Goldman vê menor risco em “pico de crescimento” nos EUA

(Unsplash)

(Bloomberg) — Alguns estrategistas minimizam preocupações sobre o “pico de crescimento” nos mercados e avaliam que a venda de ações associadas à reabertura econômica dos Estados Unidos foi exagerada.

O amplo programa de vacinação dos EUA sustenta a expansão econômica, e setores afetados, como de companhias aéreas e hotéis, devem se recuperar nos próximos meses, escreveram estrategistas do Goldman Sachs, como David Kostin, em relatório. Ações que sentiram o impacto das preocupações com a variante delta do coronavírus, como energia, devem mostrar melhor desempenho a partir desta semana, segundo Tom Lee, da Fundstrat Global Advisors.

“Os investidores estão preocupados com o impacto da variante delta no crescimento econômico, mas a nova cepa não deve representar um grande risco para o mercado”, escreveu a equipe do Goldman na sexta-feira. O banco recomenda “posições táticas em cíclicos expostos ao vírus e investimentos de longo prazo em ações de crescimento de alta qualidade”.

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Apesar do otimismo dos estrategistas, os mercados começaram a segunda-feira com menor apetite por risco.

Estrategistas do JPMorgan Chase também estão entre os que esperam um retorno dos cíclicos. Lee, da Fundstrat, prevê que uma demanda por ativos de risco “mais forte e generalizada” começará em breve.

Outros são mais cautelosos. John Briggs, chefe global de estratégia de mesa da Natwest Markets, diz que “a volatilidade em torno das preocupações com o crescimento deve permanecer, com os mercados em novas faixas, mas com negociações instáveis”.

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Quase metade dos family offices quer ter criptomoedas no portfólio, mas apenas 15% já possuem, diz Goldman

SÃO PAULO – O mercado de criptomoedas tem crescido significativamente nos últimos anos e ganhado mais participação na carteira de investidores ao redor do mundo. E os family offices, que fazem a gestão de famílias com grandes fortunas, não têm ficado de fora.

Levantamento feito pelo Goldman Sachs com 150 family offices no mundo mostra que, apesar de terem hoje uma exposição pequena, da ordem de 15% em moedas digitais – sendo 25% desse total nas Américas –, quase metade (45%) dos escritórios consultados planejam ter posição no futuro.

De acordo com o banco americano, alguns family offices têm considerado as criptomoedas uma forma de proteção contra o aumento da inflação, taxas de juros mais baixas e outros acontecimentos macroeconômicos após um ano de estímulos fiscais e monetários sem precedentes.

A desvalorização das moedas também esteve no pensamento de 40% dos entrevistados pelo Goldman Sachs, com mais de 40% desse subgrupo indicando que consideraria investir em ativos digitais.

Na avaliação do banco, os desenvolvimentos regulatórios no mercado de criptomoedas deverão desempenhar um papel “notável” na evolução da indústria ao redor do mundo nos próximos anos.

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O banco americano destaca ainda que menos de 10% dos family offices consultados na Ásia e nas regiões da Europa, Oriente Médio e África (EMEA, na sigla em inglês) tinham investimentos em criptomoedas quando questionados.

Entre os respondentes que não possuem exposição a moedas digitais, o principal motivo citado, segundo o levantamento, foi o ceticismo sobre o papel das criptomoedas como reserva de valor.

Outros disseram que tinham ressalvas sobre as operações, com relação às opções de custódia e corretoras de criptomoedas, ou ainda, que não estavam familiarizados com o ambiente cripto.

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O Goldman Sachs também descobriu que os investidores estão cada vez mais críticos com os impactos ambientais da mineração de criptomoedas, em especial o Bitcoin.

“Fora das criptomoedas, esperamos ver family offices monitorando a evolução e potencial uso para outros ativos digitais, bem como a tecnologia de blockchain, de forma mais ampla para futuras oportunidades de investimento”, escreve o Goldman.

Alocação do patrimônio

Dos cerca de 80% dos family offices consultados que divulgaram o total de ativos sob gestão, a maior parte deles (44%) têm entre US$ 1 bilhão e US$ 4,9 bilhões sob gestão. A segunda maior fatia (22%) é ocupada por assets com ativos sob gestão igual ou superior a US$ 5 bilhões.

