Os setores que estão no radar de investimentos da Itaúsa, que segue interessada em expandir seu portfólio

Itaúsa (Foto: Divulgação)

SÃO PAULO – O presidente-executivo da Itaúsa (ITSA4), Alfredo Setubal, holding que tem participação no Itaú Unibanco (ITUB4) e em outras companhias, destacou em teleconferência com jornalistas nesta terça-feira (10) que a empresa está atenta a possíveis investimentos no agronegócio e também em energia, mas que não tem um negócio no radar para ser fechado nos próximos meses.

Desde o final do ano passado, a holding anunciou diversas aquisições, como a compra de 8,53% da empresa de saneamento básico Aegea – que, após arrematar dois dos quatro blocos do leilão da Cedae em abril tornou-se a maior empresa de saneamento do País –  e também fatia na Nova Transportadora do Sudeste (NTS).

“Vamos continuar perseguindo bons investimentos, que gerem retorno para os acionistas”, afirmou Setúbal, reiterando que segue interesse em ampliar o portfólio da Itaúsa. Além desses investimentos, a holding também tem participação na fabricante de calçados Alpargatas (ALPA4) e na Dexco (DTEX3) – ex-Duratex, de louças e painéis de madeira -, além de XPart e Copa Energia.

Os números das companhias levaram a Itaúsa a registrar lucro líquido de R$ 3,5 bilhões no segundo trimestre deste ano, valor 487% superior ao apresentado um ano antes. O lucro líquido recorrente, por sua vez, foi de R$ 2,86 bilhões no período, alta de 99% sobre o mesmo período de 2020.

A alta do lucro foi impactada, principalmente pelo resultado de seu principal ativo, o Itaú, além de um ganho de R$ 476 milhões com a reavaliação de crédito tributário com a majoração da alíquota da CSLL.

Com relação aos possíveis investimentos no agronegócio, Setúbal apontou que até o momento não foi encontrada nenhuma oportunidade. “Mas é um setor que sem dúvida nenhuma gostaríamos de participar, faz falta no nosso portfólio”. Já no setor de energia, o segmento em que a Itaúsa está de olho é em renováveis e também em distribuição.

Além desses segmentos, Setúbal apontou que a Itaúsa avalia entrar em outros setores de concessões públicas, além de saneamento.

O CEO ainda apontou que a Itaúsa está se preparando para lidar com uma eventual crise energética. “Estamos nos preparando principalmente para evitar que as agências tenham problemas, eventualmente com uso de geradores”, apontou.

Ele destacou que alguns ativos industriais nos quais a Itaúsa tem participação já possuem autogeração de energia, mas que opções adicionais estão sendo discutidas.

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Sobre as discussões sobre a reforma do Imposto de Renda, que prevê o fim dos juros sobre o capital próprio e a taxação de dividendos, o CEO da holding avalia que ainda é cedo para falar sobre o tema, uma vez que pode estar sujeito a muitas mudanças. Contudo, ele aponta que, se por um lado, os proventos serão taxados, por outro haverá redução também do imposto de renda sobre as empresas, que pode impactar positivamente no resultado.

De acordo com Setúbal, o relator da proposta, deputado Celso Sabino (PSDB-PA), tem se mostrado aberto a ouvir as demandas e procurar soluções que não gerem aumento da carga tributária e nem complique o sistema.

Quer fazer perguntas aos CEOs das empresas que se destacam na Bolsa? Acompanhe a série Por Dentro dos Resultados no YouTube do InfoMoney

Klabin, Petz, Iguatemi, construtoras e mais companhias divulgam resultados; estreia da Oncoclínicas na Bolsa e outros destaques

SÃO PAULO – A sessão desta terça-feira (9) é marcada por uma série de novos resultados do segundo trimestre, com atenção especial para os números de Klabin, Minerva, Itaúsa, Petz, Alupar e algumas construtoras. Além disso, a sessão marca a estreia da ação da Oncoclínicas na B3. Confira no que ficar de olho:

Oncoclínicas (ONCO3)

A Oncoclínicas tem a sua estreia na B3 na sessão desta terça-feira. A companhia precificou sua oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) a R$ 19,75 por papel em operação que movimentou cerca de R$ 2,67 bilhões, de acordo com o prospecto definitivo da operação.

O preço estabelecido para a ação da rede de clínicas de tratamento contra o câncer ficou abaixo da faixa estimada de preço para o IPO, entre R$ 22,21 e R$ 30,29.

A oferta compreendeu distribuição primária de 90.049.527 ações ordinárias e secundária de 45.024.764 ações de acionistas vendedores – FIPs Josephina e Josephina II.

Os recursos da oferta primária serão destinados para projetos de investimento, aquisições futuras e em andamento, além de capital de giro.

A Minerva registrou lucro líquido de R$ 116,7 milhões no segundo trimestre, queda de 54% ante o mesmo período do ano passado. Apesar disso, a empresa ainda vê um cenário positivo puxado por exportação e sinergia entre as operações sul-americanas.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) da companhia atingiu R$ 544,9 milhões no período, recuo de 7,7% no mesmo comparativo.

O diretor financeiro da Minerva, Edison Ticle, disse que o destaque do trimestre é o lucro líquido pois, apesar da queda, trata-se de um “resultado realmente muito forte”, mas que é comparado a uma base mais elevada — em 2020, a pandemia da Covid-19 elevou a demanda por alimentos em diversos setores.

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“Houve queda ante o segundo tri do ano passado, mas porque (2020) foi um ponto fora da curva”, afirmou a jornalistas em videoconferência.

A receita líquida da empresa atingiu R$ 6,28 bilhões no segundo trimestre, alta de 42,9% no ano a ano.

O CEO da Minerva, Fernando Galletti de Queiroz, disse que ainda há certas dificuldades logísticas no mercado global, com falta de contêineres e tempos mais longos para transportes de cargas, mas a demanda externa segue aquecida.

“A Ásia segue como o grande vetor comprador… e a China como o principal destaque. No segundo trimestre de 2021, cerca de 36% da nossa receita de exportação teve origem no mercado chinês”, informou a empresa, mesmo diante de entraves relacionados à pandemia da Covid-19.

A Petz registrou lucro líquido de R$ 21,6 milhões no segundo trimestre de 2021, alta de 109% ante o mesmo período de 2020. O Ebitda ajustado, por sua vez, ficou em R$ 56,2 milhões, alta de 50,3%.

A empresa atingiu R$ 2 bilhões de faturamento nos últimos 12 meses pela primeira vez em sua história, com a receita bruta total em R$ 598 milhões no segundo trimestre, alta de 57,5% ante o valor apresentado um ano antes.

As vendas online representaram 30,3% do total das vendas no trimestre, chegando a R$ 181,2 milhões de receita bruta total, ganho de 85%.

A Itaúsa, holding controladora do Itaú Unibanco (ITUB4), registrou lucro líquido de R$ 3,5 bilhões no segundo trimestre deste ano, valor 487% superior ao apresentado um ano antes.

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O lucro líquido recorrente, por sua vez, foi de R$ 2,86 bilhões no período, alta de 99% sobre o mesmo período de 2020.

O resultado reflete a combinação de melhora da economia brasileira após o choque da pandemia do coronavírus, e também de efeitos fiscais extraordinários.

A alta do lucro foi impactada, principalmente pelo resultado de seu principal ativo, o Itaú, além de um ganho de R$ 476 milhões com a reavaliação de crédito tributário com a majoração da alíquota da CSLL.

Além disso, um ano antes, a Itaúsa tinha reportado despesa extraordinária de R$ 543 milhões com sua unidade CorpBanca, no Chile, e outra de R$ 312 milhões com doação a um programa para combate aos efeitos da pandemia.

A Itaúsa ainda reportou aumento de receitas com ativos não financeiros, incluindo a fabricante de calçados Alpargatas (ALPA4); a Dexco (DTEX3), de louças e painéis de madeira; da transportadora de gás NTS; e da Copa Energia.

Já o ativo total da holding passou de R$ 56,55 bilhões para R$ 69,42 bilhões entre o segundo trimestre do ano passado e este, uma alta de 22,8%.

O endividamento líquido, por sua vez, teve um salto de 1.715% em um ano, passando de R$ 213 milhões entre abril e junho de 2020 para R$ 3,867 bilhões no segundo trimestre deste ano.

Além disso, em outro comunicado, a companhia informou o pagamento de juros sobre capital próprio brutos de R$ 0,03734 por ação, por conta do dividendo obrigatório do exercício de 2021. Com o desconto de 15% do imposto de renda na fonte, o JCP líquido será de R$ 0,031739.

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O valor será pago no dia 26 de agosto e terão direito os acionistas com ações ITSA4 no dia 13 de agosto, com os papéis passando a negociar na forma “ex” a partir de 16 de agosto. Contando os dividendos já anunciados este ano, a companhia irá pagar R$ 798 milhões em proventos líquidos.

A Klabin registrou lucro líquido de R$ 719 milhões no segundo trimestre de 2021, ante prejuízo de R$ 383 milhões no mesmo período de 2020 e com alta de 71% frente os R$ 421 milhões registrados entre janeiro e março deste ano.

A receita líquida aumentou 38% na comparação anual, para R$ 4,076 bilhões, com crescimento em todas em todas as linhas de negócio, e 27% desconsiderando a receita proveniente das unidades adquiridas da International Paper (IP).

O lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda, na sigla em inglês) foi de R$ 1,798 bilhão, alta de 35% frente os R$ 1,333 bilhão na base anual e 41% superior na comparação com o primeiro trimestre de 2021. Já a margem Ebitda ajustada caiu 1 ponto percentual na base anual, indo de 45% para 44%, enquanto avançou 8 pontos na comparação trimestre a trimestre.

