Após rumores, Minerva (BEEF3) afirma que não pretende fechar capital

webstories minerva_capa (Arte: Leonardo Albertino)

A Minerva (BEEF3) foi questionada pela B3 e CVM sobre a forte oscilação de suas ações. Na reta final da sessão da Bolsa na véspera, as ações BEEF3 saltaram e fecharam com ganhos de quase 14,65%, após o Valor noticiar que os controladores da empresa começaram a discutir a possibilidade de fechar o capital da companhia. 

A companhia esclareceu em comunicado que não há nenhum ato ou fato relevante passível de divulgação e que poderia justificar as oscilações na cotação e no volume de negociação das ações de sua emissão.

“A companhia ressalta, contudo, ter tomado conhecimento de notícia veiculada na mídia nesta data sobre supostas discussões envolvendo seu possível fechamento de capital, podendo esses rumores ter contribuído para afetar as negociações e dado ensejo às oscilações verificadas. Nesse contexto, a companhia reforça que não há qualquer informação passível de divulgação sobre o assunto objeto dos rumores e que não pretende fechar o seu capital”, afirmou.

Leia mais: Ações da Minerva saltam na reta final do pregão e fecham em alta de 14,65% com notícia sobre possível fechamento de capital

A Minerva destacou que manterá os seus acionistas e o mercado em geral informados a respeito deste e de qualquer outro assunto relevante.

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Ações da Minerva (BEEF3) saltam na reta final do pregão e fecham em alta de 14,65% com notícia sobre possível fechamento de capital

SÃO PAULO – As ações da Minerva Foods (BEEF3) tiveram um final de sessão bastante atípico nesta quarta-feira (11). No leilão de fechamento, os papéis saltaram, fechando com disparada de 14,65%, a R$ 9,94.

O movimento aconteceu após a coluna Pipeline, do Valor Econômico, apurar que os controladores da companhia  começaram a discutir a possibilidade fechar o capital da companhia.

A transação se daria para aproveitar o desconto implícito que os acionistas enxergam numa empresa que vem gerando caixa regularmente.

O assunto ainda não teria chegado ao conselho de administração da Minerva, mas já entrou na pauta do comitê prévio dos controladores, afirma a publicação.

Por meio de um acordo de acionistas, a VDQ — holding da família Vilela de Queiroz — e a gestora saudita Salic controlam a Minerva com 51% do capital.

Segundo uma análise obtida pela reportagem, a operação poderia custar cerca de R$ 3 bilhões. Levando em conta esses cálculos, os controladores da Minerva chamariam uma oferta pública de aquisição (OPA) de fechamento de capital a R$ 12 por ação. Isso, em relação ao fechamento de terça-feira, de R$ 8,67, representaria um valor 38,4% acima e 14,6% além do fechamento desta quarta-feira. Em 2019, antes da pandemia, as ações chegaram a valer mais de R$ 14, 61,5% além do fechamento da véspera.

Antes de comprar fatia na BRF (BRFS3), a Marfrig (MRFG3) chegou a sinalizar à VDQ com uma oferta de R$ 11, destaca a publicação.

Com a OPA, também são comprados os papéis dos acionistas minoritários, levando o ofertante a assegurar maior fatia na empresa. O preço justo, pelo qual os ativos serão comprados pelo ofertante, deve ser feito por meio de laudo de avaliação da companhia, feito por uma empresa com experiência na área.

Edison Ticle, diretor financeiro da Minerva, se posicionou sobre o tema em nota ao Pipeline, ao ser procurado pela coluna. “Não comentamos rumores. Estamos sempre atentos a oportunidades de gerar valor, especialmente através de arbitragens de mercado. Claramente há uma grande oportunidade nas ações da Minerva em função de superficialidade e miopia do mercado acerca dos resultados da empresa, e obviamente isso pode despertar nossa criatividade em procurar estruturas mais sofisticadas e pouco usuais de extrair valor dessa assimetria”, disse.

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Ele ainda destacou: “Estamos sempre olhando tudo, atentos a todos os cenários possíveis, mas hoje não há absolutamente nada concreto a ser compartilhado.”

A Minerva divulgou seu resultado do segundo trimestre de 2021 na última segunda-feira (9), registrando um  lucro líquido de R$ 116,7 milhões, queda de 54% ante o mesmo período do ano passado.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) da companhia atingiu R$ 544,9 milhões no período, recuo de 7,7% no mesmo comparativo. Já a receita líquida da empresa atingiu R$ 6,28 bilhões no segundo trimestre, alta de 42,9% no ano a ano.

Analistas de mercado destacaram que, apesar dos fortes números apresentados, a Minerva não conseguiu manter as margens nos níveis vistos no segundo trimestre do ano passado. Desta vez, elas foram penalizadas pelo custo mais elevado do gado, especialmente em território brasileiro. Confira a análise clicando aqui. 

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Minerva apresentou um segundo trimestre forte em faturamento, mas margens seguem pressionadas, apontam analistas

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A Minerva (BEEF3) registrou lucro líquido de R$ 116,7 milhões no segundo trimestre, queda de 54% ante o mesmo período do ano passado. Apesar disso, a empresa ainda vê um cenário positivo puxado por exportação e sinergia entre as operações sul-americanas.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) da companhia atingiu R$ 544,9 milhões no período, recuo de 7,7% no mesmo comparativo.

O diretor financeiro da Minerva, Edison Ticle, disse que o destaque do trimestre é o lucro líquido pois, apesar da queda, trata-se de um “resultado realmente muito forte”, mas que é comparado a uma base mais elevada — em 2020, a pandemia da Covid-19 elevou a demanda por alimentos em diversos setores.

“Houve queda ante o segundo tri do ano passado, mas porque (2020) foi um ponto fora da curva”, afirmou a jornalistas em videoconferência.

A receita líquida da empresa atingiu R$ 6,28 bilhões no segundo trimestre, alta de 42,9% no ano a ano.

O CEO da Minerva, Fernando Galletti de Queiroz, disse que ainda há certas dificuldades logísticas no mercado global, com falta de contêineres e tempos mais longos para transportes de cargas, mas a demanda externa segue aquecida.

“A Ásia segue como o grande vetor comprador… e a China como o principal destaque. No segundo trimestre de 2021, cerca de 36% da nossa receita de exportação teve origem no mercado chinês”, informou a empresa, mesmo diante de entraves relacionados à pandemia da Covid-19.

A XP aponta que, mesmo com a disparada nos preços de sua matéria prima (o boi gordo) e de restrições às exportações, a Minerva entregou um desempenho positivo para o intervalo, em razão da forte demanda por proteínas animais ao redor do globo.

Segundo o Itaú BBA, a Minerva reportou bons resultados referentes ao segundo trimestre, superando as expectativas de receita para o período. A Athena Foods, divisão internacional, foi umas das principais surpresas: os volumes de venda saltaram 58% na comparação anual. Esse aumento teve influência da demanda da China, mercado que ainda sofre com os impactos da Febre Suína Africana, cenário que deve se manter por mais alguns trimestres.

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No entanto, apesar do forte faturamento, a Minerva não conseguiu manter as margens nos níveis vistos no segundo trimestre do ano passado. Desta vez, elas foram penalizadas pelo custo mais elevado do gado, especialmente em território brasileiro. Isso impediu que o crescimento de receita expandisse a margem Ebitda, que ficou em 8,7% no segundo trimestre.

Na mesma linha, o Bank of America também aponta que as margens seguem pressionadas, ainda que os preços tenham sido uma surpresa positiva. Os analistas mantêm recomendação neutra para a ação, com preço-alvo de R$ 12,50.

“Apesar dos preços mais altos, os preços do gado também devem seguir elevados, limitando a recuperação das margens. Além disso, acreditamos que mais repasses podem ser limitados devido ao declínio da renda real no Brasil. Por fim, vemos riscos políticos na Argentina que podem eventualmente afetar as exportações de carne bovina da empresa”, avaliam os analistas.

Às 16h (horário de Brasília), as ações BEEF3 caíam 1,69%, a R$ 8,70, mas após terem registrado alta de cerca de 4% na véspera.

(com Reuters)

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Ação da PetroRio sobe 3% com alta do petróleo e Embraer avança após venda de jatos; Iguatemi e Minerva caem após balanços

SÃO PAULO – A temporada de resultados segue repercutindo na B3, mas o destaque fica com a Embraer (EMBR3), cujas ações chegaram a subir cerca de 3%, mas depois amenizaram a alta para cerca de 1%. Na véspera, após o fechamento, a companhia informou que que concluiu venda de 16 novos jatos E175 para a norte-americana SkyWest, com o valor do contrato, segundo preços de tabela das aeronaves, somando US$ 798,4 milhões. Segundo a fabricante brasileira, os aviões serão incluídos na carteira de pedidos da Embraer do terceiro trimestre. As entregas estão previstas para 2022.

Como reação aos balanços, a ação da Minerva (BEEF3) cai cerca de 1,7%, também após registrar uma forte alta de 4% na véspera, as units do BTG Pactual (BPAC11) avançam, enquanto Klabin (KLBN11) opera praticamente estável. Iguatemi (IGTA3) registra perdas de cerca de 2%, apesar de um resultado considerado positivo, enquanto Petz (PETZ3) avança cerca de 1%. As incorporadoras Direcional (DIRR3), Melnick (MELK3), Even (EVEN3) e Mitre (MTRE3) registram leve baixa após o resultado.

A ação da PetroRio (PRIO3), por sua vez, avança cerca de 3%, com os contratos de WTI e brent subindo mais de 1% após seguidas quedas em meio a temores sobre a demanda com novas restrições em meio à variante delta do coronavírus. Petrobras (PETR3;PETR4) tem alta de suas ações, mas mais modesta, de cerca de 0,8%.

Vale (VALE3) e siderúrgicas também avançam. Contudo, cabe ressaltar que os contratos futuros do minério de ferro em Dalian recuaram pela quinta sessão consecutiva nesta terça-feira, atingindo uma mínima de mais de quatro meses, à medida que preocupações com o enfraquecimento da demanda chinesa mantêm a matéria-prima siderúrgica sob pressão.

O contrato mais negociado do minério de ferro na bolsa de commodities de Dalian, para entrega em janeiro de 2022 DCIOcv1, fechou em queda de 1,3%, a 853 iuanes (US$ 131,64) por tonelada, após tocar a marca de 823 iuanes, menor patamar desde 26 de março.

Confira no que ficar de olho:

Oncoclínicas (ONCO3)

A Oncoclínicas tem a sua estreia na B3 na sessão desta terça-feira. A companhia precificou sua oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) a R$ 19,75 por papel em operação que movimentou cerca de R$ 2,67 bilhões, de acordo com o prospecto definitivo da operação.

O preço estabelecido para a ação da rede de clínicas de tratamento contra o câncer ficou abaixo da faixa estimada de preço para o IPO, entre R$ 22,21 e R$ 30,29.

A oferta compreendeu distribuição primária de 90.049.527 ações ordinárias e secundária de 45.024.764 ações de acionistas vendedores – FIPs Josephina e Josephina II.

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Os recursos da oferta primária serão destinados para projetos de investimento, aquisições futuras e em andamento, além de capital de giro.

A Embraer informou na segunda-feira que concluiu a venda de 16 novos jatos E175 para a norte-americana SkyWest, com o valor do contrato, segundo preços de tabela das aeronaves, somando US$ 798,4 milhões. Segundo a fabricante brasileira, os aviões serão incluídos na carteira de pedidos da Embraer do terceiro trimestre. As entregas estão previstas para 2022.

O Bradesco BBI destacou que a notícia é positiva para a empresa, pois este pedido deve ser adicionado à carteira de pedidos do terceiro trimestre, aumentando em 5%na comparação trimestral. “A Embraer totalizou pedidos firmes de 63 aeronaves em 2021, superando nossa estimativa de 50 aeronaves”, destacam os analistas.

