Senado dos EUA considera impeachment de Trump constitucional

(ANSA) – O Senado dos Estados Unidos decidiu nesta terça-feira (9) abrir formalmente o segundo julgamento de impeachment contra o ex-presidente Donald Trump, que é acusado de “instigação à insurreição”, após a exibição de um vídeo com imagens que relembrou o brutal ataque ao Congresso americano.

A maioria dos senadores considerou que o processo é “constitucional”, apesar dos apelos de alguns republicanos para suspender o julgamento já que Trump não está mais no cargo.

Ao todo, foram 56 votos favoráveis e 44 contrários, sendo que seis senadores republicanos – Bill Cassidy, Susan Collins, Lisa Murkowski, Mitt Romney, Ben Sasse e Pat Toomey – votaram pela constitucionalidade da ação.

Na abertura da sessão, a acusação recorreu a imagens da violência em 6 de janeiro para reviver os momentos de terror. Em seus argumentos iniciais, os promotores ressaltaram que o processo contra o republicano é baseado em “fatos concretos e sólidos”.

O deputado democrata Jamie Raskin, o principal dos oito promotores do impeachment, apresentou um vídeo de cerca de 10 minutos com trechos do discurso do republicano e com imagens da invasão ao Capitólio por grupos de extrema direita.

“Se isso não é um crime e um delito digno de impeachment sob nossa Constituição, não vejo o que poderia ser”, disse Raskin.

Para o democrata, “Donald Trump violou claramente seu juramento como presidente”.

Já o congressista Joe Neguse argumentou que o julgamento do magnata é constitucional e ressaltou que não está escrito na Constituição do país que ex-presidente não poderiam ser alvos de processos.

Logo depois, o advogado de Trump, Bruce Castor, alegou ilegalidade no processo e afirmou que seu cliente também condena a violência do dia 6 de janeiro.

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A defesa afirma que o processo é um “ato político” e “inconstitucional” pelo fato de Trump não estar mais na Casa Branca, enquanto a acusação qualifica o republicano como “ameaça à democracia”. Se for condenado, o magnata pode perder seus direitos políticos e ficar inelegível para 2024.

Segundo fontes citadas pela CNN, Trump não está contente com a atuação de seus advogados neste primeiro dia do julgamento.

O presidente Joe Biden, por sua vez, não acompanha a sessão contra seu antecessor, segundo a porta-voz da Casa Branca, Jen Psaki.

Esse será o quarto processo de impeachment na história dos EUA, o segundo contra Trump e o primeiro contra um ex-presidente. Todos os três anteriores terminaram com absolvição. Com 50 votos no Senado, os democratas precisarão atrair o apoio de pelo menos 17 dos 50 republicanos na casa para alcançar o mínimo necessário de 67 para condenar Trump.

Próximos passos

Etapas Após a decisão de considerar o processo de impeachment constitucional, os próximos passos incluem a apresentação dos argumentos da defesa e acusação, a partir desta quarta-feira (10). Cada lado terá até 16 horas, distribuídas por dois dias.

Na sequência, os senadores farão perguntas para as duas equipes, e uma votação por maioria simples decidirá sobre a eventual convocação de testemunhas.

O próprio Trump já rejeitou um convite para depor no processo. A expectativa é de que o julgamento termine na próxima semana. (ANSA)

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O que esperar do julgamento do impeachment de Donald Trump no Senado dos EUA

(Crédito: Fotos Públicas)

SÃO PAULO – Começa nesta terça-feira (9) o primeiro julgamento de impeachment de um ex-presidente na história dos Estados Unidos, sendo a segunda vez que Donald Trump será avaliado no Senado do país.

Pela Constituição americana, a Câmara dos Representantes tem o poder exclusivo do impeachment, enquanto cabe ao Senado o julgamento do indivíduo pelas acusações. Por conta disso, é dito que o republicano sofreu dois impeachments.

Agora, após ter sido absolvido em seu primeiro julgamento, no fim de 2019, Trump enfrenta a acusação de incitação à insurreição por conta da invasão do Capitólio, onde fica o Congresso dos EUA, pelos seus apoiadores no dia 6 de janeiro.

Por enquanto, é tratado quase como certa uma nova absolvição do ex-presidente, já que é preciso que dois terços do Senado o coloque como culpado. Com uma composição de 50 democratas e 50 republicanos, até o momento parece improvável que o número necessário de parlamentares de seu partido mudem de lado.

