“A urna eletrônica também conecta à impressora. Estamos tranquilos”, diz CFO da Positivo sobre voto impresso

SÃO PAULO — Com contratos que somam mais de R$ 1 bilhão com entidades públicas para 2021, em sua maioria para o fornecimento de notebooks para escolas estaduais, e também para a entrega de 225.000 urnas eletrônicas que serão utilizadas nas Eleições de 2022, a Positivo Tecnologia (POSI3) diz não ter sido abalada pelas recentes discussões em torno da possível adoção de voto impresso no país — proposta que foi rejeitada pela Câmara em 10 de agosto.

Em live do InfoMoney, o CFO da companhia, Caio de Moraes, destacou que as urnas são seguras, mas que permitem a conexão à impressora, caso o voto impresso tivesse sido aprovado. A empresa atua em várias frentes — além do braço que atende o setor público, tem o segmento consumer, voltado às pessoas físicas, e o segmento corporativo, com vendas de equipamentos para empresas.

“Nós estamos fornecendo as urnas, o equipamento urnas, que é um equipamento que passou por todos os testes de segurança necessários para ser homologado e ganhar a licitação. Passamos com louvor. Nossa solução foi a solução tecnicamente mais completa. E eu ressalto também que a urna tem a possibilidade de conexão à impressora. Não estamos fornecendo as impressoras, estamos fornecendo as urnas, mas isso é possível ser feito. Então, estamos bastante tranquilos, a gente acredita que essas discussões todas [sobre voto impresso] são absolutamente neutras para a companhia, não teriam impacto nenhum”, disse o executivo.

A live faz parte do projeto Por Dentro dos Resultados, em que o InfoMoney entrevista CEOs e diretores de importantes companhias de capital aberto, no Brasil ou no exterior. Eles falam sobre o balanço do segundo trimestre de 2021 e sobre perspectivas. Para acompanhar todas as entrevistas da série, se inscreva no canal do InfoMoney no YouTube.

A Positivo viu sua receita bruta crescer 89% no segundo trimestre de 2021, na comparação com o mesmo período do ano passado, e 87% no semestre, frente à primeira metade de 2020, totalizando R$ 1,7 bilhão entre janeiro e junho. Ela também teve recorde histórico de Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) trimestral, de R$ 102 milhões, e de Ebitda nos últimos 12 meses, de R$ 327 milhões.

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A margem bruta da companhia atingiu 26% no segundo trimestre deste ano, com margem Ebitda de 13%. O lucro líquido semestral foi de R$ 107 milhões. Moraes destacou que houve crescimento em todas as unidades de negócio da companhia — a receita bruta da unidade de consumer cresceu 131% no semestre, para R$ 1 bilhão; no corporativo, o crescimento foi de 36% no semestre, a R$ 279 milhões; e no segmento público, o avanço foi de 54%, a R$ 425 milhões.

“Eu destaco a manutenção do alto volume de vendas de computadores. É um mercado que continua bastante aquecido, com crescimento de 52% na comparação ano contra ano semestral”, disse. “Na área de mobilidade, representada por celulares e tablets, também tivemos crescimento expressivo, especialmente em tablets, que cresceram 92% na base semestral, ano contra ano”, completou.

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O executivo afirmou ainda que a Positivo reestruturou a área de negócios corporativos. “É a unidade de negócios com o maior potencial de crescimento do portfólio”, disse. A companhia também reformulou sua área de relações com investidores e reativou sua área voltada à educação, visando conectar edtechs, escolas públicas e privadas e as soluções de hardwares e softwares educacionais da Positivo.

Moraes falou ainda sobre a falta de componentes gerada pela pandemia de Covid-19 e como a Positivo conseguiu contornar o problema com seus fornecedores na Ásia, falou sobre o licenciamento e primeiras vendas da marca Compaq no semestre, sobre o crescimento da avenida de casa inteligente, com produtos como a smart lâmpada e parcerias com construtoras, como a MRV, e também sobre os investimentos na Hilab, o braço de venture capital do grupo.

