Cade tende a rejeitar fusão entre Localiza e Unidas, diz jornal: qual o impacto para as ações?

Locamerica Unidas locadora de carros (divulgação)

SÃO PAULO – De acordo com informações do jornal Valor Econômico, a fusão entre as locadoras de veículos Localiza (RENT3) e Unidas (LCAM3) tem grandes chances de ser rejeitada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

A tendência recente era pela aprovação (considerando o mercado com baixa barreira de entradas). No entanto, o Cade estaria vendo maiores riscos à competitividade do setor após analisar mais a fundo acordos de exclusividade com empresas do setor (como por exemplo o da Unidas com a Enterprise).

Segundo a publicação, as equipes do Cade responsáveis pela análise da fusão, anunciada em setembro do ano passado, não estão conseguindo encontrar “remédios” que possibilitem a aprovação do negócio.

A notícia foi divulgada perto do fechamento do pregão da última terça-feira (17). Na véspera, os ativos RENT3 fecharam em baixa de 2,67%, a R$ 54,60, enquanto os papéis LCAM3 tiveram perdas de 2,95%, a R$ 24,32, em uma sessão em que o Ibovespa teve perdas de 1,07%.

De acordo com análise da XP, a notícia é negativa para Localiza e Unidas por sugerir menor chance de aprovação da proposta de fusão.

Porém, os analistas lembram que essa não é a primeira vez que é noticiado na mídia sugestões de não-aprovação da proposta. Eles ressaltam que, desde o início do processo, diversas notícias seguiram tom negativo quanto à aprovação.

Além disso, apontam que, atualmente, não veem as ações precificando os benefícios da materialização da fusão (RENT3 tem alta de 5%, LCAM3 sobe 15%, enquanto o Ibovespa tem alta de 22% desde a proposta de fusão, em setembro de 2020).

“Portanto, por fundamentos, vemos mais upside [potencial de valorização] do que downside [potencial de queda] para as ações da Localiza e da Unidas na resolução desse caso. Os analistas estimam cerca de R$ 8,2 bilhões em sinergias se a fusão for aprovada, algo ainda não precificado na visão da casa.

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Os analistas reiteram visão positiva com o setor e recomendação de compra para as três empresas com as ações negociadas na Bolsa – além de Localiza e Unidas, a rival Movida (MOVI3). O preço-alvo para RENT3 é de R$ 76, para LCAM3 é de R$ 34 e para MOVI3 é de R$ 23, o que corresponde a potencial de valorização respectivo de 39%, 40% e 28% para os ativos em relação ao fechamento da sessão da última terça-feira.

Eles ainda lembram o rito do Cade, que tem até 330 dias no total para dar o seu parecer (até 6 de janeiro de 2022).” O que deve acontecer em breve é o envio de relatório do corpo técnico do órgão para o seu tribunal tomar a decisão final, sendo  a esse relatório que a notícia faz referência”, apontam.

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Camil compra empresa de massas Santa Amália por R$ 260 milhões e cria nova concorrência para M. Dias Branco

(Klaus Nielsen/ Pexels)

SÃO PAULO – A Camil Alimentos (CAML3) informou nesta terça-feira (17) que comprou a empresa de massas Santa Amália, por R$ 260 milhões, dando seu primeiro passo no segmento.

Segundo comunicado, a Santa Amália é uma das companhias de massas mais tradicionais do país, possuindo liderança no estado de Minas Gerais, com marcas de destaque na categoria de massas e um portfólio com marcas premium.

Em fato relevante, a Camil afirma que a complementariedade geográfica da empresa, com liderança em regiões com potencial de crescimento para as categorias atuais da Camil, bem como seu posicionamento com potencial de crescimento nacional, reforça a estratégia de aquisições da companhia.

“A operação representa um importante passo para a diversificação e entrada em novas categorias e expansão geográfica da Camil no Brasil”, escreve.

Ainda de acordo com o fato relevante, além do preço de aquisição, de R$ 260 milhões, a Camil assumirá o endividamento da Santa Amália da ordem de R$ 150 milhões.

Na avaliação da Guide Investimentos, o anúncio é positivo, por aumentar a diversificação do portfólio da Camil de produtos alimentícios, apesar do elevado preço atual que o trigo é cotado.

“Acreditamos que possíveis sinergias devam ser geradas com a compra no médio e longo prazo, com destaque para diluição de custos operacionais”, escrevem os analistas.

A visão é compartilhada pelo Itaú BBA, que diz ver a transação como um marco importante para a Camil, pois marca sua entrada em uma nova categoria no Brasil.

