Em meio à alta da Bolsa, empresas retomam planos de fazer ofertas de ações na B3

bolsa ações mercados alta up sobe índices Foto: reprodução

SÃO PAULO – Após um período em que as operações de captação ficaram praticamente paralisadas na B3 por conta da forte volatilidade do mercado em meio às incertezas causadas pela pandemia do novo coronavírus, as empresas estão retomando os processos de captação, tanto para fortalecer o caixa ou melhorar o perfil de dívida quanto para fazer aquisições.

O movimento ocorre em um cenário de maior calmaria para o mercado, com o Ibovespa superando a barreira dos 90 mil pontos e voltando aos patamares pré-pandemia (veja mais clicando aqui). Desde a mínima do ano de 23 de março até o fechamento da última quarta-feira (4), o Ibovespa já subiu 46,3%.

A última companhia a anunciar o plano de fazer captação foi a Via Varejo (VVAR3). A dona de Casas Bahia e Ponto Frio pretende fazer uma oferta de ações (follow on) de no mínimo 220 milhões papéis, segundo comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CMV) na madrugada desta quinta-feira (4).

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Este valor poderá ser acrescido em mais 35%, o que equivale a cerca de 77 milhões de ações. Com a oferta subsequente de ações (follow-on), a empresa pode captar de R$ 2,96 bilhões até R$ 4 bilhões, levando em conta a cotação de R$ 13,48 das ações de fechamento da última quarta-feira (3).

Segundo a companhia, os recursos serão destinados para investimentos em tecnologia e logística, além da otimização da estrutura de capital, incluindo reforço de capital de giro.

A oferta se dará com esforços restritos, ou seja, limitada a um determinado número de investimentos. A operação é coordenada por Bradesco BBI, BTG Pactual, BB Banco de Investimento, Bank of America Merrill Lynch, Santander Brasil, Safra e XP Investimentos.

Também nesta quinta-feira, será definida a precificação da ação da Centauro (CNTO3) no follow-on, que consiste na distribuição de 25 milhões de ações ordinárias. A varejista fez o anúncio no último dia 26 de maio.

A oferta pode aumentar em até 8,75 milhões de papéis ON, equivalente a 35% do número inicialmente ofertado, a depender da demanda. Assim, ao considerar o valor de fechamento da sessão da última quarta (R$ 32,63), a captação pode render até R$ 1,1 bilhão para a companhia.

O follow-on ocorre pouco mais de um ano após a varejista de roupas esportivas realizar a sua oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês). Os novos papéis devem começar a ser negociados em 8 de junho.

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Segundo a Centauro, os recursos serão usados para o financiamento de aquisições de empresas que possam contribuir para a execução de sua estratégia de crescimento e a expansão de seus negócios.

Outras empresas estão de olho nessas operações, caso da IMC (MEAL3), que informou nesta quinta-feira a possibilidade de uma captação de recursos.

“Na nossa visão, o retorno das captações via ofertas subsequentes de ações é um sinal de maior visibilidade por parte das empresas. Desta forma, apesar do momento atual conturbado, entendemos que a volta dos follow-ons, ainda que de forma pontual, é uma notícia positiva não apenas para as empresas, mas para o mercado de capitais brasileiro”, destacou em nota recente a equipe de análise da Levante Ideias de Investimento.

Já no início do mês passado, a Natura (NTCO3) anunciou que seu conselho de administração aprovou o aumento do capital social entre R$ 1 bilhão e R$ 2 bilhões.

Os acionistas do grupo de controle da Natura &Co se comprometeram a participar da operação com investimento total mínimo de R$ 508,095 milhões, via subscrição e integralização de ações decorrentes do exercício de parte de seus direitos de subscrição.

Aliado a isso, alguns investidores financeiros assumiram o compromisso firme de subscrição e integralização de ações de R$ 491,904 milhões. O prazo para exercício do direito de preferência para subscrição será entre 13 de maio e 12 de junho (inclusive).

Os recursos obtidos com a operação, segundo a companhia, serão destinados ao fortalecimento da estrutura de capital, melhora de sua posição de caixa, redução da alavancagem financeira consolidada, além de fins corporativos gerais.

Volta dos IPOs?

As companhias também estão voltando a retomar os seus processos de IPO, ainda que de forma pontual.