O Fluxo de Caixa Livre (FCL) Ajustado somou R$ 4,7 bilhões nos últimos doze meses, o que representa um FCL yield Ajustado de 16,4%.

A relação entre dívida líquida e Ebitda em dólares encerrou o trimestre em 3,6 vezes, comparado a 4 vezes no primeiro trimestre de 2021. Em reais, 3,3 vezes no segundo trimestre versus 4,2 vezes nos primeiros três meses de 2021.

“O segundo trimestre de 2021 seguiu com forte demanda pelos produtos da Klabin tanto no mercado local quanto no mercado externo. Estas condições favoráveis de mercado, aliadas ao sólido desempenho operacional, impulsionaram os resultados da companhia no período”, afirmou a Klabin em seu release de resultados.

Iguatemi (IGTA3)

A rede Iguatemi, dona de 14 shopping centers, dois outlets e três torres comerciais, apresentou lucro líquido de R$ 279 milhões no segundo trimestre de 2021, montante seis vezes maior do que no mesmo período de 2020.

O Ebitda atingiu R$ 108,9 milhões, recuo de 5,4% na mesma base de comparação. A margem Ebitda diminuiu 7,6 pontos porcentuais, para 63,9%.

A receita operacional líquida totalizou R$ 170,3 milhões, aumento de 5,8%.

A disparada no lucro líquido da Iguatemi partiu da linha de resultado financeiro, onde foi apurada uma receita de R$ 365,5 milhões em contrapartida a uma despesa de R$ 19,5 milhões um ano antes.

Por trás dessa linha está a participação de 10% que a Iguatemi possui, via fundo, na Infracommerce, empresa de soluções digitais para o comércio eletrônico. Esta empresa entrou na Bolsa em maio, levando a Iguatemi a fazer a marcação a mercado do ativo em seu balanço, o que gerou o ganho extraordinário ‘não caixa’.

A Iguatemi também apresentou melhora dos seus resultados operacionais. A receita líquida cresceu ajudada pela reabertura dos shoppings e pela redução dos descontos no aluguel dos lojistas com mais alívio da pandemia.

Os resultados acima também já embutem o efeito da linearização dos descontos – prática contábil que dilui os descontos nos aluguéis ao longo dos períodos de vigência dos contratos. A linearização contribuiu com apenas R$ 2,7 milhões neste trimestre, 97% menos do que um ano antes.

A reabertura dos shoppings também elevou a linha de custos e despesas em 92%, para R$ 74,4 milhões.

A Iguatemi chegou ao fim de junho com dívida total de R$ 3,08 bilhões, 6,2% abaixo de março. A disponibilidade de caixa encontrava-se em R$ 1,8 bilhões, 10% a mais nessa comparação sequencial. Com isso, a dívida líquida ficou em R$ 1,3 bilhões, com uma alavancagem (medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda) de 2,58 vezes.

O Bradesco BBI aponta que, mesmo com uma vacância acima da média, o Iguatemi apresentou sinais positivos de
recuperação nas vendas dos lojistas, que esperam eventualmente se traduzir em melhoria contínua dos indicadores operacionais e financeiros. O reconhecimento contábil por trás do IPO do IFCM3 (IGTA tem 9% de participação) também permitiu à Iguatemi reduzir os indicadores de alavancagem, aliviando a pressão de seus covenants de dívida e começando a adicionar algum fôlego para movimentos estratégicos, um ponto de preocupação que os analistas esperam remover da lista se sua proposta de estrutura acionária for aprovada. “Nesse ínterim, mantemos nossa recomendação neutra para IGTA3
com um preço-alvo de R$ 50 por ação”, avaliam os analistas.

São Martinho (SMTO3)

A companhia de açúcar e etanol São Martinho reportou lucro líquido de R$ 190,1 milhões no primeiro trimestre fiscal de 2021/22, alta de 64,3% na comparação anual, em período que a empresa obteve maior preço médio na venda de todos os seus produtos.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado da companhia somou R$ 688,3 milhões, avanço de 40,1% no ano a ano.

“Reflexo principalmente do maior preço médio de comercialização de etanol (+84,7%), açúcar (+28,3%), cogeração (+24,9%), além do volume de comercializado de CBios”, disse a empresa em relatório sobre o aumento do Ebitda.

A receita líquida da São Martinho atingiu R$ 1,32 bilhão, variação positiva de 28,8% em relação ao mesmo período do ano passado, também apoiada pelos preços mais elevados de vendas, enquanto o fluxo de caixa operacional totalizou R$ 448 milhões, crescimento de 49,7%.

Já a relação entre dívida líquida e Ebitda ajustado, que mede a alavancagem da companhia, ficou em 1,02 vez, redução de 30,8% no ano a ano.

O Credit Suisse avaliou os resultados do primeiro trimestre de 2022 da São Martinho como bons, mas em linha com a expectativa do mercado. O banco diz que o Ebitda, que subiu 40% na comparação anual, ficou 2% acima de sua expectativa.

O Itaú BBA avaliou os resultados informados pela São Martinho como fortes, e ressaltou a alta de 40% do Ebitda na comparação anual, a R$ 688 milhões, em meio a preços favoráveis de commodities e apesar do clima desfavorável, que vinha prejudicando a produtividade. O banco ressaltou que a empresa divulgou geração de caixa de R$ 170 milhões, e diz que a empresa não foi afetada por geadas recentes, o que deve garantir resultados fortes para a colheita de 2021 e 2022.
O Itaú mantém recomendação outperform (perspectiva de valorização acima da média do mercado) e preço-alvo para 2021 de R$ 42.

A construtora Even registrou lucro líquido de R$ 54 milhões entre abril e junho deste ano, uma alta de 102% na comparação com o mesmo período de 2020. Na comparação com o primeiro trimestre, porém, houve uma queda de 35,2% no lucro.

Já o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado teve um crescimento de 17,3% na comparação anual, ficando em R$ 65 milhões no segundo trimestre.

A receita líquida, por sua vez, cresceu 39,5%, ficando em R$ 522,38 milhões, puxadas principalmente pelas vendas de R$ 354 milhões, com VSO consolidada de 16%.

O Retorno Sobre o Patrimônio Líquido (ROE) anualizado, encerrou o segundo trimestre em 12,3%, um avanço de 6 pontos percentuais sobre os 6,6% apresentados entre abril e junho de 2020.

O BBI destacou os resultados da Even como sólidos, já que uma forte receita gerou números significativamente acima do consenso, enquanto a margem bruta ficou estável e a margem de backlog aumentou 2 pontos percentuais após uma forte revisão no primeiro trimestre de 2021. Além disso, os analistas encontraram conforto na forte posição de caixa da Even  e no valuation atraente, reafirmando recomendação de compra para EVEN3, com um preço-alvo para final de 2021 de R$ 15 por  ação.

Direcional (DIRR3)

A Direcional apresentou lucro líquido de R$ 40,688 milhões no segundo trimestre de 2021, o que representa crescimento de 20% em relação ao mesmo período de 2020.

O Ebitda ajustado somou $ 89,996 milhões, avanço de 47,8% na mesma margem de comparação. A margem Ebitda ajustado cresceu 6,4 pontos porcentuais, para 21,3%.

A margem bruta subiu 5,0 pontos porcentuais, para 38,0%, o maior patamar já registrado pela Direcional após o seu IPO. Já a receita operacional líquida totalizou R$ 422,162 milhões, aumento de 3,4%.

O resultado financeiro líquido piorou, ficando negativo em R$ 14,423 milhões, ante resultado negativo de apenas R$ 1,393 milhão um ano antes.

A grande responsável pelo crescimento do lucro da Direcional no período foi a melhora das margens. Segundo a companhia, essa melhora decorreu da apuração de economias nas obra dos projetos que estão em estágio avançado de construção e, portanto, com menor exposição ao aumento de custo de insumos que tem pressionado todo o setor.

A prática da incorporadora é de reconhecer eventuais economias apenas na parte final de cada obra. “Desse modo, a despeito do cenário atual de aumento de custos, as apropriações de economia de obra (…) foram mais do que suficientes para compensar a pressão inflacionária em projetos que estão sendo iniciados”, descreveu a empresa.

As despesas gerais e administrativas totalizaram R$ 64 milhões, um incremento anual de 36%, enquanto as despesas comerciais totalizaram R$ 45 milhões, avanço de 14%.

A Direcional encerrou o segundo trimestre com dívida líquida de R$ 241,610 milhões, sete vezes mais do que um ano antes. Nesse período, a dívida bruta subiu 35%, para R$ 880,866 milhões, enquanto as disponibilidades em caixa subiram 13,3%, para R$ 946,589 milhões.

A alavancagem (medida pela relação entre dívida líquida e patrimônio líquido) foi de 2,3% para 18,6%, refletindo principalmente o pagamento de dividendos aos acionistas e operações para captação de recursos ao longo do último ano.

O Bradesco BBI destacou que a empresa bateu margem bruta de 37,8%  em função de: (i) maior agilidade na política de preços; (ii) maior contribuição da Riva; e (iii) redução de custos de projetos de construção em estágio final.

A revisão para cima da margem a reconhecer (margem REF) sugere que a tendência positiva deve continuar no terceiro trimestre de 2021.

“Embora a receita líquida da Direcional tenha ficado um pouco abaixo de nossa estimativa (2%), após a revisão para cima nas margens a serem reconhecidas para 40,5%, sentimos que há um potencial de alta para nossas estimativas do final do ano de 2021 e 2022, pois o reconhecimento da receita ainda tem que incorporar os lançamentos recentes que: (i) estão sendo vendidos com margens maiores; e (ii) deve levar a uma diluição adicional de custos no 2S21”, avalia o BBI.

