México reitera proibição para transações com criptomoedas no país

O México reiterou nesta segunda-feira que instituições financeiras do país estão proibidas de realizar transações com criptomoedas. Em comunicado emitido em conjunto pelo Banco do México (Banxico), o Ministério da Fazenda do país e outras autoridades, bitcoin, Ether e XRP, entre outros, são descritos como ativos virtuais por meio dos quais as instituições não podem oferecer serviços.

“Os ativos virtuais não constituem curso legal no México nem são moedas no âmbito do atual quadro jurídico”, diz o comunicado.

De acordo com o documento, as instituições financeiras que realizarem ou oferecerem operações com “ativos virtuais” sem autorização incorrerão em violações dos regulamentos e estarão sujeitas às sanções aplicáveis.

O comunicado afirma que os ativos têm um valor muito volátil, e indica que as criptomoedas são consideradas especulativas. “Embora possam ser negociados, eles não cumprem com as funções do dinheiro, visto que sua aceitação como meio de pagamento é limitada e não são um bem de reserva ou referência de valor”, diz o documento.

A publicação vem em meio às tramitações em El Salvador, um país próximo ao México, para a aceitação do bitcoin como moeda de curso legal.

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Brasil X México: presidentes populistas desorientam investidores

NOVA YORK (Reuters) – Quando um populista de esquerda e um parlamentar de direita assumiram o poder das duas maiores economias da América Latina, investidores acharam que sabiam quem iria lhes mostrar o dinheiro.

Mas mais de dois anos e uma pandemia custosa mais tarde, investidores desiludidos estão ocupados em trocar um Brasil que chegou a prometer reformas e privatizações persuasivas por um México que se espera vá se beneficiar de uma recuperação econômica dos Estados Unidos.

Os temores dos investidores de que o presidente mexicano, Andrés Manuel López Obrador, esbanjaria para apaziguar a base que lhe deu uma vitória contundente em 2018 ainda não se materializaram, nem as promessas do presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, de otimizar a economia de seu país.

López Obrador “é ‘menos ruim’ do que os investidores esperavam, e o governo Bolsonaro é ‘menos bom’ do que os investidores esperavam”, disse Marshall Stocker, gerente de carteira da Eaton Vance.

Embora a maneira como eles lidam com a pandemia de Covid-19 tenha parecido alinhada em alguns momentos, quando misturaram o negacionismo com a desconfiança da ciência, suas respostas financeiras são acentuadamente diferentes.

Bolsonaro gastou 8,6% adicionais do Produto Interno Bruto (PIB) na resposta, enquanto López Obrador mal desembolsou 0,6% extra do PIB, de acordo com dados do Fundo Monetário Internacional (FMI).

“A leitura de ‘copo meio cheio’ é que o México não se empenhou em nenhuma das diretrizes agressivas de afrouxamento fiscal de seus vizinhos”, disse Patrick Esteruelas, chefe de pesquisa da Emso Asset Management de Nova York.

Isto, somado às esperanças de que um pacote de recuperação econômica de 1,9 trilhão de dólares assinado pelo presidente dos EUA, Joe Biden, estimulará um crescimento forte, está provocando uma mudança no sentimento dos investidores.

Embora os dois países tenham sofrido com uma fuga de investidores estrangeiros em fevereiro, as ações e títulos mexicanos atraíram 355 milhões de dólares nas três primeiras semanas de março, enquanto o Brasil perdeu 465 milhões de dólares, como mostram dados do Instituto de Finanças Internacionais.

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Nesta semana, o FMI elevou a perspectiva de crescimento do PIB do México em 2021 em 0,7 ponto percentual e o estimou em 5,0%, enquanto elevou a do Brasil em apenas 0,1 ponto, a 3,7%.

A diferença a favor do México tem sido sustentada pela situação da Covid-19 no Brasil, que se tornou o epicentro mundial da pandemia.

“Bolsonaro perdeu o suporte de grande parte da comunidade empresarial, da maioria da população e do alto escalão das Forças Armadas”, disse a diretora-gerente da TS Lombard, Elizabeth Johnson.

