Recompra de ações: 4 empresas do setor imobiliário estão com programas abertos; confira

(Shutterstock)

SÃO PAULO – Quatro companhias do setor imobiliário estão com programas de recompra de ações em andamento e duas já encerraram, totalizando operações de cerca de R$ 750 milhões. São elas JHSF (JHSF3), Eztec (EZTC3), Tenda (TEND3) e Moura Dubeux (MDNE3). Já BR Properties (BRPR3) e Even (EVEN3) encerraram o seu programa na semana passada.

A recompra de ações consiste na compra pelas companhias de suas próprias ações no mercado, seja cancelando-as ou utilizando-as para atender ao exercício de opções de compra dos papéis.

Na prática, a empresa está tirando de circulação parte do seu patrimônio líquido da Bolsa, seja para ajustar sua estrutura de capital e seus níveis de caixa, sinalizar que acredita no potencial de suas ações como para oferecer uma forma de remuneração substituta ao dividendo, dentre outros fatores.

No caso da Even, a quantidade de papéis a serem adquiridos foi limitada a três milhões de ações ordinárias, o que corresponde a 1,48% das ações em circulação no mercado. O encerramento foi aprovado na reunião do conselho de administração da companhia realizada no dia 12 de agosto de 2021.

Na JHSF, o limite é de 28 milhões de ações ordinárias, que representam, aproximadamente, 9,15% do total de ações em circulação no mercado. O programa tem vigência até 17 de fevereiro de 2023.

No caso da EZTec, o programa envolve até 5.035.897 ações. O programa tem prazo de até seis meses, terminando em 23 de fevereiro de 2022. O montante referido equivale a cerca de 5% das ações da companhia em circulação no mercado.

Na Construtora Tenda, o conselho de administração aprovou o aditamento ao plano de recompra de ações, divulgado em dezembro de 2020, e poderá realizar operações com derivativos do programa, que tem validade até dezembro deste ano.

O programa da Moura Dubeux, que começou em abril deste ano, envolve até 5.715.759 de ações ordinárias e encerra-se em 19 de abril de 2022.

Já a BR Properties, assim como a Even, comunicou ter encerrado seu plano de recompra de ações. Ela obteve 99,95% dos ativos que havia se proposto a comprar, sendo adquiridas 10.994.600 ações por R$ 94,9 milhões, com o custo médio por ação de R$ 8,63.

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Em relatório, o Bradesco BBI avalia que a onda de programas de recompra envia um forte sinal da confiança das empresas no ciclo de negócios, apesar do recente colapso do valor de mercado do setor.

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Alta de custos pesa nos balanços do 2º tri para construtoras e incorporadoras: o que esperar para as ações do setor?

O time de análise destaca que o setor já havia sinalizado uma compra da ordem de R$ 14 milhões por controladores do mercado imobiliário, com Tecnisa, MRV, brMalls, Plano&Plano, bem como Eztec entre os principais compradores. Desde então, as ações já perderam cerca de 26% na B3, em média, escreve.

“Destacamos que a recente crise do setor foi impulsionada pela deterioração das condições macroeconômicas, embora os fundamentos das empresas permaneçam predominantemente robustos”, completam os analistas do banco.

Além das empresas do setor de real estate, de construção e de shopping centers, a empresa de aluguel de veículos Movida (MOVI3) também anunciou nesta segunda-feira (23) o seu programa de recompra, de até 12.335.379 ações. A Locaweb (LWSA3) anunciou também programa de recompra na semana passada, projetando a compra de até 3 milhões de ações até 2023.

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Morar na universidade? Por que a Ânima se uniu a uma aposta de R$ 800 milhões em residências estudantis

Edifício que a Uliving vai construir em Santos, perto da Universidade São Judas (Divulgação) Edifício que a Uliving vai construir em Santos, perto da Universidade São Judas (Divulgação)

SÃO PAULO – Mesmo com um retorno ainda tímido para classes após meses de aulas virtuais, a Ânima Educação (ANIM3) está apostando forte na educação presencial. Em parceria com uma startup, a rede de ensino superior busca trazer o hábito americano e europeu de moradia nos campi universitários para o ensino superior privado brasileiro. A Ânima Educação firmou uma parceria com a Uliving, startup que opera moradias estudantis desde 2012.

Fundada em 2003, a Ânima Educação tem 330 mil estudantes espalhados por 18 instituições de ensino superior, com marcas como Anhembi Morumbi e São Judas. A empresa afirma ser a quarta maior organização educacional privada no país em número de estudantes e a terceira em receita líquida. São mais de 100 campi universitários. A Uliving pode captar até R$ 800 milhões para a construção de edifícios próximos a essas instituições, com uma oferta inicial de 5 mil camas em 15 empreendimentos. Essas construções levarão entre cinco a sete anos.

O objetivo é atender principalmente alunos que se mudam das cidades natais para cursar o ensino superior. Essa mudança é comum em cursos concorridos e com alta dedicação presencial, como Medicina. Segundo o Ministério da Educação, o Brasil tem cerca de 8,5 milhões de universitários. Estima-se que um quinto tenha saído da casa da família para estudar.

