Ibovespa Futuro sobe com exterior em meio a redução dos temores com variante delta na China; dólar futuro cai

SÃO PAULO – O Ibovespa Futuro abre em alta nesta segunda-feira (23) com a recuperação dos principais índices acionários globais e do petróleo depois de muita preocupação na semana passada com a política monetária dos Estados Unidos, a variante delta do coronavírus e o ambiente regulatório da China. O barril do Brent sobe 3,22% a US$ 67,28.

Neste começo de semana, as notícias melhoram no âmbito da pandemia, e as autoridades chinesas informaram que não houve nenhum caso local de Covid-19 pela primeira vez desde julho, o que indica desaceleração da onda atual. Contudo, os investidores seguem monitorando o avanço da variante delta.

Os investidores ficarão atentos ao simpósio de Jackson Hole, que ocorre na sexta-feira (27) e deve trazer mais sinalizações sobre o ritmo da redução das compras mensais de títulos realizadas pelo Federal Reserve e também sobre quando os membros da autoridade monetária dos Estados Unidos esperam iniciar um ciclo de aumento dos juros.

Por aqui, governadores se reunirão para discutir a crise institucional. Depois do presidente Jair Bolsonaro apresentar ao Senado o pedido de impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), o governador de São Paulo, João Doria, disse que a democracia do Brasil nunca esteve tão ameaçada desde o golpe de 1964.

Às 9h10 (horário de Brasília), o contrato futuro do Ibovespa com vencimento em outubro de 2021 tinha alta de 0,38%, a 119.350 pontos.

Já o dólar futuro com vencimento em setembro registra queda de 0,23% a R$ 5,37.

No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2022 sobe dois pontos-base a 6,71%, o DI para janeiro de 2023 tem alta de um ponto-base a 8,41%, o DI para janeiro de 2025 avança dois pontos-base a 9,58% e DI para janeiro de 2027 opera estável a 10,01%.

Ainda sobre o Fed, o presidente da autoridade monetária de Dallas, Robert Kaplan, um “hawk” (autoridade de posicionamento mais duro) bem conhecido, abalou as expectativas de aperto monetário na sexta-feira, dizendo que pode reconsiderar a necessidade de início precoce do aperto monetário se o coronavírus prejudicar a economia.

Já na Europa, o Índice do Gerente de Compras (PMI na sigla em inglês) Markit composto para a Zona do Euro, que traz dados sobre os setores de serviços e manufatura, registrou o menor patamar em dois meses em agosto, de 59,5 pontos, frente a 60,2 pontos. Qualquer patamar acima de 50 pontos indica expansão; abaixo, retração.

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Já o PMI composto da Alemanha caiu de 62,4 em julho para 60,6 em agosto, segundo dados preliminares divulgados nesta segunda-feira, 23, pela IHS Markit. Apesar da queda, a leitura bem acima da marca de 50 mostra que a atividade da maior economia da Europa segue se expandindo em ritmo forte neste mês, ainda que mais contido.

O índice composto do Reino Unido, por sua vez, caiu de 59,2 em julho para 55,3 em agosto, atingindo o menor patamar em seis meses, segundo dados preliminares divulgados hoje pela IHS Markit em parceria com a CIPS. Apesar de acima de 50, prévia de agosto ficou bem abaixo da expectativa de analistas consultados pelo Wall Street Journal, que previam recuo marginal do indicador a 59.

Relatório Focus

As projeções dos economistas do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2021 foram elevadas mais uma vez, mostrou o Relatório Focus do Banco Central. Esta semana, a mediana das expectativas para o medidor oficial de inflação subiu de 7,05% para 7,11% em 2021. Para 2022, por sua vez, as previsões foram elevadas de 3,90% para 3,93%.

Em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), as projeções oscilaram para baixo mais uma vez, caindo de 5,28% para 5,27% em 2021 e de 2,04% para 2,00% em 2022.

Sobre o dólar, as previsões se mantiveram em que a moeda dos EUA encerre o ano cotada a R$ 5,10 e termine 2022 cotada em R$ 5,20.

Por fim, a mediana das estimativas para a taxa básica de juros, Selic, continuou em 7,50% ao ano tanto para 2021 quanto para 2022.