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A Allpark (ALPK3), dona da rede de estacionamentos Estapar, chamou atenção por fazer a abertura de capital em meio à pandemia do novo coronavírus em meados de maio, com a captação de R$ 313,2 milhões.

As ações estrearam na Bolsa em 15 de maio, a R$ 10,50 – de lá para cá, porém, os papéis caíram 6%.

No final de maio, a Ambipar, empresa de gestão de resíduos e de resposta a emergências, retomou o processo para a sua oferta inicial de ações, aprovado pelo conselho em 17 de fevereiro de 2020, mas que foi interrompido em 9 de abril.

A operação é parte de um plano para reforçar o crescimento via aquisições e ampliar sua atuação internacional, que envolve desde atuação em desastres ambientais até programas de contenção a epidemias.

Já no início de junho, a Aura Minerals, dona de minas de ouro e cobre em países da América Latina, informou ter retomado o processo de IPO no Brasil, interrompido em 24 de março. A companhia já negocia suas ações na Bolsa de Toronto, no Canadá.

Em 2020, cerca de R$ 30 bilhões foram captados na B3 com ofertas de ações e cinco IPOs – Mitre Realty (MTRE3), Locaweb (LWSA3), Moura Dubeux (MDNE3), Priner (PRNR3) e Allpark (ALPK3).

Até fevereiro, a expectativa de analistas era de que o volume neste ano superasse os R$ 200 bilhões (veja mais clicando aqui).

O número projetado no início do ano seria significativamente superior ao de 2019, em que as operações no mercado de capitais somaram cerca de R$ 90,2 bilhões, com 42 transações, sendo 37 emissões de ações e cinco IPOs.

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No Brasil a fila de interessados em abrir capital chegou a contar com cerca de 25 companhias que protocolaram seus registros na CVM, mas a maior parte das ofertas acabou sendo adiada ou cancelada devido à piora nas condições de mercado por conta da pandemia.

“Contudo, à medida em que estão sendo anunciadas as reaberturas das economias e as Bolsas mundiais já precificaram parte relevante do impacto nos resultados das empresas, os preços das ações retornaram a níveis mais racionais e a tendência é que as ofertas voltem a agitar os mercados internacionais e o do Brasil”, ressalta a Levante.

Nos Estados Unidos, vale ressaltar que, na última quarta-feira, a Warner Music realizou na Nasdaq o maior IPO do país em 2020 até o momento ao captar US$ 1,93 bilhão. A ação estreou com alta expressiva, de 20,38%.

Já nesta quinta-feira, estreou na bolsa a ZoomInfo Technologies, que fornece dados sobre as perspectivas de vendas. A companhia vê seus papéis dobrarem de valor na Bolsa, após captar US$ 935 milhões no IPO na Nasdaq com uma precificação da ação em US$ 21, acima do intervalo estimado entre US$ 19 e US$ 20, enquanto a Pliant Therapeutics também viu seus papéis estrearem em forte alta na mesma bolsa.

Nesta semana, ainda estão previstas as estreias de Applied Molecular Transport e da Shift4 Payments, todas da Nasdaq.

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Ação da Allpark, dona da Estapar, estreia na bolsa com queda de 9%

SÃO PAULO – A ação da Allpark (ALPK3), controladora da rede de estacionamentos Estapar, estreou na bolsa na sessão desta sexta-feira (15) em forte queda, ainda que fechando em baixa menos pronunciada do que no início do pregão. O papel teve queda de 9,05%, a R$ 9,55; na mínima, os ativos atingiram R$ 8,45, com queda de 19,52%.

Na última quarta-feira, a companhia fixou o preço de R$ 10,50 por ação em sua oferta pública inicial (IPO). O preço ficou no piso da faixa indicativa, que ia até R$ 13, com a empresa levantando cerca de R$ 345 milhões.

A estreia da companhia é a primeira do mercado de ações brasileiro desde o início da pandemia. Os recursos da oferta primária serão destinados para o pagamento da concessão onerosa do serviço de estacionamento rotativo (“zona azul”) no município de São Paulo. O restante do dinheiro para esse investimento virá de outras fontes de financiamento, como crédito bancário.

