Índice que reajusta o aluguel varia 0,01% em janeiro


Com este resultado, o índice acumula alta de 6,74% em 12 meses. Em janeiro de 2018, o índice havia subido 0,76% e acumulava queda de 0,41% em 12 meses. Oferta e deflação favorecem a negociação nos preços dos aluguéis
Reprodução / TV TEM O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M), usado para corrigir a maioria dos contratos de aluguel de imóveis, registrou variação positiva de 0,01% em janeiro depois de recuar 1,08% em dezembro, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta quarta-feira (30).
Com este resultado, o índice acumula alta de 6,74% em 12 meses. Em janeiro de 2018, o índice havia subido 0,76% e acumulava queda de 0,41% em 12 meses.
O índice encerrou o ano de 2018 com uma alta acumulada de 7,54%, acima da inflação oficial do país, medida pelo IPCA, de 3,75%. Em 2017, o índice teve deflação de 0,52%.
O IGP-M sofre uma influência considerável das oscilações do dólar, além das cotações internacionais de produtos primários, como as commodities e metais.
O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que mede os preços no atacado e que responde a 60% no cálculo do IGP-M, caiu 0,26% em janeiro após queda de 1,67% em dezembro. O grupo Bens Finais variou 0,52% em janeiro, contra 0,07% no mês anterior, com destaque para o item combustíveis para o consumo, cuja taxa de variação passou de -8,83% para -2,66%.
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), relativo aos preços no varejo, que responde a 30% do cálculo, variou 0,58% em janeiro, ante 0,04% em dezembro. A principal contribuição partiu do grupo Habitação (-0,21% para 0,41%), com destaque para a tarifa de eletricidade residencial, cuja taxa passou -2,67% para -0,38%.
Já o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), que também é usado para calcular o IGP-M, mas com peso menor do que os outros subíndices, subiu 0,40% em janeiro, contra 0,13% em dezembro.

Preços do minério de ferro na China atingem máxima em quase 17 meses após cortes da Vale


Mineradora brasileira anunciou que vai parar até 10% de sua produção para desativar 10 barragens iguais às de Mariana e Brumadinho. Minério de ferro extraído da mina Brucutu da Vale, em Minas Gerais
Darlan Alvarenga/G1
Os contratos futuros do minério de ferro na China subiram fortemente para o maior nível em quase 17 meses nesta quarta-feira (30), após a mineradora brasileira Vale anunciar que terá uma redução na produção devido à decisão de fechar mais barragens similares a de Brumadinho, que rompeu na semana passada.
A maior produtora de minério de ferro do mundo disse que terá de parar até 10% de sua produção para descomissionar mais 10 barragens, após uma barragem de rejeitos ter rompido na sexta-feira passada em Brumadinho (MG), destruindo instalações da companhia, matando dezenas de pessoas e deixando centenas de desaparecidos.
O contrato mais negociado do minério de ferro na bolsa de Dalian fechou a 587 iuanes (US$ 87,42) por tonelada, alta de 5,6%, após tocar o limite diário de alta de 589 iuanes por tonelada mais cedo na sessão, maior nível desde o início de setembro de 2017.
O desastre gerou incertezas para o mercado de minério de ferro na China, maior importador global da commodity, segundo operadores.
A Vale é a principal fornecedora mundial de minério de ferro de baixo teor de alumínio, preferido pelas usinas siderúrgicas chinesas devido a seu baixo nível de impurezas, uma vez que a China está em meio a uma campanha contra a poluição.
Levando em consideração a redução na produção da Vale, a empresa de análise de dados de aço e minério de ferro Tivlon Technologies, em Cingapura, projetou que os preços do minério de ferro devem atingir US$ 120 por tonelada em agosto.
O desastre no Brasil também pode levar a regulamentações mais duras para a indústria de mineração também em outros países, como a Austrália, o que poderia desacelerar ou até reduzir a produção global, disse o cientista de dados da Tivlon, Darren Toth. “Mineradoras de minério de ferro de todo o mundo estiveram ocupadas aumentando sua produção nos últimos cinco anos. Os reguladores vão querer começar a avaliar mais de perto todas essas minas para prevenir acidentes”.
O contrato mais ativo do vergalhão de aço na bolsa de Xangai ficou praticamente estável, com alta de 0,1%, a 3.677 iuanes por tonelada, após chegar a subir 2,6% na sessão.