A Minerva registrou lucro líquido de R$ 116,7 milhões no segundo trimestre, queda de 54% ante o mesmo período do ano passado. Apesar disso, a empresa ainda vê um cenário positivo puxado por exportação e sinergia entre as operações sul-americanas.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) da companhia atingiu R$ 544,9 milhões no período, recuo de 7,7% no mesmo comparativo.

O diretor financeiro da Minerva, Edison Ticle, disse que o destaque do trimestre é o lucro líquido pois, apesar da queda, trata-se de um “resultado realmente muito forte”, mas que é comparado a uma base mais elevada — em 2020, a pandemia da Covid-19 elevou a demanda por alimentos em diversos setores.

“Houve queda ante o segundo tri do ano passado, mas porque (2020) foi um ponto fora da curva”, afirmou a jornalistas em videoconferência.

A receita líquida da empresa atingiu R$ 6,28 bilhões no segundo trimestre, alta de 42,9% no ano a ano.

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O CEO da Minerva, Fernando Galletti de Queiroz, disse que ainda há certas dificuldades logísticas no mercado global, com falta de contêineres e tempos mais longos para transportes de cargas, mas a demanda externa segue aquecida.

“A Ásia segue como o grande vetor comprador… e a China como o principal destaque. No segundo trimestre de 2021, cerca de 36% da nossa receita de exportação teve origem no mercado chinês”, informou a empresa, mesmo diante de entraves relacionados à pandemia da Covid-19.

Segundo o BBA, a Minerva reportou bons resultados referentes ao segundo trimestre, superando as expectativas de receita
para o período. A Athena Foods, divisão internacional, foi umas das principais surpresas: os volumes de venda saltaram 58% na comparação anual. Esse aumento teve influência da demanda da China, mercado que ainda sofre com os impactos da Febre Suína Africana, cenário que deve se manter por mais alguns trimestres.

No entanto, apesar do forte faturamento, a Minerva não conseguiu manter as margens nos níveis vistos no segundo trimestre do ano passado. Desta vez, elas foram penalizadas pelo custo mais elevado do gado, especialmente em território brasileiro. Isso impediu que o crescimento de receita expandisse a margem Ebitda, que ficou em 8,7% no segundo trimestre.

A Petz registrou lucro líquido de R$ 21,6 milhões no segundo trimestre de 2021, alta de 109% ante o mesmo período de 2020. O Ebitda ajustado, por sua vez, ficou em R$ 56,2 milhões, alta de 50,3%.

A empresa atingiu R$ 2 bilhões de faturamento nos últimos 12 meses pela primeira vez em sua história, com a receita bruta total em R$ 598 milhões no segundo trimestre, alta de 57,5% ante o valor apresentado um ano antes.

As vendas online representaram 30,3% do total das vendas no trimestre, chegando a R$ 181,2 milhões de receita bruta total, ganho de 85%.

Conforme destaca a Levante Ideias de Investimentos, os resultados mais uma vez vieram fortes, sobretudo no crescimento de receita, com ampliação das vendas via canal digital e expansão de lojas.

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O principal destaque, porém, fica com o indicador “Vendas em Mesmas Lojas” (Same Store Sales – SSS), que mostra o crescimento das vendas de lojas já inauguradas crescendo 36,6% na comparação anual.

A Itaúsa, holding controladora do Itaú Unibanco (ITUB4), registrou lucro líquido de R$ 3,5 bilhões no segundo trimestre deste ano, valor 487% superior ao apresentado um ano antes.

O lucro líquido recorrente, por sua vez, foi de R$ 2,86 bilhões no período, alta de 99% sobre o mesmo período de 2020.

O resultado reflete a combinação de melhora da economia brasileira após o choque da pandemia do coronavírus, e também de efeitos fiscais extraordinários.

A alta do lucro foi impactada, principalmente pelo resultado de seu principal ativo, o Itaú, além de um ganho de R$ 476 milhões com a reavaliação de crédito tributário com a majoração da alíquota da CSLL.

Além disso, um ano antes, a Itaúsa tinha reportado despesa extraordinária de R$ 543 milhões com sua unidade CorpBanca, no Chile, e outra de R$ 312 milhões com doação a um programa para combate aos efeitos da pandemia.

A Itaúsa ainda reportou aumento de receitas com ativos não financeiros, incluindo a fabricante de calçados Alpargatas (ALPA4); a Dexco (DTEX3), de louças e painéis de madeira; da transportadora de gás NTS; e da Copa Energia.

Já o ativo total da holding passou de R$ 56,55 bilhões para R$ 69,42 bilhões entre o segundo trimestre do ano passado e este, uma alta de 22,8%.

O endividamento líquido, por sua vez, teve um salto de 1.715% em um ano, passando de R$ 213 milhões entre abril e junho de 2020 para R$ 3,867 bilhões no segundo trimestre deste ano.

O Credit diz que o lucro líquido recorrente de R$ 2,85 bilhões informado pelo Itaúsa para o segundo trimestre, alta de 19% no trimestre e 99% na comparação anual, é positivo. O banco diz que os resultados fortes refletem resultado melhor do Itaú Unibanco.

Além disso, em outro comunicado, a companhia informou o pagamento de juros sobre capital próprio brutos de R$ 0,03734 por ação, por conta do dividendo obrigatório do exercício de 2021. Com o desconto de 15% do imposto de renda na fonte, o JCP líquido será de R$ 0,031739.

O valor será pago no dia 26 de agosto e terão direito os acionistas com ações ITSA4 no dia 13 de agosto, com os papéis passando a negociar na forma “ex” a partir de 16 de agosto. Contando os dividendos já anunciados este ano, a companhia irá pagar R$ 798 milhões em proventos líquidos.

A Klabin registrou lucro líquido de R$ 719 milhões no segundo trimestre de 2021, ante prejuízo de R$ 383 milhões no mesmo período de 2020 e com alta de 71% frente os R$ 421 milhões registrados entre janeiro e março deste ano.

A receita líquida aumentou 38% na comparação anual, para R$ 4,076 bilhões, com crescimento em todas em todas as linhas de negócio, e 27% desconsiderando a receita proveniente das unidades adquiridas da International Paper (IP).

O lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda, na sigla em inglês) foi de R$ 1,798 bilhão, alta de 35% frente os R$ 1,333 bilhão na base anual e 41% superior na comparação com o primeiro trimestre de 2021. Já a margem Ebitda ajustada caiu 1 ponto percentual na base anual, indo de 45% para 44%, enquanto avançou 8 pontos na comparação trimestre a trimestre.

O Fluxo de Caixa Livre (FCL) Ajustado somou R$ 4,7 bilhões nos últimos doze meses, o que representa um FCL yield Ajustado de 16,4%.

A relação entre dívida líquida e Ebitda em dólares encerrou o trimestre em 3,6 vezes, comparado a 4 vezes no primeiro trimestre de 2021. Em reais, 3,3 vezes no segundo trimestre versus 4,2 vezes nos primeiros três meses de 2021.

“O segundo trimestre de 2021 seguiu com forte demanda pelos produtos da Klabin tanto no mercado local quanto no mercado externo. Estas condições favoráveis de mercado, aliadas ao sólido desempenho operacional, impulsionaram os resultados da companhia no período”, afirmou a Klabin em seu release de resultados.

A XP aponta que a Klabin reportou números operacionais em linha com o esperado no segundo trimestre. O EBITDA recorrente  foi 1,5% acima do esperado pelos analistas e 2% acima do consenso. Os principais destaques positivos foram os volumes de papel mais fortes e melhores preços realizados no segmento de celulose. Os preços mais fortes de celulose mais do que compensaram a alta no custo caixa. A XP segue com recomendação de compra, com preço-alvo de R$ 32 por ação.

Iguatemi (IGTA3)

A rede Iguatemi, dona de 14 shopping centers, dois outlets e três torres comerciais, apresentou lucro líquido de R$ 279 milhões no segundo trimestre de 2021, montante seis vezes maior do que no mesmo período de 2020.

O Ebitda atingiu R$ 108,9 milhões, recuo de 5,4% na mesma base de comparação. A margem Ebitda diminuiu 7,6 pontos porcentuais, para 63,9%.

A receita operacional líquida totalizou R$ 170,3 milhões, aumento de 5,8%.

A disparada no lucro líquido da Iguatemi partiu da linha de resultado financeiro, onde foi apurada uma receita de R$ 365,5 milhões em contrapartida a uma despesa de R$ 19,5 milhões um ano antes.

Por trás dessa linha está a participação de 10% que a Iguatemi possui, via fundo, na Infracommerce, empresa de soluções digitais para o comércio eletrônico. Esta empresa entrou na Bolsa em maio, levando a Iguatemi a fazer a marcação a mercado do ativo em seu balanço, o que gerou o ganho extraordinário ‘não caixa’.

A Iguatemi também apresentou melhora dos seus resultados operacionais. A receita líquida cresceu ajudada pela reabertura dos shoppings e pela redução dos descontos no aluguel dos lojistas com mais alívio da pandemia.

Os resultados acima também já embutem o efeito da linearização dos descontos – prática contábil que dilui os descontos nos aluguéis ao longo dos períodos de vigência dos contratos. A linearização contribuiu com apenas R$ 2,7 milhões neste trimestre, 97% menos do que um ano antes.

A reabertura dos shoppings também elevou a linha de custos e despesas em 92%, para R$ 74,4 milhões.

A Iguatemi chegou ao fim de junho com dívida total de R$ 3,08 bilhões, 6,2% abaixo de março. A disponibilidade de caixa encontrava-se em R$ 1,8 bilhões, 10% a mais nessa comparação sequencial. Com isso, a dívida líquida ficou em R$ 1,3 bilhões, com uma alavancagem (medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda) de 2,58 vezes.

O Bradesco BBI aponta que, mesmo com uma vacância acima da média, o Iguatemi apresentou sinais positivos de
recuperação nas vendas dos lojistas, que esperam eventualmente se traduzir em melhoria contínua dos indicadores operacionais e financeiros. O reconhecimento contábil por trás do IPO do IFCM3 (IGTA tem 9% de participação) também permitiu à Iguatemi reduzir os indicadores de alavancagem, aliviando a pressão de seus covenants de dívida e começando a adicionar algum fôlego para movimentos estratégicos, um ponto de preocupação que os analistas esperam remover da lista se sua proposta de estrutura acionária for aprovada. “Nesse ínterim, mantemos nossa recomendação neutra para IGTA3
com um preço-alvo de R$ 50 por ação”, avaliam os analistas.

São Martinho (SMTO3)

A companhia de açúcar e etanol São Martinho reportou lucro líquido de R$ 190,1 milhões no primeiro trimestre fiscal de 2021/22, alta de 64,3% na comparação anual, em período que a empresa obteve maior preço médio na venda de todos os seus produtos.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado da companhia somou R$ 688,3 milhões, avanço de 40,1% no ano a ano.

“Reflexo principalmente do maior preço médio de comercialização de etanol (+84,7%), açúcar (+28,3%), cogeração (+24,9%), além do volume de comercializado de CBios”, disse a empresa em relatório sobre o aumento do Ebitda.

A receita líquida da São Martinho atingiu R$ 1,32 bilhão, variação positiva de 28,8% em relação ao mesmo período do ano passado, também apoiada pelos preços mais elevados de vendas, enquanto o fluxo de caixa operacional totalizou R$ 448 milhões, crescimento de 49,7%.

Já a relação entre dívida líquida e Ebitda ajustado, que mede a alavancagem da companhia, ficou em 1,02 vez, redução de 30,8% no ano a ano.

O Credit Suisse avaliou os resultados do primeiro trimestre de 2022 da São Martinho como bons, mas em linha com a expectativa do mercado. O banco diz que o Ebitda, que subiu 40% na comparação anual, ficou 2% acima de sua expectativa.