Na visão dos analistas, ultrapassando seus pares e superando as estimativas já otimistas, o DIRR3 combina: (i) crescimento de dois dígitos; (ii) potencial de valorização para o consenso; e (iii) P / L de um dígito, “uma das histórias mais baratas em nossa cobertura”, seguindo assim a escolha principal.

A incorporadora Mitre teve lucro líquido de R$ 21,2 milhões no segundo trimestre, alta de 113% ante o mesmo período de 2020.

A receita líquida, por sua vez, aumentou 153%, para R$ 164,7 milhões, refletindo a aceleração da evolução física de obras e início das atividades em alguns canteiros.

Já a margem bruta da companhia passou de 31,9%, no segundo trimestre do ano passado, para 34,7% entre abril e junho de 2021. A incorporadora informou também margem bruta ajustada de 35,5%, ante 35% no mesmo período do ano passado.

A Melnick lucrou R$ 12,32 milhões no segundo trimestre, queda de cerca de 45% ante o lucro de R$ 22,35 milhões registrado em igual período do ano passado.

Já a receita líquida de vendas e serviço teve baixa de 2,16%, a R$ 183 milhões.

A Alupar, empresa que atua em geração e transmissão de energia elétrica, teve lucro líquido atribuído aos sócios da empresa de R$ 332 milhões no segundo trimestre de 2021,  321% acima frente os R$ 79 milhões de igual período do ano passado.

A receita operacional líquida foi de R$ 1,3 bilhão, 27% superior ante os R$ 1,05 bilhão registrados um ano antes. O Ebitda foi de R$ 1,13 bilhão, alta de 153% na base anual.

BTG Pactual (BPAC11)

O BTG Pactual encerrou o segundo trimestre de 2021 com lucro líquido ajustado de R$ 1,719 bilhão, representando um crescimento de 74% em relação ao resultado do mesmo período do ano passado, que foi de R$ 987 milhões. Frente ao trimestre imediatamente anterior, o lucro líquido ajustado subiu 43,6%. De acordo com o banco, o resultado trimestral foi recorde. O lucro líquido não ajustado somou R$ 1,678 bilhão, acima dos R$ 977 milhões do segundo trimestre de 2020.

O banco reportou receitas totais R$ 3,77 bilhões no segundo trimestre de 2021, crescimento de 52% sobre igual período do ano anterior e de 35% em relação ao primeiro trimestre. O retorno sobre o patrimônio ajustado cresceu 4,1 pontos-base para 21,6% em 12 meses. Frente ao primeiro trimestre, houve aumento de 5,1 pontos-base.

“Tivemos o melhor trimestre da nossa história, com resultados expressivos em todas as linhas de negócios, crescimento acelerado das nossas franquias de clientes, alta rentabilidade e manutenção de métricas de capital acima da média da indústria”, disse o presidente do BTG Pactual, Roberto Sallouti.

O patrimônio líquido do BTG Pactual encerrou o segundo trimestre em R$ 35 bilhões, um crescimento de 36,7% frente ao mesmo período do ano passado e avançou 15,2% em comparação ao primeiro trimestre.

Os ativos totais do banco somaram R$ 335,2 bilhões, valor acima dos R$ 230,4 bilhões do segundo trimestre de 2020 e dos R$ 289,8 bilhões no primeiro trimestre.

O índice de Basileia caiu 2,1 pontos-base para 17,3% no segundo trimestre em relação ao mesmo período do ano passado. No primeiro trimestre, estava em 17,7%.

Sequoia Logística (SEQL3)

A Sequoia Logística e Transportes teve lucro líquido de pouco mais de R$ 3 milhões no segundo trimestre, ante o prejuízo de R$ 8 milhões em igual período do ano passado.

No critério ajustado, excluindo despesas não recorrentes e amortização do ágio, o lucro foi de R$ 17,6 milhões, alta de quase 25 vezes ante os R$ 700 mil registrados no segundo trimestre de 2020.

A receita líquida subiu 75% na base de comparação trimestral, para R$ 368,9 milhões.

Blau Farmacêutica (BLAU3)

A Blau teve lucro de R$ 99 milhões no segundo trimestre, 35% acima frente igual período de 2020. Já a receita líquida subiu 15%, para R$ 371 milhões.

BR Partners (BRBI11)

O banco BR Partners  lucrou R$ 35 milhões no segundo trimestre, 47% acima do mesmo período de 2020. A receita líquida subiu 14,3%, a R$ 76,2 milhões.

A fabricante de peças automotivas Fras-le lucrou R$ 44,9 milhões no segundo trimestre, 220,8% acima na base de comparação anual.

A receita líquida totalizou R$ 599,1 milhões, salto de 113,9% na base anual.

A Mobly teve prejuízo de R$ 17 milhões no primeiro trimestre deste ano, 124% acima do registrado em igual período de 2020.

O InfoMoney conversou com Victor Noda, cofundador da Mobly, sobre os resultados do segundo trimestre e os planos para os trimestres seguintes.

Foram mais de 321 mil pedidos no segundo trimestre de 2021. O volume bruto de mercadorias ficou estável em R$ 247,4 milhões, alta de 0,4% na comparação entre o segundo trimestre de 2020 e o segundo trimestre de 2021.

Mesmo com um GMV estável, a receita líquida cresceu: a Mobly registrou alta de 38,6% na mesma base de comparação, para R$ 175,7 milhões. Segundo Noda, o aumento da receita líquida apesar de um volume similar de mercadorias aconteceu porque a empresa reduziu seu prazo de entrega e reconheceu mais vendas ao longo do trimestre. O prazo médio de entrega no país caiu de 19,3 para 12,5 dias na comparação entre 1T2021 e 2T2021. Confira mais clicando aqui. 

A JSL lucrou R$ 93,1 milhões no segundo trimestre deste ano, revertendo assim prejuízo de R$ 16,3 milhões em igual período de 2020.

A receita líquida teve um avanço de 58,6%, aa R$ 922,4 milhões. Já o Ebitda subiu 157,5%, para R$ 211,7 milhões.

Latam

A Latam Airlines, aérea em recuperação judicial, teve prejuízo de US$ 769,6 milhões no segundo trimestre 2021, uma cifra  13,5% menor na base de comparação anual.

Já a receita subiu  55,4%, a a US$ 888,7 milhões.

A Embraer informou na segunda-feira que concluiu a venda de 16 novos jatos E175 para a norte-americana SkyWest, com o valor do contrato, segundo preços de tabela das aeronaves, somando US$ 798,4 milhões. Segundo a fabricante brasileira, os aviões serão incluídos na carteira de pedidos da Embraer do terceiro trimestre. As entregas estão previstas para 2022.

A BRF tem realizado importações de milho do Paraguai e da Argentina para “garantir o abastecimento da companhia com a melhor competitividade possível”, informou o vice-presidente de Planejamento Integrado e Logística da companhia, Leonardo DallOrto. O volume importado e os preços, porém, não foram divulgados, por serem considerados informações estratégicas da empresa.

“Estamos vivendo um momento de pressão de custos e alta volatilidade que pressiona toda a indústria no Brasil. Nossas estratégias de compras e abastecimento têm nos garantido uma vantagem competitiva importante nesse cenário, mas não estamos imunes a seus impactos”, disse o executivo.

As compras do milho estrangeiro ocorrem em um momento de elevação de preços por causa da quebra da safrinha brasileira. As lavouras do Centro-Sul do País foram drasticamente afetadas, primeiro pela estiagem, e, posteriomente, pelas geadas registradas no último mês. A consultoria AgRural, por exemplo, revisou na semana passada a projeção de colheita no Centro-Sul, de 54,6 milhões de toneladas em 1º de julho para 51,6 milhões de toneladas em agosto.

A BRF, nessa conjuntura, opta por trazer milho dos países vizinhos e segue analisando a possibilidade de trazer o grão dos Estados Unidos, com a isenção temporária da tarifa externa comum (TEC) para importações de grãos. “Ainda não fizemos compras dos EUA. No momento, as importações do Mercosul se mostram mais atrativas”, conforme Dall’Orto.

A Petrobras informou na segunda-feira que iniciou a fase vinculante do processo de venda, em conjunto com a Sonangol Hidrocarbonetos, da totalidade da participação de ambas as empresas no bloco exploratório terrestre POT-T-794, localizado na Bacia Potiguar.

Os potenciais compradores habilitados para essa fase receberão carta-convite com instruções sobre o processo de desinvestimento, incluindo orientações para o due diligence e o envio das propostas vinculantes, afirmou a Petrobras em comunicado.

A concessão do bloco foi adquirida em 2006, em rodada de licitações realizada pela ANP. A Petrobras detém 70% de participação, enquanto a Sonangol –operadora da concessão– possui os outros 30%.

“O consórcio perfurou dois poços na área, sendo um descobridor de gás e um de delimitação. Não há compromissos remanescentes do Programa Exploratório Mínimo (PEM) a serem cumpridos”, disse a petroleira estatal.

(Com Reuters e Estadão Conteúdo)

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Lucro da Minerva cai 54% e da Iguatemi salta 6 vezes no 2º tri; Even, Direcional e mais empresas divulgam resultados

SÃO PAULO – A noite desta segunda-feira (9) é marcada por uma série de novos resultados do segundo trimestre, com atenção especial para os números da Minerva, Itaúsa e algumas construtoras.

Confira os principais resultados que foram publicados após o fechamento:

A Minerva registrou lucro líquido de R$ 116,7 milhões no segundo trimestre, queda de 54% ante o mesmo período do ano passado. Apesar disso, a empresa ainda vê um cenário positivo puxado por exportação e sinergia entre as operações sul-americanas.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) da companhia atingiu R$ 544,9 milhões no período, recuo de 7,7% no mesmo comparativo.

