Enjoei e Méliuz: resultados decepcionam e ações fecham com queda de mais de 10%, mas por que os analistas seguem otimistas?

Méliuz (Reprodução: Instagram)

SÃO PAULO – A sessão desta segunda-feira (16) foi de forte queda para o Ibovespa sendo que, fora do índice, duas ações registram baixa ainda mais expressiva.

As ações da Enjoei (ENJU3) chegaram a ter queda de 16,67%, a R$ 5,75, enquanto Méliuz (CASH3) chegou a ter perdas de 15,23%, a R$ 47,47. E os ativos não fugiram tanto das mínimas: ENJU3 fechou o pregão em forte baixa de 15,80%, a R$ 5,81, enquanto CASH3 teve queda de 12,59%, a R$ 48,95.

O Enjoei teve alta do prejuízo em 10,9 vezes no segundo trimestre, para R$ 30,040 milhões. A receita líquida do Enjoei  teve alta de 100%, a R$ 26,4 milhões no segundo trimestre. O volume bruto de mercadoria (GMV) teve alta de 82% na mesma base de comparação, a R$ 205 milhões.

A XP aponta que a Enjoei reportou resultados mistos referentes ao segundo trimestre de 2021, com a receita líquida 8% acima das estimativas devido a uma taxa de comissão (take-rate) melhor do que esperado.

Mas, em termos de rentabilidade, a companhia registrou queda expressiva na margem bruta (queda de 20,5 pontos percentuais na base anual), devido a maiores custos com frete e logística.

Além disso, também houve queda de lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda) ajustado para R$ 19 milhões negativos, frente a maiores despesas de vendas. Assim, o prejuízo líquido excluindo-se o efeito do plano de remuneração em ações totalizou R$ 18 milhões, versus a estimativa da XP de R$ 15 milhões.

Para a XP, mesmo diante de um trimestre ainda bastante desafiador para a categoria de vestuário e com uma forte base de comparação para o e-commerce, a companhia novamente registrou um sólido crescimento de GMV e receita (alta de 82% e de alta de mais de 100% na base anual, respectivamente). Inclusive, a companhia teve o maior crescimento de GMV online do setor de e-commerce: Via (VIIA3;+20%), Americanas (AMER3;+37%), Magalu (MGLU3;+46%), Mercado Livre (MELI34;+44%), Westwing (WEST3;+14%), Mobly (MBLY3;estável).

“No entanto, a companhia apresentou uma forte queda de rentabilidade por conta de maiores custos de frete, por clique (CPC) e maiores investimentos em marketing”, apontaram.

Já o BBI revisou as estimativas, com a projeção da GMV subindo entre 1%-5% (estimado no período 2021-2023), mas as vendas líquidas caindo 12-24% devido à menor taxa de compra.

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“Isso posterga o ano em que a Enjoei atinge o ponto de equilíbrio na linha Ebitda em um ano, de 2023 anteriormente a 2024 em nosso modelo mais recente”, apontam os analistas.

O BBI destaca, novamente, que a companhia apresenta “dores do crescimento” . De acordo com os analistas, apesar dessas “dores” que os analistas do banco viram nos últimos trimestres – ou seja, a necessidade de ajustar a estratégia da Enjoei para garantir o crescimento futuro – os analistas mantiveram recomendação de compra à medida que continuam a ver a empresa como a melhor colocada no crescente mercado de revenda.

O preço-alvo do BBI, por sua vez, caiu de R$ 23 (para o final de 2021) para R$ 17 (no final de 2022), o que ainda corresponde a uma alta de 146% em relação ao fechamento da véspera.

A XP também segue com recomendação de compra para as ações ENJU3, com preço-alvo de R$ 15, o que corresponde a um potencial de alta de 117% frente o fechamento de sexta.

“A companhia deu uma atualização geral das principais iniciativas que tem conduzido, sendo as principais (i) nova política de comissionamento, a qual foi testada ao longo do segundo trimestre para entender o melhor formato, e que passará a cobrar taxas menores para produtos com ticket médio mais elevados; (ii) nova política comercial, que visa estimular o melhor comportamento dos vendedores de modo a refletir em uma melhor experiência para o comprador; (iii) aumento do sortimento no EnjuPro e B2C, o que contribui para uma maior rentabilidade; e (iv) avanços na frente logística, com a expansão do seu CD EnjuPro e redução da dependência dos Correios”, apontam os analistas da casa.

De acordo com compilação da Refinitiv, de quatro casas que cobrem o papel, três possuem recomendação de compra e uma neutra. O preço-alvo médio é de R$ 16, uma alta de 132% em relação ao fechamento de sexta.

Méliuz: fundamentos sólidos continuam

O Méliuz teve prejuízo líquido atribuído a controladores de R$ 6,7 milhões no segundo trimestre de 2021. O valor representa um aumento da ordem de 3% frente o mesmo período do ano anterior, quando o prejuízo foi de R$ 6,5 milhões.

Entre abril e junho deste ano, a receita líquida da companhia cresceu cerca de 120% na base anual, para R$ 54,5 milhões.

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Além disso, a empresa abriu, em média, 39 mil novas contas por dia útil no período e apresentou um aumento de 265% no número de usuários ativos.

Apesar da forte queda das ações na B3 nesta segunda (16), os analistas da XP e do Bradesco BBI seguem otimistas com a companhia e recomendam compra para os papéis na Bolsa.

Em relatório, a XP avalia que os resultados operacionais vieram fracos, mesmo considerando a integração de suas empresas recém-adquiridas, com receitas chegando a R$ 55 milhões.

O time de análise destaca que o resultado foi impactado por despesas de marketing, software e pessoal, que aumentaram drasticamente com a integração de suas novas empresas.

Por conta disso, a avaliação é de que os investidores não devem acompanhar os lucros – ao menos no curto prazo.

Apesar dos resultados mais fracos do que o esperado, a XP afirma que a empresa ainda apresenta fundamentos sólidos “para um sucesso de longo prazo”.

A casa tem recomendação de compra para os papéis CASH3 e preço-alvo de R$ 48 por ação (ainda que com preço-alvo 14% abaixo do fechamento de sexta).

“Acreditamos que a startup é o melhor veículo para capturar a concorrência agressiva nos setores de e-commerce e financeiro”, escreve.

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A recomendação outperform (acima da média do mercado) também é a do Bradesco BBI, com preço-alvo de R$ 90, ou alta de 61% em relação ao fechamento de sexta.

A avaliação é de que as tendências de geração de receita permanecem sólidas – e devem, segundo os analistas, ganhar mais fôlego no futuro.

Além disso, os analistas afirmam que o aumento de custos já era esperado, uma vez que a empresa continua a investir em sua equipe e plataforma.

Segundo compilação da Refinitiv, as quatro casas que cobrem a ação CASH3 possuem recomendação de compra, com preço-alvo médio de R$ 58,67, uma alta de 4,77% em relação ao fechamento de sexta.

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Ação da Via VIIA3 “estreia” em queda; Vale, Petrobras e siderúrgicas caem com dados da China; Enjoei e Méliuz despencam após balanços

SÃO PAULO  – O dia é negativo para a maior parte das ações do Ibovespa nesta segunda-feira (16), repercutindo os dados fracos da economia da China, além dos resultados.

O crescimento da produção industrial e das vendas no varejo da China desacelerou com força e ficou abaixo das expectativas em julho, uma vez que novos surtos de Covid-19 e enchentes prejudicaram as operações das empresas, ampliando os sinais de que a recuperação econômica está perdendo força. Veja mais clicando aqui. 

Vale (VALE3) tem baixa de 2% de suas ações, Gerdau (GGBR4) tem perdas de cerca de 2,5%, enquanto CSN (CSNA3) tem baixa de mais de 3% e Usiminas (USIM5) registra desvalorização de mais de 4%, com essas duas últimas também na esteira do rebaixamento da recomendação pelo Itaú BBA.

As ações de Petrobras (PETR3;PETR4) e PetroRio (PRIO3) também caem forte em um dia de queda de 3% do petróleo com os temores sobre a demanda com os dados da China.

A Via (VIIA3), ex-Via Varejo, estreia novo ticker VIIA3 (antes VVAR3) em queda, na sequência da baixa da semana passada pós-resultado, ainda que menos expressiva, de cerca de 2% e também acompanhando a baixa de outras empresas de e-commerce.

No radar de resultados, Vivara (VIVA3) se destaca positivamente com alta de 3%, enquanto Méliuz (CASH3) tem baixa de mais de 10% e Enjoei (ENJU3) tem queda de cerca de 7%, assim como a Ambipar (AMBP3). Ultrapar (UGPA3) abriu em alta após anunciar a venda da Oxiteno para Indorama Ventures por US$ 1,3 bilhão, mas virou para baixo acompanhando o mau humor do mercado.

As ações AALR3 disparam até 18%: o grupo de hospitais Rede D’Or ([ativo=RDOR3) informou que o seu conselho de administração aprovou a realização de uma oferta pública de aquisição (OPA) das ações do Centro de Imagem Diagnósticos Alliar.

Os papéis ([ativo=VVEO3]) tinham valorização de 2% após revelar que acertou a compra da Profarma Specialty, empresa de distribuição e farmácia de especialidades e da Cirúrgica Mafra, por um valor total de cerca de R$ 900 milhões.

Já a Bemobi (BMOB3) recuava 1%. A companhia anunciou também nesta manhã a comprou o grupo chileno Tiaxa por até US$ 48 milhões.

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Confira mais destaques:

A operadora de viagens CVC reportou prejuízo líquido de R$ 175,570 milhões no segundo trimestre deste ano, perda 30,4% menor que a registrada um ano antes, de R$ 252,129 milhões (veja mais clicando aqui).

Em comentários da administração que acompanham o informe de resultados, a empresa atribui o desempenho do período aos efeitos produzidos pela pandemia da covid-19 em suas operações, especialmente no Brasil. “Permanecemos otimistas com os prognósticos para o segundo semestre e início de 2022 e atentos aos eventuais desdobramentos da pandemia”, acrescenta a CVC. No acumulado do semestre, o prejuízo diminuiu de R$ 1,403 bilhão para R$ 257 milhões.

Na mesma base de comparação, a empresa obteve lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado negativo de R$ 130,834 milhões, contra Ebitda também negativo de R$ 164,366 milhões no mesmo período de 2020. No semestre, o Ebitda ajustado ficou negativo em R$ 194,279 milhões, ante R$ 189,769 milhões de um ano antes.

Já a receita líquida ficou em R$ 115,6 milhões no segundo trimestre, ante R$ 3 milhões informado um ano antes. O avanço se deve à retomada das atividades, afirma a companhia, mesmo com a segunda onda de covid tendo impactado o trimestre.

A CVC ainda nomeou Marcelo Kopel, ex-Itaú Unibanco, como novo diretor de finanças e relações com investidores. A companhia ainda elevou a participação na VHC Hospitality, de 69% para 100%.

Na avaliação do Bradesco BBI, os resultados foram mistos com uma tendência mais forte do que o esperado nas reservas, mas por outro lado com uma taxa de aquisição fraca.

Para os analistas, o problema da take rate (percentual da receita liquida sobre as reservas) parece temporário, visto que um dos motivadores foi o embarque de reservas anteriores à Covid que haviam sido adiadas, embora possa haver algum empecilho adicional durante o próximo trimestre.

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“Há um impulso positivo por trás das reservas, com crescimento sequencial de 25% (embora de uma base relativamente baixa no primeiro trimestre de 2021) e a CVC observa que as reservas de junho (queda de 50% versus 2019) foram melhores do que o trimestre como um todo (queda de 61%)”, apontam.

Essa queda em relação a 2019 está amplamente em linha com o número de passageiros e a capacidade disponível de
assentos informados pela companhia aérea Gol no segundo trimestre de 2021.

O progresso do plano de vacinação deve ajudar esse impulso positivo a continuar no segundo semestre, embora os riscos claramente ainda permaneçam com o potencial de impactos negativos da nova variante delta.

“Portanto, embora o ímpeto esteja melhorando, a visibilidade permanece limitada e as ações são negociadas a um forte P/L [preço sobre o lucro] de 38 vezes estimado para 2023”, avalia. O BBI mantém a recomendação neutra, com um novo preço-alvo de R$ 25 (estimado para 2022) contra nosso antigo preço-alvo de R$ 24.