Com montantes mais altos e maior apetite a risco, o Goldman Sachs destaca que os family offices tendem a ter uma grande parcela do portfólio alocada em investimentos alternativos.

Segundo a pesquisa, as carteiras dos entrevistados têm, em média, uma alocação combinada de 45% em ações, no setor imobiliário, em crédito privado e em fundos de investimento.

Cerca de dois terços dos family offices consultados estão investindo com a visão de um ambiente de juros mais baixos por um tempo prolongado, e uma fatia semelhante está monitorando os dados de inflação. Em ambos os casos, muitos estão buscando retornos mais elevados e mais risco, fazendo isso via aumento de alocação em ações, por exemplo.

Entre os investidores que estão pensando sobre o potencial impacto da alta da inflação, quase metade tem investido em ativos imobiliários.

Ativos de Venture Capital também aparecem entre as principais alocações, com mais de 90% dos entrevistados afirmando que investem nessas teses.

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Com relação à parcela de renda fixa, a alocação média dos portfólios na classe é de 19%.

“Mantendo uma alocação em ativos líquidos permite flexibilidade aos escritórios para agirem rapidamente caso surjam oportunidades e para atender às demandas de capital de seus investimentos de capital privado”, escreve o banco americano.

Com relação aos investimentos ESG, a maioria dos participantes se diz focada em implementar as melhores práticas sociais, ambientais e de governança seja via filantropia, no ambiente de trabalho ou por meio de estratégias de investimento.

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JP Morgan e Goldman Sachs estreiam temporada de resultados nos EUA com dados acima do esperado

mercado bolsa índices alta ações gráfico analista trader (Shutterstock)

SÃO PAULO – Estreando a temporada de resultados corporativos americanos do segundo trimestre, o JP Morgan (JPMC34)e o Goldman Sachs (GSGI34) reportaram dados acima do esperado pelos analistas nesta terça-feira (13).

Entre abril e junho deste ano, o JP Morgan registrou salto de 155% no lucro, para US$ 11,9 bilhões, ou US$ 3,78 por ação. O resultado superou o estimado por analistas consultados pela Refinitiv, que previam lucro de US$ 3,21 por papel.

Já o Goldman Sachs registrou receita líquida de US$ 15,39 bilhões, aumento de 16% na base de comparação anual.

O lucro diluído por ação ordinária do banco foi de US$ 15,02, ante US$ 0,53 por papel um ano antes. O dado veio acima do esperado por economistas consultados pela Refinitiv, que esperavam lucro de US$ 10,24 por ação no período.

De acordo com a divulgação, o resultado do JP Morgan foi impulsionado pela liberação de reservas para perdas com empréstimos, entre outros fatores. A receita como um todo, porém, caiu 7%, para US$ 31,4 bilhões.

No último trimestre, o destaque ficou com a liberação de cerca de US$ 3 bilhões das reservas que o banco havia feito em antecipação a uma onda de inadimplências relacionadas à pandemia de coronavírus.

Já a receita geral de trading caiu 28%, para US$ 8,1 bilhões, prejudicada principalmente pela fraqueza na negociação de títulos, que caiu 44% em relação ao ano passado.

Os mercados de ações foram um ponto positivo, com aumento de 13% na receita, para US$ 2,7 bilhões.

Além disso, os mercados de capitais permaneceram ativos e uma onda de IPOs mais do que compensou a desaceleração nas negociações feitas por meio de empresas de aquisição de propósito específico (SPACs).

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Com relação ao Goldman Sachs, o braço de investimentos do banco reportou crescimento de 36% na receita líquida, na comparação anual, para US$ 3,61 bilhões.

A receita geral de consultoria financeira do banco aumentou 83% no segundo trimestre, enquanto a receita relacionada a subscrição de ações cresceu 18% a/a.

A divisão de mercados globais, que abriga a área de trading, no entanto, relatou uma queda de 32% na receita, em comparação com o ano passado, quando Wall Street registrou níveis recordes de volatilidade.

