Ação da Grendene vira para queda após saltar 4,3% com joint venture; Tegma segue em forte alta, enquanto bancos caem

SÃO PAULO – Em dia de mercados fechados nos Estados Unidos por conta do feriado de Dia da Independência, e em uma semana mais curta na Bolsa brasileira, B3, com feriado estadual em São Paulo na sexta-feira (9), investidores repercutem na Bolsa nesta segunda-feira os ganhos da Tegma (TGMA3), que chegavam perto dos 7% por volta das 12h.

Os papéis da Grendene, que abriram o pregão com forte alta, de até 4,3%, amenizaram os ganhos e viraram para queda por volta das 12h, com baixa da ordem de 0,7%.

A Grendene anunciou que negocia uma joint venture com a 3G Radar para distribuir e comercializar seus produtos “em determinados mercados internacionais”. Veja mais clicando aqui. 

Já as ações da Tegma sobem cerca de 7%, após saltarem quase 13% na sexta com a proposta de combinação de negócios feita pela JSL (JSLG3).

As ações da Petrobras (PETR3;PETR4), por sua vez, operavam em queda de cerca de 1% em uma tarde movimentada para as ações da companhia. A companhia informou nesta segunda uma alta nas refinarias de R$ 0,16 por litro de gasolina, a ser comercializado por R$ 2,69 (alta de cerca de 6%), e de R$ 0,10 por litro de diesel, a ser vendido a R$ 2,81 (alta de cerca de 4%). O novo preço valerá a partir de terça-feira (6). Este é o primeiro aumento no valor fixado pela estatal desde que o novo presidente da empresa, general Joaquim Silva e Luna, assumiu o cargo.

Enquanto isso, a Bloomberg, informa que terminou sem acordo a reunião da da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e seus aliados, chamada de Opep+. Com isso, ficam mantidas as cotas de produção de cada membro, ante expectativa inicial de aumento de 500 mil barris por dia e proposta na semana passada de 400 mil barris por dia. Nenhuma data para um novo encontro foi acordada. Com isso, tanto o brent quanto o WTI aceleram ganhos, com o brent ultrapassando os US$ 76 o barril.

Ainda entre as commodities, os contratos futuros do minério de ferro na China subiram mais de 5% nesta segunda-feira, impulsionados pela crescente demanda, à medida que usinas na região siderúrgica de Tangshan retomam produção após o centenário do Partido Comunista Chinês.

A produção de aço em algumas áreas foi restringida devido às comemorações do 100º aniversário do partido e a políticas relacionadas ao meio ambiente, o que fez com que a taxa de utilização de altos-fornos em 247 usinas em todo o país recuasse para 81,01% na semana até 2 de julho, de acordo com a consultoria Mysteel, informa a Reuters.

Os contratos futuros mais negociados do minério de ferro na bolsa de commodities de Dalian DCIOcv1, para entrega em setembro, chegaram a subir 5,6%, para 1.226 iuanes (US$ 189,80) por tonelada, maior nível desde 11 de junho. Eles fecharam em alta de 5,5%, a 1.225 iuanes.

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Outros ingredientes siderúrgicos também apuraram ganhos. Os futuros do carvão coque em Dalian DJMcv1 subiram 3,1%, para 1.971 iuanes a tonelada, enquanto os contratos do coque DCJcv1 avançaram 3,5%, a 2.682 iuanes por tonelada.

Nesta tarde, por volta das 12h, os papéis da Vale (VALE3) operavam com queda de 0,6%.

A sessão, por sua vez, é novamente de baixa para os bancos, entre perdas de 0,5% e 1%, em meio a expectativa pelas discussões sobre a reforma do imposto de renda no Congresso esta semana. Ações de Itaú (ITUB4), Bradesco (BBDC3;BBDC4), Banco do Brasil (BBAS3) e Santander Brasil (SANB11) tinham perdas. Os papéis do setor bancário foram bem impactados na última semana em meio à proposta do governo de taxar dividendos em 20% e acabar com os juros sobre o capital próprio.

Confira no que ficar de olho:

No radar das empresas, a Vale informou na sexta-feira (2) que está comissionando as atividades no carregador de navios 6 (CN6), no Terminal Marítimo Ponta da Madeira, em São Luís (MA), após cinco meses de parada para manutenção.