“Acreditamos que o estudante escolhe o melhor que conseguir, dependendo de sua capacidade financeira e de mobilidade. Queremos criar um mercado e trazer a cultura de moradia estudantil para o país, permitindo que as famílias possam enviar os filhos para estudarem em outras cidades com comodidade e segurança. Pensamos naquele jovem do interior que acabou o ensino médio e vai se mudar para uma cidade maior, e agora vai poder morar dentro ou próximo do campus universitário”, afirmou Marcelo Bueno, CEO da Ânima Educação, ao InfoMoney.

Marcelo Bueno, CEO da Ânima Educação (Divulgação)

Marcelo Bueno, CEO da Ânima Educação (Divulgação)

A Uliving tem cinco prédios em funcionamento em São Paulo e no Rio de Janeiro, com 1.500 apartamentos ao todo. A startup faz parte de uma holding que inclui a VBI Real Estate, gestora que capta recursos com investidores para investir no mercado imobiliário brasileiro – incluindo aportes nas moradias da Uliving.

“Embora a moradia estudantil tenha provado sua resiliência como classe de ativos imobiliários institucionais na América do Norte, na Europa, na Austrália e outros lugares, a oferta de acomodação institucional e uma experiência universitária holística está apenas iniciando no mercado brasileiro”, afirmou em comunicado sobre a parceria Ken Wainer, sócio-fundador da VBI Real Estate.

“A formação do jovem não está apenas no que acontece dentro das salas e dos laboratórios. Experiências como atléticas, congressos, diretórios acadêmicos, empresas juniores, estágios e relacionamento com estudantes e professores são fundamentais. A moradia conectada com o campus permite vivenciar melhor tudo isso”, completou na mesma entrevista Juliano Antunes, cofundador e presidente da Uliving.

Juliano Antunes, cofundador da Uliving (Divulgação)

Juliano Antunes, cofundador da Uliving (Divulgação)

A Uliving como um todo espera chegar a 2.000 apartamentos até janeiro de 2022. A ocupação nos prédios da startup chegou a cair de 80% para 65% nos piores meses da pandemia, com a adoção de aulas remotas e muitos alunos voltando às suas cidades natais. Mas a Uliving viu uma retomada expressiva em julho deste ano e espera alcançar uma ocupação como a dos meses pré-pandemia até o começo de 2022.

O primeiro prédio fruto da parceria entre Ânima Educação e Uliving será inaugurado no final de agosto, próximo da Universidade São Judas em Santos (São Paulo). Serão 218 suítes individuais, combinadas a áreas comuns como cozinha, coworking, lavanderia e sala de jogos. O aluno não precisará de fiador para assinar o contrato, e contas como água, internet e luz estão inclusas.

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O foco inicial está nos estudantes de Medicina, mas a Ânima espera no futuro ampliar a oferta para estudantes de todos os cursos. As locações partirão de R$ 1,2 mil por mês no Uliving de Santos.

A Ânima Educação fornecerá a primeira originação para os prédios, indicando seus estudantes. Mas os edifícios também poderão abrigar alunos de instituições que não fazem parte da rede. A empresa está estudando oferecer condições especiais aos seus alunos, como formas diferenciadas de pagamento e subsídios para os melhores alunos. A Ânima Educação ainda não divulga mais detalhes sobre essas condições.

Essa é uma aposta da Ânima na volta forte do ensino presencial, mesmo com a expansão do ensino a distância (EAD) durante a pandemia do novo coronavírus. “Estamos preparados para voltar às classes desde agosto de 2020. Não voltamos até o momento diante de novas ondas de contágio. Neste mês, voltaremos em esquema de rotação das turmas entre atividades digitais e salas e laboratórios físicos”, diz Bueno. “A vida será híbrida. Acreditamos em oferecer uma experiência única de convivência como diferencial, junto a uma educação de qualidade. Dormitório e sala de aula devem ser integrados dentro do ecossistema da Ânima.”

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Arkadio EZ by Ott se destaca como ícone da arquitetura de luxo em São Paulo

Arkadio

Arte e sofisticação moldadas pela geometria das linhas esculturais. Assim é a arquitetura do residencial Arkadio EZ by Ott, audacioso projeto de World-Class residence – categoria de luxo internacionalmente aclamada. É assinado por Carlos Ott, um dos designers mais visionários e inspiradores da atualidade e que tem obras na Ásia, Europa, América do Sul, América do Norte e nos Emirados Árabes.

Localizado no Brooklin, o projeto será um ícone na arquitetura de luxo da região, que tem como marca arranha-céus de categoria internacional. A área estratégica de São Paulo, próxima ao eixo Berrini-Chucri Zaidan e à Ponte Estaiada, tem infraestrutura impecável, e está rodeada de prestigiados shoppings, empresas multinacionais e hotéis.