A disputa sobre o Orçamento ainda azedou as relações entre o Executivo e o Congresso, completou ela.

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BlackRock eleva cautela com Brasil e vê desafios à retomada

(Getty Images)

(Bloomberg) — A BlackRock, maior gestora de recursos do mundo, está mais cautelosa com as ações brasileiras em meio ao riscos crescentes à recuperação econômica.

A BlackRock passou a ficar “underweight” (com exposição abaixo da média) em Brasil neste ano e está mais seletiva, disse Ed Kuczma, gestor que administra cerca de US$ 1,4 bilhão em ações latino-americanas na empresa. O país lida com uma nova variante mais contagiosa do coronavírus e iniciou as campanhas de vacinação com algum atraso. Recentemente, o cenário deteriorado da pandemia fez com que alguns estados endurecessem medidas de isolamento social.

“Começamos 2021 com muito otimismo sobre a retomada econômica global, mas vejo a atividade desafiada na região”, disse Kuczma, em entrevista. “O Brasil tem uma série de desafios, incluindo uma segunda variante do vírus com uma propagação muito rápida e alguma dificuldade para levar as vacinas aos lugares certos. Isso está pesando sobre as perspectivas de reabertura.”

O número total de casos no Brasil ultrapassou a marca de 12 milhões nesta semana, enquanto as mortes diárias por Covid-19 superaram 3.000 pela primeira vez nesta terça-feira. O índice MSCI Brazil acumula queda de mais de 10% neste ano, contra um recuo de 6,8% para o MSCI Emerging Markets Latin America.

Kuczma, que estava “overweight” em Brasil no fim de 2020, também mencionou um cenário fiscal mais frágil após o país ter sido um dos emergentes que mais gastaram para combater o impacto da pandemia. A perspectiva de mais gastos pressionou os ativos locais, levando o dólar para acima dos R$ 5,80 no começo do mês. Para combater a inflação, o Banco Central elevou a taxa Selic em 0,75 ponto percentual em sua última reunião, para 2,75%.

“Mesmo após o tom mais agressivo do BC mostrar que ele vai defender a moeda, a dinâmica da inflação preocupa”, disse.

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Entre as ações brasileiras, ele vê oportunidades no setor de saúde e em empresas que estão empenhadas em iniciativas ESG, incluindo alguns nomes no setor de papel e celulose.

Uma distribuição bem-sucedida de vacinas aliviaria muita da preocupação com o país, disse Kuczma. Em meio à pressão crescente de aliados e do setor empresarial, o presidente Jair Bolsonaro adotou um tom mais favorável à vacinação e discutiu em reunião com outros poderes uma resposta mais coordenada contra a pandemia.

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A BlackRock está “overweight” no Chile e no México. Kuczma gosta dos bancos chilenos e disse que as varejistas devem se beneficiar de uma reabertura relativamente mais rápida – o Chile administrou cerca de 45 vacinas para cada 100 habitantes, contra 8 no Brasil. Ele vê espaço para uma revisão positiva nas estimativas de lucros.

No México, Kuczma tem favorecido o setor imobiliário e aeroportos. O país tem atraído apostas otimistas em meio à aceleração da economia em seu vizinho do norte e por conta de sua posição fiscal mais forte.

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JPMorgan reduz exposição ao Brasil de overweight para neutro em seu portfólio na América Latina; México é elevado

(Getty Images)

SÃO PAULO – O banco JPMorgan reduziu a exposição em ações brasileiras de overweight (acima da média do mercado) para neutra em seu portfólio da América Latina, enquanto elevou exposição no México para overweight.

“Embora reconheçamos que os ativos estão negociando relativamente a múltiplos baixos e que podem negociar a patamares acima uma vez que o ritmo da vacinação aumenta, não temos uma opinião forte sobre uma recomendação direcional, considerando a alta volatilidade esperada daqui para frente devido ao início muito prematuro do debate presidencial de 2022 e com a piora da inflação e da dinâmica do emprego, esta última devido à escalada da pandemia”, afirmam os estrategistas do banco.