O Itaú BBA avaliou os resultados informados pela São Martinho como fortes, e ressaltou a alta de 40% do Ebitda na comparação anual, a R$ 688 milhões, em meio a preços favoráveis de commodities e apesar do clima desfavorável, que vinha prejudicando a produtividade. O banco ressaltou que a empresa divulgou geração de caixa de R$ 170 milhões, e diz que a empresa não foi afetada por geadas recentes, o que deve garantir resultados fortes para a colheita de 2021 e 2022.
O Itaú mantém recomendação outperform (perspectiva de valorização acima da média do mercado) e preço-alvo para 2021 de R$ 42.

A construtora Even registrou lucro líquido de R$ 54 milhões entre abril e junho deste ano, uma alta de 102% na comparação com o mesmo período de 2020. Na comparação com o primeiro trimestre, porém, houve uma queda de 35,2% no lucro.

Já o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado teve um crescimento de 17,3% na comparação anual, ficando em R$ 65 milhões no segundo trimestre.

A receita líquida, por sua vez, cresceu 39,5%, ficando em R$ 522,38 milhões, puxadas principalmente pelas vendas de R$ 354 milhões, com VSO consolidada de 16%.

O Retorno Sobre o Patrimônio Líquido (ROE) anualizado, encerrou o segundo trimestre em 12,3%, um avanço de 6 pontos percentuais sobre os 6,6% apresentados entre abril e junho de 2020.

O BBI destacou os resultados da Even como sólidos, já que uma forte receita gerou números significativamente acima do consenso, enquanto a margem bruta ficou estável e a margem de backlog aumentou 2 pontos percentuais após uma forte revisão no primeiro trimestre de 2021. Além disso, os analistas encontraram conforto na forte posição de caixa da Even  e no valuation atraente, reafirmando recomendação de compra para EVEN3, com um preço-alvo para final de 2021 de R$ 15 por  ação.

Direcional (DIRR3)

A Direcional apresentou lucro líquido de R$ 40,688 milhões no segundo trimestre de 2021, o que representa crescimento de 20% em relação ao mesmo período de 2020.

O Ebitda ajustado somou $ 89,996 milhões, avanço de 47,8% na mesma margem de comparação. A margem Ebitda ajustado cresceu 6,4 pontos porcentuais, para 21,3%.

A margem bruta subiu 5,0 pontos porcentuais, para 38,0%, o maior patamar já registrado pela Direcional após o seu IPO. Já a receita operacional líquida totalizou R$ 422,162 milhões, aumento de 3,4%.

O resultado financeiro líquido piorou, ficando negativo em R$ 14,423 milhões, ante resultado negativo de apenas R$ 1,393 milhão um ano antes.

A grande responsável pelo crescimento do lucro da Direcional no período foi a melhora das margens. Segundo a companhia, essa melhora decorreu da apuração de economias nas obra dos projetos que estão em estágio avançado de construção e, portanto, com menor exposição ao aumento de custo de insumos que tem pressionado todo o setor.

A prática da incorporadora é de reconhecer eventuais economias apenas na parte final de cada obra. “Desse modo, a despeito do cenário atual de aumento de custos, as apropriações de economia de obra (…) foram mais do que suficientes para compensar a pressão inflacionária em projetos que estão sendo iniciados”, descreveu a empresa.

As despesas gerais e administrativas totalizaram R$ 64 milhões, um incremento anual de 36%, enquanto as despesas comerciais totalizaram R$ 45 milhões, avanço de 14%.

A Direcional encerrou o segundo trimestre com dívida líquida de R$ 241,610 milhões, sete vezes mais do que um ano antes. Nesse período, a dívida bruta subiu 35%, para R$ 880,866 milhões, enquanto as disponibilidades em caixa subiram 13,3%, para R$ 946,589 milhões.

A alavancagem (medida pela relação entre dívida líquida e patrimônio líquido) foi de 2,3% para 18,6%, refletindo principalmente o pagamento de dividendos aos acionistas e operações para captação de recursos ao longo do último ano.

O Bradesco BBI destacou que a empresa bateu margem bruta de 37,8%  em função de: (i) maior agilidade na política de preços; (ii) maior contribuição da Riva; e (iii) redução de custos de projetos de construção em estágio final.

A revisão para cima da margem a reconhecer (margem REF) sugere que a tendência positiva deve continuar no terceiro trimestre de 2021.

“Embora a receita líquida da Direcional tenha ficado um pouco abaixo de nossa estimativa (2%), após a revisão para cima nas margens a serem reconhecidas para 40,5%, sentimos que há um potencial de alta para nossas estimativas do final do ano de 2021 e 2022, pois o reconhecimento da receita ainda tem que incorporar os lançamentos recentes que: (i) estão sendo vendidos com margens maiores; e (ii) deve levar a uma diluição adicional de custos no 2S21”, avalia o BBI.

Na visão dos analistas, ultrapassando seus pares e superando as estimativas já otimistas, o DIRR3 combina: (i) crescimento de dois dígitos; (ii) potencial de valorização para o consenso; e (iii) P / L de um dígito, “uma das histórias mais baratas em nossa cobertura”, seguindo assim a escolha principal.

A incorporadora Mitre teve lucro líquido de R$ 21,2 milhões no segundo trimestre, alta de 113% ante o mesmo período de 2020.

A receita líquida, por sua vez, aumentou 153%, para R$ 164,7 milhões, refletindo a aceleração da evolução física de obras e início das atividades em alguns canteiros.

Já a margem bruta da companhia passou de 31,9%, no segundo trimestre do ano passado, para 34,7% entre abril e junho de 2021. A incorporadora informou também margem bruta ajustada de 35,5%, ante 35% no mesmo período do ano passado.

Na avaliação do BBI, a Mitre surpreendeu positivamente em termos de velocidade de vendas e superou as estimativas
financeiras do banco em todas as categorias; até agora tem cumprido a fórmula.

“Olhando para o futuro, muito da avaliação da empresa depende de sua capacidade de manter isso e até mesmo impulsioná-lo mais rápido, especialmente em um segundo semestre agitado. Prevemos atritos operacionais que podem ser
particularmente onerosos para histórias crescentes como Mitre; preferimos ficar de fora do nome porque preferimos histórias estáveis”, avaliam, permanecendo com recomendação neutra e com um preço-alvo de R$ 19.

A Melnick lucrou R$ 12,32 milhões no segundo trimestre, queda de cerca de 45% ante o lucro de R$ 22,35 milhões registrado em igual período do ano passado.

Já a receita líquida de vendas e serviço teve baixa de 2,16%, a R$ 183 milhões.

A Alupar, empresa que atua em geração e transmissão de energia elétrica, teve lucro líquido atribuído aos sócios da empresa de R$ 332 milhões no segundo trimestre de 2021,  321% acima frente os R$ 79 milhões de igual período do ano passado.

A receita operacional líquida foi de R$ 1,3 bilhão, 27% superior ante os R$ 1,05 bilhão registrados um ano antes. O Ebitda foi de R$ 1,13 bilhão, alta de 153% na base anual.

O Itaú BBA destacou o Ebitda ajustado da companhia, que cresceu 45% na comparação com o mesmo período do ano passado, com o bom desempenho refletindo principalmente a entrada em operação de novas linhas de transmissão e o impacto positivo do reajuste pelo IGP-M das receitas de transmissão no período.

“No universo das empresas de transmissão sob nossa cobertura, a Alupar segue como nossa preferida, além de ser potencialmente a mais beneficiada pela reforma tributária em relação aos pares”, apontam os analistas.

BTG Pactual (BPAC11)

O BTG Pactual encerrou o segundo trimestre de 2021 com lucro líquido ajustado de R$ 1,719 bilhão, representando um crescimento de 74% em relação ao resultado do mesmo período do ano passado, que foi de R$ 987 milhões. Frente ao trimestre imediatamente anterior, o lucro líquido ajustado subiu 43,6%. De acordo com o banco, o resultado trimestral foi recorde. O lucro líquido não ajustado somou R$ 1,678 bilhão, acima dos R$ 977 milhões do segundo trimestre de 2020.

O banco reportou receitas totais R$ 3,77 bilhões no segundo trimestre de 2021, crescimento de 52% sobre igual período do ano anterior e de 35% em relação ao primeiro trimestre. O retorno sobre o patrimônio ajustado cresceu 4,1 pontos-base para 21,6% em 12 meses. Frente ao primeiro trimestre, houve aumento de 5,1 pontos-base.

“Tivemos o melhor trimestre da nossa história, com resultados expressivos em todas as linhas de negócios, crescimento acelerado das nossas franquias de clientes, alta rentabilidade e manutenção de métricas de capital acima da média da indústria”, disse o presidente do BTG Pactual, Roberto Sallouti.

O patrimônio líquido do BTG Pactual encerrou o segundo trimestre em R$ 35 bilhões, um crescimento de 36,7% frente ao mesmo período do ano passado e avançou 15,2% em comparação ao primeiro trimestre.

Os ativos totais do banco somaram R$ 335,2 bilhões, valor acima dos R$ 230,4 bilhões do segundo trimestre de 2020 e dos R$ 289,8 bilhões no primeiro trimestre.

O índice de Basileia caiu 2,1 pontos-base para 17,3% no segundo trimestre em relação ao mesmo período do ano passado. No primeiro trimestre, estava em 17,7%.

Sequoia Logística (SEQL3)

A Sequoia Logística e Transportes teve lucro líquido de pouco mais de R$ 3 milhões no segundo trimestre, ante o prejuízo de R$ 8 milhões em igual período do ano passado.

No critério ajustado, excluindo despesas não recorrentes e amortização do ágio, o lucro foi de R$ 17,6 milhões, alta de quase 25 vezes ante os R$ 700 mil registrados no segundo trimestre de 2020.

A receita líquida subiu 75% na base de comparação trimestral, para R$ 368,9 milhões.

O Itaú BBA avaliou os resultados da Sequoia como levemente positivos e em linha com a expectativa. O crescimento do faturamento bruto na comparação anual foi ofuscado por margens menores por pressão de custos. O banco mantém avaliação outperform e preço-alvo para 2021 em R$ 36,70.

Blau Farmacêutica (BLAU3)

A Blau teve lucro de R$ 99 milhões no segundo trimestre, 35% acima frente igual período de 2020. Já a receita líquida subiu 15%, para R$ 371 milhões.

A XP apontou que a Blau reportou um forte resultado, com receita superior à esperada e margens também melhores. O forte desempenho de especialidades, oncológicos e outros medicamentos compensou o resultado abaixo do esperado dos produtos biológicos levando a um crescimento de receita de 15% em comparação ao segundo trimestre de 2020 e 4% acima das estimativas dos analistas da casa.

Além disso, a empresa apresentou uma forte melhora na margem Ebitda, em alta de 5,3 pontos percentuais na base de comparação anual, devido a maiores vendas para o mercado privado e à alavancagem operacional.

“Os resultados reforçam a nossa visão construtiva sobre a Blau, que tem uma perspectiva de crescimento muito forte, fruto do desenvolvimento de novos medicamentos aliado a uma maior capacidade de produção”, avaliam os analistas, que reiteraram recomendação de compra e preço alvo de R$ 64 por ação.

BR Partners (BRBI11)

O banco BR Partners  lucrou R$ 35 milhões no segundo trimestre, 47% acima do mesmo período de 2020. A receita líquida subiu 14,3%, a R$ 76,2 milhões.

Na avaliação da XP, a BR Partners apresentou bons resultados no segundo trimestre de 2021, com lucro de R$ 35 milhões o que implica um bom Retorno Sobre Patrimônio Líquido (ROE) de 19% no trimestre (recursos do IPO já incorporados).

O resultado foi impulsionado principalmente por: i) Sales & Trading, que saltou 81% anualmente e 159% trimestralmente para R$ 10,4 milhões, impulsionado pela maior demanda e capacidade do banco de aumentar limites devido aos recursos; ii) Mercado de Capitais, que continuou a apresentar bons resultados, expandindo 76% anualmente para R$ 18 milhões; e iii) Menor Alíquota de Imposto, uma vez que a empresa beneficiou de um crédito tributário extraordinário.

