Guararapes tem prejuízo líquido de R$ 104,9 mi no 1º trimestre; alta de 120,8%

A Guararapes Confecções (GUAR3), dona da rede de lojas Riachuelo, registrou prejuízo líquido de R$ 104,9 milhões no primeiro trimestre de 2020, 120,8% superior ao prejuízo de R$ 47,5 milhões do mesmo período de 2020.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado da Guararapes ficou em R$ 33,501 milhões entre janeiro e março de 2021, queda de 66,9% ante igual período em 2020.

Segundo comentários da empresa que acompanha os resultados, a performance é reflexo da queda nas vendas em mesmas lojas, da expansão de margem bruta de mercadorias, do desempenho das despesas operacionais e do forte crescimento do Resultado da Operação financeira.

A receita líquida consolidada da Guararapes nos primeiros três meses de 2021 encolheu 23,5% na comparação anual, para R$ 1,243 bilhão. As despesas operacionais, por sua vez, cresceram 7,3% na mesma base de comparação, para R$ 737,8 milhões. No período, a companhia apresentou um consumo de caixa de R$ 403,5 milhões.

A dívida líquida da companhia fechou o trimestre em R$ 1,110 bilhão, 57% superior aos R$ 706,989 milhões do final de dezembro, mas 30% menor que o registrado em março do ano passado, de R$ 1,582 bilhão. Assim, o nível de alavancagem, medido pela relação dívida líquida/Ebitda, subiu de 3,0 vezes para 6,8 vezes em relação ao quarto trimestre de 2020. Em março de 2020, a alavancagem era de 1,6 vez.

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Com compra da Hering, Soma se torna uma das 5 maiores empresas do setor de vestuário; veja lista

Moletons Hering (Reprodução/Facebook)

SÃO PAULO – A fusão do Grupo Soma (SOMA3) com a Cia. Hering (HGTX3) irá transformar o novo negócio combinado em uma das cinco maiores companhias do setor de varejo de vestuário do país, considerando métricas como receita líquida e número de lojas. Os dados deixam clara a tendência de consolidação do segmento, que nas últimas semanas tem passado por fortes movimentações de fusões e aquisições.

O Grupo Soma, que registrou em 2020 uma receita líquida de R$ 1,243 bilhão e a Hering, que apresentou receita de R$ 1,074 bilhão, apareciam na sexta e na sétima posições, respectivamente, entre as empresas com maior faturamento do setor de vestuário no ano passado. Mas juntas, as empresas teriam registrado uma receita de R$ 2,317 bilhões e passariam à quarta posição no ranking, conforme pode ser observado na tabela abaixo.

Posição Empresa Receita líquida em 2020
1º lugar Renner R$ 6,660 bilhões
2º lugar Guararapes R$ 4,332 bilhões
3º lugar C&A R$ 4,085 bilhões
4º lugar Grupo Soma + Hering R$ 2,317 bilhões (R$ 1,243 bilhão Soma + R$ 1,074 bilhão Hering)
5º lugar Marisa R$ 2,139 bilhões
6º lugar Arezzo R$ 1,612 bilhão
7º lugar Restoque R$ 598,8 milhões
8º lugar Inbrands  R$ 300,7 milhões

(Fonte: Eikon)

Gabriel Trebilcock, gestor de renda variável da ACE Capital, afirma que a onda de fusões no país está ligada ao perfil do mercado, que é muito pulverizado.

“Essas lojas de roupa médias, que tiveram coleções encalacradas no inverno com o isolamento e não produziram no verão porque as fábricas estavam fechadas, agora acabam sendo vendidas praticamente de graça. E empresas maiores, como a Arezzo e o grupo Soma vão às compras”, diz.

Trebilcock cita um ranking que mostra que o mercado de varejo de vestuário no Brasil é o mais pulverizado dentre um grupo de oito países. Aqui, as cinco maiores empresas de vestuário representam 26,1% do mercado, contra 45,6% no Reino Unido, 43,2% no Mexico, 40,3% na Espanha, 39% em Portugal, 34,9% nos Estados Unidos e 28,5% no Canadá.

Na tabela abaixo é possível observar a participação de mercado das principais varejistas de vestuário do Brasil em 2020:

Empresa Participação de mercado
Lojas Renner 9,0%
Guararapes 7,01%
C&A 6,0%
Marisa 2,6%
Inditex 1,4%
Arezzo 1,1%
Cia Hering 0,8%
Levi Strauss 0,5%
Q1 Comercial de Roupas 0,1%

(Fonte: ACE Capital/Similarweb)

Trebilcock afirma que a compra da Hering se diferencia das outras feitas pelo Grupo Soma pelo tamanho do negócio. Hoje a Farm representa 43% do faturamento do Soma e a Animale 32%. E as últimas aquisições da Soma, como a NV, marca da Nati Vozza, eram negócios que correspondiam a menos de 15% do faturamento. “As operações diluíam o risco e desconcentravam o negócio. Agora, a Hering deve representar 50% do faturamento, a Farm 25% e a Animale 15%, então muda o olhar do analista porque a empresa agora se concentra em três marcas, com destaque para a Hering, e as outras perdem relevância”, diz.

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Ele acrescenta que a estratégia por trás dessa aquisição mais graúda é elevar a receita da empresa mais rápido e tornar o negócio mais relevante no mercado. “Com a Hering, a Soma se solidifica como uma das cinco maiores empresas de varejo do Brasil. Ao somar as 778 lojas da Hering e as 264 da Soma, elas passam a ter 1.042 lojas. A Arezzo, que é a maior hoje em número de lojas [no varejo de vestuário] tem 900 unidades.”

Como é possível observar abaixo, hoje a Hering é a segunda maior empresa de vestuário em número de lojas, mas junto com o Grupo Soma, o negócio combinado passará ao topo do ranking.

Empresa  Número de lojas em 2019
Arezzo 901
Hering 778
Renner 606
Guararapes 332
C&A 295
Grupo Soma 264

(Fonte: ACE Capital/Similarweb)

Além dos fatores citados, o gestor da ACE Capital comenta que a saída de marcas estrangeiras do mercado brasileiro também favorece a fusão. “Em 2019 e 2020, tivemos a saída de marcas como Timberland, Forever 21, além de Vans e Nike, que passaram a vender seus produtos via terceiros. A saída dos estrangeiros facilita negócios como a Soma, que também com a pandemia e o dólar alto tem menos concorrência porque seus clientes não estão viajando para comprar lá fora”, diz Trebilcock.

Veja análises sobre a fusão e o futuro do grupo Soma, e por que gestores veem potencial na combinação com a Hering, apesar de avaliar que a transação pode ter sido cara.

Consolidação do varejo

As últimas semanas têm sido movimentadas no setor de varejo. Antes da compra pelo Soma, no último dia 7, a Hering informou ao mercado ter recusado a proposta feita pela Arezzo (ARZZ3) para a combinação das operações entre as duas companhias.

Na segunda-feira (19), as Lojas Renner (LREN3) confirmaram a realização de uma oferta de ações para levantar até R$ 6,5 bilhões com o objetivo de comprar uma empresa do setor varejista. Na sexta-feira anterior (16), quando os primeiros rumores surgiram, ações da C&A (CEAB3), Lojas Marisa (AMAR3) e Hering (HGTX3)subiram ao serem vistas como as principais candidatas. Mas, na terça-feira (20) da semana passada, um outro player apareceu como o principal alvo: o e-commerce de moda Dafiti.

