Smart Fit: depois do IPO, como a rede de academias encara alto desemprego, renda menor e variantes

SÃO PAULO – A Smart Fit (SMFT3) fez pesquisas internas que mostraram uma intenção de volta às academias. Mesmo assim, a maior rede de estabelecimentos do tipo no país está de olho em riscos como variantes do novo coronavírus, alto nível de desemprego e queda na renda do brasileiro.

Apostando na diversificação geográfica como estratégia, o grupo se prepara para uma retomada às academias na América Latina – que deve ser concretizada apenas em 2022.

O InfoMoney conversou com Edgard Corona, fundador e CEO do negócio, sobre o caminho até a oferta pública inicial de ações; o impacto da pandemia nos negócios; e planos após o IPO.

O caminho até o IPO

Ao todo, o grupo de academias acumula 2,8 milhões de clientes ativos em frentes presenciais e digitais. A primeira academia da Smart Fit foi aberta em 2009. Hoje, a marca acumula 981 unidades em 13 países da América Latina. O grupo é mais conhecido pelas academias de baixo custo, mas também conta com outras bandeiras. A primeira delas foi a rede de academias premium Bio Ritmo, fundada em 1996. Outro exemplo é a plataforma de streaming de atividades físicas Queima Diária, fundada em 2016.

O grupo de academias estreou no mercado acionário há pouco mais de um mês: as ações começaram a ser negociadas na B3 no dia 14 de julho. A oferta pública inicial de ações movimentou R$ 2,3 bilhões e os papéis tiveram valorização de quase 35% no primeiro dia, indo dos R$ 23 por ação definidos no prospecto para R$ 31. A ação encerrou em R$ 28 nesta sexta-feira (20).

Os planos de levar o grupo ao mercado acionário pública são de longa data, porém. Segundo Corona, as conversas com investidores começaram em 2012. A Smart Fit já tinha uma captação privada com o Pátria Investimentos. “Não era o momento de fazer um IPO. Mas tivemos reuniões e os investidores tomaram notas”, diz o CEO.

Em 2018, a ideia de um IPO voltou para a mesa. “Nossos investidores procuram uma saída, e sempre avaliamos qual era o momento de fazê-la. Mas naquele momento havia uma incerteza sobre qual preço iríamos alcançar, e a avaliação não atendia os fundos”, diz Corona. A Smart Fit voltou para as captações privadas: recebeu no ano seguinte aportes dos fundos Canada Pension Plan Investment Board e Dynamo.

“Recompomos nossa base de investimentos, com alguns saindo e outros entrando. Apresentamos também uma base sólida com nossos resultados entregues em 2018 e 2019. Provamos principalmente que as novas lojas apresentavam uma boa performance”, diz Corona.

Porém, 2020 foi marcado pela pandemia do novo coronavírus. A Smart Fit foi bastante impactada pelas restrições às atividades sociais. Na primeira onda da pandemia, a partir de abril de 2020, o grupo teve de suspender a operação das academias em nível nacional e por um longo período. Em 2021, a segunda onda provou um novo fechamento, mas desta vez em algumas regiões e por menos tempo.

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Durante o período, a Smart Fit diminui o ritmo de expansão de novas academias e fortaleceu seu caixa, com aumento de capital social no valor de R$ 500 milhões em dezembro de 2020. Por fim, investiu em canais de fitness digital, como o Queima Diária.

O IPO veio junto da expectativa de retomada do negócio após a pandemia. “Vimos como lugares com vacinação bem sucedida tiveram volta consistente e crescente das academias. Não sabíamos quando a vacinação ia acontecer por aqui, mas sabíamos que tínhamos unidades com boas estruturas e bons resultados. Em algum momento, a história vista no exterior iria se repetir no Brasil e na América Latina. Queríamos encher o tanque de combustível e preparar nossa expansão”, diz Corona.

O número de clientes estava em queda até junho deste ano, que teve alta de 4% no número de consumidores ante o mês anterior. Em julho de 2021, quando 100% das academias do grupo ficaram de portas abertas, houve nova alta de 4%. A ocupação atual das unidades está entre 60% a 70%, dependendo das condições de reabertura em cada cidade onde está a Smart Fit. Corona estima que a ocupação voltará a 82% em algum ponto de 2022. O número se baseia em uma pesquisa que a Smart Fit fez com ex-clientes neste mês: 82,3% dos consumidores respondeu que voltaria a treinar após ser vacinado, e colocou academia entre suas opções de local de treino.