Segundo a mineradora, a manutenção do CN6, que resultou na substituição de mais de 60% de seus componentes, não impactou o cronograma mensal de embarque de minério de ferro do terminal. Em 14 de janeiro de 2021, ocorreu um incêndio no CN6 localizado no berço Sul do Píer IV, incidente que foi seguido das atividades de manutenção.

A companhia ainda destacou que iniciará a realização de atividades com equipamentos não tripulados (sem pessoas) para a remoção de rejeitos das barragens B3/B4, da Mina de Mar Azul, em Nova Lima (MG), e Sul Superior, da Mina Gongo Soco, em Barão de Cocais (MG).

A Vale informou que as ações foram analisadas e aprovadas pelo auditor técnico do Ministério Público, além de todo corpo de consultores externos contratados pela empresa para elaboração dos projetos, e representam o avanço do Programa de Descaracterização da empresa e o comprometimento com uma abordagem integralmente voltada à segurança das suas estruturas e das pessoas.

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“É importante informar que as descaracterizações dessas barragens, atualmente em nível 3 do Plano de Ação de Emergência para Barragens de Mineração (PAEBM), são processos complexos. Ciente de que qualquer intervenção pode representar incrementos de riscos, a empresa já realizou diversas ações preventivas, entre as quais a retirada de todos os moradores das respectivas Zonas de Autossalvamento (ZAS) e a construção de Estruturas de Contenção a Jusante nos dois territórios”, destacou.

Na Sul Superior, a remoção terá início com a coleta de amostras, que tem o objetivo de ampliar o conhecimento sobre as características do material disposto no reservatório, para aprimoramento da segurança e das técnicas que serão usadas durante o processo de descaracterização, além de subsidiar estudos para definir os níveis de controle de vibração.

Também serão abertos canais para melhorar o escoamento de água da estrutura, evitando o acúmulo no reservatório, principalmente durante o período chuvoso. Na barragem B3/B4, a remoção dos rejeitos será feita concomitantemente com a conclusão da retirada parcial de uma pilha de estéril no local, de onde já foram retirados 350 mil metros cúbicos de material desde novembro de 2020.

“Ressalta-se que todas as atividades realizadas e programadas nas duas barragens serão integralmente executadas com equipamentos não tripulados, operados de forma remota e segura a partir de uma central de controle fora das estruturas. Todas as ações foram comunicadas à auditoria técnica do Ministério Público de Minas Gerais e aos órgãos competentes.

Diante da complexidade e dos riscos do processo de descaracterização dessas estruturas, a Vale informa possuir um rigoroso controle de todas as ações implementadas com o objetivo de garantir a segurança dos trabalhadores e das pessoas que vivem em comunidades próximas.

Além disso, a Vale também está estudando medidas adicionais para minimizar eventuais impactos residuais aos corpos hídricos a jusante das contenções. As estruturas de contenção construídas a jusante das duas barragens estão concluídas e têm capacidade para conter os rejeitos em um cenário em que haja essa necessidade.”, informou.

A estrutura para a barragem Sul Superior possui 36 metros de altura e 330 metros de comprimento, enquanto a estrutura para a barragem B3/B4 tem 33 metros de altura e 221 metros de comprimento.

As obras seguiram as mais rigorosas normas nacionais, as melhores práticas de engenharia e referências técnicas de entidades internacionais utilizadas para construções similares. Empresas especialistas, independentes da projetista e da construtora, analisaram e certificaram que as estruturas são estáveis e, portanto, conferem segurança às comunidades localizadas abaixo delas. A auditora técnica do Ministério Público de Minas Gerais também ratificou a estabilidade das contenções. Ainda como parte do controle de riscos, as barragens seguem sendo monitoradas de forma permanente pelo Centro de Monitoramento Geotécnico (CMG).

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A Via, antiga Via Varejo, comunicou ter concluído a formalização de todas as etapas legais e regulatórias para proceder ao fechamento da aquisição de 100% das quotas de emissão da Celer.

A Celer é uma fintech que nasceu como uma plataforma proprietária de soluções de pagamentos e hoje oferece um pacote completo de Bank-as-a Service (BaaS), permitindo que outras fintechs disponibilizem a seus clientes uma conta digital completa integrada a serviços de pagamentos, compreendendo alternativas de cash-in e cash-out, emissão e processamento de cartões, gestão de cobrança e transferências, incluindo ao tradicional portfólio o PIX.