Arkadio

Arkadio

Arquitetura de luxo

Os apartamentos têm desenho exclusivo que contempla a experiência única de habitar o ápice da sofisticação. O tamanho das plantas é variado, com opções entre 107 e 180 m² – até 4 suítes e 3 vagas. A decoração traz soluções que transmitem conforto e bem-estar em ambientes internos que priorizam a integração e têm o estilo jovem e detalhista da arquiteta Priscilla Zarzur.

Com o alto padrão EZTEC de acabamentos, Arkadio EZ by Ott oferece a dimensão mais elevada de sofisticação com lazer exuberante no rooftop – a mais de 100 metros de altura – com piscina de 25 metros, deck molhado e amplo solarium.

Arkadio

Arkadio

Todos os ambientes refletem uma vista exclusiva da cidade, que inclui, por exemplo, a Ponte Estaiada, um dos cartões postais paulistanos. O projeto acompanha uma tendência da arquitetura internacional, a High Living, exclusividade do estilo de vida nas alturas, que prioriza experiências acima de tudo.

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A área de lazer no pavimento térreo inclui quadra de tênis oficial de saibro, piscina coberta, fitness com design da Cia Athletica, entre outras comodidades. O projeto de paisagismo é assinado por Benedito Abbud, um dos mais influentes paisagistas brasileiros, que dá prioridade ao uso de vegetação nativa em seus projetos com o intuito de criar microclimas naturais.

Os moradores terão acesso aos serviços impecáveis do “Z Services”, que podem ser adquiridos on demand com opções customizadas. Para as necessidades da casa, se destacam home repair e laundry. Os moradores, por sua vez, contam com atenção de beauty care e personal trainer. Há, igualmente, soluções para os pets – entre outros.

Dois apartamentos decorados já estão abertos para visitação.

Para mais informações, acesse o site da EZTEC.

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Yuca começa a atender quem quer investir em imóveis residenciais para aluguel

Apartamento mobiliado pela Yuca (Divulgação) Apartamento mobiliado pela Yuca (Divulgação)

SÃO PAULO – A Yuca foi criada com a proposta de fornecer aluguel descomplicado para pessoas físicas. Agora, a startup de propriedades (proptech) também está de olho em quem quer investir nesses imóveis residenciais.

A startup anunciou uma parceria com a Blackbird, escritório especializado em gestão de fortunas e estruturação de investimento. A Blackbird tem cerca de R$ 1 bilhão em ativos sob administração, atendendo clientes profissionais do mercado financeiro – como analistas, banqueiros e gestores de fundos.

O escritório viu na Yuca uma oportunidade de oferecer uma solução de investimento imobiliário para sua base, com mais de 500 clientes. A Yuca e a Blackbird estruturaram uma operação para compra de sete imóveis, que somam R$ 5,6 milhões.

O InfoMoney conversou com Rafael Steinbruch, cofundador da Yuca, sobre os detalhes da parceria. A Yuca tem 500 unidades sob gestão, com valor estimado em R$ 150 milhões. Recentemente, recebeu um investimento de R$ 56 milhões. Até o final deste ano, pretende chegar a 2.000 unidades sob gestão.

Rafael Steinbruch, Eduardo Campos e Paulo Bichucher, cofundadores da Yuca (Divulgação)

Rafael Steinbruch, Eduardo Campos e Paulo Bichucher, cofundadores da Yuca (Divulgação)

Entre investimento direto e fundo imobiliário

Os sete imóveis visados por Blackbird e Yuca estão em bairros como Bela Vista, Brooklin, Itaim Bibi, Jardins e Paraíso. Por meio de uma sociedade de propósito específico (SPE), os clientes da Blackbird serão sócios desses apartamentos.

O valor investido por cada um é menor do que se eles comprassem um apartamento de fato. A Yuca cuida dos processos de aquisição, reforma e manutenção de contratos de locação. “Houve uma alta demanda pelo portfólio de ativos. Em menos de duas semanas, a operação foi fechada”, escreveu em comunicado Bruno di Giacomo, cofundador e diretor da Blackbird.

A rentabilidade projetada é de 17,7% ao ano (TIR). Esse percentual inclui retornos mensais com aluguéis e valorização imobiliária dos ativos depois de 24 meses, quando o ativo será vendido a algum fundo imobiliário (FII).

A venda dos apartamentos será a liquidez do investimento – ou seja, a estratégia de saída dos investidores. A partir do momento que eles vendem os imóveis, deixam de ter propriedade o direito sobre os rendimentos dos ativos.

Um dos potenciais compradores é o YUFI11, um FII criado pela própria Yuca. O YUFI11 captou R$ 40 milhões em novembro de 2020. Todos esses recursos já foram alocados e o fundo projeta um yield entre 8,5% e 9% ao ano. Esse FII é voltado a investidores institucionais. A startup pretende captar mais recursos para o fundo imobiliário em 12 meses, desta vez com uma oferta também a investidores de varejo, por meio de uma oferta pública inicial de ações (IPO).