A Cosan teve lucro líquido ajustado de R$ 750 milhões entre abril e junho, forte alta de 3.105% frente o ganho de R$ 23,4 milhões registrado em igual período de 2020.

A receita líquida totalizou R$ 25,267 bilhões no segundo trimestre de 2021, ante R$ 13,583 bilhões no mesmo intervalo do ano anterior, aumento de 85,9%.

Boa Safra (SOJA3)

A Boa Safra Sementes teve lucro líquido de R$ 8,862 milhões no segundo trimestre de 2021, alta de 314,6% na base anual.

O Ebitda foi de R$ 17,966 milhões, alta de 103% na comparação anual.

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A receita líquida teve queda de 17,6% entre abril e junho, a R$ 41 milhões.

“Todos os contratos de vendas ainda não faturados, principal KPI do que está por vir, atingiram a soma de R$ 546 milhões, um aumento de 188% em relação ao ano anterior. Continuamos otimistas com a Boa Safra e reiteramos nossa recomendação de compra com preço-alvo de R$ 18 por ação até 2021”, aponta a XP.

No segundo trimestre, a Vivara  viu seu lucro líquido atingir R$ 81,7 milhões, mais do que dobrando em relação ao mesmo período de 2019, ainda antes da pandemia. Na comparação com 2020, a companhia conseguiu reverter um prejuízo.

Saiba mais: Com lucro em alta, Vivara diz estar pronta para ir às compras

Segundo o Itaú BBA, a Vivara apresentou ótimos números referentes ao segundo trimestre. As receitas da companhia cresceram 19,3% na comparação com o segundo trimestre de 2019 (cenário pré-pandêmico), com avanço das vendas no conceito mesmas lojas (SSS) de 13,8%.

Em termos operacionais, o destaque do segundo trimestre foi o desempenho do e-commerce: a companhia tem sido capaz de dar escala às operações digitais e diversificar suas vendas desse canal. Historicamente, os produtos mais vendidos no on-line sempre foram relógios e acessórios, que possuem preço inferior às joias. No entanto, no segundo trimestre, cerca de metade das vendas do e-commerce foram joias, uma boa indicação para a rentabilidade no longo-prazo, avaliam os analistas.

Além disso, a Vivara sinalizou que o forte crescimento de vendas visto no segundo trimestre já está sendo verificado também no início deste terceiro trimestre. Ou seja, o bom desempenho operacional da companhia deve ter continuidade.

Do ponto de vista financeiro, a Vivara foi capaz de entregar uma margem bruta de 68% e uma margem Ebitda de 24,5%, refletindo uma maior diversificação de receitas da companhia e a otimização de despesas. O Ebitda da companhia, de R$ 89 milhões, foi 29% superior ao esperado, enquanto lucro líquido, de R$ 82 milhões, veio 64% acima da projeção dos analistas.

O Enjoei teve alta do prejuízo em 10,9 vezes no segundo trimestre, para R$ 30,040 milhões.

A receita líquida do Enjoei  teve alta de 100%, a R$ 26,4 milhões no segundo trimestre. O volume bruto de mercadoria (GMV) teve alta de 82% na mesma base de comparação, a R$ 205 milhões.

A XP aponta que a Enjoei reportou resultados mistos, referentes ao segundo trimestre de 2021, com a receita líquida 8% acima das estimativas devido a uma taxa de comissão (take-rate) melhor do que esperado.

Em termos de rentabilidade, a companhia registrou queda expressiva na margem bruta (-20,5p.p na base anual), devido a maiores custos com frete e logística, e também com queda de Ebitda ajustado (em R$ 19 milhões negativos), frente a maiores despesas de vendas. Com isso, o prejuízo líquido (excluindo-se o efeito do plano de remuneração em ações) totalizou R$ 18 milhões, versus a estimativa da XP de R$ 15 milhões.

Já o BBI revisou as estimativas, com GMV subindo 1-5% (estimado no período 2021-23), mas as vendas líquidas caindo 12-24% devido à menor taxa de compra.

“Isso posterga o ano em que a Enjoei atinge o ponto de equilíbrio na linha Ebitda em um ano, de 2023 anteriormente a 2024 em nosso modelo mais recente”, apontam os analistas.

Apesar das “dores de crescimento” que os analistas do BBI viram nos últimos trimestres – ou seja, a necessidade de ajustar a estratégia da Enjoei para garantir o crescimento futuro – os analistas mantiveram recomendação de compra à medida que continuam a ver a empresa como a melhor colocada no crescente mercado de revenda. Já o preço-alvo caiu de R$ 23 (para o final de 2021) para R$ 17 (no final de 2022).

O Méliuz teve prejuízo líquido da Méliuz atribuído a controladores de R$ 6,692 milhões no segundo trimestre de 2021. O valor, 2,95% acima frente o segundo trimestre de 2020, quando o prejuízo foi de R$ 6,5 milhões.

O Méliuz reportou o crescimento de 120% na receita líquida, em comparação ao segundo trimestre de 2020. Além disso, abriu, em média, 39 mil novas contas por dia útil no segundo trimestre de 2021 e apresentou um aumento de 265% no número de usuários ativos, também em relação ao 2T20.

A companhia finalizou o trimestre com um total de 18,8 milhões de contas cadastradas, um crescimento de mais de 2,3 milhões de usuários ou 14,6% em relação ao primeiro trimestre e quase dobrou a base de usuários, em comparação com os últimos 12 meses, findo em 30 de junho de 2020, quando possuía 10 milhões de contas cadastradas.

A Tecnisa teve prejuízo líquido de R$ 54 milhões no segundo trimestre de 2021, um aumento de 33% em relação ao prejuízo de R$ 40 milhões no mesmo período de 2020.

O balanço foi afetado por uma perda de R$ 42 milhões proveniente de um acordo anunciado em maio com a Companhia de Participações e Empreendimentos (CPE) para extinção de um processo que discutia um contrato de compra de terreno.

A Tecnisa ajuizou ação para anular o contrato após o terreno acabar sendo desapropriado pela Prefeitura de São Paulo.

A previsão original era que a Tecnisa pagaria pelo terreno à CPE com as vendas de unidades do futuro empreendimento, que acabou inviabilizado. As partes então optaram por um acordo. Além disso, a Tecnisa espera indenização pela desapropriação.

O Ebitda ajustado ficou negativo em R$ 42,3 milhões, piora de 60% no resultado. A receita líquida totalizou R$ 65 milhões, crescimento de 94%, devido à expansão de lançamentos e vendas nos últimos meses, além da venda de três terrenos considerados não estratégicos por R$ 19 milhões.

O Itaú BBA avalia os dados resultados pela Tecnisa como fracos e dentro do esperado. O banco ressalta que a empresa lançou um projeto no segundo semestre, com valor potencial de venda (PSV em inglês) de R$ 165 milhões, do qual 23% já foi vendido, e anunciou em julho a abertura de estandes de vendas de dois outros projetos com PSV de R$ 290 milhões.

O Itaú também ressalta forte queima de caixa, de R$ 156 milhões, afetados negativamente pelo acordo com a CPE, de R$ 102 milhões, e desembolso para compra de terrenos, de R$ 30 milhões. O banco mantém avaliação underperform (perspectiva de valorização abaixo da média do mercado), e preço-alvo para 2021 de R$ 9,4, frente à cotação de sexta de R$ 6,34.

A Ânima Educação registrou lucro líquido ajustado de R$ 18,7 milhões no segundo trimestre de 2021, alta de 42,3% ante o mesmo período do ano passado. No acumulado do ano, o indicador teve avanço de 31,7%, para R$ 75,1 milhões. No critério sem ajustes, o lucro foi de R$ 4,9 milhões no trimestre, ante R$ 9,5 milhões em 2020.

O Ebitda foi de R$ 150,1 milhões no trimestre e R$ 287,8 milhões no semestre, alta de 74,7% e 107,7% em relação ao mesmo intervalo de 2020. O Ebitda ajustado foi de R$ 169,2 milhões entre abril e junho e R$ 315,6 milhões, crescimento anual de 84,4% e 50,3%.

A margem Ebitda do segundo trimestre avançou 1,5 ponto porcentual, para 25,6%, enquanto a semestral teve crescimento de 8,8 p.p, para 28,7%.

A empresa atingiu aumento de 64,5% na receita líquida do trimestre, para R$ 586 milhões, e de 44,2% no primeiro semestre, totalizando R$ 1,001 bilhão. A companhia tem ainda contas a receber líquido de R$ 669,6 milhões, R$ 340,9 a mais que na comparação anual por conta das aquisições e dos efeitos de renegociações com estudantes.

A Ambipar registrou um lucro líquido de R$ 41,3 milhões no segundo trimestre de 2021, um crescimento de 241,3% versus igual período de 2020 e 28,0% comparado ao primeiro trimestre de 2021. A margem líquida atingiu 11,9%.

No trimestre, a receita líquida registrou R$165,9 milhões, um aumento de 119,1% na base anual e de 40,5% comparado ao primeiro trimestre de 2021.

Esse crescimento é oriundo principalmente do aumento no número de contratos de gestão total de resíduos com foco na valorização (17 no segundo trimestre de 2020, 66 no primeiro trimestre de 2021 e 69 no segundo trimestre de 2021). O aumento de 44 contratos (no primeiro trimestre) é resultado da incorporação da AFC, empresa adquirida em janeiro de 21, a Metal Ar adicionou 6 novos contratos e adição de 3 novos contratos da Environment, afirmou a companhia.

OceanPact (OPCT3)

A OceanPact teve lucro líquido de R$ 18,5 milhões no segundo trimestre de 2021, ante prejuízo de R$ 20,1 milhões do primeiro trimestre do ano, com melhora do resultado operacional e pelo efeito positivo não caixa de variação cambial sobre a dívida em dólar junto ao BNDES.

A receita líquida foi a R$ 197,1 milhões.

Segundo o BBA, a prestadora de serviços em ambiente marinhoapresentou resultados fracos referentes ao
segundo trimestre, porém, em linha com o esperado. O Ebitda foi de R$ 35 milhões no período.

A empresa também divulgou projeções (ou guidance) do EBITDA para 2021 e 2022. As estimativas da companhia são de R$ 160 – R$ 180 milhões para este ano, 42% abaixo da expectativa do banco; e de R$ 320 -R$ 380 milhões para o ano que vem, 30% inferior aos números dos analistas.

“As novas projeções divulgadas pela Oceanpact estão abaixo dos números discutidos durante o processo de abertura de capital, mas acreditamos que os dados piores já estejam incorporados no atual preço da ação, dado que OPCT3 caiu 65% desde o IPO da companhia, em fevereiro deste ano”, apontou.

Hermes Pardini (PARD3)

O lucro líquido da Hermes Pardini atingiu R$ 70,8 milhões no segundo trimestre de 2021, um novo recorde para a companhia, apresentando aumento de 906,8% quando comparado com o segundo trimestre de 2020, informou a companhia. A margem líquida foi de 13,6% no 2T21, aumento de 1.087 bps . A  alíquota efetiva de IR/CSLL foi de
31,4% no trimestre, sendo de 39,6% no mesmo período do ano passado.

A Priner reverteu parcialmente o prejuízo de R$ 16,7 milhões no segundo trimestre de 2020 e teve lucro de R$ 6,2 milhões no segundo trimestre de 2021.

A receita líquida avançou 131,4% entre abril e junho, para R$ 111,5 milhões.

De acordo com a XP, a Priner divulgou um forte segundo trimestre, marcado pelo robusto crescimento de receitas, em linha com a prévia operacional divulgada pela companhia em julho.

Além do aumento das vendas, destaque para o incremento substancial de margem bruta no período, impulsionado por uma combinação de menores custos relacionados à Covid-19 e melhoria de performance em todos os serviços oferecidos, principalmente naqueles de maior valor agregado (pintura, isolamento térmico e inspeções).

A Priner também entregou um Ebitda e um Lucro Líquido bem acima de nossas expectativas e indicou que o bom momento operacional deve continuar, ao celebrar um volume de novos contratos de R$ 219,9 milhões no trimestre. “Com isso, reiteramos nossa recomendação de compra em PRNR3, com preço-alvo de R$13,40 por ação”, destacam os analistas.

De acordo com a XP, a G2D reportou resultado em linha com o esperado e sem grandes surpresas no segundo trimestre de 2021, uma vez que os principais eventos já haviam sido comunicados.