Os analistas avaliam que a compra está alinhada com a estratégia anunciada pela companhia de crescimento inorgânico. Além disso, permite à Camil exposição ao segmento de massas e expande sua atuação nacional para estados como Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo, podendo gerar oportunidades de expansão do seu portfólio atual para novos mercados, destaca o Itaú.

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O time de análise afirma ainda que a aquisição abre espaço para que a Camil complemente seu portfólio em São Paulo e pode, ainda, aumentar o tamanho da rede de distribuição atual da empresa.

“Embora ainda não tenhamos informações suficientes para analisar o preço pago pela Santa Amália, parece atrativo para as operações da Camil sob uma análise qualitativa”, escrevem os analistas.

O Itaú BBA tem recomendação market perform (em linha com a média do mercado) para os papéis CAML3 e preço-alvo de R$ 14.

Anúncio é negativo para M. Dias Branco

Em relatório, o Bradesco BBI avalia que a aquisição deve ter reação neutra do mercado para Camil e negativa para as ações da fabricante de massas M. Dias Branco (MDIA3).

Isso porque os analistas esperam que a Camil foque em aprimorar as operações da Santa Amália nos próximos seis a 12 meses, ampliando sua participação no mercado de massas e criando uma forte competição para a M. Dias Branco.

O time de análise, contudo, segue otimista com os papéis MDIA3, em meio à expectativa de uma recuperação das margens com uma possível queda dos preços agrícolas nos próximos anos.

Já com relação à Camil, o Bradesco BBI não vê o valuation pago pela operação como atrativo, uma vez que o banco estima que a Camil terá que melhorar a margem Ebitda da nova companhia para 11%, dos patamares negativos atuais.

Por outro lado, destacam, a aquisição adiciona uma diversificação positiva para a Camil e há um risco positivo de a empresa usar sua rede de distribuição para expandir suas operações.

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Além disso, o time de análise chama atenção para a possibilidade de sinergias, uma vez que as despesas com vendas, gerais e administrativas da Santa Amália vieram altas em 2020.

Por volta das 10h35 desta terça-feira (17), as ações CAML3 operavam entre perdas e ganhos na Bolsa, a R$ 8,64, enquanto os papéis MDIA3 tinham leve queda de 0,4%, a R$ 30,83.

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Rede D’Or faz oferta pública de aquisição pela Alliar e pode pagar até R$ 1,35 bilhão; ações AALR3 sobem quase 20%

SÃO PAULO – O grupo de hospitais Rede D’Or (RDOR3) informou nesta segunda-feira (16) que o seu conselho de administração aprovou a realização de uma oferta pública de aquisição (OPA) das ações do Centro de Imagem Diagnósticos Alliar (AALR3).

Segundo fato relevante, o objetivo da OPA é adquirir a totalidade das 118.292.816 ações ordinárias da Alliar, a um preço equivalente a R$ 11,50 por papel – o que avaliaria o negócio em cerca de R$ 1,35 bilhão.

O preço ofertado representa um prêmio de 21,8% em relação à cotação de fechamento das ações da Alliar no pregão de sexta-feira (13) e de 12,6% em relação ao preço médio de fechamento ponderado por volume dos últimos 30 dias.

O anúncio foi bem recebido pelo mercado financeiro. Por volta das 11h50, os papéis AALR3 apresentavam alta de 19,8%, a R$ 11,30. Já as ações RDOR3, que abriram o pregão em alta, viraram para queda e recuavam cerca de 0,7%, a R$ 72,53.

“A administração da Rede D’Or acredita que a realização da OPA representa uma boa oportunidade de investimento, considerando uma análise fundamentalista da Alliar, e que o preço a ser oferecido, é justo e atrativo para os atuais acionistas da Alliar”, escreve a companhia.

Ainda de acordo com o comunicado, a efetivação da OPA estará condicionada à aquisição de, no mínimo, 17.743.923 ações da Alliar, correspondentes a 15% do seu capital social.

O lançamento da OPA está sujeito ainda à aprovação prévia do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), bem como da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Desde que abriu seu capital na Bolsa brasileira, em dezembro de 2020, consolidando o maior IPO do ano na B3, a Rede D’Or já realizou 12 aquisições no mercado.

Na sexta-feira (13), os papéis RDOR3 encerraram o pregão com queda de 0,7%, a R$ 73. Já as ações AALR3 tiveram baixa de 7,6%, a R$ 9,44.