O CFO da companhia explicou que 90% dos insumos utilizados pela Positivo na fabricação de seus produtos são dolarizados, por isso a empresa possui um hedge para a variação cambial. Além disso, ele comentou ainda sobre o fim do contrato de exclusividade com a Cielo para as soluções de meios de pagamento, o que abre oportunidade para a empresa captar novos clientes na área. Moraes falou também sobre a estratégia da companhia para o HaaS (Hardware as a Service).

“A gente está numa situação muito confortável de endividamento e alavancagem, de 1x a relação dívida líquida/Ebitda, com posição de caixa bastante robusta para fazer face ao crescimento que a gente enxerga nos próximos trimestres. Temos um otimismo maior com a segunda metade do ano porque geralmente ela representa aproximadamente 55% da receita anual da companhia, tendo como base os últimos anos. Este ano não deve ser diferente”, afirmou o CFO. Assista à live completa acima, ou clique aqui.

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“Quero expressar minha repulsa ao que aconteceu com a Renner. Não é fragilidade deles”, diz CEO da Marisa sobre ataque cibernético

SÃO PAULO — O ataque cibernético que sofreu a Renner (LREN3) nesta semana gerou “repulsa” ao CEO da Marisa (AMAR3), Marcelo Pimentel, que destacou que o chamado ransomware não foi fruto de fragilidade da concorrente e que todas as empresas estão vulneráveis a esse tipo de crime.

“Eu quero expressar aqui toda a minha repulsa ao que aconteceu com a Renner e dizer que isso não é uma fragilidade deles, é um problema dos criminosos. Todas as empresas estão vulneráveis. Somos competidores no high street, mas os respeitamos muito e sabemos o quanto eles trabalham com muita diligência neste contexto. Todo meu apoio a eles”, disse o executivo em live do InfoMoney na sexta-feira (20).

A live faz parte do projeto Por Dentro dos Resultados, em que o InfoMoney entrevista CEOs e diretores de importantes companhias de capital aberto, no Brasil ou no exterior. Eles falam sobre o balanço do segundo trimestre de 2021 e sobre perspectivas. Para acompanhar todas as entrevistas da série, se inscreva no canal do InfoMoney no YouTube.

Pimentel destacou que a Marisa tem trabalhado em segurança há muitos anos, com processos jurídicos de monitoramento. “No contexto de LGPD, nós também fizemos um esforço para ficar 100% compliant. (…) Você tem que ficar varrendo seu sistema constantemente porque é um mercado muito grande da parte criminal tecnológica. É prejudicial para a organização, mas também para o cliente”, afirmou.

Adalberto Pereira Santos, CFO da companhia, que também participou da live, comentou sobre o braço financeiro da Marisa, o MBank. “Estamos trabalhando na digitalização de todo o nosso portfólio de produtos e tudo isso já foi traduzido em nosso app. Hoje, via app, a contratação de serviços, a contratação de empréstimos e de seguros, essas operações são feitas de forma bem mais prática do que quando só eram feitas no mundo físico”, disse.

Os executivos falaram ainda sobre o impacto da pandemia sobre os negócios da empresa, o que retardou a virada de prejuízo para lucro no balanço, algo que agora só deve acontecer em 2022. Além disso, o plano de abertura de lojas que estava previsto para 2021 também deve ficar para o ano que vem. A Marisa, no entanto, planeja abrir dark stores para potencializar as operações das vendas online.

Segundo Pimentel, o objetivo estratégico da companhia estima que nos próximos cinco anos as vendas online possam chegar a 25% das vendas totais da marca. Hoje, são 15%. Por isso a empresa tem feito investimentos em tecnologia e inovação. As iniciativas se refletem no nível de satisfação dos clientes, medido pelo chamado NPS, que atingiu o maior valor da história da empresa.