O Valor Líquido dos Ativos (NAV) atingiu R$ 640 milhões no trimestre, considerando os eventos subsequentes ao trimestre, um Valor Presente Líquido de R$ 1,062 bilhão.

Os principais eventos do período foram: i) Reavaliação da Blu; ii) Reavaliação do Mercado Bitcoin; iii) Reavaliação da NotCo; iv) Venda de participação na Coinbase; v) Investimento na Seed Health e na Freddie’s Flowers.

Com isso, a XP revisou o preço-alvo para R$ 11 por ação (versus R$ 9 por ação anteriormente), pois acreditam que a empresa deva negociar com 0% de deságio em relação ao Valor Presente Líquido.

Ultrapar (UGPA3)

A Ultrapar fechou acordo para vender 100% de sua empresa de químicos especiais Oxiteno para o grupo tailandês de produtos químicos Indorama Ventures por US$ 1,3 bilhão, informaram as companhias nesta segunda-feira.

Rede D’Or (RDOR3) e Alliar (AALR3)

O grupo de hospitais Rede D’Or informou que o seu conselho de administração aprovou a realização de uma oferta pública de aquisição (OPA) das ações do Centro de Imagem Diagnósticos Alliar.

Segundo fato relevante, o objetivo da OPA é adquirir a totalidade das 118.292.816 ações ordinárias da Alliar, a um preço equivalente a R$ 11,50 por papel – o que avaliaria o negócio em R$ 1,35 bilhão.

Para a XP, esta transação como um movimento muito interessante para a Rede D’Or, pois amplia seu portfólio de serviços oferecidos com uma sobreposição de operações entre as empresas em 7 Estados dos 12 Estados que a Rede D’Or opera atualmente. Além disso, aumentar sua exposição a diagnósticos ajuda a Rede D’Or a criar um ecossistema de saúde mais forte.

A oferta pública ainda está sujeita à aprovação da CVM. Em seguida, será publicado o edital da OPA estabelecendo os prazos da oferta. Após a publicação do edital da OPA o Conselho de Administração da Alliar terá 15 dias para apresentar sua opinião sobre a oferta aos seus acionistas, recomendando-lhes que aceitem ou não a oferta.

“Reiteramos nossa recomendação de Compra para a Rede D’Or e o preço-alvo de R$ 88 por ação. Para a Alliar, mantemos nossa recomendação neutra e preço alvo de R$ 10 por ação”, afirmam os analistas.

O Itaú BBA atualizou seus modelos para empresas dos setores de aço e mineração sob sua cobertura, apresentando o preço-alvo de 2022, que incorpora os resultados do segundo trimestre de 2021, as previsões sobre PIB e câmbio da equipe macro e as presunções mais altas da equipe de estratégia sobre custo de capital. A previsão para o preço médio do minério de ferro subiu levemente, de US$ 155 por tonelada para US$ 170 por tonelada.

O banco diz que vê um momento desafiador para a commodity, por conta de dados que indicam redução da produção de aço na China. E diz que as perspectivas de valorização da CSN e da Usiminas não representam proposições atraentes de risco e recompensa. Assim, o banco rebaixou ambos os papéis de outperform para market perform (perspectiva de valorização dentro da média do mercado).

Mas manteve as recomendações outperform para Vale e Gerdau, que são suas escolhas favoritas (top picks em inglês) no setor. Para a Vale, o banco apresenta preço-alvo para 2022 em US$ 25, frente ao fechamento de US$ 20,64 de sexta para os papéis VALE na Bolsa de Nova York; para a CSN, de R$ 48, frente a R$ 42,61 de sexta; para Usiminas, R$ 24, frente a R$ 21,15 de sexta para os papéis USIM5; para a Gerdau, R$ 31,32, frente a R$ 40 para os papéis GGBR4.

(com Reuters e Estadão Conteúdo)

Quer atingir de uma vez por todas a consistência na Bolsa? Assista de graça ao workshop “Os 4 Segredos do Trader Faixa Preta” com Ariane Campolim.

Repercussões de resultados de Enjoei, Vivara, Boa Safra, Cosan, Méliuz, CVC e outros balanços; Ultrapar vende Oxiteno e mais

Cosan (Foto: Paulo Fridman/Corbis via Getty Images)

A temporada de resultados chega na sua reta final nesta semana.  Na noite de sexta-feira, foram divulgados os dados da CVC, Cosan, Enjoei, Vivara, entre outras companhias, enquanto Ambipar, Ânima  e Méliuz também divulgaram seus números nesta segunda-feira antes da abertura da Bolsa.

Após o fechamento, IRB (IRBR3), Cemig (CMIG4), entre outras companhias, divulgarão seus resultados. Ainda em destaque, a Ultrapar anunciou a venda da Oxiteno para Indorama Ventures por US$ 1,3 bilhão. Já o grupo de hospitais Rede D’Or informou que o seu conselho de administração aprovou a realização de uma oferta pública de aquisição (OPA) das ações do Centro de Imagem Diagnósticos Alliar.  Confira mais destaques:

A operadora de viagens CVC reportou prejuízo líquido de R$ 175,570 milhões no segundo trimestre deste ano, perda 30,4% menor que a registrada um ano antes, de R$ 252,129 milhões (veja mais clicando aqui).

Em comentários da administração que acompanham o informe de resultados, a empresa atribui o desempenho do período aos efeitos produzidos pela pandemia da covid-19 em suas operações, especialmente no Brasil. “Permanecemos otimistas com os prognósticos para o segundo semestre e início de 2022 e atentos aos eventuais desdobramentos da pandemia”, acrescenta a CVC. No acumulado do semestre, o prejuízo diminuiu de R$ 1,403 bilhão para R$ 257 milhões.

Na mesma base de comparação, a empresa obteve lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado negativo de R$ 130,834 milhões, contra Ebitda também negativo de R$ 164,366 milhões no mesmo período de 2020. No semestre, o Ebitda ajustado ficou negativo em R$ 194,279 milhões, ante R$ 189,769 milhões de um ano antes.

Já a receita líquida ficou em R$ 115,6 milhões no segundo trimestre, ante R$ 3 milhões informado um ano antes. O avanço se deve à retomada das atividades, afirma a companhia, mesmo com a segunda onda de covid tendo impactado o trimestre.

A CVC ainda nomeou Marcelo Kopel, ex-Itaú Unibanco, como novo diretor de finanças e relações com investidores. A companhia ainda elevou a participação na VHC Hospitality, de 69% para 100%.

Na avaliação do Bradesco BBI, os resultados foram mistos com uma tendência mais forte do que o esperado nas reservas, mas por outro lado com uma taxa de aquisição fraca.

Para os analistas, o problema da take rate (percentual da receita liquida sobre as reservas) parece temporário, visto que um dos motivadores foi o embarque de reservas anteriores à Covid que haviam sido adiadas, embora possa haver algum empecilho adicional durante o próximo trimestre.

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“Há um impulso positivo por trás das reservas, com crescimento sequencial de 25% (embora de uma base relativamente baixa no primeiro trimestre de 2021) e a CVC observa que as reservas de junho (queda de 50% versus 2019) foram melhores do que o trimestre como um todo (queda de 61%)”, apontam.

Essa queda em relação a 2019 está amplamente em linha com o número de passageiros e a capacidade disponível de
assentos informados pela companhia aérea Gol no segundo trimestre de 2021.

O progresso do plano de vacinação deve ajudar esse impulso positivo a continuar no segundo semestre, embora os riscos claramente ainda permaneçam com o potencial de impactos negativos da nova variante delta.

“Portanto, embora o ímpeto esteja melhorando, a visibilidade permanece limitada e as ações são negociadas a um forte P/L [preço sobre o lucro] de 38 vezes estimado para 2023”, avalia. O BBI mantém a recomendação neutra, com um novo preço-alvo de R$ 25 (estimado para 2022) contra nosso antigo preço-alvo de R$ 24.

A Cosan teve lucro líquido ajustado de R$ 750 milhões entre abril e junho, forte alta de 3.105% frente o ganho de R$ 23,4 milhões registrado em igual período de 2020.

A receita líquida totalizou R$ 25,267 bilhões no segundo trimestre de 2021, ante R$ 13,583 bilhões no mesmo intervalo do ano anterior, aumento de 85,9%.

Boa Safra (SOJA3)

A Boa Safra Sementes teve lucro líquido de R$ 8,862 milhões no segundo trimestre de 2021, alta de 314,6% na base anual.

O Ebitda foi de R$ 17,966 milhões, alta de 103% na comparação anual.

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A receita líquida teve queda de 17,6% entre abril e junho, a R$ 41 milhões.

“Todos os contratos de vendas ainda não faturados, principal KPI do que está por vir, atingiram a soma de R$ 546 milhões, um aumento de 188% em relação ao ano anterior. Continuamos otimistas com a Boa Safra e reiteramos nossa recomendação de compra com preço-alvo de R$ 18 por ação até 2021”, aponta a XP.

No segundo trimestre, a Vivara  viu seu lucro líquido atingir R$ 81,7 milhões, mais do que dobrando em relação ao mesmo período de 2019, ainda antes da pandemia. Na comparação com 2020, a companhia conseguiu reverter um prejuízo.

Saiba mais: Com lucro em alta, Vivara diz estar pronta para ir às compras

Segundo o Itaú BBA, a Vivara apresentou ótimos números referentes ao segundo trimestre. As receitas da companhia cresceram 19,3% na comparação com o segundo trimestre de 2019 (cenário pré-pandêmico), com avanço das vendas no conceito mesmas lojas (SSS) de 13,8%.

Em termos operacionais, o destaque do segundo trimestre foi o desempenho do e-commerce: a companhia tem sido capaz de dar escala às operações digitais e diversificar suas vendas desse canal. Historicamente, os produtos mais vendidos no on-line sempre foram relógios e acessórios, que possuem preço inferior às joias. No entanto, no segundo trimestre, cerca de metade das vendas do e-commerce foram joias, uma boa indicação para a rentabilidade no longo-prazo, avaliam os analistas.

Além disso, a Vivara sinalizou que o forte crescimento de vendas visto no segundo trimestre já está sendo verificado também no início deste terceiro trimestre. Ou seja, o bom desempenho operacional da companhia deve ter continuidade.

Do ponto de vista financeiro, a Vivara foi capaz de entregar uma margem bruta de 68% e uma margem Ebitda de 24,5%, refletindo uma maior diversificação de receitas da companhia e a otimização de despesas. O Ebitda da companhia, de R$ 89 milhões, foi 29% superior ao esperado, enquanto lucro líquido, de R$ 82 milhões, veio 64% acima da projeção dos analistas.

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O Enjoei teve alta do prejuízo em 10,9 vezes no segundo trimestre, para R$ 30,040 milhões.

A receita líquida do Enjoei  teve alta de 100%, a R$ 26,4 milhões no segundo trimestre. O volume bruto de mercadoria (GMV) teve alta de 82% na mesma base de comparação, a R$ 205 milhões.

A XP aponta que a Enjoei reportou resultados mistos, referentes ao segundo trimestre de 2021, com a receita líquida 8% acima das estimativas devido a uma taxa de comissão (take-rate) melhor do que esperado.

Em termos de rentabilidade, a companhia registrou queda expressiva na margem bruta (-20,5p.p na base anual), devido a maiores custos com frete e logística, e também com queda de Ebitda ajustado (em R$ 19 milhões negativos), frente a maiores despesas de vendas. Com isso, o prejuízo líquido (excluindo-se o efeito do plano de remuneração em ações) totalizou R$ 18 milhões, versus a estimativa da XP de R$ 15 milhões.

Já o BBI revisou as estimativas, com GMV subindo 1-5% (estimado no período 2021-23), mas as vendas líquidas caindo 12-24% devido à menor taxa de compra.

“Isso posterga o ano em que a Enjoei atinge o ponto de equilíbrio na linha Ebitda em um ano, de 2023 anteriormente a 2024 em nosso modelo mais recente”, apontam os analistas.

Apesar das “dores de crescimento” que os analistas do BBI viram nos últimos trimestres – ou seja, a necessidade de ajustar a estratégia da Enjoei para garantir o crescimento futuro – os analistas mantiveram recomendação de compra à medida que continuam a ver a empresa como a melhor colocada no crescente mercado de revenda. Já o preço-alvo caiu de R$ 23 (para o final de 2021) para R$ 17 (no final de 2022).

