Alta de custos pesa nos balanços do 2º tri para construtoras e incorporadoras: o que esperar para as ações do setor?

SÃO PAULO – No segundo trimestre deste ano, a alta da inflação pressionou os custos de materiais de construção e levou grande parte das incorporadoras e construtoras a apresentarem margens menores no período.

Enquanto o segmento de baixa renda foi o mais impactado, devido à maior sensibilidade dos clientes ao aumento de preços e ao teto de valor dos programas habitacionais, as construtoras residenciais de média e alta renda conseguiram repassar parte do preço – mas não saíram imunes.

Na Bolsa brasileira, todas as ações de incorporadoras apresentam queda no ano, chegando a 46,4% no caso da Plano&Plano (PLPL3).

Em relatório, o Credit Suisse escreve que, ainda que o cenário de curto prazo pareça atrativo para as incorporadoras de média e alta renda, as preocupações para o segundo semestre têm aumentado em função do aumento das taxas de financiamento e do preço dos imóveis, bem como diante de uma competição mais acirrada.

“As empresas acreditam que o pior em termos de custo de material de construção está pra trás e agora estão um pouco mais atentas ao custo de mão de obra”, escrevem os analistas.

Com relação às incorporadoras voltadas para o segmento de baixa renda, a avaliação do banco é negativa, dado que o aumento dos custos de materiais pesou bastante para o segmento.

Segundo o Credit Suisse, os orçamentos foram ajustados e, olhando para frente, as empresas parecem mais otimistas em função de maiores preços de vendas; menor competição de players pequenos; novos métodos de construção; além da possível revisão dos parâmetros dos programas do governo.

Durante live no Instagram do InfoMoney na última quarta-feira (11), Bruno Donadio, sócio da Equitas Investimentos, afirmou que já esteve mais otimista com o setor de construção civil, mas que grande parte do aumento de preço dos imóveis esperado foi corroído este ano pelo aumento dos custos.

“De agora em diante, vemos que os juros vão continuar subindo – o mercado está precificando Selic por volta de 7% ao fim do ano –, o que é ruim para o affordability [custo de aquisição]. Por isso estamos menos otimistas e temos uma exposição menor ao setor do que tínhamos um ano atrás”, afirma.

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A Equitas conta que tem posição em Eztec (EZTC3) na carteira há bastante tempo e que considera as ações “bastante descontadas”. Já o segmento de média renda, em que cita empresas como Direcional (DIRR3), é o que mais preocupa o gestor, uma vez que é fortemente afetado pelo aumento no custo de financiamento.

Destaques positivos da temporada

Entre os destaques positivos da temporada de balanços do segundo trimestre, segundo analistas do mercado financeiro, está a Cyrela (CYRE3).

Em relatório, a XP destaca que a companhia reportou margens brutas melhores e mais fortes do que o esperado, de 37,4%, principalmente devido aos lançamentos recentes com margens superiores, que compensaram o impacto dos maiores custos de construção.

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Cyrela é “medalha de ouro” no pódio das construtoras no 2º tri; segmento de baixa renda sofre por alta dos custos

Os dados da Cyrela também foram interpretados como positivos pelo Itaú BBA, que destaca a intensa compra de terrenos pela companhia, que somou 13 empreendimentos no período, dez deles localizados na cidade de São Paulo.

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Já o Credit Suisse afirma que, apesar da forte performance nos últimos trimestres, a companhia reconhece os desafios atuais e deve adotar uma abordagem mais cautelosa nos próximos meses.

Foco no segmento de alta renda

Com custos mais elevados, incorporadoras têm preferido alocar suas energias em empreendimentos de alto padrão, de forma a conseguirem repassar os preços ao consumidor final. A estratégia tem sido adotada por empresas como Eztec, Even e Lavvi (LAVV3).

Em relatório, o Credit Suisse destaca que o público de alta renda tem absorvido melhor o aumento dos preços e que a construtora Eztec deve aumentar o volume de lançamentos desse segmento nos próximos meses.

Na avaliação do Itaú BBA, os números da Eztec referentes a abril a junho deste ano vieram em linha com as estimativas do banco, uma vez que a receita ligeiramente mais fraca foi mais do que compensada por melhores margens brutas, particularmente aquelas decorrentes de vendas de estoque de unidades acabadas.

O banco tem recomendação outperform (acima da média do mercado) para as ações da empresa e preço-alvo de R$ 48.

O foco em empreendimentos mais premium também tem sido adotado pela Even (EVEN3). O Credit Suisse destaca o incremento de projetos, como a inclusão de quadras de tênis, por exemplo, tornando os projetos mais atrativos para vendas a preços mais elevados.

Na avaliação do banco, os lançamentos devem acelerar no segundo semestre, com a administração da companhia vendo um cenário de preços mais favoráveis pela frente.

Segundo o Bradesco BBI, os dados do segundo trimestre da Even vieram sólidos. A forte posição de caixa da companhia, bem como o valuation atrativo (de 1 vez o preço sobre o valor patrimonial) levou os analistas a reafirmarem a recomendação de compra para EVEN3, com preço-alvo de R$ 15 por ação para o fim de 2021.

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Ainda no segmento de alta renda, os analistas da XP interpretaram os dados da Lavvi (LAVV3) como sólidos no segundo trimestre, impulsionados pelos lançamentos recentes, em especial o empreendimento Villa Versace.