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Simpar: “temos a obrigação de analisar a possibilidade de compra dos Correios”

O executivo Denys Marc Ferrez, CFO do Grupo Simpar (crédito: divulgação)

SÃO PAULO – O Grupo Simpar (SIMH3) teve um lucro líquido recorde no segundo trimestre de 2021, atingindo R$ 392 milhões nesta métrica (alta de 186% na comparação com o mesmo período do ano passado), impulsionado pelas operações da JSL (JSLG3) e da Movida (MOVI3).

Com resultados cada vez maiores e uma agressiva estratégia de fusões e aquisições, os investidores agora olham para a possibilidade da empresa adquirir uma das maiores estatais do Brasil, os Correios.

Na semana passada, a Câmara dos Deputados aprovou a privatização dos Correios por 286 votos a 173 com uma redação que prevê exclusividade mínima de cinco anos da empresa que adquirir a estatal sobre os serviços postais do país. O texto ainda precisa ser votado no Senado antes da desestatização ser realizada.

O assunto entrou na pauta da Simpar quando o presidente da JSL – braço de transporte rodoviário de cargas do grupo – Ramon Alcaraz, disse que a companhia pretende participar da disputa pelos Correios.

Em entrevista ao InfoMoney, o diretor financeiro (CFO) da Simpar, Denys Marc Ferrez, disse que a empresa tem “obrigação de analisar a possibilidade de comprar os Correios”, mas que antes é preciso ter mais clareza sobre o tamanho da operação e suas características para decidir se vale a pena.

“Na primeira vez em que saiu notícia de que estávamos olhando para os Correios os investidores se preocuparam com o impacto disso na nossa alavancagem. Sobre isso, devo dizer que ancoramos nosso desenvolvimento no retorno de dois dígitos e na contínua melhora do retorno sobre o capital investido”, explica.

De acordo com Ferrez, se o volume financeiro da operação for importante diante do tamanho do grupo, serão analisadas possibilidades como a da Simpar estar presente em caráter associativo. O importante, diz o executivo, é a empresa ter mando para operar da maneira como achar melhor.

“Ganhamos de dezembro para cá dois terminais portuários e uma rodovia. A Simpar conseguiu investir R$ 15 bilhões e mesmo assim melhorou sua estrutura de capital trazendo como sócio o mercado de capitais ao abrir a mercado cada uma de suas operações”, lembra o empresário.

O executivo argumenta ainda que o múltiplo dívida líquida sobre o Lucro Antes de Juros, Impostos, Depreciações e Amortizações (Ebitda, na sigla em inglês) da Simpar, mesmo com as fusões e aquisições recentes, caiu de 3,7 vezes no primeiro trimestre para 3,3 vezes no segundo.

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“As operações de M&A [fusões e aquisições] não têm afetado tanto a alavancagem. Grande parte da companhia é pouco intensiva em capital, então permite mais geração de caixa. Nossa promessa aos investidores é de sempre terminar um ano com uma alavancagem menor que a do final do ano anterior até chegarmos em 3 vezes”, detalha, lembrando que só no último trimestre a companhia investiu R$ 2,1 bilhões, valor 2,4 vezes maior que os R$ 885 milhões do primeiro trimestre.

Frutos colhidos no 2º trimestre

Ferrez contou que os números positivos da empresa de abril a junho refletem os investimentos realizados ao longo de toda essa década e que a companhia poderia já estar entregando lucros anuais na casa de R$ 1,4 bilhão não fosse o impacto da pandemia. “Esse lucro de quase R$ 400 milhões no segundo trimestre, é maior que o nosso resultado de 2019 inteiro.”

O Ebitda da Simpar no segundo trimestre somou R$ 965 milhões, dado que corresponde a uma expansão de 105,1% em relação ao registrado um ano antes. A receita líquida totalizou R$ 3,149 bilhões, número 43,3% superior ao do segundo trimestre de 2020.

Segundo o executivo, a Simpar chegou a um novo patamar, no qual mesmo com a crise no setor automotivo o crescimento em logística e aluguel de veículos continua em crescimento.

Na Movida, por exemplo, Ferrez ressalta que o aluguel de carros de longo prazo tem se tornado um ponto forte, algo que compensa a redução nas locações em aeroportos. “Com a incorporação da CS Frotas, a Movida se tornou a segunda maior empresa de terceirização de frota do país”, comenta. A locadora de veículos teve lucro líquido de R$ 173,9 milhões.

Para a JSL, o último trimestre também teve bons indicativos, com um lucro de R$ 93,1 milhões em meio a um processo de aumento da eficiência operacional. “O processo de faturamento antes estava distribuído nas filiais e agora está sendo centralizado para aumentar o foco na ponta com a operação. Também ajuda a otimizar qualquer volume de erro.”