O Méliuz teve prejuízo líquido da Méliuz atribuído a controladores de R$ 6,692 milhões no segundo trimestre de 2021. O valor, 2,95% acima frente o segundo trimestre de 2020, quando o prejuízo foi de R$ 6,5 milhões.

A companhia reportou o crescimento de 120% na receita líquida, em comparação ao segundo trimestre de 2020. Além disso, abriu, em média, 39 mil novas contas por dia útil no segundo trimestre de 2021 e apresentou um aumento de 265% no número de usuários ativos, também em relação ao 2T20.

A companhia finalizou o trimestre com um total de 18,8 milhões de contas cadastradas, um crescimento de mais de 2,3 milhões de usuários ou 14,6% em relação ao primeiro trimestre e quase dobrou a base de usuários, em comparação com os últimos 12 meses, findo em 30 de junho de 2020, quando possuía 10 milhões de contas cadastradas.

A Tecnisa teve prejuízo líquido de R$ 54 milhões no segundo trimestre de 2021, um aumento de 33% em relação ao prejuízo de R$ 40 milhões no mesmo período de 2020.

O balanço foi afetado por uma perda de R$ 42 milhões proveniente de um acordo anunciado em maio com a Companhia de Participações e Empreendimentos (CPE) para extinção de um processo que discutia um contrato de compra de terreno.

A Tecnisa ajuizou ação para anular o contrato após o terreno acabar sendo desapropriado pela Prefeitura de São Paulo.

A previsão original era que a Tecnisa pagaria pelo terreno à CPE com as vendas de unidades do futuro empreendimento, que acabou inviabilizado. As partes então optaram por um acordo. Além disso, a Tecnisa espera indenização pela desapropriação.

O Ebitda ajustado ficou negativo em R$ 42,3 milhões, piora de 60% no resultado. A receita líquida totalizou R$ 65 milhões, crescimento de 94%, devido à expansão de lançamentos e vendas nos últimos meses, além da venda de três terrenos considerados não estratégicos por R$ 19 milhões.

O Itaú BBA avalia os dados resultados pela Tecnisa como fracos e dentro do esperado. O banco ressalta que a empresa lançou um projeto no segundo semestre, com valor potencial de venda (PSV em inglês) de R$ 165 milhões, do qual 23% já foi vendido, e anunciou em julho a abertura de estandes de vendas de dois outros projetos com PSV de R$ 290 milhões.

O Itaú também ressalta forte queima de caixa, de R$ 156 milhões, afetados negativamente pelo acordo com a CPE, de R$ 102 milhões, e desembolso para compra de terrenos, de R$ 30 milhões. O banco mantém avaliação underperform (perspectiva de valorização abaixo da média do mercado), e preço-alvo para 2021 de R$ 9,4, frente à cotação de sexta de R$ 6,34.

A Ânima Educação registrou lucro líquido ajustado de R$ 18,7 milhões no segundo trimestre de 2021, alta de 42,3% ante o mesmo período do ano passado. No acumulado do ano, o indicador teve avanço de 31,7%, para R$ 75,1 milhões. No critério sem ajustes, o lucro foi de R$ 4,9 milhões no trimestre, ante R$ 9,5 milhões em 2020.

O Ebitda foi de R$ 150,1 milhões no trimestre e R$ 287,8 milhões no semestre, alta de 74,7% e 107,7% em relação ao mesmo intervalo de 2020. O Ebitda ajustado foi de R$ 169,2 milhões entre abril e junho e R$ 315,6 milhões, crescimento anual de 84,4% e 50,3%.

A margem Ebitda do segundo trimestre avançou 1,5 ponto porcentual, para 25,6%, enquanto a semestral teve crescimento de 8,8 p.p, para 28,7%.

A empresa atingiu aumento de 64,5% na receita líquida do trimestre, para R$ 586 milhões, e de 44,2% no primeiro semestre, totalizando R$ 1,001 bilhão. A companhia tem ainda contas a receber líquido de R$ 669,6 milhões, R$ 340,9 a mais que na comparação anual por conta das aquisições e dos efeitos de renegociações com estudantes.

A Ambipar registrou um lucro líquido de R$ 41,3 milhões no segundo trimestre de 2021, um crescimento de 241,3% versus igual período de 2020 e 28,0% comparado ao primeiro trimestre de 2021. A margem líquida atingiu 11,9%.

No trimestre, a receita líquida registrou R$165,9 milhões, um aumento de 119,1% na base anual e de 40,5% comparado ao primeiro trimestre de 2021.

Esse crescimento é oriundo principalmente do aumento no número de contratos de gestão total de resíduos com foco na valorização (17 no segundo trimestre de 2020, 66 no primeiro trimestre de 2021 e 69 no segundo trimestre de 2021). O aumento de 44 contratos (no primeiro trimestre) é resultado da incorporação da AFC, empresa adquirida em janeiro de 21, a Metal Ar adicionou 6 novos contratos e adição de 3 novos contratos da Environment, afirmou a companhia.

OceanPact (OPCT3)

A OceanPact teve lucro líquido de R$ 18,5 milhões no segundo trimestre de 2021, ante prejuízo de R$ 20,1 milhões do primeiro trimestre do ano, com melhora do resultado operacional e pelo efeito positivo não caixa de variação cambial sobre a dívida em dólar junto ao BNDES.

A receita líquida foi a R$ 197,1 milhões.

Segundo o BBA, a prestadora de serviços em ambiente marinhoapresentou resultados fracos referentes ao
segundo trimestre, porém, em linha com o esperado. O Ebitda foi de R$ 35 milhões no período.

A empresa também divulgou projeções (ou guidance) do EBITDA para 2021 e 2022. As estimativas da companhia são de R$ 160 – R$ 180 milhões para este ano, 42% abaixo da expectativa do banco; e de R$ 320 -R$ 380 milhões para o ano que vem, 30% inferior aos números dos analistas.

“As novas projeções divulgadas pela Oceanpact estão abaixo dos números discutidos durante o processo de abertura de capital, mas acreditamos que os dados piores já estejam incorporados no atual preço da ação, dado que OPCT3 caiu 65% desde o IPO da companhia, em fevereiro deste ano”, apontou.

Hermes Pardini (PARD3)

O lucro líquido da Hermes Pardini atingiu R$ 70,8 milhões no segundo trimestre de 2021, um novo recorde para a companhia, apresentando aumento de 906,8% quando comparado com o segundo trimestre de 2020, informou a companhia. A margem líquida foi de 13,6% no 2T21, aumento de 1.087 bps . A  alíquota efetiva de IR/CSLL foi de
31,4% no trimestre, sendo de 39,6% no mesmo período do ano passado.

A Priner reverteu parcialmente o prejuízo de R$ 16,7 milhões no segundo trimestre de 2020 e teve lucro de R$ 6,2 milhões no segundo trimestre de 2021.

A receita líquida avançou 131,4% entre abril e junho, para R$ 111,5 milhões.

De acordo com a XP, a Priner divulgou um forte segundo trimestre, marcado pelo robusto crescimento de receitas, em linha com a prévia operacional divulgada pela companhia em julho.

Além do aumento das vendas, destaque para o incremento substancial de margem bruta no período, impulsionado por uma combinação de menores custos relacionados à Covid-19 e melhoria de performance em todos os serviços oferecidos, principalmente naqueles de maior valor agregado (pintura, isolamento térmico e inspeções).

A Priner também entregou um Ebitda e um Lucro Líquido bem acima de nossas expectativas e indicou que o bom momento operacional deve continuar, ao celebrar um volume de novos contratos de R$ 219,9 milhões no trimestre. “Com isso, reiteramos nossa recomendação de compra em PRNR3, com preço-alvo de R$13,40 por ação”, destacam os analistas.

De acordo com a XP, a G2D reportou resultado em linha com o esperado e sem grandes surpresas no segundo trimestre de 2021, uma vez que os principais eventos já haviam sido comunicados.

O Valor Líquido dos Ativos (NAV) atingiu R$ 640 milhões no trimestre, considerando os eventos subsequentes ao trimestre, um Valor Presente Líquido de R$ 1,062 bilhão.

Os principais eventos do período foram: i) Reavaliação da Blu; ii) Reavaliação do Mercado Bitcoin; iii) Reavaliação da NotCo; iv) Venda de participação na Coinbase; v) Investimento na Seed Health e na Freddie’s Flowers.

Com isso, a XP revisou o preço-alvo para R$ 11 por ação (versus R$ 9 por ação anteriormente), pois acreditam que a empresa deva negociar com 0% de deságio em relação ao Valor Presente Líquido.

Ultrapar (UGPA3)

A Ultrapar fechou acordo para vender 100% de sua empresa de químicos especiais Oxiteno para o grupo tailandês de produtos químicos Indorama Ventures por US$ 1,3 bilhão, informaram as companhias nesta segunda-feira.

Rede D’Or (RDOR3) e Alliar (AALR3)

O grupo de hospitais Rede D’Or informou que o seu conselho de administração aprovou a realização de uma oferta pública de aquisição (OPA) das ações do Centro de Imagem Diagnósticos Alliar.

Segundo fato relevante, o objetivo da OPA é adquirir a totalidade das 118.292.816 ações ordinárias da Alliar, a um preço equivalente a R$ 11,50 por papel – o que avaliaria o negócio em R$ 1,35 bilhão.

Para a XP, esta transação como um movimento muito interessante para a Rede D’Or, pois amplia seu portfólio de serviços oferecidos com uma sobreposição de operações entre as empresas em 7 Estados dos 12 Estados que a Rede D’Or opera atualmente. Além disso, aumentar sua exposição a diagnósticos ajuda a Rede D’Or a criar um ecossistema de saúde mais forte.

A oferta pública ainda está sujeita à aprovação da CVM. Em seguida, será publicado o edital da OPA estabelecendo os prazos da oferta. Após a publicação do edital da OPA o Conselho de Administração da Alliar terá 15 dias para apresentar sua opinião sobre a oferta aos seus acionistas, recomendando-lhes que aceitem ou não a oferta.

“Reiteramos nossa recomendação de Compra para a Rede D’Or e o preço-alvo de R$ 88 por ação. Para a Alliar, mantemos nossa recomendação neutra e preço alvo de R$ 10 por ação”, afirmam os analistas.

O Itaú BBA atualizou seus modelos para empresas dos setores de aço e mineração sob sua cobertura, apresentando o preço-alvo de 2022, que incorpora os resultados do segundo trimestre de 2021, as previsões sobre PIB e câmbio da equipe macro e as presunções mais altas da equipe de estratégia sobre custo de capital. A previsão para o preço médio do minério de ferro subiu levemente, de US$ 155 por tonelada para US$ 170 por tonelada.

O banco diz que vê um momento desafiador para a commodity, por conta de dados que indicam redução da produção de aço na China. E diz que as perspectivas de valorização da CSN e da Usiminas não representam proposições atraentes de risco e recompensa. Assim, o banco rebaixou ambos os papéis de outperform para market perform (perspectiva de valorização dentro da média do mercado).

Mas manteve as recomendações outperform para Vale e Gerdau, que são suas escolhas favoritas (top picks em inglês) no setor. Para a Vale, o banco apresenta preço-alvo para 2022 em US$ 25, frente ao fechamento de US$ 20,64 de sexta para os papéis VALE na Bolsa de Nova York; para a CSN, de R$ 48, frente a R$ 42,61 de sexta; para Usiminas, R$ 24, frente a R$ 21,15 de sexta para os papéis USIM5; para a Gerdau, R$ 31,32, frente a R$ 40 para os papéis GGBR4.

(com Reuters e Estadão Conteúdo)

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Primeira prévia de carteira do Ibovespa traz 5 novas ações, incluindo Alpargatas, Méliuz e Rede D’Or: confira mudanças

A B3 divulgou nesta segunda-feira (2) a primeira prévia da nova carteira do Ibovespa, que vigorará entre setembro e dezembro de 2021.

Houve a entrada de cinco papéis, sem a exclusão de nenhum papel. Assim, quase essas entradas se efetivem, o Ibovespa passará a ter 89 ativos. Mais duas prévias serão divulgadas ao longo do mês.