Por outro lado, as despesas de pessoal foram piores do que o esperado, crescendo 135% anualmente e 43% trimestralmente para R$ 22 milhões, implicando em um índice de remuneração de 25% (versus 22% esperado para 2021, embora acreditemos que seja sazonal).

“Embora acreditemos que a combinação de maiores despesas de pessoal com impostos extraordinariamente menores possa afetar a percepção de rentabilidade do banco por alguns investidores, reiteramos nossa recomendação de Compra com preço alvo de R$ 29 por ação”, avaliam.

A fabricante de peças automotivas Fras-le lucrou R$ 44,9 milhões no segundo trimestre, 220,8% acima na base de comparação anual.

A receita líquida totalizou R$ 599,1 milhões, salto de 113,9% na base anual.

A Mobly teve prejuízo de R$ 17 milhões no primeiro trimestre deste ano, 124% acima do registrado em igual período de 2020.

O InfoMoney conversou com Victor Noda, cofundador da Mobly, sobre os resultados do segundo trimestre e os planos para os trimestres seguintes.

Foram mais de 321 mil pedidos no segundo trimestre de 2021. O volume bruto de mercadorias ficou estável em R$ 247,4 milhões, alta de 0,4% na comparação entre o segundo trimestre de 2020 e o segundo trimestre de 2021.

Mesmo com um GMV estável, a receita líquida cresceu: a Mobly registrou alta de 38,6% na mesma base de comparação, para R$ 175,7 milhões. Segundo Noda, o aumento da receita líquida apesar de um volume similar de mercadorias aconteceu porque a empresa reduziu seu prazo de entrega e reconheceu mais vendas ao longo do trimestre. O prazo médio de entrega no país caiu de 19,3 para 12,5 dias na comparação entre 1T2021 e 2T2021. Confira mais clicando aqui. 

O Bradesco BBI diz que os resultados da Mobly desapontam e ue tinha expectativas maiores no momento da oferta pública inicial de ações (IPO). As vendas subiram quase 39%, mas em grande medida porque uma parte das vendas do segundo trimestre foram reconhecidas como receita no terceiro trimestre do ano passado por conta do aumento dos tempos de entrega, o que reduziu a base de comparação deste ano. O banco ressalta que os custos de logística caíram 5,5 pontos percentuais por conta de penetração maior da plataforma de remessas da Mobly.

O banco avalia que a empresa enfrenta dificuldades de curto prazo, com demanda fraca com a reabertura do varejo físico e pressões de margens por conta de inflação da matéria prima. Mas espera que ambas as questões amenizem em algum momento, ainda que seja improvável que o próximo trimestre traga notícias melhores. O BBI diz que mantém uma avaliação positiva para a empresa no longo prazo, e ajustou a estimativa para a receita, com queda de entre 4% e 8% entre 2021 e 2023. Também reduziu o preço-alvo de R$ 30 de 2021 para R$ 26 de 2022, mas mantém avaliação outperform.

A JSL lucrou R$ 93,1 milhões no segundo trimestre deste ano, revertendo assim prejuízo de R$ 16,3 milhões em igual período de 2020.

A receita líquida teve um avanço de 58,6%, aa R$ 922,4 milhões. Já o Ebitda subiu 157,5%, para R$ 211,7 milhões.

Latam

A Latam Airlines, aérea em recuperação judicial, teve prejuízo de US$ 769,6 milhões no segundo trimestre 2021, uma cifra  13,5% menor na base de comparação anual.

Já a receita subiu  55,4%, a a US$ 888,7 milhões.

A BRF tem realizado importações de milho do Paraguai e da Argentina para “garantir o abastecimento da companhia com a melhor competitividade possível”, informou o vice-presidente de Planejamento Integrado e Logística da companhia, Leonardo DallOrto. O volume importado e os preços, porém, não foram divulgados, por serem considerados informações estratégicas da empresa.

“Estamos vivendo um momento de pressão de custos e alta volatilidade que pressiona toda a indústria no Brasil. Nossas estratégias de compras e abastecimento têm nos garantido uma vantagem competitiva importante nesse cenário, mas não estamos imunes a seus impactos”, disse o executivo.

As compras do milho estrangeiro ocorrem em um momento de elevação de preços por causa da quebra da safrinha brasileira. As lavouras do Centro-Sul do País foram drasticamente afetadas, primeiro pela estiagem, e, posteriomente, pelas geadas registradas no último mês. A consultoria AgRural, por exemplo, revisou na semana passada a projeção de colheita no Centro-Sul, de 54,6 milhões de toneladas em 1º de julho para 51,6 milhões de toneladas em agosto.

A BRF, nessa conjuntura, opta por trazer milho dos países vizinhos e segue analisando a possibilidade de trazer o grão dos Estados Unidos, com a isenção temporária da tarifa externa comum (TEC) para importações de grãos. “Ainda não fizemos compras dos EUA. No momento, as importações do Mercosul se mostram mais atrativas”, conforme Dall’Orto.

A Petrobras informou na segunda-feira que iniciou a fase vinculante do processo de venda, em conjunto com a Sonangol Hidrocarbonetos, da totalidade da participação de ambas as empresas no bloco exploratório terrestre POT-T-794, localizado na Bacia Potiguar.

Os potenciais compradores habilitados para essa fase receberão carta-convite com instruções sobre o processo de desinvestimento, incluindo orientações para o due diligence e o envio das propostas vinculantes, afirmou a Petrobras em comunicado.

A concessão do bloco foi adquirida em 2006, em rodada de licitações realizada pela ANP. A Petrobras detém 70% de participação, enquanto a Sonangol –operadora da concessão– possui os outros 30%.

“O consórcio perfurou dois poços na área, sendo um descobridor de gás e um de delimitação. Não há compromissos remanescentes do Programa Exploratório Mínimo (PEM) a serem cumpridos”, disse a petroleira estatal.

O Credit Suisse avaliou os dados operacionais divulgados na segunda pela B3 como neutros para os papéis. Os resultados relativos ao segundo trimestre serão divulgados na quarta após o fechamento. O Credit diz esperar lucro líquido de R$ 1,14 bilhão, queda de 9,7% na comparação trimestral, e lucro Ebitda de R$ 1,8 bilhão, o que indica margem de 80,6%. O banco mantém avaliação outperform e preço-alvo de R$ 22, frente à cotação de R$ 15,77 de segunda.

(Com Reuters e Estadão Conteúdo)

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Lucro da Minerva cai 54% e da Iguatemi salta 6 vezes no 2º tri; Even, Direcional e mais empresas divulgam resultados

SÃO PAULO – A noite desta segunda-feira (9) é marcada por uma série de novos resultados do segundo trimestre, com atenção especial para os números da Minerva, Itaúsa e algumas construtoras.

Confira os principais resultados que foram publicados após o fechamento:

A Minerva registrou lucro líquido de R$ 116,7 milhões no segundo trimestre, queda de 54% ante o mesmo período do ano passado. Apesar disso, a empresa ainda vê um cenário positivo puxado por exportação e sinergia entre as operações sul-americanas.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) da companhia atingiu R$ 544,9 milhões no período, recuo de 7,7% no mesmo comparativo.

O diretor financeiro da Minerva, Edison Ticle, disse que o destaque do trimestre é o lucro líquido pois, apesar da queda, trata-se de um “resultado realmente muito forte”, mas que é comparado a uma base mais elevada — em 2020, a pandemia da Covid-19 elevou a demanda por alimentos em diversos setores.

“Houve queda ante o segundo tri do ano passado, mas porque (2020) foi um ponto fora da curva”, afirmou a jornalistas em videoconferência.

A receita líquida da empresa atingiu R$ 6,28 bilhões no segundo trimestre, alta de 42,9% no ano a ano.

O CEO da Minerva, Fernando Galletti de Queiroz, disse que ainda há certas dificuldades logísticas no mercado global, com falta de contêineres e tempos mais longos para transportes de cargas, mas a demanda externa segue aquecida.

“A Ásia segue como o grande vetor comprador… e a China como o principal destaque. No segundo trimestre de 2021, cerca de 36% da nossa receita de exportação teve origem no mercado chinês”, informou a empresa, mesmo diante de entraves relacionados à pandemia da Covid-19.

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A Itaúsa, holding controladora do Itaú Unibanco (ITUB4), registrou lucro líquido de R$ 3,5 bilhões no segundo trimestre deste ano, valor 487% superior ao apresentado um ano antes.

O lucro líquido recorrente, por sua vez, foi de R$ 2,86 bilhões no período, alta de 99% sobre o mesmo período de 2020.

O resultado reflete a combinação de melhora da economia brasileira após o choque da pandemia do coronavírus, e também de efeitos fiscais extraordinários.

A alta do lucro foi impactada, principalmente pelo resultado de seu principal ativo, o Itaú, além de um ganho de R$ 476 milhões com a reavaliação de crédito tributário com a majoração da alíquota da CSLL.

Além disso, um ano antes, a Itaúsa tinha reportado despesa extraordinária de R$ 543 milhões com sua unidade CorpBanca, no Chile, e outra de R$ 312 milhões com doação a um programa para combate aos efeitos da pandemia.

A Itaúsa ainda reportou aumento de receitas com ativos não financeiros, incluindo a fabricante de calçados Alpargatas (ALPA4); a Dexco (DTEX3), de louças e painéis de madeira; da transportadora de gás NTS; e da Copa Energia.

Já o ativo total da holding passou de R$ 56,55 bilhões para R$ 69,42 bilhões entre o segundo trimestre do ano passado e este, uma alta de 22,8%.

O endividamento líquido, por sua vez, teve um salto de 1.715% em um ano, passando de R$ 213 milhões entre abril e junho de 2020 para R$ 3,867 bilhões no segundo trimestre deste ano.

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Além disso, em outro comunicado, a companhia informou o pagamento de juros sobre capital próprio brutos de R$ 0,03734 por ação, por conta do dividendo obrigatório do exercício de 2021. Com o desconto de 15% do imposto de renda na fonte, o JCP líquido será de R$ 0,031739.

O valor será pago no dia 26 de agosto e terão direito os acionistas com ações ITSA4 no dia 13 de agosto, com os papéis passando a negociar na forma “ex” a partir de 16 de agosto. Contando os dividendos já anunciados este ano, a companhia irá pagar R$ 798 milhões em proventos líquidos.

Iguatemi (IGTA3)

A rede Iguatemi, dona de 14 shopping centers, dois outlets e três torres comerciais, apresentou lucro líquido de R$ 279 milhões no segundo trimestre de 2021, montante seis vezes maior do que no mesmo período de 2020.

O Ebitda atingiu R$ 108,9 milhões, recuo de 5,4% na mesma base de comparação. A margem Ebitda diminuiu 7,6 pontos porcentuais, para 63,9%.

A receita operacional líquida totalizou R$ 170,3 milhões, aumento de 5,8%.

A disparada no lucro líquido da Iguatemi partiu da linha de resultado financeiro, onde foi apurada uma receita de R$ 365,5 milhões em contrapartida a uma despesa de R$ 19,5 milhões um ano antes.

Por trás dessa linha está a participação de 10% que a Iguatemi possui, via fundo, na Infracommerce, empresa de soluções digitais para o comércio eletrônico. Esta empresa entrou na Bolsa em maio, levando a Iguatemi a fazer a marcação a mercado do ativo em seu balanço, o que gerou o ganho extraordinário ‘não caixa’.

A Iguatemi também apresentou melhora dos seus resultados operacionais. A receita líquida cresceu ajudada pela reabertura dos shoppings e pela redução dos descontos no aluguel dos lojistas com mais alívio da pandemia.

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Os resultados acima também já embutem o efeito da linearização dos descontos – prática contábil que dilui os descontos nos aluguéis ao longo dos períodos de vigência dos contratos. A linearização contribuiu com apenas R$ 2,7 milhões neste trimestre, 97% menos do que um ano antes.

A reabertura dos shoppings também elevou a linha de custos e despesas em 92%, para R$ 74,4 milhões.