Grendene (GRND3)

A Grendene, calçadista dona de marcas como Melissa e Ipanema, anunciou nesta segunda-feira (5) que negocia uma joint venture com a 3G Radar para distribuir e comercializar seus produtos “em determinados mercados internacionais”.

A gestora 3G Radar é parceira da 3G Capital, que tem entre os sócios os bilionários Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira.

Em comunicado enviado ao mercado, a companhia informou que assinou, em caráter de exclusividade no dia 4 de julho, um memorando de entendimentos não vinculante com a 3G Radar Gestora de Recursos Ltda.

De acordo com o documento, a 3G Radar deterá 50,1% do capital social da joint venture e a Grendene, 49,9%.

As duas empresas se comprometem a investir inicialmente US$ 100 milhões nos 24 meses seguintes à assinatura do acordo, na proporção de suas respectivas proporções.

O Banco BMG anunciou na sexta-feira (2) a compra de participação na Araújo Fontes Consultoria e Negócios Imobiliários e na AF Invest Administração de Recursos, para oferta de produtos e serviços no segmento de atacado e atuar com gestão de recursos.

A compra se dará por meio da aquisição de 50% de uma nova empresa a ser criada. Segundo fato relevante, o valor do negócio é da ordem de R$ 150 milhões.

Ainda entre os destaques, a Tegma informou que contratou assessor jurídico e que vai escolher um banco para auxiliar a empresa a avaliar a proposta de aquisição apresentada pela JSL. Na última sexta-feira (2), as ações da companhia encerraram o pregão com salto de 12,9%; já os papéis da JSL avançaram quase 6%.

Grupo Soma (SOMA3) e Cia. Hering (HGTX3)

A Cia Hering informou aditamento a acordo de associação com Grupo Soma. Na última semana, a Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou sem restrições a operação de incorporação da Cia. Hering pelo Grupo Soma, dono das marcas Animale e Farm. A decisão está publicada no DOU (Diário Oficial da União) de hoje. Com o fechamento do negócio, a Cia. Hering passa a ser subsidiária integral da Soma.

Magazine Luiza (MGLU3)

O Magazine Luiza informou que obteve as aprovações do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e do Banco Central do Brasil para a transferência do controle societário da Hub Prepaid Participações e suas subsidiárias para a Magalu Pagamentos, subsidiária integral do Magalu, e que a aquisição foi concluída de forma definitiva nesta data.

“Com a Hub Fintech, o Magalu incorpora uma instituição de pagamentos regulada pelo Banco Central e integrada ao Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB) e ao Sistema de Pagamentos Instantâneos (PIX). Além de ser uma das maiores plataformas de Banking as a Service (BaaS) e líder no processamento de cartões pré-pago do país, a Hub Fintech também oferece serviços como cartão de benefícios (alimentação, refeição), adquirência e soluções corporativas para gestão de despesas. Adicionalmente, com a recente aquisição da processadora de cartões de crédito Bit55, a Hub passa a deter um portfólio completo de soluções financeiras, com tecnologia própria e escalável”, destacou.

O Bradesco BBI comentou os dados sobre consumo de bebidas alcóolicas no Brasil, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. A cerveja responde por 90% do consumo de álcool, e a Ambev, por 60% do consumo de cerveja no país. Por isso, o Bradesco avalia que os dados sobre produção de bebidas alcoólicas do IBGE são uma proxy (uma variável que pode ser usada no lugar de outra variável) sobre as vendas de cerveja no Brasil.

Com base nos dados do IBGE, o banco estima que os volumes subiram 23% no segundo trimestre no país. Isso sugere que sua estimativa de crescimento de 8% nos volumes da Ambev para o período pode ser conservadora, já que indicaria que a empresa teria perdido 4 pontos percentuais de participação do mercado, a 58%, uma queda que parece excessiva, na avaliação do Bradesco. Presumindo que a Ambev manteve sua participação de mercado, os dados do IBGE indicam um crescimento de 15% na produção da Ambev no segundo trimestre de 2021.

O Bradesco BBI mantém avaliação neutra (perspectiva de valorização dentro da média do mercado) para a Ambev, com preço-alvo de R$ 15,50, frente à cotação de R$ 17,43 de sexta.

