Gerdau reorganizará subsidiárias no México, Nelson Tanure compra fatia na Alliar, CVC tem rating elevado e mais notícias

O noticiário corporativo tem como destaque notícias sobre Gerdau, Renner, JBS e BRF. Confira abaixo:

Segundo a coluna do Broad, a venda da fatia da Novonor (antiga Odebrecht) na Braskem, deve ser postergada. A princípio, a ideia era concretizar o negócio este ano para aproveitar a alta no ciclo da petroquímica e das commodities – uma vez que não é certeza que o patamar se mantenha por mais tempo.

Leia também: Oferta de ações da Braskem volta à mesa para saída de acionistas

Quando o plano de recuperação judicial da então Odebrecht foi desenhado, a expectativa era de que o grupo levantasse R$ 18 bilhões com sua parte, que equivale a 50,1% do capital votante e 38,3% do capital total da empresa. Graças ao ciclo positivo do setor e ao enquadramento dos problemas em suas operações em Alagoas e no México, a Braskem vale hoje mais de R$ 40 bilhões em Bolsa.

O Conselho de Administração da Gerdau aprovou a reorganização de subsidiárias no México, informou a companhia em comunicado ao mercado.

A reestruturação envolve a subsidiária Sidertúl e as suas sociedades Aceros Corsa e Gerdau Corsa – estas em parceria com o Grupo Córdova. As três companhias, todas localizadas no México, se fundirão e se tornarão uma só.

Para isso, o Grupo Córdova comprará 16,84% do capital da Sidertúl por US$ 32,5 milhões, equalizando sua participação nesta empresa com aquilo que possui nas demais. Após isso, a Gerdau aumentará de 70% para 75% sua participação na companhia resultante, que herdará o nome Gerdau Corsa.

Lojas Renner (LREN3)

No final da tarde da véspera, a varejista Lojas Renner informou que sofreu um ataque cibernético em seu ambiente de tecnologia na quinta-feira, que provocou indisponibilidade em parte de seus sistemas. Em comunicado, a companhia afirmou ter atuado para mitigar os efeitos do ataque e que a maior parte das operações já foram restabelecidas, com os principais bancos de dados preservados. Além disso, a Lojas Renner afirmou que suas lojas físicas não tiveram as atividades interrompidas.

O Itaú BBA avaliou as informações sobre os ataques à Lojas Renner como marginalmente negativos. O banco destaca que não é a primeira vez que uma empresa sob sua cobertura foi alvo de um ciberataque, e diz que as empresas que passaram pelo problema foram capazes de normalizar suas operações rapidamente, sem grandes danos operacionais. O banco diz esperar que o mesmo ocorra no caso na Renner. O Itaú mantém recomendação outperform (perspectiva de valorização acima da média do mercado) para a Lojas Renner, e preço-alvo para 2022 de R$ 51, frente à cotação de fechamento de quinta de R$ 39,45.

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A Pilgrim’s Pride, controlada da JBS nos Estados Unidos, informou que precificou uma oferta de US$ 900 milhões em notas sênior não garantidas com vencimento em 2032. 

De acordo com comunicado da empresa, os títulos serão emitidos a 100% do valor principal agregado e terão rendimento de 3,5%. Devido à demanda significativa, o montante da emissão foi elevado de US$ 750 milhões iniciais. A venda das notas deve ser concluída em 2 de setembro.

A Embraer informou que está ampliando sua rede de suporte na região Nordeste dos Estados Unidos com a adição de novos serviços em Centros de Serviços Autorizados da Embraer (EASC). A Empresa concedeu a três centros a capacidade de aumentar as possibilidades para atender mais modelos de jatos executivos da Embraer.

Em nota, o diretor Global de MRO da Embraer Serviços & Suporte Frank Stevens destaca que com o crescimento da frota de jatos executivos da Embraer nos Estados Unidos, a empresa está reforçando a rede de serviços para melhor atender os clientes na região. “As três instalações oferecerão excelentes opções a esses clientes para manutenção programada e não programada, troca de componentes e peças e inspeções com diferentes níveis de complexidade”, afirma.

À Hawthorne Global Aviation Services, LLC, localizada no Aeroporto MacArthur de Long Island, em Nova York, foi outorgada a capacidade de adicionar a manutenção de aeronaves com inclusão dos jatos Phenom 100, Phenom 300, Legacy 450 e Legacy 500, além do Praetor 500 e o Praetor 600, ampliando assim suas atuais capacidades de manutenção para servir os jatos Legacy 600 e Legacy 650.

O Conselho de Administração da BRF, uma das maiores companhias de alimentos do Brasil, aprovou uma Política de Compra Sustentável de Grãos, conforme ata de reunião do colegiado divulgada na quinta-feira. A aprovação atende o plano Visão 2030 da BRF e o compromisso de rastreabilidade assumido pela empresa em dezembro de 2020, segundo a ata, que não trouxe mais detalhes.

Vibra Energia (BRDT3)

A BR Distribuidora  passa a se chamar Vibra Energia, mas manterá a atual identidade visual e o símbolo BR em sua rede de 8,3 mil postos de combustíveis em todo o Brasil, além de manter outras marcas de produtos e serviços, conforme comunicado enviado pela empresa ao mercado nesta quinta-feira. O movimento ocorre após a Petrobras (PETR3;PETR4) ter vendido sua fatia remanescente na maior distribuidora de combustíveis do país, no fim de junho. Veja mais clicando aqui. 

Alliar (AALR3) e Rede D’Or (RDOR3)

Na quinta-feira, o empresário Nelson Tanure afirmou que fundos com os quais tem ligações compraram cerca de 26% da empresa de diagnósticos médicos Alliar.

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Isso complica uma proposta de compra pela rede de hospitais Rede D’Or. Tanure diz que não tem planos de mudar a gestão da Alliar.

Ainda no radar da Rede D’Or, a companhia anunciou a compra dos 20% de participação remanescentes do Hospital Aliança, localizado em Salvador (BA), por R$ 350 milhões.

Somando-se os valores, a Rede D’Or pagou R$ 1,150 bilhão pelo ativo. A aquisição foi feita pela afiliada Hospital Esperança S.A. Segundo fato relevante, a previsão de receita para o Hospital Aliança em 2022 é de R$ 700 milhões.

A CVC  teve seu rating elevado de brB para brBB pela agência de classificação de risco Standard & Poor’s.

Arco Educação (ARCE: Nasdaq) 

A Arco Educação teve prejuízo de R$ 20 milhões no segundo trimestre de 2021, ante lucro de R$ 16,3 milhões registrado no mesmo período de 2020.

No critério ajustado, o resultado trimestral foi positivo em R$ 36,4 milhões.

Já a receita da empresa cresceu 9,1%, para R$ 256 milhões.

O Credit Suisse reforçou sua visão otimista para a Arco , citando indicadores positivos para o valor do contrato anual (ACV na sigla em inglês), que dão suporte a sua visão positiva sobre a empresa. O banco diz esperar que a companhia volte a um nível de crescimento orgânico de cerca de 20%, o que representaria uma forte aceleração em relação ao dígito único observado em 2021.

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O banco diz que a continuidade da vacinação e a volta de aulas presenciais devem dar suporte a um bom segundo semestre em termos de novas vendas. O banco diz avaliar que as ações são negociadas em um nível atrativo, de 27 vezes a relação entre preço e rendimentos (P/E em inglês) em 2021, e 20 vezes em 2022. O banco mantém avaliação outperform e preço-alvo de US$ 46, frente à cotação de US$ 26,27 dos papéis ARCE na quinta na Nasdaq.

Burger King Brasil (BKBR3)

Após a correção recente de preços do Burger King Brasil, o Itaú BBA atualizou a sua nota para a empresa de market perform (perspectiva de valorização dentro da média do mercado) para outperform (acima da média), avaliando que a valoração é atrativa. O banco diz que, com o nível atual de valoração, vê com menos ressalvas a perspectiva de diluição de curto prazo com a compra da DPB. O preço-alvo para 2022 indicado pelo Itaú é R$ 12,5, frente à cotação de quinta de R$ 8,89.

IPOs

A provedora de serviços de internet Vero pediu registro para uma oferta inicial de ações (IPO), ilustrando a movimentação de empresas do setor para buscar recursos no mercado para ganhar musculatura antes do leilão do 5G. Criada em 2019 com a união de oito empresas do interior de Minas Gerais, a empresa se expandiu para Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul e afirma ter atualmente cerca de 500 mil clientes, com 18,2 mil quilômetros de cabos de fibra óptica.

