Americanas comprando Marisa? Empresas confirmam contatos iniciais, mas negam acordo concreto por operação

Fachada de uma loja das Lojas Marisa (Shutterstock)

SÃO PAULO – A Americanas (AMER3) e as Lojas Americanas (LAME4) divulgaram fato relevante na noite de quinta-feira (5) informando que foi identificado um “vazamento de informação” sobre uma possível operação com a Marisa (AMAR3).

No documento, a Americanas afirma que manteve contato preliminar com a Marisa, mas que não há “qualquer tipo de formalização de interesse por parte da Americanas”.

“A Americanas sempre monitora, no curso normal de seus negócios, inclusive por meio de seus assessores financeiros, potenciais oportunidades no mercado”, escreve a companhia.

Também houve posicionamento por parte da Marisa, que informou, em fato relevante, que contratou a assessoria da Lazard para avaliar alternativas de otimização de sua estrutura de capital (incluindo sua unidade de negócios Mbank).

“A companhia informa que, não obstante rumores de mercado que chegaram a seu conhecimento, não possui neste momento qualquer acordo concreto para a realização de uma operação, seja com as Americanas S.A., seja com outro participante de mercado”.

Segundo matéria publicada nesta manhã pelo Valor, que citou duas fontes, a Americanas e a Lojas Marisa abriram conversas sobre uma potencial fusão de aquisição, em que a Americanas compraria a rede de vestuário da família Goldfarb por troca de ações e uma parte relevante em caixa, no esboço inicial.

Na última sessão, as ações das Lojas Americanas encerraram o pregão em queda de 1,75%, a R$ 6,72. Os papéis AMER3 tiveram leve queda de 0,3%, a R$ 47,65, enquanto as ações AMAR3 fecharam com baixa da ordem de 2%, a R$ 7,36.

Na avaliação da XP, caso a operação ocorra, há alguns aspectos positivos com uma possível combinação de negócios.

Seriam quatro os benefícios principais: (i) adição da categoria de moda ao ecossistema da Americanas através de uma marca reconhecida; (ii) ampla capilaridade nacional, com 355 lojas em todos estados brasileiros (53% no Sudeste); (iii) potencial de sinergias entre Ame (braço financeiro da Americanas) e o MBank (banco digital da Marisa) ao reforçar a atração da classe C para o segmento financeiro da AMER; e (iv) sinergia entre base de clientes das duas companhias, dado que a Marisa atende principalmente as classes B e C.

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“No entanto, teríamos que entender qual o valor da transação para estimar se há uma potencial criação de valor, dado que a Marisa tem passado por uma forte reestruturação recentemente e tem enfrentado desafios para melhorar seus resultados”, avaliam os analistas.

A XP mantém recomendação de compra para AMER3 e LAME4, com preço alvo de R$ 82 e R$ 12, respectivamente.

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As 5 maiores baixas e as 5 maiores altas do Ibovespa no mês de julho

SÃO PAULO – O Ibovespa fechou o mês de julho com queda expressiva de 3,94%, ao mesmo tempo em que o dólar subiu 4,77%, com o último pregão do período sendo crucial para isso com o risco fiscal voltando ao radar.

Contudo, algumas ações tiveram um movimento ainda mais forte do que este, com muitas delas, particularmente varejistas, registrando fortes baixas, enquanto algumas ligadas a commodities se destacaram. Confira as maiores baixas e altas do Ibovespa no mês:

Maiores baixas

1 e 2. Americanas s.a (AMER3, R$ 49,10, -25,90%) e Lojas Americanas (LAME4, R$ 7,09, -22,46%)

As maiores quedas ficam para as ações de companhias que tinham expectativas promissoras em meio ao processo de fusão. A maior baixa de julho ficou com a AMER3, que antes era negociada como BTOW3, nome da antiga B2W Digital. Agora, ela se chama Americanas s.a., sendo que é o resultado da fusão dos ativos físicos e da Ame Digital da Lojas Americanas.

As novas ações estrearam dia 19 de julho e, exceto alguns pregões, não têm registrado um bom desempenho desde então.

Em relatório recente, Danniela Eiger, Gustavo Senday e Thiago Suedt, analistas da XP, destacaram quatro possíveis motivos para a queda tanto da controlada Americanas s.a. quanto das ações da holding da Lojas Americanas (LAME4) em uma sessão específica, mas que também ajuda a entender o movimento delas no período. Cabe ressaltar que LAME4 fechou o mês como a segunda maior baixa do Ibovespa no mês, enquanto LAME3, que não está no índice, também registrou forte queda no período, de 24,59%, a R$ 6,60.

Em primeiro lugar, os analistas apontam que as projeções sobre os resultados, a serem divulgados no próximo dia 12 de agosto após o fechamento do mercado, podem ter decepcionado alguns investidores. Eles estimam um prejuízo de R$ 42 milhões no segundo trimestre de 2021, muito explicado por um impacto negativo de Ame (R$ 130 milhões) no resultado.

Além disso, em segundo lugar, os preços devem demorar alguns dias para estabilizarem após a fusão, assim como foi o caso de Pão de Açúcar (PCAR3após a cisão do Assaí (ASAI3) no final de março, uma vez que muitos investidores estão ainda entendendo o que cada ação representa. O terceiro ponto destacado pela XP é que os papéis estão negociando muito em cima do técnico/fluxo e não do fundamento, o que gera distorções.

Por fim, estão fatores mais macro, com o aumento das incertezas com a elevação dos casos de Covid-19 em países com a vacinação mais acelerada, levando a uma maior aversão ao risco e volatilidade. “Vemos esse momento como temporário uma vez que o aumento de mortes tem sido muito motivados por pessoas não vacinadas enquanto a vacinação no Brasil tem acelerado e as mortes/internações reduzidas, indicando que uma tendência favorável da retomada econômica”, ressaltaram os analistas. Eles seguem otimistas, com recomendação de compra e preço-alvo de R$ 82 por ação para AMER3, e um preço-alvo de R$ 12 para LAME3/LAME4.

Por outro lado, o Morgan Stanley, logo após as mudanças após fusão, ajustou o seu preço-alvo, mas manteve recomendação equalweight (exposição em linha com a média, equivalente a uma recomendação neutra) para os ativos AMER3 e LAME4, ainda que vendo uma relação risco-retorno mais favorável para a última.

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“Estamos aguardando clareza sobre as vendas da empresa combinadas e as perspectivas de margem, após um aumento nos investimentos para impulsionar o crescimento online no primeiro trimestre de 2021”, apontaram os analistas. Eles possuem preço-alvo de R$ 10 para LAME4 e de R$ 72 para AMER3.

3. Via (VVAR3, R$ 12,59, -20,27%)

A Via, ex-Via Varejo, teve um mês de forte baixa, de cerca de 20%. Apesar da visão positiva sobre a reestruturação da companhia e da expectativa de bons resultados do segundo trimestre de 2021, as novidades de fortalecimento da concorrência – como os movimentos de aquisições feitos pelo Magalu (MGLU3) – e os sinais de algumas empresas de e-commerce, inclusive no exterior, impactaram a companhia.

Apenas no último pregão do mês, os papéis caíram 4,62%, a R$ 12,59, uma queda observada por grande parte das companhias com exposição ao e-commerce após o resultado da Amazon, que fechou essa sexta com queda de 7,56% na Nasdaq. O resultado da Amazon foi considerado regular, no centro do guidance de receitas e sem ganhos expressivos de margem operacional. As projeções para o terceiro trimestre também não foram animadoras, o que pode gerar uma série de reavaliações das projeções para baixo (veja mais clicando aqui) para a companhia.

Já a Via vai revelar seus números para o segundo trimestre no próximo dia 11 de agosto. A XP espera por bons números, ainda que representando desaceleração no e-commerce em meio à base de comparação forte com o ano anterior.

Os analistas esperam que a Via reporte um crescimento das vendas brutas de mercadoria (GMV) total de 50% ao ano, impulsionado pelas lojas físicas (alta de 117% na base anual), que foram beneficiadas pela fraca base de comparação do segundo trimestre de 2020, quando grande parte das lojas permaneceram fechadas. Apesar da forte base para o e-commerce, a estimativa é de um crescimento do GMV de 21% na base anual (versus alta de 123% registrada no primeiro trimestre), fortalecido pela aceleração do marketplace (alta de 65% ao ano), enquanto o 1P (estoque próprio) deve desacelerar para alta de 12% ao ano.

“A companhia continua expandindo seu marketplace através da adição de novos sellers e de incentivos comerciais. Em termos de rentabilidade, esperamos uma margem bruta estável enquanto a margem Ebitda ajustada deverá se expandir em 1,4 ponto devido a alavancagem operacional. Por fim, estimamos um lucro líquido de R$ 73 milhões, positivamente impactado por efeitos fiscais não recorrentes”, avaliam os analistas. Contudo, a recomendação da XP para o papel é neutra, com bastante atenção à concorrência.

4. Grupo Pão de Açúcar (PCAR3, R$ 31,03, -19,74%)

Na sequência entre as perdas, estão as ações do Grupo Pão de Açúcar por uma conjunção de fatores. Em primeiro lugar, há uma avaliação no mercado sobre dificuldades para a companhia vender ativos que poderiam destravar valor, como é o caso da Cnova. Saiba mais clicando aqui.

Já na última quarta-feira (28), os papéis da companhia tiveram uma forte baixa de 7,40% em meio a resultados que não agradaram os investidores. No segundo trimestre de 2021, a varejista teve lucro líquido consolidado de R$ 4 milhões, uma queda da ordem de 96% ante o mesmo intervalo de 2020, quando os consumidores correram aos mercados para comprar mantimentos em meio ao início da pandemia.

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Na avaliação da casa de análise Levante, os dados do balanço da companhia vieram ruins, principalmente se considerada a forte inflação de alimentos dos últimos dois anos. “O GPA mostra que sua base forte de geração de caixa no passado vinha das operações do Assaí e ainda trabalha para rentabilizar melhor a sua base de ativos remanescentes”, destacam os analistas.

Já o Bradesco BBI ressalta que, embora o GPA tenha enfrentado uma base difícil, o desempenho da receita foi
decepcionante, com apenas 4% de crescimento de vendas nas mesmas lojas em dois anos. “Também continuamos um pouco céticos sobre até que ponto o crescimento das vendas online é incremental ou está simplesmente substituindo um canal por outro”, completam.

Em teleconferência, os executivos do GPA apontaram que a companhia manterá a estratégia para as bandeiras Pão de Açúcar e Extra, após queda nas vendas no Brasil no segundo trimestre, avaliando que o período foi “atípico” e diante da expectativa de que terá recuperação gradual no segundo semestre.

“O sofrimento de vendas do Pão de Açúcar no segundo trimestre foi pontual”, disse o presidente-executivo do GPA, Jorge Faiçal em teleconferência com analistas. “O principal motivo da queda do neste trimestre foi evasão de consumidores que estão buscando locais mais baratos”, acrescentou.