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Outra empresa do grupo Simpar, a CS Brasil, que trabalha com transporte público, limpeza urbana e terceirização de frotas, teve seus resultados puxados pelo aluguel público e pelo portfolio de concessões. A companhia lucrou R$ 33,2 milhões no segundo trimestre.

Já a Vamos (VAMO3), destaca-se, na opinião de Ferrez, por estar popularizando no Brasil a possibilidade de aluguel de caminhões. “A receita futura contratada do segundo trimestre foi de 5,1 milhões. De 2019 a 2020 a empresa cresceu 50% e só nos últimos seis meses já se expandiu em 64%”, aponta o diretor financeiro. A Vamos lucrou R$ 100 milhões no trimestre.

A concessionária Original, por sua vez, teve lucro de R$ 9,5 milhões no segundo trimestre, e Denys Ferrez avalia que o dado foi positivo, visto que mesmo com a escassez de veículos a companhia conseguiu entregar um retorno acima de 20%. “Revisitamos a estrutura de número de vendedores, back office e manutenção. Estamos fazendo de forma mais otimizada e com uma margem melhor”, revela.

Fechando o grupo Simpar, a BBC Leasing e Conta Digital, braço financeiro da empresa, lucrou R$ 1 milhão no trimestre. “Temos a ambição de permear com crédito todo o nosso ecossistema de carros”, diz o CFO.

Denys Ferrez acredita que, diante de todo o crescimento registrado desde 2018 o mercado ainda não percebeu o quando a companhia pode entregar.

“Percebemos em um gráfico de 2017 que o mercado tem demorado a perceber o valor. Durante muito tempo, nosso valor era a participação da Movida, e isso começou a mudar à medida em que abrimos capitais de outras operações. Hoje, quando fazemos a soma das partes apenas das empresas abertas, temos um desconto de 20% do valor corrente.”

Por fim, Ferrez assegura que a Simpar, mesmo sem mudança no panorama macroeconômico brasileiro, conseguirá entregar rentabilidade em suas operações e desenvolver negócios como JSL, Movida e Vamos.

“A possibilidade de retorno da indústria automotiva, com resolução da escassez de semicondutores, para nós, é um upside risk [surpresa positiva nos negócios], e não uma questão determinante para o nosso crescimento”, conclui.

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De acordo com dados compilados pela Refinitiv, as ações ordinárias SIMH3, da Simpar, acumulam sete recomendações de compra, nenhuma neutra e nenhuma de venda entre bancos, corretoras e casas de análise que acompanham a empresa. O preço-alvo médio dos papéis é de R$ 14,10, valor que representa uma queda de 13,39% ante o nível de fechamento da quarta-feira (11).

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Seguindo passos da Amazon, compra de hortifruti é positiva para Americanas, mas há desafios pela frente

(nrd/Unsplash)

SÃO PAULO – A aquisição do hortifruti Natural da Terra (HNT) pela Americanas (AMER3) anunciada ontem foi interpretada por analistas do mercado financeiro como positiva para os papéis da companhia, uma vez que amplia o portfólio de produtos e garante uma nova frente de negócios.

Há contudo, desafios a serem superados após a compra e há quem defenda que apenas uma parceria teria sido mais eficiente.

Nesta quinta-feira (12), por volta das 10h50, os papéis AMER3 apresentavam alta de 1,5% na B3, negociados a R$ 46,36.

Em relatório, a XP diz ver a aquisição como estrategicamente positiva, pois adiciona uma nova categoria com alta recorrência ao portfólio.

A alta penetração digital da rede de hortifruti, bem como o aumento da exposição a tendências saudáveis – a maior parte dos produtos é concentrada em alimentos frescos –, também são fatores positivos.

Os analistas comparam a aquisição da Americanas com a entrada da Amazon no varejo de alimentos por meio da Whole Foods, nos Estados Unidos, e destaca que esse movimento se difere da estratégia de outras empresas brasileiras, que hoje optam por fazer apenas parcerias por meio de seus marketplaces.

O time de análise da XP destaca, contudo, que o valuation da operação não foi barato, uma vez que está praticamente em linha com as varejistas de alimentos e ligeiramente abaixo da AMER (em 9,6 vezes o valor da empresa sobre o lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda) estimado para 2021).

A XP mantém sua recomendação de compra para AMER3 e LAME4, com preços-alvo de R$ 82 e R$ 12 por ação, respectivamente.

A aquisição também é tida como positiva pela Guide Investimentos, dado o potencial sinérgico que pode ser criado após a total integração.

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Além disso, a expansão para o segmento de alimentação é um passo bastante importante para a Americanas, segundo o time de análise, em virtude da entrada da empresa no segmento de alimentos e perecíveis, próximo setor a ser explorado pelas grandes varejistas.