As entradas são das ações PN da Alpargats (ALPA4), com fatia de 0,372%, dos ativos PN do Banco Inter (BIDI4), com participação de 0,107%, dos papéis PN do Banco Pan (BPAN4), com participação de 0,302%. Além disso, Méliuz (CASH3) está na carteira com uma fatia de 0,264%, enquanto Rede D’Or (RDOR3) aparece com uma participação de 0,719%.

Vale (VALE3) segue sendo a maior participação, com fatia de 14,025%, enquanto Itaú (ITUB4), Petrobras PN (PETR4), Bradesco PN (BBDC4), B3 (B3SA3), Petrobras ON (PETR3) e Ambev (ABEV3) aparecem na sequência, com participações respectivas de 6,222%, 5,282%, 4,914%, 3,985%, 3,982% e 3,118%.

Metodologia

A cada quatro meses, em janeiro, maio e setembro de cada ano, a B3 faz uma reavaliação das ações que compõem a carteira do Ibovespa para verificar se os ativos atendem aos seus critérios.

Entre as exigências estão: serem ativos negociados com regularidade e terem volume financeiro relevante (participação de pelo menos 0,1% do volume negociado durante o período de vigência das três carteiras anteriores).

Além disso, as ações não podem ser “penny stocks“, que são aquelas negociadas a valores inferiores a R$ 1,00.

Monitorar quais empresas devem sair ou entrar do índice pode ser importante, dado que os papéis incluídos no Ibovespa no passado valorizaram, em média, 10,4% um mês antes do rebalanceamento, destacou a XP, em relatório.

Isso porque as ações passam a ganhar atenção de fundos de investimento (gestão ativa e passiva, como os ETFs – os fundos de índice), além de o fato de a inclusão no índice aumentar o interesse por parte de investidores de forma geral.

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Méliuz anuncia contrato para compra da negociadora de criptomoedas Alter Pagamentos por R$ 25,9 milhões

Bitcoin (Pierre Borthiry/Unsplash​​​​​​​)

O Méliuz (CASH3) comunicou ao mercado na noite de quinta-feira (29) que assinou contrato para a compra da totalidade da Alter Pagamentos, empresa especializada na negociação de criptoativos.

O valor da transação é de aproximadamente R$ 25,9 milhões, sujeitos a condições e ajustes ao encerramento da transação.

Segundo o Méliuz, a aquisição tem como um de seus principais objetivos trazer “um time talentoso de empreendedores e de desenvolvedores, além do conhecimento em um segmento de negócios de alto crescimento que poderá contribuir como uma boa ferramenta de engajamento e atração de novos usuários para a companhia”.

A transação está sujeita à aprovação dos acionistas da companhia e o contrato de compra e venda de cotas está sujeito a condições suspensivas usuais para operações dessa natureza.

“A Alter é uma empresa especializada na negociação de criptoativos, que desde 2018 vem atuando na melhora da experiência dos usuários no uso de criptomoedas em transações financeiras do dia a dia”, destaca o comunicado.

A Alter, que possui um time de 24 pessoas, sendo 9 do time de produto e desenvolvimento, movimentou no primeiro semestre de 2021 um volume de R$ 184 milhões em negociações de Bitcoin, um volume 14 vezes maior do que o mesmo período de 2020. Entre outros serviços, ela consolida em um único aplicativo uma carteira de criptomoedas com integração a uma conta digital e um cartão pré-pago.

O Bradesco BBI destaca a aquisição como positiva para o Méliuz, que deve aumentar sua proposta de valor na frente de serviços financeiros, melhorando a experiência do usuário e o potencial para um maior envolvimento dos clientes.

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Conselho da Méliuz aprova desdobramento de ações de 1 para 6; papéis CASH3 sobem mais de 4% na Bolsa

Méliuz (Reprodução: Instagram)

SÃO PAULO – O conselho de administração da Méliuz (CASH3), plataforma de cupons de desconto e cashback, aprovou na última sexta-feira (23) o desdobramento de ações da companhia na proporção de uma para seis.

Com isso, cada papel da companhia irá se dividir seis, sem modificação do valor do capital social ou dos direitos conferidos pelas ações a seus titulares, ampliando a liquidez das ações e reduzindo, na mesma proporção, o preço dos ativos negociados na Bolsa brasileira, B3.

Atualmente, a Méliuz possui 133.933.000 ações ordinárias emitidas, com preço de tela por volta dos R$ 70.

Os acionistas ainda terão que votar a proposta de desdobramento em Assembleia Geral Extraordinária (AGE), que está marcada para o dia 23 de agosto.

Leia também:
Méliuz: após captação no mercado, BBI reitera compra e revisa preço-alvo para ação de R$ 42 para R$ 90

O anúncio foi bem recebido pelo mercado financeiro. Os papéis CASH3 apresentavam alta de 4,7% na Bolsa brasileira B3 por volta das 12h30 (horário de Brasília), negociados a R$ 74,73.

Na avaliação da Guide Investimentos, o impacto do desdobramento deve ser neutro, dado que apesar de não influenciar no fundamento da empresa, os papéis da companhia passarão a ter maior liquidez na Bolsa.

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Ações da Vale caem com minério em baixa; Méliuz sobe mais de 2% após recomendação e IRB têm queda após disparar na véspera

SÃO PAULO – Em uma sessão relativamente sem grandes catalisadores para os mercados acionários, as ações de Vale (VALE3) e siderúrgicas como CSN (CSNA3), Usiminas (USIM5) e Gerdau (GGBR4) têm leve queda. VALE3, na primeira hora de pregão, tinha baixa de cerca de 1%.

Os contratos futuros do minério de ferro negociados na China recuaram pela quarta sessão consecutiva nesta quinta-feira, chegando a atingir os menores níveis em quase três semanas, diante de perspectivas de mais importações da matéria-prima siderúrgica e em meio a um arrefecimento da demanda devido à decisão do governo chinês de limitar a produção de aço.

O contrato mais negociado do minério de ferro na bolsa de commodities de Dalian DCIOcv1, para entrega em setembro, chegou a despencar 7,3% durante a sessão, a 1.115 iuanes (US$ 172,51) por tonelada – menor patamar desde 2 de julho. Fechou em queda de 5,3%, a 1.138 iuanes por tonelada.

Após a disparada de 8,5% da véspera depois dos dados de maio e com a fala de Luiz Barsi Filho ao InfoMoney de que está comprando ações do IRB (IRBR3), os ativos IRBR3 têm uma sessão de leve correção e caem cerca de 1%.

Também em destaque, a Equatorial (EQTL3) sobe mais de 1% após divulgar dados operacionais, apontando que a energia total distribuída pelas quatro concessionárias teve alta no segundo trimestre, para 5.917 gigawatts-hora (GWh). A energia distribuída para consumidores livres avançou 35,1%, a 851 MWh.

Já a Méliuz (CASH3) avança mais de 2% após o Bradesco BBI ter reiterado recomendação equivalente à compra para a ação e revisado o preço-alvo de R$ 42 para R$ 90 (veja mais clicando aqui).

A Multilaser (MLAS3), por sua vez, estreia na B3 com alta de mais de 10% das ações.

Confira os destaques:

A Petrobras informou que assinou junto à Fundação Petrobras e Seguridade Social (Petros), um termo de compromisso, referente à sua participação paritária, para pagamento à vista da dívida reconhecida no processo de migração dos Planos PPSP-R e PPSP-NR para o Plano Petros-3 (PP3).

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Na data-base de 30 de abril, o valor da dívida da Petrobras era de R$ 1,3 bilhão, de acordo com os critérios contidos nos termos de migração dos planos PPSP-R e PPSP-NR.

O montante final será corrigido pelas metas atuariais dos planos de origem (PPSP-R e PPSP-NR).  A previsão do início de operacionalização do PP3 é 1º de agosto de 2021.

Multilaser (MLAS3)

As ações da Multilaser estreiam nesta quinta na Bolsa com o ticker MLAS3. A empresa levantou R$ 2,2 bilhões em oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês). A ação foi precificada a R$ 11,10 em IPO.

A Multilaser destaca deter 65% do mercado de pendrives, 39% dos cartões de memória no país e fabrica também smartphones, notebooks e acessórios de computador e para esportes e saúde, além de equipamentos de áudio e vídeo, segurança eletrônica e brinquedos, entre outros.

Rede D´Or (RDOR3)

A Rede D’Or São Luiz celebrou, por meio de sua afiliada Hospital Esperança, contrato de prestação de serviços com a Vale para a gestão e execução de ações e serviços de saúde no Hospital Yutaka Takeda, localizado na Cidade de Parauapebas, no Estado do Pará, e no Hospital Cinco de Outubro, localizado na Cidade de Canaã dos Carajás, no Estado do Pará, região onde se encontra o maior complexo minerador da história da Vale. Detalhes sobre valores e/ou troca de benefícios não foram informados.

Os hospitais, cujos imóveis são de propriedade da Vale, desenvolvem atividades ambulatoriais, pronto-socorro e médico-hospitalares para pacientes adultos e pediátricos. O contrato tem vigência de dez anos.

“Esse contrato inaugura um novo modelo de parceria entre uma autogestão e uma rede hospitalar com objetivo de aumentar a qualidade assistencial e trazer mais sustentabilidade ao setor, beneficiando toda a população atendida pela Vale na região de Carajás”, informou a empresa, em comunicado.

A operação engloba ainda a análise pelas partes de uma possível parceria na construção ou aquisição de uma unidade hospitalar para atendimentos médico-hospitalares de alta complexidade na Cidade de Parauapebas, no Estado do Pará.

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O BBI aponta que o novo modelo de parceria abre uma oportunidade para que a Rede D’Or ingresse em um segmento que normalmente tem muitas ineficiências, por conta da falta de expertise das experiências que gerenciam os ativos, o que leva a taxas de perdas médicas acima do normal. Se a Rede D’Or tiver sucesso em realizar uma mudança substancial nos ativos, o modelo poderá se tornar replicável para outras parcerias com outras empresas. O Bradesco mantém recomendação outperform para a Rede D’Or, e preço-alvo de R$ 82.

Magazine Luiza (MGLU3)

O Magazine Luiza precifica nesta quinta seu follow-on, ou oferta subsequente de ações na sigla em inglês, de 150 milhões de papéis.

A Eletrobras informou na quarta-feira que a sua subsidiária Eletronorte celebrou um Instrumento de Confissão de Dívidas com a Amazonas Energia (AmE) no valor de R$ 808,75 milhões, visando a repactuação da dívida detida pela AmE com a controlada da elétrica estatal.

A dívida diz respeito a faturas de Operação, Manutenção e Potência de ativos localizados em Manaus. Segundo fato relevante divulgado pela Eletrobras, essas faturas venceram entre novembro de 2020 e julho deste ano.

Equatorial (EQTL3)

A Equatorial divulgou dados operacionais, reportando alta da energia total distribuída em 10,7% no segundo trimestre de 2021, com relação a igual período de 2020.

No semestre, a alta foi de 7,3%, com relação à primeira metade do ano passado.

O maior impacto do resultado veio dos consumidores livres, que consumiram 35,1% a mais no trimestre na comparação anual. No semestre, o grupo consumiu 24,7% a mais do que o mesmo período de 2020.

Jalles Machado (JALL3)

O conselho de administração da produtora de açúcar e etanol Jalles Machado aprovou, em assembleia realizada na terça, investimentos de R$ 517,4 milhões para que a companhia expanda o volume de moagem de cana-de-açúcar em suas duas unidades industriais em 1 milhão de toneladas.

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De acordo com fato relevante divulgado pela empresa na quarta os investimentos foram feitos com recursos obtidos por meio de sua oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês). Realizado no início de fevereiro, o IPO movimentou R$ 741,5 milhões.

O Bradesco BBI publicou uma avaliação sobre a Log CP. Segundo o banco, a indústria de galpões para logística no Brasil está mais aquecida do que nunca, impulsionada pelo forte crescimento do e-commerce. O banco ressalta que em maio a empresa vendeu seu projeto em Extrema (MG) por R$ 273 milhões, ou R$ 3.546/m2.

O banco avalia que não há sinais de desaceleração no setor, e diz acreditar que a LogCP poderá atingir a menor taxa de vacância de sua história, de 2,2%. O banco diz esperar que o faturamento bruto cresça 6% no segundo trimestre em comparação com o mesmo período do ano anterior, e 1% em comparação com o trimestre imediatamente anterior, a R$ 37 milhões.