Segundo ele, a expectativa é de recuperação gradual no terceiro trimestre, que deve continuar no fim do ano. “Vemos melhoria macroeconômica gradual no país nos próximos trimestres e o Pão de Açúcar, com a recuperação da renda e redução do desemprego, vai voltar a crescer”, disse Faiçal. “Teve migração (de consumidores) para Cash&Carry (atacarejo), o Pão de Açúcar compensou uma parte com crescimento em digital. Isso nos preocupa, mas é temporário”, disse Faiçal.

5. CVC (CVCB3, R$ 22,30, -19,55%)

Após figurar entre as maiores altas do Ibovespa no primeiro semestre de 2021, ainda que após um 2020 bastante negativo por conta das restrições da pandemia, os papéis da CVC voltaram a ter queda expressiva no mês.

Julho foi marcado por volatilidade nos mercados em meio ao temor com a variante delta do coronavírus, que acabou por impactar empresas de turismo no exterior e, consequentemente, por aqui. Isso meio a sinalizações de que a reabertura econômica poderia demorar mais para acontecer.

Esse cenário de maior incerteza e a correção após a alta recente das ações (muito por conta das expectativas mais benignas com a vacinação e também pela notícia de aumento de capital) levaram à baixa das ações.

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A companhia divulgará os seus números para o período no próximo dia 13 de agosto, podendo dar mais sinais de como está a recuperação da companhia.

Cabe ressaltar que, no final de junho, o Bank of America elevou a recomendação para as ações CVCB3 para compra, logo após a empresa conseguir rolar sua dívida de curto prazo e emitir títulos no valor de R$ 666 milhões. O banco também destacou a perspectiva destacada é de retomada do setor de viagens com o avanço da vacinação. Porém, com alguns sinais de mais incertezas sobre o ritmo de abertura e com a volatilidade do mercado, os papéis tiveram queda.

Confira as maiores baixas do Ibovespa em julho: 

Empresa Ticker Cotação Variação
Americanas s.a. AMER3 R$ 49,10 -25,90%
Lojas Americanas LAME4 R$ 7,09 -22,46%
Via VVAR3 R$ 12,59 -20,27%
Pão de Açúcar PCAR3 R$ 31,03 -19,74%
CVC CVCB3 R$ 22,30 -19,55%

Maiores altas 

1. JBS (JBSS3, R$ 32,05, +10,14%)

As ações da JBS fecharam o mês de julho como a maior alta do Ibovespa, em meio à continuidade da forte demanda da China e na expectativa por bons resultados do segundo trimestre de 2021, a serem divulgados no próximo dia 11 de agosto.

Matéria da Reuters do início do mês destacou que as relações comerciais conturbadas entre China e Austrália fizeram com que os chineses passassem a buscar mais carne bovina no mercado norte-americano, abrindo espaço para o Brasil elevar suas exportações da proteína aos EUA, o que gera um movimento por habilitações de novos frigoríficos brasileiros pelo país da América do Norte. Entre as beneficiadas, está a JBS.

Em prévias de resultados, o Itaú BBA apontou que a JBS deve ser um dos destaques da temporada ao lado da Marfrig (MRFG3), uma vez que ambas possuem grande exposição ao mercado norte-americano, que vive um momento favorável de preços para os frigoríficos de bovinos. “Esperamos maiores volumes em relação a 2020 e o segundo melhor trimestre da história em termos de margem”, apontaram os analistas.

Já o Bank of America espera que a JBS registre o maior lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda, na sigla em inglês) da sua história no segundo trimestre, com um crescimento marginal ante o segundo trimestre de 2020, até então o seu recorde.

“A margem da carne bovina dos EUA deve ser quase a mesma do ano passado, mas o Ebitda em  dólares deve crescer quase 11% devido à maior utilização da capacidade. O Ebitda da Pilgrim’s Pride [subsidiária da JBS produtora de frango nos EUA, México e Porto Rico) também deve subir dois dígitos, com preços de aves bem mais altos”, apontam.  Assim, um crescimento combinado do Ebitda de 19% para as divisões dos EUA deve mais do que compensar um trimestre desafiador no Brasil. O lucro Líquido deve ser de R$ 4,9 bilhões, ante R$ 3,4 bilhões no mesmo período do ano passado, projetam, impactado positivamente pela variação cambial.

Em relatório recente, o Bradesco BBI manteve recomendação de compra para JBS, aumentando a estimativa de Ebitda para 2021 e 2022, ainda que reduzindo as estimativas após 2023.

2. Cia. Hering (HGTX3, R$ 37,20, +8,74%)

A Cia. Hering registrou ganhos expressivos no mês, ainda na esteira da compra da companhia pelo Grupo Soma (SOMA3), dono das marcas Animale e Farm, anunciada no final de abril.

No início do mês, houve um desdobramento a favor da aquisição. A Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou sem restrições a operação.

Desde a notícia da fusão, os papéis da HGTX3 passaram a ter forte alta. Conforme destaca o Morgan Stanley, a fusão acordada com o Grupo Soma é agora o principal catalisador das ações.

Contudo, os analistas seguem com recomendação equalweight (exposição em linha com a média do mercado) para os papéis HGTX3.

“Embora nosso caso básico de vestuário exija uma recuperação de margem atrasada em investimentos digitais acelerados, taxas de vacinação mais rápidas e uma mudança para um cenário de varejo pós-Covid mais normalizado poderiam apoiar uma recuperação de margem mais rápida para varejistas físicos do que previmos”, apontam os analistas. O resultado da companhia será divulgado no dia 5 de agosto, após o fechamento do mercado.

3. Rumo (RAIL3, R$ 20,66, +7,89%)

As ações da Rumo registraram ganhos com visões otimistas sobre as operações de infraestrutura no radar. Nesta semana, a empresa de logística do grupo Cosan (CSAN3) inaugurou o trecho considerado mais importante de sua operação na Ferrovia Norte-Sul.

A companhia havia começado em março a movimentação na primeira etapa da via, entre Estrela D’Oeste (SP) e São Simão (GO). Em julho, a companhia colocou em funcionamento o novo terminal de Rio Verde (GO), permitindo uma ampliação considerável do volume de carga transportado. O Bradesco BBI destacou a notícia como positiva para a ação da empresa, possuindo recomendação outperform e preço-alvo de R$ 30 para o ativo.

O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, anunciou também neste mês um edital público para construção de ferrovia estadual que vai ligar os municípios de Rondonópolis à capital Cuiabá e às cidades de Lucas do Rio Verde e Nova Mutum, no norte do Estado por meio de dois ramais.

A Rumo, responsável pela concessão da ferrovia federal que liga Rondonópolis até o Porto de Santos (SP), já manifestou interesse no projeto, que envolve um trajeto de cerca de 730 quilômetros. Segundo o governo matogrossense, o projeto tem previsão de ser concluído em sete anos e deve envolver investimentos da ordem de R$ 12 bilhões.

A XP tem recomendação de compra para a ação, com preço-alvo de R$ 23, destacando a perspectiva positiva de demanda de longo prazo decorrente do forte potencial da região Centro-Oeste do Brasil para produção/exportação de grãos, a história de crescimento contínuo da empresa e o valuation razoável, com o “Projeto Lucas” como uma das principais opcionalidades (projeto com investimentos previstos entre R$ 5 bilhões e R$ 6 bilhões para extensão da Malha Norte com retorno marginal positivo).

4. Usiminas (USIM5, R$ 20,57, +7,70%)

Ainda que as siderúrgicas tenham passado por um mês conturbado, após a fala do ministro da Economia de que tarifas de importação poderiam ser cortadas, o setor se destacou em meio a dados resilientes para as companhias e também na esteira da divulgação de resultados.

Na semana passada, o Instituto Aço Brasil (IABr) divulgou os dados referentes a junho de 2021, apontando produção mensal de aço bruto de 3,1 milhões de toneladas, 45% acima do apurado no mesmo mês de 2020. Dessa forma, o primeiro semestre do ano encerrou com a produção 24% frente aos primeiros seis meses de 2020.

Em relatório, Yuri Pereira e Thales Carmo, analistas da XP, destacaram ainda a forte alta nas vendas internas e no consumo nacional de produtos siderúrgicos, que avançaram 44% e 49%, respectivamente, no primeiro semestre do ano, ainda que a base de comparação seja baixa, dado que os meses mais críticos de crise de demanda por conta da pandemia foram no primeiro semestre de 2020.

Já no último dia do mês, a companhia divulgou um resultado histórico, ainda que a ação não tenha reagido com alta na sessão por conta do dia de forte queda do minério, que acabou abalando o papel da empresa, ainda que menos do que outros pares do setor.

No segundo trimestre, a empresa reverteu prejuízo líquido de R$ 395 milhões apurado no mesmo período do ano anterior. O resultado representa um aumento de 277% ante o trimestre anterior (de R$ 1,2 bilhão nos primeiros três meses de 2021) e é um lucro recorde trimestral para a companhia. A receita líquida, por sua vez, alcançou R$ 9,6 bilhões no período, alta de 35,8% em relação ao primeiro trimestre do ano e, na comparação anual, a alta foi de 296%.

Após o resultado, o Bradesco BBI reafirmou a classificação outperform (perspectiva de desempenho acima da média) e vendo novamente possibilidade de revisão para alta de seus números. Thiago Lofiego e Isabella Vasconcelos, analistas do BBI, destacaram ainda que a Usiminas continua sendo a principal escolha do setor de siderurgia da América Latina. “A dinâmica de ganhos da Usiminas deverá permanecer forte nos próximos trimestres, apoiado pela continuação da alta nos preços domésticos e internacionais do aço e pela forte demanda. Além disso, a força do preço do minério de ferro deve continuar apoiando os resultados robustos da Mineração Usiminas (Musa) em 2022 também”, avaliam os analistas, que destacam que o papel da companhia está negociando a patamares atrativos.

5. Cosan (CSAN3, R$ 25,55, +6,64%)

As ações da Cosan também registraram ganhos. No radar, está a expectativa pela oferta pública de ações (IPO, na sigla em inglês) da Raízen, joint venture entre a Cosan e a Shell, que deve estrear na B3 mês que vem. A companhia afirmou que o intervalo de preço para o IPO foi estabelecido entre R$ 7,40 e R$ 9,60 por ação, o que dará à empresa um valuation de R$ 73 bilhões a R$ 98 bilhões.

A Raízen é uma das maiores produtoras de etanol e açúcar do mundo e atua de maneira verticalizada nessas cadeias, por meio da comercialização de produtos derivados dessas matérias-primas, como biocombustíveis, lubrificantes, energia elétrica, entre outros produtos renováveis.

A empresa disse que pretende utilizar os recursos da oferta para construir novas plantas para expansão de produção, investir em infraestrutura de armazenamento e aumentar a produtividade.