Covid 

No domingo (22), a média móvel de mortes por Covid em 7 dias no Brasil ficou em 765, queda de 16% em comparação com o patamar de 14 dias antes. Em apenas um dia, foram registradas 331 mortes. As informações são do consórcio de veículos de imprensa que sistematiza dados sobre Covid coletados por secretarias de Saúde no Brasil, que divulgou, às 20h, o avanço da pandemia em 24 h.

A média móvel de novos casos em sete dias foi de 29.490, o que representa queda de 8% em relação ao patamar de 14 dias antes. Em apenas um dia foram registrados 14.178 casos.

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Chegou a 122.830.226 o número de pessoas que receberam a primeira dose da vacina contra a Covid no Brasil, o equivalente a 58,01% da população. A segunda dose ou a vacina de dose única foi aplicada em 55.068521 pessoas, ou 26,01% da população.

Pedido de impeachment de Moraes e LDO de 2022

Os investidores monitoram o novo foco de crise política, após o presidente Jair Bolsonaro ingressar, no fim da tarde de sexta-feira (20), com um pedido de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF, no Senado Federal.

A peça encaminhada ao Senado, no entanto, não deve prosperar, na opinião de senadores e consultores, e até mesmo o presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), a quem cabe dar ou não andamento ao processo, já adiantou que não identifica critérios que justifiquem a destituição do cargo do ministro do STF.

“Sinceramente não antevejo fundamentos técnicos, jurídicos e políticos para impeachment do ministro do Supremo, como também não antevejo em relação a impeachment de presidente da República”, disse o senador a jornalistas, defendendo que o episódio da apresentação do pedido de impeachment haverá de ser “superado”.

O presidente Jair Bolsonaro entrou na noite de quinta-feira com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo a anulação de artigo do regimento interno da corte que permite a instauração de inquéritos de ofício –sem um pedido do Ministério Público Federal, como foi o caso do inquérito das Fake News.

A Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF), apresentada pela Advocacia-Geral da União em nome do presidente pede que o artigo 43 do regimento seja suspenso em decisão liminar até que seja julgado pelo pleno do STF.

A alegação é de que o uso do artigo do regimento interno para abrir investigações fere preceitos constitucionais e “os direitos fundamentais dos acusados nos procedimentos inquisitórios dele derivados”.

O inquérito visado pelo presidente foi aberto em março de 2019, de ofício, pelo então presidente da corte, Dias Toffoli, para investigar notícias falsas e ataques constantes aos membros do STF. O ministro Alexandre de Moraes, foi designado como relator, e se tornou um dos alvos da fúria de Bolsonaro.

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Moraes também foi responsável por acolher notícia-crime contra Bolsonaro por vazamento de informações sigilosas de investigação da Polícia Federal.

Ainda em destaque, Bolsonaro sancionou na sexta-feira a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2022, mas vetou o trecho da proposta que ampliava o montante a ser repassado a fundo de financiamento eleitoral.

Ao votarem a LDO, parlamentares modificaram as regras Fundo Especial de Financiamento de Campanha, aumentando o montante a ser repassado ao fundo de R$ 2 bilhões para R$ 5,7 bilhões.

Dentre os pontos sancionados, estão metas e prioridades estabelecidas pela LDO para a elaboração do Orçamento do próximo ano, como a meta de déficit primário de R$ 170,47 bilhões para o Orçamento Fiscal e da Seguridade Social e de déficit de R$ 4,42 bilhões para as empresas estatais, informou nota da Assessoria Especial de Comunicação Social da Presidência da República.

A parte sancionada da LDO considera como parâmetro macroeconômico crescimento real do PIB para o ano de 2022 de 2,5%, o IPCA em 3,5%, a taxa Selic em 4,74% e a taxa de câmbio média de R$ 5,15 por dólar.

A LDO também prevê salário mínimo de R$ 1.147 em 2022 como diretriz, mas o valor efetivo precisa ser estabelecido por medida provisória. Também foram vetados parcialmente rubricas referentes às emendas de comissões permanentes e às emendas do relator-geral do Orçamento.