O Bradesco BBI comentou o fluxo líquido de investimentos estrangeiros no primeiro trimestre de 2021 na B3, que atingiu R$ 48 bilhões, o maior nível já registrado, superando o recorde anterior, de R$ 20,3 bilhões em 2014. O banco diz avaliar que, mesmo com a alta da taxa de juros, continua a acreditar que os volumes estão perto de atingir entre R$ 30 bilhões e R$ 35 bilhões em volume médio diário negociado (ADTV na sigla em inglês), e que as ações continuarão a ser um investimento atrativo, em relação a outros instrumentos de renda fixa.

Reynaldo Passanezi, presidente da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), anunciou que a empresa pretende investir R$ 22,5 bilhões em geração, transmissão, distribuição, geração distribuída e comercialização de gás até 2025 – o maior plano de investimento da história da companhia.

Até 2027, serão 200 novas subestações em todas as regiões do Estado de Minas Gerais, sendo que 80 novas subestações já em estão em processo de implantação, e 23 delas estarão em operação ainda neste ano.

As novas subestações vão se juntar aos 413 equipamentos que a companhia já possui, totalizando 613 instalações deste tipo. O plano prevê ainda o atendimento a todos os municípios com dupla alimentação em média tensão, a implantação de um milhão de medidores inteligentes e a construção de 3,1 mil quilômetros de linhas de transmissão em alta tensão.

Além disso, a Cemig se prepara para dar início ao programa Minas Trifásico, com o objetivo de converter redes monofásicas em trifásicas no interior do Estado. Até 2027, está prevista a conversão de 21 mil quilômetros de redes monofásicas para trifásicas e a construção de 5 mil quilômetros de interligações de circuitos em Minas Gerais.

Em comunicado enviado ao mercado nesta segunda-feira, a Linx informou que o banco Morgan Stanley reduziu sua participação na empresa a 0,003% do total, o equivalente a 478 ações ordinárias, em operações realizadas na Bolsa.

Segundo o formulário de referência mais recente da Linx, o Morgan Stanley tinha participação de 7,09% na empresa especializada em tecnologia para o varejo.

(com Reuters, Bloomberg e Estadão Conteúdo)

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Grendene negocia joint venture com 3G Radar para distribuir e comercializar produtos no exterior

SÃO PAULO – A Grendene (GRND3), calçadista dona de marcas como Melissa e Ipanema, anunciou nesta segunda-feira (5) que negocia uma joint venture com a 3G Radar para distribuir e comercializar seus produtos “em determinados mercados internacionais”. A gestora 3G Radar é parceira da 3G Capital, que tem entre os sócios os bilionários Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira.

Em comunicado enviado ao mercado, a companhia informou que assinou, em caráter de exclusividade no dia 4 de julho, um memorando de entendimentos não vinculante com a 3G Radar Gestora de Recursos Ltda.

“A Companhia e a 3G Radar deverão envidar os melhores esforços para negociar e assinar um Acordo de Acionistas da JV e um Acordo Master de Distribuição e Franquia, a ser celebrado entre a JV e a Grendene em até 90 dias contados da data de assinatura do MOU”, escreveu a Grendene.

De acordo com o documento, a 3G Radar deterá 50,1% do capital social da joint venture e a Grendene, 49,9%.

As duas empresas se comprometem a investir inicialmente US$ 100 milhões nos 24 meses seguintes à assinatura do acordo, na proporção de suas respectivas proporções.

Na última sexta-feira (2), as ações da Grendene encerraram o pregão com alta de 6,75%, negociadas a R$ 10,60.

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Lojas Renner capta R$ 3,98 bi em oferta de ações; Unidas, Grendene e Duratex têm disparada dos lucros e mais destaques

SÃO PAULO – O noticiário corporativo tem como destaque a oferta de ações da Lojas Renner, além da temporada de resultados, com destaque para a forte alta dos lucros de Grendene, Unidas e Duratex, além da divulgação de outros balanços. Confira os destaques:

Lojas Renner (LREN3)

Em destaque no noticiário corporativo, as ações vendidas em follow-on pela Lojas Renner foram precificadas a R$ 39, levando a uma captação pela varejista de  R$ 3,978 bilhões.

A quantidade de papéis inicialmente ofertada poderia ter sido acrescida em até 35%, o que a companhia acabou não fazendo.

A Renner tem a intenção de usar o dinheiro levantado para o desenvolvimento e fortalecimento do ecossistema de moda e lifestyle da companhia por meio de iniciativas orgânicas e/ou inorgânicas.

