Senado dos EUA avança com votações e pode aprovar pacote de infraestrutura

O pacote de infraestrutura bipartidário de quase US$ 1 trilhão superou no domingo, 8, algumas barreiras finais de procedimentos no Senado dos Estados Unidos. Com isso, a legislação está em vias de ser aprovada facilmente na Casa nos próximos dias.

Embora republicanos e democratas tenha discordado no fim de semana sobre como avaliar emendas adicionais ao texto, eles avançaram com votos de procedimentos em uma base bipartidária.

Até 18 republicanos uniram-se aos democratas em várias dessas moções.

Na Câmara dos Representantes, o projeto deve enfrentar mais complicações. A presidente da Casa, a democrata Nancy Pelosi, afirma que não tramitará o texto até que o Senado aprove uma lei de US$ 3,5 trilhões com medidas contra a pobreza e o aquecimento climático.

O líder da maioria democrata no Senado, Chuck Schumer, também trabalha para que seu partido avance com esse pacote nos próximos dias.

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Casa Branca anuncia acordo bipartidário para projeto de infraestrutura

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, afirma nesta quarta-feira, 28, em comunicado divulgado pela Casa Branca que há um acordo entre um grupo bipartidário de senadores do país sobre um pacote com medidas de infraestrutura. Biden diz que a iniciativa será “o mais significativo investimento de longo prazo em nossa infraestrutura e em nossa competitividade em quase um século”.

O presidente diz que o acordo sinaliza ao mundo que a democracia americana pode funcionar “e fazer grandes coisas”. Segundo ele, um sistema transcontinental de ferrovias e rodovias interestaduais novamente impulsionará o futuro do país. Biden argumenta que os investimentos devem colocar pessoas para trabalhar em cidades maiores, nas pequenas, em comunidades rurais e outras áreas. E ressalta que serão gerados empregos bem pagos, sindicalizados, para reparar estradas e pontes.

Biden também menciona a construção de linhas de transmissão e atualizações na matriz energética, tornando-a mais resistente e limpa, bem como mais preparada para eventos climáticos extremos. O presidente diz que os gastos serão feitos sem aumentar impostos para as pessoas que ganham menos de US$ 400 mil ao ano, nem aumento na gasolina ou taxa sobre veículos elétricos.

Para o presidente, o acordo ajuda a garantir que o país possa competir na economia global “justamente no momento em que estamos em uma corrida com a China e o restante do mundo pelo século 21”. Biden disse que nenhum dos lados conseguiu tudo que queria no acordo, mas isso faz parte de se conseguir um compromisso. “Haverá divergências a resolver e mais compromissos a buscar ao longo do caminho”, projetou, celebrando de qualquer modo o acordo.

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Oi divulga plano estratégico e projeta Ebitda de até R$ 2,3 bilhões em 2024

A Oi (OIBR3;[ativo=OIBBR4]) divulgou nesta segunda-feira (19) seu plano estratégico prevê lucro antes juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda, na sigla em inglês) de R$ 1,9 bilhão a R$ 2,3 bilhões em 2024, com receita líquida de R$ 14,8 bilhões a R$ 15,5 bilhões.

A medida de dívida líquida sobre o Ebitda da “Nova Oi” foi estimada ao redor de 6,6 vezes para 2024, enquanto os investimentos em relação à receita líquida foram projetados em cerca de 7,8%.

A companhia destacou no documento que buscará acelerar as receitas dos negócios principal, de InfraCo (fibra óptica), e a implementação de novas fontes, além da readequação da estrutura de custos, do equacionamento da concessão e desenvolver seu negócio de infraestrutura para tentar ser líder em conexões de fibra óptica no país.

(com Reuters)

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Vencedora da concessão da BR-163, Conasa mira leilões de infraestrutura

BR -163 (Foto: Dnit)

O leilão da BR-163, considerada a principal rodovia da “rota da soja”, foi arrematado com proposta única do Consórcio Via Brasil BR 163, liderado pela Conasa Infraestrutura, do Paraná. Apesar das raízes no saneamento, a empresa vem ampliando a atuação em rodovias e estuda participar de leilões destacados do mercado.

