Fleury compra laboratórios Pretti e Bioclínico por R$ 315 milhões

SÃO PAULO – O Fleury (FLRY3) anunciou nesta terça-feira (1) por meio de Fato Relevante a compra dos laboratórios Pretti e Bioclínico por um total de R$ 315 milhões, marcando a entrada da rede de medicina diagnóstica no estado do Espírito Santo.

Foram pagos R$ 193,1 milhões pelo laboratório Pretti e R$ 122 milhões pelo Bioclínico. Segundo a companhia, esses movimentos reforçam a estratégia de expandir os serviços e a presença do Grupo Fleury na cadeia de saúde.

“Com estas duas aquisições, a Companhia superou o patamar de R$ 1 bilhão investidos em aquisições nos últimos 5 anos – em que adquiriu 12 empresas que, juntas, somam mais de 125 unidades de atendimento e mais de R$ 500 milhões em receitas anuais, além de realizar os investimentos na Prontmed, Bem.Care, e Sweetch”, destacou a empresa.

O laboratório Pretti tem 25 unidades de atendimento na grande Vitória e teve uma receita acumulada de R$ 53,6 milhões em 2020, ao passo que o Bioclínico tem 15 unidades de atendimento e faturou R$ 42 milhões no mesmo período.

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CEO e diretores do Fleury falam sobre novo centro de medicina reprodutiva e startup Pupilla, plataforma digital de educação médica

SÃO PAULO — Durante o Investor Day realizado online nesta segunda-feira (14), o Fleury (FLRY3) anunciou que vai inaugurar em fevereiro de 2021 seu primeiro centro de medicina reprodutiva, na Vila Mariana, em São Paulo. O grupo também anunciou a criação de uma startup chamada Pupilla, uma plataforma digital de educação médica continuada e especialização.

Carlos Marinelli, presidente do Fleury, Fernando Leão, diretor executivo de finanças e relações com investidores do grupo, e a Dra. Jeane Tsutsui, diretora executiva de negócios, vão participar de uma live no canal do InfoMoney no YouTube hoje, às 11h (de Brasília), para comentar os novos negócios e falar sobre o futuro do grupo.

O Fleury anunciou ainda que o Saúde iD, um marketplace de saúde lançado em setembro, começará a ser disponibilizado ao consumidor final via assinatura de planos para marcar consultas de telemedicina e presenciais, acessar resultados de exames diagnósticos e gerenciar doenças crônicas, entre outras funcionalidades.

Você pode enviar as suas perguntas para os executivos no chat do YouTube.

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Sinovac vai testar potencial vacina contra Covid-19 em crianças e adolescentes

Caixas com a potencial vacina contra Covid-19 da Sinovac, Pequim (REUTERS/Tingshu Wang)

PEQUIM (Reuters) – A empresa chinesa Sinovac Biotech planeja iniciar um ensaio clínico de sua vacina experimental contra a Covid-19 em crianças e adolescentes neste mês, ampliando os testes com uma candidata a imunizante que já está em estudo de fase avançada em adultos.

Encontrar uma vacina que funcione para toda a população, incluindo os mais jovens, pode ser crucial para evitar surtos do vírus –que já matou mais de 930 mil pessoas em todo o mundo– em escolas e jardins da infância, potencialmente afetando também professores e pais.

Um total de 552 voluntários saudáveis com idades entre 3 e 17 anos tomarão duas doses da CoronaVac, vacina desenvolvida pela empresa chinesa, ou um placebo nas Fases 1 e 2 de testes, que devem começar em 28 de setembro, de acordo com documentos publicados na quarta-feira.

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Um representante da Sinovac disse que o ensaio clínico já foi aprovado pelas autoridades regulatórias da China.

A CoronaVac está sendo testada em 9 mil voluntários brasileiros em um estudo clínico de Fase 3, a última antes do pedido de registro da vacina, liderado pelo Instituto Butantan, do governo do Estado de São Paulo.

O Butantan receberá doses da potencial vacina no final do ano para iniciar sua aplicação caso ela se prove eficaz e obtenha o registro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O instituto também tem um acordo para produzir futuramente a CoronaVac.

A China já aplicou vacinas experimentais em dezenas de milhares de seus cidadãos, o que atraiu interesse internacional a esses potenciais imunizantes, apesar da preocupação de especialistas sobre a segurança de vacinas que não completaram os testes padrões.

Como parte deste programa, a CoronaVac, que também está sendo testada em estágio avançado na Indonésia e na Turquia, já foi aplicada a cerca de 90% dos funcionários da Sinovac e seus familiares.

Os dados disponíveis até agora sugerem que o vírus, no geral, causa doenças leves em crianças na comparação com seu efeito em adultos. Mas há relatos de alguns casos em que crianças precisaram de tratamento intensivo, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS).

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Centenas de crianças foram internadas em hospitais dos Estados Unidos com uma síndrome inflamatória rara, porém grave, associada ao coronavírus e que pode incluir sintomas como febre, erupções na pele e glândulas inchadas.