Segundo reportagem de capa publicada nesta segunda pelo jornal O Globo, parlamentares começam agora a se articular para assegurar ao menos R$ 4 bilhões para as campanhas, o que seria mais do que o dobro do R$ 1,7 bilhão destinado aos partidos nas eleições gerais de 2018. Se não houver acordo, a derrubada do veto presidencial é uma alternativa estudada por congressistas, afirma o jornal.

Radar corporativo

No radar corporativo, a EZTec informou na sexta-feira que seu conselho de administração aprovou um programa de recompra de até 5.035.897 ações. Já a BR Properties comunicou ter encerrado seu plano de recompra de ações.

Já o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), afirmou no sábado que a Sabesp será preparada para ser privatizada nos próximos anos, e que o governo não realizará nada de forma precipitada.

EzTec (EZTC3)

A EZTec informou na sexta-feira que seu conselho de administração aprovou um programa de recompra de até 5.035.897 ações.

O programa tem prazo de até seis meses, terminando em 23 de fevereiro de 2022. O montante referido equivale a cerca de 5% das ações da companhia em circulação no mercado.

BR Properties (BRPR3)

A BR Properties comunicou ter encerrado seu plano de recompra de ações. Ele obteve 99,95% dos ativos que havia se proposto a comprar, sendo adquiridas 10.994.600 ações por R$ 94,888 milhões, com o custo médio por ação de R$ 8,63.

Minerva (BEEF3)

Uma unidade da Minerva Foods  em Palmeira de Goiás (GO) foi alvo de busca e apreensão pela Polícia Federal (PF) dentro da Operação A Posteriori, que apura supostas irregularidades de auditores fiscais federais agropecuários no período de 2018 a 2019, informou a companhia nesta sexta-feira.

Segundo a empresa, o procedimento, realizado na quinta, teve cooperação dos colaboradores da Minerva e a planta mantém suas atividades regulares.  “Não existe indiciamento ou denúncia contra a companhia, contra seus administradores ou qualquer de seus empregados ou colaboradores no âmbito da operação”, disse em comunicado.

Sabesp (SBSP3)

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), afirmou no sábado que a Sabesp será preparada para ser privatizada nos próximos anos, e que o governo não realizará nada de forma precipitada.

Ao comentar declarações do recém-nomeado secretário de Projetos e Ações Estratégicas de São Paulo, o deputado federal Rodrigo Maia (sem partido-RJ), sobre a privatização da Sabesp, Doria ressaltou que a privatização da companhia de saneamento é um projeto de “longo prazo”, não de curto prazo.

“Nosso governo é desestatizante… A Sabesp já é de capital aberto, cotada em bolsa, com performance muito boa e bem administrada. Ao longo dos próximos anos, ela vai ser preparada evidentemente para um programa de privatização, mas não faremos isso de forma precipitada”, comentou Doria a jornalistas, no Rio de Janeiro. As declarações de Maia fizeram disparar as ações da Sabesp na sexta-feira.

Braskem (BRKM5)

A Braskem comunicou que não tem conhecimento sobre a realização de uma oferta pública de ações da companhia como uma possível estratégia de saída dos acionistas, em esclarecimento após notícia da Coluna do Broadcast.

A empresa diz que “não é parte de eventuais discussões de seus acionistas sobre a venda das suas participações acionárias”, segundo comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), como esclarecimento de notícia veiculada na mídia.

IPOs

A empresa de cibersegurança ISH Tech, com sede em Vitória, pediu registro para uma oferta inicial de ações (IPO na sigla em inglês) em busca de recursos para financiar seu crescimento orgânico e via aquisições, além de investir em pesquisa. A empresa foi fundada em 1996 como consultoria em TI.

(com Reuters e Estadão Conteúdo)

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Federal Reserve prepara para reduzir programa de estímulos ainda este ano, diz ata do Fomc

SÃO PAULO – Integrantes do Federal Reserve (como é conhecido o Banco Central dos Estados Unidos) discutiram em sua reunião de julho o início da redução do ritmo de suas compras mensais de títulos, indicando que isso deve ocorrer até o fim deste ano. Os dados são da ata da reunião divulgada nesta quarta-feira (18).

