, sócio da BH26, butique focada em recursos naturais no Brasil que é consultora exclusiva da XP.

Os investidores estrangeiros podem comprar no máximo 49% de um lote de terras no Brasil, então o fundo da XP será um veículo para eles investirem sem ultrapassar esse limite, disse Rangel, que por quase 10 anos foi diretor de investimentos do Brasil na Hancock Natural Resource Group, uma gestora global de investimentos. Ele também teve passagens pela FourWinds Capital Management and Forest Systems, com foco em créditos de carbono e investimentos em terras.

O objetivo da XP é obter certificações ambientais, sociais e de governança para todos os produtos da sua nova unidade de recursos naturais, de forma a atrair o crescente segmento de investidores ESG, disse Castro.

Rangel disse que há um mercado potencial de US$ 50 bilhões em investimentos florestais no Brasil e US$ 400 bilhões em terras agrícolas. Apenas 8% das florestas plantadas de madeira no Brasil estão nas mãos de investidores, e mais produtores de celulose e papel estão dispostos a vender, disse ele.

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A Ibá, associação da indústria madeireira do país, estima que os investimentos no setor totalizarão cerca de R$ 35,5 bilhões de 2020 a 2023, dobrando o valor dos quatro anos anteriores combinados.

A estratégia do fundo será diversificar riscos investindo em florestas maduras com diferentes tipos de compradores de madeira, disse Sutton. O fundo será denominado em reais e tem como objetivo render pelo menos 7% acima da inflação. O retorno será gerado pelo aumento no valor da terra e por ganhos com a venda de madeira e de créditos de carbono, de acordo com Sutton, que foi responsável pelos investimentos proprietários do Grupo Safra.

A XP Asset Management tem R$ 100 bilhões em recursos de terceiros sob gestão e pretende dobrar esse valor em dois anos, disse Castro.

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AZ Quest anuncia compra da MZK Investimentos e reforça equipe macro

(CONDADO DA FARIA LIMA) – A AZ Quest acaba de anunciar a compra da MZK Investimentos, gestora criada por Marco Antonio Mecchi. Os valores não foram revelados, mas a aquisição busca unir o melhor das duas casas: a senioridade da equipe de gestores da MZK com o tamanho e alcance que a multigestora AZ Quest tem com diversos investidores. Com o deal, Mecchi passará a ser o head da área macro na nova casa.

A MZK foi fundada em abril de 2018 por Marco Antonio Mecchi, trader com quase 30 anos de experiência no mercado e que foi chefe da mesa de trading do HSBC/Bradesco de 2005 a 2017 (em 2015, o HSBC foi vendido ao Bradesco mas ele continuou no cargo). Saiu em 2017  junto com outros três traders (Danilo Macari, André Kitahara e Gustavo Menezes) para fundar a MZK. O único fundo da casa, o MZK Dinâmico acumula desde sua estreia (7/mai/18) rentabilidade de 17,4%, ou 126% do CDI.

A compra busca unir o melhor das duas casas: a MZK tem a chancela de uma equipe sênior e que trabalha junto há muito tempo, mas atualmente a gestora possuía R$ 700 milhões sob gestão, quantia “modesta” diante do calibre do time. Já a AZ Quest, com R$ 17,3 bilhões em ativos sob gestão, tem acesso a uma rede muito maior de investidores, mas o segmento multimercado responde por apenas R$ 2 bilhões deste montante.

Stock Pickers apurou que a vinda do Mecchi já era um “desejo antigo” da AZ Quest e que, com a união dos dois times, a gestora vai querer competir de igual pra igual com outras grandes casas multimercados, como SPX, Kapitalo, Legacy, entre outras. Ao todo, o time macro será composto por 16 pessoas (sendo 9 da MZK e 7 da AZ Quest).

A compra da MZK já faz parte do pacote de novidades que a AZ Quest trouxe desde semana passada, quando anunciou um novo acordo com seu controlador, o italiano Grupo Azimut, que ampliou sua fatia de participação na gestora para 80% e entregou um “grande pacote de incentivos” para a gestora brasileira reforçar seu time.

No time de ações, a AZ Quest trouxe 5 reforços: João Mamede (ex-Itaú BBA), Fernanda Cunha (ex-head de research do Citi), Hugo Pires e Daniel Namur. Eles responderão para Wellian Wang e Eduardo Carlier, que já estavam na AZ Quest. Outro reforço recente é a chegada de Marcelo Marin, que veio para tocar a estratégia Long & Short da gestora.

Contudo, alguns nomes deixaram a gestora. Um deles é Alexandre Silverio, que ocupava o cargo de CIO e estava na empresa desde 2011. “Nessa nova etapa, as equipes de gestão (renda variável, macro, crédito e arbitragem) terão líderes específicos, todos respondendo diretamente ao CEO da empresa”, disse a AZ Quest em comunicado na época.

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