Ação da Mosaico (MOSI3) tem reviravolta na Bolsa e passa de queda de quase 10% para salto de 6,6% após resultado

Evento com toque de campainha de abertura do pregão marcou a oferta pública da Mosaico (Créditos: Cauê Diniz/Divulgação)

SÃO PAULO – Em queda de mais 43% desde a estreia das ações, em 4 de fevereiro de 2021, os papéis da Mosaico (MOSI3), dona de sites como Buscapé e Zoom, caminhavam para fechar em baixa no pós-resultado do segundo trimestre de 2021 nesta terça-feira (17).

Na mínima do dia, os papéis MOSI3 chegaram a ter perdas de 9,86%, a R$ 9,51. Contudo, durante a tarde, a ação da companhia teve forte recuperação e fechou na máxima do dia, com alta de 6,64%, a R$ 11,25.

A companhia registrou lucro de R$ 3,7 milhões no segundo trimestre, 73,5% de queda na comparação anual. A receita teve queda 19,9%, a R$ 47,2 milhões, na comparação anual.

As vendas brutas de mercadoria (GMV, na sigla em inglês) originadas nas plataformas da empresa foram de R$ 902,7 milhões, queda de 17,2%.

A XP apontou que, como esperado, os resultados foram fracos. A companhia enfrentou dinâmicas desafiadoras no trimestre em meio a uma forte base de comparação, maior custo de aquisição de clientes devido à competição por tráfego com empresas de e-commerce e fintechs e um ambiente com maiores atividades promocionais através de cashback e cupons.

Como resultado, a receita líquida caiu cerca de 20% na base anual, enquanto o lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda) ajustado veio em R$ 2,6 milhões versus R$ 22,7 milhões no segundo trimestre de 2020.

Porém, a XP ressaltou que, “apesar dos fracos resultados, eles já eram esperados”.

A Mosaico também anunciou que vai substituir o atual CEO, Thiago Flores, por Mauricio Cascão, um executivo com vasta experiência no segmento de tecnologia, tendo ocupado cargos de liderança em companhias como a AT&T, HP Labs e Mandic Cloud Solutions, destaca a XP.

O Itaú BBA também aponta que a plataforma de comércio eletrônico reportou resultados mais fracos no segundo trimestre, mas em linha com o esperado. O valor de vendas foi 17% menor em relação ao mesmo período do ano passado, reflexo da substancial queda de 50% nos acessos na comparação anual.

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“Vale ponderar que a empresa passa por um momento de expansão acelerada e criação de novos produtos, o que elevou as despesas com pessoal a pressionar a rentabilidade”, avaliam.

Os analistas do BBA observam ainda uma pressão adicional em rentabilidade devido aos investimentos da companhia em
seu quadro de funcionários. “Para dar um contexto, a Mosaico vem contratando para fazer frente a sua expansão acelerada a à criação de novos produtos. Como consequência, a elevada despesa com pessoal levou a uma contração de margem Ebitda (Ebitda sobre receita líquida) maior do que o estimado pela casa”, avaliam.

Olhando para frente, na avaliação da XP, a companhia detalhou diversas iniciativas que devem gerar resultados e melhorar seu posicionamento nos próximos trimestres, como (i) o lançamento do cashback, com mais de 30% do GMV e quase 400 vendedores já integrados; (ii) implementação de conteúdos no Buscapé; (iii) serviços financeiros (Bcash) já disponível e previsão do lançamento de um cartão de crédito com funcionalidades como cashback e garantia de menor preço; e (iv) iniciativas de live-commerce já disponíveis este mês.

Assim, a empresa detalhou iniciativas interessantes que já estão implementadas e que devem contribuir para a melhora de resultados à frente.

Os analistas da XP mantêm recomendação de compra e preço-alvo de R$ 38 por ação, ou potencial de alta de 238% em relação ao fechamento desta terça-feira.

Já o BBA reconhece que os resultados de Mosaico no primeiro semestre colocam pressão nas projeções para o consolidado de 2021 e para o ano que vem.

“Por ora, mantemos nossa recomendação de outperform (desempenho acima da média do mercado) para as ações da companhia”, aponta o BBA, com preço-alvo de R$ 39, ou alta de 247% frente o último fechamento.

Desta forma, após a leitura de um resultado fraco, a avaliação é sobre a potencialidade da companhia e as perspectivas para  os próximos balanços, ainda mais levando em conta a forte queda dos ativos desde o IPO.

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Ações do IRB e de Mosaico caem forte, enquanto Cemig avança após resultados; Vale tem baixa de 2%

SÃO PAULO – A temporada de resultados segue repercutindo nesta terça-feira (17). As ações do IRB (IRBR3) registram queda, de cerca de 4%, enquanto a Mosaico (MOSI3) chegaram a ter forte queda de mais de 9%, mas amenizaram, ainda que com baixa de cerca de 5%

Já a ação da Cemig (CMIG4) avança mais de 6%: a elétrica estatal mineira informou lucro líquido de R$ 1,94 bilhão no segundo trimestre de 2021, alta de 80% em relação a igual período do ano anterior.

Os ativos da Yduqs (YDUQ3) oscilam, chegando a subir 1% e a cair 1%, mesmo após resultados considerados positivos. Outras companhias como Cruzeiro do Sul (CSED3), Focus Energia (POWE3), Boa Vista (BOAS3), Gafisa (GFSA3) divulgaram balanços.

Ainda em destaque, a Camil (CAML3) anunciou na segunda-feira que assinou contrato para aquisição da companhia de massas Santa Amália, por R$ 260 milhões marcando sua entrada no segmento. Os papéis CAML3 operam perto da estabilidade.

Já a Petrobras (PETR3;PETR4) chegou a registrar alta de mais de 1%, mas virou para queda em meio ao movimento geral de baixa do mercado e também em um dia de queda para o petróleo. No radar da empresa, ela está trabalhando com a companhia japonesa de engenharia Modec para evitar atrasos na implantação da quinta plataforma de produção do campo de Búzios, disse na segunda Marcio Kahn, que é o gerente executivo do ativo na Petrobras.

Os papéis da Vale (VALE3), que chegaram a ter perdas amenas no início da sessão, intensificaram a baixa para cerca de 2%, em um novo dia de queda do minério. De acordo com a publicação especializada Fastmarkets MB, o minério com teor de 62% de ferro teve baixa de 1,7% no porto de Qingdao, para US$ 160,75 por tonelada. A queda em agosto já é de 11%.

Confira os destaques:

IRB Brasil (IRBR3)

O IRB Brasil RE  registrou prejuízo líquido de R$ 206,9 milhões no segundo trimestre de 2021, o que indica perdas 68,5% menores em relação ao mesmo período de 2020, quando reportou prejuízo de R$ 656,7 milhões. No primeiro trimestre de 2021, o ressegurador teve lucro de R$ 35,1 milhões.

Nos primeiros seis meses de 2021, o prejuízo líquido totalizou R$ 156,1 milhões, ante perdas de R$ 621,7 milhões no ano anterior, ou uma queda nas perdas de 74,9%.

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Apesar da baixa, os analistas do Credit Suisse veem os resultados do IRB como neutros a ligeiramente positivos para as ações, com melhorias nos índices de retrocessão e de perda em relação ao segundo trimestre. Eles avaliam que os resultados negativos foram parcialmente precificados pelo mercado em vista de um prejuízo líquido reportado de R $ 49 milhões em abril, divulgado anteriormente na base de dados da Susep.

Os prêmios continuam a ser impactados pela estratégia de “re-underwriting”  [de limpeza do balanço] da empresa, enquanto os índices de perdas viram um resultado positivo por conta disso.

Os resultados foram novamente ajudados por um impacto positivo no valor de R $ 27,1 milhões de créditos tributários relacionados a Imposto de PIS / Cofins no 2T21 e resultado financeiro.

Apesar dos números, o Credit reiterou a recomendação underperform (perspectiva de desempenho inferior), uma vez que avaliam que as ações continuam a ser negociadas com um valuation injustificado.

A elétrica estatal mineira Cemig  informou lucro líquido de R$ 1,94 bilhão no segundo trimestre de 2021, alta de 80% em relação a igual período do ano anterior.

A variação positiva é devida, basicamente, ao reconhecimento dos ganhos com a repactuação do risco hidrológico, à alienação de ativos mantidos para venda (Light) e ao aumento da margem bruta no primeiro semestre de 2021, informa a empresa.

O Ebitda consolidado apresentou um aumento de 38,8% no segundo trimestre em comparação ao mesmo período de 2020, já o Ebitda ajustado teve elevação de 39,2%. A margem do Ebitda ajustado passou de 17,2% para 18% na comparação anual.

A receita líquida alcançou R$ 7,354 bilhões no período, 33,7% maior que o visto no mesmo intervalo de 2020. A Cemig encerrou junho com R$ 6,99 bilhões disponível em caixa. Ao final do trimestre, a dívida líquida da Cemig era de R$ 6,32 bilhões, queda de 31,4% na comparação anual.

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A XP destaca que o lucro líquido atingiu impressionantes R$ 1,942 bilhão, bem acima da estimativa da casa de R$ 276,9 milhões e do consenso da Bloomberg de R$ 685,0 milhões. O resultado foi impulsionado por R$ 909,6 milhões de ganhos não recorrentes com prorrogações de outorgas (lei 14.052 / 2020) e R$ 618,7 milhões. com variação cambial.

“Temos uma avaliação neutra dos resultados da Cemig no trimestre, que vieram acima das nossas projeções de Ebitda ajustado, mas abaixo do consenso de mercado. Mantemos nossa recomendação neutra para as ações, com preço-alvo de R$ 12 por ação”, apontam.

A Yduqs informou lucro líquido de R$ 116,5 milhões para o trimestre de abril a junho. Analistas ouvidos pela Refinitiv esperavam resultado positivo de R$ 145,5 milhões.

A geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) foi três vezes maior do que o mesmo período de 2020, a R$ 349 milhões entre abril e junho deste ano.

Já a receita líquida no período teve alta de 17%, para R$ 1,161 bilhão, enquanto os custos de serviços prestados avançaram cerca de 13%. As despesas comerciais caíram 22,3%, em meio a uma redução de 30,5% em gastos com provisões para inadimplência. As despesas gerais e administrativas recuaram 7,6%.

Na avaliação do Credit Suisse, a Yduqs reportou notável crescimento no ensino à distância (30% na base anual ex-aquisições) e importância consolidada do Premium e EAD nos resultados (sendo já 66% do Ebitda).

“Os resultados foram melhores do que as expectativas do nosso time em muitos aspectos, entregando um Ebitda de R$ 349 milhões (margem de 30%) e um lucro líquido de R$ 116 milhões (margem de 10%)”, apontam os analistas do banco, que apontam que a performance ainda foi afetada pela queda da receita liquida on campus – OC  (queda de 15% ao ano ex-aquisições), dado o intake baixo que a indústria vem sofrendo desde o inicio da crise da Covid.

Neste contexto, os analistas destacaram que reconhecem a disciplina da empresa, que continua a navegar na crise da Covid com lucratividade relativamente boa e pouca alavancagem. O crescimento e a lucratividade simultâneos no EAD refletem a eficácia comercial e a escalabilidade do conteúdo, avaliam.

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Por outro lado, os analistas seguem cautelosos quanto ao intake no ensino presencial, tanto no segundo semestre deste ano quanto em 2022. Mesmo assim, a empresa se redesenhou para uma nova realidade, reforçando a tese (case de fluxo de caixa, ainda que crescendo modestamente). Dados os custos fixos no presencial, o retorno de alunos pode ajudar nas margens daqui para frente, avaliam. O Credit tem recomendação outperform para os ativos, com preço-alvo de R$ 38.

Já a XP aponta que o resultado veio estritamente em linha com as estimativas da casa, o que significa que seu guidance para o primeiro semestre foi atingido. A receita líquida ficou apenas 0,5% acima das estimativas da XP, enquanto o Ebitda ajustado ficou 0,4% acima do esperado pela XP.

Vale destacar que os cursos presenciais tradicionais representam atualmente 51% da receita ante 74% no segundo trimestre de 2019 e os analistas esperam que a participação de outros cursos (premium e online) continue crescendo, uma vez que 450 novas vagas de medicina devem ser aprovadas no segundo semestre e que 79% dos polos de ensino à distância da Yduqs ainda estão em maturação, com mais de 55% ainda no primeiro ano de operação.

“Portanto, acreditamos que os fundamentos de longo prazo para a empresa (crescimento da base de alunos – principalmente online – e melhoria de margem – maior participação de cursos online e premium) permanecem intactos, apesar das perspectivas desafiadoras para 2021”, avalia a XP, que reitera recomendação de compra e preço-alvo de R$ 50,70 por ação.

Já o BBI destaca que a receita líquida continuou a se expandir no segmento de ensino à distância, de crescimento ainda rápido, que teve forte captação de 125 mil alunos no trimestre, enquanto o segmento premium continuou a mostrar sua resiliência. Em termos de sua margem Ebitda ajustada, Yduqs permaneceu estável em relação ao ano anterior, com altos números contínuos de provisionamento de inadimplência.

“Em suma, mantemos nossa recomendação outperform, com preço-alvo de R$ 45 para a empresa, pois somos construtivos quanto às suas perspectivas de crescimento nos segmentos de ensino à distância e premium”, avaliam.

Jalles Machado (JALL3)

A Jalles Machado teve lucro líquido de R$ 115,7 milhões no primeiro trimestre da temporada 2021/22, revertendo prejuízo de R$ 16,9 milhões obtido no mesmo período da safra anterior.

A receita líquida teve alta 86,8%, para R$ 378,5 milhões, com a aceleração das vendas de etanol. Com os preços elevados do biocombustível, a Jalles antecipou vendas que costumavam ser feitas apenas na entressafra.

A XP ressalta que, enquanto a pior seca em 90 anos afetou a maior parte das lavouras do Centro-Sul do Brasil (seguida também por uma forte geada) e impulsionou o preço das commodities agrícolas, a Jalles aproveitou preços mais altos para o açúcar (alta de 25,5%) e também para o etanol (alta de 90,8%) sem perda de produtividade devido à localização de suas plantas industriais.

“Continuamos otimistas com a Jalles e reiteramos nossa recomendação de compra com preço-alvo de R$ 14/ação. Além disso, JALL3 é atualmente nossa principal escolha para o setor de açúcar e etanol”, avaliam.

Cruzeiro do Sul (CSED3)

A Cruzeiro do Sul Educacional teve lucro líquido de R$ 28 milhões no segundo trimestre deste ano, ante prejuízo de R$ 48,8 milhões apurados em igual intervalo de 2020.

A receita líquida caiu 0,8% na base anual, a R$ 478,2 milhões entre abril e junho, com o impacto negativo da liminar de desconto na Unipê, de R$ 9 milhões. A receita bruta teve alta de 25,4%, para 1,19 bilhão, em meio ao aumento de alunos nos cursos de ensino à distância (EAD).

O Ebitda totalizou R$ 125,3 milhões no trimestre, mais do que o dobro em relação ao mesmo período do ano passado. A margem Ebitda (Ebitda sobre receita líquida) avançou 15,7 pontos percentuais, a 26,2%.

Focus Energia (POWE3)

A Focus Energia registrou lucro de R$ 17,7 milhões no segundo trimestre deste ano, 103,5% acima dos R$ 8,7 milhões registrados no mesmo período de 2020.

A receita líquida teve alta 17,7% no comparativo anual, para R$ 312,6 milhões.

O Ebitda foi de R$ 26,7 milhões, crescimentos de 79,4% e 26,7%, em comparação com o segundo trimestre de 2020 e
o primeiro trimestre de 2021, respectivamente.

Boa Vista (BOAS3)

A Boa Vista Serviços registrou lucro líquido de R$ 22,193 milhões no segundo trimestre, alta de 416,6% na comparação anual.

A receita teve alta anual de 31,1%, a R$ 181,649 milhões.

O Morgan Stanley avalia o mercado se mostrará satisfeito com os resultados e mantém recomendação overweight (perspectiva de valorização acima da média do mercado), e preço-alvo de R$ 16.

Agrogalaxy (AGXY3)

A Agrogalaxy teve prejuízo líquido no segundo trimestre deste ano foi de R$ 51,4 milhões, alta de 140% ante perda líquida de R$ 21,4 milhões entre abril e junho de 2020.

A receita líquida foi de R$ 1,01 bilhão, 25,3% maior que o do mesmo período de 2020.

O Ebitda ajustado foi de R$ 2,5 milhões no segundo trimestre de 2021, com margem positiva de 0,2%. Em 2020, o resultado havia ficado em R$ 18,7 milhões negativos, com margem negativa de 2,3%.

A Gafisa registrou lucro líquido ajustado de R$ 26,404 milhões no segundo trimestre deste ano, ante prejuízo de igual período do ano passado. Sem ajuste, o lucro totalizou R$ 13,108 milhões, ante perda de R$ 23,545 milhões na mesma base de comparação.

O Ebitda ajustado teve alta de quase 10 vezes, indo de R$ 7,7 milhões para R$ 73,36 milhões.

A receita líquida foi de R$ 259,2 milhões no segundo trimestre, três vezes acima dos R$ 83,8 milhões registrados entre abril e junho de 2020.

Segundo o BBI, os resultados do trimestre foram ligeiramente negativos, com o resultado final impactado por fatores exógenos às operações deste ciclo.

“A Gafisa é uma história de turnaround (virada operacional) em evolução e a administração tem muito a mostrar a seu respeito. Mas o aumento das vendas da Gafisa é sobrecarregado por seu legado e a deixa diante de um segundo semestre
desafiador”, avaliam os analistas.

O BBI tem uma visão estrutural que privilegia nomes mais consolidados e encontra melhores propostas de risco-retorno em outros nomes, incluindo a Direcional no segmento de baixa renda e a Trisul no segmento de média / alta renda. “Mantemos uma recomendação Neutra e preço-alvo de R$ 5,50 para GFSA3”, apontam.

Hidrovias do Brasil (HBSA3)

A Hidrovias do Brasil teve lucro líquido de R$ 97,8 milhões no segundo trimestre, ante prejuízo de R$ 7,4 milhões em igual período de 2020. A receita líquida subiu  9,5% na base anual, para R$ 466,9 milhões.

A receita líquida operacional no corredor Sul totalizou R$ 227,2 milhões, crescimento de 141,4% na comparação anual, enquanto a receita no corredor Norte foi de R$ 176,4 milhões, 36% abaixo do apurado em igual trimestre do ano passado. Já a navegação costeira (cabotagem) somou R$ 58,1 milhões em receita líquida, alta de 18,3%.

O Ebitda ajustado foi de R$ 215 milhões, alta de 21% na base anual e ficou 9% acima das estimativas da XP, que apontou que a empresa apresentou bons números no trimestre, ao mesmo tempo em que abordou as preocupações do mercado em relação a uma perspectiva de calado abaixo da média em suas operações no sul (Corredor Sul).

“Com transparência detalhada, a administração da Hidrovias revisou para baixo suas projeções financeiras para 2021, dada (i) a baixa visibilidade dos volumes transportados para o segundo semestre devido às fracas perspectivas da safra de milho (evento limitado à safra deste ano, em nossa visão, não impactando nossas expectativas positivas de demanda no longo prazo), e (ii) cenário de estiagem anormalmente baixo no Corredor Sul”, ressaltam os analistas.

Dado o perfil não-estrutural da revisão de guidance para 2021 (guidance 2025 reiterado pela administração da empresa), os analistas veem como fundamentalmente excessiva a queda de 35% nas ações nos últimos 30 dias. Eles reiteram a recomendação de compra e visão positiva de longo prazo da Hidrovias do Brasil.

A Mosaico, dona de sites como Buscapé e Zoom, teve lucro de R$ 3,7 milhões no segundo trimestre, 73,5% abaixo na comparação anual. A receita teve queda 19,9%, a R$ 47,2 milhões, na comparação anual.

As vendas brutas de mercadoria (GMV, na sigla em inglês) originadas nas plataformas da empresa foram de R$ 902,7 milhões, queda de 17,2%.