(com Reuters e Estadão Conteúdo)

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Da disparada à forte queda: o que esperar para as ações de Vale, CSN Mineração e siderúrgicas com o “novo cenário” para o minério?

SÃO PAULO – Contratos futuros negociados em Dalian com queda de mais de 7%, os de Singapura com baixa de mais de 12%, derrocada de 13,5% no porto de Qingdao.

Por onde quer que se olhe, o dia é de forte queda para o minério de ferro que, à vista, chegou ao menor patamar desde 1 de dezembro, a US$ 132,66 a tonelada, após chegar a beirar os US$ 240 em maio. Ou seja, mais que uma queda pontual, essa é uma tendência observada no mercado, com os preços acumulando baixa de mais de 40% em relação ao recorde alcançado há apenas três meses.

A queda já vinha ocorrendo uma vez que a China tem pressionado siderúrgicas a limitarem a produção para reduzir a poluição, e o menor volume produzido em julho sinaliza que as medidas começam a fazer efeito. Alguns grandes produtores já tomaram providências para reduzir a oferta, enquanto a gigante de mineração BHP disse esta semana que a crescente probabilidade de cortes severos da produção no segundo semestre “testa a resolução altista dos mercados de futuros”.

O cenário de queda foi agravado pela percepção maior de risco com a variante delta do coronavírus, que se espalha rapidamente e com dados mais fracos nos EUA e na China, que recentemente reforçaram a percepção de que a recuperação econômica global está perdendo força.

Somou-se a isso ainda a expectativa de que o Federal Reserve possa em breve começar a reduzir o enorme estímulo que ajudou a elevar os preços no último ano (ainda que os dados mais fracos de atividade possam levar o Fed a adiar esse anúncio).

Por mais que essa baixa fosse já bastante esperada e até em certa parte precificada pelos investidores – em análises anteriores, a expectativa de queda para o minério já era destacada -, o impacto é invariavelmente sentido nas ações dos setores de mineração e siderurgia. Pela primeira vez desde abril, a Vale (VALE3) fechou abaixo dos R$ 100 na B3, com queda de 5,71%, a R$ 97,51, um valor quase 17% abaixo da máxima de fechamento da Vale, registrada em 28 de julho, quando os ativos fecharam a R$ 117,30.

O papel da CSN Mineração (CMIN3), por sua vez, fechou com perdas menos expressivas, de 0,28%, a R$ 6,99, após cair até 4,42%, mas ainda acumulando perdas de 18,26% apenas em agosto.

Nesta sessão, os papéis de siderúrgicas também caíram forte, com CSN (CSNA3) em baixa de 5,78% e acumulando perdas de 16% no mês, Usiminas (USIM5) também com desvalorização de 5,69% na sessão e de cerca de 17% em agosto. Já Gerdau (GGBR4) teve perdeu 3,52% na sessão e acumula baixa de 8,5% no mês. Ainda assim, os papéis dessas companhias registram ganhos acumulados entre 17% e 24% em 2021, ainda na esteira de resultados recordes no auge dos preços das commodities, mas com muitas dúvidas no radar sobre o que esperar daqui para frente.

Para o Morgan Stanley, embora os analistas já esperassem que a dinâmica de oferta e com a demanda desacelerando levassem a um declínio de preço para uma média de US$ 118 a tonelada em 2022, eles ficaram surpresos com a velocidade com que essa “normalização” de preço está ocorrendo. E, para os analistas do banco, dada a demanda mais fraca por aço da China, ainda é possível ver mais quedas potenciais a partir desse ponto.

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Grande parte do foco do mercado tem sido sobre as restrições à produção de aço da China – com cerca de 27 milhões de toneladas de cortes de produção anunciados para o segundo semestre-, mas o Morgan acredita que a desaceleração da demanda de uso final de aço na China também está desempenhando um papel significativo.

“A correção de 5% no preço do vergalhão da China desde o início de agosto pode apontar para um ambiente de redução da demanda. Na verdade, os dados de produção industrial da China para julho, divulgados no início desta semana, destacam uma desaceleração significativa nos principais setores de uso final do aço da China, principalmente nos setores de construção e infraestrutura”, apontam.

A atual tendência de baixa pode levar a medidas de estímulo, mas o Morgan acredita que pode levar seis meses antes que se traduza em demanda real de aço. Enquanto isso, a ‘redefinição regulatória’ no setor imobiliário da China torna improvável uma recuperação rápida da demanda, segundo o Morgan. “Embora a demanda de aço da China possa se recuperar com a melhora sazonal da atividade de construção em setembro, uma melhora rápida seria necessária para compensar a atual fraqueza do mercado”, aponta.

Nesse contexto, e também levando em conta um aumento da oferta sazonal de minério, os analistas apontam que ainda podem ver pressão de baixa no preço atual e risco de queda significativo na projeção que possuem para o quarto trimestre (do minério a US$ 160 a tonelada).

Por outro lado, os analistas do Bradesco BBI destacaram que o movimento do minério de ferro nesta quinta foi de uma queda exagerada, levando em conta que a produção de aço chinesa não deve entrar em colapso no segundo semestre, os níveis de estoque não estão “inchados” e as margens das siderúrgicas chinesas permanecem em bases positivas.

Para o BBI, o mercado de minério de ferro não estará mais tão apertado em 2022, mas os preços ainda estarão acima dos níveis normais. Eles ainda elevaram as projeções: “Esperamos que os preços do minério de ferro fiquem em média US$ 170 a tonelada em 2021 e US$ 120 a tonelada em 2022, ante previsão anterior respectiva de US$ 150 a tonelada e US$ 110 a tonelada.”, apontam.

A casa acredita que haverá um aumento na demanda global de minério de ferro, a 7,5% em 2021 e em mais 1% em 2022, chegando a 2 bilhões de toneladas. Por outro lado, haverá um crescimento “limitado” da oferta de minério de ferro (de 90 milhões de toneladas em 2021 e de 60 milhões em 2022, principalmente da Vale, que está crescendo gradualmente), o que deve sustentar o mercado de minério de ferro.

Os analistas avaliam que as margens das siderúrgicas devem permanecer sustentadas em níveis saudáveis ​​e acima da média em 2022 e por outros anos, devido a: (i) restrições de produção na China para conter as emissões, que no fim do dia limitam a capacidade de produção disponível do país e  (ii) menores exportações da China, apoiando siderúrgicas fora do país; os analistas esperam que a China exporte entre 15-20 milhões de toneladas a menos de aço em 2022, após exportar 70 milhões de toneladas em 2021 e (iii) nenhuma mudança muito significativa sobre a demanda de aço (embora o crescimento seja a taxas mais baixas em relação aos dias atuais).

Mineradoras e siderúrgicas: depois das fortes quedas…

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Com esse cenário, o que esperar para as ações das mineradoras e siderúrgicas negociadas na B3?

O Morgan, em seu caso-base para o ano que vem, ainda está levando em conta preços projetados abaixo dos valores atuais da commodity. Contudo, os analistas avaliam que a queda dos preços pode aumentar o foco sobre os riscos de ganhos das mineradoras. Nas Américas, Vale e CSN Mineração aparecem com as maiores proporções de seu portfólio atreladas à dinâmica de preços do minério, podendo ser afetadas.

O Bradesco BBI, por sua vez, reforça que as ações das companhias de mineração e siderurgia na B3 estão refletindo um cenário excessivamente pessimista.

“Os nomes do minério de ferro refletem os preços da commodity entre US$ 50 e US$ 60 a tonelada para sempre”, aponta em relatório Thiago Lofiego, analista do Bradesco BBI, o que seria um valor entre 55% e 62% menor frente o patamar atual. As siderúrgicas, aponta, refletem uma correção entre 50% e 55% nos preços domésticos.

O analista ressalta que os preços dos metais estão sendo negociados naturalmente com base no backwardation (relação entre os preços atuais versus os preços do mercado futuro), com os investidores constantemente esperando uma correção, que se materializou parcialmente nos últimos meses.

“Mas, no final do dia, o que realmente importa é em que patamar os metais realmente são negociados contra as expectativas e, em última análise, o que esse FCF (fluxo de caixa livre) em excesso significa para os preços das ações”, aponta. Assim, reforça, os preços atuais dos papéis estão sendo negociados precificando um cenário muito mais negativo.