“A despeito dos impactos negativos de curto prazo, acreditamos que, a longo prazo, a pandemia terá um impacto positivo no aumento da prática de exercícios físicos em busca de um estilo de vida mais saudável (…). De acordo com tendências de mercado, 71% dos brasileiros buscará fazer exercícios físicos após a pandemia, além de saúde, exercício e academias serem prioridades para os brasileiros em 2021”, escreveu a Smart Fit em seu prospecto. “Os players high value low price [serviço de alto valor agregado com preço acessível] têm recuperado sua base de clientes após a melhora da pandemia em países europeus, além de as projeções da Fitch Ratings indicarem que apenas esse segmento será capaz de retornar a níveis ‘pré-Covid’ em 2022.”

Recentemente, a concorrente Blue Fit também protocolou um pedido de IPO na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Criada em 2015 sob a marca Health Place, a Bluefit conta hoje com unidades próprias e franquias em 15 estados brasileiros, além do Distrito Federal. Perguntado sobre diferenciais da Smart Fit, Corona ressaltou o grande número de clientes por loja, consistência do modelo de negócios e foco em musculação, exercícios cardiovasculares e ginásticas.

“Devemos ter 30% a 35% mais clientes por loja, além de um processo estruturado de formatação de unidades. Unificamos processos de atendimento, layout e aplicativo em quase mil lojas, e medimos métricas como recorrência e NPS. Também sou contra a grande diversidade de exercícios. Quando você coloca jiu jitsu e as pessoas não querem fazer, por exemplo, você ocupa muito espaço e gasta com treinamento do professor e indumentária específica. E nosso negócio é de faturamento por metro quadrado”, diz Corona.

Desemprego, pouca renda e variantes x internacionalização

Mesmo com o avanço da vacinação contra Covid-19, diversos países estão preocupados com o avanço das variantes do novo coronavírus, como a Delta. A Smart Fit está monitorando o avanço das mutações. “O maior impacto das variantes aparecem em grupos de pessoas que não tomaram nenhuma vacina. Sim, é uma preocupação.”

No Brasil, soma-se um contexto de alto desemprego e perda de renda. “Algumas regiões se beneficiaram da alta das commodities e não foram tão afetadas, como o Centro-Oeste. Em geral, porém, a renda do brasileiro não aumenta no mesmo passo da inflação e o desemprego de fato impacta na operação. Em 2009, cobrávamos R$ 69,90 por mês num plano Black. Hoje, cobramos R$ 109,90. Sabíamos que não dava para aumentar acompanhando a inflação, e que captaríamos mais gente dessa forma”, diz Corona. O CEO também enxerga um movimento de migração de consumidores de academias mais premium, assim como uma redução na oferta geral de academias por conta do fechamento de operações pequenas durante a pandemia.

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Uma forma de mitigar tais efeitos é diversificar a operação geograficamente. Hoje, mais de 40% da receita da Smart Fit está fora do Brasil. Corona estima que essa divisão fique meio a meio nos próximos anos. “A América Latina tem a característica de que uma hora um país está bem enquanto outro não está. Temos 13 alternativas, que permitem rebalanceamento de investimentos diante de um estoque disponível de imóveis.”

Planos de expansão

A Smart Fit considera que o mercado latino-americanos de academias tem baixa penetração e é fragmentado. Segundo seu prospecto, o mercado de fitness latino-americano cresceu a uma taxa anual média de 7,1% em número de clientes entre 2010 e 2019, chegando a 20,8 milhões de clientes. Naquele ano, a penetração do mercado de centros de exercícios no Brasil, no México e na Colômbia era de 4,9%, 3,3% e 2,1% respectivamente. Nos Estados Unidos, no Reino Unido e na Alemanha essa mesma penetração era de 21,2%, 15,6% e 14,0%.

Segundo Corona, a Smart Fit detém hoje cerca de 15% do mercado brasileiro de academias, e 13% do mercado latino-americano. Essa participação deve crescer entre 2% e 3% ao ano com a abertura de novas lojas. Foram 53 unidades entregues no segundo trimestre de 2020, número que superou o total de academias abertas em 2020 (74).

“O plano apresentado é de abrir 200 unidades por ano. Mas estamos calmos no momento, não queremos ser taxativos. Temos capacidade de execução em condições normais de temperatura e pressão, mas imagina que vem uma terceira onda da pandemia”, reflete Corona.

Em receita líquida, a diferença entre os segundos trimestres de 2020 e de 2021 foi de 410%, indo de R$ 67 milhões para R$ 343 milhões. Vale lembrar que, no segundo trimestre de 2020, alunos da Smart Fit foram isentados do pagamento das mensalidades enquanto as academias estavam fechadas. Mesmo assim, os R$ 343 milhões ficaram abaixo dos R$ 372 milhões vistos no primeiro trimestre deste ano e dos R$ 386 milhões vistos no último trimestre de 2020. O terceiro trimestre deste ano deverá ter apenas períodos em que as academias ficaram de portas abertas.