Brumadinho: por que tragédia reacendeu debate sobre reforma trabalhista? Entenda


Da forma como está o texto sobre dano moral, as famílias de engenheiros poderão receber mais do que as famílias dos trabalhadores braçais Bombeiros retiram o corpo de uma das vítimas do rompimento da barragem em Brumadinho (MG)
Mauro Pimentel/AFP
O questionamento sobre como será a indenização de trabalhadores da Vale e familiares após o desastre causado pelo rompimento de barragem em Brumadinho (MG) reacendeu a discussão sobre mudanças trazidas pela reforma trabalhista. TEMPO REAL: Buscas são retomadas pelo 6º dia em Brumadinho
O ponto da lei que tem gerado mais debate é o que coloca um teto para a indenização referente ao dano moral. Da forma como está em vigor, o valor fica limitado a 50 vezes o salário do trabalhador – ou seja, as famílias dos profissionais que ganham mais, como engenheiros, poderão receber indenização maior. “A dor da família do engenheiro da Vale vai valer mais que a do trabalhador braçal”, afirmou à BBC News Brasil o procurador-geral do Trabalho, Ronaldo Fleury, um dos principais críticos à reforma trabalhista.
Ao mesmo tempo, defensores dessa lei lembram que também há a indenização por danos materiais, que não foi limitado pela reforma. “O texto da lei se refere a danos extrapatrimoniais, e o danos materiais decorrentes de morte podem ser requeridos de forma independente”, escreveu em sua conta no Twitter Rogério Marinho, que foi o deputado federal relator da reforma trabalhista e hoje é secretário da área de Previdência Social do ministério da Economia.
A Vale afirmou que dará uma compensação imediata de R$ 100 mil para cada família com entes mortos ou desaparecidos – mas esse valor ainda não é o da indenização. “É uma doação”, disse Luciano Siani, diretor-executivo de Finanças e Relações com Investidores da Vale, em entrevista coletiva na segunda. “Isso não tem nada a ver com indenização. Sabemos que os valores (das indenizações) são muito maiores, que terão que ser conversados com as famílias.”
Depois de o tema ter sido motivo de debate nas redes sociais, a BBC News Brasil explica qual é a regra que está em vigor e quais são os possíveis efeitos.
Salário ou teto previdenciário?
Parte da confusão se deve ao fato de a lei sancionada pelo ex-presidente Michel Temer ter sido alterada por uma medida provisória que terminou perdendo a validade porque não foi votada pelo Congresso Nacional.
Para o dano extrapatrimonial, mais conhecido como moral, o texto da lei prevê que pode chegar, em casos considerados de “ofensa de natureza gravíssima”, a 50 vezes o último salário do trabalhador em questão.
Na época da discussão da reforma, houve muitas críticas exatamente porque o dano seria proporcional aos rendimentos – ou seja, a faxineira de uma empresa e uma gerente que fossem submetidas à mesma situação receberiam valores diferentes.