Mesmo assim, o julgamento promete agitar os próximos dias, sendo que não se sabe ainda quantos dias tudo deve durar.

Como funciona o julgamento

A Câmara dos Representantes, agora que já aprovou seu impeachment, nomeia deputados para atuarem como promotores que se instalam no plenário do Senado, junto com os advogados do réu, para apresentar seu caso.

Os promotores e a equipe de defesa de Trump terão um determinado período de tempo para apresentar argumentos e, em seguida, os senadores podem fazer perguntas por escrito antes da votação final.

O presidente do tribunal de justiça dos EUA normalmente preside o julgamento de um presidente, mas, como Trump já deixou o cargo, o presidente será o senador Patrick Leahy, democrata de Vermont que é o chefe cerimonial do Senado como o membro mais antigo do partido da maioria.

Assim que os senadores chegarem a um acordo para concluir o julgamento, tem início a fase de votação: cada legislador se levantará e dará seu voto em voz alta, culpado ou inocente.

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Sobre a duração, ninguém sabe como será. Os primeiros debates deve dar uma maior clareza sobre este ponto. Isso porque o Senado precisa definir e concordar com todas as regras para o julgamento.

O primeiro julgamento de impeachment de Trump, no qual ele foi absolvido de acusações de abuso de poder ao pressionar a Ucrânia a investigar o atual presidente Joe Biden, durou quase três semanas.

Mas a expectativa é que este deve ser mais curto, pois o caso é menos complicado e os senadores já conhecem muitos dos detalhes do que aconteceu.

Além disso, os próprios democratas, que defendem que o processo seja analisado com cuidado, não querem também que isso se estenda demais porque pode travar a pauta do Senado, o que pode dificultar este início de governo Biden diante de temas prioritários, como o combate à pandemia do coronavírus.

Por que julgar Trump se ele não é mais presidente?

A principal discussão sobre o que motiva os parlamentares (principalmente democratas) a seguirem com o processo de impeachment de Trump mesmo após ele deixar o cargo é o impacto que isso pode ter na carreira política dele.

Como um presidente dos EUA nunca teve seu impeachment aprovado no Senado, não existe ainda uma definição do que acontece e um dos pontos que será debatido é a perda dos direitos políticos do magnata, que não poderia voltar a tentar ser presidente numa próxima eleição.

Os republicanos e os advogados de Trump argumentam que o julgamento neste momento é desnecessário e até inconstitucional, porque ele não é mais presidente e não pode ser destituído do cargo.

Os democratas, por outro lado, discordam e apontam para as opiniões de muitos juristas e até um antigo caso de um secretário da Guerra em 1876. O que acabou prevalecendo no processo atual foi principalmente o fato de Trump ter sido acusado pela Câmara enquanto ainda era presidente.

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Portanto, além do ato simbólico de condenar Trump, os democratas (e alguns republicanos) tentam puxar junto com o resultado um impedimento contra ele ocupar qualquer cargo eletivo no futuro.

Logo após a invasão do Capitólio, cresceu também o debate dentro do partido republicano. De um lado, parlamentares que acreditam que apenas o fato de Trump sair do cargo fará com que ele desapareça do cenário político e não tenha força para tentar uma eleição em 2024. Do outro, republicanos mais receosos acreditam que só com o impeachment seria possível garantir que ele não voltará.

O ex-presidente deixou o cargo com uma grande rejeição mesmo dentro de seu partido e deputados e senadores republicanos chegaram a falar publicamente que o magnata estava manchando a imagem deles, e que o momento agora seria de reconstrução.

Fato é que Trump tem tudo para ser absolvido, mas entra nesse julgamento com muitos riscos ainda.

Seu futuro político pode estar nas mãos de Mitch McConnel, líder republicano no Senado. Ele, que já foi um grande aliado de Trump, disse publicamente que acredita que o ex-presidente incitou a invasão ao Capitólio e segundo algumas fontes de jornais americanos disseram, o voto dele no julgamento será decisivo.

Caso McConnel vá contra Trump, muitos outros senadores devem segui-lo, aumentando a chance do impeachment. Porém, se nos dias após a invasão esse debate estava quente e sinais apontavam nesta direção, agora parece que ele se manterá do lado do ex-presidente, o que provavelmente irá salvá-lo, se acontecer.