Além disso, os três catalisadores de curto prazo que o banco identificou após os eventos recentes com a Petrobras (PETR3;PETR4) – de maior interferência política com a saída de Roberto Castello Branco do cargo – têm se desenvolvido em diferentes níveis: vacinas (em andamento como esperado), reformas (diluídas, com dúvidas sobre futuros avanços) e real mais forte (a ser observado assim que o ciclo de alta da taxa de juros começar, provavelmente nesta quarta-feira com um aumento de 50 pontos-base na Selic, para 2,5% ao ano).

O JP reduziu sua exposição em Petrobras e em Itaúsa (ITSA4), enquanto elevou a sua exposição em duas ações mexicanas, GCC e Gruma.

De acordo com os estrategistas, as recentes revisões altistas do banco para o PIB dos EUA (expectativa de alta de 6,2%) são um bom presságio para o México (expectativa de alta da atividade econômica em 5,6%, com viés de alta).

O estímulo fiscal dos EUA deve acabar resultando em maiores remessas ao México (que aumentaram 11% em 2020, chegando a 3,8% do PIB) e forte desempenho das exportações e da produção industrial. Além disso, os estrategistas destacam as políticas fiscal e monetária relativamente sólida (o JP espera taxas estáveis ​​em 2021), juntamente com EUA mais fortes, devem manter o peso mexicano a patamares estáveis, apesar do dólar ainda forte e dos impactos da pandemia.

O dólar mais alto tende a reduzir a atratividade de países com beta mais alto, como o Brasil, que foi a base do rebaixamento do Brasil na carteira de emergentes), avalia o JPMorgan.

“O risco político, que sempre é uma questão que assombra nossa visão do México, está inegavelmente presente em praticamente todos os países da região. Embora o Chile tenha sido considerado para uma possível atualização, achamos que o mercado está a um bom patamar no país”, destacam. Assim, as recomendações para a América Latina são de overweight para o México, neutro em Brasil e Chile e underweight (exposição abaixo da média) para Peru, Colômbia e Argentina.

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Braskem Idesa está perto de acordo sobre gás com governo mexicano

(Bloomberg) — A Braskem Idesa SAPI está perto de fechar um acordo nesta semana com o governo mexicano sobre o contrato de fornecimento de gás natural para o complexo Etileno XXI, segundo uma pessoa com conhecimento do assunto.

O abastecimento para a petroquímica – uma parceria entre a Braskem (BRKM5) e o Grupo Idesa SA de CV, do México – foi interrompido em dezembro pela agência mexicana Cenagas, após o presidente Andrés Manuel López Obrador permitir que o contrato expirasse.

A renovação do contrato desde então se tornou uma moeda de troca em uma batalha mais ampla entre o governo mexicano e a petroquímica sobre o fornecimento de etano pela estatal Petróleos Mexicanos. A Braskem Idesa ainda negocia com a Braskem sobre o fornecimento de etano, disse a pessoa.

Em agosto passado, López Obrador exigiu o fim do contrato de fornecimento de etano. Embora o contrato permaneça em vigor, o presidente não desistiu da ameaça.

Um porta-voz da Braskem Idesa não quis comentar.

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Presidente do Citi na América Latina vê chance de volta de conflitos sociais na região

(Shutterstock)

(Bloomberg) — Mais repercussões da pandemia da Covid-19 estão reservadas para a América Latina, incluindo a possibilidade de aumento do desemprego e da volta de conflitos sociais, disse o presidente do Citigroup para a região.

Muitas empresas no México, por exemplo, “não ajustaram sua força de trabalho ao novo nível de demanda”, exceto nos setores de turismo e aviação, disse Ernesto Torres Cantú em entrevista virtual com jornalistas da Bloomberg. Esses cortes de empregos provavelmente ocorrerão no próximo ano, disse ele.

Em outros países, a crise decorrente da Covid-19 intensificou problemas que já vinham se agravando. “Tivemos conflitos sociais no Chile, Colômbia, Equador, Haiti”, disse ele. “E a pandemia torna mais agudos os motivos dessas manifestações, com a crescente desigualdade, então podemos ver um ressurgimento disso.”

