Como os gestores de fundos identificam as ações mais promissoras da bolsa

Mão segura um celular e consulta um gráfico em frente a um painel de movimentação de ações em Bolsa - mercado fracionário (scyther5/Getty Images)

SÃO PAULO – Por que comprar uma ação em vez de outra? Como escolher uma boa empresa para investir em seus papéis? Você sabe como os gestores de grandes fundos de ações decidem onde vão alocar o dinheiro de seus cotistas?

Os fundos de ações são uma opção de investimento em conjunto, que reúnem recursos de vários investidores para que sejam aplicados ao mesmo tempo por gestores profissionais.

O objetivo desses fundos, quando adotam uma estratégia de gestão ativa, é construir uma carteira de ações que performe melhor do que o benchmark do mercado.

Mas qual é a técnica que os gestores desses fundos usam para conseguir encontrar essas oportunidades?

Conhecido como Stock Picking, o processo de seleção das ações que irão compor uma carteira de ativos passa por uma combinação de diversas estratégias de análise das empresas e do cenário econômico atual.

Thiago Salomão, analista de ações, fundador e apresentador do Stock Pickers, explica que, para conseguir identificar os melhores negócios da bolsa, esses gestores buscam conhecer de perto as empresas listadas para só depois identificar quais delas têm as maiores chances de crescer no futuro.

“Estamos falando em avaliar as empresas, e não só as suas ações. Isso vai levar em consideração as margens de lucro, as taxas de endividamento da empresa, ver em qual setor ela está inserida, como essa empresa está em relação aos seus concorrentes e vários outros aspectos”, explica.

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Mas se engana quem pensa que o processo de análise é baseado apenas nos números dessas empresas.

“Esse é o lado mais quantitativo da história. Mas você não pode deixar de olhar também o lado qualitativo, ou seja, quem são as pessoas que estão por trás dessa empresa, quem são os conselheiros, diretores, a quanto tempo estão lá e qual é o interesse deles. Isso tudo é fundamental para encontrar bons negócios”, afirma Salomão.

Além dos gestores de fundos, muitos investidores conhecidos também já fizeram fortunas com o Stock Picking. Warren Buffet, por exemplo, começou com muito pouco e, hoje, é considerado o maior investidor de todos os tempos, além de estar na lista dos homens mais ricos do mundo há vários anos.

Como o próprio Buffet já declarou em várias entrevistas, o que realmente fez a diferença em sua vida foi sua capacidade de multiplicar o dinheiro que poupava ao escolher as melhores oportunidades de investimento, e mirar sempre o longo prazo.

“Dominar essa estratégia nada mais é do que entender que o mercado de ações não é um lugar para ganhar dinheiro apenas no curto prazo, mas um ambiente para se construir algo grande com o passar do tempo”, explica Salomão. “Quanto mais no longo prazo você olha, mais interessante fica”.

Ainda dá tempo de investir em ações?

Apenas em 2020, o mercado de ações já mostrou grandes oscilações. O Ibovespa, que no início do ano rondava sua máxima histórica, sofreu uma queda acumulada de mais de 35%, com as incertezas sobre os impactos do coronavírus causando circuit breakers em diversos pregões.

Contudo, o tempo passou, o ânimo dos investidores voltou a crescer e o índice Ibovespa também tornou a operar acima da marca de 100 mil pontos. Quem investiu quando o mercado estava em baixa, hoje, comemora. Quem ficou de fora se pergunta: ainda dá tempo de investir em ações?

“Gosto de dizer que têm momentos bons para se ter ações e têm momentos ainda melhores. Quando a bolsa cai muito, essas oportunidades ficam mais evidentes, mas o mercado de ações ainda continua oferecendo uma grande oportunidade, principalmente para quem olha para o longo prazo”, afirma Salomão.

Segundo o analista, a tendência é que a bolsa brasileira siga atraindo mais investimentos nos próximos anos, já que a taxa de juros do país deve continuar em níveis historicamente baixos.