Depois de negociar com senadores, o governo Temer editou uma medida provisória que alterava vários pontos considerados polêmicos. Um desses trechos é exatamente sobre o dano extrapatrimonial, que passaria, então, a ser proporcional ao valor do teto do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), hoje equivalente a R$ 5.839,45.
A regra que colocava o teto previdenciário como referência, contudo, perdeu a validade em abril de 2018, quando a medida provisória caducou. Por isso, voltou a valer a regra que estabelece como parâmetro o salário do trabalhador.
Saiba mais sobre o que mudou na legislação trabalhista
Morte
Outro ponto que a medida provisória previa e que teria impacto no caso de Brumadinho é que os parâmetros para o valor do dano extrapatrimonial não valeriam para casos decorrentes de morte dos trabalhadores.
Essa previsão, contudo, também perdeu a validade em abril e a lei em vigor não menciona exceção para situações em que há morte do empregado.
Dano moral Também causou dúvida os diferentes tipos de indenização no âmbito da justiça trabalhista. A nova lei estabelece que a reparação por danos morais pode ser pedida junto com a indenização por danos materiais referentes ao mesmo caso. O limite estabelecido, contudo, vale exclusivamente para a parte que não é material. “O dano moral é a dor que eu senti em razão daquele evento, é o sofrimento”, explica Fleury. “No caso de um trabalhador que tenha morrido em Brumadinho, o dano material é, entre outras, a despesa com velório e a perda referente ao salário que a família deixa de receber. E o dano moral é a dor que a perda daquele trabalhador vai causar pra família. Como ela será indenizada, segundo a lei? Em até 50 vezes o salário.”
Equipe de resgate carrega corpo retirado da lama dois dias depois do rompimento da barragem da Vale, em Brumadinho.
Adriano Machado/Reuters
Vítimas
O caso de Brumadinho é o registro do maior acidente de trabalho da história do Brasil e poderá se tornar o segundo acidente industrial mais mortífero do século 21 em todo o mundo, segundo especialistas e rankings compilados pela BBC News Brasil.
Até a noite desta segunda-feira, haviam sido contabilizados 84 mortos, e 276 pessoas continuavam desaparecidas, de acordo com as equipes que atuam no resgate. Há moradores entre as vítimas, mas boa parte das pessoas ainda não encontradas são funcionários da mineradora.
O relator especial das Nações Unidas para Direitos Humanos e Substâncias Tóxicas, Baskut Tuncak, afirmou à BBC News Brasil que o rompimento da barragem de Brumadinho deve ser investigado como “um crime”. “Esse desastre exige que seja assumida responsabilidade pelo que deveria ser investigado como um crime. O Brasil deveria ter implementado medidas para prevenir colapsos de barragens mortais e catastróficas após o desastre da Samarco de 2015”, disse Tuncak, em referência à tragédia de Mariana.
Segundo o relator da ONU, as autoridades brasileiras deveriam ter aumentado o controle ambiental, mas foram “completamente pelo contrário”, ignorando alertas da ONU e desrespeitaram os direitos humanos dos trabalhadores e moradores da comunidade local.