Os resultados devem ser impulsionados pelo repasse parcial da inflação medida pelo IGP-M, ainda assim acima do IPCA. O banco diz esperar uma alta média de 13% nos aluguéis, frente a um IPCA de 8% nos últimos 12 meses. Outro fator destacado pelo banco é a entrega que 10 mil m2 de área bruta locável (GLA na sigla em inglês) no trimestre e de 41 mil m2 em 12 meses, o que compensa em parte pela perda de receita dos ativos vendidos.

Além disso, o Ebitda deve atingir R$ 30 milhões, na avaliação do banco, alta de 15% na comparação anual, e o fluxo de caixa proveniente das operações (FFO na sigla em inglês) deverá atingir R$ 27 milhões, alta de 18% na comparação anual.

O banco mantém recomendação outperform para a Log CP, e preço-alvo de R$ 42,00.

BR Properties (BRPR3)

A BR Properties firmou acordo com o fundo de investimento imobiliário VBI, administrado pelo banco BTG Pactual, para a construção de dois galpões logísticos em um imóvel da companhia na capital paulista.

Segundo o fato relevante, o Galpão Pirituba corresponde a um terreno de 32.500 m². O acordo prevê que o fundo VBI Logístico desenvolverá um empreendimento com dois galpões logísticos, com área construída total de 8.450 m².

A companhia será proprietária de 40% do empreendimento e não terá desembolso de caixa na operação.

Segundo a Guide, a notícia é positiva. “A BR Properties amplia seu portfolio no segmento de galpões logísticos, após realizar a venda de ativos no segmento de lajes corporativas, seguindo uma tendência de mudança no seu portfolio de ativos. Vemos o movimento como positivo para deixara empresa com uma maior diversificação de ativos”, aponta.

A Mubadala Investment Company, de Abu Dhabi, conquistou na quarta o direito de igualar a oferta de quaisquer outros interessados em alguns ativos da Renova Energia, disse na quarta a companhia brasileira, que está em recuperação judicial. De acordo com fato relevante publicado pela Renova, a Mubadala realizou uma oferta vinculante de R$ 1,1 bilhão pela fatia de 51% detida pela empresa na Brasil PCH, que possui 13 pequenas centrais hidrelétricas.

O Bradesco BBI atualizou seu modelo para a Méliuz após a conclusão de sua oferta subsequente de ações (follow on em inglês), e antes da divulgação dos resultados relativos ao segundo trimestre de 2021. O banco reiterou sua avaliação outperform (perspectiva de valorização acima da média do mercado), e elevou o preço-alvo de R$ 42 para R$ 90 por ação em 2022, alta de 32% frente à cotação de R$ 68,40 de quarta.

O banco diz que a empresa está bem posicionada para acelerar o crescimento por meio da oferta, que deverá impulsionar a proposição de valor da plataforma, e abrir caminho para a oferta de mais serviços financeiros. O Bradesco também diz enxergar forte potencial de geração de receita, e diz que espera um impacto de curto prazo por conta de custos mais altos, à medida que a Méliuz continua a investir na plataforma para pavimentar caminho para mais crescimento no futuro.

O BBI espera alta de 16% nas receitas no segundo trimestre em comparação com o trimestre imediatamente anterior, e de 143% na comparação anual. O Bradesco BBI espera que o volume bruto de mercadorias (GMV na sigla em inglês) suba 21% na comparação trimestral.

(com Estadão Conteúdo e Reuters)

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Méliuz: após captação no mercado, BBI reitera compra e revisa preço-alvo para ação de R$ 42 para R$ 90

Méliuz (Foto: Divulgação/Facebook)

O Bradesco BBI atualizou seu modelo para a ação da Méliuz (CASH3) após a conclusão de sua oferta subsequente de ações (follow on em inglês), e antes da divulgação dos resultados relativos ao segundo trimestre de 2021.

O banco reiterou sua recomendação outperform (perspectiva de valorização acima da média do mercado), e revisa o preço-alvo de R$ 42 em 2021 para R$ 90 por ação em 2022, alta de 32% frente à cotação de R$ 68,40 de quarta.

Para Otavio Tanganelli e Lucca Brendim, analistas do BBI, a empresa está bem posicionada para acelerar o crescimento por meio da oferta, que deverá impulsionar a proposição de valor da plataforma, e abrir caminho para a oferta de mais serviços financeiros, passando de plataforma de cashback para um ecossistema robusto.

Eles também destacam um forte potencial de geração de receita, ainda que esperem um impacto de curto prazo por conta de custos mais altos, à medida que a Méliuz continua a investir na plataforma para pavimentar caminho para mais crescimento no futuro.

O BBI espera alta de 16% nas receitas no segundo trimestre em comparação com o trimestre imediatamente anterior, e de 143% na comparação anual. O Bradesco BBI espera que o volume bruto de mercadorias (GMV na sigla em inglês) suba 21% na comparação trimestral.

A Méliuz atua no segmento de cupons com descontos para os clientes, com foco em retornos financeiros como cashback. Com o recurso da oferta primária, que captou R$ 427 milhões, a companhia pretende ampliar a fatia de marketplace e serviços financeiros, além de futuras aquisições de empresas estratégicas.

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Ações da B2W sobem forte em última sessão com ticker BTOW3, Méliuz cai após follow-on; Tenda, EzTec e MRV avançam

SÃO PAULO – Em um pregão com início relativamente morno nesta sexta-feira (16), as ações de MRV (MRVE3), EzTec (EZTC3) e Tenda (TEND3) avançam após a divulgação de prévias operacionais do segundo trimestre de 2021. O destaque fica para a Tenda, com ganhos de cerca de 1,8%, enquanto EzTec sobe 1,4% e MRV avança 0,8%.

A MRV anunciou que seus lançamentos de abril a junho somaram R$ 2,40 bilhões em valor geral de vendas (VGV), alta 5,4% sobre um ano antes. Já a construtora Eztec informou que teve vendas líquidas de R$ 284,7 milhões no segundo trimestre, alta de 20,7% sobre o desempenho dos três primeiros meses do ano e mais que o dobro em relação ao vendido no mesmo período do ano passado. A Tenda, por sua vez, registrou lançamentos de 20 empreendimentos, totalizando o recorde de R$ 986 milhões (alta de 56% na base anual).

Os papéis da Méliuz (CASH3), por sua vez, caem cerca de 1,2% após precificar as suas ações a R$ 57 em follow-on.

A B2W (BTOW3), por sua vez, avança cerca de 5% no seu último de pregão como BTOW3. A partir da próxima segunda, os investidores que desejarem adquirir as ações da empresa o farão por meio da “Americanas s.a”, sob o novo ticker AMER3. A mudança foi aprovada na assembleia geral do dia 10 de junho e faz parte do processo de cisão parcial das Lojas Americanas (LAME3 e LAME4). Veja mais clicando aqui. 

Confira os destaques:

Elétricas

Às 11h, é realizado na B3, o leilão de privatização onde o Governo do Estado do Rio Grande do Sul deve vender sua participação de 66% na CEEE Transmissão pelo valor mínimo de R$ 1,7 bilhão.

A XP aponta que, de acordo com o noticiário, CPFL, CTEEP, Taesa, Alupar e os fundos de pensão CPPIB e CDPQ devem participar do leilão, portanto a competição deve ser alta.

“Apesar de ser um ativo importante (aproximadamente R$ 870 milhões de RAP, a Receita Anual Permitida) enxergamos retornos limitados mesmo no valor mínimo. Para encontrar valor na aquisição, o comprador deverá assumir ganhos de eficiência relevantes. Estimamos a participação do Estado do Rio Grande do Sul na CEEE Transmissão em R$ 1,75 bilhão sem assumir ganhos de eficiência”, aponta.

Partidos de oposição protocolaram uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para derrubar a lei que permite a privatização da Eletrobras. A Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) é assinada por PSB, PSOL, Rede, PT, PDT e PCdoB e pede a “imediata suspensão da eficácia” da proposta, que foi sancionada pela Presidência da República na última terça-feira, dia 13. O documento pede também que o STF impeça a prática de quaisquer atos voltados ao processo de desestatização da estatal até que haja decisão definitiva de mérito da corte.

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A oposição destaca que a privatização não poderia ter sido tratada por meio de medida provisória, pois se trata de matéria “técnica e complexa” e que demanda aprofundamento deliberativo. Os partidos mencionam que o relatório foi aprovado com diversas propostas estranhas ao texto original, conhecidas como “jabutis”, são “flagrante contrabando legislativo”.

“O Executivo propôs a privatização da Eletrobras, uma questão de natureza técnica e complexa, a demandar aprofundamento deliberativo, por meio de medida provisória. O intuito foi esquivar-se do devido processo para a edição de leis ordinárias, não tendo-se comprovado a caracterização do requisito da urgência a justificar a utilização do instrumento excepcional”, diz o documento. “Ainda, na conversão da medida provisória em lei, o Congresso Nacional, por meio de diversas emendas, inseriu no texto legal uma série de matérias estranhas à privatização da Eletrobras, o que caracteriza flagrante contrabando legislativo.” Veja mais clicando aqui. 

Duratex (DTEX3), agora DexCo

A fabricante de materiais de construção Duratex, dona de marcas tradicionais como Deca, Hydra, Portinari e Durafloor, anunciou na quinta um grandioso plano de investimentos de R$ 2,5 bilhões para o período de 2021 a 2025, visando expandir sua capacidade de produção de painéis de madeira, revestimentos cerâmicos, louças e metais sanitários.

A companhia também anunciou uma grande mudança na sua identidade. A partir de agora, passará a se chamar DexCo. A ideia é criar um nome que faz jus ao conglomerado em que se tornou a companhia, com atuação em diversos segmentos. Já o nome Duratex vem desde a fundação da empresa, há 70 anos, e se confundia com sua linha de produtos de madeira. Com o novo nome, o ticker das ações negociadas em Bolsa também vai mudar. A partir de 19 de agosto, será DXCO3 em vez de DTEX3.

O Credit mantém recomendação outperform para a empresa, por acreditar que ela é sua principal beneficiária do que espera que seja um ciclo de construção no Brasil que deve adicionar entre R$ 2 e R$ 2,5 por ação da empresa. O banco diz que a razão entre dívida líquida e lucro Ebitda está em 1,2 vez, e que pode cair a 0,8 vez em 2021, segundo suas estimativas. Isso deve manter o balanço da empresa apto para executar seu ciclo de investimentos de R$ 2,5 bilhões. O banco mantém preço-alvo de R$ 27 para o ativo.

A MRV teve crescimento no volume de lançamentos e vendas no segundo trimestre, refletindo o ambiente de expansão forte da construção civil no país, mas viu uma queda na geração de caixa no período, com pressão de custos com matérias-primas e mudanças no repasse de recursos da Caixa Econômica.

A companhia anunciou nesta quinta-feira que seu lançamentos de abril a junho somaram R$ 2,40 bilhões em valor geral de vendas (VGV), alta 5,4% sobre um ano antes. As vendas totalizaram R$ 2,065 bilhões, aumento de 13,7% no comparativo anual. Segundo a MRV, seu processo de vendas garantidas, no qual as vendas só são registradas quando o comprador apresenta o financiamento bancário, fez com que parte das vendas não fosse lançada dentro do trimestre.

No período, as vendas garantidas da MRV, que na prática eliminam a chance de distrato, representaram 77% do total. Quase 2,5 mil imóveis vendidos no período não entraram na conta devido à falta da garantia de financiamento.

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A MRV decidiu dar sequência à estocagem de parte da matéria- prima para suas obras, para evitar interrupções no fornecimento, o que resultou em consumo de caixa, que foi de 700 mil reais, após geração positiva de R$ 68,3 milhões um ano antes.

O Credit avalia os dados da MRV como positivos e dentro de suas expectativas. O banco projeta que as margens devem continuar sob pressão, e diz não ver sinais de quando a alta dos preços vai desacelerar. Assim, mantém avaliação neutra.

O Itaú BBA avaliou os dados da MRV como positivos, ressaltando os recordes em lançamentos e vendas, impulsionados pela subsidiária AHS. Por outro lado, ressaltou a queima de caixa. O banco mantém avaliação outperform e preço-alvo para 2021 em R$ 20,2 para a MRV, frente à cotação de R$ 16,5 de quinta.