No entanto, o documento que trata da reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) indicou que os integrantes queriam deixar claro que a redução não era um precursor para um aumento iminente das taxas de juros.

“Olhando para o futuro, a maioria dos participantes observou que, desde que a economia evolua amplamente como eles anteciparam, eles julgaram que pode ser apropriado começar a reduzir o ritmo de compras de ativos neste ano”, diz a ata, acrescentando que a economia havia alcançado sua meta para a inflação e estava “perto de ficar satisfeita” com a evolução do crescimento do emprego.

Apesar disso, a ata mostra que alguns integrantes do grupo ponderaram o risco da inflação ultrapassar a meta de 2% por mais tempo que o previsto.

O documento afirma também que, “alguns” membros do Fed disseram preferir esperar até o começo de 2022 para iniciar o processo de redução de estímulos econômicos.

Os membros do comitê enfatizaram ainda a necessidade de “reafirmar a ausência de qualquer ligação mecânica entre o momento da redução gradual e o de um eventual aumento na taxa de juros”.

A ata do Fomc ainda mostra os integrantes do Fed reforçando que primeiro irá ocorrer a redução do programa de compras de título, com um aumento dos juros sendo improvável antes desse processo ser concluído e o BC americano não estar mais aumentando seu balanço patrimonial.

Segundo a Reuters, analistas esperam que o Fed anuncie seu plano para uma redução gradual das compras de títulos já na reunião de 21 e 22 de setembro do Fomc, mas têm menos certeza sobre a rapidez, na prática, da redução das compras mensais.

O chair do Fed, Jerome Powell, também pode fornecer informações em comentários à conferência anual do Fed em Jackson Hole, Wyoming, já na próxima semana.

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O Fed, em sua última reunião, reconheceu que houve progresso na recuperação dos postos de trabalho perdidos durante a pandemia.

Em dezembro, o banco central havia dito que não reduziria as compras até que houvesse “mais avanço substancial” na recuperação do emprego. Naquele ponto, a economia estava com cerca de 10 milhões de vagas abaixo do nível de antes da pandemia.

Os empregadores criaram 4,3 milhões de vagas desde então, incluindo um total de quase 1,9 milhão em junho e julho, ritmo que analistas esperam que continuem por enquanto.

A medida preferida de preços do Fed, o índice PCE excluindo alimentos e energia, subiu a uma taxa anual de 3,5% em junho, ritmo mais forte em quase 30 anos. O dado de julho será divulgado na próxima semana.

(Com Reuters)

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Fed mantém juros nos EUA, com diretores ressaltando progresso da economia e inflação transitória

SÃO PAULO – O Federal Reserve manteve nesta quarta-feira (28) a taxa básica de juros dos Estados Unidos próxima de zero e disse que a economia continua a progredir, apesar das preocupações com a pandemia do coronavírus.

“Os setores mais afetados pela pandemia mostraram melhorias, mas não se recuperaram totalmente”, disse o comunicado pós-reunião. “A inflação subiu, refletindo em grande parte fatores transitórios. As condições financeiras gerais permanecem acomodatícias, em parte refletindo medidas de política para apoiar a economia e o fluxo de crédito para famílias e empresas dos EUA”.

O comunicado reconheceu ainda que a economia americana fez “progresso” em direção às metas do Fed, embora o banco central do país continue as mensais de títulos sem sinalizar qualquer mudança no programa de estímulos.

O Fed compra hoje pelo menos US$ 120 bilhões por mês em títulos, sendo US$ 80 bilhões para o Tesouro e outros US$ 40 bilhões em títulos lastreados em hipotecas.

Há temores no mercado de que as compras em hipotecas poderiam criar outra bolha imobiliária, levando alguns integrantes do Fed a dizerem que estão dispostos a pensar em reduzir as compras desses títulos.

Apesar disso, o presidente da instituição, Jerome Powell, já disse várias vezes que as compras de hipotecas estão tendo apenas um efeito mínimo na habitação. O dirigente fala em coletiva ainda nesta tarde.