A Iguatemi chegou ao fim de junho com dívida total de R$ 3,08 bilhões, 6,2% abaixo de março. A disponibilidade de caixa encontrava-se em R$ 1,8 bilhões, 10% a mais nessa comparação sequencial. Com isso, a dívida líquida ficou em R$ 1,3 bilhões, com uma alavancagem (medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda) de 2,58 vezes.

São Martinho (SMTO3)

A companhia de açúcar e etanol São Martinho reportou lucro líquido de R$ 190,1 milhões no primeiro trimestre fiscal de 2021/22, alta de 64,3% na comparação anual, em período que a empresa obteve maior preço médio na venda de todos os seus produtos.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado da companhia somou R$ 688,3 milhões, avanço de 40,1% no ano a ano.

“Reflexo principalmente do maior preço médio de comercialização de etanol (+84,7%), açúcar (+28,3%), cogeração (+24,9%), além do volume de comercializado de CBios”, disse a empresa em relatório sobre o aumento do Ebitda.

A receita líquida da São Martinho atingiu R$ 1,32 bilhão, variação positiva de 28,8% em relação ao mesmo período do ano passado, também apoiada pelos preços mais elevados de vendas, enquanto o fluxo de caixa operacional totalizou R$ 448 milhões, crescimento de 49,7%.

Já a relação entre dívida líquida e Ebitda ajustado, que mede a alavancagem da companhia, ficou em 1,02 vez, redução de 30,8% no ano a ano.

A construtora Even registrou lucro líquido de R$ 54 milhões entre abril e junho deste ano, uma alta de 102% na comparação com o mesmo período de 2020. Na comparação com o primeiro trimestre, porém, houve uma queda de 35,2% no lucro.

Já o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado teve um crescimento de 17,3% na comparação anual, ficando em R$ 65 milhões no segundo trimestre.

A receita líquida, por sua vez, cresceu 39,5%, ficando em R$ 522,38 milhões, puxadas principalmente pelas vendas de R$ 354 milhões, com VSO consolidada de 16%.

O Retorno Sobre o Patrimônio Líquido (ROE) anualizado, encerrou o segundo trimestre em 12,3%, um avanço de 6 pontos percentuais sobre os 6,6% apresentados entre abril e junho de 2020.

Direcional (DIRR3)

A Direcional apresentou lucro líquido de R$ 40,688 milhões no segundo trimestre de 2021, o que representa crescimento de 20% em relação ao mesmo período de 2020.

O Ebitda ajustado somou $ 89,996 milhões, avanço de 47,8% na mesma margem de comparação. A margem Ebitda ajustado cresceu 6,4 pontos porcentuais, para 21,3%.

A margem bruta subiu 5,0 pontos porcentuais, para 38,0%, o maior patamar já registrado pela Direcional após o seu IPO. Já a receita operacional líquida totalizou R$ 422,162 milhões, aumento de 3,4%.

O resultado financeiro líquido piorou, ficando negativo em R$ 14,423 milhões, ante resultado negativo de apenas R$ 1,393 milhão um ano antes.

A grande responsável pelo crescimento do lucro da Direcional no período foi a melhora das margens. Segundo a companhia, essa melhora decorreu da apuração de economias nas obra dos projetos que estão em estágio avançado de construção e, portanto, com menor exposição ao aumento de custo de insumos que tem pressionado todo o setor.

A prática da incorporadora é de reconhecer eventuais economias apenas na parte final de cada obra. “Desse modo, a despeito do cenário atual de aumento de custos, as apropriações de economia de obra (…) foram mais do que suficientes para compensar a pressão inflacionária em projetos que estão sendo iniciados”, descreveu a empresa.

As despesas gerais e administrativas totalizaram R$ 64 milhões, um incremento anual de 36%, enquanto as despesas comerciais totalizaram R$ 45 milhões, avanço de 14%.

A Direcional encerrou o segundo trimestre com dívida líquida de R$ 241,610 milhões, sete vezes mais do que um ano antes. Nesse período, a dívida bruta subiu 35%, para R$ 880,866 milhões, enquanto as disponibilidades em caixa subiram 13,3%, para R$ 946,589 milhões.

A alavancagem (medida pela relação entre dívida líquida e patrimônio líquido) foi de 2,3% para 18,6%, refletindo principalmente o pagamento de dividendos aos acionistas e operações para captação de recursos ao longo do último ano.

A incorporadora Mitre teve lucro líquido de R$ 21,2 milhões no segundo trimestre, alta de 113% ante o mesmo período de 2020.

A receita líquida, por sua vez, aumentou 153%, para R$ 164,7 milhões, refletindo a aceleração da evolução física de obras e início das atividades em alguns canteiros.

Já a margem bruta da companhia passou de 31,9%, no segundo trimestre do ano passado, para 34,7% entre abril e junho de 2021. A incorporadora informou também margem bruta ajustada de 35,5%, ante 35% no mesmo período do ano passado.

(Com Reuters e Estadão Conteúdo)

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Gestor explica por que prefere Marfrig ao invés de Minerva, JBS e BRF

(CONDADO DA FARIA LIMA) – No Coffee & Stocks desta quinta-feira (15), recebemos Flavio Kac, gestor com mais de 15 anos de experiência e que hoje é responsável pelo fundo Asa Long Biased, da Asa Investments. Ele explicou por que Marfrig (MRFG3) é a maior posição da carteira dele e por que, na visão dele, ela é um melhor investimento agora do que Minerva (BEEF3), JBS (JBSS3) e BRF (BRFS3).

A explicação completa você confere nos 30 minutos de conversa no vídeo acima ou direto em nosso canal no Youtube (link aqui). Aos mais apressados, deixo aqui um breve resumo:

Por que Marfrig? Maior exposição ao mercado americano, que é beneficiado não só pela forte demanda (forte estímulo do governo para a população durante a crise) como também pela oferta equilibrada, diferente daqui do Brasil, onde o ciclo do boi está desfavorável e gerando “spread negativo” para os produtores. Além disso, Marfrig finalmente começou a gerar fluxo de caixa positivo nos últimos 2 anos e neste 2º trimestre o resultado deve vir recorde.

Por que não Minerva? Justamente pelo ciclo desfavorável no Brasil. Isso é cíclico e uma hora isso vai mudar, mas o ciclo do boi é longo (demora cerca de 4 anos para um bezerro virar boi), é preciso esperar essa melhora.

Por que não JBS? Assim como a Marfrig, a JBS consegue se beneficiar do forte consumo americano, mas por ela ter mais exposição ao Brasil do que a Marfrig e maior exposição ao mercado de frango (que está sendo impactado pela forte alta nos preços das commodities, principal custo na criação dos frangos), o gestor prefere Marfrig.

Compra da fatia da BRF: no primeiro momento, ficamos assustados, mas depois vimos que foi um movimento super acertado. O valuation foi atrativo e o ciclo do frango está ruim, mas uma hora tende a se normalizar. Ao mesmo tempo, a BRF tornou-se um dos maiores clientes da Marfrig, então se um grande player decidisse comprar a BRF, a Marfrig poderia perder um grande cliente; com a compra dessa fatia, ela consegue se proteger disso, lucrando com uma eventual venda da BRF.

Ação do Mater Dei salta 6% após compra de rede de hospitais; Vale segue em alta, enquanto petroleiras viram para queda

Mater Dei (Foto: Divulgação)

SÃO PAULO – Com os mercados à espera pela divulgação da ata da última reunião do Federal Reserve, que deve dar novos sinais sobre o movimento de aperto monetário nos Estados Unidos, investidores monitoram na Bolsa brasileira nesta quarta-feira (7) os fortes ganhos da Mater Dei (MATD3).

O Hospital Mater Dei anunciou que seu Conselho de Administração aprovou a compra do Grupo Porto Dias, maior rede de hospitais da região Norte do país, em uma transação que envolve R$ 800 milhões, além da emissão de ações. Os papéis MATD3 apresentavam ganhos de 6,14% por volta das 10h30.

O movimento positivo também era visto no restante do índice. Companhias voltadas à reabertura econômica, como aéreas e educacionais, que recuaram na véspera, em meio ao avanço da variante delta do coronavírus no Brasil e com maiores incertezas sobre a recuperação econômica global, apresentavam altas nesta manhã. Os papéis da Gol ([GOLL4]) tinham alta de 0,7% por volta das 10h15, enquanto os da Cogna subiam perto de 0,5%.

Já a Ânima Educação (ANIM3), que abriu o pregão em alta após anunciar a aquisição de participação de 55,78% na edtech Gama Academy por R$ 33,8 milhões, operava perto da estabilidade, entre perdas e ganhos por volta das 10h15.

Nas commodities, a Petrobras (PETR3;PETR4) apresentava alta de até 1,5% em uma sessão de recuperação após a forte baixa da véspera e em um dia que apontava para ser de recuperação para o petróleo. Contudo, os papéis amenizaram os ganhos, com PETR4 em alta de cerca de 0,7% e PETR3 praticamente estável. Já as ações da PetroRio (PRIO3), após avançarem cerca de 2%, passaram a ter queda de 1%. O movimento coincidiu também com a virada do petróleo, que passou a ter leves perdas com as incertezas sobre a oferta da Opep+ predominando.

Na segunda-feira, os ministros da Opep+, que inclui a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), Rússia e outros produtores, abandonaram conversas após não conseguirem serem bem-sucedidos nas negociações entre a Arábia Saudita, maior produtor da Opep, e os Emirados Árabes Unidos. Inicialmente, o petróleo obteve fortes altas nos fins das negociações, porém os preços recuaram, pois os traders se concentraram na possibilidade de alguns produtores “abrirem as torneiras” e começarem a exportar mais barris.

Já a Vale (VALE3), uma das poucas ações a subirem na véspera, segue em alta com a continuidade da variação positiva da cotação do minério.

Confira os principais destaques desta quarta-feira (7):

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A sessão desta quarta-feira marca o leilão da InfraCo da Oi, o último dos grandes ativos colocados à venda pela companhia. Apenas uma proposta – a dos fundos do BTG Pactual em conjunto com a Globenet Cabos Submarinos – teria sido apresentada.

“O leilão da InfraCo não deve ter novidade. A chance é quase zero de o BTG tirar a oferta. Se houver alguma surpresa, é mais provável que seja positiva, de aparecer um forasteiro, como uma Digital Colony, mas é uma chance muito baixa”, destacou no mês passado ao InfoMoney Luiz Guerra, CIO da Logos Capital.

A ideia inicial era leiloar 51% da InfraCo, mas a Oi aceitou a proposta revisada do BTG para vender 57,9% da InfraCo, por R$ 12,9 bilhões. Veja mais clicando aqui e aqui.

A Ambipar anunciou uma nova aquisição: a companhia informou na noite da véspera que comprou integralmente a Swat Consulting Inc., por meio de sua controlada indireta Ambipar Holding USA. A empresa faturou US$ 7,5 milhões em 2020.

A Petrobras informou na terça que vai promover um aumento de 7% nos preços de venda de gás natural para as distribuidoras a partir de 1º de agosto. A empresa cita a valorização do petróleo no segundo trimestre deste ano. Os reajustes da companhia são realizados trimestralmente, com variações que decorrem da aplicação de fórmulas negociadas nos contratos de fornecimento.

Na véspera, as ações da Petrobras fecharam em queda de mais de 3%. No radar da companhia, estão a pressão dos caminhoneiros para que empresa reveja aumentos de combustíveis anunciados na segunda-feira e a visão de que o ajuste foi insuficiente para fechar o gap ante valores no mercado internacional.

A terça foi de forte volatilidade para os mercados de petróleo, com os futuros de commodity revertendo alta com preocupações de que o fracasso da Opep+ em ratificar um acordo pode levar os produtores a perderem a disciplina na oferta diante do aumento da demanda.

Mesmo com o reajuste recente da petrolífera, o Bradesco BBI vê os preços da gasolina e do diesel com um desconto de 9% e 4%, respectivamente, em relação aos preços internacionais, segundo o analista Vicente Falanga.