O diretor financeiro da Minerva, Edison Ticle, disse que o destaque do trimestre é o lucro líquido pois, apesar da queda, trata-se de um “resultado realmente muito forte”, mas que é comparado a uma base mais elevada — em 2020, a pandemia da Covid-19 elevou a demanda por alimentos em diversos setores.

“Houve queda ante o segundo tri do ano passado, mas porque (2020) foi um ponto fora da curva”, afirmou a jornalistas em videoconferência.

A receita líquida da empresa atingiu R$ 6,28 bilhões no segundo trimestre, alta de 42,9% no ano a ano.

O CEO da Minerva, Fernando Galletti de Queiroz, disse que ainda há certas dificuldades logísticas no mercado global, com falta de contêineres e tempos mais longos para transportes de cargas, mas a demanda externa segue aquecida.

“A Ásia segue como o grande vetor comprador… e a China como o principal destaque. No segundo trimestre de 2021, cerca de 36% da nossa receita de exportação teve origem no mercado chinês”, informou a empresa, mesmo diante de entraves relacionados à pandemia da Covid-19.

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A Itaúsa, holding controladora do Itaú Unibanco (ITUB4), registrou lucro líquido de R$ 3,5 bilhões no segundo trimestre deste ano, valor 487% superior ao apresentado um ano antes.

O lucro líquido recorrente, por sua vez, foi de R$ 2,86 bilhões no período, alta de 99% sobre o mesmo período de 2020.

O resultado reflete a combinação de melhora da economia brasileira após o choque da pandemia do coronavírus, e também de efeitos fiscais extraordinários.

A alta do lucro foi impactada, principalmente pelo resultado de seu principal ativo, o Itaú, além de um ganho de R$ 476 milhões com a reavaliação de crédito tributário com a majoração da alíquota da CSLL.

Além disso, um ano antes, a Itaúsa tinha reportado despesa extraordinária de R$ 543 milhões com sua unidade CorpBanca, no Chile, e outra de R$ 312 milhões com doação a um programa para combate aos efeitos da pandemia.

A Itaúsa ainda reportou aumento de receitas com ativos não financeiros, incluindo a fabricante de calçados Alpargatas (ALPA4); a Dexco (DTEX3), de louças e painéis de madeira; da transportadora de gás NTS; e da Copa Energia.

Já o ativo total da holding passou de R$ 56,55 bilhões para R$ 69,42 bilhões entre o segundo trimestre do ano passado e este, uma alta de 22,8%.

O endividamento líquido, por sua vez, teve um salto de 1.715% em um ano, passando de R$ 213 milhões entre abril e junho de 2020 para R$ 3,867 bilhões no segundo trimestre deste ano.

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Além disso, em outro comunicado, a companhia informou o pagamento de juros sobre capital próprio brutos de R$ 0,03734 por ação, por conta do dividendo obrigatório do exercício de 2021. Com o desconto de 15% do imposto de renda na fonte, o JCP líquido será de R$ 0,031739.

O valor será pago no dia 26 de agosto e terão direito os acionistas com ações ITSA4 no dia 13 de agosto, com os papéis passando a negociar na forma “ex” a partir de 16 de agosto. Contando os dividendos já anunciados este ano, a companhia irá pagar R$ 798 milhões em proventos líquidos.

Iguatemi (IGTA3)

A rede Iguatemi, dona de 14 shopping centers, dois outlets e três torres comerciais, apresentou lucro líquido de R$ 279 milhões no segundo trimestre de 2021, montante seis vezes maior do que no mesmo período de 2020.

O Ebitda atingiu R$ 108,9 milhões, recuo de 5,4% na mesma base de comparação. A margem Ebitda diminuiu 7,6 pontos porcentuais, para 63,9%.

A receita operacional líquida totalizou R$ 170,3 milhões, aumento de 5,8%.

A disparada no lucro líquido da Iguatemi partiu da linha de resultado financeiro, onde foi apurada uma receita de R$ 365,5 milhões em contrapartida a uma despesa de R$ 19,5 milhões um ano antes.

Por trás dessa linha está a participação de 10% que a Iguatemi possui, via fundo, na Infracommerce, empresa de soluções digitais para o comércio eletrônico. Esta empresa entrou na Bolsa em maio, levando a Iguatemi a fazer a marcação a mercado do ativo em seu balanço, o que gerou o ganho extraordinário ‘não caixa’.

A Iguatemi também apresentou melhora dos seus resultados operacionais. A receita líquida cresceu ajudada pela reabertura dos shoppings e pela redução dos descontos no aluguel dos lojistas com mais alívio da pandemia.

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Os resultados acima também já embutem o efeito da linearização dos descontos – prática contábil que dilui os descontos nos aluguéis ao longo dos períodos de vigência dos contratos. A linearização contribuiu com apenas R$ 2,7 milhões neste trimestre, 97% menos do que um ano antes.

A reabertura dos shoppings também elevou a linha de custos e despesas em 92%, para R$ 74,4 milhões.

A Iguatemi chegou ao fim de junho com dívida total de R$ 3,08 bilhões, 6,2% abaixo de março. A disponibilidade de caixa encontrava-se em R$ 1,8 bilhões, 10% a mais nessa comparação sequencial. Com isso, a dívida líquida ficou em R$ 1,3 bilhões, com uma alavancagem (medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda) de 2,58 vezes.

São Martinho (SMTO3)

A companhia de açúcar e etanol São Martinho reportou lucro líquido de R$ 190,1 milhões no primeiro trimestre fiscal de 2021/22, alta de 64,3% na comparação anual, em período que a empresa obteve maior preço médio na venda de todos os seus produtos.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado da companhia somou R$ 688,3 milhões, avanço de 40,1% no ano a ano.

“Reflexo principalmente do maior preço médio de comercialização de etanol (+84,7%), açúcar (+28,3%), cogeração (+24,9%), além do volume de comercializado de CBios”, disse a empresa em relatório sobre o aumento do Ebitda.

A receita líquida da São Martinho atingiu R$ 1,32 bilhão, variação positiva de 28,8% em relação ao mesmo período do ano passado, também apoiada pelos preços mais elevados de vendas, enquanto o fluxo de caixa operacional totalizou R$ 448 milhões, crescimento de 49,7%.

Já a relação entre dívida líquida e Ebitda ajustado, que mede a alavancagem da companhia, ficou em 1,02 vez, redução de 30,8% no ano a ano.

A construtora Even registrou lucro líquido de R$ 54 milhões entre abril e junho deste ano, uma alta de 102% na comparação com o mesmo período de 2020. Na comparação com o primeiro trimestre, porém, houve uma queda de 35,2% no lucro.

Já o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado teve um crescimento de 17,3% na comparação anual, ficando em R$ 65 milhões no segundo trimestre.

A receita líquida, por sua vez, cresceu 39,5%, ficando em R$ 522,38 milhões, puxadas principalmente pelas vendas de R$ 354 milhões, com VSO consolidada de 16%.

O Retorno Sobre o Patrimônio Líquido (ROE) anualizado, encerrou o segundo trimestre em 12,3%, um avanço de 6 pontos percentuais sobre os 6,6% apresentados entre abril e junho de 2020.

Direcional (DIRR3)

A Direcional apresentou lucro líquido de R$ 40,688 milhões no segundo trimestre de 2021, o que representa crescimento de 20% em relação ao mesmo período de 2020.

O Ebitda ajustado somou $ 89,996 milhões, avanço de 47,8% na mesma margem de comparação. A margem Ebitda ajustado cresceu 6,4 pontos porcentuais, para 21,3%.

A margem bruta subiu 5,0 pontos porcentuais, para 38,0%, o maior patamar já registrado pela Direcional após o seu IPO. Já a receita operacional líquida totalizou R$ 422,162 milhões, aumento de 3,4%.

O resultado financeiro líquido piorou, ficando negativo em R$ 14,423 milhões, ante resultado negativo de apenas R$ 1,393 milhão um ano antes.

A grande responsável pelo crescimento do lucro da Direcional no período foi a melhora das margens. Segundo a companhia, essa melhora decorreu da apuração de economias nas obra dos projetos que estão em estágio avançado de construção e, portanto, com menor exposição ao aumento de custo de insumos que tem pressionado todo o setor.

A prática da incorporadora é de reconhecer eventuais economias apenas na parte final de cada obra. “Desse modo, a despeito do cenário atual de aumento de custos, as apropriações de economia de obra (…) foram mais do que suficientes para compensar a pressão inflacionária em projetos que estão sendo iniciados”, descreveu a empresa.

As despesas gerais e administrativas totalizaram R$ 64 milhões, um incremento anual de 36%, enquanto as despesas comerciais totalizaram R$ 45 milhões, avanço de 14%.

A Direcional encerrou o segundo trimestre com dívida líquida de R$ 241,610 milhões, sete vezes mais do que um ano antes. Nesse período, a dívida bruta subiu 35%, para R$ 880,866 milhões, enquanto as disponibilidades em caixa subiram 13,3%, para R$ 946,589 milhões.

A alavancagem (medida pela relação entre dívida líquida e patrimônio líquido) foi de 2,3% para 18,6%, refletindo principalmente o pagamento de dividendos aos acionistas e operações para captação de recursos ao longo do último ano.

A incorporadora Mitre teve lucro líquido de R$ 21,2 milhões no segundo trimestre, alta de 113% ante o mesmo período de 2020.

A receita líquida, por sua vez, aumentou 153%, para R$ 164,7 milhões, refletindo a aceleração da evolução física de obras e início das atividades em alguns canteiros.

Já a margem bruta da companhia passou de 31,9%, no segundo trimestre do ano passado, para 34,7% entre abril e junho de 2021. A incorporadora informou também margem bruta ajustada de 35,5%, ante 35% no mesmo período do ano passado.