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Impeachment de Trump, IPCA, prévia do PIB, resultados e IPOs: o que acompanhar nesta semana

SÃO PAULO – Após alguns pregões de maior tensão, o Ibovespa voltou a subir na última semana e retomou o nível dos 120 mil pontos, com investidores animados com a possibilidade de reformas e de um bom andamento das pautas liberais do governo após aliados do presidente Jair Bolsonaro vencerem as eleições no Congresso.

Diante disso, os próximos dias devem marcar a retomada de trabalhos mais intensos na Câmara dos Deputados e Senado. E os investidores irão monitorar sinalizações do andamento de pautas econômicas, principalmente a agenda de reformas. É ventilado que, a Câmara poderá discutir a autonomia do Banco Central e outros projetos de regulação microeconômica, como uma nova legislação cambial.

Já na agenda de indicadores e eventos, o mercado enfrentará uma bateria de dados importantes no Brasil e no exterior esta semana, incluindo um destaque para o processo de impeachment do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Começa na segunda-feira (8) o julgamento do republicano, acusado de “incitar a insurreição”, no Senado. Esse processo ocorre após a invasão do Capitólio, sede do Congresso dos EUA, no dia 6 de janeiro por seus apoiadores. Trump teria incentivado esse grupo e se revoltar e entrar no local na data em que os parlamentares confirmavam a vitória de Joe Biden na eleição.

O julgamento no Senado, pode não terminar nestes próximos dias, com chance de se estender pelo mês de fevereiro. Apesar das chances pequenas de sofrer o impeachment na Casa, o ex-presidente corre grandes riscos e alguns republicanos já deram sinais de que poderão votar contra ele.

Nunca um presidente dos EUA teve o impeachment aprovado pelo Senado. Além de Trump, Andrew Johnson e Bill Clinton também tiveram seus processos de impeachment aprovados pela Câmara, mas foram absolvidos pelo Senado. Richard Nixon, por sua vez, renunciou antes de o processo ser votado na Câmara.

Por ser uma situação inédita, caso Trump sofra o impeachment no Senado, ainda não há detalhes sobre o que acontecerá. Isso é porque poderá ser apenas um ato simbólico, como também há chances de ele perder os direitos políticos (o que pode será votado em separado durante o julgamento), ficando fora, assim, da disputa da próxima eleição.

Resultados e IPOs

Nesta semana o calendário na Bolsa estará bem agitado também. Serão pelo menos 29 resultados de quarto trimestre e mais 6 estreias de empresas.

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Entre os balanços, a quinta-feira (11) será o dia mais movimentado, quando são esperados 11 empresas divulgando seus números do fim do ano passado, com destaque para Banco do Brasil (BBAS3), Lojas Renner (LREN3), Cesp (CESP6), entre outras.

Ainda nos outros dias da semana, atenção maior para os dados de BB Seguridade (BBSE3) na segunda, TIM (TIMS3) na terça, Suzano (SUZB3) e Klabin (KLBN11) na quarta, e Usiminas (USIM5) na sexta.

Já as companhias que realizam Ofertas Iniciais de Ações (IPOs) são: Focus Energia e Jalles Machado na segunda; Bemobi na quarta; Cruzeiro do Sul Educacional e Westwing na quinta; e OceanPact na sexta.

Agenda de indicadores

No Brasil, a agenda da semana será menos movimentada, com dois indicadores importantes. O primeiro é o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a medida oficial de inflação do País, que será apresentada na terça-feira (9) de manhã.

O dado tem mostrado força nos últimos meses e afetado as apostas sobre alta de juros em breve pelo Banco Central. Para a equipe de analistas do Bradesco, a inflação devem registrar alta de 0,30% em janeiro.

Além disso, será importante olhar os dados de atividade, em especial o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB). O indicador será divulgado na sexta-feira.

Já no exterior, os destaques ficam para os números de inflação na China e nos EUA. No gigante asiático, os números serão apresentados na noite de terça-feira.

Segundo dados compilados pela Refinitiv, analistas esperam que o Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês), mostre queda de 0,1% no acumulado de 12 meses, enquanto o dado para o produtor (PPI) deve subir 0,4%.

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Nos EUA, os números saem na quarta pela manhã, com projeções dos analistas de que o CPI recue de 0,4% para 0,3% na comparação mensal, e avance de 1,4% para 1,5% no indicador anualizado.