Os analistas escrevem que a Lavvi apresentou uma pequena queima de caixa de R$ 6 milhões no balanço patrimonial, já que a entrada de caixa das vendas do projeto Versace foi compensada pela aquisição de terrenos.

A XP tem recomendação de compra e preço-alvo de R$ 11,50 por ação para a construtora.

A opinião é compartilhada pelo BBA, que afirma que a Lavvi relatou resultados robustos, superando as estimativas devido ao bom desempenho de vendas e em meio às margens sólidas provenientes da Villa Versace.

O banco tem recomendação outperform e preço-alvo de R$ 12,20 para os papéis da companhia.

Direcional é destaque no segmento de baixa renda

Por fim, entre as construtoras voltadas para o segmento de média e baixa renda, Direcional (DIRR3) foi um dos principais destaques, segundo analistas do mercado financeiro.

Em relatório, a XP escreveu que os resultados vieram positivos, em linha com o esperado, e que, ao contrário da maioria dos seus pares de mercado, a companhia conseguiu apresentar uma melhora na margem bruta, apesar dos custos crescentes nos materiais de construção.

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Em cenário de custos crescentes impactando resultados de incorporadoras, Direcional é destaque positivo

O Bradesco BBI também vê a Direcional se destacando em relação aos pares, ao combinar crescimento de dois dígitos, potencial de valorização e um múltiplo preço sobre lucro de um dígito (de 7,4 vezes estimado para 2022).

Para os analistas, DIRR3 é uma das histórias “mais baratas” na cobertura do banco e permanece como a principal escolha no setor. O Bradesco BBI tem recomendação de outperform (acima da média do mercado) para os papéis e preço-alvo de R$ 20.

Já o Credit Suisse tem recomendação neutra. “Embora reconheçamos a força desses resultados, continuamos céticos em relação às perspectivas para o setor de construção residencial no Brasil, dada a tendência de alta dos custos e um potencial aumento nas taxas de financiamento”, escreve o time de análise.

Uma visão mais negativa para o setor de construção civil também é adotada por Luiz Garcia, sócio da Apex Investimentos.

Durante live no Instagram do InfoMoney, Garcia afirmou que o setor imobiliário não está em um momento favorável para investimento, o que explica as ações do setor em baixa no ano na Bolsa, diz.

“Quando olhamos o setor hoje, não é o momento ideal para investir. Agora, quem busca o investimento de médio e longo prazo, pode entrar em um ponto atrativo. Mas é preciso buscar empresas vencedoras e mais resilientes do setor, ou seja, aquelas com demanda mais forte e inelástica – caso do setor de baixa renda”, diz.

Segundo ele, empresas ligadas ao setor de baixa renda oferecem hoje melhor relação entre risco e retorno. É o caso de companhias como Cury (CURY3) e Tenda [(ativo=TEND3]). “São empresas que estão negociando a um preço sobre lucro bem baixo, principalmente Cury, na qual todas as métricas, como margem e retorno são recordes no setor”, completa.

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Cyrela é “medalha de ouro” no pódio das construtoras no 2º tri; segmento de baixa renda sofre por alta dos custos

SÃO PAULO – Em meio à alta da inflação, que tem elevado os custos e pesado sobre o desempenho de companhias do setor de construção na Bolsa, destacaram-se no segundo trimestre aquelas que conseguiram apresentar bons resultados mesmo em meio aos ventos contrários.

Neste cenário, o destaque entre as companhias que divulgaram resultados na noite da última quinta-feira (12) ficou por conta das construtoras residenciais de média e alta renda, que conseguiram repassar o aumento dos preços aos seus clientes, reportando melhora na margem bruta.

Por outro lado, devido à maior sensibilidade dos clientes do segmento de baixa renda aos aumentos de preços e ao teto de valor do programa habitacional Casa Verde e Amarela, as margens de incorporadoras focadas nesse público permaneceram sob pressão no período.

Em relatório que criou o “pódio das incorporadoras” sob cobertura, a XP atribuiu a medalha de ouro do setor entre as companhias que divulgaram resultado na véspera à Cyrela (CYRE3).

Na avaliação dos analistas, a companhia reportou margens brutas melhores e mais fortes do que o esperado, de 37,4%, principalmente devido aos lançamentos recentes com margens superiores, que compensaram o impacto dos maiores custos de construção.

O desempenho mais forte de suas Joint Ventures também ajudou o lucro líquido a superar a estimativa da casa para o trimestre.

Entre abril e junho deste ano, a Cyrela teve um lucro líquido de R$ 267 milhões, crescimento de 298,2% na base de comparação anual. Já a receita líquida da companhia somou R$ 1,18 bilhão, valor 101,6% superior ao do segundo trimestre de 2020.

A XP tem recomendação de compra para os papéis CYRE3 e preço-alvo de R$ 33 por ação.

Os dados da Cyrela referentes ao segundo trimestre também foram interpretados como positivos pelo Itaú BBA, que destaca a intensa compra de terrenos pela companhia, que totalizou 13 empreendimentos no período, dez deles localizados na cidade de São Paulo.

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O banco tem recomendação de outperform (acima da média do mercado) para os papéis da construtora e preço-alvo de R$ 34,80.

Apesar de uma análise positiva do mercado, as ações CYRE3 encerraram o pregão desta sexta com baixa de 1,5%, negociadas a R$ 19,04.