O prejuízo no segundo trimestre ficou em R$ 175,2 milhões, ante R$ 272,2 milhões no mesmo período de 2020. No primeiro trimestre deste ano o prejuízo foi menor, ficando em R$ 144,7 milhões. Corona credita o prejuízo ao foco da Smart Fit em continuar expandindo seu número de academias.

A Smart Fit está usando a maioria dos recursos captados em sua estreia na bolsa, cerca de 70%, para expandir sua base de clientes na América Latina. Serão três frentes de investimento: amadurecer academias já inauguradas; aumentar o número de academias por crescimento orgânico; e aumentar o número de academias por aquisições.

Em termos de expansão orgânica, o grupo deve focar em abrir unidades nos 13 países em que já opera, como Brasil e México. Esses países representam 96,4% do mercado latino-americano, segundo o prospecto da Smart Fit. As unidades devem ser abertas em praças ainda não alcançadas pela companhia, ou próximas a unidades que tenham demanda suficiente para justificar outras academias.

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“O foco maior de crescimento continua em cidades de grande porte, com população acima de 1 milhão, e de médio porte, com população entre 300 mil e 1 milhão de habitantes. Um foco de crescimento para o futuro seriam cidades de pequeno porte, entre 100 e 300 mil habitantes, em que também há espaço para crescimento. A Smart Fit já está presente em 79% e 61% das cidades acima de 1 milhão de habitantes e entre 300 mil e 1 milhão de habitantes respectivamente”, disse o grupo em seu prospecto.

A companhia também disse que poderia se valer de aquisições pontuais, “caso identifique oportunidades interessantes para complementação de sua base atual de academias, mantendo a disciplina na seleção das empresas alvo e buscando principalmente a conquista de pontos comerciais atrativos, de maneira consistente e complementar ao vetor principal de crescimento orgânico”. A pandemia teria facilitado os termos de aquisições com outras academias, que depois têm seus imóveis convertidos para o padrão da Smart Fit. Corona negou rumores de mercado de que a Smart Fit estaria negociando a aquisição da Bodytech.

Outra frente de expansão é o investimento em fitness digital. A Smart Fit está focando especialmente na Queima Diária. O grupo vai inaugurar produtos e serviços em categorias como luta, dança e spinning; investir em melhoria das plataformas digitais; ampliar a estratégia de marketing digital; e expandir a operação da plataforma para o restante da América Latina.

O grupo Smart Fit fechou o segundo trimestre deste ano com 2,381 milhões de alunos nas academias e 435 mil alunos exclusivamente digitais. A frente virtual apresentou expansão de 15% sobre os números vistos no final de 2020.

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Ambipar pede registro de IPO da controlada Environmental ESG Participações

Ambipar (Foto: Divulgação)

A Ambipar (AMBP3) informou que apresentou na quarta-feira à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) pedido de oferta pública inicial de distribuição primária de ações de sua controlada Environmental ESG Participações, que atua no segmento de soluções ambientais para gestão e valorização de resíduos pós e pré-consumo e na gestão de gases do efeito estufa e originação de créditos de carbono.

A oferta, que terá esforços de colocação no Brasil e no exterior, será acompanhada de pedido de adesão ao segmento do Novo Mercado da B3.

Segundo comunicado da empresa, a quantidade de ações a serem ofertadas e o preço serão definidos posteriormente pelo conselho de administração.

Em razão da decisão da oferta, a diretora presidente da Ambipar, Izabel Cristina Andriotti Cruz de Oliveira, renunciou ao cargo e foi eleita para o cargo de Diretora Presidente da Environmental ESG. Para seu lugar, foi escolhido Leon Tondowski.

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Fabricante de snacks e doces Dori Alimentos entra com pedido para IPO

Docinho de amora da Dori (Foto: Divulgação)

A Dori Alimentos entrou na tarde desta quarta-feira, 11, com pedido da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para uma oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) na B3, que inclui uma venda primária de ações, onde os recursos vão para o caixa da empresa, que faz snacks e doces, e uma venda secundária, onde o fundo de private equity Acon Investments deve vender parte de suas ações, por meio da CandyCo Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia, que detém 30,5% da empresa.

Os recursos captados na oferta primária vão para o pagamento de debêntures privadas e para sustentar o plano de crescimento orgânico da Dori, incluindo o desenvolvimento de novas linhas e o aprimoramento de canais de venda, de acordo com o prospecto.

