A receita da Navi, gestora especializada em ações, para atravessar a pandemia

SÃO PAULO – No começo do ano, muitos analistas e gestores de fundos estavam otimistas com a Bolsa brasileira, em razão da queda dos juros e da perspectiva de recuperação da economia.

A crise provocada pela pandemia do coronavírus mudou radicalmente o cenário (embora a perspectiva de corte de juros continue). E os gestores tiveram de se adaptar.

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Numa live que será transmitida hoje a partir das 19h, Waldir Serafim, sócio da Navi, gestora especializada em ações, conta como está atravessando o momento atual (é possível acompanhar a transmissão e fazer perguntas no link acima).

A entrevista faz parte da série VRB Talks, organizada pelo fundo VRB em parceria com InfoMoney, XP Investimentos, UBS Consenso, Tera Capital e a Turim MFO.

Os gestores Rodrigo Azevedo (Ibiúna), Fabio Spinola (Apex) e Florian Bartunek (Constellation) já foram entrevistados.

Nas próximas semanas, também como parte dessa iniciativa do VRB, haverá lives com Rogério Xavier (SPX), Marco Aurélio Freire (Kinea), Mauricio Bittencourt (Velt), Bernardo Feijó (Kapitalo), Gustavo Daibert e Thiago Mendez (ambos da Bahia Asset), Bruno Garcia (Truxt) e outros.

O plano de previdência do VRB investe nos fundos desses gestores.

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Enxurrada de liquidez por bancos centrais acalmou o mercado, mas até quando?

SÃO PAULO — O Banco Central do Brasil, na esteira do americano Federal Reserve e do Banco Central Europeu, tem promovido uma enxurrada de liquidez nos mercados. Com isso, o dólar, que chegou a romper a casa dos R$ 5,30, voltou para a casa dos R$ 5,20. Mas até quando isso vai durar?

Em live do InfoMoney no Instagram nesta quarta-feira (8), o gestor Ricardo Kazan, da Novus Capital, avaliou possíveis cenários no pós-coronavírus e explicou o que tem acontecido no câmbio e com as commodities.

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Segundo o especialista, o movimento de valorização do dólar é global, mas o real acaba se destacando entre as moedas que mais perdem valor frente a divisa americana porque, antes da crise do coronavírus, o real já sofria com o menor prêmio de risco do país (corte da Selic).

“Será que a gente não está indo no mesmo movimento de saída da crise de 2008/2009? Com o Fed e outros bancos centrais importantes do mundo gerando um excesso de liquidez nos mercados, desvalorizando o dólar? Se isso se confirmar, vai impactar o preço do dólar e do ouro”, avaliou.

O gestor disse que existe, sim, a possibilidade de um corte mais profundo na Selic, mas que não sabe se isso ajudaria de fato a economia a lidar com a crise. Se isso ocorrer, a pressão sobre o dólar pode aumentar, já que reduz ainda mais o prêmio de risco (diferença de juros no Brasil e nos EUA) brasileiro, o que provoca uma saída maior de dólares do país, restringindo a oferta e jogando o preço da moeda para cima.

Quanto ao petróleo, o gestor afirmou que esta semana é bastante importante, já que os países membros da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) e do G20 (o grupo das 20 maiores economias globais) devem se reunir para decidir sobre como será feita uma redução organizada da produção global da commodity.

“Alguns participantes do mercado têm produzido menos petróleo, mas por uma questão de viabilidade. É importante que haja um acordo coletivo entre os países produtores e exportadores da commodity para que isso reduza a volatilidade dos preços internacionais. É essencial que os EUA participem dessa negociação”, avaliou.

Kazan comentou ainda sobre o preço do ouro e o que os investidores devem fazer para montar suas carteiras em tempos de crise. Assista à live completa acima.

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Acompanhe 2 lives do InfoMoney Orienta, sobre dividendos e crédito privado

Alexandre Muller, da JGP (Divulgação)

SÃO PAULO –  A crise provocada pela pandemia do coronavírus também está mexendo com o mercado de crédito privado.