Na avaliação do Itaú BBA, a aquisição pode ser um bom acréscimo para a Americanas devido à frequência e tráfego adicionais, bem como uma expansão potencial da plataforma HNT, ganhando espaço no mercado online.

“Acreditamos que esses fatores, combinados com o recente desempenho inferior das ações, podem levar a uma reação positiva do mercado, apesar das complexidades adicionais da aquisição”, escrevem os analistas.

Já o Credit Suisse diz que a aquisição está em linha com a estratégia de melhorar a recorrência de compras e que a alavancagem da Americanas chegará a 0,8 vez o caixa líquido para o Ebitda, o que abre espaço para outras grandes fusões e aquisições.

Mas também há desafios pela frente

Apesar da interpretação de analistas de que a reação à aquisição deva ser positiva no mercado, as corretoras destacam que também há desafios pela frente.

O principal risco, segundo a XP, é a execução. Isso porque a Americanas está entrando no varejo alimentar através do 1P (estoque próprio), que é uma categoria com uma dinâmica diferente do seu negócio atual, principalmente devido ao maior giro dos produtos, margens menores e prazos de validade mais curtos.

Outra dificuldade, segundo o Itaú BBA, recai sobre a expansão da rede de hortifruti para outros estados e regiões, principalmente por conta da complexidade em manter um amplo, fresco e bem variado portfólio de produtos.

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Apesar da complexidade operacional da aquisição, dadas as vantagens potenciais e o baixo desempenho recente da ação AMER3 na Bolsa, o banco espera uma reação positiva do mercado.

O Itaú BBA tem recomendação de compra para os papéis AMER3 e preço-alvo de R$ 74.

Aquisição poderia ter sido uma parceria

Já o Bradesco BBI diz acreditar que uma parceria entre as empresas poderia ter sido mais eficiente, evitando que a Americanas tivesse que desembolsar uma grande quantia pela rede de hortifruti e ainda ter que lidar com todo o processo de expansão.

Segundo os analistas, por mais que a Americanas consiga acelerar o crescimento da Natural da Terra, ainda não ficou claro como que a rede de hortifruti irá acelerar significativamente o crescimento da plataforma central da Americanas.

“Sim, a categoria de supermercados é grande e uma importante fonte de crescimento, mas isso já estava sendo explorado por meio do negócio asset light Supermercado Now (plataforma para supermercados terceirizados). Isso já foi dimensionado para 60 cidades em oito estados e conta com Carrefour, GPA e Grupo BIG como parceiros, enquanto a HNT adiciona lojas em 11 cidades em 4 estados existentes. A necessidade de adquirir uma rede de lojas, gastando R$ 2,1 bilhões, não está clara para nós no momento”, escrevem os analistas, em relatório.

Para o banco, é possível que haja alguma sinergia na venda cruzada – aproveitando os usuários de HNT de alta frequência para vender outros produtos da plataforma da Americanas – mas isso não foi mencionado na declaração da empresa, destaca.

“Achamos ainda que a base de usuários ativos é provavelmente pequena se compararmos aos 23 milhões de clientes ativos de comércio eletrônico da Americanas”, completa o time de análise.

O Bradesco BBI manteve sua recomendação neutra para as ações AMER3 e preço-alvo de 90.

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Qualicorp anuncia compra do Grupo Elo por R$ 129,5 milhões

SÃO PAULO – A administradora de planos de saúde Qualicorp (QUAL3) anunciou nesta quinta-feira (12) a aquisição da totalidade do Grupo Elo por R$ 129,5 milhões.

A companhia também assinou um acordo de direitos de comercialização com a Seguros Unimed e a Central Nacional Unimed (CNU), pelo qual pagará R$ 45 milhões e possibilitará a venda de diversos produtos das duas operadoras de saúde.

“A aquisição do Grupo Elo fortalece a posição da Quali como principal player de comercialização e administração de planos de saúde com atuação relevante em todo o território nacional’, diz Bruno Blatt, CEO da Qualicorp, em nota.

“A assinatura dos acordos com a Seguros Unimed e a CNU representa um importante marco no relacionamento comercial entre a Quali e o sistema Unimed, um dos mais relevantes parceiros comerciais da Companhia e um dos principais players na saúde suplementar no Brasil”, completou.

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Com o fechamento da transação, a Qualicorp será a única sócia do Grupo Elo, que atua com foco nas operadoras Seguros Unimed, CNU, Bradesco e Amil e possui um tíquete médio no segmento de saúde de R$ 730 mensais.

