O que é e para que serve o hedge?

No mercado financeiro, é comum o uso de expressões em inglês nas mesas de operações e no âmbito das instituições. Esse é o caso de hedge, que significa limite, proteção.

Trata-se de um mecanismo muito utilizado pelos investidores como forma de proteger a carteira da alta volatilidade do mercado.

Assim, no contexto financeiro, o hedge representa um limite para a operação do investidor. Ou seja, uma operação de hedge é uma operação na qual você deixa seus cenários pré-definidos.

“O meu ganho pode ir daqui até ali e a minha perda também. No melhor cenário, eu saio aqui e, no pior, ali.” Em outras palavras, você consegue delimitar a sua operação.

E se algum acontecimento impactar fortemente o setor no qual tenho ações? A resposta é a mesma: graças ao hedge feito no início da operação, todos os cenários já foram pensados. E não haverá sustos no final da história.

O seu “pacote de investimentos” estará, portanto, totalmente amarrado.

Por exemplo, digamos que você invista em uma empresa frigorífica exportadora. Essa empresa produz carne e distribui para seus clientes em todos os lugares do mundo.

Porém, como ela negocia com os EUA, tem de ficar atenta para acompanhar se o dólar terá alguma oscilação de preço frente ao real no intervalo de tempo entre o fechamento do contrato até o recebimento do pagamento.

Dá para garantir que nada inesperado irá ocorrer? Não. Então, para esse exemplo, em especial, poderemos sugerir que a empresa faça um hedge cambial ou uma limitação da sua operação.

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Como, afinal, fazer um hedge cambial?

Digamos que a empresa feche um contrato hoje para entrega de carne nos EUA no mês que vem. Como será uma compra grande, o comprador consegue barganhar a ponto de o pagamento da mercadoria ser feito daqui a um ano.

Nesse intervalo de tempo, o proprietário do frigorífico não quer que o seu contrato seja alterado por conta da oscilação do dólar.

O que ele pode fazer? Pense que o dono do frigorífico tenha acertado um recebimento US$ 100 milhões no final do ano que vem. Atualmente, USS 1,00 está custando aproximadamente R$ 5,70. Ou seja, US$ 100 milhões representariam um total de R$ 570 milhões.

Mas podem acontecer três coisas até lá:

– O dólar cair
Se o dólar for a R$ 4, por exemplo, o fornecedor vai receber apenas R$ 400 milhões – abaixo da expectativa de quando o contrato foi fechado.

– O dólar subir
Se o dólar for a R$ 7, o fornecedor vai receber R$ 700 milhões – acima da expectativa de quando o contrato foi fechado.

– O dólar ficar estável

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Se o dólar permanecer no mesmo patamar, o fornecedor não terá surpresas. Mas, como ele não está disposto a ficar exposto a isso, pode fazer um hedge cambial apostando na queda do dólar:

1. Se o dólar cair, ele vai GANHAR nos seus investimentos e PERDER no recebimento do pagamento estrangeiro. Ou seja, ficará no zero a zero.
2. Se o dólar subir, ele vai PERDER nos seus investimentos e GANHAR no recebimento do pagamento estrangeiro. Ou seja, ficará no zero a zero.
3. Se o dólar ficar no zero a zero, ele não vai ganhar ou perder em nenhuma das frentes.

Porém, é importante ficar atento porque essas operações de proteção de capital têm um custo de execução.

Na Clear, por exemplo, esse custo já é bem reduzido, por não existir a taxa corretagem incidindo sobre o capital. Nesse caso, o investidor irá pagar apenas as taxas da Bolsa de Valores, que, dependendo do volume total da operação, são consideradas irrelevantes.

O que pode pesar um pouco na decisão de fazer ou não essa proteção com o hedge é a garantia exigida em ativos financeiros como ações, títulos ou mesmo dinheiro, que a empresa ou o investidor terá de depositar na corretora.

De modo geral, é necessário fazer um depósito de R$ 3 mil a cada US$ 10 mil investidos. No entanto, isso exigirá que a empresa tenha um valor de caixa para fazer essa operação, e só depois dela ser finalizada é que o valor de garantia é devolvido para ela.

Vale frisar que o hedge só deve ser feito com o ÚNICO objetivo de proteger o capital de oscilações indesejadas e assim possibilitar que a empresa ou o investidor não tenham surpresas em decorrência da variação do câmbio.