Nos últimos três meses, o Goldman liberou US$ 92 milhões de suas reservas para perdas com empréstimos, em um sinal das apostas do banco no crescimento sustentado dos Estados Unidos.

Nesta terça, apesar do desempenho acima do esperado no último trimestre, os papéis do JP Morgan (JPM) e do Goldman Sachs (GS) apresentavam queda da ordem de 1,7% na NYSE, Bolsa de Nova York (EUA), por volta das 11h (horário de Brasília). Os papéis eram negociados a US$ 155,39 e US$ 374,06, respectivamente.

(Com Reuters)

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Foi dada a largada: o que esperar da temporada de resultados corporativos do 2º tri nos EUA

SÃO PAULO – Começa nesta terça-feira (13) a temporada de resultados corporativos do segundo trimestre de 2021 nos Estados Unidos, que tradicionalmente se inicia com a divulgação dos números de grandes bancos e demais instituições financeiras.

JP Morgan, Goldman Sachs e Pepsi dão o pontapé inicial na temporada de balanços, divulgando seus dados na próxima terça-feira (13). Na quarta (14), o calendário segue com Wells Fargo, Bank of America, Citigroup, Delta Airlines e BlackRock. Já na quinta (15), TSMC e Morgan Stanley reportam seus dados referentes aos meses de abril a junho.

Nas próximas quatro semanas, empresas que representam juntas mais de 83% do valor de mercado do S&P 500 deverão reportar seus dados, marcando o período mais importante do trimestre para o mercado de ações americano.

O segundo trimestre de 2021 foi marcado por uma melhora generalizada nas expectativas de lucro por parte dos analistas, com alta nas estimativas de lucro por ação (LPA) de 41,67 centavos de dólar para 45,02 de dólar.

Segundo a XP Investimentos, este é o maior aumento trimestral dos últimos cinco anos, bem como desde o início da série histórica, iniciada em 1990.

Na avaliação dos analistas da XP, o aumento recorde nos modelos deve-se, em parte, às revisões extremamente negativas que ocorreram durante o primeiro e o segundo trimestre de 2020, de queda de 11,5% e baixa de 30,2%, respectivamente, em meio às medidas de isolamento social impostas pela pandemia de coronavírus.

Passado este momento crítico, os analistas destacam que os quatro trimestres seguintes foram marcados por modelos sendo revisados para cima, uma vez que diversos fatores contribuíram para a melhora do sentimento.

São eles: estímulos monetários por parte dos bancos centrais, principalmente do Federal Reserve (o banco central americano); estímulos fiscais por parte do governo americano, incluindo a distribuição de cheques emergenciais, bem como a ampliação dos programas de seguro-desemprego; e o progresso no desenvolvimento das vacinas.

Entre as maiores revisões para cima nos setores do índice S&P 500, a XP destaca a indústria de óleo e gás (+30,2%), materiais (+16,9%), consumo discricionário (+16,9%), imobiliário (+16,3%) e financeiro (+9,8%), parte delas impulsionada pelo aumento nos preços das commodities no período.

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Em relatório, a XP diz ver um otimismo recorde para os resultados do segundo trimestre, que já está refletido nas expectativas para o desempenho das empresas, bem como no desempenho do índice durante o período, de alta de 8,2%.

Lucros podem surpreender para cima

Também em relatório comentando sobre a temporada de resultados americanos, o Bank of America destaca que as altas projeções do mercado para crescimento de 55,5% nos lucros, na comparação anual, e de 17,3% nas receitas, devem-se à base fraca de comparação, dado que no mesmo período de 2020 os lucros recuaram 28% e as receitas, 7,6% ante o 2º trimestre de 2019.

Desta forma, escreve o BofA, os crescimentos de lucros e das receitas devem se normalizar em 22,3% e 11% no terceiro trimestre, e 15,1% e 7,6% no quarto trimestre, respectivamente.

“Os resultados, contudo, podem superar as expectativas uma vez que, em cada um dos últimos quatro trimestres, tanto os lucros quanto as receitas das companhias estabeleceram novos recordes”, escrevem os analistas.