Os analistas veem Usiminas, Vale e CSN Mineração sendo as melhores opções no setor, todas negociando a múltiplos muito atraentes e, no caso da Vale e CMIN, oferecendo atrativos dividendos de 15% e 19% para 2022.

Sobre Vale, o BBI ressalta que o minério de ferro agora está sendo negociado mais perto dos fundamentos de oferta e demanda, o que implica que os investidores podem ficar mais confortáveis ​​com a compra de ações após a recente queda nos preços. Os analistas ainda elevaram o preço-alvo do ADR da companhia de US$ 25 para US$ 26, um potencial de alta de 33% em relação ao último fechamento, enquanto possuem um preço-alvo de R$ 133 para VALE3, ou alta de 28%.

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Para CSN Mineração, o preço-alvo é de R$ 14, alta de 94% em relação ao fechamento de quarta.

Já sobre CSN, o BBI retomou a cobertura com recomendação de compra e preço-alvo de R$ 67 por ação, ou um potencial de alta de 72% em relação ao último fechamento.

Usiminas, assim como a Vale, teve o preço-alvo elevado, passando de R$ 32 para R$ 34, ou um potencial de alta de 85%.

O analista aponta que, embora acredite que os volumes de aço e os preços atingiram o pico no Brasil, por enquanto, o ambiente operacional segue muito saudável para a companhia. Isso porque a produção de automóveis (a Usiminas produz aço plano, utilizado para esses fins) tende a melhorar nos próximos trimestres, também suportada pela reposição de estoque, uma vez que os estoques de automóveis estão historicamente baixos. Além disso, o maquinário e a demanda de bens de capital devem continuar a crescer à medida que o Brasil sai da pandemia e os preços e margens globais do aço devem permanecer em níveis elevados.

A Gerdau também tem recomendação de compra pelo BBI, com preço-alvo sendo elevado de R$ 45 para R$ 46 para GGBR4, um potencial de alta de 61%. “Acreditamos que a dinâmica dos ganhos deve permanecer forte nos próximos trimestres, uma vez que a Gerdau desfruta de uma combinação de sólida demanda de uso final e preços saudáveis ​​nas principais divisões. No Brasil, apesar dos preços domésticos de aço mais fracos em 2022, volumes saudáveis ​​e menores pressões de custos devem implicar em margens ainda muito saudáveis ​​(perto de 30%)”, avaliam.

Um risco para o mercado de aços longos (mais utilizado na construção civil) pode ser o ritmo de aumento de novas capacidades que estão sendo adicionadas ao mercado. Já nos EUA, um spread de metal maior do que a média ainda deve ser a norma em 2022, já que a atividade de construção permanece sólida, avaliam.

Enquanto o BBI está mais otimista, o Itaú BBA fez ponderações sobre o setor antes mesmo da forte derrocada das ações do setor nesta quinta-feira.

Os analistas do banco reduziram a recomendação para as ações de CSN e Usiminas de outperform para market perform,  (perspectiva de valorização dentro da média do mercado), destacando que as perspectivas de valorização da CSN e da Usiminas não representam proposições atraentes de risco e recompensa. O preço-alvo para CSN passou de R$ 61 para R$ 48 e para Usiminas passou de R$ 28 para R$ 24.

Já a Gerdau é a favorita dos analistas no setor, sendo uma empresa mais focada em aço, sem exposição a mineração. “Gostamos mais da dinâmica para aço do que para minério no curto prazo”, apontam. O preço-alvo para o ativo GGBR4 é de R$ 40.

Eles reforçam a avaliação de que, apesar da média estimada por eles para o minério de ferro em 2021 ter subido levemente de US$ 150 a tonelada para US$ 170 a tonelada, veem um cenário desafiador para a commodity, destacando os dados recentes indicando queda na produção de aço na China.

Sobre a Vale, os analistas do BBA seguem com recomendação equivalente à compra para os ativos da companhia, mas reduziram o preço-alvo de US$ 26 para US$ 25 (em um movimento contrário ao do BBI). “Ainda acreditamos que a Vale apresenta uma boa proposta de valor, com a geração de caixa apresentando um retorno de 21% em 2021 e potencialmente levando a uma distribuição de dividendos extraordinária de aproximadamente US$ 5 bilhões durante a segunda metade de 2021 – o equivalente a um total de mais de US$ 18 bilhões retornando aos acionistas por meio de dividendos ou recompras”, apontam.

(com informações da Bloomberg)

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Itaú BBA reduz recomendação de ações de CSN e Usiminas para neutro; banco mantém compra para Vale e Gerdau

Em meio ao cenário mais negativo para o minério de ferro com a desaceleração da China, entre outros fatores, o Itaú BBA revisou as suas projeções para as ações do setor de mineração e siderurgia Vale (VALE3), Gerdau (GGBR4), Usiminas (USIM5) e CSN (CSNA3). Eles também incorporaram os resultados de segundo trimestre, novas projeções de PIB e câmbio e uma expectativa de maior custo de capital para as companhias.

Os analistas apontam que, apesar da média estimada por eles para o minério de ferro em 2021 ter subido levemente de US$ 150 a tonelada para US$ 170 a tonelada, vemos um cenário desafiador para a commodity, destacando os dados recentes indicando queda na produção de aço na China.

Para eles, as perspectivas de valorização da CSN e da Usiminas não representam proposições atraentes de risco e recompensa. Assim, o banco reduziu a recomendação para ambos os papéis de outperform para market perform (perspectiva de valorização dentro da média do mercado). O preço-alvo para CSN passou de R$ 61 para R$ 48 (ainda  alta de 12,6% frente ao fechamento de sexta-feira) e para Usiminas passou de R$ 28 para R$ 24 (ainda alta de 13,5% em relação ao fechamento de sexta).

Além disso, foi reduzido o preço-alvo dos American Depositary Receipts (ADR, na prática, os papéis da companhia negociados no exterior) da Vale de US$ 26 para US$ 25 e da Gerdau de R$ 45 para R$ 40, com potencial respectivo de ganhos de 21,1% e 27,8% em relação ao fechamento da última sexta-feira. A recomendação outperform (desempenho acima da média do mercado) foi reiterada para os papéis das duas companhias.

Com relação à CSN, os analistas do BBA veem a empresa com custos maiores no segmento de mineração, o que vai mitigar os preços realizados de aço doméstico mais altos. Da mesma forma, a normalização no preço da commodity deve afetar os números de Usiminas.

A Vale, por sua vez, deve seguir se beneficiando do forte volume de produção mesmo com a queda nos preços do minério, podendo distribuir cerca de US$ 5 bilhões em dividendos extraordinários. A normalização no mercado de aço deve afetar os preços da Gerdau; Contudo, como a Gerdau não tem exposição ao minério, isso a ajuda, aponta o BBA.

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Carteira gráfica da XP supera o Ibovespa e faz 3 trocas esta semana

Business team meeting present the project (Yozayo/ Getty Images)

SÃO PAULO – A XP divulgou a “Top Picks”, sua carteira semanal de análise gráfica, para o período de 13 a 20 de agosto. Para esta semana foram feitas três trocas no portfolio.

Saíram as ações de Bradesco (BBDC4), Cemig (CMIG4) e BR Malls (BRML3) para a entrada de Taesa (TAEE11), SulAmerica (SULA11) e Localiza (RENT3).

De acordo com Gilberto Coelho, o Giba, analista técnico responsável pela carteira, as units da Taesa passam a compor a carteira por operarem acima das médias de 21 e de 200 dias, com projeções de ganhos até os patamares de R$ 40,95 e R$ 44,00. Os suportes para colocar stop loss estão nos níveis de R$ 39,00 e R$ 36,40.

Já as units da SulAmerica foram incluídas como a “pimenta” do portfolio, apesar de estarem abaixo das médias, por terem formado um “engolfo de alta”, que favorece ao menos um repique até os R$ 30,50, ou mesmo um teste de R$ 35,00 na média móvel de 200 dias.

Por fim, as ações ordinárias RENT3 entraram na Top Picks por ter marcado Índice de Força Relativa (IFR) com engolfo de alta e volume maior. É esperado um repique nos R$ 61,50 ou R$ 63,50 em pullback nas médias de 21 e de 200 dias.