Esse foi apenas um exemplo de hedge, mas existem vários outros no mercado. Podem ser feitos, inclusive, hedges com derivativos, como as travas de opções. Mas essas são cenas dos próximos capítulos.

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Em resumo, quais as vantagens do hedge?

Fazendo o hedge da sua carteira ou apenas de um ativo, você se protege de possíveis oscilações que não está disposto a enfrentar.

Assim, é possível traçar um horizonte de ganhos ou de perda máxima bem definido, sem ter surpresas no vencimento da sua operação. A jornada de investimento funcionará, portanto, de acordo com as suas expectativas.

A vantagem é exatamente não depender de certa estabilidade econômica interna ou externa, não ficar exposto a oscilações cambiais ou a eventos relevantes inerentes a sua posição.

Hedge: Passo a passo para montar uma estratégia de proteção

Já ouviu falar de hedge? Se você investe em renda variável, é possível que sim. E diante dos benefícios proporcionados por essa estratégia, talvez esteja interessado em aprender mais sobre ela – que tem tudo a ver com proteção. Mas o que exatamente é hedge? E como elaborar uma estratégia de hedge?

Esse guia produzido pelo InfoMoney procura responder essas duas – e muitas outras – questões sobre hedge. Ele foi preparado para ajudar você a entender melhor sobre a estratégia, como utilizá-la e que diferença tem em relação a outras alternativas de proteção de carteiras de investimentos. Confira:

O que é hedge e o que significa

Em linhas gerais, hedge é uma estratégia de investimentos que tem o objetivo de proteger o valor de um ativo – uma ação, uma moeda ou outros – contra a possibilidade de variações futuras. É uma espécie de “seguro” para o preço que ajuda a limitar os riscos, especialmente da renda variável, oferecendo um pouco mais de previsibilidade para o investidor.

Um investidor que se posiciona como hedger quer proteção. Sua principal preocupação ao adotar essa estratégia não é obter lucro, e sim evitar perdas.

Existem variadas formas de fazer uma operação de hedge. Uma das estratégias clássicas é lançar mão do mercado futuro – que, aliás, foi criado exatamente com esse objetivo.

Pense nas empresas que possuem dívidas em dólar. Quando a cotação da moeda sobe, o custo desses compromissos aumenta, o que pode ser um problema para os seus resultados.

Para evitar situações desse tipo, as empresas podem comprar contratos futuros de dólar, com o preço da moeda predeterminado para uma data futura. Assim, mesmo que a cotação mude, elas já adquiriram o direito de negociar dólares por um valor determinado. Com isso, ficam seguras quanto ao volume de dinheiro que precisarão dispender.

Dependendo de como opere, a estratégia do hedger depende da existência de outra figura no mercado: o especulador. Por tomar os riscos das operações de variados tipos, abrindo e fechando posições ao longo dos pregões, o especulador viabiliza os negócios do hedger e ajuda a dar liquidez ao mercado.

Por que é importante ter uma estratégia de hedge

A principal razão para realizar uma operação de hedge é evitar uma perda brusca e grande em função da variação dos preços dos ativos. Em alguns casos, uma situação desse tipo pode acabar provocando um rombo no patrimônio das empresas ou dos investidores.

Quem opta por adotar uma estratégia de hedge acaba ganhando mais tranquilidade para operar, porque ela dá mais estabilidade e segurança nas operações realizadas na bolsa de valores. E investidores protegidos tendem a ter mais disposição para tentar negócios diferentes e, potencialmente, lucrativos.

Quem precisa fazer hedge

O hedge é indicado para quem está exposto a riscos e gostaria de minimizar as possibilidades de perdas decorrentes deles. E nesse caso, valem riscos de naturezas diversas. Pode ser o caso de quem tem uma carteira de ações, de quem possui ou produz ativos físicos sujeitos a variações de preços ou ainda para quem tem algum nível de exposição a moedas estrangeiras.

Existem técnicas relativamente simples de hedge, então mesmo investidores que tenham experiência limitada no mercado também podem aplicar essas estratégias nas suas carteiras.

