Economia do Japão se recupera no 2º trimestre, mas Covid é ameaça

gráfico índices japão ações iene (Ca-ssis/ Getty Images)

TÓQUIO (Reuters) – A economia do Japão recuperou-se mais do que o esperado no segundo trimestre depois de contrair nos três primeiros meses do ano, mostraram dados, em um sinal de que o consumo e os gastos de capital estão melhorando depois do impacto inicial da pandemia de coronavírus.

Mas muito analistas projetam que o crescimento permanecerá modesto no trimestre atual já que as contenções emergenciais que voltaram a ser adotadas para combater um salto nas infecções pesam sobre os gastos das famílias.

A terceira maior economia do mundo cresceu 1,3% em taxa anualizada no período entre abril e junho, após queda revisada de 3,7% no primeiro trimestre, mostraram nesta segunda-feira dados preliminares do Produto Interno Bruto (PIB).

O resultado superou a expectativa do mercado de avanço de 0,7%.

“Não há muito para ser otimista no cenário com um salto nas infecções aumentando a chance de restrições mais rigorosas à atividade”, disse Yoshihiki Shinke, economista-chefe do Dai-ichi Life Research Institute.

“A economia do Japão estagnou no primeiro semestre deste ano e existe o risco de contração entre julho e setembro. Qualquer retomada clara no crescimento terá que esperar até o fim do ano”, disse ele.

O consumo subiu 0,8% no segundo trimestre em relação ao período anterior, contra expectativa de queda de 0,1% e recuperando-se do recuo de 0,1% entre janeiro e março, mostraram os dados.

Os gastos de capital também aumentaram 1,7%, depois de recuo de 1,3% no trimestre anterior. Como resultado, a demanda doméstica contribuiu com 0,6 ponto ao crescimento do PIB.

As exportações subiram 2,9% entre abril e junho sobre o trimestre anterior, em um sinal de que a recuperação global continua a sustentar a terceira maior economia do mundo.

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PMI composto preliminar do Japão recua de 48,9 em junho para 47,7 em julho

gráfico índices japão ações iene (Ca-ssis/ Getty Images)

O índice dos gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) preliminar composto do Japão, que reúne indicadores de indústria e serviços, teve queda entre junho e julho e caiu de 48,9 pontos para 47,7, segundo dados da IHS Markit e banco Au Jibun.

O PMI de serviços do país também sofreu redução, de 48,0 a 46,4, indicando retração maior do setor, e o de indústria, ainda que tenha desacelerado, segue na zona de expansão, tendo oscilado de 50,7 para 50,5. Pela metodologia, números acima de 50 indicam avanço da atividade.

Para o economista Usamah Bhatti, da IHS Markit, os dados apontam que o setor privado japonês passou por uma redução mais acentuada de atividade no mês de julho. “Os entrevistados pela pesquisa atribuíram a deterioração do ambiente de negócios ao aumento constante do número de casos da covid-19 e às medidas de emergência, os quais reduziram as atividades e a demanda”, destacou Bhatti.

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Futuros americanos operam estáveis à espera de dados sobre inflação, e bolsas europeias sobem repercutindo dados de PIB e emprego

Investment stock market Entrepreneur Business Man discussing and analysis graph stock market trading,stock chart concept (Getty Images)

Nesta terça, os índices futuros americanos ficam estáveis, após os índices Dow e S&P 500 iniciarem a semana com quedas. As bolsas asiáticas fecharam em queda, apesar de dados melhores do que o esperado em relação ao PIB do Japão. As bolsas europeias operam em território positivo, à espera de dados sobre crescimento do PIB e emprego na Zona do Euro.

Na segunda, o Dow caiu 0,36%, o equivalente a 126 pontos, em sua pior performance desde 19 de maio. O S&P 500 caiu 0,08%.

O Nasdaq Composto subiu 0,5%, impulsionado por ações da biofarmacêutica Biogen, que subiram 38% após a FDA, órgão do governo dos Estados Unidos responsável pela regulação de alimentos e medicamentos, aprovar um novo medicamento da empresa contra o Alzheimer.