Quando analisados os setores, os maiores ganhos no período de abril a junho deste ano devem partir dos setores bancário (+204%), aeroespacial e de defesa (+201%) e materiais básicos (97,6%).

Já os setores de utilities (como energia e saneamento), telecomunicações e de produtos de consumo devem apresentar os crescimentos mais fracos nos lucros, da ordem de 2,3%, 3,2% e 5,9%, respectivamente, escreve o banco.

No caso de companhias de setores como automóveis, energia e transportes, a expectativa do BofA é de que o prejuízo seja convertido em lucro na base de comparação anual.

Financeiras e cíclicas devem se destacar

Em relatório divulgado nesta segunda (12), o Credit Suisse destaca que as projeções de lucro por ação (EPS) aumentaram desde o começo do ano, de 48% no início de 2021, para 62% hoje.

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Segundo os analistas, empresas de setores cíclicos e financeiras devem reportar o maior crescimento na base de comparação anual, da ordem de 578% e 102%, respectivamente. Esses grupos também vivenciaram as maiores revisões para cima nos últimos seis meses.

Embora as empresas desses dois setores devam apresentar um crescimento “exagerado” no segundo trimestre, a expectativa do Credit é de que fiquem atrás de companhias de tecnologia e de papéis não-cíclicos quando analisado um horizonte de dois anos.

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China começa a permitir calotes de gigantes, diz Goldman Sachs

(Bloomberg) — O tamanho e o tipo dos calotes vistos na China ultimamente indicam que o conceito de “grande demais para quebrar” talvez não se aplique mais aos devedores do país, segundo o Goldman Sachs Group.

Houve um aumento perceptível na inadimplência por parte das empresas estatais desde o final de 2019 e algumas das companhias que não conseguiram pagar dívidas recentemente — como a China Fortune Land Development — tinham grandes quantidades de títulos pendentes, de acordo com relatório escrito por analistas incluindo Kenneth Ho e publicado na sexta-feira.

“Mesmo para grandes corporações ou entidades ligadas ao estado, as autoridades estão muito menos dispostas a estender apoio”, segundo os analistas do Goldman. “As autoridades agora estão menos propensas a fazer resgates do que estavam no passado.”

As preocupações com a saúde financeira de uma gestora de créditos de recebimento duvidoso apoiada pelo governo — a China Huarong Asset Management, que tem cerca de US$ 21 bilhões em dívidas denominadas em dólar em circulação — abalam o mercado asiático de títulos em dólares desde abril. O fato de a gestora não ter conseguido divulgar resultados financeiros gerou especulações sobre uma potencial reestruturação da dívida. Embora o tratamento de casos recentes de endividamento sinalize diminuição do apoio governamental implícito para os devedores, a mudança não significa que o governo acabou com as medidas de apoio, de acordo com analistas do Goldman.

A decisão de oferecer ou não apoio provavelmente será influenciada pela necessidade de prevenir pressões sistêmicas e limitar o contágio, escreveram os analistas. Ainda que o surgimento de problemas sistêmicos seja improvável, riscos idiossincráticos de crédito tendem a permanecer elevados, segundo eles.

O apoio governamental não se limitou a empresas estatais. No último ano, governos locais também agiram para ajudar empresas privadas, incluindo a construtora China Evergrande Group, de acordo com os analistas.

Entidades apoiadas por governos municipais na província de Guangdong compraram participação em uma subsidiária da Evergrande, quando a companhia (também a maior emissora de títulos de alto risco da Ásia) enfrentava um aperto de liquidez.

Depois de superar tensões financeiras no segundo semestre de 2020, os títulos denominados em dólar da Evergrande sofreram outro tombo recente após notícias de que as autoridades reguladoras investigam suas ligações com o Shengjing Bank, no qual possui participação.

A Evergrande declarou que suas relações com o banco estão em conformidade com a legislação chinesa.

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As preocupações com os títulos de alto rendimento de companhias do setor imobiliário devem permanecer elevadas no curto prazo, de acordo com os analistas do Goldman.