“Não queremos brigar com as grandes, vamos disputar projetos que se encaixem na nossa atuação”, afirmou ao Estadão/Broadcast o presidente da Conasa, Mario Marcondes.

A companhia arrematou a BR-163 em consórcio com a Zetta Infraestrutura, construtora Rocha Cavalcante e a M4 Investimentos e Participações. Com sede em Londrina, a Conasa entrou no segmento rodoviário em meados de 2018, quando venceu três concessões rodoviárias estaduais em Mato Grosso. Mas a atuação de Marcondes no modal é mais antiga. Ele trabalhou como advogado nas primeiras privatizações de rodovias do País, na década de 1990.

“Minha origem é do setor rodoviário”, diz o executivo, acrescentando que a Conasa passou a olhar outras áreas além do saneamento a partir de 2016. Hoje, a companhia também atua em contratos de iluminação pública.

Marcondes conta que a empresa está estudando diversos projetos de infraestrutura, majoritariamente de médio porte. No entanto, a Conasa avalia entrar na disputa por ativos almejados por grandes grupos, como a companhia de saneamento do Amapá e rodovias estaduais do Paraná, que serão leiloadas em bloco com ativos federais.

Quando a BR-163 entrar em operação, o que está previsto para acontecer no final de 2022, a Conasa deve quase dobrar o faturamento, estima o executivo. “Nossa empresa vai crescer de forma exponencial.”

Ele ressalta que a tendência é de crescimento dos projetos de concessões de todos os portes. “Não falta dinheiro no mercado, faltam projetos de infraestrutura.” O executivo observa, porém, que o BNDES vem modelando projetos de rodovias estaduais, que possivelmente estão fora do radar dos grandes players do mercado. “O nicho de empresas de porte médio vai aparecer e nós certamente vamos ter muito foco nas rodovias movidas pelo agronegócio.”

Menina dos olhos

O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, disse nesta quinta-feira que a BR-163 é a “menina dos olhos” da região, por ser uma importante rota de escoamento de grãos e também por se tratar da primeira concessão de rodovia federal da região amazônica.

A concessão compreende cerca de mil quilômetros de rodovias e o contrato é de 10 anos, prorrogáveis por mais dois. Os investimentos previstos são da ordem de R$ 1,87 bilhão e os custos operacionais (opex) de aproximadamente R$ 1,2 bilhão. O consórcio levou o ativo com uma oferta de deságio de 8,09% sobre o valor máximo de pedágio que estava previsto no edital.

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Construída em meados da década de 1970, a BR-163 vinha enfrentando disputas relacionadas a questões ambientais e de comunidades indígenas. O leilão chegou a ser suspenso, de forma liminar, devido a esses impasses. A expectativa do mercado é que isso pudesse limitar o interesse no certame.

“O ideal seria que houvesse alguma disputa no leilão, mas pela característica do projeto, o resultado foi positivo”, avalia o advogado especializado em infraestrutura e sócio do Castro Barros Advogados, Paulo Dantas.

Sobre a possível insegurança jurídica em torno de questões ambientais e sociais, o presidente da Conasa garante que o consórcio irá trabalhar da melhor forma possível. “Vamos respeitar as comunidades que estão inseridas na região. Temos uma grande preocupação com as normas ambientais, na BR-163 não vai ser diferente”, assegura Marcondes.

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Com deságio de 8%, consórcio Via Brasil vence leilão da BR-163/230

O consórcio Via Brasil venceu hoje (8), na B3, a bolsa de valores de São Paulo, o leilão de um trecho de cerca de mil quilômetros de rodovia que liga Mato Grosso até a Hidrovia do Tapajós (BR-163 e BR-230). Único concorrente do pregão, o consórcio apresentou oferta de R$ 7,86 de pedágio por 100 quilômetros, valor 8,09% inferior ao preço máximo aceito, de R$ 8,56 por 100 quilômetros.

