Investidores estão tirando dinheiro de Bitcoin para comprar ouro, aponta análise

(Unsplash)

Alguns investidores consideram o bitcoin um ativo semelhante ao ouro, uma reserva de valor que se manterá em tempos de inflação e impressão de dinheiro pelos bancos centrais. O argumento convenceu grandes administradores de fundos de hedge, como Stanley Druckenmiller, a aderirem à criptomoeda, e ajudou a elevar o preço para mais de US$ 60 mil no mês passado.

Embora Druckenmiller e outros digam que o bitcoin não pode substituir totalmente o ouro, alguns analistas descobriram que ele tem roubado o espaço do metal. Mas a maré pode estar mudando, pelo menos no curto prazo. Investidores têm retirado dinheiro de futuros e fundos de bitcoin e colocado mais em ouro, de acordo com uma análise do estrategista da J.P. Morgan Nikolaos Panigirtzoglou. É uma mudança em relação aos dois trimestres anteriores, escreveu ele.

O fluxo de quatro semanas de dinheiro institucional para os fundos do bitcoin ficou negativo pela primeira vez no final de abril, logo depois que o ativo atingiu seu novo recorde de US$ 64 mil. Não está imediatamente claro por que as instituições estão começando a retirar dinheiro, mas claramente houve uma corrida para as saídas no mês passado.

“Talvez os investidores institucionais estejam fugindo ao verem seu fim de tendência de alta de dois trimestres anterior e, assim, buscar a estabilidade do ouro tradicional longe da rápida redução do câmbio digital”, escreveu Panigirtzoglou. “Ou talvez vejam o preço atual do bitcoin como muito alto em relação ao ouro e, portanto, façam o oposto do que fizeram nos dois trimestres anteriores”, ou seja, vender a criptomoeda para comprar o metal”.

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O bitcoin caiu para seu nível mais baixo desde fevereiro hoje, atingindo uma mínima de US$ 36.219, queda de 44% em relação a uma alta de todos os tempos de US$ 64.829 no mês passado.

O mercado vem caindo desde que Elon Musk começou a questionar os impactos ambientais negativos do bitcoin, há cerca de uma semana. Um catalisador mais recente pode ter sido a decisão da China de reiterar sua proibição de instituições financeiras facilitarem transações criptográficas.

Fonte: Dow Jones Newswires

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Veteranos de Wall Street estão divididos sobre riscos de bolhas

Bolsa, NYSE, Wall Street (Spencer Platt/Getty Images)

(Bloomberg) — O Federal Reserve pode estar preocupado com a euforia especulativa em torno das criptomoedas, empresas de cheque em branco e ações meme, mas muitos em Wall Street veem riscos de bolha cada vez maiores em todos os ativos sistemicamente importantes.

Títulos europeus, Treasuries, dívida de alto rendimento e ações de tecnologia são negociados perto dos maiores preços em décadas, mesmo com a ameaça de que o bicho-papão da inflação finalmente evapore os ganhos.

Participantes do mercado como Goldman Sachs e BlackRock estão divididos sobre se isso constitui um rali insustentável. Para Dan Fuss, o lendário vice-presidente da Loomis Sayles, de 87 anos, parece que sim, devido à liquidez sem precedentes que agora deve ser reduzida com as boas notícias econômicas.

Kathy Jones, da Charles Schwab, recomenda que os clientes tenham cuidado com a “maluquice” dos títulos de dívida de alto risco. E Bob Michele, da JPMorgan Asset Management, diz que as autoridades do Fed deveriam discutir a redução das compras de ativos a tempo, antes da formação de bolhas.

Outros são mais otimistas e apostam que a reabertura econômica e o ciclo de realavancagem abrirão caminho para mais ganhos.

As entrevistas foram editadas.

