Recompra de ações: 4 empresas do setor imobiliário estão com programas abertos; confira

(Shutterstock)

SÃO PAULO – Quatro companhias do setor imobiliário estão com programas de recompra de ações em andamento e duas já encerraram, totalizando operações de cerca de R$ 750 milhões. São elas JHSF (JHSF3), Eztec (EZTC3), Tenda (TEND3) e Moura Dubeux (MDNE3). Já BR Properties (BRPR3) e Even (EVEN3) encerraram o seu programa na semana passada.

A recompra de ações consiste na compra pelas companhias de suas próprias ações no mercado, seja cancelando-as ou utilizando-as para atender ao exercício de opções de compra dos papéis.

Na prática, a empresa está tirando de circulação parte do seu patrimônio líquido da Bolsa, seja para ajustar sua estrutura de capital e seus níveis de caixa, sinalizar que acredita no potencial de suas ações como para oferecer uma forma de remuneração substituta ao dividendo, dentre outros fatores.

No caso da Even, a quantidade de papéis a serem adquiridos foi limitada a três milhões de ações ordinárias, o que corresponde a 1,48% das ações em circulação no mercado. O encerramento foi aprovado na reunião do conselho de administração da companhia realizada no dia 12 de agosto de 2021.

Na JHSF, o limite é de 28 milhões de ações ordinárias, que representam, aproximadamente, 9,15% do total de ações em circulação no mercado. O programa tem vigência até 17 de fevereiro de 2023.

No caso da EZTec, o programa envolve até 5.035.897 ações. O programa tem prazo de até seis meses, terminando em 23 de fevereiro de 2022. O montante referido equivale a cerca de 5% das ações da companhia em circulação no mercado.

Na Construtora Tenda, o conselho de administração aprovou o aditamento ao plano de recompra de ações, divulgado em dezembro de 2020, e poderá realizar operações com derivativos do programa, que tem validade até dezembro deste ano.

O programa da Moura Dubeux, que começou em abril deste ano, envolve até 5.715.759 de ações ordinárias e encerra-se em 19 de abril de 2022.

Já a BR Properties, assim como a Even, comunicou ter encerrado seu plano de recompra de ações. Ela obteve 99,95% dos ativos que havia se proposto a comprar, sendo adquiridas 10.994.600 ações por R$ 94,9 milhões, com o custo médio por ação de R$ 8,63.

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Em relatório, o Bradesco BBI avalia que a onda de programas de recompra envia um forte sinal da confiança das empresas no ciclo de negócios, apesar do recente colapso do valor de mercado do setor.

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O time de análise destaca que o setor já havia sinalizado uma compra da ordem de R$ 14 milhões por controladores do mercado imobiliário, com Tecnisa, MRV, brMalls, Plano&Plano, bem como Eztec entre os principais compradores. Desde então, as ações já perderam cerca de 26% na B3, em média, escreve.

“Destacamos que a recente crise do setor foi impulsionada pela deterioração das condições macroeconômicas, embora os fundamentos das empresas permaneçam predominantemente robustos”, completam os analistas do banco.

Além das empresas do setor de real estate, de construção e de shopping centers, a empresa de aluguel de veículos Movida (MOVI3) também anunciou nesta segunda-feira (23) o seu programa de recompra, de até 12.335.379 ações. A Locaweb (LWSA3) anunciou também programa de recompra na semana passada, projetando a compra de até 3 milhões de ações até 2023.

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Cyrela, Direcional, Even, Moura Dubeux e Melnick divulgam prévias operacionais: quais se destacaram no 2º tri?

SÃO PAULO – Às vésperas do início da temporada de resultados do segundo trimestre de 2021, diversas empresas, principalmente construtoras, estão divulgando prévias operacionais do período.

Apenas entre a noite de segunda-feira (12) e esta terça-feira (13), cinco companhias divulgaram os seus dados operacionais, caso de Cyrela (CYRE3) e Even (EVEN3), que fazem parte do Ibovespa, além de Direcional (DIRR3), Moura Dubeux (MDNE3) e Melnick (MELK3).