Divulgada semanalmente, a carteira Top Picks XP é composta por cinco ativos, tendo cada um peso de 20%. A seleção busca retorno a curto prazo, alinhando fluxo e movimentação das ações ao cenário político e macroeconômico.

Giba calcula a rentabilidade da carteira entrando nas ações no leilão das sextas-feiras. O objetivo é de que a média do retorno dos ativos supere o Ibovespa ao fim da semana.

Desempenho

Na semana passada, a carteira Top Picks caiu 0,92% (segundo a cotação de fechamento da sexta-feira passada), enquanto o Ibovespa teve uma desvalorização maior, de 1,32%.

O destaque de alta no portfolio foi a Petrobras, que disparou 3,38% na semana.

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Já na queda, o pior desempenho foi de BR Malls, que recuou 4,57%. Bradesco, Cemig e Gerdau caíram respectivamente 2,02%, 1,28% e 0,13%.

No ano de 2021, a Top Picks sobe 8,25% ao mesmo tempo em que o benchmark da B3 tem alta de 4,16%.

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Confira, abaixo, as recomendações para esta semana:

Carteira gráfica da XP sobe puxada por Petrobras na semana e não tem nenhuma troca

SÃO PAULO – A XP divulgou a “Top Picks”, sua carteira semanal de análise gráfica, para o período de 6 a 13 de agosto. Para esta semana não foram feitas trocas no portfolio.

De acordo com Gilberto Coelho, o Giba, analista técnico responsável pela carteira, as ações da Petrobras (PETR4) continuam porque chegaram perto do primeiro objetivo nos R$ 29,00, mas ainda dão sinais de que podem progredir rumo  R$ 33,00 ou R$ 34,00. Os suportes para colocar stop loss estão localizados nos R$ 27,00 e nos R$ 25,79.

No caso da Gerdau (GGBR4), os papéis da siderúrgica estão em tendência de alta projetando ganhos até os níveis de R$ 34,40 e de R$ 38,00. A ação tem suportes nos R$ 30,29 e nos R$ 28,32.

Já as ações do Bradesco (BBDC4) estão em cima do suporte de longo prazo, algo que favorece a retomada dos R$ 25,90 ou R$ 28,25. Os suportes dos papéis do banco são os pontos de R$ 23,00 e R$ 22,32.

Para Cemig (CMIG4), a análise é de que a ação está com divergência de alta no Índice de Força Relativa (IFR), o que, se confirmado, favorece teste dos R$ 12,45 ou dos R$ 14,00. Os suportes do papel estão em R$ 11,40 e R$ 10,64.

A Br Malls (BRML3), por fim, segue recuando até o teste da média móvel de 200 dias, que se for respeitada, indica que a ação poderá depois testar as regiões de R$ 10,78 ou R$ 12,00. Os suportes são os pontos de R$ 9,77 e R$ 9,44.

Divulgada semanalmente, a carteira Top Picks XP é composta por cinco ativos, tendo cada um peso de 20%. A seleção busca retorno a curto prazo, alinhando fluxo e movimentação das ações ao cenário político e macroeconômico.

Giba calcula a rentabilidade da carteira entrando nas ações no leilão das sextas-feiras. O objetivo é de que a média do retorno dos ativos supere o Ibovespa ao fim da semana.

Desempenho

Na semana passada, a carteira Top Picks subiu 0,73% (segundo a cotação de fechamento da sexta-feira passada), enquanto o Ibovespa teve uma valorização de 0,83%.

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O destaque de alta no portfolio foi a Petrobras, que disparou 5,5% na semana. Em seguida vem Gerdau, com ganhos de 1,82% e Br Malls, que avançou 0,3%.

Por outro lado, Bradesco caiu 2,15% e Cemig recuou 1,84%.

No ano de 2021, a Top Picks sobe 9,25% ao mesmo tempo em que o benchmark da B3 tem alta de 5,55%.

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Confira, abaixo, as recomendações para esta semana:

Margem Ebitda impressionante no Brasil e força na América do Norte: os destaques do resultado da Gerdau

SÃO PAULO – A Gerdau (GGBR4) divulgou seu resultado do segundo trimestre antes da abertura do pregão nesta quarta-feira (4), mostrando um lucro líquido de R$ 3,934 bilhões, alta de 1.149% na comparação anual e de 59% frente aos três primeiros meses de 2021.

Foi a última das siderúrgicas a reportar números trimestrais, e a figura agradou os analistas apesar das suas ações terem passado a maior parte do pregão desta quarta em queda. Às 16h06 (horário de Brasília), os papéis subiam 0,44%.

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O Lucro Antes de Juros, Impostos, Depreciações e Amortizações (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado  somou R$ 5,9 bilhões nos últimos três meses, ante R$ 4,32 bilhões no trimestre anterior e R$ 1,32 bilhões nos mesmos meses de 2020.

Já a receita líquida da siderúrgica ficou em R$ 19,13 bilhões, um avanço de 119% na comparação com o mesmo período do ano passado.

Segundo os analistas Thiago Lofiego e Isabella Vasconcelos, do Bradesco BBI, os resultados foram impressionantes, com o Ebitda vindo 2,3% acima das projeções do banco e 5% maior que o consenso do mercado.

Para a equipe do banco, o destaque do balanço foi a operação na América do Norte, com uma margem Ebitda (Ebitda dividido pela receita líquida) de 20%, consequência da continuidade da abertura dos spreads de metais, ao passo que os embarques seguiram em níveis altos.

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“No Brasil, os embarques da Gerdau surpreenderam positivamente, com os domésticos crescendo 10% na comparação com o trimestre anterior (ante nossa expectativa de incremento de 5%), e a realização de preços levemente mais fraca do que o esperado (+15% na base trimestral, contra nossa estimativa de +19%) e os custos de mercadorias vendidas um pouco mais elevados do que nossa previsão (+7% sobre o trimestre anterior, esperávamos +4%)”, escrevem os analistas do Bradesco.

A equipe ressalta ainda que a margem Ebitda da Gerdau no Brasil está girando em torno de 40%, algo muito acima das margens “normais” de 20%.

Na opinião dos analistas, os embarques de aço provavelmente continuarão em níveis elevados em todas as regiões, apoiados pela atividade saudável no setor de construção e pela demanda da indústria, enquanto preços mais altos de aço devem fluir totalmente pelos resultados.

“No Brasil, acreditamos que as pressões de custos estão praticamente acabadas, então esperamos alguma expansão de margem no terceiro trimestre. Nos EUA, os spreads em metal continuam a se alargar, conforme os preços de sucata tiveram uma correção recentemente, enquanto os preços de vergalhão continuam altos. Nós vemos possibilidades de surpresa para cima nas nossas estimativas de Ebitda de R$ 13,5 bilhões para 2022, que já estão em torno de 10% acima da média do mercado.”

A margem Ebitda da Gerdau foi de 41% no Brasil depois do Ebitda recorde de R$ 3,6 bilhões no país, valor que ficou 5,5% abaixo das expectativas do Bradesco, porém isso se deveu a custos maiores do que o esperado, e realização de preços um pouco menor do que se projetava. O volume de vendas, nesse caso, foi o principal ponto positivo, com embarque de 956 mil toneladas de aços longos domesticamente, número 7% superior ao esperado pelo banco e 13% maior que o registrado nos primeiros três meses de 2021.

O volume exportado, por sua vez, foi 19% maior que o estimado pelo Bradesco e 131% superior na base trimestral.

A recomendação do Bradesco BBI para as ações GGBR4 é outperform (desempenho esperado acima da média do mercado) com preço-alvo estimado de R$ 45,00, o que corresponde a uma valorização de 42,6% sobre o patamar de fechamento desses papéis na terça-feira (3).

Para os analistas Caio Ribeiro e Gabriel Galvão, do Credit Suisse, os resultados da Gerdau na América do Norte foram o principal motivo para a empresa ter batido expectativas no Ebitda ajustado, uma vez que a receita líquida para aquela divisão cresceu 14% ante o primeiro trimestre e levou a uma forte expansão de margem.

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“Em geral, esse trimestre novamente trouxe aumentos de margem ao longo de todo o resultado (exceto pela divisão da América do Sul, que ficou relativamente estável), refletindo a atual compressão dos mercados globais de aço e o avanço dos preços de aço.”

O Credit Suisse tem recomendação neutra para a Gerdau com preço-alvo de R$ 31,55 (estável ante o fechamento da véspera).