Para falar sobre isso e também apontar oportunidades de investimentos nesse cenário, o InfoMoney vai entrevistar um dos maiores especialistas do país no tema, Alexandre Muller, sócio responsável pela equipe de gestão dos fundos de crédito da JGP.

A live vai começar às 16h e será transmitida no Youtube. Para acessar e fazer perguntas, basta clicar neste link.

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Mais tarde, às 19 horas, o InfoMoney vai entrevistar Jorge Junqueira, sócio da Gauss Capital.

Junqueira vai abordar os impactos da crise sobre a distribuição de dividendos das empresas da Bolsa e também analisar as ações do setor elétrico.

A live será transmitida no Instagram. Aproveite e tire suas dúvidas.

As entrevistas fazem parte da campanha InfoMoney Orienta, lançada para ajudar os investidores a se planejar e cuidar melhor das suas finanças em meio à crise.

Clique aqui e saiba como enviar suas perguntas para que eles sejam respondidas pelos principais especialistas do mercado financeiro.

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GOLL4 e AZUL4: As ações de aéreas brasileiras estão baratas?

Adeodato Netto, estrategista-chefe da Eleven Financial Adeodato Netto, estrategista-chefe da Eleven Financial

SÃO PAULO — Em queda de mais de 70% em 2020, diante da escalada do surto global de coronavírus, as ações das companhias aéreas brasileiras Gol (GOLL4) e Azul (AZUL4) estão baratas? Há perspectiva de retomada pós-vírus? Qual a chance real de falência? A ajuda do governo será suficiente?

As respostas para estas perguntas serão dadas pelo estrategista-chefe da Eleven Financial, Adeodato Netto, em uma live no Instagram do InfoMoney nesta quarta-feira (25), às 14 (de Brasília).

A live faz parte da campanha InfoMoney Orienta, lançada na semana passada. O objetivo é resolver dúvidas sobre investimentos publicando informações de qualidade nas nossas diferentes plataformas — site, YouTube, redes sociais.

Você pode enviar suas perguntas e comentários através do e-mail orienta@infomoney.com.br ou utilizando a hashtag #InfoMoneyOrienta no Twitter e no Instagram. As perguntas serão respondidas por especialistas no site e redes sociais do InfoMoney.

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Vamos entrar em recessão? Como proteger o patrimônio? Ex-diretor do BC responde dúvidas de leitores

SÃO PAULO – Depois que o Banco Central cortou a taxa Selic para 3,75% ao ano, com o objetivo de combater os efeitos colaterais da pandemia de coronavírus na economia brasileira, muitos leitores ficaram em dúvida sobre seus investimentos em ações e também na renda fixa.

Como parte da campanha InfoMoney Orienta, convidamos Luiz Fernando Figueiredo, CEO da Mauá Capital e ex-diretor do BC, para responder as perguntas. Você pode assistir ao vídeo ou conferir as respostas abaixo:

Pode haver novos cortes na taxa de juros?

Na visão de Figueiredo, é muito provável que sim. “A queda abrupta de atividade tem duas componentes: a oferta de produtos diminui, porque as empresas param, mas também diminui a demanda por produtos. É uma situação deflacionária”, explica.

“A inflação será muito mais baixa do que se imaginava, e por isso o Banco Central deveria cortar os juros”.

O que acontece com os investimentos nesse cenário?

A situação atual é de pânico nos mercados, segundo Figueiredo. “Quando a Bolsa cai 15% em um dia, sobe 7% no dia seguinte e volta a cair 9% no outro é porque o mercado não tem a menor ideia do que está acontecendo”, afirma.

“Os preços não refletem nenhuma razoabilidade, não faz sentido tomar decisões nessa situação. Quem toma uma decisão em um momento de pânico, quase invariavelmente acaba errando”.

Com o fluxo de pessoas físicas que passaram a investir na Bolsa nos últimos meses, naturalmente algumas compraram ações a preços muito acima dos registrados atualmente – que só refletem o Brasil dos próximos 12 ou 24 meses se o desarranjo da economia foi muito grande, diz Figueiredo.