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A economia da América Latina provavelmente sofrerá mais do que a de muitas outras regiões com a pandemia, já que a demanda por commodities diminui e as medidas de estímulo de governos têm sido insuficientes em muitos países. O Produto Interno Bruto da região deve encolher cerca de 6,5% este ano, com o México tendo uma queda ainda maior, de 10%, de acordo com dados compilados pela Bloomberg. Isso se compara à contração de 3,9% que os economistas prevêem para a economia global.

Em resposta, o Citigroup está estendendo prazos para pagamentos de dívida e aumentando as reservas no México, de acordo com Torres Cantú. Ele disse que o Citigroup espera uma taxa de inadimplência mais alta em empréstimos de pessoas físicas no primeiro semestre do próximo ano.

Segundo Torres Cantú, as medidas de estímulo fiscal do governo do México representam menos de 0,1% do PIB do país, um nível que está “penalizando” a economia.

“É bom ter disciplina fiscal, e isso quase sempre é verdade – exceto durante uma pandemia”, disse Torres Cantú, que foi presidente do Citibanamex, subsidiária do Citi no México, de 2014 até assumir como presidente da América Latina no ano passado no lugar de Jane Fraser. Ela foi primeiro promovida a presidente e chefe do banco de consumo global e assumirá como presidente executiva global do Citigroup em fevereiro.

O Citigroup aumentou as provisões para perdas com empréstimos em duas vezes o exigido por lei no México e reduziu os empréstimos, disse Torres Cantú. O banco detém uma participação de mercado de cerca de 40% em cartões de crédito no país, único lugar da América Latina onde o Citi permanece no varejo, pois tem “a escala necessária para competir”, segundo Torres Cantú.

Muitos analistas defendem que o Citigroup venda suas operações no México, onde possui a maior rede de agências: 1.406 locais contra 687 nos EUA. O banco está chegando ao fim de um plano de quatro anos para investir US$ 1 bilhão em seus negócios por lá.

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Já os bancos corporativos e de investimento do Citigroup na América Latina estão apresentando um bom desempenho, porque as grandes empresas têm “dinâmicas diferentes”, disse Torres Cantú.

“Elas entraram na crise com balanços sólidos e terão muitas oportunidades de aquisições de médias e pequenas empresas que não aguentarão muito tempo com a crise do jeito que está”, disse. Isso deve desencadear uma aceleração nos negócios de assessoria de fusões e aquisições e de banco de investimento como um todo.

O executivo de 56 anos disse que embora a pandemia provavelmente signifique que muitos funcionários continuarão trabalhando em casa, os executivos de banco de investimento sempre precisarão realizar reuniões presenciais com seus clientes.

“Para criar a cultura de uma empresa, para aprender com seu chefe, você precisa de encontros presenciais”, disse Torres Cantú, que começou em 1989 como executivo de banco de investimento no Banamex, o banco mexicano que o Citigroup comprou em 2001. “No Zoom, você termina a reunião e não há conversa, você simplesmente vai para a próxima.”

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México adota cautela com preço de hedge de petróleo em alta

petróleo bomba plataforma índices preços queda baixa óleo (Getty Images)

(Bloomberg) — O México planeja acompanhar de perto os preços antes de fazer seu hedge anual de petróleo para o próximo ano, porque a instabilidade do mercado torna o programa mais caro, disse o secretário da Fazenda, Arturo Herrera.

“É um mercado extraordinariamente volátil”, disse Herrera em entrevista por vídeo na quarta-feira. “Comprar hedge em um mercado extraordinariamente volátil é caro e, portanto, devemos ser cautelosos.”

Os contratos futuros de petróleo em Nova York caíram para US$ 40 negativos em abril, um nível sem precedentes, em meio ao fracasso de um acordo da Opep+ exatamente quando as medidas para conter o vírus destruíam a demanda por petróleo. Desde então, os preços se recuperaram para cerca de US$ 40 o barril.

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Nas últimas duas décadas, o México tem bloqueado a receita de petróleo por meio de opções de venda que adquire de um pequeno grupo de bancos de investimento e petroleiras, no que é considerado o maior acordo anual de petróleo de Wall Street – e o mais bem guardado.