Além disso, “ações-meme” continuaram a subir na segunda, afetadas por movimentos de compra coordenada de papéis organizados por meio das redes sociais. Os papéis da AMC Entertainment subiram 14,8%, e as de BlackBerry e GameStop também tiveram altas de dois dígitos. A Securities and Exchange Commission (algo equivalente a Comissão de Valores Mobiliários) dos Estados Unidos prometeu proteger investidores individuais.

Na sexta, foram divulgados dados indicando queda de 6,1% para 5,8% da taxa de desemprego em maio nos Estados Unidos, apesar de terem sido criados menos empregos do que o esperado. Os mercados vêm reagindo positivamente aos dados, no aguardo de mais informações sobre inflação, a serem divulgadas ainda nesta semana.

Na quinta será divulgado o índice de preços ao consumidor relativo a maio medido pelo CPI. Economistas ouvidos pela Dow Jones esperam uma alta de 4,7% em maio em comparação com um ano antes. Em abril, o CPI cresceu 4,2% em uma base de comparação anual, o ritmo mais rápido desde 2008.

Além disso, investidores também aguardam a reunião do Fomc (Comitê Federal do Mercado Aberto) do Fed, marcada para entre 15 e 16 de junho, à espera de sinais de autoridades sobre inflação e política monetária. Comentários recentes de autoridades indicam que o Fed pode estar se preparando para reduzir sua política de compra de ativos.

As bolsas asiáticas fecharam em sua maioria em quedas na terça-feira. Em destaque, está a divulgação de dados revisados sobre o PIB do primeiro trimestre no Japão, que indicaram que a economia encolheu 3,9% no período, uma melhora frente à estimativa inicial de contração de 5,1%, e à previsão mediana de economistas, de retração de 4,8%.

No Japão, o índice Nikkei recuou 0,19%, enquanto que o Topix subiu 0,1%. Na China continental, o Shanghai composto recuou 0,54%, enquanto que o componente Shenzhen caiu 0,98%. Em Hong Kong, o índice Hang Seng caiu 0,1%. Na Coreia do Sul, o Kospi caiu 0,13%.

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As bolsas europeias têm desempenhos positivos. Investidores aguardam a divulgação de dados sobre crescimento na Zona do Euro e dados sobre emprego relativos ao primeiro trimestre, com foco na alta da inflação.

O índice Stoxx 600, que reúne as ações de 600 empresas de todos os principais setores de 17 países europeus, sobe 0,6%.

Investidores na Europa repercutem a divulgação de dados revisados sobre o PIB na Zona do Euro e dados sobre emprego relativos ao primeiro trimestre. O emprego na Zona do Euro teve queda de 1,8% no primeiro trimestre na comparação anual, frente a projeção de economistas de queda de 2,1%, e ao patamar anterior, de queda de 1,9%. O PIB recuou 1,3% no primeiro trimestre em relação ao mesmo período do ano anterior, frente à projeção de queda de 1,8%, e ao patamar anterior, de queda de 1,8%.

Veja o desempenho dos principais índices às 6h40 (horário de Brasília):
*S&P 500 Futuro (EUA), +0,11%
*Nasdaq Futuro (EUA), +0,28%
*Dow Jones Futuro (EUA), -0,04%
Europa
*FTSE (Reino Unido) +0,4%
*Dax (Alemanha), +0,32%
*CAC 40 (França), +0,47%
*FTSE MIB (Itália), +0,2%
Ásia
*Nikkei (Japão), -0,19% (fechado)
*Hang Seng Index (Hong Kong), -0,02% (fechado)
*Kospi (Coreia do Sul), -0,13% (fechado)
*Shanghai SE (China), -0,54% (fechado)
Commodities e bitcoin
*Petróleo WTI, -0,376%, a US$ 69,97 o barril
*Petróleo Brent, -0,39% a US$ 71,21 o barril
*Bitcoin -9,28%, a US$ 32.870,62
**Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa de Dalian com queda de 0,73%, cotados a 1149 iuanes, equivalente hoje a US$ 179,65 (nas últimas 24 horas).
USD/CNY = 6,40

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Milagre Japonês: a reforma corporativa e a quebra de recordes históricos

O Japão está passando por reformas que pretendem transformar uma herança corporativa centenária, com o objetivo de revitalizar a dinâmica empresarial do país.

Os resultados já são aparentes: apenas nos últimos três anos, o Japão bateu vários recordes – maior volume financeiro em M&A; maior quantidade de transações, a maior cash balance corporativa e uma das maiores aquisições da história do país.

