Fundos de previdência: o último “almoço grátis” do mercado

(CONDADO DA FARIA LIMA) – Se você tem uma carteira de fundos mas não tem nenhum fundo de previdência nela, provavelmente você está fazendo algo errado.

Essa é a conclusão que tiramos da aula sobre Fundos de Previdência que tivemos no Coffee & Stocks desta sexta-feira (16). Recebemos Carolina Oliveira, analista de fundos da XP e que por 10 anos trabalhou dentro da indústria de fundos de pensão. Confira a conversa na íntegra no vídeo acima ou no canal do Stock Pickers no YouTube.

Resumindo os 30 minutos de conversa: Carol explicou por que define fundos de previdência como “o último almoço grátis” do mercado: “você pode investir naquilo que gosta mas com grande vantagens tributárias”. O motivo para isso: desde 2015 muitas mudanças regulatórias permitiram que esses fundos possam se expor mais em renda variável e ativos internacionais. Isso fez com que grandes gestoras pudessem criar fundos de previdência com uma carteira bem parecida com a dos seus fundos “tradicionais” – a diferença é que, na previdência você consegue grandes vantagens tributárias.

Carol citou 7 assets com produtos de previdência que ela gosta bastante:
Renda fixa: Capitânia
– Multimercados: Legacy, Ibiúna, SPX e JGP
– Ações: Brasil Capital e IP

(nota do editor: ao final da entrevista, ela até convenceu o Salomão a trocar o fundo da Brasil Capital que ele tem na carteira pelo mesmo fundo, só que de previdência)

Coffee & Stocks

O Coffee & Stocks é o programa de entrevistas diárias do Stock Pickers. Transmitido de segunda a sexta pontualmente das 8h às 8h30 da manhã no Youtube (inscreva-se no canal para não perder nenhuma live). Para cada dia da semana, um tema específico:
Segunda: análise técnica ou trading
Terça: ações globais (Global Pickers)
Quarta: macroeconomia (Macro Pickers)
Quinta: uma tese de ação brasileira (Por que invisto em….)
Sexta: tema livre (Coffee Sextou)

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Transparência na remuneração do assessor é necessária – e bancos deveriam acompanhar, diz associação

Mão segura um celular e consulta um gráfico em frente a um painel de movimentação de ações em Bolsa - mercado fracionário (scyther5/Getty Images)

SÃO PAULO – Lider no mercado de agentes autônomos do Brasil, a XP Investimentos está se movimentando para deixar o modelo de remuneração desses profissionais mais transparente.

A partir deste mês, escritórios vinculados à XP devem apresentar aos clientes a remuneração obtida em cada fundo de investimento e de previdência, com a abertura do percentual das taxas de administração (conhecido como rebate) repassado na distribuição dos produtos.

Esses profissionais são comissionados. Assim, pode haver dúvidas sobre se eles estão oferecendo o melhor produto para o cliente ou o que rende a maior remuneração, diz Eduardo Siqueira, vice-presidente da Associação Brasileira de Agentes Autônomos Independentes (ABAAI) e sócio do escritório de agentes autônomos Acqua Investimentos, ligado à XP.

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“A posição da associação é de transparência total. Quanto maior, melhor para o mercado e para os investidores. E todos os players deveriam abrir os seus conflitos de interesse”, defende.

O projeto é piloto, diz Siqueira. Segundo ele, a intenção é que em breve todas as taxas envolvidas no processo sejam expostas, como as de negociação de ações e investimento em fundos imobiliários e produtos de renda fixa.

Siqueira acrescentou que a XP está se antecipando a uma resolução do mercado, que tem discutido a modernização da norma que dispõe sobre os agentes autônomos de investimento e o aprimoramento da atividade em consulta pública da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

À medida que a transparência evolua no segmento, o vice-presidente da associação de agentes autônomos cobra a ampliação das informações sobre a remuneração no setor como um todo, inclusive nos bancos tradicionais. “Não preciso saber qual é o salário de um gerente. Mas gostaria de saber qual é a sua meta e seus incentivos financeiros”, diz.

Em manifestação feita em agosto na consulta, a XP afirmou: “O potencial conflito de interesse que existe na atividade de distribuição de investimentos pode ser mitigado pela transparência do processo de vendas. Esse é um movimento que fortalece a imagem do Agente Autonomo de Investimento, e traz para a mesa um debate amplamente discutido no mundo todo, além de reforçar o alinhamento do processo de distribuição, que já é feito com base no perfil de risco do cliente (suitability) e a recomendação de produtos da corretora”.

No universo dos fundos de investimento, a remuneração do AAI muda dependendo do fundo e da corretora. Já na renda variável, a comissão repassada por uma corretora aos seus escritórios de agentes autônomos oscila de acordo com a corretagem paga pelo cliente em suas operações.

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De acordo com o vice-presidente da ABAAI, há hoje cerca de 7 mil agentes autônomos ativos no Brasil e a comissão sobre os produtos ofertados responde integralmente pela remuneração dos profissionais.

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