Renner, Arezzo, Marisa, Track&Field, SBF e Grupo Mateus: quais varejistas animaram e quais decepcionaram no 2º tri

SÃO PAULO – Além de Americanas (AMER3) e Magazine Luiza (MGLU3), diversas outras varejistas divulgaram seus números referentes ao segundo trimestre, como Lojas Renner (LREN3), SBF (SBFG3), Marisa (AMAR3), Arezzo (ARZZ3), Track&Field (TFCO4) e a varejista de supermercados Grupo Mateus (GMAT3).

Na avaliação da XP, que cobre papéis de Arezzo, Grupo Mateus e Renner,  os destaques positivos ficaram para as duas primeiras companhias. O Credit Suisse, que tem cobertura para Arezzo, SBF (dona da Centauro) e Renner, destacou que as três companhias apresentaram bons números, mas segue preferência por SBF, Renner e depois Arezzo.

Para o Itaú BBA, os números da Arezzo e Renner foram mistos, enquanto SBF e Track&Field tiveram resultados considerados positivos. O Bradesco BBI, por sua vez, avaliou os resultados de Marisa, destacando que foram piores do que o esperado.

A sessão desta sexta-feira (13) é de queda para AMAR3, ARZZ3, GMAT3, enquanto SBFG3 também cai apesar das avaliações positivas sobre o resultado. A ação TFCO4 opera quase estável, enquanto LREN3 tem ganhos de mais de 1%.

Confira abaixo as análises dos balanços das varejistas:

Lojas Renner (LREN3)

A Lojas Renner registrou um resultado considerado bom pelos analistas, que enxergam um momento de expansão da empresa, e por conta disso, minimizaram os impactos vistos no lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda), lucro líquido e principalmente nas margens da companhia no segundo trimestre.

A varejista registrou lucro líquido de R$ 193,1 milhões entre abril e junho, queda de 76,4% em relação ao mesmo período do ano passado, quando somou R$ 818,1 milhões. Pressionado em parte por expansão nas despesas operacionais, o número veio abaixo dos R$ 131,7 milhões esperados por analistas consultados pela Refinitiv.

O Ebitda ajustado, por sua vez, incluindo produtos financeiros e arrendamentos, foi de R$ 330 milhões, queda de 35% em relação a um ano antes. Já a margem Ebitda ajustada ficou em 14,6%, 79,4 pontos percentuais abaixo da apresentada no segundo trimestre de 2020, de 94%.

A receita líquida de venda de mercadorias, por sua vez, disparou 318% em um ano, para R$ 2,26 bilhões, ao passo que as despesas operacionais (vendas, gerais e administrativas) somaram R$ 837,5 milhões, quase o dobro de um ano antes.

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Para a equipe do Bradesco BBI, o resultado da Renner foi “robusto”, apesar do Ebitda ter ficado abaixo do esperado. Segundo os analistas, a questão mais importante agora é o sinal que o progresso dos indicadores-chave de desempenho (KPIs) operacionais estão passando.

Nesse sentido, eles citam o crescimento das vendas mesma loja (SSS), penetração do comércio eletrônico, recuperação da margem bruta e impulso por trás das iniciativas em todo o negócio da companhia. “Isso deve começar a dar aos investidores uma confiança renovada na capacidade da Renner de continuar a dominar o mercado de roupas em um ambiente cada vez mais digital”,. avaliam.

Já a XP destacou que os resultados mostraram uma recuperação sequencial importante de faturamento com a volta à normalidade acontecendo e a companhia conseguiu apresentar uma melhora relevante de margem bruta.

Por outro lado, as despesas operacionais vieram acima das estimativas da casa, que já incorporavam um cenário mais conservador em relação ao nível de investimentos da construção do seu ecossistema de moda e lifestyle enquanto a companhia queimou R$ 424 milhões de caixa por conta de um aumento relevante em recebíveis.

Os analistas do Credit Suisse também destacaram o sólido desempenho de vendas da empresa, aliado à otimização dos estoques integrados e níveis de markdown muito mais saudáveis, levando a margem bruta a se aproximar dos níveis normalizados, ficando em 55%, resultado 1,4 ponto percentual abaixo do valor do 2º trimestre de 2019.

Já o Bank of America reforça o potencial futuro da Renner. Mantendo uma recomendação de compra, os analistas dizem que a companhia “é muito capaz de modificar sua plataforma existente para melhor integrar e alavancar competências essenciais de ponta a ponta em novos ativos, expandindo uma plataforma já instalada para operações centrais, bem como Ashua e Youcom”.

“Também percebemos forte disciplina e excelente capacidade de diferenciar equipes, tecnologia e ativos de alta qualidade, pois ela busca preencher lacunas e agregar competências por meio de aquisições”, complementam.

Na mesma linha, o BBI manteve sua recomendação outperform (equivalente a compra) apontando que o múltilpo P/E (Preço sobre Lucro) de 29 vezes da Renner pode enganar o investidor, dado que as margens estão reduzidas pelo ciclo de investimento da companhia.

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“Claramente, há riscos em torno dessa recuperação de margem, mas também achamos que focar em múltiplos de curto prazo negligencia muito do valor que esperamos que a Renner crie nos próximos anos”, concluem.

Track&Field (TFCO4)

A Track&Field teve lucro líquido de R$ 13,4 milhões no segundo trimestre de 2021, ante prejuízo líquido contábil de R$ 1,38 milhão em igual período de 2020.

O Ebitda ficou em R$ 20,1 milhões, com margem de 21,3%, mais de 19 vezes o resultado do mesmo trimestre ano anterior. O Ebitda ajustado totalizou R$ 17,8 milhões.

Para a equipe de análise do Itaú BBA, os resultados da Track & Field  foram fortes, como esperado. “A companhia divulgou vendas em mesmas lojas de 19% contra o segundo trimestre de 2019, principalmente devido à assertividade das suas coleções, assim como incremento da relevância das roupas de ‘athleisure’ [vestimentas confortáveis para o dia a dia e para a prática de esportes]”, analisa o banco.

Por outro lado, as vendas no canal digital foram vistas como o ponto negativo, ao caírem 29% na comparação com o mesmo período do ano passado. Mesmo assim, os analistas enxergam como bom o avanço da operação omnicanal, que atingiu 205 das 268 lojas.

As receitas de R$ 94 milhões, por sua vez, vieram 16% acima do que esperava o Itaú BBA, e a margem bruta cresceu em um ponto percentual na base anual, chegando a 59,6%.

“Dado o maior faturamento e diluição de despesas, a companhia registrou um Ebitda de R$ 18 milhões, com margem Ebitda de 18,9%”, conclui a equipe.

O Itaú tem recomendação outperform para as ações TFCO4, com preço-alvo de R$ 14,00, o que corresponde a uma desvalorização de 13,74% ante o patamar de fechamento desses papéis na quinta-feira (12).

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Segundo dados compilados pela Refinitiv, as ações preferenciais da Track & Field acumulam 3 recomendações de compra e uma neutra entre bancos, corretoras e casas de análise que acompanham a empresa. O preço-alvo médio para os papéis é de R$ 14,80, o que equivale a uma queda de 8,81% sobre o nível com que encerram o pregão do dia anterior.

Outra companhia que conseguiu entregar números sólidos no segundo trimestre foi a Arezzo, mostrando um bom desempenho de vendas, principalmente online, com margens brutas mais altas e menores despesas de SG&A (vendas, gerais e administrativas).

A companhia registrou lucro líquido atribuível aos sócios controladores de R$ 132,5 milhões entre abril e junho deste ano, revertendo o prejuízo de R$ 82,3 milhões registrado no mesmo período de 2020.

O Ebitda ajustado, por sua vez, foi de R$ 84 milhões, ante resultado negativo de R$ 72,1 milhões um ano atrás, com a margem ajustada crescendo 12 pontos percentuais, para 15,2%. A receita líquida saltou 258%, a R$ 553 milhões.

Para os analistas do Goldman Sachs, a Arezzo reportou um resultado sólido, que ficou em linha com o esperado. “O ímpeto do canal online e das vendas para clientes multimarcas continuou forte, e as vendas em lojas físicas aumentaram gradativamente ao longo do trimestre”, destacaram, reforçando a visão positiva que a administração da companhia deixou para o terceiro trimestre.

Já o Credit Suisse aponta que, apesar do sell-out (venda ao consumidor) estável em relação ao segundo trimestre de 2019 (pré-pandemia), as vendas orgânicas da Arezzo caíram 6,8% em relação ao mesmo período devido à sua maior exposição ao canal de franquia.

“Por outro lado, a boa notícia do ponto de vista de vendas é que as marcas adquiridas (Vans e Reserva, que representaram 36,7% das vendas no segundo trimestre de 2021) estão apresentando resultados robustos isoladamente”, destacaram os analistas citando a alta de 57% nas vendas da Reserva em relação ao segundo trimestre de 2019.

Na mesma linha, a XP ressaltou o Ebitda da companhia 9% acima das estimativas, apontando dois fatores para o balanço positivo. O primeiro foi o sólido desempenho de vendas, com vendas brutas 40,5% acima dos níveis de 2019, principalmente explicadas pela Reserva e Vans (com um crescimento orgânico estimado em alta de 7% e vendas ex-Reserva/Vans estagnadas vs 2019).

Além disso, os analistas apontam para a rentabilidade sólida, com expansão da margem bruta em função de vendas maiores da AR&Co, penetração do comércio eletrônico e menores promoções, e expansão da margem Ebitda com alavancagem operacional.

O JPMorgan se mostrou bastante otimista com o resultado, mantendo sua recomendação overweight (equivalente a compra) esperando uma reação positiva das ações por três motivos: 1) leituras iniciais nas vendas do 3T21 indicam um forte desempenho de sell-out vs. 19; 2) operações da Reserva crescendo em um ritmo forte; e 3) lucratividade que continua surpreendendo positivamente, apesar dos investimentos em novas iniciativas de crescimento.

Por outro lado, o Itaú BBA se mostrou mais cauteloso, classificando o balanço como “misto”. Para os analistas, a estratégia da Arezzo parece estar no caminho certo e os números financeiros são sólidos, principalmente considerando o Ebitda ajustado acima do esperado. “Dito isso, a receita excluindo aquisições (Vans e Reserva) ainda está 2% abaixo do 2T19, o que parece mais fraco do que os pares”, concluem os analistas.

Grupo SBF (SBFG3)

O Grupo SBF, controlador da Centauro, entregou um resultado considerado forte pelos analistas, ainda que eles tenham destacado números mais “mistos” que outros pares, principalmente do lado do e-commerce, que ficou abaixo do esperado.
A companhia registrou lucro líquido de R$ 24,078 milhões no segundo trimestre de 2021, revertendo o prejuízo de R$ 102,287 milhões registrado um ano antes.

Entre abril e junho, o Ebitda somou R$ 169,394 milhões, também revertendo o indicador negativo de R$ 46,759 milhões na comparação anual. A receita líquida, por sua vez, foi de R$ 1,122 bilhão no trimestre, alta anual de 369%.

Já a dívida líquida foi de R$ 473,995 milhões, enquanto a alavancagem medida por dívida líquida ajustada por Ebitda foi de 1,59x, ante caixa líquido de R$ 917,713 milhões e -2,19x no ano anterior.

A empresa apresentou um resultado financeiro negativo de R$ 44,6 milhões no segundo trimestre, devido ao aumento de despesas financeiras no trimestre devido ao maior endividamento da companhia, justificado pelas dívidas tomadas para aquisição da Fisia, braço utilizado para comercialização dos produtos Nike no Brasil, e para reforço de caixa devido à pandemia. O fluxo de caixa operacional foi negativo em R$ 224,3 milhões.

O Credit Suisse destacou números ligeiramente acima do esperado, com “bons sinais tanto em crescimento quanto em rentabilidade”. “As preocupações com markdown parecem estar no passado e a Fisia (48,5% das vendas totais) apareceu como uma surpresa interessante no 2º trimestre”, avaliaram os analistas destacando ainda que a SBF está conseguindo avançar de forma interessante na captura de sinergias.

Já o Bradesco BBI disse que o balanço mostrou uma forte recuperação após a segunda onda da Covid do início do ano. Segundo os analistas, a receita da Centauro foi 15% maior do que no segundo trimestre de 2019, embora tenha ficado em linha com o esperado, enquanto a Fisia “deu uma contribuição muito maior do que o esperado para a receita”.

O BBI viu três pontos positivos do resultado: 1) forte receita na Centauro, com vendas 15% acima de 2019 que, em um crescimento médio da área de vendas de 12%, implica num crescimento de SSS de cerca de 3%; 2) recuperação da margem bruta da Centauro para 50,5%, semelhante aos níveis pré-pandêmicos; e 3) desempenho muito forte da Fisia, menos de um ano desde a aquisição, tanto na receita quanto nas margens.

Por outro lado, os analistas destacaram um ponto que deixou o mercado um pouco decepcionado, que foi o e-commerce, com o GMV caindo 12% na comparação anual, embora tenha ficado 80% acima do segundo trimestre de 2019.
Na mesma linha, o Itaú BBA ressaltou a boa surpresa com os números da Fisia e as vendas da Centauro avançando 15% sobre 2019 e lojas físicas voltando aos níveis pré-pandemia. Com isso, os analistas enxergam a SBF mantendo a trajetória de recuperação, ganhando força em um cenário mais normalizado.

Grupo Mateus (GMAT3)

O Grupo Mateus teve lucro líquido ajustado de R$ 191 milhões no segundo trimestre de 2021, o que representa uma queda de 2,5% em relação ao mesmo período do ano passado.