Famílias começam a reequilibrar orçamento e consumo dá sinais de fôlego


Bancos e consultorias projetam que consumo das famílias deve crescer entre 2,5% e 3% neste ano, melhor resultado desde 2013, e pode movimentar quase R$ 300 bilhões. Consumo volta a dar sinais de fôlego
O consumo das famílias deve dar sinais mais concretos de retomada neste ano. A melhora esperada ainda está distante do período de bonança da economia brasileira, mas as previsões já dão indícios de que o pior da crise ficou para trás.
Hoje, bancos e consultorias estimam que o consumo das famílias deve crescer entre 2,5% e 3% neste ano. Se confirmado, será o melhor desempenho desde 2013. Em valores, o consumo pode movimentar R$ 295 bilhões, segundo estimativas do banco Santander.
Uma combinação de fatores tem permitido um cenário mais positivo para o consumo. Nos últimos anos, os brasileiros passaram a reorganizar o orçamento pessoal, abrindo algum espaço para tomar novos créditos. Além disso, a melhora do mercado de trabalho – ainda que tímida e mais focada no emprego informal –, a inflação controlada e os juros baixos têm colaborado para um avanço da confiança na economia e, consequentemente, para uma disposição maior em comprar. “O consumidor tem uma expectativa de melhora da atividade econômica neste ano e um otimismo em relação ao futuro”, diz Viviane Seda, pesquisadora do Instituto Brasileiro de Economia, da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV).
Nas últimas leituras sobre a confiança do consumidor, esse otimismo com o futuro ficou evidente. A expectativa dos entrevistados com a situação financeira futura ultrapassou os 110 pontos em janeiro – patamar que não era superado desde fevereiro de 2013. Otimismo dos consumidores com o futuro está no maior patamar desde fevereiro de 2013
Wagner Magalhães/G1
Além disso, o estresse financeiro das famílias medido pelo Ibre/FGV – que leva em conta a proporção de brasileiros que usa algum tipo de poupança para quitar dívidas ou que ainda se endividam – está em caindo gradualmente. “O estresse financeiro recuou para todas as faixas financeiras, desde os consumidores que têm menos poder aquisitivo aos que têm mais. Isso é muito positivo”, diz Viviane. De fato, as famílias estão com uma margem de manobra maior no orçamento. O comprometimento de renda deve recuar para 25% neste ano, segundo um levantamento da consultoria Tendências. Ou seja, de cada R$ 100 obtidos por uma família, R$ 25 estarão comprometidos com algum tipo de dívida. Será o terceiro ano seguido de queda. “O consumidor melhorou o seu perfil de dívida e conseguiu migrar para modalidades mais baratas”, diz Isabela Tavares, economista da Tendências Consultoria Integrada. “O perfil de crédito do tomador melhorou e agora os consumidores têm condições de reduzir o seu endividamento.”
Comprometimento de renda das famílias cai gradualmente
Wagner Magalhães/G1
Ao longo de 2018, a melhora do consumo das famílias já vinha sendo observada, também por causa da baixa inflação e pelo baixo patamar dos juros. O que atrapalhou um desempenho mais robusto foi a confiança, afetada pela greve dos caminhoneiros de maio e pela incerteza eleitoral. “A confiança acabou jogando contra o consumo no ano passado. A recuperação só foi ocorrer em novembro, depois da eleição”, afirma Lucas Nobrega, economista do banco Santander.
Consumidores esperam melhora real
Consumidores estão otimistas, mas querem melhora mais concreta da economia
Celso Tavares/G1
Entre os consumidores, há realmente uma maior predisposição para consumir e a confiança na retomada econômica, mas ainda é preciso que essa percepção se transforme em realidade. “As pessoas estão acreditando mais (na economia) e, por isso, acabam consumindo mais também. A confiança cresceu, mas isso não quer dizer que vai melhorar”, afirma a professora Marciléia de Lima Espin, de 32 anos. Na época da crise, a família de Mariléia foi obrigada a reduzir uma série de itens de consumo para conseguir equilibrar o orçamento. “Fomos atrás de mais promoções e cortamos viagens.” Agora, aos poucos, ela espera retormar os velhos hábitos de consumo.
Para Tamara Neri Santana, de 34 anos, ainda há um receio de gastar mais neste ano, “mas pelo o que a gente vê a economia está melhorando”. “O emprego de repente pode melhorar um pouco mais, mas ainda estamos com receio”, afirma a assistente de recursos humanos. Reformas são importantes, mas não fundamentais
A expectativa positiva traçada para o consumo leva em conta um cenário em que o governo Jair Bolsonaro enderece as principais reformas econômica, sobretudo na área fiscal, com a mudança na legislação previdenciária. Brasil precisa de ajuste fiscal de R$ 300 bilhões para estancar crescimento da dívida
Mas, mesmo se toda a agenda não sair do papel, a volta do consumo deverá ocorrer neste ano, de acordo com economistas. O fracasso da agenda reformista pode ter um impacto no investimento e no canal do crédito, mas vai deve levar algum tempo para fazer o consumidor desistir de comprar. “É claro que se a reforma não acontecer vai ficar um clima ruim, mas isso não interfere tanto na confiança porque o impacto que ela terá no dia a dia das pessoas leva tempo para produzir resultados mensuráveis”, diz o economista Fabio Bentes, da Confederação Nacional do Comércio (CNC). “Abdicar de bens de consumos duráveis é algo que provavelmente não vai voltar a acontecer este ano.”

