Renner, Arezzo, Marisa, Track&Field, SBF e Grupo Mateus: quais varejistas animaram e quais decepcionaram no 2º tri

SÃO PAULO – Além de Americanas (AMER3) e Magazine Luiza (MGLU3), diversas outras varejistas divulgaram seus números referentes ao segundo trimestre, como Lojas Renner (LREN3), SBF (SBFG3), Marisa (AMAR3), Arezzo (ARZZ3), Track&Field (TFCO4) e a varejista de supermercados Grupo Mateus (GMAT3).

Na avaliação da XP, que cobre papéis de Arezzo, Grupo Mateus e Renner,  os destaques positivos ficaram para as duas primeiras companhias. O Credit Suisse, que tem cobertura para Arezzo, SBF (dona da Centauro) e Renner, destacou que as três companhias apresentaram bons números, mas segue preferência por SBF, Renner e depois Arezzo.

Para o Itaú BBA, os números da Arezzo e Renner foram mistos, enquanto SBF e Track&Field tiveram resultados considerados positivos. O Bradesco BBI, por sua vez, avaliou os resultados de Marisa, destacando que foram piores do que o esperado.

A sessão desta sexta-feira (13) é de queda para AMAR3, ARZZ3, GMAT3, enquanto SBFG3 também cai apesar das avaliações positivas sobre o resultado. A ação TFCO4 opera quase estável, enquanto LREN3 tem ganhos de mais de 1%.

Confira abaixo as análises dos balanços das varejistas:

Lojas Renner (LREN3)

A Lojas Renner registrou um resultado considerado bom pelos analistas, que enxergam um momento de expansão da empresa, e por conta disso, minimizaram os impactos vistos no lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda), lucro líquido e principalmente nas margens da companhia no segundo trimestre.

A varejista registrou lucro líquido de R$ 193,1 milhões entre abril e junho, queda de 76,4% em relação ao mesmo período do ano passado, quando somou R$ 818,1 milhões. Pressionado em parte por expansão nas despesas operacionais, o número veio abaixo dos R$ 131,7 milhões esperados por analistas consultados pela Refinitiv.

O Ebitda ajustado, por sua vez, incluindo produtos financeiros e arrendamentos, foi de R$ 330 milhões, queda de 35% em relação a um ano antes. Já a margem Ebitda ajustada ficou em 14,6%, 79,4 pontos percentuais abaixo da apresentada no segundo trimestre de 2020, de 94%.

A receita líquida de venda de mercadorias, por sua vez, disparou 318% em um ano, para R$ 2,26 bilhões, ao passo que as despesas operacionais (vendas, gerais e administrativas) somaram R$ 837,5 milhões, quase o dobro de um ano antes.

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Para a equipe do Bradesco BBI, o resultado da Renner foi “robusto”, apesar do Ebitda ter ficado abaixo do esperado. Segundo os analistas, a questão mais importante agora é o sinal que o progresso dos indicadores-chave de desempenho (KPIs) operacionais estão passando.

Nesse sentido, eles citam o crescimento das vendas mesma loja (SSS), penetração do comércio eletrônico, recuperação da margem bruta e impulso por trás das iniciativas em todo o negócio da companhia. “Isso deve começar a dar aos investidores uma confiança renovada na capacidade da Renner de continuar a dominar o mercado de roupas em um ambiente cada vez mais digital”,. avaliam.

Já a XP destacou que os resultados mostraram uma recuperação sequencial importante de faturamento com a volta à normalidade acontecendo e a companhia conseguiu apresentar uma melhora relevante de margem bruta.

Por outro lado, as despesas operacionais vieram acima das estimativas da casa, que já incorporavam um cenário mais conservador em relação ao nível de investimentos da construção do seu ecossistema de moda e lifestyle enquanto a companhia queimou R$ 424 milhões de caixa por conta de um aumento relevante em recebíveis.

Os analistas do Credit Suisse também destacaram o sólido desempenho de vendas da empresa, aliado à otimização dos estoques integrados e níveis de markdown muito mais saudáveis, levando a margem bruta a se aproximar dos níveis normalizados, ficando em 55%, resultado 1,4 ponto percentual abaixo do valor do 2º trimestre de 2019.

Já o Bank of America reforça o potencial futuro da Renner. Mantendo uma recomendação de compra, os analistas dizem que a companhia “é muito capaz de modificar sua plataforma existente para melhor integrar e alavancar competências essenciais de ponta a ponta em novos ativos, expandindo uma plataforma já instalada para operações centrais, bem como Ashua e Youcom”.

“Também percebemos forte disciplina e excelente capacidade de diferenciar equipes, tecnologia e ativos de alta qualidade, pois ela busca preencher lacunas e agregar competências por meio de aquisições”, complementam.