No começo do mês, o Itaú BBA adicionou a Cosan à sua Brazil Buy List, destacando cinco questões: i) equipe de gestão de primeira linha; ii) carteira de ativos diversificada e de alta qualidade; iii) excelente alocação de capital e histórico de execução; iv) perspectivas promissoras de crescimento orgânico e inorgânico e v) valuation atrativo.

Confira as maiores altas do Ibovespa em julho: 

Empresa Ticker Cotação Variação
JBS JBSS3 R$ 32,05 +10,14%
Cia Hering HGTX3 R$ 37,20 +8,74%
Rumo RAIL3 R$ 20,66 +7,89%
Usiminas USIM5 R$ 20,57 +7,70%
Cosan CSAN3 R$ 25,55 +6,64%

(com informações da Reuters)

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Americanas s.a. (AMER3) e Lojas Americanas (LAME3 e LAME4): 4 pontos que explicam a forte baixa das ações nesta 4ª feira

Americanas (Foto: Facebook)

SÃO PAULO – Os últimos pregões têm sido conturbados para os investidores em Americanas s.a. (AMER3), empresa resultante da fusão de ativos da antiga B2W com a Lojas Americanas, e também para os papéis da agora holding Lojas Americanas (LAME3;LAME4).

Na segunda-feira (19) de estreia, houve uma forte queda de 8,94% de AMER3 no pregão, enquanto LAME3 fechou em queda de 10,79% e LAME4 teve baixa de 10,78%, levando em consideração os ajustes; sem os ajustes, a queda nominal dos ativos foi superior a 60%. Já a terça-feira foi mais tranquila para os ativos, com o papel da controlada AMER3 fechando com leve queda de 0,95%, enquanto os da holding tiveram uma sessão de recuperação, com os ativos ON subindo cerca de 6% e os PN em alta de cerca de 5,5%.

Porém, nesta quarta-feira, a pressão voltou a predominar para os ativos. AMER3 fechou em queda de 5,67%, a R$ 57,85, após chegar a atingir uma queda de 8,33% na mínima intradiária; na semana, a baixa acumulada é de cerca de 15%. Para os ativos LAME3, a baixa foi de 6,18%, a R$ 7,74, enquanto LAME4 caiu 5,16%, a R$ 7,90, com ambas acumulando perdas de cerca de 11% em apenas três pregões.

Em relatório, Danniela Eiger, Gustavo Senday e Thiago Suedt, analistas da XP, destacam quatro possíveis motivos para a queda tanto da controlada Americanas s.a. quanto das ações da holding da Lojas Americanas na sessão desta quarta-feira, mas que também ajudam a entender o movimento nas últimas sessões.

Em primeiro lugar, os analistas apontam que as projeções sobre os resultados, a serem divulgados no próximo dia 12 de agosto após o fechamento do mercado, podem ter decepcionado alguns investidores.

Os analistas da casa estimam um prejuízo de R$ 42 milhões no segundo trimestre de 2021, muito explicado por um impacto negativo de Ame (R$ 130 milhões) no resultado.

“De qualquer forma, destacamos que o crescimento das vendas brutas de mercadoria (GMV) online da companhia deve superar seus pares (com alta de 35% na comparação anual), enquanto esperamos que o varejo físico seja beneficiado pela retomada da economia e aceleração da vacinação”, afirmam os analistas.

No consolidado, a expectativa é de que a alta alavancagem operacional eleve a margem Ebitda, ou relação entre o lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda) sobre a receita líquida, vá de 8,8% no primeiro trimestre para 12,9% no segundo trimestre.

Eles também apontam, sendo este o segundo fator, que os preços devem demorar alguns dias para estabilizarem após a fusão, assim como foi o caso de Pão de Açúcar (PCAR3) após a cisão do Assaí (ASAI3) no final de março, uma vez que muitos investidores estão ainda entendendo o que cada ação representa.

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Com a fusão, o valor de mercado da Lojas Americanas passou por uma forte queda, uma vez que LAME3 e LAME4 não representam mais os ativos físicos da companhia, além da Ame Digital, passando a representar desde segunda um “veículo de investimento” dos acionistas, ou uma “holding” da Americanas s.a. Enquanto isso, a antiga B2W, agora AMER3, teve o valor de mercado “turbinado” uma vez que passa a representar os ativos físicos e digitais com a fusão entre as companhias.

De forma a fazer o ajuste sem prejuízo ao investidor, foram recebidas 18 ações AMER3 para cada 100 papéis de LAME3 ou LAME4 que o investidor possuía na sexta-feira – ou seja, ele passou a contar com um novo ativo na carteira além de LAME, a AMER3.

O terceiro ponto destacado pela XP é que os papéis estão negociando muito em cima do técnico/fluxo e não do fundamento, o que gera distorções. “Além dos rebalanceamentos dos índices (Ibovespa, MSCI, FTSE) houve também um aumento no desconto de holding após a fusão (para algo em torno de cerca de 30% no fechamento de segunda-feira), criando uma possível arbitragem entre os dois papéis (LAME e AMER). Estimamos que esse desconto hoje esteja em torno de cerca de 28%”, destacam Danniela, Senday e Suedt.

Para os analistas, o desconto de holding justo seria em torno de 20%, ou seja, de LAME3 e LAME4 em relação ao papel AMER3. Essa busca pela diminuição do desconto, por sinal, sinalizaria porque as ações AMER3 fecharam em queda na terça-feira, enquanto LAME3 e LAME4 tiveram uma disparada.

Por fim, estão fatores mais macro, com o aumento das incertezas com a elevação dos casos de Covid-19 em países com a vacinação mais acelerada, levando a uma maior aversão ao risco e volatilidade.

“Vemos esse momento como temporário uma vez que o aumento de mortes tem sido muito motivados por pessoas não vacinadas enquanto a vacinação no Brasil tem acelerado e as mortes/internações reduzidas, indicando que uma tendência favorável da retomada econômica”, ressaltam os analistas.

Danniela, Suedt e Senday seguem com recomendação de compra e preço-alvo de R$ 82 por ação para AMER3, ou um potencial de alta de 41,75% em relação ao fechamento desta quarta-feira, e R$ 12,0 por ação para LAME3 e LAME4, correspondendo a um potencial de valorização respectivos de 55% e 52%.

“Seguimos com uma visão positiva por vermos a companhia como um ecossistema robusto, negociando a um valuation atrativo”, destacam. Contudo, avaliam que pode haver alguma volatilidade no curto prazo por conta de movimentos de posicionamento ou notícias relacionadas ao cenário competitivo do setor.

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Stefano Spinelli, analista da RB Investimentos, aponta que, depois das ações passarem por uma turbulência com os ajustes das ações, deve haver uma normalização do movimento dos ativos. “A sinergia entre as empresas deve falar mais alto e a empresa deve ter um desempenho melhor [na Bolsa]”, aponta o analista.

Entenda a união de Lojas Americanas e B2W

A Lojas Americanas e a B2W anunciaram a união de suas operações em abril, sendo que união dos ativos físicos da primeira com os ativos digitais da segunda foi aprovada em junho.

A proposta já havia sido divulgada semanas antes pelos controladores das duas companhias, com os termos de troca e detalhes da operacionalização.

Com a fusão, a ideia é que a Americanas s.a. passe a ser uma plataforma de varejo completo, com físico e digital integrados, enquanto a Lojas Americanas ainda existirá, mas sem mais incluir a participação que tinha até hoje de 62,5% na antiga B2W.

Está em estudo ainda uma possível listagem nos Estados Unidos por meio de uma migração da base acionária da companhia, a ser chamada de Americanas Inc, mas ainda não existe nada concreto sobre isso.

Entre os objetivos da operação, as empresas destacam que a companhia combinada criará “um motor de fusões e aquisições ainda mais poderoso para avaliar, negociar e integrar novas aquisições”.

Juntas, as empresas possuem uma rede de cerca de 1.700 lojas físicas em 750 cidades do país e um marketplace online com mais de 87 mil vendedores e vendas totais de R$ 40 bilhões no ano passado.

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Ações de Petrobras e Vale amenizam queda; papéis de Lojas Americanas avançam após baixa da véspera e Rumo sobe 4%

petróleo bomba plataforma índices preços queda baixa óleo (Getty Images)

SÃO PAULO – A sessão começou com leves perdas para o Ibovespa, mas o índice ganhou forças após a abertura dos EUA. A Petrobras (PETR3;PETR4) e a PetroRio (PRIO3) zeraram as perdas. Contudo, após a forte queda do petróleo na véspera, de cerca de 7%, a sessão segue com leves perdas para a commodity, com o acordo para o aumento da produção pela Opep+ e preocupações sobre a demanda com a variante delta do coronavírus.

A petroleira Enauta (ENAT3), por sua vez, vê suas ações subirem mais de 3%. A companhia informou que um dos dois poços produtores do Campo de Atlanta que apresentaram falha no sistema de bombeio no início deste mês retomou operações, o que faz com que o ativo volte a contar com dois poços.

Os papéis da Vale (VALE3) zeraram as perdas, enquanto algumas siderúrgicas também registram queda, repercutindo o relatório de produção da mineradora do segundo trimestre de 2021 e apesar da alta das commodities na China.

Os contratos futuros de matérias-primas siderúrgicas negociados na bolsa de commodities de Dalian avançaram nesta terça-feira, com o carvão coque saltando mais de 3% em meio a uma escassez de oferta. “As taxas de utilização de capacidade das empresas de coque estão subindo, mas não se recuperaram para o nível anterior aos controles de produção, e estão mais baixas do que em igual período de anos anteriores”, disseram analistas da SinoSteel Futures em nota.

A referência do minério de ferro na bolsa de Dalian fechou em alta de 0,3%, a 1.233 iuanes por tonelada. “Apesar do atual aperto na oferta de minério de ferro, principalmente na Austrália, calculamos que os preços estão fundamentalmente sobrevalorizados em comparação com o produtor de custo marginal mais elevado”, disse Atilla Widnell, diretor-gerente da Navigate Commodities em Cingapura.

Ainda em destaque, após a forte baixa da véspera, Americanas s.a. (AMER3) passaram a cair após chegarem a subir mais de 1% nas primeiras negociações, enquanto os ativos da holding Lojas Americanas (LAME3;LAME4) registram ganhos de cerca de 3% (veja mais sobre o desempenho dos papéis ontem clicando aqui).

A ação da Rumo (RAIL3) avança cerca de 4%. O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, anunciou na segunda-feira um edital público para construção de ferrovia estadual que vai ligar os municípios de Rondonópolis à capital Cuiabá e às cidades de Lucas do Rio Verde e Nova Mutum, no norte do Estado por meio de dois ramais.

A Rumo, responsável pela concessão da ferrovia federal que liga Rondonópolis até o Porto de Santos (SP), já manifestou interesse no projeto, que envolve um trajeto de cerca de 730 quilômetros. Segundo o governo matogrossense, o projeto tem previsão de ser concluído em sete anos e deve envolver investimentos da ordem de R$ 12 bilhões.