A XP apontou que, como esperado, a companhia enfrentou dinâmicas desafiadoras no trimestre em meio a uma forte base de comparação, maior custo de aquisição de clientes devido à competição por tráfego com empresas de e-commerce e fintechs e um ambiente com maiores atividades promocionais através de cashback e cupons.

Como resultado, a receita líquida caiu 20% na base anual, enquanto o Ebitda ajustado veio em R$ 2,6 milhões versus R$ 22,7 milhões no segundo trimestre de 2020.

“Apesar dos fracos resultados, eles já eram esperados. Além disso, a companhia detalhou iniciativas interessantes que já estão implementadas e que devem contribuir para a melhora de resultados à frente. Além do resultado, a Mosaico também anunciou que vai substituir o atual CEO, Thiago Flores, por Mauricio Cascão, um executivo com vasta experiência no segmento de tecnologia, tendo ocupado cargos de liderança em companhias como a AT&T, HP Labs e Mandic Cloud Solutions”, destaca a XP.

O Itaú BBA aponta que a plataforma de comércio eletrônico reportou resultados mais fracos no segundo trimestre – porém, em linha com o esperado. O valor de vendas foi 17% menor em relação ao mesmo período do ano passado, reflexo da substancial queda de 50% nos acessos na comparação anual.

“Vale ponderar que a empresa passa por um momento de expansão acelerada e criação de novos produtos, o que elevou as despesas com pessoal a pressionar a rentabilidade”, avaliam.

Os analistas observam ainda uma pressão adicional em rentabilidade devido aos investimentos da companhia em
seu quadro de funcionários. Para dar um contexto, a Mosaico vem contratando para fazer frente a sua expansão acelerada a à criação de novos produtos. Como consequência, a elevada despesa com pessoal levou a uma contração de margem Ebitda maior do que o estimado pela casa.

“Reconhecemos que os resultados de Mosaico no primeiro semestre colocam pressão nas nossas projeções para o consolidado de 2021 e para o ano que vem. Por ora, mantemos nossa recomendação de outperform (desempenho acima da média do mercado) para as ações da companhia”, aponta o BBA, com preço-alvo de R$ 39.

A Bemobi teve lucro líquido de R$ 18 milhões no segundo trimestre deste ano, alta de 251% na base anual.

A receita líquida teve alta de 8% na base anual, para R$ 62 milhões.

Segundo a XP, a Bemobi divulgou resultados sólidos, embora em linha, no segundo trimestre, com a receita líquida e o Ebitda ajustado crescendo 7,6% e 17,7% na base anual, respectivamente.

Apesar de um trimestre desafiador devido à Covid-19 e seu impacto no segmento pré-pago, a Bemobi registrou um crescimento de receita de 7,6% na base anual.

Além disso, a Bemobi está executando bem sua estratégia de diversificação de serviços e as receitas provenientes de Microfinanças e Comunicação cresceram 37% na base anual e já representam 30,3% da receita total da empresa (29,3% no segundo trimestre de 2020).

“Apesar do resultado sólido do trimestre, acreditamos que todas as atenções serão voltadas agora para entender mais sobre as empresas adquiridas e suas sinergias. Em suma, mantemos nossa recomendação de compra e um preço-alvo de R$ 30 por ação para o final de 2021”, avaliam os analistas.

GetNinjas NINJ3)

A GetNinjas teve prejuízo de R$ 17,8 milhões no segundo trimestre, ante lucro de R$ 282 mil registrado em igual período do ano passado. A receita da companhia teve alta de  55,3%, para R$ 15,5 milhões, com o aumento de 40% no número de clientes utilizando a plataforma.

O Ebitda ficou em R$ 19 milhões negativos, ante dado positivo de R$ 569 mil no segundo trimestre de 2020, face à forte aceleração dos custos, especialmente relacionados com marketing e vendas, de forma a continuar a aumentar o envolvimento com clientes e profissionais da plataforma.

“Com apenas um leve crescimento sequencial nas receitas, o mercado pode ver esses resultados como negativos, já que a aceleração do ecossistema pode demorar mais do que o esperado. Mantemos, no entanto, nossa visão positiva de longo prazo sobre a Getninjas, embora reconheçamos os desafios de curto / médio prazo, pois a empresa continua gerando o efeito de rede necessário para que sua plataforma continue ganhando força”, aponta o BBI.

O lucro líquido da Panvel foi recorde e atingiu R$ 24,2 milhões, aumento de 242,1% em comparação a igual período de 2020.

“A estratégia de expansão de serviços e de novas lojas adotada pela Panvel Farmácias, aliada à retomada do fluxo de clientes nas unidades físicas e ao desempenho crescente das vendas digitais, levaram a empresa a obter resultado recorde no 2º trimestre de 2021”, destaca a empresa.

A receita da Panvel aumentou, no período, 28,9% em relação a 2020, totalizando R$ 766,8 milhões.

O Ebitda ajustado totalizou R$ 39,9 milhões, equivalente a 4,8% da receita bruta e 107,1% acima do 2º trimestre de 2020.

A Panvel inaugurou, no período, 20 lojas, totalizando 494 filiais na Região Sul e em São Paulo e mantém o objetivo de abrir 65 novas unidades em 2021.

“Após um primeiro trimestre de resultado significativo, mas marcado por novas restrições causadas pela pandemia do Covid 19, o segundo trimestre de 2021 deixou clara a capacidade da Panvel de acelerar o seu crescimento, ancorada principalmente em equipes motivadas e em uma operação robusta e preparada para atender nossos clientes com qualidade e agilidade em suas demandas de saúde e bem-estar, seja nas lojas físicas ou por meio dos canais digitais”, afirma o presidente do Grupo Dimed, Julio Mottin Neto, no release de resultados.

HBR Realty (HBRE3)

O Bradesco BBI aponta que os resultados da HBR Realty foram mistos, com Comvem gradualmente aumentando. Já descontos e despesas gerais e administrativas afetam as margens.

A HBR reportou seus resultados mostrando uma boa evolução no plano de negócios da Comvem, apontam os analistas. A taxa de ocupação aumentou 3,4 pontos percentuais no trimestre, encerrando o trimestre em 83,6% mesmo com a entrega de 3.190 m² do empreendimento Comvem Bosque Maia, enquanto a empresa firmou parcerias com a Cury e a Espaçolaser, que contribuirão para alavancar a aceleração das vendas da unidade de negócios.

Do lado negativo, a margem Ebitda ajustada teve um impacto significativo de -22,7 pontos percentuais em relação ao trimestre anterior, impactado por descontos de aluguel em HBR Malls e Comvem, e também devido a um reforço estrutural em G&A (despesas gerais e administrativas), preparando a empresa para acelerar o crescimento (com diluição esperada ao longo do tempo).

Nas demais unidades de negócios, o BBI aponta que os principais destaques positivos foram relacionados à ainda sólida 3A (unidade de negócios corporativos), 100% ocupada e repassando integralmente o índice de inflação IGP-M nos contratos, enquanto a unidade de negócios Opportunities avançou bem, também impulsionado pela inflação do IGP-M. Os analistas mantiveram recomendação de compra.

A Petrobras está trabalhando com a companhia japonesa de engenharia Modec para evitar atrasos na implantação da quinta plataforma de produção do campo de Búzios, disse na segunda Marcio Kahn, que é o gerente executivo do ativo na Petrobras.

A estatal brasileira propôs nove plataformas para Búzios, seu projeto de águas profundas com ritmo mais acelerado de crescimento, no plano de negócios 2021-2025.

PetroRecôncavo (RECV3)

A PetroRecôncavo fechou o segundo trimestre com lucro líquido de R$ 94,5 milhões, ante prejuízo de R$ 15,1 milhões registrado em igual período de 2020. A receita líquida totalizou R$ 249 milhões, alta de 34% na comparação anual.

O Ebitda foi de  R$ 131,4 milhões no segundo trimestre, alta de 10,4% frente aos R$ 118,9 milhões de igual período de 2020.

O Morgan Stanley comentou os resultados, cujas margens ficaram abaixo da expectativa. O banco diz que enxerga alta de atividade nos próximos trimestres, que contribui para justificar sua nota overweight (perspectiva de valorização acima da média do mercado). O banco diz que o Ebitda ficou abaixo de sua estimativa por conta de receita maior na área Potiguar e contratos menores de serviço e fluxo de receita das operações do Remanso.

O banco mantém avaliação overweight por avaliar que a empresa tem qualidade e seus papéis e perspectiva de valorização com fusões e aquisições. O banco mantém preço-alvo de R$ 25,50.

Já o BBA apontou que a companhia reportou resultados em linha com o esperado no segundo trimestre.

“Aproveitamos para reforçar nossa recomendação de compra para RECV3, ação que estreou na Bolsa em maio deste ano. Nossa tese de investimento é baseada no potencial aumento da produção, nas novas oportunidades que estão sendo criadas por meio de incentivos regulatórios, e na perspectiva de crescimento da empresa via aquisições, na esteira do programa de desinvestimentos da Petrobras”, avaliam os analistas da casa.

A Camil anunciou na segunda-feira que assinou contrato para aquisição da companhia de massas Santa Amália, por R$ 260 milhões marcando sua entrada no segmento.

A comercializadora de energia Comerc pediu na segunda-feira o registro para uma oferta pública inicial de ações, em busca de recursos para financiar seus projetos de expansão.

BRF (BRFS3) e AES Brasil (AESB3)

A BRF comunicou ter firmado acordo de investimento para a constituição de uma joint venture com uma subsidiária da AES Brasil Energia para construção de um parque para auto geração de energia eólica no Complexo Eólico Cajuína, Rio Grande do Norte, com capacidade instalada de 160MWm, gerando 80MWm a serem comercializados com a Companhia por meio de contrato de compra e venda de energia de 15 anos.

Segundo a BRF, o projeto está em consonância com a Visão 2030, com a Política de Sustentabilidade da Companhia e com compromisso de se tornar Net Zero em emissões de gases de efeito estufa (GEE) até 2040, tanto em suas operações como em sua cadeia produtiva. Com essa parceria, a Companhia atenderá cerca de um terço de suas necessidades energéticas no Brasil, e evolui com sua meta de chegar a 2030 com mais de 50% da matriz energética proveniente de fontes renováveis e limpas, além de mitigar riscos de escassez de abastecimento e operar com custos mais competitivos.

O investimento estimado do projeto é de aproximadamente R$ 5,2 milhões/MW instalado, sendo que a BRF investirá diretamente o valor aproximado de R$ 80 milhões, a ser desembolsado durante o desenvolvimento do Projeto. O início das operações do parque está previsto para 2024.

O fechamento desta parceria está sujeito à aprovação das autoridades competentes e à verificação de outras condições usuais em operações dessa natureza.

“A companhia continuará a prospectar oportunidades para investir em fontes alternativas de autoprodução de energia limpa, em conexão com suas metas de longo prazo em sustentabilidade”, aponta a BRF.

Usiminas (USIM5)

O Credit Suisse realizou uma reunião com o CFO da Usiminas, Alberto Ono, e com sua equipe de relações com investidores. O banco diz que foi discutida a perspectiva atual para o setor, e temas centrais da estratégia da Usiminas. O banco afirma que a empresa diz que as condições de demanda no terceiro trimestre parecem ser tão fortes quanto aquelas do trimestre anterior. A empresa diz esperar que as remessas de aço se mantenham em níveis similares. No quarto trimestre, a sazonalidade mais fraca deve se apresentar neste ano, mas sob um ambiente internacional favorável.

De acordo com o banco, a Usiminas afirmou que, em junho, os preços estiveram 4,4% mais fortes do que a média do segundo trimestre, e que ela poderia implementar reajustes adicionais com clientes industriais. Além disso, a Usiminas disse acreditar que volumes mais altos de importação são excepcionais, e que o patamar deve se estabilizar nos próximos trimestres.

O banco mantém recomendação outperform, e diz que a empresa é um forte veículo para se beneficiar do minério de ferro mais caro e dos fortes preços do aço. O banco também acredita que chapas de aço devem ter desempenho superior àquele de aços longos, o que deve beneficiar a Usiminas. O banco prevê que a Usiminas seja negociada por 3,1 vezes a relação entre preço da empresa (EV na sigla em inglês) e lucro Ebitda em 2022, abaixo da média de entre 6 e 6,5 vezes, com Ebitda de R$ 6,7 bilhões e forte geração de caixa, de 21% em 2022.

O banco mantém recomendação outperform (perspectiva de valorização acima da média do mercado) e preço-alvo de R$ 28,50.

Siderúrgicas

O BBI destaca que novo rumor sobre impostos prejudica as exportações de aço da China. Rumores recentes do mercado de que a China vai impor novos impostos sobre as exportações de aço a partir deste mês reduziram ainda mais a atividade de exportação de aço da China, de acordo com a MySteel.

Caixa Seguridade (CXSE3) e BB Seguridade (BBSE3)

O Itaú BBA  afirma que o número alto de reivindicações de seguros no trimestre relativas à pandemia no Brasil pesou sobre as expectativas para a margem em 2021. Assim, o banco está atualizando suas estimativas para as empresas de seguros sob sua cobertura: Caixa Seguridade, com recomendação outperform, e iniciando a cobertura da BB Seguridade, com avaliação market perform. O novo preço-alvo para 2022 para a Caixa é de R$ 18 e para o BB Seguridade, é de R$ 23.

O desempenho mensal de planos de pensão indica uma aceleração da Caixa Seguridade no segundo semestre, na avaliação do banco.

O banco diz que dá preferência à Caixa Seguridade sobre a BB Seguridade por conta da perspectiva de crescimento.

BR Properties (BRPR3), Syn (CCPR3) e São Carlos Empreendimentos (SCAR3)

O Bradesco BBI retomou a cobertura do segmento de escritórios, com visão especialmente favorável à BR Properties, com recomendação outperform e preço-alvo de R$ 12,50, em detrimento à Syn, antiga CCP, com recomendação neutra (perspectiva de valorização dentro da média) e preço-alvo de R$ 12,60 e à São Carlos Empreendimentos e Participações, com avaliação neutra e preço-alvo de R$ 47.

O banco diz que o setor é negociado com um desconto médio de 40% sobre o valor líquido do ativo (NAV na sigla em inglês). O banco diz que a BR Properties é, no entanto, uma exceção positiva, por conta da estratégia de venda ativa de ativos.

Ainda no radar da companhia, a BR Properties informou por meio de documento enviado ao mercado, que fechou contrato com o Fundo de Investimento Imobiliário VBI Logístico, administrado pelo BTG Pactual Serviços Financeiros, para a venda de uma parte de um galpão logístico em desenvolvimento, por R$ 123,2 milhões, com previsão de término da construção para o segundo trimestre de 2022.

De acordo com a Guide, a notícia é positiva. A BR Properties segue reformulando seu portfólio através da venda de ativos não estratégicos para a companhia. Em todo caso, ainda vemos uma pressão forte no setor imobiliário a curto prazo, com pressão dos juros futuros e ainda os efeitos negativos da pandemia nos setores de shoppings e lajes corporativas.

Alliar (AALR3) e Rede D’Or (RDOR3)

Segundo o Valor, o Pátria e os médicos acionistas que, juntos detém o controle da rede de medicina diagnóstica Alliar, não devem vender seus papéis pelo valor estipulado em R$ 11,50 na oferta pública de aquisição (OPA) proposta pela Rede D’Or, de acordo com fonte ouvida pelo jornal. O fundo possui 20% do capital social atualmente.

Segundo a Guide, a notícia é potencialmente negativa. “Caso a recusa por parte dos acionistas da Alliar seja de fato confirmada em função do baixo valor ofertado, pode levar a Rede D’Or a realizar uma segunda proposta, com prêmio consideravelmente maior ou então desistir da aquisição, fazendo com que o maior grupo hospitalar do país volte a analisar oportunidades a preços mais atrativos”, aponta a casa de análise.

(com Reuters e Estadão Conteúdo)

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Resultados de Cemig, Mosaico, Yduqs, Gafisa e de outras empresas; Camil faz aquisição no mercado de massas e mais notícias

SÃO PAULO – A temporada de resultados chega na reta final com a divulgação de resultados, com destaque para o IRB (IRBR3), Yduqs (YDUQ3), Cemig (CMIG4), Cruzeiro do Sul (CSED3), Focus Energia (POWE3), Boa Vista (BOAS3), Gafisa (GFSA3), Mosaico (MOSI3), entre outras companhias.

Ainda em destaque, a Camil (CAML3) anunciou na segunda-feira que assinou contrato para aquisição da companhia de massas Santa Amália, por R$ 260 milhões marcando sua entrada no segmento.

Já a Petrobras (PETR3;PETR4) está trabalhando com a companhia japonesa de engenharia Modec para evitar atrasos na implantação da quinta plataforma de produção do campo de Búzios, disse na segunda Marcio Kahn, que é o gerente executivo do ativo na Petrobras. Confira os destaques:

IRB Brasil (IRBR3)

O IRB Brasil RE  registrou prejuízo líquido de R$ 206,9 milhões no segundo trimestre de 2021, o que indica perdas 68,5% menores em relação ao mesmo período de 2020, quando reportou prejuízo de R$ 656,7 milhões. No primeiro trimestre de 2021, o ressegurador teve lucro de R$ 35,1 milhões.

Nos primeiros seis meses de 2021, o prejuízo líquido totalizou R$ 156,1 milhões, ante perdas de R$ 621,7 milhões no ano anterior, ou uma queda nas perdas de 74,9%.

Apesar da baixa, os analistas do Credit Suisse veem os resultados do IRB como neutros a ligeiramente positivos para as ações, com melhorias nos índices de retrocessão e de perda em relação ao segundo trimestre. Eles avaliam que os resultados negativos foram parcialmente precificados pelo mercado em vista de um prejuízo líquido reportado de R $ 49 milhões em abril, divulgado anteriormente na base de dados da Susep.

Os prêmios continuam a ser impactados pela estratégia de “re-underwriting”  [de limpeza do balanço] da empresa, enquanto os índices de perdas viram um resultado positivo por conta disso.

Os resultados foram novamente ajudados por um impacto positivo no valor de R $ 27,1 milhões de créditos tributários relacionados a Imposto de PIS / Cofins no 2T21 e resultado financeiro.

Apesar dos números, o Credit reiterou a recomendação underperform (perspectiva de desempenho inferior), uma vez que avaliam que as ações continuam a ser negociadas com um valuation injustificado.

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A elétrica estatal mineira Cemig  informou lucro líquido de R$ 1,94 bilhão no segundo trimestre de 2021, alta de 80% em relação a igual período do ano anterior.

A variação positiva é devida, basicamente, ao reconhecimento dos ganhos com a repactuação do risco hidrológico, à alienação de ativos mantidos para venda (Light) e ao aumento da margem bruta no primeiro semestre de 2021, informa a empresa.

O Ebitda consolidado apresentou um aumento de 38,8% no segundo trimestre em comparação ao mesmo período de 2020, já o Ebitda ajustado teve elevação de 39,2%. A margem do Ebitda ajustado passou de 17,2% para 18% na comparação anual.

A receita líquida alcançou R$ 7,354 bilhões no período, 33,7% maior que o visto no mesmo intervalo de 2020. A Cemig encerrou junho com R$ 6,99 bilhões disponível em caixa. Ao final do trimestre, a dívida líquida da Cemig era de R$ 6,32 bilhões, queda de 31,4% na comparação anual.

A XP destaca que o lucro líquido atingiu impressionantes R$ 1,942 bilhão, bem acima da estimativa da casa de R$ 276,9 milhões e do consenso da Bloomberg de R$ 685,0 milhões. O resultado foi impulsionado por R$ 909,6 milhões de ganhos não recorrentes com prorrogações de outorgas (lei 14.052 / 2020) e R$ 618,7 milhões. com variação cambial.

“Temos uma avaliação neutra dos resultados da Cemig no trimestre, que vieram acima das nossas projeções de Ebitda ajustado, mas abaixo do consenso de mercado. Mantemos nossa recomendação neutra para as ações, com preço-alvo de R$ 12 por ação”, apontam.