Lucro do Santander Brasil cresce 52% em 2018 e alcança R$ 12,16 bilhões


No 4º trimestre do ano passado, banco registrou lucro líquido de R$ 3,336 bilhões, alta de 9,8% na comparação com o trimestre anterior. Agência do banco Santander no Rio de Janeiro
Ricardo Moraes/Reuters
O Santander Brasil registrou lucro líquido de R$ 3,336 bilhões no 4º trimestre de 2018, o que representa um crescimento de 9,8% na comparação com o 3º trimestre (R$ 3,039 bilhões). Já o lucro gerencial, que exclui fatores extraordinários, alcançou R$ 3,405 bilhões nos últimos 3 meses do ano passado, segundo balanço divulgado nesta quarta-feira (30).
No acumulado em 2018, o lucro líquido do Santander somou R$ 12,166 bilhões, alta de 52% na comparação como 2017 (R$ 7,997 bilhões). Já o lucro gerencial alcançou R$ 12,398 bilhões.
A carteira de crédito total somou R$ 305,2 bilhões ao final de dezembro, uma expansão de 12% na comparação anual, impulsionada pelos segmentos de pessoa física e financiamento ao consumo.
O retorno sobre o patrimônio líquido do Santander Brasil, um indicador da lucratividade dos bancos, atingiu 19,9% em 2018 alta de 3 pontos percentuais na comparação anual. No trimestre, a rentabilidade atingiu 21,1%.
O índice de inadimplência superior a 90 dias atingiu 3,1% no final de dezembro, ante 2,9% no final de setembro.

Propósito é fator mais citado por quem quer trocar de emprego, diz pesquisa


Conexão com propósito de vida, oportunidades de crescimento e remuneração são os fatores mais levados em conta na hora de trocar de emprego. Sorrisos no ambiente de trabalho podem ajudar na produtividade
Rawpixel/Pixabay
Levantamento com 4.492 pessoas feito pela plataforma Love Mondays revela que 70% dos usuários empregados atualmente desejam mudar de trabalho. Outros 6% desejam sair do emprego atual para trabalhar como autônomo ou freelancer e 24% preferem permanecer onde estão.
Entre os que desejam buscar um novo emprego, o principal motivo é a vontade de encontrar um trabalho mais conectado com seu propósito de vida. Veja abaixo:
29,6%: trabalho mais conectado com meu propósito de vida
28,9%: poucas oportunidades de crescimento na empresa atual
24,6%: remuneração abaixo do desejado
6%: liderança insatisfatória
5,8%: baixa qualidade de vida no trabalho
5%: ambiente de trabalho ruim
“Já vínhamos percebendo que as pessoas estavam de fato buscando um propósito maior no trabalho, que estivesse conectado com seus valores pessoais. Mas foi muito interessante verificar que esse fator se sobrepõe a oportunidades de crescimento e remuneração”, comenta Luciana Caletti, CEO e cofundadora da Love Mondays.
Razões para permanecer no emprego
Para aqueles que preferem ficar onde estão, o principal motivo é a chance de crescimento na empresa. Em segundo lugar aparece a conexão do trabalho atual com seus próprios valores e propósito de vida, seguido de perto por remuneração e benefícios. Veja abaixo:
25,1%: boas oportunidades de crescimento 18,5%: está conectado com meus valores e propósito de vida 18,4%: boa remuneração e/ou benefícios 15,9%: bom ambiente de trabalho 12,2%: acho difícil achar outro emprego 9,9%: flexibilidade no dia a dia de trabalho

Descomissionamento: entenda o processo anunciado pela Vale para acabar com barragens iguais às de Mariana e Brumadinho