Confira mais destaques abaixo:

Carrefour Brasil (CRFB3)

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O Carrefour Brasil anunciou que terá novo presidente. Stéphane Maquaire assume a presidência da operação, sucedendo Noël Prioux, que deixa o cargo após mais de 4 anos.

A mudança ocorre em 1 de setembro. Nos próximos meses, Noël e Stéphane estarão juntos no processo de transição, com Noel como diretor executivo da América Latina até o final deste ano.

A companhia informa que Maquaire está no Grupo Carrefour desde 2019 como Chief Executive Officer (CEO) do Carrefour Argentina, onde liderou com sucesso o plano de transformação da empresa no país, com foco no cliente no centro e na estratégia digital, levando a melhorias significativas no desempenho financeiro da companhia.

“No período, elevou substancialmente o índice de satisfação dos clientes e o Carrefour Argentina consolidou sua posição de liderança no país, com significativo ganho de participação de mercado nos anos de 2019, 2020 e 2021. Stéphane também desempenhou papel-chave na a aceleração do e-commerce na Argentina”, destacou a companhia, que ressaltou que o  executivo tem ampla experiência no varejo, tendo atuado como CEO em companhias como Monoprix, Vivarte e Manor.

O executivo chega ao Brasil em um importante período para a operação, com o fim da conversão das lojas Makro e o início do planejamento de integração do Grupo Big (transação sujeita à aprovação do CADE). “Stéphane dará seguimento à agenda estratégica do Grupo Carrefour Brasil, que inclui expansão, aceleração digital e de serviços financeiros, transformação do negócio como resultado das tendências de mercado e a intensificação da agenda ESG da companhia, incluindo o compromisso com a diversidade”, aponta a empresa.

A XP vê a notícia como neutra, avaliando que ambos os executivos têm ampla experiência no setor e um ótimo histórico de entrega de resultados para a companhia.

A produção de minério de ferro da Vale atingiu 75,685 milhões de toneladas no segundo trimestre de 2021, alta de 12% em relação a igual período do ano passado. Em relatório divulgado ao mercado, a Vale informou que a produção registrou alta de 11,3% na comparação ao trimestre imediatamente anterior.

O desempenho anual é atribuído ao maiores volumes na mina Brucutu, em Minas Gerais, com o aumento da produção por processamento a seco; melhoria sazonal das condições climáticas em Serra Norte, no Pará, e um forte desempenho em Serra Leste, no Sudoeste do Pará; maior produtividade no Complexo de Itabira, em Minas Gerais, com a reavaliação das soluções temporárias de gerenciamento de rejeitos.

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A Vale também destacou a produção por processamento úmido em Fábrica durante os testes para retomar as operações da planta de beneficiamento.

Os pontos positivos foram parcialmente compensados por interferências causadas pela instalação e comissionamento do primeiro de quatro britadores de jaspilito no S11D.

A XP destaca que a produção está em linha com as estimativas dos analistas e 3% abaixo do consenso da Bloomberg. “Acreditamos que a Vale é capaz de entregar seu guidance de 315-335 milhões de toneladas em 2021, uma vez que atingiu uma capacidade de produção de 330 milhões de toneladas anuais no segundo trimestre (de 327 mtpa no primeiro trimestre de 2021)”, apontam os analistas.

Os analistas Yuri Pereira e Thales Carmo mantêm recomendação de compra, com preço-alvo de R$122 por ação, com base em fortes dividendos (mínimo de 6% de rendimento esperado para 2021) e um valuation atrativo.

O Morgan Stanley afirma que os dados apresentados pela Vale devem reduzir o Ebitda estimado pelo banco para a empresa, de US$ 12,2 bilhões, devido a menos exportações e um prêmio menor pago pelo carvão, de US$ 3 por tonelada, frente a suas estimativas de US$ 7,9 por tonelada, devido a uma queda no conteúdo médio de ferro no segundo trimestre, a 62,4%, frente ao trimestre anterior, de 63,4%, e à estimativa do banco, de 63,5%. O banco mantém avaliação overweight, e preço-alvo de US$ 27, frente à cotação de US$ 21,35 da véspera dos papéis VALE negociados na segunda na Bolsa de Nova York.

O BBA apontou que se mantém confortável quanto às suas estimativas para o Ebitda no segundo trimestre, em US$ 11,7 bilhões. O Itaú mantém avaliação outperform para o ADR da Vale, com preço-alvo para 2021 em US$ 26.

O Bradesco BBI avaliou os dados da Vale como sólidos e levemente acima de suas estimativas. O banco avalia que a empresa se encaminha para atingir sua guidance de produção, apesar de alguns atrasos. Se a empresa mantiver a taxa diária de produção em 1 milhão de toneladas por dia, a produção total pode chegar a 328 milhões de toneladas em 2021. Assim, se diz confortável com suas estimativas para produção em 2021, de 320 milhões de toneladas, e de 315 milhões em remessas para 2021. O banco também avalia que os prêmios pagos por minério de ferro ficaram abaixo do esperado. A recomendação para o ADR segue outperform, com preço-alvo em US$ 25.

A mineradora também informou que descontinuou suas estimativas para a produção média de níquel no período de 2021 a 2023 e para a produção de cobre em 2021, conforme fato relevante divulgado ao mercado.

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A companhia disse que os “guidances” estão em revisão devido às incertezas relativas ao prazo para a retomada da produção nas operações de Sudbury, no Canadá, e à implementação de processos de segurança e manutenção nos ativos de Sossego e Salobo. A manifestação ocorreu pouco depois de a Vale publicar seu relatório de produção do segundo trimestre de 2021, no qual já indicava que as previsões de produção de cobre e níquel estariam sob revisão.

No trimestre entre abril e junho, a mineradora produziu 41,5 mil toneladas de níquel, queda de 15,3% na comparação anual, e 73,5 mil toneladas de cobre, recuo de 13% no ano a ano. Ambos foram impactados por fatores como uma paralisação de funcionários em Sudbury.

Ainda no radar da companhia, na segunda, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo) afirmou à agência internacional de notícias Reuters que acredita que um acordo definitivo será fechado neste ano entre as mineradoras Samarco, Vale, BHP e autoridades para reparar danos causados pelo rompimento de barragem em Mariana (MG) em 2015, em um valor de até R$ 100 bilhões a serem desembolsados em cinco anos. O montante total é cerca de quatro vezes maior que um acordo inicial pelo desastre fechado em 2016, que permitiu o início dos trabalhos de reparação e a suspensão temporária de ações na Justiça.

O Morgan Stanley avaliou que a entrevista de Zema à Reuters é um esforço, por parte das autoridades, para fortalecer sua posição sobre potenciais negociações com as empresas. O banco diz que o mecanismo para compensar pelos danos de Fundão, como a fundação Renova, se mostraram ineficientes, e frustraram todas as partes envolvidas.

O banco diz que um acordo definitivo poderia encerrar esta situação, mas a um custo maior para a Samarco e seus parceiros. O Morgan avalia, no entanto, que é improvável que as empresas concordem com os R$ 100 bilhões aventados por Zema ou com os R$ 155 bilhões mencionados pelo principal promotor do caso.

O Valor informa que a Braskem poderá ser vendida a diferentes compradores, desmembrada em blocos de ativos por região, se esse modelo resultar em retorno mais elevado aos vendedores. Segundo fontes próximas ao processo aberto pela Novonor (antiga Odebrecht) ouvidas pelo jornal, embora a controladora ainda prefira vender a totalidade da fatia de 38,3% que detém na petroquímica em uma única transação, houve mais interesse em operações específicas do que no conjunto de ativos da companhia, o que abre novas alternativas para o desinvestimento. Procurada, a Novonor não comentou o assunto.

A etapa de recebimento de propostas não vinculantes foi concluída e o processo, liderado pelo Morgan Stanley, entra agora na fase de seleção das ofertas que seguirão no páreo.

A petroleira Enauta informou que um dos dois poços produtores do Campo de Atlanta que apresentaram falha no sistema de bombeio no início deste mês retomou operações, o que faz com que o ativo volte a contar com dois poços.

Segundo a companhia, a produção retornou “rapidamente” a um patamar equivalente ao observado antes da interrupção, da ordem de 17 mil a 18 mil barris por dia.

“O Sistema de Produção Antecipada do Campo de Atlanta conta com três poços produtores, desenhados para operar com bombas dentro dos poços ou com bombas localizadas no leito marinho”, detalhou a Enauta em comunicado.

“Com a falha da bomba de dentro do poço, a bomba do leito marinho de um dos poços foi acionada em 18 de julho de 2021.”

A empresa disse que a bomba do leito marinho do outro poço que havia sido paralisado também já foi habilitada e, com isso, os três poços estão em condições operacionais. O retorno da produção com três poços está previsto para agosto de 2021, quando o reparo nos aquecedores de óleo da plataforma deve ser concluído, acrescentou a Enauta, que é operadora de Atlanta com 100% de participação.

A Gafisa comunicou que, em linha com a sua estratégia de investimentos e de crescimento, foi aprovado novo aumento de capital privado, no valor de até R$ 300,5 milhões. O preço de emissão de R$ 4,59, foi estipulado com base na cotação em bolsa das ações da empresa nos últimos trinta pregões.

O valor mínimo deste aumento – R$ 44,7 milhões – será utilizado para que debenturistas da 15ª emissão de debêntures da Gafisa possam utilizar seus créditos e subscrever ações da companhia, mantendo assim o caixa da Gafisa reforçado para futuras aquisições.

“Os demais valores – caso captados – serão utilizados principalmente para capitalizar projetos da Gafisa Propriedades – novo braço de propriedades da Gafisa – assim como permitir a aquisição de novos empreendimentos (sejam de empresas ou de terrenos), custear novos projetos a taxas menores, dentro do contexto maior de buscar fazer a Gafisa a empresa de maior relevância em seu segmento no curto-médio prazo”, destaca a empresa.

O Assaí informou na segunda-feira acordo de R$ 364 milhões de reais com fundo imobiliário administrado pela BRL Trust e gerido pela TRX envolvendo cinco imóveis do grupo varejista.

Segundo fato relevante, o acordo envolve venda e locação de imóveis da empresa localizados em São Paulo, Rio de Janeiro e Rondônia, sendo um imóvel já construído e quatro terrenos, sobre os quais serão realizadas obras de construção e desenvolvimento imobiliário. “Os imóveis serão todos da bandeira Assaí”, afirmou a companhia.

A XP vê a transação como positiva pois destrava valor para companhia enquanto permite um modelo de negócio mais asset light (menos necessidade de investimento fixo) dado que a companhia apenas aluga o imóvel. Os analistas reiteram recomendação de compra e preço alvo de R$ 120,0 por ação.