O CEO descartou a possibilidade de um movimento de M&A (fusão e aquisição) no curto prazo e disse que em breve a companhia também deve colocar no ar um market place da mulher. “Nós estamos num posicionamento muito peculiar que a gente quer proteger muito. (…) Nós acreditamos que a Marisa está posicionada de uma forma única para atender a mulher brasileira de classe C, trabalhadora, que é a única [marca] que pode falar de mulher para mulher e avançar nos produtos oferecidos especificamente para ela”, disse. Assista à live completa acima, ou clique aqui.

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Como a Neogrid cresce em um setor altamente competitivo: novas aquisições a caminho?

SÃO PAULO — Atuando na concorrida área de Saas (Software as a Service), a Neogrid (NGRD3) encontrou uma maneira de manter forte crescimento mesmo diante de uma concorrência forte. O alto volume de investimentos que tem feito assegura que a companhia surfe a onda do boom do e-commerce na pandemia, mas também tem permitido que ela ganhe espaço em setores fora do varejo.

“Hoje a gente tem trafegando na plataforma da Neogrid cerca de 80% do volume de vendas do setor de supermercados no Brasil. É matéria-prima mais do que suficiente para a gente desenvolver novas soluções”, disse o CSO da companhia, David Abuhab, em live do InfoMoney. “A gente já tem um planejamento de médio prazo para que a gente possa começar a desenvolver soluções de serviços financeiros para compor um ecossistema”, completou.

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A Neogrid atualmente opera no Brasil e em 140 países, atuando em soluções para a cadeia de suprimentos de grandes indústrias, especialmente no varejo. O executivo destacou ainda o VIU, uma plataforma integrada que tem ajudado a empresa a entregar resultado.

Thiago Grechi, CFO do grupo, que também participou da live, comentou sobre o desempenho negativo das ações da empresa na Bolsa desde que estrearam no fim do ano passado. “A gente aqui está muito preocupado no nosso dia a dia na Neogrid, os executivos, os nossos talentos, as nossas pessoas, em trabalhar muito duro para entregar o plano de negócios da companhia. Entregando isso, provando que a companhia no médio e longo prazo vai estar crescendo e tendo bons resultados, dessa forma a gente imagina que o papel da empresa vai andar de uma forma ligada a esse trabalho que a gente tem feito”, disse.]

Os executivos falaram ainda sobre a alocação dos recursos do IPO, impacto de câmbio, investimento em tecnologia, novas soluções, evolução em marketing de vendas e impacto da reforma tributária sobre as operações do grupo. Assista à live completa acima, ou clique aqui.

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“É um cenário único para aceleração”, diz CEO da Infracommerce, de olho na explosão das vendas online

SÃO PAULO — De olho na explosão das vendas online causada pela pandemia de coronavírus, a recém-chegada à Bolsa Infracommerce (IFCM3) acredita que este momento é “único para a aceleração” de suas operações. Em live do InfoMoney, o CEO da companhia, o alemão Kai Schoppen, afirmou que o prejuízo registrado no segundo trimestre deste ano foi por causa dos investimentos feitos com foco em crescimento.

“Estamos no caminho de chegar em 18 micro-CDs [centros de distribuição], a gente lançou chatbots, a gente lançou apps para vendedores B2B (…). Todos esses investimentos entre aspas atrapalham o prejuízo no curto prazo, mas no final das contas a gente está fazendo o que eu acho 100%: a gente está vendo todas essas oportunidades e estamos praticamente sem concorrência para nosso modelo de negócios. Estamos indo com tudo. (…) Indo atrás dessas oportunidades estamos fazendo o melhor para os nossos investidores”, disse.

A live faz parte do projeto Por Dentro dos Resultados, em que o InfoMoney entrevista CEOs e diretores de importantes companhias de capital aberto, no Brasil ou no exterior. Eles falam sobre o balanço do segundo trimestre de 2021 e sobre perspectivas. Para acompanhar todas as entrevistas da série, se inscreva no canal do InfoMoney no YouTube.