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A Allpark é líder do setor, operando aproximadamente 400 mil vagas em 684 operações localizadas em polos geradores de tráfego dos principais centros urbanos do Brasil, segundo prospecto.

Essa é a quinta abertura de capital de 2020, em um ano que prometia ser de recordes de estreantes na B3 – planos  frustrados com a crise trazida pela pandemia.

(Com Agência Estado)

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Dona da Estapar precifica IPO a R$ 10,50, capta R$ 345 milhões e fará estreia na bolsa durante a pandemia

A Allpark, controladora da rede de estacionamentos Estapar, fixou o preço de R$ 10,50 por ação em sua oferta pública inicial (IPO).

O preço ficou no piso da faixa indicativa, que ia até R$ 13, com a empresa levantando cerca de R$ 345
milhões. A estreia da empresa na B3 será na sexta-feira (15), com a ação batizada de ALPK3.

A oferta da Estapar é a primeira operação de ações no mercado de capitais brasileiro desde o início da pandemia. Os recursos da oferta primária serão destinados para o pagamento da concessão onerosa do serviço de estacionamento rotativo (“zona azul”) no município de São Paulo. O restante do dinheiro para esse investimento virá de outras fontes de financiamento, como crédito bancário.

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“Somos líderes neste setor, operando aproximadamente 400 mil vagas em 684 operações localizadas em polos geradores de tráfego dos principais centros urbanos do Brasil. Temos um modelo de negócios diversificado e com uma demanda estável de mercado, que combina contratos de serviços asset-light com uma plataforma de alocação de capital orientada a contratos de longo prazo e ativos de real estate”, apontou o prospecto da oferta.

Essa é a quinta abertura de capital de 2020, em um ano que prometia ser de recordes de estreantes na B3 – planos  frustrados com a crise trazida pela pandemia.

(Com Agência Estado)

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Caixa pede à CVM interrupção de análise de IPO da Caixa Seguridade

Prédio da Caixa Econômica Federal Prédio da Caixa Econômica Federal

Diante da atual conjuntura do mercado, a Caixa Econômica Federal solicitou à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) a interrupção da análise da documentação referente ao registro da oferta pública de distribuição secundária de ações ordinárias (IPO, na sigla em inglês) da Caixa Seguridade, braço de seguros e previdência do banco.

No início da semana, a instituição havia informado intenção de suspender a oferta por três meses devido à turbulência dos mercados.

No último dia 10, porém, a subsidiária afirmou que seu acionista controlador não tinha formalizado “qualquer mudança de decisão acerca da oferta”.

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A operação é estimada em R$ 15 bilhões.

Em fato relevante divulgado nesta quinta-feira, 12, o banco acrescenta que consequentemente a Caixa Seguridade deve encaminhar à B3 o pedido de interrupção da análise da documentação referente à sua admissão e listagem no Novo Mercado.

Track & Field, Prima Foods e Alphaville Urbanismo entram com pedidos de IPO

Gráfico de ações (Crédito: Shutterstock)

SÃO PAULO – A varejista Track & Field entrou nesta terça-feira (3) com um pedido para realizar uma oferta inicial de ações (IPO na sigla em inglês).

A proposta da companhia é para realizar oferta primária e secundária de ações preferenciais, segundo documento publicado site da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

A oferta será coordenada pelo BTG Pactual, Itaú BBA, Bank of America e Santander Brasil. A quantidade de ações e o calendário da oferta ainda não foram definidos.

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Mais duas ofertas protocoladas

Outras duas empresas entraram com pedidos de IPO nesta terça. A primeira é a Alphaville Urbanismo, que também não informou a quantidade de ações ordinárias e nem o cronograma da oferta.

Segundo documento protocolado, a quantidade de ações inicialmente ofertada poderá, a critério do acionista vendedor, a Private Equity AE Investimentos e Participações, ser acrescida em até 20% do total por meio de lote adicional e em até 15% por meio de lote suplementar.

Outra companhia que protocolou seu prospecto foi a processadora de carnes Prima Foods, de José Batista Júnior, irmão de Wesley e Joesley Batista. A empresa, que é controlada pela JBJ Agropecuária Ltda. e José Batista Junior, fará uma oferta secundária de ações ordinárias.

Serão coordenadores da proposta o BTG Pactual, Bradesco BBI e Santander Brasil.

