Conheça a GetNinjas, o “Uber dos serviços domésticos”, que fez sua estreia na B3

(CONDADO DA FARIA LIMA) – A ação da GetNinjas (NINJ3) estreou nesta segunda-feira (17) na B3. A empresa é quase como um “Uber dos serviços domésticos”: ela faz a conexão entre prestadores de serviços domésticos (que vai de especialistas aos famosos “fazem tudo”) e pessoas que precisam desses serviços.

Apesar da semelhança com o Uber, o GetNinjas tem uma diferença importante: hoje o pagamento não é feito dentro da plataforma, como acontece no Uber. Ele é feito direto para o prestador de serviços.

Recebemos no Stock Pickers o gestor da Indie Capital, João Nerasti, para falar sobre a empresa. A Indie foi uma das três gestoras que “ancorou o IPO” (ou seja, aplicou o capital necessário que permitiu que o IPO acontecesse) da GetNinjas. Em termos de números, a empresa ainda está num estágio bem inicial, faturamento na faixa de R$ 40 milhões e resultado “beirando ao ponto de equilíbrio” entre prejuízo e lucro. Contudo, vale destacar que a plataforma já tem mais de 2 milhões de profissionais cadastrados, diz Nerasti.

Até às 13h (horário de Brasília), as ações da GetNinjas operavam em queda na faixa de 2,5%, cotadas a R$ 19,50 – o IPO saiu ao preço de R$ 20,00.

Confira no vídeo acima por que a Indie investe em NINJ3.

Ação da GetNinjas (NINJ3) abre em leve alta em estreia na B3, mas vira para queda

GetNinjas (Foto: divulgação)

SÃO PAULO – A ação da plataforma digital de profissionais autônomos GetNinjas (NINJ3) estreia na B3 nesta segunda-feira (17) com volatilidade. Às 10h24, as ações NINJ3 registravam ganhos de 0,75%, a R$ 20,15. Contudo, os ativos viraram para queda: às 10h30, os papéis caíam 1,25%, a R$ 19,75.

A companhia precificou suas ações na última semana a R$ 20, abaixo da faixa indicativa definida pelos coordenadores, que ia de R$ 24,90 a R$ 33,50 por papel, numa operação que movimentou cerca de R$ 555 milhões.

Acionistas da companhia, que incluíam Saint-Gobain, Tiger Global, Monashees e KV GN Holdings, além dos empresários Evan Feinberg e Eduardo Orlando L’Hotellier, venderam o equivalente a R$ 233 milhões na operação.

Além disso, a Getninjas captou R$ 321,3 milhões com a venda de ações novas, a serem usados para investir em marketing, contratar pessoas e reforçar o caixa.

A oferta foi ancorada pelas gestoras Verde, Miles Capital e Indie Capital.

Criada em 2011, a companhia é uma plataforma disponível em plataformas móveis e digitais, presente em todos os Estados do Brasil e que conecta digitalmente profissionais de variadas áreas, pessoas físicas ou jurídicas, a potenciais clientes.

Os profissionais oferecem seus serviços mediante a compra de pacote de moedas virtuais para uso exclusivo na plataforma na compra de ordens de serviços, ou leads, dos clientes cadastrados.

Em 31 de dezembro de 2020, ela tinha o cadastro de cerca de 2,1 milhões de profissionais, distribuídos em mais de 500 diferentes categorias.

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