Ainda em destaque, o governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, anunciou na segunda-feira um edital público para construção de ferrovia estadual que vai ligar os municípios de Rondonópolis à capital Cuiabá e às cidades de Lucas do Rio Verde e Nova Mutum, no norte do Estado por meio de dois ramais.

A Rumo, responsável pela concessão da ferrovia federal que liga Rondonópolis até o Porto de Santos (SP), já manifestou interesse no projeto, que envolve um trajeto de cerca de 730 quilômetros. Segundo o governo matogrossense, o projeto tem previsão de ser concluído em sete anos e deve envolver investimentos da ordem de R$ 12 bilhões.

Na avaliação do Itaú BBA, é positivo que o projeto esteja caminhando. Mas o banco diz que o trecho de Cuiabá ainda não foi incluído em seu modelo, e requer maior análise. O banco estima um investimento de R$ 6,5 bilhões pelo trecho, o que adicionaria R$ 1,8 por ação RAIL3 em seu preço-alvo. O projeto integral incorporaria R$ 6 por ação RAIL3.

O banco mantém recomendação outperform (perspectiva de valorização acima da média do mercado) para a Rumo, e preço-alvo para 2021 em R$ 27 por ação.

O Bradesco BBI afirma que o anúncio do governo do Mato Grosso sobre Lucas do Rio Verde é positivo para a Rumo, porque deve reduzir o interesse sobre a Ferrogrão, entre Mato Grosso e Pará; a legislação matogrossense estabelece que o estado pode autorizar a construção de uma nova ferrovia sem passar por um leilão –neste caso, o estado deveria verificar se outros investidores estariam interessados no projeto. O banco acredita que a Rumo tem condições de apresentar o melhor projeto. O Bradesco estima que o projeto de R$ 12 bilhões poderia adicionar R$ 3 por ação RAIL3. O Bradesco mantém avaliação outperform e preço-alvo de R$ 30.

A Oi anunciou seu plano estratégico de 3 anos. O Credit Suisse ressalta que a diretriz para receitas e Ebitda da Oi em 2024 estão 32% e 8% acima, respectivamente, da principal referência do mercado e bem acima de suas estimativas. O banco mantém avaliação neutra, e reduziu o preço-alvo para a ação ON da Oi de R$ 1,8 para R$ 1,6, frente à cotação de segunda de R$ 1,47, incorporando perspectiva de maior queima de caixa, que estima em R$ 6 bilhões, por conta de Ebitda de curto prazo mais fraco, abaixo de sua estimativa de 25% para o primeiro trimestre. O banco elevou sua estimativa para a dívida líquida em 2021 de R$ 3,8 bilhões para R$ 7,3 bilhões.

O IRB-Brasil Resseguros informou ao mercado as possíveis consequências nos resultados da companhia em virtude da
publicação da véspera da Circular SUSEP n° 634, a qual regulamenta resolução que  define os parâmetros de cálculo sobre as provisões técnicas, ativos redutores da necessidade de cobertura das provisões técnicas, capital de risco baseado nos riscos de subscrição, de crédito, operacional e de mercado, patrimônio líquido ajustado, capital mínimo requerido, entre outros.

Entre as mudanças mais significativas da referida circular que podem trazer consequências para os negócios e para os resultados do IRB Brasil, a empresa destacou:

1) Revogação da necessidade da margem de liquidez (20% do Capital de Risco), sendo que as empresas poderão definir internamente mecanismo de gestão e mensuração de risco de liquidez e documentá-lo em política. A referida medida entra em vigor a partir de 1° de dezembro de 2021.

Especificamente com relação ao IRB Brasil RE, ao se utilizar como base as Demonstrações Financeiras encerradas em 31 de março de 2021, o requerimento regulatório seria reduzido em no máximo de R$ 345 milhões (margem adicional de 20,0% sobre capital de risco), e, em consequência, a melhora da suficiência de liquidez regulatória ocorrerá a partir de dezembro de 2021. Neste aspecto específico não haverá efeitos diretos no resultado econômico da companhia, afirmou o IRB.

2) Possibilidade de redução da necessidade de cobertura das provisões técnicas dos recursos dados em garantia das operações internacionais.

A empresa poderá constituir um Reinsurance Trust Account (conta garantia) ou outras modalidades de depósitos no exterior, na forma exigida pela regulação vigente no país de origem, para suportar as garantias de operações internacionais perante os seus parceiros cedentes, limitada a dedução ao volume das respectivas provisões técnicas (PSL, PPNG e IBNR) relacionadas aos referidos contratos estrangeiros.

“Este poderá ser um redutor da necessidade de cobertura de provisões técnicas, devendo o valor máximo da redução se limitar ao valor do passivo a ser coberto com ativos admitidos pelo regulador”, destacou.

Com relação à companhia e considerando as Demonstrações Financeiras encerradas em 31 de março de 2021, pode-se observar um montante em conta corrente remunerada em dólar junto a instituições financeiras internacionais de R$ 752
milhões, afirmou.

A G2D anunciou em fato relevante que a Blu Pagamentos foi reavaliada após uma rodada de investimentos Série B de R$ 300 milhões liderada pela Warburg Pincus, refletindo um ganho de mais de 4 vezes o capital comprometido desde 2018 para a G2D.

A nova avaliação aumenta a participação da G2D na Blu de R$ 163 milhões para R$ 211 milhões, dos quais a empresa permanecerá com uma participação de R$ 157 milhões e receberá R$ 54 milhões em caixa.

“Temos uma visão positiva para a transação uma vez que o Valor Líquido dos Ativos (NAV) justo da G2D aumenta de R$ 915 milhões para R$ 963 milhões. Portanto, reiteramos nossa recomendação de compra e preço-alvo de R$9,0/ação dado o desconto implícito de 25% para o NAV justo combinado a um portfólio de alto potencial de crescimento da empresa”, destaca a XP.

A Randon registrou receita líquida consolidada de R$ 729 milhões em junho, alta de 76,8% em relação ao mesmo mês de 2020, de acordo com dados divulgados pela companhia nesta terça-feira.

No primeiro semestre do ano, acumula elevação de 91,7%, a R$ 4 bilhões.

(com Reuters e Estadão Conteúdo)

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Ações da Americanas s.a. (AMER3), antiga B2W, registram queda em 1º pregão na Bolsa; LAME3 e LAME4 passam por ajuste

SÃO PAULO – No seu primeiro pregão, as ações da nova companhia Americanas sa (AMER3), antiga B2W, registram queda. Às 10h45 (horário de Brasília), as ações AMER3 registravam baixa de 5,90%, a R$ 63,99.

Os papéis da Lojas Americanas (LAME3;LAME4) por sua vez, passaram por um forte ajuste no valor nominal de suas ações.

De acordo com dados da B3, sem o ajuste, os papéis LAME3 caíam 59,53%, a R$ 8,34, enquanto LAME4 caía 59,76%, a R$ 8,44. Sem o ajuste, na sexta-feira, LAME3 fechou a R$ 20,56 e LAME4 fechou a R$ 20,90.

Já com os dados com o ajuste, as baixas são bem menos expressivas, de 2,28% para LAME3, e de 4,85% para LAME4.

Confira o gráfico das ações LAME3 e LAME4 sem ajuste, segundo dados da B3: 

Desde esta sessão, os papéis BTOW3 deixaram de ser negociados, dando lugar para a AMER3, que representa a nova companhia resultado da união das duas, chamada Americanas S.A.

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A mudança na estrutura acontece da seguinte forma: a Americanas realiza a cisão de suas 1.700 lojas físicas e da fatia na Ame Digital. Essas operações passam a ser da B2W através de uma operação de aquisição, sendo que a B2W passa a se chamar Americanas, com o novo ticker AMER3.

A Lojas Americanas, mesmo sem os ativos, segue sendo negociada na B3 com os tickers LAME3 e LAME4, sendo um “veículo de investimento” dos acionistas, ou uma “holding” da Americanas, passando a representar uma participação de 38,9% na nova companhia (AMER3). Com isso, os papéis sofrem ajuste de modo a refletir o novo valor de mercado da companhia, saindo da casa dos R$ 20 na sexta-feira para a casa dos R$ 8 nesta segunda-feira.

Para o investidor em LAME na última sexta-feira, cabe ressaltar, foram recebidas 18 ações AMER3 para cada 100 papéis de LAME3 ou LAME4 que ele possuía – ou seja, ele tem assim um novo ativo na carteira além de LAME, a AMER3.

Entenda a união de Lojas Americanas e B2W

A Lojas Americanas e a B2W anunciaram a união de suas operações em abril, sendo que união dos ativos físicos da primeira com os ativos digitais da segunda foi aprovada em junho.

A proposta já havia sido divulgada semanas antes pelos controladores das duas companhias, com os termos de troca e detalhes da operacionalização.

A ideia é que a B2W passe a ser uma plataforma de varejo completo, com físico e digital integrados, passando a se chamar Americanas S.A., enquanto a Lojas Americanas ainda existirá, mas sem mais incluir a participação que tinha até hoje de 62,5% na B2W.

Está em estudo ainda uma possível listagem nos Estados Unidos por meio de uma migração da base acionária da companhia, a ser chamada de Americanas Inc, mas ainda não existe nada concreto sobre isso.

Entre os objetivos da operação, as empresas destacam que a companhia combinada criará “um motor de fusões e aquisições ainda mais poderoso para avaliar, negociar e integrar novas aquisições”.

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Juntas, as empresas possuem uma rede de cerca de 1.700 lojas físicas em 750 cidades do país e um marketplace online com mais de 87 mil vendedores e vendas totais de 40 bilhões de reais no ano passado.

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Ações da Lojas Americanas devem despencar na segunda-feira, mas não há motivos para pânico: entenda

SÃO PAULO – A partir de segunda-feira (19) entra em vigor na Bolsa a tão comentada união das operações da Lojas Americanas (LAME3;LAME4) e B2W (BTOW3). A visão geral dos analistas de mercado é positiva sobre as mudanças, mas elas também devem levar a grandes variações nas ações – inclusive de queda nominal para os papéis LAME – e é bom o investidor ficar atento.

Esta sexta é o último dia em que as ações de LAME4 operam representando tanto a operação de lojas físicas da Lojas Americanas quanto a participação de 62,5% da empresa na B2W Digital.

A partir de segunda, os papéis BTOW3 deixam de ser negociados e dão lugar para a AMER3, que representa a nova companhia resultado da união das duas, chamada Americanas S.A.

A mudança na estrutura acontece da seguinte forma: a Americanas fará a cisão de suas 1.700 lojas físicas e da fatia na Ame Digital. Essas operações serão vendidas para a B2W, que passa a se chamar Americanas e terá o novo ticker AMER3.

A Lojas Americanas, mesmo sem os ativos, segue sendo negociada na B3 com os tickers LAME3 e LAME4, sendo um “veículo de investimento” dos acionistas, ou uma “holding” da Americanas, passando a representar uma participação de 38,9% na nova companhia (AMER3). Com isso, os papéis devem sofrer ajuste de modo a refletir o novo valor de mercado companhia.