O movimento das ações nesta sessão é tímido como reação às prévias, também em meio à visão de um cenário de mais desafios com a alta dos juros no Brasil, mas ainda assim dá indicações sobre a avaliação dos investidores sobre os números das empresas. O papel da Direcional avançava cerca de 1% durante a tarde na B3 em meio aos dados considerados positivos, enquanto Cyrela e Moura Dubeux operavam perto da estabilidade após números também elogiados.

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Even e Melnick, por sua vez, caíam cerca de 2% após os dados entre abril e junho não agradarem. Confira a avaliação dos analistas para os números das empresas.

Confira as análises sobre as prévias das construtoras:

A Cyrela divulgou na segunda-feira saltos nas vendas e lançamentos de imóveis residenciais no segundo trimestre, apoiada em parte pela fraca base de comparação com o ano passado e pelo bom momento vivido pelo mercado de construção civil. As vendas contratadas da companhia somaram R$ 1,56 bilhão entre abril e o final do primeiro semestre ante R$ 512 milhões no mesmo período do ano passado. Em comparação com o primeiro trimestre deste ano, as vendas subiram 51,3%, informou a companhia.

Das vendas líquidas no trimestre, R$ 239 milhões foram de estoque pronto (15%), R$ 545 milhões à venda de estoque em construção (35%) e R$ 776 milhões à venda de lançamentos (50%). “Dessa forma, a Cyrela atingiu uma velocidade de vendas (“VSO”) de lançamentos de 40,2% no trimestre”, afirmou a companhia. Já os lançamentos avançaram para R$ 1,93 bilhão nos três meses encerrados no fim de junho ante R$ 254 milhões no mesmo período de 2020. A empresa lançou 19 empreendimentos no trimestre ante apenas três no mesmo período do ano passado.

O Itaú BBA avalia o resultado da Cyrela como positivo, marcado por retomada de volume de lançamentos e velocidade de vendas “saudável”.

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O Credit Suisse avaliou os resultados da Cyrela como mais fortes do que o esperado, apontando que a empresa é uma das mais bem estruturadas do setor e a melhor posicionada para se beneficiar do momento atual. As vendas líquidas ficaram 6% acima da expectativa do Credit.

A XP também aponta que a Cyrela apresentou dados operacionais sólidos após um primeiro trimestre mais ameno, que havia sido impactado pelas restrições comerciais em razão da pandemia.

“Em suma, vemos seu desempenho operacional como positivo e reiteramos nossa recomendação de compra e preço-alvo de R$ 33 por ação”, apontam.

Os analistas da Levante Ideias de Investimentos avaliam que os resultados operacionais foram bons, mostrando um salto nas vendas e lançamentos no segundo trimestre, porém, se deve principalmente a uma base de comparação muito fraca,  no pior momento da pandemia.

De qualquer forma, o setor imobiliário como um todo está reaquecendo, após adiamentos de lançamentos afetados pela segunda onda de contaminação da Covid-19 no primeiro trimestre de 2021 e sazonalmente o mais fraco do ano

Por outro lado, no médio prazo, a expectativa do aumento da taxa de juros até entre 6,5% e 7,00% ao ano, no fim de 2021, tende a impactar negativamente o setor de construção civil, pois maiores taxas de financiamento com prestações mais altas diminui o número de compradores de imóveis.

Além disso, o setor ainda é impactado pelos possíveis e ainda incertos efeitos da reforma tributária, que podem acabar reduzindo a lucratividade das construtoras. “Tudo isso, indica um cenário menos otimista para o setor para o segundo semestre”, avaliam.

Direcional (DIRR3)

A Direcional Engenharia teve crescimento de 53% nas vendas líquidas contratadas no segundo trimestre frente ao mesmo período do ano passado, totalizando R$ 614 milhões, divulgou a companhia na noite de segunda-feira. Foi o melhor trimestre de vendas em toda a história da companhia, que tem foco no desenvolvimento de empreendimentos imobiliários populares e de médio padrão.

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No segundo trimestre, a Direcional lançou 13 novos empreendimentos/etapas, que totalizaram valor geral de vendas de R$ 785 milhões, 123% acima na comparação com os mesmos meses de 2020 e também recorde.