Outro dado importante na maior economia do mundo será o relatório JOLTS, que mostra os números de abertura de novas vagas de trabalho. Este é um documento bastante acompanhado pelos analistas para entender como está a dinâmica do país, em especial no cenário da atual crise.

De volta à China, a partir de quinta-feira (11) começa o feriado de Ano Novo Lunar, que durará duas semanas e deve deixar, em especial o mercado de minério de ferro, menos movimentado.

Já no fim da semana, haverá ainda uma bateria importante de dados na Europa, incluindo o PIB do Reino Unido. Enquanto isso, o mercado seguirá também atento ao andamento da vacinação contra a Covid-19 em todo o mundo.

Para conferir a agenda completa de indicadores, clique aqui.

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Novo julgamento de impeachment de Trump agrava discórdia entre republicanos

WASHINGTON (Reuters) – O segundo julgamento de impeachment do ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump sob a acusação de incitar a invasão do Capitólio agravou uma disputa entre seus colegas republicanos neste domingo.

Um republicano, o senador Mitt Romney, disse acreditar que o julgamento, que pode proibir Trump de se candidatar no futuro, foi uma resposta necessária ao apelo inflamado do ex-presidente a seus partidários para “combater” sua derrota eleitoral na invasão do dia 6 de janeiro.

Dez republicanos se juntaram neste domingo à Câmara dos Deputados no voto pelo impeachment de Trump sob a acusação de incitar insurreição e a Câmara deverá apresentar as acusações ao Senado na segunda-feira. Os líderes do Senado, atualmente dividido entre os partidos, concordaram em iniciar o julgamento em duas semanas, ganhando tempo para confirmar alguns dos indicados ao gabinete do presidente Joe Biden e, possivelmente, discutir seu pedido para uma nova rodada de auxílio financeiro para a população atingida pelo coronavírus.

“O artigo de impeachment enviado pela Câmara sugere conduta impugnável”, disse Romney, crítico frequente de Trump e que votou pela condenação durante o primeiro julgamento de impeachment, à Fox News neste domingo. “Está bastante claro que durante o ano passado e agora houve uma tentativa de corromper a eleição dos Estados Unidos e não foi pelas mãos do presidente Biden, e sim pelo presidente Trump.”

Na noite após a invasão dos apoiadores de Trump ao Capitólio – um ataque que deixou cinco mortos, fez os legisladores se esconderem e atrasou a atividade do Congresso por algumas horas, justo no momento de certificar a vitória de Biden nas eleições – vários republicanos condenaram a violência.

Leia também: O que espera por Donald Trump após a presidência?

O líder republicano no Senado, Mitch McConnell, culpou Trump pelo ocorrido, dizendo que ele “provocou” a multidão.

Mas um número significativo de parlamentares republicanos, preocupados com a fervorosa base de eleitores de Trump, suscitaram objeções ao impeachment. Trump é o primeiro presidente dos Estados Unidos a sofrer impeachment após deixar o cargo.

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O senador Tom Cotton, também republicano, disse que o Senado estava agindo além de sua autoridade constitucional ao conduzir o julgamento. “Acho que muitos americanos vão achar estranho que o Senado esteja gastando seu tempo tentando condenar e destituir um homem que deixou o cargo há uma semana”, disse Cotton à Fox News neste domingo.

Romney disse que concordou com o que chamou de preponderância da opinião jurídica de que um julgamento de impeachment ainda é apropriado depois que alguém deixa o cargo. Ele disse que a prestação de contas exigia o julgamento, porque Trump havia liderado uma tentativa de “corromper” a eleição nacional vencida por Biden.

Nem todos concordam. “Acho que o julgamento é estúpido”, disse o senador republicano Marco Rubio à Fox News neste domingo, dizendo que votará contra o impeachment na primeira oportunidade. “Eu acho que é contraproducente. Já temos uma fogueira neste país e é como pegar um monte de gasolina e jogá-la sobre o fogo.”

O líder da maioria democrata no Senado, Chuck Schumer, disse que o julgamento será justo, mas em um ritmo relativamente rápido. “Será um julgamento justo, mas relativamente rápido”, disse Schumer em entrevista coletiva em Nova York. Ele disse que não deverá tomar muito tempo porque “temos muito mais o que fazer”.

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Câmara enviará processo de impeachment de Trump ao Senado na segunda-feira

SÃO PAULO – A presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, Nancy Pelosi, afirmou nesta sexta-feira (22) que enviará o processo de impeachment do ex-presidente Donald Trump para o Senado na segunda-feira (25), o que marcará o início do processo dele na Casa.