Para o atual investidor, cabe ressaltar, serão recebidas 18 ações AMER3 para cada 100 papéis de LAME3 ou LAME4 que ele possua – ou seja, ele terá um novo ativo na carteira além de LAME. Mas é importante ter em mente que esses dois ativos da Lojas Americanas continuarão a ser negociados na Bolsa.

E isso pode gerar alguma confusão com as cotações na segunda-feira. Como explica a equipe de análise da XP, para as ações de Americanas S.A, o preço irá depender agora da reavaliação de múltiplo (EV/GMV, relação entre valor da empresa e o volume bruto das mercadorias vendidas) que o mercado irá atribuir à nova companhia. Já para os papéis de Lojas Americanas, além da reavaliação de múltiplo, os preços dependerão dos descontos entre LAME3 e LAME4 e de holding que o mercado irá incorporar nas ações.

“Em nossa visão, consideramos o atual desconto de holding de cerca de 20% como justo, enquanto não vemos mais motivos para a diferença entre as cotações de LAME4 e LAME3 existir com a efetivação da fusão dado que ambas as classes de ações receberão a mesma quantidade de ações da AMER3”, explicam os analistas.

Queda das ações na segunda?

Por não mais representarem a operação total que hoje está atrelada ao seu negócio, passando a serem negociadas “ex-cisão”, as ações LAME3 e LAME4 devem passar por uma forte queda nominal no próximo pregão, mas o investidor precisa ter em mente que, como irá receber ativos AMER3, o seu retorno não deve ser impactado na mesma proporção.

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Um bom exemplo para ilustrar a situação foi o que ocorreu com o Pão de Açúcar (PCAR3), que no dia 1 de março desse ano, caiu 66% com a entrada em vigor da sua cisão com o Assaí (ASAI3). Na ocasião, os acionistas da companhia PCAR3 receberam ativos ASAI3 na estreia, e portanto, não sofreram impacto no seu patrimônio já que esses papéis subiram forte, ou 386% (veja mais clicando aqui). Desta forma, somando as posições que os acionistas de PCAR3 passaram a ter a partir daquele pregão em ASAI3 e PCAR3, o saldo foi positivo, com um ganho de mais de 14%.

Para ilustrar essa situação de agora, a XP faz um cálculo assumindo que a AMER3 passe a negociar a 1,0 vez o múltiplo de EV/GMV 2021e (contra 0,8 vez atualmente), o que implicaria em um preço de R$ 66,5 por ação (que hoje é negociada como BTOW3 e é cotada em cerca de R$ 68).

Nesse mesmo cenário, olhando apenas para o valor nominal de LAME3 e LAME4, os analistas esperam uma queda de 51% na segunda, mas reforçam que esse recuo não irá refletir a realidade patrimonial dos investidores.

A XP também calculou o retorno hipotético para investidores de LAME e BTOW neste cenário, assumindo que o desconto implícito de holding atual (cerca de 20%) se mantenha e o desconto entre LAME3 e LAME4 deixe de existir, confira:

Fonte: XP

Os analistas da XP apontaram ainda que seguem otimistas com a perspectiva para Lojas Americanas e Americanas S.A. No relatório, eles destacaram terem recomendações de compra para AMER3 com um preço alvo de R$ 82 por ação e para Lojas Americanas (LAME3 e LAME4) com um preço-alvo de R$ 12 por ação.

Entenda a união de Lojas Americanas e B2W

A Lojas Americanas e a B2W anunciaram a união de suas operações em abril, sendo que união dos ativos físicos da primeira com os ativos digitais da segunda foi aprovada em junho.

A proposta já havia sido divulgada semanas antes pelos controladores das duas companhias, com os termos de troca e detalhes da operacionalização.

A ideia é que a B2W passe a ser uma plataforma de varejo completo, com físico e digital integrados, passando a se chamar Americanas S.A., enquanto a Lojas Americanas ainda existirá, mas sem mais incluir a participação que tinha até hoje de 62,5% na B2W.

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Está em estudo ainda uma possível listagem nos Estados Unidos por meio de uma migração da base acionária da companhia, a ser chamada de Americanas Inc, mas ainda não existe nada concreto sobre isso.

Entre os objetivos da operação, as empresas destacam que a companhia combinada criará “um motor de fusões e aquisições ainda mais poderoso para avaliar, negociar e integrar novas aquisições”.

Juntas, as empresas possuem uma rede de cerca de 1.700 lojas físicas em 750 cidades do país e um marketplace online com mais de 87 mil vendedores e vendas totais de 40 bilhões de reais no ano passado.

Quer entender o que é o mercado financeiro e como ele funciona? Assista à série gratuita “Carreira no Mercado Financeiro” e conheça o setor da economia que paga os melhores salários de 2021.

Ações da B2W sobem forte em última sessão com ticker BTOW3, Méliuz cai após follow-on; Tenda, EzTec e MRV avançam

SÃO PAULO – Em um pregão com início relativamente morno nesta sexta-feira (16), as ações de MRV (MRVE3), EzTec (EZTC3) e Tenda (TEND3) avançam após a divulgação de prévias operacionais do segundo trimestre de 2021. O destaque fica para a Tenda, com ganhos de cerca de 1,8%, enquanto EzTec sobe 1,4% e MRV avança 0,8%.

A MRV anunciou que seus lançamentos de abril a junho somaram R$ 2,40 bilhões em valor geral de vendas (VGV), alta 5,4% sobre um ano antes. Já a construtora Eztec informou que teve vendas líquidas de R$ 284,7 milhões no segundo trimestre, alta de 20,7% sobre o desempenho dos três primeiros meses do ano e mais que o dobro em relação ao vendido no mesmo período do ano passado. A Tenda, por sua vez, registrou lançamentos de 20 empreendimentos, totalizando o recorde de R$ 986 milhões (alta de 56% na base anual).

Os papéis da Méliuz (CASH3), por sua vez, caem cerca de 1,2% após precificar as suas ações a R$ 57 em follow-on.

A B2W (BTOW3), por sua vez, avança cerca de 5% no seu último de pregão como BTOW3. A partir da próxima segunda, os investidores que desejarem adquirir as ações da empresa o farão por meio da “Americanas s.a”, sob o novo ticker AMER3. A mudança foi aprovada na assembleia geral do dia 10 de junho e faz parte do processo de cisão parcial das Lojas Americanas (LAME3 e LAME4). Veja mais clicando aqui. 

Confira os destaques:

Elétricas

Às 11h, é realizado na B3, o leilão de privatização onde o Governo do Estado do Rio Grande do Sul deve vender sua participação de 66% na CEEE Transmissão pelo valor mínimo de R$ 1,7 bilhão.

A XP aponta que, de acordo com o noticiário, CPFL, CTEEP, Taesa, Alupar e os fundos de pensão CPPIB e CDPQ devem participar do leilão, portanto a competição deve ser alta.

“Apesar de ser um ativo importante (aproximadamente R$ 870 milhões de RAP, a Receita Anual Permitida) enxergamos retornos limitados mesmo no valor mínimo. Para encontrar valor na aquisição, o comprador deverá assumir ganhos de eficiência relevantes. Estimamos a participação do Estado do Rio Grande do Sul na CEEE Transmissão em R$ 1,75 bilhão sem assumir ganhos de eficiência”, aponta.

Partidos de oposição protocolaram uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para derrubar a lei que permite a privatização da Eletrobras. A Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) é assinada por PSB, PSOL, Rede, PT, PDT e PCdoB e pede a “imediata suspensão da eficácia” da proposta, que foi sancionada pela Presidência da República na última terça-feira, dia 13. O documento pede também que o STF impeça a prática de quaisquer atos voltados ao processo de desestatização da estatal até que haja decisão definitiva de mérito da corte.

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A oposição destaca que a privatização não poderia ter sido tratada por meio de medida provisória, pois se trata de matéria “técnica e complexa” e que demanda aprofundamento deliberativo. Os partidos mencionam que o relatório foi aprovado com diversas propostas estranhas ao texto original, conhecidas como “jabutis”, são “flagrante contrabando legislativo”.

“O Executivo propôs a privatização da Eletrobras, uma questão de natureza técnica e complexa, a demandar aprofundamento deliberativo, por meio de medida provisória. O intuito foi esquivar-se do devido processo para a edição de leis ordinárias, não tendo-se comprovado a caracterização do requisito da urgência a justificar a utilização do instrumento excepcional”, diz o documento. “Ainda, na conversão da medida provisória em lei, o Congresso Nacional, por meio de diversas emendas, inseriu no texto legal uma série de matérias estranhas à privatização da Eletrobras, o que caracteriza flagrante contrabando legislativo.” Veja mais clicando aqui. 

Duratex (DTEX3), agora DexCo

A fabricante de materiais de construção Duratex, dona de marcas tradicionais como Deca, Hydra, Portinari e Durafloor, anunciou na quinta um grandioso plano de investimentos de R$ 2,5 bilhões para o período de 2021 a 2025, visando expandir sua capacidade de produção de painéis de madeira, revestimentos cerâmicos, louças e metais sanitários.

A companhia também anunciou uma grande mudança na sua identidade. A partir de agora, passará a se chamar DexCo. A ideia é criar um nome que faz jus ao conglomerado em que se tornou a companhia, com atuação em diversos segmentos. Já o nome Duratex vem desde a fundação da empresa, há 70 anos, e se confundia com sua linha de produtos de madeira. Com o novo nome, o ticker das ações negociadas em Bolsa também vai mudar. A partir de 19 de agosto, será DXCO3 em vez de DTEX3.

O Credit mantém recomendação outperform para a empresa, por acreditar que ela é sua principal beneficiária do que espera que seja um ciclo de construção no Brasil que deve adicionar entre R$ 2 e R$ 2,5 por ação da empresa. O banco diz que a razão entre dívida líquida e lucro Ebitda está em 1,2 vez, e que pode cair a 0,8 vez em 2021, segundo suas estimativas. Isso deve manter o balanço da empresa apto para executar seu ciclo de investimentos de R$ 2,5 bilhões. O banco mantém preço-alvo de R$ 27 para o ativo.

A MRV teve crescimento no volume de lançamentos e vendas no segundo trimestre, refletindo o ambiente de expansão forte da construção civil no país, mas viu uma queda na geração de caixa no período, com pressão de custos com matérias-primas e mudanças no repasse de recursos da Caixa Econômica.

A companhia anunciou nesta quinta-feira que seu lançamentos de abril a junho somaram R$ 2,40 bilhões em valor geral de vendas (VGV), alta 5,4% sobre um ano antes. As vendas totalizaram R$ 2,065 bilhões, aumento de 13,7% no comparativo anual. Segundo a MRV, seu processo de vendas garantidas, no qual as vendas só são registradas quando o comprador apresenta o financiamento bancário, fez com que parte das vendas não fosse lançada dentro do trimestre.