Segundo comunicado, a aquisição permitirá à Qualicorp adicionar 52 mil novos clientes ao seu portfólio de adesão e empresarial, sendo cerca de 42 mil novas vidas de saúde (com 30 mil no segmento coletivo por adesão) e 10 mil dental.

Além disso, com o acordo com a Seguros Unimed, a Qualicorp poderá voltar a comercializar os planos de saúde coletivos por adesão ofertados pela seguradora.

O acordo garante ainda a distribuição do PME Estipulado da Seguros Unimed, pelo qual a Qualicorp poderá comercializar planos de saúde para Pequenas e Médias Empresas (PME) atuando como a estipulante de tais planos juntamente à operadora de planos de saúde.

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Adicionalmente, os acordos comerciais garantirão à companhia o direito de distribuição de outros produtos do portfólio da Seguros Unimed, como os planos dentais e o Seguro de Renda por Incapacidade Temporária (SERIT) – seguro voltado a profissionais liberais, que buscam a garantia de renda mensal, em caso de afastamento do trabalho por acidente ou doença.

Ainda segundo o comunicado, o acordo permite à Qualicorp a distribuição com exclusividade de um produto da CNU na Bahia.

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Bilionário eleva fatia na australiana Huon e coloca em risco negócio da JBS

JBS Frigoríficos (Shutterstock)

(Bloomberg) – O plano da JBS (JBSS3) para comprar a australiana Huon Aquaculture pode estar sob ameaça com o aumento da participação do magnata da mineração Andrew Forrest na produtora de salmão para um nível que poderia bloquear o negócio.

Forrest e seu family office elevaram a fatia na Huon, negociada em Sydney, de 7,3% para 18,5%, segundo documento regulatório divulgado na quarta-feira. O investimento destaca os avanços da Huon na melhoria das práticas ambientais em uma indústria com uma reputação “terrível”, disse Forrest em entrevista.

O aumento da participação pode desafiar o plano da JBS de adquirir a Huon como forma de entrar no mercado de peixes. A gigante de carne anunciou o acordo de US$ 314 milhões na semana passada, dizendo que tem apoio de acionistas majoritários e que a transação deve ser concluída até o fim do ano, depois da aprovação de autoridades australianas.

“Sempre estamos felizes em continuar investindo na Huon”, disse Forrest à Bloomberg News. “Quando a JBS entrou, isso acelerou a urgência, porque conhecemos a JBS – porque estamos no setor de gado.”

Conhecido como o bilionário fundador da gigante de minério de ferro Fortescue Metals, Forrest tem se tornado cada vez mais ativo no agronegócio nos últimos anos, tendo comprado a Harvey Beef, uma das maiores processadoras de carne da Austrália Ocidental

. Com PhD em ciências marinhas, o empresário também fez uma investida na aquicultura com a aquisição no ano passado de operações de cultivo de ostras em Albany, na Austrália Ocidental, e com foco na conservação dos oceanos por meio de sua fundação, abordando questões como pesca predatória e poluição por plásticos.

Forrest quer que a JBS se comprometa com a melhoria dos padrões ambientais e de pecuária, tanto na criação de salmão quanto nas extensas operações de carne. Em comunicado emitido por seu family office Tattarang, ele destacou os passos que o novo controle da Huon deve realizar em busca de práticas sustentáveis no cultivo de salmão.

Isso inclui a substituição do peixe da farinha de peixe, com uma produção totalmente neutra em carbono e aplicando os principais padrões e práticas de bem-estar animal, de acordo com o comunicado.

‘Sem dor, sem medo’

“A indústria de alimentos é muito mais do que apenas ganhar dinheiro”, disse Forrest por telefone. “Se sua maior prioridade não é o bem-estar animal, ‘sem dor, sem medo’, ou igualar as maiores prioridades com o meio ambiente, então nós o desafiamos a fazer isso”, disse, acrescentando que essas considerações não foram mencionadas no documento de 138 páginas do acordo de aquisição.

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O CEO da JBS Australia, Brent Eastwood, respondeu ao investimento de Forrest na Huon, dizendo que a empresa compartilha a visão do fundo Tattarang de que “bons negócios também devem ser bons para o meio ambiente”. A JBS fornecerá detalhes sobre seu compromisso com o bem-estar animal e a sustentabilidade ambiental a todos os acionistas da Huon quando os documentos da transação forem liberados, disse Eastwood.

Atualmente, um dos problemas da piscicultura é que consomem mais peixe do que produzem, disse Forrest.