“A gente já tinha falado no roadshow do IPO que a companhia estava no passado com fluxo de caixa positivo, gerando lucro, mas que com os recursos da oferta a gente ia acelerar o crescimento. Não quero perder esse trem”, completou. O GMV (valor bruto de vendas) da Infracommerce cresceu 28,7% no segundo trimestre, sobre o mesmo período de 2020, para R$ 1,54 bilhão. Já a receita líquida subiu 19,9%, a R$ 79,2 milhões.

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Fábio Bortolotti, diretor de relações com investidores da companhia, que também participou da live, destacou as duas aquisições feitas pela Infracommerce recentemente. “São duas aquisições relevantes que aumentaram em cerca de 25% nossa receita recorrente”, disse. “Vamos continuar investindo em novas tecnologias, em dark stores, queremos chegar a 18 dark stores até o fim do ano para poder fazer entregas rápidas, o que é muito ‘disruptivo’ no setor”, completou.

Os executivos disseram ainda que a companhia está construindo um ecossistema e que, “com certeza”, novos movimentos de M&A (fusões e aquisições) virão. Eles destacaram o ganho de clientes em 2021: no fim do ano passado, eram 70 clientes, hoje, são mais de 250 — entre eles, Nike, Minerva, Mondelez e Nespresso.

Schoppen e Bortolotti comentaram ainda sobre a verticalização de grandes varejistas, sobre pagamento de dividendos só no futuro, sobre as iniciativas ESG da companhia e sobre os riscos que eles enxergam para o segmento onde a Infracommerce atua. Assista à live completa acima, ou clique aqui.

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“Nos pareceu uma boa avaliação”, diz CFO da Profarma sobre venda da Specialty

SÃO PAULO — A venda da Specialty, joint venture da Profarma (PFRM3) com a AmerisourceBergen, para a Viveo foi feita a um valor justo, e os recursos vão ajudar o grupo brasileiro de distribuição de medicamentos e varejo farmacêutico a fazer os investimentos necessários para ganhar mais mercado no país. A avaliação é de Max Fischer, CFO da Profarma, que participou de uma live do InfoMoney na quarta-feira (18).

“Nos pareceu uma boa avaliação. Os múltiplos de mercado, o enterprise value, valor da empresa dividido pelo Ebitda [lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização] em torno de 10 vezes, na nossa avaliação, pelo o que a gente conhece dos números, nos pareceu uma boa avaliação. Por isso aceitamos essa oferta também, junto com a Amerisource”, disse.

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“Esse processo sempre passa pelo Cade. Pelo tamanho das empresas envolvidas, isso não deve ser resolvido em 30 dias. O mais provável é que os recursos só entrem no balanço da companhia no quarto trimestre de 2021. Com esses recursos, vamos acelerar a perspectiva de implantação do projeto de buscar outros negócios no setor farmacêutico que podem alavancar a rentabilidade da distribuição”, completou o executivo.

Fischer destacou que o negócio também acelera a desalavancagem da companhia que vinha em andamento, e esclareceu que o dinheiro não será destinado ao plano de expansão do braço de varejo do grupo, com a rede d1000 e outras bandeiras, que já está capitalizado após o IPO na B3. O CFO também descartou um movimento de M&A (fusão e aquisição) neste momento.

Com atuação em 96% do país e 40.000 farmácias como clientes, o executivo detalhou os planos da companhia para ganhar mais mercado no país com investimentos. “Não estamos perdendo mercado. O mercado todo cresceu 9% nos últimos 12 meses. Nosso crescimento médio na distribuição no mesmo período foi de 17%”, afirmou.

Fischer falou ainda sobre o impacto da reforma tributária sobre as operações da empresa, investimentos em inovação diante do novo hábito das pessoas em comprar remédios online e também comentou sobre a perspectiva de distribuição de dividendos para o próximo ano, com a empresa voltando a dar lucro. Assista à live completa acima, ou clique aqui.

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Entrega em 1 hora, mais serviços e marca própria: como a Panvel Farmácias tem a maior satisfação do cliente no setor?

