Ibovespa tem queda após sequência de quebras de recorde; dólar sobe a R$ 5,06

(Shutterstock)

SÃO PAULO – O Ibovespa registra queda nesta segunda-feira (7) depois de chegar à sua sétima alta consecutiva na última sexta (4), superando a marca dos 130 mil pontos na quinta vez seguida em que a máxima histórica foi renovada.

Hoje, o mercado segue o desempenho das bolsas internacionais diante das incertezas sobre como as gigantes de tecnologia irão reagir ao novo imposto corporativo global mínimo aprovado pelos países do G7.

Também no radar, as exportações da China em dólares subiram 27,9% no mês em comparação com o ano anterior, abaixo da expectativa de alta de 32,1%, segundo analistas ouvidos pela agência internacional de notícias Reuters.

Já as importações aumentaram 51,1% em maio sobre o ano anterior em dólares, crescimento mais forte desde janeiro de 2011 porém abaixo da alta de 51,5% esperada na pesquisa da Reuters.

Nesta semana, depois do Relatório de Emprego frustrar e mostrar a criação de 559 mil empregos nos Estados Unidos em maio, agora os investidores ficaram atentos aos dados de inflação. Na quinta, será divulgado o CPI (sigla em inglês para Índice de Preços ao Consumidor) relativo a maio.

Em abril, o índice subiu 4,2% em comparação com o patamar do ano anterior, a maior alta desde 2008. Se os preços continuarem a subir neste patamar, podem fazer com que o Federal Reserve altere suas políticas.

Sobre o mercado de trabalho americano, Roberto Attuch, CEO da Ohmresearch, destaca que o número de vagas criadas, apesar de ter sido menor que os 650 mil projetados pelos economistas, ainda assim foi muito forte e a estabilidade nos ganhos por hora trabalhada tira do radar parte das preocupações com a pressão inflacionária.

“Estamos em um cenário ideal para o mercado de renda variável, nem tão quente e nem tão frio, pois a economia americana está caminhando em direção ao pleno emprego, mas com espaço ainda para a política monetária do Federal Reserve continuar acomodativa”, avaliou Attuch em áudio para o canal do Telegram do InfoMoney.

Às 11h06 (horário de Brasília), o Ibovespa tinha leve queda de 0,41%, a 129.592 pontos.

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Enquanto isso, o dólar comercial opera em alta de 0,6% a R$ 5,065 na compra e a R$ 5,066 na venda. Já o dólar futuro com vencimento em julho registra leves ganhos de 0,3% a R$ 5,077.

No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2022 sobe dois pontos-base a 5,09%, o DI para janeiro de 2023 tem alta de sete pontos-base a 6,72%, o DI para janeiro de 2025 avança cinco pontos-base a 7,79% e o DI para janeiro de 2027 registra variação positiva de quatro pontos-base a 8,31%.

Relatório Focus

Os economistas do mercado financeiro elevaram bruscamente suas projeções para o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) em 2021, revelou o Relatório Focus do Banco Central. De uma expansão de 3,96% no ano, agora os economistas enxergam um avanço de 4,36%. Já para 2022 as previsões foram revisadas de 2,25% para 2,31%.

Em relação ao IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) – medidor oficial de inflação – as projeções foram elevadas de 5,31% para 5,44% em 2021 e de 3,68% para 3,70% em 2022.

Sobre o dólar, a expectativa mediana dos economistas manteve-se em R$ 5,30 ao fim de 2021 e em R$ 5,30 ao fim de 2022.

Por fim, as estimativas para a taxa básica de juros, Selic, mantiveram-se em 5,75% ao ano para o final de 2021 e em 6,50% ao cabo de 2022.

Covid no Brasil

No domingo (6), a média móvel de mortes por Covid em 7 dias no Brasil ficou em 1.629, queda de 13% em comparação com o patamar de 14 dias antes. Em apenas um dia, foram registradas 866 mortes.