“Só para imaginar, antes, a taxa de juros brasileira dificilmente ficou abaixo de 7% e, hoje, ela está na faixa de 2%, podendo ficar assim por muito tempo. Isso naturalmente fará com que o investidor busque por mais ativos de risco e que o empreendedor se arrisque mais a empreender também. Isso pode por si só já deve estimular bastante o mercado de capitais”, explica Salomão.

“Temos um horizonte muito promissor para investimentos em ações, principalmente para quem busca usar o Stock Picking para escolher onde investir.”

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5 lições de Warren Buffett para o investidor de ações

(Crédito: Shutterstock)

SÃO PAULO – O lendário investidor Warren Buffett ganhou ao longo das últimas décadas uma legião de seguidores ao redor do globo — de investidores comuns a gestores de fundos que adotam o value investing como estratégia central para a seleção de ativos para seu portfólio.

Pedro Chermont, da Leblon Equities, e Hulisses Dias, o Tio Huli, são dois desses admiradores do legado buffettiano.

Eles foram os convidados especiais do último episódio do Stock Pickers – Aprendizados em Tempos de Crise, e compartilharam algumas lições valiosas do Oráculo de Omaha para quem busca retornos consistentes no longo prazo. Você pode assistir à aula completa aqui.

Confira a seguir cada uma delas:

Círculo de competência e Stock Picking

As principais posições do book de ações da Berkshire Hathaway, holding gerida pelo megainvestidor, pertencem a dois setores em particular: bancos e consumo.

Entre os papéis, estão U.S. Barcorp, JP Morgan, Wells Fargo, Bank of America, Apple, Kraft-Heinz e Coca-Cola. Essa concentração, é claro, não vem por acaso.

Buffett é adepto do conceito de círculo de competência, isto é, a ideia de que irão se sobressair os investidores que se especializarem em determinados nichos do mercado. “Ele está concentrado nos setores que conhece melhor”, explica Tio Huli.

Para Chermont, em mercados cada vez mais eficientes, é arrogância do investidor pressupor que possa ser mais inteligente que os restantes. “Se você perguntar às pessoas que têm carta de motorista, 90% vão dizer que dirigem melhor que a média”, brinca.

Nesse cenário, segundo o gestor, é mais viável tentar outperformar o mercado estudando profundamente um número restrito de ativos.

“Por isso, quando a Leblon foi fundada, a estratégia foi fazer só cobertura de Brasil, e só ações. Tem muita gente boa, muito bom gestor. A única maneira que achamos que poderíamos ter um diferencial era focar em uma quantidade pequena de assuntos”.

Mais do que isso, Chermont conta que faz parte da gestora estar presente no dia-a-dia das empresas em que investe, e conhecer bem as lideranças por trás do processo decisório.

“O Buffett diz que não é possível fazer negócio bom com pessoa ruim. Conhecer pessoas por trás dos negócios é absolutamente fundamental”, afirma.

Placar Interno

Warren Buffett considera que há dois tipos de investidores: aqueles que seguem um placar externo — preocupados com a opinião do restante do mercado sobre suas decisões — e aqueles que seguem o placar interno, baseado apenas em sua própria filosofia de investimentos.

Em um universo repleto de investidores e concorrentes, manter-se agarrado ao placar interno exige sangue frio. Ainda mais no caso de gestores de fundos, que têm benchmarks a bater no curto prazo e satisfações a dar a seus cotistas.

“Como investidor pessoa física, você não precisa dar satisfação para ninguém em termos de retorno. Se você vai comprar hoje, não precisa ficar se pressionando pra vencer o Ibovespa e o S&P nos próximos meses”, aconselha Tio Huli. “É muito importante para o investidor sair dessa neura de ficar se comparando.”

Ele lembra que, no longo prazo, são sempre os fundos que estão abaixo do primeiro escalão de rentabilidade anual que costumam alcançar o maior retorno anualizado. “O value investor está muito mais interessado em se defender da queda do que aproveitar a alta”, explica.