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A parceria entre Blackbird e Yuca é um investimento direto em imóveis. “Mas ocorre uma concentração muito maior quando pensamos em investidores comprando apenas um um imóvel para alugar. Também tem a dor de cabeça na gestão da reforma e dos inquilinos”, diz o cofundador da Yuca em entrevista ao InfoMoney.

Já na comparação com um fundo imobiliário (FII), Steinbruch defende que essa carteira de sete imóveis permite um contato maior com esses ativos residenciais. “Os investidores sabem quais imóveis serão adquiridos, como será a reforma deles e como está a ocupação do aluguel. Investir em um fundo imobiliário tem uma percepção menor por parte das pessoas de que elas estão investindo em imóveis de fato”.

Segundo o cofundador da Yuca, novas captações serão estruturadas com a Blackbird. Diferente do FII da Yuca, Steinbruch ressalta que esta operação de investimento direto em imóveis não é restrita a investidores profissionais. “A seleção dos investidores ficou a critério da Blackbird desta vez, detentora do relacionamento”, diz o cofundador da Yuca.

Outra diferença entre o investimento direto em imóveis e os fundos imobiliários está no tratamento tributário. Um projeto de lei encaminhado pelo governo ao Congresso prevê eliminar a isenção de Imposto de Renda sobre os rendimentos distribuídos por FIIs com cotas negociadas na B3 a investidores pessoas físicas.

Steinbruch afirma que ainda é cedo para comentar questões tributárias. “Foi apresentada uma proposta pelo governo. Ela ainda precisa passar pela Câmara, e muito provavelmente vai sofrer alteração antes de ir para o Senado. Aí, pode sofrer ainda mais alterações.”

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Fed: Rosengren alerta para alta de preços no mercado imobiliário como risco à estabilidade financeira nos EUA

O presidente da distrital de Boston do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Eric Rosengren, fez um alerta para a alta de preços no mercado imobiliário americano como um possível risco à estabilidade financeira do país.

De acordo com o dirigente, os Estados Unidos não podem se dar ao luxo de bancar “o boom e o colapso” do setor. “Acho que vale a pena prestar muita atenção ao que está acontecendo no mercado imobiliário “, disse Rosengren em entrevista ao jornal Financial Times.

O preço médio de vendas de casas existentes nos EUA teve salto anual de 23,6% em maio, a US$ 350.300, ultrapassando a marca de US$ 350.000 pela primeira vez, de acordo com dados divulgados na semana passada pela Associação Nacional de Corretoras (NAR, na sigla em inglês).

Um eventual superaquecimento do mercado imobiliário americano e seus impactos na inflação podem corroborar à visão mais “hawkish” de alguns dirigentes do Fed, que defendem antecipar a retirada de estímulos monetários concedidos pela autoridade.

Rosengren tammbém afirmou na entrevista que as condições para se pensar se houve um “progresso substancial” da economia dos Estados Unidos vão se dar ainda em 2021. O Fed já afirmou que começaria a reduzir estímulos monetários somente depois de ter visto um “progresso adicional substancial” em direção à meta de inflação média de 2% e ao pleno emprego.

Na semana passada, Rosengren declarou causando grande repercussão entre investidores e economias, que o mercado de trabalho americano deve atingir o pleno emprego no ano que vem. As falas do dirigente vêm enquanto operadores e analistas tentam estimar quando o BC dos EUA dará início ao processo de retirada dos estímulos monetários para evitar um superaquecimento da economia local, que está em trajetória de recuperação após a crise da covid-19.

De acordo com Rosengren, “quando for apropriado” dar início a tal processo, o ritmo de compras de títulos lastreados em hipotecas seria reduzido à mesma taxa que as operações com títulos do Tesouro. “Isso significaria que pararíamos de comprar títulos de hipotecas muito antes de pararmos de comprar títulos do Tesouro”, disse o dirigente.

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Investimento imobiliário: oportunidade em Portugal se encerra em dezembro

Belas Clube de Campo é considerado o novo refúgio de Lisboa

Nos últimos anos, Portugal está na lista de países preferidos pelos brasileiros, seja para visitar, investir, estudar ou morar. Com a chegada da pandemia, assistimos a um novo fluxo de brasileiros que escolheram o país luso para passar este período. O novo mundo virtual que vivemos foi um pretexto para muitas famílias fazerem um teste e se mudarem por alguns meses, mantendo o trabalho e as escolas no Brasil. Durante 2020, vimos nascer mais uma nova onda de novos moradores em Portugal.

Mesmo com a retomada gradual das atividades, os brasileiros continuam escolhendo Portugal pela qualidade de vida, simplicidade de fazer negócio, facilidade da língua e pelo fator da segurança. Portugal é o terceiro país mais pacífico do mundo, de acordo com o Índice Global de Paz (GPI, sigla inglesa) e ocupa o primeiro lugar entre os países da União Europeia.

O interesse na aquisição de imóveis aumentou o trabalho de corretores portugueses com representatividade comercial aqui no Brasil. A novidade está na escolha dos imóveis. Agora, a procura incide em espaços maiores com home office e em locais próximos da natureza e fora dos grandes centros urbanos, uma tendência generalizada por toda a Europa.