Na parte das dívidas, a empresa informa que tem uma debêntures com saldo devedor de R$ 120 milhões, que pretende quitar integralmente com recursos do IPO. Esta foi a segunda emissão da empresa, lançada em setembro do ano passado e que vencem em 2025.

A Dori foi fundada em Marília, no interior de São Paulo, em 1967 pela família Barion, que controla a empresa. A companhia é dona de marcas como Disqueti, o amendoim japonês Dori e as balas Gomets.

A empresa ressalta que uma das tendências do mercado é a busca por opções de lanche sem glúten, sem lactose, sem gordura e com certificado vegano. A empresa até informa no prospecto que é alvo de uma ação na Justiça, de 2016, por não informar em suas embalagens os potenciais danos do consumo de glúten.

O IPO da Dori é coordenado por Itaú BBA, JPMorgan, XP e Banco Safra.

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Com impulso do agro, Bolsa ganha mais empresas de fora do eixo Rio-São Paulo

Bioeconomia, agronegócio Getty Images

Maior produtora de sementes de soja no Brasil, a Boa Safra (SOJA3) abriu o capital neste ano na Bolsa e atraiu grandes investidores que viram a possibilidade de ampliar a diversificação regional de seu portfólio.

A oferta poderia ser só mais uma entre as dezenas de novatas na Bolsa brasileira neste ano. No entanto, há um diferencial: a Boa Safra é apenas a terceira companhia de Goiás listada na B3.

A segunda, a produtora de soja Jalles Machado (JALL3), chegou meses antes. Esses casos refletem uma mudança sutil no perfil da Bolsa brasileira, que começa a ter mais representantes de fora do eixo Rio-São Paulo.

Para a Boa Safra, a meta de fazer uma oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) existia desde a gênese do negócio. “Já iniciei a empresa com o sonho de abrir capital”, diz Marino Colpo, presidente da companhia, que fundou a empresa ao lado da irmã, em 2009.

Segundo o empresário, a ideia desde o início foi pavimentar o caminho para um IPO e, por isso, alguns ritos foram seguidos. Desde 2016, por exemplo, o balanço da Boa Safra é auditado pela KPMG.

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XP inicia cobertura de Boa Safra Sementes com recomendação de compra e vê potencial de alta de 32% para ação

A oferta chegou até antes do planejado. Com o mercado ávido por negócios fora do padrão tradicional da B3, a decisão do IPO foi tomada em 2020, junto com a XP, que coordenou a oferta.

Antes de lançar a operação, a decisão foi de levar gestores de fundos para visitar a fazenda, para ajudar no entendimento da empresa, visto que poucos analistas conhecem o setor.

“Existe essa distância entre a Faria Lima e o agronegócio. Muitos gestores não conheciam o setor, mas percebo que as coisas têm mudado rápido”, diz Colpo.

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Essas empresas, antes desconhecidas do centro financeiro paulista, sentiam uma barreira na hora de acessar o mercado de capitais. Não é por menos: das quase 500 empresas com ações listadas na B3, cerca de 300 têm sede no Estado de São Paulo.

O que chama também a atenção é que oito estados brasileiros não têm representantes, um reflexo da estrutural concentração da economia nacional no eixo Rio-SP.

Agora, com um juro ainda em um dígito, a história começou a mudar. O processo de descoberta das empresas no interior do Brasil ganhou dimensão após um dos IPOs icônicos no ano passado: o do Grupo Mateus (GMAT3), gigante varejista do Maranhão, uma das três empresas do Estado presentes na B3.

Apesar de muitos estados terem representantes listados, grande parte das empresas do interior do país não tem liquidez na Bolsa – boa parte chegou ao mercado há décadas, aproveitando benefícios fiscais que incentivavam a abertura de capital.

Agora, a situação é outra. O pano de fundo atual para a chegada de empresas de outras regiões do país na Bolsa, diz o diretor de relacionamento com clientes da B3, Rogério Santana, é a maior funcionalidade do mercado brasileiro.

“Há mais investidores olhando IPOs, gestores querendo ouvir histórias diferentes novas e fundos de investimento captando recursos.”

Sócio responsável pelo banco de investimento da XP, Pedro Mesquita diz que a tentativa de desbravar o interior do país visando a futuros IPOs é consciente. “Vemos muitas empresas com potencial”, diz ele, ponderando que, na maioria das vezes, a chegada à Bolsa exige um trabalho de longo prazo.

Para além do agronegócio, em julho, mês cheio de ofertas na B3, provedoras de internet como a Brisanet (BRIT3) e a Unifique (FIQE3), que têm forte atuação no Nordeste e no Sul do Brasil, respectivamente, estrearam no pregão.