Já o Ebitda somou R$ 248 milhões, indicando queda de 2,5% ante o segundo trimestre de 2020, ao passo que no critério ajustado alcançou R$ 255 milhões, uma leve alta de 0,5%. A margem Ebitda ajustada caiu 1,9 ponto porcentual, para 6,8%.

A receita líquida no período somou R$ 3,724 bilhões, 28,9% maior que a de um ano atrás.

Segundo a analista Flávia Meireles, do Bradesco BBI, os resultados do Grupo Mateus vieram acima das expectativas apesar do Ebitda ligeiramente abaixo do registrado no ano anterior.

“Vemos isso como um resultado robusto, apesar do crescimento das vendas em mesmas lojas ter sido de apenas 1,8% contra a base de comparação de 24% no segundo trimestre de 2020”, avalia. A analista destaca que o crescimento de vendas em mesmas lojas diminuiu 8 pontos percentuais sequencialmente na comparação com o primeiro trimestre deste ano, mas que a base de comparação foi 17 pontos percentuais mais difícil.

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“A expansão continua em ritmo acelerado, com 45 novas lojas adicionadas nos últimos 12 meses, incluindo 9 lojas Mix Atacarejo Cash & Carry. A administração observa que as novas lojas estão contribuindo com uma receita maior do que as lojas maduras no final do trimestre, o que acreditamos ressaltar a força das lojas Mateus e da execução, bem como a oportunidade significativa de crescimento que existe em uma região com menos competição, como em São Paulo e no Sudeste.”

Para o Bradesco BBI, a expansão agressiva de lojas, que ficou clara com a entrada da empresa no Ceará pela primeira vez, é o elemento chave no caso de investimento.

O banco tem recomendação de compra para as ações ordinárias GMAT3, com preço-alvo de R$ 11,00 para 2022, o que corresponde a uma valorização de 49,25% sobre o nível de fechamento dos papéis na quinta-feira (12).

Já a equipe de análise do Itaú BBA apontou que a varejista continuou a reportar fortes tendências de crescimento das vendas, com a expansão do faturamento atingindo 29% na comparação com o segundo trimestre de 2020.

Por outro lado, os analistas consideram que a rentabilidade foi um grande destaque negativo. “Estávamos esperando pressões, como comparações difíceis somadas aos efeitos da inflação de alimentos e a mudança do mix de receita em direção ao Cash & Carry. Dito isso, o tamanho dessas tendências impressionou negativamente, com uma enorme queda de 90 pontos-base na margem na comparação anual, ante expectativa de declínio de 30 pontos-base”, escrevem.

A equipe do Itaú explica, contudo, que a companhia teria decidido não reajustar preços no trimestre passado apesar das pressões inflacionárias, e focando no crescimento de primeira linha.

Mesmo com os problemas, o Itaú BBA tem recomendação outperform para as ações do Grupo Mateus, também com preço-alvo de R$ 11,00.

A XP, por sua vez, destacou que os resultados do Grupo Mateus vieram acima das estimativas, impulsionados pela abertura de 45 novas lojas nos últimos 12 meses. De acordo com analistas da corretora, apesar da pressão na margem bruta, o grupo de supermercados conseguiu expandir a margem Ebitda em 0,2 pontos percentuais na base anual através de alavancagem operacional e controle de despesas. Isso mesmo com maiores despesas com a transferência da operação do Centro de Distribuição de Belém do Pará para Santa Isabel

“Esperamos uma continuidade de resultados sólidos por parte do Grupo Mateus, impulsionadas principalmente pela forte expansão de lojas que apresentou uma performance de vendas acima da média de lojas maduras pelo segundo trimestre consecutivo. Nesse sentido, acreditamos que a contratação do time de expansão de mercado citada pela companhia no relatório de resultados deve acelerar ainda mais o plano de expansão da companhia e de forma mais assertiva, mantendo a estratégia de adensamento de novas rotas que a companhia pratica”, conclui a XP.

A corretora também tem recomendação de compra com preço-alvo de R$ 11,00 para GMAT3.

O Grupo Mateus acumula 5 recomendações de compra e 1 de venda, segundo informações compiladas pela Refinitiv. O preço-alvo médio para as GMAT3 é de R$ 12,11, o que significa uma alta de 64,31% ante o fechamento do dia 12.

A Marisa teve um prejuízo líquido de R$ 59,5 milhões no segundo trimestre de 2021, o que representa uma melhora ante as perdas de R$ 171,7 milhões no mesmo período do ano passado, mas não uma reversão total.

O Ebitda ajustado totalizou R$ 40,5 milhões, revertendo o Ebitda negativo de R$ 66,8 milhões no segundo trimestre de 2020.

A receita líquida da companhia, por sua vez, somou R$ 662,7 milhões, valor 230,8% superior na base anual de comparação.

A Marisa reportou resultados abaixo das estimativas do BBI, uma vez que a empresa foi fortemente afetada pelo fechamento de lojas durante a segunda onda de Covid. As vendas nas mesmas lojas no trimestre ainda registram queda de 6,1% versus 2019.

Já do lado positivo, as vendas digitais da Marisa aumentaram 14% em relação ao ano anterior, contra uma base de comparação difícil.

A margem bruta ficou estável em relação a 2019, em meio à redução de estoque. “Embora a empresa tenha conseguido preservar sua margem bruta, o Ebitda de varejo decepcionou, apesar das iniciativas contínuas da empresa de controle de despesas operacionais. Além disso, os serviços financeiros foram um entrave aos resultados, ao contrário das nossas expectativas”.

Para o BBI, este foi mais um trimestre difícil para a Marisa, com alguns pontos altos (Dia das Mães) e baixos (desaceleração em junho nas vendas e aumento nos descontos). A meta de voltar a uma margem bruta de cerca de 50% permanece indefinida e os analistas ressaltam preocupação com a falta de expansão, mesmo após a redução dos estoques e comentários da administração de que remarcações excessivas de preços foram reduzidas.

“Vimos pressão na margem bruta entre outros varejistas de moda, principalmente como resultado do câmbio e da inflação de preços de matérias-primas e isso provavelmente também está impactando a Marisa, mas esperávamos ver mais progresso dada uma base de comparação baixa. Isso, juntamente com a receita um pouco mais fraca, foi o impulsionador da queda no Ebitda do varejo quando comparado com nossas estimativas”, apontam.

No geral, os analistas apontam que os resultados não são consistentes com a recomendação atual outperform (desempenho acima da média do mercado) e com o preço-alvo de R$ 11 que eles têm para a ação, mas esperam mais sinais da administração da companhia sobre o segundo semestre antes de revisarem projeções.

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Prejuízo de R$ 138 milhões da C&A, lucro de R$ 961 milhões da CPFL e mais 12 resultados

(Shutterstock)

SÃO PAULO – Depois de uma sessão de alta da Bolsa, esta quinta-feira (13) foi agitada por uma bateria de mais de 30 resultados divulgados após o fechamento da B3. Fora os números de Petrobras (PETR3; PETR4), Magazine Luiza (MGLU3), Lojas Renner (LREN3), Cyrela (CYRE3) e CCR (CCRO3) ainda saíram diversos balanços de empresas cujas ações fazem parte do Ibovespa, o principal benchmark do mercado brasileiro.

Confira os principais resultados desta quinta:

No setor de educação, a Anima registrou um lucro líquido de R$ 56,3 milhões no primeiro trimestre de 2021, o que representa um crescimento de 28,5% em relação ao mesmo período do ano passado. O Lucro Antes de Juros, Impostos, Depreciações e Amortizações (Ebitda, na sigla em inglês) da empresa totalizou R$ 146,5 milhões, em uma expansão de 23,9% na mesma base de comparação. Já a receita líquida atingiu R$ 416 milhões, em incremento de 22,8%.

BR Malls (BRML3)

O lucro da administradora de shopping centers BR Malls foi de R$ 76,02 milhões no primeiro trimestre de 2021, em uma contração de 41,5% ante o mesmo período do ano anterior. Ao mesmo tempo, o Ebitda da empresa chegou a R$ 171,12 milhões, o que representa uma queda de 17,2% na comparação anual. A receita líquida de R$ 241,1 milhões foi uma baixa de 18,5% nessa mesma base.

C&A Modas (CEAB3)

Rede de lojas varejista de vestuário, a C&A teve um prejuízo líquido de R$ 138,5 milhões no primeiro trimestre de 2021, perda que foi três vezes maior que o prejuízo de R$ 55,4 milhões registrado nos primeiros três meses de 2020. O Ebitda ajustado da companhia foi negativo em R$ 133,8 milhões, depois da empresa ter reportado um Ebitda positivo de R$ 4,2 milhões no mesmo período do ano passado. A receita líquida da C&A totalizou R$ 776,1 milhões, o que representa uma queda de 20,6% na comparação anual.

A companhia de energia elétrica CPFL teve lucro líquido de R$ 961 milhões no primeiro trimestre de 2021, número 6,3% maior que o registrado no mesmo período do ano passado. Já o Ebitda da companhia foi de R$ 1,966 bilhão, valor 15,9% superior ao do primeiro trimestre de 2020. A receita líquida, por sua vez, totalizou R$ 8,288 bilhões, em uma expansão de 13,8% na comparação anual.

Ecorodovias (ECOR3)

Concessionária de rodovias, a Ecorodovias teve um lucro líquido de 88 milhões no primeiro trimestre de 2021, valor 11,9% menor que o do mesmo período do ano passado. O Ebitda da empresa somou R$ 575,4 milhões, em crescimento de 8,5% ante o primeiro trimestre de 2020. A receita líquida, por sua vez, atingiu R$ 836,3 milhões, o que corresponde a um avanço de 8,9% na base anual.

A construtora/incorporadora Eztec reportou um lucro líquido de R$ 72,9 milhões, o que representa uma queda de 6% em comparação com os números do primeiro trimestre de 2020. O Ebitda somou R$ 38,9 milhões, em uma retração de 28% sobre o mesmo período do ano passado. Por fim, a receita líquida atingiu R$ 194,97 milhões, um resultado que corresponde a uma queda de 22% na base anual de comparação.

Na construção/incorporação, a Even teve lucro líquido de R$ 83,6 milhões, Ebitda de R$ 111,46 milhões e receita líquida de R$ 683,38 milhões, em crescimentos de 130%, 87,5% e 68% respectivamente na comparação com o primeiro trimestre de 2020.

Grupo Mateus (GMAT3)

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A rede varejista Grupo Mateus reportou um lucro líquido de R$ 157 milhões no primeiro trimestre deste ano, em um crescimento de 53,9% em relação ao mesmo período do ano passado. O Ebitda foi de R$ 220 milhões, em avanço de 41,6% e a receita líquida somou R$ 3,362 bilhões, o que representa uma expansão de 39,6% sobre os primeiros três meses de 2020.

Mais uma construtora e incorporadora, a Lavvi teve um lucro líquido de R$ 17,05 milhões, o que equivale a um crescimento de 89% ante o mesmo período do ano passado. A receita líquida da empresa totalizou R$ 90,43 milhões, em expansão de 113% na base anual de comparação.

No setor de distribuição de energia elétrica, a Light registrou prejuízo líquido de R$ 40,83 milhões, nos primeiros três meses deste ano depois de ter lucrado R$ 166,7 milhões no primeiro trimestre de 2020. O Ebitda da empresa foi de R$ 419,8 milhões, em uma retração de 9,9% na base anual. A receita líquida bateu R$ 3,51 bilhões, crescendo 21,2% na comparação anual.

Especializada em implementos rodoviários, a Randon somou lucro líquido de R$ 134,1 milhões, o que corresponde a um crescimento de 4378,3% sobre o mesmo período do ano passado. O Ebitda ajustado foi de R$ 334,07 milhões, em alta de 122,7% na comparação anual e a receita líquida bateu R$ 1,913 bilhão, o que representa um aumento de 63,8% na mesma base de comparação.

Atuando no ramo de logística, a Rumo teve um lucro de R$ 175 milhões no primeiro trimestre de 2021, revertendo um prejuízo de R$ 274 milhões no mesmo período do ano passado. O Ebitda da empresa totalizou R$ 832 milhões, um crescimento de 44,2% na comparação anual. Já a receita líquida da companhia somou R$ 1,746 bilhão, o que representa um incremento de 22,6% ante os primeiros três meses de 2020.

A Sanepar teve um lucro líquido de R$ 246,5 milhões no primeiro trimestre de 2021, valor que representa uma queda de 3,7% em relação ao mesmo período do ano passado. O Ebitda somou R$ 522,7 milhões, em crescimento de 0,3% na base anual de comparação. A receita líquida totalizou R$ 1,226 bilhão, o que corresponde a uma queda de 1,6% ano a ano.

A incorporadora Tecnisa teve prejuízo líquido de R$ 26 milhões no primeiro trimestre de 2021, uma melhora de 55% em relação ao prejuízo líquido de R$ 58 milhões no primeiro trimestre de 2020. O Ebitda foi negativo em R$ 10,56 milhões, ante R$ 50,58 milhões de perda no mesmo período do ano passado. A Receita Líquida totalizou R$ 33 milhões no período, em redução de 26% em relação aos primeiros três meses de 2020.

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Estratégia de War: como o Grupo Mateus garante o crescimento

grupo mateus

Uma das maiores estrelas da temporada de IPOs do ano passado, o Grupo Mateus (GMAT3), apesar de regional, é uma das cinco maiores redes de supermercado do Brasil e uma das estrelas do chamado atacarejo. 

No Coffee & Stocks desta quinta-feira conversamos com Danniela Eiger, analista de varejo da XP Investimentos que gosta tanto do setor que costumava trocar os happy hours de sexta-feira por passeios no supermercado, explicou por que recomenda compra do papel.