A Eztec anunciou na quinta-feira que teve vendas líquidas de R$ 284,7 milhões no segundo trimestre, alta de 20,7% sobre o desempenho dos três primeiros meses do ano e mais que o dobro em relação ao vendido no mesmo período do ano passado.

A empresa apurou também um salto nos lançamentos, com o equivalente a R$ 928 milhões no segundo trimestre, ante R$ 28 milhões nos três primeiros meses do ano, ou alta de 3.200%, e praticamente zero no mesmo período do ano passado. O total lançado de abril a junho deste ano corresponde a dois empreendimentos de alto padrão.

“Uma vez que o governo do Estado de São Paulo, em relação à pandemia, retrocedeu da fase vermelha para a fase de transição, os plantões de vendas retornaram às suas atividades presenciais desde o dia 18 de abril, viabilizando a retomada de lançamentos”, afirmou a companhia na prévia operacional.

Os distratos fecharam o trimestre na casa dos R$ 39 milhões, “volume ligeiramente superior que o trimestre anterior. Cabe reforçar que 40% dos distratos se refere a downgrades, upgrades ou transferências”, afirmou a empresa.

O Credit Suisse avalia que a Eztec teve resultados positivos quanto a lançamentos, mas com vendas ainda lentas devido ao “timing” dos lançamentos. O banco diz que a empresa parece estar preparada para acelerar os lançamentos, o que encara como positivo, já que o mercado se tornou mais cauteloso quanto à empresa após a divulgação de sua diretriz. O banco se diz, no entanto, preocupado com a concentração de lançamentos em São Paulo prevista para o segundo trimestre, e pela possibilidade de que a inflação continue a pressionar as margens. Assim, mantém avaliação neutra (perspectiva de valorização dentro da média do mercado) para a empresa.

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O Itaú BBA avaliou os resultados da Eztec como neutros, com um ritmo de vendas de estoques “decente”, mas com vendas consolidadas afetadas pela concentração de lançamentos no final de junho. O banco ressalta que a empresa divulgou seu plano de lançamentos, com PSV de R$ 1,3 bilhão. O Itaú mantém recomendação outperform para a Eztec, com preço-alvo para 2021 em R$ 48.

A Tenda lançou 20 empreendimentos no segundo trimestre de 2021, totalizando o recorde de R$ 986 milhões, ou alta de 56% na base anual.

As vendas brutas no período chegaram a outro recorde, de R$ 959 milhões, alta de 39,1% na base anual e avanço de 18,1% na comparação trimestral.

A velocidade de vendas (VSO) atingiu também o patamar histórico de 38,3%. As vendas brutas no primeiro semestre totalizaram R$ 1,8 bilhão, alta de 44% frente 2020.

“A Tenda apresentou mais um trimestre positivo com volume recorde de lançamentos e de vendas, o que reforça nossa visão de resiliência do segmento de baixa renda e ganho de participação de mercado no programa Casa Verde e Amarela das grandes incorporadoras”, aponta a XP, reiterando recomendação de compra e preço-alvo de R$ 38 por ação.

O Credit avalia os dados da Tenda como “fortes”, com velocidade recorde de vendas e alta de 3% no preço médio na comparação trimestral, e de 6% na anual, o que deve ofuscar parcialmente o efeito da inflação. Mas o banco diz que a pressão inflacionária deve limitar o potencial de valorização dos papéis.

O Itaú BBA avalia os resultados da Tenda como positivos, ressaltando que este é o melhor trimestre da empresa em termos de lançamentos e vendas, em meio a um momento operacional sólido. O banco mantém avaliação outperform para a Tenda, e preço-alvo para 2021 em R$ 40,1, frente à cotação de R$ 25,07 de quinta.

A Via, antiga Via Varejo, comunicou nesta sexta-feira que recebeu aprovação final do Banco Central da licença de funcionamento da BNQI Sociedade de Crédito Direto (SCD), o que deve ampliar a oferta de serviços na sua plataforma de soluções financeiras.

“A autorização de atuação como SCD é transformacional para a Via, pois amplia de forma relevante o mercado endereçável de atuação, para um mercado muito além do varejo”, afirmou a empresa em comunicado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Além do tradicional crediário, o BNQI SCD poderá realizar, entre outras, operações de empréstimos e de financiamentos aos clientes e parceiros por plataforma eletrônica. A empresa também considera que o BNQI SCD será uma importante alavanca para fidelização dos parceiros do seu marketplace, passando a oferecer serviços como financiamento para capital de giro, entre outros.

A Embraer assinou um acordo de longo prazo para o Programa Pool com a CommutAir, operadora da United Express, para apoiar a frota de jatos ERJ 145 da companhia aérea.

O novo contrato, de acordo com a empresa brasileira, inclui cobertura total de reparação de componentes e peças, bem como acesso a um grande estoque de componentes no centro de distribuição da Embraer em Fort Lauderdale, na Flórida (EUA).

Com um total de 168 aeronaves sob arrendamento, a CommutAir possui a maior frota ERJ 145 no mundo, que recentemente se tornou a única parceira regional a operar a aeronave para a United Airlines.

Atualmente, o Programa Pool atende mais de 50 companhias aéreas em todo o mundo.

Cruzeiro do Sul (CSED3)

A Cruzeiro do Sul anunciou na quinta-feira a compra do grupo universitário Moura Lacerda por R$ 54 milhões, valor que será pago em cinco anos.

Criado há quase um século, a Moura Lacerda tem sede em Ribeirão Preto (SP) e uma carteira de três mil alunos da educação básica à pós-graduação, com cursos superiores nas áreas de Engenharia, Medicina Veterinária, Arquitetura e Direito, informou a Cruzeiro do Sul em fato relevante.

A Méliuz precificou o follow on, ou oferta subsequente, a R$ 57 por ação, ou desconto de 4,4% em relação ao preço de fechamento da véspera, a R$ 59,60. A empresa levantou R$ 427,5 milhões com a distribuição primária, enquanto os acionistas vendedores captaram R$ 727,7 milhões, com a distribuição de 12,77 milhões de ações.

Os recursos com a oferta primária serão utilizados para ampliação da fatia da empresa em marketplace e serviços financeiros, além de potenciais aquisições de empresas consideradas estratégicas.

Os credores da mineradora Samarco, joint venture da brasileira Vale com o grupo anglo-australiano BHP, apresentaram na quinta-feira uma objeção à proposta de recuperação judicial apresentada pela empresa, segundo documento judicial visto pela agência internacional de notícias Reuters.

No documento, os credores afirmaram que o principal objetivo do plano proposto é proteger as gigantes da mineração donas da Samarco e reduzir os pagamentos futuros aos detentores de títulos e credores. Eles rejeitaram a oferta da Samarco de um desconto de 85% no valor a ser pago aos maiores credores da companhia, incluindo os acionistas Vale e BHP, que têm R$ 24 bilhões a receber da joint venture.

A Sinqia, provedora de tecnologia para o sistema financeiro, comunicou que o Torq Ventures, seu programa de
corporate venture capital, assinou contrato para investimento na Celcoin Pagamentos.

A companhia destaca que a Celcoin é pioneira no conceito de open finance no Brasil, e atende mais de 170 clientes
incluindo bancos digitais, fintechs, programas de fidelidade e varejistas. “A Celcoin apresenta um posicionamento estratégico único e um potencial de crescimento enorme, impulsionado pela expansão na oferta de serviços financeiros no Brasil, e viu seu volume de transações crescer 4 vezes nos últimos 12 meses. Mensalmente, 8 milhões de pessoas transacionam mais de R$ 1,5 bilhão na plataforma”, ressalta.

Esse é o primeiro investimento direto minoritário anunciado pelo Torq Ventures, lançado em janeiro. O aporte de R$ 15 milhões compôs uma rodada de R$ 55 milhões, que contou com a liderança do Torq Ventures e co-investimentos do boostLAB e a Vox Capital. Os recursos serão destinados à obtenção de licenças perante o Banco Central e à expansão das
operações da Celcoin.

A Sinqia informou que tem como objetivos nesse investimento (i) reforçar sua estratégia de open finance; (ii) se posicionar no mercado de infraestrutura para bancos digitais e fintechs; (iii) explorar sinergias comerciais, distribuindo as soluções da Celcoin na sua base de clientes e viceversa; e (iv) explorar sinergias técnicas, fornecendo softwares para suportar a expansão das operações da Celcoin.

Preços da celulose

O Morgan Stanley publicou uma avaliação sobre os preços da celulose. Os preços da celulose de fibra curta (BHKP na sigla em inglês) na China cotados na Foex caíram US$ 58,14 por tonelada em uma semana, a US$ 684,85 por tonelada. Os preços da celulose de fibra longa branqueada do norte (NBSK na sigla em inglês) recuaram US$ 12,31 por tonelada em uma semana, a US$ 874,65 por tonelada.

Segundo a Risi, um grande produtor brasileiro de celulose branqueada de eucalipto (BEK na sigla em inglês) está negociando uma redução substancial nos preços para os pedidos de julho. O preço pode atingir entre US$ 660 e US$ 690 por tonelada, uma queda frente ao patamar de entre US$ 760 e US$ 780 por tonelada pago nos últimos dois meses. A Risi também afirmou que outros fornecedores sul-americanos estão negociando a venda de BEK por entre US$ 660 e US$ 680 por tonelada.

O banco diz esperar que os preços sejam menores entre o segundo semestre de 2021, já que o terceiro trimestre é sazonalmente mais fraco para a demanda, e novos projetos começarão a funcionar no quarto trimestre de 2021. A capacidade adicional deve impactar o sentimento do mercado e as negociações, levando a ajustes para baixo em suas previsões.

(com Estadão Conteúdo e Reuters)

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Méliuz precifica follow-on a R$ 57 por ação, prévias operacionais de MRV, EzTec e Tenda; Cruzeiro do Sul faz aquisição e mais

SÃO PAULO – Em destaque no radar corporativo, a Méliuz precificou as suas ações a R$ 57 em follow-on, a Duratex anunciou investimentos e mudanças na sua marca, enquanto o Cruzeiro do Sul comunicou a compra do grupo universitário Moura Lacerda por R$ 54 milhões, valor que será pago em cinco anos.

Já três companhias divulgaram prévias operacionais do segundo trimestre de 2021. A MRV anunciou que seus lançamentos de abril a junho somaram R$ 2,40 bilhões em valor geral de vendas (VGV), alta 5,4% sobre um ano antes. Já a construtora Eztec informou que teve vendas líquidas de R$ 284,7 milhões no segundo trimestre, alta de 20,7% sobre o desempenho dos três primeiros meses do ano e mais que o dobro em relação ao vendido no mesmo período do ano passado. A Tenda, por sua vez, registrou lançamentos de 20 empreendimentos, totalizando o recorde de R$ 986 milhões (alta de 56% na base anual).

Confira os destaques:

Elétricas

Às 11h, é realizado na B3, o leilão de privatização onde o Governo do Estado do Rio Grande do Sul deve vender sua participação de 66% na CEEE Transmissão pelo valor mínimo de R$ 1,7 bilhão.

A XP aponta que, de acordo com o noticiário, CPFL, CTEEP, Taesa, Alupar e os fundos de pensão CPPIB e CDPQ devem participar do leilão, portanto a competição deve ser alta.

“Apesar de ser um ativo importante (aproximadamente R$ 870 milhões de RAP, a Receita Anual Permitida) enxergamos retornos limitados mesmo no valor mínimo. Para encontrar valor na aquisição, o comprador deverá assumir ganhos de eficiência relevantes. Estimamos a participação do Estado do Rio Grande do Sul na CEEE Transmissão em R$ 1,75 bilhão sem assumir ganhos de eficiência”, aponta.

Partidos de oposição protocolaram uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para derrubar a lei que permite a privatização da Eletrobras. A Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) é assinada por PSB, PSOL, Rede, PT, PDT e PCdoB e pede a “imediata suspensão da eficácia” da proposta, que foi sancionada pela Presidência da República na última terça-feira, dia 13. O documento pede também que o STF impeça a prática de quaisquer atos voltados ao processo de desestatização da estatal até que haja decisão definitiva de mérito da corte.

A oposição destaca que a privatização não poderia ter sido tratada por meio de medida provisória, pois se trata de matéria “técnica e complexa” e que demanda aprofundamento deliberativo. Os partidos mencionam que o relatório foi aprovado com diversas propostas estranhas ao texto original, conhecidas como “jabutis”, são “flagrante contrabando legislativo”.