Dan Fuss, vice-presidente do conselho, Loomis Sayles

“Estamos em território de ‘bolha’. É principalmente uma bolha de liquidez, combinada com a distorção resultante dos valores. Ações com alta relação preço/lucro, títulos de crédito marginais e veículos agrupados são os mais vulneráveis. Nas décadas de 1960 e 1970, tive a sorte de detectar a pequena bolha de valores de small caps e a bolha de ações de crescimento. A semelhança entre aquela época e agora é o valuation. Esta é uma bolha de liquidez única em minha experiência. Quando os preços caem um pouco, pode haver, como ocorreu em março passado, uma queda maior da liquidez, gerando mais vendas. Isso pode desestabilizar o mercado mais amplo.”

Kathy Jones, estrategista-chefe de renda fixa, Charles Schwab

“Estamos alertando as pessoas para não exagerar. Estamos dizendo que tudo bem manter dívida de alto rendimento, mas sem uma posição concentrada na ponta final e perceber que isso pode mudar muito rápido. É quando a diversificação realmente ajuda, quando as coisas estão meio malucas como agora, e você não sabe quando a maluquice vai acabar.”

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Elga Bartsch, chefe de pesquisa macro, BlackRock

“Os mercados não estão em território de bolha, mas sim em um terreno atípico, pois estamos em um reinício econômico, não em uma recuperação regular do ciclo de negócios. Para que o Fed atue mais rápido do que o indicado pelos preços de mercado, precisaria basicamente abandonar sua nova estrutura de política, que adotou apenas em agosto passado. Consideramos isso improvável e vemos um aumento dos juros mais tarde do que o mercado. Uma pré-condição para o surgimento de bolhas é o acúmulo de desequilíbrios financeiros. Antes da Covid-19, havia poucos indícios de tais desequilíbrios. Desde então, os balanços do setor privado ficaram mais fortes, não mais fracos.”

Peter Oppenheimer, estrategista-chefe de ações globais, Goldman Sachs

“Existem focos de otimismo exagerado e valuations excessivos das ações. Mas o principal é se isso é amplo o suficiente em sua manifestação para se tornar sistematicamente arriscado. Eu diria que ainda não há uma forte evidência disso. Podemos ter múltiplos altos, mas não são tão altos quando você considera onde estão as taxas de juros. Não temos grande alavancagem no setor privado. Descobrimos que a alavancagem do setor privado é um fator muito comum de bolhas financeiras. As famílias têm poupanças muito fortes e não têm níveis elevados de alavancagem. Isso também é válido para os bancos. Esperamos que o crescimento global acelere bastante e de forma sincronizada. Estamos com recomendação acima da média em ações e commodities e abaixo da média em títulos.”

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J.P.Morgan corta recomendação para títulos de dívida da Petrobras

baixa gráfico índice (Getty Images)

SÃO PAULO – Diante de um cenário incerto com o aumento dos riscos de interferência do governo Jair Bolsonaro em companhias estatais, o J.P.Morgan divulgou relatório nesta segunda-feira (22) em que rebaixou a recomendação aos papéis de renda fixa da Petrobras negociados no exterior (bonds) de “overweight” (acima da média do mercado, equivalente à compra) para “neutro” (manutenção).

No documento, a analista Barbara Halberstadt, que assina o relatório, conta que, assim como a maior parte do mercado, ficou surpresa com a nomeação do novo CEO da Petrobras, e que vê a interferência do governo como negativa para o risco de crédito dos papéis da empresa.

Embora o presidente Bolsonaro tenha manifestado insatisfação com os recentes aumentos nos preços da gasolina e do diesel, o relatório aponta que a expectativa no banco era de que o governo não faria intervenções diretas na composição da diretoria da empresa, tendo em vista a defesa da pauta liberal da atual equipe econômica que o aconselha.

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O relatório diz ainda que, após a redução da percepção de risco de interferência política nos últimos anos, especialmente relacionada ao controle de preços, as sinalizações recentes do presidente da República trazem de volta o medo de ingerência na política comercial da empresa.