A Yduqs informou lucro líquido de R$ 116,5 milhões para o trimestre de abril a junho. Analistas ouvidos pela Refinitiv esperavam resultado positivo de R$ 145,5 milhões.

A geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) foi três vezes maior do que o mesmo período de 2020, a R$ 349 milhões entre abril e junho deste ano.

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Já a receita líquida no período teve alta de 17%, para R$ 1,161 bilhão, enquanto os custos de serviços prestados avançaram cerca de 13%. As despesas comerciais caíram 22,3%, em meio a uma redução de 30,5% em gastos com provisões para inadimplência. As despesas gerais e administrativas recuaram 7,6%.

Na avaliação do Credit Suisse, a Yduqs reportou notável crescimento no ensino à distancia (30% na base anual ex-aquisições) e importância consolidada do Premium e EAD nos resultados (sendo já 66% do Ebitda).

“Os resultados foram melhores do que as expectativas do nosso time em muitos aspectos, entregando um Ebitda de R$ 349 milhões (margem de 30%) e um lucro líquido de R$ 116 milhões (margem de 10%)”, apontam os analistas do banco, que apontam que a performance ainda foi afetada pela queda da receita liquida on campus – OC  (queda de 15% ao ano ex-aquisições), dado o intake baixo que a indústria vem sofrendo desde o inicio da crise da Covid.

Neste contexto, os analistas destacaram que reconhecem a disciplina da empresa, que continua a navegar na crise da Covid com lucratividade relativamente boa e pouca alavancagem. O crescimento e a lucratividade simultâneos no EAD refletem a eficácia comercial e a escalabilidade do conteúdo, avaliam.

Por outro lado, os analistas seguem cautelosos quanto ao intake no ensino presencial, tanto no segundo semestre deste ano quanto em 2022. Mesmo assim, a empresa se redesenhou para uma nova realidade, reforçando a tese (case de fluxo de caixa, ainda que crescendo modestamente). Dados os custos fixos no presencial, o retorno de alunos pode ajudar nas margens daqui para frente, avaliam. O Credit tem recomendação outperform para os ativos, com preço-alvo de R$ 38.

Já a XP aponta que o resultado veio estritamente em linha com as estimativas da casa, o que significa que seu guidance para o primeiro semestre foi atingido. A receita líquida ficou apenas 0,5% acima das estimativas da XP, enquanto o Ebitda ajustado ficou 0,4% acima do esperado pela XP.

Vale destacar que os cursos presenciais tradicionais representam atualmente 51% da receita ante 74% no segundo trimestre de 2019 e os analistas esperam que a participação de outros cursos (premium e online) continue crescendo, uma vez que 450 novas vagas de medicina devem ser aprovadas no segundo semestre e que 79% dos polos de ensino à distância da Yduqs ainda estão em maturação, com mais de 55% ainda no primeiro ano de operação.

“Portanto, acreditamos que os fundamentos de longo prazo para a empresa (crescimento da base de alunos – principalmente online – e melhoria de margem – maior participação de cursos online e premium) permanecem intactos, apesar das perspectivas desafiadoras para 2021”, avalia a XP, que reitera recomendação de compra e preço-alvo de R$ 50,70 por ação.

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Já o BBI destaca que a receita líquida continuou a se expandir no segmento de ensino à distância, de crescimento ainda rápido, que teve forte captação de 125 mil alunos no trimestre, enquanto o segmento premium continuou a mostrar sua resiliência. Em termos de sua margem Ebitda ajustada, Yduqs permaneceu estável em relação ao ano anterior, com altos números contínuos de provisionamento de inadimplência.

“Em suma, mantemos nossa recomendação outperform, com preço-alvo de R$ 45 para a empresa, pois somos construtivos quanto às suas perspectivas de crescimento nos segmentos de ensino à distância e premium”, avaliam.

Jalles Machado (JALL3)

A Jalles Machado teve lucro líquido de R$ 115,7 milhões no primeiro trimestre da temporada 2021/22, revertendo prejuízo de R$ 16,9 milhões obtido no mesmo período da safra anterior.

A receita líquida teve alta 86,8%, para R$ 378,5 milhões, com a aceleração das vendas de etanol. Com os preços elevados do biocombustível, a Jalles antecipou vendas que costumavam ser feitas apenas na entressafra.

A XP ressalta que, enquanto a pior seca em 90 anos afetou a maior parte das lavouras do Centro-Sul do Brasil (seguida também por uma forte geada) e impulsionou o preço das commodities agrícolas, a Jalles aproveitou preços mais altos para o açúcar (alta de 25,5%) e também para o etanol (alta de 90,8%) sem perda de produtividade devido à localização de suas plantas industriais.

“Continuamos otimistas com a Jalles e reiteramos nossa recomendação de compra com preço-alvo de R$ 14/ação. Além disso, JALL3 é atualmente nossa principal escolha para o setor de açúcar e etanol”, avaliam.

Cruzeiro do Sul (CSED3)

A Cruzeiro do Sul Educacional teve lucro líquido de R$ 28 milhões no segundo trimestre deste ano, ante prejuízo de R$ 48,8 milhões apurados em igual intervalo de 2020.

A receita líquida caiu 0,8% na base anual, a R$ 478,2 milhões entre abril e junho, com o impacto negativo da liminar de desconto na Unipê, de R$ 9 milhões. A receita bruta teve alta de 25,4%, para 1,19 bilhão, em meio ao aumento de alunos nos cursos de ensino à distância (EAD).

O Ebitda totalizou R$ 125,3 milhões no trimestre, mais do que o dobro em relação ao mesmo período do ano passado. A margem Ebitda (Ebitda sobre receita líquida) avançou 15,7 pontos percentuais, a 26,2%.

Focus Energia (POWE3)

A Focus Energia registrou lucro de R$ 17,7 milhões no segundo trimestre deste ano, 103,5% acima dos R$ 8,7 milhões registrados no mesmo período de 2020.

A receita líquida teve alta 17,7% no comparativo anual, para R$ 312,6 milhões.

O Ebitda foi de R$ 26,7 milhões, crescimentos de 79,4% e 26,7%, em comparação com o segundo trimestre de 2020 e
o primeiro trimestre de 2021, respectivamente.

Boa Vista (BOAS3)

A Boa Vista Serviços registrou lucro líquido de R$ 22,193 milhões no segundo trimestre, alta de 416,6% na comparação anual.

A receita teve alta anual de 31,1%, a R$ 181,649 milhões.

O Morgan Stanley avalia o mercado se mostrará satisfeito com os resultados e mantém recomendação overweight (perspectiva de valorização acima da média do mercado), e preço-alvo de R$ 16.

Agrogalaxy (AGXY3)

A Agrogalaxy teve prejuízo líquido no segundo trimestre deste ano foi de R$ 51,4 milhões, alta de 140% ante perda líquida de R$ 21,4 milhões entre abril e junho de 2020.

A receita líquida foi de R$ 1,01 bilhão, 25,3% maior que o do mesmo período de 2020.

O Ebitda ajustado foi de R$ 2,5 milhões no segundo trimestre de 2021, com margem positiva de 0,2%. Em 2020, o resultado havia ficado em R$ 18,7 milhões negativos, com margem negativa de 2,3%.

A Gafisa registrou lucro líquido ajustado de R$ 26,404 milhões no segundo trimestre deste ano, ante prejuízo de igual período do ano passado. Sem ajuste, o lucro totalizou R$ 13,108 milhões, ante perda de R$ 23,545 milhões na mesma base de comparação.

O Ebitda ajustado teve alta de quase 10 vezes, indo de R$ 7,7 milhões para R$ 73,36 milhões.

A receita líquida foi de R$ 259,2 milhões no segundo trimestre, três vezes acima dos R$ 83,8 milhões registrados entre abril e junho de 2020.

Segundo o BBI, os resultados do trimestre foram ligeiramente negativos, com o resultado final impactado por fatores exógenos às operações deste ciclo.

“A Gafisa é uma história de turnaround (virada operacional) em evolução e a administração tem muito a mostrar a seu respeito. Mas o aumento das vendas da Gafisa é sobrecarregado por seu legado e a deixa diante de um segundo semestre
desafiador”, avaliam os analistas.

O BBI tem uma visão estrutural que privilegia nomes mais consolidados e encontra melhores propostas de risco-retorno em outros nomes, incluindo a Direcional no segmento de baixa renda e a Trisul no segmento de média / alta renda. “Mantemos uma recomendação Neutra e preço-alvo de R$ 5,50 para GFSA3”, apontam.

Hidrovias do Brasil (HBSA3)

A Hidrovias do Brasil teve lucro líquido de R$ 97,8 milhões no segundo trimestre, ante prejuízo de R$ 7,4 milhões em igual período de 2020. A receita líquida subiu  9,5% na base anual, para R$ 466,9 milhões.

A receita líquida operacional no corredor Sul totalizou R$ 227,2 milhões, crescimento de 141,4% na comparação anual, enquanto a receita no corredor Norte foi de R$ 176,4 milhões, 36% abaixo do apurado em igual trimestre do ano passado. Já a navegação costeira (cabotagem) somou R$ 58,1 milhões em receita líquida, alta de 18,3%.

O Ebitda ajustado foi de R$ 215 milhões, alta de 21% na base anual e ficou 9% acima das estimativas da XP, que apontou que a empresa apresentou bons números no trimestre, ao mesmo tempo em que abordou as preocupações do mercado em relação a uma perspectiva de calado abaixo da média em suas operações no sul (Corredor Sul).

“Com transparência detalhada, a administração da Hidrovias revisou para baixo suas projeções financeiras para 2021, dada (i) a baixa visibilidade dos volumes transportados para o segundo semestre devido às fracas perspectivas da safra de milho (evento limitado à safra deste ano, em nossa visão, não impactando nossas expectativas positivas de demanda no longo prazo), e (ii) cenário de estiagem anormalmente baixo no Corredor Sul”, ressaltam os analistas.

Dado o perfil não-estrutural da revisão de guidance para 2021 (guidance 2025 reiterado pela administração da empresa), os analistas veem como fundamentalmente excessiva a queda de 35% nas ações nos últimos 30 dias. Eles reiteram a recomendação de compra e visão positiva de longo prazo da Hidrovias do Brasil.

A Mosaico, dona de sites como Buscapé e Zoom, teve lucro de R$ 3,7 milhões no segundo trimestre, 73,5% abaixo na comparação anual. A receita teve queda 19,9%, a R$ 47,2 milhões, na comparação anual.

As vendas brutas de mercadoria (GMV, na sigla em inglês) originadas nas plataformas da empresa foram de R$ 902,7 milhões, queda de 17,2%.

A XP apontou que, como esperado, a companhia enfrentou dinâmicas desafiadoras no trimestre em meio a uma forte base de comparação, maior custo de aquisição de clientes devido à competição por tráfego com empresas de e-commerce e fintechs e um ambiente com maiores atividades promocionais através de cashback e cupons.

Como resultado, a receita líquida caiu 20% na base anual, enquanto o Ebitda ajustado veio em R$ 2,6 milhões versus R$ 22,7 milhões no segundo trimestre de 2020.

“Apesar dos fracos resultados, eles já eram esperados. Além disso, a companhia detalhou iniciativas interessantes que já estão implementadas e que devem contribuir para a melhora de resultados à frente. Além do resultado, a Mosaico também anunciou que vai substituir o atual CEO, Thiago Flores, por Mauricio Cascão, um executivo com vasta experiência no segmento de tecnologia, tendo ocupado cargos de liderança em companhias como a AT&T, HP Labs e Mandic Cloud Solutions”, destaca a XP.

O Itaú BBA aponta que a plataforma de comércio eletrônico reportou resultados mais fracos no segundo trimestre – porém, em linha com o esperado. O valor de vendas foi 17% menor em relação ao mesmo período do ano passado, reflexo da substancial queda de 50% nos acessos na comparação anual.

“Vale ponderar que a empresa passa por um momento de expansão acelerada e criação de novos produtos, o que elevou as despesas com pessoal a pressionar a rentabilidade”, avaliam.

Os analistas observam ainda uma pressão adicional em rentabilidade devido aos investimentos da companhia em
seu quadro de funcionários. Para dar um contexto, a Mosaico vem contratando para fazer frente a sua expansão acelerada a à criação de novos produtos. Como consequência, a elevada despesa com pessoal levou a uma contração de margem Ebitda maior do que o estimado pela casa.

“Reconhecemos que os resultados de Mosaico no primeiro semestre colocam pressão nas nossas projeções para o consolidado de 2021 e para o ano que vem. Por ora, mantemos nossa recomendação de outperform (desempenho acima da média do mercado) para as ações da companhia”, aponta o BBA, com preço-alvo de R$ 39.

A Bemobi teve lucro líquido de R$ 18 milhões no segundo trimestre deste ano, alta de 251% na base anual.

A receita líquida teve alta de 8% na base anual, para R$ 62 milhões.

Segundo a XP, a Bemobi divulgou resultados sólidos, embora em linha, no segundo trimestre, com a receita líquida e o Ebitda ajustado crescendo 7,6% e 17,7% na base anual, respectivamente.

Apesar de um trimestre desafiador devido à Covid-19 e seu impacto no segmento pré-pago, a Bemobi registrou um crescimento de receita de 7,6% na base anual.

Além disso, a Bemobi está executando bem sua estratégia de diversificação de serviços e as receitas provenientes de Microfinanças e Comunicação cresceram 37% na base anual e já representam 30,3% da receita total da empresa (29,3% no segundo trimestre de 2020).

“Apesar do resultado sólido do trimestre, acreditamos que todas as atenções serão voltadas agora para entender mais sobre as empresas adquiridas e suas sinergias. Em suma, mantemos nossa recomendação de compra e um preço-alvo de R$ 30 por ação para o final de 2021”, avaliam os analistas.

GetNinjas NINJ3)

A GetNinjas teve prejuízo de R$ 17,8 milhões no segundo trimestre, ante lucro de R$ 282 mil registrado em igual período do ano passado. A receita da companhia teve alta de  55,3%, para R$ 15,5 milhões, com o aumento de 40% no número de clientes utilizando a plataforma.

O Ebitda ficou em R$ 19 milhões negativos, ante dado positivo de R$ 569 mil no segundo trimestre de 2020, face à forte aceleração dos custos, especialmente relacionados com marketing e vendas, de forma a continuar a aumentar o envolvimento com clientes e profissionais da plataforma.

“Com apenas um leve crescimento sequencial nas receitas, o mercado pode ver esses resultados como negativos, já que a aceleração do ecossistema pode demorar mais do que o esperado. Mantemos, no entanto, nossa visão positiva de longo prazo sobre a Getninjas, embora reconheçamos os desafios de curto / médio prazo, pois a empresa continua gerando o efeito de rede necessário para que sua plataforma continue ganhando força”, aponta o BBI.

O lucro líquido da Panvel foi recorde e atingiu R$ 24,2 milhões, aumento de 242,1% em comparação a igual período de 2020.

“A estratégia de expansão de serviços e de novas lojas adotada pela Panvel Farmácias, aliada à retomada do fluxo de clientes nas unidades físicas e ao desempenho crescente das vendas digitais, levaram a empresa a obter resultado recorde no 2º trimestre de 2021”, destaca a empresa.

A receita da Panvel aumentou, no período, 28,9% em relação a 2020, totalizando R$ 766,8 milhões.

O Ebitda ajustado totalizou R$ 39,9 milhões, equivalente a 4,8% da receita bruta e 107,1% acima do 2º trimestre de 2020.

A Panvel inaugurou, no período, 20 lojas, totalizando 494 filiais na Região Sul e em São Paulo e mantém o objetivo de abrir 65 novas unidades em 2021.

“Após um primeiro trimestre de resultado significativo, mas marcado por novas restrições causadas pela pandemia do Covid 19, o segundo trimestre de 2021 deixou clara a capacidade da Panvel de acelerar o seu crescimento, ancorada principalmente em equipes motivadas e em uma operação robusta e preparada para atender nossos clientes com qualidade e agilidade em suas demandas de saúde e bem-estar, seja nas lojas físicas ou por meio dos canais digitais”, afirma o presidente do Grupo Dimed, Julio Mottin Neto, no release de resultados.

HBR Realty (HBRE3)

O Bradesco BBI aponta que os resultados da HBR Realty foram mistos, com Comvem gradualmente aumentando. Já descontos e despesas gerais e administrativas afetam as margens.

A HBR reportou seus resultados mostrando uma boa evolução no plano de negócios da Comvem, apontam os analistas. A taxa de ocupação aumentou 3,4 pontos percentuais no trimestre, encerrando o trimestre em 83,6% mesmo com a entrega de 3.190 m² do empreendimento Comvem Bosque Maia, enquanto a empresa firmou parcerias com a Cury e a Espaçolaser, que contribuirão para alavancar a aceleração das vendas da unidade de negócios.

Do lado negativo, a margem Ebitda ajustada teve um impacto significativo de -22,7 pontos percentuais em relação ao trimestre anterior, impactado por descontos de aluguel em HBR Malls e Comvem, e também devido a um reforço estrutural em G&A (despesas gerais e administrativas), preparando a empresa para acelerar o crescimento (com diluição esperada ao longo do tempo).

Nas demais unidades de negócios, o BBI aponta que os principais destaques positivos foram relacionados à ainda sólida 3A (unidade de negócios corporativos), 100% ocupada e repassando integralmente o índice de inflação IGP-M nos contratos, enquanto a unidade de negócios Opportunities avançou bem, também impulsionado pela inflação do IGP-M. Os analistas mantiveram recomendação de compra.

A Petrobras está trabalhando com a companhia japonesa de engenharia Modec para evitar atrasos na implantação da quinta plataforma de produção do campo de Búzios, disse na segunda Marcio Kahn, que é o gerente executivo do ativo na Petrobras.

A estatal brasileira propôs nove plataformas para Búzios, seu projeto de águas profundas com ritmo mais acelerado de crescimento, no plano de negócios 2021-2025.

PetroRecôncavo (RECV3)

A PetroRecôncavo fechou o segundo trimestre com lucro líquido de R$ 94,5 milhões, ante prejuízo de R$ 15,1 milhões registrado em igual período de 2020. A receita líquida totalizou R$ 249 milhões, alta de 34% na comparação anual.

O Ebitda foi de  R$ 131,4 milhões no segundo trimestre, alta de 10,4% frente aos R$ 118,9 milhões de igual período de 2020.

O Morgan Stanley comentou os resultados, cujas margens ficaram abaixo da expectativa. O banco diz que enxerga alta de atividade nos próximos trimestres, que contribui para justificar sua nota overweight (perspectiva de valorização acima da média do mercado). O banco diz que o Ebitda ficou abaixo de sua estimativa por conta de receita maior na área Potiguar e contratos menores de serviço e fluxo de receita das operações do Remanso.

O banco mantém avaliação overweight por avaliar que a empresa tem qualidade e seus papéis e perspectiva de valorização com fusões e aquisições. O banco mantém preço-alvo de R$ 25,50.

Já o BBA apontou que a companhia reportou resultados em linha com o esperado no segundo trimestre.

“Aproveitamos para reforçar nossa recomendação de compra para RECV3, ação que estreou na Bolsa em maio deste ano. Nossa tese de investimento é baseada no potencial aumento da produção, nas novas oportunidades que estão sendo criadas por meio de incentivos regulatórios, e na perspectiva de crescimento da empresa via aquisições, na esteira do programa de desinvestimentos da Petrobras”, avaliam os analistas da casa.

A Camil anunciou na segunda-feira que assinou contrato para aquisição da companhia de massas Santa Amália, por R$ 260 milhões marcando sua entrada no segmento.

A comercializadora de energia Comerc pediu na segunda-feira o registro para uma oferta pública inicial de ações, em busca de recursos para financiar seus projetos de expansão.

BRF (BRFS3) e AES Brasil (AESB3)

A BRF comunicou ter firmado acordo de investimento para a constituição de uma joint venture com uma subsidiária da AES Brasil Energia para construção de um parque para auto geração de energia eólica no Complexo Eólico Cajuína, Rio Grande do Norte, com capacidade instalada de 160MWm, gerando 80MWm a serem comercializados com a Companhia por meio de contrato de compra e venda de energia de 15 anos.