Na fila

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Olhando adiante, a lista de empresas de outros estados deve continuar crescendo, impulsionada pelos recentes casos de sucesso.

Uma delas é a São Salvador Alimentos (de Goiás e dona da marca Super Frango). A oferta pode girar até R$ 1,5 bilhão. Estava prevista para o primeiro semestre, mas foi adiada porque o negócio ainda é desconhecido de bancos de investimento de São Paulo.

Com pedidos de registro na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) estão a paranaense Conasa (de saneamento), a Rio Branco Alimentos, dona da marca Pif Paf (de Minas Gerais), e a também goiana Nova Harmonia (de construção).

A expansão de negócios fora do eixo Rio-São Paulo na Bolsa também deve ganhar um impulso “tech”, afirma o responsável global pelo banco de investimento do Itaú BBA, Roderick Greenless. “Há muitos polos de tecnologia no Brasil, como em Recife, Belo Horizonte e Florianópolis.”

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Empresas buscam saídas para driblar mercado volátil

IPO (Crédito: Getty Images)

Um número crescente de companhias está redesenhando suas ofertas iniciais de ações (IPO, pela sigla em inglês) na Bolsa para terem mais sucesso na empreitada. Para ganhar agilidade, algumas diminuem o número de ações a ser vendidas ou escolhem destinar a oferta apenas a investidores institucionais, como os fundos de investimento e os de pensão, deixando as pessoas físicas de fora. Os ajustes ocorrem em um ano já de recorde de ofertas de ações no Brasil e com estimativas de o volume superar os R$ 200 bilhões no consolidado de 2021.

Várias operações têm saído abaixo do valor inicialmente previsto. Foi o caso da Oncoclínicas, cuja oferta deverá ser de R$ 3,6 bilhões, abaixo dos R$ 6 bilhões previstos inicialmente. Já a Raízen (RAIZ4), sociedade entre Cosan (CSAN3) e Shell, fez uma oferta inicial de ações que movimentou R$ 6,9 bilhões – ante os R$ 13 bilhões estimados antes da largada. No setor de saúde, a rede hospitalar Kora foi mais uma que decidiu lançar sua oferta de ações voltada para investidores institucionais. Antes, o mesmo modelo havia sido adotado nas ofertas da Infracommerce (IFCM3), Dotz (DOTZ3) e do banco BR Partners ((BRBI11).

A Viveo, holding que reúne os negócios da Cremer e da Mafra Hospitalar, trilhou o mesmo caminho. A empresa, que acaba de concluir sua oferta, postergou o IPO inicialmente previsto para o início do ano e lançou a oferta apenas para institucionais e ancorada em fundos como a Dynamo e Equitas, além do fundo soberano de Cingapura GIC.

Quando uma empresa decide fazer sua oferta apenas para fundos de investimento, precisa cumprir exigências da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o xerife do mercado de capitais no Brasil. Além de não poder vender as ações da oferta para pessoas físicas, como normalmente ocorre, existe uma limitação da quantidade de investidores que os bancos podem abordar no processo. A vantagem, contudo, é a rapidez desse processo, principalmente em relação a um IPO normal, cujas negociações se estendem por semanas.

Clima favorável

Sócio do BTG Pactual e responsável pela área de renda variável do banco, Fábio Nazari comenta que o mercado está muito bom para as ofertas de ações, com bastante apetite dos investidores, mas para algumas operações a decisão tem sido mudar a fórmula para ajustar ao momento do mercado.

“Quando fazemos a oferta com esforços restritos (a direcionada apenas a um grupo de investidores institucionais), a oferta é lançada apenas quando se encontra a demanda”, diz. Isso gera mais tranquilidade no processo, exatamente porque a operação sai quando já existe um grupo de investidores interessados e que garantirão o sucesso dela, explica.

Segundo o responsável global pelo banco de investimento do Itaú BBA, Roderick Greenless, a sugestão às empresas que postergaram a oferta tem sido de manter o processo para se obter o registro de companhia aberta com a CVM, mesmo sem lançar ações em um primeiro momento.

O executivo afirma que várias empresas seguiram esse trâmite e muitos desses casos devem se desenrolar ao longo dos próximos meses. “Nós sugerimos que mantenham esse processo porque existe essa vantagem de ser uma companhia aberta. Fora isso, quando for voltar com a oferta, não será mais necessário passar por esse processo”, comenta o executivo. “Veremos várias ofertas assim”, comenta o executivo do Itaú BBA. No “check list” da empresa interessada em fazer uma oferta apenas para investidores institucionais está o registro de companhia aberta na CVM.