“No passado, o controle de preços levou a Petrobras a incorrer em perdas significativas, e, consequentemente, a deterioração importante de sua saúde financeira”, escreve a analista do banco.

Ainda tem mais

Segundo a especialista do J,P. Morgan, apesar dos spreads baixos frente aos papéis do governo federal, os rendimentos dos títulos da Petrobras eram atrativos em termos nominais, principalmente quando comparados com outros de classificação “BB” na região da América Latina. Isso até o recente evento envolvendo a companhia.

Agora, a avaliação é de que é necessário exigir um prêmio maior em relação ao título soberano, ao menos até que haja mais clareza sobre a estratégia de negócios da estatal.

“Ainda estamos confortáveis em manter os bonds [da Petrobras], dado o tamanho da empresa, sua posição de liquidez e o sólido balanço e esperamos geração de caixa positiva neste ano, mas acreditamos que os preços ainda não precificam totalmente o aumento de risco de interferência do governo e a incerteza sobre a continuidade da estratégia de negócio”, escreve Barbara no relatório, em que diz ainda que possíveis mudanças no plano de venda de ativos também seriam negativas, com impacto negativo para a redução da alavancagem.

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Mercado ainda não vê risco de inflação sair do controle nos EUA, aponta JPMorgan

(Shutterstock)

(Bloomberg) — A correlação entre ações e títulos é o “indicador mais importante” nos mercados globais no momento e mostra que investidores ainda não veem risco de a inflação sair do controle, de acordo com estrategistas do JPMorgan Chase.

O fato de que as correlações de curto prazo entre os dois ativos não subiram, mesmo com o aumento das expectativas de inflação, sugere que operadores ainda não estão preocupados com o impacto negativo da alta dos preços, segundo relatório de Mixo Das e equipe divulgado na segunda-feira.

Uma medida de alta frequência da correlação de 72 horas entre os futuros do S&P 500 e os equivalentes dos títulos do Tesouro de 10 anos dos EUA ficou em 0,35 negativo na segunda-feira em relação a -0,57 no final de janeiro, segundo cálculos da Bloomberg.

“Uma correlação alta/positiva mostra que os mercados são movidos por preocupações com a inflação ou mudanças na reação das políticas”, escreveu Das em comentários por e-mail. “Por exemplo, se a inflação estivesse alta e subindo, os rendimentos dos títulos aumentariam e as ações cairiam com expectativas de políticas mais apertadas.”

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A inflação dos EUA indicada pelo mercado de títulos se acelerou no ritmo mais rápido desde 2014, enquanto o petróleo sobe com maiores expectativas de recuperação econômica.

O S&P 500 acumula alta acima de 3% no ano e fechou em nível recorde na sexta-feira, com o retorno da aposta de reflação por investidores. O rendimento de referência dos Treasuries subiu cerca de 27 pontos-base, para pouco menos de 1,20%.

Uma alta correlação entre ações e títulos significa que os últimos já não funcionam como proteção para as oscilações das ações, o que poderia afetar as alocações dos portfólios, disse Das. Isso também significa que a volatilidade da carteira de ativos cruzados está aumentando. Com isso, portfólios com foco em volatilidade reduziriam a alavancagem, explicou.

“Se a correlação se mantiver positiva, será bastante negativa para os mercados”, escreveu Das. “Muito mais para os títulos, mas também para as ações, já que os níveis de alavancagem precisarão cair.”

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Exército do Reddit não estimulará uma grande queda, diz JPMorgan

(Bloomberg) — A batalha entre os operadores de varejo e os fundos de hedge não deve causar um grande revés para os mercados, de acordo com o JPMorgan Chase & Co.

Grandes perdas geralmente ocorrem quando há uma perspectiva pior de crescimento, bem como sinais de sobrevalorização acima da razão preço-lucro e de spreads de crédito, escreveram os estrategistas do JPMorgan Chase & Co., liderados por John Normand, em nota na sexta-feira. Poucos mercados mostram sinais de impulso extraordinário de preço ou alavancagem excessiva do investidor, disse o banco.