“O Executivo propôs a privatização da Eletrobras, uma questão de natureza técnica e complexa, a demandar aprofundamento deliberativo, por meio de medida provisória. O intuito foi esquivar-se do devido processo para a edição de leis ordinárias, não tendo-se comprovado a caracterização do requisito da urgência a justificar a utilização do instrumento excepcional”, diz o documento. “Ainda, na conversão da medida provisória em lei, o Congresso Nacional, por meio de diversas emendas, inseriu no texto legal uma série de matérias estranhas à privatização da Eletrobras, o que caracteriza flagrante contrabando legislativo.” Veja mais clicando aqui. 

Duratex (DTEX3), agora DexCo

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A fabricante de materiais de construção Duratex, dona de marcas tradicionais como Deca, Hydra, Portinari e Durafloor, anunciou na quinta um grandioso plano de investimentos de R$ 2,5 bilhões para o período de 2021 a 2025, visando expandir sua capacidade de produção de painéis de madeira, revestimentos cerâmicos, louças e metais sanitários.

A companhia também anunciou uma grande mudança na sua identidade. A partir de agora, passará a se chamar DexCo. A ideia é criar um nome que faz jus ao conglomerado em que se tornou a companhia, com atuação em diversos segmentos. Já o nome Duratex vem desde a fundação da empresa, há 70 anos, e se confundia com sua linha de produtos de madeira. Com o novo nome, o ticker das ações negociadas em Bolsa também vai mudar. A partir de 19 de agosto, será DXCO3 em vez de DTEX3.

O Credit mantém recomendação outperform para a empresa, por acreditar que ela é sua principal beneficiária do que espera que seja um ciclo de construção no Brasil que deve adicionar entre R$ 2 e R$ 2,5 por ação da empresa. O banco diz que a razão entre dívida líquida e lucro Ebitda está em 1,2 vez, e que pode cair a 0,8 vez em 2021, segundo suas estimativas. Isso deve manter o balanço da empresa apto para executar seu ciclo de investimentos de R$ 2,5 bilhões. O banco mantém preço-alvo de R$ 27 para o ativo.

A MRV teve crescimento no volume de lançamentos e vendas no segundo trimestre, refletindo o ambiente de expansão forte da construção civil no país, mas viu uma queda na geração de caixa no período, com pressão de custos com matérias-primas e mudanças no repasse de recursos da Caixa Econômica.

A companhia anunciou nesta quinta-feira que seu lançamentos de abril a junho somaram R$ 2,40 bilhões em valor geral de vendas (VGV), alta 5,4% sobre um ano antes. As vendas totalizaram R$ 2,065 bilhões, aumento de 13,7% no comparativo anual. Segundo a MRV, seu processo de vendas garantidas, no qual as vendas só são registradas quando o comprador apresenta o financiamento bancário, fez com que parte das vendas não fosse lançada dentro do trimestre.

No período, as vendas garantidas da MRV, que na prática eliminam a chance de distrato, representaram 77% do total. Quase 2,5 mil imóveis vendidos no período não entraram na conta devido à falta da garantia de financiamento.

A MRV decidiu dar sequência à estocagem de parte da matéria- prima para suas obras, para evitar interrupções no fornecimento, o que resultou em consumo de caixa, que foi de 700 mil reais, após geração positiva de R$ 68,3 milhões um ano antes.

O Credit avalia os dados da MRV como positivos e dentro de suas expectativas. O banco projeta que as margens devem continuar sob pressão, e diz não ver sinais de quando a alta dos preços vai desacelerar. Assim, mantém avaliação neutra.

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O Itaú BBA avaliou os dados da MRV como positivos, ressaltando os recordes em lançamentos e vendas, impulsionados pela subsidiária AHS. Por outro lado, ressaltou a queima de caixa. O banco mantém avaliação outperform e preço-alvo para 2021 em R$ 20,2 para a MRV, frente à cotação de R$ 16,5 de quinta.

A Eztec anunciou na quinta-feira que teve vendas líquidas de R$ 284,7 milhões no segundo trimestre, alta de 20,7% sobre o desempenho dos três primeiros meses do ano e mais que o dobro em relação ao vendido no mesmo período do ano passado.

A empresa apurou também um salto nos lançamentos, com o equivalente a R$ 928 milhões no segundo trimestre, ante R$ 28 milhões nos três primeiros meses do ano, ou alta de 3.200%, e praticamente zero no mesmo período do ano passado. O total lançado de abril a junho deste ano corresponde a dois empreendimentos de alto padrão.

“Uma vez que o governo do Estado de São Paulo, em relação à pandemia, retrocedeu da fase vermelha para a fase de transição, os plantões de vendas retornaram às suas atividades presenciais desde o dia 18 de abril, viabilizando a retomada de lançamentos”, afirmou a companhia na prévia operacional.

Os distratos fecharam o trimestre na casa dos R$ 39 milhões, “volume ligeiramente superior que o trimestre anterior. Cabe reforçar que 40% dos distratos se refere a downgrades, upgrades ou transferências”, afirmou a empresa.

O Credit Suisse avalia que a Eztec teve resultados positivos quanto a lançamentos, mas com vendas ainda lentas devido ao “timing” dos lançamentos. O banco diz que a empresa parece estar preparada para acelerar os lançamentos, o que encara como positivo, já que o mercado se tornou mais cauteloso quanto à empresa após a divulgação de sua diretriz. O banco se diz, no entanto, preocupado com a concentração de lançamentos em São Paulo prevista para o segundo trimestre, e pela possibilidade de que a inflação continue a pressionar as margens. Assim, mantém avaliação neutra (perspectiva de valorização dentro da média do mercado) para a empresa.

O Itaú BBA avaliou os resultados da Eztec como neutros, com um ritmo de vendas de estoques “decente”, mas com vendas consolidadas afetadas pela concentração de lançamentos no final de junho. O banco ressalta que a empresa divulgou seu plano de lançamentos, com PSV de R$ 1,3 bilhão. O Itaú mantém recomendação outperform para a Eztec, com preço-alvo para 2021 em R$ 48.

A Tenda lançou 20 empreendimentos no segundo trimestre de 2021, totalizando o recorde de R$ 986 milhões, ou alta de 56% na base anual.

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As vendas brutas no período chegaram a outro recorde, de R$ 959 milhões, alta de 39,1% na base anual e avanço de 18,1% na comparação trimestral.

A velocidade de vendas (VSO) atingiu também o patamar histórico de 38,3%. As vendas brutas no primeiro semestre totalizaram R$ 1,8 bilhão, alta de 44% frente 2020.

“A Tenda apresentou mais um trimestre positivo com volume recorde de lançamentos e de vendas, o que reforça nossa visão de resiliência do segmento de baixa renda e ganho de participação de mercado no programa Casa Verde e Amarela das grandes incorporadoras”, aponta a XP, reiterando recomendação de compra e preço-alvo de R$ 38 por ação.

O Credit avalia os dados da Tenda como “fortes”, com velocidade recorde de vendas e alta de 3% no preço médio na comparação trimestral, e de 6% na anual, o que deve ofuscar parcialmente o efeito da inflação. Mas o banco diz que a pressão inflacionária deve limitar o potencial de valorização dos papéis.

O Itaú BBA avalia os resultados da Tenda como positivos, ressaltando que este é o melhor trimestre da empresa em termos de lançamentos e vendas, em meio a um momento operacional sólido. O banco mantém avaliação outperform para a Tenda, e preço-alvo para 2021 em R$ 40,1, frente à cotação de R$ 25,07 de quinta.

A Via, antiga Via Varejo, comunicou nesta sexta-feira que recebeu aprovação final do Banco Central da licença de funcionamento da BNQI Sociedade de Crédito Direto (SCD), o que deve ampliar a oferta de serviços na sua plataforma de soluções financeiras.

“A autorização de atuação como SCD é transformacional para a Via, pois amplia de forma relevante o mercado endereçável de atuação, para um mercado muito além do varejo”, afirmou a empresa em comunicado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Além do tradicional crediário, o BNQI SCD poderá realizar, entre outras, operações de empréstimos e de financiamentos aos clientes e parceiros por plataforma eletrônica. A empresa também considera que o BNQI SCD será uma importante alavanca para fidelização dos parceiros do seu marketplace, passando a oferecer serviços como financiamento para capital de giro, entre outros.

A Embraer assinou um acordo de longo prazo para o Programa Pool com a CommutAir, operadora da United Express, para apoiar a frota de jatos ERJ 145 da companhia aérea.

O novo contrato, de acordo com a empresa brasileira, inclui cobertura total de reparação de componentes e peças, bem como acesso a um grande estoque de componentes no centro de distribuição da Embraer em Fort Lauderdale, na Flórida (EUA).

Com um total de 168 aeronaves sob arrendamento, a CommutAir possui a maior frota ERJ 145 no mundo, que recentemente se tornou a única parceira regional a operar a aeronave para a United Airlines.

Atualmente, o Programa Pool atende mais de 50 companhias aéreas em todo o mundo.

Cruzeiro do Sul (CSED3)

A Cruzeiro do Sul anunciou na quinta-feira a compra do grupo universitário Moura Lacerda por R$ 54 milhões, valor que será pago em cinco anos.

Criado há quase um século, a Moura Lacerda tem sede em Ribeirão Preto (SP) e uma carteira de três mil alunos da educação básica à pós-graduação, com cursos superiores nas áreas de Engenharia, Medicina Veterinária, Arquitetura e Direito, informou a Cruzeiro do Sul em fato relevante.

A Méliuz precificou o follow on, ou oferta subsequente, a R$ 57 por ação, ou desconto de 4,4% em relação ao preço de fechamento da véspera, a R$ 59,60. A empresa levantou R$ 427,5 milhões com a distribuição primária, enquanto os acionistas vendedores captaram R$ 727,7 milhões, com a distribuição de 12,77 milhões de ações.

Os recursos com a oferta primária serão utilizados para ampliação da fatia da empresa em marketplace e serviços financeiros, além de potenciais aquisições de empresas consideradas estratégicas.

Os credores da mineradora Samarco, joint venture da brasileira Vale com o grupo anglo-australiano BHP, apresentaram na quinta-feira uma objeção à proposta de recuperação judicial apresentada pela empresa, segundo documento judicial visto pela agência internacional de notícias Reuters.

No documento, os credores afirmaram que o principal objetivo do plano proposto é proteger as gigantes da mineração donas da Samarco e reduzir os pagamentos futuros aos detentores de títulos e credores. Eles rejeitaram a oferta da Samarco de um desconto de 85% no valor a ser pago aos maiores credores da companhia, incluindo os acionistas Vale e BHP, que têm R$ 24 bilhões a receber da joint venture.

A Sinqia, provedora de tecnologia para o sistema financeiro, comunicou que o Torq Ventures, seu programa de
corporate venture capital, assinou contrato para investimento na Celcoin Pagamentos.

A companhia destaca que a Celcoin é pioneira no conceito de open finance no Brasil, e atende mais de 170 clientes
incluindo bancos digitais, fintechs, programas de fidelidade e varejistas. “A Celcoin apresenta um posicionamento estratégico único e um potencial de crescimento enorme, impulsionado pela expansão na oferta de serviços financeiros no Brasil, e viu seu volume de transações crescer 4 vezes nos últimos 12 meses. Mensalmente, 8 milhões de pessoas transacionam mais de R$ 1,5 bilhão na plataforma”, ressalta.

Esse é o primeiro investimento direto minoritário anunciado pelo Torq Ventures, lançado em janeiro. O aporte de R$ 15 milhões compôs uma rodada de R$ 55 milhões, que contou com a liderança do Torq Ventures e co-investimentos do boostLAB e a Vox Capital. Os recursos serão destinados à obtenção de licenças perante o Banco Central e à expansão das
operações da Celcoin.

A Sinqia informou que tem como objetivos nesse investimento (i) reforçar sua estratégia de open finance; (ii) se posicionar no mercado de infraestrutura para bancos digitais e fintechs; (iii) explorar sinergias comerciais, distribuindo as soluções da Celcoin na sua base de clientes e viceversa; e (iv) explorar sinergias técnicas, fornecendo softwares para suportar a expansão das operações da Celcoin.

(com Estadão Conteúdo e Reuters)

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