Segundo os analistas do banco suíço, essa recomendação está ligada ao fato de resultados fortes já estarem precificados para este ano e o valuation da companhia ser menos atrativo do que o de outras siderúrgicas. “Vemos múltiplos convergindo para a média histórica nos próximos anos (nós enxergamos a GGBR4 operando em 6,2 vezes o [valor de mercado dividido pelo Ebitda] EV/Ebitda em 2022)”, argumenta a equipe do Credit Suisse.

Os analistas Carlos de Alba, Eduardo Bordalo e Jens Spiess, do Morgan Stanley, por sua vez, destacaram que a Gerdau anunciou dividendos mais altos do que o esperado a serem pagos no terceiro trimestre deste ano: R$ 921 milhões contra R$ 875 milhões projetados pelo banco americano. Além disso, a siderúrgica reiterou sua política de pagar 30% do lucro líquido ajustado em proventos. O percentual é maior que os 25% da Usiminas (USIM5), um dos destaques do balanço da concorrente.

Entretanto, a equipe do Morgan Stanley ressalta que o caixa de operações de R$ 380 milhões ficou bem abaixo da expectativa do banco, de R$ 2,19 bilhões, essencialmente por conta de necessidades de capital de giro. “O ciclo de conversão de caixa de 60 dias cresceu dos 49 dias no quarto trimestre de 2020, porém declinou significativamente dos 95 dias no segundo trimestre de 2020”, apontaram os analistas.

O banco registra ainda que apesar de uma pequena queda de R$ 10,8 bilhões para R$ 10,2 bilhões na dívida líquida da companhia do primeiro para o segundo trimestre de 2021, o endividamento ainda ficou bem acima da estimativa de R$ 8,8 bilhões do Morgan Stanley, resultado de menor geração de caixa. Ou seja, distante da desalavancagem tão elogiada da CSN (CSNA3).

Do lado positivo, além da margem Ebitda de 41% que as operações da Gerdau no Brasil atingiram, os analistas destacam que a utilização de capacidade da empresa atingiu aproximadamente 80% no trimestre, o maior nível desde 2018.

A recomendação do Morgan Stanley para as ações da Gerdau é overweight (peso recomendado na carteira acima da média do mercado) com preço-alvo de R$ 41,00, o que representa um upside de 29,95% ante o valor de fechamento desta terça.

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Por fim, os analistas Daniel Sasson, Ricardo Monegaglia e Edgard Pinto de Souza, do Itaú BBA, apontam que a Gerdau melhorou em 10% seus embarques domésticos de aço na comparação trimestral e 46% na base anual acompanhando o cenário para os setores industrial e de construção.

Do lado de custos, a equipe analisa que os custos de mercadorias vendidas e as despesas por toneladas aumentaram em 6% ante o trimestre anterior, sofrendo com os maiores preços de matérias-primas como sucata (que aumentaram 10% no trimestre) e minério de ferro (que avançaram 40% na base trimestral), porém vieram melhor do que o esperado.

No segmento de aços especiais, o Ebitda de R$ 495 milhões (alta de 21% no trimestre e de 366% ante o mesmo período do ano passado), com embarques 2% menores, foi resultado de restrições na produção de automóveis devido à escassez de semicondutores, particularmente no Brasil, argumentam os analistas do Itaú.

Já na América do Sul, o Itaú BBA comenta que a demanda do setor de construção no Peru continuou a ir bem no segundo trimestre de 2021, mas restrições relacionadas à Covid-19 na Argentina resultaram em uma queda sequencial nos volumes de produção de 24% e de 10% nos volumes de vendas.

Do ponto de vista da alavancagem, a relação dívida líquida/Ebitda caiu para 0,65 vezes, de 1,0 vez no primeiro trimestre. Segundo os analistas, isso foi resultado de uma sólida geração de fluxo de caixa livre, e do Ebitda maior.

“A geração do fluxo de caixa livre foi decente em R$ 1,2 bilhão, apesar do aumento de R$ 3,0 bilhões em necessidades de capital de giro impulsionadas por contas a receber e estoques mais elevados, que a empresa vê como um efeito natural da atual demanda aquecida”, escreve a equipe do banco.

O Itaú BBA tem recomendação outperform para as ações GGBR4 com preço-alvo de R$ 45,00, o que significa uma valorização de 42,6%.

Quem também analisou o resultado da siderúrgica foi a XP. Os analistas Yuri Pereira e Thales Carmo, destacaram os preços mais altos em todas as unidades de negócio, resultando em margens saudáveis em praticamente todas as linhas.

“O Fluxo de Caixa Livre foi de R$1,2 bilhão com o forte resultado operacional sendo parcialmente compensado pela recomposição do capital de giro (-R$3,0 bilhões). Adicionalmente, a empresa anunciou dividendos de R$0,54/ação (dividend yield [dividendo sobre o valor da ação] de 1,7% e data ex [primeira sem o direito ao provento] em 17 de agosto)”, escreve a equipe da XP.

A corretora tem recomendação de compra para as ações da Gerdau com preço-alvo de R$ 32,00, valorização de 1,43% sobre o fechamento da véspera.

Segundo dados compilados pela Refinitiv, os papéis da Gerdau acumulam 10 recomendações de compra e 5 neutras entre bancos, corretoras e casas de análise que acompanham a empresa. O preço-alvo médio para as GGBR4 é de R$ 37,95, valor 20,29% superior ao do fechamento das ações na terça.

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Ações do Bradesco caem cerca de 3%, Omega tem baixa de 1% e Gerdau passa a cair após balanços; Petrobras e PetroRio caem com petróleo

Omega Energia (Divulgação)

SÃO PAULO – As ações do Bradesco (BBDC4) são destaque negativo na sessão, com os ativos em queda de mais de 3% após os resultados. O banco teve lucro líquido recorrente de R$ 6,319 bilhões no segundo trimestre de 2021, aumento de 63,2% ante o mesmo período do ano passado e queda de 3% na comparação com o primeiro trimestre deste ano.

Apesar da alta na comparação anual, o resultado decepcionou. O Itaú BBA apontou que o número ficou  abaixo da expectativa dos analistas, que era de R$ 6,7 bilhões. O desempenho mais fraco do que o esperado reflete principalmente um resultado bem inferior em seguros e mais tímido em crédito.

Ainda no radar de resultados, Gerdau (GGBR4) e Rede D’Or (RDOR3) abriram perto da estabilidade após os balanços, enquanto Omega Geração (OMGE3) cai mais de 1%. Na primeira hora do pregão, GGBR4 passou a ganhar uma leve força, subindo cerca de 1%, mas virou para queda acompanhando o movimento negativo da sessão.

Após o fechamento, atenção para os balanços de Petrobras (PETR3;PETR4), Banco do Brasil (BBAS3), Totvs (TOTS3) e Braskem (BRKM5).

A sessão é de queda para a Petrobras, de cerca de 1%, e ainda maior para a PetroRio (PRIO3), com queda de mais de 3%, em um dia de baixa novamente para o petróleo, de cerca de 2% para os principais contratos futuros do brent e do WTI, devido às crescentes preocupações de que a disseminação da variante delta do coronavírus nos principais países consumidores reduzirá a demanda por combustível. Confira mais destaques a seguir:

O Bradesco teve lucro líquido recorrente de R$ 6,319 bilhões no segundo trimestre de 2021, aumento de 63,2% ante o mesmo período do ano passado e queda de 3% na comparação com o primeiro trimestre deste ano.

Já o lucro contábil foi de R$ 5,974 bilhões, o que representa um crescimento de 70,4% na base anual e contração de 2,9% na trimestral. Segundo dados compilados pela Refinitiv, a expectativa média dos analistas para o lucro do Bradesco era de R$ 6,454 bilhões.

Ao mesmo tempo, o retorno sobre o patrimônio líquido médio (ROAE, na sigla em inglês) atingiu 17,6%, contra 11,9% no segundo trimestre de 2020 e 18,7% no primeiro trimestre de 2021. No semestre, o ROAE foi de 18,2%, ante 11,8% no primeiro semestre de 2020.

Segundo a administração, o lucro registrou uma evolução expressiva em relação ao segundo trimestre de 2020 e primeiro semestre de 2021 em função de maiores receitas com prestação de serviços, crescimento da margem financeira com clientes, menores despesas operacionais e menores despesas com Provisões para Devedores Duvidosos (PDD).