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Presidente do Fed de St. Louis defende corte gradual de estímulo

(Bloomberg) – O presidente do Federal Reserve de St. Louis, James Bullard, disse que o banco central dos Estados Unidos cumpriu a meta de alcançar “progresso substancial” tanto em termos de inflação quanto de emprego e defendeu que as autoridades de política monetária tomem medidas para a redução dos estímulos.

“Acho que estamos em uma situação em que podemos reduzir”, as compras de ativos, disse Bullard em entrevista à Bloomberg Television na quinta-feira. “Não queremos abalar os mercados nem nada, mas acho que é hora de encerrar essas medidas de emergência.”

Autoridades do Fed avaliam o ritmo de retirada do apoio da política monetária à economia em meio à reabertura depois das restrições da pandemia.

Os preços ao consumidor registraram forte alta impulsionados por gargalos na oferta, mas o banco central pediu paciência.

O presidente do Fed, Jerome Powell, disse na quarta-feira que a recuperação econômica dos EUA ainda não avançou o suficiente para começar a reduzir o ritmo mensal de compras de ativos de US$ 120 bilhões.

“No mercado de trabalho, acho que fizemos progresso substancial”, disse Bullard, citando o termo que autoridades de política monetária têm usado como referência para a redução gradual do estímulo.

O Comitê Federal de Mercado Aberto se reunirá de 27 a 28 de julho para discutir as perspectivas econômicas e planos sobre o momento apropriado para reduzir as compras de ativos.

O comitê deseja conseguir “progresso substancial” em inflação e emprego antes de iniciar a redução.

“A pandemia está bem controlada aqui”, disse Bullard. “Temos gargalos e escassez em todos os lugares.”

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Empresas dos EUA criaram 850 mil empregos no mês passado, o maior número desde agosto. Ao mesmo tempo, a escassez de mão de obra continua a causar problemas para algumas companhias, e o número de pessoas empregadas ainda está quase 7 milhões abaixo do nível pré-pandemia.

Nesse contexto, o índice de preços ao consumidor em junho subiu no ritmo mais rápido desde 2008, com alta de 5,4% em comparação com o ano anterior.

Autoridades do Fed argumentam que o aumento se deve em grande parte a fatores transitórios associados a gargalos na cadeia de suprimentos e à reabertura de segmentos de serviços com o controle da pandemia.

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Bancos dos EUA sofreram com Covid-19 em 2020, mas expectativa é de alta nos lucros

A recuperação econômica é promissora para os maiores bancos dos EUA. Grandes conglomerados bancários, incluindo JPMorgan Chase e Citigroup, deverão anunciar alta nos lucros do segundo trimestre de 2021, numa reviravolta em relação a um ano antes, quando tiveram de se proteger contra um salto no calote de empréstimos em meio à pandemia de covid-19.

Por outro lado, há obstáculos. Os negócios de transações com ativos, que prosperaram durante o caos da pandemia, estão desacelerando agora.

JPMorgan e Goldman Sachs vão publicar resultados trimestrais nesta terça-feira (13), e Citigroup, Bank of America (BofA) e Wells Fargo, no dia seguinte. Já os números do Morgan Stanley saem na quinta-feira (15).

Há um ano, os bancos americanos impulsionaram suas provisões em bilhões de dólares para cobrir empréstimos não pagos. No entanto, à medida que a perspectiva econômica melhorou, o setor bancário começou a liberar reservas, ampliando seus ganhos. Os lucros por ação do segundo trimestre deverão ser 40% maiores do que os do mesmo período de 2020, segundo analistas da Keefe, Bruyette & Woods.

Leia também: Foi dada a largada: o que esperar da temporada de resultados corporativos do 2º tri nos EUA

Já o “boom” de transações com ativos que sustentou os bancos durante a pandemia não se repetiu no segundo trimestre. Executivos do Citigroup e do JPMorgan disseram que as receitas advindas de operações com ativos serão 30% menores do que as de um ano antes. Isso significa que a receita total de cada banco pode ter diminuído cerca de 10%.

A demanda por empréstimos tem sido morna e as taxas de juros baixas prejudicam os lucros que os bancos poderiam ter na concessão de crédito. A margem de juros líquida do setor, uma importante medida da rentabilidade de empréstimos, atingiu mínima histórica no primeiro trimestre e analistas esperam desempenho semelhante no trimestre seguinte.