O que é o Grupo Mateus

Concentrado nos Estados de Maranhão, Piauí e Pará, o Grupo Mateus tem um portfólio de lojas muito diferentes que vai de supermercados de bairro ao atacado puro, passando pelo hipermercado e pelo atacarejo (atacado + varejo). Atacarejo são lojas que fazem tanto vendas de produtos em grande quantidade, visando a atender pequenos comércios e empreendedores individuais, quanto vendas unitárias ou em quantidades familiares.

War

Uma das grandes qualidades do grupo é seu processo de expansão. É como se fosse uma estratégia de War (aquele jogo de tabuleiro cujo objetivo é conquistar territórios usando bem seus exércitos). Primeiro eles mandam representantes comerciais para negociar vendas no atacado e avaliam o mercado e sua demanda. A partir daí, definem qual loja levar.

A partir daí, acontece o que chamamos de adensamento de rota ou diluição de despesas, ou seja, com a uma loja aberta e posteriormente maturada, a mesma distribuição de mercadorias é capaz de gerar mais receitas.

Para ouvir os outros dois pilares que sustentam a tese de investimentos da Danniela Eiger no Grupo Mateus, é só clicar no play acima.

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Repercussões de balanços de JBS, Locaweb, Grupo Mateus; Credit e Morgan recomendam compra para CSN Mineração e estatais em destaque

(Reprodução: Instagram)

SÃO PAULO – O noticiário corporativo é movimentado nesta quinta-feira, com destaque para a indicação do novo CEO da Eletrobras, saída de diretores da Petrobras e conclusão da venda de refinaria, incorporação da Smiles pela Gol, além da temporada de resultados. Em destaque na agenda de balanços, está JBS, Locaweb, Panvel, Grupo Mateus, entre outras. Já entre as recomendações, CSN e CSN Mineração tiveram indicações positivas do Morgan Stanley e do Credit Suisse.  Confira no que ficar de olho:

A Eletrobras informou que o seu conselho de administração decidiu, por maioria, recomendar o nome de Rodrigo Limp para ocupar uma vaga no colegiado, “visando o exercício futuro do cargo de Presidente da Companhia”. Ele substituirá Wilson Ferreira Júnior, que anunciou a sua saída do cargo no dia 24 de janeiro e se manteve como CEO até março.

Após a escolha de Limp, Mauro Gentile Rodrigues Cunha, coordenador do Comitê de Auditoria e Risco Estatutário e membro do conselho de administração da Eletrobras pediu demissão. Cunha deixa o cargo por não concordar com a escolha de Limp pelo acionista controlador da estatal.

Na visão do Bradesco BBI, enquanto alguns consideraram a nomeação do Sr. Limp como negativa para a governança corporativa da estatal (pela nomeação do governo ao invés de uma escolha de mercado pelo conselho), os analistas do banco afirmaram que “não poderiam estar mais satisfeitos”.

“Em nossa opinião, o governo está enviando uma nova mensagem de que está totalmente focado na privatização de
Eletrobras (nomear Diogo Mac Cord como Secretário de Privatização em 2020 foi outro sinal claro, seguido pelo
Medida Provisória para privatizar a Eletrobras emitida em fevereiro de 2021). Conhecemos e interagimos com Limp há vários anos, durante sua gestão na ANEEL e como Secretário de Energia, e nossa opinião é que ele é guiado por uma visão técnica profunda combinada com sabedoria política”, afirmam os analistas.

O Credit Suisse também aponta a escolha de Limp como positiva. “Limp é advogado, conhece bem o setor e está envolvido nas discussões de privatização (apoiando-a), pois atualmente é Secretário de Energia Elétrica (MME) e já foi diretor da Aneel”. Veja mais clicando aqui.

A Petrobras informou ontem que quatro membros de sua diretoria executiva comunicaram ao Conselho de Administração que não têm interesse de renovar seus mandatos. São eles Andrea Almeida (Financeira e de Relacionamento com Investidores), André Chiarini (Comercialização e Logística), Carlos Alberto Pereira de Oliveira (Exploração e Produção) e Rudimar Lorenzatto (Desenvolvimento da Produção).

Os executivos em questão, segundo comunicado ao mercado divulgado pela estatal, disseram que não se trata de “ato de renúncia” e que estão comprometidos a cumprir com todos os seus deveres e obrigações até a posse de seus respectivos sucessores, o que deve acontecer após a Assembleia Geral Extraordinária (AGE), marcada para 12 de abril.

Ainda no radar da estatal, o seu conselho de administração aprovou nesta quarta-feira a venda da Refinaria Landulpho Alves (Rlam) e seus ativos logísticos associados, na Bahia, para a Mubadala Capital, por US$ 1,65 bilhão, informou a companhia em fato relevante ao mercado.

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O Credit Suisse comentou as notícias sobre a venda da RLAM pela Petrobras e a saída de executivos do conselho. Na avaliação do banco, a saída dos executivos eleva o risco de ruptura com os planos estratégicos da empresa, incluindo mudanças potenciais em sua política de dividendos, precificação de combustíveis e vendas de ativos. O banco diz que espera que essas incertezas continuem a pesar contra os ativos da Petrobras.

A venda feita pela Petrobras é encarada, no entanto, como um passo positivo no processo de desinvestimento da empresa. O banco mantém avaliação de underperform (expectativa de valorização abaixo da média do mercado), e preço-alvo de US$ 8, frente a US$ 8,01 de fechamento na quarta pelas ADRs da empresa na Bolsa de Nova York.

O Bradesco BBI comentou as falas à Reuters do general Silva e Luna, futuro presidente da Petrobras, a respeito do que pretende para sua administração, destacando que ele prometeu uma gestão democrática e transparente, e que não irá se curvar a potencial pressão política em sua administração.

Ele prometeu que as nomeações de gestores serão baseadas em critérios puramente técnicos. Luna também afirmou que espera que o governo encontre uma forma de reduzir o preço do combustível, sem fazer com que a Petrobras pague a conta.

Ainda em destaque, está a ideia de criar um fundo para compensar por oscilações. Mas não há, no momento, nada concreto neste sentido. O Bradesco BBI avalia que a ideia do fundo é positiva, mas sua aplicação precisaria ocorrer antes da eleição presidencial de 2022, o que poderia trazer volatilidade.

A recomendação segue underperform (expectativa de valorização abaixo da média do mercado) para a empresa, com preço-alvo de R$ 24, frente aos R$ 22,82 negociados pelos papéis PETR4 na quarta (24).

Os acionistas da Smiles aprovaram na noite de quarta reorganização societária que, após implementada, resultará na migração da base acionária da empresa de fidelidade para a aérea Gol sua controladora.

Os termos de troca equivalem a R$ 27 por ação da empresa de redes de fidelidade, com duas opções para os acionistas da companhia. A primeira é formada por uma parcela em dinheiro no valor de R$ 9,14 por ação e 0,6601 ação preferencial da Gol. A segunda envolve R$ 22,54 em dinheiro e 0,1650 ação preferencial da companhia aérea.

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De acordo com o Goldman Sachs, a reorganização da migração da base acionária da Smiles para a Gol pode simplificar a governança corporativa e fornecer sinergias para as operações e flexibilidade no desenvolvimento e oferta de produtos. Veja mais clicando aqui.

Representantes da sociedade civil pediram à Vale que paralise temporariamente suas operações de minério de ferro em Parauapebas, município paraense onde está a principal unidade da mineradora, como forma de frear o contágio do coronavírus na região. “Estamos com tudo lotado no sistema de saúde, mas conseguindo circular pacientes… não queria fazer o lockdown, mas não teve jeito”, disse à agência internacional de notícias Reuters Darci Lermen, prefeito do município.

Ainda no radar da companhia, atenção para o desempenho do minério de ferro. Os futuros de referência do minério de ferro na China subiram pela terceira sessão consecutiva nesta quinta-feira, com os preços spot no país estabilizando após uma recente liquidação devido a melhorias na demanda e alívio em preocupações sobre restrições à produção siderúrgica.

Participantes do mercado também miravam notícias que poderiam alimentar preocupações quanto a um aperto na oferta global do material usado na fabricação do aço, como inundações na Austrália e o bloqueio do Canal de Suez, disseram analistas.

O minério de ferro na bolsa chinesa de commodities de Dalian DCIOcv1 encerrou o pregão diurno com alta de 2,7%, a 1.067,50 iuanes (US$ 163,36) por tonelada. Na bolsa de Cingapura, por outro lado, o minério de ferro operava estável, a US$ 155,70 por tonelada. Os preços spot ficaram praticamente estáveis na quarta-feira, depois de uma liquidação na terça-feira impulsionada por temores de restrições à produção de aço na China devido a medidas de combate a poluição.

A JBS encerrou o quarto trimestre com um lucro líquido de R$ 4,02 bilhões, o que representa uma alta de 65% ante os R$ 2,44 bilhões apresentados um ano antes. No acumulado de 2020, por sua vez, a companhia teve lucro de R$ 4,60 bilhões, um resultado 24,2% pior que os R$ 6,07 bilhões de 2019.

O desempenho da companhia foi impulsionado pelas exportações para a China, consumo firme tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos e também com a variação cambial. Entre outubro e dezembro, o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado da empresa de proteínas subiu 24,1% quando comparado com o mesmo período de 2019, atingindo R$ 7,03 bilhões.

De acordo com o Credit Suisse, os resultados apresentados foram, mais uma vez, sólidos, impulsionados principalmente pelas operações nos Estados Unidos, com fortes margens de carne bovina e suína (9,0% e 10,2%, respectivamente), enquanto as margens de PPC ficaram abaixo do potencial total de 6,6%. Seara e JBS Brasil (bovinos) apresentaram queda sequencial de margens em função do aumento de custos, mas ainda positiva para a primeira (margem de 14,1%) e em patamar menos atraente para a segunda (margem de 5,1%) . Além disso, a JBS propôs o pagamento de dividendos de R$ 2,5 bilhões para o ano de 2020.

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A Locaweb reportou lucro líquido de R$ 9 milhões no quarto trimestre, alta de 29% ante igual período do ano anterior. No ano, a companhia teve lucro de R$ 19,7 milhões, alta de 9,2%.

A receita líquida teve alta de 33,3%, para R$ 140 milhões, no quarto trimestre. No ano passado como um todo, a receita totalizou R$ 488 milhões, alta de 26,6%. Em e-commerce, a receita líquida teve alta de 108,2%, de R$ 22,3 milhões no quarto trimestre de 2019 para R$ 46,5 milhões.

“O quarto trimestre de 2020 foi marcado, novamente, por um consistente resultado em todas as nossas linhas de negócio (com destaque para o importante crescimento na operação de Commerce) e por um robusto movimento em M&A.” afirma Fernando Cirne, CEO da Locaweb.

“A Locaweb reportou resultados sólidos referentes ao quarto trimestre de 2020, em linha com as nossas estimativas, que já eram fortes. O forte desempenho da receita líquida foi impulsionado pelo crescimento tanto no segmento de Be Online / Saas quanto no Commerce, com destaque para a aceleração de 237% de alta na base anual e com adição de novas lojas no segmento de Commerce, contribuindo para a maior participação do segmento na receita total (de 21,2% no quarto trimestre de 2019 para 33,2% no mesmo período de 2020)”, aponta a XP Investimentos.

Hermes Pardini (PARD3)

A Hermes Pardini teve queda de 1,9% do lucro no quarto trimestre de 2020 ante igual período de 2019, a R$ 43 milhões. A receita líquida de prestação de serviços totalizou R$ 480 milhões ante R$ 358 milhões em igual período de 2019, alta de 34%.

Já o Ebitda foi de R$ 103,7 milhões, alta de 21,3%. A margem Ebitda foi a 21,6%, ante 26% no quarto trimestre de 2019.

Segundo o Morgan Stanley, a companhia apresentou bons números, com o crescimento da receita impulsionado por procedimentos eletivos, exames de imagem e COVID-19. As receitas e o EBITDA superaram as estimativas, mas as margens decepcionaram, relacionado mais a uma base de comparável difícil, apontam os analistas.

O banco avaliar que a empresa deve continuar a crescer rápido, como forma de capturar a oportunidade de receita com exames de Covid nesse período de ressurgência de Covid no país, que será mais duradouro do que o esperado. Entre laboratórios do Brasil, o banco diz preferir os papéis da Pardini “durante a recuperação do segundo semestre”.
O banco mantém avaliação de equalweight (perspectiva de valorização dentro da média do mercado) para a Pardini, com preço-alvo de R$ 26,5, frente aos R$ 20, 36 de fechamento na véspera.

Grupo Mateus (GMAT3)

O Grupo Mateus, empresa de varejo que atua majoritariamente no Norte e Nordeste do País, reportou lucro líquido de R$ 241 milhões no quarto trimestre de 2020, crescimento de 142,7% sobre igual período do o ano anterior. Em 2020, o lucro líquido ajustado da empresa somou R$ 776 milhões, alta de 112,2% frente ao ano anterior.

O Ebitda ajustado no período foi de R$ 289 milhões, alta de 767% sobre o mesmo período em 2019. No acumulado do ano, o Ebitda ajustado totalizou R$ 1,004 bilhão, indicando expansão de 76,8% em relação a 2019.

Entre os destaques do ano, o Grupo Mateus cita em seu informe de resultados a forte geração de caixa operacional, de R$ 944 milhões (alta 51%), o número recorde de inaugurações (39), sendo 23 lojas em 13 novas cidades e uma expansão de 179% nos investimentos em novas lojas e infraestrutura.

Entre outubro e dezembro, a receita líquida da companhia somou R$ 3,635 bilhões, alta de 52,2% ante igual período do ano anterior. Em 2020, a receita líquida cresceu 42,4%, totalizando R$ 12,397 bilhões.