É tão secreto que Herrera não quis dar mais detalhes sobre o acordo, mas seu comentário indicou a possibilidade de o México ainda não ter começado a comprar opções de venda para 2021.

“Nunca dizemos quando começamos, nunca dizemos quando terminamos e, com os preços de agora, é preciso checar algo antes de começar”, disse Herrera.

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Para a Ibiuna, o segredo está no hedge

Rodrigo Azevedo, sócio da gestora Ibiuna (Divulgação)

Se no Coffee & Stocks de ontem ouvimos um gestor que começou mal o ano e mesmo assim conseguiu reverter o cenário, hoje falamos com um que começou 2020 voando, e por isso teve a tranquilidade necessária e a cabeça no lugar para tomar decisões com mais calma.

O convidado desta quarta-feira foi Rodrigo Azevedo, um dos fundadores da Ibiuna Investimentos. Antes de fundar a gestora, Azevedo fez mestrado e doutorado em economia, trabalhou na área de análise do Banco Garantia, atuou três anos como Diretor de Política Monetária do Banco Central e ainda foi sócio da JGP.

Azevedo contou como o Ibiuna Hedge STH alcançou o desempenho de 11% neste primeiro semestre e ainda abriu a carteira do fundo para os quase mil espectadores simultâneos que o assistiam.

O nome “Hedge” não nega a estratégia

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“Começamos o ano com a cabeça construtiva e acreditando que o Brasil voltaria a crescer, mas estávamos preocupados com o valuation das bolsas. Em paralelo a isso, montamos um hedge para a carteira aplicado em Treasuries americanos (títulos do tesouro americano) de dez anos [posição que lucraria caso suas taxas de 10 anos recuassem]. Quando as notícias sobre o coronavírus na Europa começaram a sair, reduzimos a parte de ações brasileiras e ficamos só com o hedge. E isso funcionou muito bem”, contou.

Quem escutou Mário Torós, fundador da Ibiuna ao lado de Azevedo, no episódio 41 do Stock Pickers, gravado no início deste ano, viu que a gestora estava preocupada com o coronavírus e com o nível de preços dos ativos naquela época. Escute o episódio clicando aqui.

A proteção feita na carteira do Ibiuna Hedge fez com que o fundo subisse mais de 3% em março – mês em que a maioria das cotas de fundos ficaram negativas -, dando a tranquilidade necessária para o time tomar decisões com a cabeça no lugar. “Quando o cenário previsto dá errado, você questiona sua capacidade de antecipá-los. A tranquilidade para olhar cenários só acontece quando os seus investidores também estão tranquilos. Ter cabeça tranquila é essencial.”

A avaliação correta do cenário fez com que o fundo não comprasse bolsa após o feriado de Carnaval. Naquele momento, muitos viram oportunidade de compra, mas Azevedo só montou novas posições em em março, aproveitando a entrada massiva dos Bancos Centrais nas economias desenvolvidas.

Carteira

Azevedo acredita que os dados econômicos no mundo todo podem continuar surpreendendo positivamente e por isso tem posições otimistas para ativos de risco. O Ibiuna Hedge STH está comprado em ações globais (Ásia, Europa e EUA), ações brasileiras via índice, NTN-Bs (títulos públicos indexados à inflação) para o caso de a inflação avançar com mais força. Está “short” em dólar apostando na queda da moeda perante uma cesta de outras) e aplicado em juros no México por acreditar que a taxa de juros ainda deve cair por lá.

Confira a Live completa clicando na imagem abaixo.

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O Coffee & Stocks é transmitido todo dia útil ao vivo às 7:15 da manhã no Instagram do Stock Pickers. Ele é apresentado pelo co-criador do Stock Pickers, Thiago Salomão

Tupy vê possível atraso em aquisição e retoma produção no México

(Divulgação)

(Bloomberg) — A fabricante brasileira de componentes de ferro fundido Tupy (TUPY3) se prepara para um potencial atraso na compra do negócio de fundição de ferro da Teksid, subsidiária da FCA.