O Via Brasil deverá fazer investimentos de R$ 1,8 bilhão em segurança viária e manutenção e mais R$ 1,05 bilhão em serviços ao usuário. O sistema rodoviário tem 1.009,52 quilômetros de extensão entre Sinop (MT) e Miritituba (PA), e é um dos principais corredores para escoamento da safra de grãos da região, principalmente soja e milho.

“É um passo muito importante para o nosso agronegócio, sem dúvida nenhuma. Um passo intermediário, é verdade, porque a Ferrogrão [ferrovia que deve ser instalada na região] vem aí. Isso explica porque esse período de concessão é mais curto, porque esse modelo é um pouco diferente dos modelos das outras concessões que nós temos”, disse o ministro de Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas.

Validade

A concessão será válida por um período de dez anos, renováveis por mais dois. O leilão ocorreu em modalidade internacional, sendo considerado vencedor o concorrente que apresentou menor valor no pedágio.

“Considerando a recente conclusão da pavimentação do trecho, faz-se necessário realizar melhorias complementares, tais como acostamentos, faixas adicionais, vias marginais e acessos, bem como reforçar estruturalmente o pavimento e realizar manutenções periódicas, de forma a garantir a sua longevidade”, destacou, em nota, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

As principais melhorias deverão ser feitas até o quinto ano da concessão, incluindo 42,87 quilômetros de faixas adicionais, 30,24 quilômetros de vias marginais, acessos definitivos aos terminais portuários de Miritituba (PA), Santarenzinho (PA) e Itapacurá (PA), oito novos dispositivos de interconexão em desnível, sete passarelas de pedestres e implantação de 340 km de acostamentos.

O consórcio vencedor é composto pela Conasa Infraestrutura, Zetta Infraestrutura e Participações, Construtora Rocha Cavalcante e M4 Investimentos.

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XP vê oportunidades para setor de infraestrutura no país e destaca ação da Hidrovias do Brasil como preferida

Hidrovias do Brasil (Foto: Divulgação)

SÃO PAULO – De olho em grandes oportunidades, como novos projetos no horizonte, expansão da produção e exportação de grãos, bem como diante de uma expectativa de retomada econômica, a XP Investimentos iniciou nesta terça-feira (29) a cobertura do setor de infraestrutura do Brasil na Bolsa.

Em relatório publicado hoje, os analistas destacam que veem um grande pipeline de projetos do governo, da ordem de R$ 300 bilhões em novos investimentos, como uma “oportunidade crível de crescimento para as operadoras listadas”.

A avaliação é de que a atividade recente forte, apoiada por R$ 110 bilhões em investimentos leiloados desde 2017, corrobora para uma viabilidade da agenda em andamento, diversificação dos modais de transporte e ainda, permite uma competição saudável, mediante melhores termos e incentivos governamentais.

Neste contexto, o nome preferido dos analistas dentre os papéis listados na B3 para se beneficiar de um cenário positivo para o segmento é Hidrovias do Brasil (HBSA3).

Com recomendação de compra, a XP estima um preço-alvo de R$ 9,20 por ação, o que implica potencial de alta de 51,3% em relação ao fechamento de segunda-feira (28).

Segundo o time de análise, Hidrovias é a maneira mais barata de se expor às perspectivas de crescimento de grãos do Centro-Oeste do Brasil, tendo ainda o nível de valuation mais atrativo do setor de infraestrutura, da ordem de 13,6% da TIR alavancada real, contra cerca de 9,4% para o principal comparável, a Rumo.

O cálculo da Taxa Interna de Retorno (TIR) alavancada real é a métrica preferida da XP para comparação entre operadores de infraestrutura, uma vez que o cálculo leva em consideração a geração de caixa das companhias, bem como sua comparabilidade com alternativas de renda fixa.

“Adicionalmente, observamos que a Hidrovias negocia com um desconto de 20% em múltiplos EV/EBITDA para a Rumo, quando acreditamos que um prêmio é merecido, devido ao perfil de geração de caixa, e maior visibilidade de receita com contratos de longo prazo”, escrevem os analistas, em relatório.

Concessões rodoviárias: CCR é destaque

No setor de concessões rodoviárias, a preferida da XP é CCR (CCRO3), dado o valuation mais barato, o balanço sólido e a governança corporativa aprimorada, com a substituição da construtora Andrade Gutierrez pela IG4 Capital no grupo de controle da empresa.