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JBS: entrada no mercado de peixes é estratégica e amplia diversificação do portfólio, avaliam analistas; ações sobem na Bolsa

JBS Frigoríficos (Shutterstock)

SÃO PAULO – A JBS (JBSS3) anunciou nesta sexta-feira (6) a aquisição da produtora de salmão australiana Huon Aquaculture, ampliando seu portfólio e dando o primeiro passo no setor de aquicultura.

A Huon investiu mais de 350 milhões de dólares australianos nos últimos cinco anos em infraestrutura operacional e é líder da indústria em práticas sustentáveis no ciclo de produção de salmão.

Os produtos primários incluem salmão inteiro, filé de salmão fresco, embalagem em porções de atmosfera modificada e outros produtos de valor agregado para o crescente atacado doméstico, varejo e canais de exportação.

Para analistas do mercado financeiro, a notícia é positiva, uma vez que amplia o leque de atuação da JBS em relação a produtos e geografia.

Por volta das 13h10 (horário de Brasília) desta sexta, as ações JBSS3 operavam em alta de 2,7%, negociadas a R$ 32,84.

Em relatório, o Bradesco BBI escreve que a aquisição da Huon pela JBS, embora positiva, não muda a análise que a casa já tinha da companhia, dado o montante pequeno da transação, que representa 1,5% do valor de mercado da JBS.

O primeiro movimento da companhia dentro do setor de peixes, contudo, pode ser visto pelo mercado como uma surpresa, segundo os analistas, uma vez que a JBS é focada em bovinos, suínos e aves.

“A JBS tem um histórico positivo em fusões e aquisições, principalmente em reverter empresas que enfrentam desafios no setor de proteínas, que parece ser o caso da Huon, que foi duramente atingida pela Covid-19 e pelo fechamento temporário da indústria de alimentos”, escrevem os analistas.

O Bradesco BBI tem recomendação outperform (performance acima da média do mercado) e preço-alvo de R$ 38 para as ações da JBS.

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Já o Morgan Stanley não vê a transação como uma surpresa, dado que a companhia continua gerando muito caixa e a administração já sinalizou que fusões e aquisições (M&A, na sigla em inglês) continuam sendo uma das áreas de foco.

Ainda assim, com a aquisição sendo aprovada, os analistas veem a notícia como positiva, uma vez que a JBS diversificará ainda mais seu portfólio em novas proteínas e mercados e aumentará a exposição a produtos de maior valor agregado.

Segundo cálculos do Morgan Stanley, com base no valor da empresa mencionado, os analistas afirmam que implicam um múltiplo de transação relativamente alto, de 11 a 12 vezes o valor da empresa em 2020 para o lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda, na sigla em inglês).

A JBS está sendo negociada atualmente a cerca de 4,5 vezes, mas dados os perfis de margem, crescimento e mix de produtos completamente diferentes, o time de análise não acha que os investidores devam se preocupar excessivamente com base nisso.

“Claro, precisamos de mais informações da JBS para que possamos avaliar melhor a perspectiva operacional de Huon daqui para frente”, escrevem os analistas.

O banco americano tem recomendação overweight (acima da média do mercado) para os papéis JBSS3 e preço-alvo de R$ 47.

O impacto também é visto como positivo pelos analistas da Guide Investimentos. “Acreditamos que ela deva gerar sinergia para o conglomerado brasileiro, por meio de diversificação geográfica e de produtos, através da expansão de portfólio”, avaliam os analistas.

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Americanas comprando Marisa? Empresas confirmam contatos iniciais, mas negam acordo concreto por operação

Fachada de uma loja das Lojas Marisa (Shutterstock)

SÃO PAULO – A Americanas (AMER3) e as Lojas Americanas (LAME4) divulgaram fato relevante na noite de quinta-feira (5) informando que foi identificado um “vazamento de informação” sobre uma possível operação com a Marisa (AMAR3).

No documento, a Americanas afirma que manteve contato preliminar com a Marisa, mas que não há “qualquer tipo de formalização de interesse por parte da Americanas”.

“A Americanas sempre monitora, no curso normal de seus negócios, inclusive por meio de seus assessores financeiros, potenciais oportunidades no mercado”, escreve a companhia.

Também houve posicionamento por parte da Marisa, que informou, em fato relevante, que contratou a assessoria da Lazard para avaliar alternativas de otimização de sua estrutura de capital (incluindo sua unidade de negócios Mbank).

“A companhia informa que, não obstante rumores de mercado que chegaram a seu conhecimento, não possui neste momento qualquer acordo concreto para a realização de uma operação, seja com as Americanas S.A., seja com outro participante de mercado”.