Na visão do executivo, haverá um período crítico temporário, mas que vai passar. “Todo o esforço dos governos é no sentido de fazer uma ponte para que uma companha aérea, por exemplo, não quebre antes de voltar a voar”.

Figueiredo indica que, no momento, os investidores permaneçam tranquilos. “Quem tem a chance e está pensando no longo prazo pode ir comprando ativos, como ações ou fundos imobiliários, que caíram bastante e são ótimas oportunidades”.

O executivo explica que testes de estresse feitos nas carteiras administradas pela Mauá Capital, por exemplo, indicam que a maior parte das empresas deve resistir a uma redução de receita grande e prolongada.“A situação de hoje abre uma oportunidade. É preciso cautela, e não sair correndo dos investimentos de risco”.

O título público Tesouro Selic ainda é uma boa opção? Rende mais do que a poupança, mesmo agora?

Figueiredo explica que os títulos públicos, principalmente os de longo prazo, tiveram um aumento nas taxas de juros implícitas – e que, por isso, estão mais interessantes do que há pouco tempo.

“Sem dúvida, eles têm rentabilidade melhor do que a da poupança para um mesmo tipo de risco. A poupança não é mais segura do que os títulos públicos”, ressalta.

Quais são boas opções para proteção do patrimônio agora?

Algumas pessoas podem pensar que vender as ações que estão caindo é uma forma de se proteger. Para Figueiredo, essa não é a melhor opção.

“Eu olharia para cada uma das ações do portfólio e procuraria analisar se as empresas estarão bem depois desse processo acabar. Se a resposta em algum caso for ‘tenho dúvida’, trocaria essa ação por outra sobre a qual eu não tenha dúvida”, sugere.

Segundo o executivo, o momento é de comprar ações de empresas resilientes e com bons negócios, mesmo que elas não estejam tão baratas quanto outras.

“Eu ajustaria o portfólio com ações que me dessem um grau de segurança maior, em vez de sair totalmente das ações e migrar para a renda fixa”.

Há muitas empresas, na visão de Figueiredo, valendo menos que o “minimamente razoável”.

Quais devem ser os setores menos impactados? Qual pode se recuperar primeiro?

O setor bancário é um dos mais resilientes, segundo Figueiredo, pois tem uma grande capacidade de se adaptar, e com facilidade.

As empresas de infraestrutura podem sofrer, mas também têm grande solidez, devido aos ativos que possuem.
Também faz sentido, segundo ele, pensar nas empresas da área da saúde que não sejam tão diretamente impactadas pela pandemia.

Mesmo o varejo pode ser avaliado: “As empresas vão sofrer, é verdade, mas não vamos parar de comer. Vamos comprar online em vez de ir à loja física. Empresas de varejo que tenham uma parcela da receita vindo do online acabam sendo beneficiadas, embora o varejo em geral tenda a sofrer”, diz o executivo.

Vamos entrar em recessão?

A vantagem de o coronavírus ter chegado ao Brasil mais tarde é que podemos aprender tanto sobre o comportamento da doença quanto sobre a reação dos países a ela, segundo Figueiredo.

“A queda da atividade será muito severa. No mundo, parece que teremos ainda menos do que já tivemos nas últimas semanas”, diz.

Uma noção mais exata do quanto a situação se estenderá dependerá não apenas da atuação dos governos na economia, mas também, obviamente, da velocidade do surto de coronavírus em si.

“Há casos de sucesso, como China e Coreia, que em dois ou três meses conseguiram controlar a epidemia e mudar completamente a curva de crescimento de casos da doença. Mas há também casos como o da Itália, que ficou complicado”, diz o executivo.

Projeções, a essa altura, são muito difíceis de fazer, porque há um grau muito elevado de dúvida. “O importante é entender o quanto o mundo conseguirá reduzir os efeitos colaterais, evitando que a turma quebre antes do momento da virada, que pode demorar de dois a quatro meses”.