Eztec ganha medalha de prata…

A medalha de prata entre as construtoras ficou com a Eztec (EZTC3), segundo a XP.

Os analistas avaliam que as margens mais fortes no período foram resultado de um mix mais favorável de projetos sendo reconhecidos, caso do empreendimento Cidade Maia, e de preços de vendas mais elevados.

No último trimestre, a Eztec registrou lucro líquido de R$ 139,5 milhões, montante 104% maior do que no mesmo período de 2020. Já a receita operacional líquida somou R$ 289 milhões, expansão de 89%.

A XP tem recomendação de compra para os papéis da companhia e preço-alvo de R$ 48 por ação.

O Itaú BBA por sua vez, escreve que os números da Eztec vieram amplamente em linha com as estimativas do banco, uma vez que a receita ligeiramente mais fraca foi mais do que compensada por melhores margens brutas, particularmente aquelas decorrentes de vendas de estoque de unidades acabadas.

O banco também tem recomendação outperform para as ações da empresa e preço-alvo de R$ 48.

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Os papéis EZTC3 encerraram o pregão desta sexta em baixa de 0,88%, a R$ 25,88.

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Em cenário de custos crescentes impactando resultados de incorporadoras, Direcional é destaque positivo

… e o bronze fica com Lavvi

O pódio da XP é completado pela Lavvi (LAVV3), que apresentou resultados sólidos, na opinião dos analistas da XP, impulsionados pelos lançamentos recentes, em especial o empreendimento Villa Versace.

Os analistas escrevem que a Lavvi apresentou uma pequena queima de caixa de R$ 6 milhões no balanço patrimonial, já que a entrada de caixa das vendas do projeto Versace foi compensada pela aquisição de terrenos.

O time de análise também reforça a posição de caixa líquido robusto da companhia, com alavancagem de dívida líquida sobre o patrimônio líquido negativa em 60,5%.

A XP tem recomendação de compra e preço-alvo de R$ 11,50 por ação para a construtora.

A opinião é compartilhada pelo BBA, que afirma que a Lavvi relatou resultados robustos, superando as estimativas devido ao bom desempenho de vendas e em meio às margens sólidas provenientes da Villa Versace.

O banco tem recomendação outperform e preço-alvo de R$ 12,20 para os papéis da companhia.

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Os papéis LAVV3 encerraram o pregão próximos da estabilidade, a R$ 7,18.

Fora do pódio da XP, a Cury publicou resultados positivos, com o robusto crescimento da receita sustentado pelo forte desempenho de vendas no trimestre, apontam os analistas.

O time de análise escreve ainda que as despesas operacionais um pouco maiores foram compensadas por uma menor carga tributária efetiva, o que levou seu lucro líquido para R$ 79 milhões

Entre abril e junho deste ano, a companhia também reportou recorde de receita líquida de R$ 451,2 milhões, alta de 83,3%, com patamares recordes de lançamentos e vendas do período, de R$ 686,2 milhões e R$ 682,6 milhões, respectivamente.

Os resultados levaram a XP a reiterar a recomendação de compra, com preço-alvo de R$ 15.

O Itaú BBA reforça que a Cury apresentou margens “surpreendentemente positivas” mesmo em um cenário desafiador de aumento dos custos.

Com recomendação outperform para os papéis da companhia e preço-alvo de R$ 15,30, o banco enaltece o forte conjunto de números reportados no trimestre, com destaque para a expansão da margem bruta, que ficou em 36,1% entre abril e junho deste ano.

Os papéis CURY3 encerraram o pregão desta sexta em alta de 1,5%, a R$ 8,25.

Os resultados do segundo trimestre da Trisul em linha com as estimativas da XP levou a casa a manter sua visão construtiva para a companhia e a recomendação de compra, com preço-alvo de R$ 14 por ação.

Segundo os analistas, apesar da receita marginalmente abaixo do esperado, ela foi compensada por uma margem bruta de 37,8%, o que levou seu lucro líquido para patamares próximos dos números esperados.

Já no balanço patrimonial, o time cita que a companhia reportou uma pequena geração de caixa operacional de R$ 6,5 milhões, o que é vista pela XP como saudável.

Os papéis TRIS3 encerraram o pregão desta sexta em queda de 4,4%, a R$ 7,57.

Plano&Plano (PLPL3)

Por fim, o Itaú BBA interpreta os resultados do segundo trimestre da construtora voltada para o público de baixa renda Plano&Plano como negativos.

O time avalia que os dados vieram fracos, com forte compressão da margem bruta e maiores despesas com vendas, gerais e administrativas levando a uma perda considerável de lucro por ação.

Os papéis encerraram o pregão desta sexta-feira (13) com forte queda de 9,7%, negociados a R$ 4,29.

Do lado positivo, a casa destaca que mesmo com as aquisições de terrenos no período, a empresa teve uma geração de caixa de R$ 34 milhões no trimestre.

O Itaú BBA tem recomendação outperform para os papéis da construtora e preço-alvo de R$ 12,90.

Em relatório, a XP também chama atenção para os resultados mais amenos da companhia devido às maiores despesas operacionais, que pressionaram seus resultados trimestrais e levaram a um lucro líquido abaixo das estimativas da casa.

Apesar dos resultados mais amenos no curto prazo, a XP mantém sua visão positiva para o papel no longo prazo e a recomendação de compra, com preço-alvo de R$10 por ação.