Na mesma linha, o BBI manteve sua recomendação outperform (equivalente a compra) apontando que o múltilpo P/E (Preço sobre Lucro) de 29 vezes da Renner pode enganar o investidor, dado que as margens estão reduzidas pelo ciclo de investimento da companhia.

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“Claramente, há riscos em torno dessa recuperação de margem, mas também achamos que focar em múltiplos de curto prazo negligencia muito do valor que esperamos que a Renner crie nos próximos anos”, concluem.

Track&Field (TFCO4)

A Track&Field teve lucro líquido de R$ 13,4 milhões no segundo trimestre de 2021, ante prejuízo líquido contábil de R$ 1,38 milhão em igual período de 2020.

O Ebitda ficou em R$ 20,1 milhões, com margem de 21,3%, mais de 19 vezes o resultado do mesmo trimestre ano anterior. O Ebitda ajustado totalizou R$ 17,8 milhões.

Para a equipe de análise do Itaú BBA, os resultados da Track & Field  foram fortes, como esperado. “A companhia divulgou vendas em mesmas lojas de 19% contra o segundo trimestre de 2019, principalmente devido à assertividade das suas coleções, assim como incremento da relevância das roupas de ‘athleisure’ [vestimentas confortáveis para o dia a dia e para a prática de esportes]”, analisa o banco.

Por outro lado, as vendas no canal digital foram vistas como o ponto negativo, ao caírem 29% na comparação com o mesmo período do ano passado. Mesmo assim, os analistas enxergam como bom o avanço da operação omnicanal, que atingiu 205 das 268 lojas.

As receitas de R$ 94 milhões, por sua vez, vieram 16% acima do que esperava o Itaú BBA, e a margem bruta cresceu em um ponto percentual na base anual, chegando a 59,6%.

“Dado o maior faturamento e diluição de despesas, a companhia registrou um Ebitda de R$ 18 milhões, com margem Ebitda de 18,9%”, conclui a equipe.

O Itaú tem recomendação outperform para as ações TFCO4, com preço-alvo de R$ 14,00, o que corresponde a uma desvalorização de 13,74% ante o patamar de fechamento desses papéis na quinta-feira (12).

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Segundo dados compilados pela Refinitiv, as ações preferenciais da Track & Field acumulam 3 recomendações de compra e uma neutra entre bancos, corretoras e casas de análise que acompanham a empresa. O preço-alvo médio para os papéis é de R$ 14,80, o que equivale a uma queda de 8,81% sobre o nível com que encerram o pregão do dia anterior.

Outra companhia que conseguiu entregar números sólidos no segundo trimestre foi a Arezzo, mostrando um bom desempenho de vendas, principalmente online, com margens brutas mais altas e menores despesas de SG&A (vendas, gerais e administrativas).

A companhia registrou lucro líquido atribuível aos sócios controladores de R$ 132,5 milhões entre abril e junho deste ano, revertendo o prejuízo de R$ 82,3 milhões registrado no mesmo período de 2020.

O Ebitda ajustado, por sua vez, foi de R$ 84 milhões, ante resultado negativo de R$ 72,1 milhões um ano atrás, com a margem ajustada crescendo 12 pontos percentuais, para 15,2%. A receita líquida saltou 258%, a R$ 553 milhões.

Para os analistas do Goldman Sachs, a Arezzo reportou um resultado sólido, que ficou em linha com o esperado. “O ímpeto do canal online e das vendas para clientes multimarcas continuou forte, e as vendas em lojas físicas aumentaram gradativamente ao longo do trimestre”, destacaram, reforçando a visão positiva que a administração da companhia deixou para o terceiro trimestre.

Já o Credit Suisse aponta que, apesar do sell-out (venda ao consumidor) estável em relação ao segundo trimestre de 2019 (pré-pandemia), as vendas orgânicas da Arezzo caíram 6,8% em relação ao mesmo período devido à sua maior exposição ao canal de franquia.

“Por outro lado, a boa notícia do ponto de vista de vendas é que as marcas adquiridas (Vans e Reserva, que representaram 36,7% das vendas no segundo trimestre de 2021) estão apresentando resultados robustos isoladamente”, destacaram os analistas citando a alta de 57% nas vendas da Reserva em relação ao segundo trimestre de 2019.

Na mesma linha, a XP ressaltou o Ebitda da companhia 9% acima das estimativas, apontando dois fatores para o balanço positivo. O primeiro foi o sólido desempenho de vendas, com vendas brutas 40,5% acima dos níveis de 2019, principalmente explicadas pela Reserva e Vans (com um crescimento orgânico estimado em alta de 7% e vendas ex-Reserva/Vans estagnadas vs 2019).

Além disso, os analistas apontam para a rentabilidade sólida, com expansão da margem bruta em função de vendas maiores da AR&Co, penetração do comércio eletrônico e menores promoções, e expansão da margem Ebitda com alavancagem operacional.