Como funciona uma operação de hedge

Basicamente, uma estratégia de hedge pode envolver dois formatos principais. Um deles consiste em “travar” o preço de um ativo para negociação em um momento futuro, utilizando derivativos, como opções ou contratos futuros. Quem tem determinada ação na carteira, por exemplo, pode utilizar opções – que representam acordos de compra e venda de papéis por um valor definido em uma data à frente estabelecida – para garantir essa trava.

Outro formato comum de hedge ocorre quando o investidor se posiciona em ativos que historicamente possuem desempenhos opostos no mercado. Um exemplo clássico envolve as ações brasileiras e o dólar. Historicamente, o Ibovespa (principal índice de ações da B3) tem um desempenho contrário ao da moeda americana – quando um valoriza, é comum que o outro esteja desvalorizando. Assim, quem investe em ações de maneira coordenada com uma aplicação ligada ao dólar pode reduzir os prejuízos de uma eventual queda do mercado.

Tipos de hedge

Embora genericamente chamada de hedge, a proteção contra perdas pode acontecer de diferentes maneiras – algumas, inclusive, sem envolver um esforço específico. Conheça abaixo alguns tipos mais comuns de hedge:

Natural

Normalmente, é identificada como hedge natural a combinação de fatores que protege contra variações de preços “naturalmente”, sem um esforço específico para que isso aconteça.

O exemplo clássico é o das empresas exportadoras. Suas receitas são em dólar, e muitas vezes parte dos seus custos pode ser também. É o caso, por exemplo, das companhias do setor agrícola. Elas vendem seus produtos no exterior e recebem em dólar por isso. Ao mesmo tempo, parte relevante dos seus insumos – fertilizantes, por exemplo – também são cotados em dólar.

Quando a moeda americana valoriza, os custos das exportadoras aumentam, o que não é bom. No entanto, ao mesmo tempo, suas receitas são beneficiadas nessa situação, o que pode compensar essas perdas – naturalmente.

Commodities

O hedge em commodities – que são produtos com alto grau de padronização, negociados em grandes mercados – costuma ser feito nos mercados futuros. Comprando e vendendo contratos futuros, os fabricantes conseguem definir um preço fixo para as mercadorias, que será pago futuramente, quando os produtos serão entregues.

Esse arranjo é bastante comum nos mercados agrícolas, por exemplo. Usando contratos futuros, um produtor de soja consegue saber por quanto negociará cada tonelada daqui a meses, quando a safra já terá sido colhida e beneficiada. Com isso, assegura o preço e garante algum nível de previsibilidade nas suas receitas.

Cambial

O hedge cambial se baseia no uso do dólar como estratégia de proteção para outros ativos ou operações. O exemplo do começo deste guia – da empresa que possui dívidas em moeda estrangeira e tenta se proteger das variações das cotações com contratos futuros – é um caso clássico. Mas há outros – e talvez você mesmo já tenha vivenciado alguns. Se já viajou para o exterior, é possível que alguém tenha orientado você a aplicar em ativos denominados em dólar para proteger o valor do dinheiro que gastaria mais tarde durante o passeio.

Existem diversas formas de realizar um hedge cambial – das mais simples às que demandam um conhecimento maior sobre o mercado. Além da negociação de contratos futuros de dólar, também é possível investir em fundos cambiais, negociar opções de dólar, comprar títulos denominados na moeda ou até mesmo a moeda em espécie.

Ações

É possível adotar estratégias para reduzir ou prevenir perdas causadas pela variação dos preços das ações na bolsa de valores. Existem algumas maneiras de fazer hedge em ações. Uma delas é apostando em opções sobre ações (você vai entender os detalhes nos próximos tópicos). Outra é utilizar contratos futuros de índices de ações, ou ainda fundos de índices (ETFs). Nesses casos, é importante é estudar o comportamento mais usual dos ativos e derivativos que você pretenda usar, em relação às ações que gostaria de proteger.

Como fazer hedge para proteger a carteira de investimentos

Conheça alternativas de investimentos e como utilizá-las para fazer hedge.

Opções

No mercado financeiro, são negociados instrumentos chamados opções, que representam um contrato que dá ao titular o direito de comprar ou de vender um determinado ativo por um certo valor em uma data específica do futuro. Assim como os contratos futuros, as opções são um tipo de derivativo, pois o seu preço deriva do valor do ativo a que ela está atrelada.