Também na terça-feira passada, as Lojas Americanas (LAME4) anunciaram a compra do Grupo Uni.Co, dono da Imaginarium e Puket.

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O movimento recente de fusões e aquisições (M&A) do setor varejista é fruto da segunda onda da pandemia, que trouxe novas restrições e prejudicou mais uma vez o consumo no país, principalmente de itens não essenciais. Um setor de vestuário pulverizado e composto por pequenos negócios é ambiente fértil para essa tendência de consolidação.

Empresas maiores e com melhor saúde financeira aproveitam o momento para comprar negócios menores com desconto, já que muitos deles passam por dificuldades diante dos efeitos da crise gerada pela Covid-19. Em muitos casos, a única saída para não fechar as portas é se fundir a outro negócio.

Em reportagem anteriormente publicada pelo InfoMoney, Gilberto Nagai, head de renda variável da BNP Paribas Asset Management, afirmou que as empresas de capital aberto brasileiras, de forma geral, estão capitalizadas, diante da recuperação da economia global e das injeções de estímulos dos governos, que propiciaram bons resultados às companhias, sobretudo no fim de 2020. “Essas empresas não só sofrem menos que o PIB, mas veem oportunidade para se consolidar. Como sempre nessas crises há uma diferença grande entre as empresas listadas em Bolsa, que são mais consolidadas, e a economia no geral.”

Osias Brito e Maurício Nozawa, sócios-fundadores da BR Finance, boutique de investimentos especializada em M&A, afirmam que o vestuário captura com mais intensidade o movimento porque foi um dos mais prejudicados pela crise.

“O ano passado foi perdido para negócios do varejo físico, que tiveram uma depreciação relevante. A Hering perdeu 30% do faturamento, a Soma teve queda de 3,5% no ano, mas com o e-commerce conseguiu se adaptar. Outras marcas muito boas como Riachuelo e C&A também sofreram na pandemia. Essa crise mexeu muito com o varejo físico, que ainda vai ter consolidações, temos certeza disso”, afirmam Brito e Nozawa.

Foco em complementaridade e no online

Para os sócios da BR Finance, as empresas que devem se sobressair nesse cenário são aquelas que buscam aquisições com foco em complementaridade. São consolidações que não têm o objetivo de “crescer para os lados”, no mesmo segmento, mas que buscam expansão para segmentos em que não são tão fortes.

Isso explica por que as ações da Renner subiram mais com os rumores de que ela compraria a Dafiti do que quando as notícias apontavam que o alvo poderia ser uma empresa mais focada em lojas físicas, como C&A, Marisa ou Hering. “A Renner tem uma gestão excelente, muito boa. Se ela fizer aquisição no varejo físico, ela vai ocupar a mesma marca num outro espaço, então o mercado não vê tanta geração de valor”, dizem Brito e Nozawa.

A integração de canais físicos e online, a chamada “ominicanalidade” (do inglês omnichannel), foi um dos aspectos que mais animou os analistas em relação à fusão da Hering e do Grupo Soma.

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“O que me encantou ao longo de 2020 no grupo Soma foi a ‘omnicanalidade’ deles, que de fato funciona. As vendas em mesma lojas, considerando o online, ficaram próximas a zero em um ano que os concorrentes tiveram fortes quedas. As vendedoras se comunicam bem com clientes, sabem usar o Instagram, o site funciona. Eles têm 40% mais visitas que a Hering, então se a Hering conseguir metade disso já vai ser um ganho enorme”, diz o gestor da ACE.

Apesar de citar que o modelo de franquias da Hering traz desafios para a fusão com o Soma, o Trebilcock afirma que a marca de vestuário básico tem um brand awareness (um conhecimento de marca) excepcional no mercado brasileiro.

“No Brasil, ao falar em camiseta básica, as pessoas só falavam em camiseta Hering, a marca é muito conhecida. Mas ela se perdeu nos últimos anos com problemas de coleção, mudança de estilo e abriu avenida para outras entrarem no segmento de moda básica. Se ela tiver o digital funcionando e em dois dias o produto chegar na sua casa, a Hering tem um grande potencial e pode voltar a se posicionar ainda mais nesse sentido, de que roupa básica só tem Hering no Brasil”, diz.

Veja no ranking a seguir as empresas com sites mais visitados no mês de janeiro de 2021:

Posição Empresa Visitas em sites (jan/21)
1º lugar Dafiti 22,1 milhões
2º lugar Renner 17,6 milhões
3º lugar Riachuelo 12,2 milhões
4º lugar Zattini 11,5 milhões
5º lugar C&A 8,9 milhões
6º lugar Arezzo & Co 6,8 milhões
7º lugar Soma 4,6 milhões
8º lugar Hering 3,2 milhões
9º lugar Vivara 2,3 milhões
10º lugar Restoque 0,9 milhão

(Fonte: ACE Capital/Similarweb)

Futuros alvos?

Angelica Marufuji, analista de varejo e sócia da Meraki Capital, diz que o principal foco do mercado agora são os próximos passos da Renner, de olho na Dafiti, e da Arezzo, que não levou a Hering na sua primeira movimentação e agora deixa a dúvida de quem será seu próximo alvo.

“Outra dúvida é se o grupo Soma para por aí, momentaneamente, e depois volta a olhar ativos ou não. Mas esse movimento de M&As continua, as empresas listadas estão mais capitalizadas e têm mais oportunidade na crise de fazer aquisições estrategicamente muito interessante por ter acesso ao mercado de capitais”, afirma Angelica.

Um outro efeito da pandemia ainda deve ser visto entre os fundos de private equity, segundo o sócios da BR Finance. Esses fundos que aplicam diretamente em capital de risco (investimento direto em negócios), fizeram aportes em companhias de varejo nos últimos anos e agora podem se desfazer de suas posições.

“Alguns exemplos são a saída da 2bCapital na Aramis, e do Kinea na Lojas Avenida. São sinais de que as varejistas podem ir atrás dessas empresas. Le Lis Blanc [Restoque], em dificuldades, também pode ser alvo de aquisições.”

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Dona da Riachuelo fica mais perto de transformação na B3 e ação sobe – mas outras iniciativas estão no radar

SÃO PAULO – Algo bastante esperado pelo mercado para destravar o valor para as ações da companhia, a Guararapes (GUAR3), dona da Riachuelo, anunciou em fato relevante na noite da última segunda-feira que o seu Conselho de Administração aprovou o início do processo para sua migração para o Novo Mercado, maior nível de governança da B3. As ações reagiram e, apesar de uma forte queda do Ibovespa nesta terça-feira, de 1,40%, os papéis GUAR3 subiram 3,87%, a R$ 15,57.

A aprovação inclui o início de negociações entre a administração da empresa e a B3, o que implicará em requisitos adicionais de governança corporativa a serem adotados pela Guararapes, como a apresentação de novos estatutos. Depois de concluído o processo, a diretoria realizará nova reunião para deliberar sobre a aceitação interna desses requisitos antes da migração.

O Itaú BBA aponta que a notícia é positiva, uma vez que a migração para o Novo Mercado pode desbloquear valor para o caso de investimento da Guararapes, dadas as expectativas de que isso irá melhorar a governança corporativa e aumentar a liquidez para as suas ações.

A migração para o Novo Mercado exige que todas as companhias abertas tenham um free float (ações que uma empresa destina à livre negociação no mercado) de 25%, enquanto o free float atual do GUAR3 é de 17,3% – o restante está nas mãos da família controladora.