A Duratex teve lucro líquido de R$ 172,699 milhões no período, alta de 232,2% frente os três primeiros meses do ano passado.

“Este resultado foi influenciado pelos benefícios capturados nos projetos de eficiência, assim como o desempenho financeiro favorável, sobretudo devido à queda no patamar da taxa de juros e variação cambial. Vale ressaltar ainda que, no 1T20, o lucro líquido foi favorecido pela maior variação do ativo biológico, devido à apuração de inventário do ativo florestal aportado na joint venture de Celulose Solúvel”, explica a companhia.

A receita líquida consolidada foi de R$ 1,768 bilhão no trimestre, alta de 52,2% na comparação anual. Enquanto isso, o Ebitda somou R$ 464, 610 milhões, 74,4% superior em comparação com igual período do ano passado.

O Credit Suisse comentou os resultados divulgados para a Duratex para o primeiro trimestre, que classificou como fortes. O Ebitda ficou 15% acima de sua estimativa e 25% acima daquela do consenso do mercado.

O banco mantém recomendação outperform para a Duratex, já que espera que a empresa se beneficie de um ciclo de vários anos de crescimento da atividade de construção no Brasil, impulsionada por taxas de juros mais baixas, retomada da confiança do consumidor e estoques baixos de unidades residenciais. O preço-alvo é de R$ 25, frente aos R$ 21,96 de fechamento na quinta pelos papéis da empresa.

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O Bradesco BBI destaca que o Ebitda com painéis de madeira subiu 158% em comparação com o patamar de um ano antes, devido a preços realizados mais altos e volumes fortes. A margem Ebitda da Deca caiu de 23% no trimestre anterior para 14%, mas fica acima daquela do mesmo período de 2020. A queda se deve a volumes mais baixos e a preços mais altos.

O banco tem recomendação neutra para a Duratex, com preço-alvo de R$ 23.

O grupo de aluguel de veículos e gestão de frotas Unidas teve lucro líquido recorde de R$ 231,4 milhões no primeiro trimestre, quase três vezes (alta de 190,9%) acima do resultado obtido no mesmo período de 2020, apesar da incidência de novas medidas de isolamento social no trimestre.

O resultado veio com crescimentos nas diárias de aluguel de veículos (3,1%) e também na tarifa média (3,5%), enquanto na área de terceirização de frotas houve aumentos de 16% no número de diárias e de 17,4% na tarifa mensal. Em seminovos, a empresa registrou expansão de 47,5% no preço médio e alta de 1,3% no número de veículos vendidos.

A geração de caixa da Unidas, que está aguardando aval do Cade para a oferta de aquisição feita pela rival Localiza, medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) saltou 68,6%, para R$ 528 milhões. A margem disparou de 52,5% para 75,1%.

“Com a oferta de veículos zero quilômetro km ainda baixa e o aumento significativo dos preços, a demanda por veículos seminovos continua crescendo e os resultados só não foram ainda mais robustos por conta da necessidade de manter a operação de locação coberta”, afirmou a Unidas no balanço.

A receita líquida consolidada atingiu R$ 1,6 bilhão no período, alta de 33% em relação aos três meses encerrados no fim de março.

A companhia terminou o trimestre passado com uma frota 166.125 veículos, dos quais 95.745 na área de terceirização e 66.900 em aluguel de carros. Um ano antes, divisão de gestão de frotas tinha 84.334 veículos e a de aluguel de carros 80.815.

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A Unidas investiu R$ 1,1 bilhão em frota no primeiro trimestre, correspondendo à compra de 15,9 mil carros. As vendas de veículos foram maiores: 16.683 carros.

O Bradesco BBI destacou que o Ebitda ficou 11% acima da estimativa do banco e 17% acima do consenso do mercado.

As receitas fortes foram impulsionadas pela alta na receita com aluguéis, aumento dos preços médios de aluguel. A receita de gestão de frotas subiu 35,2%. E o preço médio por carro vendido subiu 48% na comparação anual, para R$ 55.100. A performance operacional positiva da empresa e o mercado de carros usados forte fez com que a margem Ebitda se expandisse.

O banco mantém sua avaliação outperform (expectativa de valorização dentro da média do mercado) para a empresa, com preço-alvo de R$ 39, devido à demanda por aluguéis de carros e liquidez de caixa. O banco diz que a empresa está sendo negociada por 11% abaixo do preço implícito pela proposta de fusão com a Localiza.