O JPMorgan se mostrou bastante otimista com o resultado, mantendo sua recomendação overweight (equivalente a compra) esperando uma reação positiva das ações por três motivos: 1) leituras iniciais nas vendas do 3T21 indicam um forte desempenho de sell-out vs. 19; 2) operações da Reserva crescendo em um ritmo forte; e 3) lucratividade que continua surpreendendo positivamente, apesar dos investimentos em novas iniciativas de crescimento.

Por outro lado, o Itaú BBA se mostrou mais cauteloso, classificando o balanço como “misto”. Para os analistas, a estratégia da Arezzo parece estar no caminho certo e os números financeiros são sólidos, principalmente considerando o Ebitda ajustado acima do esperado. “Dito isso, a receita excluindo aquisições (Vans e Reserva) ainda está 2% abaixo do 2T19, o que parece mais fraco do que os pares”, concluem os analistas.

Grupo SBF (SBFG3)

O Grupo SBF, controlador da Centauro, entregou um resultado considerado forte pelos analistas, ainda que eles tenham destacado números mais “mistos” que outros pares, principalmente do lado do e-commerce, que ficou abaixo do esperado.
A companhia registrou lucro líquido de R$ 24,078 milhões no segundo trimestre de 2021, revertendo o prejuízo de R$ 102,287 milhões registrado um ano antes.

Entre abril e junho, o Ebitda somou R$ 169,394 milhões, também revertendo o indicador negativo de R$ 46,759 milhões na comparação anual. A receita líquida, por sua vez, foi de R$ 1,122 bilhão no trimestre, alta anual de 369%.

Já a dívida líquida foi de R$ 473,995 milhões, enquanto a alavancagem medida por dívida líquida ajustada por Ebitda foi de 1,59x, ante caixa líquido de R$ 917,713 milhões e -2,19x no ano anterior.

A empresa apresentou um resultado financeiro negativo de R$ 44,6 milhões no segundo trimestre, devido ao aumento de despesas financeiras no trimestre devido ao maior endividamento da companhia, justificado pelas dívidas tomadas para aquisição da Fisia, braço utilizado para comercialização dos produtos Nike no Brasil, e para reforço de caixa devido à pandemia. O fluxo de caixa operacional foi negativo em R$ 224,3 milhões.

O Credit Suisse destacou números ligeiramente acima do esperado, com “bons sinais tanto em crescimento quanto em rentabilidade”. “As preocupações com markdown parecem estar no passado e a Fisia (48,5% das vendas totais) apareceu como uma surpresa interessante no 2º trimestre”, avaliaram os analistas destacando ainda que a SBF está conseguindo avançar de forma interessante na captura de sinergias.

Já o Bradesco BBI disse que o balanço mostrou uma forte recuperação após a segunda onda da Covid do início do ano. Segundo os analistas, a receita da Centauro foi 15% maior do que no segundo trimestre de 2019, embora tenha ficado em linha com o esperado, enquanto a Fisia “deu uma contribuição muito maior do que o esperado para a receita”.

O BBI viu três pontos positivos do resultado: 1) forte receita na Centauro, com vendas 15% acima de 2019 que, em um crescimento médio da área de vendas de 12%, implica num crescimento de SSS de cerca de 3%; 2) recuperação da margem bruta da Centauro para 50,5%, semelhante aos níveis pré-pandêmicos; e 3) desempenho muito forte da Fisia, menos de um ano desde a aquisição, tanto na receita quanto nas margens.

Por outro lado, os analistas destacaram um ponto que deixou o mercado um pouco decepcionado, que foi o e-commerce, com o GMV caindo 12% na comparação anual, embora tenha ficado 80% acima do segundo trimestre de 2019.
Na mesma linha, o Itaú BBA ressaltou a boa surpresa com os números da Fisia e as vendas da Centauro avançando 15% sobre 2019 e lojas físicas voltando aos níveis pré-pandemia. Com isso, os analistas enxergam a SBF mantendo a trajetória de recuperação, ganhando força em um cenário mais normalizado.

Grupo Mateus (GMAT3)

O Grupo Mateus teve lucro líquido ajustado de R$ 191 milhões no segundo trimestre de 2021, o que representa uma queda de 2,5% em relação ao mesmo período do ano passado.

Já o Ebitda somou R$ 248 milhões, indicando queda de 2,5% ante o segundo trimestre de 2020, ao passo que no critério ajustado alcançou R$ 255 milhões, uma leve alta de 0,5%. A margem Ebitda ajustada caiu 1,9 ponto porcentual, para 6,8%.

A receita líquida no período somou R$ 3,724 bilhões, 28,9% maior que a de um ano atrás.

Segundo a analista Flávia Meireles, do Bradesco BBI, os resultados do Grupo Mateus vieram acima das expectativas apesar do Ebitda ligeiramente abaixo do registrado no ano anterior.