O líder da agora maioria democrata no Senado, Chuck Schumer, informou ainda que o julgamento de Trump terá início na semana do dia 8 de fevereiro.

“Será um julgamento completo. Será um julgamento justo”, disse Schumer.

Trump é acusado de incitação à insurreição no caso da invasão do Capitólio, onde fica o Congresso dos EUA, por seus apoiadores no dia 6 de janeiro. O impeachment foi aprovado na Câmara por 232 votos a 197.

Diferentemente do que ocorre no Brasil, nos EUA é dito que o presidente sofreu impeachment quando o processo é aprovado na Câmara. Mesmo assim, ele permanece no poder até que ocorre o julgamento no Senado, onde é preciso que dois terços da Casa confirme a decisão.

A Câmara agora deverá selecionar parlamentares para atuarem como se fossem promotores e apresentarem o caso contra o presidente.

Nunca um presidente dos EUA teve o impeachment aprovado pelo Senado. Além de Trump, Andrew Johnson e Bill Clinton também tiveram seus processos de impeachment aprovados pela Câmara, mas foram absolvidos pelo Senado. Richard Nixon, por sua vez, renunciou antes de o processo ser votado na Câmara.

Por não haver um precedente na presidência, não há certezas sobre o que acontecerá caso ocorra o impeachment. Trump poderá ser cassado apenas de forma simbólica, já que não está mais no cargo, ou pode perder seus direitos políticos, o que tira dele a aposentadoria de US$ 200 mil que todo ex-presidente recebe e também não poderá se candidatar novamente.

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Trump é primeiro presidente dos EUA a sofrer dois impeachments; veja o que acontece agora

SÃO PAULO – Com a aprovação pela Câmara dos Representantes, Donald Trump se tornou o primeiro presidente da história dos Estados Unidos a sofrer dois impeachments. Mesmo assim ele continua no comando da Casa Branca.

Diferentemente do que ocorre no Brasil, nos EUA é dito que o presidente sofreu impeachment já quando o processo é aprovado na Câmara. Por isso que Trump pôde ter dois impeachments e ainda seguir presidente.

Mesmo derrotado na Câmara, ele segue como presidente até que ocorra o julgamento no Senado, que é o próximo passo do processo.

Na Casa ocorrerá um julgamento, com a Câmara selecionando parlamentares para atuarem como se fossem promotores e apresentarem o caso contra o presidente para os senadores.

Para que ele deixe o cargo é preciso que dois terços do Senado seja a favor do impeachment, ou seja, 67 votos a favor do processo.

Nunca um presidente dos EUA teve o impeachment aprovado pelo Senado. Além de Trump, Andrew Johnson e Bill Clinton também tiveram seus processos de impeachment aprovados pela Câmara, mas foram absolvidos pelo Senado. Richard Nixon, por sua vez, renunciou antes de o processo ser votado na Câmara.

Faltando apenas uma semana para a posse de Joe Biden como novo presidente do país, é bem difícil que o processo seja concluído antes disso. Isso porque o Senado só volta aos trabalhos após o dia 20, quando também passará a ser dividido com 50 democratas e 50 republicanos.

Apesar disso, a estratégia de parlamentares democratas – e dissidentes republicanos – não é necessariamente tirá-lo antes do fim do mandato, mas evitar que ele possa se candidatar novamente daqui quatro anos.

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A questão agora é se haverá votos suficientes no Senado para confirmar o processo contra Trump. Diversos integrantes do partido Republicano defendem a saída do atual presidente, mas estão divididos se isso deve ocorrer via impeachment ou se ele apenas deve ser “esquecido” após deixar o cargo.

Nas últimas horas, a imprensa americana apontou que se o líder da maioria no Senado, o republicano Mitch McConnell, votar a favor do impeachment, provavelmente Trump será condenado por pelo menos 67 senadores. “Se Mitch for um voto sim, acabou”, disse um senador republicano para a CNN.

Ainda de acordo com a rede de notícias americana, McConnell estaria mais disposto a votar a favor do impeachment por não acreditar que Trump “desapareceria” do partido nos próximos anos e que seria necessária uma ação mais forte para garantir que ele não retorne em quatro anos.