A Direcional teve recordes de lançamentos e vendas no segundo trimestre de 2021. O total de lançamentos, incluindo a parcela de sócios nos projetos, chegou a R$ 784,9 milhões – alta de 123,5% na comparação anual. As vendas totais subiram 53%, para R$ 614 milhões.

O Credit avalia que o resultado da Direcional bate novamente as expectativas, com patamares recordes de lançamentos e vendas e expansão da Riva. O banco espera que a empresa continue a apresentar bons números, mas vê pouco espaço para valorização das ações, por isso mantém avaliação neutra.

Já a XP ressalta que a performance positiva reforça não só a visão de demanda resiliente no segmento de baixa renda (segmento core da Direcional), mas também o sólido crescimento da Riva (subsidiária no segmento de média renda), em que destacam as vendas líquidas de R$ 178 milhões e dados de vendas sobre oferta (VSO) de 26%. Os analistas reiteram  recomendação de compra e preço-alvo de R$ 20,50 por ação.

Dos R$ 784,9 milhões em lançamentos, R$ 597 milhões foram sob o programa Casa Verde e Amarela e R$ 188 milhões da Riva. Os analistas da XP também destacam o preço médio de lançamento por unidade de R$189 mil (alta de 15% ano contra ano e queda de 19% trimestre contra trimestre).

Na mesma linha, o Bradesco BBI avalia que a Direcional entregou um excelente resultado operacional para o segundo trimestre, especialmente quando se olha a execução bem-sucedida no negócio de média-baixa renda (Riva) – dado que os
negócios Casa Verde Amarela têm um limite máximo limitado para aumentar os preços e menor acessibilidade, que não é o caso do Riva.

“Em geral, reafirmamos Direcional como nossa top pick entre nossa cobertura de construção civil/incorporadoras com um preço-alvo de R$ 20 por ação para o final de 2021, uma vez que a companhia atualmente negocia com um múltiplo de preço sobre lucro de um digito (9,6 vezes o esperado para 2021 e 7,3 o esperado para 2022) e tem o melhor momentum de
lucro no espaço de baixa renda”, ressaltam.

Os números da Even, por sua vez, foram considerados mais fracos. A Even lançou dois projetos no segundo trimestre, totalizando R$ 216 milhões (versus R$ 716 milhões no primeiro trimestre e alta de 10% contra o mesmo período do ano passado).

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As vendas líquidas atingiram R$ 354 milhões, queda de 40% na base trimestral e alta de 18% na comparação anual, sendo R$ 249 milhões de estoques e R$ 105 milhões de lançamentos recentes. O VSO caiu de 24% nos primeiros três meses do ano para 16%  e 49% em relação aos lançamentos recentes.

A XP destaca que os números do primeiro trimestre foram impulsionados pela venda do projeto Hotel Fasano Itaim (com Valor Geral de Vendas de R$ 280 milhões), o que pode distorcer a comparação trimestral.

O BBA avaliou os dados da Even como neutros, com velocidade de vendas razoáveis a partir dos estoques, mas disse que a velocidade das vendas consolidadas perdeu ritmo em comparação com trimestres anteriores, devido a um ritmo de lançamentos mais lento.

Os resultados da Even foram considerados levemente fracos pelo Credit. O banco diz que os volumes de lançamentos e vendas ficaram abaixo de suas estimativas, mas que a Even já anunciou em seu dia do investidor projetos sólidos de lançamentos, um indício de que os resultados da empresa devem melhorar no futuro. Mas, devido à perspectiva de concorrência forte, o banco mantém avaliação neutra para os papéis.

O valor potencial de vendas (PSV na sigla em inglês) de R$ 216 milhões ficou 26% acima do mesmo período do ano anterior, e abaixo da expectativa de R$ 394 milhões do Credit. As vendas de R$ 354 milhões ficaram 20% abaixo da estimativa do Credit.

O Bradesco BBI aponta que apesar da atraente velocidade de vendas, as vendas líquidas caíram 40% no comparativo trimestral, pois a Even tem poucos produtos à disposição. Os lançamentos foram escassos e a base de estoques
está diminuindo (o estoque pronto em São Paulo caiu para R$ 251 milhões no primeiro trimestre de 2021).