Grendene (GRND3)

A Grendene teve um lucro líquido de R$ 129,2 milhões no primeiro trimestre de 2021, valor 334% acima do registrado em igual período de 2020, impulsionado pela alta nas vendas  no exterior e no mercado interno, enquanto houve maior eficiência nas despesas operacionais.

O Ebitda teve alta de 109%, a R$ 127,1 milhões. A margem Ebitda foi a 24,3%, alta de 8 pontos percentuais, uma vez que a receita líquida da companhia subiu 41%, totalizando R$ 523,3 milhões.

As vendas tiveram alta de 37% em receita no mercado interno e 33,9% em volume. A receita com exportações teve alta de 61%, enquanto o volume subiu 44,6%.

Já as despesas operacionais tiveram alta de 16,5%, inferior ao incremento das vendas no período.

Transmissão Paulista (TRPL4)

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A transmissora de energia Isa Cteep, controlada pelo grupo colombiano Isa, reportou um lucro líquido de R$ 308,1 milhões no primeiro trimestre, praticamente estável frente ao mesmo período do ano anterior, embora com importante avanço nos ganhos operacionais.

O Ebitda da companhia teve alta de 16,7% na comparação anual, a R$ 696,8 milhões, enquanto o Ebitda ajustado subiu 28,5%, para R$ 770,4 milhões.

“É um crescimento importante, alinhado com a estratégia”, disse à Reuters o presidente da elétrica, Rui Chammas, ao destacar o aumento de 4,8% nos investimentos durante o período, para R$ 290,9 milhões.

Os aportes em reforços e melhorias dispararam 726,8% frente a 2020, somando R$ 58,7 milhões, em meio a planos da Cteep de aumentar os recursos direcionados a esses empreendimentos, modernizando sua rede e trocando equipamentos antigos.

A Light informou nesta sexta-feira que assembleia geral extraordinária aprovou o grupamento da totalidade das ações de emissão da elétrica à razão de cem para uma, segundo fato relevante.

Também foi aprovado o simultâneo desdobramento de cada ação grupada na proporção de uma para cem, diante da existência de um grande número de acionistas da companhia detentores de participações acionárias inferiores a cem, cuja maioria se encontra na condição de inativo.

Segundo a Light, essa condição gera significativo volume de serviços e custos operacionais para a companhia.

Simultaneamente, os valores mobiliários negociados no mercado americano (ADR) também serão grupados e desdobrados, disse a empresa.

As operações não resultarão em alteração do valor do capital social da Light, e os direitos conferidos pelas ações de emissão da companhia a seus titulares também não serão modificados.

A Irani Papel e Embalagem lucrou R$ 56,70 milhões no primeiro trimestre de 2021, um montante 215% acima do obtido em igual período do ano passado

A receita líquida subiu 50,7% no primeiro trimestre na comparação anual, a R$ 356,16 milhões. A alta ocorre em função da alta nos preços dos produtos nos segmentos embalagem de papelão ondulado e papel para embalagens, além do real desvalorizado, que favorece a exportação. Houve também o aumento do volume e de preços do segmento florestal RS e resinas.

O Ebitda ajustado subiu 92% no primeiro trimestre, a R$ 100,34 milhões.

A rede de laboratórios registrou um lucro líquido de R$ 118,6 milhões no primeiro trimestre de 2021, valor 102% superior ao do mesmo período do ano passado. O número também bateu a média das expectativas dos analistas segundo a Refinitiv, que apontava para um lucro de R$ 97,31 milhões no período.

Já o Ebitda do Fleury foi de R$ 285,5 milhões, um crescimento de 45,7% ante o primeiro trimestre de 2020 e maior que os R$ 251,77 milhões esperados pelos analistas.

A receita líquida, por sua vez, foi de R$ 893,8 milhões, número 25,2% acima do registrado nos primeiros três meses do ano passado e superior aos R$ 855,3 milhões que o mercado projetava.

O Morgan Stanley destacou que a recuperação das receitas continua, apoiada por mais procedimentos eletivos e exames de Covid, que representaram 10% da receita. Os negócios B2B tiveram desempenho forte, positivos em relação a Rede D’Or e Hermes Pardini, mas negativos em relação a Notre Dame e Hapvida.