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Goldman Sachs diz que China já não comanda preços das commodities

(Shutterstock)

(Bloomberg) – Na avaliação do Goldman Sachs, as medidas da China para limitar a alta dos preços das commodities podem ser em vão, pois o país perdeu a capacidade de comandar o mercado.

Com a velocidade da recuperação em economias avançadas, especialmente nos Estados Unidos, a China não é mais o comprador que dita os preços, segundo relatório de analistas do Goldman liderados por Jeff Currie.

A queda de preços após os alertas do governo de Pequim contra a especulação é uma “clara oportunidade de compra”, já que matérias-primas como cobre e soja permanecem em trajetória ascendente com a oferta restrita, disseram.

A China, maior consumidora de muitas commodities, busca desacelerar o rali devido aos temores sobre a inflação. A pressão do governo chinês teve impacto, pois as cotações locais do minério de ferro caíram mais de 20% desde 12 de maio. O índice Bloomberg Commodity Spot perdeu cerca de 1% no período.

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A ação da China é semelhante ao que o governo de Washington fez em meados dos anos 2000, disse o Goldman.

“Quando observadores são incapazes de entender o que está impulsionando essa mudança de paradigma nos preços, atribuem isso aos especuladores, um padrão comum ao longo da história, que nunca resolveu o aperto fundamental.”

Há “evidências crescentes de que as commodities não são mais centradas na China”, disseram os analistas.

O principal motivo do maior poder dos EUA no mercado é o estímulo fiscal do governo de Washington, mas também existem fatores estruturais. A China já não se beneficia tanto de mão de obra barata ou de sua anterior indiferença às questões ambientais, que fazem disso um paradigma mudança, disseram.

Para além da renda fixa: Goldman testa investimento em ações verdes

Energy innovation light bulb graphic interface. (Getty Images)

(Bloomberg) – O responsável por finanças sustentáveis do Goldman Sachs diz que o banco está fazendo uma experiência com ações verdes, adicionando seu peso a uma nova categoria de ativos favoráveis ao clima.

“Estamos vendo movimento, apenas em termos do produto rotulado real”, disse John Goldstein, que comanda o grupo de finanças sustentáveis do Goldman. “Quando, onde e como chegaremos à ação verde real, veremos”, afirmou em entrevista.

Treze anos depois da emissão do primeiro título verde, alguns segmentos do setor financeiro agora trabalham na criação de um mercado para ações verdes que atendam a indicadores climáticos mensuráveis.

A nova classe de ativos proporcionaria a investidores que buscam objetivos ambientais, sociais e de governança, ou ESG na sigla em inglês, um novo lugar para investir e, potencialmente, direcionar alguns fluxos de capital para longe dos mercados de dívida.

O Goldman trabalhou recentemente em uma transação privada que envolvia conseguir para um fabricante de janelas a designação necessária para emitir ações verdes, o que “foi um passo importante nessa direção”, disse Goldstein.

“Acho que é uma questão em aberto de como isso vai surgir, mas acho que é por isso que foi um caso inicial muito bom”, afirmou.

As ações verdes parecem ter estreado na Suécia, onde um dos maiores bancos do país afirma ter sido o primeiro a coordenar uma operação no mercado.

Adaptando procedimentos para a emissão de títulos verdes para a venda de ações, o Swedbank já coordenou três transações desse tipo. O CEO do banco, Jens Henriksson, diz que a instituição avançou sozinha com a ausência de padrões globais.

“Você precisa dar um passo à frente”, disse Henriksson. “Achamos que foi uma boa solução e que funcionou bem. Mas é claro que terá seus pontos fracos e a competição trará os mais fortes.”

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O SEB, banco sueco que ajudou a coordenar a emissão do primeiro título verde em 2008, está “bastante” avançado em negociações para desenvolver uma estrutura, de acordo com Christopher Flensborg, diretor de clima e finanças sustentáveis da instituição com sede em Estocolmo.

Dívida domina

O mercado ESG tem sido dominado por produtos de renda fixa desde que o SEB subscreveu o primeiro título verde do Banco Mundial, há mais de uma década.