Fonte: Dow Jones Newswires.

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Ata do Fomc mostra que membros veem menor clareza em dados, mas se preparam para reduzir compras de ativos

SÃO PAULO – A ata da reunião de junho do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) revelou que os membros do Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, não estão com pressa para começar a reduzir as compras de ativos, embora já estejam pensando no momento mais adequado para fazer isso.

De acordo com o texto, o tão esperado padrão de “melhora substantiva” na economia americana não foi atingido na visão dos participantes do Fomc. Fora isso, alguns dos membros enxergaram os dados divulgados nas últimas semanas como menos claros em sinalizar o momentum da economia.

Entre eles, há expectativa de que a autoridade monetária dos EUA terá mais informações nos próximos meses para permitir uma melhor avaliação do caminho do mercado de trabalho e da inflação.

No entanto, vários membros mencionaram que esperam que as condições para começar a reduzir o ritmo de compras de ativos serão atendidas um pouco antes do que tinham antecipado em reuniões anteriores.

Em geral, os membros do Fomc julgaram que, “por uma questão de planejamento prudente, era importante estar bem posicionado para reduzir o ritmo de compras de ativos, se apropriado, em resposta a desenvolvimentos econômicos inesperados, incluindo um progresso mais rápido do que o previsto em direção às metas do Comitê ou o surgimento de riscos que possam impedir o cumprimento dos objetivos do Comitê ”, aponta a ata.

Como analisou a CNBC, a sensação que prevaleceu entre os membros do Fed é de que a economia ainda tem que atingir um progresso substantivo adicional antes de serem feitas quaisquer mudanças significativas na política monetária.

Além disso, os membros entendem que os mercados devem estar bem preparados para quando os estímulos forem retirados e a política monetária deixe de ser ultraestimulativa.

“Nas próximas reuniões, os participantes concordaram em continuar avaliando o progresso da economia em direção às metas do Comitê e em começar a discutir seus planos para ajustar o caminho e a composição das compras de ativos”, afirma a ata. “Além disso, os participantes reiteraram sua intenção de avisar com bastante antecedência uma decisão para reduzir o ritmo de compras.”

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Fed mantém juros e compras de ativos, mas eleva projeção de inflação nos EUA

SÃO PAULO – Os dirigentes do Federal Reserve (como é conhecido o banco central dos Estados Unidos) decidiram manter as taxas de juros no país entre 0% e 0,25%, além de continuar com as compras de ativos de US$ 120 bilhões por mês.

Apesar disso, a autoridade americana elevou sua projeção para a inflação medida pelo PCE, passando de 2,4% para 3,4% este ano, com o centro do PCE passando de 2,2% para 3%. Já para 2022 a perspectiva agora é de 2,1%, ante 2,0% projetado anteriormente.

Embora o Fed tenha elevado sua expectativa de inflação em um ponto percentual, o comunicado pós-reunião manteve o discurso que já tem feito há meses de que as pressões inflacionárias são “transitórias”. Além disso, eles seguem vendo a inflação tendendo para 2% no longo prazo.

O banco central americano não deu nenhuma indicação de quando começará a reduzir o seu programa de compra de títulos, algo que era esperado que fosse discutido nesse encontro. Apesar disso, o presidente do Fed, Jerome Powell, pode ainda trazer algum comentário sobre isso em sua coletiva nesta tarde.

Em sua decisão, o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) indicou que os aumentos de juros podem ocorrer já em 2023, após indicar em março que não haveria aumentos até pelo menos 2024. O chamado gráfico de pontos das expectativas dos membros individuais apontou para duas altas em 2023.

As autoridades aumentaram suas expectativas para o Produto Interno Bruto (PIB) deste ano de 6,5% para 7% neste ano. Já a estimativa de desemprego permaneceu inalterada em 4,5%.

A decisão destaca ainda o progresso das vacinações contra a Covid-19, observando que “os indicadores de atividade econômica e de emprego se fortaleceram. Os setores mais adversamente afetados pela pandemia permanecem fracos, mas mostraram melhorias”.

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O que esperar para as ações americanas e o Brasil em um cenário de alta dos juros nos EUA?