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A companhia ainda informou nesta quarta-feira que recebeu indicações de candidatos para o Conselho de Administração, caso adotado o procedimento de voto múltiplo para eleição na próxima assembleia geral extraordinária, a ser oportunamente convocada.

Os nomes indicados pelas gestoras Absolute Gestão de Investimentos, Moat Capital Gestão de Recursos e Banco Clássico são: José João Abdalla Filho; Marcelo Gasparino da Silva; e Pedro Rodrigues Galvão de Medeiros.

O anúncio ocorre após a efetivação da renúncia de Gasparino ao cargo de conselheiro. Representante dos minoritários, ele anunciou em abril que deixaria o posto para provocar nova eleição, alegando problemas nos procedimentos da assembleia que o elegeu.

Vale (VALE3) e siderúrgicas

Os contratos futuros do aço negociados na China dispararam nesta quarta-feira, com o vergalhão para construção e as bobinas laminadas a quente fechando em alta de mais de 3%, impulsionados por expectativas de cortes de produção.

“Recentemente, a antecipação da redução de produção de aço voltou à tona”, disse a SinoSteel Futures em nota, acrescentando que alguns governos locais emitiram documentos relacionados ao tema, embora detalhes ainda não tenham sido divulgados.

Já a referência do minério de ferro, para entrega em setembro, recuperou-se de perdas registradas na parte matutina da sessão e fechou em alta de 1%, a 1.244 iuanes por tonelada.

No radar da Vale, a companhia apresentou recurso na Justiça do Trabalho contra a decisão que fixou indenização de R$ 1 milhão por danos morais para cada empregado da mineradora que morreu na tragédia de Brumadinho, em Minas Gerais.

A sentença de primeira instância, publicada no início do mês passado, contemplou 131 funcionários. A mineradora alega, no entanto, que o valor é “absurdo” e “exorbitante” e que é “astronômico” o total de R$150 milhões arbitrado na decisão. Veja mais clicando aqui. 

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A Méliuz espera precificar em 15 de julho uma oferta bilionária de ações, com esforços restritos, segundo fato relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) nesta quarta-feira.

A operação consiste na distribuição primária de 7.500.000 papéis e secundária de inicialmente 6.010.645 ações, sendo os acionistas vendedores Ofli Campos Guimarães e fundos da Endeavor Catalyst e da Monashees Capital.

A oferta secundária poderá ser elevada em até 50% para atender eventual excesso de demanda. BTG Pactual, Itaú BBA, Morgan Stanley e UBS BB são os coordenadores da oferta.

Com base no preço de fechamento da ação na terça-feira, de R$ 55,44, a oferta alcança R$ 1,1 bilhão, considerando a colocação da totalidade das ações adicionais.

Os recursos com a oferta primária serão usados para ampliar a participação da companhia em marketplace e serviços financeiros, além de potenciais aquisições de empresas consideradas estratégicas.

A companhia de alimentos BRF anunciou o investimento de US$ 2,5 milhões na startup israelense Aleph Farms, e quer produzir carne cultivada a partir de células bovinas não geneticamente modificadas em 2024, disse à Reuters um executivo da empresa.

A produção deste tipo de carne começa com a obtenção de células de alta qualidade de animais, porém sem o abate. As células são cultivadas fora do corpo do animal com o fornecimento de nutrientes e ambiente propício para seu desenvolvimento.

Ainda em fase de testes, a proteína poderá chegar ao mercado brasileiro na forma de hambúrguer, almôndegas, embutidos como salsicha ou steaks.

O investimento fez parte da segunda rodada de captações da startup israelense que levantou US$ 105 milhões entre diversas companhias pelo mundo.

Somando os aportes obtidos na primeira rodada, o montante obtido chega a US$ 118 milhões.

De acordo com comunicado da BRF, os recursos obtidos pela Aleph serão aplicados para executar planos de comercialização de carne cultivada em larga escala global e expansão do portfólio. “Estudos realizados com base na metodologia de Análise do Ciclo de Vida apontam que a produção de carne cultivada tem potencial para reduzir significativamente a emissão de gases do evento estufa, além de diminuir o uso de terras para criação de animais em mais de 90% e o uso de água em até 50%.”

Mater Dei (MATD3)

O Hospital Mater Dei informou na terça-feira que seu conselho de administração aprovou compra do Grupo Porto Dias, maior rede de hospitais da região Norte do país, em uma transação que envolve R$ 800 milhões, além da emissão de ações. O acordo foi acertado sobre uma participação de 70% do Grupo Porto Dias e a Mater Dei vai emitir 27,27 milhões de papéis como parte do pagamento, cerca de 7,1% do capital social total da companhia.

O banco ressalta que o ativo tem, no momento, 388 leitos em operação, e que deve atingir 592 em 2022. O Mater Dei tem atualmente 624 leitos, e as previsões para fusões e aquisições feitas pelo Itaú são de 300 camas em 2022. O Itaú BBA mantém avaliação outperform (perspectiva de valorização acima da média do mercado), e preço-alvo de R$ 22 para o papel.

A Hapvida anunciou nesta quarta-feira acordos para duas aquisições nas regiões Sudeste e Nordeste do Brasil no total de R$ 475 milhões, seguindo sua estratégia de expansão e consolidação nacional e aumento da verticalização.

Em São Paulo, a companhia assinou proposta vinculante para a compra de até 100% do grupo Grupo HB Saúde de São José do Rio Preto por R$ 450 milhões – considerando a totalidade das ações.

Na Bahia, a subsidiária Ultra Som Serviços Médicos assinou contrato para a aquisição do Hospital Dia Cetro em Alagoinha por 25 milhões de reais, em operação que inclui o imóvel com terreno.

O Bradesco BBI iniciou a cobertura da Locaweb com recomendação outperform e preço-alvo de R$ 37 para 2022, ou potencial de valorização de 46% em relação ao fechamento da terça-feira.

A empresa oferece serviços de tecnologia de internet, focada em pequenas e médias empresas. O banco diz ver espaço para valorização devido à penetração relativamente pequena do mercado, amplo leque de produtos com vantagens competitivas, e espaço para aquisições.

O Bradesco ressalta que nos últimos 18 meses a empresa fez cerca de 10 aquisições. O banco avalia que atores globais mesmo setor registram crescimento e monetização de clientes, e afirma que a Locaweb pode estar nos estágios iniciais do setor no Brasil, com espaço para expansão e melhora da monetização nos próximos anos.

O banco ressalta que, entre 2018 e 2020, a empresa obteve uma taxa anual de crescimento composta de 25% em sua receita.

A agência de classificação de risco Standard and Poor’s Global Ratings elevou o rating da Companhia na Escala Nacional Brasil da Even de brAA para brAA+, com perspectiva positiva.

A companhia de alimentos Minerva Foods, maior exportadora de carne bovina da América do Sul, lançou e concluiu na quarta-feira, por meio de sua subsidiária em Luxemburgo, a precificação de títulos de dívida no valor total de US$ 400 milhões, informou a empresa em comunicado ao mercado.

Segundo a Minerva, os “bonds” têm taxa de juros de 4,375% ao ano e vencimento em 2031 adicionais, originalmente emitidos em março deste ano. “A emissão das Notas Adicionais faz parte do processo de ‘liability management’ da Minerva, cujo objetivo é o de alongar o perfil dívida da companhia e reduzir o custo da estrutura de capital”, afirmou a empresa.

Os recursos, de acordo com a Minerva, serão utilizados no pagamento antecipado de dívidas da companhia e em usos gerais. A operação recebeu classificação de risco em moeda estrangeira “BB” pelas agências S&P e Fitch Ratings.

(com Reuters, Bloomberg e Estadão Conteúdo)

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Carne do Brasil ganha espaço nos EUA com demanda chinesa pelo produto americano e beneficia gigantes do setor

SÃO PAULO (Reuters) – Relações comerciais conturbadas entre China e Austrália fizeram com que os chineses passassem a buscar mais carne bovina no mercado norte-americano, abrindo espaço para o Brasil elevar suas exportações da proteína aos EUA, o que gera um movimento por habilitações de novos frigoríficos brasileiros pelo país da América do Norte.

O cenário já beneficia gigantes do setor como JBS (JBSS3), Marfrig (MRFG3) e Minerva Foods (BEEF3), visto que todas possuem plantas aprovadas para embarcar aos EUA. Mas essas empresas têm se movimentado de olho na possibilidade de abocanhar maior fatia no país norte-americano.

Os EUA alcançaram, em maio, a terceira colocação entre os principais compradores de carne bovina do Brasil, conforme dados da associação de exportadoras Abiec, com uma disparada de 186% no volume adquirido, para 10,73 mil toneladas, avançando cinco posições ante o mesmo mês de 2020.

“A JBS tem 12 unidades habilitadas para exportar para os EUA e está sempre atenta a possibilidades de ampliação”, disse a companhia em nota à Reuters.

A Marfrig recebeu, na semana passada, uma recomendação do Ministério da Agricultura para que sua unidade de Chupinguaia (RO) passe a exportar para o mercado norte-americano. Agora, esta planta e a de Alegrete (RS), recomendada pelas autoridades do ministério em maio, aguardam aprovação das autoridades americanas para confirmar a habilitação.

A Marfrig disse, por meio da assessoria de imprensa, que já embarca a proteína in natura e processada por meio de quatro unidades: Bagé e São Gabriel, no Rio Grande do Sul, Bataguassu (MS) e Promissão (SP).

Também na última semana, a Minerva anunciou que sua divisão de carnes processadas, a Minerva Fine Foods, foi habilitada para exportar produtos cozidos e congelados aos Estados Unidos pela planta de Barretos (SP), única operação de processados da companhia no Brasil.

A unidade se juntou a outras cinco plantas da Minerva Foods que podem embarcar a proteína bovina aos norte-americanos, sendo quatro para envio de carne in natura e uma que exporta o produto enlatado.

Embora as empresas estejam buscando ampliar o leque de possibilidades para exportar aos EUA, os embarques já estão fortes com as atuais habilitações. No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, os frigoríficos brasileiros aumentaram em 165,6% o volume da proteína exportada aos norte-americanos, para 33,8 mil toneladas, segundo a Abiec.

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Dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês), por sua vez, mostram que o país vendeu 48.292 toneladas de carne bovina para a China de janeiro a abril, um extremo avanço ante o volume de 3.255 toneladas enviado no mesmo período de 2020.

JOGO ENTRE MERCADOS

“Esperamos que os EUA direcionem parte da sua carne para a China para compensar a redução de exportação da Austrália para aquele país. Com isso, o Brasil acaba ganhando espaço no mercado americano”, disse a diretora da consultoria Agrifatto, Lygia Pimentel.

Ela afirmou que a conjuntura é promissora para a proteína bovina e também pode beneficiar as exportações brasileiras de carne suína aos EUA. Apenas a área de aves não seria igualmente favorecida por falta de unidades habilitadas.

O diretor da Scot Consultoria, Alcides Torres, disse que houve um conflito político entre China e Austrália, que motivou o recuo das compras chinesas daquele mercado.

“Os chineses saíram comprando carne em outros mercados e os EUA saíram favorecidos com essa escolha, mesmo porque o rebanho australiano é muito parecido com o americano, a raça é semelhante. Foi uma substituição zootecnicamente esperada”, explicou Torres.

Ele ainda ressaltou que como os EUA são, historicamente, grandes exportadores e importadores de muitos produtos, trazer carne de fora para complementar a oferta local é uma estratégia que também condiz com o perfil de negociação dos americanos.

“Mas se não houvesse esse aquecimento no intercâmbio comercial, com aumento de vendas dos EUA para a China, provavelmente o Brasil ainda estaria patinando no volume para os EUA”, destacou Torres, lembrando que em anos anteriores os frigoríficos brasileiros já sofreram com barreiras sanitárias impostas pelos americanos.