Na avaliação da XP, o desempenho recorde de vendas abre espaço para que as companhias de baixa renda aumentem gradativamente os preços e recuperem suas margens no longo prazo, sem comprometer a velocidade de vendas.

Por Dentro dos Resultados
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Prejuízo de R$ 138 milhões da C&A, lucro de R$ 961 milhões da CPFL e mais 12 resultados

(Shutterstock)

SÃO PAULO – Depois de uma sessão de alta da Bolsa, esta quinta-feira (13) foi agitada por uma bateria de mais de 30 resultados divulgados após o fechamento da B3. Fora os números de Petrobras (PETR3; PETR4), Magazine Luiza (MGLU3), Lojas Renner (LREN3), Cyrela (CYRE3) e CCR (CCRO3) ainda saíram diversos balanços de empresas cujas ações fazem parte do Ibovespa, o principal benchmark do mercado brasileiro.

Confira os principais resultados desta quinta:

No setor de educação, a Anima registrou um lucro líquido de R$ 56,3 milhões no primeiro trimestre de 2021, o que representa um crescimento de 28,5% em relação ao mesmo período do ano passado. O Lucro Antes de Juros, Impostos, Depreciações e Amortizações (Ebitda, na sigla em inglês) da empresa totalizou R$ 146,5 milhões, em uma expansão de 23,9% na mesma base de comparação. Já a receita líquida atingiu R$ 416 milhões, em incremento de 22,8%.

BR Malls (BRML3)

O lucro da administradora de shopping centers BR Malls foi de R$ 76,02 milhões no primeiro trimestre de 2021, em uma contração de 41,5% ante o mesmo período do ano anterior. Ao mesmo tempo, o Ebitda da empresa chegou a R$ 171,12 milhões, o que representa uma queda de 17,2% na comparação anual. A receita líquida de R$ 241,1 milhões foi uma baixa de 18,5% nessa mesma base.

C&A Modas (CEAB3)

Rede de lojas varejista de vestuário, a C&A teve um prejuízo líquido de R$ 138,5 milhões no primeiro trimestre de 2021, perda que foi três vezes maior que o prejuízo de R$ 55,4 milhões registrado nos primeiros três meses de 2020. O Ebitda ajustado da companhia foi negativo em R$ 133,8 milhões, depois da empresa ter reportado um Ebitda positivo de R$ 4,2 milhões no mesmo período do ano passado. A receita líquida da C&A totalizou R$ 776,1 milhões, o que representa uma queda de 20,6% na comparação anual.

A companhia de energia elétrica CPFL teve lucro líquido de R$ 961 milhões no primeiro trimestre de 2021, número 6,3% maior que o registrado no mesmo período do ano passado. Já o Ebitda da companhia foi de R$ 1,966 bilhão, valor 15,9% superior ao do primeiro trimestre de 2020. A receita líquida, por sua vez, totalizou R$ 8,288 bilhões, em uma expansão de 13,8% na comparação anual.

Ecorodovias (ECOR3)

Concessionária de rodovias, a Ecorodovias teve um lucro líquido de 88 milhões no primeiro trimestre de 2021, valor 11,9% menor que o do mesmo período do ano passado. O Ebitda da empresa somou R$ 575,4 milhões, em crescimento de 8,5% ante o primeiro trimestre de 2020. A receita líquida, por sua vez, atingiu R$ 836,3 milhões, o que corresponde a um avanço de 8,9% na base anual.

A construtora/incorporadora Eztec reportou um lucro líquido de R$ 72,9 milhões, o que representa uma queda de 6% em comparação com os números do primeiro trimestre de 2020. O Ebitda somou R$ 38,9 milhões, em uma retração de 28% sobre o mesmo período do ano passado. Por fim, a receita líquida atingiu R$ 194,97 milhões, um resultado que corresponde a uma queda de 22% na base anual de comparação.

Na construção/incorporação, a Even teve lucro líquido de R$ 83,6 milhões, Ebitda de R$ 111,46 milhões e receita líquida de R$ 683,38 milhões, em crescimentos de 130%, 87,5% e 68% respectivamente na comparação com o primeiro trimestre de 2020.

Grupo Mateus (GMAT3)

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A rede varejista Grupo Mateus reportou um lucro líquido de R$ 157 milhões no primeiro trimestre deste ano, em um crescimento de 53,9% em relação ao mesmo período do ano passado. O Ebitda foi de R$ 220 milhões, em avanço de 41,6% e a receita líquida somou R$ 3,362 bilhões, o que representa uma expansão de 39,6% sobre os primeiros três meses de 2020.

Mais uma construtora e incorporadora, a Lavvi teve um lucro líquido de R$ 17,05 milhões, o que equivale a um crescimento de 89% ante o mesmo período do ano passado. A receita líquida da empresa totalizou R$ 90,43 milhões, em expansão de 113% na base anual de comparação.

No setor de distribuição de energia elétrica, a Light registrou prejuízo líquido de R$ 40,83 milhões, nos primeiros três meses deste ano depois de ter lucrado R$ 166,7 milhões no primeiro trimestre de 2020. O Ebitda da empresa foi de R$ 419,8 milhões, em uma retração de 9,9% na base anual. A receita líquida bateu R$ 3,51 bilhões, crescendo 21,2% na comparação anual.