O Japão tem uma estrutura corporativa única, que se iniciou com os Zaibatsus (conglomerados industriais/financeiros da época imperial) pouco após Revolução Meiji, um período de renovações sócio-políticas entre 1868 e 1900.

Após a Segunda Guerra Mundial, a estrutura evoluiu para os Keiretsus, um modelo caracterizado por coalizões corporativas que levou a formação de gigantes conglomerados com atuações em diversos setores da economia, como Mitsubishi, Sumitomo, Mitsui, Hitachi e Nomura. O Toyota Group, sozinho, por meio de sua trading company Toyota Tsusho, possui mais de 1.000 subsidiárias e afiliadas.

Como resultado dessa estrutura, existem 628 subsidiárias listadas na bolsa de Tóquio e em 238 delas, a holding controla mais de 50% da empresa, um número muito superior quando comparado com apenas 28 nos EUA e nenhuma no Reino Unido.

Hiroyuki Horii, Chief Stewardship Officer da Sumitomo Mitsui, afirmou que existem “zilhões de subsidiárias listadas no Japão” e que isso “é um fenômeno unicamente japonês”.

Devido à complexa estrutura de cross-shareholding existente entre empresas, e ao fato de que os membros do Board of Directors das subsidiárias poderem ser todos indicados pela holding, essas subsidiárias não eram fiduciárias aos investidores minoritários, mas à sua empresa matriz. Ademais, existe uma forte cultura corporativa anti-confronto no Japão sobre as decisões de executivos por parte dos investidores.

Tudo isso leva a uma dinâmica corporativa letárgica em que as empresas japonesas possuem um dos ROEs mais baixos do mundo e valuation multiples equivalente ao de países emergentes.

Quando Shinzo Abe assumiu como primeiro-ministro, em 2013, um dos objetivos de Abe era promover reformas corporativas no país e revitalizar o mercado corporativo japonês, em um pacote de políticas econômicas que ficaram conhecidas como “Abenomics“.

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O Corporate Governance Code e o Stewardship Code de 2014 foram as primeiras medidas com esse âmbito. Elas gradualmente evoluíram e resultaram em novas medidas tomadas por agentes reguladores, a Bolsa de Valores de Tóquio (TSE) e inclusive o Ministério da Economia, Comércio e Indústria (METI).

Dentre as principais mudanças, estão a criação de incentivos para indicação de diretores independentes ao Board of Directors, a da divulgação de diretrizes para práticas justas de M&A , além de diversas medidas para defender os interesses de acionistas minoritários.

Em dezembro, por exemplo, a Bolsa de Valores de Tóquio anunciou uma de suas mudanças mais significativas na qual se pretende mudar a composição dos segmentos de listagem na bolsa. O resultado será a criação de um novo segmento, chamado “Prime”, para empresas com alto nível de governança corporativa.

A transição implicará em um rebalanceamento na composição das empresas que fazem parte dos índices japoneses, principalmente o Topix, que servem como base para indexação de investimentos passivos.

Assim, existirá uma pressão adicional para empresas melhorarem seus padrões de governança. Há apenas algumas semanas, por exemplo, a  Toshiba foi aceita novamente no top tier de governança da bolsa japonesa após três anos fora da categoria – como resultado, as ações da empresa subiram 20% apenas em janeiro.

Com todas essas medidas, não apenas os investidores se tornaram mais ativos como agentes de mudanças, mas também as próprias empresas estão proativamente deslistando as suas subsidiárias públicas.

Isso pode ser feito de várias maneiras: (1) a holding faz uma tender offer para comprar a subsidiária dos minoritários (agora melhor representados por diretores independentes); (2) a holding decide vender a subsidiária para terceiros; ou (3) até mesmo fazer um spin off da subsidiária e torná-la uma empresa independente.

À vista disso, tanto o número de transações quanto o volume financeiro em M&A no Japão estão batendo recordes ano após ano. O número de empresas com mais de 1/3 dos membros de seus Boards sendo diretores independentes cresceu de apenas 6,4% em 2014 para 59% em 2020.