SÃO PAULO — Líder em satisfação dos clientes (NPS) nos mercados em que atua, a Panvel Farmácias (PNVL3), do Grupo Dimed, está focada em ganhar mercado no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e na cidade de São Paulo. Para isso, tem feito investimento em inovação, logística e tecnologia.

Segundo o CEO do grupo, Julio Mottin Neto, atualmente a empresa tem capacidade de fazer entregas em até uma hora em todas as cidades onde atua, sendo que cerca de 16% de sua receita já vem das vendas online. “Atualmente, um terço das nossas entregas já são feitas em até uma hora. O número só não é maior porque a maioria dos clientes prefere optar pela entrega agendada”, destacou em live do InfoMoney na quarta-feira (18).

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A participação de mercado da Panvel é maior no Rio Grande do Sul (20%), enquanto em Santa Catarina e no Paraná a fatia da marca está em torno de 5%. “Ainda há muito espaço para crescer nesses mercados, por isso não pensamos em expandir para outras áreas do país no momento”, afirmou o executivo. “Somos muito preocupados com qualidade, temos que expandir mantendo o nível de satisfação dos clientes.”

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Antônio Napp, CFO e diretor de relações com investidores do grupo, destacou o crescimento dos serviços, que no segundo trimestre deste ano representou cerca de 5% da receita da companhia, especialmente puxado por testes de Covid-19 e vacinas contra a gripe (H1N1). “Temos mais de 100 serviços disponíveis em nossas lojas e toda nova loja já abre com a clínica junto”, disse.

O executivo destacou que a rede vai ampliar seus esforços para atingir as classes C e D, com lojas de perfil mais popular, com exceção das unidades na cidade de São Paulo, que são mais voltadas ao público A e B. Outro diferencial ressaltado pelo CFO é a marca própria, que ajuda a ampliar a receita do grupo.

“O momento da ação é uma excelente oportunidade de entrada. (…) A companhia tem ótimos fundamentos. Entrega todos os compromissos, inclusive os que estavam na nossa oferta. Estamos finalizando agora em agosto a migração ao Novo Mercado e colocamos no ar novamente um programa de recompra de ações porque entendemos que é uma boa oportunidade de remunerar nosso acionista. Nós temos bastante confiança que os fundamentos sólidos da companhia e os números fortes consistentes vão eventualmente refletir no valuation”, afirmou Napp.

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Os executivos falaram ainda sobre a expectativa de continuar pagando dividendos perto do percentual mínimo exigido (25% do lucro), sobre como a reforma tributária pode atingir o setor de atuação da Panvel, sobre caixa fortalecido após o follow on o ano passado e sobre iniciativas ESG, como por exemplo as usinas fotovoltaicas que já alimentam parte das operações: “a ideia é que até o fim de 2022 toda a energia utilizada em nossa operação virá das nossas usinas fotovoltaicas”, disse o CEO.  Assista à live completa acima, ou clique aqui.

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Refém de lojas em shoppings, como a rede de farmácias d1000 enfrenta uma batalha para recuperar vendas

SÃO PAULO — Em 2020, a rede de farmácias d1000 (DMVF3) foi fortemente impactada pela pandemia de Covid-19. Embora atue num setor essencial, a maioria de suas lojas estavam dentro de shoppings, que foram fechados para restringir a circulação de pessoas.

Agora, com a reabertura desses estabelecimentos, a companhia corre contra o tempo para recuperar o ritmo de vendas de suas unidades, sejam em marcas premium ou populares. Em live do InfoMoney, o CEO da empresa, Sammy Birmarcker, afirmou que o foco agora é em melhoras operacionais.

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“Quando a gente vê o segundo trimestre de 2020, naquele momento a gente não estava pagando quase nenhum aluguel de shoppings, com as lojas fechadas por conta da pandemia. A gente também tinha conseguido congelar alguns aluguéis de lojas de rua. Então, a comparação nesse sentido é um pouco perversa quando a gente olha para o segundo trimestre deste ano, quando tudo já tinha voltado à normalidade nesse quesito”, disse.