A receita bruta no segmento varejo foi de R$ 1,183 bilhão no último trimestre do ano passado, 44,9% acima do visto um ano antes. No atacarejo, a receita bruta foi de R$ 2,076 bilhões, 77,5% maior que a vista no quarto trimestre de 2019. No segmento Eletro, a receita bruta foi de R$ 269 milhões, crescimento de 59,9%.

As receitas financeiras totalizaram R$ 29,5 milhões no quarto trimestre, um aumento de 110,9% em relação ao mesmo período de 2019. O resultado financeiro líquido do trimestre totalizou R$ 15 milhões negativos, uma redução de 44,1% ante 2019 e representando 0,4% da receita, contra 1,1% no mesmo período do ano anterior.

No trimestre, os investimentos cresceram 132% e totalizaram R$ 222 milhões. Ao final de dezembro, o grupo registrava um caixa líquido de R$ 1,534 bilhão, ante uma dívida líquida de R$ 487 milhões reportada no final de 2019. A melhora, segundo a empresa, pode ser atribuída a entrada de recursos do IPO, realizado em outubro passado, e a amortização de R$ 700 milhões de empréstimos, leasings e Finames junto aos bancos.

“O Grupo Mateus reportou resultados sólidos referentes ao quarto trimestre de 202, levemente acima da nossa estimativa de receita, em linha com Ebitda e 14,5% acima do nosso lucro. Os principais destaques do resultado foram: i) manutenção de sólido crescimento de vendas mesmas lojas, mesmo com a redução do auxílio; e ii) forte performance de novas lojas em cidades que ainda não eram exploradas pelo Mateus, já apresentando performance acima das lojas maduras”, avalia a XP Investimentos.

O Grupo Dimed, da rede de farmácias Panvel, registrou lucro líquido de R$ 24,5 milhões no quarto trimestre de 2020, alta de 1,2% em relação ao mesmo período do ano anterior. Entretanto, no acumulado do ano, o lucro foi de R$ 64 milhões, redução de 22% ante 2019.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da companhia somou R$ 30,4 milhões no trimestre, queda de 8,2% na comparação com o mesmo intervalo de 2019. Em 2020, a empresa apresentou redução de 21% no indicador, totalizando R$ 112,1 milhões.

A receita líquida somou R$ 803,535 milhões no trimestre, crescimento de 7,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. No ano, a receita teve alta de 3,5%, totalizando R$ 2,819 bilhões.

Em 2020 foram inauguradas 44 novas lojas, sendo 21 entre os meses de outubro a dezembro. A companhia encerrou o ano com 473 filiais nos três Estados da região Sul e em São Paulo. Segundo a empresa, o plano de expansão terá continuidade com a previsão de abertura de 65 lojas em 2021. “Essa expansão mostra que temos capacidade de abrir lojas. O desafio de 65 lojas para este ano não nos assusta, pois temos capacidade instalada para fazer essa expansão”, afirma Julio Mottin Neto, diretor presidente do Grupo Dimed.

A participação digital no varejo da Panvel passou de 10,2% no quarto trimestre de 2019 para 15,9% no último trimestre do ano passado. A empresa realizou média de 278 mil entregas por mês no período.

“Foi um ano em que nos reinventamos como um player importante do mercado de saúde, com vacinação para a gripe, que se destacou em março, com as parcerias desenvolvidas ao longo do ano, como venda de planos de saúde e de exames em nosso site, assim como os testes de covid-19, que viraram a estrela no final do ano passado, e continuam com tendência muito grande neste ano”, afirma Mottin Neto.

Equatorial (EQTL3

A Equatorial teve lucro líquido de R$ 1,4 bilhão no quarto trimestre de 2020, alta de 6,8% na comparação com igual período de 2019.

O Credit Suisse apontou que os resultados ajustados são melhores do que o esperado, com boa performance de volumes, ajustamento da avaliação de crédito mais alto e gastos menores com pessoal, material, serviços de terceiros e outras despesas, devido à reversão de recursos destinados à inadimplência.

A taxa de perdas continua melhorando nas unidades de Alagoas e Piauí. Os dados foram impulsionados por eventos não recorrentes. O banco destaca que a empresa anunciou R$ 707,1 milhões em dividendos, um rendimento de 3,4%.
O Credit Suisse mantém avaliação de outperform, e preço-alvo de R$ 25,20 para a Equatorial, frente a R$ 21,02 de fechamento na quarta.

Após realizar reuniões com executivos da Boa Vista, o Morgan Stanley reiterou sua avaliação de overweight. O banco diz que a Boa Vista deve entregar um rápido crescimento devido a mudanças regulatórias, ciclo do mercado e modelo de negócios atrativo, com altas barreiras de entrada. O Morgan Stanley diz esperar maior faturamento devido a volumes mais altos, melhores preços e desenvolvimento de novos produtos.
O banco diz que a empresa está descontada, em relação a outros atores globais, e diz esperar que ela cresça em ritmo superior em 12 meses. O Morgan Stanley mantém avaliação de overweight, e preço-alvo de R$ 18 para a Boa Vista.

CSN CSNA3 e CSN Mineração CMIN3

O Morgan Stanley iniciou a cobertura para as ações da CSN Mineração com recomendação overweight (exposição acima da média do mercado e preço alvo de R$ 13,90, além de ter retomado a cobertura para a ação da CSN também com recomendação overweight e preço-alvo de R$ 56.

O Credit Suisse também iniciou cobertura para CSN Mineração, com recomendação outperform (desempenho acima da média do mercado) e preço-alvo de R$ 11,50, ou alta de 38%.

Os analistas apontam que a empresa se tornou a segunda maior exportadora de minério do Brasil com uma capacidade de 33 milhões de toneladas por ano (Mtpa), sendo 40 milhões incluindo compras de terceiros e tem um pipeline que pode adicionar até 108 Mtpa em 2023.

Eles também elevaram o preço-alvo da controlada CSN de R$ 53 para R$ 58,50, mantendo outperform, de forma a incorpora os resultados do quarto trimestre, alta de 10% nos preços dos aços planos em abril e as novas estimativas para a CSN Mineração.

Eletromídia (ELMD3)

Já o Bradesco BBI iniciou cobertura com recomendação outperform e preço-alvo de R$ 24 (potencial de valorização de 61%), destacando que a companhia está bem posicionada no setor, como líder em um  mercado ainda pouco penetrado e fragmentado e tem como principais catalisadores novos contratos, fusões e aquisições.

O banco prevê uma taxa de crescimento anual composta de 25% para o período entre 2020 e 2023, superior àquela de seus pares.

A Sinqia anunciou a compra de 100% do capital da Simply, por R$ 56 milhões, e de 60% do capital da FEPWeb, por R$ 38,4 milhões, com aquisições totalizando R$ 94,4 milhões.

(com Reuters e Estadão Conteúdo)

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Ação da PetroRio salta 30% após compra no pré-sal; Aura e Grupo Mateus avançam com recomendações e Gol sobe 5%

SÃO PAULO – Em uma sessão relativamente morna para o Ibovespa, quem ganhou destaque no índice foi a PetroRio (PRIO3, R$ 46,00, +29,94%), que viu suas ações subindo quase 30% após assinar contrato com a BP Energy do Brasil para a aquisição das participações de 35,7% no Bloco BM-C-30 no Campo de Wahoo e de 60% no Bloco BM-C-32 no Campo de Itaipu, no pré-sal, por US$ 100 milhões.

A companhia aérea Gol (GOLL4, R$ 23,02, +4,92%) viu suas ações subirem cerca de 5%. A companhia afirmou que ampliou sua oferta de voos para 372 voos diários em novembro, frente 363 em outubro. O patamar ainda responde por apenas 50% da oferta de voos diários no mesmo mês de 2019.

Fora do índice, os BDRs da Aura (AURA33, R$ 53,40, +6,50%) e as ações do grupo Mateus (GMAT3, R$ 8,69, +1,76%) avançaram em meio a recomendações. Ainda no noticiário da Aura, a companhia assinou contrato para vender 100% de sua produção de concentrados de ouro e cobre da mina mexicana de Aranzazu à Trafigura,  seguindo o modelo de offtake, ou compra mínima garantida.

Enquanto isso, por mais uma sessão influenciada pelo otimismo com o desenvolvimento das vacinas, os papéis de empresas com exposição ao e-commerce, que viram suas vendas digitais aumentarem, ficaram entre perdas e ganhos, caso de Magazine Luiza (MGLU3, R$ 24,64, +0,41%), B2W (BTOW3, R$ 74,63, -1,28%) e Via Varejo (VVAR3, R$ 17,94, +1,82%).

Além disso, após a queda da véspera, bancos como Banco do Brasil (BBAS3, R$ 34,62, +0,99%), Itaú (ITUB4, R$ 28,81, +0,14%), Bradesco (BBDC3, R$ 22,29, 0,00%; BBDC4, R$ 24,64, +0,08%) e Santander Brasil (SANB11, R$ 39,13, +0,93%) tiveram leves ganhos. Contudo, vale destacar, a aceleração dos casos de coronavírus pelo mundo segue sendo um fator de preocupação para os investidores.

Confira mais destaques abaixo:

Gol (GOLL4, R$ 23,02, +4,92%)

A companhia aérea Gol informou nesta quarta-feira nova ampliação de oferta de voos e estimou que poderá voltar a utilizar os aviões Boeing 737 MAX, que consomem menos combustível que os atualmente operados pela empresa, até o final do ano.

A empresa afirmou que em novembro está operando com 50% da programação de voos que teve no mesmo mês de 2019, ampliando a oferta no mês para 372 voos diários ante uma média de 363 em outubro.

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“Outubro demonstrou a continuada recomposição da demanda sobre setembro e propiciou melhor visibilidade para o último trimestre do ano”, afirmou a Gol em comunicado ao mercado. A empresa informou ainda que a demanda por passagens no mês passado cresceu 38% em relação à média do terceiro trimestre.

Com isso, a receita bruta consolidada da Gol em outubro cresceu 23% ante setembro, para R$ 603 milhões.

O consumo de caixa da empresa no mês passado foi de R$ 1 milhão por dia, abaixo dos R$ 3 milhões diários que a Gol esperava consumir no período anteriormente.

Para o restante de 2020, a empresa mantém a projeção de consumo de R$ 3 milhões por dia em caixa líquido. A empresa encerrou outubro com R$ 2,2 bilhões em liquidez.

C&A (CEAB3, R$ 13,98, +1,38%)

A C&A pretende inaugurar pequenas lojas em terminais de ônibus e metrô, onde venderá produtos licenciados de filmes e personagens. Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, a primeira loja nesse modelo foi aberta na quarta-feira na cidade de São Paulo, no Terminal de Ônibus Tatuapé.

A empresa pretende lançar, até o final de 2020, unidades na estação Santana, na Zona Norte, na parada do Carrão, na Zona Leste e um espaço dentro da galeria da estação São Bento do Metrô. O movimento faz parte de uma estratégia para não depender apenas de lojas em shoppings.

Petrobras (PETR3, R$ 24,45, +0,91%; PETR4, R$ 23,82, +1,15%)

A Petrobras tomou diversas ações para regularizar a oferta de gás para termelétricas desde meados de outubro, mas diante do salto na demanda pelo insumo para geração de energia ainda não conseguiu atender duas térmicas do Nordeste e uma terceira tem sido atendida apenas parcialmente, disse a estatal à agência de notícias Reuters.

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Ainda em destaque, os grupos Raízen (da Cosan) e Ultra, dono dos postos Ipiranga, estão em uma disputa acirrada pelas refinarias colocadas à venda no Sul do país pela Petrobras, segundo apurou o Valor.

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O Morgan Stanley divulgou ainda uma análise sobre o que esperar sobre o plano de investimentos para o período entre 2021 e 2025 da Petrobras, a partir do que se sabe até o momento.

O orçamento deve ser de entre US$ 40 bilhões e US$ 50 bilhões, entre 20% e 40% mais baixo do que o plano de cinco anos anterior, destaca o banco, que espera que a Petrobras realize ações focando em elevar o perfil de sua governança social e ambiental.

A divulgação integral do plano deve ocorrer no dia 30. O Morgan Stanley acredita que o foco será em criar uma empresa mais enxuta, deixando o modelo de busca de crescimento do portfólio a todo custo, e partindo para um modelo com foco no retorno. A crise mundial pode acelerar esse processo.

O banco avalia que esse novo modelo permitiria à Petrobras gerar mais caixa e pagar dividendos maiores aos acionistas. O Morgan Stanley diz esperar uma curva de produção mais modesta, com meta de 2,6 milhões de barris de petróleo por dia, frente à meta anterior, de 3 milhões por dia.

O enfoque seria em um portfólio menor, focado no baixo custo e retorno alto das áreas do pré sal. Os investimentos em extração e produção devem ser de entre US$ 9,5 bilhões e US$ 12 bilhões por ano, diz o banco.

O investimento nos setores de produção e distribuição de combustíveis devem ter investimento de entre US$ 1,5 bilhão e US$ 2 bilhões por ano.

O Morgan Stanley avalia que uma empresa mais enxuta pode aumentar os ganhos dos acionistas, mantém recomendação overweight, com preço-alvo de US$ 15,50 para o papel, frente os US$ 9,07 pelos quais a ação da empresa é negociada nos Estados Unidos.

PetroRio (PRIO3, R$ 46,00, +29,94%)

A PetroRio assinou contrato com a BP Energy do Brasil para a aquisição das participações de 35,7% no Bloco BM-C-30 no Campo de Wahoo e de 60% no Bloco BM-C-32 no Campo de Itaipu por US$ 100 milhões, tornando-se assim, sujeito às aprovações necessárias, a operadora de ambos os campos de pré-sal. Segundo comunicado da empresa, Wahoo, com potencial para produzir mais de 140 milhões de barris (100% do campo), com descoberta de óleo em 2008, e teste de formação realizado em 2010, se encaixa na estratégia de geração de valor da PetroRio.