O arrasto do processo de impeachment para depois da posse pode atrapalhar também os planos do novo governo de Joe Biden. Isso porque, nos EUA, os secretários (que têm cargos como de ministros no Brasil) precisam ter suas nomeações aprovadas pelo Senado.

Com o processo demorando para ser concluído, provavelmente haverá um atraso para a confirmação das nomeações feitas pelo democrata, que por sua vez pode ter dificuldades no início de governo para levar adiante projetos mais urgentes, como os de combate à pandemia do coronavírus.

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Câmara dos EUA aprova impeachment de Trump por “incitação à insurreição”

SÃO PAULO – A Câmara dos Representantes aprovou nesta quarta-feira (13) o segundo impeachment do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Com isso, ele se torna o primeiro presidente da história do país a sofrer dois impeachments.

Foram 232 votos a favor e 197 contra – 4 deputados não votaram -, com 10 republicanos votando pela saída do presidente após o caos gerado pela invasão do Capitólio, onde fica o Congresso americano, por apoiadores de Trump na semana passada.

Diferentemente do que ocorre no Brasil, nos EUA é dito que o presidente sofreu impeachment quando o processo é aprovado na Câmara. Mesmo assim, ele permanece no poder até que ocorre o julgamento no Senado, onde é preciso que dois terços da Casa confirme a decisão.

Trump foi julgado por “incitação à insurreição” após democratas apresentarem um pedido formal na última segunda-feira (11) por conta do caso da invasão ao Capitólio.

As quatro páginas do pedido fazem referência às falsas alegações de fraude na vitória de Joe Biden, às suas pressões contra os procuradores da Geórgia para reverter o resultado da disputa no estado e o comício no qual incitou seus apoiadores a invadirem a sede do Congresso.

Na terça-feira, a Câmara chegou a aprovar uma resolução pedindo para que o vice-presidente Mike Pence invocasse a 25ª Emenda da Constituição, um mecanismo que permitiria que Trump fosse retirado imediatamente do poder. Pence, porém, disse ainda antes dessa votação que não iria fazer isso.

Agora o processo vai para o Senado, onde ocorre uma espécie de julgamento. A Câmara seleciona parlamentares para atuarem como se fossem promotores e apresentarem o caso contra o presidente.

Para que ele deixe o cargo é preciso que dois terços do Senado seja a favor do impeachment. Caso isso ocorra, o republicano também perde os direitos políticos e não poderá mais se candidatar a um cargo eletivo.

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Nunca um presidente dos EUA teve o impeachment aprovado pelo Senado. Além de Trump, Andrew Johnson e Bill Clinton também tiveram seus processos de impeachment aprovados pela Câmara, mas foram absolvidos pelo Senado. Richard Nixon, por sua vez, renunciou antes de o processo ser votado na Câmara.

Segundo impeachment

Trump agora se tornou o primeiro presidente americano a sofrer dois impeachments. O primeiro ocorreu no fim de 2019, quando ocorreram duas acusações: abuso de poder e obstrução do Congresso.

O republicano foi acusado de ter pressionado o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, a anunciar uma investigação contra Joe Biden, na época pré-candidato à presidência e cujo filho, Hunter, foi conselheiro de uma empresa ucraniana de gás, a Burisma.

Para alcançar seu objetivo, o magnata teria congelado uma ajuda militar de quase US$ 400 milhões a Kiev. Em um telefonema em julho de 2019, Trump pediu para Zelensky investigar os Biden, mas não mencionou a ajuda militar, que estava bloqueada na época.

Já a acusação de obstrução se referia à postura do presidente de instruir membros do governo a não testemunharem no Congresso e não fornecerem documentos oficiais.

A Constituição dos EUA estabelece que um presidente pode ser removido do cargo por “traição, propina ou outros crimes e contravenções graves”. O Senado, porém, não aceitou o impeachment.

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Democratas entram com pedido formal de impeachment contra Trump por “incitação à insurreição”

(ANSA) – Os democratas apresentaram formalmente o segundo pedido de impeachment contra o presidente Donald Trump nesta segunda-feira (11). Os opositores afirmam que o mandatário cometeu a “incitação à insurreição”.

As quatro páginas do documento fazem referência às falsas alegações de fraude na vitória de Joe Biden, às suas pressões contra os procuradores da Geórgia para reverter o resultado da disputa no estado e o comício no qual incitou seus apoiadores a invadirem o Capitólio – em ato que deixou cinco mortos – no dia 6 de janeiro.