No período, as vendas garantidas da MRV, que na prática eliminam a chance de distrato, representaram 77% do total. Quase 2,5 mil imóveis vendidos no período não entraram na conta devido à falta da garantia de financiamento.

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A MRV decidiu dar sequência à estocagem de parte da matéria- prima para suas obras, para evitar interrupções no fornecimento, o que resultou em consumo de caixa, que foi de 700 mil reais, após geração positiva de R$ 68,3 milhões um ano antes.

O Credit avalia os dados da MRV como positivos e dentro de suas expectativas. O banco projeta que as margens devem continuar sob pressão, e diz não ver sinais de quando a alta dos preços vai desacelerar. Assim, mantém avaliação neutra.

O Itaú BBA avaliou os dados da MRV como positivos, ressaltando os recordes em lançamentos e vendas, impulsionados pela subsidiária AHS. Por outro lado, ressaltou a queima de caixa. O banco mantém avaliação outperform e preço-alvo para 2021 em R$ 20,2 para a MRV, frente à cotação de R$ 16,5 de quinta.

A Eztec anunciou na quinta-feira que teve vendas líquidas de R$ 284,7 milhões no segundo trimestre, alta de 20,7% sobre o desempenho dos três primeiros meses do ano e mais que o dobro em relação ao vendido no mesmo período do ano passado.

A empresa apurou também um salto nos lançamentos, com o equivalente a R$ 928 milhões no segundo trimestre, ante R$ 28 milhões nos três primeiros meses do ano, ou alta de 3.200%, e praticamente zero no mesmo período do ano passado. O total lançado de abril a junho deste ano corresponde a dois empreendimentos de alto padrão.

“Uma vez que o governo do Estado de São Paulo, em relação à pandemia, retrocedeu da fase vermelha para a fase de transição, os plantões de vendas retornaram às suas atividades presenciais desde o dia 18 de abril, viabilizando a retomada de lançamentos”, afirmou a companhia na prévia operacional.

Os distratos fecharam o trimestre na casa dos R$ 39 milhões, “volume ligeiramente superior que o trimestre anterior. Cabe reforçar que 40% dos distratos se refere a downgrades, upgrades ou transferências”, afirmou a empresa.

O Credit Suisse avalia que a Eztec teve resultados positivos quanto a lançamentos, mas com vendas ainda lentas devido ao “timing” dos lançamentos. O banco diz que a empresa parece estar preparada para acelerar os lançamentos, o que encara como positivo, já que o mercado se tornou mais cauteloso quanto à empresa após a divulgação de sua diretriz. O banco se diz, no entanto, preocupado com a concentração de lançamentos em São Paulo prevista para o segundo trimestre, e pela possibilidade de que a inflação continue a pressionar as margens. Assim, mantém avaliação neutra (perspectiva de valorização dentro da média do mercado) para a empresa.

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O Itaú BBA avaliou os resultados da Eztec como neutros, com um ritmo de vendas de estoques “decente”, mas com vendas consolidadas afetadas pela concentração de lançamentos no final de junho. O banco ressalta que a empresa divulgou seu plano de lançamentos, com PSV de R$ 1,3 bilhão. O Itaú mantém recomendação outperform para a Eztec, com preço-alvo para 2021 em R$ 48.

A Tenda lançou 20 empreendimentos no segundo trimestre de 2021, totalizando o recorde de R$ 986 milhões, ou alta de 56% na base anual.

As vendas brutas no período chegaram a outro recorde, de R$ 959 milhões, alta de 39,1% na base anual e avanço de 18,1% na comparação trimestral.

A velocidade de vendas (VSO) atingiu também o patamar histórico de 38,3%. As vendas brutas no primeiro semestre totalizaram R$ 1,8 bilhão, alta de 44% frente 2020.

“A Tenda apresentou mais um trimestre positivo com volume recorde de lançamentos e de vendas, o que reforça nossa visão de resiliência do segmento de baixa renda e ganho de participação de mercado no programa Casa Verde e Amarela das grandes incorporadoras”, aponta a XP, reiterando recomendação de compra e preço-alvo de R$ 38 por ação.

O Credit avalia os dados da Tenda como “fortes”, com velocidade recorde de vendas e alta de 3% no preço médio na comparação trimestral, e de 6% na anual, o que deve ofuscar parcialmente o efeito da inflação. Mas o banco diz que a pressão inflacionária deve limitar o potencial de valorização dos papéis.

O Itaú BBA avalia os resultados da Tenda como positivos, ressaltando que este é o melhor trimestre da empresa em termos de lançamentos e vendas, em meio a um momento operacional sólido. O banco mantém avaliação outperform para a Tenda, e preço-alvo para 2021 em R$ 40,1, frente à cotação de R$ 25,07 de quinta.

A Via, antiga Via Varejo, comunicou nesta sexta-feira que recebeu aprovação final do Banco Central da licença de funcionamento da BNQI Sociedade de Crédito Direto (SCD), o que deve ampliar a oferta de serviços na sua plataforma de soluções financeiras.

“A autorização de atuação como SCD é transformacional para a Via, pois amplia de forma relevante o mercado endereçável de atuação, para um mercado muito além do varejo”, afirmou a empresa em comunicado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Além do tradicional crediário, o BNQI SCD poderá realizar, entre outras, operações de empréstimos e de financiamentos aos clientes e parceiros por plataforma eletrônica. A empresa também considera que o BNQI SCD será uma importante alavanca para fidelização dos parceiros do seu marketplace, passando a oferecer serviços como financiamento para capital de giro, entre outros.

A Embraer assinou um acordo de longo prazo para o Programa Pool com a CommutAir, operadora da United Express, para apoiar a frota de jatos ERJ 145 da companhia aérea.

O novo contrato, de acordo com a empresa brasileira, inclui cobertura total de reparação de componentes e peças, bem como acesso a um grande estoque de componentes no centro de distribuição da Embraer em Fort Lauderdale, na Flórida (EUA).

Com um total de 168 aeronaves sob arrendamento, a CommutAir possui a maior frota ERJ 145 no mundo, que recentemente se tornou a única parceira regional a operar a aeronave para a United Airlines.

Atualmente, o Programa Pool atende mais de 50 companhias aéreas em todo o mundo.

Cruzeiro do Sul (CSED3)

A Cruzeiro do Sul anunciou na quinta-feira a compra do grupo universitário Moura Lacerda por R$ 54 milhões, valor que será pago em cinco anos.

Criado há quase um século, a Moura Lacerda tem sede em Ribeirão Preto (SP) e uma carteira de três mil alunos da educação básica à pós-graduação, com cursos superiores nas áreas de Engenharia, Medicina Veterinária, Arquitetura e Direito, informou a Cruzeiro do Sul em fato relevante.

A Méliuz precificou o follow on, ou oferta subsequente, a R$ 57 por ação, ou desconto de 4,4% em relação ao preço de fechamento da véspera, a R$ 59,60. A empresa levantou R$ 427,5 milhões com a distribuição primária, enquanto os acionistas vendedores captaram R$ 727,7 milhões, com a distribuição de 12,77 milhões de ações.

Os recursos com a oferta primária serão utilizados para ampliação da fatia da empresa em marketplace e serviços financeiros, além de potenciais aquisições de empresas consideradas estratégicas.

Os credores da mineradora Samarco, joint venture da brasileira Vale com o grupo anglo-australiano BHP, apresentaram na quinta-feira uma objeção à proposta de recuperação judicial apresentada pela empresa, segundo documento judicial visto pela agência internacional de notícias Reuters.

No documento, os credores afirmaram que o principal objetivo do plano proposto é proteger as gigantes da mineração donas da Samarco e reduzir os pagamentos futuros aos detentores de títulos e credores. Eles rejeitaram a oferta da Samarco de um desconto de 85% no valor a ser pago aos maiores credores da companhia, incluindo os acionistas Vale e BHP, que têm R$ 24 bilhões a receber da joint venture.

A Sinqia, provedora de tecnologia para o sistema financeiro, comunicou que o Torq Ventures, seu programa de
corporate venture capital, assinou contrato para investimento na Celcoin Pagamentos.

A companhia destaca que a Celcoin é pioneira no conceito de open finance no Brasil, e atende mais de 170 clientes
incluindo bancos digitais, fintechs, programas de fidelidade e varejistas. “A Celcoin apresenta um posicionamento estratégico único e um potencial de crescimento enorme, impulsionado pela expansão na oferta de serviços financeiros no Brasil, e viu seu volume de transações crescer 4 vezes nos últimos 12 meses. Mensalmente, 8 milhões de pessoas transacionam mais de R$ 1,5 bilhão na plataforma”, ressalta.

Esse é o primeiro investimento direto minoritário anunciado pelo Torq Ventures, lançado em janeiro. O aporte de R$ 15 milhões compôs uma rodada de R$ 55 milhões, que contou com a liderança do Torq Ventures e co-investimentos do boostLAB e a Vox Capital. Os recursos serão destinados à obtenção de licenças perante o Banco Central e à expansão das
operações da Celcoin.

A Sinqia informou que tem como objetivos nesse investimento (i) reforçar sua estratégia de open finance; (ii) se posicionar no mercado de infraestrutura para bancos digitais e fintechs; (iii) explorar sinergias comerciais, distribuindo as soluções da Celcoin na sua base de clientes e viceversa; e (iv) explorar sinergias técnicas, fornecendo softwares para suportar a expansão das operações da Celcoin.

Preços da celulose

O Morgan Stanley publicou uma avaliação sobre os preços da celulose. Os preços da celulose de fibra curta (BHKP na sigla em inglês) na China cotados na Foex caíram US$ 58,14 por tonelada em uma semana, a US$ 684,85 por tonelada. Os preços da celulose de fibra longa branqueada do norte (NBSK na sigla em inglês) recuaram US$ 12,31 por tonelada em uma semana, a US$ 874,65 por tonelada.

Segundo a Risi, um grande produtor brasileiro de celulose branqueada de eucalipto (BEK na sigla em inglês) está negociando uma redução substancial nos preços para os pedidos de julho. O preço pode atingir entre US$ 660 e US$ 690 por tonelada, uma queda frente ao patamar de entre US$ 760 e US$ 780 por tonelada pago nos últimos dois meses. A Risi também afirmou que outros fornecedores sul-americanos estão negociando a venda de BEK por entre US$ 660 e US$ 680 por tonelada.

O banco diz esperar que os preços sejam menores entre o segundo semestre de 2021, já que o terceiro trimestre é sazonalmente mais fraco para a demanda, e novos projetos começarão a funcionar no quarto trimestre de 2021. A capacidade adicional deve impactar o sentimento do mercado e as negociações, levando a ajustes para baixo em suas previsões.