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“Vemos a CCR sendo negociada a uma TIR alavancada (para o acionista) real implícita atrativa de 10%, contra 4,1% dos títulos de dez anos indexados à inflação no Brasil”, escreve o time de análise.

A XP iniciou a cobertura de CCR com recomendação de compra e preço-alvo de R$ 15,60 por ação, o que implica potencial de alta de 16,3% ante o fechamento de segunda (28).

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Varejistas vão às compras: as principais apostas no mercado de fusões e aquisições, segundo a XP

Ainda que o cenário base não considere crescimento da empresa por meio de novos projetos, os analistas afirmam que a CCR está bem posicionada para participar do grande pipeline de leilões de rodovias, com potencial de valorização adicional de 25% caso ganhe novos projetos.

“Vemos a CCR como o player mais bem posicionado em mobilidade urbana para conquistar projetos com retornos atrativos”, escrevem, lembrando que a CCR tem dominado os recentes leilões de metrôs e trens de passageiros.

Ainda entre as empresas de concessões rodoviárias, a XP inciou cobertura para Ecorodovias (ECOR3) que, assim como a CCR, está bem posicionada para se beneficiar de novos leilões, com o balanço da companhia fortalecido após a conclusão do seu follow-on, em junho.

O nível mais caro de valuation, contudo, impede que os analistas tenham uma visão mais otimista do papel. Desta forma, a XP tem posição neutra em Ecorodovias, com preço-alvo de R$ 12,40 por ação, o que implica potencial de alta de 3,8% em relação aos níveis atuais.

Ferrovias 

Assim como a Hidrovias do Brasil, outro nome que tende a se beneficiar do grande potencial da região Centro-Oeste brasileira para produção e exportação de grãos é a Rumo (RAIL3), segundo a XP.

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No relatório, a casa destaca que os papéis apresentam uma perspectiva positiva de demanda no longo prazo e recomenda compra para a empresa, com preço-alvo de R$ 23 por ação – o que implica potencial de alta de 17,3%.

“Vemos a Rumo sendo negociada com uma TIR alavancada (para o acionista) real implícita da ordem de 9,4%, contra 4,1% dos títulos indexados à inflação de dez anos no Brasil (e contra cerca de 13,6% da Hidrovias do Brasil). Além disso, observamos que a Rumo é negociada com um desconto de cerca de 20% para seus pares globais em termos de EV/EBITDA para 2022E”, escrevem.

Terminais portuários

Ainda no setor de infraestrutura brasileiro, os analistas da XP avaliam que os terminais de contêineres têm mostrado um perfil de crescimento resiliente no país, e tanto o Tecon Santos (da Santos Brasil) quanto o Porto de Itapoá (da BRZ Infra Portos) estão bem posicionados geograficamente e estrategicamente, com ativos premium dentro de seus conglomerados.

Para a XP, o único ativo da BRZ Infra Portos (BRZP11), o Porto de Itapoá, está bem posicionado para capturar a demanda futura na região Sul do Brasil. “Em nosso cenário base, esperamos que a atual capacidade do porto de 1,2 milhão de TEUs [medida de um contêiner de 20 pés] se expanda em 50% para 1,8 milhão até 2024. Esse plano de investimentos implica em uma grande vantagem competitiva para o Porto de Itapoá”, escrevem.

Segundo o time de análise, a recomendação de compra para BRZ Infra Portos e a posição neutra em Santos Brasil deve-se ao valuation: enquanto BRZP tem 13,2% de TIR alavancada real, STBP apresenta uma TIR de 7,5%.

“A fraca evolução da cota do BRZ Infra Portos desde o surto da pandemia (-30% desde fevereiro de 2020) destacou-se de seu desempenho financeiro positivo. Vemos o valuation atual como atrativo tanto em termos absolutos quanto relativos”, escrevem. O preço-alvo dos analistas para BRZP11é de R$ 120, alta de 53% em relação ao fechamento de segunda-feira (28).