Para Chermont, é justamente o comprometimento de Buffett com seu placar interno que o torna uma peça única no universo dos investimentos. “Ele não se incomoda em investir em uma ação um pouco mais óbvia, e também não se incomoda em ser brutalmente contrarian em outros casos”, observa.

Pensamento de Longo Prazo

“O mercado de ações é um dispositivo para transferir dinheiro dos impacientes para os pacientes.” A frase proferida por Buffett ajuda a explicar um dos principais pilares de seu sucesso como investidor.

Embora nem sempre bata com folga o S&P no curto prazo, seu olhar para um horizonte mais longo lhe rendeu um track record invejável de 20% ao ano por três décadas. O S&P, no mesmo período, rendeu pouco mais que 10% ao ano.

Para Chermont, o foco inabalável do pai do value investing traz uma lição importante aos investidores mais afoitos. “No momento, todos nós estamos sendo testados na nossa capacidade de nos manter racionais, com disciplina e paciência.”

Tio Huli, por sua vez, lembra da entrevista concedida pelo Oráculo de Omaha à CNBC, no fim de abril. “Olhar para o longo prazo é não tomar nenhuma decisão baseada no coronavírus.”

Gerenciamento de Liquidez

Boa parte dos investidores (e também dos gestores) foram pegos de calças curtas pela crise do coronavírus. Muitos entraram em 2020 100% comprados, e quando começaram a surgir as primeiras barganhas não tinham caixa para aproveitá-las.

Tio Huli lembra que, em 2019, muitos veículos de imprensa criticaram o tamanho da posição em caixa de Buffett. “Disseram que não ganhava do S&P 500, disseram que a liquidez estava custando muito aos acionistas que talvez ele estivesse ultrapassado.”

E aí veio o coronavírus. Tio Huli lembra que, embora o book de ações da Berkshire Hathaway tenha caído mais do que o S&P desde o início do ano, a posição em renda fixa da holding fez com a carteira total fosse mais resiliente.

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“Não tente acertar o fundo do poço”: as lições de um gestor da XP Asset para a crise

SÃO PAULO – “Quando ações diferentes caem da mesma forma, o mercado está lhe dando uma chance”. A frase é de João Luiz Braga, gestor da XP Asset e convidado da quinta live exclusiva da série Stock Pickers – Aprendizados em Tempos de Crise.

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Para Braga, a queda relativamente homogênea da Bolsa nesta sexta-feira (2) mostra que os investidores podem estar se desfazendo de suas ações sem separar o joio do trigo.

“Todo mundo caiu igual. A [ação] defensiva, a varejista, a Vale e a Suzano, que são dolarizadas”, afirmou. “É nessas horas que a gente aproveita para fazer umas trocas. Fizemos muitas desde o início da crise, e continuamos fazendo.”

Ao investidor que tem caixa e estômago para aproveitar algumas barganhas na Bolsa, o gestor dá três conselhos que têm servido como diretrizes para a atuação da casa nas últimas semanas.

1 – Não tente acertar o fundo do poço

Quem tentar acertar o momento de maior baixa da Bolsa para se posicionar corre também o risco de perder a maior alta.

“O pior momento da crise não vai ser o pior momento do mercado”, alerta o gestor.

Segundo Braga, o mercado sempre se antecipa à melhora da economia. Assim, o investidor que esperar boas notícias macroeconômicas para voltar a investir pode perder o bonde e acabar comprando mais caro lá na frente.

“Se você traça um gráfico longo, com 10 anos de Bolsa, e tira os três dias de maiores altas, você compromete muito a performance do longo prazo inteiro”, argumenta.

Por isso, a melhor forma de investir agora, avalia o gestor, é selecionar ações “baratas” com olhar para o longo prazo. “Não pensando no amanhã, mas para daqui a um ano, eu quero ter os ativos a esses preços? Na minha opinião, eu quero muito. Eu queria até comprar para os meus filhos”, brinca.