IPO da Oncoclínicas movimenta R$ 3,6 bi

A Oncoclínicas, rede de oncologia clínica privada para o tratamento contra o câncer, definiu ontem o preço de suas ações na abertura de capital (IPO, na sigla em inglês) a R$ 19,75, segundo fontes. O valor inicial da companhia para a estreia na B3, a Bolsa brasileira, ficou abaixo do piso da faixa indicativa ao investidor, R$ 22,21 e R$ 30,29.

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A oferta movimentou R$ 3,6 bilhões, considerando o lote principal mais os adicionais – o negócio como um todo foi avaliado em R$ 9,8 bilhões. O IPO tem uma oferta primária, na qual os recursos vão para a companhia, de 90 milhões de ações ordinárias. Há ainda uma venda secundária, em que o dinheiro fica com os sócios vendedores, os fundos Josephina e Josephina II, do Goldman Sachs. O banco, aliás, teria arrecadado cerca de R$ 1,8 bilhão com a operação.

Os recursos captados serão usados para financiar aquisições, projetos de investimento e capital de giro.

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Radar da próxima semana: balanços de Eletrobras, JBS, Marfrig, BRF, Natura, Sabesp e de mais companhias são destaque

(Divulgação JBS Friboi)

(Bloomberg) — A safra de balanços do segundo trimestre de 2021 caminha para o final e concentra um volume grande de resultados nos próximos dias. O boom de IPOs, já o maior da história em termos de volume financeiro, segue aquecido, mesmo com alguns cancelamentos e preços fixados no piso da faixa. Acompanhe a movimentação no mercado corporativo:

A semana

  • 09/agosto: Alupar, Even, Fras-Le, Iguatemi, Itaúsa, JSL, Melnick, Minerva, Mitre, Mobly, São Martinho, Sequoia informam resultados trimestrais
  • 09/agosto: Estreia prevista das ações da Viveo
  • 10/agosto: Estreia prevista das ações da Oncoclínicas na B3
  • 10/agosto: BR Distribuidora, BTG Pactual, C&A, Klabin, Marfrig, NotreDame Intermédica, Porto Seguro, Qualicorp, Raia Drogasil, Randon, Santos Brasil, Vulcabras divulgam balanço trimestral
  • 11/agosto: Aeris, Aliansce Sonae, B3, Banco Inter, Copel, Eletrobras, Enauta, Guararapes, Hapvida, Helbor, JBS, Locaweb, LPS, Moura Dubeux, MRV, Oi, Simpar, Sul América, Suzano, Taesa, Ultrapar, Valid, Via Varejo, Wilson Sons, Yduqs informam resultados trimestrais
  • 11/agosto: Definição de preço por ação em IPO da Humberg Agribrasil
  • 11/agosto: Assai promove AGE para discutir desdobramento de ações
  • 12/agosto: Alliar, Arezzo, Azul, Banrisul, BRF, Bradespar, BRMalls, CCR, Cury, Cyrela, Energisa, EZTec, Grupo Mateus, Grupo Soma, Lavvi, Light, Lojas Americanas, Lojas Marisa, Lojas Renner, Magazine Luiza, Mahle Metal Leve, MPM Corpóreos, Natura, Neogrid, Rumo, SLC Agrícola, Sabesp, Sanepar, SBF, Track & Field, Wiz divulgam balanços
  • 13/agosto: Cogna, Cosan, CVC, Embraer, Enjoei.com, Restoque, Ser Educacional, Smiles, Tecnisa, Vivara informam desempenho trimestral
  • 13/agosto: Estreia prevista das ações da Humberg Agribrasil no Novo Mercado da B3

Remédio amargo?

A complexidade do caso já levanta dúvidas sobre a concretização da fusão entre Localiza (RENT3) e Unidas (LCAM3), segundo a Agência Estado. As prováveis exigências do Cade para aprovar a operação, os chamados remédios, podem ser “amargos demais”, segundo pessoas ouvidas pela reportagem e que falaram sob anonimato. A Superintendência Geral da autarquia pediu diligências adicionais em maio e deve emitir nota técnica sobre o caso nas próximas semanas, segundo a reportagem.

Mais recordes à vista

Mesmo tendo alcançado o melhor ano de todos os tempos em agosto, o boom de IPOs de empresas brasileiras ainda está longe de acabar. Mais de 20 empresas estão na fila para abrir o capital, segundo levantamento da Bloomberg, e o ciclo de alta de juros no país testará o apetite pelos novos entrantes. Algumas empresas tiveram de fixar preços abaixo da faixa indicativa, mas o volume de IPOs cresceu mais de 400% neste ano até o início de agosto em relação ao mesmo período de 2020.