O centro da cidade perdeu um pouco a relevância, e regiões como Cascais, Belas e Sintra ganham destaque. Por estas razões, hoje mais do que nunca o Belas Clube de Campo é considerado o novo refúgio de Lisboa, não só pela sua localização, numa zona nobre a poucos minutos do centro de Lisboa (cercado de muita natureza), mas também pela qualidade dos imóveis e todos os serviços do resort. Um local seguro onde as famílias encontram a qualidade de vida que procuram.

O condomínio já é apelidado como “o favorito dos Brasileiros” para viverem em Portugal. Os brasileiros são hoje o número 1 de estrangeiros a viverem no Belas.

Vistos Gold e o Belas Clube de Campo
Investidores que comprarem um imóvel a partir de €500 mil ganham em troca a autorização de residência em Portugal. A modalidade é conhecida como “visto gold”. No entanto, estas regras têm data para acabar. As cidades do Porto e Lisboa terão seus valores mínimos de investimento para a aquisição de um imóvel e do visto de residente alterados a partir janeiro de 2022.

Para entendermos melhor como essas mudanças vão funcionar, o Belas Clube de Campo e MoneyLab convidaram especialistas em investimentos internacionais e aquisição de imóveis em Portugal para um debate ao vivo. Será possível saber mais sobre proteção cambial, diminuição de risco Brasil, além de tirar todas as dúvidas sobre o Visto Gold.  

Para assistir, as vagas são limitadas e é possível se cadastrar gratuitamente clicando aqui. A transmissão ao vivo ocorrerá no Youtube do InfoMoney a partir das 10 horas, da quarta-feira (23).

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Com boom imobiliário, Fed pode começar a reduzir compras por títulos hipotecários

(Bloomberg) — Quando o Federal Reserve começar a reduzir as enormes compras de títulos, operadores de hipotecas apostam que seu mercado será o primeiro da fila.

Seria uma reversão em relação à abordagem equilibrada do Fed durante sua última retirada em 2014, quando desacelerou as compras de Treasuries e títulos lastreados em hipotecas no mesmo ritmo. Mas, com os preços das moradias em alta e juros de empréstimos não muito longe de mínimas históricas, alguns veem menos motivos para o banco central dos EUA continuar adicionando US$ 40 bilhões em títulos hipotecários ao balanço todos os meses.

É uma perspectiva que já preocupa os mercados financeiros, pois operadores buscam se antecipar aos movimentos do Fed. Os títulos lastreados em hipotecas perderam 0,18% no mês passado, mesmo com o avanço dos Treasuries, marcando o pior desempenho em relação aos títulos do Tesouro desde os primeiros dias da pandemia em janeiro de 2020. Na semana passada, o presidente do Federal Reserve de Dallas, Robert Kaplan, destacou essa visão. Segundo ele, o mercado imobiliário não precisa de tanto apoio quanto o que está recebendo do banco central.

“Não vemos problemas no mercado imobiliário com os quais o Fed deva se preocupar. Na verdade, é o contrário, com ganhos em certas partes do país”, disse Jake Remley, gestor da Income Research + Management, que administra US$ 90 bilhões e está reduzindo a exposição a segmentos no mercado de hipotecas que seriam mais afetados por uma desaceleração das compras do Fed. “Se o Fed começa a ficar preocupado com a inflação e quiser fazer algo, deveria sair das hipotecas e entrar mais nos Treasuries.”

A intervenção do Fed no mercado imobiliário é controversa, embora tenha começado em 2008, na esteira do colapso da bolha imobiliária que pesou sobre o setor por anos. Desta vez, os valores dos imóveis subiram em linha com as compras do Fed: um indicador de preços dos imóveis residenciais nos EUA avançou 13% em março em relação ao ano anterior, o maior ganho desde 2005.

No entanto, o presidente do Fed, Jerome Powell, não deu nenhuma indicação de que o banco central tem como alvo o mercado de hipotecas, nem indicou quando começará a reduzir as compras de dívida. Mas uma retirada em títulos hipotecários daria às autoridades monetárias mais margem para apoiar o mercado de Treasuries, justo quando o presidente dos EUA, Joe Biden, procura aprovar um grande plano de gastos, que inclui um programa nacional de infraestrutura.

“O Fed vai adotar uma abordagem diferente desta vez”, disse George Gonçalves, chefe de estratégias macro para EUA no Mitsubishi UFJ Financial. “Vai ser modulado. E, com os déficits fiscais que temos, é o mercado de Treasuries” que precisa de mais apoio.

As especulações de que o Fed poderia sinalizar nos próximos meses planos para começar a ajustar a política monetária ganharam força na quinta-feira, depois que novos dados mostraram que os preços ao consumidor dos EUA subiram no mês passado acima da previsão da maioria dos economistas. Os números impulsionaram a inflação implícita de 10 anos, uma referência do mercado de renda fixa para a taxa de inflação anual esperada ao longo da próxima década.