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“A nossa grande questão é seguir com as melhorias operacionais para que a gente possa com o aumento médio de venda por loja diluir essa conta”, completou. O executivo destacou que a companhia tem uma alta concentração de lojas no Rio de Janeiro, que tem uns dos mais caros metros quadrados do país. “Não damos guidance, mas a gente entende que o quarto trimestre deve estar trazendo 100% da recuperação das lojas de shopping.”

Antes da pandemia, 20% das vendas da d1000 vinham de lojas em shoppings e, segundo o executivo, atualmente essas lojas performam cerca de 75% do que performavam em 2019. “Se a gente considerar esse retorno, a gente teria um acréscimo de R$ 14 milhões de receita média por trimestre. Se fizer uma conta de margem bruta de 30%, são R$ 4,2 milhões de Ebitda num trimestre, o que com certeza já seria suficiente para matar esse licro líquido [negativo]”, afirmou.

O executivo falou ainda sobre e-commerce, que hoje representa apenas 3% da receita da companhia. “A gente sabe que não temos ainda a melhor ferramenta. Mas vamos ter a troca por uma que está presente em 8 das 10 melhores redes, muito melhor do que temos agora, então a gente espera que o e-commerce siga crescendo. Junto com o call center e o clique e retire isso passe de 8% de participação do nosso negócio”, disse.

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Birmarcker destacou ainda que revisaram a estrutura logística do delivery e isso melhorou o NPS, a nota de satisfação dos clientes. O CEO falou ainda sobre guidance de abertura de lojas: até o fim do ano, são 30 aberturas de lojas previstas. Até junho, metade da meta já estava concluída, mas 100% do guidance já está contratado. Apenas uma das lojas fica em shopping, mas com abertura direta para rua.

Ele citou que também há 13 ampliações de lojas previstas, o que geralmente resulta em aumento de 40% de vendas na unidade que for expandida. O CEO comentou ainda sobre o ganho de sinergia com a controladora Profarma e como a reforma tributária em discussão no Congresso pode afetar as operações da d1000. Assista à live completa acima, ou clique aqui.

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“Queremos comprar a Latam. O que eu diria aos deputados é: olhem como a Azul mudou o país”, diz CEO

SÃO PAULO — Com seu maior caixa da história e aproveitando a demanda represada por viagens por causa da pandemia de coronavírus, que impulsionou principalmente o turismo doméstico em 2021, a Azul (AZUL4) quer comprar a operação brasileira da Latam. Em live do InfoMoney, John Rodgerson, CEO da aérea, deu um recado aos deputados que estão analisando a possível operação: “olhem como a Azul mudou o país”.

“Não é rumor. Eu tenho sido muito vocal neste sentido [de compra da Latam]. Eu tenho muito interesse. É interesse de todo mundo, nossos clientes, pilotos, comissários, aeroportos. Ter uma empresa aérea forte aqui no Brasil está no interesse de todo mundo. Eu acho que isso deve acontecer. Aqui no Brasil tem muito voo de galinha. Se você trabalhou em uma empresa como Avianca, que começou e depois parou, imagina um piloto que ficou 10, 15 anos na empresa e, de repente, ela vai para recuperação judicial. Imagina o estresse daquela família”, disse o executivo.

“O Brasil precisa de empresas grandes, fortes, que paguem impostos, que comprem aeronaves, que abrem novos destinos, acho que isso é muito bom para o mercado. Você tem que o Brasil é um mercado aberto, qualquer um pode entrar. Por que você não pode ter empresas fazendo fusões aqui no Brasil? Eu acho que isso é saudável para o Brasil e para o setor”, completou.