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Ação da Raízen (RAIZ4) abre com alta de 1% após fazer o maior IPO do ano na B3, mas perde força

Raízen (Foto: Divulgação)

A ação da Raízen (RAIZ4), joint venture entre Shell e Cosan (CSAN3), faz sua estreia na Bolsa nesta quinta-feira (5) com volatilidade. Os papéis RAIZ4 subiam 1,35%, a R$ 7,50, às 10h21 (horário de Brasília), mas foram perdendo força. Às 10h42 (horário de Brasília), os ativos caíam 1,08%, a R$ 7,32.

A companhia precificou sua oferta inicial de ações a R$ 7,40 por papel na última terça-feira, que movimentou R$ 6,9 bilhões, no maior IPO do ano na Bolsa brasileira.

O montante incluiu a oferta base de 810.811.000 ações preferenciais, mais os papéis suplementares, no total de 121.621.650 papéis. A empresa e coordenadores optaram em não exercer o lote adicional de até 162.162.200 ações.

O preço fixado saiu no piso da faixa estimada para o IPO, que ia até R$ 9,60, segundo publicado no website da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

De acordo com a companhia, os recursos captados na oferta serão utilizados para a expansão da produção de produtos renováveis, sendo 80% utilizados para a construção de novas plantas e ampliação da sua capacidade de comercialização.

O restante será divididos entre investimentos em eficiência e produtividade dos parques de bioenergia e em infraestrutura de armazenagem e logística, que possibilitam à empresa suportar o aumento esperado no volume comercializado de renováveis e açúcar.

BTG Pactual, Citi, Bank of America, Credit Suisse, Bradesco BBI, JPMorgan, Santander Brasil, XP Investimentos, HSBC, Safra e Scotiabank coordenaram a oferta, exclusivamente primária.

Raízen: raio-X da empresa

Fruto da joint venture entre a Cosan e a holandesa Shell, a Raízen está entre as maiores produtoras de cana de açúcar e etanol do mundo.

A companhia, que atuava, até 2020, por meio de duas grandes subsidiárias (Raízen Combustíveis e Raízen Energia), é líder global do mercado de biocombustíveis, além de atuar nos setores de energia renovável, sucroalcooleiro, e também de marketing e serviços.

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Ao todo, a Raízen possui 26 parques de bioenergia concentrados, em sua maioria, na região Sudeste do Brasil, próximos aos maiores mercados consumidores e terminais logísticos.

Por possuir um modelo de negócios verticalizado, a companhia consegue operar em toda a cadeia de valor de biocombustíveis e de energia renovável, indo do “solo-ao-tanque” e da “biomassa-à-eletricidade”.

Com faturamento de R$ 114,6 bilhões no ano fiscal encerrado em março de 2021, a Raízen se coloca como uma das cinco maiores companhias do país em termos de receita.

No período, 78% do total da receita veio do segmento de marketing e serviços, enquanto que o segmento de renováveis representou 13%. Já o setor de açúcar foi responsável pelos 9% restantes.

(com Reuters)

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Madero protocola pedido de IPO e busca reduzir endividamento

(Divulgação)

A rede de restaurantes Madero, que na terça-feira, 3, entrou com pedido de abertura de capital (IPO, na sigla em inglês) na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), quer usar metade dos recursos captados para diminuir seu endividamento, que cresceu 40% só este ano.

A dívida bruta passou de R$ 705 milhões, em dezembro passado, para R$ 989,6 milhões, no encerramento de junho. Em relação a dezembro de 2019, o passivo quase triplicou.

O Madero fechou junho com R$ 1,8 bilhão em obrigações, incluindo a dívida bruta, arrendamentos, despesas com impostos e previdência – conta que subiu 17,3% ante dezembro.

Apesar do aumento da dívida, o Madero informa que chegou a um acordo com os bancos credores – BTG Pactual, Bradesco, Banco do Brasil e Itaú, todos presentes na coordenação do IPO.

Em 30 de junho, a empresa conseguiu obter o waiver (consentimento) para todas as suas obrigações previstas e que poderiam não ser cumpridas nos contratos de empréstimos e financiamentos.

Entre junho e julho, em nova rodada de negociações com os credores, o Madero conseguiu uniformizar os acordos com os bancos, segundo o prospecto preliminar.

A expectativa é de que o IPO ocorra ao fim do terceiro trimestre ou no começo do quarto. Algumas reuniões iniciais para testar o interesse dos investidores e gestores foram feitas nas últimas semanas.

Dos recursos captados no IPO, que pode superar R$ 2 bilhões, de acordo com fontes, o Madero pretende utilizar 50% para investir na expansão de restaurantes e 50% para saldar contratos financeiros, conforme o prospecto.