No caso de Santos Brasil (STBP3), contudo, apesar das expectativas positivas para receita e lucro, os analistas veem o mercado já precificando um forte crescimento de EBITDA implícito no múltiplo (da ordem de 15 vezes o EV/EBITDA estimado para 2021), com expectativa de que os múltiplos normalizem progressivamente e convirjam para a média histórica da empresa, de cerca de dez vezes – em linha com o preço-alvo estimado pela XP, que é de R$ 8,50, valor 7% menor em relação ao fechamento da véspera.

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Grupo bipartidário nos EUA apresenta plano de US$ 1,249 tri para infraestrutura

Um grupo bipartidário de deputados da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos divulgou nesta quarta-feira, 9, um plano para o pacote de infraestrutura no país com o valor de US$ 1,249 trilhão para ser investido ao longo de oito anos. Em comunicado, a intenção descrita é “ajudar a quebrar o impasse nas negociações mais recentes”, além de “encorajar colegas a continuar trabalhando em todas as frentes para entregar resultados reais ao povo americano”.

Intitulado caucus dos “solucionadores de problemas”, o grupo conta com 58 legisladores dos dois partidos. “A estrutura abordaria a enorme necessidade de nova infraestrutura e o atual acúmulo de manutenção adiada para construir uma rede forte e bem-sucedida para a América do século 21, investir em empregos americanos e fazer a economia do país crescer”, descreve o documento.

Entre os temas almejados, “rodovias, estradas, segurança, pontes”, além de “projetos de restauração comunitários”. Veículos elétricos e ônibus também constam no documento, além de água potável e internet banda larga, dois dos pontos mais reforçados pelo presidente Joe Biden, e que compõe uma visão “mais abrangente” de infraestrutura.

O plano é intitulado “construindo pontes”, e conta com apoio de 29 deputados democratas e 29 republicanos. John Kaiko, um dos deputados da oposição líder da iniciativa, indicou que ela foi desenvolvida com legisladores dos dois partidos, e “contém políticas verdadeiramente bipartidárias que podem formar a base para um pacote abrangente para modernizar os sistemas de infraestrutura de nosso país”.

O plano foi divulgado um dia após as negociações bipartidárias com senadores terem sido encerradas, segundo a republicana Shelley Mooore Capito, que vinha liderando as tratativas por parte da oposição.

Em um comunicado após se reunir com o presidente Joe Biden, a opositora se disse “desapontada” com a decisão, que afirmou ter sido tomada pelo democrata.

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Infraestrutura e inflação: como se beneficiar delas na renda fixa

Para que uma economia se desenvolva e cresça de maneira sustentável, é necessário mais do que o simples crescimento do consumo.

Estudos apontam que há forte correlação entre crescimento econômico sustentável e investimento em infraestrutura, principalmente em rodovias, energia e telecomunicações¹.

Ou seja, se queremos que o crescimento da economia se prolongue para além do “voo de galinha”, devemos esperar que os investimentos em infraestrutura acompanhem (ou, ainda melhor, que antecedam) esse crescimento.

O Brasil tem ficado para trás neste quesito, como mostra o gráfico abaixo, que compara o ranking do índice de infraestrutura do GCI em 2019 (relatório do Fórum Econômico Mundial). O índice é composto por subíndices relacionados à disponibilidade e qualidade dos diferentes tipos de infraestrutura.

Para clarificar, quanto menor o número, mais bem posicionado o país está em relação aos demais. Estamos muito atrás de outros países em desenvolvimento. Talvez por isso a média de crescimento do PIB brasileiro tenha sido tão baixa nas últimas décadas.

Além disso, o estoque de infraestrutura do Brasil está abaixo de países como Índia, China e África do Sul.

Para chegarmos às taxas de investimento mais elevadas, temos ainda um longo caminho a percorrer. Porém, há sinais de que podemos evoluir nesta direção.

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De acordo com o ministro de Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, são esperados investimentos na área de cerca de US$ 50 bilhões (cerca de R$ 250 bilhões) até o final de 2022, envolvendo 100 projetos de desenvolvimento de rodovias, ferrovias e aeroportos.