As informações são do consórcio de veículos de imprensa que sistematiza dados sobre Covid coletados por secretarias estaduais de Saúde no Brasil, que divulgou, às 20h, o avanço da pandemia em 24 h. Não foram contabilizados dados do estado de Roraima onde, de acordo com a Secretaria de Saúde local, os municípios não atualizam o sistema de registro aos finais de semana.

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A média móvel de novos casos em sete dias foi de 61.912, queda de 6% em relação ao patamar de 14 dias antes. Em apenas um dia foram registrados 41.114 casos.

Chegou a 48.977.254 o número de pessoas que receberam a primeira dose da vacina contra a Covid no Brasil, o equivalente a 23,13% da população. A segunda dose foi aplicada em 22.930.114 pessoas, ou 10,83% da população.

Sob intensa pressão para aprovar a vacina russa Sputnik V e, em menor grau, a indiana Covaxin, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) chegou na sexta (4) a uma solução de meio termo. A agência autorizou a importação de quantidades menores dos imunizantes do que aquelas compradas pelos governos estaduais e pelo governo federal, sob uma série de condicionantes.

Os estados compraram 37 milhões de doses da vacina russa, mas poderão importar menos de 1 milhão de doses, um número considerado pela Anvisa capaz de ser controlado e rastreado para acompanhar eventuais eventos adversos e eficácia da vacina.

As mesmas condições foram impostas para a importação da Covaxin. O Ministério da Saúde, que havia pedido a importação de 20 milhões de doses, poderá comprar apenas 4 milhões de doses, equivalente a 1% da população brasileira.

Entre as exigências da Anvisa estão o acompanhamento de vacinados, restrição de quantidade e público a ser imunizado, acompanhamento rígido de efeitos, além da necessidade de todos os lotes que forem entregues no país serem analisado pelo INCQS (Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde), ligado à Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz).

Desde o dia 26 de abril, quando negou a primeira autorização de importação para a Sputnik, a Anvisa foi alvo de ameaças de processo por parte do RFDI (sigla em inglês para Fundo Russo de Investimento Direto) e uma pressão intensa de governadores do Consórcio Nordeste, que haviam acertado a importação de até 37 milhões de doses da vacina russa, e tiveram de adiar seus planos.

O voto do relator, o diretor da Anvisa Alex Campos, reconhece que os documentos apresentados pelos governadores e pelo Instituto Gamaleya avançaram em alguns pontos, mas não garantiram o nível de segurança normalmente exigido pela Anvisa.

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Com novos contratos assinados e previsão de uma quantidade razoável de vacinas da Pfizer, Janssen e Astrazeneca os próximos meses, o interesse pela vacina indiana diminuiu consideravelmente.

Segundo foi noticiado no domingo, a União Química, parceira no Brasil do Instituto Gamaleya para a fabricação da Sputnik V, fechou um novo acordo de cooperação técnica com a russa Geropharma para produzir insulina e uma outra vacina contra a Covid-19, chamada EpiVacCorona.

O presidente do laboratório brasileiro, Fernando de Castro Marques, afirma que a empresa deverá investir entre R$ 300 milhões e R$ 400 milhões para ampliar a capacidade de produção dos produtos. A empresa deve iniciar com a importação da vacina, para depois obter a transferência de tecnologia. Para tanto, é necessária aprovação da Anvisa.

Temos seis meses para entrar com o pedido de registro usando os resultados dos estudos feitos na Rússia. Se analisarmos a legislação brasileira, a agência russa é considerada de primeiro mundo, como as do Estados Unidos e Europa. Acredito que será mais fácil do que a Sputnik V”, afirmou o executivo ao jornal Valor Econômico.

Além disso, a equipe técnica da CPI da Covid-19 no Senado Federal afirmou em carta à Comissão Técnica da Seleção Brasileira e aos atletas do país que a realização da Copa América no Brasil seria um “mau exemplo”, diante da iminência de uma terceira onda da pandemia, e defende o seu adiamento.