“Vemos isso como um resultado robusto, apesar do crescimento das vendas em mesmas lojas ter sido de apenas 1,8% contra a base de comparação de 24% no segundo trimestre de 2020”, avalia. A analista destaca que o crescimento de vendas em mesmas lojas diminuiu 8 pontos percentuais sequencialmente na comparação com o primeiro trimestre deste ano, mas que a base de comparação foi 17 pontos percentuais mais difícil.

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“A expansão continua em ritmo acelerado, com 45 novas lojas adicionadas nos últimos 12 meses, incluindo 9 lojas Mix Atacarejo Cash & Carry. A administração observa que as novas lojas estão contribuindo com uma receita maior do que as lojas maduras no final do trimestre, o que acreditamos ressaltar a força das lojas Mateus e da execução, bem como a oportunidade significativa de crescimento que existe em uma região com menos competição, como em São Paulo e no Sudeste.”

Para o Bradesco BBI, a expansão agressiva de lojas, que ficou clara com a entrada da empresa no Ceará pela primeira vez, é o elemento chave no caso de investimento.

O banco tem recomendação de compra para as ações ordinárias GMAT3, com preço-alvo de R$ 11,00 para 2022, o que corresponde a uma valorização de 49,25% sobre o nível de fechamento dos papéis na quinta-feira (12).

Já a equipe de análise do Itaú BBA apontou que a varejista continuou a reportar fortes tendências de crescimento das vendas, com a expansão do faturamento atingindo 29% na comparação com o segundo trimestre de 2020.

Por outro lado, os analistas consideram que a rentabilidade foi um grande destaque negativo. “Estávamos esperando pressões, como comparações difíceis somadas aos efeitos da inflação de alimentos e a mudança do mix de receita em direção ao Cash & Carry. Dito isso, o tamanho dessas tendências impressionou negativamente, com uma enorme queda de 90 pontos-base na margem na comparação anual, ante expectativa de declínio de 30 pontos-base”, escrevem.

A equipe do Itaú explica, contudo, que a companhia teria decidido não reajustar preços no trimestre passado apesar das pressões inflacionárias, e focando no crescimento de primeira linha.

Mesmo com os problemas, o Itaú BBA tem recomendação outperform para as ações do Grupo Mateus, também com preço-alvo de R$ 11,00.

A XP, por sua vez, destacou que os resultados do Grupo Mateus vieram acima das estimativas, impulsionados pela abertura de 45 novas lojas nos últimos 12 meses. De acordo com analistas da corretora, apesar da pressão na margem bruta, o grupo de supermercados conseguiu expandir a margem Ebitda em 0,2 pontos percentuais na base anual através de alavancagem operacional e controle de despesas. Isso mesmo com maiores despesas com a transferência da operação do Centro de Distribuição de Belém do Pará para Santa Isabel

“Esperamos uma continuidade de resultados sólidos por parte do Grupo Mateus, impulsionadas principalmente pela forte expansão de lojas que apresentou uma performance de vendas acima da média de lojas maduras pelo segundo trimestre consecutivo. Nesse sentido, acreditamos que a contratação do time de expansão de mercado citada pela companhia no relatório de resultados deve acelerar ainda mais o plano de expansão da companhia e de forma mais assertiva, mantendo a estratégia de adensamento de novas rotas que a companhia pratica”, conclui a XP.

A corretora também tem recomendação de compra com preço-alvo de R$ 11,00 para GMAT3.

O Grupo Mateus acumula 5 recomendações de compra e 1 de venda, segundo informações compiladas pela Refinitiv. O preço-alvo médio para as GMAT3 é de R$ 12,11, o que significa uma alta de 64,31% ante o fechamento do dia 12.

A Marisa teve um prejuízo líquido de R$ 59,5 milhões no segundo trimestre de 2021, o que representa uma melhora ante as perdas de R$ 171,7 milhões no mesmo período do ano passado, mas não uma reversão total.

O Ebitda ajustado totalizou R$ 40,5 milhões, revertendo o Ebitda negativo de R$ 66,8 milhões no segundo trimestre de 2020.

A receita líquida da companhia, por sua vez, somou R$ 662,7 milhões, valor 230,8% superior na base anual de comparação.

A Marisa reportou resultados abaixo das estimativas do BBI, uma vez que a empresa foi fortemente afetada pelo fechamento de lojas durante a segunda onda de Covid. As vendas nas mesmas lojas no trimestre ainda registram queda de 6,1% versus 2019.

Já do lado positivo, as vendas digitais da Marisa aumentaram 14% em relação ao ano anterior, contra uma base de comparação difícil.

A margem bruta ficou estável em relação a 2019, em meio à redução de estoque. “Embora a empresa tenha conseguido preservar sua margem bruta, o Ebitda de varejo decepcionou, apesar das iniciativas contínuas da empresa de controle de despesas operacionais. Além disso, os serviços financeiros foram um entrave aos resultados, ao contrário das nossas expectativas”.