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O mercado japonês está mais dinâmico: no final de 2020, a NTT Docomo, a maior subsidiária do país, foi adquirida por sua parente por US$ 40 bilhões; o Toppix alcançou recordes históricos; e até a cultura diante do ambiente corporativo mudou.

O O Financial Times reforçou o fato de que “nunca houve uma oferta não-solicitada bem sucedida no Japão para adquirir uma grande empresa em que a compradora já não tivesse alguma participação na empresa alvo” está mudando, e empresas japonesas cada vez mais estão fazendo ofertas para comprar empresas terceiras em que não possuem nenhuma relação direta.

Por exemplo, entre 2013 e 2018, ocorreu menos de um hostile takeovers por ano no país e somente em 2019 e 2020 houve 18.

O mercado japonês está sendo observado cada vez mais por investidores globais. E fundos de merger arbitrage e investidores ativistas estão encontrando um opportunity set atrativo no país, à medida que um pipeline imenso de centenas de potenciais transações é destravado.

Bolsas da Europa e da Ásia fecham em alta, com Nikkei superando 30 mil pontos; petróleo avança nas máximas em 13 meses

Os mercados americanos estão fechados nesta segunda-feira (15) por conta do feriado do Dia dos Presidentes. Mercados em China, Hong Kong, Taiwan também seguiram fechados, por conta do feriado do Ano Novo Chinês. No Brasil, a B3 também permanece fechada e só reabre na quarta-feira às 13h, por conta do feriado de Carnaval.

Na Europa, a sessão foi de ganhos expressivos para os principais índices, na sequência de um dia bastante positivo para os mercados asiáticos que abriram nesta data e com expectativa de retomada da economia com o prosseguimento da vacinação.

Dados publicados na noite de domingo (pelo horário de Brasília) mostraram que o Produto Interno Bruto (PIB) do Japão teve expansão real de 3% no quarto trimestre de 2020 ante o terceiro, maior do que a alta de 2,3% prevista por analistas. Na comparação anualizada, a atividade econômica japonesa cresceu 12,7% em termos reais e 10,5% nominalmente.

Investidores na Ásia também acompanham os esforços de vacinação pelo mundo, que geram expectativas de recuperação da economia global, e monitoram as negociações do presidente dos EUA, Joe Biden, para aprovar no Congresso americano um novo pacote fiscal de até US$ 1,9 trilhão.

O índice Nikkei 225, do Japão, subiu 1,91% na segunda, atingindo 30.084,15 pontos, ultrapassando dessa forma a marca psicológica dos 30 mil pontos pela primeira vez em mais de 30 anos, segundo dados da Refinitiv. O índice Kospi, da Coreia do Sul, também teve forte alta, de 1,5%, fechando em 3.147 pontos.

Os preços do petróleo também registram ganhos, nas máximas desde janeiro de 2020, impulsionados por temores sobre tensões no Oriente Médio. Uma coalizão que luta no Iêmen liderada pela Arábia Saudita afirmou que interceptou um drone explosivo que teria sido utilizado por um grupo rebelde houthi.

Ainda no radar da commodity, há a expectativa de que a vacinação contra a Covid-19 reaviva a demanda e os produtores da commodity mantenham o fornecimento controlado.

Também em destaque, o tempo mais frio afetou algumas regiões dos EUA e estimulou a demanda por combustível, ao mesmo tempo que ameaça limitar a produção de petróleo no Texas. “O clima frio significa que muitos poços de petróleo podem ser fechados”, destacou o analista de petróleo Andy Lipow no fim de semana.

Quase todos os setores e as principais bolsas europeias também tiveram altas, com destaque para o setor de recursos básicos, que subiu 2,5%, liderando os ganhos.

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As ações da Vivendi subiram mais de 19% após o conglomerado francês de mídia anunciar planos de listar seu braço Universal Music na bolsa e distribuir 60% do capital para acionistas. O grupo francês de transporte Bollore, que tem participação sobre o grupo Vivendi, também teve alta de mais de 13%.

Por outro lado, foi registrado um dado pior do que o esperado da produção industrial na zona do euro em dezembro, pressionada pela queda na fabricação de bens de capitais e de consumo não duráveis.