“Dito isso, embora esperássemos esse movimento da administração, o anúncio foi feito antes do previsto”, avaliam os analistas do BBA.

Vale destacar que, no final de setembro, a ação GUAR3 registrou forte queda com o fundo do Itaú Fênix Ações vendendo 10,8 milhões de papéis (equivalente a 12,2% do free float) com uma nova estratégia de estar menos exposto a nomes menos líquidos, conforme destacou o Brazil Journal em reportagem. Com a ida ao Novo Mercado, a expectativa é de que as ações registrem maior liquidez.

O percentual do free float é bem abaixo de outras companhias, como a Lojas Renner (LREN3), o que também se reflete do valor dos papéis na Bolsa.  Enquanto as ações da Guararapes são negociadas a um múltiplo de 10,31 a relação preço/lucro, as ações da Renner são negociadas a um múltiplo de 27,62 vezes. Em 27 de outubro, a Guararapes valia R$ 7,48 bilhões na bolsa e a Renner tinha um valor de mercado de R$ 32,77 bilhões.

A ida ao Novo Mercado era um projeto antigo de Flávio Rocha, atual presidente do conselho de administração da Guararapes, mas ainda esbarrava na resistência de seu pai, o lendário Nevaldo Rocha, que faleceu em junho passado.

Em entrevista recente ao canal Neofeed, Flávio Rocha tinha dados sinais de que a companhia poderia buscar novos níveis de governança. “Não há motivos para ficarmos fora do Novo Mercado. É o caminho natural da empresa”, afirmou.

Longo caminho

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Porém, esse pode ser o primeiro – mas importante – passo de um longo caminho para a companhia ganhar mais visibilidade na B3 e pelo menos aproximar os seus múltiplos frente a Lojas Renner.

Um assunto que vez ou outra sempre acaba por voltar à tona no mercado é a possível venda de ativos que pode destravar para a companhia, como é o caso do Midway Mall, além de imóveis de 50 lojas próprias, o que deve acontecer em algum momento, segundo aponta Rodrigo Glatt, sócio da GTI.

Glatt ainda ressalta que, após o primeiro passo com o estudo para a entrada no Novo Mercado, a oferta de ações por parte dos controladores para a companhia atingir o nível de exigência para a entrada no Novo Mercado ainda deve demorar para acontecer, uma vez que a empresa deve esperar que a ação reflita melhor os seus fundamentos.

Apesar da alta desta sessão, os papéis ainda registram queda de 34,37% no acumulado de 2020, em um ano em que o varejo de vestuário foi bastante impactado por conta das restrições à abertura de lojas por conta da pandemia do novo coronavírus.

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Contudo, neste ponto, Glatt ressalta que a companhia está em um caminho de crescimento no online e de mudança no seu segmento financeiro através da criação de contas digitais, ponto este que será monitorado atentamente pelos investidores.

Em meados de outubro, o Itaú BBA havia reforçado em relatório que a companhia estava em um momento transformacional ao ressaltar que os ajustes na gestão de estoques e no modelo de aprovação de crédito deveriam render frutos neste ano, mas que foram postergados para 2021 em meio à pandemia.

“Novos formatos de loja, como Casa Riachuelo e Carter’s, e a transformação da Midway Financeira podem levar a um viés de alta para nossas estimativas”, apontaram os analistas Thiago Macruz, Helena Villares, Emerson Vieira e Gabriel Simões em relatório do último dia 16. Eles possuem recomendação outperform (desempenho acima da média do mercado) para os ativos GUAR3, com preço-alvo de R$ 31, o que representa um potencial de valorização de 99,10% em relação ao fechamento da ação nesta terça.

No fim de setembro a Midway Financeira recebeu a aprovação, pelo Departamento de Organização do Sistema Financeiro do Banco Central (BC), para prestar serviços de pagamento relativos à modalidade emissor de moeda eletrônica. Com isso, apontou a dona da Riachuelo, o objetivo é transformar a Midway em uma “grande plataforma digital de serviços financeiros”. O emissor de moeda eletrônica é um tipo de instituição que gerencia conta de pagamento do tipo pré-paga, na qual os recursos devem ser depositados previamente.

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Em julho, a empresa havia informado que iria solicitar ao BC a autorização para oferecer contas digitais através de uma estrutura mais ágil e focada no cliente.

Para 2021, os analistas do Itaú BBA possuem expectativa de que a Midway Financeira entregue as melhorias em resultados operacionais em 2021, visto que os desafios de 2020 obrigaram a empresa a investir em melhorias em seu modelo de scorecard e aprovação de crédito, fortalecendo ainda mais seu modelo de negócios.

Resultados no radar

Em meio à expectativa pelos próximos passos para a entrada da varejista do Novo Mercado, um novo catalisador de curto prazo e que pode dar mais indicações sobre os rumos e iniciativas da companhia além da governança corporativa será a divulgação dos resultados do terceiro trimestre, no próximo dia 11 de novembro.

Na avaliação do Bradesco BBI, no geral, esse deve ser mais um trimestre difícil para o varejo de moda, mas com as sinalizações das companhias de que “há uma luz no fim do túnel” com as tendências de fortes quedas nas vendas se revertendo entre os meses de agosto e setembro depois de um mês de julho bastante difícil com as lojas ainda fechadas e liquidação dos estoques de inverno.

A expectativa do BBI, que possui recomendação neutra para as ações GUAR3, é que a companhia registre um prejuízo de R$ 19 milhões no terceiro trimestre, revertendo o lucro de R$ 55 milhões do mesmo período de 2019, mas bem inferior ao prejuízo de R$ 296,2 milhões no segundo trimestre deste ano.

Vale destacar que, no segundo trimestre, no auge das medidas de restrição à mobilidade urbana por conta do coronavírus, a companhia já havia reforçado a sua estratégia de multicanalidade e viu sua receita online crescer quase cinco vezes – passando de R$ 30 milhões no primeiro trimestre para R$ 140 milhões no segundo.

Se os resultados de varejistas de vestuário já seriam acompanhados de perto pelos investidores pelos sinais de como se dará a recuperação, o da Guararapes ainda tem outro elemento em meio às transformações pelas quais ela está passando. Assim, além do resultado do dia 11 após o fechamento, a teleconferência no dia 12 com os executivos da companhia também serão acompanhados de perto pelos já investidores – e por possíveis novos investidores – da Guararapes.

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Nevaldo Rocha, dono das lojas Riachuelo, morre aos 92 anos

Nevaldo Rocha (Foto: Canindé Soares)

SÃO PAULO – Nevaldo Rocha, dono e presidente do Grupo Guararapes (GUAR3), faleceu aos 92 anos na noite desta quarta-feira (17), em sua residência em Natal (RN). A causa da morte ainda não foi revelada.

Nevaldo fundou a companhia, controladora da Riachuelo, ao lado do seu irmão Newton Rocha, em 1947.

“Nascido na cidade de Caraúbas (RN) teve uma infância humilde no sertão nordestino. A sua trajetória como empreendedor é marcada por ousadia e superação desde cedo. Com apenas 12 anos, ele partiu para Natal em busca de trabalho e assim juntou capital para começar sua primeira loja de roupas”, destacou a Guararapes em comunicado ao mercado.