Com isso, começa a correr o prazo de 24 horas para que o processo seja iniciado no Congresso.

A decisão por abrir o processo formal veio após não haver consenso entre os congressistas republicanos sobre a pressão contra o vice-presidente, Mike Pence, para que ele ativasse a 25ª emenda da Constituição, que prevê a destituição do presidente no caso de incapacidade.

A ideia da líder da Câmara dos Representantes, Nancy Pelosi, era dar um prazo de 24 horas para que Pence informasse se iria ou não ativar a medida. Com a resposta do vice-presidente, a Câmara optaria ou não pelo impeachment.

No entanto, como não houve unanimidade entre os correligionários de Trump, seria necessária uma votação nesta terça-feira (12) sobre o tema. No entanto, como faltam apenas nove dias para que os republicanos deixem o poder, os democratas querem acelerar o processo.

A Câmara é liderada pelos opositores e, por isso, deve aprovar com rapidez o processo. No entanto, o Senado é liderado pelos republicanos e seriam necessários 17 votos deles para aprovar o impeachment.

A mídia norte-americana ventila, porém, que o objetivo da ação nem é retirar Trump ainda neste mandato, mas sim impedir que ele dispute novamente as eleições no futuro.

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Com ou sem impeachment, no dia 20 de janeiro, Joe Biden e Kamala Harris assumem o poder. (ANSA).

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Trump planeja semana final de governo enquanto democratas miram impeachment

(Bloomberg) — Banido das redes sociais e abandonado por alguns membros da equipe após incitar um motim no Capitólio dos EUA, o presidente Donald Trump e um círculo cada vez menor de assessores planejam uma desafiadora semana final no cargo, segundo pessoas a par do assunto.

Trump está confiante de que o vice-presidente, Mike Pence, e membros de seu gabinete não tentarão destituí-lo sob a 25ª Emenda, disseram as pessoas. Pence rejeita a ideia de tentar usar esse mecanismo para tirar Trump do poder, disse uma pessoa.

O presidente e alguns aliados também acreditam que os democratas estão exagerando ao tentar mais uma vez o impeachment por causa da invasão do Capitólio na quarta-feira e acham que a condenação no Senado seria improvável de qualquer maneira.

Para um assessor, o plano de impeachment pelos democratas é um presente político para Trump. Nos bastidores, Pence se limitou a citar a 25ª Emenda como uma abordagem inviável, segundo uma pessoa com conhecimento do assunto.

No entanto, Trump e Pence não se falam desde quarta-feira, quando o vice-presidente teve de se esconder no Capitólio depois que o prédio foi invadido por partidários de Trump. O senador James Inhofe, de Oklahoma, disse ao jornal Tulsa World que “nunca viu Pence tão bravo” como depois de ser criticado por Trump por não intervir na contagem dos votos do Colégio Eleitoral no Congresso. Trump tuitou que faltava “coragem” a Pence.

Muro da fronteira

Trump planeja finalizar seus quatro anos de mandato destacando o que ele acredita serem suas maiores conquistas, como o muro que seu governo construiu em pelo menos parte da fronteira dos Estados Unidos com o México. Uma viagem a Alamo, no Texas, perto da fronteira, é esperada na terça-feira, disse um porta-voz da Casa Branca.

Trump também prepara pelo menos mais uma rodada de indultos e tentará, pela última vez, avançar os planos de seu governo para limitar o poder das gigantes de tecnologia, disseram as pessoas, embora não esteja claro o que pode fazer.

Em suma, é uma última tentativa de reabilitar o legado de Trump depois que seus seguidores invadiram o Capitólio na quarta-feira, o que resultou em cinco mortes, incluindo a de um policial.

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Trump não deu nenhuma indicação de que pensa em renunciar, como muitos democratas e alguns republicanos exigiram. Um pequeno grupo de deputados republicanos escreveu para Joe Biden no sábado, pedindo para que convença a presidente da Câmara, Nancy Pelosi, de desistir do impeachment em nome da unidade nacional.

A aparente confiança de Trump desmente os perigos políticos e legais. Os democratas do Congresso estão furiosos com a rebelião no Capitólio e determinados a responsabilizar o presidente. Alguns republicanos disseram que suas ações merecem impeachment, incluindo o senador Pat Toomey, da Pensilvânia.

Promotores federais também não descartam acusar Trump, entre muitos outros, por seu papel no ataque ao Capitólio, além de prometerem que a investigação em andamento não terá fins políticos.

