Expert XP confirma Hillary Clinton como palestrante; veja os demais painéis do evento que começa dia 24

SÃO PAULO – Hillary Clinton, ex-secretária de Estado e ex-senadora dos Estados Unidos, é a mais nova palestrante confirmada para a 11ª edição da Expert XP, evento anual realizado pela companhia e um dos maiores festivais de investimentos do mundo.

O evento, que acontece de forma online e gratuita entre os dias 24 e 26 de agosto, conta ainda com a participação de nomes como Michael Bloomberg, empresário e ex-prefeito de Nova York, Randi Zuckerberg, CEO da Zuckerberg Media e irmã do cofundador do Facebook, e a renomada jogadora de futebol brasileira Marta Silva.

Grandes gestores de fundos de investimento também estão com presença confirmada, como Howard Marks (Oaktree), Larry Fink (BlackRock), Luis Stuhlberger (Verde Asset) e Mohamed El-Erian (Allianz), além de Manny Roman, CFO da gestora Pimco.

Todos os conteúdos da Expert, que incluem palestras, mesas redondas, talks e entrevistas, serão transmitidos via plataforma da XP. Serão ao todo seis palcos pelos quais vão passar alguns dos nomes mais importantes da atualidade, com mediação de jornalistas e do time de profissionais da XP.

Dentre os assuntos que serão abordados, destaque para a retomada global da economia, open banking, eleições de 2022, tendências em relação às criptomoedas e ao mercado de investimentos, bem como o papel dos influenciadores digitais na educação financeira.

“Buscamos trazer as melhores referências e especialistas do Brasil e mundo afora para compartilhar com o público suas visões de mundo e os principais temas da atualidade, assim como histórias inspiradoras. Essa edição não será diferente, com nomes de peso já confirmados e muitos outros que ainda serão anunciados”, afirma Karel Luketic, diretor de conteúdos digitais da XP Inc, em nota.

Na edição de 2020, a primeira a ser realizada de forma online, por conta da pandemia de Covid-19, o evento impactou mais de cinco milhões de pessoas e contou com mais de 200 palestrantes.

Para conferir a programação da Expert 2021, bem como acompanhar as palestras, basta fazer a inscrição no site do evento.

Ausência de dados públicos sobre urânio faz com que investidores não enxerguem barganhas no mercado

Hoje fomos agraciados com mais um memo de Howard Marks. Warren Buffett diz que, ao receber um memo de Marks, para o que está fazendo para poder lê-lo. Eu não chego a parar, mas sempre leio com atenção e recomendo que todos também o façam.

Nesse memo, Marks fala sobre as formas de investir em crescimento ou valor (growth and value). Não vou discorrer sobre a íntegra do memo, que preferiria que todos lessem, contudo vou destacar uma passagem que me chamou a atenção. E me chamou a atenção não pela novidade, mas por trazer uma conclusão a qual eu havia chegado na busca por oportunidades assimétricas de investimento.

Marks diz que no passado, barganhas poderiam ser facilmente encontradas por um analista disposto a procurar. O que era difícil era encontrar dados, que não estavam disponíveis com a mesma facilidade de hoje. Por exemplo, ele menciona que os relatórios anuais tinham que ser solicitados às empresas ou estavam disponíveis em bibliotecas públicas. Mas para quem sabia olhar, as oportunidades estavam à vista.

Eu queria traçar aqui um paralelo com a nossa tese de investimento em urânio, que acredito ser sem igual no mundo de hoje. Apesar de os preços terem subido bastante no ano passado e no início desse ano, acredito que ainda estejamos na infância da infância desse mercado.

Algumas ações subiram algo entre 70% a 400% ano passado. O gráfico abaixo da Paladin mostra o comportamento do preço da ação no último bull market, em azul, em contraste com o ponto em que estamos agora, em branco, e nos permite ilustrar o potencial “explosivo” de alta desse mercado.

Como podemos notar, a empresa já mais que dobrou de preço, mas nada que se compare aos mais de 50.000% de alta que ela alcançou no período retratado abaixo. Do começo ao final do bull market, a ação subiu quase 90.000%. Obviamente a empresa hoje é diferente do que era então, está endividada e isso não é, de forma alguma, uma recomendação de investimento.