Para o BBI, este foi mais um trimestre difícil para a Marisa, com alguns pontos altos (Dia das Mães) e baixos (desaceleração em junho nas vendas e aumento nos descontos). A meta de voltar a uma margem bruta de cerca de 50% permanece indefinida e os analistas ressaltam preocupação com a falta de expansão, mesmo após a redução dos estoques e comentários da administração de que remarcações excessivas de preços foram reduzidas.

“Vimos pressão na margem bruta entre outros varejistas de moda, principalmente como resultado do câmbio e da inflação de preços de matérias-primas e isso provavelmente também está impactando a Marisa, mas esperávamos ver mais progresso dada uma base de comparação baixa. Isso, juntamente com a receita um pouco mais fraca, foi o impulsionador da queda no Ebitda do varejo quando comparado com nossas estimativas”, apontam.

No geral, os analistas apontam que os resultados não são consistentes com a recomendação atual outperform (desempenho acima da média do mercado) e com o preço-alvo de R$ 11 que eles têm para a ação, mas esperam mais sinais da administração da companhia sobre o segundo semestre antes de revisarem projeções.

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Beneficiadas com reabertura, ações ligadas ao esporte devem dar ‘volta olímpica’ com Jogos de Tóquio

O avanço da vacinação e o relaxamento das restrições impostas pela pandemia de Covid-19 estão beneficiando empresas ligadas ao esporte, como varejistas e marcas de material esportivo. Além disso, a volta dos grandes eventos, como a Eurocopa, realizada recentemente, e as Olimpíadas, a partir desta sexta-feira (23), serve como estímulo extra para o desempenho dessas companhias.

No cenário externo, a reabertura e o verão no Hemisfério Norte aumentam a demanda por produtos esportivos em mercados como Estados Unidos, China e Europa. O calor e a redução das restrições estimulam as pessoas a saírem de casa e a praticarem atividades físicas.

Vale lembrar, porém, que os casos da doença voltaram a aumentar na Europa e nos EUA, e há apreensão global com a circulação da variante delta.

“As empresas [desse setor] tendem a se beneficiar bastante [com a abertura]”, disse Carlos Daltozo, chefe de pesquisas em renda variável da Eleven, casa de análises financeiras. “Esperamos que no Brasil o efeito da vacinação traga uma abertura maior da economia neste segundo semestre”, acrescentou.

A multinacional Nike (NYSE: NKE) é um dos destaques do ramo neste momento de retomada. A companhia anunciou um resultado recorde de US$ 12,3 bilhões em faturamento no quarto trimestre do ano fiscal encerrado em maio, valor 96% superior ao registrado no mesmo período de 2020 e 21% acima do total do mesmo trimestre de 2019, antes da pandemia. Após o anúncio, as ações da marca dispararam e atualmente estão na casa de US$ 160,00.

Seguindo a tendência, as BDRs da Nike (NIKE34) negociadas na B3 avançaram significativamente. Estavam cotadas a R$ 83,45 na terça-feira (20). “A Nike passou a integrar nossa carteira de BDRs em junho e capturou cerca de 20% de alta”, afirmou o analista da Eleven.

Sócio diretor da gestora de fundos GeoCapital, Arthur Siqueira acrescenta que a Nike promove desde 2017 uma mudança de canais de venda com foco na relação direta com os clientes, por meio de lojas próprias e plataformas digitais, ampliando a fidelização e reduzindo sua dependência em diferentes varejistas. A pandemia acelerou o processo.

De acordo com Siqueira, as vendas diretas representavam 20% do faturamento da empresa antes da pandemia, mas agora são 40% – e até 2025 a expectativa é chegar a 60%. “Nos momentos de crise, as empresas que têm pilares sólidos se saem melhor”, observa. Além disso, com menos intermediários, a companhia aumenta sua margem.

Siqueira ressalta que a Nike, com o uso de aplicativos de corrida e treino, está mais próxima de seus clientes, conhece suas demandas e consegue oferecer produtos que têm maior valor para o consumidor, o que deixa a empresa numa posição vantajosa dentro da nova realidade do mercado.

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O executivo informa, no entanto, que a GeoCapital não tem papeis da Nike em seus fundos, mas por causa do preço e não pela qualidade do negócio.

A abertura é importante também para outra gigante do setor, a Adidas. “Metade da receita da Adidas vem da Europa e dos Estados Unidos, regiões onde a vacinação está caminhando mais rápido”, afirmou Rodrigo Lobo, sócio da Nextep, gestora de fundos que tem papeis da empresa de origem alemã em seu portfólio.