Este ano, as emissões de dívida ESG podem atingir US$ 1 trilhão, de acordo com a Bloomberg Intelligence. Investidores também apostam em fundos de índice ESG: as entradas subiram pela 49ª semana consecutiva.

Goldstein, do Goldman, diz que, com o ambiente político mais favorável, a demanda por ativos ESG deve aumentar.

“Se olharmos para 2020, que foi um ano notável para o investimento sustentável em ESG, e tudo isso aconteceu com a política federal dos EUA como obstáculo bastante pronunciado”, disse. Agora, segundo Goldstein, os Estados Unidos jogam a favor.

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Veteranos de Wall Street estão divididos sobre riscos de bolhas

Bolsa, NYSE, Wall Street (Spencer Platt/Getty Images)

(Bloomberg) — O Federal Reserve pode estar preocupado com a euforia especulativa em torno das criptomoedas, empresas de cheque em branco e ações meme, mas muitos em Wall Street veem riscos de bolha cada vez maiores em todos os ativos sistemicamente importantes.

Títulos europeus, Treasuries, dívida de alto rendimento e ações de tecnologia são negociados perto dos maiores preços em décadas, mesmo com a ameaça de que o bicho-papão da inflação finalmente evapore os ganhos.

Participantes do mercado como Goldman Sachs e BlackRock estão divididos sobre se isso constitui um rali insustentável. Para Dan Fuss, o lendário vice-presidente da Loomis Sayles, de 87 anos, parece que sim, devido à liquidez sem precedentes que agora deve ser reduzida com as boas notícias econômicas.

Kathy Jones, da Charles Schwab, recomenda que os clientes tenham cuidado com a “maluquice” dos títulos de dívida de alto risco. E Bob Michele, da JPMorgan Asset Management, diz que as autoridades do Fed deveriam discutir a redução das compras de ativos a tempo, antes da formação de bolhas.

Outros são mais otimistas e apostam que a reabertura econômica e o ciclo de realavancagem abrirão caminho para mais ganhos.

As entrevistas foram editadas.

Dan Fuss, vice-presidente do conselho, Loomis Sayles

“Estamos em território de ‘bolha’. É principalmente uma bolha de liquidez, combinada com a distorção resultante dos valores. Ações com alta relação preço/lucro, títulos de crédito marginais e veículos agrupados são os mais vulneráveis. Nas décadas de 1960 e 1970, tive a sorte de detectar a pequena bolha de valores de small caps e a bolha de ações de crescimento. A semelhança entre aquela época e agora é o valuation. Esta é uma bolha de liquidez única em minha experiência. Quando os preços caem um pouco, pode haver, como ocorreu em março passado, uma queda maior da liquidez, gerando mais vendas. Isso pode desestabilizar o mercado mais amplo.”

Kathy Jones, estrategista-chefe de renda fixa, Charles Schwab

“Estamos alertando as pessoas para não exagerar. Estamos dizendo que tudo bem manter dívida de alto rendimento, mas sem uma posição concentrada na ponta final e perceber que isso pode mudar muito rápido. É quando a diversificação realmente ajuda, quando as coisas estão meio malucas como agora, e você não sabe quando a maluquice vai acabar.”

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Elga Bartsch, chefe de pesquisa macro, BlackRock

“Os mercados não estão em território de bolha, mas sim em um terreno atípico, pois estamos em um reinício econômico, não em uma recuperação regular do ciclo de negócios. Para que o Fed atue mais rápido do que o indicado pelos preços de mercado, precisaria basicamente abandonar sua nova estrutura de política, que adotou apenas em agosto passado. Consideramos isso improvável e vemos um aumento dos juros mais tarde do que o mercado. Uma pré-condição para o surgimento de bolhas é o acúmulo de desequilíbrios financeiros. Antes da Covid-19, havia poucos indícios de tais desequilíbrios. Desde então, os balanços do setor privado ficaram mais fortes, não mais fracos.”