A Sinovac anunciou neste mês, ao citar resultados preliminares de estudos iniciais e intermediários, que a CoronaVac parece ser segura e capaz de induzir anticorpos em pessoas mais velhas, embora os níveis de anticorpos gerados seja ligeiramente menor do que o registrado em adultos jovens.

(Reportagem de Roxanne Liu e Tony Munroe)

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Executivos da Afya comentam o balanço do 1º trimestre e o impacto do coronavírus na educação médica

SÃO PAULO — Criada a partir da fusão da NRE Educacional, maior grupo de faculdade de medicina do país, com a Medcel, marca de cursos digitais preparatórios para provas de residência médica, em 2019, a Afya tem se consolidado no setor de educação médica no Brasil.

A empresa abriu capital nos EUA no ano passado, numa oferta de ações que levantou US$ 300 milhões na Nasdaq. O InfoMoney vai entrevistar o CEO do grupo, Virgilio Gibbon, e o CFO, Luis André Blanco, nesta sexta-feira (29), às 19h (de Brasília).

A transmissão será feita no canal do InfoMoney no YouTube. Por lá, será possível fazer perguntas para os executivos através do chat da live.

Eles vão comentar o balanço da companhia no primeiro trimestre de 2020 e falar sobre as perspectivas de longo prazo para o grupo — como a crise do coronavírus afetou o setor de educação médica?

Hoje, a Afya está em 18 cidades e em 8 estados: Pará, Piauí, Bahia, MInas Gerais, Rio de Janeiro, Paraná, Tocantins e Rondônia. São 21 unidades, sendo 13 faculdades e 6 centros universitários.

O grupo também tem uma plataforma online da Medcel que oferece a alunos de todo o país cursos preparatórios para prova de residência médica, títulos e especializações. Ao todo, a Afya tem mais de 36 mil alunos apenas na graduação.

Desde 2016, o fundo Crescera, anteriormente chamado Bozano, é sócio da NRE Educacional e da Medcel. O ministro da Economia, Paulo Guedes, fez parte do quadro executivo do Crescera até dezembro de 2018, mas deixou a sociedade na gestora para fazer parte do governo, antes do IPO da Afya.

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Estudo sobre remédio contra coronavírus anima bolsas, mas analistas alertam: é cedo para comemorar

Coronavírus (Envato)

SÃO PAULO – Um estudo sobre tratamento contra o novo coronavírus divulgado na noite de quinta-feira (16) animou os investidores desde o after market de ontem. Nesta sexta-feira, os índices da bolsa dos Estados Unidos chegam a avançar mais de 2%.

O hospital da faculdade de medicina da Universidade de Chicago informou que um tratamento com o medicamento Remdesivir, produzido pela Gilead Sciences, estava mostrando rápidos resultados em 113 pacientes em estado grave com a doença.

No total, 125 pessoas infectadas com o novo coronavírus participaram do programa, que atualmente está na fase 3, segundo informações divulgadas pelo site especializado em saúde Stat News, que obteve os dados. Dois deles morreram.

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Na semana passada, o New England Journal of Medicine publicou uma análise indicando que a maioria dos pacientes com Covid-19 tratados com o mesmo medicamento mostra melhora clínica.

O Remdesivir foi um dos primeiros medicamentos identificados como candidato ao tratamento da Covid-19, uma vez que se mostrou promissor no passado no tratamento de SARS e MERS, ambos causados por coronavírus.

Apesar do ânimo que esses estudos trouxeram para o mercado, cientistas e analistas apontam que é preciso ter cautela.

A própria Gilead disse em comunicado à Reuters que “a totalidade dos dados precisa ser analisada para tirar conclusões”. A Universidade de Chicago declarou que “tirar conclusões a essa altura é prematuro e cientificamente doentio”.

Os analistas de ações de biotecnologia do JPMorgan escreveram que a pesquisa publicada na quinta “parece representar outro encorajador, embora amplamente anedótico, dado para esse potencial candidato à remédio”.

Enquanto isso, a equipe de análise do setor de saúde do Barclays chamou o relatório do medicamento de “encorajador”, mas ressaltou que muitas perguntas ainda continuam.

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A maior questão é que o estudo ainda carece de maior controle e foi feito por apenas um grupo. Ele foi baseado em informações que ainda estão sendo analisadas e divulgado por um site, o Stat News, que não tem relação com a Gilead.

Os analistas do Barclays disseram que, “embora esses dados sejam encorajadores, eles não são controlados e são de uma única fonte”. Enquanto isso, analistas da Jefferies lembraram ainda que estes testes não tiveram nem um grupo de controle com o uso de placebos.

“Ainda há muita coisa que não sabemos e, portanto, hesitamos em colocar muito ânimo nos resultados gerados em um único centro sem um grupo de controle”, disse o JPMorgan. “Felizmente, não precisaremos esperar muito pela leitura da Fase 3 em pacientes graves”.

A Gilead espera que os resultados de seus testes com pacientes com Covid-19 grave sejam divulgados até o final deste mês. Dados de seus ensaios em pacientes com sintomas moderados são esperados para maio.

Além desses estudos da Gilead, existem vários outros em andamento para avaliar o Remdesivir, incluindo um na fase dois realizado pelo Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos, que é um estudo adaptativo, randomizado e controlado por placebo.

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