Segundo Lobo, a marca manteve abertas somente 30% de suas lojas no auge da pandemia, mas agora as unidades em funcionamento chegam a 90%. Ao mesmo tempo, a participação do comércio eletrônico no faturamento saltou de 11% para 20%. As ações da companhia acumulam valorização de 3,4% neste ano e estavam cotadas a 305,40 euros na terça-feira (20).

Para o sócio da Nextep, a empresa tende a seguir em ritmo de crescimento. Ele conta que a Adidas anunciou recentemente seus planos para os próximos cinco anos, prazo em que pretende dobrar suas receitas com vendas diretas (lojas próprias e comércio eletrônico), elevar o faturamento total de 10% a 20%, ter 90% de sua linha composta de produtos reciclados ou 100% recicláveis e investir 1 bilhão de euros em tecnologia.

Além da maior demanda por comercio eletrônico, a pandemia aumentou a procura por roupas confortáveis que servem para esportes, lazer, ficar em casa e trabalho remoto, segmento que ganhou o apelido de “Athleisure”, uma combinação das palavras em inglês “athletic” (atlético) e “leisure” (lazer). Tipo de vestuário de produzido por marcas como Adidas e Nike.

O crescimento desse segmento é uma das tendências apontadas pela consultoria McKinsey numa pesquisa sobre marcas esportivas divulgada em janeiro de 2021. O estudo informa também que o faturamento do setor de material esportivo caiu em 2020 pela primeira vez desde a crise financeira internacional de 2008. De forma geral, a pandemia acelerou mudanças que vieram para ficar, como o fortalecimento do comércio eletrônico e o aumento da demanda por produtos sustentáveis.

Olimpíadas

Quando a pesquisa foi publicada, a vacinação estava apenas começando ao redor do mundo, e os números de novos casos de Covid-19 e de mortes batiam recordes nos Estados Unidos. Mas a McKinsey já previa oportunidades para o setor com a eventual reabertura e a volta de grandes eventos, incluindo os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Tóquio.

“As Olimpíadas colocam o esporte em evidência, geram mais engajamento da população e esta exposição é benéfica para todos”, comentou Siqueira. A avaliação sobre o impacto dos Jogos, porém, não é unânime.

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“As empresas ligadas ao esporte tendem a ter bom desempenho em época de Olimpíadas, e principalmente de Copa do Mundo, mas em Tóquio há a diferença de fuso e não haverá torcida [presencial]”, observou Daltozo. “Eu não vejo tanta euforia”, disse.

Lobo fica no meio do caminho. “Não conseguimos ver os efeitos este ano ainda, mas em 2012, com as Olimpíadas [de Londres] e a Eurocopa, o lucro da Adidas teve um crescimento de 20% no segundo trimestre”, observou. Ele reconhece que os Jogos deste ano vão ser diferentes, por causa da pandemia, mas ressalta que a exposição das marcas em eventos do gênero é bastante intensa. “Na Eurocopa de 2021, oito das 24 seleções foram patrocinadas pela Adidas”, exemplificou.

Brasil

As perspectivas de reabertura refletem positivamente em negócios do setor inclusive no Brasil. A Eleven, por exemplo, recomenda a compra de ações da fabricante de calçados Vulcabrás (VULC3), que tem atuação forte na área de esportes com as marcas Olympikus (própria), Under Armour (licenciada pela matriz norte-americana) e agora com a Mizuno, recentemente licenciada pela matriz japonesa. A XP também recomenda a compra dos papéis da empresa.

“A Vulcabras incorporou a marca Mizuno e reduziu sua dependência nos calçados femininos [com o licenciamento da marca Azaleia para a Grendene]. O segmento esportivo tem uma rentabilidade melhor”, comentou Daltozo.

De acordo com ele, em 2020 a empresa sofreu um tombo considerável, mas aproveitou o momento de crise para mudar sua estratégia, teve uma retomada forte em 2021 e deve voltar ainda este ano ao patamar de receitas de 2019, com perspectivas de crescimento no ramo esportivo. As ações da Vulcabras registram valorização acumulada de 28,2% desde o início de 2021.

Na mesma linha, a Eleven recomenda compra de papeis do Grupo SBF (SBFG3), controlador da rede varejista de material esportivo Centauro. A companhia adquiriu o licenciamento da Nike no Brasil e deve se beneficiar disso.

“A Centauro fez o acordo com a Nike um pouco antes da pandemia, sofreu um pouco, mas este ano está em nossa cesta de empresas de varejo que devem se beneficiar mais da retomada”, declarou Daltozo. Os papeis da SBF acumulam valorização de 32,25% no ano.

A rede de academias Smart Fit (SMFT3) estreou na B3 em 14 de julho, após uma oferta pública inicial de ações que movimentou R$ 2,3 bilhões. Os papeis tiveram valorização de quase 35% no primeiro dia. Daltozo diz que a Eleven recomendou aos seus clientes participação na oferta.