O escritório de estatísticas da União Europeia, Eurostat, disse que a produção nos 19 países que compartilham o euro caiu 1,6% no comparativo mensal e 0,8% no comparativo anual, já que grande parte da economia foi fechada para evitar a propagação da pandemia de Covid-19. Economistas ouvidos pela Reuters esperavam queda de 1% na comparação mensal e de 0,3% anualmente.

Ainda no radar, o Reino Unido já aplicou a primeira dose da vacina em mais de 15 milhões de pessoas que fazem parte dos seus quatro grupos prioritários. No final de semana, o primeiro-ministro Boris Johnson classificou esta marca como “um feito extraordinário”.

Na Espanha, partidos separatistas catalães ampliaram sua maioria no parlamento regional da Catalunha no domingo, o que pode abrir espaço para negociações entre separatistas regionais e o governo central.

Veja o desempenho dos principais índices:

Estados Unidos
*S&P 500 Futuro (EUA), não abriu
*Nasdaq Futuro (EUA), não abriu
*Dow Jones Futuro (EUA), não abriu

Europa
*Dax (Alemanha), +0,38% (fechado)
*FTSE 100 (Reino Unido), +2,29% (fechado)
*CAC 40 (França), +1,60% (fechado)
*FTSE MIB (Itália), +0,91% (fechado)

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Ásia
*Nikkei (Japão), +1,91% (fechado)
*Hang Seng Index (Hong Kong), não abriu
*Kospi (Coreia do Sul), +1,5% (fechado)
*Shanghai SE (China), não abriu

Commodities e bitcoin
*Petróleo WTI, +1,40%, a US$ 60,30 o barril
*Petróleo Brent, +1,44%, a US$ 63,33 o barril
*Bitcoin, -2,55%, a US$ 47.800,74 (na comparação com a cotação de 24 horas atrás)

(Com Reuters e Agência Estado)

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PIB do Japão tem crescimento real de 3% no 4º trimestre ante trimestre anterior, acima do esperado

O Produto Interno Bruto (PIB) real do Japão cresceu 3,0% no quarto trimestre ante o terceiro trimestre. O valor ficou acima da previsão de alta de 2,3%.

Foi o segundo trimestre consecutivo de crescimento, na comparação com o trimestre anterior, e reflete a recuperação da demanda doméstica e das exportações.

Para todo o ano de 2020, a desaceleração relacionada à pandemia fez com que a economia do Japão encolhesse 4,8%, na maior queda desde 2009, quando havia caído 5,7% durante a crise financeira global.

Os gastos privados aumentaram 2,2% em relação ao trimestre anterior, graças a um programa governamental de incentivos a viagens. O programa foi suspenso em todo o país no final de dezembro devido ao ressurgimento de infecções pelo coronavírus.

Os gastos de capital aumentaram 4,5%, o primeiro aumento em três trimestres, devido à recuperação econômica da China. A demanda externa adicionou 1,0% ao crescimento.

Os economistas esperam que a economia japonesa volte a cair no primeiro trimestre de 2021, já que o governo declarou um segundo estado de emergência em janeiro.

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Mercado antecipa reversão do quadro de juros negativos em 2021

(Shutterstock)

(Bloomberg) — No auge da pandemia, parecia apenas questão de tempo até que os juros negativos — último recurso dos bancos centrais — governassem os mercados globais.

A estratégia controversa gerou resultados mistos na zona do euro e no Japão. Mas os operadores de mercado apostavam no começo do ano que bancos centrais de Nova Zelândia, Reino Unido e até mesmo dos EUA estavam destinados a seguir o exemplo. Os três países foram os que cortaram suas taxas básicas de juros de maneira mais agressiva durante a fase mais restritiva do confinamento exigido pelo coronavírus. Porém, nenhum dos três chegou aos juros negativos.

Os traders agora acham improvável um movimento dos juros para abaixo de zero, com as autoridades favorecendo amplamente uma nova combinação “convencional” de compras de títulos de dívida e programas de ajuda a setores específicos. Claro que trilhões de dólares em dívidas continuarão sendo negociados com rendimento negativo, garantindo perdas para quem mantiver os papéis em carteira até o vencimento. Mas com a volta do otimismo em relação ao crescimento global, investidores preveem que os rendimentos vão subir, não cair.