“O conflito varejo versus fundo de hedge que se desdobra atualmente deve ser muito menos grave do que as quedas de cerca de 10% que vêm ocorrendo quase anualmente nas últimas duas décadas”, escreveu Normand. Segundo ele, o rastreador de bolhas do banco com base nos preços, avaliações e alavancagem do investidor não está “piscando em vermelho”, apesar da cautela em termos de segurança.

Os investidores inspirados por discussões no grupo r/wallstreetbets do Reddit acumularam ações como as da GameStop Corp. para pressionar as posições vendidas dos fundos de hedge. A volatilidade enervou os investidores na semana passada, mas as bolsas globais se recuperam nesta segunda-feira, com algumas dessas preocupações perdendo força.

“Ninguém deve descartar a combinação de aplicações descentralizadas com a crescente influência do varejo para os mercados”, disse Normand. Mas parece um exagero pensar que este problema é a picada que esvaziará uma série de bolhas infladas pelos programas de flexibilização quantitativa, segundo ele.

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Após lucro 30% menor em 2020, bancos dos EUA devem manter ganhos com negociações em 2021

(Bloomberg) — A maior receita com negociações de Wall Street em uma década provavelmente não foi suficiente para evitar a queda de 30% do lucro dos maiores bancos no ano passado, quando a pandemia abalou a economia. Mas, e se a parte boa continuasse, e a ruim não?

Esse é o cenário que analistas estudam quando os cinco gigantes do setor nos EUA – JPMorgan Chase, Bank of America, Citigroup, Goldman Sachs e Morgan Stanley – se preparam para divulgar resultados trimestrais a partir de sexta-feira. Investidores estarão atentos a sinais de que a atividade de trading manterá o ritmo, mas com menos problemas em outras divisões.

No total, o grupo provavelmente gerou US$ 104 bilhões com negociações enquanto enfrentava choques que aumentaram despesas, minaram empréstimos e levaram bancos centrais ao redor do mundo a reduzirem as taxas de juros. E, como as vacinas aumentam as esperanças de que a pandemia possa desacelerar nos próximos meses, analistas, incluindo Jason Goldberg, do Barclays, acreditam que os lucros anuais dos grandes bancos podem se recuperar o suficiente para desfazer o mergulho de 2020.

Mike Mayo, do Wells Fargo, comparou as perspectivas da indústria neste ano à canção de Willie Nelson, “On the Road Again”.

“Os grandes bancos iam bem antes da pandemia” e, quando a crise começar a diminuir nos próximos meses, devem entrar novamente nos trilhos, disse Mayo em relatório aos clientes.

Para o quarto trimestre, os cinco grandes bancos devem registrar US$ 20 bilhões em receita com trading, de acordo com estimativas de analistas compiladas pela Bloomberg.

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JPMorgan vê Ibovespa a 134 mil pontos e ‘básico’ de reformas

(Shutterstock)

(Bloomberg) — O JPMorgan Chase espera que a retomada da atividade econômica global sustente ganhos adicionais da bolsa brasileira, à medida que o país tenta resgatar sua agenda de reformas.

“O Brasil é o principal candidato para ir melhor” entre os mercados acionários da América Latina em 2021, disse Emy Shayo, estrategista de ações para a região do banco, em entrevista. “Esperamos uma aceleração da economia global com pequena desvalorização do dólar.”

O JPMorgan projeta que o Ibovespa encerre o ano que vem a 134.000 pontos, ou cerca de 20% acima do nível atual, em meio a uma forte recuperação dos resultados corporativos. O mercado local deve seguir se beneficiando de uma rotação para ações de valor e papeis mais cíclicos, especialmente por conta do grande peso que bancos e empresas ligadas a commodities possuem dentro do índice.

A bolsa brasileira registrou maior alta mensal desde 2016 em novembro, diante do progresso no desenvolvimento de uma vacina contra o coronavírus e da forte entrada de recursos estrangeiros. Em dólar, o Ibovespa ainda acumula queda de cerca de 26% desde o início do ano.