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“Com o desenvolvimento do campo, a companhia formará mais um cluster de produção, e compartilhará toda a infraestrutura com o Campo de Frade (inclusive o FPSO), possibilitando assim a captura de diversas sinergias resultando em mais uma forte e sustentável redução de custos”, apontou a companhia.

Esta transação, sujeita a aprovações regulatórias e outras condições precedentes usuais, terá uma parcela fixa de US$ 100 milhões, que será dividida em 5 pagamentos (US$ 17,5 milhões divididos entre a assinatura e a conclusão da transação), US$ 15 milhões em dezembro de 2021, com o remanescente a ser pago em 2022, além de um earn-out de US$ 40 milhões contingente na unitização (ou firstoil) de Itaipu.

Diante deste desembolso, a PetroRio afirma estar comprometida com a manutenção de níveis de endividamento conservadores, e prevê que mesmo após a incorporação desta aquisição, o indicador de dívida líquida/Ebitda continuará dentro de “faixas normais e aceitáveis”.

O Bradesco BBI destaca que a aquisição será uma boa oportunidade de ingressar na operação e entregar ganhos de eficiência de custos consideráveis. O negócio também representará um aumento considerável na produção que deve permitir à empresa aumentar a produção de 40.000 barris por dia para 52.000 barris por dia. “Além disso, se a empresa acabar comprando a Albacora (como recentemente comentado pela mídia), a PRIO se consolidará como as 5 maiores produtoras de petróleo do Brasil”, afirma o banco.

Enauta (ENAT3, R$ 10,47, +4,08%)

A Enauta informou a suspensão preventiva da produção de petróleo no Campo de Atlanta, localizado na Bacia de Santos, após identificação de  falhas nos aquecedores de óleo. A companhia contratou empresa especializada que indicou, segundo informações preliminares, corrosão em alguns equipamentos que pode comprometer seu funcionamento.

A suspensão será mantida até que haja segurança para que as operações sejam retomadas. A Enauta é operadora do Campo de Atlanta com 50% de participação, sendo os 50% restantes detidos pela Barra Energia.

PagSeguro (NYSE: PAGS)

A PagSeguro, empresa de meio de pagamentos do UOL, informou lucro líquido contábil de R$ 263,4 milhões no terceiro trimestre de 2020. O resultado representa uma queda de 23,1% frente o mesmo trimestre do ano anterior.

O lucro ajustado ficou em R$ 330,4 milhões, queda de 15,3% frente o mesmo período de 2019.

O volume total transacionado no período por meio das maquininhas subiu 52,5% na comparação entre o terceiro trimestre de 2019 e o terceiro trimestre de 2020, para R$ 44,8 bilhões.

As receitas totais foram a R$ 1,781 bilhão no terceiro trimestre, alta de 21,8% frente o mesmo período de 2019.

O PagBank fechou o terceiro trimestre com 6,7 milhões de clientes ativos, um aumento de 1,8 milhão frente o trimestre imediatamente anterior.

O Credit Suisse afirmou que vê os resultados da PagSeguro como positivos. O banco diz que o volume total de pagamentos e a renda líquida tiveram resultados 5% e 2% superiores, respectivamente, às expectativas do mercado. O banco manteve avaliação de outperform da empresa, com preço-alvo de US$ 37, frente os US$ 43,94 da véspera.

O Bradesco BBI afirma que o PagSeguro tem uma presença forte e crescente em seu segmento, e que há oportunidades para crescimento. Mas, no momento, mantém avaliação de underperform para as ações, com preço-alvo de US$ 25.

Aura Minerals (AURA33, R$ 53,40, +6,50%)

A XP Investimentos iniciou a cobertura para as ações da Aura Minerals com recomendação de compra e preço-alvo de R$ 95 por BDR, o que configura um potencial de valorização de 89% em relação ao fechamento de R$ 50,14 da véspera. A recomendação é baseada principalmente em: (1) um valuation atrativo, (2) perspectivas de crescimento com a aquisição e desenvolvimento de minas, (3) baixa alavancagem com alocação de capital eficiente e (4) dividendos saudáveis.

O analista Yuri Pereira destaca que a companhia é uma melhor alternativa do que o ouro nas oportunidades de crescimento e pagamento de dividendos.

Já os principais riscos são aqueles relacionados a (1) uma forte queda nos preços de ouro e cobre e (2) impactos potenciais na produção da empresa. “Durante tempos adversos para a produção, como no período da COVID-19, podemos esperar algum impacto sobre os preços das ações devido às preocupações do mercado sobre potenciais paralisações. Outro ponto de atenção é sobre riscos geológicos e execução de projetos. É importante destacar que a empresa está entregando os aumentos de produção dentro do prazo e do orçamento”, avalia Pereira.

Em entrevista ao InfoMoney, Rodrigo Barbosa, CEO da companhia, destacou que o ouro vai continuar sendo uma reserva de valor e as perspectivas são positivas.

“O ouro é importante na composição das carteiras, ele é anticíclico, quase que um hedge natural para a deterioração das economias e o mundo agora está atravessando algo que jamais atravessou na sua história”, disse. Ele citou que a pandemia chegou a prejudicar o negócio da Aura no segundo trimestre, mas que as operações já retomaram ritmo forte desde julho.

Ele participou na última terça-feira (17) de uma live no InfoMoney da série Por Dentro dos Resultados, onde executivos de importantes empresas da Bolsa apresentam os principais destaques financeiros do terceiro trimestre, comentam os números e falam sobre perspectivas. Veja mais clicando aqui.

Grupo Mateus (GMAT3, R$ 8,69, +1,76%)

O Bradesco BBI iniciou a cobertura para as ações do Grupo Mateus com recomendação de compra e preço-alvo de R$ 11, o que configura um potencial de valorização de 29% em relação ao fechamento da véspera de R$ 8,54 da véspera.

O banco destaca que a rede de mercados de atacado e varejo tem dominância em três estados do Norte e do Nordeste, em que há competição limitada e potencial para expansão.

O Bradesco BBI espera crescimento de vendas proporcionalmente mais alto do que o do Carrefour, com potencial de expansão da rede especialmente em Maranhão, Pará e Piauí, onde domina.

O banco espera a abertura de entre 35 e 40 novas unidades por ano, por pelo menos cinco anos, em linha com o ritmo atual, com retorno do capital aplicado na ordem de 20% por loja.

O Bradesco BBI afirma que o Grupo Mateus tem uma logística eficiente no Nordeste, que permite que forneça perecíveis de qualidade, algo que outras grandes empresas têm dificuldade de fazer no Norte e no Nordeste. Além disso, o grupo tem um serviço e um ambiente melhor do que redes regionais menores.

A empresa se beneficia também de incentivo fiscal. O risco é, no entanto, que o imposto não seja renovado em 2022, ou nos anos seguintes, o que diminuiria a avaliação da empresa, à medida que o incentivo responde por 30% do preço-alvo calculado pelo Bradesco BBI.

O Grupo Mateus também enfrentaria mais competição, caso se expandisse para outros estados.

Na véspera, a XP Investimentos iniciou a cobertura para as ações do Grupo Mateus, do setor de atacado e varejo, com recomendação de compra e preço-alvo para o fim de 2021 de R$ 11,0/ação, representando 29% de potencial de valorização.

“Vemos a empresa como bem posicionada para consolidar o mercado no Norte e Nordeste, dada sua estratégia de expansão bem-sucedida, formatos de lojas complementares e sólida rede logística. Além disso, o Grupo Mateus deve mais que dobrar suas lojas para 325 lojas em 2025e, levando a um crescimento médio anual de receita de 26% entre 2019 e 2024 e de 39% para o lucro, uma vez que a margem EBITDA deve expandir 1,7 p.p. por conta da alavancagem operacional”, afirma o analista Marco Nardini, que assina o relatório (veja mais clicando aqui).

O Grupo Mateus é um player regional, com 48 lojas na região Norte e 89 na região Nordeste. Diferentemente dos players nacionais, o Grupo Mateus possui uma maior concentração nos estados em que atua (principalmente Maranhão e Pará), oferecendo produtos e serviços adaptados às preferências regionais, com maior capilaridade e flexibilidade.

“Ao olhar para os players regionais, o Grupo Mateus também se destaca por conta da força das suas marcas, diferentes formatos de lojas, escala e modelo de negócio (oferecendo diversos serviços nas suas lojas)”, aponta a XP.

Em entrevista ao InfoMoney publicada nesta quarta-feira, Ilson Mateus, fundador e presidente do Grupo Mateus, falou sobre os números do terceiro trimestre, quando a companhia apresentou um crescimento de 65,6% no Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) ajustado ante o mesmo período do ano passado, chegando a R$ 324,7 milhões.

O CEO atribuiu os dados financeiros positivos ao forte movimento de abertura de lojas e centros de distribuição, que ajudaram a empresa a superar alguns dos principais temores dos analistas (confira a entrevista clicando aqui).

Gerdau (GGBR4, R$ 21,24, +1,29%) 

A Gerdau comunicou nesta quinta-feira que a Gerdau Açominas (GACO) venceu processo judicial para exclusão do valor do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços da base de cálculo do PIS e da Cofins, com efeito positivo de R$ 600 milhões no lucro líquido da controlada.

A companhia disse que, após trânsito em julgado da decisão na véspera, a GACO teve reconhecido o direito de reaver, mediante compensação de créditos decorrentes de pagamento indevido ou a maior, aproximadamente R$ 952 milhões.

“O efeito no lucro líquido da GACO, a ser reconhecido no quarto trimestre de 2020, após os tributos incidentes e honorários advocatícios, está estimado em 600 milhões de reais”, afirmou a Gerdau, acrescentando que o valor ainda deverá ser objeto de auditoria e validação via procedimento administrativo perante a Receita Federal do Brasil.

Após tal validação, a Gerdau estima que a GACO poderá monetizar os créditos no prazo de cinco anos.

EDP Energias do Brasil (ENBR3, R$ 18,76, -0,42%)

O grupo EDP firmou parceria com a rede Graal para instalar oito pontos de recarga para veículos elétricos no Estado de São Paulo. A expectativa é que os “eletropostos” estejam prontos até o fim deste ano e que a operação tenha início já nos primeiros meses de 2021. O objetivo das duas empresas é largar na frente em um mercado que deve disparar nos próximos anos, com o avanço dos carros elétricos no Brasil.

Para a EDP, empresa de energia elétrica, o projeto é mais um passo na chamada transição energética. Já para a Graal, a iniciativa é uma forma de garantir a presença dos clientes com a oferta de mais um serviço essencial, além dos atuais postos de combustível, lojas de conveniência e restaurantes.

As estações de recarga fazem parte do projeto Plug&Go, uma iniciativa em parceria com as fabricantes Audi, Porsche e Volkswagen para montar uma rede de recarga ultrarrápida na América Latina. A expectativa é que 30 postos sejam instalados até 2022 no País, num total de R$ 33 milhões de investimentos.

Na parceria entre EDP e Graal, as instalações da primeira fase serão feitas nos postos Buenos Aires (Rodovia Regis Bittencourt km 449 – Registro); Petropen (Rodovia Régis Bittencourt km 461 – Pariquera-Açu); Coral (Via Anhanguera km 210 – Pirassununga); Topázio (SP 330 km 140 – Limeira); 125 Sul (Rodovia dos Bandeirantes, Km 125 – Santa Bárbara d’Oeste); Mairiporã (Fernão Dias, km 62 – Mairiporã); e Rancho Português (Fernão Dias, km 70 – Mairiporã); e Trevo (Rodovia Anhanguera, Km 320, s/n – Ribeirão Preto SP).

Cada local terá dois equipamentos que possibilitam o abastecimento de até três carros simultaneamente. Um será de recarga ultrarrápida, que dá autonomia de até 100 km em cerca de 15 minutos. O outro será semirrápido, que consegue abastecer até 100% da bateria em cerca de uma hora e meia. “Mas o tempo depende muito do tipo de carro e da capacidade da bateria”, destaca Nuno Pinto.

O executivo explica que neste momento, o abastecimento será gratuito. Mas a empresa vai usar os primeiros eletropostos instalados para estudar formas de cobrança.

Totvs (TOTS3, R$ 27,30, -0,51%)

A Totvs informou em comunicado ao mercado ter cancelado a assembleia geral extraordinária convocada para o dia 27 de novembro, que teria como tema a compra da Linx.

IPO da Vittia Fertilizantes e Biológicos

A Vittia Fertilizantes e Biológicos pediu registro para uma oferta inicial de ações (IPO), envolvendo ofertas primária e secundária de seus papéis. O pedido de registro da oferta ocorre em um momento em o juro em mínima recorde leva empresas a avançarem com planos de abrir capital, mas muitas delas têm abandonando tais planos diante da volatilidade do mercado.

Emissão de debêntures

A B2W (BTOW3) aprovou elevar captação externa de unidade para US$ 500 milhões, a brMalls (BRML3) aprovou a emissão de US$ 500 milhões em debêntures, enquanto a Movida (MOVI3) aprovou a emissão R$ 200 milhões em debêntures. Por fim, a CCR (CCRO3) também aprovou emissão desse tipo no valor de R$ 960 milhões.