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Gafisa se inspira em startups unicórnios e aposta no digital

(Divulgação)

Inspirada em unicórnios do mercado imobiliário como QuintoAndar e Loft – startups que ultrapassaram US$ 1 bilhão em valor de mercado -, a Gafisa (GFSA3) decidiu se arriscar no mundo digital, ainda pouco explorado pelas incorporadoras tradicionais. A companhia vai lançar nos próximos dias o site Viver Bem, marketplace com serviços imobiliários variados.

O site abrangerá classificados de compra, venda e locação de imóveis novos e usados, ofertas de serviços de decoração, reformas, seguros, eletroeletrônicos, crédito e administração de condomínio. A ideia é ser referência para os consumidores que pensam em qualquer atividade relacionada a moradias, explica Fabio Romano, presidente da Gafisa Serviços, subsidiária da holding.

O executivo argumenta que o trunfo da incorporadora está em sua carteira de 1,5 milhão de clientes, dos quais 600 mil estão ativos. São pessoas que já compraram um imóvel da companhia ou passaram por seus estandes nos últimos anos.

O foco inicial está nos mercados de São Paulo e Rio, com planos de chegar a outras capitais mais adiante. No Viver Bem, os serviços agregados também terão de dar lucro, segundo executivo mas a principal função será impulsionar a marca Gafisa e o seu negócio principal, a incorporação imobiliária (lançamento de novos empreendimentos).

A Gafisa não será a responsável pelos demais serviços na plataforma, que ficarão a cargo de parceiros. Bancos como Bradesco, Itaú e Santander serão acionados para as modalidades de crédito com imóvel como garantia (o chamado home equity). Por sua vez, a startup Nomah fará o aluguel de curta, média e longa temporada, além de administração de imóveis.

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Tecnisa: a construtora que retomou lançamentos durante a pandemia e foi às compras mirando crescimento

SÃO PAULO — A pandemia de coronavírus afetou negativamente diversos setores da economia, mas o segmento de construção civil, considerado essencial, continuou operando a todo vapor para dar conta da demanda alta em meio aos menores juros de financiamento imobiliário da história.

Nesse cenário, a Tecnisa (TCSA3) retomou seus lançamentos próprios — foram dois no ano passado — e foi às compras: apenas no quarto trimestre de 2020, adquiriu terrenos com VGV potencial de R$ 647 milhões. Já nos três primeiros meses deste ano, comprou mais R$ 208 milhões. No fim de dezembro, o landbank (banco de terrenos) da companhia já estava em R$ 5,3 bilhões.

“O primeiro passo para o crescimento é a compra de terrenos”, disse Flavio Vidigal, CFO da companhia, em live do InfoMoney na quarta-feira (31). “O momento é favorável para a aquisição de imóveis e nós temos condições para fazer esse volume de lançamentos”, completou o executivo, se referindo ao guidance de lançamento de R$ 1,2 bilhão e R$ 1,5 bilhão entre 2020 e 2021.

A entrevista faz parte do projeto Por Dentro dos Resultados, no qual CEOs e outros executivos importantes de empresas da Bolsa comentam os balanços do quarto trimestre de 2020 e o desempenho anual das companhias, e falam também sobre perspectivas. Para não perder as próximas lives, que acontecem até o início de abril, se inscreva no canal do InfoMoney no YouTube.

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Segundo Vidigal, 23% do guidance de lançamentos para o biênio já foi atingido e a Tecnisa possui oito projetos em fase final de aprovação na prefeitura de São Paulo. “Começamos 2019 com estoque construído de R$ 837 milhões, terminamos o ano com R$ 419, e em 2020 vendemos mais R$ 231 milhões, reduzindo bastante nosso estoque concluído, que ficou em R$ 128 milhões”, disse.

“A gente teve um ano bastante atípico. O primeiro trimestre foi mais forte, o segundo trimestre por causa da pandemia foi bem mais fraco e aí o setor se recuperou bastante no terceiro e quarto trimestres. Isso deu bastante motivação pra gente fazer as aquisições dos terrenos”, completou.  O executivo afirmou ainda que a companhia deve vender os terrenos não estratégicos que possui fora de São Paulo, em especial em Curitiba e no Distrito Federal.

“Neste momento, como temos poucas obras em andamento, o nosso nível de receitas é menor. Com isso, nosso lucro bruto é menor, e temos prejuízo. Existe uma tendência forte de inverter esse ciclo a medida que estamos lançando novos empreendimentos, e esses empreendimentos começam a gerar receita no balanço de maneira que a gente vai aumentando o lucro bruto e reduzindo o prejuízo até que ele se torne lucro. Há uma tendência bem clara neste sentido”, disse.

A companhia realizou em fevereiro deste ano uma cessão de recebíveis performados de R$ 80 milhões — uma prática de venda das obrigações de clientes que compraram unidades no passado. “A nossa inadimplência está sob controle e uma prova disso foi essa cessão que realizamos. Se a inadimplência está alta, não conseguiríamos vender os recebíveis”, afirmou Vidigal.