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No resultado consta ainda que as despesas com provisões somaram R$ 3,487 bilhões, contra R$ 8,89 bilhões no segundo trimestre de 2020 (queda de 60,8%) e R$ 3,907 bilhões nos três primeiros meses de 2021 (baixa de 10,7%).

A margem financeira chegou a R$ 15,738 bilhões, alta de 1% em comparação com o trimestre anterior e queda de 5,7% na base anual.

As receitas de prestação de serviços, por sua vez, totalizaram R$ 8,412 bilhões no segundo trimestre deste ano, o que corresponde a uma expansão de 10,3% sobre o mesmo período do ano passado e de 4,3% em relação ao trimestre anterior.

O Itaú BBA apontou que o número ficou  abaixo da expectativa dos analistas, que era de R$ 6,7 bilhões. O desempenho mais fraco do que o esperado reflete principalmente um resultado bem inferior em seguros e mais tímido em crédito.

“De maneira geral, vemos o resultado do Bradesco como ligeiramente negativo para a ação no curto prazo. Talvez uma parte da reação positiva aos números tenha sido antecipada – vemos o papel sendo negociado perto da média histórica de 1,5 vez o preço sobre o patrimônio líquido”, avaliam.

De acordo com os analistas, a carteira de crédito mostrou forte expansão (+3% na comparação trimestral), puxada por crédito a pessoas físicas (+5,7%) e a pequenas e médias empresas (+4,6%). A margem financeira com clientes cresceu em menor velocidade; um avanço de 1,9% na passagem trimestral, resultando em uma leve perda de spread bancário.

A carteira segue com boa qualidade, com o índice de inadimplência se mantendo em 2,5%. A despesa com previsões caiu 11% entre o primeiro e segundo trimestre, para R$ 3,5 bilhões (ante projeção de R$ 4,2 bilhões), consumindo um pouco mais do nível de coberturas. A receita de serviços trouxe recuperação: cresceu 4% na comparação trimestral e 10% em relação ao segundo trimestre do ano passado, atingindo R$ 8,4 bilhões. O número foi puxado principalmente por receitas de cartão de crédito e produtos de conta corrente.

Já o resultado operacional de seguros caiu de maneira relevante devido à maior sinistralidade, para R$ 1,1 bilhão no segundo trimestre. A título de comparação, o resultado foi de R$ 3,1 bilhões no trimestre anterior. Essa piora levou a companhia a revisar para baixo sua projeção para o resultado dessa linha para 2021 – as demais linhas do guidance ficaram inalteradas. “Esta revisão negativa nos resultados de Seguros, estimamos poder ter um impacto de 5-10% nos resultados consolidados de 2021 do Bradesco”, avaliam os analistas do BBA.

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O Morgan Stanley avalia que o mercado deve enxergar mais do que a fraqueza no setor de seguros, já que este ponto deve se normalizar com tendências melhores de Covid e taxas de juros mais altas. Em se tratando do setor bancário, o banco diz que os números parecem sólidos, com a aceleração do crescimento do crédito, que deve continuar a crescer com a alta da Selic. A inadimplência parece ser um problema menor.

O Morgan Stanley reiterou a avaliação overweight (perspectiva de valorização acima da média do mercado) para o Bradesco e sua visão positiva para os grandes bancos brasileiros, com preço-alvo de US$ 6,36 para os papéis BBD negociados na Bolsa de Nova York.

Para a XP, a qualidade geral do resultado piorou à medida que os níveis de provisionamento caíram, apesar da possibilidade de um aumento nos níveis de inadimplência no futuro.

Indo contra o guidance, o Bradesco apresentou aumento nas despesas de pessoal e administrativas, devido ao aumento no volume de negócios e despesas com campanhas publicitárias no segundo trimestre de 2021.” Apesar da decisão do banco de manter o guidance e o impacto de curto prazo do acampamento publicitário, acreditamos que os investidores devem prestar atenção ao desenvolvimento desta linha, pois novos números negativos podem afetar negativamente o guidance da empresa para o ano”, avaliam.

Os analistas reiteram a recomendação neutra e preço-alvo de R$ 26 por ação para o banco com sede em Osasco, pois acreditam que o banco está menos exposto à disrupção do setor bancário devido ao seu negócio de seguros.

A Gerdau registrou lucro líquido de R$ 3,934 bilhões no segundo trimestre de 2021, alta de 1.149% na comparação anual e de 59% frente os R$ 2,471 bilhões dos primeiros três meses de 2021.

Já o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) somou R$ 5,897 bilhões, avanço de 348% na base anual e de 37% na base trimestral.

A receita líquida de R$ 19,13 bilhões foi superior tanto ao registrado no primeiro trimestre, com alta de 17% quanto ao divulgado no mesmo período do ano anterior, com alta de 119%, acompanhando o crescimento dos volumes vendidos e a maior receita por tonelada vendida. O crescente aumento dos custos com matérias-primas ao longo dos últimos meses foi compensado pelo crescimento das receitas, apontou a empresa.

Rede D’Or (RDOR3)

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A Rede D’Or São Luiz registrou lucro líquido de R$ 477,7 milhões no segundo trimestre de 2021, ante prejuízo líquido de R$ 306,6 milhões registrado no segundo trimestre de 2020.

A receita líquida, por sua vez, foi de R$ 5,21 bilhões no segundo trimestre de 2021, um valor 89,5% maior frente os R$ 2,75 bilhões em igual período de 2020.

Já o Ebitda foi de R$ 1,24 bilhão, ante dado  negativo de R$ 138,3 milhões de um ano antes.

A XP apontou que, mais uma vez, Rede D’Or apresentou resultados muito fortes, superando as estimativas da casa, impulsionados por um crescimento robusto da receita (superando em 8% a projeção da XP) devido a uma combinação de um desempenho positivo de: i) leitos operacionais, ii) taxa de ocupação e iii) ticket médio.

Além disso, a empresa apresentou uma melhora importante na margem Ebitda ajustada (com alta de 1,8 ponto percentual frente o primeiro trimestre de 2021 e 5,2 pontos acima das estimativas dos analistas) devido à maior eficiência e alavancagem operacional.

“O forte conjunto de indicadores operacionais combinado com a agenda de fusões e aquisições muito ativa (830 leitos adquiridos no acumulado do ano, ou 1,6 mil desde outubro de 2020) reforça nossa visão positiva sobre a Rede D’Or, nos levando a reiterar nossa recomendação de compra e nosso preço alvo de R$ 88 por ação”, destacam os analistas, o que representa um potencial de alta de 22,75% em relação ao fechamento da véspera.

O Credit Suisse destaca que a Rede D’Or continuou sua trajetória de crescimento, adicionando 597 leitos operacionais (alta de 7,3% na base trimestral), levando em conta principalmente a expansão inorgânica e aumento da ocupação com a segunda onda de Covid-19.

A empresa, contudo, registrou um crescimento de 10,6% na receita líquida no trimestre contra um aumento de 13,4% em pacientes, implicando em menores tíquetes (queda de2,3% no trimestre). Por outro lado, a empresa manteve a lucratividade apesar das maiores despesas com pessoal.

A ocupação de leitos foi de 83% (alta de 3,5 pontos frente o primeiro trimestre), muito por conta da Covid-19. O agravamento da segunda onda pode ser estimado pelo aumento dos custos e despesas relacionados à Covid (R$ 212 milhões, versus R$ 127 milhões no primeiro trimestre de 2021). No entanto, a empresa não foi afetada em sua capacidade de realizar procedimentos eletivos.

“Conforme apontado em nossa última revisão do modelo esperamos impactos negativos nos tíquetes tanto por conta da maior ocupação por conta da Covid-19 quanto pela menor maturidade da base hospitalar (recentemente adquirida ou construída). Enquanto o primeiro é temporário, esta última pode afetar a empresa durante esta fase de expansão. Dada a corrente capitalização, acreditamos que a empresa continuará a crescer a partir de adições de capacidade inorgânicas e orgânicas, com capacidade demonstrada de gerenciar custos”, avaliam.

Os analistas do Credit Suisse possuem recomendação outperform (desempenho acima da média) para os papéis, com preço-alvo de R$ 76, ou alta de 6% frente o fechamento de terça.

O Morgan Stanley reforça  que a Rede D’Or é a empresa que mais cresce no setor médico e de serviços laboratoriais. O banco diz esperar que a empresa cresça mais rápido no curto prazo, e tem recomendação overweight, com preço-alvo de R$ 81.