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Com o falecimento de Nevaldo Rocha, “o Grupo Guararapes perde um grande líder e conselheiro, que serviu de exemplo e inspiração por seus valores, como honestidade, simplicidade, foco, transparência e meritocracia. E o Brasil perde um entusiasta do empreendedorismo, que defendia o papel social da iniciativa privada para a construção de um país melhor e mais justo, com trabalho e educação de qualidade para todos”, complementa a nota da companhia.

Nevaldo Rocha era viúvo e deixa três filhos: Flávio Rocha – atual presidente do conselho de administração do Grupo Guararapes -, Lisiane Rocha e Élvio Rocha, além de netos e bisnetos.

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Governo de MG dá passo para privatizar Copasa; Petrobras fará oferta de títulos globais, Fitch rebaixa Oi e mais

O noticiário corporativo tem como destaque a notícia de que o governo de Minas autorizou o BNDES a consultar contratação de serviço para privatizar Copasa.

As empresas do segmento de proteína são os destaques do noticiário corporativo desta quarta-feira. A Marfrig se uniu à americana ADR para criar a PlantPlusFoods, que irá explorar o segmento de carnes vegetais. A expectativa é que esse mercado tenha um potencial de movimentar US$ 2 bilhões na América do Norte e América do Sul.

E a temporada de balanços prossegue, mostrando os primeiros impactos da pandemia do coronavírus na atividade das empresas.

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A administradora de shoppings Iguatemi registrou no primeiro trimestre do ano um lucro líquido de R$ 12,45 milhões, queda de 77,5% ante igual período do ano passado. Já a Stone, que possui capital aberto nos Estados Unidos, viu seu lucro ajustado recuar 12,9%, para R$ 162,3 milhões.

Arezzo (ARZZ3), C&A (CEAB3) e Rumo (RAIL3) divulgam seus resultados após o fechamento dos mercados.

Confira no que ficar de olho na sessão:

O Governo de Minas Gerais deu um passo no processo de privatização da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa).

A companhia estatal informou que recebeu ofício da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico autorizando a realização de consulta ao mercado visando à contratação de serviços técnicos necessários à estruturação e implementação do processo de desestatização da Copasa, segundo comunicado. A Copasa diz que manterá o mercado informado a respeito dos desdobramentos do assunto.

Contudo, de acordo com o Itaú BBA, a privatização é improvável, dada a falta de apoio político: o governo de MG teria que ter 60% dos votos de deputados para eliminar a exigência constitucional de realizar um referendo para aprovar a privatização. “Acreditamos que ele não tem apoio político suficiente”, avaliam os analistas.

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O banco também aponta que a aprovação da lei de saneamento é crucial para a privatização da Copasa: “esperamos que a lei de saneamento seja aprovada no Senado nas próximas semanas”.

Na mesma linha, a XP Investimentos também aponta que considera muito remota a possibilidade de privatização da companhia. “O motivo é que tal processo depende de (i) aprovação do novo marco regulatório de saneamento básico (PL 4162/2019), (ii) alterações na constituição estadual de Minas Gerais para autorizar processos de privatização e (iii) alterações em cláusulas do contrato mais relevante da Copasa (Belo Horizonte) que afirmam explicitamente que sua validade depende da manutenção da Copasa sob controle estatal”, afirma.

O Credit Suisse, por sua vez, aponta que a notícia é obviamente como positiva e abre espaço para que a empresa pode esteja com um estudo pronto ou bem encaminhado no momento que o PL do Saneamento seja aprovado.

“Muitos investidores acreditavam que este assunto estava “engavetado” e o sinal nos parece bastante positivo, não só para a Copasa, mas para potencialmente outros ativos. De toda forma, acreditamos que pode demorar algum tempo e depende de vários fatores”, apontam os analistas do banco.

A Petrobras anunciou nesta quarta-feira que irá fazer uma oferta de títulos no mercado externo por meio da subsidiária Petrobras Global Finance B.V..

Em comunicado, a Petrobras não detalha prazo ou valores, mas afirma que os “títulos serão emitidos com garantia total e incondicional da Petrobras”.

Os coordenadores da oferta são BNP Paribas Securities, BofA, Itau BBA, J.P. Morgan Securities, Scotia Capital e SMBC Nikko Securities Americas.

A Vale afirmou, em fato relevante divulgado nesta quarta-feira, que apresentará sua defesa na ação da Justiça mineira que exige da mineradora garantias de R$ 7,932 bilhões em processo do desastre de Brumadinho (MG).

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Em ação, o Ministério Público de Minas Gerais entende que os funcionários da mineradora atuaram para dificultar a atividade de órgãos público de fiscalização em Brumadinho.

Na terça-feira, a 1ª Vara Cível, Criminal e da Infância e da Juventude da Comarca de Brumadinho deferiu parcialmente o pedido de liminar do MPMG, e pediu que a Vale apresente em até dez dias garantias no valor de R$ 7,932 milhões a “fim de garantir eventual aplicação de sanção de multa ou perdimento de bens, direitos e valores”.

No entendimento dos analistas do Morgan Stanley, a Vale pode recorrer da decisão em segunda instância. “Embora as notícias de hoje provavelmente pesem sobre as ações da Vale hoje, achamos que o pior cenário já está precificado nas ações”, disseram. Essa penalidade, nos termos da lei anticorrupção, seria de 20% das receitas em 2018, o que daria aproximadamente US$ 7 bilhões.

A processadora de carnes Marfrig e a empresa de nutrição americana ADM anunciaram, na terça-feira à noite, uma parceria para a criação da PlantPlusFoods, “joint venture” que atuará na produção e comercialização de produtos de base vegetal.

A Marfrig ficará com 70% da nova companhia e será responsável pela produção, venda e distribuição da PlantPlusFoods. A ADM ficará com 30% da empresa.

A expectativa é que a empresa atue no varejo e segmento de “food service” (voltado para alimentação fora do lar) nos mercados da América do Sul e América do Norte. Segundo informações do “Valor Econômico”, a ADM informou que esses dois mercados têm um potencial de US$ 2 bilhões.

As duas empresas já atuaram juntas no desenvolvimento de produtos, como os hambúrgueres Rebel Whopper, do Burger King, e o Aussie Plant Burger, do Outback Steakhouse.

Na avaliação dos analistas do Bradesco BBI, a parceria está alinhada à estratégia da Marfrig de aumentar a exposição a alimentos processados. No entanto, destacou que faltam detalhes sobre a criação da nova empresa. A recomendação para os papéis da empresa segue como neutra.

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A Justiça decidiu que os irmãos Joesley e Wesley Batista podem voltar a ocupar cargos executivos na J&F, holding que controla a JBS. Eles estão afastados desde 2017.

A decisão foi anunciada na terça-feira à noite pela Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Entre os motivos que justificam o fim da proibição, está o acordo de leniência de R$ 10,3 bilhões assumido pela J&F.

No radar de recomendações, a Cosan teve a recomendação reduzida a manutenção pelo HSBC, com preço-alvo de R$ 66.

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) aprovou, na terça-feira, a prorrogação da concessão da Malha Paulista, administrada pela Rumo. A assinatura do contrato irá ocorrer nesta quarta-feira.

A outorga a ser paga é de R$ 2,9 bilhões e os investimentos devem chegar a R$ 6 bilhões.
Os analistas do Bradesco BBI acreditam que a Rumo irá agora se concentrar na renovação do contrato da Malha Norte. “Com a conclusão da renovação da concessão da Malha Paulista, a Rumo agora pode conseguir a aprovação para a extensão da Malha Norte até Lucas do Rio Verde.”