Assim, avalia o BBI, o desafio da Even está em lançar projetos para dar retorno sobre o excesso de caixa, ou devolvê-lo aos acionistas.

“Esperamos que a empresa reformule os lançamentos no segundo semestre, assim como muitos de nossos nomes listados, levando a um campo competitivo mais acirrado à frente. Mesmo assim, a sólida velocidade de vendas do trimestre sugere que o ambiente ainda é bastante acolhedor para novos lançamentos, desde que a Even consiga romper o gargalo de
licenciamento em São Paulo”, apontam os analistas. O BBI possui recomendação outperform para Even, com preço-alvo de R$ 15.

Moura Dubeux (MDNE3)

A Moura Dubeux reportou lançamentos reprimidos e atingiu um Valor Geral de Vendas de R$ 501 milhões (alta de 457% ante igual período do ano anterior), sua maior marca trimestral de sua história.

O BBI destaca que a Moura Dubeux foi rápida na implantação de sete novos empreendimentos no segundo trimestre (3 tradicionais e 4 condomínios com VGV de R$ 265 milhões), em linha com as estimativas do banco, estabelecendo um recorde de 12 meses de R$ 1,3 bilhão.

Já a receita líquida de R$ 383 milhões superou a expectativa já otimista dos analistas (27% acima do BBI), com base nas
vendas de novos lançamentos. A Moura Dubeux encerrou o trimestre já tendo vendido expressivos 46% dos R$ 501 milhões de seus empreendimentos lançados no 2T21. No geral, as vendas sobre a oferta do trimestre alcançaram 26,9% (alta de 5,9 pontos percentuais ante o trimestre anterior), levando ao seu maior número de vendas líquidas (alta de 401% na comparação anual no trimestre).

Já as vendas de estoque pronto perderam fôlego e atingiram R$ 47 milhões no trimestre (queda de 24% ante o trimestre imediatamente anterior), ainda respondendo por 24% da base de estoque em aberto no final do primeiro trimestre.

O Itaú BBA viu o dado da Moura Dubeux como positivo, devido a bons resultados operacionais, com fortes vendas e mais um trimestre de geração de fluxo de caixa, apesar das compras de terrenos.

O Credit avaliou os resultados da Moura Dubeux também como bons. Para atingir a estimativa de lançamentos do Credit para 2021, de R$ 1,3 bilhão, a empresa ainda precisa lançar R$ 708 milhões em empreendimentos, algo que o banco avalia como possível devido à perspectiva melhor para a pandemia no Brasil. O banco reitera recomendação outperform.

Para o BBI, a Moura Dubeux deu uma importante demonstração de força na sua capacidade de lançamento. Tendo em vista que os lançamentos do primeiro trimestre ficaram abaixo de R$ 90 milhões, a empresa já está na metade do ano com um
lançamento de 39% da expectativa do banco para 2021 (R$ 1,52 bilhão em VGV). Mesmo assim, a Moura Dubeux foi muito mais rápida para voltar à ação do que suas contrapartes de São Paulo, ainda tropeçando no gargalo de licenciamento da cidade, apontam os analistas.

“Com os quatro condomínios lançados no trimestre, vemos espaço para que a margem bruta do segundo trimestre de 2021 supere nossa estimativa (31% da estimativa do BBI no segundo trimestre de 2021)”, ressaltam. A recomendação para ação é outperform com preço-alvo de R$ 16.

A Melnick lançou apenas um empreendimento, de R$ 98 milhões em VGV, caindo 60% na base anual e 71% na trimestral.

Já as vendas líquidas atingiram R$ 140 milhões (queda de 43% na comparação com igual período de 2020 e alta de 15% na comparação trimestral), o que levou a um VSO de 14% (versus 12% no trimestre anterior). Por fim, a Melnick entregou um projeto com VGV de R$90 milhões.

“Embora esperamos algum impacto no curto prazo, mantemos nossa visão positiva para as ações no longo prazo e mantemos nossa recomendação de compra e preço-alvo de R$ 9 por ação”, aponta a XP.

Já o BBA avaliou os dados preliminares da Melnick como neutros, em que um resultado “razoável” de vendas foi ofuscado por volume lento de lançamentos e aumento nos cancelamentos de vendas.