Trabalho deve retirar os rejeitos da barragem e revitalizar a região; especialistas ouvidos pelo G1 explicam que o processo é caro e demorado. Cidade de MG foi palco de tragédia após barragem romper. A mina do Feijão na região de Córrego do Feijão, em Brumadinho, dois dias depois do rompimento da barragem da Vale.
Douglas Magno/AFP
O presidente da Vale, Fabio Schvartsman, anunciou nesta terça-feira (29) que irá fazer o descomissionamento das barragens com o chamado alteamento a montante, método utilizado nas estruturas que se romperam provocando tragédias em Mariana (MG), em novembro de 2015, e em Brumadinho (MG), na semana passada. Na prática, isso quer dizer que a empresa pretende “acabar” com as barragens desse tipo. As dez barragens a montante da Vale que ainda não foram eliminadas estão inativas – ou seja, já não recebem mais rejeitos. Agora, com o processo de descomissionamento, a empresa pretende eliminá-las. Schvartsman apontou que as possibilidades são esvaziar as barragens ou integrá-las ao meio ambiente: “Descomissionar significa deixa de ser barragens. São esvaziadas ou integradas ao meio ambiente”.
Em nota, a Vale disse que serão necessários três anos e R$ 5 bilhões para “descaracterizar as estruturas como barragens de rejeitos para reintegrá-las ao meio ambiente”. Vale vai gastar R$ 5 bilhões para acabar com barragens a montante
Especialistas ouvidos pelo G1 explicam que existem diferentes possibilidades para o trabalho de descomissionamento, com custos, efeitos e riscos diferentes. Entenda o processo de descomissionamento de barragens
Alexandre Mauro/G1
Uma delas, segundo o Professor do Departamento de Geociências da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) Miguel Fernandes Felippe, consiste em retirar os rejeitos das barragens por um processo de dragagem – na prática, os resíduos armazenados são “sugados” para fora da barragem. Depois disso, a empresa avalia qual a possibilidade de aproveitar parte do material. O que não for utilizado, então, é separado. A água que puder ser retirada pode ser armazenada em outra barragem ou, se tiver condições, voltar aos rios. Já os resíduos sólidos, ainda de acordo com Felippe, podem ser enviados a outra barragem, a um deposito seco ou até mesmo utilizado nas cavas das minas que já foram esgotadas – ou seja, os “buracos” causados pela empresa na exploração de minério seriam preenchidos com os resíduos da própria operação. Em seguida, as estruturas da barragem são retiradas do local para que se comece o processo de recuperação do solo e reflorestamento. “Quando se fala em descomissionamento, a gente espera também a recuperação ambiental da área. Tem que reintegrar os elementos daquele ambiente, trazer o rio de volta, reconstituir a vegetação”, diz Felippe.
Mas o professor ressalva que todo esse processo depende de uma série de fatores, como a composição dos rejeitos e do solo. “Tem uma série de possibilidades técnicas”, aponta.
Paulo Lanzarotto, professor de engenharia da Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP), aponta que esse processo é bastante caro. Ele explica que uma alternativa mais barata prevê drenar a parte líquida dos rejeitos, cobrir o restante com terra e iniciar o processo de reflorestamento. A vantagem, segundo ele, é a de eliminar os riscos de comprometimento da estrutura com infiltrações. “Não tem mais acúmulo de água, porque a vegetação vai absorver”, diz Lanzarotto. Mas ele explica que os riscos de deslizamento pela pressão dos rejeitos continuam existindo. “Minimiza o risco por ter uma camada vegetal por cima, mas ele continua existindo. É muito parecido com o risco de uma superfície natural e inclinada.” Os especialistas afirmam que não existe uma possibilidade 100% segura. “Não existe risco zero. Qualquer que seja a estrutura ou tecnologia, vai gerar algum tipo de risco. Por isso que o monitoramento é importante”, alerta Felippe. Carlos Barreira Martinez, pesquisador da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e especialista em engenharia hidráulica, também diz que o processo de descomissionamento não é simples e tem um custo elevado. Portanto não representa uma solução rápida para reduzir os riscos das barragens construídas pelo método de alteamento a montante. “Vamos ter que entrar num processo de descomissionamento dessas barragens e tentar mitigar isso ao longo do tempo.”
Initial plugin text