O advogado pessoal de Trump, Rudy Giuliani não respondeu a mensagens com pedido de comentários no sábado. Nem Alan Dershowitz, professor emérito da Harvard Law School, ou Jay Sekulow, advogado externo, que representaram Trump em seu primeiro julgamento de impeachment.

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Ibovespa Futuro sobe com alívio no noticiário sobre o coronavírus; dólar cai

ações bolsa gráfico índice mercado (Shutterstock)

SÃO PAULO – O Ibovespa Futuro sobe nesta quarta-feira (5) com os investidores acompanhando o movimento das bolsas internacionais em dia de notícias esperançosas sobre o coronavírus. Um grupo de pesquisadores do Reino Unido teria descoberto uma forma de acelerar o desenvolvimento de uma vacina contra a doença, e os testes em seres humanos poderiam começar já na semana que vem.

O total de infectados pelo coronavírus atingiu 25 mil pessoas nesta quarta, enquanto o número de mortes subiu de 425 para entre 490 e 500.

Ainda no cenário internacional, o Senado americano termina hoje o julgamento do processo de impeachment do presidente Donald Trump. Ao que tudo indica, Trump será inocentado ao mesmo tempo em que o cenário das primárias do Partido Democrata se mostra extremamente indefinido, com o favorito Joe Biden ficando em quarto lugar, perdendo para Bernie Sanders, Pete Buttigieg e Elizabeth Warren em Iowa.

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Às 09h14 (horário de Brasília) o contrato futuro do Ibovespa para fevereiro subia 0,96% a 116.830 pontos, já o dólar futuro para março cai 0,35% a R$ 4,246.

No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2022 cai três pontos-base a 4,89%, o DI para janeiro de 2023 tem queda de três pontos-base a 5,42% e o DI para janeiro de 2025 registra perdas de três pontos-base a 6,10%.

No Brasil, hoje é dia de decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), que deve reduzir os juros de 4,5% para 4,25%.

Discurso de Trump

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou, em seu terceiro discurso sobre o Estado da União e o último do primeiro mandato, que “anos de decadência econômica terminaram”.

“Os dias daqueles que usavam o nosso país, aproveitavam-se dele, estando até desacreditado junto de outras nações, ficaram para trás”, declarou Trump, na terça-feira, em discurso cheio de críticas à administração de Barack Obama (2009-2017), que não mencionou, e que deixou entusiasmados republicanos, mas não democratas. Ao final do discurso do Estado da União, a presidente da Câmara dos Representantes, Nancy Pelosi, rasgou uma cópia do discurso do presidente.

Para Trump, se “as políticas econômicas falidas do governo anterior” não tivessem sido revertidas, “o mundo agora não estava a ver esse grande êxito econômico”, com criação de emprego, queda de impostos e luta “por acordos comerciais justos e recíprocos”.

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“A nossa agenda é implacavelmente pró-trabalhadores, pró-família, pró-crescimento e, sobretudo, pró-Estados Unidos”, destacou o chefe de Estado norte-americano, acrescentando que, há três anos, iniciou “o grande regresso” do país.

Noticiário corporativo 

A Petrobras (PETR3 e PETR4) iniciou a venda de todos os seus ativos no Uruguai, como parte do seu plano de desinvestimento. A empresa mandará carta-convite aos interessados em adquirir seus ativos no país vizinho, que incluem a subsidiária Petrobras Uruguay Distribución S.A. (PUDSA), uma rede de 90 postos de combustíveis. Vale destacar a fixação de preço por ação ON da Petrobras em oferta do BNDES. Ainda em destaque, está a estreia das ações da Mitre após oferta pública inicial.

Já a operadora de telefonia Oi (OIBR4) informou na noite de ontem que concluiu a subscrição e integralização da sua emissão de debêntures simples, operação anunciada em 23 de dezembro do ano passado e avaliada em R$ 2,5 bilhões.

Já o Bradesco (BBDC4) teve lucro líquido recorrente de R$ 6,645 bilhões no quarto trimestre do ano passado, cifra 14% maior que a registrada em igual intervalo de 2018, de R$ 5,830 bilhões. Em relação aos três meses anteriores, de R$ 6,542 bilhões, foi registrado incremento de 1,6%. Veja mais aqui. 

(Com Bloomberg e agências internacionais)

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