(Com Agência Estado e Reuters)

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Grupo Mateus como estrela regional e Aura sendo melhor alternativa que o ouro: os destaques das recomendações

Grupo Mateus (Divulgação)

SÃO PAULO – Após as aberturas de capital, algumas recomendações ganham destaque, com casas de análise iniciando cobertura para ações de estreantes na Bolsa em 2020 como Grupo Mateus e Hidrovias do Brasil, com visão positiva. O BDR da Aura Minerals também chama a atenção dos analistas. Confira as recomendações dos analistas abaixo:

Grupo Mateus (GMAT3)

Com atuação nos segmentos de varejo e atacado no Norte e no Nordeste, o Grupo Mateus estreou na B3 em 13 de outubro após captar R$ 4,6 bilhões em sua oferta pública inicial de ações. A sua distribuição geográfica e o potencial de expansão são alguns dos pontos destacados por analistas que iniciaram a cobertura para a ação nesta semana, com recomendação equivalente à compra para os ativos e preço-alvo de R$ 11 para o fim de 2021, configurando um potencial de valorização de 29% frente o fechamento de quarta-feira (18).

O Grupo Mateus é um player regional, com 48 lojas na região Norte e 89 na região Nordeste. Diferentemente dos players nacionais, o Grupo Mateus possui uma maior concentração nos estados em que atua (principalmente Maranhão e Pará), oferecendo produtos e serviços adaptados às preferências regionais, com maior capilaridade e flexibilidade, destaca a XP Investimentos em relatório chamado “Uma Joia Garimpada no Nordeste” (veja mais clicando aqui).

A equipe de análise da XP, formada por Danniela Eiger, Thiago Suedt e Marco Nardini, destaca: “Vemos a empresa como bem posicionada para consolidar o mercado no Norte e Nordeste, dada sua estratégia de expansão bem-sucedida, formatos de lojas complementares e sólida rede logística. Além disso, o Grupo Mateus deve mais que dobrar suas lojas para 325 lojas em 2025, levando a um crescimento médio anual de receita de 26% entre 2019 e 2024 e de 39% para o lucro, uma vez que a margem Ebitda deve expandir 1,7 ponto percentual por conta da alavancagem operacional”.

Além disso, ao olhar para os players regionais, o Grupo Mateus também se destaca por conta da força das suas marcas, diferentes formatos de lojas, escala e modelo de negócio (oferecendo diversos serviços nas suas lojas), apontam os analistas.

Sobre o fato de ser um player regional, Richard Cathcart, João Andrade e Victor Gaspar, em relatório chamado “A estrela do Norte” para se referir à empresa, avalia que a rede tem dominância em três estados do Norte e do Nordeste, em que há competição limitada e potencial para expansão.

O Bradesco BBI espera crescimento de vendas proporcionalmente mais alto do que o do Carrefour, com potencial de expansão da rede especialmente nos estados do Maranhão, Pará e Piauí, onde domina.

O banco ainda tem a projeção de abertura entre 35 e 40 novas unidades por ano, por pelo menos cinco anos, em linha com o ritmo atual, com retorno do capital aplicado na ordem de 20% por loja.

Melhores da Bolsa 2020
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Além disso, apontam os analistas, o Grupo Mateus tem uma logística eficiente no Nordeste, que permite que forneça perecíveis de qualidade, algo que outras grandes empresas têm dificuldade de fazer no Norte e no Nordeste. Além disso, o grupo tem um serviço e um ambiente melhor do que redes regionais menores.

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A empresa se beneficia também de incentivo fiscal. O risco é, no entanto, que ele não seja renovado em 2022 ou nos anos seguintes, o que diminuiria a avaliação para a ação, à medida que o incentivo responde por 30% do preço-alvo calculado pelo Bradesco BBI.

O Grupo Mateus também enfrentaria mais competição caso se expandisse para outros estados além de Maranhão, Pará, Piauí, Ceará e Tocantins, apesar dos analistas veem isso como mais provável de acontecer apenas nos próximos anos.

Um dos pontos interessantes para a tese de investimento, na avaliação da XP, é que o digital ainda é bastante incipiente, representando menos de 1% das vendas; os serviços financeiros estão em estágio inicial, com penetração de cerca de 3% nas vendas versus concorrentes listados em torno de 20%; e desenvolvimento de programas de fidelidade e cashback.

Já sobre o impacto do auxílio emergencial concedido pelo governo para apoiar famílias durante a Covid-19, com o fim do benefício em 2021, as vendas podem ser afetadas negativamente, com a redução da renda disponível das famílias. “Portanto, assumimos uma queda de vendas no conceito mesmas lojas consolidado de 2,5% na base anual em 2021e para considerar esse impacto”, avaliam.

Contudo, vale destacar que, mesmo com a queda do auxílio de R$ 600 para R$ 300 desde setembro, o grupo afirmou não observar uma desaceleração das vendas do formato até o momento. De acordo com a companhia, as vendas de outubro estão crescendo 54% na base anual, em linha com o crescimento de receita reportado no terceiro trimestre.

“Nós acreditamos que uma possível explicação pela resiliência é o fato de que o gasto com alimentos é essencial para as famílias, de forma que já era priorizado antes do auxílio. Dessa forma, a renda adicional pode ter sido destinada a outros tipos de gastos, como pré-pagamento de dívida, reformas e/ou eletrodomésticos”, apontam os analistas.

Em entrevista ao InfoMoney publicada nesta quarta-feira, Ilson Mateus, fundador e presidente do Grupo Mateus, falou sobre os números do terceiro trimestre, quando a companhia apresentou um crescimento de 65,6% no Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) ajustado ante o mesmo período do ano passado, chegando a R$ 324,7 milhões.

O CEO atribuiu os dados financeiros positivos ao forte movimento de abertura de lojas e centros de distribuição e também destacou as perspectivas para os próximos anos (confira a entrevista clicando aqui).

Aura Minerals (AURA33)

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A Aura Minerals (AURA33), empresa canadense gerida por brasileiros e com foco de produção no Brasil e no México na mineração de ouro, está de olho nos investidores brasileiros. Ela acabou de subir para o nível 3 de BDRs (recibos de ações de empresas estrangeiras na B3), tornando seu papel acessível para a enxurrada de pessoas físicas que estão entrando na Bolsa brasileira.

Essa mudança tem atraído também o interesse de casas de análise que iniciaram cobertura para a ação, como a XP Investimentos e o Safra.

A XP Investimentos iniciou a cobertura para os papéis da Aura Minerals com recomendação de compra e preço-alvo de R$ 95 por BDR, o que configura um potencial de valorização de 89% em relação ao fechamento de R$ 50,14 da véspera. A recomendação é baseada principalmente em: (1) um valuation atrativo, (2) perspectivas de crescimento com a aquisição e desenvolvimento de minas, (3) baixa alavancagem com alocação de capital eficiente e (4) dividendos saudáveis.

O analista Yuri Pereira destaca que a companhia é uma melhor alternativa do que o ouro nas oportunidades de crescimento e pagamento de dividendos.

A Aura está sendo negociada, aponta Pereira, a um múltiplo de 0,5 vezes o seu valor líquido do ativo (ou NAV, Net Asset Value), considerando todos os recursos), contra 1,1 vez de seus pares.

Portanto, (1) a expectativa é de que um aumento no volume negociado (ADTV), após o recente follow-on, deva ajudar as ações da companhia a negociar com base nos fundamentos; (2) novos estudos de viabilidade devem aumentar as reservas e recursos da companhia; e (3) a Aura deve continuar a entregar seus projetos de expansão.

“O controlador da companhia possui forte experiência no setor, com mais de 50 anos atuando na mineração. Eles fizeram uma expansão similar na Yamana Gold entre o final de 2003 e 2008, quando saíram da companhia”, avalia o analista.

Já os principais riscos são aqueles relacionados a (1) uma forte queda nos preços de ouro e cobre e (2) impactos potenciais na produção da empresa. “Durante tempos adversos para a produção, como no período da COVID-19, podemos esperar algum impacto sobre os preços das ações devido às preocupações do mercado sobre potenciais paralisações. Outro ponto de atenção é sobre riscos geológicos e execução de projetos. É importante destacar que a empresa está entregando os aumentos de produção dentro do prazo e do orçamento”, avalia Pereira.

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O Safra, por sua vez, possui recomendação outperform com preço-alvo de R$ 79 para 2021, o que corresponde a um potencial de valorização de 57% em relação ao valor de fechamento da véspera.

Segundo apontam os analistas do banco, Conrado Vegner e Victor Chen, a Aura deve se beneficiar da tendência de alta do ouro e da capacidade de aumento de produção.

Eles ressaltam que o cenário de liquidez em expansão e as taxas de juros mais baixas devam favorecem os preços da commodities. “Taxas de juros reais negativas em mercados desenvolvidos (e, em alguns casos, até taxas nominais) defendem o ouro como uma alternativa”, apontam.

O pagamento de dividendos, com projeção de rendimento de 7% entre 2021 e 2025, e a diversificação geográfica também foram destacados pelos analistas. A Aura conta com produção em Honduras, México, Brasil, Estados Unidos e Colômbia.

“Além de diluir os riscos de regulação, a presença em vários lugares pode ser benéfico, já que as receitas estão vinculadas ao dólar, enquanto parte dos custos são expressos nas moedas locais dos países”, aponta o Safra. Entre os riscos, estão os preço do ouro, os riscos geológicos e as questões regulatórias.

Em entrevista ao InfoMoney, Rodrigo Barbosa, CEO da Aura, destacou que o ouro vai continuar sendo uma reserva de valor e as perspectivas são positivas. “O ouro é importante na composição das carteiras, ele é anticíclico, quase que um hedge natural para a deterioração das economias e o mundo agora está atravessando algo que jamais atravessou na sua história”, disse. Ele citou que a pandemia chegou a prejudicar o negócio da Aura no segundo trimestre, mas que as operações já retomaram ritmo forte desde julho.

Ele participou na última terça-feira (17) da série Por Dentro dos Resultados, onde executivos de importantes empresas da Bolsa apresentam os principais destaques financeiros do terceiro trimestre, comentam os números e falam sobre perspectivas. Veja mais clicando aqui.

Outras recomendações

Hidrovias do Brasil (HBSA3)

Também nesta semana, o Credit Suisse iniciou a cobertura para as ações da Hidrovias do Brasil, uma das maiores companhias prestadoras de serviços de logística integrada independente com foco em logística hidroviária da América Latina.

A recomendação é de compra e preço-alvo de R$ 9,50, o que representa um potencial de valorização de 49,6% em relação ao fechamento da véspera dos papéis.

A empresa, segundo os analistas do banco, está bem posicionada para o crescimento, levando em conta a atuação na região Norte na exportação de grãos.

A avaliação dos analistas é de que a Hidrovias do Brasil não é afetada pela pandemia do coronavírus e que não deve ser prejudicada caso ocorra uma nova onda de infecções. Pelo contrário, a queda do real ocorrida com a pandemia tornou as exportações brasileiras ainda mais competitivas nos mercados globais, apontam.

“Vemos o papel negociando a uma taxa interna de retorno (TIR) real de 12% (15,9% nominal), que é significativamente maior do que a TIR real da Rumo de 8,5%”, apontam os analistas.

O Bradesco BBI, por sua vez, reduziu o preço-alvo de R$ 39 para R$ 36 para a ação da Dimed, controladora da Panvel, mas reforçou a recomendação outperform (desempenho acima da média) para a ação, o que configura um potencial de valorização de 58% em relação ao fechamento da véspera.

Os analistas do BBI avaliam que a perspectiva é positiva para continuar o investimento no plano de expansão, ressaltando ainda que o adiamento do IPO da Nissei deve ajudar a Panvel a manter as suas projeções.

Entre as notícias mais recentes no radar da companhia, estão as i) lojas populares com desempenho positivo, ii) a expectativa de discussão da entrada da empresa no Novo Mercado em dezembro e iii) o fato do centro de distribuição da empresa em São José dos Pinhais, no Paraná, está dentro do cronograma.

“Ultimamente, a Panvel tem demonstrado capacidade de fornecer um melhor suporte às vendas digitais, que é uma de suas principais vantagens competitivas (atualmente cerca de 54% da receita em São Paulo vem do canal digital)”, apontam.

Além disso, a estrutura de saúde está ganhando cada vez mais força, com a Panvel adotando mais serviços dentro da loja, como telemedicina e vacinação, o que deve levar a um melhor jornada de saúde para o cliente e atrair maior fidelização.

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Após 3º tri forte, fundador do Grupo Mateus defende crescimento via abertura de lojas, mas sem “aventuras”

Grupo Mateus (Facebook)

SÃO PAULO – Dono da maior oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês) de 2020, ao levantar R$ 4,6 bilhões na Bolsa, o Grupo Mateus (GMAT3) apresentou um resultado sólido no terceiro trimestre deste ano.

A companhia, que atua nos segmentos de atacado e varejo nos estados de Maranhão, Pará e Piauí, teve um crescimento de 65,6% no Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) ajustado ante o mesmo período do ano passado, chegando a R$ 324,7 milhões.

Já a receita no trimestre foi de R$ 3,6 bilhões, o que representa um aumento de 51,6% sobre o terceiro trimestre de 2019. O lucro líquido, por sua vez, foi de R$ 235,7 bilhões, uma alta de 64,6% na comparação anual.

Em entrevista ao InfoMoney, Ilson Mateus, fundador e presidente do Grupo Mateus, atribuiu os dados financeiros positivos ao forte movimento de abertura de lojas e centros de distribuição, que ajudaram a empresa a superar alguns dos principais temores dos analistas.

O medo era que a lucratividade diminuísse com a queda pela metade do valor do benefício do Auxílio Emergencial e com o maior peso do atacarejo no mix de negócios.

Sobre o auxílio, Mateus destacou que este foi realmente um fator que impulsionou a receita este ano. Contudo, com as novas lojas, o volume de vendas aumentou e a menor disponibilidade de renda nas mãos dos consumidores acabou não tendo tanto efeito assim no balanço.