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“Acho que agora o Brasil tende a consolidar sua posição como fornecedor de carne para os Estados Unidos. O tipo de filé é diferente, mas a nossa carne serve para várias finalidades, como hambúrguer… O Brasil deve, nesse jogo internacional, melhorar seu desempenho.”

Sobre o avanço dos EUA no ranking dos principais destinos da carne do Brasil em maio –ficando atrás apenas de China e Hong Kong–, o diretor da Scot afirmou que também contribuiu para isso o recuo nas compras de outros países importadores em função da pandemia da Covid-19.

Apesar do forte crescimento para os EUA, os embarques ainda são relativamente pequenos perto das exportações brasileiras aos chineses, que somaram mais de 300 mil toneladas de janeiro a maio.

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Ações de Minerva e Marfrig caem com Argentina suspendendo exportações; Mosaico cai 6% após balanço

Feitos com vegetais, os hambúrgueres “plant based” replicam sabor e visual da carne (Sean Gallup/Getty Images)

SÃO PAULO – Na reta final da temporada de balanços, quem ganha destaque entre as quedas é a Mosaico (MOSI3), com baixa de cerca de 6%, enquanto Hermes Pardini (PARD3) zerou a alta de mais de 3% dos seus ativos após o balanço do primeiro trimestre de 2021.

Atenção ainda para as empresas ligadas ao setor de commodities, com Vale (VALE3) e siderúrgicas, em especial a CSN (CSNA3) em alta em um dia movimentado para o setor, com a valorização de mais de 4% do minério na sessão e com a  CSN pedindo registro para uma oferta primária de ações ordinárias de emissão da sua controlada CSN Cimentos.

As ações de construtoras, com destaque para a EzTec (EZTC3) dentro do Ibovespa com queda de mais de 4%, registram baixas após o Credit Suisse revisar as suas recomendações para o setor.

Já a Pague Menos (PGMN3) vê a sua ação disparando mais de 10% após confirmar que está em negociação para comprar a Extrafarma, do grupo Ultrapar. Os ativos UGPA3, por sua vez, viraram para leve baixa.

Frigoríficos como Minerva (BEEF3), Marfrig (MRFG3), JBS (JBSS3) e BRF (BRFS3) caem, com BEEF3 e MRFG3 entre as maiores, baixas, entre 3% e 4%. No radar, está a notícia de que a Argentina suspendeu por 30 dias exportações de carnes. A Minerva tem a opção de compensar suas vendas a partir da produção em outras nações. Já a Marfrig disse que o impacto direto desta restrição se limita a 1,3% da receita líquida consolidada.

Confira mais destaques:

Pague Menos (PGMN3) e Ultrapar (UGPA3)

A rede de varejo farmacêutico Pague Menos fechou na noite de segunda-feira a compra da rival Extrafarma do conglomerado Ultrapar por 600 milhões de reais, disseram à Reuters duas fontes a par do assunto.

Em comunicado de esclarecimento, a Pague Menos afirmou que está atualmente em negociação para uma potencial transação envolvendo a aquisição da Extrafarma. Porém, não há, até o presente momento, qualquer contrato vinculante celebrado acerca de uma eventual transação, assim como não há qualquer garantia sobre a efetivação de qualquer negócio entre a Companhia e a Extrafama.

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O negócio tornaria a Pague Menos a segunda maior varejista de drogarias do Brasil, atrás apenas da RD (RADL3), dona das bandeiras Drogasil e Droga Raia. Atualmente, a Pague Menos é a terceira maior cadeia de farmácias.

A compra da Extrafarma elevaria em mais de um terço o número de lojas da Pague Menos, para 1.503 unidades, e reforçará a sua presença principalmente nas regiões Norte e Nordeste do Brasil, afirmou uma das fontes. A Extrafarma possui 402 lojas.

A Pague Menos, que tem como investidor a gestora de private equity General Atlantic, pagará 300 milhões de reais à Ultrapar quando o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) der o sinal verde ao negócio. O restante será pago nos próximos dois anos, em duas parcelas iguais. Considerando dívida e caixa, o valor total da Extrafarma foi fixado em R$ 700 milhões.

De acordo com o Credit Suisse, para a Ultrapar, a transação é marginalmente positiva. O valor da operação por si só não é muito significativo (cerca de 2,5% do valor de mercado), mas a venda está estrategicamente alinhada com a reestruturação do portfólio da Ultrapar.

O Bradesco BBI aponta que o valor total de R$ 700 milhões, considerando dívida e caixa (EV), ficou abaixo da avaliação dos analistas de R$ 1 bilhão. O valuation da transação ficou em 5 vezes o EV sobre Ebitda, o que consideram barato, especialmente dadas as sinergias esperadas com as fusões e aquisições para a Pague Menos.

Já para a Pague Menos, a aquisição parece interessante na avaliação do BBI. “Porém, levando em consideração que as duas têm alta exposição ao Nordeste, esperamos um reequilíbrio do posicionamento das duas marcas, o que pode significar o fechamento de lojas para não haver canibalização entre as marcas. Por fim, em termos financeiros, levando-se em conta que a Pague Menos teria desembolsado cerca de R $ 1,5 milhão por loja, pareceu um preço interessante sabendo que a abertura de uma nova loja varia de R$ 1 milhão a R$ 2 milhões”, destacaram os analistas.

Construtoras

Os analistas do Credit Suisse revisaram a cobertura para o setor de construção, reduzindo a recomendação de outperform (desempenho acima da média do mercado) das ações das companhias EzTec (EZTC3) e Mitre (MTRE3), por serem dependentes de crescimento, da Even (EVEN3), por falta de catalisador, e da Direcional (DIRR3) por já ser precificada.

Cyela (CYRE3) e Moura Dubeux (MDNE3) tiveram a recomendação mantida em outperform, enquanto houve manutenção de Tenda (TEND3) e MRV ([MRVE3]) como neutras.

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Os analistas Daniel Gasparete, Pedro Hajnal e Vanessa Quiroga apontam que, apesar dos dados ainda indicarem um ambiente favorável para o setor, há maior preocupação com o ambiente macroeconômico, o que torna a assimetria mais inclinada para o lado negativo.

Os analistas possuem os seguintes preços-alvos para as ações do setor: R$ 24 para MRV (potencial de alta de 36% com relação ao fechamento de segunda-feira), R$ 32 para a Cyrela (upside de 31%), de R$ 15 para a Even (upside de 42%), de R$ 19 para Direcional (upside de 32%), R$ 44 para EzTec (upside de 33%), R$ 35 para Tenda (upside de 37%), R$ 14 para Moura Dubeux (upside de 57%) e de R$ 15 para Mitre (potencial de valorização de 33% frente o fechamento da véspera).

Bradesco (BBDC4), Banco do Brasil (BBAS3), Itaú (ITUB4) e Santander (SANB11

O Bank of America elevou o preço-alvo para as ações do setor após os resultados do primeiro trimestre e prevê alta dos lucros dos grandes bancos, em média, de 33% em 2021, de 12% em 2022 e de 13% em 2023.

“Após o lucro líquido dos bancos superar as estimativas no primeiro trimestre do ano, revisamos as estimativas de lucro para 2021 em 5% para cima e em 4% para 2022 e atualizamos nossos preços-alvos, que agora sugerem 23% de alta em relação aos preços atuais, em média. Nossas novas estimativas refletem previsões de margem financeira mais altas e  menores provisões para devedores duvidosos”, apontam.

O BofA destaca que o setor apresentou um desempenho abaixo do Ibovespa no acumulado do ano (de queda de 9% ante alta de 2% do benchmark do índice), colocando os múltiplos do setor de preço sobre o lucro (P/L) para abaixo da média histórica. Para os analistas, o ambiente de alta de taxa de juros e reabertura da economia sustentará lucros mais altos na segunda metade do ano, o que deve sustentar o desempenho das ações.

Leia também: ROE de grandes bancos cai pela metade em 15 anos e pode piorar. Ações deixaram de ser atraentes?

Os analistas do banco possuem recomendação de compra para Banco do Brasil, com preço-alvo de R$ 43 (potencial de valorização de 36% frente o fechamento da véspera), para Bradesco, com preço-alvo de R$ 31 (com upside de 24% para os ativos PN) e para o Itaú, com preço-alvo de R$ 34 (upside de 17%). Já para o Santander Brasil, a recomendação é neutra, com preço-alvo de R$ 46 (ou potencial de valorização de 16%), por conta de um valuation mais esticado e um balanço patrimonial mais fraco na comparação com os seus pares.

Vale (VALE3), CSN Mineração (CMIN3) e Usiminas (USIM5)

O Bradesco BBI destaca que os preços do minério de ferro caíram US$ 16 em relação ao ponto mais alto da semana anterior, mantendo-se, no entanto, em um patamar alto.

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A queda foi impulsionada pela proibição pela cidade de Tangshan de que fabricantes de aço “façam conluio uns com os outros, inventem e distribuam informações que possam fazer com que os preços subam”.

As top picks do banco para o setor na América Latina são Vale, com preço-alvo de US$ 25, frente aos R$ 21,59 negociados pelos papéis VALE na Bolsa de Nova York na segunda; CSN Mineração, com preço-alvo de R$ 14, frente aos R$ 9,65 negociados na segunda; e Usiminas, com preço-alvo de R$ 32, frente aos R$ 21,45 negociados na segunda.

A sessão foi de ganhos para o minério na China: a alta é de mais de 4% nesta terça-feira, impulsionados por fortes margens de lucros em usinas siderúrgicas, enquanto uma produção recorde de aço sugeriu também uma demanda resiliente pela matéria-prima e ajudou a alimentar o sentimento do mercado.

O contrato mais negociado do minério de ferro na bolsa de commodities de Dalian DCIOcv1, para entrega em setembro, chegou a saltar 5,5%, para 1.256 iuanes (US$ 195,26) por tonelada, antes de fechar em alta de 4,3%, a 1.243 iuanes.

Ainda no radar do setor, a CSN pediu registro para uma oferta primária de ações ordinárias de emissão da sua controlada CSN Cimentos, de acordo com fato relevante da companhia à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) no final de segunda-feira. A oferta busca listar os papéis no segmento especial de listagem do Nível 2 da B3. A companhia realizou em fevereiro o IPO de sua subsidiária de mineração, a CSN Mineração.

A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (18) a Medida Provisória 1031/21, que cria as condições para a privatização da Eletrobras, estatal vinculada ao Ministério de Minas e Energia que responde por 30% da energia gerada no País. A sessão do Plenário está marcada para as 15h.

O modelo de privatização prevê a emissão de novas ações a serem vendidas no mercado sem a participação da empresa, resultando na perda do controle acionário de voto mantido atualmente pela União.

Apesar de perder o controle, a União terá uma ação de classe especial (golden share) que lhe garante poder de veto em decisões da assembleia de acionistas a fim de evitar que algum deles ou um grupo de vários detenha mais de 10% do capital votante da Eletrobras.

A incorporadora Gafisa reverteu o prejuízo líquido de R$ 25,5 milhões do primeiro trimestre de 2020 e teve lucro líquido de R$ 12,9 milhões.

Já a receita líquida subiu 137,3%, a R$ 170,1 milhões.

Mesmo sem lançamento de projetos, a Gafisa teve alta de 350,8% nas vendas líquidas, a R$ 129 milhões. Já as vendas brutas subiram 320,4%, para R$ 162,9 milhões, já os distratos tiveram alta de 235%, para R$ 33,9 milhões.

A Gafisa possui três projetos em fase de pré-comercialização, com um Valor Geral de Vendas (VGV) de R$ 546,1 milhões; os lançamentos começarão a ser feitos no fim deste mês.

A Mosaico, dona dos sites Zoom, Buscapé e Bondfaro, teve queda de 68,1% no lucro líquido ajustado no primeiro trimestre de 2021 na comparação com igual período de 2020, indo de R$ 8,9 milhões para R$ 2,9 milhões agora.

A receita bruta subiu 18,3%, na comparação anual, indo de R$ 49,1 milhões para R$ 58,1 milhões.