Segundo a BRF, o projeto está em consonância com a Visão 2030, com a Política de Sustentabilidade da Companhia e com compromisso de se tornar Net Zero em emissões de gases de efeito estufa (GEE) até 2040, tanto em suas operações como em sua cadeia produtiva. Com essa parceria, a Companhia atenderá cerca de um terço de suas necessidades energéticas no Brasil, e evolui com sua meta de chegar a 2030 com mais de 50% da matriz energética proveniente de fontes renováveis e limpas, além de mitigar riscos de escassez de abastecimento e operar com custos mais competitivos.

O investimento estimado do projeto é de aproximadamente R$ 5,2 milhões/MW instalado, sendo que a BRF investirá diretamente o valor aproximado de R$ 80 milhões, a ser desembolsado durante o desenvolvimento do Projeto. O início das operações do parque está previsto para 2024.

O fechamento desta parceria está sujeito à aprovação das autoridades competentes e à verificação de outras condições usuais em operações dessa natureza.

“A companhia continuará a prospectar oportunidades para investir em fontes alternativas de autoprodução de energia limpa, em conexão com suas metas de longo prazo em sustentabilidade”, aponta a BRF.

Usiminas (USIM5)

O Credit Suisse realizou uma reunião com o CFO da Usiminas, Alberto Ono, e com sua equipe de relações com investidores. O banco diz que foi discutida a perspectiva atual para o setor, e temas centrais da estratégia da Usiminas. O banco afirma que a empresa diz que as condições de demanda no terceiro trimestre parecem ser tão fortes quanto aquelas do trimestre anterior. A empresa diz esperar que as remessas de aço se mantenham em níveis similares. No quarto trimestre, a sazonalidade mais fraca deve se apresentar neste ano, mas sob um ambiente internacional favorável.

De acordo com o banco, a Usiminas afirmou que, em junho, os preços estiveram 4,4% mais fortes do que a média do segundo trimestre, e que ela poderia implementar reajustes adicionais com clientes industriais. Além disso, a Usiminas disse acreditar que volumes mais altos de importação são excepcionais, e que o patamar deve se estabilizar nos próximos trimestres.

O banco mantém recomendação outperform, e diz que a empresa é um forte veículo para se beneficiar do minério de ferro mais caro e dos fortes preços do aço. O banco também acredita que chapas de aço devem ter desempenho superior àquele de aços longos, o que deve beneficiar a Usiminas. O banco prevê que a Usiminas seja negociada por 3,1 vezes a relação entre preço da empresa (EV na sigla em inglês) e lucro Ebitda em 2022, abaixo da média de entre 6 e 6,5 vezes, com Ebitda de R$ 6,7 bilhões e forte geração de caixa, de 21% em 2022.

O banco mantém recomendação outperform (perspectiva de valorização acima da média do mercado) e preço-alvo de R$ 28,50.

Siderúrgicas

O BBI destaca que novo rumor sobre impostos prejudica as exportações de aço da China. Rumores recentes do mercado de que a China vai impor novos impostos sobre as exportações de aço a partir deste mês reduziram ainda mais a atividade de exportação de aço da China, de acordo com a MySteel.

Caixa Seguridade (CXSE3) e BB Seguridade (BBSE3)

O Itaú BBA  afirma que o número alto de reivindicações de seguros no trimestre relativas à pandemia no Brasil pesou sobre as expectativas para a margem em 2021. Assim, o banco está atualizando suas estimativas para as empresas de seguros sob sua cobertura: Caixa Seguridade, com recomendação outperform, e iniciando a cobertura da BB Seguridade, com avaliação market perform. O novo preço-alvo para 2022 para a Caixa é de R$ 18 e para o BB Seguridade, é de R$ 23.

O desempenho mensal de planos de pensão indica uma aceleração da Caixa Seguridade no segundo semestre, na avaliação do banco.

O banco diz que dá preferência à Caixa Seguridade sobre a BB Seguridade por conta da perspectiva de crescimento.

BR Properties (BRPR3), Syn (CCPR3) e São Carlos Empreendimentos (SCAR3)

O Bradesco BBI retomou a cobertura do segmento de escritórios, com visão especialmente favorável à BR Properties, com recomendação outperform e preço-alvo de R$ 12,50, em detrimento à Syn, antiga CCP, com recomendação neutra (perspectiva de valorização dentro da média) e preço-alvo de R$ 12,60 e à São Carlos Empreendimentos e Participações, com avaliação neutra e preço-alvo de R$ 47.

O banco diz que o setor é negociado com um desconto médio de 40% sobre o valor líquido do ativo (NAV na sigla em inglês). O banco diz que a BR Properties é, no entanto, uma exceção positiva, por conta da estratégia de venda ativa de ativos.

Ainda no radar da companhia, a BR Properties informou por meio de documento enviado ao mercado, que fechou contrato com o Fundo de Investimento Imobiliário VBI Logístico, administrado pelo BTG Pactual Serviços Financeiros, para a venda de uma parte de um galpão logístico em desenvolvimento, por R$ 123,2 milhões, com previsão de término da construção para o segundo trimestre de 2022.

De acordo com a Guide, a notícia é positiva. A BR Properties segue reformulando seu portfólio através da venda de ativos não estratégicos para a companhia. Em todo caso, ainda vemos uma pressão forte no setor imobiliário a curto prazo, com pressão dos juros futuros e ainda os efeitos negativos da pandemia nos setores de shoppings e lajes corporativas.

Alliar (AALR3) e Rede D’Or (RDOR3)

Segundo o Valor, o Pátria e os médicos acionistas que, juntos detém o controle da rede de medicina diagnóstica Alliar, não devem vender seus papéis pelo valor estipulado em R$ 11,50 na oferta pública de aquisição (OPA) proposta pela Rede D’Or, de acordo com fonte ouvida pelo jornal. O fundo possui 20% do capital social atualmente.

Segundo a Guide, a notícia é potencialmente negativa. “Caso a recusa por parte dos acionistas da Alliar seja de fato confirmada em função do baixo valor ofertado, pode levar a Rede D’Or a realizar uma segunda proposta, com prêmio consideravelmente maior ou então desistir da aquisição, fazendo com que o maior grupo hospitalar do país volte a analisar oportunidades a preços mais atrativos”, aponta a casa de análise.

(com Reuters e Estadão Conteúdo)

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Ações de Minerva e Marfrig caem com Argentina suspendendo exportações; Mosaico cai 6% após balanço

Feitos com vegetais, os hambúrgueres “plant based” replicam sabor e visual da carne (Sean Gallup/Getty Images)

SÃO PAULO – Na reta final da temporada de balanços, quem ganha destaque entre as quedas é a Mosaico (MOSI3), com baixa de cerca de 6%, enquanto Hermes Pardini (PARD3) zerou a alta de mais de 3% dos seus ativos após o balanço do primeiro trimestre de 2021.

Atenção ainda para as empresas ligadas ao setor de commodities, com Vale (VALE3) e siderúrgicas, em especial a CSN (CSNA3) em alta em um dia movimentado para o setor, com a valorização de mais de 4% do minério na sessão e com a  CSN pedindo registro para uma oferta primária de ações ordinárias de emissão da sua controlada CSN Cimentos.

As ações de construtoras, com destaque para a EzTec (EZTC3) dentro do Ibovespa com queda de mais de 4%, registram baixas após o Credit Suisse revisar as suas recomendações para o setor.

Já a Pague Menos (PGMN3) vê a sua ação disparando mais de 10% após confirmar que está em negociação para comprar a Extrafarma, do grupo Ultrapar. Os ativos UGPA3, por sua vez, viraram para leve baixa.

Frigoríficos como Minerva (BEEF3), Marfrig (MRFG3), JBS (JBSS3) e BRF (BRFS3) caem, com BEEF3 e MRFG3 entre as maiores, baixas, entre 3% e 4%. No radar, está a notícia de que a Argentina suspendeu por 30 dias exportações de carnes. A Minerva tem a opção de compensar suas vendas a partir da produção em outras nações. Já a Marfrig disse que o impacto direto desta restrição se limita a 1,3% da receita líquida consolidada.

Confira mais destaques:

Pague Menos (PGMN3) e Ultrapar (UGPA3)

A rede de varejo farmacêutico Pague Menos fechou na noite de segunda-feira a compra da rival Extrafarma do conglomerado Ultrapar por 600 milhões de reais, disseram à Reuters duas fontes a par do assunto.

Em comunicado de esclarecimento, a Pague Menos afirmou que está atualmente em negociação para uma potencial transação envolvendo a aquisição da Extrafarma. Porém, não há, até o presente momento, qualquer contrato vinculante celebrado acerca de uma eventual transação, assim como não há qualquer garantia sobre a efetivação de qualquer negócio entre a Companhia e a Extrafama.

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O negócio tornaria a Pague Menos a segunda maior varejista de drogarias do Brasil, atrás apenas da RD (RADL3), dona das bandeiras Drogasil e Droga Raia. Atualmente, a Pague Menos é a terceira maior cadeia de farmácias.

A compra da Extrafarma elevaria em mais de um terço o número de lojas da Pague Menos, para 1.503 unidades, e reforçará a sua presença principalmente nas regiões Norte e Nordeste do Brasil, afirmou uma das fontes. A Extrafarma possui 402 lojas.

A Pague Menos, que tem como investidor a gestora de private equity General Atlantic, pagará 300 milhões de reais à Ultrapar quando o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) der o sinal verde ao negócio. O restante será pago nos próximos dois anos, em duas parcelas iguais. Considerando dívida e caixa, o valor total da Extrafarma foi fixado em R$ 700 milhões.

De acordo com o Credit Suisse, para a Ultrapar, a transação é marginalmente positiva. O valor da operação por si só não é muito significativo (cerca de 2,5% do valor de mercado), mas a venda está estrategicamente alinhada com a reestruturação do portfólio da Ultrapar.

O Bradesco BBI aponta que o valor total de R$ 700 milhões, considerando dívida e caixa (EV), ficou abaixo da avaliação dos analistas de R$ 1 bilhão. O valuation da transação ficou em 5 vezes o EV sobre Ebitda, o que consideram barato, especialmente dadas as sinergias esperadas com as fusões e aquisições para a Pague Menos.

Já para a Pague Menos, a aquisição parece interessante na avaliação do BBI. “Porém, levando em consideração que as duas têm alta exposição ao Nordeste, esperamos um reequilíbrio do posicionamento das duas marcas, o que pode significar o fechamento de lojas para não haver canibalização entre as marcas. Por fim, em termos financeiros, levando-se em conta que a Pague Menos teria desembolsado cerca de R $ 1,5 milhão por loja, pareceu um preço interessante sabendo que a abertura de uma nova loja varia de R$ 1 milhão a R$ 2 milhões”, destacaram os analistas.

Construtoras

Os analistas do Credit Suisse revisaram a cobertura para o setor de construção, reduzindo a recomendação de outperform (desempenho acima da média do mercado) das ações das companhias EzTec (EZTC3) e Mitre (MTRE3), por serem dependentes de crescimento, da Even (EVEN3), por falta de catalisador, e da Direcional (DIRR3) por já ser precificada.

Cyela (CYRE3) e Moura Dubeux (MDNE3) tiveram a recomendação mantida em outperform, enquanto houve manutenção de Tenda (TEND3) e MRV ([MRVE3]) como neutras.

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Os analistas Daniel Gasparete, Pedro Hajnal e Vanessa Quiroga apontam que, apesar dos dados ainda indicarem um ambiente favorável para o setor, há maior preocupação com o ambiente macroeconômico, o que torna a assimetria mais inclinada para o lado negativo.

Os analistas possuem os seguintes preços-alvos para as ações do setor: R$ 24 para MRV (potencial de alta de 36% com relação ao fechamento de segunda-feira), R$ 32 para a Cyrela (upside de 31%), de R$ 15 para a Even (upside de 42%), de R$ 19 para Direcional (upside de 32%), R$ 44 para EzTec (upside de 33%), R$ 35 para Tenda (upside de 37%), R$ 14 para Moura Dubeux (upside de 57%) e de R$ 15 para Mitre (potencial de valorização de 33% frente o fechamento da véspera).

Bradesco (BBDC4), Banco do Brasil (BBAS3), Itaú (ITUB4) e Santander (SANB11

O Bank of America elevou o preço-alvo para as ações do setor após os resultados do primeiro trimestre e prevê alta dos lucros dos grandes bancos, em média, de 33% em 2021, de 12% em 2022 e de 13% em 2023.

“Após o lucro líquido dos bancos superar as estimativas no primeiro trimestre do ano, revisamos as estimativas de lucro para 2021 em 5% para cima e em 4% para 2022 e atualizamos nossos preços-alvos, que agora sugerem 23% de alta em relação aos preços atuais, em média. Nossas novas estimativas refletem previsões de margem financeira mais altas e  menores provisões para devedores duvidosos”, apontam.

O BofA destaca que o setor apresentou um desempenho abaixo do Ibovespa no acumulado do ano (de queda de 9% ante alta de 2% do benchmark do índice), colocando os múltiplos do setor de preço sobre o lucro (P/L) para abaixo da média histórica. Para os analistas, o ambiente de alta de taxa de juros e reabertura da economia sustentará lucros mais altos na segunda metade do ano, o que deve sustentar o desempenho das ações.

Leia também: ROE de grandes bancos cai pela metade em 15 anos e pode piorar. Ações deixaram de ser atraentes?

Os analistas do banco possuem recomendação de compra para Banco do Brasil, com preço-alvo de R$ 43 (potencial de valorização de 36% frente o fechamento da véspera), para Bradesco, com preço-alvo de R$ 31 (com upside de 24% para os ativos PN) e para o Itaú, com preço-alvo de R$ 34 (upside de 17%). Já para o Santander Brasil, a recomendação é neutra, com preço-alvo de R$ 46 (ou potencial de valorização de 16%), por conta de um valuation mais esticado e um balanço patrimonial mais fraco na comparação com os seus pares.

Vale (VALE3), CSN Mineração (CMIN3) e Usiminas (USIM5)

O Bradesco BBI destaca que os preços do minério de ferro caíram US$ 16 em relação ao ponto mais alto da semana anterior, mantendo-se, no entanto, em um patamar alto.

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A queda foi impulsionada pela proibição pela cidade de Tangshan de que fabricantes de aço “façam conluio uns com os outros, inventem e distribuam informações que possam fazer com que os preços subam”.

As top picks do banco para o setor na América Latina são Vale, com preço-alvo de US$ 25, frente aos R$ 21,59 negociados pelos papéis VALE na Bolsa de Nova York na segunda; CSN Mineração, com preço-alvo de R$ 14, frente aos R$ 9,65 negociados na segunda; e Usiminas, com preço-alvo de R$ 32, frente aos R$ 21,45 negociados na segunda.

A sessão foi de ganhos para o minério na China: a alta é de mais de 4% nesta terça-feira, impulsionados por fortes margens de lucros em usinas siderúrgicas, enquanto uma produção recorde de aço sugeriu também uma demanda resiliente pela matéria-prima e ajudou a alimentar o sentimento do mercado.

O contrato mais negociado do minério de ferro na bolsa de commodities de Dalian DCIOcv1, para entrega em setembro, chegou a saltar 5,5%, para 1.256 iuanes (US$ 195,26) por tonelada, antes de fechar em alta de 4,3%, a 1.243 iuanes.

Ainda no radar do setor, a CSN pediu registro para uma oferta primária de ações ordinárias de emissão da sua controlada CSN Cimentos, de acordo com fato relevante da companhia à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) no final de segunda-feira. A oferta busca listar os papéis no segmento especial de listagem do Nível 2 da B3. A companhia realizou em fevereiro o IPO de sua subsidiária de mineração, a CSN Mineração.

A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (18) a Medida Provisória 1031/21, que cria as condições para a privatização da Eletrobras, estatal vinculada ao Ministério de Minas e Energia que responde por 30% da energia gerada no País. A sessão do Plenário está marcada para as 15h.

O modelo de privatização prevê a emissão de novas ações a serem vendidas no mercado sem a participação da empresa, resultando na perda do controle acionário de voto mantido atualmente pela União.

Apesar de perder o controle, a União terá uma ação de classe especial (golden share) que lhe garante poder de veto em decisões da assembleia de acionistas a fim de evitar que algum deles ou um grupo de vários detenha mais de 10% do capital votante da Eletrobras.

A incorporadora Gafisa reverteu o prejuízo líquido de R$ 25,5 milhões do primeiro trimestre de 2020 e teve lucro líquido de R$ 12,9 milhões.

Já a receita líquida subiu 137,3%, a R$ 170,1 milhões.

Mesmo sem lançamento de projetos, a Gafisa teve alta de 350,8% nas vendas líquidas, a R$ 129 milhões. Já as vendas brutas subiram 320,4%, para R$ 162,9 milhões, já os distratos tiveram alta de 235%, para R$ 33,9 milhões.

A Gafisa possui três projetos em fase de pré-comercialização, com um Valor Geral de Vendas (VGV) de R$ 546,1 milhões; os lançamentos começarão a ser feitos no fim deste mês.

A Mosaico, dona dos sites Zoom, Buscapé e Bondfaro, teve queda de 68,1% no lucro líquido ajustado no primeiro trimestre de 2021 na comparação com igual período de 2020, indo de R$ 8,9 milhões para R$ 2,9 milhões agora.

A receita bruta subiu 18,3%, na comparação anual, indo de R$ 49,1 milhões para R$ 58,1 milhões.

A receita ficou 4% abaixo da expectativa da XP, mas o Ebitda ficou 6% acima por conta de menores despesas com vendas/marketing. O lucro líquido, por sua vez, ficou bastante abaixo do projetado pelos analistas por conta de um efeito pontual de maiores despesas financeiras.

“Apesar do desempenho fraco de receita, isso já era esperado enquanto a companhia trouxe indicações e iniciativas positivas para os resultados dos próximos trimestres dado que o GMV tem apresentado uma recuperação gradual ao longo do trimestre e por conta do lançamento da plataforma de cashback a partir de maio, o lançamento esperado da plataforma de cupom no segundo trimestre e da plataforma de descoberta no 2º semestre de 2021”, avaliam os analistas.

A XP mantém visão positiva pra frente dado o forte pipeline de inovação da companhia, o forte cenário competitivo entre as empresas de e-commerce e a demanda reprimida pelas categorias de eletrônicos e linha branca. A recomendação segue de compra, com preço-alvo para o fim de 2021 de R$ 38 por ação para MOSI3.

A Linx teve prejuízo de R$ 6,87 milhões no primeiro trimestre de 2021, baixa de 24% em relação ao prejuízo em igual período de 2020. A receita líquida, por sua vez, teve alta de 10,6% no comparativo anual, a R$ 230,6 milhões.

O Ebitda foi de R$ 46,3 milhões, alta de 24% na comparação anual.

A empresa apontou que a Linx Digital alcançou participação de 14,7% na receita recorrente trimestral. O Linx Pay chegou a 13,1% de participação. Já a Linx Core avançou para 14,6%.

Cruzeiro do Sul (CSED3)

A Cruzeiro do Sul fechou o primeiro trimestre com lucro líquido ajustado de R$ 31 milhões, alta de 210%, segundo dados divulgados na segunda. Sem a despesas não recorrentes, o lucro fica em R$ 16,3 milhões, frente a prejuízo de R$ 33,3 milhões do mesmo período do ano anterior.

Boa Vista (BOAS3)

O lucro líquido da Boa Vista teve queda de 9,6% no primeiro trimestre de 2021 na comparação anual, para R$ 17 milhões.

O Morgan Stanley comentou os resultados divulgados pela Boa Vista antes de itens extraordinários, que ficaram em R$ 26 milhões, queda de 26% na comparação trimestral e alta de 35% na comparação anual, ficando 11% abaixo de sua estimativa. O Ebitda ficou em R$ 75 milhões, queda de 19% na comparação trimestral e de 2% na comparação anual, 3% abaixo da expectativa do banco.