Segundo matéria publicada nesta manhã pelo Valor, que citou duas fontes, a Americanas e a Lojas Marisa abriram conversas sobre uma potencial fusão de aquisição, em que a Americanas compraria a rede de vestuário da família Goldfarb por troca de ações e uma parte relevante em caixa, no esboço inicial.

Na última sessão, as ações das Lojas Americanas encerraram o pregão em queda de 1,75%, a R$ 6,72. Os papéis AMER3 tiveram leve queda de 0,3%, a R$ 47,65, enquanto as ações AMAR3 fecharam com baixa da ordem de 2%, a R$ 7,36.

Na avaliação da XP, caso a operação ocorra, há alguns aspectos positivos com uma possível combinação de negócios.

Seriam quatro os benefícios principais: (i) adição da categoria de moda ao ecossistema da Americanas através de uma marca reconhecida; (ii) ampla capilaridade nacional, com 355 lojas em todos estados brasileiros (53% no Sudeste); (iii) potencial de sinergias entre Ame (braço financeiro da Americanas) e o MBank (banco digital da Marisa) ao reforçar a atração da classe C para o segmento financeiro da AMER; e (iv) sinergia entre base de clientes das duas companhias, dado que a Marisa atende principalmente as classes B e C.

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“No entanto, teríamos que entender qual o valor da transação para estimar se há uma potencial criação de valor, dado que a Marisa tem passado por uma forte reestruturação recentemente e tem enfrentado desafios para melhorar seus resultados”, avaliam os analistas.

A XP mantém recomendação de compra para AMER3 e LAME4, com preço alvo de R$ 82 e R$ 12, respectivamente.

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Petz anuncia compra da Zee.Dog por R$ 715 milhões; ações sobem mais de 5% na Bolsa

(Divulgação/Petz)

SÃO PAULO – A Petz (PETZ3) informou que está comprando 100% da Zee.Dog, marca premium do setor pet, pelo valor de R$ 715 milhões, ampliando seu portfólio de produtos, bem como sua presença internacional e digital.

De acordo com fato relevante, a Petz vai pagar R$ 615 milhões no fechamento da operação, sendo 87% em ações e 13% em dinheiro. Os R$ 100 milhões restantes serão pagos em dinheiro daqui a cinco anos.

No documento, a companhia escreve que a aquisição amplia os horizontes da Petz, trazendo novas avenidas de crescimento por meio da expertise Zee.Dog de gestão de marca, desenvolvimento de produtos exclusivos, sourcing e tecnologia, além da rede de distribuição para os pequenos pet shops (littleBs) no Brasil e para o mercado pet internacional.

“A transação representa um movimento único de transformação e consolidação do mercado pet, e fundamental na busca pela visão do Grupo Petz de ‘ser mundialmente reconhecido como o melhor ecossistema do segmento pet até 2025’. A Petz acredita que a Zee.Dog seja a companhia que apresenta a maior complementariedade de competências e pontos de contato junto aos clientes do segmento”, escreve a companhia.

Após a transação, os acionistas da Zee.Dog, Felipe Diz, Thadeu Diz e Rodrigo Monteiro, continuarão a atuar na qualidade de gestores da unidade de negócio Zee.Dog e “estarão envolvidos no desenvolvimento pretendido pela companhia para maximizar a criação de valor para seus acionistas”.

A transação ainda está sujeita à aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e da obtenção das aprovações societárias.

Saiba mais:
Zee.Dog: Como três amigos de infância construíram a marca pet mais famosa do país, com faturamento de R$ 100 mi

Fundada em 2011 pelos irmãos Felipe e Thadeu Diz e Rodrigo Monteiro, a Zee.Dog tem presença em mais de 45 países.

Segundo comunicado, a expectativa é de que a Zee.Dog tenha um faturamento bruto de R$ 228 milhões em 2021, o que representaria um crescimento de 83% em relação ao ano anterior. Já o lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda) estimado, após sinergias, seria de R$ 22 milhões.

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As projeções da companhia apontam para que o canal digital represente 59% das vendas totais, o qual inclui o app Zee.Now e os sites Zee.Dog no Brasil e no mundo.

Hoje, cerca de 30% do faturamento da companhia é internacional, segundo fato relevante, incluindo também vendas em grandes grupos mundiais do segmento pet como Pets at Home, no Reino Unido, e Chewy, além da recente parceria com a rede de lojas de departamento Nordstrom, nos EUA.

Na última segunda-feira (2), os papéis PETZ3 encerraram o pregão com alta de 3,4%, a R$ 23,61. Nesta terça, as ações tinham alta de 5,6% na B3 por volta das 10h35, a R$ 24,94.

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