Iguatemi (IGTA3)

A administradora de shoppings Iguatemi registrou no primeiro trimestre do ano um lucro líquido de R$ 12,45 milhões, queda de 77,5% ante igual periódo do ano passado. O resultado reflete a pandemia do coronavírus, que levou ao fechamento de shoppings e aumento da inadimplência. A empresa suspendeu os “guidances” (projeções) para 2020.

A receita líquida ficou em R$ 156,8 milhões, queda de 9,4% na mesma base de comparação. Já o Ebitda somou R$ 102,9 milhões, recuo de 20,5%. Já a margem Ebitda caiu para 65,6% entre janeiro e março de 2020, ante 74,8% nos primeiros três meses do ano passado.

A companhia informou ainda que vai emitir R$ 300 milhões em debêntures.

Os analistas do Itaú BBA viram esses resultados como neutros e destacou a postura conservadora da empresa. “Não vemos isso como uma surpresa negativa, dado que as empresas de shopping centers precisarão, eventualmente, reconhecer um índice de para aluguéis não pagos, devido a maiores inadimplências decorrentes da crise da Covid-19”, disseram em relatório a clientes.

Também no radar da companhia, ela informou que retomará a operação do Shopping Center Iguatemi Brasília, em horário reduzido, das 13h às 21h.

Multiplan (MULT3)

A administradora de shoppings Multiplan anunciou na terça-feira à noite a retomada da operação do Park Shopping, em Brasília (DF), a partir desta quarta-feira.

A reabertura se dará em horário reduzido, das 13h às 21h, com base no decreto do Distrito Federal.

Stone 

A Stone, empresa de meio de pagamento listada na Nasdaq, divulgou que seu lucro ajustado no primeiro trimestre do ano foi de R$ 162,3 milhões, queda de 12,9%. O recuo no resultado já reflete as medidas para lidar com os impactos da pandemia do novo coronavírus.

Esse impacto no primeiro trimestre ficou em R$ 61 milhões, sendo R$ 35,8 milhões em despesas financeiras e R$ 25,2 milhões em ajuda financeira a clientes e inadimplência.

A companhia, que possui capital aberto nos Estados Unidos, anunciou que apesar da queda do volume das operações em março, os montantes voltaram a subir (9% em abril e 22,9% em maio até o dia 26).

Os analistas do Bradesco BBI viram com cautela essa recuperação, uma vez que a empresa demitiu 20% de sua equipe no início deste mês. “Nós tememos na expectativa de uma deterioração no segmento de pequenas e médias, com muitos comerciantes fechando as portas entre junho e julho, o que pesaria sobre o volume total de pagamentos”, disseram em relatórios a clientes.

Dado o cenário de incerteza, os analistas do Itaú BBA reforçar a importância das informações diárias sobre o mercado de meios de pagamento. “Nesse contexto, a Cielo fornece informações diárias sobre o ICVA (Índice Cielo do Varejo Ampliado), com detalhamentos interessantes por setor. Esperamos que essas informações ajudem os investidores a prever melhor o desempenho do volume da PagSeguro, Stone e Cielo nos próximos trimestres”, explicaram.

Portobello (PTBL3)

A fabricante de revestimentos cerâmicos Portobello registrou um lucro líquido de R$ 21,678 milhões no primeiro trimestre do ano, ante prejuízo de R$ 17,209 milhões nos primeiros três meses de 2019.

A receita líquida atingiu R$ 274,2 milhões, alta de 15% na mesma base de comparação e recorde para o período, apesar da empresa ter sido afetada pelo recuo das vendas na segunda quinzena de março.

Já o Ebitda passou de R$ 2,735 milhões para R$ 36,028 milhões na mesma passa de comparação. A margem passou de 1% para 13%.

Guararapes (GUAR3)

A Guararapes, controladora da Riachuelo, tomou ciência do deferimento pela Receita Federal do pedido de habilitação de crédito tributário no valor de R$ 140,9 milhões, disse a companhia em comunicado.

O anúncio ocorre após decisão judicial transitada em julgado oriunda de ação em que discutiu a exclusão do ICMS da base de cálculo do PIS e da COFINS, conforme tese adotada pelo STF em
caráter de repercussão geral.

O acionista controlador da Wiz, CNP Assurances, foi absolvido pela CVM. O processo foi instaurado pela
Superintendência de Relações com Empresas da autarquia para apurar a responsabilidade de CNP Assurances, na qualidade de acionista controladora da Wiz, por ter oferecido à Caixa Seguridade a formação de uma joint venture, desconsiderando os impactos que teria sobre a Wiz, segundo nota da CVM.

Após análise do caso, o presidente da CVM, Marcelo Barbosa, relator do processo, votou pela absolvição de CNP Assurances, sendo acompanhado, na integralidade, pela diretora Flávia Perlingeiro.

O diretor Gustavo Gonzalez apresentou manifestação acompanhando as conclusões do relator e tecendo considerações acerca da matéria.

A Oi foi rebaixada de B- para CCC+ pela agência de classificação Fitch. O rebaixamento reflete fracas tendências operacionais da empresa e deterioração do ambiente operacional brasileiro, o que dificultará o retorno da Oi ao crescimento, diz a agência.

Embora a empresa tenha liquidez adequada em 2020, modelo de negócios e o desempenho financeiro são insustentáveis em relação aos requisitos de capex e serviço da dívida em 2022 e além, diz
a agência.

O Grupo Fleury informou que desenvolveu, por meio da sua área de Pesquisa e Desenvolvimento  um novo teste diagnóstico inédito no mundo para a COVID-19.

“O novo teste para COVID-19 está baseado no método de proteômica direcionado por espectrometria de massas, tecnologia já utilizada há quase 20 anos no Grupo Fleury, e analisará proteínas do novo coronavírus diretamente de amostras clínicas do trato respiratório”, afirma a companhia em comunicado.

Segundo o grupo, o novo teste passa a ser uma alternativa para falta de insumos do teste RT-PCR, considerado padrão-ouro, possibilitando mais rapidez no processamento, menor custo e garantindo uma maior estabilidade de amostras, que podem ser transportadas em temperatura ambiente, tornando-se uma melhor alternativa para ampliar o acesso ao teste em regiões mais remotas.

O novo teste para COVID-19 baseado no método de proteômica já está disponível por meio do segmento de Laboratório de Referência para hospitais, laboratórios e clínicas em regiões distantes dos grandes centros do País.

IRB Brasil (IRBR3)

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) abriu dois inquéritos para investigar possíveis irregularidades envolvendo a IRB Brasil.

O primeiro envolve suposto conflito de interesse envolvendo a Squadra Investimentos. Já o segundo inquérito tem origem em suspeitas levantadas pela Squadra sobre a conformidade das demonstrações financeiras do IRB.

Triunfo Participações (TPIS3)

A Triunfo Participações informou, na terça-feira à noite, que a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) foi favorável ao pedido de relicitação de Viracopos apresentado pela Aeroportos Brasil Viracopos, que é responsável pela administração do aeroporto em Campinas (SP).

O processo foi remetido ao Ministério da Infraestrutura, “que se posicionará sobre a compatibilidade da relicitação com as políticas públicas formuladas para o setor”.

Aneel e distribuidoras

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou a abertura, na terça-feira, de uma audiência pública para discutir auxílios de curto prazo às distribuidoras de energia que estão sendo afetadas pela pandemia do coronavírus.