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Ele avalia que a cadeia tem bom potencial de crescimento nos próximos anos, especialmente em outros países da América Latina. “Há muita demanda represada por academias por causa da pandemia, não só no Brasil, mas na América Latina”, observou.

Já para a Track & Field (TFCO4), outra empresa brasileira do ramo de esportes listada, a Eleven está com recomendação neutra. A companhia abriu seu capital no ano passado e, de acordo com Daltozo, sofreu pouco na crise, portanto o analista não vê tanto potencial de avanço, pois a retomada já foi “precificada”.

Longo prazo

Siqueira comenta ainda a perspectiva para a VF Corporation (VFCO34), companhia norte-americana que controla marcas como Vans, Timberland e The North Face. Ele acredita que a reabertura da economia deve ter um impacto ainda maior nesta empresa, pois ela depende bastante das vendas em lojas físicas. “São marcas bastante importantes que podem se beneficiar da reabertura”, ressaltou.

Para Siqueira, empresas estrangeiras como a Nike e a VF Corporation têm condições de surpreender no longo prazo. “São empresas muito boas e que têm possibilidade de surpreender para cima em termos de retorno médio em cinco anos”, afirmou.

No mesmo sentido, Lobo avalia que a Adidas tende a aumentar de valor no futuro, pois a gestão atual tem uma filosofia de longo prazo com prioridades importantes como o crescimento em mercados como China e EUA, investimentos em tecnologia e processos mais eficazes, vestuário confortável e canais de venda que permitam maior margem. “A tendência do mercado favorece os produtos que a empresa vende”, concluiu.

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Como o grupo SBF, dono da Centauro e distribuidor da Nike no Brasil, quer virar um verdadeiro ecossistema do esporte

SÃO PAULO – Vencedor do prêmio de revelação da Bolsa em 2021 no ranking InfoMoney, o grupo SBF (SBFG3) –  controlador da Centauro, da NWB e operador da Nike do Brasil –  trabalha para ser cada vez mais multicanal e criar um verdadeiro ecossistema do esporte buscando atender as necessidades do consumidor, que também vem se transformando.

Nesse sentido, para Pedro Zemel, CEO do SBF, a companhia está apenas no começo de uma jornada, em um contexto de forte engajamento da população brasileira no segmento esportivo, seja ou assistindo ou praticando.

“Temos uma convicção de que o esporte tem um poder transformacional e isso dá uma energia muito boa para a empresa e para a nossa capacidade de atrair gente. O que queremos fazer é usar essa forma de engajamento e essa transformação para construirmos uma empresa que de fato se posicione como um ecossistema do esporte”, afirmou o CEO, durante o evento Melhores da Bolsa 2021, promovido pelo InfoMoney e pelo Stock Pickers (assista no player acima).

Zemel destaca que a empresa está no mercado há 40 anos e abriu o capital com uma base muito sólida e estabelecida como varejista, tendo presença em 26 estados e com 200 lojas. Porém, a avaliação é de que essa é apenas uma “parte da história” a ser contada pelo grupo. A companhia, fundada em 1981, fez seu IPO em 2019, captando cerca de R$ 772 milhões.

O momento pós-IPO, aliás, foi de diversas transformações para o grupo, sendo marcado por importantes aquisições. O SBF concluiu no ano passado a compra da operação comercial da Nike do Brasil por R$ 1,032 bilhão. Com o fechamento do negócio o grupo praticamente dobrou de tamanho: de uma receita de um pouco mais de R$ 3 bilhões, foi para cerca de R$ 6 bilhões. Em dezembro, ainda anunciou a compra da produtora de conteúdo NWB, detentora dos canais do YouTube Desimpedidos, Acelerados, Fatality e Falcão 12. O negócio, no valor de R$ 60 milhões, marcou a entrada do grupo no segmento de conteúdo.

“Fomos agregando outros pedaços a esse ecossistema e nos transformando nessa jornada, e evoluindo de uma empresa de varejo para uma empresa que tem uma operação de varejo, que tem a Fisia que distribui a marca Nike, a NWB que produz conteúdo e que chega a dezenas de milhões de espectadores do esporte. O esforço é por buscar aumentar a velocidade de transformação interna”, apontou.

O último ano, porém, foi desafiador não apenas para o grupo, como também para todo o setor varejista, que foi impactado pelo fechamento das lojas físicas por conta da pandemia do coronavírus, que aumentou as restrições à mobilidade e também acelerou a mudança de comportamento do consumidor. No primeiro trimestre de 2021, a companhia registrou prejuízo de cerca de R$ 36 milhões.

Porém, Zemel ressalta que já se nota que, quando há a reabertura de lojas com o relaxamento das restrições, elas têm mostrado uma forte recuperação. Além disso, não há planos de deixá-las de lado e sim integrá-las cada vez mais com as operações digitais.