“O nosso resultado veio por uma diluição muito grande dos custos, principalmente com nosso investimento na retaguarda. Abrimos centros de distribuição com muita rota de venda externa e ampliamos o centro de distribuição de São Luiz (MA). Isso ajuda a diluir nossos custos em percentual do faturamento”, explica.

Já em relação ao atacarejo, o fundador conta que muitas lojas que foram ou estão sendo abertas no Maranhão, no Pará e no Piauí não são desse segmento, o que leva a um equilíbrio da margem.

A margem Ebitda ajustada do Grupo Mateus no terceiro trimestre foi de 8,9%, um acréscimo de 0,7 ponto percentual em relação ao mesmo período do ano anterior.

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Essa expansão da malha de centros de distribuição e lojas, segundo Mateus, foi em grande parte possível graças aos recursos levantados com o IPO. “Usamos o capital dos investidores para aumentar nossa rede de lojas e investir em outros pilares, como logística.”

Melhores da Bolsa 2020
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O objetivo do grupo é ter presença em todas as cidades com mais de 20 mil habitantes nos estados em que atua. No futuro, a empresa deve entrar também no Ceará – atualmente, opera com vendas por entrega na Bahia, no Ceará e no Tocantins.

Mas sem “aventuras”, ressalta o fundador. “Cresceremos consolidando rotas. Temos que adensar nossa presença nas regiões e, para isso, precisamos dos centros de distribuição. Não acredito em varejo sem isso. Somos cautelosos”, comenta.

Em meio a esse avanço, Ilson Mateus projeta que a empresa terá geração de caixa suficiente para abrir em torno de 30 a 40 lojas por ano sem precisar do capital de terceiros. “Nossa dívida encerrou o trimestre em R$ 1,3 bilhão e pretendemos reduzi-la para R$ 800 milhões até o fim do ano.”

Inovações durante a pandemia

Como fizeram outras varejistas em meio às restrições impostas pela pandemia, o Grupo Mateus também investiu em comércio eletrônico. Lançou serviços de delivery e drive-thru e trabalha num aplicativo para o atacado.

O objetivo do app é oferecer um portfólio mais amplo para os lojistas que compram nas lojas do grupo, pois o ponto físico é limitado em termos de quantidade de produtos disponíveis nas prateleiras.

“Vamos treinar nossos vendedores para, quando um cliente visitar a loja e não encontrar determinadas mercadorias, eles possam pesquisar no app para descobrir se elas estão nos centros de distribuição mais próximos. Os vendedores, então, pedem os produtos, que são entregues na loja para o cliente comprar quando voltar.”

Durante o roadshow do IPO, no começo de outubro, um acidente que deixou uma funcionária morta e oito feridos em uma loja do Grupo Mateus em São Luiz acabou fazendo a companhia ganhar as manchetes.

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Ilson Mateus disse que visitou a loja pessoalmente para prevenir acontecimentos semelhantes. “Foi reestruturado o nosso comitê de segurança e todas as lojas novas estão com processos rigorosos de prevenção de acidentes”, garante.

No pregão desta quarta-feira (18), as ações GMAT3 sobem 0,59% a R$ 8,55. O valor de mercado da companhia está em R$ 18,72 bilhões.

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Ações de varejistas de e-commerce saltam até 7% após alta de “techs” dos EUA na véspera; Vale e siderúrgicas sobem

SÃO PAULO – A sessão desta terça-feira (13) teve como destaque de alta as ações de empresas de tecnologia e varejistas com exposição ao e-commerce, que subiram seguindo o forte movimento de alta dos papéis das ações do setor da véspera nos EUA.

Em dia de feriado no Brasil, mas com os índices americanos operando, os papéis da Apple negociados na Nasdaq saltaram 6,35%, em meio à expectativa pelo lançamento do iPhone com tecnologia 5G, que aconteceu hoje.

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Outros papéis de techs, como de Amazon, Facebook e Alphabet (Google), subiram, respectivamente 4,75%, 4,27% e 3,56%, na véspera. Nesta terça-feira, Amazon realiza seu Prime Day (veja mais clicando aqui).

Com isso, as ações do Magazine Luiza (MGLU3, R$ 104,00, +5,96%), B2W (BTOW3, R$ 95,02, +6,73%), Via Varejo (VVAR3, R$ 19,44, +2,80%), Lojas Americanas (LAME4, R$ 27,80, +2,21%), avançaram entre 2% e 7% neste pregão.

A Vale (VALE3, R$ 62,14, +0,88%), por sua vez, saiu de queda no início da sessão para alta durante a tarde. No radar da companhia estão os futuros do minério de ferro na China, que recuaram nesta terça-feira, mesmo após dados terem mostrado salto nas importações do material utilizado na fabricação do aço no país.

As importações chinesas da matéria-prima cresceram 8,2% em setembro na comparação com o mês anterior e 9,3% na comparação com mesmo mês do ano passado, para 108,55 milhões de toneladas.

Os futuros do minério de ferro na bolsa chinesa de Dalian tiveram queda de 1,6%, enquanto na bolsa de Cingapura eles recuavam 2,8% no meio da sessão.

“A demanda chinesa por minério de ferro permaneceu forte em setembro, sustentada pela robusta produção doméstica de aço. Vale destacar que o fornecimento de minério de ferro do Brasil começou a aumentar nos últimos meses e volumes maiores começaram a chegar ao mercado chinês”, destaca o Bradesco BBI.

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Entre as recomendações, destaque para a alta das ações da Pague Menos (PGMN3, R$ 9,10, +0,33%) após ter a cobertura iniciada pelo JPMorgan com recomendação overweight (exposição acima da média do mercado).

A sessão também marcou a estreia das ações do Grupo Mateus (GMAT3, R$ 8,94, -0,33%).

Fora do índice, atenção ainda para a MMX (MMXM3, R$ 36,00, +123,46%), que ressurgiu no mês de outubro, saltando mais de 1700% no mês, desde que informou em 30 de setembro de 2020, em fato relevante, que protocolizou petição junto ao juízo de sua recuperação judicial, buscando recuperar o ativo Mina Emma, cuja exploração pode ser de grande relevância econômica para a companhia, segundo afirmou no documento.

Contudo, vale destacar, o movimento é altamente especulativo, já que ainda não há mais informações sobre a real capacidade de geração de caixa do ativo.

Confira os destaques:

Oi (OIBR3, R$ 1,67, -1,18%; OIBR4, R$ 2,34, -0,85%)

Na sexta-feira (9), a Oi lançou plano de demissão voluntária para cortar 2.000 postos de trabalho, ou 15% de seu quadro funcional. De acordo com a proposta, os funcionários que aderirem ao plano receberão benefícios como indenização por tempo de serviço e extensão de plano de saúde, plano odontológico e seguro de vida.

A proposta está em linha com o plano de recuperação judicial pedido em 2016, quando a empresa possuía dívida de R$ 65 bilhões. A Oi negocia a venda de ativos, como torres e parte de sua fibra ótica, com o intuito de pagar dívidas e financiar o crescimento de sua banda larga.

Grupo Energisa (ENGI11, R$ 40,56, +1,53%)

O Grupo Energisa lançou uma série de debêntures por meio de subsidiárias regionais. A Energisa Paraíba aprovou a emissão de R$ 70 milhões em debêntures; a Energisa Sergipe, de R$ 30 milhões; a Sul-Sudeste, de R$ 60 milhões; a Energisa Tocantins, de R$ 60 milhões.

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Na sexta-feira, a empresa havia informado que a BlackRock atingira 4,99% de participação acionária na companhia, com 52,896 milhões de ações preferenciais e 2,33 milhões de derivativos.

Grupo Mateus (GMAT3, R$ 8,94, -0,33%)

O mercado acompanha a estreia das ações do Grupo Mateus após IPO (sigla em inglês para oferta pública inicial de ações). A empresa maranhense, de 34 anos, é um dos maiores grupos atacadistas do Brasil, e o maior das regiões Norte e Nordeste. O conglomerado faturou R$ 5,1 bilhões no primeiro semestre de 2020, alta de 30% na comparação com o mesmo período de 2019. O lucro teve alta de 62%, para R$ 297,2 milhões.

O grupo possui 19.415 pontos de venda, e tem representantes comerciais no segmento de atacado em outros 1.750 pontos. O Grupo Mateus tem lojas físicas em Maranhão, Pará e Piauí, e atende por entrega em Tocantins, Bahia e Ceará.

São coordenadores da abertura de capital da rede maranhense: XP Investimentos, Bradesco BBI, BTG, Itaú BBA, BB Investimentos, Santander e Safra.

Gerdau (GGBR4, R$ 21,98, +0,83%)

A agência de classificação de risco S&P anunciou na sexta-feira que alterou a perspectiva dos ratings da Gerdau de negativa para estável e reafirmou o rating BBB-.

Segundo a S&P, a forte demanda doméstica por aços longos, principalmente devido do setor de construção residencial, deve aumentar as vendas, ante expectativa de uma queda significativa no início da pandemia.

“As margens saudáveis das operações da empresa nos Estados Unidos e uma recuperação nas operações na América do Sul (excluindo o Brasil) também contribuem para um Ebitda sólido, embora a recuperação da divisão de aços especiais continue mais fraca”, acrescentou a S&P.

Pague Menos  (PGMN3, R$ 9,10, +0,33%)

O JP Morgan iniciou a cobertura de Empreendimentos Pague Menos com recomendação overweight (exposição acima da média do mercado). O preço-alvo de R$12,50 implica potencial de alta de 38% em relação ao último fechamento.

Natura & Co (NTCO3, R$ 48,86, +4,00%)

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O mercado acompanha o início das negociações de novos papéis da Natura & Co após oferta de ações.

Omega Geração (OMGE3, R$ 36,01, +0,59%)

O Itaú BBA elevou a recomendação para outperform (desempenho acima da média do mercado) o preço-alvo da Omega Geração, do setor de energia renovável (eólica, hidrelétrica e solar). O preço foi de R$ 32 em 2020 para R$ 44 em 2021.

A empresa diz enxergar boas perspectivas para o setor de energia renovável, devido ao plano do governo para os próximos dez anos para o setor -51% da expansão de energia elétrica deve vir da energia renovável.

Aura Minerals (AURA32, R$ 54,54, -1,73%)

A mineradora Aura Minerals anunciou na sexta-feira que sócios farão uma oferta secundária para vender ações que correspondem inicialmente a 4,9% do capital total da empresa, o que poderá movimentar mais de R$ 187 milhões, segundo aviso divulgado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

A companhia focada no desenvolvimento e operação de projetos de ouro e metais básicos nas Américas disse que os acionistas Arc Fund e Ruffer buscarão vender 3,5 milhões na operação, uma oferta secundária a ser realizada no Brasil, exclusivamente na forma de recibos de ações (BDRs).

O Arc Fund ofertará 2,1 milhões de BDRs, enquanto o Ruffer buscará negociar 1,4 milhão de BDRs.

Até a data de divulgação ao anúncio oficial da oferta, a quantidade de recibos de ações a ser negociada poderá ser ampliada em até 20%, segundo o comunicado.

Se considerado o lote a ser oferecido inicialmente e o valor de fechamento dos BDRs em 7 de outubro, a operação movimentaria R$ 187,25 milhões, apontou a Aura em prospecto preliminar.

A fixação do preço por ação é prevista para 3 de novembro, enquanto o início da negociação dos BDRs na bolsa B3 seria em 5 de novembro, segundo cronograma estimado divulgado pela empresa.

A Aura possui ativos produtores que incluem as minas de ouro de San Andres em Honduras, e Ernesto/Pau-a-Pique, no Brasil, além da mina de cobre, ouro e prata de Aranzazu no México e a mina de ouro de Gold Road, nos Estados Unidos. A empresa tem mais dois projetos de ouro no Brasil, Almas e Matupá, e um projeto de ouro na Colômbia, Tolda Fria.

Minérios e aço

Na terça-feira de manhã, o Credit Suisse divulgou um relatório em que destaca a recuperação do setor latino-americano de materiais básicos, como ferro e cobre, no terceiro trimestre de 2020, seguindo a um segundo trimestre fraco.

O banco de investimentos espera que produtoras brasileiras tenham os melhores – com destaque para a CSN (CSNA3, R$ 18,31, +3,10%) – impulsionados pela alta do preço do ferro. O Credit Suisse também diz esperar bons resultados de Usiminas (USIM5, R$ 10,15, +0,30%) e Gerdau (GGBR4, R$ 21,98, +0,83%) no terceiro trimestre. No campo da mineração, o banco destaca a Vale S.A. (VALE3, R$ 62,14, +0,88%), beneficiada por alta das vendas e dos preços do ferro e do cobre.

A recuperação no México e na Argentina tem sido relativamente mais lenta em comparação com o Brasil, afirma o Credit Suisse. Por isso, o aumento no EBITDA deve ser menor na Ternium (NYSE: TX). A alta do cobre também deve impulsionar os ganhos da Southern Copper Corp (NYSE: SCCO).

Braskem (BRKM5, R$ 21,71, +1,83%)

A petroquímica Braskem informou no final da sexta-feira que incluiu mais 2 mil imóveis de Maceió em um plano bilionário de ressarcimento de moradores atingidos por fenômeno de afundamento do solo.

A estimativa substituiu a anterior de inclusão de 800 imóveis adicionais no plano, divulgada em meados de setembro.

“Apesar do aumento dos gastos relacionados ao plano pela inclusão de imóveis adicionais, com base nas informações disponíveis até o momento, a companhia não espera alteração nos custos agregados estimados em R$ 3,3 bilhões”, afirmou a Braskem em comunicado ao mercado.

 CCR (CCRO3, R$ 12,68, +0,48%)

O Bradesco BBI divulgou na manhã de terça um relatório com dados de tráfego coletados pelas concessionárias de estradas no Brasil. A CCR indicou queda de 2% no tráfego em seu portfólio de estradas na primeira semana de outubro em comparação com a mesma semana do ano anterior.