O empréstimo ao setor está estimado em R$ 15,8 bilhões. O valor leva em conta queda no volume das vendas e aumento da inadimplência.

“Assumindo que os cálculos da Aneel estão corretos, o impacto direto no valor das ações será em média 5% menor que a capitalização de mercado pré-Covid”, explicaram os analistas do Bradesco BBI.

Eles ressaltaram, no entanto, que as medidas propostas na fase inicial da audiência pública visam apenas a preservação da cadeia de pagamentos do setor. No entanto, viram como positivo os comentários da Aneel sobre uma revisão extraordinária de tarifas.

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(Com Bloomberg e Agência Estado)

Acordo da BRF em NY, recomendações para bancos e aéreas e retomada parcial de atividades de 4 empresas no radar

SÃO PAULO – A temporada de balanços tem início nesta sexta-feira (24) com a divulgação dos números da Hypera após o fechamento do mercado. Também em destaque, está o início da reabertura de operações pela Renner, Arezzo, Riacguelo e Iguatemi, além de acordo da BRF nos EUA. Entre as recomendações, os ADRs de Gol e Azul tiveram a recomendação cortada pelo Morgan Stanley, enquanto o Bradesco BBI reforçou compra para bancos privados.  Confira mais destaques:

A BRF assinou documento que estabelece os termos e condições para um acordo visando ao  encerramento da class action intitulada “In re BRF S.A. Securities Litigation”, movida contra a BRF e determinados executivos na cidade de Nova York, segundo comunicado.

A BRF comprometeu-se a pagar US$ 40 milhões para encerrar todas as demandas pendentes e que possam vir a ser propostas por pessoas ou entidades que compraram ou de outra forma adquiriram ADRs entre 4 de abril de 2013 e 5 de março de 2018. O acordo está sujeito à homologação pelo tribunal bem como à celebração do documento final de acordo. A BRF diz que “acordo não implica reconhecimento de responsabilidade ou de prática de atos irregulares pela BRF ou seus executivos”.

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Lojas Renner (LREN3)

A Lojas Renner anunciou na quinta (23), em comunicado ao mercado, que a partir desta sexta iniciará a reabertura gradual de algumas de suas lojas. A medida abrange “unidades pontuais” da Renner, Camicado, Youcom e Ashua, segundo o documento.

“As decisões para as retomadas são analisadas individualmente, respeitando os decretos governamentais locais, seguindo critérios técnicos sobre a extensão da pandemia em cada município e garantindo a segurança das pessoas e do negócio”, explicou o RI da companhia. Todas as unidades estão fechadas desde o dia 20 de março.

Ainda no comunicado, a companhia disse que “a Administração continuará alerta e diligente” e pode rever, ampliando ou reduzindo, o número de lojas em operação. A atualização do número de lojas abertas poderá ser confirmada diariamente pelo site de RI da Lojas Renner S.A.

O banco Itaú BBA avaliou que a reabertura das lojas é um fator positivo e até certo ponto já esperado, em seguido ao anúncio da reabertura de alguns shopping centers – a maioria das lojas da Renner está nos centros comerciais.

“Embora a empresa não tenha revelado quantas lojas serão reabertas, a medida é relevante porque a Renner foi a primeira varejista, das empresas da nossa cobertura, a anunciar fechamento da operação física por causa do Covid-19 e também é a primeira a reabri-la”, comenta o BBA. Segundo o banco, a medida da Renner deve ser seguida por outras empresas e será importante para tentar salvar as vendas das empresas antes da segunda data mais expressiva do varejo brasileiro, o Dia das Mães, que sempre cai no segundo domingo de maio.

Guararapes (GUAR3)

A Guararapes, controladora da Lojas Riachuelo, informou na manhã desta sexta-feira que decidiu a “reabertura escalonada” das suas lojas no país, cumprindo “com os decretos governamentais e seguindo um rígido protocolo de medidas preventivas em prol do cuidado e da saúde de colaboradores, clientes, fornecedores, parceiros e comunidades”.

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Iguatemi (IGTA3)

O Iguatemi reabre o I Fashion Outlet Santa Catarina nesta sexta. A retomada acontecerá com horário reduzido, das 12h às 20h, segundo comunicado. A companhia diz que adotará medidas de proteção e segurança, como o reforço das rotinas de limpeza, álcool em gel à disposição, áreas de alimentação intensamente higienizadas e com distanciamento mínimo de 2 metros entre as mesas e equipes
treinadas para oferecer suporte aos clientes.

Os demais ativos da cia. continuam com suas operações suspensas, respeitando as determinações vigentes, ficando autorizadas de funcionar apenas as atividades essenciais e operações de
delivery, diz a Iguatemi.

Bancos

O Bradesco BBI atualizou as estimativas para bancos brasileiros, refletindo o novo cenário de crise que deve se traduzir em desaceleração de originação de crédito, deterioração de inadimplência e aumento de provisões, com os resultados do 1Q20 já devendo mostrar os primeiros sinais do que está por vir.

Os analistas apontam que, embora Itaú Unibanco (ITUB4), Santander Brasil (SANB11) e Banco do Brasil (BBAS3) sejam bem capitalizados, líquidos e com cobertura saudável para inadimplência, a mudança de cenário pode atingir forte os lucros de curto-médio prazo, com os novos números apontando para queda de lucros de 23% a 28% em 2020, com recuperação ao nível pré crise apenas em 2022.

De qualquer forma, os bancos privados devem estar mais bem posicionados nesse cenário, com Itaú sendo o top pick do Bradesco BBI com recomendação outperform e preço-alvo de R$ 35, sendo seguido pelo Santander Brasil, também com recomendação outperform e preço-alvo de R$ 39, enquanto possui recomendação neutra para o Banco do Brasil, com preço-alvo de R$35.

“Uma vez que ROEs se recuperem em 2021 e 2022, e bancos privados devem ser capazes de distribuir excesso de liquidez via maiores payouts em 2022 (100% para Itaú e 75% para Santander), vemos esses valuations como atrativos”, avaliam os analistas.

O Morgan Stanley cortou a recomendação dos ADRs de Gol e Azul de overweight para equal-weight.

“Nós achamos que as duas empresas brasileiras parecem caras nos números revisados para o setor. Existem também incertezas no plano do BNDES de financiamento para as companhias, principalmente a respeito das garantias que elas deverão oferecer. Das duas empresas brasileiras, nós preferimos a Gol por várias razões. Para começar, a liquidez da Gol aguenta uma queima de caixa superior à da Azul, que nós estimamos em 11 meses, frente a 9 meses para a segunda empresa. Outro fator é o acordo da Gol com a Boeing para o cancelamento de pedidos e compensação financeira anunciado no dia 14, vemos a Gol bem adiante da Azul na reestruturação da frota”, avalia o Morgan Stanley. O banco também ressalta que a Azul possui uma dependência maior (24%) das suas rotas internacionais, frente à menor exposição da Gol (apenas 13%). O Morgan Stanley avalia que as rotas internacionais levarão mais tempo para se recuperar por causa da epidemia do coronavírus.

Finalmente, a Gol estaria, segundo o Morgan, mais bem posicionada para ocupar parte do espaço da chilena Latam, se a empresa fizer uma possível readequação da sua malha aérea no Brasil. Em situação pior está a Latam, que o Morgan Stanley rebaixou para Abaixo da Média (Under Weight) do mercado. “Embora a Latam, como a Gol e a Azul, tenha potencial para o socorro do BNDES, a empresa não é listada na bolsa brasileira e sua sede fica no Chile”, pondera o Morgan Stanley.