A receita ficou 4% abaixo da expectativa da XP, mas o Ebitda ficou 6% acima por conta de menores despesas com vendas/marketing. O lucro líquido, por sua vez, ficou bastante abaixo do projetado pelos analistas por conta de um efeito pontual de maiores despesas financeiras.

“Apesar do desempenho fraco de receita, isso já era esperado enquanto a companhia trouxe indicações e iniciativas positivas para os resultados dos próximos trimestres dado que o GMV tem apresentado uma recuperação gradual ao longo do trimestre e por conta do lançamento da plataforma de cashback a partir de maio, o lançamento esperado da plataforma de cupom no segundo trimestre e da plataforma de descoberta no 2º semestre de 2021”, avaliam os analistas.

A XP mantém visão positiva pra frente dado o forte pipeline de inovação da companhia, o forte cenário competitivo entre as empresas de e-commerce e a demanda reprimida pelas categorias de eletrônicos e linha branca. A recomendação segue de compra, com preço-alvo para o fim de 2021 de R$ 38 por ação para MOSI3.

A Linx teve prejuízo de R$ 6,87 milhões no primeiro trimestre de 2021, baixa de 24% em relação ao prejuízo em igual período de 2020. A receita líquida, por sua vez, teve alta de 10,6% no comparativo anual, a R$ 230,6 milhões.

O Ebitda foi de R$ 46,3 milhões, alta de 24% na comparação anual.

A empresa apontou que a Linx Digital alcançou participação de 14,7% na receita recorrente trimestral. O Linx Pay chegou a 13,1% de participação. Já a Linx Core avançou para 14,6%.

Cruzeiro do Sul (CSED3)

A Cruzeiro do Sul fechou o primeiro trimestre com lucro líquido ajustado de R$ 31 milhões, alta de 210%, segundo dados divulgados na segunda. Sem a despesas não recorrentes, o lucro fica em R$ 16,3 milhões, frente a prejuízo de R$ 33,3 milhões do mesmo período do ano anterior.

Boa Vista (BOAS3)

O lucro líquido da Boa Vista teve queda de 9,6% no primeiro trimestre de 2021 na comparação anual, para R$ 17 milhões.

O Morgan Stanley comentou os resultados divulgados pela Boa Vista antes de itens extraordinários, que ficaram em R$ 26 milhões, queda de 26% na comparação trimestral e alta de 35% na comparação anual, ficando 11% abaixo de sua estimativa. O Ebitda ficou em R$ 75 milhões, queda de 19% na comparação trimestral e de 2% na comparação anual, 3% abaixo da expectativa do banco.

A receita líquida ficou em R$ 17 milhões, queda de 67% na comparação trimestral e de 10% na comparação anual. Como ponto positivo, o banco destaca que as despesas operacionais cresceram apenas 3% no ano, ficando 4% abaixo de sua estimativa.

O banco mantém recomendação overweight e preço-alvo de R$ 18, frente aos R$ 12,32 negociados na segunda.

Hermes Pardini (PARD3)

A Hermes Pardini lucrou R$ 50,1 milhões no primeiro trimestre de 2021, valor 3,17 vezes a igual período de 2020.

A XP aponta que a empresa apresentou um trimestre absolutamente em linha com as expectativas dos analistas em termos de lucro. “Embora seja uma melhoria impressionante no lucro versus o ano anterior, devemos notar que 2020 é um comparativo “fácil” (devido ao impacto negativo da primeira onda da pandemia) e que a magnitude do impacto positivo nos resultados dos testes da Covid em 2021 é pouco clara, pois a empresa não forneceu muitos dados sobre isso”, avaliam.

Portanto, também não está claro como será o crescimento orgânico quando a pandemia acabar. “Como esperado, o número de exames aumentou 33% na base anual (em linha com o esperado) devido ao impacto positivo do teste para a Covid-19 em 2021 e os outros exames voltando aos níveis normais. O ticket médio ficou apenas 4% abaixo de nossas estimativas, mas 17% acima do ano anterior, já que os testes da Covid-19 têm ticket médio mais alto assim como outros exames como imagem que retomaram em 2021”, apontam.

Já a receita líquida atingiu R$ 477 milhões, 4% abaixo do projetado pela XP (devido ao ticket médio um pouco abaixo do esperado) e 55% acima do ano anterior. O Ebitda atingiu R$ 104 milhões, em linha com a estimativa e 111% acima na base trimestral.

“Vemos PARD3 sendo negociada a um P/L de 16,7 vezes, apenas 5% abaixo de sua média histórica, o que nos leva a reiterar nossa recomendação neutra para a ação com um preço-alvo de R$ 21 por ação”, apontam os analistas.

A Dimed, dona da Panvel, teve alta de 20,52% do seu lucro líquido no primeiro trimestre de 2021 na comparação anual, indo de R$ 16,35 milhões para R$ 19,71 milhões.

Iochpe-Maxion (MYPK3)

O lucro líquido da Iochpe-Maxion foi multiplicado em 5,59 vezes na comparação anual, indo de R$ 9,2 milhões nos primeiros três meses de 2020 para R$ 51,5 milhões no primeiro trimestre de 2021.

O Bradesco BBI comentou os resultados da Iochpe Maxion, com Ebitda de R$ 375 milhões, alta de 79% na comparação anual, 33% acima da expectativa do Bradesco e 29% acima daquela do mercado.

O banco mantém recomendação outperform, com base em um melhor mix de receitas e o real mais fraco, que deve compensar pelo risco de queda global na produção de veículos. O Bradesco elevou seu preço-alvo para 2021 de R$ 19 para R$ 21, frente aos R$ 14,24 de fechamento da segunda-feira.

Focus Energia (POWE3)

O lucro líquido da Focus Energia caiu 66,3% na comparação anual, passando de R$ 44,2 milhões para R$ 14,9 milhões.

Boa Safra (SOJA3)

A Boa Safra teve prejuízo de R$ 2,8 milhões no primeiro trimestre de 2021.

Dommo Energia (DMMO3)

A Dommo Energia teve queda de 96,1% do seu prejuízo líquido na comparação anual, indo de R$ 397,5 milhões para R$ 15,6 milhões.

Terra Santa Agro (TESA3)

A Terra Santa teve prejuízo líquido de R$ 38,2 milhões no primeiro trimestre de 2021, ante lucro em igual período do ano passado.

Petrorecôncavo (RECV3)

O prejuízo líquido da Petrorecôncavo diminuiu 90,5% no primeiro trimestre de 2021 na comparação anual, a R$ 12,9 milhões.

A Atma teve prejuízo líquido de R$ 39,6 milhões nos primeiros três meses deste ano, queda de 57% em relação a igual período de 2020.

GetNinjas (NINJ3)

A GetNinjas teve prejuízo líquido de R$ 5,5 milhões nos primeiros três meses do ano.

A Eneva informou na segunda-feira que deu início ao comissionamento à quente do campo de gás de Azulão, localizado na bacia do Amazonas, por meio de um teste de produção em um dos poços do ativo, realizado na semana passada.

O teste ocorreu na Unidade de Tratamento Primário e foi bem sucedido, segundo a empresa, que agora prevê a realização do comissionamento das unidades de autogeração e liquefação, embora a produção no local ainda dependa da conclusão de obras na unidade de tratamento de gás de Azulão.

A Copel Geração e Transmissão, da elétrica Copel, assinou contrato para a compra de 100% do Complexo Eólico Vilas, localizado em Serra do Mel (RN) e atualmente pertencente à Voltalia Brasil. O empreendimento possui 186,7 megawatts (MW) de capacidade instalada e o valor da transação é de R$ 1,059 bilhão.

Vasta Platform (NASDAQ: VSTA)

O Morgan Stanley se reuniu com o CEO, Mario Ghio, e com o CFO da Vasta, Bruno Giardino, para discutir os resultados relativos ao primeiro trimestre e a futura estratégia da empresa. O banco avalia que a empresa vem investindo em expandir sua oferta de produtos, o que poderia levar a mais ganhos de participação no mercado.

O Morgan acredita que a escala e as vantagens competitivas da Vasta devem permitir que continue a ganhar participação no mercado durante anos.

O banco aponta a Vasta com a sua top pick (escolha preferida) no setor de ensino brasileiro, com avaliação overweight (expectativa de valorização acima da média do mercado) e preço-alvo de US$ 14, frente aos US$ 8,11 negociados na segunda na Nasdaq.

(com Reuters e Estadão Conteúdo)

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Ação da Minerva sobe 4% após resultado, com analistas mostrando otimismo com futuro do frigorífico

(Shutterstock)

SÃO PAULO – As ações da Minerva (BEEF3) fecharam em alta de 4,37%, a R$ 10,50, nesta quarta-feira (5) após um resultado visto como positivo pelos analistas. O frigorífico lucrou R$ 259,5 milhões no primeiro trimestre de 2021, bem acima dos R$ 39 milhões esperados pelo mercado segundo dados compilados pela Refinitiv.

Já o Lucro Antes de Juros, Impostos, Depreciações e Amortizações (Ebitda, na sigla em inglês) da Minerva foi de R$ 484,9 milhões, o que representa um crescimento de 27,1% em relação ao mesmo período do ano passado. Houve um recuo de 21,4% na comparação trimestral. A expectativa dos analistas para o Ebitda do frigorífico era que o indicador ficasse em R$ 409 milhões.

A receita líquida, por sua vez, somou R$ 5,8 bilhões, uma expansão de 39,3% sobre o mesmo período do ano passado e de 1,8% na comparação com o quarto trimestre de 2020. As estimativas dos analistas apontavam para um faturamento de R$ 4,72 bilhões.

Segundo os analistas Ricardo Alves e Victor Tanaka, do Morgan Stanley, o desempenho da margem foi surpreendente e a força do faturamento, principalmente da Athena Foods, foi o principal fator que impulsionou o resultado do frigorífico.

“Na nossa visão, considerando que os preços de gado no Brasil ficaram em média em R$ 300 a arroba no trimestre (devido à bem limitada oferta de cabeças no país) nós consideramos o nível de lucratividade [da Minerva] como muito respeitável”, escreve a equipe de análise do banco americano.

Para o Morgan Stanley, as margens do frigorífico podem ficar ainda maiores ao longo de 2021, particularmente no segundo semestre.

A recomendação do banco para as ações ordinárias BEEF3 é overweight (exposição dos papéis na carteira acima da média do mercado) com preço-alvo de R$ 14,80, o que representa uma valorização de 41,36% sobre o atual patamar de negociação.

“Nós continuamos a ver uma muito favorável relação entre oferta e demanda globalmente para carne bovina em 2021, o que deve levar os preços em dólares a subirem”, avaliam os analistas.

Para Alves e Tanaka, a Minerva é a empresa que mais vai se beneficiar com as maiores exportações de carne fora da América do Sul, ao mesmo tempo em que é quem oferece a melhor relação risco/retorno.

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Já a equipe de análise da Levante Ideias de Investimento destacou no resultado do frigorífico o crescimento da receita líquida consolidada de 39,3% na comparação anual, alcançando R$ 5,8 bilhões no trimestre, com destaque para o crescimento da receita bruta no mercado externo de 42,4%.

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Os analistas da Levante também viram como positivo o crescimento de 27% no Ebitda em relação ao primeiro trimestre de 2020 e o fluxo de caixa livre trimestral de R$ 309 milhões, já após a contabilização dos efeitos de proteção cambial (hedge), com saldo positivo pelo décimo trimestre consecutivo.

“Mesmo com menor rentabilidade e pressão de custos, os resultados da companhia vieram com surpresa positiva em relação às expectativas, sobretudo na linha de receita, puxado pelo desempenho forte da divisão Athena Foods, complementado pelos preços cerca de 40% superiores na comparação anual na divisão Brasil”, afirma a Levante.

Segundo dados compilados pela Refinitiv, a Minerva acumula oito recomendações de compra e quatro neutras. O preço-alvo médio das ações BEEF3 é de R$ 15,21, o que resulta em uma valorização de 45,27% sobre o nível atual.

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