A carta vem após o capitão da seleção brasileira de futebol ter afirmado que os jogadores vão esperar até a próxima semana para comentar as notícias de que se opõem a que o Brasil sedie a Copa América, com Casemiro afirmando que qualquer decisão será tomada em conjunto pelos jogadores e pelo treinador.

Dentre os argumentos enviados aos jogadores, a equipe da CPI da Covid-19 cita que o Brasil havia vacinado até sexta-feira apenas 10,77% do total da população, estando “muito distante da cobertura vacinal mínima para pensar em retomadas da vida normal”.

“O Brasil não oferece segurança sanitária de acordo com dados objetivos para a realização de um torneio internacional dessa magnitude no país. Além de transmitir a falsa sensação de segurança e normalidade, oposta à realidade que os brasileiros vivem, teria o efeito reprovável de estimular aglomerações e transmitir um péssimo exemplo (…) Não somos contra a Copa América no Brasil ou em qualquer outro lugar. Mas acreditamos que o torneio pode esperar até que o país esteja preparado para recebê-lo, assim como já aconteceu pela primeira vez na história com uma competição muito mais importante, as Olimpíadas do Japão”, afirmou a equipe da CPI, destacando os mais de 470 mil mortos no Brasil.

A carta afirma ainda que “não realizar e não participar da Copa América no Brasil não é um ato político, é um gesto de respeito à vida de milhões de famílias enlutadas pela morte e por cicatrizes incuráveis”.

O Brasil foi escolhido inesperadamente como sede do evento na semana passada, depois que a Colômbia foi descartada devido a uma onda de protestos motivados pela gestão da pandemia de Covid que dura mais de um mês no país, e a Argentina se retirou devido a uma disparada de casos de Covid-19.

No domingo, foi informado que o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Rogério Caboclo, foi afastado do cargo por 30 dias pela comissão de ética da entidade. O anúncio ocorre após Caboclo ser acusado de assediar sexualmente uma funcionária.

Crise hídrica

Em nota técnica enviada pelo ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) à ANA (Agência Nacional de Águas), o operador afirma que ao menos oito grandes usinas hidrelétricas instaladas na região Sudeste devem ficar com os reservatórios perto do colapso total até 30 de novembro, fim do período de estiagem. Localizadas na bacia do rio Paraná, as usinas somam 10 mil megawatts de potência, e 53% de toda a capacidade de armazenamento de água do Brasil.

O documento é assinado por dois diretores da ONS, Alexandre Nunes Zucarato (planejamento) e Sinval Zaidan Gama (operação), e realiza projeções sobre o comportamento dos reservatórios no restante do período de estiagem. Segundo informações obtidas pelo jornal Valor Econômico, as projeções adotam como base a repetição do regime hidrológico de 2020, que já foi crítico e a manutenção das atuais regras de vazão nas usinas.

Neste cenário, as represas de Furnas, Nova Ponte, Itumbiara, Emborcação e São Simão devem esgotar seus volumes úteis antes do recomeço das chuvas. As hidrelétricas de Mascarenhas de Moraes, Água Vermelha e Marimbondo esgotam o período seco com menos de 2% de sua capacidade.

“Considerando-se as previsões de afluência obtidas com a chuva de 2020, prevê-se a perda do controle hidráulico de reservatórios da bacia do rio Paraná no segundo semestre de 2021 (…) A perda do controle hidráulico na bacia do Paraná implicaria restrições no atendimento energético nos subsistema”, diz o documento.

Os diretores recomendam uma série de flexibilizações visando impedir o esvaziamento completo dos reservatórios e minimizar o risco de falta de energia. Dentre elas, reduzir a cota (altura do espelho d’água) em Ilha Solteira (SP), o que inviabilizaria a navegabilidade na hidrovia, Tietê Paraná, e reduzir a vazão do maior reservatório de furnas, próximo à cabeceira do Rio Grande, para aumentar o fluxo de água das represas mais adiante.