Canadá confirma que EUA pediram extradição de executiva da Huawei


Meng Wanzhou, que está em liberdade condicional naquele país, compareceu ao tribunal nesta terça para discutir termos relacionados à fiança. Meng Wanzhou comparece a audiência em tribunal do Canadá nesta terça (29)
Darryl Dyck/The Canadian Press via AP
O Ministro da Justiça do Canadá, David Lametti, confirmou nesta terça-feira (29) que recebeu um pedido dos Estados Unidos para extraditar a diretora financeira da Huawei para aquele país.
O governo canadense tem 30 dias, a partir do recebimento do pedido, para decidir se autoriza a medida. Em caso positivo, o caso de Meng Wanzhou será enviado à Suprema Corte da Colúmbia Britânica para uma audiência, o que pode demorar semanas ou meses.
Meng foi presa em Vancouver em dezembro passado, a pedido dos EUA, e segue na cidade canadense em liberdade condicional. Ela foi ao tribunal nesta terça para discutir termos relacionados ao pagamento da fiança.
Filha do fundador da Huawei, a executiva está no centro de denúncias dos EUA contra a gigante chinesa do setor de telecomunicações.
Um dia antes, ela foi formalmente acusada pelo Departamento de Justiça americano de fraude bancária e conspiração por supostamente fazer negócios com o Irã quando o país estava sob sanções comerciais.
No mesmo dia, promotores dos EUA acusaram a Huawei de roubo de segredo comercial.
China vê repressão
A empresa nega irregularidades. E a China se queixou de repressão contra as empresas do país. “Há tentativas fortes e manipulações políticas por trás disto”, apontou Geng Shuang, um dos porta-vozes do governo, em comunicado publicado no site do Ministério das Relações Exteriores. “Exigimos com firmeza aos Estados Unidos que acabem com a sua injustificada repressão às empresas chinesas, incluindo a Huawei.”
Nesta terça, segundo a Reuters, o advogado de Meng disse que ela é usada como uma refém no relacionamento complexo entre EUA e China. “Nossa cliente não deveria ser um peão ou uma refém deste relacionamento. A senhora Meng é uma empresária ética e honrada que nunca passou um segundo de sua vida tramando violar nenhuma lei dos EUA, incluindo as sanções iranianas”, afirmou Reid Weingarten.
Initial plugin text

Vale vai gastar R$ 5 bilhões para acabar com barragens a montante


Companhia também anunciou que vai reduzir a produção de minério de ferro e pelotas. A mineradora Vale aprovou investimentos de R$ 5 bilhões para acabar com as barragens a montante, o mesmo sistema utilizado na estrutura que se rompeu em Brumadinho (MG) na última sexta-feira, em um desastre que matou 84 pessoas e deixou centenas de desaparecidos. Presidente da Vale, Fabio Schvartsman, durante coletiva de imprensa sobre as barragens da mineradora
Reprodução/Globonews
Para acelerar o processo de descomissionamento de barragens, a companhia terá que parar produção de minério de ferro nas áreas próximas, com impacto de 40 milhões de toneladas de minério de ferro e 11 milhões de toneladas de pelotas, ao ano, anunciou nesta terça-feira (29) o diretor-presidente da Vale, Fabio Schvartsman.
Os 40 milhões de toneladas de minério de ferro representam 10% da previsão de produção da Vale, maior produtora global da commodity, em 2019.
O anúncio foi feito após reunião no Ministério de Minas e Energia, onde o executivo apresentou os planos para encerrar com a insegurança no seu sistema de barragens em Minas Gerais.
Ele observou que nove das 19 barragens a montante já foram descomissionadas.
Detalhes sobre as barragens da Vale no Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG) Juliane Souza/G1