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Rodgerson destacou o desenvolvimento do setor aéreo nacional, parte estimulado pelos investimentos da Azul nos últimos anos. “Os deputados devem olhar isso [a aquisição da Latam pela Azul] por esse contexto. Se você olha outros países do mundo, Air Canada tem 70% do mercado aéreo canadense, Avianca tem 70% do mercado da Colômbia, a LAN tinha 85% do mercado do Chile. Parem de pensar que isso não pode ser benéfico e vejam as oportunidades”, afirmou o CEO.

Sobre a Latam Brasil, o processo de recuperação judicial impede que a empresa receba propostas de aquisição durante o chamado período de exclusividade, que se encerra em cerca de um mês. “Um deputado acha uma coisa, outro acha outra. O que eu diria a todos os deputados que se importam com emprego aqui no Brasil é que isso [a aprovação da compra da Latam pela Azul] é muito benéfico ao país”, completou Rodgerson.

Alex Malfitani, cofundador e CFO da Azul, que também participou da live, destacou a retomada da empresa em 2021 e o desempenho positivo no segundo trimestre, apesar de ser sazonalmente um período mais fraco para a aviação. Ele citou que as tarifas atuais cobradas pela companhia já estão maiores do que estavam em 2019, antes da pandemia, e a demanda segue forte.

O CFO falou também sobre a Azul Cargo, braço logístico da companhia aérea. “Tem oportunidade para a gente ser mais eficiente ainda, fazendo parcerias ou aquisições no setor rodoviário para a gente completar essa malha e poder cobrir o Brasil de maneira mais eficiente. Mas vamos crescer de maneira asset light, não vamos comprar caminhão, moto. Vamos conectar nosso aéreo com parcerias”, disse.

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O faturamento da Azul Cargo em 2019 foi de cerca de R$ 500 milhões e a empresa se comprometeu a entregar R$ 1 bilhão de faturamento com o braço logístico neste ano. “A pandemia ajudou com demanda, que aumentou muito no período por causa das vendas online, mas atrapalhou muito a operação porque 90% das entregas no pré-pandemia era usando o porão dos voos comerciais”, explicou.

Os executivos falaram ainda sobre o programa de fidelidade Tudo Azul, sobre como a reforma tributária pode afetar a companhia e sobre a recontratação de funcionários que tiveram que ser demitidos por causa da pandemia no ano passado. “11.716 tripulantes se dispuseram no ano passado a doar parte de sua remuneração para ajudar a companhia. Eu não esqueço nunca disso. Dos que tiveram que ser desligados por causa de fechamento de aeroportos, já recontratamos 800”, disse o CEO. Assista à live completa acima, ou clique aqui.

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O plano agressivo da Dotz para aumentar a retenção de quase 50 milhões de usuários da plataforma

SÃO PAULO — Capitalizada após seu IPO no fim de maio (numa operação que movimentou mais de R$ 390 milhões), a empresa de tecnologia, dados, fidelização, marketplace e techfin Dotz (DOTZ3) tem um mantra para os próximos trimestres: aumentar engajamento dos quase 50 milhões de usuários de sua plataforma e fazer o cross sell [venda casada] de produtos.

“O nome do jogo é aumento de engajamento e aumento de cross sell. A gente tem a base de clientes, tem os dados, tem o ecossistema. Agora, com esses investimentos, a gente aumenta isso. O engajamento não só traz aumento de receita, mas também aumento de retenção do usuário. Quanto mais o usuário se engaja no nosso sistema, mais blindado ele [o sistema] fica”, disse Roberto Chade, CEO da companhia, em live do InfoMoney.

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Os investimentos mencionados pelo CEO vêm dos recursos que ficaram com a companhia após sua oferta de ações. Otávio Araújo, CFO da empresa e que também participou da live, explicou que há três diferentes frentes de ataque da Dotz: novos produtos, marketing e M&A [fusões e aquisições].

“O primeiro bloco é continuar investindo em nossos produtos digitais. Acelerar e investir em novos produtos. A gente já vem fazendo isso, como a opção do crédito pessoal. Isso é mais engenheiro, mais desenvolvedores e mais cientistas de dados em nossos squads”, disse.