TIM (TIMS3, R$ 13,25, -1,56%)

A TIM passou a ser negociada nesta terça-feira com o ticker TIMS3. A mudança é parte da conclusão da reestruturação societária proposta pela companhia neste ano, que consistiu na incorporação da TIM Participações S.A., até então negociada na B3 com o ticker TIMP3, pela subsidiaria integral TIM S.A., que agora será listada em bolsa. Ela não trará impactos aos acionistas minoritários e atuais investidores da companhia, informou a companhia.

A empresa permanece listada no Novo Mercado e na composição das carteiras de índices de mercado que a TIMP3 já integrava, inclusive o Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE).

(Com Reuters e Bloomberg)

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Maior IPO do ano, ação do Grupo Mateus fecha pregão de estreia na B3 perto da estabilidade

SÃO PAULO – As ações do Grupo Mateus (GMAT3) fecharam a sessão de estreia na B3 nesta terça-feira (13) perto da estabilidade. Os ativos abriram com ganhos, que chegaram a ser de 5,35%, a R$ 9,45, no pregão, mas fecharam com leves perdas de 0,33%, a R$ 8,94.

A companhia realizou abertura de capital (IPO, na sigla em inglês) na última semana, com captação de R$ 4,63 bilhões, o maior IPO de 2020 até agora.

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A ação saiu a R$ 8,97, piso da faixa indicativa de preço. Além do lote principal, a companhia também colocou no mercado cerca de 75% do lote adicional.

São coordenadores da abertura de capital da rede maranhense: XP Investimentos, Bradesco BBI, BTG, Itaú BBA, BB Investimentos, Santander e Safra.

O Grupo Mateus é o quarto maior atacarejo do País, hoje com 137 lojas no Maranhão, Pará e Piauí. Ilson Mateus construiu a rede que hoje emprega mais de 20 mil pessoas do zero, começando com uma pequena mercearia.

O negócio foi crescendo até atingir quase R$ 10 bilhões de faturamento, em 2019. Apesar da atuação regionalmente restrita, a companhia está atrás do Assaí (do GPA), Atacadão (do Carrefour) e do grupo chileno Censosud no nicho de atacarejos.

Antes de começar a trajetória de varejista, o fundador do Grupo atuou por cerca de um ano como garimpeiro. Depois de deixar o local sem encontrar ouro, ele começou outro negócio: a compra e venda de garrafas de vidro. Foi assim que ele chegou a Balsas, no sul do Maranhão, onde percebeu que havia demanda de migrantes do Rio Grande do Sul – que chegaram à área para plantar soja – por produtos básicos.

Follow-on da Natura &Co

Já as ações da Natura &Co (NTCO3) registraram alta de 4%, a R$ 48,86, nesta sessão em que os novos papéis da companhia começaram a ser negociados. A companhia movimentou cerca de R$ 5,6 bilhões em follow on (oferta de ações secundária).

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O objetivo da oferta de ações foi obter recursos para reduzir o endividamento em dólar, reduzindo os efeitos da volatilidade da taxa de câmbio e dos juros altos. E também acelerar o crescimento da empresa nos próximos três anos. A empresa afirma que pretende digitalizar suas vendas, expandir suas atividades pelo mundo, desenvolver embalagens e utilizar matérias-primas mais sustentáveis, e diversificar sua força de trabalho.

(Com Agência Estado e Reuters)

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Plano de demissão voluntária da Oi, estreia do Grupo Mateus e de novos papéis da Natura & Co na B3 e mais destaques

Nesta terça-feira, o mercado acompanha a reabertura da Bolsa após o feriado de Nossa Senhora Aparecida na segunda-feira (12). O investidor pode antecipar algumas tendências do mercado a partir do desempenho de ações brasileiras negociadas na Bolsa de Nova York, as chamadas ADRs (American Deposit Receipts), que fecharam em alta.

Na segunda-feira (12), o principal índice das ADRs brasileiras fechou em alta de 0,75%, a 14.253 pontos. Enquanto isso, o ETF EWZ iShares MSCI Brazil Capped, que replica a Ibovespa em dólar, subiu 1,28%, e foi a 29,33 pontos.

Os ADRs da Vale subiram 0,81%; os do Itaú subiram 0,81%; as do Bradesco, 0,40%; ao preferenciais da Petrobras subiram 1,11%, e os ordinários, 0,69%; os da Ambev, 1,62%; os da Azul, 2,39% e os da Gol, 1,86%.  Os únicos resultados negativos ficaram com Telefônica Brasil, que teve queda de 2,33%; Embraer, com queda de 0,52%; e CSN, com queda de 1,86%.

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O mercado também deve ser marcado pela reação ao lançamento do plano de demissão voluntária da Oi na sexta-feira (9), e pela estreia do Grupo São Mateus na bolsa após IPO, além do lançamento de novas ações da Natura.

Além disso, na sexta-feira (9) a Oi lançou plano de demissão voluntária para cortar 2.000 postos de trabalho, ou 15% de seu quadro funcional. De acordo com a proposta, os funcionários que aderirem ao plano receberão benefícios como indenização por tempo de serviço e extensão de plano de saúde, plano odontológico e seguro de vida.

A proposta está em linha com o plano de recuperação judicial pedido em 2016, quando a empresa possuía dívida de R$ 65 bilhões. A Oi negocia a venda de ativos, como torres e parte de sua fibra ótica, com o intuito de pagar dívidas e financiar o crescimento de sua banda larga.

Grupo Energisa (ENGI11)

O Grupo Energisa lançou uma série de debêntures por meio de subsidiárias regionais. A Energisa Paraíba aprovou a emissão de R$ 70 milhões em debêntures; a Energisa Sergipe, de R$ 30 milhões; a Sul-Sudeste, de R$ 60 milhões; a Energisa Tocantins, de R$ 60 milhões.

Na sexta-feira, a empresa havia informado que a BlackRock atingira 4,99% de participação acionária na companhia, com 52,896 milhões de ações preferenciais e 2,33 milhões de derivativos.

Grupo Mateus (GMAT3)

O mercado acompanha a estreia das ações do Grupo Mateus após IPO (sigla em inglês para oferta pública inicial de ações). A empresa maranhense, de 34 anos, é um dos maiores grupos atacadistas do Brasil, e o maior das regiões Norte e Nordeste. O conglomerado faturou R$ 5,1 bilhões no primeiro semestre de 2020, alta de 30% na comparação com o mesmo período de 2019. O lucro teve alta de 62%, para R$ 297,2 milhões.

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O grupo possui 19.415 pontos de venda, e tem representantes comerciais no segmento de atacado em outros 1.750 pontos. O Grupo Mateus tem lojas físicas em Maranhão, Pará e Piauí, e atende por entrega em Tocantins, Bahia e Ceará.

A agência de classificação de risco S&P anunciou na sexta-feira que alterou a perspectiva dos ratings da Gerdau de negativa para estável e reafirmou o rating BBB-.

Segundo a S&P, a forte demanda doméstica por aços longos, principalmente devido do setor de construção residencial, deve aumentar as vendas, ante expectativa de uma queda significativa no início da pandemia.

“As margens saudáveis das operações da empresa nos Estados Unidos e uma recuperação nas operações na América do Sul (excluindo o Brasil) também contribuem para um Ebitda sólido, embora a recuperação da divisão de aços especiais continue mais fraca”, acrescentou a S&P.

Pague Menos  (PGMN3)

O JP Morgan iniciou a cobertura de Empreendimentos Pague Menos com recomendação overweight (exposição acima da média do mercado). O preço-alvo de R$12,50 implica potencial de alta de 38% em relação ao último fechamento.

Natura & Co (NTCO3)

O mercado acompanha o início das negociações de novos papéis da Natura & Co após oferta de ações.

Omega Geração (OMGE3)

O Itaú BBA elevou a recomendação para outperform (desempenho acima da média do mercado) o preço-alvo da Omega Geração, do setor de energia renovável (eólica, hidrelétrica e solar). O preço foi de R$ 32 em 2020 para R$ 44 em 2021.

A empresa diz enxergar boas perspectivas para o setor de energia renovável, devido ao plano do governo para os próximos dez anos para o setor -51% da expansão de energia elétrica deve vir da energia renovável.

Aura Minerals (AURA32)

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A mineradora Aura Minerals anunciou na sexta-feira que sócios farão uma oferta secundária para vender ações que correspondem inicialmente a 4,9% do capital total da empresa, o que poderá movimentar mais de R$ 187 milhões, segundo aviso divulgado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

A companhia focada no desenvolvimento e operação de projetos de ouro e metais básicos nas Américas disse que os acionistas Arc Fund e Ruffer buscarão vender 3,5 milhões na operação, uma oferta secundária a ser realizada no Brasil, exclusivamente na forma de recibos de ações (BDRs).

O Arc Fund ofertará 2,1 milhões de BDRs, enquanto o Ruffer buscará negociar 1,4 milhão de BDRs.

Até a data de divulgação ao anúncio oficial da oferta, a quantidade de recibos de ações a ser negociada poderá ser ampliada em até 20%, segundo o comunicado.

Se considerado o lote a ser oferecido inicialmente e o valor de fechamento dos BDRs em 7 de outubro, a operação movimentaria R$ 187,25 milhões, apontou a Aura em prospecto preliminar.

A fixação do preço por ação é prevista para 3 de novembro, enquanto o início da negociação dos BDRs na bolsa B3 seria em 5 de novembro, segundo cronograma estimado divulgado pela empresa.

A Aura possui ativos produtores que incluem as minas de ouro de San Andres em Honduras, e Ernesto/Pau-a-Pique, no Brasil, além da mina de cobre, ouro e prata de Aranzazu no México e a mina de ouro de Gold Road, nos Estados Unidos. A empresa tem mais dois projetos de ouro no Brasil, Almas e Matupá, e um projeto de ouro na Colômbia, Tolda Fria.

Minérios e aço

Na terça-feira de manhã, o Credit Suisse divulgou um relatório em que destaca a recuperação do setor latino-americano de materiais básicos, como ferro e cobre, no terceiro trimestre de 2020, seguindo a um segundo trimestre fraco.

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O banco de investimentos espera que produtoras brasileiras tenham os melhores – com destaque para a CSN (CSNA3) – impulsionados pela alta do preço do ferro. O Credit Suisse também diz esperar bons resultados de Usiminas (USIM5) e Gerdau (GGBR4) no terceiro trimestre. No campo da mineração, o banco destaca a Vale S.A. (VALE3), beneficiada por alta das vendas e dos preços do ferro e do cobre.

A recuperação no México e na Argentina tem sido relativamente mais lenta em comparação com o Brasil, afirma o Credit Suisse. Por isso, o aumento no EBITDA deve ser menor na Ternium (NYSE: TX). A alta do cobre também deve impulsionar os ganhos da Southern Copper Corp (NYSE: SCCO).

A petroquímica Braskem informou no final da sexta-feira que incluiu mais 2 mil imóveis de Maceió em um plano bilionário de ressarcimento de moradores atingidos por fenômeno de afundamento do solo.

A estimativa substituiu a anterior de inclusão de 800 imóveis adicionais no plano, divulgada em meados de setembro.

“Apesar do aumento dos gastos relacionados ao plano pela inclusão de imóveis adicionais, com base nas informações disponíveis até o momento, a companhia não espera alteração nos custos agregados estimados em R$ 3,3 bilhões”, afirmou a Braskem em comunicado ao mercado.

O Bradesco BBI divulgou na manhã de terça um relatório com dados de tráfego coletados pelas concessionárias de estradas no Brasil. A CCR indicou queda de 2% no tráfego em seu portfólio de estradas na primeira semana de outubro em comparação com a mesma semana do ano anterior.

Rede D’or São Luiz

A Rede D’or São Luiz informou na sexta-feira que fez à CVM (Comissão de Valores Mobiliários) e à B3 pedido de oferta pública primária e secundária de ações ordinárias. A empresa pretende estrear na Bolsa no segmento novo mercado. A companhia não informou quando pretende lançar papéis na Bolsa, ou quanto pretende levantar.

Golar LNG Limited (Nasdaq: GLNG)

No final da segunda-feira à tarde, a Hygo Energy Transition Ltd, joint venture do setor de energia entre a Golar LNG Limited (Nasdaq: GLNG) e a empresa de private equity norte-americana Stonepeak Infrastructure Partners, nomeou Paul Hanrahan como CEO. Ele assume o lugar de Eduardo Antonello, que deixou o cargo depois de ter seu nome citado em investigações da Lava Jato, em setembro.
Duas testemunhas afirmaram que Antonello integrava um esquema de propinas em 2011, quando trabalhava na Seadrill Ltd, o que o executivo negou por meio de advogado. A Golar pretende iniciar a construção, em breve, de um terminal de importação de gás natural em Barbacena, no Norte do país. Mas anunciou na segunda que cancelou um memorando de entendimento, assinado em julho com a Norsk Hydro, para fornecimento de gás natural para a refinaria de alumínio da Alunorte no Brasil.

Airbus (EPA: AIR)

Na tarde de segunda-feira, os principais sindicatos da França assinaram um acordo trabalhista com a Airbus (EPA: AIR), que cobre reduções de empregos e licenças para trabalhadores afetados pela queda na demanda de jatos de passageiros, em decorrência da pandemia de coronavírus. Após três meses de negociações, o acordo abre caminho para o corte de 4.200 vagas na França.

Os sindicatos também assinaram um acordo que implementa esquemas de licenças para até 30% dos funcionários na França. Os acordos entram em vigor em primeiro de janeiro.

(Com Reuters e Bloomberg)

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