(Com Reuters e Estadão Conteúdo)

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Lucro da Itaúsa salta quase 500% e vai a R$ 3,5 bilhões no 2º tri; companhia anuncia pagamento de JCP

SÃO PAULO – A Itaúsa (ITSA4), holding controladora do Itaú Unibanco (ITUB4), registrou lucro líquido de R$ 3,5 bilhões no segundo trimestre deste ano, valor 487% superior ao apresentado um ano antes.

O lucro líquido recorrente, por sua vez, foi de R$ 2,86 bilhões no período, alta de 99% sobre o mesmo período de 2020.

O resultado reflete a combinação de melhora da economia brasileira após o choque da pandemia do coronavírus, e também de efeitos fiscais extraordinários.

A alta do lucro foi impactada, principalmente pelo resultado de seu principal ativo, o Itaú, além de um ganho de R$ 476 milhões com a reavaliação de crédito tributário com a majoração da alíquota da CSLL.

Além disso, um ano antes, a Itaúsa tinha reportado despesa extraordinária de R$ 543 milhões com sua unidade CorpBanca, no Chile, e outra de R$ 312 milhões com doação a um programa para combate aos efeitos da pandemia.

A Itaúsa ainda reportou aumento de receitas com ativos não financeiros, incluindo a fabricante de calçados Alpargatas (ALPA4); a Dexco (DTEX3), de louças e painéis de madeira; da transportadora de gás NTS; e da Copa Energia.

Já o ativo total da holding passou de R$ 56,55 bilhões para R$ 69,42 bilhões entre o segundo trimestre do ano passado e este, uma alta de 22,8%.

O endividamento líquido, por sua vez, teve um salto de 1.715% em um ano, passando de R$ 213 milhões entre abril e junho de 2020 para R$ 3,867 bilhões no segundo trimestre deste ano.

Além disso, em outro comunicado, a companhia informou o pagamento de juros sobre capital próprio brutos de R$ 0,03734 por ação, por conta do dividendo obrigatório do exercício de 2021. Com o desconto de 15% do imposto de renda na fonte, o JCP líquido será de R$ 0,031739.

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O valor será pago no dia 26 de agosto e terão direito os acionistas com ações ITSA4 no dia 13 de agosto, com os papéis passando a negociar na forma “ex” a partir de 16 de agosto. Contando os dividendos já anunciados este ano, a companhia irá pagar R$ 798 milhões em proventos líquidos.

(Com Reuters)

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Credit Suisse eleva preço-alvo para Itaúsa e vê ação como boa alternativa para operar case do Itaú

SÃO PAULO – O Credit Suisse reiterou sua recomendação outperform (desempenho acima da média do mercado) para a holding de investimentos Itaúsa (ITSA4), destacando que a empresa continua a oferecer uma valoração atrativa, com base no novo preço-alvo estabelecido pelo Credit, que foi elevado de R$ 12,30 para R$ 14,50. O preço-alvo corresponde a um potencial de valorização de 22,57% em relação ao fechamento de terça-feira (22).

O banco diz que a empresa pode ser um investimento alternativo atraente para faturar com as boas perspectivas do Itaú Unibanco (ITUB4), sua top pick (escolha favorita) para o setor financeiro no Brasil. O desconto para a controlada Itaú levando em conta o método de valuation da soma das partes (SOTP) está em 26%, enquanto o desconto pelo modelo de desconto de dividendos (DDM) é de 23%, o que consideram expressiva.

O banco elevou a previsão para o lucro líquido recorrente de R$ 7,6 bilhões para R$ 9,3 bilhões em 2021, e de R$ 10,3 bilhões para R$ 10,9 bilhões em 2022.

Os analistas Marcelo Telles e Alonso Garcia apontam que a Itaúsa vem mudando ao longo dos últimos anos e gradativamente reduzindo a exposição ao setor financeiro.

As aquisições em abril da participação na na companhia de saneamento Aegea e no final de 2020 na Copagaz já reduziram a exposição ao setor financeiro de 89% no primeiro trimestre de 2021 para 86%. A aquisição da Aegea foi de R$ 1,3 bilhão e depois contou com R$ 1,2 bilhão adicionais, além dos 49% da Copagaz por R$ 1,23 bilhão.

Os analistas alteraram a metodologia para o valuation das ações e enxergam um nível de risco interessante, além de uma boa alternativa para a exposição ao case de Itaú. O banco deve continuar sendo o maior catalisador de crescimento de lucros da Itaúsa, mas os analistas apontam que as perspectivas tanto para Duratex (DTEX3) quanto para Alpargatas (ALPA4) parecem animadoras.

O nível de dividendos pagos deverá ficar em torno de 85% do que for recebido pelas subsidiárias, com um dividend payout (fração do lucro líquido que uma empresa paga aos seus acionistas em dividendos) variando de 35% a 45% do lucro projetado para o período entre 2021 e 2023.

No cenário mais otimista projetado pelo Credit, a ação da Itaúsa seria valorada em R$ 18 (upside de 52%), com base no retorno sobre o patrimônio líquido (ROE, na sigla em inglês) de 21% para o Itaú Unibanco, e de R$ 10 no pior cenário (queda de 15%), considerando um ROE de 16%.

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As 10 ações preferidas dos investidores na plataforma Fliper

Com o cenário de juros baixos e o Ibovespa renovando suas máximas históricas, muitos investidores reduziram suas alocações em renda fixa para investir em ações, buscando ganhar dinheiro com a valorização dos papéis e também com o recebimento de dividendos.

Mas em quais empresas os brasileiros estão diversificando sua carteira de renda variável?

Um levantamento da Fliper, plataforma de consolidação de investimentos, mostra o ranking das maiores alocações em ações, dentro de mais de R$ 56 bilhões em patrimônio mapeado, no mês de junho.

Ações: ranking Fliper

Ações: ranking Fliper

1º lugar: Itaúsa (ITSA4)

Na liderança ficou a Itaúsa, holding que detém no portfólio o banco Itaú, as empresas Alpargatas, Duratex, NTS, Copagaz e Itautec. Além destas companhias, está em processo para adquirir a Aegea Saneamento.

Fundada em 1966, com a criação do Banco Federal Itaú de Investimentos, ainda não atuava como banco múltiplo. Em seguida, na década de 70, passou a ser acionista de instituições do Itaú.  Depois de alguns anos, deixou de ser uma instituição financeira e passou a controlar as diversas sociedades que possui.

Por ser uma holding consolidada, os acionistas enxergam como uma de suas atratividades a distribuição de proventos.

Ações Itausa

Fonte: itausa.com.br

A ação superou de longe a performance do Ibovespa, desde o seu início na bolsa de valores, como é possível ver no gráfico abaixo, extraído do Comparador de Investimentos do InfoMoney:

Lembrando que ações são ativos de renda variável e rentabilidade passada não é garantia de retornos futuros.

2º lugar: Petrobras (PETR4)

A Petrobras é uma das maiores produtoras de petróleo e gás do mundo. Em 2019, os campos operados pela Companhia produziram 93,64% do petróleo e gás natural do Brasil, conforme dados da ANP.

Ações Petrobras

Fonte: www.petrobras.com.br

Fundada em 1953, pelo governo brasileiro , a companhia também atua nos mercados de refino, transporte e comercialização, possuindo e operando 14 refinarias, incluindo uma unidade de processamento de xisto, responsáveis pela maior parte da capacidade de refino no Brasil, que está concentrada na região Sudeste, onde se encontram os mercados mais populosos e industrializados do país.

Além disso, a Petrobras atua na geração de energia, na atividade de biocombustíveis, petroquímica e nos negócios de distribuição, por meio de participações em algumas empresas.

Abaixo, gráfico de performance de PETR4, desde seu início na bolsa:

3º lugar: Vale (VALE3)

A Vale é uma das maiores produtoras mundiais de minério de ferro e níquel. Também produz pelotas de minério de ferro, minério de manganês, ferroligas, carvão metalúrgico e térmico, cobre, metais do grupo da platina (PGMs), ouro, prata e cobalto.

Fonte: vale.com

A companhia foi fundada pelo governo grasileiro, em 1942, sob a forma de sociedade de economia mista, com o objetivo de explorar, comercializar, transportar e exportar minérios de ferro das minas de Itabira, e explorar o tráfego da Estrada de Ferro Vitória-Minas, que transportava minério de ferro e produtos agropecuários pelo Vale do Rio Doce, na região Sudeste do Brasil, até o porto de Vitória.

Hoje, ela  opera um grande sistema de logística no Brasil e em outras regiões do mundo, incluindo ferrovias, terminais marítimos e portos, que estão integrados às suas operações de mineração, além de possuir um centro de distribuição para o suporte de entrega de minério de ferro ao redor do mundo.

Abaixo, gráfico de performance de VALE3, desde seu início na bolsa:

Ações Vale

Ações Vale

4º lugar: Banco do Brasil (BBAS3)

Fundado em 12 de outubro de 1808, o Banco do Brasil S.A. foi a primeira instituição bancária a operar no país e a primeira empresa a realizar uma oferta pública de ações no mercado de capitais brasileiro. Com sede em Brasília, o Banco do Brasil é um banco múltiplo e tem como acionista controlador o governo grasileiro.

O Banco do Brasil é um dos maiores conglomerados financeiros do país em termos de ativos com mais de 17% de participação de mercado, de acordo com o Banco Central.

Também é o maior banco em gestão de ativos, empréstimos ao agronegócio com participação de mercado de 54%  e crédito consignado com 21% de participação. O Banco possui mais de 70 milhões de clientes e 39 milhões de contas correntes.