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“O motor do Nordeste é o crédito acessível e baixo estoque”, diz CEO da Moura Dubeux

SÃO PAULO — Após registrar seu melhor primeiro trimestre em seis anos, a Moura Dubeux (MDNE3), incorporadora com foco no Nordeste do país, está confiante com a sustentabilidade de seu crescimento em 2021. Em live do InfoMoney na segunda-feira (17), o CEO da companhia, Diego Villar, reforçou que a demanda por habitação é maior do que a oferta, e que a região oferece muitas oportunidades.

“O grande motor do Nordeste no atual momento é o crédito acessível mais o baixo estoque”, disse. “Quando a taxa de juros imobiliários saiu de 10% para 7% ao ano, esses três pontos percentuais de redução reenquadraram nas praças de Recife, Salvador e Fortaleza aproximadamente 200 mil famílias [no mercado imobiliário]. Isso é muito mais famílias do que aquelas que perderam renda e acabaram sendo desenquadradas por causa da crise de saúde”, afirmou Villar.

A entrevista foi uma live especial do projeto Por Dentro dos Resultados, no qual CEOs e outros executivos importantes de empresas da Bolsa comentam os balanços do primeiro trimestre de 2021, e falam também sobre perspectivas. Para acompanhar todas as entrevistas da série, se inscreva no canal do InfoMoney no YouTube.

Segundo o executivo, a companhia por ora não tem intenção de deixar a região Nordeste: “a estratégia é crescer na região, mantendo nosso padrão de qualidade”. Villar destacou que a redução dos juros aumentou a demanda por moradia, que supera a oferta atual do mercado.

A confortável posição de caixa da empresa, segundo o CEO, é um ponto positivo: o caixa atual supera as dívidas em R$ 9 milhões. O nível de inadimplência e distratos, destacou Villar, também está historicamente baixo, apesar do momento econômico atual do país estar mais conturbado.

Marcello Dubeux, CFO e diretor de relações com investidores da incorporadora, lembrou que a Moura Dubeux fez seu IPO em fevereiro de 2020, poucos dias antes de ser declarada a pandemia de coronavírus, que derrubou as Bolsas no mundo todo no mês seguinte. Por esse motivo, as cotações do papel, segundo ele, não refletem com justiça os bons fundamentos da empresa.

“Anunciamos em abril um programa de recompra de ações. Não é um programa agressivo, é até pequeno. Nos próximos meses a gente pode avançar ou não dentro do que a gente colocou, de recompra de 10% das ações em circulação. Eventualmente vamos deixá-las em tesouraria, se comprarmos. Não vamos cancelar os papéis. É para dar uma sinalização de que o preço não reflete os atuais fundamentos. Lá na frente, podemos usar essas ações para recompor o caixa, que é tão importante para a companhia. Lembrando que esta é uma empresa que está num ciclo muito forte de crescimento e o caixa é importante por causa disso”, disse.

Os executivos comentaram ainda sobre possibilidade de fusões e aquisições, sobre o estoque de R$ 4 bilhões em terrenos, sobre funding para os lançamentos programados, sobre o custo maior de materiais de construção e como isso afeta as operações da companhia, sobre os 28 projetos em andamento (e mais 4 em vias de começar), entre outras coisas. Assista à live completa acima.

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Prévias operacionais de Cyrela, Moura Dubeux e Direcional, mudanças de diretores do BB, Cogna e PetroRio; Petrobras e mais

RIO DE JANEIRO, BRAZIL – JUNE 01: People play footvolley, a form of soccer mixed with volleyball, near construction of the FIFA Fan Fest stage on Copacabana Beach on June 1, 2014 in Rio de Janeiro, Brazil. Brazil has won five World Cups, more than any other nation. The 2014 FIFA World Cup kicks off June 12 in Brazil. (Photo by Mario Tama/Getty Images)

SÃO PAULO – O noticiário corporativo é movimentado, com destaque para a Petrobras, depois de assembleia de acionistas ter aprovado o general da reserva Joaquim Silva e Luna como membro do Conselho de Administração da companhia, movimento que antecede sua eleição como novo presidente-executivo da petroleira, conforme indicação do presidente Jair Bolsonaro.