O banco reduziu também os preços-alvo das ações três empresas negociadas no mercado americano: a ação Gol (GOL.N), caiu de US$ 121,00 para US$ 68,00; Azul (AZUL.N) caiu de US$ 47,00 a US$ 10,30; e Latam (LATAM.N) foi reduzida de US$ 10,00 para US$ 3,50.

Ainda no noticiário do setor, as aéreas anunciaram retomada parcial de voos. Entre as mudanças, Gol voltará a operar ponte aérea Rio-São Paulo no aeroporto de Congonhas e Azul retomará voos para nove cidades brasileiras, segundo o Valor.

Randon (RAPT4) e Fras-le (FRAS3)

A Randon, maior fabricante brasileira de implementos rodoviários e semirreboques, e sua subsidiária Fras-Le, maior produtora de pastilhas de freio do mercado nacional, cancelaram na manhã de hoje o guidance (projeções) para 2020.

A Randon informou que “considerando a incerteza e o rápido alastramento da epidemia do Covid-19 nos mercados em que atua, está impossibilitada de estimar seus impactos sobre as operações em 2020, e portanto cancela suas projeções (guidance) para o ano”. Já a Fras-Le “informa que está impossibilitada de estimar os impactos da epidemia do Covid-19 sobre suas operações em 2020, e, portanto, cancela suas projeções”, informou a fabricante de autopeças.

A Arezzo informou que sua unidade localizada no município de Campo Bom (Rio Grande do Sul), iniciou o retorno parcial das atividades na data de hoje, após avaliação criteriosa de dados e a adoção de uma série de medidas, como o uso obrigatório de máscaras e medição de temperatura em todos os seus colaboradores.

“Cabe lembrar que o município de Campo Bom, de acordo com o Decreto Municipal nº 6.818 de 20 de abril de 2020, já permitiu a retomada das atividades empresariais e comerciais, uma vez que, até o momento, contou com apenas 4 casos de COVID-19 – sendo que nenhum deles necessitou de internação hospitalar – além de contar com a disponibilidade de leitos de UTI bem como de testes rápidos à população. Além disso, após um período de suspensão de atividades, nossas fábricas próprias, também localizadas em Campo Bom, retomaram a produção na data de hoje, ainda em jornada de
trabalho reduzida”, afirma a companhia.

Além disso, o centro de distribuição em Cariacica (ES), que permaneceu operando normalmente
desde março, passará a operar em regime de turno adicional, visando atender o aumento da
demanda do canal web commerce.

“Adicionalmente, aproximadamente 15% de nossa rede de lojas (106 lojas) já retomaram suas
atividades comerciais e encontram-se abertas, seguindo os decretos municipais e/ou governamentais locais, além de todas as medidas necessárias de higiene e distanciamento social, de modo a garantir a segurança de todos os envolvidos. A atualização do número de lojas abertas diariamente poderá ser obtida com o time de RI da Arezzo&Co, que permanece disponível para esclarecimento de quaisquer dúvidas”, informou a companhia.

Invepar (IVPR4B)

O grupo Invepar declarou ontem que cumpriu todas as condições feitas para que possa vender a Concessionária Raposo Tavares (CART) para a Infraestrutura Brasil Holding II, controlada pelo Fundo Pátria. A Brasil Holding II, recentemente, começou a adquirir concessões de rodovias de algumas empresas. A CART administra trecho final de 444 quilômetros da rodovia Raposo Tavares (SP-270), uma autoestrada que corta o Estado de São Paulo da Zona Oeste da capital até Presidente Epitácio, na divisa com o Mato Grosso do Sul. A CART também controla 390 quilômetros das rodovias SP-225 e SP-327, que ligam a Raposo Tavares a Bauru e outras cidades do centro do estado. O valor da transação não foi revelado desde que a operação foi anunciada em dezembro do ano passado. Segundo a Invepar, a transação será concluída no dia 30 de abril.

A Invepar pretende usar os recursos obtidos com a venda para abater sua dívida – a empresa deve R$ 1 bilhão para um fundo de investimentos nos Emirados Árabes. Quando a transação foi anunciada no final do ano passado, o Fundo Pátria informou que investirá R$ 500 milhões em melhorias e obras no complexo rodoviário.

A Companhia Paranaense de Energia aprovou ontem o repasse de R$ 3,3 milhões para sua subsidiária FDA Geração, que opera desde fevereiro deste ano a maior usina hidrelétrica da estatal paranaense, a de Foz da Areia. Segundo a Copel, o repasse tornou-se necessário para a FDA realizar o primeiro pagamento dos Encargos de Uso do Sistema de Transmissão (EUST).

A Telefônica Brasil, controladora da Vivo, realizará sua assembleia geral ordinária às 11h do dia 28 de maio, na sede da empresa, Zona Sul da capital paulista. Durante o evento a empresa deliberará sobre o pagamento de dividendos, o orçamento para 2020 e outros assuntos. A Vivo lembrou aos acionistas que existe a possibilidade de voto à distância através de boletim. Mais informações sobre a assembleia e o voto à distância podem ser obtidas no site ri.telefonica.com.br.

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Lucro da Multiplan sobe 26,3% no 4º trimestre de 2019; Guararapes e Cesp superam estimativas

SÃO PAULO — A Multiplan (MULT3) lucrou R$ 471 milhões em 2019, um pouco abaixo do registrado no ano anterior (R$ 472 milhões).

O Ebitda da companhia (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) totalizou R$ 932,1 milhões no ano passado, uma queda de 1,6% sobre 2018.

Enquanto isso, a receita líquida da empresa foi de R$ 1,328 bilhão, crescendo 6,2% sobre o resultado consolidado do ano anterior.

Apenas no quarto trimestre de 2019, o lucro líquido da Multiplan ficou em R$ 142,3 milhões, uma alta de 26,3% sobre o registrado em igual período de 2018.

O Ebitda trimestral da companhia foi de R$ 252,5 milhões, 9,9% a mais na comparação anual.

Já a receita líquida da Multiplan atingiu R$ 367,5 milhões entre outubro e dezembro do ano passado, o que configura uma alta de 5,5%.

A Multiplan destacou em seu balanço que as vendas dos lojistas em seus shopping centers aumentaram 6,8% no quarto trimestre de 2019, atingindo a marca de R$ 5,2 bilhões — um novo recorde sobre sequenciais aumentos trimestrais desde o IPO da companhia.

Itaúsa

A holding que controla o Itaú (ITUB4) também divulgou seu balanço nesta noite. A Itaúsa (ITSA4) teve lucro líquido de R$ 10,312 bilhões no ano passado, aumento de 9,3% sobre 2018.

O desempenho, segundo a Itaúsa, reflete o melhor resultado de todas as empresas investidas e de efeitos não recorrentes. O lucro líquido recorrente foi de R$ 9,765 bilhões, 3,6% superior ao de 2018.

Apenas no quatro trimestre, o lucro líquido da Itaúsa ficou em R$ 3,45 bilhões, 37,6% maior do que os R$ 2,507 bilhões vistos um ano antes.

O resultado financeiro somou R$ 49 milhões de despesa em 2019, redução de 26,9% em comparação a 2018, resultado, principalmente, do efeito da menor taxa de juros sobre a dívida.

A receita líquida da Itaúsa passou de R$ 5,375 bilhões em 2018 para R$ 5,008 bilhões em 2019.