Abaixo, gráfico de performance de BBAS3, desde seu início na bolsa:

Ações Bando do Brasil

Ações Bando do Brasil

5º lugar: Via (VVAR3)

A Via, anteriormente chamada de Via Varejo, é líder no varejo de eletroeletrônicos, eletrodomésticos, telefonia e móveis no Brasil. Ela opera por meio da plataforma de venda omnichannel integrada pelas operações de e-commerce com as bandeiras “Casas Bahia”, “Pontofrio”, “Extra.com.br” e a rede de 1.073 lojas das mesmas marcas citadas.

A Companhia é resultado da associação das operações das Casas Bahia e do Pontofrio ocorrida em 2009. A primeira foi fundada em 1952 pelo imigrante polonês Samuel Klein e teve sua primeira loja inaugurada em 1957 e a segunda, por sua vez, foi fundada pelo imigrante romeno Alfredo João Monteverde em 1950.

A empresa possui 26 centros de distribuição e 120 mini hubs, que são lojas que funcionam como centros de envio de mercadorias para clientes. Além disso, dispõe de um super app com conta digital, o banQi, que complementa os serviços financeiros da Via, como as vendas parceladas no crediário.

Abaixo, gráfico de performance de VVAR3, desde seu início na bolsa:

 

6º lugar: Bradesco (BBDC4)

Bradesco é um dos cinco maiores bancos do Brasil, em termos de total de ativos, operações de crédito e volume de depósitos e captações. Oferece produtos e serviços bancários e financeiros, no país e no exterior, para pessoas físicas, empresas e instituições nacionais e internacionais.

Fundado em 1943, consolidou-se por meio de incorporações de várias instituições financeiras, ao longo de sua trajetória. Somente entre 2000 e 2007, foram quase 20 incorporações. Em 2016, a maior delas: aquisição das operações do HSBC Bank no Brasil, por R$ 16 bilhões.

É controlado pela Companhia Cidade de Deus e Fundação Bradesco, o banco tem mais de 71 milhões de clientes, aproximadamente 4,6 mil agências e cerca de 99 mil funcionários.

Abaixo, gráfico de performance de BBDC4, desde seu início na bolsa:

7º lugar: Magazine Luiza (MGLU3)

Conhecida como Magalu, é uma rede varejista de eletrônicos e móveis. Atualmente possui mais de 1000 lojas, presente em 18 estados do país. Seu modelo de negócio é caracterizado como uma plataforma digital com pontos físicos, utilizando as estratégias de omnichannel (multicanal).

Fonte: ri.magazineluiza.com.br

A história da empresa teve início em 1957, quando o casal Luiza Trajano e Pelegrino José Donato fundou o Magazine Luiza em Franca, interior do Estado de São Paulo. Em 1966, a fim de impulsionar o crescimento, ingressou na sociedade o casal Maria Trajano Garcia, irmã de Luiza Trajano, e Wagner Garcia, e a primeira loja foi ampliada.

Além do varejo, a companhia possui um braço financeiro, Luizacred, que é uma das maiores financeiras do Brasil e atua dentro das lojas do Magazine Luiza. Fruto de uma joint venture com o Itaú Unibanco, desde 2001 é um instrumento importante no processo de fidelização da base de clientes, do desempenho das vendas da Companhia e da rentabilidade da Companhia. Ela atua também com consórcios e seguros.

Abaixo, gráfico de performance de MGLU3, desde seu início na bolsa:

8º lugar: Itaú (ITUB4)

Com uma história de 95 anos, o Itaú Unibanco possui quase 100 mil colaboradores e cerca de 4.700 agências. A empresa teve início com a família Moreira Salles, fundada em 1924, que mais tarde se tornou o Unibanco. Em 1943 houve a fundação do Banco Itaú.

É  o maior banco privado da América Latina, atua no segmento bancário, investimentos, seguros, previdência, capitalização e consórcio. A instituição conta com mais de 4 mil agências no Brasil e exterior e é responsável por mais de 50 milhões de contas-correntes.

No varejo, o Itaú Unibanco registra mais de 51 milhões de clientes. Entre as principais atividades neste setor, destaca-se a área de veículos. No atacado, o banco se destaca na área de gestão de recursos, que no total, possui sob sua administração mais de R$ 1 trilhão em ativos.

Abaixo, gráfico de performance de ITUB4, desde seu início na bolsa:

9º lugar: Weg (WEGE3)

A WEG iniciou suas atividades em 1961, na cidade de Jaraguá do Sul, Santa Catarina, fabricando motores elétricos.  Atualmente  WEG é a maior fabricante de equipamentos eletroeletrônicos de uso industrial da América Latina.

fonte: ri.weg.net

Produzindo inicialmente motores elétricos, a WEG começou a ampliar suas atividades a partir da década de 80, com a produção de máquinas elétricas, componentes eletroeletrônicos, produtos para automação industrial, transformadores de força e distribuição, tintas líquidas e em pó e vernizes eletroisolantes.

Além disso, atua dentro e fora do Brasil, sendo que hoje quase 60% das receitas vêm de fora, seja via exportação ou produção em outros países.

Abaixo, gráfico de performance de WEGE3, desde seu início na bolsa:

10º lugar: Taesa (TAEE11)

A companhia foi constituída em 23 de janeiro de 2006 sob a designação de Donnery Holdings S.A. Atualmente a Taesa é um dos maiores grupos privados de transmissão de energia elétrica no Brasil, com 9.868km de linhas de transmissão em operação e oito projetos em desenvolvimento.

Ela atua em 17 Estados do Brasil, além do Distrito Federal, operando linhas de transmissão que conectam instalações geradoras até centros de distribuição com 909 subestações e 36 concessões.

É conhecida por ser uma das empresas que mais pagam dividendos. Abaixo, gráfico de performance de TAEE11, desde seu início na bolsa:

Lembramos que as informações contidas neste levantamento são apenas de cunho informativo e não se tratam de recomendações de investimentos.

Como analisar e organizar sua carteira de investimentos?

Agora que você conheceu as ações preferidas dos investidores, lembramos que a diversificação dos recursos em diferentes classes de ativos e instituições financeiras pode dificultar o acompanhamento e controle do patrimônio.

Entrar no site de cada casa para buscar os informes de IR e classificar seus investimentos em uma planilha de excel pode dar trabalho e tomar muito tempo.

Visando solucionar este problema, a Fliper é uma plataforma (aplicativo e web) gratuita que consolida todos os seus investimentos de bancos, corretoras e FGTS, de forma automática, e ainda envia todos os informes de IR das contas conectadas de uma só vez!

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Carteira gráfica da XP sobe 1,9% e analista não faz nenhuma troca para esta semana

*Matéria atualizada às 13h30 (horário de Brasília) para acréscimo de informações. 

SÃO PAULO – A XP divulgou a “Top Picks”, sua carteira semanal de análise gráfica, para o período de 4 a 11 de junho. Para esta semana não houve nenhuma troca no portfolio.

Segundo Gilberto Coelho, o Giba, analista técnico responsável pela carteira, as ações da Itaúsa continuam na carteira por seguirem em tendência de alta com projeções de avanço até os R$ 11,30 ou R$ 12,70. Os suportes para colocar stop loss estão nos patamares de R$ 10,47 e R$ 9,88.

No caso dos papéis da B3, a manutenção acontece por terem batido no suporte dos R$ 16,30 a R$ 16,80, o que traz expectativas de repique até R$ 18,40 ou R$ 20,00.

Usiminas, por sua vez, fica por testar a retração de Fibonacci perto dos R$ 19,00, o que sugere recuperação na direção dos R$ 21,00 ou R$ 24,30.

Já Randon está em tendência de alta projetando altas até R$ 16,70 ou R$ 17,80. Os suportes estão em R$ 14,20 e R$ 13,50.

Por fim, a Magazine Luiza foi mantida por marcar um fundo com o IFR (Índice de Força Relativa) mostrando papel sobrevendido e um padrão de candles que favorece altas. Se respeitar o suporte de R$ 18,25, Giba entende que o caminho fica aberto para ganhos até os níveis de R$ 21,00 ou R$ 22,50.

Divulgada semanalmente, a carteira Top Picks XP é composta por cinco ativos, tendo cada um peso de 20%. A seleção busca retorno a curto prazo, alinhando fluxo e movimentação das ações ao cenário político e macroeconômico.

Giba calcula a rentabilidade da carteira entrando nas ações no leilão das sextas-feiras. O objetivo é de que a média do retorno dos ativos supere o Ibovespa ao fim da semana.

Desempenho

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Na semana passada, a carteira Top Picks subiu 1,89% (segundo cotação de fechamento da sexta-feira passada), enquanto o Ibovespa teve uma valorização de 3,3%.

A maior alta no portfolio foi das ações da Itaúsa (ITSA4), que se valorizaram em 9,17%.

Também na ponta positiva, Magazine Luiza (MGLU3) subiu 2,96% e Randon (RAPT4) avançou 1,47%.

Do outro lado, as ações com desempenho negativo foram Usiminas (USIM5) e B3 (B3SA3), que recuaram 2,81% e 1,37% respectivamente.

No ano de 2021, a Top Picks sobe 18,41% ao mesmo tempo em que o benchmark da B3 tem alta de 10,06%.

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Confira, abaixo, as recomendações para esta semana:

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Renúncia de conselheiro da Petrobras efetivada, JBS alvo de ataque cibernético, investimento de R$ 1,2 bi da Itaúsa na Aegea e mais

SÃO PAULO – O noticiário corporativo desta terça-feira (1) tem como destaque a notícia de que a Itaúsa fará investimento adicional de R$ 1,2 bilhão na companhia de saneamento Aegea, o noticiário de Petrobras após ser efetivada a renúncia do conselheiro de administração Marcelo Gasparino da Silva; a companhia também comunicou que concluiu ontem a venda da totalidade de sua participação de 51% no capital da sociedade Eólica Mangue Seco 2 para a Mangue Seco Participações S.A.