“Bancos centrais que ainda não têm juros negativos serão muito cautelosos ao cruzar essa linha”, disse James Ashley, responsável pela estratégia para mercados internacionais na Goldman Sachs Asset Management. Se as autoridades precisarem impulsionar o crescimento econômico, “seria mais prudente simplesmente contarem com ferramentas não convencionais, como compras de ativos em grande escala”.

Experiência Ousada

No que foi um dos experimentos monetários mais ousados do século 21, os juros negativos foram implementados após a crise financeira para reduzir os custos de captação e penalizar bancos que acumulam em vez de emprestar dinheiro.

As consequências para os mercados de títulos foram amplas e duradouras: o ritmo de negociações e os rendimentos despencaram. O estoque mundial de dívidas com rendimento negativo subiu para um recorde de mais de US$ 18 trilhões neste mês. As taxas dos títulos espanhóis com prazo de 10 anos caíram para abaixo de zero pela primeira vez.

Mesmo com a estratégia de juros abaixo de zero, tanto a Europa quanto o Japão têm crescimento fraco e não conseguiram impulsionar a inflação para atingir as metas definidas pelos bancos centrais. De fato, as taxas negativas podem ter corroído os lucros das instituições financeiras e prejudicado os poupadores. Jerome Powell, presidente Federal Reserve, o banco central americano, afirmou em maio que “as evidências sobre as taxas negativas são ambíguas”.

“O Fed estudou políticas do Banco do Japão e do Banco Central Europeu”, lembra Kenta Inoue, economista sênior de mercado da Mitsubishi UFJ Morgan Stanley Securities em Tóquio. “Neste momento, não há evidências sugerindo que a política de taxas negativas tenha impacto positivo na economia e nos mercados.”

De certa forma, os bancos centrais que não tomaram este rumo foram poupados da decisão de levar os juros para território negativo graças ao sucesso de políticas alternativas e à melhora no cenário econômico global. Liderada pelo Fed, a enxurrada de liquidez para o sistema financeiro reduziu os custos de captação. Além disso, o rápido progresso no desenvolvimento de vacinas antecipou as previsões de retorno à normalidade

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Bolsa de Tóquio fica paralisada por falha em sistema; China tem feriado

TÓQUIO (Reuters) – Os mercados acionários de Sydney e Cingapura fecharam em alta nesta quinta-feira, em dia de negociações reduzidas por problemas técnicos na bolsa de Tóquio e feriados na China, na Coreia do Sul, Taiwan e Hong Kong.

As renovadas esperanças de medidas de estímulo nos Estados Unidos deram sustentação ao mercado, embora a incerteza sobre a eleição presidencial no país e problemas técnicos no mercado do Japão tenham limitado os ganhos.

O índice MSCI para ações da Ásia-Pacífico excluindo o Japão tinha alta de 0,5%, com as ações australianas subindo 0,98% e o mercado de Cingapura ganhando 1,38%.

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A bolsa de Tóquio suspendeu as negociações no dia todo depois que uma falha em seu sistema eletrônico provocou a pior indisponibilidade já sofrida pelo terceiro maior mercado acionário do mundo. Não está claro quando as negociações serão retomadas.

A primeira suspensão de um dia inteiro desde que a bolsa começou a negociação totalmente eletrônica em 1999 deixou os investidores tentando em vão recomprar ações após o primeiro debate presidencial nos EUA.

“Eu me sinto terrivelmente responsável por toda a confusão que esse incidente provocou para os investidores e os participantes do mercado, disse o diretor da bolsa, Koichiro Miyahara, em entrevista.

O problema também levanta questões sobre a credibilidade da bolsa no momento em que o novo primeiro-ministro do Japão, Yoshihide Suga, torna a digitalização uma prioridade e pode prejudicar as expectativas do país de atrair mais bancos e gerentes de fundos de Hong Kong em meio a preocupações sobre uma nova lei de segurança imposta pela China.

Bolsas regionais em Nagoya, Fukuoka e Sapporo também foram forçadas a suspender as negociações porque usam o mesmo sistema.

Mas as negociações de derivativos em Osaka não foram afetadas, com os futuros do Nikkei avançando 0,2%.

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SoftBank vende empresa de chips Arm para a Nvidia por US$ 40 bi; operação pode criar gigante de semicondutores

Faixada do Softbank

A fabricante de chips americana Nvidia anunciou na noite deste domingo (13) que fez acordo para comprar o controle da empresa de chips britânica Arm por US$ 40 bilhões do grupo japonês SoftBank.