A receita líquida subiu em linha com as estimativas, devido a uma recuperação de procedimentos eletivos e uma base comparativa menor, já que o desempenho de março de 2020 foi afetado por medidas de isolamento. As marcas do Rio de Janeiro foram um destaque.

O Ebitda ajustado ficou 7% acima da expectativa do Morgan Stanley e 13% acima do consenso do mercado. A margem Ebitda ajustada ficou 0,9 ponto percentual acima da expectativa do Morgan Stanley. Se ajustada em R$ 2,5 milhões por receitas não recorrentes, ficaria 0,7 ponto percentual acima.
O banco destaca que a plataforma Saúde ID gerou R$ 6 milhões em receitas adicionais, ganhando tração. De 1,1 milhão de clientes atendidos, 9,8% vieram por meio da plataforma no primeiro trimestre, duas vezes mais do que no quarto trimestre de 2020. Além disso, a telemedicina ganha espaço, com 40% dos clientes em cidades onde o Fleury não tem unidades físicas.

O banco prefere a Rede D’Or em uma aposta para a reabertura do mercado de saúde, destacando que a Covid tem levado a uma ocupação extremamente alta dos hospitais e, potencialmente, a receitas mais altas. O Morgan Stanley mantém avaliação underweight para o Fleury, com preço-alvo de R$ 28.

A Wiz fechou acordo para exclusividade na comercialização de produtos de seguros no balcão do Banco de Brasília (BRB) por 20 anos. O valor da transação não foi revelado.

A sessão desta sexta marca a estreia do banco digital Modalmais na B3. As units da companhia foram precificadas a R$ 20,01, em oferta que movimentou cerca de R$ 1 bilhão.

Fundada em 1995, o Modalmais é uma empresa que atua no setor financeiro com sede no Rio de Janeiro.

A B3 informou que, em reunião na quinta, o conselho de administração tomou decisões sobre mudanças e ampliação na diretoria estatutária da empresa. A vice-presidência de operações foi reformulada. Suas funções serão atribuídas a duas novas vice-presidências, que se reportarão ao presidente.

A atual Diretora de pós-negociação, Viviane Basso, assume a posição de vice-presidente de operações. Mario Palhares, atual diretor de produtos, assume a posição de vice-presidente de operações. A B3 afirma que as mudanças também se devem a “decisão pessoal” do atual vice-presidente de operações, clearing e depositária, Cícero Augusto Vieira Neto, de deixar a equipe de liderança da B3.

A mineradora Vale teve uma subsidiária, a CPBS (Companhia Portuária Baía de Sepetiba), multada em R$ 2,38 milhões pela prefeitura de Itaguaí, no Rio de Janeiro, após inspeção e vistoria da Secretaria Municipal do Ambiente e Sustentabilidade, informou a administração da cidade na quinta. A inspeção aconteceu no Terminal de Minério de Ferro e Granéis Sólidos localizado na Ilha da Madeira, em Itaguaí.

“Ao todo foram mais de dezessete irregularidades anotadas no relatório de vistoria que vão desde a ausência de uma central de resíduos, até a Licença de Operação que está vencida há cerca de nove anos”, afirmou a prefeitura em comunicado. Procurada, a Vale não respondeu de imediato a um pedido de comentários sobre a autuação.

Alliar (AALR3), Fleury (FLRY3), Instituto Hermes Pardini (PARD3)

A XP iniciou a cobertura do setor de laboratórios com recomendação neutra (expectativa de valorização dentro da média do mercado) para a Alliar. O preço-alvo é de R$ 10 por ação, frente a R$ 8,94 negociados na quinta. O preço-alvo para o Fleury é de R$ 29 por ação.  O do Instituto Hermes Pardini, é de R$ 21.

A XP avalia que “os laboratórios estão em uma posição difícil na cadeia de valor de saúde com poder de barganha limitado junto aos pagadores”, que são os planos de saúde. Segundo a XP, as operadoras enfrentam um cenário competitivo difícil, já que o total de beneficiários dos planos está estável desde 2016. Operadoras mais verticalizadas vêm oferecendo planos com preços mais baixos e as pressionam por preços menores.

Além disso, a XP ressalta que o número de laboratórios cresceu 70%, enquanto que o número de hospitais, por exemplo, caiu 12%. Isso pressiona seus preços e o valor das ações.