A conclusão da operação deve ocorrer no mais tardar no começo do primeiro trimestre de 2021, dado que a aprovação por parte dos órgãos reguladores deve levar mais tempo do que o esperado em meio à epidemia de coronavírus, disse Fernando Cestari de Rizzo, presidente da Tupy. A expectativa anterior era de que a operação fosse concluída no segundo semestre de 2020.

A aquisição, anunciada em dezembro do ano passado, foi vista como transformacional por analistas e avaliou o negócio em cerca de 210 milhões de euros. A transação aguarda aprovação de reguladores em países incluindo Brasil, México e Polônia. A FCA não respondeu a um pedido de comentário por e-mail.

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A Tupy já iniciou a retomada de suas operações no México. A planta na cidade de Ramos Arizpe já retornou, com capacidade em 50%, e a planta em Saltillo deve retornar até o fim do mês, com capacidade entre 60% e 70%, de acordo com Rizzo. A empresa havia anunciado a suspensão das atividades no começo de abril, seguindo determinação do Ministério da Saúde do México.

Embora o cenário para recuperação da demanda permaneça incerto, Rizzo disse que os estoques da companhia estão em níveis saudáveis e que a posição de caixa permanece sólida. A relação dívida líquida/Ebitda encerrou o ano de 2019 em cerca de 0,9 vezes e os vencimentos estão concentrados em 2024.

A Tupy, que vende produtos para os setores automotivo, industrial e de maquinário agrícola, tem Caterpillar e John Deere entre seus clientes. Mais de 80% de sua receita vem de fora do Brasil, segundo dados compilados pela Bloomberg.

A empresa divulga o balanço do primeiro trimestre em 29 de junho.

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Maior “carry trade” global é alimentado por presidente mexicano

(Bloomberg) — De muitas maneiras, o presidente do México, Andrés Manuel López Obrador, tem sido tão tóxico para investidores quanto o alertado por seus detratores. As ações registraram desempenho abaixo do esperado durante seu mandato de 14 meses, a estatal de petróleo teve sua nota de crédito rebaixada para alto risco e o crescimento econômico está estagnado, na melhor das hipóteses.

Mas há um segmento do mercado em que o líder de esquerda provou ser um forte aliado dos investidores, proporcionando um ganho inesperado que poucos antecipavam: o chamado carry trade.

Os investidores que seguem a típica estratégia de fazer empréstimos a baixo custo em dólares e depois aplicar os recursos em títulos em peso de curto prazo obtiveram retornos de 16% desde a posse do presidente, em dezembro de 2018, de longe o melhor desempenho entre as principais moedas. (O dólar canadense está em segundo lugar, com um retorno de apenas 1% nesse período.)

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Atraídos pela estabilidade do peso e pelas altas taxas de juros do México, os investidores continuam as apostas na negociação. As posições altistas no peso estão agora perto de nível recorde.

A gênese de grande parte disso parece ser a obsessão de López Obrador pela moeda. Tornou-se sua ferramenta em tempo real para medir o desempenho da economia e a percepção dos investidores sobre seu governo, não muito diferente da maneira como o presidente dos EUA, Donald Trump, se concentra no Dow Jones Industrial Average.

Todas as manhãs, López Obrador verifica a última cotação do mercado e, se notar alguma movimentação significativa de preço, destacará o fato para o amplo público nacional que sintoniza sua entrevista coletiva diária.

O peso se valorizou 8,4% desde que assumiu o cargo, um rali impulsionado em parte pelo orçamento surpreendentemente conservador enviado ao congresso nos últimos dois anos.

Para os investidores, um presidente tão envolvido nas flutuações diárias do peso é aquele que dificilmente permitirá uma queda.

“O governo tem muita consciência de mercado”, disse Danny Fang, estrategista do BBVA em Nova York. Para ele, a baixa volatilidade promovida por López Obrador ajudou o carry trade. “Quando os EUA ameaçaram as tarifas sobre a imigração, que abalaram o peso mexicano, o governo respondeu quase imediatamente. Quando a volatilidade do mercado aumentou, muitas vezes ouvimos as autoridades abordarem a questão.”

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