Por que a Bolsa não fecha totalmente por alguns dias para acalmar o cenário da crise?

Segundo Figueiredo, o ideal é que os mercados se mantenham funcionando – às vezes, no entanto, eles seguem por caminhos dos quais não conseguem sair.

“Eu não acho impossível que haja uma coordenação entre países sobre isso, como se fosse um feriado prolongado nas Bolsas, até que fiquem claras todas as medidas e o mercado tenha mais tranquilidade”, afirma.

“Se os mercados continuarem tão instáveis por mais tempo, talvez seja recomendado parar um pouco, até que todo mundo tenha mais noção do que está acontecendo”.

Por isso, afirmou, já se ventila nos Estados Unidos a possibilidade de o governo comprar ações na Bolsa. Por lá, dado o fato de que uma parcela muito grande da população investe em ações, o impacto da crise é muito grande na poupança popular.

No Brasil, ainda que tenha aumentado recentemente, a participação da renda variável nas carteiras é ainda pequena.

Corremos o risco de o movimento de pessoas físicas em direção à bolsa inverter?

Figueiredo ressalta que o fluxo de investimentos das pessoas físicas na bolsa não mudou bruscamente. Na Mauá Capital, por exemplo, ainda não houve um dia com mais saques do que aplicações nos fundos.

“As pessoas compraram ações com um grau maior de maturidade. Elas estão entendendo que parte dos investimentos está em risco, que vivemos um momento adverso, mas que vai passar”, afirma.

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Fundos imobiliários: é hora de aproveitar a queda e investir? Especialista tira dúvidas

SÃO PAULO – Os fundos imobiliários vêm sofrendo com a crise provocada pela pandemia de coronavírus.

Desde a volta do carnaval, quando teve início uma onda de baixa e intensa volatilidade no mercado financeiro, o Ifix, índice que mede o desempenho desses fundos na Bolsa, caiu quase 30%.

Em seu programa Fundos Imobiliários, o professor Arthur Vieira de Moraes vai explicar o que está por atrás desse movimento e como investir agora.

Como parte da campanha InfoMoney Orienta, você também pode mandar suas perguntas sobre o assunto, para que elas sejam respondidas durante o programa, que será transmitido hoje no Youtube do InfoMoney a partir das 15h40.

É possível enviar dúvidas e comentários para o e-mail orienta@infomoney.com.br ou utilizando a hashtag #InfoMoneyOrienta no Twitter e no Instagram.

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Agarrem-se aos seus ativos

trader operador brooker bolsa ações mercados crash baixa down circuit breaker (Getty Images)

Dirijo-me aos que permanecem investidos em ações, que acredito serem a imensa maioria dos que entraram no mercado nos últimos 18 meses.

Começo repetindo uma frase que ouvi ontem de um colega investidor, que reputo ser uma das cabeças privilegiadas do mercado: “Agarrem-se aos seus ativos porque o barco vai chacoalhar, e muito”.

É incontável o número de crises que já vivi, e também a natureza delas.

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A primeira notícia boa é que eu me lembro muito pouco de cada uma delas (minha mulher diz que o problema é que não tenho memória!). Mas acho que isso se deve ao fato de que, invariavelmente, o final foi feliz.

Como na peça de William Shakespeare, All’s Well That Ends Well.

O principal diferencial que vejo nesta crise é a velocidade com que se implantou, reproduzida nas quedas do mercado de capitais. Jamais o preço das ações caiu tão rapidamente, ainda que as baixas tenham sido entrecortadas por dias de forte recuperação.

Esse último aspecto é, a meu ver, característico das personalidades maníaco-depressivas que estão moldando nosso comportamento.

A velocidade acentuada é um grande chamamento à intervenção do Estado, que vem de uma experiência muito bem sucedida de “quantitative easing” na política monetária.

Fazer jorrar dinheiro fez com que a crise de 2008 tivesse uma saída rápida e quase indolor.