A empresa tem capacidade de abate de 2.600 cabeças de gado por dia e tem operações nos estados de Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso do Sul, diz o prospecto.

No ano passado, a processadora de carnes teve receita de R$ 2 bilhões e um lucro líquido de R$ 241,2 milhões.

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Grupo Soma, proprietário das marcas Animale e Farm, pede registro para IPO à CVM

FARM (Divulgação/Facebook)

SÃO PAULO – O Grupo Soma, proprietário das marcas de vestuário feminino Animale e Farm, registrou na sexta-feira (28) pedido para oferta pública de ações (IPO, na sigla em inglês) primária e secundária à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

O Soma possui 221 lojas próprias no Brasil voltadas para as classes A e B e duas nos Estados Unidos. O grupo nasceu em 2010, com a fusão das grifes cariocas Animale e Farm.

A oferta terá o Itaú BBA como coordenador líder, o JP Morgan, o Bank of America e a XP investimentos como demais coordenadores.

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O grupo informou no prospecto enviado que teve lucro líquido de R$ 126,8 milhões em 2019, com uma receita líquida de R$ 1,3 bilhão e um lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda) de R$ 214,5 milhões.

A Soma ainda é dona das marcas Cris Barros e A.Brand, voltada ao público feminino; Fábula, para crianças; e Foxton, para homens. A Soma também acertou em fevereiro a compra da Maria Filó, cuja concretização ainda depende de aprovação pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

O Grupo Soma informou que pretende usar os recursos levantados na oferta para a aquisição de outras marcas e para investimentos em tecnologia.

Com impulso de médias empresas, Bolsa pode movimentar R$ 200 bilhões

ações alta bolsa mercado índices gráfico stocks (Shutterstock)

Depois de muitos anos de promessa, a expectativa de um cenário prolongado de juros baixos deve fazer de 2020 um ano recorde para o mercado de ações brasileiro. Entre aberturas de capital e novas emissões de empresas já listadas na Bolsa paulista, a B3, o total movimentado pode chegar a R$ 200 bilhões, segundo bancos de investimento.

Esse resultado deve ser engrossado por empresas médias, muitas fora do eixo Rio-São Paulo, que buscam na Bolsa – no Brasil e no exterior – recursos para expandir seus projetos. O Estado apurou que marcas conhecidas e empresas regionais estão buscando assessoria financeira ou até já protocolaram pedido para o IPO (sigla em inglês para oferta inicial de ações). São os casos da rede de pet shops Petz ou do grupo varejista Mateus.

O apetite por negócios de menor porte está grande. Neste ano, já estrearam na B3 as construtoras Moura Dubeux e Mitre, a Locaweb (de hospedagem de sites) e a Priner, negócio de manutenção industrial que foi sucesso entre pessoas físicas e marcou o retorno dos “mini” IPOs no Brasil.

“As empresas de médio porte fizeram a lição de casa, com maior profissionalização da gestão e de governança, seja para atrair fundos de private equity (que compram participações em empresas), de venture capital (que investem em empresas nascentes) ou para abrir o capital”, diz Márcio Domingues, diretor comercial de médias empresas do Itaú BBA.

As estimativas são de que os IPOs e as novas emissões de ações superem 100, batendo a marca de 74 operações de 2007. Àquela época, grande parte das empresas que foi à Bolsa era de maior porte, diferente do perfil atual.

Uma parcela ainda grande do PIB brasileiro está fora do mercado financeiro, diz Pedro Mesquita, líder da área de banco de investimento da XP, o que abre oportunidades. “Nesse sentido, é necessário fazer um ‘garimpo’ de negócios fora do eixo Rio-São Paulo que tenham boas histórias de crescimento.”

Para quem quer em investir em ações de empresas médias, contudo, é preciso cautela. “Uma forma de buscar a renda variável é por meio dos fundos de previdência. Como se trata de aplicação de longo prazo, o cliente pode ampliar a presença das ações na composição do plano. Não é só comprando uma ação específica que se entra na renda variável”, diz Jurandir Macedo, doutor em finanças comportamentais e consultor da Genial Investimentos.