A receita líquida ficou em R$ 17 milhões, queda de 67% na comparação trimestral e de 10% na comparação anual. Como ponto positivo, o banco destaca que as despesas operacionais cresceram apenas 3% no ano, ficando 4% abaixo de sua estimativa.

O banco mantém recomendação overweight e preço-alvo de R$ 18, frente aos R$ 12,32 negociados na segunda.

Hermes Pardini (PARD3)

A Hermes Pardini lucrou R$ 50,1 milhões no primeiro trimestre de 2021, valor 3,17 vezes a igual período de 2020.

A XP aponta que a empresa apresentou um trimestre absolutamente em linha com as expectativas dos analistas em termos de lucro. “Embora seja uma melhoria impressionante no lucro versus o ano anterior, devemos notar que 2020 é um comparativo “fácil” (devido ao impacto negativo da primeira onda da pandemia) e que a magnitude do impacto positivo nos resultados dos testes da Covid em 2021 é pouco clara, pois a empresa não forneceu muitos dados sobre isso”, avaliam.

Portanto, também não está claro como será o crescimento orgânico quando a pandemia acabar. “Como esperado, o número de exames aumentou 33% na base anual (em linha com o esperado) devido ao impacto positivo do teste para a Covid-19 em 2021 e os outros exames voltando aos níveis normais. O ticket médio ficou apenas 4% abaixo de nossas estimativas, mas 17% acima do ano anterior, já que os testes da Covid-19 têm ticket médio mais alto assim como outros exames como imagem que retomaram em 2021”, apontam.

Já a receita líquida atingiu R$ 477 milhões, 4% abaixo do projetado pela XP (devido ao ticket médio um pouco abaixo do esperado) e 55% acima do ano anterior. O Ebitda atingiu R$ 104 milhões, em linha com a estimativa e 111% acima na base trimestral.

“Vemos PARD3 sendo negociada a um P/L de 16,7 vezes, apenas 5% abaixo de sua média histórica, o que nos leva a reiterar nossa recomendação neutra para a ação com um preço-alvo de R$ 21 por ação”, apontam os analistas.

A Dimed, dona da Panvel, teve alta de 20,52% do seu lucro líquido no primeiro trimestre de 2021 na comparação anual, indo de R$ 16,35 milhões para R$ 19,71 milhões.

Iochpe-Maxion (MYPK3)

O lucro líquido da Iochpe-Maxion foi multiplicado em 5,59 vezes na comparação anual, indo de R$ 9,2 milhões nos primeiros três meses de 2020 para R$ 51,5 milhões no primeiro trimestre de 2021.

O Bradesco BBI comentou os resultados da Iochpe Maxion, com Ebitda de R$ 375 milhões, alta de 79% na comparação anual, 33% acima da expectativa do Bradesco e 29% acima daquela do mercado.

O banco mantém recomendação outperform, com base em um melhor mix de receitas e o real mais fraco, que deve compensar pelo risco de queda global na produção de veículos. O Bradesco elevou seu preço-alvo para 2021 de R$ 19 para R$ 21, frente aos R$ 14,24 de fechamento da segunda-feira.

Focus Energia (POWE3)

O lucro líquido da Focus Energia caiu 66,3% na comparação anual, passando de R$ 44,2 milhões para R$ 14,9 milhões.

Boa Safra (SOJA3)

A Boa Safra teve prejuízo de R$ 2,8 milhões no primeiro trimestre de 2021.

Dommo Energia (DMMO3)

A Dommo Energia teve queda de 96,1% do seu prejuízo líquido na comparação anual, indo de R$ 397,5 milhões para R$ 15,6 milhões.

Terra Santa Agro (TESA3)

A Terra Santa teve prejuízo líquido de R$ 38,2 milhões no primeiro trimestre de 2021, ante lucro em igual período do ano passado.

Petrorecôncavo (RECV3)

O prejuízo líquido da Petrorecôncavo diminuiu 90,5% no primeiro trimestre de 2021 na comparação anual, a R$ 12,9 milhões.

A Atma teve prejuízo líquido de R$ 39,6 milhões nos primeiros três meses deste ano, queda de 57% em relação a igual período de 2020.

GetNinjas (NINJ3)

A GetNinjas teve prejuízo líquido de R$ 5,5 milhões nos primeiros três meses do ano.

A Eneva informou na segunda-feira que deu início ao comissionamento à quente do campo de gás de Azulão, localizado na bacia do Amazonas, por meio de um teste de produção em um dos poços do ativo, realizado na semana passada.

O teste ocorreu na Unidade de Tratamento Primário e foi bem sucedido, segundo a empresa, que agora prevê a realização do comissionamento das unidades de autogeração e liquefação, embora a produção no local ainda dependa da conclusão de obras na unidade de tratamento de gás de Azulão.

A Copel Geração e Transmissão, da elétrica Copel, assinou contrato para a compra de 100% do Complexo Eólico Vilas, localizado em Serra do Mel (RN) e atualmente pertencente à Voltalia Brasil. O empreendimento possui 186,7 megawatts (MW) de capacidade instalada e o valor da transação é de R$ 1,059 bilhão.

Vasta Platform (NASDAQ: VSTA)

O Morgan Stanley se reuniu com o CEO, Mario Ghio, e com o CFO da Vasta, Bruno Giardino, para discutir os resultados relativos ao primeiro trimestre e a futura estratégia da empresa. O banco avalia que a empresa vem investindo em expandir sua oferta de produtos, o que poderia levar a mais ganhos de participação no mercado.

O Morgan acredita que a escala e as vantagens competitivas da Vasta devem permitir que continue a ganhar participação no mercado durante anos.

O banco aponta a Vasta com a sua top pick (escolha preferida) no setor de ensino brasileiro, com avaliação overweight (expectativa de valorização acima da média do mercado) e preço-alvo de US$ 14, frente aos US$ 8,11 negociados na segunda na Nasdaq.

(com Reuters e Estadão Conteúdo)

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Gafisa reverte prejuízo e lucra R$ 12,9 mi no 1º tri, Mosaico, Linx e mais resultados; MP da Eletrobras e outros destaques

SÃO PAULO – Na reta final da temporada de balanços, atenção para os balanços da Gafisa, Focus, Mosaico, Linx, entre outras companhias, muitas delas “novatas na Bolsa” como GetNinjas, PetroRecôncavo.

o lucro líquido da Boa Vista teve queda de 9,6% no primeiro trimestre de 2021 na comparação anual, para R$ 17 milhões. Mosaico, Cruzeiro do Sul, Focus, Linx e Gafisa também divulgaram seus números.

Pague Menos (PGMN3) e Ultrapar (UGPA3)

A rede de varejo farmacêutico Pague Menos fechou na noite de segunda-feira a compra da rival Extrafarma do conglomerado Ultrapar por 600 milhões de reais, disseram à Reuters duas fontes a par do assunto.

Em comunicado de esclarecimento, a Pague Menos afirmou que está atualmente em negociação para uma potencial transação envolvendo a aquisição da Extrafarma. Porém, não há, até o presente momento, qualquer contrato vinculante celebrado acerca de uma eventual transação, assim como não há qualquer garantia sobre a efetivação de qualquer negócio entre a Companhia e a Extrafama.

O negócio tornaria a Pague Menos a segunda maior varejista de drogarias do Brasil, atrás apenas da RD (RADL3), dona das bandeiras Drogasil e Droga Raia. Atualmente, a Pague Menos é a terceira maior cadeia de farmácias.

A compra da Extrafarma elevaria em mais de um terço o número de lojas da Pague Menos, para 1.503 unidades, e reforçará a sua presença principalmente nas regiões Norte e Nordeste do Brasil, afirmou uma das fontes. A Extrafarma possui 402 lojas.

A Pague Menos, que tem como investidor a gestora de private equity General Atlantic, pagará 300 milhões de reais à Ultrapar quando o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) der o sinal verde ao negócio. O restante será pago nos próximos dois anos, em duas parcelas iguais. Considerando dívida e caixa, o valor total da Extrafarma foi fixado em R$ 700 milhões.

De acordo com o Credit Suisse, para a Ultrapar, a transação é marginalmente positiva. O valor da operação por si só não é muito significativo (cerca de 2,5% do valor de mercado), mas a venda está estrategicamente alinhada com a reestruturação do portfólio da Ultrapar.

O Bradesco BBI aponta que o valor total de R$ 700 milhões, considerando dívida e caixa (EV), ficou abaixo da avaliação dos analistas de R$ 1 bilhão. O valuation da transação ficou em 5 vezes o EV sobre Ebitda, o que consideram barato, especialmente dadas as sinergias esperadas com as fusões e aquisições para a Pague Menos.

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Já para a Pague Menos, a aquisição parece interessante na avaliação do BBI. “Porém, levando em consideração que as duas têm alta exposição ao Nordeste, esperamos um reequilíbrio do posicionamento das duas marcas, o que pode significar o fechamento de lojas para não haver canibalização entre as marcas. Por fim, em termos financeiros, levando-se em conta que a Pague Menos teria desembolsado cerca de R $ 1,5 milhão por loja, pareceu um preço interessante sabendo que a abertura de uma nova loja varia de R$ 1 milhão a R$ 2 milhões”, destacaram os analistas.

Construtoras

Os analistas do Credit Suisse revisaram a cobertura para o setor de construção, reduzindo a recomendação de outperform (desempenho acima da média do mercado) das ações das companhias EzTec (EZTC3) e Mitre (MTRE3), por serem dependentes de crescimento, da Even (EVEN3), por falta de catalisador, e da Direcional (DIRR3) por já ser precificada.

Cyela (CYRE3) e Moura Dubeux (MDNE3) tiveram a recomendação mantida em outperform, enquanto houve manutenção de Tenda (TEND3) e MRV ([MRVE3]) como neutras.

Os analistas Daniel Gasparete, Pedro Hajnal e Vanessa Quiroga apontam que, apesar dos dados ainda indicarem um ambiente favorável para o setor, há maior preocupação com o ambiente macroeconômico, o que torna a assimetria mais inclinada para o lado negativo.

Os analistas possuem os seguintes preços-alvos para as ações do setor: R$ 24 para MRV (potencial de alta de 36% com relação ao fechamento de segunda-feira), R$ 32 para a Cyrela (upside de 31%), de R$ 15 para a Even (upside de 42%), de R$ 19 para Direcional (upside de 32%), R$ 44 para EzTec (upside de 33%), R$ 35 para Tenda (upside de 37%), R$ 14 para Moura Dubeux (upside de 57%) e de R$ 15 para Mitre (potencial de valorização de 33% frente o fechamento da véspera).

Vale (VALE3), CSN Mineração (CMIN3) e Usiminas (USIM5)

O Bradesco BBI destaca que os preços do minério de ferro caíram US$ 16 em relação ao ponto mais alto da semana anterior, mantendo-se, no entanto, em um patamar alto.

A queda foi impulsionada pela proibição pela cidade de Tangshan de que fabricantes de aço “façam conluio uns com os outros, inventem e distribuam informações que possam fazer com que os preços subam”.

As top picks do banco para o setor na América Latina são Vale, com preço-alvo de US$ 25, frente aos R$ 21,59 negociados pelos papéis VALE na Bolsa de Nova York na segunda; CSN Mineração, com preço-alvo de R$ 14, frente aos R$ 9,65 negociados na segunda; e Usiminas, com preço-alvo de R$ 32, frente aos R$ 21,45 negociados na segunda.

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A sessão foi de ganhos para o minério na China: a alta é de mais de 4% nesta terça-feira, impulsionados por fortes margens de lucros em usinas siderúrgicas, enquanto uma produção recorde de aço sugeriu também uma demanda resiliente pela matéria-prima e ajudou a alimentar o sentimento do mercado.

O contrato mais negociado do minério de ferro na bolsa de commodities de Dalian DCIOcv1, para entrega em setembro, chegou a saltar 5,5%, para 1.256 iuanes (US$ 195,26) por tonelada, antes de fechar em alta de 4,3%, a 1.243 iuanes.

Ainda no radar do setor, a CSN pediu registro para uma oferta primária de ações ordinárias de emissão da sua controlada CSN Cimentos, de acordo com fato relevante da companhia à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) no final de segunda-feira. A oferta busca listar os papéis no segmento especial de listagem do Nível 2 da B3. A companhia realizou em fevereiro o IPO de sua subsidiária de mineração, a CSN Mineração.

A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (18) a Medida Provisória 1031/21, que cria as condições para a privatização da Eletrobras, estatal vinculada ao Ministério de Minas e Energia que responde por 30% da energia gerada no País. A sessão do Plenário está marcada para as 15h.

O modelo de privatização prevê a emissão de novas ações a serem vendidas no mercado sem a participação da empresa, resultando na perda do controle acionário de voto mantido atualmente pela União.

Apesar de perder o controle, a União terá uma ação de classe especial (golden share) que lhe garante poder de veto em decisões da assembleia de acionistas a fim de evitar que algum deles ou um grupo de vários detenha mais de 10% do capital votante da Eletrobras.

A incorporadora Gafisa reverteu o prejuízo líquido de R$ 25,5 milhões do primeiro trimestre de 2020 e teve lucro líquido de R$ 12,9 milhões.

Já a receita líquida subiu 137,3%, a R$ 170,1 milhões.

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Mesmo sem lançamento de projetos, a Gafisa teve alta de 350,8% nas vendas líquidas, a R$ 129 milhões. Já as vendas brutas subiram 320,4%, para R$ 162,9 milhões, já os distratos tiveram alta de 235%, para R$ 33,9 milhões.

A Gafisa possui três projetos em fase de pré-comercialização, com um Valor Geral de Vendas (VGV) de R$ 546,1 milhões; os lançamentos começarão a ser feitos no fim deste mês.

A Mosaico, dona dos sites Zoom, Buscapé e Bondfaro, teve queda de 68,1% no lucro líquido ajustado no primeiro trimestre de 2021 na comparação com igual período de 2020, indo de R$ 8,9 milhões para R$ 2,9 milhões agora.

A receita bruta subiu 18,3%, na comparação anual, indo de R$ 49,1 milhões para R$ 58,1 milhões.

A receita ficou 4% abaixo da expectativa da XP, mas o Ebitda ficou 6% acima por conta de menores despesas com vendas/marketing. O lucro líquido, por sua vez, ficou bastante abaixo do projetado pelos analistas por conta de um efeito pontual de maiores despesas financeiras.

“Apesar do desempenho fraco de receita, isso já era esperado enquanto a companhia trouxe indicações e iniciativas positivas para os resultados dos próximos trimestres dado que o GMV tem apresentado uma recuperação gradual ao longo do trimestre e por conta do lançamento da plataforma de cashback a partir de maio, o lançamento esperado da plataforma de cupom no segundo trimestre e da plataforma de descoberta no 2º semestre de 2021”, avaliam os analistas.

A XP mantém visão positiva pra frente dado o forte pipeline de inovação da companhia, o forte cenário competitivo entre as empresas de e-commerce e a demanda reprimida pelas categorias de eletrônicos e linha branca. A recomendação segue de compra, com preço-alvo para o fim de 2021 de R$ 38 por ação para MOSI3.

A Linx teve prejuízo de R$ 6,87 milhões no primeiro trimestre de 2021, baixa de 24% em relação ao prejuízo em igual período de 2020. A receita líquida, por sua vez, teve alta de 10,6% no comparativo anual, a R$ 230,6 milhões.

O Ebitda foi de R$ 46,3 milhões, alta de 24% na comparação anual.

A empresa apontou que a Linx Digital alcançou participação de 14,7% na receita recorrente trimestral. O Linx Pay chegou a 13,1% de participação. Já a Linx Core avançou para 14,6%.

Cruzeiro do Sul (CSED3)

A Cruzeiro do Sul fechou o primeiro trimestre com lucro líquido ajustado de R$ 31 milhões, alta de 210%, segundo dados divulgados na segunda. Sem a despesas não recorrentes, o lucro fica em R$ 16,3 milhões, frente a prejuízo de R$ 33,3 milhões do mesmo período do ano anterior.

Boa Vista (BOAS3)

O lucro líquido da Boa Vista teve queda de 9,6% no primeiro trimestre de 2021 na comparação anual, para R$ 17 milhões.

O Morgan Stanley comentou os resultados divulgados pela Boa Vista antes de itens extraordinários, que ficaram em R$ 26 milhões, queda de 26% na comparação trimestral e alta de 35% na comparação anual, ficando 11% abaixo de sua estimativa. O Ebitda ficou em R$ 75 milhões, queda de 19% na comparação trimestral e de 2% na comparação anual, 3% abaixo da expectativa do banco.

A receita líquida ficou em R$ 17 milhões, queda de 67% na comparação trimestral e de 10% na comparação anual. Como ponto positivo, o banco destaca que as despesas operacionais cresceram apenas 3% no ano, ficando 4% abaixo de sua estimativa.

O banco mantém recomendação overweight e preço-alvo de R$ 18, frente aos R$ 12,32 negociados na segunda.

Hermes Pardini (PARD3)

A Hermes Pardini lucrou R$ 50,1 milhões no primeiro trimestre de 2021, valor 3,17 vezes a igual período de 2020.

A XP aponta que a empresa apresentou um trimestre absolutamente em linha com as expectativas dos analistas em termos de lucro. “Embora seja uma melhoria impressionante no lucro versus o ano anterior, devemos notar que 2020 é um comparativo “fácil” (devido ao impacto negativo da primeira onda da pandemia) e que a magnitude do impacto positivo nos resultados dos testes da Covid em 2021 é pouco clara, pois a empresa não forneceu muitos dados sobre isso”, avaliam.

Portanto, também não está claro como será o crescimento orgânico quando a pandemia acabar. “Como esperado, o número de exames aumentou 33% na base anual (em linha com o esperado) devido ao impacto positivo do teste para a Covid-19 em 2021 e os outros exames voltando aos níveis normais. O ticket médio ficou apenas 4% abaixo de nossas estimativas, mas 17% acima do ano anterior, já que os testes da Covid-19 têm ticket médio mais alto assim como outros exames como imagem que retomaram em 2021”, apontam.

Já a receita líquida atingiu R$ 477 milhões, 4% abaixo do projetado pela XP (devido ao ticket médio um pouco abaixo do esperado) e 55% acima do ano anterior. O Ebitda atingiu R$ 104 milhões, em linha com a estimativa e 111% acima na base trimestral.

“Vemos PARD3 sendo negociada a um P/L de 16,7 vezes, apenas 5% abaixo de sua média histórica, o que nos leva a reiterar nossa recomendação neutra para a ação com um preço-alvo de R$ 21 por ação”, apontam os analistas.

A Dimed, dona da Panvel, teve alta de 20,52% do seu lucro líquido no primeiro trimestre de 2021 na comparação anual, indo de R$ 16,35 milhões para R$ 19,71 milhões.

Iochpe-Maxion (MYPK3)

O lucro líquido da Iochpe-Maxion foi multiplicado em 5,59 vezes na comparação anual, indo de R$ 9,2 milhões nos primeiros três meses de 2020 para R$ 51,5 milhões no primeiro trimestre de 2021.

O Bradesco BBI comentou os resultados da Iochpe Maxion, com Ebitda de R$ 375 milhões, alta de 79% na comparação anual, 33% acima da expectativa do Bradesco e 29% acima daquela do mercado.

O banco mantém recomendação outperform, com base em um melhor mix de receitas e o real mais fraco, que deve compensar pelo risco de queda global na produção de veículos. O Bradesco elevou seu preço-alvo para 2021 de R$ 19 para R$ 21, frente aos R$ 14,24 de fechamento da segunda-feira.

Focus Energia (POWE3)

O lucro líquido da Focus Energia caiu 66,3% na comparação anual, passando de R$ 44,2 milhões para R$ 14,9 milhões.

Boa Safra (SOJA3)

A Boa Safra teve prejuízo de R$ 2,8 milhões no primeiro trimestre de 2021.

Dommo Energia (DMMO3)

A Dommo Energia teve queda de 96,1% do seu prejuízo líquido na comparação anual, indo de R$ 397,5 milhões para R$ 15,6 milhões.