Vale diz que vai eliminar barragens iguais às de Mariana e Brumadinho


Fabio Schvartsman concedeu entrevista coletiva nesta terça-feira (29) em Brasília. Rompimento de barragem da mineradora em Brumadinho deixou 84 mortos; há 276 pessoas desaparecidas. Vale vai eliminar barragens do tipo de Brumadinho e Mariana
O presidente da Vale, Fabio Schvartsman, anunciou nesta terça-feira (29) que vai eliminar as dez barragens construídas com método semelhante ao de Mariana e de Brumadinho que ainda existem no país. Todas ficam em Minas Gerais. Em entrevista coletiva, ele comentou a tragédia provocada pelo rompimento de uma barragem da mineradora em Brumadinho, na região metropolitana de Belo Horizonte. A barragem de rejeitos, que ficava na mina do Córrego do Feijão, se rompeu na sexta-feira (25). O mar de lama varreu a comunidade local e parte do centro administrativo e do refeitório da Vale. Entre as vítimas, estão moradores e funcionários da mineradora. A vegetação e rios foram atingidos. O desastre de Brumadinho deixou ao menos 84 mortos, e 276 pessoas estão desaparecidas. Já o rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, ocorreu em novembro de 2015, deixou 19 mortos e causou uma enxurrada de lama que gerou graves danos ambientais. Na entrevista desta terça, o presidente da Vale se referiu especificamente às barragens que usam o método de alteamento a montante. As barragens que se romperam em Mariana e em Brumadinho tinham justamente esse tipo de estrutura. Embora seja bastante comum e mais barato, ele é considerado menos seguro por especialistas, em razão dos riscos de acidentes. “Depois que esse desastre aconteceu, não podemos mais conviver com esse tipo de barragem”, afirmou o presidente da Vale, Fabio Schvartsman. “Tomamos a decisão, que foi referendada pelo conselho da companhia hoje, de eliminar, acabar com todas as barragens a montante, descomissionando todas elas, com efeito imediato.” Ele descreveu que a mineradora tinha “19 barragens com a construção a montante”. De acordo com o executivo, nove delas já haviam sido “descomissionadas” – faltavam dez. “Todas elas estão desativadas. Descomissionar significa deixa de ser barragens. São esvaziadas ou integradas ao meio ambiente.” Como já estavam inativas, essas barragens não recebiam mais rejeitos. A decisão de agora, então, é uma forma de acelerar a eliminação das estruturas com alteamento a montante. O processo de descomissionamento vai levar de 1 a três anos.
A Vale aprovou investimento de R$ 5 bilhões para eliminar essas barragens.
Schvartsman disse que, com a suspensão das atividades das minas que ficam perto das barragens a serem descomissionadas, a Vale deixará de produzir 40 milhões de toneladas de minério de ferro ao ano. Em 2017, a companhia produziu 366,511 milhões de toneladas de minério de ferro. A companhia também vai ter de reduzir a produção em cerca 10 milhões de toneladas de pelotas (pequenas bolinhas feitas a partir de minério de ferro fino, usadas na fabricação de aço). Em 2017, a Vale produziu 50,300 milhões de toneladas de pelotas.
Segundo o presidente da mineradora, há laudos de auditorias recentes dizendo que todas as estruturas estão em perfeita estabilidade: “Resolvemos não aceitar apenas esses laudos e decidimos agir de outra maneira”.
Presidente da Vale, Fabio Schvartsman, durante coletiva de imprensa sobre as barragens da mineradora
Reprodução/Globonews
Detalhes sobre as barragens da Vale no Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG) Juliane Souza/G1
Como funcionam as barragens de mineração
Karina Almeida e Alexandre Mauro/G1
Caminho da lama: veja por onde passaram os rejeitos da barragem rompida em Brumadinho (MG) Betta Jaworski e Alexandre Mauro/G1
Initial plugin text