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Anderson Hiraoka, gerente de relações com investidores da companhia, afirmou que a empresa segue otimista com 2021. “O volume de vendas e a retomada de lançamentos deve acontecer de forma forte. E para os projetos que já temos estande de vendas, que estão fechados agora, a gente imagina que vá acontecer o que aconteceu no ano passado: a partir do momento que eles puderem abrir, a gente vai ter um volume de vendas bastante expressivo”, disse.

Os executivos falaram ainda sobre possibilidade de M&A, alta da Selic, continuidade da compra de terrenos ou permuta e sobre o aumento do INCC e do custo de materiais de construção. Assista à live completa acima.

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Prévias operacionais de incorporadoras mostram forte 4º trimestre; veja os nomes que mais animam analistas no setor

SÃO PAULO – Depois de um primeiro semestre desafiador por conta da pandemia de coronavírus e das medidas de isolamento social realizadas para conter o contágio da doença, as incorporadoras brasileiras mostraram números sólidos no terceiro trimestre e ao se observarem as prévias operacionais do quarto trimestre divulgadas nos últimos dias, o fim do ano consolidou esta recuperação.

Segundo Renan Manda, analista da XP Investimentos, a retomada do setor como um todo é forte e deve continuar principalmente se levarmos em consideração a velocidade de vendas dos lançamentos. “Logo após o pico da pandemia, uma incorporadora lançar um projeto e vender 50% ou 60% das unidades no primeiro mês é algo muito bom, até porque há sérias restrições a visitar estande, por exemplo”, explica. “Se tudo caminhar como está este ano será bem mais positivo do que 2020.”

A análise é parecida com a feita pelo time de análise do Banco Safra, para quem as baixas taxas de juros tornaram a compra de imóveis mais acessível no Brasil. Além disso, o nível reduzido da Selic (confirmada ontem em 2% ao ano após a reunião do Comitê de Política Monetária – Copom) tornaria ativos imobiliários mais atrativos na comparação com outros tipos de investimento.

Em relatório assinado pelos analistas Daniel Gasparete, Pedro Hajnal e Vanessa Quiroga, o Credit Suisse destaca os bons números das construtoras focadas nos imóveis para consumidores de média renda. “O segmento está vivendo o seu melhor momentum operacional em uma década impulsionado pelas taxas de hipotecas nas mínimas históricas”, avalia a equipe de análise do banco.

De acordo com o banco suíço, as empresas foram surpreendidas pelo repique na demanda, então os lançamentos de novos empreendimentos ficaram aquém das vendas nos primeiros nove meses de 2020 e agora estão se acelerando.

As principais companhias a se beneficiarem deste aumento na demanda pela população de renda média são, segundo o CS, Cyrela (CYRE3), Eztec (EZTC3), Even (EVEN3) e Moura Dubeux (MDNE3).

O Bank of America (BofA) também elaborou um relatório falando das prévias operacionais de construtoras e incorporadoras no Brasil, e destacou Cyrela como o destaque nos resultados por conta da aceleração tanto nos lançamentos para baixa quanto para média-alta renda. “A Cyrela é nossa top pick”, resumem a analista Nicole Inui.

No geral, contudo, o relatório do BofA enxerga uma tendência de desaceleração para alguns indicadores das prévias divulgadas até agora. “O aumento na demanda no terceiro trimestre de 2020 impulsionou a velocidade das vendas em média em 455 pontos-base nos segmentos de baixa e média-alta renda. No quarto trimestre, todavia, a velocidade das vendas se desacelerou, caindo 180 pontos-base abaixo dos níveis do ano anterior.”

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A opinião da analista é de que a menor velocidade de vendas pode ser atribuída à aceleração dos lançamentos para baixa renda, que cresceram a níveis recordes para algumas empresas enquanto os segmentos de média-alta renda estão demorando mais para retornar aos níveis pré-pandemia.

Os exemplos citados são os de Eztec e Even, que tiveram quedas de 59% e 42% respectivamente nos lançamentos em relação ao mesmo período do ano passado. “Os lançamentos da Cyrela foram uma exceção positiva, superando expectativas com um crescimento de 48% na comparação anual e de 32% na base trimestral para média-alta renda.”

Fora a Cyrela, que teve um crescimento de quatro vezes nos seus lançamentos para baixa renda, Nicole também destaca a Direcional (DIRR3), que registrou um avanço de 30% nos seus lançamentos para esta faixa de renda na comparação anual. A MRV (MRVE3), por outro lado, teve uma retração de 10% nos lançamentos sobre o nível de 2019 apesar da aceleração sobre o trimestre anterior.

Os analistas do Credit Suisse, embora reconheçam que as incorporadoras focadas em baixa renda estão quebrando recordes, têm perspectivas menos otimistas para o segmento.