Terra Santa Agro (TESA3)

A Terra Santa teve prejuízo líquido de R$ 38,2 milhões no primeiro trimestre de 2021, ante lucro em igual período do ano passado.

Petrorecôncavo (RECV3)

O prejuízo líquido da Petrorecôncavo diminuiu 90,5% no primeiro trimestre de 2021 na comparação anual, a R$ 12,9 milhões.

A Atma teve prejuízo líquido de R$ 39,6 milhões nos primeiros três meses deste ano, queda de 57% em relação a igual período de 2020.

GetNinjas (NINJ3)

A GetNinjas teve prejuízo líquido de R$ 5,5 milhões nos primeiros três meses do ano.

A Eneva informou na segunda-feira que deu início ao comissionamento à quente do campo de gás de Azulão, localizado na bacia do Amazonas, por meio de um teste de produção em um dos poços do ativo, realizado na semana passada.

O teste ocorreu na Unidade de Tratamento Primário e foi bem sucedido, segundo a empresa, que agora prevê a realização do comissionamento das unidades de autogeração e liquefação, embora a produção no local ainda dependa da conclusão de obras na unidade de tratamento de gás de Azulão.

A Copel Geração e Transmissão, da elétrica Copel, assinou contrato para a compra de 100% do Complexo Eólico Vilas, localizado em Serra do Mel (RN) e atualmente pertencente à Voltalia Brasil. O empreendimento possui 186,7 megawatts (MW) de capacidade instalada e o valor da transação é de R$ 1,059 bilhão.

Vasta Platform (NASDAQ: VSTA)

O Morgan Stanley se reuniu com o CEO, Mario Ghio, e com o CFO da Vasta, Bruno Giardino, para discutir os resultados relativos ao primeiro trimestre e a futura estratégia da empresa. O banco avalia que a empresa vem investindo em expandir sua oferta de produtos, o que poderia levar a mais ganhos de participação no mercado.

O Morgan acredita que a escala e as vantagens competitivas da Vasta devem permitir que continue a ganhar participação no mercado durante anos.

O banco aponta a Vasta com a sua top pick (escolha preferida) no setor de ensino brasileiro, com avaliação overweight (expectativa de valorização acima da média do mercado) e preço-alvo de US$ 14, frente aos US$ 8,11 negociados na segunda na Nasdaq.

(com Reuters e Estadão Conteúdo)

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Mosaico (MOSI3) inicia funcionamento de plataforma de cashback

Evento com toque de campainha de abertura do pregão marcou a oferta pública da Mosaico (Créditos: Cauê Diniz/Divulgação)

A Mosaico Tecnologia ao Consumidor (MOSI3) informou nesta terça-feira, 11, o início de funcionamento da plataforma de cashback, desenvolvida internamente em quatro meses, que passa a ser implementada de forma gradual para os consumidores da marca Zoom. O objetivo é aumentar a participação da Mosaico na fase final do funil de compras. O cashback tem como parceiro financeiro o BTG Pactual, responsável pela operação da carteira virtual (wallet) do serviço.

Em comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a empresa diz que a plataforma deve tornar a experiência dos usuários ainda mais completa e fluida. “Além de se educar com nosso conteúdo editorial, consultar preços em centenas de lojas e decidir o melhor momento para comprar, agora poderão acumular cashback em compras realizadas a partir de nossas plataformas de uma forma fácil, precisando apenas estar logado para receber o benefício”, afirma.

A empresa cita ainda que além do aumento do engajamento, recorrência orgânica e a consequente redução no custo de aquisição de clientes, o cashback também diversifica o mix de categorias que compõe a receita, com o acréscimo da navegação orientada à descontos, isto é, em que o usuário acessa nossa plataforma buscando o benefício do cashback e enriquece os dados de compra de cada consumidor em nossas plataformas que, somados aos dados que já possuímos, abrem novas possibilidades de criação e personalização de nossos produtos.

“Adicionalmente, a entrada da Mosaico no mercado de extensões de navegadores (plug in), com a aquisição do Vigia de Preço, potencializa o serviço de cashback, que também será oferecido fora das plataformas da companhia, interagindo com os consumidores durante sua jornada de compra online em diversos sites”, avalia.

A combinação do cashback e a extensão do navegador, destaca, também reforça a possibilidade de ampliar a participação em categorias de produtos nas quais a companhia ainda não tem forte representatividade, como moda e saúde e beleza.

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Ação da Mosaico (MOSI3) desaba 11,67% após números fracos do 4º tri, mas por que os analistas seguem otimistas?

Evento com toque de campainha de abertura do pregão marcou a oferta pública da Mosaico (Créditos: Cauê Diniz/Divulgação)

SÃO PAULO – Marcada por recomendações positivas com o início de cobertura por diversos bancos e pela forte alta na estreia de suas ações (de 96%), a Mosaico  (MOSI3), dona dos sites Buscapé, Zoom e Bondfaro, tiveram queda expressiva de suas ações, acima de 11%, na sessão desta sexta-feira (26), após divulgar o seu resultado, o primeiro após a abertura de capital (IPO, na sigla em inglês). Os papéis MOSI3 fecharam em forte queda de11,67%, a R$ 21,20.

Os números foram considerados fracos e abaixo do crescimento registrado por empresas de capital aberto no período. Porém, de acordo com analistas, um balanço fraco já era esperado, mas as expectativas para 2021 seguem positivas, principalmente com as iniciativas que estão no radar.

A companhia teve lucro líquido de R$ 26,5 milhões no quarto trimestre de 2020, 57,2% menor na comparação anual. De acordo com a companhia, o resultado foi impactado pela compra do Buscapé e o efeito do imposto diferido decorrente do prejuízo fiscal de exercícios anteriores. Ajustando por esse efeito, o lucro foi 36,4% menor. No ano, o lucro líquido foi de R$ 60,4 milhões, queda de 5,5% ante 2019.

A receita líquida teve alta de 29,5% nos últimos três meses do ano, a R$ 70,6 milhões; em 2020, a alta foi de 103,1%, a R$ 113,8 milhões. Já o Ebitda foi de em R$ 12 milhões no trimestre, queda de 77,7% ante 2019. Enquanto isso, aponta o Itaú BBA, as despesas com marketing e aquisições pressionaram a margem Ebitda [Ebitda/receita líquida].

As vendas brutas totais (GMV, na sigla em inglês) originadas para os lojistas parceiros totalizaram R$ 1,2 bilhão no período, alta de 37,3% no comparativo anual, enquanto a média de visitantes únicos cresceu 40,9%, para 30,5 milhões. Para efeito de comparação,  o mercado de e-commerce cresceu 32% na base anual no período, segundo dados da Ebit/ Nielsen.

Segundo a XP, a Mosaico reportou resultados fracos referentes ao quarto trimestre de 2020, mas em linha com as estimativas de receita e Ebitda e com lucro bastante acima do esperado pelos analistas por conta de um impacto positivo não recorrente de um imposto diferido decorrente do prejuízo fiscal de exercícios anteriores.

“Já esperávamos um resultado mais fraco, com uma desaceleração de crescimento relevante, por conta da antecipação de consumo da categoria de eletrônicos e linha branca ao longo do ano, levando a um perfil de compras atípico na Black Friday (maior participação de categorias com preços menores como vestuário, cama/mesa/banho e beleza e saúde)”, avalia.

Isso se traduz em uma base forte de comparação de resultados, com o quarto trimestre de 2019 tendo representado cerca de 50% da receita de 2019 versus o quarto trimestre de 2020 em 30%. Além disso, os preços da categoria foram impulsionados pela desvalorização do real, o que combinado uma dificuldade de reposição de estoque por conta de impactos na produção da indústria decorrente do Covid-19, levaram os consumidores a postergarem sua decisão de consumo, apontam os analistas.

Contudo, Danniela Eiger, Thiago Suedt e Gustavo Senday, analistas de varejo da XP, veem uma tendência positiva para frente devido: i) à sinalização dos principais players de e-commerce de uma manutenção de forte crescimento de GMV de primeiro trimestre de 2021; ii) demanda reprimida da categoria de eletrônicos e linha branca evidenciada pela forte crescimento de criação de alertas em novembro e dezembro de 2020; iii) a indicação de que o ambiente competitivo acirrado do setor de e-commerce favorecendo players como a Mosaico (que geram tráfego para eles); e iv) a observação de uma atividade promocional mais intensa ao redor da Semana do Consumidor, o que pode favorecer a conversão de vendas pelos consumidores.

Iniciativas no radar

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O Itaú BBA aponta ainda que, se por um lado os resultados da Mosaico foram marcados por um crescimento inexpressivo do GMV, principalmente quando em comparação com as principais plataformas de mercado e o desempenho do setor de comércio eletrônico como um todo, por outro a expectativa é de que haja mudanças em 2021. Elas devem transformar significativamente as perspectivas de crescimento nos próximos trimestres versus os resultados reportados.

A XP e o Itaú BBA destacam entre as iniciativas o plano de lançar o serviço de cashback em maio.  O objetivo é aumentar a presença da empresa na fase final da jornada de compras permitindo incrementar o GMV originado para os lojistas parceiros, elevar a recorrência das visitas em suas plataformas e aumentar a quantidade de dados sobre os consumidores.

Também está no radar o início de produção de conteúdo no Buscapé, o que deve contribuir para maior retenção de tráfego orgânico na plataforma e o reforço das informações disponibilizadas dos varejistas, incluindo dados como frete e promoções.

Assim, ambas as casas estão otimistas com o case de investimentos na companhia. A XP tem recomendação de compra e com preço-alvo para o fim de 2021 de R$ 38 por ação para MOSI3, ou um potencial de alta de 58,33% frente o fechamento de R$ 24 da véspera. Já o BBA tem recomendação outperform (desempenho acima da média do mercado), com preço-alvo de R$ 39, ou um potencial de alta de 62,50%.

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Ações de Vale, siderúrgicas, Petrobras e PetroRio sobem com commodities; Ser avança, Mosaico e CPFL caem após balanços

(divulgação)

SÃO PAULO – As ações das empresas ligadas ao setor de commodities, como CSN (CSNA3), Bradespar (BRAP4), Vale (VALE3) e Gerdau (GGBR4) são destaque de alta na sessão desta sexta-feira, com ganhos entre 2% e 3,5%, em um dia de ganhos para o minério de ferro, que registrou o primeiro ganho semanal em quatro semanas.

A commodity negociada Bolsa de Commodities de Dalian da China DCIOcv1 encerrou o pregão diurno na China com alta de 2%, a 1.088,50 iuanes (US$ 166,37) a tonelada, subindo pela quarta sessão consecutiva. O contrato de referência subiu 0,6% na semana, apesar da queda de 4,5% na segunda-feira.

As ações da PetroRio (PRIO3) e da Petrobras (PETR3);(PETR4) também avançam em uma sessão de alta para o petróleo, mais uma vez repercutindo o bloqueio no Canal de Suez. O barril de petróleo WTI para maio subia 2,10% a US$ 59,79, enquanto o de Brent para junho avançava 1,97%, a US$ 63,02. A commodity já havia se fortalecido na terça-feira com a notícia sobre o bloqueio em Suez, mas ontem teve forte correção negativa por preocupações sobre o avanço da pandemia.

Ainda no radar, está a temporada de resultados, com os números de Sabesp (SBSP3), CPFL (CPFE3), Ser Educacional(SEER3) e Mosaico (MOSI3), em destaque.

A Ser Educacional vê as suas ações em expressiva alta, de cerca de 5%, a Sabesp tem leves ganhos com os analistas não vendo o balanço como um grande catalisador para o ativo, enquanto Mosaico e CPFL caem forte, 4% e 3% respectivamente. Confira as análises dos resultados e mais destaques abaixo:

CSN (CSNA3) e CSN Mineração (CMIN3)

A agência de classificação de risco Fitch informou nesta quinta-feira que elevou o rating de crédito da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) de B+ para BB-.

“Os ratings da CSN refletem os sólidos negócios de minério de ferro da empresa e a forte posição no mercado brasileiro de aços planos, bem como a competitividade de custos desses negócios”, afirmou a Fitch, que citou ainda os esforços da CSN para fortalecer substancialmente sua estrutura de capital.

Já a sua subsidiária, a CSN Mineração, teve a cobertura das ações iniciada pela XP com recomendação de compra e preço-alvo de R$ 14 por ação. “Nossa recomendação é baseada principalmente em uma visão positiva sobre os preços das commodities e os volumes da empresa daqui para frente, seguindo seus projetos de expansão. Esperamos um crescimento expressivo da produção da companhia nos próximos anos”, avaliam os analistas.

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O preço-alvo da CSN foi atualizado para  R$ 55 por ação, com a tese se baseando em uma perspectiva otimista acompanhando o potencial de alta do segmento de mineração, na qual a holding tem participação de 79%, além de um ambiente saudável para os preços do aço.

Em comunicado, a Telefônica Brasil, dona da marca Vivo, informou nesta quinta-feira que assinou acordo vinculante com a administradora de programas de fidelidade Dotz. Pelo acertado, a Telefônica Brasil terá o direito de receber de alguns acionistas uma fatia minoritária da Dotz, a depender do atingimento de metas acordadas.

“Através desta iniciativa, a Vivo reforça seu posicionamento como um hub de serviços digitais, alavancando-se na capilaridade de seus canais de venda e força da marca, para oferecer serviços e benefícios a seus clientes em diferentes áreas, além de aumentar a participação da companhia em negócios de alto valor”, afirmou a Telefônica Brasil.

O anúncio ocorre pouco mais de um mês após a Dotz, que opera programas de recompensas em parceria com emissores de cartão de crédito, supermercados e farmácias, ter pedido registro para uma oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês).

Com sede em Belo Horizonte (MG), a Dotz afirmou então que pretendia usar os recursos do IPO para comprar empresas e desenvolver seus negócios.

CPFL Energia (CPFE3

A CPFL Energia registrou lucro líquido de R$ 989 milhões  no quarto trimestre de 2020, alta de 15,5% ante mesmo período de 2019, ajudada por efeitos de um acordo entre empresas de energia e o governo sobre o chamado risco hidrológico na operação de usinas.

A companhia, que opera empresas de distribuição e tem negócios em geração, energia renovável, transmissão e comercialização, fechou o ano completo de 2020 com ganhos de 3,70 bilhões de reais, salto de 34,9% em base anual, segundo balanço divulgado nesta quinta-feira.

Os lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) atingiram R$ 1,9 bilhão entre outubro e dezembro, aumento de 10,4% frente aos mesmos meses de 2019. No ano, o Ebitda subiu 6%, para R$ 6,78 bilhões.

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A CPFL Energia somou uma receita operacional líquida de R$ 9,274 bilhões no quarto trimestre, alta de 15,6% em comparação anual. No total do ano, a receita foi R$ 30,898 bilhões, crescimento de 3,2%.

A companhia destacou no último trimestre o resultado dos negócios de geração, que encerraram com lucro líquido de R$ 502 milhões, acima dos R$ 354 milhões de 2019.

Houve também retomada no volume de vendas de energia, que cresceu 1,8% no quarto trimestre em relação ao mesmo período de 2019, puxado pelos clientes residenciais, que apresentaram aumento de 5,5%.

No ano como um todo, no entanto, a venda de energia recuou 3,1% o devido às quedas de 5,6% e 10,1% no consumo da indústria e do comércio, respectivamente. Já o consumo residencial foi impulsionado pelo isolamento social e subiu 2,9%.

A CPFL e outras elétricas foram apoiadas ao longo de 2020 por uma operação costurada pelo governo que viabilizou bilhões de reais em empréstimos bancários para distribuidoras de energia. A operação visou aliviar impactos da crise para as empresas, enquanto também postergou aumentos de tarifas para os consumidores, que pagarão os financiamentos em cinco anos.

Em paralelo aos resultados, a CPFL divulgou um novo plano de investimentos para os próximos cinco anos, que prevê aportes totais de R$ 15,22 bilhões até 2025, contra uma previsão anterior de R$ 13,5 bilhões. Somente em 2021 os investimentos estão estimados em R$ 3,4 bilhões, sendo R$ 2,5 bilhões para a área de distribuição. As projeções vêm após um aporte recorde da empresa em 2020, de R$ 2,8 bilhões, o que representou aumento de 24,6% na comparação com 2019. A área de distribuição da elétrica recebeu R$ 2,3 bilhões.

O Credit Suisse classificou os resultados operacionais da CPFL Energia como bons, impulsionados por uma performance de custos razoável. O banco destacou os dividendos de R$ 1,731 bilhão, um rendimento de 4,9%.

Segundo o banco, os gastos totais subiram 16,3%, frente a expectativa do Credit de 9%. As despesas com pessoal, material, serviços e outras subiram 13,6%, em linha com a expectativa do Credit. A taxa de perdas consolidada continuou estável, em linha com a expectativa do banco.

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O banco mantém recomendação outperform (expectativa de valorização dentro da média do mercado), com preço-alvo de R$ 40,3, frente a R$ 30,77 de fechamento na quinta.

O Itaú BBA classificou os resultados da CPFL no quarto trimestre como sólidos, com o Ebitda recorrente levemente acima de sua estimativa devido a resultados acima do esperado na divisão de distribuição. O banco destaca que a empresa propôs dividendo de R$ 1,731 bilhão para os resultados de 2020, abaixo de sua expectativa, de R$ 3,5 bilhões.

O banco diz esperar uma reação negativa do mercado aos dividendos menores do que o esperado, apesar do bom desempenho da empresa. O banco mantém avaliação de outperform, e preço-alvo de R$ 37, frente aos R$ 30,77 negociados na quinta.

Sabesp (SBSP3

A Sabesp, por sua vez, teve lucro líquido de R$ 831,5 milhões no quarto trimestre de 2020, queda de 21,3% sobre o lucro líquido de RS 1,05 bilhão que registrou em igual período de 2019. O lucro em 2020 caiu 71,1%, a R$ 973,3 milhões, ante R$ 3,36 bilhões em 2019.

A receita operacional líquida alcançou R$ 4,88 bilhões nos últimos três meses de 2020, alta de 4% ante o resultado de um ano antes. Em 2020, a receita totalizou R$ 17,7 bilhões, queda de 1,0% sobre 2019.

O Ebitda ajustado do quarto trimestre foi de R$ 1,84 bilhão, 6,9% maior ante o mesmo trimestre de 2019. Para 2020, o Ebitda ajustado da Sabesp foi de R$ 6,42 bilhões, queda de 14,5% sobre um ano antes.

O Credit Suisse aponta que os resultados da companhia de saneamento foram bons, porem não devem ser um catalisador para o papel. Os resultados vieram melhores do que as nossas expectativas frente a uma melhoria na média de tarifas com boa performance de custos. A companhia ainda anunciou os dividendos para 2020 totalizando R$ 271,9 milhões, o que traduz a um dividend yield (valor do dividendo sobre a ação de 0,9%), com a ação ficando ex-dividendos no dia 30 de abril.

Os analistas do banco suíço apontam que a combinação de atualizações sobre a privatização combinadas com boa governança, melhoras no projeto de lei de saneamento e os resultados da revisão de tarifas continuam sendo os principais catalisadores para a companhia.

Ser Educacional (SEER3

A Ser Educacional lucrou R$ 121,5 milhões no quarto trimestre de 2020, revertendo prejuízo de R$ 2,5 milhões no mesmo período de 2019. Os valores referem-se aos atribuíveis aos controladores.

Já a receita líquida somou R$ 329,4 milhões nos últimos três meses, queda de 6% ante os R$ 350,3 milhões em igual período de 2019.

O Ebitda ajustado somou R$ 75,6 milhões no último trimestre do ano passado, ante Ebitda de R$ 81 milhões em igual período de 2019.

Segundo a XP, os resultados foram melhores do que o esperado em um trimestre repleto de eventos não recorrentes e receitas líquidas estritamente em linha com as estimativas, com as provisões para devedores duvidosos abaixo do esperado ajudando a margem Ebitda ajustada a permanecer estável em relação ao ano anterior e 5,0pp acima da expectativa dos analistas.

No entanto, houve uma deterioração de 37% nos dias de contas a receber líquidos que saltaram para 118 dias no quarto trimestre de 2020 de 86 dias no mesmo período do ano anterior.