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SÃO PAULO – A inflação nos Estados Unidos atingiu seu patamar mais alto desde 2008. O índice de preços ao consumidor (CPI dos EUA) subiu 0,6% em maio e 5% na base anual. No mesmo período em 2008, o indicador subiu 5,3%. 

O dado gera preocupações em alguns investidores, já que a alta dos preços pode pressionar o Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA) a elevar a taxa de juros antes do esperado em uma tentativa de segurar a pressão inflacionária. 

Esse cenário de inflação e juros mais altos mexe muito, principalmente no curto prazo, com o preço dos ativos. Isso por que o mercado analisa: qual empresa é mais afetada por um ambiente de juros mais altosÉ aquela que está focando em crescer e desenvolver o seu negócio no presente, projetando o lucro no longo prazo”, explica Gustavo Aranha, sócio da Geo Capital. 

Em live no Instagram do InfoMoney, o especialista afirma que essas empresas trazem menos segurança, no curto prazo, porque veem o seu P/L, ou seja, a relação entre o preço atual de uma ação e o lucro por ação acumulado nos últimos 12 meses, aumentar.

Isso porque o lucro esperado pelo mercado para esses ativos na perpetuidade, que é considerado no cálculo do múltiplo, tende a ser maior em um cenário de juros mais altos do que nos níveis atuais, tendo em vista que o custo de oportunidade da renda fixa americana livre de risco será mais atraente.

“Um P/L alto, nesse momento, significa que o mercado tem expectativas altas para o papel, mas também indica que o valor necessário a ser pago pelo lucro gerado no futuro é mais alto e que o fluxo de caixa dessa empresa está mais longe de se concretizar.”

Assim, em um cenário com expectativa de juros mais altos, significa dizer que o preço pago pelo ativo dessa ação automaticamente ficará mais caro, diz Aranha. Enquanto isso, empresas com um P/L baixo não precisam crescer muito para serem ações lucrativas para a carteira. “É como se elas tivessem o fluxo de caixa mais perto do bolso, gerando maior segurança no momento”, explica. 

Dessa forma, para os investidores que estiverem alocados nos EUA, Aranha aconselha focar em empresas que sejam estruturadas e já possuam geração de caixa. As gigantes Alphabet (GOGL34), Apple (AAPL34), Berkshire Hathway (BERK34) e Disney (DISB34) estão na carteira da Geo Capital. 

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O profissional também acredita que, se os investidores apostarem no longo prazo, a preocupação com o preço atual dos ativos não deve ser tão grande. “Com a inflação e juros altos, o preço da companhia parece caro, mas como essa empresa fica em cinco anos? Se no longo prazo essa companhia apresenta um caminho lucrativo e saudável, o investimento pode ser feito sem grandes riscos.” 

Perspectivas  

A alta de juros na maior economia do mundo pode desencadear uma fuga de capital de países como o Brasil. Isso porque os títulos públicos dos EUA, juntamente ao ouro, são os ativos mais seguros do mercado. 

Ruy Alves, gestor de macroeconomia da Kinea Investimentos, também participou da live e explicou que, em um cenário de incerteza, os investidores procuram por segurança em seus portfólios.

Assim, por ser a maior economia global, a projeção de quebra dos EUA é muito baixa. E se a taxa de juros aumenta, o retorno oferecido pelos títulos norte-americanos fica mais atrativo, gerando maior procura e migração de capital para o exterior, diz o gestor da Kinea.

Nesse cenário, câmbio também deve ser afetado. “A procura por dólar vai aumentar e os nossos investimentos ficarão um pouco menos atrativos, tanto a nossa renda fixa quanto a renda variávelE o mercado de ações vai ter que se acostumar com isso, finaliza Alves.

E Agora, Ana?

O programa “E Agora, Ana?” vai ao ar às quartas-feiras, às 12h, no Instagram do InfoMoney. A série de lives, apresentada pela especialista em investimentos Ana Laura Magalhães, convida gestores, analistas e economistas para trazer informação relevante para o investidor brasileiro se posicionar nos mercados local e internacional.