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Já estamos vendo que os estados estão se mobilizando para injetar rios de dinheiro nas respectivas economias.

Não me entendam mal, porque eu tenho convicção de que é papel do Estado intervir nesses momentos – é muito importante que o faça. A exemplo de Keynes, que sugeriu que o Estado contratasse um grupo para cavar buracos e outro grupo para tapar os mesmos buracos, como forma de animar a economia.

O problema dessa vez é que existe a perspectiva de que o Estado comece a comprar os ativos depreciados, como forma de sustentá-los.

Como sabemos que nos períodos pós-crise (acredite, haverá um) e com excesso de liquidez haverá uma enorme demanda por ativos (contrário do que vimos no passado em que a inflação aconteceu nos produtos anulando a liquidez), esse é o fundamento da recomendação de “agarrem-se a seus ativos”.

Óbvio, os que puderem comprem mais. No longo prazo é pule de dez!

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BC não pode amenizar corte da Selic pensando no dólar, diz Luiz Fernando Figueiredo

SÃO PAULO — O Banco Central reduziu hoje a taxa básica de juros, a Selic, em 0,5 ponto percentual, para 3,75% ao ano, seu menor patamar histórico.

A decisão surpreendeu parte dos economistas, que esperavam um corte mais agressivo na taxa, de 1 ponto percentual, na medida em que os efeitos negativos do coronavírus sobre a economia brasileira tendem a piorar no médio prazo.

Para Luiz Fernando Figueiredo, CEO da Mauá Capital e ex-diretor de política monetária do Banco Central, a autoridade monetária brasileira não pode amenizar os cortes da Selic pensando na pressão que isso causa na taxa de câmbio, mesmo com o dólar na casa dos R$ 5 — o maior valor nominal da história.

Em entrevista ao InfoMoney, Figueiredo também falou sobre o choque do coronavírus nos mercados e o que você deve fazer com seus investimentos no atual cenário.

InfoMoney Orienta

A entrevista em vídeo com Figueiredo faz parte da campanha InfoMoney Orienta, que lançamos nesta semana. O objetivo é resolver dúvidas sobre investimentos publicando informações de qualidade nas nossas diferentes plataformas — site, YouTube, redes sociais.

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Por que fundos imobiliários resistem melhor que ações ao estresse do coronavírus

SÃO PAULO – Em meio à histeria causada pela pandemia de coronavírus, o circuit breaker foi acionado pela primeira vez na B3 em 9 de março. O Ibovespa encerrou aquele dia com queda de 12,16%. Já o Ifix, que reúne os principais fundos imobiliários do país, recuou 3,54%. O sistema voltou a ser acionado dois dias depois, pregão em que o Ibovespa recuou 7,62% – e o Ifix, 1,83%.

Os negócios voltaram a ser interrompidos nesta segunda-feira (16), e o placar ficou em -13,91% para o Ibovespa contra 4,62% para o Ifix. Para Arthur Vieira de Moraes, especialista em fundos imobiliários e professor do InfoMoney, os resultados são claros: “Eles reforçam como os fundos imobiliários são menos voláteis e mais resilientes que as ações”.

Há motivos objetivos para isso. Um deles é o fato de que o lastro dos FIIs costuma ser formado por imóveis de tijolo, muito mais simples para entender do que o emaranhado de atividades operacionais e financeiras que uma empresa normalmente tem. A razão mais importante, no entanto, se resume em uma outra palavra: previsibilidade.

Avaliar o preço de um ativo – seja uma ação, sejam cotas de um fundo – envolve prever a geração de caixa e os ganhos que ocorrerão no futuro, descontá-los e, assim, estimar o seu valor presente.

Na opinião de Moraes, os resultados de uma empresa podem ser muito suscetíveis a situações de estresse. Com uma redução no consumo, o reflexo nas companhias tende a ser rápido, impactando diretamente a última linha do balanço.