Esta mudança poderia impactar a piscicultura, e já foi alvo de críticas do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), que argumenta que ela deve ter impacto negativo na economia.

Apesar disso, no sábado, o ONS minimizou a crise e afirmou, por meio de nota, que medidas adotadas para lidar com a pior crise hidrológica desde 1930 devem garantir o abastecimento de energia no Brasil em 2021. O órgão foi consultado sobre eventuais riscos de déficit de oferta de geração.

O ONS afirmou que realiza estudos, análises e avaliações de cenários para um horizonte de até cinco anos. O órgão admitiu que uma nota técnica com projeções para o período de junho a novembro de 2021 chegou a apontar riscos, mas disse que o cenário deverá ser descartado com medidas que têm sido encaminhadas pelo governo.

“O único cenário em que há risco de déficit é o cenário de referência, utilizado para demonstrar que ações precisavam ser tomadas com o intuito de evitar essa ocorrência (…) Sendo assim, diversas medidas foram aprovadas pelo Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico – CMSE e já estão em curso, o que faz com que esse cenário não se concretize e se garanta o fornecimento de energia e potência em 2021”, disse.

Dentre as ações em curso, o ONS destacou a flexibilização das restrições hidráulicas dos aproveitamentos localizados nas bacias dos rios São Francisco e Paraná; aumento da geração térmica e da garantia do suprimento de combustível para essas usinas; importação de energia da Argentina e do Uruguai, além de campanha de uso consciente da água e da energia.

No comunicado, o ONS ressaltou ainda que o país passa por uma crise hídrica e que nos últimos sete anos os reservatórios das hidrelétricas receberam um volume de água inferior à média histórica. A crise pressiona sistema de geração do Brasil, fortemente dependente de hidrelétricas.

Radar corporativo

A Gol informou na última sexta-feira (4) a conclusão da transferência das ações da Smiles que possuía para a subsidiária Gol Linhas Aéreas (GLA). A troca das ações ordinárias dos acionistas da Smiles pelas ações preferenciais da aérea tem a seguinte relação:  44% das ações ordinárias da Smiles (SMLS3) serão trocadas por R$ 5,11 mais 0,6601 ação preferencial da Gol e
56% das ações ordinárias da Smiles (SMLS3) serão trocadas por R$ 18,51 mais 0,1650 ação preferencial da Gol.

A Petrobras iniciará no próximo dia 15 de agosto uma parada programada de 30 dias para manutenção da plataforma de Mexilhão e do gasoduto Rota 1, que escoa o gás natural produzido pelo ativo e por outras plataformas na Bacia de Santos, informou a empresa nesta sexta-feira. Segundo comunicado, a intervenção foi planejada com vários meses de antecedência, considerando a complexidade da operação e a necessidade de contratação de bens e serviços. A Petrobras disse ter comunicado a parada programada à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) em outubro de 2020.

A companhia de açúcar, etanol e bioenergia Biosev encerrou a safra 2020/21 com lucro líquido de R$ 216,4 milhões, revertendo o prejuízo de R$ 1,5 bilhão da temporada anterior, impulsionada por um cenário favorável de mercado e bom desempenho produtivo, informou a empresa na sexta-feira. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado teve um crescimento de 40,1% no período, para R$ 2,5 bilhões. O resultado exclui os efeitos contábeis (não caixa) do hedge accounting da dívida em moeda estrangeira (HACC).

(com Reuters, Ansa Brasil e Estadão Conteúdo)

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G7 fecha “acordo histórico” sobre criação de imposto global

Impostos (Shutterstock)

(ANSA) – Os ministros das Finanças do G7 fecharam um acordo neste sábado (5) para a criação de um imposto global de, ao menos, 15% para as grandes empresas.

