BNDES quer Correios e Eletrobras prontas para venda no 1º semestre de 2022

Gustavo Montezano (Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil)

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Gustavo Montezano, voltou a estimar as operações de privatização da Eletrobras (ELET3;ELET6) e dos Correios para o primeiro semestre de 2022, embora a concretização das vendas dependa do “apetite de mercado” para realizá-las no “preço correto”.

“Esperamos ter os ativos disponíveis para realizar as operações no primeiro semestre do ano que vem”, afirmou Montezano, em palestra durante o TAG Summit 2021, evento online promovido pela gestora TAG Investimentos.

O presidente do BNDES defendeu as duas privatizações. No caso da Eletrobras, mais importante do que os valores que o Tesouro Nacional levantará com a capitalização da companhia, será dar condições à empresa para voltar a investir no setor elétrico.

No caso dos Correios, Montezano disse esperar maior eficiência na logística interna. Segundo o executivo, o comércio eletrônico poderá sair ganhando, especialmente as pequenas empresas, já que os gigantes do setor têm investido em sistemas próprios de entrega. O Mercado Livre está investindo R$ 10 bilhões em logística, disse Montezano.

“O principal beneficiado com a privatização dos Correios é a pequena e média empresa que vende por comércio eletrônico”, afirmou o presidente do BNDES.

Defesa de estratégia para carteira

Montezano voltou a defender a estratégia de vender a carteira de participações acionárias da instituição de fomento. Ele disse que encontrou o banco de fomento com uma carteira de R$ 120 bilhões, diante de um patrimônio de R$ 100 bilhões.

“Como vamos gerir um banco de desenvolvimento cuja carteira de ações é maior do que o patrimônio? É muito arriscado”, afirmou Montezano.

Segundo o executivo, desde que assumiu o comando do BNDES, em julho de 2019, já foram vendidos de R$ 65 bilhões a R$ 70 bilhões da carteira de ações. Hoje, a carteira de ações está em cerca de R$ 70 bilhões, diante de um patrimônio de R$ 120 bilhões, informou Montezano.

“Ainda é elevado, mas o risco está mais mitigado”, afirmou o presidente do BNDES.

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A meta colocada pela gestão de Montezano, ainda em 2019, era reduzir a carteira de ações em 80% até o fim de 2022.

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BNDES diz ter discussões com Estados sobre privatização de distribuidoras de gás

(Tânia Rêgo/Agência Brasil)

Ao citar as diversas iniciativas do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) nas discussões em torno da formação do novo mercado de gás no País, o presidente da instituição de fomento, Gustavo Montezano, disse nesta quinta-feira, 20, que o banco tem discussões com vários Estados sobre a privatização das companhias estaduais de distribuição de gás. A dinamização desse processo, porém, exige que se “repense” o modelo de concessão, segundo o executivo.

“O potencial de investimentos é grande, mas é preciso repensar os modelos de concessão”, afirmou Montezano, em transmissão ao vivo pela internet durante a 21ª Conferência Anual do banco Santander.

Além do apoio à privatização das distribuidoras estaduais, o BNDES vem atuando no apoio técnico às discussões sobre mudanças nas leis no Congresso Nacional e no assessoramento técnico ao Ministério de Minas e Energia (MME) para desenhar um sistema de oferta da produção e demanda por parte de indústrias e geradores de energia.

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O banco também poderá financiar investimentos, disse Montezano, tanto em infraestrutura – a construção de um gasoduto pode exigir em torno de R$ 10 bilhões, segundo o executivo – quanto na conversão de veículos, plataformas de abastecimento e fábricas para usarem gás natural.

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Presidente do BNDES diz não ter pressa para vender carteira do BNDESPar

Gustavo Montezano (Foto: Tania Rego/ Agencia Brasil )

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Gustavo Montezano, disse nesta quarta-feira, 29, durante evento do Credit Suisse, na capital paulista, que não tem pressa para vender a carteira do BNDESPar. Ele lembrou que tem 3 anos para fazê-lo.

“Vamos colocar os ativos à venda à medida em que o mercado for absorvendo. Se o mercado for mais rápido, fazemos mais célere. Se não, vamos tirar a mão. Cada ativo que a gente coloca é um teste”, afirmou Montezano.

Parte dos recursos que o BNDES deve obter com a venda de R$ 115 bilhões em ações de empresas na bolsa será destinado, conforme Montezano, para fomentar a indústria de fundos.

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“Queremos ter cinco, 10, 15 fundos de crédito privado no País para alocar em infraestrutura de longo prazo e ser cotistas deles. O mesmo vale para pequenas e médias empresas”, acrescentou ele.

Investimentos segregados

O presidente do BNDES afirmou que os investimentos em empresas privadas, ou seja, de capital fechado, foram segregados em dois grupos e só serão desinvestidos ativos maduros. Nas demais, que ainda não estão nesse estágio, conforme ele, a ideia da instituição é mantê-las.

“Boa parte ainda está na parte da maturação. Nessas, o banco entende que tem valor e a ideia é não sair delas. Nas demais empresas maduras, não sei dizer, porque nosso foco agora está mais voltado às empresas listadas, “, disse ele, sem dar mais detalhes sobre os ativos.

Montenzano afirmou que essa agenda de desinvestimentos é mais lenta, uma vez que os ativos são menos líquidos. Segundo ele, o BNDES vai continuar com a capacidade de fazer aporte acionário em empresas. Frisou, porém, que esses investimentos precisam ter dois propósitos: de desenvolvimento e serem temporários.

“Uma vez que empresa atingiu maturidade, tendo lucratividade financeira ou não, o banco tem de sair e dar a vez para outro investidor”, reforçou o presidente do BNDES.

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