O gestor conta que os três grandes fundos da casa estão praticamente 100% comprados no momento. “Tenho certeza de uma coisa. Se eu sobreviver um ano com esses ativos a esse nível, eu vou ganhar dinheiro.”

2 – Diversifique (mais ainda) o seu portfólio

A frase “diversificação não é coleção” virou quase um mantra do mercado financeiro. Mas, nas últimas semanas, não foram poucos os gestores que ampliaram o número de ações em sua carteira. E existe um motivo para isso.

Braga explica que, no início de 2019, avaliava que a maioria dos ativos estava cara na Bolsa. Naquele contexto, quando os analistas de seu fundo encontravam algum papel barato, valia a pena aumentar sua alocação. Agora, o cenário mudou. “Não faz o menor sentido concentrar em um momento que você tem muita coisa barata”.

De acordo com o gestor, ao concentrar sua carteira o investidor corre o chamado risco não sistêmico. “Se eu tenho muita exposição a uma empresa e o dono da empresa bate o carro, eu estou correndo um risco específico da empresa que não é sistêmico. Então você dilui [o risco ao diversificar].”

Não à toa, a XP Asset anunciou a redução de sua posição em duas ações importantes na última semana: a Via Varejo e a Qualicorp. “Continuo gostando muito, mas não faz sentido nenhum eu ter 15% do fundo em Via Varejo, como eu tinha antigamente.”

Agora, a gestora conta com 22 empresas no portfólio, pelo menos sete a mais do que o normal.

3 – Tenha ações de 3 tipos

A “Barbell Strategy”, estratégia proposta por Nassim Taleb, recomenda a divisão do portfólio em duas partes: uma maior, com ativos mais defensivos e menos risco, e outra menor, exposta a mais risco e com maior potencial de valorização.

Braga, por sua vez, divide a carteira do fundo de forma similar ao americano, mas com um terceiro grupo. Um quarto do portfólio está em ações que considera “atacantes”, como Banco do Brasil, Via Varejo e Renner.

Outros 40% estão em ações que julga defensivas, como Sanepar, Copel, Cesp, Eletrobras e Qualicorp. Os 35% restantes do fundo, por sua vez, estão em ações que Braga entende como “antifrágeis”. São aquelas que tendem a ganhar força quando o mercado cai — casos de Vale, Suzano, Gerdau, JBS e Marfrig, que possuem receitas dolarizadas.

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Apesar de apresentarem funções diferentes, todas as empresas elencadas pelo gestor têm um elemento comum: estão entre as líderes de seus setores de atuação.

Braga caracteriza essa crise como “oligopolística”. Em sua avaliação, as grandes empresas vão sair mais fortes ao fim dela — enquanto as menores podem ficar pelo caminho.

Domando o comportamento humano

Estudioso das finanças comportamentais, o gestor também identifica armadilhas emocionais em que viu investidores caindo nas últimas semanas.

A primeira diz respeito à Teoria do Prospecto, do Nobel de Economia Daniel Kahneman. “É a história de que, para o ser humano, dói mais perder R$ 100 do que é prazeroso ganhar R$ 100”. Para o gestor, essa assimetria tem se mostrado clara na aversão ao risco e na pressão vendedora do mercado nas últimas semanas.

O segundo comportamento observado por Braga foi a procura do investidor por uma “experiência menos traumática”, realizando as perdas após pequenos ganhos. “Você perde todos os dias, menos 10, menos 10, menos 10. Quando sobe cinco em um dia, você vende e acha que fez bem feito, quando deveria ter vendido lá trás”, explica.

Por último, o gestor menciona os estudos do professor americano Dan Ariely. Em um experimento famoso, o autor mostrou que decisões que envolvem prazer imediato tendem a ser tomadas de forma mais emocional do que exatamente as mesmas escolhas feitas com a recompensa no futuro.

“Quando você joga a sua decisão para frente, toma decisões mais racionais. É exatamente o que eu estou fazendo com a Bolsa agora. Eu olho para a Bolsa e não tenho ideia, acho que até pode cair mais 15% semana que vem”, estima.