Pode ser citado como o início desta agenda a recente “semana da infraestrutura”, em que vieram ao mercado diversos projetos, incluindo 22 aeroportos e diversas rodovias. Cerca de US$ 10 bilhões (algo em torno de R$ 50 bilhões) em investimentos foram leiloados neste período aos investidores locais e internacionais, o que demonstra interesse por investimento privado de longo prazo no Brasil.

Pode-se então dizer que o Brasil não depende mais exclusivamente de recursos públicos para realizar as obras de infraestrutura das quais tanto necessita. Historicamente, o grande financiador de projetos de infraestrutura no Brasil foi o governo federal, através de seus agentes, como o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

Entre 2011 e 2015, por exemplo, foram quase R$ 300 bilhões em desembolsos do banco de desenvolvimento para esse fim. Havia dúvidas, no entanto, sobre a qualidade do direcionamento desses recursos, se eles estavam mesmo indo para os setores mais rentáveis e necessários da economia.

No entanto, com o aprofundamento da crise fiscal e a reforma que trocou a TJLP (taxa de juros subsidiadas do BNDES) pela TLP (taxa mais próxima ao mercado), o banco público foi reduzindo sua participação como principal financiador da infraestrutura no Brasil. Além da mudança de patamar, a representatividade desses desembolsos em relação ao PIB brasileiro caiu de cerca de 12%, em 2015, para cerca de 3% ao ano, em 2020².

Esse cenário, aliado à redução da taxa Selic, abriu um espaço enorme para que o mercado de capitais assuma esse papel.

Investidores da iniciativa privada passaram a ter espaço no financiamento da infraestrutura no Brasil, tanto através de empréstimos, quanto de capitalizações e emissões de dívida. E é essa última que quero destacar.

“Debêntures de infraestrutura” ou “debêntures incentivadas” são títulos emitidos por companhias que possuem projetos de investimento em infraestrutura, considerados prioritários pelo governo.

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Isso significa que investidores desses ativos emprestam recursos às empresas em troca de uma remuneração por prazo e taxa predeterminados. Os principais setores financiados por esses instrumentos são Energia, Transporte/Logística, Telecomunicações e Saneamento.

Como essas debêntures financiam projetos prioritários, o governo incentiva os investidores a comprarem esses títulos oferecendo isenção de imposto de renda sobre os rendimentos.

Além da tributação menor, as debêntures podem ser uma proteção contra a inflação, que voltou a ser um dos principais temas no ambiente econômico brasileiro.

O que até o ano passado parecia ser uma “corcova”, que se reduziria após um certo período, hoje já não dá sinais de arrefecimento, tendo como principais motores a alta nos preços das commodities, o desafio climático que pressiona o preço da energia elétrica e a resiliência da demanda doméstica.

Desta forma, entendemos que ao menos uma parcela da carteira deveria estar atrelada ao índice de preços, para garantir uma rentabilidade real ao longo do tempo. Uma das formas de fazê-lo é através de investimentos em ativos de renda fixa que remunerem a IPCA+ um percentual.

As debêntures de infraestrutura, particularmente, são ativos de longo prazo e atrelados ao IPCA. Ou seja, a rentabilidade real é conhecida desde o momento da aplicação.

Esses papéis, por não serem cobertos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC), por exemplo, apresentam risco relativamente maior quando comparados a títulos bancários (CDBs, LCIs, LCAs etc). Devido a estas características, costumam ser adequados a investidores de perfil moderado ou agressivo.

Além disso, há grande diversidade de riscos das empresas emissoras e o prazo naturalmente mais longo também resulta em risco mais elevado, o que os torna mais atraentes em termos de remuneração.

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Enquanto títulos do governo pagam em torno de IPCA + 4%, sem isenção, estes títulos isentos costumam pagar IPCA + 4,5% ou até mais, caso o prazo seja mais longo ou o projeto, um pouco mais arriscado.

A parte boa de termos um nível baixo de infraestrutura é que os projetos nestas áreas tendem a ser muito rentáveis, pois suprimem uma lacuna importante do país. O cenário esperado de aceleração na agenda de infraestrutura deve impulsionar novas emissões, além da participação (cada vez maior) de investidores privados nestes projetos.