“O segundo bloco é growth, investimento em marketing focado em performance. A gente não fez isso nos últimos anos e chegou a hora de pisar nesse acelerador”, completou. “O terceiro bloco é M&A. Como a gente tem um desafio de trazer gente muito boa em tecnologia que possa monetizar em nossa plataforma, (…) a gente está olhando oportunidades que tragam times muito bons, tecnologias que façam sentido para a gente e produtos que a gente entenda que possam monetizar rapidamente.”

Os executivos falaram ainda sobre o impacto da reforma tributária sobre as operações da empresa, o momento de investimentos e a expectativa de que, por isso, não estão previstos dividendos no curto prazo (os últimos trimestres foram de prejuízo para a companhia, apesar do aumento de receita), além de falarem sobre riscos e bitcoin dentro da plataforma. Assista à live completa acima, ou clique aqui.

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Ação sobe 132% no ano: como esta empresa conseguiu sair da recuperação judicial e planeja pagar dividendos

SÃO PAULO – Mais do que os números do segundo trimestre, o resultado mais recente da incorporadora Viver (VIVR3) veio junto com a aguardada notícia de que a companhia deixou a recuperação judicial após seis anos de luta. Com isso, agora é hora da empresa entrar em uma nova fase.

“Nós estamos bem animados para os próximos tempos, mas estamos sendo bem criteriosos, por outro lado. O foco hoje da companhia é muito mais direção do que velocidade. Nós queremos lançar alguns projetos nesse e no próximo ano, mas o foco é colocar a empresa operacional, começar a dar os resultados sobre os novos projetos, para, aí sim, eventualmente acelerar em uma estratégia ou outra”, afirmou Ricado Piccinini, CEO e diretor de Relações com Investidores da Viver, em live do InfoMoney.

Apesar do novo momento, o executivo destacou que a mudança estrutural dentro da empresa já vinha ocorrendo há dois anos. “Uma das coisas que nós nos preocupamos muito foi não ficar fazendo muita propaganda de mudança sem trazer resultado antes. Eu não gosto de mudança do dia para a noite, eu gosto de mudança construída”, explicou.

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Durante a live, Arthur Marin, diretor vice-presidente de operações da companhia explicou ainda que o processo de recuperação judicial serve como uma proteção da empresa, para que ela consiga se reestruturar e voltar a operar melhor e que apesar de ainda ser um momento da Viver em se reerguer, eles entenderam que ela já estava madura o suficiente para sair do processo, o que foi entendido da mesma forma pela Justiça.

Sobre as ações, os espectadores questionaram muito sobre a recente queda de preço, e Piccinini lembrou que desde o começo do ano houve um forte aumento no volume negociado dos papéis da Viver, levando a uma forte alta. Em 2021, os ativos VIVR3 sobem 132%.

Porém, o executivo destacou que parte desse capital recebido no mercado é muito especulativo, o que gera a volatilidade. “Por outro lado, alguns investidores entram na companhia já olhando para o futuro, acreditando nela e em tudo que estamos fazendo. Nós sabemos que é do jogo ter o capital especulativo, mas queremos mesmo é atrair o investidor de longo prazo”, afirma.

Além disso, o CEO da companhia reforçou que o foco é pagar dividendos, mas alertou que ainda deve demorar mais um pouco de tempo. Isso porque a Viver acabou de passar por um longo processo de mudança e precisa voltar a crescer, sendo que no segmento de incorporação, os ciclos não são tão curtos, entre 30 e 36 meses.

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“Temos que ter o primeiro ciclo para avaliar os dividendos, mas o foco é voltar a pagar dividendos o quanto antes possível”, conclui.

Os executivos ainda comentaram o impacto da alta do material de construção e da Selic no negócio da companhia, a venda de ações por parte de seus acionistas majoritários, a estratégia da Solv, braço da Viver focado em terminar obras inacabadas, entre outros temas. Assista à live completa acima, ou clique aqui.

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