Especializada em implementos rodoviários, a Randon somou lucro líquido de R$ 134,1 milhões, o que corresponde a um crescimento de 4378,3% sobre o mesmo período do ano passado. O Ebitda ajustado foi de R$ 334,07 milhões, em alta de 122,7% na comparação anual e a receita líquida bateu R$ 1,913 bilhão, o que representa um aumento de 63,8% na mesma base de comparação.

Atuando no ramo de logística, a Rumo teve um lucro de R$ 175 milhões no primeiro trimestre de 2021, revertendo um prejuízo de R$ 274 milhões no mesmo período do ano passado. O Ebitda da empresa totalizou R$ 832 milhões, um crescimento de 44,2% na comparação anual. Já a receita líquida da companhia somou R$ 1,746 bilhão, o que representa um incremento de 22,6% ante os primeiros três meses de 2020.

A Sanepar teve um lucro líquido de R$ 246,5 milhões no primeiro trimestre de 2021, valor que representa uma queda de 3,7% em relação ao mesmo período do ano passado. O Ebitda somou R$ 522,7 milhões, em crescimento de 0,3% na base anual de comparação. A receita líquida totalizou R$ 1,226 bilhão, o que corresponde a uma queda de 1,6% ano a ano.

A incorporadora Tecnisa teve prejuízo líquido de R$ 26 milhões no primeiro trimestre de 2021, uma melhora de 55% em relação ao prejuízo líquido de R$ 58 milhões no primeiro trimestre de 2020. O Ebitda foi negativo em R$ 10,56 milhões, ante R$ 50,58 milhões de perda no mesmo período do ano passado. A Receita Líquida totalizou R$ 33 milhões no período, em redução de 26% em relação aos primeiros três meses de 2020.

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Ações da Lavvi (LAVV3) estreiam na B3 em baixa de mais de 10%

Lavvi/Foto: divulgação/Facebook

SÃO PAULO – A ação da Lavvi (LAVV3) estreia na B3 na sessão desta quarta-feira com forte queda. Às 10h33 (horário de Brasília), os ativos LAVV3 registravam baixa de 12%, a R$ 8,36.

No IPO, o preço da ação foi fixado a R$ 9,50 – a faixa indicativa de preço era de R$ 11 a R$ 14,50. A operação levantou aproximadamente R$ 1,16 bilhão.

Foram vendidas ao todo 122.092.000 ações, incluindo lote adicional de 13.980.000 ações.

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Subsidiária da Cyrela (CYRE3), a Lavvi atua principalmente nos segmentos de médio e alto padrão, com 100% dos empreendimentos localizados na cidade de São Paulo.

Em prospecto preliminar, a companhia informou que os recursos provenientes da oferta serão usados para aquisição de landbank, despesas administrativas e de marketing, além de pagamento antecipado de certificados de recebíveis imobiliários.

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Totvs oferece pagar R$ 100 mi à Linx se compra for vetada, estreia de Lavvi e Pague Menos na B3, recomendações e mais notícias

No noticiário corporativo, um dos destaques é o início da negociação das novas ações da Lavvi (LAVV3) e Pague Menos (PGMN3) após oferta inicial de ações.

A Engie (EGIE3)anunciou que o Itaú Unibanco vai comprar 18,56% do capital de uma controlada indireta da companhia, no valor de R$ 500 milhões. O acordo vai viabilizar a implantação de cerca de 1.800 quilômetros de linhas de transmissão nos estados do Pará e Tocantins.

Além disso, a Neoenergia (NEOE3) contratou financiamentos de R$ 3,4 bilhões com o BNDES para as distribuidoras do grupo, enquanto a Iguá Saneamento retomou o processo de IPO.

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Também chama atenção a renúncia do diretor Administrativo e Financeiro e de Relações com Investidores da Lojas Renner (LREN3), Laurence Beltrão Gomes, que vai se dedicar a outros projetos.

Destaque ainda para as recomendações: o Credit Suisse iniciou cobertura para Irani (RANI3) com recomendação outperform, enquanto o Itaú BBA iniciou cobertura para as ações da Panvel (PNVL3); o Credit Suisse também colocou as ações da Carrefour Brasil (CRFB3) como top pick.

Já a Usiminas (USIM5) foi elevada de neutra a overweight pelo JPMorgan, com preço-alvo de R$ 12,50, enquanto a Localiza (RENT3) rebaixada a neutra pelo mesmo banco, com preço-alvo de R$ 53. O American Depositary Receipts (ADRs) da CSN (CSNA3) de neutra para venda pelo UBS.

Confira os destaques:

Lavvi (LAVV3) e Pague Menos (PGMN3)

As ações da Pague Menos e da Lavvi estreiam na B3.

A rede de farmácias Pague Menos é a terceira maior do Brasil em número de lojas, de acordo com dados da Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (ABRAFARMA). A empresa foi criada no Ceará em 1981 e está presente em todos os Estados brasileiros e no Distrito Federal, contando com mais de 1.100 lojas, 820 unidades do Clinic Farma e mais de 20 mil colaboradores que atuam em 327 municípios.

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A companhia teve a ação precificada na segunda-feira (31) a R$ 8,50 na abertura de capital – abaixo da faixa indicativa, que variava entre R$ 10,22 e R$ 12,54. Com a venda de 101.054.482 ações, a captação foi de cerca de R$ 859 milhões.

Já a Lavvi é subsidiária da Cyrela (CYRE3) e atua principalmente nos segmentos de médio e alto padrão, com 100% dos empreendimentos localizados na cidade de São Paulo.