Guararapes

A Guararapes (GUAR3) viu seu lucro líquido despencar 56,5% no quarto trimestre de 2019, na comparação com igual período de 2018, totalizando R$ 440,6 milhões. O resultado, no entanto, ficou acima da expectativa de analistas consultados pela Bloomberg, que previam uma cifra de R$ 277 milhões.

Já a receita líquida da companhia fechou os três últimos meses do ano passado em R$ 2,44 bilhões — também superando as estimativas, que eram de R$ 2,11 bilhões. Sobre o mesmo período de 2018, houve crescimento de 11,5%.

A empresa também conseguiu apresentar resultado melhor do que os analistas esperavam para o seu Ebitda ajustado, que totalizou R$ 640,9 milhões no quarto trimestre de 2019, contra a expectativa de R$ 465,5 milhões do mercado. Sobre o mesmo período de 2018, porém, houve queda de 40,4%.

No acumulado de 2019, o lucro líquido da companhia atingiu R$ 592,7 milhões, 52% menor do que o resultado de 2018 (R$ 1,236 bilhão). Já a receita líquida subiu 8,6% na mesma base de comparação, ficando em R$ 7,808 bilhões.

Enquanto isso, o Ebitda ajustado da empresa caiu 22,5% em 2019 sobre 2018, totalizando R$ 1,319 bilhão.

Cesp

A Cesp (CESP6) reportou lucro líquido de R$ 1,333 bilhão no quarto trimestre de 2019, bem maior do que a estimativa de R$ 39,3 milhões dos analistas consultados pela Bloomberg. Um ano antes, o lucro da empresa havia sido de R$ 59,25 milhões.

No ano, o lucro líquido da Cesp totalizou R$ 1,163 bilhão, enquanto em 2018 a companhia havia registrado ganho de R$ 294,43 milhões.

“As iniciativas operacionais executadas ao longo de 2019 em consonância com fatores não operacionais como, reversão das provisões para litígios, reversão de impairment, constituição de IR/CSLL diferidos, permitiram a CESP registrar em 2019 um lucro líquido de R$ 1,2 bilhão, crescimento de R$ 869 milhões em relação ao lucro líquido de 2018″, explicou a empresa em seu balanço.

“A combinação da forte geração de caixa com o resultado líquido obtido em 2019, permite a proposta de distribuição de dividendos aos acionistas no montante de R$606 milhões, representando um payout de 52% e dividend yield de ~6% para todas as classes de ação da CESP (ON, PNA e PNB), com pagamento nos meses de abril e outubro de 2020”, continuou.

O Ebitda da Cesp no quarto trimestre de 2019 foi de R$ 471,5 milhões, o dobro do registrado um ano antes. Já no acumulado de 2019, a cifra ficou em R$ 863 milhões, queda de 12% sobre o resultado de 2018 (R$ 975,5 milhões).

O resultado financeiro líquido no quarto trimestre de 2019 registrou despesa de R$ 59 milhões, comparado à despesa de R$ 34 milhões apresentada no mesmo período de 2018 — um crescimento de 77%. Já no acumulado de 2019 a cifra caiu 7%, na comparação com 2018, ficando em R$ 347,05 milhões.

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Dividendo de quase R$ 1 por ação do Itaú, lucro da Suzano e mais destaques do pós-fechamento

SÃO PAULO – O mercado fechou, mas as notícias continuaram circulando na noite desta quarta-feira (12). Em destaque, o Itaú Unibanco (ITUB4) aprovou a distribuição de dividendos de quase R$ 1 por ação a seus acionistas, a Suzano (SUZB3) apresentou um lucro de R$ 1,175 bilhão e a Guararapes (GUAR3) fechou um acordo com uma loja dos Estados Unidos para comercializar produtos de vestuário infantil.

Confira o que saiu de mais importante no after-market desta quarta

Itaú Unibanco (ITUB4)

O Conselho de Administração do Itaú Unibanco (ITUB4) aprovou o pagamento em 6 de março de dividendos no total de R$ 0,4832 por ação.

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O banco também pagará R$ 0,5235 por ação em juros sobre o capital próprio (JCP), que com a retenção de 15% de Imposto de Renda significam R$ 0,444975 por papel.

Por fim, o conselho do Itaú ainda decidiu que os R$ 0,037560 por ação em JCP aprovados em 28 de novembro do ano passado também serão pagos em 6 de março.

Ou seja, ao todo, os acionistas do banco receberão R$ 0,960101 por ação nessa data. Com 5,126 bilhões de ações em circulação, isso corresponde a uma distribuição total de R$ 4,921 bilhões.

A data “com” dos proventos é o dia 20 de fevereiro, de modo que só terá direito a receber os dividendos e JCP quem tiver ações do Itaú em carteira no fechamento do pregão do dia 20. A partir do dia 21 os papéis do banco serão negociados “ex-proventos”, ou seja, sem o direito ao benefício.

A maior fabricante de papel e celulose do Brasil teve um lucro líquido de R$ 1,175 bilhão no quarto trimestre de 2019, queda de 61% sobre o resultado do mesmo período do ano anterior. A expectativa dos analistas compilada no consenso Bloomberg era de um lucro de R$ 1,079 bilhão. No ano, a empresa teve prejuízo de R$ 2,815 bilhões, ante R$ 2,736 bilhões previstos.

Já o lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda, na sigla em inglês) da companhia foi de R$ 2,465 bilhões nos últimos três meses do ano passado, número 31% menor que o do ano anterior. A expectativa dos analistas era de um Ebitda de R$ 2,511 bilhões.

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Por fim, a receita líquida atingiu R$ 7,049 bilhões no último trimestre do ano passado, uma queda de 3% ante os três últimos meses de 2018, mas acima das projeções de R$ 6,498 bilhões de faturamento anual.

Guararapes (GUAR3)

A Guararapes (GUAR3), controladora da Riachuelo, fechou um contrato para vender as roupas da marca Carter’s no Brasil pelos próximos dez anos. A Carter’s é uma empresa americana que se especializou na comercialização de roupas infantis.

Fornecedora de soluções de informática para empresas, a Totvs (TOTS3) teve um lucro líquido ajustado de R$ 71,3 milhões no quarto trimestre de 2019 (alta de 107,8% contra o mesmo período de 2018) e de R$ 252,1 milhões em 2019, um crescimento de 83,9% sobre 2018.

O Ebitda da companhia foi de R$ 118,3 milhões no quarto tri e de R$ 469,7 milhões no ano, altas de 51,5% e de 35,4% respectivamente na base anual.

A receita líquida foi de R$ 579,3 milhões nos últimos três meses de 2019, um crescimento de 7,5% sobre o quarto trimestre de 2018.

A Totvs ainda propôs o desdobramento de suas ações de três para uma. A Assembleia Geral Extraordinária para decidir sobre a mudança está marcada para o dia 27 de abril.

Fabricante de painéis, louças e metais sanitários, a Duratex (DTEX3) teve um lucro recorrente no quarto trimestre de R$ 157,8 milhões, Ebitda ajustado de R$ 278,3 milhões (contra projeções de R$ 279,5 milhões) e receita líquida de R$ 1,49 bilhão. A expectativa dos analistas era que a empresa tivesse uma receita de R$ 1,39 bilhão no período.

Em todo o ano de 2019, a receita da Duratex foi de R$ 5,01 bilhões e o lucro de R$ 405,6 milhões.

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