Segundo o ministro das Finanças do Reino Unido, Rishi Sunak, anfitrião do evento de dois dias, o documento é um “momento histórico” e é o anúncio de uma reforma tributária mundial, “mas adaptada à era digital”.

Para Sunak, a taxação é justa porque também dificulta a existência de paraísos fiscais, onde essas empresas remetem seus lucros para pagar menos ou nenhum imposto. O britânico ressaltou que “as maiores empresas globais, com margens de lucro acima de 10%, verão cerca de 20% de todos os lucros acima desse limite realocados e tributados nos países onde as vendas foram realizadas”.

Através de comunicado, Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Japão, Estados Unidos e Canadá se comprometeram a apoiar o acordo durante a reunião do G20, que será realizada no mês que vem em Veneza. Nesse encontro, aí com as 20 maiores economias mundiais, é esperado que um documento formal seja assinado.

A secretária do Tesouro dos Estados Unidos, Janet Yellen, destacou que a medida “é um compromisso sem precedentes que colocará fim à corrida para a diminuição na taxação de empresas, assegurando igualdade para os trabalhadores nos Estados Unidos e em todo o mundo”.

O comissário europeu para a Economia, Paolo Gentiloni, pontuou que a decisão deste sábado “é um grande passo para um acordo global sem precedentes sobre a reforma tributária para taxação de empresas”.

“Foi um encontro positivo que nos permitiu construir pontes sobre questões cruciais. A possibilidade de um acordo global aumentou notavelmente. Nós precisamos fazer um último esforço para expandir esse consenso aos membros do G20 e a todos os países envolvidos, incluindo a OCDE”, acrescentou o italiano.

A aplicação da taxa única, especialmente nas chamadas “big techs”, as empresas de tecnologia mundiais, é alvo de discussões há anos e não são poucos os processos judiciais que discutem para onde os impostos devem ser pagos, com brigas que também invadem o campo político.

Recentemente, os próprios norte-americanos anunciaram a aplicação e a suspensão por 180 dias de um novo imposto de resposta por uma “tarifa digital” anunciada por seis países contra empresas dos EUA. (ANSA)

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EUA propõem coordenação do G-7 contra poderio econômico da China

(Bloomberg) — O G-7 avalia uma proposta dos Estados Unidos para enfrentar o que a Casa Branca vê como coerção econômica da China.

Um documento foi distribuído antes da reunião de dois dias dos ministros de Relações Exteriores do G-7 em Londres, segundo autoridades que não quiseram ser identificadas. Uma conversa sobre a China na terça-feira foi liderada pelo secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, que também pretende chamar a atenção para acusações de trabalho forçado na região de Xinjiang.

Os EUA querem um mecanismo de consulta que envolveria o G-7 – bem como outras partes interessadas – para garantir uma resposta coordenada às ações da China e com o objetivo de aumentar a resiliência dos países do grupo, de acordo com um diplomata.

A iniciativa coincide com a linha mais dura da Alemanha, Itália e França – três países da União Europeia que fazem parte do G-7 – quando começam a se alinhar com o governo dos EUA em seu impasse com a China. Os EUA ainda são um pouco mais agressivos do que a UE quando se trata do governo Pequim.

O Departamento de Estado não quis comentar.

Como anfitrião do G-7, o Reino Unido busca um equilíbrio com a China, denunciando seus supostos abusos dos direitos humanos enquanto mantém a porta aberta para áreas de cooperação, como em mudança climática. O desafio do governo Boris Johnson é evitar tachar o G-7 como antiChina sob sua presidência.

O Reino Unido saiu da UE e quer fechar acordos comerciais de forma independente, como com os EUA e Índia. Países da UE também pisam em ovos para responsabilizar a China por suas supostas ações contra os direitos humanos sem isolar um parceiro econômico importante.

Também está em pauta a criação do grupo “Amigos de Hong Kong” para compartilhar informações e preocupações sobre a ex-colônia britânica, segundo um diplomata a par do assunto. No ano passado, a China impôs uma ampla lei de segurança nacional em Hong Kong, na esteira dos protestos antigoverno em 2019.