Para o Credit, esse bom momentum operacional está ancorado em uma demanda ainda resiliente e em ganhos de market share (participação de mercado). Porém, os analistas enxergam um potencial de ganho mais tímido do lado operacional e provavelmente maior pressão por parte dos custos, o que deve prejudicar o resultado líquido trimestral.

Renan Manda, por sua vez, acredita que o segmento de baixa renda já teve um desempenho bastante diverso da média e alta renda principalmente na metade do ano passado, mas as perspectivas continuam otimistas para esse ano.

“As incorporadoras de baixa renda venderam como nunca em 2020 em parte porque a demanda é muito resiliente, também pelos subsídios e, por fim, por ser um mercado muito maior”, explica.

Manda argumenta que os últimos trimestres resultaram na consolidação das empresas dominantes do setor imobiliário como um todo.

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“O crédito disponível está com um custo baixo, a demanda continua se recuperando e as empresas estão se preparando para fazer frente a essa procura com lançamentos. Quem tem espaço no balanço para expandir suas operações vai largar bem na frente de agora em diante”, comenta.

A empresa favorita do analista da XP para 2021 é Eztec no segmento de alta renda. A avaliação é de que ela terá quase R$ 3 bilhões em lançamentos e sempre teve mais caixa do que dívida, tendo captado um volume relevante de recursos em 2019, o que se traduziu em espaço no balanço para investir. “É uma companhia bem concentrada em São Paulo, mercado que deve ter uma recuperação muito forte.”

Na baixa renda, por sua vez, a favorita de Manda é Tenda (TEND3). O analista afirma que não só a empresa tem registrado fortes volumes de venda como um aumento significativo na velocidade dessas vendas. “Isso abre espaço para continuar crescendo e expandindo as operações sem acumular estoque”, conclui.

Desafios

O Banco Safra enxerga como grande desafio para o setor daqui para frente enfrentar o aumento na inflação, algo que já incomoda executivos como Diego Villar, presidente da Moura Dubeux. Em entrevista ao InfoMoney, Villar disse que a máxima histórica na cotação do minério de ferro aumentou os custos da companhia por causa do aço usado nas construções.

De janeiro a novembro de 2020, conforme lembraram os analistas do Safra, os preços dos materiais de construção avançaram 17,7%, de acordo com a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), enquanto o índice que serve para reajustar os contratos de financiamento imobiliário subiu 8,7% no ano.

“Isso pode afetar especialmente as companhias voltadas ao segmento de baixa renda, que atuam sob um ambiente regulatório que limita a capacidade de repassar custos”, avaliam.

Para os analistas do Safra, também é preciso ter atenção a uma possível alta mais persistente nos preços de terrenos, o que pressionaria principalmente os segmentos de média e alta renda.

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“Nosso time destaca que as empresas do setor já levantaram mais de R$ 7 bilhões com ofertas de ações em 2019 e 2020 – e mais algumas devem ocorrer até 2022. Boa parte desses recursos, avalia nosso analista Luiz Peçanha, deve ser utilizada para a construção de um banco de terrenos com o objetivo de entregar crescimento”, escrevem os analistas.

A consequência disso é que empresas com terrenos insuficientes para os lançamentos projetados para os próximos anos encarariam dificuldades para atingir suas metas de lançamento. “Um risco também é a deterioração da rentabilidade dos projetos se a participação dos terrenos aumentar nos custos totais dos projetos”, apontam.

Confira abaixo o balanço de recomendações das maiores incorporadoras e construtoras do País segundo dados compilados pela Thomson Reuters

Empresa Ticker VGV no 4º tri (em R$) Recomendações de compra Recomendações neutras Recomendações de venda Preço-alvo médio Upside esperado
Cury CURY3 675 milhões 2 0 0 R$ 15,90 41,71%
Cyrela CYRE3 2,87 bilhões 8 2 0 R$ 28,40 9,40%
Direcional DIRR3 231 milhões 7 1 0 R$ 17,45 29,45%
Even EVEN3 675 milhões 5 4 0 R$ 14,06 29,59%
Eztec EZTC3 381 milhões 4 3 0 R$ 36,10 25,29%
Gafisa GFSA3 627,2 milhões 0 0 1 R$ 15,00 246,42%
Helbor HBOR3 433 milhões 3 0 0 R$ 17,67 82,73%
Lavvi LAVV3 497,5 milhões 2 0 0 R$ 13,20 60,78%
Melnick MELK3 115,2 milhões
Mitre MTRE3 463,7 milhões 3 0 0 R$ 18,08 14,14%
Moura Dubeux MDNE3 450,7 milhões 2 0 0 R$ 16,50 67,00%
MRV MRVE3 2,13 bilhões 4 5 0 R$ 20,50 8,07%
Plano & Plano PLPL3 538 milhões 3 0 0 R$ 13,07 95.37%
RNI RDNI3 240 milhões
Tenda TEND3 885,2 milhões 5 5 0 R$ 36,97 32,75%
Trisul* TRIS3 2 0 0 R$ 12,67 22,06%

*Ainda não divulgou prévia operacional relativa ao quarto trimestre de 2020

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