CONFIRA ABAIXO UMA LISTA DE DEZ EMPRESAS QUE DEVEM ABRIR CAPITAL ESTE ANO:

BV – “Banco dos carros” supera crise e chega à B3

Fundado pela família Ermírio de Moraes, do Grupo Votorantim, o BV (ex-Banco Votorantim) tem o Banco do Brasil como sócio desde 2009. Nos últimos três anos, o BV, conhecido pelo financiamento de automóveis, passou por reestruturação, ficou mais digital e fez parcerias com startups – como Dr. Consulta e Guia Bolso – e fintechs, como Banco Neon. O BV já fez o pedido de abertura de capital e planeja levantar cerca de R$ 5 bilhões. A maior parte do dinheiro deverá ir para os acionistas. O BV não comentou.

PETZ – Aposta nos pets como membros da família

A varejista focada em produtos para animais de estimação surgiu da vontade do fundador Sérgio Zimerman de voltar a empreender após a falência de um negócio de distribuição de bebidas. Com um ponto em mãos – um prédio de 3 mil m² na Marginal Tietê -, ele chegou a procurar a Cobasi para propor a abertura de uma loja da rede, sem sucesso. A Petz encerrou 2019 com 105 lojas e receita de quase R$ 1,2 bilhão. A rede, que entrou com pedido de registro de abertura de capital na semana passada, não comentou o tema.

GRUPO MATEUS – Do garimpo a uma das maiores do varejo do Brasil

A história do Grupo Mateus, uma das maiores varejistas do País, começa nos anos 1980, na cidade de Balsas (MA). Ex-garimpeiro de Serra Pelada, Ilson Mateus montou uma pequena mercearia na cidade que crescia com o agronegócio. Para abastecer a loja, ele rodava 400 quilômetros com sua caminhonete até Imperatriz. Hoje, com receita estimada em cerca de R$ 10 bilhões, a rede tem oito marcas e quer se consolidar no Nordeste e Norte do País. O fundador contratou assessores financeiros para ir à Bolsa. O grupo não deu entrevista.

TRACK & FIELD – Ação entre amigos vira fenômeno esportivo

A rede com 230 lojas, boa parte franquias, começou no fim dos anos 1980, quando três amigos decidiram investir em uma loja de surfwear. Ao perceber que se tratava de segmento limitado, resolveram expandir para outros esportes. A estreia foi em 1990, no Shopping Jardim Sul, na capital paulista. Para abrir a loja no Iguatemi, um dos fundadores vendeu uma Parati. Agora, segundo fontes, vai buscar a abertura de capital visando triplicar de tamanho. Procurada, a Track & Field não comentou.

UNIASSELVI – Grupo de ensino a distância busca estreia nos EUA

Fundada em 1999 em Indaial (SC), a Associação Educacional Leonardo da Vinci (Asselvi) foi se consolidando com outros grupos privados da região do Vale do Itajaí, tornando-se, cinco anos depois, o grupo Uniasselvi. Uma das maiores companhias de ensino a distância (EAD), tem mais de 100 cursos de graduação e pós-graduação e cerca de 250 mil alunos. Controlado pelas gestoras Vinci e Carlyle, o grupo, que fatura cerca de R$ 500 milhões, quer abrir capital nos EUA. A companhia não comentou.

MADERO – Hambúrguer brasileiro quer conquistar NY

Com o fundo de private equity americano Carlyle e o apresentador Luciano Huck como sócios, a rede de hamburguerias Madero já contratou bancos e está pronta para a abertura de capital. Ao contrário da maioria das empresas de médio porte do País, está arregaçando as mangas para chegar à Bolsa dos EUA, e não à brasileira. A expectativa do mercado é que a rede seja avaliada em US$ 2 bilhões (mais de R$ 8 bilhões) e capte cerca de US$ 500 bilhões (R$ 2 bilhões) na Bolsa gringa. O Madero não comentou.

GRUPO SOMA – Dona da Farm e da Animale aposta no luxo

Com mais de 200 lojas, o Grupo Soma tem entre suas marcas Farm, Animale, Cris Barros, A. Brand e Foxton. Em 2018, o conglomerado de varejo, focado sobretudo na moda feminina de alto padrão, teve faturamento bruto de R$ 1,46 bilhão, expansão de 12% sobre o ano anterior. Em preparação para o IPO, a companhia acabou de engordar sua operação ao colocar a marca Maria Filó para dentro de casa. Além disso, já começou a internacionalização da Farm. Procurado, o grupo não comentou.