Outras questões em discussão incluem Mianmar, Rússia, Ucrânia e um acordo sobre um mecanismo de resposta rápida para combater a desinformação que deverá ser adotado como anexo à declaração conjunta final.

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Grandes economias têm US$ 13 trilhões em dívidas a vencer

mercados internacionais

(Bloomberg) — As maiores economias do mundo com níveis recordes de endividamento estão prestes a enfrentar um legado indesejável da crise financeira: uma dívida de US$ 13 trilhões.

Países do G-7 e os principais mercados emergentes estão diante dos vencimentos de títulos mais pesados em pelo menos uma década, muitos deles empréstimos para tirar suas economias da pior recessão desde a Grande Depressão. De acordo com dados compilados pela Bloomberg, esses governos podem precisar rolar 51% mais dívida do que em 2020.

A boa notícia é que contam com o apoio tanto de bancos centrais quanto de investidores. Autoridades monetárias com desafios econômicos da pandemia devem manter as políticas acomodatícias e os juros baixos. Títulos continuam sendo vistos como refúgio em meio ao impacto do coronavírus na saúde e nas economias.

“As proporções da dívida pública explodiram, mas acredito que as preocupações de curto prazo com o aumento da dívida são infrutíferas”, disse Gregory Perdon, codiretor de investimentos da Arbuthnot Latham. “A dívida é uma alavanca e, presumindo que não haja abuso, é uma das melhores ferramentas para aumentar a riqueza.”

As necessidades de refinanciamento são maiores nos EUA, com US$ 7,7 trilhões em dívidas a vencer, seguidos pelo Japão, com US$ 2,9 trilhões, de acordo com dados da Bloomberg. A conta da China subiu para US$ 577 bilhões em relação aos US$ 345 bilhões no ano passado. Na Europa, a Itália tem a conta mais pesada, de US$ 433 bilhões, seguida pela França, com US$ 348 bilhões. A Alemanha tem US$ 325 bilhões em dívidas a vencer contra US$ 201 bilhões no ano passado. Nem todos esses vencimentos serão necessariamente estendidos com novos empréstimos.

No entanto, o maior endividamento ainda deve se traduzir em rendimentos mais altos. A mediana de economistas pesquisados pela Bloomberg aponta rendimento de 1,24% para os títulos de 10 anos do Tesouro dos EUA até o quarto trimestre em relação a 0,93% atualmente.

Ainda assim, bancos centrais carregarão o peso de manter os juros baixos para promover a recuperação econômica global. O Federal Reserve deve comprar quase metade dos US$ 2 trilhões de oferta líquida de dívida que, segundo a TD Securities, será emitida pelo governo dos EUA neste ano.

Na Europa, o resultado da compra de títulos do banco central ajudará a criar um déficit de 133 bilhões de euros (US$ 164 bilhões), de acordo com a Jefferies International.

“A realidade prática é que os níveis de dívida e os juros estão atrelados, porque a maior parte do mundo desenvolvido não pode pagar taxas de juros mais altas”, disse Steven Major, responsável global por pesquisa de renda fixa do HSBC.

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Ibovespa opera entre perdas e ganhos e dólar sobe a R$ 4,51 com G-7 sem medidas específicas

SÃO PAULO – O resultado da conferência por telefone do G-7 voltou a pesar no mercado brasileiro nesta terça-feira (3) e o Ibovespa volta a operar entre perdas e ganhos.

No G-7, ministros das Finanças das maiores economias do mundo disseram estar prontos e comprometidos a agirem mesmo com ferramentais fiscais onde for necessário para mitigar os impactos do coronavírus. Apesar disso, nada específico foi anunciado, e o temor é de que fique tudo só no discurso.

A teleconferência foi liderada pelo presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, e pelo secretário do Tesouro americano, Steven Mnuchin.