(com Estadão Conteúdo e Reuters)

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B2W troca de nome e código na Bolsa a partir da próxima segunda-feira

SÃO PAULO – A B2W (BTOW3) vai mudar de nome na Bolsa brasileira na próxima segunda-feira (19), passando a se chamar “Americanas”. O código de negociação na B3 também mudará, para “AMER3”.

A mudança ocorre em meio à cisão parcial da Lojas Americanas, com a união dos ativos físicos da companhia com os ativos digitais da B2W.

As novas ações serão creditadas no dia 21 de julho para os acionistas que tenham suas ações custodiadas na B3. Já para aqueles com ações custodiadas no livro escritural, o recebimento será no dia 28 de julho.

De acordo com comunicado divulgado pela companhia, os acionistas que tiverem posição na companhia até o fechamento do pregão desta sexta-feira (16), receberão 0,18 ação ordinária para cada papel deste segmento ou preferencial.

Neste contexto, a Lojas Americanas, mesmo sem os ativos operacionais, seguirá sendo negociada na B3 sob os códigos (LAME3) e (LAME4), sendo um “veículo de investimento” dos acionistas.

Entenda

Em 10 de junho, a Lojas Americanas enviou comunicado ao mercado anunciando a união dos ativos físicos da companhia com os ativos digitais da B2W.

A proposta já havia sido divulgada semanas antes pelos controladores das duas companhias, com os termos de troca e detalhes da operacionalização.

A ideia é que a B2W passe a ser uma plataforma de varejo completo, com físico e digital integrados, enquanto a Lojas Americanas passe a ser a Americanas Inc.: a proposta inclui uma eventual listagem da holding nos Estados Unidos por meio de uma migração da base acionária da companhia, a ser chamada de Americanas Inc.

Essa mudança não necessariamente implica que os investidores de LAME terão um retorno negativo com a transação, dado que eles também ganharão novas ações de AMER3 (na proporção já mencionada de 0,18 AMER3 para cada 1 LAME). Leia mais aqui.

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Em relatório divulgado no fim de maio, os analistas da XP destacaram, contudo, que, após a fusão, os preços de LAME poderão cair, uma vez que eles não representarão mais os ativos operacionais da empresa, mas somente uma parcela de 38,9% da AMER3 (onde todos os ativos operacionais estarão alocados).

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Mais um importante passo para a fusão entre Lojas Americanas e B2W foi dado: confira os próximos

SÃO PAULO – Na noite da última quinta-feira (10), foi comunicado ao mercado que os acionistas de Lojas Americanas (LAME3; LAME4) e B2W (BTOW3) aprovaram a união dos ativos físicos da LAME com os ativos digitais da B2W, sob o guarda-chuva desta última.

A proposta já tinha sido divulgada semanas antes pelos controladores das duas companhias, com os termos de troca e detalhes da operacionalização.

Assim, é importante ficar atento aos próximos passos: os detentores das ações ordinárias (ON) das Lojas Americanas (LAME3) poderão exercer o direito de retirada do dia 12 de junho ao dia 12 de julho, com pagamento de R$ 3,33 por ação no dia 15 de julho.

Além disso os acionistas da LAME3/LAME4 terão direito a recebimento de 0,18 ação ordinária da B2W (BTOW3) por ação da LAME detida, com a última data com direito a recebimento sendo no dia 16 de julho.

As ações da BTOW3 passarão a negociar com o código AMER3 a partir do dia 19 de julho.

Em relatório, os analistas da XP destacam que,  após a fusão, os preços de LAME poderão cair, uma vez que eles não representarão mais os ativos operacionais da empresa, mas somente uma parcela de 38,9% da AMER3 (onde todos os ativos operacionais estarão alocados).

A mudança na estrutura acontecerá da seguinte forma: a Americanas fará a cisão de suas 1.700 lojas físicas e da fatia na Ame Digital.  Essas operações serão vendidas para a B2W, que será chamada posteriormente de Americanas, cujas ações serão negociadas com o ticker AMER3. A Lojas Americanas, mesmo sem os ativos, seguirá sendo negociada na B3 com os tickers LAME3 e LAME4, sendo um “veículo de investimento” dos acionistas.

Essa mudança não necessariamente implica que os investidores de LAME terão um retorno negativo com a transação, dado que eles também ganharão novas ações de AMER3 (na proporção já mencionada de 0,18 AMER3 para cada 1 LAME).

Desta forma, os próximos passos serão: i) cisão dos ativos operacionais de LAME e sua participação de 57% na Ame Digital, e posterior incorporação pela B2W; ii) emissão de 339 milhões de ações da BTOW3, que serão distribuídas entre os acionistas de LAME em uma relação de 0,18 BTOW3 para cada 1 LAME e iii) a B2W Digital (BTOW3) será então renomeada para Americanas S.A. (AMER3).

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As implicações, aponta a XP, são de que: (i) os acionistas de BTOW3, que atualmente possuem 37,5% da B2W, serão diluídos para 23,3% na nova companhia; (ii) Lojas Americanas (LAME3/4) permanecerá listada na B3, se tornando um “veículo de investimento”, que possuirá aproximadamente 39% da AMER3; (iii) Os acionistas de referência de LAME ganharão uma participação direta de 14,4% na AMER3, enquanto o free float possuirá diretamente 23,2% da nova companhia. Assim, a estrutura do negócio manterá o controle indireto dos controladores de LAME sobre AMER3.

O que esperar?

A companhia resultante da fusão será presidida por Miguel Gutierrez, que também será diretor de relações com investidores.

O conselho de administração do grupo será composto por Eduardo Saggioro Garcia (presidente), Carlos Alberto Sicupira; Claudio Moniz Garcia e Paulo Lemann, além de Mauro Muratório Not, Sidney Breyer e Vanessa Lopes, como independentes.

As companhias haviam anunciado o plano de fusão em abril. A ideia é que a B2W passe a ser uma plataforma de varejo completo, com físico e digital integrados, enquanto a Lojas Americanas passe a ser a Americanas Inc.: a proposta inclui uma  eventual listagem da holding nos Estados Unidos por meio de uma migração da base acionária da companhia, a ser chamada de Americanas Inc.

A avaliação da Levante Ideias de Investimentos é de que o movimento é positivo para ambas as partes, porém com efeito mais concreto no curto prazo para B2W, que reforça sua base operacional, agora incorporando os ativos geradores de caixa para financiar sua expansão na frente digital e realizar a integração completa das plataformas de vendas.

Já para a LAME3/LAME4, com a transação aprovada deixando a listagem da holding nos EUA mais próxima de acontecer, esse movimento destravaria um valor importante para os acionistas e dá poder de fogo para que a Americanas Inc. possa captar recursos para crescer.

Para os analistas da Levante, o cálculo da relação de troca e o negócio foram justas, sem prejuízo em nenhuma das partes interessadas, mesmo para os minoritários diluídos de B2W. Vale destacar que, a princípio, os termos da fusão geraram foram bastante debatidos por analistas de mercado (veja mais clicando aqui).

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“A nova companhia terá um balanço muito robusto e valor de mercado, em termos financeiros, equivalente ao detido antes da fusão, pelo menos no curto prazo. A expectativa é que o mercado vá digerindo a transação gradualmente e as ações das duas companhias comecem a se valorizar conforme os resultados são entregues”, destacam.

Leia mais: Números da B2W mostram oportunidades e desafios da fusão com a Lojas Americanas

O Itaú BBA, que possui recomendação outperform (desempenho acima da média do mercado) tanto para as ações BTOW3 quanto para os papéis LAME4, vê a notícia como um passo importante para ambas as empresas, mas destacando que já era algo esperado pelos investidores. O preço-alvo para BTOW3 é de R$ 95, ou alta de 39,5% frente o fechamento de quinta-feira, e de R$ 29 para LAME4, ou potencial de valorização de 29%.

Luís Sales, analista da Guide Investimentos, destaca que a nova empresa já nasce com R$ 40 bilhões em receita bruta de vendas e serviços (GMV em inglês), além de 48 milhões de clientes ativos nas plataformas e loja física, 34 mil associados e ainda mais de 1700 lojas em 765 cidades.

“Vemos a transação com bons olhos, pois a fusão possui grande potencial sinérgico, principalmente em termos de omnicanalidade, que poderá destravar valor para a nova empresa, além da robustez criada para competir no competitivo setor de varejo eletrônico nacional”, avalia.

Para os analistas da XP, a conclusão da fusão pode ser um possível catalisador para a reavaliação da AMER3 (B2W após a fusão). Eles acreditam que ela deve eliminar burocracias desnecessárias e aumentar a agilidade da empresa no ajuste de seu modelo de negócios e condução de fusões e aquisições. Além disso, mudanças recentes nas políticas do marketplace podem impulsionar o crescimento do GMV.

“Vemos as lojas físicas da LAME como beneficiárias da reabertura/retomada da economia. Diferente da Magalu e Via, o varejo físico da Lojas Americanas é mais focado em compras feitas por impulso e com menor ticket médio, as quais tendem a se beneficiar do maior tráfego de pessoas nas ruas. Além disso, enxergamos uma menor probabilidade de canibalização entre os canais, dado que o mix de produtos e ocasiões de compra diferem entre as lojas físicas (mais concentradas em itens de conveniência como alimentos, bebidas e higiene) e o canal digital (eletrônicos, pets e games)”, destacam Danniela Eiger, Gustavo Senday e Thiago Suedt, analistas da XP, em relatório. 

A recomendação dos analistas da XP para as ações das companhias são de compra. Eles também destacaram suas perspectivas para o pós-fusão, como destacado abaixo:

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Petrobras reitera intenção de venda de fatia na BR Distribuidora na gestão de Silva e Luna

Joaquim Silva e Luna (Foto Marcelo Camargo - Agência Brasil) Joaquim Silva e Luna (Foto Marcelo Camargo – Agência Brasil)

A Petrobras (PETR3;PETR4) reiterou que venderá sua participação de 37,5% na BR Distribuidora (BRDT3) por meio de oferta secundária de ações (follow on).

A decisão havia sido tomada pelo conselho de administração da empresa em agosto do ano passado, ainda na gestão do ex-presidente da petrolífera, Roberto Castello Branco.

Havia dúvidas, no entanto, se seria mantida na gestão do general Joaquim Silva e Luna, no cargo desde abril.

Em comunicado, a Petrobras confirmou nesta quinta-feira, 10, que a participação remanescente na BR será oferecida ao mercado financeiro por meio de oferta secundária de ações. “O montante a ser arrecadado dependerá do resultado da precificação da transação”, informou a empresa.

A empresa acrescentou ainda que a oferta estará sujeita às condições de mercado, à aprovação dos órgãos internos da Petrobras quanto ao preço, e à análise da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e demais órgãos reguladores.

A privatização da BR aconteceu, na verdade, em 2019, quando a estatal se desfez do controle da distribuidora, com a venda da participação de 30% por R$ 9,6 bilhões. A abertura do capital ocorreu em 2017.

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