“Continuamos cautelosos quanto ao desempenho do ensino presencial que, a nosso ver, deve compensar o desempenho positivo no ensino à distância, nos levando a reiterar nossa recomendação neutra e preço alvo de R$ 17 por ação”, destacam os analistas.

A Mosaico teve lucro líquido de R$ 26,5 milhões no quarto trimestre de 2020, 57,2% menor na comparação anual. De acordo com a companhia, o resultado foi impactado pela compra do Buscapé e o efeito do imposto diferido decorrente do prejuízo fiscal de exercícios anteriores. Ajustando por esse efeito, o lucro foi 36,4% menor.

No ano, o lucro líquido foi de R$ 60,4 milhões, queda de 5,5% ante 2019.

A receita líquida teve alta de 29,5% nos últimos três meses do ano, a R$ 70,6 milhões; em 2020, a alta foi de 103,1%, a R$ 113,8 milhões. Já o Ebitda foi de em R$ 12 milhões no trimestre, queda de 77,7% ante 2019.

As vendas brutas totais (GMV, na sigla em inglês) originadas para os lojistas parceiros totalizaram R$ 1,2 bilhão no período, alta de 37,3% no comparativo anual, enquanto a média de visitantes únicos cresceu 40,9%, para 30,5 milhões.

A Mosaico ainda anunciou que planeja lançar o serviço de cashback em maio de 2021. O objetivo é aumentar a presença da empresa na fase final da jornada de compras permitindo incrementar o GMV originado para os lojistas parceiros, elevar a recorrência das visitas em suas plataformas e aumentar a quantidade de dados sobre os consumidores.

Segundo a XP, a Mosaico reportou resultados fracos referentes ao quarto trimestre de 2020, mas em linha com as estimativas de Receita e Ebitda e com lucro bastante acima do esperado pelos analistas por conta de um impacto positivo não recorrente de um imposto diferido decorrente do prejuízo fiscal de exercícios anteriores.

“Já esperávamos um resultado mais fraco, com uma desaceleração de crescimento relevante, por conta da antecipação de consumo da categoria de eletrônicos e linha branca ao longo do ano, levando a um perfil de compras atípico na Black Friday (maior participação de categorias com preços menores como vestuário, cama/mesa/banho e beleza e saúde). Isso se traduz em uma base forte de comparação de resultados, com o quarto trimestre de 2019 tendo representado cerca de 50% da receita de 2019 versus o quarto trimestre de 2020 em 30%. Além disso, os preços da categoria foram impulsionados pela desvalorização do real, o que combinado uma dificuldade de reposição de estoque por conta de impactos na produção da indústria decorrente do Covid-19, levaram os consumidores a postergarem sua decisão de consumo”, avalia a XP.

Contudo, eles veem uma tendência positiva para frente devido: i) sinalização dos principais players de e-commerce de uma manutenção de forte crescimento de GMV de primeiro trimestre de 2021; ii) demanda reprimida da categoria de eletrônicos e linha branca evidenciada pela forte crescimento de criação de alertas em novembro e dezembro de 2020; iii) ambiente competitivo acirrado do setor de e-commerce favorece players como a Mosaico (que geram tráfego para eles); e iv) observação de uma atividade promocional mais intensa ao redor da Semana do Consumidor, o que pode favorecer a conversão de vendas pelos consumidores.

Além disso, a companhia possui diversas iniciativas que devem contribuir positivamente para os resultados como o lançamento do cashback em maio de 2021, o que deve contribuir para uma maior conversão de vendas e recorrência; início de produção de conteúdo no Buscapé, o que deve contribuir para maior retenção de tráfego orgânico na plataforma; reforço das informações disponibilizadas dos varejistas, incluindo dados como frete e promoções; entre outras. A recomendação é de compra e com preço-alvo para o fim de 2021 de R$ 38 por ação para MOSI3.

Alper Consultoria e Corretora de Seguros (APER3)

A Alper Consultoria e Corretora de Seguros divulgou seus resultados para o quarto trimestre de 2020. O prejuízo líquido ajustado foi de R$ 214 mil no trimestre. No ano, a empresa teve lucro líquido de R$ 5,135 milhões, alta de 51,6% frente ao ano anterior.

A receita líquida foi de 28,424 milhões, alta de 13,2% frente ao mesmo período do ano anterior. Em 2020, a alta foi de R$ 104,06 milhões, alta de 14,2%.

O lucro bruto no trimestre foi de R$ 25,594 milhões, alta de 8,8% frente ao mesmo período do ano anterior. Em 2020, foi de R$ 94,229 milhões, alta de 10,4% frente ao ano anterior.

O Ebitda ajustado ficou em R$ 4,633 milhões no quarto trimestre, alta de 17% frente ao mesmo período do ano anterior. Em 2020, foi de R$ 77,542 milhões, alta de 4,3% na comparação anual.

SLC (SLCE3) e Terra Santa (TESA3)

A SLC Agrícola, uma das maiores produtoras agrícolas do país, anunciou acordo para incorporar as ações da rival Terra Santa Agro, em uma transação que deve envolver valores de R$ 753 milhões e possibilitará maior geração de valor para as empresas, informaram as companhias nesta sexta-feira.

O acordo, anunciado previamente após a divulgação de memorando de entendimento em novembro, deverá ainda melhorar a estrutura de capital e permitir aumento da produção e redução de custos nas fazendas detidas pela Terra Santa em Mato Grosso, Estado que é o maior produtor de grãos e oleaginosas do Brasil.

A SLC havia informado antes que o acordo tem potencial para incrementar em aproximadamente 130 mil hectares sua área de plantio. A área de plantio da SLC para a safra 2020/21 foi estimada em 468,2 mil hectares, aumento de 4,4% no comparativo anual.

Segundo as empresas, considerando os ajustes definidos no acordo, o valor total atribuído à operação agrícola da Terra Santa (excluído o valor das terras e benfeitorias) é equivalente a R$ 550 milhões, acrescido de cerca de R$ 203 milhões de outros ativos, totalizando aproximadamente R$ 753 milhões, que refletem a apuração de contas de capital de giro, entre outros ativos.

A relação de troca da incorporação de ações considera um valor líquido de R$ 65 milhões, sendo o remanescente equivalente a assunção de dívida e/ou caixa, conforme divulgado previamente.

O Bradesco BBI afirma que revisou os relatórios anuais da Ambev para os últimos 20 anos, e analisou mudanças em sua estratégia de negócios.

O banco diz que a empresa enfrenta o desafio de que o pico do consumo de cerveja per capita provavelmente já atingiu seu pico; há o surgimento de um mercado premium mais competitivo; uma mudança no consumo de bares para supermercados, onde as margens são menores; mudanças nas preferências de consumidores; maior digitalização, que pode reduzir barreiras de entrada e elevar a competição.

O banco mantém avaliação neutra e preço alvo de R$ 15,50, frente aos R$ 14,99 de fechamento na quinta.

Segundo informações do Valor Econômico, a Polícia Civil do Rio de Janeiro instaurou inquérito policial para investigar a suposta omissão fraudulenta de informações relevantes aos acionistas e investidores da Vale, que teria sido praticada pelo atual CEO da empresa, Eduardo Bartolomeo, e por atuais executivos e ex-diretores da mineradora durante a constituição de uma joint venture com a empresa BSGR, em 30 de abril de 2010, com o propósito de explorar minério de ferro dos lotes 1 e 2 da mina de Simandou, na África Ocidental.

A empreitada envolveu US$ 2,5 bilhões em valores de época, com a aquisição de 51% dos ativos pela Vale e o adiantamento de US$ 500 milhões da companhia brasileira à BSGR, empresa que pertence ao bilionário israelense Benjamin Steinmetz. A sociedade acabou desfeita em 2014 e teve início uma conturbada disputa judicial internacional.

Ainda no radar da companhia, os contratos futuros de minério de ferro negociado na Ásia avançaram nesta sexta-feira e seguiram para seu primeiro ganho semanal em quatro semanas, já que a queda nos estoques de aço e o aumento da demanda na China elevaram o ânimo em relação à matéria-prima siderúrgica. Os estoques dos cinco principais produtos acabados de aço mantidos por 184 usinas chinesas caíram 3,3% em uma base semanal devido à robusta demanda, segundo a consultoria Mysteel, na quinta queda semanal.

A queda constante nos estoques das usinas sinalizou que o pico da demanda na maior produtora de aço chegou, disseram analistas da Sinosteel Futures em uma nota.

O minério de ferro na Bolsa de Commodities de Dalian da China DCIOcv1 encerrou o pregão diurno na China com alta de 2%, a 1.088,50 iuanes (US$ 166,37) a tonelada, subindo pela quarta sessão consecutiva. O contrato de referência subiu 0,6% na semana, apesar da queda de 4,5% na segunda-feira.

O minério de ferro spot se recuperou para US$ 162 a tonelada nesta sexta-feira, de acordo com a consultoria SteelHome SH-CCN-IRNOR62, depois de atingir uma mínima de seis semanas no início da semana devido a preocupações com a redução da produção em função da poluição no centro siderúrgico da China.

Afya (Nasdaq)

A Afya, grupo educacional brasileiro listado no Nasdaq, anunciou nesta quinta-feira, 25, a aquisição de 100% do capital social total da Medicinae, startup especializada em pagamentos de saúde e serviços financeiros, por meio de sua subsidiária integral Afya Participações. A operação foi fechada por R$ 5,6 milhões, pagos em dinheiro.

Segundo a empresa, a aquisição ampliará os serviços digitais de saúde da Afya, pois oferece uma plataforma financeira única que permite aos profissionais de saúde de todo o País administrar suas receitas de forma eficiente e escalável por meio do FIDC (Fundo de Investimento em Direitos Creditórios). “A Medicinae alivia uma série de desafios no setor de pagamentos de saúde, pois reduz longos ciclos de pagamento para profissionais e consolida informações financeiras, melhorando a experiência financeira do consumidor”, diz a companhia.

“Esta aquisição nos dará vantagens para aprimorar nossas ofertas de serviços digitais, pois resolve os desafios financeiros dos profissionais de saúde. Combinando a solução Medicinae com a escala da Afya, poderemos crescer mais rapidamente e continuar a oferecer o melhor conjunto de serviços para médicos no Brasil”, aponta Virgílio Gibbon, CEO da Afya, em comunicado.

De acordo com a companhia, a startup tem mais de 1.420 usuários cadastrados, R$ 76 milhões em transações anuais e cresce 11 vezes em receita desde 2018.

A Petrobras recebeu na quinta decisão favorável da Câmara de Arbitragem do Mercado, que acolheu um pedido de impugnação realizado pela empresa e dissolveu o tribunal arbitral que havia proferido sentença parcial em processo instaurado pelos fundos de pensão Petros e Previ, informou a companhia. A decisão, segundo a Petrobras, reconhece a nulidade da sentença parcial na arbitragem, confirmando decisão proferida pela 5ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro em novembro do ano passado.

(com Reuters e Estadão Conteúdo)

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Sabesp lucra R$ 831 milhões no 4º tri, lucro da Mosaico cai 57% e mais balanços; Vale, Petrobras e CSN no radar

SÃO PAULO – O noticiário corporativo tem como destaque nesta sexta-feira (26), mais uma vez, a temporada de resultados, com os números de Sabesp, CPFL, Ser Educacional, Mosaico.

No radar de recomendações, a CSN Mineração teve a recomendação iniciada como compra pela XP e elevou o preço-alvo para CSN. A Fitch também elevou o rating da CSN.

A notícia do Valor de que a Polícia Civil do Rio de Janeiro instaurou inquérito policial para investigar a suposta omissão fraudulenta de informações relevantes aos acionistas e investidores da Vale, que teria sido praticada pelo atual CEO da empresa, Eduardo Bartolomeo, a compra de ativos pela Afya e mais destaques a seguir:

CSN (CSNA3) e CSN Mineração (CMIN3)

A agência de classificação de risco Fitch informou nesta quinta-feira que elevou o rating de crédito da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) de B+ para BB-.

“Os ratings da CSN refletem os sólidos negócios de minério de ferro da empresa e a forte posição no mercado brasileiro de aços planos, bem como a competitividade de custos desses negócios”, afirmou a Fitch, que citou ainda os esforços da CSN para fortalecer substancialmente sua estrutura de capital.

Já a sua subsidiária, a CSN Mineração, teve a cobertura das ações iniciada pela XP com recomendação de compra e preço-alvo de R$ 14 por ação. “Nossa recomendação é baseada principalmente em uma visão positiva sobre os preços das commodities e os volumes da empresa daqui para frente, seguindo seus projetos de expansão. Esperamos um crescimento expressivo da produção da companhia nos próximos anos”, avaliam os analistas.

O preço-alvo da CSN foi atualizado para  R$ 55 por ação, com a tese se baseando em uma perspectiva otimista acompanhando o potencial de alta do segmento de mineração, na qual a holding tem participação de 79%, além de um ambiente saudável para os preços do aço.

Em comunicado, a Telefônica Brasil, dona da marca Vivo, informou nesta quinta-feira que assinou acordo vinculante com a administradora de programas de fidelidade Dotz. Pelo acertado, a Telefônica Brasil terá o direito de receber de alguns acionistas uma fatia minoritária da Dotz, a depender do atingimento de metas acordadas.

“Através desta iniciativa, a Vivo reforça seu posicionamento como um hub de serviços digitais, alavancando-se na capilaridade de seus canais de venda e força da marca, para oferecer serviços e benefícios a seus clientes em diferentes áreas, além de aumentar a participação da companhia em negócios de alto valor”, afirmou a Telefônica Brasil.

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O anúncio ocorre pouco mais de um mês após a Dotz, que opera programas de recompensas em parceria com emissores de cartão de crédito, supermercados e farmácias, ter pedido registro para uma oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês).

Com sede em Belo Horizonte (MG), a Dotz afirmou então que pretendia usar os recursos do IPO para comprar empresas e desenvolver seus negócios.

CPFL Energia (CPFE3

A CPFL Energia registrou lucro líquido de R$ 989 milhões  no quarto trimestre de 2020, alta de 15,5% ante mesmo período de 2019, ajudada por efeitos de um acordo entre empresas de energia e o governo sobre o chamado risco hidrológico na operação de usinas.

A companhia, que opera empresas de distribuição e tem negócios em geração, energia renovável, transmissão e comercialização, fechou o ano completo de 2020 com ganhos de 3,70 bilhões de reais, salto de 34,9% em base anual, segundo balanço divulgado nesta quinta-feira.

Os lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) atingiram R$ 1,9 bilhão entre outubro e dezembro, aumento de 10,4% frente aos mesmos meses de 2019. No ano, o Ebitda subiu 6%, para R$ 6,78 bilhões.

A CPFL Energia somou uma receita operacional líquida de R$ 9,274 bilhões no quarto trimestre, alta de 15,6% em comparação anual. No total do ano, a receita foi R$ 30,898 bilhões, crescimento de 3,2%.

A companhia destacou no último trimestre o resultado dos negócios de geração, que encerraram com lucro líquido de R$ 502 milhões, acima dos R$ 354 milhões de 2019.

Houve também retomada no volume de vendas de energia, que cresceu 1,8% no quarto trimestre em relação ao mesmo período de 2019, puxado pelos clientes residenciais, que apresentaram aumento de 5,5%.

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No ano como um todo, no entanto, a venda de energia recuou 3,1% o devido às quedas de 5,6% e 10,1% no consumo da indústria e do comércio, respectivamente. Já o consumo residencial foi impulsionado pelo isolamento social e subiu 2,9%.

A CPFL e outras elétricas foram apoiadas ao longo de 2020 por uma operação costurada pelo governo que viabilizou bilhões de reais em empréstimos bancários para distribuidoras de energia. A operação visou aliviar impactos da crise para as empresas, enquanto também postergou aumentos de tarifas para os consumidores, que pagarão os financiamentos em cinco anos.

Em paralelo aos resultados, a CPFL divulgou um novo plano de investimentos para os próximos cinco anos, que prevê aportes totais de R$ 15,22 bilhões até 2025, contra uma previsão anterior de R$ 13,5 bilhões. Somente em 2021 os investimentos estão estimados em R$ 3,4 bilhões, sendo R$ 2,5 bilhões para a área de distribuição. As projeções vêm após um aporte recorde da empresa em 2020, de R$ 2,8 bilhões, o que representou aumento de 24,6% na comparação com 2019. A área de distribuição da elétrica recebeu R$ 2,3 bilhões.

O Credit Suisse classificou os resultados operacionais da CPFL Energia como bons, impulsionados por uma performance de custos razoável. O banco destacou os dividendos de R$ 1,731 bilhão, um rendimento de 4,9%.

Segundo o banco, os gastos totais subiram 16,3%, frente a expectativa do Credit de 9%. As despesas com pessoal, material, serviços e outras subiram 13,6%, em linha com a expectativa do Credit. A taxa de perdas consolidada continuou estável, em linha com a expectativa do banco.

O banco mantém recomendação outperform (expectativa de valorização dentro da média do mercado), com preço-alvo de R$ 40,3, frente a R$ 30,77 de fechamento na quinta.

O Itaú BBA classificou os resultados da CPFL no quarto trimestre como sólidos, com o Ebitda recorrente levemente acima de sua estimativa devido a resultados acima do esperado na divisão de distribuição. O banco destaca que a empresa propôs dividendo de R$ 1,731 bilhão para os resultados de 2020, abaixo de sua expectativa, de R$ 3,5 bilhões.

O banco diz esperar uma reação negativa do mercado aos dividendos menores do que o esperado, apesar do bom desempenho da empresa. O banco mantém avaliação de outperform, e preço-alvo de R$ 37, frente aos R$ 30,77 negociados na quinta.

Sabesp (SBSP3

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A Sabesp, por sua vez, teve lucro líquido de R$ 831,5 milhões no quarto trimestre de 2020, queda de 21,3% sobre o lucro líquido de RS 1,05 bilhão que registrou em igual período de 2019. O lucro em 2020 caiu 71,1%, a R$ 973,3 milhões, ante R$ 3,36 bilhões em 2019.

A receita operacional líquida alcançou R$ 4,88 bilhões nos últimos três meses de 2020, alta de 4% ante o resultado de um ano antes. Em 2020, a receita totalizou R$ 17,7 bilhões, queda de 1,0% sobre 2019.

O Ebitda ajustado do quarto trimestre foi de R$ 1,84 bilhão, 6,9% maior ante o mesmo trimestre de 2019. Para 2020, o Ebitda ajustado da Sabesp foi de R$ 6,42 bilhões, queda de 14,5% sobre um ano antes.

O Credit Suisse aponta que os resultados da companhia de saneamento foram bons, porem não devem ser um catalisador para o papel. Os resultados vieram melhores do que as nossas expectativas frente a uma melhoria na média de tarifas com boa performance de custos. A companhia ainda anunciou os dividendos para 2020 totalizando R$ 271,9 milhões, o que traduz a um dividend yield (valor do dividendo sobre a ação de 0,9%), com a ação ficando ex-dividendos no dia 30 de abril.

Os analistas do banco suíço apontam que a combinação de atualizações sobre a privatização combinadas com boa governança, melhoras no projeto de lei de saneamento e os resultados da revisão de tarifas continuam sendo os principais catalisadores para a companhia.

Ser Educacional (SEER3

A Ser Educacional lucrou R$ 121,5 milhões no quarto trimestre de 2020, revertendo prejuízo de R$ 2,5 milhões no mesmo período de 2019. Os valores referem-se aos atribuíveis aos controladores.

Já a receita líquida somou R$ 329,4 milhões nos últimos três meses, queda de 6% ante os R$ 350,3 milhões em igual período de 2019.

O Ebitda ajustado somou R$ 75,6 milhões no último trimestre do ano passado, ante Ebitda de R$ 81 milhões em igual período de 2019.

Segundo a XP, os resultados foram melhores do que o esperado em um trimestre repleto de eventos não recorrentes e receitas líquidas estritamente em linha com as estimativas, com as provisões para devedores duvidosos abaixo do esperado ajudando a margem Ebitda ajustada a permanecer estável em relação ao ano anterior e 5,0pp acima da expectativa dos analistas.