ALMEIDA JUNIOR – Ambição de expandir no Sul do País

O grupo foi criado em 1980 para atuar no ramo imobiliário em Blumenau (SC). Mas foi a partir dos anos 1990 que o empresário Jaimes Almeida Junior, hoje com 62 anos, decidiu investir em shopping centers e o negócio despontou. A companhia, que inaugurou o primeiro shopping em 1993, tem hoje seis unidades em Santa Catarina. Com faturamento de R$ 180,5 milhões em 2019, a empresa fez registro de pedido de abertura de capital na semana passada e quer se consolidar como uma gigante do Sul. O grupo não comentou o tema.

PACAEMBU CONSTRUTORA – Crescimento vertical em bairros planejados

Fundada há 26 anos, a Pacaembu Construtora tem uma proposta diferente de outras incorporadoras. A empresa, criada pelos irmãos Eduardo e Wilson Almeida Júnior, é especializada em construir bairros planejados no interior de São Paulo. Com receita de R$ 900 milhões, segundo fontes de mercado, a construtora tem 130 empreendimentos lançados em 40 cidades. O grupo, que contratou assessores financeiros para avaliar possível abertura de capital neste ano, não comenta o assunto.

INTER CONSTRUTORA – Aposta grande para o Minha Casa Minha Vida

Especializada em empreendimentos do programa federal Minha Casa Minha Vida, a empresa fundada em 2008 ficou conhecida nos últimos anos pelo tamanho dos empreendimentos – a companhia iniciou a atuação com unidades de algumas centenas de moradias e agora já entrega condomínios com mais de mil unidades em Minas Gerais e no interior de São Paulo. A empresa, que fez o pedido de listagem em 2017, se prepara para abrir capital este ano, dizem fontes. A Inter não comenta.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Ação da Priner estreia na B3 com alta de mais de 30%

(Reprodução/B3)

SÃO PAULO – As ações da Priner (PRNR3) têm sua estreia hoje no Novo Mercado da B3. O papel foi precificado em R$ 10, piso da faixa indicativa que variava até R$ 13. Às 10h26 (horário de Brasília), os ativos PRNR3 registravam forte alta de 36%, a R$ 13,60.

A empresa captou R$ 173,9 milhões em sua oferta pública de ações (IPO, na sigla em inglês); a oferta poderia ter sido acrescida em até 3.478.261 ações, o que não aconteceu.

A Priner atua no segmento de serviços e manutenção industrial para negócios de óleo e gás, mineração, papel e celulose, petroquímica, siderurgia e também para o setor naval.

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Entre os trabalhos desenvolvidos pela companhia está a pintura industrial, o tratamento de superfícies e o habitáculo pressurizado.

A companhia surgiu em 1982 como uma divisão de negócios da Mills.

Em 2013, ela foi vendida para um fundo de Private Equity da Leblon Equities e em 2016 mudou o nome de Mills|Si para Priner, atuando com duas frentes, a Priner Serviços Industriais e a Priner Rental.

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Stock Pills: Ir ou não IRB?

IRB IPO de IRB

Fazia tempo que não via tanta gente do mercado financeiro engajada em um assunto ‘polêmico’. Meu termômetro para avaliar a temperatura das discussões é o fintwit, comunidade do mercado financeiro no twitter conhecida por seus debates acalorados em torno de assuntos relacionados a finanças. Entre os protagonistas das discussões estavam a empresa de resseguros IRB e a renomada gestora carioca Squadra.

Para facilitar o entendimento: se o fintwit fosse a plateia de uma luta de boxe, IRB e Squadra seriam os lutadores.

No meio da trocação, o Stock Pills dessa semana trouxe Carlos Daltozo, chefe de renda variável da Eleven Financial que há 5 anos acompanha IRB de perto e foi um dos responsáveis por ‘vender’ a história da resseguradora aos investidores no IPO, para ser o juiz desse ringue.

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Para quem chegou agora e não sabe do que estou falando, a Squadra publicou em seu site no domingo (2/fev) uma carta de 30 páginas, mais um relatório de análise com outras 154, detalhando todos os motivos da sua posição vendida (apostando na queda) nas ações do IRB desde meados de 2018.