Enquanto o quadro externo se mostra mais favorável, o ceticismo em relação às questões domésticas ainda é grande. Os investidores seguem cautelosos sobre as chances de um avanço significativo de reformas estruturais, e monitoram as discussões sobre o cumprimento do teto de gastos.

“Nossa visão é de que o teto se mantém, mas o debate fiscal continua”, disse Shayo. O banco espera que o governo brasileiro avance com uma agenda básica, incluindo a PEC emergencial e temas micro — como o projeto da autonomia do Banco Central e a nova lei do gás natural.

Para a materialização do cenário otimista do banco — Ibovespa a 150.000 pontos no fim de 2021 –, seria necessário uma surpresa maior em relação à entrega de reformas, além de uma recuperação mais forte que o esperado, de acordo com Shayo.

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Títulos de emergentes podem causar “indigestão”, diz JPMorgan

(Bloomberg) — O dinâmico mercado de emissões de dívida de países em desenvolvimento corre risco de ser vítima de seu próprio sucesso, segundo o JPMorgan Chase.

A onda de emissões pode trazer um novo recorde em 2021, de acordo com Stefan Weiler, responsável por mercados de capitais de dívida para a Europa Central e do Leste, Oriente Médio e África do JPMorgan em Londres. Ao longo do caminho, o mercado de emissões de dívida pode ficar saturado.

“Podemos olhar para 2021 com bastante otimismo”, disse Weiler. “Um risco para o próximo ano podem ser valuations altos se os spreads continuarem encolhendo e pode haver períodos de indigestão se a oferta de novas emissões for muito forte.”

Emissores de países em desenvolvimento já venderam mais de US$ 700 bilhões em títulos em dólares e em euros no acumulado de 2020, mais do que em qualquer ano anterior, segundo dados compilados pela Bloomberg. Governos tentam reforçar orçamentos abalados pelo coronavírus depois que os juros caíram para uma mínima histórica de 3,75% em dólares e 1,37% para títulos em euros.

A vitória de Joe Biden nas eleições presidenciais dos Estados Unidos e o otimismo com as vacinas impulsionaram ainda mais o rali. Fundos de títulos de mercados emergentes receberam US$ 3,5 bilhões apenas na semana até 18 de novembro, a maior entrada desde fevereiro de 2019, de acordo com a EPFR Global.

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Em um mundo repleto de estímulos de bancos centrais, onde US$ 17 trilhões em títulos agora oferecem rendimentos negativos, investidores estão em busca de retornos, o que infla livros de ordens e permite que emissores reduzam os preços.

Apesar da turbulência política no Peru, o governo vendeu US$ 4 bilhões em títulos na segunda-feira, incluindo títulos com vencimento em 100 anos, que ofereceram o menor rendimento para papéis com esse prazo já vendidos por um governo de mercado emergente. A Costa do Marfim emitiu dívida denominada em euros com rendimento menor do que no ano passado, apesar de sua participação no alívio da dívida do G-20 e de seu programa como o Fundo Monetário Internacional em andamento.

Romênia e Turquia

A Turquia, que emerge da recente crise cambial, aproveita a queda dos rendimentos para alongar vencimentos de dívidas em dólares e em liras. Com a emissão da Costa do Marfim e a oferta de títulos em euros da Romênia, novembro deve ser recorde em vendas na moeda única por mercados emergentes

“Os investidores têm muito dinheiro em mãos e, após as notícias das eleições e da vacina, está claro que ninguém quer ficar de fora deste rali do mercado”, disse Weiler.

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As vendas de títulos soberanos continuarão em ritmo “elevado”, já que a necessidade de abordar déficits significativos se estenderá pelo menos até o primeiro trimestre do ano que vem, disse.