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“Temos indícios tanto internos quanto externos de que a loja física continua sendo um canal fundamental. Dos meses que as lojas ficam abertas, até independentemente do avanço da vacinação, elas têm registrado um bom desempenho. Estamos confiantes também olhando para os números de fora, de vários players em países em que a vacinação está mais avançada, inclusive com a tendência de que o consumidor volte a fazer mais esporte, o que deve beneficiar a gente”, avalia.

Enquanto as lojas físicas continuam sendo importantes, Zemel aponta que o digital é uma “tendência secular”. Desta forma, a empresa tem uma “visão holística omnichannel’, com o consumidor transitando de maneira fluida pelos diferentes canais, temas que o grupo quer desenvolver cada vez mais.

“O canal para a gente é algo tático. A loja e o e-commerce complementam a oferta para que a gente possa oferecer o melhor para o consumidor em termos de conveniência. Estamos bastante confiantes em como eles se complementam”, afirma.

Neste sentido, na avaliação do CEO, o modelo de megalojas da Centauro também tem espaço para crescer, ainda mais considerando que a empresa está em cerca de 200 dos 600 shoppings do Brasil. Ele destaca que a loja não é mais só um local para “trocar mercadoria por dinheiro”, mas sim um local para conectar clientes com a marca, ser um centro de distribuição e também um espaço para conquistar clientes. Desta forma, o executivo aponta que a loja é central para estratégia, inclusive no digital.

André Ribeiro, sócio-fundador e gestor da Brasil Capital, que tem exposição em ações da SBF, questionou durante a live como a estratégia da empresa se encaixa com as aquisições recentes, com o comando da operação da Nike do Brasil, além da compra da NWB.

Zemel destacou que a Nike do Brasil é enorme e uma das mais admiradas pelo consumidor brasileiro, e que a operação reforça a tese de formar efetivamente um ecossistema e atuar nas diversas etapas de consumo. A grande estratégia da SBF com a Nike é o desenvolvimento de acesso direto ao consumidor, que é uma estratégia global da companhia americana.

O desenvolvimento se dá pelo e-commerce e pela operação de lojas. “A marca Nike merece uma presença importante no mercado brasileiro e a gente está preparando esse avanço em loja física”, afirma. Zemel disse estar otimista e orgulhoso com a operação, a primeira aquisição desde o IPO, com a marca atingindo uma margem Ebitda (Ebitda, ou lucro antes juros, impostos, depreciações e amortizações, sobre receita líquida) de 9% no primeiro trimestre.

Já sobre a NWB, o CEO citou o forte potencial de público, já que o grupo já chegou a cerca de 2 bilhões de visualizações no Youtube por ano e 80 milhões de seguidores no Instagram.

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“É, muito relevante para o público do esporte e encaixa como uma luva na estratégia de ecossistema”, apontando que a estratégia é positiva por construir relação mais profunda para usuários do esporte e apresentar conteúdo que é benéfico para consumidor, aproximando-se dele. Do outro lado, também há uma diminuição do custo para conquistar um novo consumidor, além de garantir a perenidade da relação e também aumentar o relacionamento com uma série de influenciadores do segmento, “abrindo uma avenida de receitas”.

Indo às compras?

Ao ser questionado sobre futuras aquisições – recentemente, houve rumores de movimentações para fusão com a Track & Field ( TFCO4), posteriormente negados -, o executivo afirmou que, antes do IPO e em um momento sem dinheiro tão abundante no país, a empresa já tinha uma lista de empresas que já interessa em adquirir. Contudo, durante a live, ele não citou nomes de possíveis “alvos”.

“O sonho dessa empresa, desde que foi fundada, sempre foi muito ambicioso, muito grande e continua sendo. De fato, que isso seja o começo de uma história, de que a gente consiga multiplicar em muitas vezes o tamanho dessa companhia. A estratégia de adquirir empresas está disponível e com a qual estamos mais confortáveis agora que vivemos uma experiência de fazer uma transição com uma empresa grande, que fatura bilhões. Quando pensamos em quais seriam os caminhos, pensamos no consumidor e no esporte, que tem várias audiências e marcas que são muito relevantes”, ressalta, fazendo a ponderação de que, além de aquisições, a SBF também pode chegar ao seu modelo de ecossistema do esporte através de parcerias.

O grupo, afirmou, tem uma área de fusões e aquisições estruturada e também uma área recém criada chamada SBF Ventures, em que busca criar novos negócios e também buscar aquisições de negócios menores. “A gente entende que M&A [fusões e aquisições] é sim um caminho para fechar esse mapa e chegar a um dia ser um ecossistema super completo e um destino para os consumidores do esporte no Brasil no que eles precisem nessa jornada”, avalia.

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A análise considerou um período de três anos, de 31 de dezembro de 2017 a 31 de dezembro de 2020.  Veja aqui todas as empresas premiadas.

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