No Brasil, o mercado mais conhecido é o de opções de ações, negociadas na B3. Opções de Vale, por exemplo, são opções que têm as ações da Vale como ativos subjacentes. Mas existem vários outros tipos, como opções de moedas, de índices, entre outros.

Como possuem um preço de exercício – pelo qual o ativo subjacente poderá ser comprado ou vendido – as opções permitem “fixar” o valor do ativo-objeto, ajudando a suavizar o impacto da volatilidade das cotações. Mas como?

Pense em um investidor que tenha comprado ações de uma empresa e pretenda mantê-las na carteira por um certo tempo. Se, nesse período, o investidor prevê que pode acontecer uma desvalorização dos papéis, comprar opções de venda pode ser uma alternativa de proteção.

Imagine que as ações do investidor custavam R$ 50. Para protegê-las, comprou opções de venda com preço de exercício de R$ 49. Se, ao chegar a data do exercício, as ações estiverem cotadas a R$ 45, o investidor ainda terá o direito de vendê-las a R$ 49. Caso realmente precise se desfazer das ações, poderá fazer isso com uma perda de apenas 2%. Se tivesse de vender as ações a preços de mercado, o prejuízo chegaria a 10%.

Contratos futuros

As operações de hedge com contratos futuros também podem ser utilizadas por investidores do mercado de ações. Existem, por exemplo, futuros de Ibovespa, que são como acordos de compra ou venda em que se negocia – hoje – o valor de pontuação do Ibovespa para uma data futura.

Assim, um investidor que possua uma carteira de ações compradas no pregão à vista da bolsa de valores pode procurar se proteger negociando contratos futuros de Ibovespa – que, na prática, reflete o desempenho médio do mercado acionário brasileiro.

Se a perspectiva é de que poderá haver uma desvalorização das ações compradas à vista, é possível vender contratos (ou minicontratos) futuros de Ibovespa. Se o houver uma queda de 10% do mercado, as ações perderão valor – mas, ao mesmo tempo, a operação com contratos futuros vai gerar lucro, compensando a perda.

Há, é claro, o efeito contrário também. Se eventualmente o mercado seguir na direção contrária à imaginada e avançar 10%, as ações à vista vão valorizar, enquanto a operação com contratos futuros registrará uma perda. De toda forma, se forem realizadas de maneira estruturada, a perda será compensada também.

ETF

Também é possível realizar estratégias de hedge usando fundos de índices, os famosos ETFs (Exchange Traded Funds). Esses fundos – que replicam a composição de índices de mercado como o Ibovespa – têm as suas cotas negociadas no pregão como se fossem ações.

Quem compra um ETF de Ibovespa vai lucrar se o índice subir e perder caso recuo. Mas, para ser usado como hedge para uma carteira de ações comprada no mercado à vista, a sugestão é vender as cotas do ETF no mercado – ou “operar vendido”, como se costuma dizer. Ao fazer isso, o investidor poderá recomprá-las mais tarde, por uma cotação mais baixa, embolsando a diferença como lucro. E esse lucro é o que compensaria as eventuais perdas registradas com as ações à vista mantidas na carteira.

Diferença entre hedge, swap e diversificação de investimentos

Existem algumas formas distintas de realizar operações de proteção da carteira de investimentos que não são necessariamente consideradas estratégias de hedge.

Esse é o caso, por exemplo, da diversificação de investimentos – que nada mais é do que uma estratégia de montagem de carteira que (também) ajuda a minimizar os riscos. O hedge, por sua vez, é uma composição “casada” de aplicações em pelo menos dois ativos, que visam a diminuir as eventuais perdas causadas pela variação dos preços.

Tecnicamente, ela difere do hedge, segundo Marcos Piellusch, professor da FIA. “A diversificação busca ativos com correlação baixa, para que as oscilações de um ativo não sejam capazes de afetar toda a carteira. Já o hedge tem como objetivo anular ou reduzir boa parte das oscilações desfavoráveis, então busca ativos com correlação negativa”, segundo artigo publicado recentemente.

Por isso, segundo Piellusch, a diversificação costuma ser indicada para o investidor que quer montar uma carteira de investimentos de longo prazo. Nesse caso, a diversificação reduz a chance de perda, mas não elimina os riscos, mantendo espaço para que se obtenha retorno ao longo do tempo. O hedge, por sua vez, funciona melhor quando se tem um prazo específico de investimento e uma eventual perda não pode ser compensada a contento nesse período.