Nesse cenário, as debêntures incentivadas são uma excelente opção para compor a parcela de inflação de uma carteira diversificada de investidores de quase todos os perfis.

1. Apresentação Raio X do setor de infraestrutura brasileiro – estudo produzido pela LCA para o SINICON

2. Fontes: BNDES e IBGE

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Ministro prevê mais de R$ 1 trilhão em contratação em infraestrutura

Ministro Tarcísio de Freitas Tarcísio de Freitas, ministro da Infraestrutura (Foto: Divulgação/Cleiby Trevisan)

O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, disse nesta terça-feira ser possível antever um segundo semestre interessante e um ano de 2022 muito forte em termos de transferência de ativos para a iniciativa privada. Ele citou vários projetos a serem leiloados e passarem por concessões no período, como portos, aeroportos e rodovias, privatização do metrô de Belo Horizonte e da Eletrobras, ativos na área de saneamento e leilões de linhas de transmissão, entre outros.

“Mais de R$ 1 trilhão serão contratados nos próximos meses em infraestrutura”, previu o ministro durante sua participação no segundo dia do Fórum de Investimentos Brasil 2021 (BIF), um evento internacional sobre atração de investimentos estrangeiros para o Brasil, organizado pela Apex-Brasil, Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e governo federal.

Desse volume, segundo ele, R$ 260 bilhões serão da área em transportes e ocorrerão até fim de 2022. “Isso promoverá maior transformação da logística da nossa história”, enfatizou a potenciais investidores domésticos e internacionais.

Boa parte da outorga, segundo o ministro, será investida em questões ambientais, como no caso de despoluição de rios. “O que está por vir é grande, é da magnitude do Brasil.”

Capital estrangeiro

O ministro da Infraestrutura ressaltou que o Brasil tem conseguido atrair capital estrangeiro para o País e disse que, apesar de todos terem sido pegos de surpresa pela pandemia, o Brasil não se abateu. Falando para potenciais investidores domésticos e estrangeiros, ele citou a realização de 70 leilões no governo de Jair Bolsonaro e perguntou ironicamente: “E aí, pessimistas? O Brasil está dando certo?”

Segundo o ministro, a afirmação de que o País caminharia pelo rumo certo foi feita no mesmo evento, na edição de 2019 – no ano passado, o BIF foi suspenso por causa da pandemia. E agora, de acordo com Tarcísio, não há dúvidas de que isso esteja ocorrendo. “Estamos indo no caminho certo, da eficiência logística”, enfatizou.

O ministro continuou seu discurso dizendo que, mesmo com a pandemia, o crédito cresceu no Brasil e que 2020 se encerrou com um saldo positivo de geração de empregos formais. Para este ano, ele citou novas criações de vagas, revisões para cima do mercado privado para o Produto Interno Bruto (PIB) e arrecadação recorde. “2021 começou trazendo boas novas, com crescimento acima do esperado”, pontuou.

Tarcísio comentou que instituições financeiras estão revisando suas projeções para o PIB para intervalo de 4,3% a 4,5%, as que atuam de forma conservadora, e até de 5% para 2021. “Tudo nos leva ao caminho do crescimento, da vitória. Não está sendo diferente na infraestrutura.”

Sustentabilidade

O ministro da Infraestrutura avaliou que incorporar a questão de sustentabilidade aos projetos brasileiros é algo “inescapável” e que está ligado ao risco de imagem. “Temos trazido sustentabilidade para dentro da estruturação dos nossos projetos. Os fluxos financeiros estão ligados a questões ambientais e é isso inescapável. Temos que lembrar que o Brasil é líder na sustentabilidade”, disse.

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Ele citou projetos na Amazônia, enfatizou que grande parte da energia usada no País é renovável e disse que o Brasil é uma potência agroambiental. “Cada projeto nosso é olhado com muito empenho e vigor para preservação de mata nativa, combate a processos erosivos, preservação da vida selvagem, comunidades vulneráveis de indígenas, quilombolas”, enumerou. “Nossos ativos serão certificáveis. O objetivo é, além de preservar imagem dos investidores, obter o selo verde. Queremos ter acesso ao novo bolso, que é o do ‘green finance’”, continuou.