O Bradesco BBI comentou o anúncio pela Vamos de pagamento de R$ 71,6 milhões por 436 empilhadeiras da BYD, alugados para 26 clientes. Os contratos de aluguel valem por 36 meses. A Vamos vai pagar em dinheiro por 50% dessa aquisição no fechamento do negócio. Os outros 50% serão pagos em parcelas no decorrer de 12 meses.

O banco avalia o negócio como positivo para a Vamos, que expande dessa forma seu portfólio de produtos. Além disso, a medida está alinhada às metas de ESG (governança ambiental e corporativa) da Vamos (a fabricante é focada em veículos elétricos). O banco estima que os contratos podem render R$ 18,9 milhões em receitas, R$ 16,8 milhões em Ebitda e R$ 2,5 milhões em receitas líquidas por ano. O negócio pode adicionar R$ 0,30 em valor para o preço-alvo para a Vamos, diz o Bradesco. O banco mantém recomendação outperform (perspectiva de valorização acima da média do mercado), e preço-alvo para 2021 em R$ 40.

(com Reuters e Estadão Conteúdo)

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Vulcabras, Alpargatas e Grendene: o que os acordos recentes indicam sobre o setor de calçados na B3

Mizuno (Foto: Reuters)

SÃO PAULO – A Vulcabras (VULC3) anunciou ontem que licenciou por três anos a marca Azaleia para a Grendene (GRND3), movimento que vem dias depois da fabricante dos tênis Olympikus adquirir a Mizuno da Alpargatas (ALPA4) por R$ 32,5 milhões.

Com a combinação das duas operações, a Vulcabras agora foca em tênis esportivos e deixa de lado os negócios de calçados femininos. Para a equipe de análise da Levante Ideias de Investimentos, a troca é positiva, pois a Azaleia trazia um faturamento de R$ 100 milhões anuais para a Vulcabras, enquanto a Mizuno possui uma receita anual de R$ 450 milhões.

Para os analistas da Levante, com esses acordos, as três principais representantes do setor saem ganhando em termos de operação e de sinergia, agora sem a concorrência direta pelo mercado, com segmentações bem definidas. “A Alpargatas poderá focar seus esforços em sua expertise e na expansão internacional da marca Havaianas, seu principal ativo. A Grendene por sua vez, aumenta o foco em calçados voltados ao público feminino, complementando o portfólio de de marcas como Melissa, Ipanema e Grendha”.

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Já a Vulcabras passaria a ter melhor eficiência na operação com o foco em calçados esportivos. Os métodos de fabricação, uso comum de maquinários e insumos similares mostrariam sinergia perfeita entre Olympikus e Mizuno. Além de que a compra da marca permitiria à empresa atingir todas as faixas de renda no segmento, pois Mizuno é um tênis mais premium.

“Enxergamos um impacto levemente positivo no curto prazo para as ações da Vulcabras e Grendene com a operação”, avaliam os analistas da Levante.

Bruce Barbosa, analista da Nord Research, avalia que, a longo prazo, faz muito sentido para a Vulcabras incorporar a Mizuno. “Libera espaço na fábrica e ganha mais mercado em algo em que o know how deles é forte”, diz.

Barbosa conta que está otimista com as ações da Vulcabras após a operação, uma vez que apesar da forte queda registrada pelos papéis durante a pandemia, o futuro não parece assim tão ruim para a companhia.

“Com a compra da Mizuno ela ganha mais faturamento e expande a penetração, ao mesmo tempo em que se fortalece por conta do dólar mais alto, que reduz a competitividade dos calçados importados.”

O analista da Nord lembra que alguns tênis de concorrentes como a Nike já saíram dos R$ 500 para os R$ 700 nesses tempos de depreciação do real, o que aumenta a competitividade do Olympikus na faixa mais popular e do Mizuno no segmento de calçados ideais para corrida.

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“Nosso salário não subiu com o dólar, muito menos o [Produto Interno Bruto] PIB, então muitos consumidores de Nike devem procurar tênis mais baratos”, explica.

Para o futuro, o grande desafio da Vulcabras é conseguir superar o impacto da pandemia de coronavírus, que teve como consequência um desaquecimento no mercado de calçados, potencializado pela falta de foco no e-commerce da empresa.

O lado bom é que Barbosa lembra que dificilmente teremos outro 2020. “A economia vai melhorar em 2021, até porque o espaço para piorar é bem curto”, conclui.

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