Também existem diferenças entre hedge e swap. De maneira simplificada, uma operação de swap representa um acordo para a troca de riscos – ou taxas – entre duas partes. Assim, elas transacionam o risco de uma posição ativa (credora) ou passiva (devedora), em uma data no futuro, conforme condições preestabelecidas. Normalmente, essas operações envolvem taxas de juro, moedas ou commodities. Como servem para proteger os investidores, não é raro que os swaps sejam tratados como sinônimos de hedge.

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México adota cautela com preço de hedge de petróleo em alta

petróleo bomba plataforma índices preços queda baixa óleo (Getty Images)

(Bloomberg) — O México planeja acompanhar de perto os preços antes de fazer seu hedge anual de petróleo para o próximo ano, porque a instabilidade do mercado torna o programa mais caro, disse o secretário da Fazenda, Arturo Herrera.

“É um mercado extraordinariamente volátil”, disse Herrera em entrevista por vídeo na quarta-feira. “Comprar hedge em um mercado extraordinariamente volátil é caro e, portanto, devemos ser cautelosos.”

Os contratos futuros de petróleo em Nova York caíram para US$ 40 negativos em abril, um nível sem precedentes, em meio ao fracasso de um acordo da Opep+ exatamente quando as medidas para conter o vírus destruíam a demanda por petróleo. Desde então, os preços se recuperaram para cerca de US$ 40 o barril.

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Nas últimas duas décadas, o México tem bloqueado a receita de petróleo por meio de opções de venda que adquire de um pequeno grupo de bancos de investimento e petroleiras, no que é considerado o maior acordo anual de petróleo de Wall Street – e o mais bem guardado.

É tão secreto que Herrera não quis dar mais detalhes sobre o acordo, mas seu comentário indicou a possibilidade de o México ainda não ter começado a comprar opções de venda para 2021.

“Nunca dizemos quando começamos, nunca dizemos quando terminamos e, com os preços de agora, é preciso checar algo antes de começar”, disse Herrera.

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Compre ouro “aqui e agora”, recomenda gestor do UBS

(Bloomberg) — Agora é a hora de comprar ouro, segundo um dos principais gestores de fortunas do mundo, que destacou as perspectivas do metal precioso. A commodity perdeu terreno para o dólar como refúgio nas últimas semanas em meio à pandemia que sacode os mercados.

“Quando penso no que compraria aqui e agora, compraria ouro”, disse Wayne Gordon, diretor executivo de commodities e câmbio da unidade de gestão de patrimônio do UBS, em entrevista à Bloomberg TV. Os preços começariam a subir entre três e seis meses, de acordo com Gordon.

O ouro caminha para fechar com queda semanal pela segunda semana consecutiva e pela primeira vez desde setembro, em meio ao dólar em nível recorde. No entanto, as perdas diminuíram na sexta-feira, quando investidores fazem ajustes diante do cenário para a economia global, da propagação do coronavírus e da política monetária mais frouxa. Com a forte queda dos ativos de risco neste mês, alguns investidores foram obrigados a vender ouro para obter caixa. Um padrão semelhante – perdas em momentos de extremo estresse do mercado – em relação ao ouro foi visto na crise financeira global no final de 2008, antes de atingir o pico em 2011.

O ouro “forneceu o que deveria em tempos de crise, uma forma de seguro para gerar caixa quando a liquidez era necessária”, disse em relatório Peter Grosskopf, CEO da Sprott, referindo-se aos movimentos recentes. É um dos primeiros ativos a serem vendidos quando a alavancagem é reduzida, e investidores de longo prazo que não estiverem sujeitos a pressões de margem serão recompensados por estar investidos em ouro neste momento, disse.

O metal precioso acumula queda de 1,6% nesta semana, após uma baixa de 8,6% na semana passada, a maior desde 1983. No início deste mês, chegou a US$ 1.700, atingindo o nível mais alto desde 2012.

Devido à flexibilização quantitativa adicional de bancos centrais “vamos ver um dólar mais fraco nos próximos 12 meses”, disse Gordon. “Por trás disso, veremos juros reais voltarem para território negativo”, disse, acrescentando que isso dará força ao ouro.

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