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Às 10h34 (horário de Brasília) o Ibovespa tinha leve baixa de 0,05% a 106.570 pontos, enquanto o dólar futuro para abril tinha ganhos de 0,69% a R$ 4,5135. O dólar comercial sobe 0,46% a R$ 4,5055 na compra e a R$ 4,5075 na venda.

O câmbio ficou mais pressionado depois do S&P futuro virar diante da frustração do mercado com o comunicado do G-7. Enquanto isso, segue a expectativa de que o Banco Central brasileiro reduza a Selic em reação ao potencial enfraquecimento da economia por conta do surto de coronavírus.

No mercado de juros futuros o contrato DI para janeiro de 2022 caía um ponto-base a 4,43%, o DI para janeiro de 2023 tinha alta de um ponto-base a 5,05% e o DI para janeiro de 2025 ganhava dois pontos a 5,94%.

A Austrália reduziu taxa de juros para um nível recorde e Donald Trump, presidente dos EUA, instou o Federal Reserve, a seguir o exemplo. Enquanto isso, os casos de coronavírus continuam aumentando e superaram 5.000 na Coreia do Sul.

Política

O Congresso promove sessão conjunta para análise dos vetos presidenciais, entre os quais o veto à proposta que torna obrigatória a execução das emendas orçamentárias; sessão está marcada para as 14h, segundo o website da Câmara.

O governo federal conta com o Senado para manter o controle de uma fatia de R$ 30 bilhões do orçamento da União em 2020, que os líderes do Congresso querem destinar para as emendas parlamentares, informa reportagem do jornal O Estado de S. Paulo.

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Segundo análise da XP Política, o Planalto segue apostando que o Senado não conseguirá reunir os 41 votos necessários para derrubar o veto presidencial.

No Senado, um risco político é a possível aprovação em caráter terminativo na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) de uma nova política de valorização do salário mínimo, que soma expectativa de inflação pelo Produto Interno Bruto (PIB) per capita.

Super Terça

O Partido Democrata dos Estados Unidos realiza hoje a chamada Super Terça, com primárias em 14 Estados americanos. O favorito é o senador Bernie Sanders, que lidera a ala mais à esquerda, mas o ex-vice-presidente Joseph “Joe” Biden, que venceu no domingo na Carolina do Sul, está na disputa e pode surpreender, principalmente nos estados do Sul e da Costa Oeste, onde os eleitorados negro e latino-americano são mais fortes dentro do Partido Democrata. A estimativa é que um terço dos 2.700 delegados do Partido seja escolhido hoje. Veja mais clicando aqui.

“Vale destacar que nos últimos dias vimos o panorama mudar bastante após vitória expressiva de Joe Biden na Carolina do Sul, que permitiu ao candidato se reposicionar como líder do centro”, dizem os analistas da XP. “Contribuirá positivamente também a desistência de três candidatos moderados, e a corrida parece caminhar para uma disputa entre Joe Biden e Bernie Sanders.”

Noticiário corporativo 

No Brasil, em dia de poucos indicadores, prossegue a safra de balanços – a BRF publicou hoje seus resultados, registrando um lucro líquido de R$ 690 milhões no quarto trimestre de 2019.

Ainda no noticiário corporativo, destaque para a aprovação, pelos acionistas da Azul (AZUL4) do subarrendamento de 29 jatos bimotores E-195 para a Breeze Aviation dos Estados Unidos, e também para os resultados publicados ontem à noite pela construtora MRV (MRVE3).

A Azul aprovou na noite de ontem o subarrendamento de 28 jatos bimotores E-195 da sua frota para a empresa americana Breeze Aviation. O objetivo da Azul é substituir sua frota inteira de E-195 por aviões E-2, uma versão mais econômica e moderna do jato bimotor da Embraer. Os E-195 restantes deverão ser arrendados para a companhia aérea LOT, da Polônia.