Vale dizer que a mesma Squadra já havia sinalizado em anos anteriores que a IRB era a sua posição short. Retirei o trecho abaixo da carta que eles soltaram em fev/2019:

“Ainda sobre nosso portfólio short, mais recentemente, têm nos intrigado a excepcional rentabilidade, baixa volatilidade e alta previsibilidade guiada para uma empresa do setor de seguros. Em um business que, tal como o setor de educação superior discutido acima, possui natureza commodity, chama atenção que tenhamos no Brasil a empresa distanciadamente mais rentável e mais cara do mundo no segmento.” O link da carta está aqui.

Mas na carta do último domingo, Squadra deu ‘nome aos bois’:

“Desde que o IRB realizou sua abertura de capital em bolsa de valores, no ano de 2017, temos dedicado esforços na análise de seus negócios e resultados. Nesse processo, encontramos indícios que apontam lucros normalizados (recorrentes) significativamente inferiores aos lucros contábeis reportados nas demonstrações financeiras da Companhia. Essa disparidade entre lucro contábil e lucro normalizado foi crescente durante o período e atingiu sua maior diferença nos resultados trimestrais mais recentes.”

A carta (link aqui) é uma aula para quem sempre ‘sonhou’ em ler uma análise profunda feita por uma gestora que há quase 12 anos vem entregando retornos consistentes ao seu cotista. De abril de 2008 pra cá, o raiz Long Only e o nutella Long Biased acumulam retornos de 825% e 693%, respectivamente, contra apenas 89,5% do Ibovespa.

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Em um mercado que não está acostumado a ver gestoras vindo a público expor os motivos de não gostar de uma empresa (o ep. 23 do Stock Pickers abordou bem os desafios de uma gestora expor uma posição vendida), o evento derrubou as ações da IRB, que na segunda-feira (3), fecharam em queda de 9,06%.

A IRB não deixou barato: em comunicado, frisou que segue as normas contábeis vigentes no Brasil “com absoluta precisão e rigoroso processo de governança” e ainda informou que avalia medidas cabíveis, uma vez que a Squadra está “vendida” nas ações e tem interesse econômico conflitante com o da empresa.

No meio desse furacão, Daltozo explicou por que mesmo depois de ver as ações se valorizarem 380% desde o IPO feito em 2017, ele ainda está otimista e tem recomendação de compra em IRB (IRBR3). Além da elevada rentabilidade que a companhia trimestralmente vem divulgando (ROE de 23% no IPO para 37% no 3°tri/19), um dado legal que ele trouxe e que corrobora o que foi dito no último Stock Pills que fizemos sobre Lojas Renner (link) é o fato de mais uma empresa usar tecnologia e conhecimento de dados a seu favor.

Para saber mais detalhes da visão de Daltozo em IRB, escute abaixo o Stock Pills que preparamos para você:

Apresentado por Thiago Salomão, analista da Rico Investimentos, o Stock Pickers vai ao ar toda quinta-feira às 17h. Você pode seguir e escutar pelo Spotify, Spreaker, Deezer, iTunes e Google Podcasts.

Ação da Locaweb estreia na Bolsa com disparada de mais de 20%

(Crédito: Reprodução/B3)

A Locaweb estreou na B3 nesta quinta-feira (6) com o ticker LWSA3. Às 10h43, as ações da companhia registravam forte  alta de 20,81%, a R$ 20,84.

A empresa do segmento de hospedagem de sites levantou nesta semana R$ 1,03 bilhão em sua oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês).

O preço de referência foi de R$ 17,25, no topo do intervalo definido antes da operação, que começava em R$ 14,25. A empresa estreou na B3 avaliada em R$ 2,15 bilhões.

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A Locaweb é a primeira empresa de hospedagem de sites do Brasil. Fundada em 1998 por Gilberto Mautner e Claudio Gora, ela foi criada pouco antes do auge da bolha das pontocom, mas mesmo assim conseguiu passar praticamente sem problemas por este período negativo para o setor.

Seu modelo de negócio é quase todo baseado em assinaturas, com uma taxa mensal de cancelamento de 1,2%, o seu, segundo a própria empresa, é a menor do mercado brasileiro. No total, são 350,5 mil clientes.