Omega Geração (OMGE3)

A Omega Geração teve alta de 420% do seu prejuízo, de R$ 30,7 milhões no segundo trimestre de 2020 para R$ 159,6 milhões no segundo trimestre deste ano.

A XP aponta que os resultados vieram abaixo de suas expectativas principalmente devido a maiores despesas de O&M (operação e manutenção), compras de energia e despesas financeiras. Porém, a geração de energia foi em linha com as estimativas números (1501 GWh).

“No entanto, ainda acreditamos na capacidade da empresa de crescer por meio de fusões e aquisições que geram valor, como acabamos de ver em Ventos da Bahia 3. Mantemos Omega como nossa top pick com um preço-alvo de R$ 50 por ação”, apontam.

O Credit também aponta que os resultados operacionais da Omega foram piores do que o esperado (embora positivos em relação ao ano anterior), principalmente com base em custos mais elevados de compra de energia devido à sazonalidade e maiores despesas gerenciáveis.

Numa base anual, os resultados beneficiaram de novos ativos (complexos eólicos Assurua 3 e Chui) e melhores produções eólicas, confirmando mais um trimestre com bons recursos. Também na avaliação do banco suíço, o principal gatilho para o estoque continua dependendo de novas fusões e aquisições (como o anúncio da Ventos da Bahia 3), mas também espera um bom segundo semestre para ajudar nas margens. Os analistas do Credit possuem recomendação outperform para o ativo, com preço-alvo de R$ 36,60.

XP Inc.

A XP Inc. registrou um lucro líquido ajustado de R$ 1,034 bilhão no segundo trimestre de 2021, alta de 83% na comparação com mesmo período do ano passado, quando lucrou R$ 565 milhões, e de 22% frente os R$ 846 milhões registrados no primeiro trimestre de 2021.

A receita bruta foi de R$ 3,2 bilhões no segundo trimestre de 2021, ante R$ 2,04 bilhão do mesmo trimestre de 2020, alta de 57%. Na comparação com os três primeiros meses de 2021, quando a receita bruta foi de R$ 2,784 bilhões, a alta foi de 15%. A receita líquida totalizou R$ 3,018 bilhões, também em uma alta de 57% na base anual e de 15% frente o primeiro trimestre deste ano.

O Ebitda ajustado também registrou avanço no período, alcançando R$ 1,245 bilhão no trimestre, um valor 77% maior em relação aos R$ 704 milhões registrados nos meses entre abril e junho de 2020. Frente os R$ 1,043 bilhão entre janeiro e março de 2021, a alta foi de 19%.

A Gol informou que vai comprar 28 aeronaves 737 MAX-8, da Boeing BA.N, dentro de um plano de ter economia operacional com jatos mais novos e um plano de financiamentos revisado, enquanto tenta otimizar para aliviar os efeitos devastadores da pandemia. A empresa anunciou nesta terça-feira que as medidas devem reduzir em 8% seus custos unitários em 2022 e gerar cerca de US$ 200 milhões em ganhos de capital e caixa.

O Bradesco BBI segue com  recomendação neutra, mas com novo preço-alvo estimado para o final de 2022 de R$ 26,00 (acima do preço-alvo de R$ 23,00 anterior). “Atualizamos nosso modelo para incorporar o novo plano de frota e aumentamos o EBITDA de 2022/23 da empresa em + 4% e + 6%, respectivamente. Essas mudanças refletem a redução esperada no custo por unidade de capacidade com o uso de aeronaves que são 15% mais eficientes em termos de combustível”, avaliam.

No entanto, a recomendação neutra permanece inalterada, devido a: 1) potencial de alta limitado da GOL de 29%; 2)
a aceleração da expansão da capacidade doméstica do LATAM Airlines Group no Brasil, o que poderia dificultar o aumento das tarifas aéreas para compensar os preços mais altos do combustível de aviação; e 3) o risco de um surto de variantes mais infecciosas do vírus COVID-19 que poderiam prejudicar a recuperação do turismo.

Ainda em destaque, a empresa anunciou os números prévios de tráfego do mês de julho de 2021 em comparação com o mesmo período de 2020. No mercado doméstico, a demanda (RPK) para os voos da GOL aumentou em 173% e a oferta (ASK) aumentou em 152%. A taxa de ocupação doméstica foi 84,5%, um aumento de 6,4 pontos em relação a julho de 2020. A empresa transportou 1,9 milhão de passageiros no mês, um aumento de 168% sobre julho de 2020. A aérea não realizou voos internacionais durante o mês.

A Compass Gás e Energia, empresa do grupo Cosan, informou na terça-feira o início da construção do Terminal de Regaseificação de São Paulo (TRSP), localizado no Porto de Santos, com investimentos estimados em cerca de R$ 700 milhões e prazo de construção de aproximadamente 20 meses.

Segundo fato relevante publicado pela companhia, o ativo terá capacidade de regaseificação nominal de 14 milhões de metros cúbicos por dia e capacidade de armazenamento de 173 mil metros cúbicos de gás natural liquefeito (GNL). O terminal irá operar em um modelo de afretamento da Floating Storage and Regasification Unit (FSRU, na sigla em inglês), embarcação especializada na regaseificação do GNL, acrescentou a Compass.

“A companhia acredita que a implementação do TRSP será uma importante alavanca para o desenvolvimento do mercado livre de gás natural, promovendo maior concorrência por meio de uma nova oferta de gás natural em território nacional”, concluiu a empresa.

O Itaú BBA comentou o anúncio pela Compass, subsidiária da Cosan, do início da construção do Terminal de Regaseificação de São Paulo. Segundo a empresa, o investimento total estimado é de aproximadamente R$ 700 milhões, e a expectativa é de que a construção dure 20 meses.

O banco avalia a notícia como positiva, mas já contabilizada em suas estimativas. O banco mantém recomendação outperform (perspectiva de valorização acima da média do mercado) para a Cosan, com preço-alvo de R$ 30.

Raízen 

A Raízen, joint venture entre Shell  e Cosan, precificou sua oferta inicial de ações a R$ 7,40 por papel nesta terça-feira, que movimentou R$ 6,9 bilhões, no maior IPO do ano no Brasil. Veja mais clicando aqui. 

Sobre abertura de capital, a dona das cadeias de restaurantes Madero e Jeronimo pediu registro para uma oferta pública inicial de ações (IPO na sigla em inglês), buscando recursos para pagar dívidas e expandir os negócios. Com sede no Paraná e 238 unidades pelo país, a Madero foi fundada em 2005 pelo empresário Luiz Durski Junior. No ano passado, refletindo os efeitos das restrições devido à pandemia, a receita líquida da Madero caiu 12% na comparação com 2019, para R$ 747 milhões. A companhia também amargou prejuízo de R$ 249 milhões em 2020 e outra perda de R$ 90 milhões no primeiro semestre de 2021.

A JBS, segunda maior companhia de alimentos do mundo, informou na terça-feira que está em conversas com sindicatos de funcionários dos Estados Unidos para verificar a possibilidade de vacinação obrigatória contra Covid-19 para empregados. Após avanços no programa norte-americano de imunizações, o país passou a ser atingido pela variante Delta do coronavírus.

A unidade da BRF localizada em Lucas do Rio Verde (MT), uma das maiores produtoras de carne da companhia, foi suspensa pela China, segundo informação no site da Administração Geral de Alfândegas do país (GACC) confirmada pela empresa na terça-feira. A BRF não detalhou se o embargo foi imposto à proteína suína ou de frango.

Um sindicato que representa os trabalhadores da Vale em greve em Sudbury, Canadá, chegou a um acordo preliminar para resolver uma disputa trabalhista em curso que levou 2.500 empregados a entrarem em greve desde 1º de junho, atingindo a produção da mineradora brasileira. O acordo de cinco anos, publicado no site do United Steelworkers (USW), inclui “melhorias monetárias significativas para os membros existentes e preserva os benefícios de saúde dos aposentados para todas as contratações futuras”. A proposta será colocada em votação na terça-feira, disse um representante do sindicato USW Local 6500 à Reuters.

A Gafisa anunciou na terça-feira a venda de terrenos por R$ 200 milhões para fundo de investimento imobiliário, em operação que busca reciclar capital próprio investido em áreas que já estão no balanço, mantendo a companhia como incorporadora dos projetos.