Fonte: Bloomberg, L2 Capital

Ao se depararem com o Urânio, muitas pessoas não sabem sequer por onde começar para acompanhar esse mercado. Elas não têm acesso ao preço do metal, que é disseminado por casas especializadas, não sabem da existência de relatórios importantíssimos para o setor, que são produzidos em inglês, e ainda por cima têm que lidar com vários promoters, que só atrapalham a vida do investidor.

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O meu ponto aqui é que estamos trabalhando com um mercado opaco, com poucos analistas acompanhando (e a maioria começou há pouco tempo e não têm vasto conhecimento) e cujas informações são mal disseminadas, causando um grande hiato entre quem realmente acompanha esse mercado e quem não está de fora. Exatamente o que Marks falou no seu memo, ou seja, as grandes barganhas estão aí, escondidas na nossa frente.

Continuo acreditando que o mercado de urânio apresenta a melhor relação risco e retorno que já vi na vida e entendo que todos deveriam que o estudá-lo mais. Oportunidades assim não aparecem todo dia.

Disclaimer: Esse texto reflete a opinião do autor e não constitui uma sugestão, recomendação, indicação e/ou aconselhamento de investimento. Nenhuma decisão de investimento deve ser tomada com base nas informações ora apresentadas, cabendo unicamente ao investidor a responsabilidade sobre qualquer decisão que venha a tomar.

O autor detém e negocia ativos ligados ao tema abordado em sua carteira proprietária e/ou na de clientes sob sua gestão remunerada.

Gestor da Aberdeen diz que ninguém sabe se mercado atingiu piso

Crise recessão (Shutterstock)

(Bloomberg) — Para estrategistas do Morgan Stanley, o pior já passou na onda vendedora provocada pelo coronavírus. Jeffrey Gundlach vê maiores perdas à frente, enquanto Howard Marks passou de pessimista para mais otimista em uma semana.

Para outro investidor veterano, tentar estabelecer se as ações atingiram um piso não é nada menos que inútil.

Na avaliação de Hugh Young, responsável por Ásia-Pacífico na gestora Aberdeen Standard Investments, que administra US$ 644,5 bilhões em ativos, “ninguém tem a resposta”.

Ações globais recuperaram parte das perdas depois da sangria provocada pelo vírus. Um índice de ações globais subiu mais de 20% em relação à baixa de março, entrando tecnicamente em território de ganhos, ou bull market, embora ainda acumule queda superior a 18% neste ano.

Para Young, é possível que os mercados tenham atingido um piso, mas é muito cedo para dizer com certeza.

“A impressão é que isso vai durar muito tempo”, disse. “E, de certa forma, isso deve se refletir nos preços. Mas vemos uma forte ação dos governos, seja em dividendos bancários ou mudanças de regras para empréstimos, execuções de hipoteca e todo tipo de coisa. Portanto, é muito difícil ser preciso.”

O Asia-Pacific Equity, principal fundo da Aberdeen, acumula baixa de cerca de 18% neste ano, de acordo com dados compilados pela Bloomberg. Durante um período de três anos, superou 66% dos pares.

Young disse que seu cinismo em relação às conclusões do mercado tem origem em seus mais de 30 anos de experiência em investimentos. Mesmo se alguém acertar o prazo do mercado uma vez, é improvável que repita o feito, disse. E o “piso”, disse, só é fácil de identificar após o fato.

Ninguém sabe

Outro gestor veterano ecoou a visão de Young sobre tentar definir a mínima.

“Ninguém pode saber se estamos no piso em termos de índice”, disse Mark Mobius, que fundou a Mobius Capital Partners no ano passado, após três décadas na Franklin Templeton Investments. “Sabemos que, historicamente, para todos os mercados, a queda média do ‘bear market’ foi de cerca de 50%, com um intervalo de 23% a 70%. Portanto, se a história servir de guia, ainda podemos esperar mais pela frente.”

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