No IPO, o preço da ação foi fixado a R$ 9,50 – a faixa indicativa de preço era de R$ 11 a R$ 14,50. A operação levantou aproximadamente R$ 1,16 bilhão. Foram vendidas ao todo 122.092.000 ações, incluindo lote adicional de 13.980.000 ações.

A Engie anunciou um acordo de investimento com o Itaú Unibanco que prevê um aporte de R$ 500 milhões na empresa. Segundo comunicado, o banco vai subscrever ações preferenciais emitidas pela Novo Estado Participações (NEP), que é uma controlada indireta da Engie. O Itaú vai ficar com 18,56% do capital social da NEP.

A operação vai viabilizar a implantação de cerca de 1.800 quilômetros de linhas de transmissão nos estados do Pará e Tocantins. Em nota o diretor-presidente da Engie, Eduardo Sattamini, destacou que a empresa continuará a deter a gestão do ativo.

Segundo o Credit Suisse, a notícia é positiva. O Capex ta NEP atinge R$ 3 bilhões, e o Credit estima Valor Presente Líquido de R$ 450 milhões.

A Totvs informou que vai enviar aos conselheiros independentes da Linx nesta semana a documentação relativa à proposta de combinação dos negócios com a empresa.

O documento vai incluir a previsão de pagamento pela Totvs à Linx de uma multa no valor de R$100 milhões, caso a operação – depois de aprovada pelos acionistas de ambas as companhias — não seja aprovada pelo Cade.

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A companhia destacou que a medida está vinculada ao melhor interesse da companhia e não de terceiros, sem que possam resultar em ilegítimas consequências financeiras para a própria companhia.

A empresa disse ainda que o formulário F-4 exigido pela Securities and Exchange Commission está em fase avançada de preparação e logo será enviado ao órgão regulador.

Na véspera, a empresa de maquininhas Stone elevou a proposta pela Linx em 4% – para um total de R$ 35,10 por ação, ante os R$ 33,76 anteriores. Isso, na prática, aumenta a oferta original de R$ 6 bilhões para cerca de R$ 6,2 bilhões.

Além disso, dentro das negociações, caso o acordo não seja fechado, a multa imposta à Linx também ficou um pouco menor, caindo de R$ 600 milhões para R$ 454 milhões. A cláusula de não competição para os sócios da Linx também ficou mais branda: o prazo, que antes era de cinco anos, agora foi reduzido para três.

Os sistemas da Linx são vistos como vitais pela Stone. Com 9% do mercado de maquininhas, a Stone quer se consolidar como uma empresa vai além das soluções de pagamento. Pretende oferecer ao varejo a tecnologia para a gestão do negócio – a especialidade da Linx.

Conforme aponta o Bradesco BBI, a oferta em dinheiro por ação passou de R$ 30,39 para R$ 31,56, é uma mudança não tão significativa.”O aumento na oferta foi pequeno, o que pode indicar sinergias menores do que o esperado entre Stone e Linx.” Além disso, a Stone está oferecendo agora suas próprias ações, fazendo a oferta atingir R$ 35,10 por ação da Linx.

Na véspera, as ações da Linx subiram 4% com a expectativa de um movimento similar pela Totvs. O banco acredita que a Stone vai ganhar o processo de venda, mas destacou que as chances da Totvs estão aumentando.

Já sobre a proposta da Totvs, o BBI ressalta que a resposta rápida da companhia demonstra o interesse da empresa no negócio, que, diante do modesto aumento da proposta de Stone, acaba aumentando as chances de sucesso da companhia, embora o caso base dos analistas seja de que a Stone ganhe o negócio. “Com relação à penalidade, não esperamos maiores entraves do órgão antitruste, pois as empresas possuem carteiras complementares”, afirmam os analistas.

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O Credit Suisse iniciou a cobertura das ações da companhia de papel e celulose Irani com recomendação outperform (desempenho acima da média do mercado) e preço-alvo de R$ 6,50, com potencial de alta de 40%. O banco avalia que a Irani é uma ação defensiva com ganhos previsíveis, já que 80% dos volumes são enviados para clientes em setores que vivem ciclos de negócios, enquanto os preços da Irani acompanham a inflação.

Segundo relatório, a Irani também tem uma linha de projetos que pretende desenvolver nos próximos anos, focada em crescimento e cortes de custos. “Acreditamos que os projetos são positivos e ainda não estão precificados.”

O Credit espera que os projetos gerem uma expansão de 7% da margem Ebitda até 2025 (de 23% em 2020 para 30%), além de fazer o Ebitda crescer 73% no mesmo período. O banco destacou o valuation atrativo de 6,4 vezes o valor de mercado sobre o Ebitda (EV/Ebitda). Os concorrentes são avaliados em cerca de 7,6 vezes.

Carrefour Brasil (CRFB3)

O Credit Suisse destacou em relatório que o Carrefour Brasil é seu novo top pick. O banco atualizou as previsões para o papel, com revisão do Ebitda (em 7% e 9% para 2021 e 2022, respectivamente), e aumento do preço alvo para R$ 25 por ação, com potencial de alta de 24%. A recomendação foi elevada de neutra para outperform.

Segundo o relatório, a empresa tem mostrado resultados consistentes, sustentados não apenas por forte demanda mas por ganhos de eficiência e mais assertividade na estratégia promocional. O banco conversou com o CFO Sebastien Durchon e com a Diretora de RI Natalia Lacava, que sinalizaram a continuidade de bons resultados nos próximos trimestres.