Já a companhia de alimentos JBS foi alvo, no último domingo, de um ataque cibernético organizado que afetou servidores que dão suporte a seus sistemas de TI na América do Norte e na Austrália, informou a companhia. Confira mais destaques:

Vale (VALE3) e minério 

Os futuros de referência do minério de ferro na China saltaram mais de 7% nesta terça-feira, na terceira sessão consecutiva de rali, impulsionados por notícias de que o pólo siderúrgico de Tangshan planeja aliviar exigências de cortes de produção em usinas.

O governo de Tangshan realizou um debate na segunda-feira, avaliando reduzir os níveis de restrição à produção de algumas usinas que terminaram modernizações para reduzir emissões, segundo o estatal Securities Times, que citou notícias na mídia.

O contrato mais negociado do minério de ferro na bolsa de commodities de Dalian DCIOcv1, para entrega em setembro, saltou 7,3%, para 1.170 iuanes (US$ 183,53) por tonelada.

A Itaúsa, holding dona do Itaú Unibanco (ITUB4), informou na segunda-feira que fará um investimento adicional de R$ 1,2 bilhão na companhia de saneamento Aegea. A Itaúsa explicou que operação foi acordada com os demais acionistas da Aegea e será feita por meio de um aporte de capital com emissão de ações preferenciais classe D da Aegea, conversíveis em ações ordinárias, e aporte de capital com emissão de ações preferenciais classe A com direito a voto em sociedades de propósito específico (SPEs).

Os aumentos de capital vêm após o consórcio com a Aegea, ter vencido o leilão para concessão dos Blocos 1 e 4 da companhia de saneamento fluminense Cedae, no fim de abril. Com o novo investimento, a Itaúsa passará a deter 10,2% do capital votante da Aegea, sendo 34,57% das ações preferenciais classe D e 5,54% das ações preferenciais classe A das SPEs.

A Petrobras informou na véspera que foi efetivada a renúncia do conselheiro de administração Marcelo Gasparino da Silva, que havia sido eleito por meio de processo de voto múltiplo em assembleia de acionistas ocorrida em 12 de abril. A renúncia de Gasparino, representante de minoritários, foi inicialmente comunicada apenas quatro dias após a assembleia, depois de o conselheiro afirmar que renunciaria para provocar nova eleição do colegiado, alegando problemas nos procedimentos da assembleia que o elegeu.

A companhia também comunicou que concluiu ontem a venda da totalidade de sua participação de 51% no capital da sociedade Eólica Mangue Seco 2 para a Mangue Seco Participações S.A., investida do FIP Pirineus, atual sócio com 49% de participação acionária. A operação foi concluída com o pagamento nesta data de R$ 34,2 milhões para a Petrobras, já com os ajustes previstos no contrato de compra e venda de ações.

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Segundo o fato relevante da companhia, a operação está alinhada à estratégia de otimização de portfólio e à melhoria de alocação do capital da companhia, visando à maximização de valor para os seus acionistas.

Além disso, a Petrobras obteve licença do órgão ambiental federal Ibama para a instalação da segunda plataforma definitiva do campo de Mero, no pré-sal da Bacia de Santos, e para seu sistema de coleta e escoamento associado, de acordo com publicação no Diário Oficial da União de segunda. A licença tem validade até 12 de maio de 2025. A plataforma Mero 2, chamada de FPSO Sepetiba, está prevista para entrar em operação em 2023, de acordo com o plano de negócios da empresa.

Raízen e Cosan (CSAN3)

A empresa brasileira de energia Raízen pretende entrar nos próximos dias com pedido para realização de uma oferta inicial pública de ações (IPO, na sigla em inglês), disse a companhia em fato relevante na noite de segunda-feira.

Joint venture entre o grupo brasileiro de infraestrutura Cosan e a petroleira anglo-holandesa Shell, a Raízen disse ainda que decidiu descontinuar projeções financeiras para alinhar sua política de divulgações a procedimentos adotados por seus auditores e consultores na preparação para o IPO.

A Raízen informou que “possui a intenção de protocolar perante a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), nos próximos dias”, o pedido de registro do IPO da Raízen Combustíveis, com listagem de ações preferenciais no Nível 2 da bolsa B3.

A maior processadora de frango do Brasil, BRF, disse que as carnes cultivadas que estão em desenvolvimento em parceria com uma empresa israelense podem estar disponíveis comercialmente em 2023 ou 2024, de acordo com o CEO da companhia, Lorival Luz. A carne cultivada é produzida in vitro usando células animais ao invés do abate. O método é sustentável, utiliza menos água por exemplo, disse o executivo durante um painel de alimentos sustentáveis realizado na última segunda-feira.

A companhia de alimentos JBS foi alvo, no último domingo, de um ataque cibernético organizado que afetou servidores que dão suporte a seus sistemas de TI na América do Norte e na Austrália, informou a companhia na segunda-feira, admitindo a possibilidade de atrasos em algumas transações devido ao incidente.

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Segundo comunicado publicado pela JBS, foram tomadas ações imediatas após o ataque, com a suspensão de todos os sistemas afetados, a notificação de autoridades e a ativação da rede global de profissionais de TI da companhia, além de especialistas externos, para resolução do problema. A empresa disse que seus servidores de “backup” não foram afetados pelo incidente, acrescentando que trabalha para restaurar os sistemas o mais rápido possível.

Ultrapar (UGPA3

Com a disputa afunilada entre o fundo de private equity (que compra participação de empresas) Advent, a fabricante norte-americana de produtos químicos Stepan e a tailandesa Indorama, a venda da química Oxiteno pelo Grupo Ultra deve ser concluída até o fim de junho, apurou o Estadão. A transação, que ajudará a dona da rede de postos Ipiranga a concentrar seus negócios no mercado de óleo e gás, injetará em seu caixa cerca de US$ 1,5 bilhão.

O Ultra colocou à venda no fim do ano passado tanto a Oxiteno quanto a sua rede de farmácias Extrafarma, vendida há poucas semanas para a Pague Menos (PGMN3), por R$ 700 milhões. No caso da Oxiteno, o Bank of America foi contratado pela companhia para conduzir a operação. Na última sexta-feira, ocorreu a entrega das propostas firmes de compra pelo ativo, disse uma fonte próxima à operação.

A Oxiteno produz defensivos agrícolas e matérias-primas usadas para a fabricação de detergentes, por exemplo. Concentra 11 unidades industriais no Brasil, nos Estados Unidos, no México e no Uruguai, 5 centros de pesquisa e desenvolvimento e 8 escritórios comerciais nas Américas, na Europa e na Ásia.

O Grupo Ultra, segundo fontes, pretende seguir nos negócios onde encontra sinergia, relacionados ao mercado de óleo e gás, incluindo nesse bloco os postos Ipiranga, a Ultragaz e a Ultracargo. Um dos focos do grupo é investir em refino; a companhia está na disputa pelo controle das refinarias colocadas à venda pela Petrobrás.

Procuradas, as partes envolvidas na disputa pela Oxiteno não comentaram.

BB Seguridade (BBSE3)

Segundo informações do Valor Econômico, o presidente da BB Seguridade, Marcio Hamilton, deve deixar o comando da empresa para Amauri Vasconcelos, ex-diretor-superintendente do fundo de pensão da antiga Nossa Caixa. Segundo a publicação, o nome de Vasconcelos já está sendo analisado pela Casa Civil.

O Itaú BBA retomou a cobertura da Totvs com uma avaliação outperform e um preço-alvo para 2021 de R$ 43,4 por ação. A empresa é uma de suas “top picks” (escolhas favoritas) no setor de tecnologia.

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A XP elevou o preço-alvo para as ações da Ambev de R$ 17,15 para R$ 20, reiterando recomendação de compra para os ativos.

“Seguimos otimistas com a capacidade da empresa de capturar mais valor por meio de inovação tecnológica (Zé Delivery e BEES) e mix de portfólio (lançamentos de novos produtos e via marcas consagradas no exterior), apesar do processo lento de reabertura de bares e restaurantes e constante pressão cambial e dos preços altos das commodities”, afirmam os analistas.

O Bradesco BBI avaliou que as ações da Natura estão sendo negociadas a preços excessivamente descontados. A empresa continua como uma de suas “top picks” (ações favoritas) devido à performance forte das marcas Natura e TBS, a marca global de alto crescimento Aesop, otimismo quanto à Avon e valoração atraente, com taxa anual de crescimento composta (CAGR, na sigla em inglês) do Ebitda em 15%, com possibilidade de crescimento na China e no resto da Ásia.

O banco afirma que há uma forte argumentação a favor da valorização dos papéis da Natura, apesar do fato de que são vistos como caros. Os analistas avaliam que alguns investidores possam não estar convencidos sobre a possibilidade de melhorar o desempenho da Avon, mas que os primeiros sinais têm sido positivos e que devem impulsionar os papéis.

A empresa se saiu bem na pandemia, com desempenho acima da média do mercado. O banco acredita que o modelo de vendas diretas, com presença digital e vendas em redes sociais no Brasil e em mercados como Reino Unido e Austrália se tornou mais relevante. Para 2022, o Bradesco BBI espera vendas robustas.

Assim, o banco mantém recomendação outperform (perspectiva de valorização acima da média do mercado) e preço-alvo para 2021 em R$ 65, alta de 26% frente o fechamento de segunda.

De acordo com notícias da Exame, a Vivara está próxima de selar sua primeira grande transação de M&A em uma fusão com uma das mais tradicionais joalherias do país, a H.Stern, fundada em 1945, no Rio de Janeiro, por Hans Stern.