Já os FIIs que alugam seus imóveis, por exemplo, costumam firmar contratos de muitos anos, ao longo dos quais a receita será mantida praticamente igual. “Essa renda, relativamente previsível e constante, ancora os preços. Não faz sentido um fundo imobiliário desabar se acredito que o rendimento do próximo mês vai ser o mesmo do mês passado”, explica.

Crise com impacto positivo sobre os FIIs?

Moraes destaca que, embora menor, o impacto nas cotas de FIIs existe. Mas as medidas que devem ser tomadas para amenizar os efeitos da pandemia na economia podem ser particularmente positivos para os fundos imobiliários. Uma das possibilidades aventadas no mercado, por exemplo, são novas reduções da Selic, a taxa básica de juros brasileira. “Os FIIs têm uma correlação negativa com os juros. Quando caem, os fundos tendem a valorizar”, diz.

O importante, nesse caso, é lembrar que os rendimentos distribuídos mensalmente pelas carteiras permanecem sendo os mesmos nominalmente.

Diante do desempenho relativamente melhor dos fundos imobiliários, muitos investidores têm se perguntado se é hora de trocar as ações pelos FIIs. Pode ser que sim, mas não há uma resposta única, segundo Moraes.

Para alguns investidores, talvez o mais sensato seja fazer exatamente o contrário. Se o fundo caiu 5%, as ações da Petrobras recuaram 30% e o investidor enxerga uma perspectiva positiva para o setor de óleo o gás, por que não fazer caixa vendendo as cotas para ampliar a posição na petrolífera? “Os dois movimentos são válidos”, diz o especialista.

E o que fazer com o dinheiro novo? “Numa análise por fundamentos, é positivo comprar o que ficou com preço bom. Pode ser um ativo cotado ao preço que vale. Melhor ainda se for um ativo cotado a um preço abaixo do que vale”, diz Moraes.

Esse já é o caso de alguns fundos imobiliários – o que não significa que o mercado inteiro esteja uma barganha. “Nunca sabemos quanto tempo dura uma situação de histeria. Você pode estar coberto de razão, mas contra a maré. E contra a maré não adianta nadar.”

Moraes foi o entrevistado dessa semana do podcast “Banco Imobiliário”. Para ele, fundos focados em segmentos como galpões logísticos e torres de escritórios, além dos que investem em certificados de recebíveis imobiliários de empresas de elevada qualidade de crédito (CRIs high grade), seguem com fundamentos interessantes.

Fundos de shopping centers podem sofrer um pouco mais, por conta da redução do movimento. Mesmo assim, é importante lembrar que os aluguéis nesse segmento preveem uma parcela fixa, além da variável (baseada no volume de vendas).

Apresentado por Marcelo Hannud, consultor imobiliário da XP, e por Beatriz Cutait, editora de Investimentos do InfoMoney, o “Banco Imobiliário” pode ser ouvido nas plataformas Apple Podcasts, Spotify, Spreaker, Google Podcasts, Castbox e demais agregadores de podcast. Você ainda pode conferir o programa na íntegra em nosso canal no YouTube.

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Estrategista-chefe da XP fala sobre “efeito coronavírus” nas ações e o que esperar a partir de agora

SÃO PAULO — As bolsas do mundo inteiro despencaram com a escalada do coronavírus e seus efeitos sobre a economia global. Aqui no Brasil, o Ibovespa teve cinco circuit breakers em seis pregões. E agora?

O assunto foi abordado por Fernando Ferreira, o estrategista-chefe da XP Investimentos, em live na tarde desta terça-feira. Confira o conteúdo completo no vídeo acima.

InfoMoney Orienta

A live faz parte da campanha InfoMoney Orienta, que lançamos ontem. O objetivo é resolver dúvidas sobre investimentos publicando informações de qualidade nas nossas diferentes plataformas — site, Youtube, redes sociais.

Você também pode enviar suas perguntas e comentários utilizando a hashtag #InfoMoneyOrienta no Twitter e no Instagram. As dúvidas serão analisadas por especialistas financeiros e as respostas serão publicadas nos próximos dias no site, no Instagram e no Twitter do InfoMoney.

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