O Bradesco BBI vê a intenção de implementar uma estratégia de reciclagem ativa como mais um passo positivo no plano de recuperação em andamento da Gafisa. Se for bem-sucedida, a Gafisa Capital pode ajudar a Gafisa a manter seu balanço patrimonial enxuto e, ao mesmo tempo, acelerar os lançamentos em seu segmento de construção residencial tradicional, que consideramos necessário para atender ao desafio de renovar a geração de valor, após as conquistas positivas dos últimos dois anos. Os analistas do banco possuem uma recomendação neutra e preço-alvo de R$ 5,50 para GFSA3.

(com Reuters e Estadão Conteúdo)

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Gerdau vê lucro líquido saltar 1.149% no 2º tri, para R$ 3,934 bilhões, e anuncia dividendos de R$ 921 milhões

SÃO PAULO – A siderúrgica Gerdau (GGBR4) teve lucro líquido de R$ 3,934 bilhões no segundo trimestre de 2021, alta de 1.149% na comparação anual e de 59% frente os R$ 2,471 bilhões dos primeiros três meses de 2021.

Já o lucro líquido consolidado ajustado de R$ 3,37 bilhões no segundo trimestre, um forte aumento de 1.666% em relação ao mesmo período de 2020, quando totalizou R$ 191 milhões. O número representou um recorde trimestral histórico da companhia.

De acordo com a Gerdau, o resultado foi impulsionado pelo maior lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado, que somou R$ 5,9 bilhões nos últimos três meses, ante R$ 4,32 bilhões no trimestre anterior e R$ 1,32 bilhões nos mesmos meses de 2020.

Já a margem Ebitda (Ebitda sobre receita líquida) ajustada foi de 30,8% entre abril e junho deste ano, contra 26,4% no início de 2021 e 15,1% no segundo trimestre do ano passado.

Ambos os resultados também representaram recordes históricos para um trimestre da companhia. “Os resultados refletem o cenário de alta demanda no setor de aço em todos os países que a empresa atua, somado à capacidade das equipes em absorverem as oportunidades trazidas pelo mercado”, justifica a Gerdau.

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Além disso, a siderúrgica cita o impacto do ICMS excluído da base de cálculo das contribuições PIS e Cofins. Desta forma, a companhia reconheceu no segundo trimestre os valores de créditos tributários a que tem direito, sendo R$ 393 milhões na linha de “recuperação de créditos tributários” e R$ 463 milhões na linha de “atualização de créditos tributários”, totalizando R$ 856 milhões (R$ 565 milhões líquidos dos impostos).

Entre abril e junho deste ano, a produção de aço bruto da Gerdau cresceu 42% na base anual, de 2,4 para 3,4 milhões de toneladas. A retomada, segundo a companhia, deve-se ao fato de que no ano passado houve paradas de produção nas usinas da companhia em virtude da Covid-19, impactando os negócios.

Já as vendas de aço subiram 36%, de 2,4 milhões de toneladas no segundo trimestre de 2020, para 3,2 milhões de toneladas no mesmo período de 2021, em meio à retomada dos principais setores consumidores nos países onde a empresa atua.

Dividendos

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A Gerdau também anunciou o pagamento de dividendos no valor de R$ 921 milhões (R$ 0,54 por ação), o que representa um recorde histórico para um trimestre, segundo a companhia.

Para ter direito ao dividendo, o acionista deve estar com posição no papel em 16 de agosto de 2021. De 17 de agosto de 2021 em diante, as ações serão negociadas “ex-dividendos”. O pagamento será feito em 26 de agosto.

“A administração permanece com o entendimento de que a forma mais adequada de aumentar os dividendos absolutos é a partir da forte geração de caixa que vem entregando, mantendo assim a política de distribuir 30% do lucro líquido ajustado”, escreve no anúncio dos resultados.

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Carteira gráfica da XP tem 2 trocas para esta semana após bater o Ibovespa

(Anna Nekrashevich/Pexels)

*Texto modificado às 12h03 (horário de Brasília) do dia 02/08 para atualização de cotações. 

SÃO PAULO – A XP divulgou a “Top Picks”, sua carteira semanal de análise gráfica, para o período de 30 de julho a 6 de agosto. Para esta semana foram feitas duas trocas no portfolio.

Saíram os papéis de Isa Cteep (TRPL4) e JBS (JBSS3) para a entrada de Petrobras (PETR4) e Bradesco (BBDC4).

De acordo com Gilberto Coelho, o Giba, analista técnico responsável pela carteira, as ações da Petrobras foram incluídas porque tiveram um sinal de alta no gráfico semanal e retomaram a tendência altista no gráfico diário, projetando por Fibonacci ganhos até os patamares de R$ 29,80 e R$ 34,00. Os suportes para colocar stop loss estão nos níveis de R$ 25,86 e R$ 22,88.

Já o Bradesco passou a fazer parte do portfolio por retomar a tendência de alta projetando teste dos R$ 30,00 ou dos R$ 33,00. Os suportes das ações BBDC4 estão em R$ 30,00 e R$ 28,30.

Divulgada semanalmente, a carteira Top Picks XP é composta por cinco ativos, tendo cada um peso de 20%. A seleção busca retorno a curto prazo, alinhando fluxo e movimentação das ações ao cenário político e macroeconômico.

Giba calcula a rentabilidade da carteira entrando nas ações no leilão das sextas-feiras. O objetivo é de que a média do retorno dos ativos supere o Ibovespa ao fim da semana.

Desempenho

Na semana passada, a carteira Top Picks caiu 0,49% (segundo a cotação de fechamento da sexta-feira passada), enquanto o Ibovespa teve uma desvalorização de 2,6%.

As altas no portfolio foram dos papéis da JBS, que subiram 4,53% e da Gerdau (GGBR4), que teve alta de 0,2%.

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Por outro lado, as ações da Isa Cteep caíram 2,47% e as da Cemig (CMIG4) tiveram perdas de 1,81%. As ações da BR Malls (BRML3) recuaram 2,9%.

No ano de 2021, a Top Picks sobe 8,46% ao mesmo tempo em que o benchmark da B3 tem alta de 4,68%.

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Confira, abaixo, as recomendações para esta semana:

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Carteira gráfica da XP inclui Gerdau e mais duas ações para esta semana

SÃO PAULO – A XP divulgou a “Top Picks”, sua carteira semanal de análise gráfica, para o período de 23 a 30 de julho. Para esta semana foram feitas três trocas no portfolio.

Saíram os papéis de Hapvida (HAPV3), Duratex (DTEX3) e Klabin (KLBN11) para a entrada de Gerdau (GGBR4), Cemig (CMIG4) e BR Malls (BRML3).

De acordo com Gilberto Coelho, o Giba, analista técnico responsável pela carteira, as ações da Gerdau passam a fazer parte da carteira por terem retomado tendência de alta com projeções de ganhos até R$ 37,50 ou R$ 46,20. Os suportes para colocar stop loss estão no nível de R$ 28,30.

A Cemig, por sua vez, retomou tendência de alta e, por Fibonacci, deve buscar os R$ 14,00 ou os R$ 16,80. Os suportes do papel estão em R$ 11,70 e R$ 11,47.

Por fim, a BR Malls opera com preços acima das suas médias móveis, o que indica que deve testar os R$ 12,00 ou os R$ 14,50. A ação tem suporte nos R$ 9,77.

Divulgada semanalmente, a carteira Top Picks XP é composta por cinco ativos, tendo cada um peso de 20%. A seleção busca retorno a curto prazo, alinhando fluxo e movimentação das ações ao cenário político e macroeconômico.

Giba calcula a rentabilidade da carteira entrando nas ações no leilão das sextas-feiras. O objetivo é de que a média do retorno dos ativos supere o Ibovespa ao fim da semana.

Desempenho

Na semana passada, a carteira Top Picks caiu 0,65% (segundo cotação de fechamento da sexta-feira passada), enquanto o Ibovespa teve uma desvalorização de 0,27%.

As quedas no portfolio foram dos papéis de Hapvida (-5,34%), de Duratex (-3,5%) e da Klabin (-1,92%).

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Por outro lado, as ações da JBS subiram 7,41% e as da Isa CTEEP – Transmissão Paulista – ficaram praticamente estáveis, registrando leve variação positiva de 0,08%.

No ano de 2021, a Top Picks sobe 9,18% ao mesmo tempo em que o benchmark da B3 tem alta de 7,96%.

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Confira, abaixo, as recomendações para esta semana:

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