O Credit destacou a incorporação de 30 lojas Makro nos próximos 12 meses, o robusto crescimento das vendas e melhorias de eficiência, que ainda não estão precificados nas ações. Em sua visão, o perfil defensivo de varejista de alimentos coloca o Carrefour numa posição mais confortável após o fim do auxílio emergencial dado pelo governo brasileiro.

O lucro deve crescer 18% em 2020 e 9% em 2021. A ação deve operar a 16.2x P/E (preço sobre lucro) em 2021. Outras iniciativas favoráveis, segundo o banco, são melhorias em pagamentos e o desenvolvimento de uma plataforma de e-commerce de alimentos.

O Itaú BBA iniciou a cobertura de Panvel, com recomendação outperform e preço justo de R$ 34 para 2021. A empresa concluiu recentemente um IPO, levantando R$ 480 milhões para financiar seu plano de expansão de lojas. Nos níveis atuais, o banco vê a ação negociando a 36 vezes P/E (preço sobre lucro) em 2021, um desconto de 10% em relação à RD (RALD3).

O banco destacou que a empresa tem operado com ROIC (Retorno sobre Capital Investido) de 15%, em linha com a RD, impulsionada por um portfólio competitivo de vendas e Capex por loja baixo. O BBA afirmou que a empresa pretende abrir mais 370 lojas, a maioria no Sul do Brasil, até 2025. “Apesar do histórico excelente, a estratégia traz um risco relevante de canibalização”, destacou. O banco citou ainda a penetração de 20% de e-commerce e o índice de 61% nas buscas orgânicas no tráfego do site.

O Bradesco BBI afirmou que a Panvel está operando com múltiplo PE (Preço sobre Lucro) de 33 vezes em 2021, um desconto de 35% ante a RD. Em relatório, o banco disse que a empresa é a preferida dentro do setor farmacêutico.

A Vale iniciou protocolo de emergência em 2 diques em Minas Gerais. A companhia começou hoje, de forma preventiva, protocolo de emergência em nível 1 dos diques Paracatu e Patrimônio. A medida não requer a evacuação da população a jusante das estruturas.

Ambas as estruturas tiveram Declarações de Condição de Estabilidade negativas emitidas. Outras 4 estruturas em Minas Gerais, com protocolos de emergência em Nível 1 iniciados anteriormente, tiveram DCEs negativas emitidas: barragem Borrachudo II, barragem 6, barragem 7A e barragem Área IX. Os protocolos adotados não impactam produção de 2020.

Iguá Saneamento

A Iguá Saneamento decidiu retomar o processo de registro de sua oferta pública inicial de distribuição primária e secundária de ações ordinárias na Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

A empresa também apresentou à B3 pedido de retomada do processo de migração das ações ordinárias de emissão da companhia para negociação em mercado de bolsa, no segmento Novo Mercado da B3, bem como o registro da Oferta.

Neoenergia (NEOE3)

A Neoenergia contratou financiamentos de R$ 3,4 bilhões com o BNDES para as distribuidoras do grupo. O montante representa cerca de 50% do Capex de 2020 e 2021.

De acordo com a empresa, o custo da operação é de IPCA + 3,78% ao ano, e prazo de vencimento de até 20 anos. Deste montante, R$ 1,6 bilhão será destinado à Coelba; R$ 700 milhões à Celpe; R$ 700 milhões à Elektro e R$ 400 milhões à Cosern.

No segmento de transmissão, a empresa firmou com o BNDES contrato para financiar o investimento da Neoenergia Santa Luzia Transmissão de Energia S.A. (lote 6 do leilão nº 02/2017, realizado em dezembro de 2017). A operação tem valor total de R$ 369 milhões por um prazo de 24 anos, com carência até setembro de 2023, a um custo de IPCA + 4,13% ao ano.

Já no setor eólico, foi aprovado financiamento junto ao Banco do Nordeste do Brasil para investimento do Complexo Oitis (parques 2 a 8). A operação tem valor total de R$ 715 milhões por um prazo de 24 anos, com carência de até 3 anos, a um custo de IPCA + 1,33% ao ano.

Equatorial Energia (EQTL3)

A Equatorial Energia informou que a Aneel decidiu pela aplicação das tarifas fixadas na Revisão Tarifária Anual de 2019 a partir de amanhã (02) na sua controlada Equatorial Piauí Distribuidora de Energia.

A empresa informou que a Aneel decidiu instaurar consulta pública visando obter subsídios para a revisão tarifária de 2020.

O Fleury informou o lançamento da Saúde iD, empresa de tecnologia, baseada na ciência de dados e inteligência artificial, após investimentos de R$ 50 milhões.

O sistema permitirá que ao paciente agendar e realizar teleconsultas, consultas presenciais, marcar e acessar resultados de exames diagnósticos, consultar seu prontuário eletrônico, auto gerenciar seus problemas de saúde (doenças crônicas).

No futuro, a ideia é criar um marketplace que oferecerá desde de venda e entrega de medicamentos a kits de alimentação saudável, bens de consumo e ofertas para adoção de hábitos saudáveis. A plataforma vai começar com a gestão de 7 milhões de vidas.