A Ásia deve continuar a dominar emissões primárias entre mercados emergentes no próximo ano, enquanto Weiler espera volumes menores de ofertas da Europa Central e do Leste. Vendas de países africanos vão aumentar depois de ofertas escassas neste ano, prevê Weiler.

Ele também disse que não ficaria surpreso em ver outro soberano emergente seguir o Peru com uma emissão de títulos de 100 anos no próximo ano.

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JPMorgan vê possível saída de US$ 300 bi de mercado acionário com reequilíbrio de fluxos

(Getty Images)

(Bloomberg) — O reequilíbrio dos fluxos pode levar a um êxodo de cerca de US$ 300 bilhões dos mercados acionários globais até o fim do ano, de acordo com o JPMorgan Chase.

Grandes investidores de multiativos podem precisar deslocar dinheiro da renda variável para títulos de dívida após o forte desempenho das ações neste mês, escreveram estrategistas liderados por Nikolaos Panigirtzoglou em relatório na sexta-feira.

Esses investimentos incluem fundos mútuos balanceados, como portfólios 60/40 (60% de ações e 40% de títulos), planos de pensão de benefício definido dos EUA e alguns grandes investidores como o Norges Bank, que administra o fundo soberano da Noruega, e o plano de pensão do governo japonês GPIF, disseram os estrategistas.

“Vemos alguma vulnerabilidade no curto prazo nos mercados de renda variável vinda de fundos mútuos balanceados, um universo de US$ 7 trilhões, tendo que vender cerca de US$ 160 bilhões em ações globalmente com objetivo de reverter para sua meta de alocação 60:40 no final de novembro ou no final de dezembro, o mais tardar”, escreveram os estrategistas.

Se o mercado acionário subir em dezembro, pode haver US$ 150 bilhões adicionais em ações vendidas até o fim do mês por fundos de pensão, que tendem a se reequilibrar trimestralmente, acrescentaram.

Um indicador de ações globais da MSCI atingiu recorde em 16 de novembro. O índice acumula alta superior a 10% neste mês em meio a sinais positivos sobre o desenvolvimento de vacinas contra a Covid-19 e menores preocupações com a eleição nos EUA. O índice Global-Aggregate Total Return Bloomberg Barclays subiu cerca de 1,5%.

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JPMorgan melhora projeção para o PIB do Brasil em 2020, mas eleva previsão para a inflação

(Foto: Getty Images)

O JPMorgan melhorou a projeção de desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil este ano, de contração de 4,9% para queda de 4,7%. A estimativa de 2021 foi mantida em crescimento de 2,5%, de acordo com relatório neste sábado.

O banco americano revisou ainda a estimativa para a inflação no Brasil este ano e espera que o IPCA fique em 3,4%, por conta da expectativa de que a pressão nos preços do atacado prossiga por mais um tempo. Na projeção anterior, o índice oficial de inflação ficaria em 3% em 2020.

A estimativa do IPCA de 2021 foi mantida em 3,2%, mas o JP alerta para dois possíveis riscos e a serem monitorados: o comportamento da pressão inflacionária de curto prazo e os fundamentos fiscais do Brasil. Se o aumento de gastos fiscais observado em 2020 for prorrogado para o ano que vem, a inflação pode ser significativamente mais alta, ressalta o banco americano.

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Fiscal

O JPMorgan fez revisões nas projeções fiscais para o Brasil, após o Congresso aprovar uma série de projetos esta semana que aumenta algumas despesas e rearranja outras. O banco estima aumento de gastos de R$ 5,9 bilhões este ano.

Ao mesmo tempo, a rejeição da proposta de extensão do seguro-desemprego por mais dois meses evita uma despesa de R$ 16,7 bilhões, que estava incluída nas estimativas do JP.

Por isso, o banco reduziu a previsão de déficit primário para este ano de R$ 913 bilhões para R$ 903 bilhões. A previsão de déficit primário caiu de 13,1% para 12,3%. A dívida bruta em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) também teve ajuste, de 96,2% para 96%.

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