No entanto, houve uma deterioração de 37% nos dias de contas a receber líquidos que saltaram para 118 dias no quarto trimestre de 2020 de 86 dias no mesmo período do ano anterior.

“Continuamos cautelosos quanto ao desempenho do ensino presencial que, a nosso ver, deve compensar o desempenho positivo no ensino à distância, nos levando a reiterar nossa recomendação neutra e preço alvo de R$ 17 por ação”, destacam os analistas.

A Mosaico teve lucro líquido de R$ 26,5 milhões no quarto trimestre de 2020, 57,2% menor na comparação anual. De acordo com a companhia, o resultado foi impactado pela compra do Buscapé e o efeito do imposto diferido decorrente do prejuízo fiscal de exercícios anteriores. Ajustando por esse efeito, o lucro foi 36,4% menor.

No ano, o lucro líquido foi de R$ 60,4 milhões, queda de 5,5% ante 2019.

A receita líquida teve alta de 29,5% nos últimos três meses do ano, a R$ 70,6 milhões; em 2020, a alta foi de 103,1%, a R$ 113,8 milhões. Já o Ebitda foi de em R$ 12 milhões no trimestre, queda de 77,7% ante 2019.

As vendas brutas totais (GMV, na sigla em inglês) originadas para os lojistas parceiros totalizaram R$ 1,2 bilhão no período, alta de 37,3% no comparativo anual, enquanto a média de visitantes únicos cresceu 40,9%, para 30,5 milhões.

No ano, o GMV totalizou R$ 4,2 bilhões, um crescimento de 122,3% na comparação com 2019. O desempenho é explicado por uma conjunção de três fatores: a aceleração causada pelos efeitos da pandemia da Covid-19 no mercado de comércio eletrônico no Brasil durante o ano de 2020; a aquisição de Buscapé, consolidada a partir de novembro de 2019; e a eficiência operacional da companhia, que manteve a intensidade de seus esforços na criação de conteúdo, melhoria da experiência do usuário e qualificação de tráfego.

A Mosaico ainda anunciou que planeja lançar o serviço de cashback em maio de 2021. O objetivo é aumentar a presença da empresa na fase final da jornada de compras permitindo incrementar o GMV originado para os lojistas parceiros, elevar a recorrência das visitas em suas plataformas e aumentar a quantidade de dados sobre os consumidores.

Segundo a XP, a Mosaico reportou resultados fracos referentes ao quarto trimestre de 2020, mas em linha com as estimativas de Receita e Ebitda e com lucro bastante acima do esperado pelos analistas por conta de um impacto positivo não recorrente de um imposto diferido decorrente do prejuízo fiscal de exercícios anteriores.

“Já esperávamos um resultado mais fraco, com uma desaceleração de crescimento relevante, por conta da antecipação de consumo da categoria de eletrônicos e linha branca ao longo do ano, levando a um perfil de compras atípico na Black Friday (maior participação de categorias com preços menores como vestuário, cama/mesa/banho e beleza e saúde). Isso se traduz em uma base forte de comparação de resultados, com o quarto trimestre de 2019 tendo representado cerca de 50% da receita de 2019 versus o quarto trimestre de 2020 em 30%. Além disso, os preços da categoria foram impulsionados pela desvalorização do real, o que combinado uma dificuldade de reposição de estoque por conta de impactos na produção da indústria decorrente do Covid-19, levaram os consumidores a postergarem sua decisão de consumo”, avalia a XP.

Contudo, eles veem uma tendência positiva para frente devido: i) sinalização dos principais players de e-commerce de uma manutenção de forte crescimento de GMV de primeiro trimestre de 2021; ii) demanda reprimida da categoria de eletrônicos e linha branca evidenciada pela forte crescimento de criação de alertas em novembro e dezembro de 2020; iii) ambiente competitivo acirrado do setor de e-commerce favorece players como a Mosaico (que geram tráfego para eles); e iv) observação de uma atividade promocional mais intensa ao redor da Semana do Consumidor, o que pode favorecer a conversão de vendas pelos consumidores.

Além disso, a companhia possui diversas iniciativas que devem contribuir positivamente para os resultados como o lançamento do cashback em maio de 2021, o que deve contribuir para uma maior conversão de vendas e recorrência; início de produção de conteúdo no Buscapé, o que deve contribuir para maior retenção de tráfego orgânico na plataforma; reforço das informações disponibilizadas dos varejistas, incluindo dados como frete e promoções; entre outras. A recomendação é de compra e com preço-alvo para o fim de 2021 de R$ 38 por ação para MOSI3.

Alper Consultoria e Corretora de Seguros (APER3)

A Alper Consultoria e Corretora de Seguros divulgou seus resultados para o quarto trimestre de 2020. O prejuízo líquido ajustado foi de R$ 214 mil no trimestre. No ano, a empresa teve lucro líquido de R$ 5,135 milhões, alta de 51,6% frente ao ano anterior.

A receita líquida foi de 28,424 milhões, alta de 13,2% frente ao mesmo período do ano anterior. Em 2020, a alta foi de R$ 104,06 milhões, alta de 14,2%.

O lucro bruto no trimestre foi de R$ 25,594 milhões, alta de 8,8% frente ao mesmo período do ano anterior. Em 2020, foi de R$ 94,229 milhões, alta de 10,4% frente ao ano anterior.

O Ebitda ajustado ficou em R$ 4,633 milhões no quarto trimestre, alta de 17% frente ao mesmo período do ano anterior. Em 2020, foi de R$ 77,542 milhões, alta de 4,3% na comparação anual.

SLC (SLCE3) e Terra Santa (TESA3)

A SLC Agrícola, uma das maiores produtoras agrícolas do país, anunciou acordo para incorporar as ações da rival Terra Santa Agro, em uma transação que deve envolver valores de R$ 753 milhões e possibilitará maior geração de valor para as empresas, informaram as companhias nesta sexta-feira.

O acordo, anunciado previamente após a divulgação de memorando de entendimento em novembro, deverá ainda melhorar a estrutura de capital e permitir aumento da produção e redução de custos nas fazendas detidas pela Terra Santa em Mato Grosso, Estado que é o maior produtor de grãos e oleaginosas do Brasil.

A SLC havia informado antes que o acordo tem potencial para incrementar em aproximadamente 130 mil hectares sua área de plantio. A área de plantio da SLC para a safra 2020/21 foi estimada em 468,2 mil hectares, aumento de 4,4% no comparativo anual.

Segundo as empresas, considerando os ajustes definidos no acordo, o valor total atribuído à operação agrícola da Terra Santa (excluído o valor das terras e benfeitorias) é equivalente a R$ 550 milhões, acrescido de cerca de R$ 203 milhões de outros ativos, totalizando aproximadamente R$ 753 milhões, que refletem a apuração de contas de capital de giro, entre outros ativos.

A relação de troca da incorporação de ações considera um valor líquido de R$ 65 milhões, sendo o remanescente equivalente a assunção de dívida e/ou caixa, conforme divulgado previamente.

Segundo informações do Valor Econômico, a Polícia Civil do Rio de Janeiro instaurou inquérito policial para investigar a suposta omissão fraudulenta de informações relevantes aos acionistas e investidores da Vale, que teria sido praticada pelo atual CEO da empresa, Eduardo Bartolomeo, e por atuais executivos e ex-diretores da mineradora durante a constituição de uma joint venture com a empresa BSGR, em 30 de abril de 2010, com o propósito de explorar minério de ferro dos lotes 1 e 2 da mina de Simandou, na África Ocidental.

A empreitada envolveu US$ 2,5 bilhões em valores de época, com a aquisição de 51% dos ativos pela Vale e o adiantamento de US$ 500 milhões da companhia brasileira à BSGR, empresa que pertence ao bilionário israelense Benjamin Steinmetz. A sociedade acabou desfeita em 2014 e teve início uma conturbada disputa judicial internacional.

Afya (Nasdaq)

A Afya, grupo educacional brasileiro listado no Nasdaq, anunciou nesta quinta-feira, 25, a aquisição de 100% do capital social total da Medicinae, startup especializada em pagamentos de saúde e serviços financeiros, por meio de sua subsidiária integral Afya Participações. A operação foi fechada por R$ 5,6 milhões, pagos em dinheiro.

Segundo a empresa, a aquisição ampliará os serviços digitais de saúde da Afya, pois oferece uma plataforma financeira única que permite aos profissionais de saúde de todo o País administrar suas receitas de forma eficiente e escalável por meio do FIDC (Fundo de Investimento em Direitos Creditórios). “A Medicinae alivia uma série de desafios no setor de pagamentos de saúde, pois reduz longos ciclos de pagamento para profissionais e consolida informações financeiras, melhorando a experiência financeira do consumidor”, diz a companhia.

“Esta aquisição nos dará vantagens para aprimorar nossas ofertas de serviços digitais, pois resolve os desafios financeiros dos profissionais de saúde. Combinando a solução Medicinae com a escala da Afya, poderemos crescer mais rapidamente e continuar a oferecer o melhor conjunto de serviços para médicos no Brasil”, aponta Virgílio Gibbon, CEO da Afya, em comunicado.

De acordo com a companhia, a startup tem mais de 1.420 usuários cadastrados, R$ 76 milhões em transações anuais e cresce 11 vezes em receita desde 2018.

A Petrobras recebeu na quinta decisão favorável da Câmara de Arbitragem do Mercado, que acolheu um pedido de impugnação realizado pela empresa e dissolveu o tribunal arbitral que havia proferido sentença parcial em processo instaurado pelos fundos de pensão Petros e Previ, informou a companhia. A decisão, segundo a Petrobras, reconhece a nulidade da sentença parcial na arbitragem, confirmando decisão proferida pela 5ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro em novembro do ano passado.

(com Reuters e Estadão Conteúdo)

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XP recomenda compra para Mosaico, dona do Zoom e Buscapé, e ação sobe mais de 10%; BBI e Morgan passam a cobrir Mobly

Evento com toque de campainha de abertura do pregão marcou a oferta pública da Mosaico (Créditos: Cauê Diniz/Divulgação)

SÃO PAULO – A sessão do dia 5 de fevereiro foi marcante para duas empresas, a Mosaico (MOSI3) e a Mobly (MBLY3), cujas ações estrearam na B3 em disparada.

A ação da Mosaico, dona dos sites Zoom, Buscapé e Bondfaro, foi a que mais se destacou, fechando na máxima do dia naquela sessão, com alta de 96,97%, a R$ 39, após ter precificado a ação na oferta inicial (IPO, na sigla em inglês) a R$ 19,80. Já a varejista online de móveis Mobly, por mais que tenha registrado ganhos mais “modestos”, disparou no mesmo dia 25,71%, a R$ 26,40, após ter a ação precificada a R$ 21 (veja mais clicando aqui).

Passado um pouco mais de um mês da estreia na B3, casas de análise começam a cobrir as ações da companhia, seguindo expectativa positiva para os papéis. Desde o IPO até o fechamento da véspera, mesmo não tendo conseguido manter o patamar pós-primeiro pregão, as ações da Mosaico já sobem 26,77% (fechamento na segunda de R$ 25,10). Só nesta terça, MOSI3 já avançava mais de 10%: às 12h52 (horário de Brasília), os ativos subiam 11,39%, R$ 27,96.

Já MBLY3 tem alta menos expressiva desde o IPO, de 3,81% (fechando a sessão da véspera a R$ 21,80).

A XP Investimentos iniciou a cobertura para as ações da Mosaico com recomendação de compra e preço-alvo de R$ 38 por ação para o fim de 2021, representando um potencial de valorização de 51,4% em relação ao fechamento da véspera (veja o relatório clicando aqui).

“Vemos a empresa em uma posição única para se consolidar como principal assistente de compras dos consumidores por meio de (i) suas marcas fortes; (ii) plataforma de conteúdo, que apoia a tomada de decisão entre diferentes marcas e modelos; (iii) ferramenta de histórico de preços, que ajuda os clientes a selecionar o melhor momento para efetuar sua compra; e (iv) comparação de preços, que mostra a melhor oferta de preço entre os diferentes vendedores”, apontam os analistas Danniela Eiger, Thiago Suedt e Marco Nardini, que assinam o relatório.

Além disso, a estimativa é de retornos muito atrativos (ROIC, ou retorno sobre capital investido médio esperado de 40% entre 2020 e 2025), enquanto a recente parceria com o BTG Pactual deve permitir que ele se torne mais ativo na oferta de cashback, o que reforça sua proposta de valor. A Mosaico anunciou em 21 de janeiro uma parceria com o BTG para oferecer cashback aos seus clientes, o que os analistas veem como um movimento estratégico, pois não só complementa sua proposta de valor, ao fornecer outra funcionalidade que ajuda os consumidores em sua jornada de compra, mas também deve melhorar a conversão e frequência de compra.

Conforme destaca a equipe de analistas, o comércio eletrônico brasileiro ainda possui uma penetração baixa quando comparado com outros países, representando cerca de 9% do total das vendas no varejo comparado com 22% no Reino Unido ou 35% na China.

A estimativa é de que as vendas do comércio eletrônico no Brasil cresçam a uma taxa média de 26% entre 2020 e 2025 (sendo alta de 32% na base anual em 2021). “Isso deve contribuir para o crescimento da Mosaico, pois a empresa é uma plataforma que apoia os consumidores na tomada de decisões online, gerando tráfego para os mercados”, apontam.

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Além disso, a expectativa é de que o e-commerce brasileiro permaneça fragmentado, com poucos players detendo a maior parte do mercado, o que é positivo para a proposta de valor da Mosaico aos consumidores. Isso porque a plataforma oferece comparação de preços entre os principais varejistas) e também para seus clientes (uma vez que ela gera tráfego em seus marketplaces). Os analistas também consideram a dinâmica de curto prazo ainda mais favorável, pois esperam um ambiente competitivo difícil em 2021 para o segmento de e-commerce à medida que empresas maiores buscam consolidar seu posicionamento em meio à digitalização acelerada desencadeada pela Covid-19, o que pode impulsionar as operações da Mosaico.

Outro ponto positivo para a empresa é de que as companhias também estão ajustando sua estratégia de marketing (e tornando-a mais digital) para acompanhar a digitalização dos consumidores. Isso deve favorecer a Mosaico, pois ela está posicionada dentre uma das alternativas para direcionar esses esforços, avaliam os analistas.

De acordo com Danniela, Suedt e Nardini, é compreensível que, após a forte reação do preço da MOSI3 em sua estreia no dia 5 de fevereiro , investidores possam pensar que a maior parte do potencial de valorização já passou.

No entanto, eles ainda veem muito crescimento e valor a serem capturados pela frente, pois estimam um crescimento anual médio de vendas robusto em 48,5% entre 2020 e 2023, o que não incorpora qualquer potencial aumento resultante da implementação de conteúdo no site do Buscapé ou do início da oferta de cashback. Além disso, a empresa já é lucrativa (desde 2014) e gera caixa (com uma conversão de fluxo de caixa livre sobre o Ebitda média de 50% esperada para os anos entre 2021 e 2025).

“Finalmente, vemos os níveis de múltiplo atuais como atrativos, com a Mosaico sendo negociada a 8,3 vezes o valor da empresa sobre as vendas esperadas para 2021, versus 15 vezes da Méliuz (CASH3) e da média dos pares internacionais de 12 vezes”, destacam.

A Mobly teve a sua cobertura iniciada por dois bancos, o Bradesco BBI e o Morgan Stanley, com recomendações respectivas de outperform (desempenho acima da média do mercado) e overweight (exposição acima da média do mercado).  O BBI tem preço-alvo de R$ 30 (potencial de valorização de 38% frente o fechamento da véspera), enquanto o Morgan tem preço-alvo de R$ 34 (upside de 56%)

Os analistas do BBI apontam que a companhia é uma plataforma de vendas móveis online líder em um mercado fragmentado, posicionada para capturar o crescimento a partir da crescente penetração e consolidação online. O BBI espera uma taxa de crescimento composta anual (CAGR)  nas vendas de 59% para o período entre 2020 e 2023, frente a 26% de outras empresas do setor neste período, e ante alta de 42% entre 2017 e 2020.

“A Mobly desenvolveu as capacidades para vencer em uma categoria complexa [por conta de itens grandes e pesados, com dimensões fora do padrão], com uma plataforma de logística própria especializada em itens volumosos, uma gama de produtos que combina marca própria (margens mais altas / entrega mais rápida) com produtos de terceiros (variedade) em três canais”, apontam os analistas Richard Cathcart, João Andrade e Victor Gaspar.

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O atual múltiplo do valor da empresa sobre o GMV (ou venda bruta de mercadorias) esperado para 2021 é de 1,6 vez e de 1,1 vez o esperado para 2022, o que coloca a ação como descontada entre 25% e 30% frente outros pares no Brasil, apesar do crescimento superior.

Os analistas do BBI apontam ainda que as vendas onlines cresceram em um ritmo mais rápido que o mercado geral de móveis, ganhando penetração de aproximadamente 10 pontos nos últimos quatro anos. “Ainda assim, o mercado é predominantemente offline (cerca de 82% do total de vendas esperado para 2020), mostrando que os consumidores ainda valorizam a possibilidade de tocar e sentir o produto”, destacam. Neste sentido, como a Mobly abriu lojas em São Paulo, o que se tem visto um aumento na conversão online e um grande grupo de clientes novos para a marca, sustentando a tese de que o futuro é multicanal.

A expectativa é de que as vendas nas lojas aumentem de cerca de 10% do total em 2020 para cerca de 25% até 2025, conforme as megastores subam de 2 para 50.

Os analistas ressaltam também o bom lugar de competição da companhia, sendo a número 2 especializada em venda de móveis online com um GMV de R$ 800 milhões em 2020, atrás da Madeira Madeira (R$ 2 bilhões de GMV), mas à frente de
Westwing e Tok & Stok. “A Via Varejo também é um grande player, mas tem um público-alvo diferente e um sortimento mais restrito. A competição é difícil, mas Mobly navega neste ambiente há vários anos e tem vantagens competitivas”, afirmam.

Para 2021, a estimativa dos analistas é de um crescimento das vendas líquidas de cerca de 48%, um pouco menor do que estavam esperando anteriormente devido ao ritmo de abertura de lojas e alguns obstáculos de curto prazo (a falta de abastecimento em todo o mercado está levando a prazos de entrega mais longos e preços mais altos).

A expectativa dos analistas é de que essas questões se normalizem até o final do ano, destacando: “portanto, esperamos um crescimento de 68% em 2022 e 60% em 2023, em linha com nossas expectativas anteriores. Preferimos Mobly às quatro maiores plataformas online devido ao crescimento mais rápido, menor competição, menores múltiplos e nenhuma exposição à categoria de eletrônicos”.

Entre os riscos, eles destacam que os investidores se concentrarão no crescimento das vendas como a métrica principal. Portanto, uma questão no radar é se os gastos com marketing levarão ou não a uma geração de crescimento suficiente. Além desse risco, o investidor também deve ficar de olho se a expansão das lojas atrasar ou o ritmo das vendas se deteriorar. Outros riscos são de que as margens podem ser pressionadas por custos mais altos e/ ou competitividade de mercado.

No relatório de início de recomendação, o Morgan Stanley também destaca a ampla oferta de produtos e aponta ver um longo caminho de crescimento para a Mobly com a mudança online, ganho de participação e potencial de expansão.

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“Embora o segmento de móveis seja competitivo, vemos espaço para a Mobly ganhar participação nessa indústria altamente fragmentada. Sortimento, logística e lojas são três fatores por trás de uma posição competitiva diferenciada para a Mobly”, avaliam os analistas Andrew Ruben, Fernando Donega e Alexandre Namioka.

Eles ainda complementam, destacam ver um algoritmo de alto crescimento, prevendo uma alta nas vendas médias anuais de mais de 50% até 2023 devido aos ganhos de penetração do e-commerce e expansão da loja física. “Em uma base ajustada pelo crescimento, vemos um valor atrativo”, apontam.

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