O conselho de administração da Omega aprovou o preço por ação de R$ 38,25 em sua oferta pública de distribuição primária com esforços restritos. Além disso, o conselho aprovou o aumento do capital social da companhia, no montante total de R$ 896,9 milhões, mediante a emissão de 23.450.027 novas ações. O Banco Itaú BBA é o coordenador da operação.

A empresa informou também que a quantidade de ações inicialmente ofertada foi acrescida em 35%,, ou seja, em 6.079.636 ações, nas mesmas condições e pelo mesmo preço das ações inicialmente ofertadas, para atender a eventual excesso de demanda no âmbito do procedimento de Bookbuilding

O início das negociações das ações ocorrerá amanhã (03), e a liquidação financeira se dará no dia seguinte.

Os recursos captados serão destinados para a compra de ativos de geração de energia elétrica operacionais, assim como para a condução dos negócios. Segundo a empresa, algumas oportunidades de negócios estão sendo analisadas atualmente.

Lojas Renner (LREN3)

O diretor Administrativo e Financeiro e de Relações com Investidores da Lojas Renner, Laurence Beltrão Gomes, renunciou ao cargo para se dedicar a outros projetos. Ele será substituído por Alvaro Jorge Fontes de Azevedo, com o mesmo prazo de mandato, que é até a Assembleia Geral Ordinária de 2022.

Segundo a Renner, Azevedo tem 36 anos de carreira, com ênfase em finanças e controles internos de instituições financeiras, provendo apoio às linhas de negócio. Azevedo foi CFO, COO e Diretor Executivo do Banco Votorantim entre 2012 e 2019. Ele também foi CFO e Diretor Executivo do HSBC Brasil entre 2007 e 2012.

A Lopes informou que o segmento de franquias Rede Lopes registrou no mês de agosto recorde operacional, atingindo R$ 400 milhões intermediados, resultado 47% superior ao observado em agosto de 2019.

As intermediações deste segmento de negócios se aproximam de R$ 800 milhões no 3º trimestre de 2020, indicando um crescimento de 55% no valor intermediado em relação ao mesmo período do ano anterior.

A Randon informou que as condições para a compra da Nakata Automotiva pela sua controlada Fras-le foram atendidas. Com isso, a Randon assume o controle e a gestão da Nakata, por meio da Fras-le.

A Medida Provisória do Ministério de Minas e Energia diz respeito à atualização da legislação referente aos bens da União sob administração da Eletrobras, diz a estatal em comunicado.

Também trata da previsão de concessão de outorga de autorização de Angra 3 e da celebração de novo contrato de comercialização com prazo de suprimento de 40 anos a partir do início da operação comercial.

O novo contrato prevê reajuste e revisão extraordinária do preço que deverão ser homologados pela Aneel. A MP também inclui processo de definição do preço de energia do novo contrato. O ofício do MME sobre a MP foi anexado ao comunicado da Eletrobras. A MP foi publicada no Diário Oficial.

A Câmara concluiu no fim da noite de terça a votação do novo marco legal do gás e o projeto segue agora para o Senado. Todos os pedidos de mudança ao texto, os destaques, foram rejeitados. O texto-base foi aprovado com 351 votos a favor e 101 contra. O projeto é a aposta do governo para destravar investimentos de até R$ 43 bilhões e reindustrializar o País.

Alinhado ao novo mercado de gás, programa do governo mais conhecido como “choque da energia barata”, a proposta abre um setor que até pouco tempo era dominado pela Petrobras. Os investimentos previstos irão assegurar projetos de expansão de infraestrutura de transporte, escoamento e armazenamento do gás.

Ainda em destaque, a ANP informou que a produção total da Petrobras no Brasil em julho foi de 2,93 milhões de barris de óleo equivalente.

(Com Bloomberg e Agência Estado)

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Lavvi capta R$ 1,16 bilhão e Pague Menos levanta mais de R$ 800 milhões em IPOs; ações estreiam na quarta

SÃO PAULO – A Pague Menos (PGMN3) e a Lavvi (LAVV3) fixaram na última segunda-feira (31) o preço por ação de seus IPOs (Initial Public Offering, na sigla em inglês) abaixo da faixa indicativa pré-estabelecida.

A oferta de ações da rede de farmácias Pague Menos saiu a R$ 8,50 – a faixa indicativa variava entre R$
10,22 e R$ 12,54. Com a venda de 101.054.482 ações, a captação foi de cerca de R$ 858,963 milhões.

A oferta consiste apenas de um lote primário de ações, o que significa que todo o montante captado será destinado para o caixa da empresa. O grupo, apoiado pela General Atlantic, destinará os recursos para financiar seu crescimento.

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Já a Lavvi definiu o preço a R$ 9,50 – a faixa indicativa de preço era de R$ 11 a R$ 14,50. A operação levantou aproximadamente R$ 1,16 bilhão, segundo comunicado pela CVM.

Foram vendidas ao todo 122.092.000 ações, incluindo lote adicional de 13.980.000 ações. O BTG Pactual foi coordenador líder da operação.

Subsidiária da Cyrela (CYRE3), a Lavvi atua principalmente nos segmentos de médio e alto padrão, com 100% dos empreendimentos localizados na cidade de São Paulo. Em prospecto preliminar, a companhia informou que os recursos provenientes da oferta serão usados para aquisição de landbank, despesas administrativas e de marketing, além de pagamento antecipado de certificados de recebíveis imobiliários.

As ações de ambas as companhias começam a ser negociadas na B3 em 2 de setembro.

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