A XP aponta que, se confirmado, “veríamos o movimento como positivo pois reforçaria nossa tese de consolidação, enquanto removeria um importante competidor do setor”. Os analistas mantêm recomendação de compra para VIVA3 e preço alvo de R$ 33,0 por ação.

Ontem, a LOG CP anunciou a venda do galpão BTS Extrema com uma área bruta locável de aproximadamente 77 mil m² para o fundo imobiliário BLMG11 (gerido pela BlueMacaw) pelo montante total de R$273 milhões (ou R$3.547/m²), implicando em uma sólida margem bruta de 44%. O pagamento será realizado em duas parcelas: i) R$192 milhões já pago; ii) R$81 milhões a ser pago nos próximos cinco meses, mediante a conclusão das obras;

“Apesar de vermos a venda como positiva e em linha com a estratégia do fundo de desenvolver e depois reciclar o portfólio como forma de financiar o robusto plano de crescimento (“Todos por 1.4”), mantemos nossa visão mais conservadora com a ação dado o valuation e continuamos com recomendação neutra e preço-alvo de R$ 40,40 por ação”, afirmam os analistas da XP.

O Itaú BBA também aponta a notícia como positiva porque reforça a perspectiva de valorização a partir da estratégia de reciclagem de portfólio da empresa, dada a margem de 44% da transação. O banco afirmou que a estratégia de reciclagem da LOG CP é positiva, e disse acreditar que a transação impulsionará os papéis da empresa.

Já segundo o BBI, outro ponto importante do negócio é o fato de que a empresa vendeu o projeto a uma outra empresa e não ao seu próprio fundo de investimento, o que fortalece a liquidez do mercado para esse tipo de ativo. O banco reafirma sua recomendação outperform para a LOG, com preço-alvo em 2021 em R$ 42.

Mercado Libre (MELI34)

O Morgan Stanley realizou uma reunião virtual com o presidente do MercadoLibre Fintech, Osvaldo Gimenez, em que discutiu tendências em relação crédito, pagamentos e carteira móvel. O banco afirmou que enxerga espaço aberto para as operações Mercado Pago e Mercado Crédito do Mercado Livre, com vantagens para a escala latino-americana dos negócios, links entre e-commerce e marketplace e dados de consumo e vendas.

O banco disse que o Mercado Livre vê espaço para ampliar o número de clientes que usam o Mercado Crédito, com destaque para compradores. Parte da estratégia gira em torno de melhorar os dados de apoio a decisões de empréstimo.

No Mercado Livre, todos os produtos de crédito foram lucrativos no primeiro trimestre, com exceção do crédito ao consumidor no Brasil, em grande medida devido a uma avaliação equivocada sobre o crédito ao consumidor no Brasil com o fim do auxílio emergencial.

No Brasil, períodos entremeados por auxílio e lockdowns sem auxílio contribuem para um comportamento de altos e baixos dos indicadores. Mas o engajamento na carteira móvel continua a crescer. O Mercado Livre afirma que houve um impulso no terceiro trimestre com verbas do auxílio. Para atrair usuários à carteira móvel, o Mercado Livre emprega tanto métodos tradicionais de propaganda quanto links com o marketplace, com medidas de fidelidade, como pontos e descontos direcionados para usuários que utilizam determinadas funções.

O banco mantém recomendação overweight para a ação do Mercado Livre negociada na Nasdaq, com preço-alvo de US$ 2.260 para os papéis MELI, ante o fechamento de US$ 1.368,67 na sexta.

O Bradesco BBI fez reunião com executivos da B3. O banco diz que o mercado evoluiu nos últimos anos, e que a B3 reconhece que discussões mais atualizadas são necessárias. Há discussões sobre blocos maiores de negociações, e não há definições sobre o tamanho do bloco.

Os gestores disseram acreditar que há espaço para atualizar as regulações atuais, mas reforçaram que essa atualização não deve prejudicar a formação de preços.

Os gestores avaliaram que corretoras e plataformas de investimento têm sido centrais no processo de propagação de informações financeiras, e de promoção do crescimento do mercado avulso de investimentos. Investidores avulsos continuam a corresponder a uma parcela significativa não só do mercado secundário, mas também do primário.
O tíquete médio deverá continuar a recuar em relação a novos clientes do varejo marginal, mas a tendência de que mais clientes do varejo migrem para equities continua.

A gestão não acredita que a alta dos juros reverterá a tendência observada nos últimos dois ou três anos, por acreditar que o crescimento é estrutural, e não causado pela redução recente dos juros.

Lojas Americanas (LAME4)

Segundo informações do Estadão, o serviço de retirada no mesmo dia teve aumento de 363% na Lojas Americanas no primeiro trimestre de 2021, em comparação com o mesmo período do ano passado. A opção permite que o cliente compre do sortimento das mais de 1.700 lojas físicas da Americanas pelo app ou site e retire na unidade de sua preferência no mesmo dia, sem custo de frete. A iniciativa registrou 1,4 milhão de pedidos no período, sendo 55% alavancado pela Páscoa.

(com Reuters e Estadão Conteúdo)

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Carteira gráfica da XP sobe 0,6% e analista troca 3 ações; veja as mudanças

SÃO PAULO – A XP divulgou a “Top Picks”, sua carteira semanal de análise gráfica, para o período de 28 de maio a 4 de junho. Para esta semana houve três trocas no portfolio.

Saíram as ações de Duratex (DTEX3), Bradesco (BBDC4) e Gol (GOLL4) para a entrada de Usiminas (USIM5), B3 (B3SA3) e Magazine Luiza (MGLU3).

Segundo Gilberto Coelho, o Giba, analista técnico responsável pela carteira, as ações da Usiminas entram por estarem fazendo um teste da retração de Fibonacci perto dos R$ 19,00, o que sugere recuperação na direção dos R$ 21,00 ou R$ 24,30.

Já B3 passa a fazer parte do portfolio por ter batido no suporte dos R$ 16,30 a R$ 16,80, o que traz expectativas de repique até R$ 18,40 ou R$ 20,00.

Por fim, a Magazine Luiza foi incluída por marcar um fundo com o IFR (Índice de Força Relativa) mostrando papel sobrevendido e um padrão de candles que favorece altas. Se respeitar o suporte de R$ 18,25, Giba entende que o caminho fica aberto para ganhos até os níveis de R$ 21,00 ou R$ 22,50.

Divulgada semanalmente, a carteira Top Picks XP é composta por cinco ativos, tendo cada um peso de 20%. A seleção busca retorno a curto prazo, alinhando fluxo e movimentação das ações ao cenário político e macroeconômico.

Giba calcula a rentabilidade da carteira entrando nas ações no leilão das sextas-feiras. O objetivo é de que a média do retorno dos ativos supere o Ibovespa ao fim da semana.

Desempenho

Na semana passada, a carteira Top Picks subiu 0,6% (segundo cotação de fechamento da sexta-feira passada), enquanto o Ibovespa teve uma valorização de 2,42%.

A maior alta no portfolio foi das ações da Gol, que se valorizaram em 4,36%, seguidas de perto por Bradesco, que subiu 3,27%.

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Também na ponta positiva, Randon (RAPT4) avançou 1,29% e Itaúsa (ITSA4) teve alta de 1,21%.

Do outro lado, a única ação com desempenho negativo foi Duratex, que afundou 7,1% no período.

No ano de 2021, a Top Picks sobe 16,21% ao mesmo tempo em que o benchmark da B3 tem alta de 6,54%.

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Confira, abaixo, as recomendações para esta semana:

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Conselho de Administração da Itaúsa aprova andamento da incorporação da XPart pela XP

(XP/Divulgação)

SÃO PAULO – O Conselho de Administração da Itaúsa (ITSA4), holding que contra o Itaú Unibanco (ITUB4 aprovou a assinatura do acordo de segregação acionária do Itaú na XP o que, na prática, representa mais um passo para a saída do banco da companhia.

A operação, para que seja concluída, estará sujeita a algumas condições, entre elas, à sua aprovação pelas assembleias gerais da XPart (empresa que vai herdar a fatia do Itaú) e da XP a serem oportunamente convocadas para serem realizadas por volta da metade do segundo semestre de 2021.

Segundo informou a Itaúsa em comunicado ao mercado, tal segregação de ativos ainda está condicionada à obtenção de manifestação favorável do Federal Reserve Board e também precisa de aprovação do Banco Central do Brasil.

O Itaú comprou uma participação de 49,9% da XP em maio de 2017 por R$ 6,3 bilhões, reduzindo sua participação para 46,05% após a abertura de capital da XP na Nasdaq. Em dezembro de 2020, o banco vendeu uma fatia de 5% na companhia.

Agora, essa fatia restante de 41,5% será incorporada na XP Part; assim, os atuais acionistas do Itaú vão receber os ativos desta empresa de forma proporcional às suas participações no banco.  Posteriormente, haverá a extinção da XP Part, que terá seu capital convertido em ações da XP.

Assim, caso a incorporação da XPart pela XP seja aprovada nas assembleias gerais, os acionistas do Itaú Unibanco receberão: (a) no caso dos acionistas controladores do Itaú Unibanco e dos titulares de American Depositary Receipts (ADRs), ações Classe A de emissão da XP, e (b) no caso dos demais acionistas, Brazilian Depositary Receipts (BDRs) patrocinados Nível I, em substituição aos valores mobiliários da XPart, que não se tornará uma empresa listada em bolsa uma vez que será extinta com sua incorporação pela XP.

“Os demais desdobramentos da Incorporação da XPart pela XP serão informados ao mercado e aos investidores oportunamente”, informou a Itaúsa.

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