“Mas esse preço que está aí agora, eu não acho excelente para daqui a um ano? Acho, então eu jogo minha decisão lá para frente. E é isso que me dá o conforto cognitivo.”

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Contra a maré: como as cotas do fundo Explora vêm subindo em meio à crise

SÃO PAULO – Enquanto o índice Ibovespa acumula queda de cerca de 35,5% no ano, a cota do fundo da Explora Investmentos fez mais do que resistir aos impactos do coronavírus nos mercados. Subiu 17%.

Em entrevista exclusiva ao Coffee & Stocks nesta terça-feira (31) Eduardo Munemori, gestor da Explora, revelou o que está por trás da valorização do fundo em um momento tão turbulento.

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“No geral, estávamos vendendo empresas caras e alavancadas, características que deixam pouca margem para qualquer deslize. É claro que ninguém prevê um evento extraordinário como esse, mas conseguimos passar bem por ele. Nossos shorts (posições vendidas) caíram em média 50% enquanto os longs (posições compradas) caíram não mais do que 32%”, conta.

Segundo ele, no geral, o fundo estava com mais posições vendidas do que compradas, com uma exposição líquida (valor das posições compradas subtraído da parcela vendida) de quase -30% e chegando a ficar em -40%.

“Hoje, a posição short diminuiu e a exposição líquida caiu para -5% ao longo do mês. Cerca de 80% dessa redução na exposição vendida veio da redução desses shorts e só 20% veio através de compras de nomes que já tínhamos ou novos nomes”, afirmou Munemori.

Cautela em primeiro lugar

Para Munemori, no entanto, o momento ainda é de cautela. “Temos algumas variáveis que não temos nenhum controle e a visibilidade ainda é muito baixa. Temos que ver a efetividade das políticas que estão sendo adotadas por Governos e Bancos Centrais. Estamos cautelosos e de uma forma gradual e diversificada montando posições novas e adicionando aos nomes atuais”, afirmou.

Questionado por Thiago Salomão sobre suas projeções para a bolsa até o final de abril, Munemori salienta o risco. “Ainda está muito complicado. Não vejo motivos para comprar agressivamente agora. Meu pano de fundo é que não vai ser agora que as coisas vão andar, mas vão se acertando ao longo do tempo”, disse.

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A menina dos olhos

No carrinho da Explora, Munemori destaca a presença da fintech brasileira de meios de pagamentos Stone, que tem suas ações listadas na bolsa de Nova York (Nasdaq).

“Através das maquininhas, a Stone conseguiu criar uma rede de relacionamento com todas essas empresas e, através dela, consegue ter um canal de comunicação com uma visão privilegiada dos business de cada uma dessas empresas”, afirma Munemori.

Ele também elogia a iniciativa da Stone de desenvolver um software de gestão para empresas, que, segundo ele, amplia a visibilidade do empresário sobre todo seu negócio e gera informações para toda cadeia produtiva envolvida.

“A Stone não tem um endividamento líquido expressivo, está pronta para passar por esse momento dificílimo e é um dos exemplos de empresas que vão conseguir atravessar essa crise. Temos que olhar pra isso aqui mais como uma oportunidade (porque os resultados vão cair), mas a gente sabe que isso volta lá na frente, as pessoas vão continuar transacionando”, declara.

O gestor também contou durante a entrevista que a carteira do Explora está mais diversificada do que o de costume. “Estamos com 17 nomes na carteira sendo que geralmente tivemos menos de 15 com uma grande concentração nas 4 maiores”, disse, acrescentando que cerca de 70% da parte comprada do fundo está alocada no Brasil e toda a ponta vendida está fora do país.

A entrevista de Munemori faz parte de uma série de conversas do Stock Pickers com os maiores especialistas em ações do Brasil. Para assistir agora a 6 videoaulas com os principais gestores e analistas do setor, basta clicar aqui.