Peter Oppenheimer, estrategista-chefe de ações globais, Goldman Sachs

“Existem focos de otimismo exagerado e valuations excessivos das ações. Mas o principal é se isso é amplo o suficiente em sua manifestação para se tornar sistematicamente arriscado. Eu diria que ainda não há uma forte evidência disso. Podemos ter múltiplos altos, mas não são tão altos quando você considera onde estão as taxas de juros. Não temos grande alavancagem no setor privado. Descobrimos que a alavancagem do setor privado é um fator muito comum de bolhas financeiras. As famílias têm poupanças muito fortes e não têm níveis elevados de alavancagem. Isso também é válido para os bancos. Esperamos que o crescimento global acelere bastante e de forma sincronizada. Estamos com recomendação acima da média em ações e commodities e abaixo da média em títulos.”

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Goldman Sachs ingressa no mercado de criptomoedas com mesa de negociação focada

SÃO PAULO – O Goldman Sachs ingressou no mercado de negociação de criptomoedas. Em memorando interno obtido pela rede americana CNBC, o banco informou que uma mesa de negociação recém-criada negociou com sucesso dois tipos de derivativos vinculados ao bitcoin. Os produtos seriam veículos que possibilitam ao investidor apostar no preço do bitcoin sem negociar a criptomoeda “física” propriamente.

Segundo informações da CNBC, o banco de investimento vinha cogitando a criação de uma mesa de negociação de bitcoin desde pelo menos 2017. O memorando de quinta-feira (06) teria sido o primeiro reconhecimento oficial do Goldman de seu envolvimento na negociação de criptomoedas.

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Goldman e UBS apostam em mais ganhos para commodities

petróleo bomba plataforma índices preços queda baixa óleo (Getty Images)

(Bloomberg) — O forte rali das commodities tem sido um ponto marcante dos mercados globais em meio à reabertura das economias na pandemia e há mais espaço para ganhos, segundo o Goldman Sachs e UBS.

Os preços das matérias-primas devem subir 13,5% nos próximos seis meses, de acordo com relatório do Goldman Sachs, que prevê um salto sem precedentes da demanda global por petróleo e o cobre em nível recorde. O UBS projeta ganho acima de 10% para as commodities.

“A magnitude da esperada variação no volume da demanda – uma variação que a oferta não pode acompanhar – não deve ser subestimada”, disseram analistas do Goldman como Jeffrey Currie e Damien Courvalin em relatório de 28 de abril. Os níveis de atividade têm se acelerado, impulsionados pela distribuição de vacinas, e também haverá aumento sazonal em manufatura e construção até junho, disseram.

Os preços das matérias-primas, do petróleo aos metais, dispararam este ano diante da recuperação da economia global do abalo causado pela pandemia. Os mercados de energia também foram auxiliados pelos limites da oferta impostos pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados, embora esses cortes da produção serão gradualmente revertidos partir do próximo mês. A demanda é tão forte que os mercados “olharam além” da atual crise de Covid-19 na Índia, de acordo com o Goldman.

Haverá uma recuperação sem precedentes da demanda global por petróleo, o que apoia a previsão de preços mais altos da commodity até meados do ano, disse o banco. O consumo mundial deve aumentar 5,2 milhões de barris por dia nos próximos seis meses, o que levaria o petróleo tipo Brent para US$ 80 o barril, estima o Goldman.

No geral, as cotações das matérias-primas devem subir 13,5%, com previsão de que o cobre alcance US$ 11.000 a tonelada, de acordo com o relatório do Goldman. O metal, visto como termômetro da economia mundial, atingiu US$ 9.812 em Londres. O recorde atual de US$ 10.190 foi registrado em 2011.

O Goldman destacou que os preços de curto prazo são negociados acima das cotações para entrega em data futura em metade do complexo de commodities, um padrão altista e conhecido como “backwardation” que, segundo o banco, “mostra como os mercados de commodities estão cada vez mais apertados”.

O UBS disse à Bloomberg Television que os ganhos futuros das commodities serão apoiados por fortes dados macroeconômicos, aumento da demanda por cobre e contínua disciplina na oferta da aliança Opep+.

“Espero alta acima de 10% para as commodities, principalmente impulsionadas pelo lado da energia e matérias-primas”, disse Dominic Schnider, analista da UBS Global Wealth Management.

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