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Fed reforça que alta da inflação é transitória, mas sinaliza discussão para mudança nas compras de ativos

SÃO PAULO – Os integrantes do Federal Reserve (o Banco Central dos Estados Unidos) reforçaram o discurso de que os impactos no preços vistos recentemente devem ser transitórios, porém, alguns diretores comentaram que discussões sobre mudanças nas compras de ativos podem ser feitas em breve.

“Vários participantes sugeriram que, se a economia continuasse a progredir rapidamente em direção às metas do Comitê, poderia ser apropriado em algum ponto das próximas reuniões começar a discutir um plano para ajustar o ritmo de compras de ativos”, diz a ata da última reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) divulgada nesta quarta-feira (19).

Após a decisão, há três semanas, o presidente do Fed, Jerome Powell, disse que a recuperação continua “desigual e longe de ser completa” e que a economia ainda não estava mostrando o padrão de “progresso substancial” que o comitê estabeleceu antes de mudar a política.

Por outro lado, desde essa fala, o Índice de Preços ao Consumidor (CPI) mostrou a inflação subindo a um ritmo anual de 4,2%, acima do esperado, enquanto analistas projetam que o Produto Interno Bruto (PIB) deve mostrar um crescimento próximo a 10% no segundo trimestre, ao passo que os indicadores na indústria e nos gastos estão mostrando forte impulso de alta.

Na reunião de abril, o Fomc decidiu manter as taxas de juros nos EUA próximas de zero e continuar seu plano de compras de pelo menos US$ 120 bilhões em títulos todo mês.

Os integrantes do Comitê disseram que esperavam que a demanda crescente por conta da reabertura combinada com problemas da cadeia de abastecimento poderiam empurrar os preços acima da meta de inflação de 2% do Fed. “Após o desaparecimento dos efeitos transitórios desses fatores, os participantes geralmente esperavam que a inflação medida diminuísse”, diz a ata.

O documento afirma ainda que “vários participantes” anteciparam que “provavelmente levará algum tempo até que a economia tenha feito um progresso substancial em direção às metas de emprego máximo e estabilidade de preços do Comitê em relação às condições prevalecentes em dezembro de 2020, quando o Comitê forneceu pela primeira vez sua orientação para compras de ativos”.

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Para Fed, alta de inflação e dado fraco de emprego devem ser temporários nos EUA

Integrante do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC, na sigla em inglês) do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), Christopher Waller reforçou o argumento de que a escalada recente dos preços e o Payroll fraco nos Estados Unidos serão temporários. Em evento virtual, o dirigente reconheceu que o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) surpreendeu analistas, mas ponderou que a leitura não altera sua visão sobre as perspectivas futuras.

Segundo ele, o movimento reflete a base de comparação fraco, gargalos na cadeia produtiva, excesso de demanda por trabalhadores e estímulos fiscais.

Waller projeta que a inflação ficará acima de 2% este ano e no próximo, devido a todos esses fatores. Contudo, ele entende que esses fenômenos vão arrefecer e voltar a enfraquecer os preços. “Embora eu espere que todos essas preços se afrouxem e que o aumento de preços se reverta, pode demorar algum tempo até que isso aconteça”, disse.

Também em relação aos dados do mercado de trabalho, indicado pelo “fraco” Payroll da última sexta-feira, Waller entende que a tendência é transitória e que a recuperação ganhará força nos próximos meses.

Ele reconheceu que os dados de emprego ainda seguem longes dos níveis pré-crise. “O Produto Interno Bruto (PIB) está de volta ao patamar pré-pandemia, mas apenas recuperamos 14 milhões dos 22 milhões de empregos perdidos na última primavera (no hemisfério norte)”, destacou.

O dirigente explicou que a dificuldade em encontrar trabalhadores, por conta do medo da covid-19 e altos benefícios a desempregados, é um dos fatores por trás do arrefecimento do mercado de trabalho, mas que isso deve ser revertido.

“Precisamos ver mais meses de dados antes de ter uma imagem clara sobre se tivemos progressos substanciais em direção ao nosso mandato duplo. Agora é hora de seremos um banco central paciente, e não guiados por surpresas temporárias nos indicadores”, disse ele, reiterando que o Fed deve manter a política acomodatícia “por algum tempo”.

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