Aviação

O ministro da Infraestrutura deu grande ênfase ao setor aéreo durante sua participação no segundo dia do Fórum de Investimentos Brasil 2021. “O mercado de aviação crescerá muito e o investidor olha para longo prazo”, disse ele.

Tarcísio de Freitas salientou que os leilões do setor realizados durante o governo de Jair Bolsonaro foram muito bem-sucedidos, apesar de a indústria ter sido uma das que mais sofreram com pandemia de coronavírus em todo o mundo. “Um total de 34 aeroportos foram transferidos para a iniciativa privada, mais do que o total do que foi feito por todos os outros governos”, comparou.

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Andrade Gutierrez negocia venda de fatia na CCR por R$ 4,6 bilhões

A Andrade Gutierrez está negociando a venda de sua participação na empresa de concessões CCR para a gestora brasileira IG4. A proposta, de R$ 4,6 bilhões, envolve a fatia de 14,86% que a construtora detém na empresa de concessões de rodovias, aeroportos e mobilidade urbana, que vale cerca de R$ 27 bilhões em valor de mercado.

Envolvida na Operação Lava Jato, a construtora estava tendo dificuldades para se reerguer sobretudo com o ritmo mais lento da economia. Desde então, vinha renegociando as dívidas e prorrogando prazos de pagamentos. Em dezembro de 2020, conseguiu postergar um vencimento de títulos emitidos no exterior, mas que precisava ser equacionado logo.

Se conseguir fechar a transação com a IG4, todo o dinheiro será destinado ao pagamento de 95% da dívida, de cerca de R$ 5 bilhões. Em comunicado divulgado ontem, a empresa estendeu a proposta aos demais acionistas da CCR (Mover, ex-Camargo Corrêa, e Soares Penido), que têm preferência de compra das ações. Se não houver interesse e as autoridades responsáveis autorizarem o negócio, a fatia da Andrade será vendida à IG4.

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Segundo fontes ligadas ao negócio, as conversas para a compra da participação da construtora na CCR já vêm de algum tempo, mas se intensificaram nos últimos dois meses. No ano passado, a gestora já havia comprado um hospital da Andrade Gutierrez, em Belo Horizonte (MG), o que estreitou as relações entre as duas organizações.

Com a venda da CCR, a Andrade equaciona sua dívida e passará a focar suas atenções nos ativos que restaram em seu portfólio. Além da empreiteira, que faturou no ano passado R$ 3 bilhões, ela mantém participação de 50% no estádio Beira Rio, 1% na Hidrelétrica Santo Antônio e 51% em fábrica de torres eólicas instalada em Jacobina (BA).

Compradora

Do outro lado, a compra a CCR dará um salto de quase 80% na carteira da IG4. Criada em 2016, a gestora IG4 administra algo em torno de US$ 1,1 bilhão em ativos – cerca de R$ 6 bilhões. O portfólio da empresa inclui a Opy Health, que administra hospitais; o Corredor Logística e Infraestrutura (CLI), que detém participação no Terminal de Grãos do Maranhão (Tegram); e a Iguá, que acabou de ganhar um bloco de concessão da Cedae, por R$ 7,2 bilhões.

Além disso, a empresa de private equity fez no mês passado uma proposta para adquirir participação em holdings que são acionistas na mineradora chilena de lítio Sociedad Química y Minera de Chile (SQM). A proposta, de US$ 916 milhões, terá de ser respondida até 14 de maio. Se conseguir fechar o negócio, a gestora se transforma numa das maiores produtoras de lítio do mundo – o produto é uma importante matéria-prima para a fabricação de baterias e placas solares.

No passado, a IG4 já tentou adquirir a Invepar e o Aeroporto de Viracopos. Em ambos os casos, não obteve sucesso. No primeiro caso, por se tratar de um ativo complexo, com várias indefinições sobre as concessões administradas. E o segundo porque o governo decidiu relicitar a concessão do aeroporto de Campinas.

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As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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