O grupo japonês de investimentos destacou que a Arm é um de seus ativos estratégicos mais importantes, mas apontou que a combinação da Arm com a americana Nvidia traz muito mais potencial para ambas as empresas.

O acordo inclui valores em dinheiro e também em ações e criará uma gigante no universo dos semicondutores. Analistas destacam que essa é a maior transação da história deste mercado, vital para a infraestrutura da indústria de tecnologia.

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O valor da operação é superior aos US$ 31,4 bilhões que foram pagos pelo SoftBank para comprar a Arm em 2016.

Depois da transação, o SoftBank vai passar a deter entre 6,7% e 8,1% das ações em circulação da Nvidia. A transação deve passar ainda por aprovação regulatória em países como Reino Unido, China, Estados Unidos e pela União Europeia, em processo que deve levar cerca de 18 meses.

Conforme destaca a Reuters, a compra é motivada pelo movimento da indústria de tecnologia para inserir inteligência artificial em diferentes dispositivos – algo em que tanto Nvidia como Arm podem unir forças para avançar no mercado. Hoje, a Nvidia é avaliada no mercado em torno de US$ 300 bilhões – US$ 100 bilhões a mais do que a Intel, considerada pioneira no setor e também maior fabricante de chips do mundo em receita.

“A Arm poderá a continuar a operar seu modelo de licenciamento aberto, mantendo a neutralidade quanto a seus clientes, uma característica que é pilar de seu sucesso”, disse a Nvidia, em nota.

As ações do SoftBank na Bolsa de Tóquio fecharam com forte alta, de 8,96%.

A aquisição da Arm pelo SoftBank havia sido a última grande compra do grupo japonês como parte de um esforço para entrar com mais força na área de Internet das Coisas. Contudo, essa frente não avançou nos últimos anos.

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(com agências internacionais)

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Shinzo Abe deixa cargo de primeiro-ministro do Japão sem candidatas ao poder

Shinzo Abe (Foto: Franck Robichon – Pool/Getty Images)

(Bloomberg) — Quase oito anos depois de Shinzo Abe ter prometido usar os poderes do gabinete do primeiro-ministro para ajudar mulheres japonesas a “brilhar”, ele se despede sem uma única candidata para substituí-lo.

Os três candidatos que se registraram oficialmente na terça-feira para substituir Abe no comando do Partido Liberal Democrata são homens e nenhum deles é conhecido como forte defensor da igualdade de gênero.

As duas mulheres interessadas em concorrer às eleições de 14 de setembro – a ex-ministra da Defesa Tomomi Inada e a ex-ministra do Interior Seiko Noda – desistiram por não conseguirem reunir as 20 assinaturas necessárias para entrar na votação.

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A falta de mulheres na disputa aponta para uma lacuna no esforço de Abe para promover uma maior participação feminina em cargos de supervisão, parte de uma campanha mais ampla para expandir a força de trabalho cada vez menor do país em envelhecimento. Embora as mulheres tenham avançado em algumas áreas, com maior presença em empregos remunerados, o próximo premiê japonês parece destinado a presidir o país que há muito tempo é conhecido pelo forte desequilíbrio de gênero na política global.

Como o PLD governou por 60 dos últimos 65 anos, o partido tradicional, sem dúvida, detém a maior responsabilidade pelo avanço das mulheres na política. Os líderes das facções poderosas do partido no poder se uniram em torno do braço direito de Abe, Yoshihide Suga, assim que o primeiro-ministro disse que deixaria o cargo em 28 de agosto.

“É basicamente difícil, a menos que uma mulher se torne líder de uma facção”, disse Lully Miura, que dirige seu próprio instituto de pesquisa política. A falta de mulheres em cargos políticos de peso “tem afetado a política desde o início”, acrescentou, citando exemplos como a relutância em permitir que casais mantenham seus próprios apelidos.

A governadora de Tóquio, Yuriko Koike, é a única mulher que conseguiu entrar no grupo de liderança do PLD. Até ela se cansou da falta de oportunidade dentro do partido, deixando o parlamento para concorrer com sucesso ao cargo mais alto da capital em 2016, sem a aprovação do PLD.

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