Na parte de expansão, a rede informa que tem potencial para abrir 400 unidades nos próximos dez anos, incluindo as bandeiras Madero e Jerônimo.

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Além da oferta primária, com recursos indo para a empresa, haverá uma venda secundária de ações dos sócios, incluindo o empresário Junior Durski, que tem 65% da empresa.

O fundo Madrid, da gestora americana Carlyle, que detém 27%, também venderá uma fatia. O fundo investiu R$ 700 milhões na rede em 2017.

Procurada, a rede Madero não comentou por estar em período de silêncio.

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Rede de academias Bluefit protocola pedido de IPO na CVM

(Divulgação)

SÃO PAULO – A rede Bluefit, que se apresenta como a segunda maior rede de academias de baixo custo do país, com cerca de 100 unidades, protocolou na última sexta-feira (30) pedido para uma oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) na Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

De acordo com minuta do prospecto liminar publicada na CVM, a operação da Bluefit buscará captar recursos para financiar o crescimento da companhia e também para que atuais sócios vendam uma fatia no negócio. A oferta será coordenada pela XP.

Criada em 2015 sob a marca Health Place, a Bluefit conta hoje com unidades próprias e franquias em 15 estados brasileiros, além do Distrito Federal.

Com a Bluefit, a lista conta agora com 23 companhias na fila do IPO na B3.

O pedido vem duas semanas após uma de suas principais rivais, a Smartfit, ter estreado na B3 com uma operação que movimentou R$ 2,3 bilhões.

Os papéis (SMFT3) estrearam com forte alta, encerrando o primeiro pregão com ganhos de 34,78%, a R$ 31. Nesta segunda (2), por volta das 16h30, os papéis da Smartfit tinham alta de 2,2%, a R$ 28,08.

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Gigante de biocombustíveis, Raízen está prestes a estrear na Bolsa; conheça a empresa

SÃO PAULO – O período de reserva de ações para a oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês) da Raízen, uma das mais aguardadas da temporada, se encerra nesta segunda-feira (2). Os papéis começam a ser negociados na Bolsa brasileira, B3, nesta quinta (5) sob o código “RAIZ4”.

A companhia busca emplacar uma oferta 100% primária de 810.811.000 ações preferenciais, inicialmente, e estipulou a faixa indicativa de preço entre R$ 7,40 e R$ 9,60. O preço por ação será fixado amanhã (3).

O período de reserva havia sido iniciado em 20 de julho. Para fazer a reserva de ações da empresa, o investidor precisa avisar a corretora sobre quantos papéis deseja comprar no IPO e por qual preço. O valor mínimo para o investidor de varejo entrar na oferta é R$ 3 mil, e o máximo, R$ 1 milhão.

De acordo com a companhia, os recursos captados na oferta serão utilizados para a expansão da produção de produtos renováveis, sendo 80% utilizados para a construção de novas plantas e ampliação da sua capacidade de comercialização.

O restante será divididos entre investimentos em eficiência e produtividade dos parques de bioenergia e em infraestrutura de armazenagem e logística, que possibilitam à empresa suportar o aumento esperado no volume comercializado de renováveis e açúcar.

A operação é coordenada por BTG Pactual, Citi, Bank of America, Credit Suisse, Bradesco BBI, JP Morgan, Santander Brasil, XP, HSBC, Banco Safra e Scotiabank.

Raízen: raio-X da empresa

Fruto da joint venture entre a Cosan (CSAN3) e a holandesa Shell, a Raízen está entre as maiores produtoras de cana de açúcar e etanol do mundo.

A companhia, que atuava, até 2020, por meio de duas grandes subsidiárias (Raízen Combustíveis e Raízen Energia), é líder global do mercado de biocombustíveis, além de atuar nos setores de energia renovável, sucroalcooleiro, e também de marketing e serviços.

Ao todo, a Raízen possui 26 parques de bioenergia concentrados, em sua maioria, na região Sudeste do Brasil, próximos aos maiores mercados consumidores e terminais logísticos.

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Por possuir um modelo de negócios verticalizado, a companhia consegue operar em toda a cadeia de valor de biocombustíveis e de energia renovável, indo do “solo-ao-tanque” e da “biomassa-à-eletricidade”.

Com faturamento de R$ 114,6 bilhões no ano fiscal encerrado em março de 2021, a Raízen se coloca como uma das cinco maiores companhias do país em termos de receita.

No período, 78% do total da receita veio do segmento de marketing e serviços, enquanto que o segmento de renováveis representou 13%. Já o setor de açúcar foi responsável pelos 9% restantes.

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