A Petrobras ainda informou que concluiu ontem a oferta de recompra de títulos globais efetuada pela sua subsidiária integral Petrobras Global Finance B.V.

Outras mudanças estão no radar das empresas, com mudanças de diretores no Banco do Brasil, Cogna e PetroRio. Ainda em destaque, estão as prévias operacionais de Cyrela, Moura Dubeux e Direcional. Confira os destaques:

O destaque do noticiário corporativo fica para a assembleia de acionistas da Petrobras para a formação do Conselho da estatal. Entre os eleitos está o general Joaquim Silva e Luna, substituto de Roberto Castello Branco. O executivo foi demitido pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, e deixou a estatal nesta segunda-feira, 12.

A definição do conselho de administração da Petrobras estava sendo aguardada pelo mercado financeiro. Isso porque vai ficar nas mãos dos seus membros a responsabilidade de decidir possíveis mudanças de rota na gestão da empresa. Há dúvidas, por exemplo, se os novos gestores vão manter a atual política de reajustes de preços dos combustíveis e também o programa de venda de ativos da companhia, conduzidos até então por Castello Branco.

O Bradesco BBI aponta que a eleição não trouxe surpresas em termos dos nomes propostas e o Conselho deve votar o nome do novo CEO provavelmente ainda nesta semana.

A Petrobras ainda informou que concluiu ontem a oferta de recompra de títulos globais efetuada pela sua subsidiária integral Petrobras Global Finance B.V. (PGF). O volume de principal validamente entregue pelos investidores, excluídos juros capitalizados e não pagos, foi de US$ 2,496 bilhões. O montante total pago a esses investidores foi de cerca de US$ 2,72 bilhões, considerando os preços ofertados pela Petrobras e excluindo os juros capitalizados até a data de liquidação.
Como o montante total ofertado pelos investidores na oferta de recompra ficou dentro do limite de US$ 3,5 bilhões previamente estabelecido, o volume total ofertado em cada uma das séries foi aceito.

Banco do Brasil  (BBAS3)

Ainda no radar das estatais, o Banco do Brasil comunicou ontem a renúncia de Julio Cesar Rodrigues da Silva ao cargo de diretor comercial de Varejo, com efeitos a partir de hoje.

Bruno Giardino Roschel de Araujo renunciou ao cargo de Diretor de Relações com Investidores da Cogna, passando a atuar exclusivamente como Diretor Financeiro e de Relações com Investidores da subsidiária da Companhia, Vasta Platform. O Conselho da Cogna elegeu Frederico da Cunha Villa para ocupar o cargo de Diretor de Relações com Investidores, acumulando os cargos de Diretor Financeiro e Diretor de Relações com Investidores.

PetroRio (PRIO3)

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A PetroRio, por sua vez, anunciou a eleição de Milton Salgado Rangel Neto ao cargo de Diretor Financeiro. Em reunião realizada em 09 de abril, o Conselho de Administração deliberou pela alteração da designação de Roberto Bernardes Monteiro, que deixa a atribuição de Diretor Financeiro, e pela eleição de Rangel Neto como Diretor Financeiro.

A Oi realiza áudio-conferência nesta terça às 11h após a companhia aceitar a proposta vinculante revisada apresentada pelo Grupo BTG para a aquisição parcial da InfraCo, divisão especializada em fibra óptica da operadora de telecomunicações em recuperação judicial.

A proposta vinculante prevê em 31 de dezembro deste ano o valor de firma (EV) da InfraCo de R$ 20,02 bilhões, considerando uma dívida líquida de R$ 4,107 bilhões, integralmente devida à Oi e a ser repaga em até 90 dias do fechamento da operação.

O valor da operação totaliza R$ 12,923 bilhões, o qual, segundo a Oi, estará sujeito a mecanismos de ajuste com base em determinadas métricas de desempenho da InfraCo.

De acordo com o Bradesco BBI, a princípio o negócio foi negativo, já que considerou o valor de firma abaixo dos R$ 28,4 bilhões que os analistas incluíram em suas estimativas. Por outro lado,  o acordo proposto para incorporar o contrato da Globenet por R $ 1,6 bilhão, o que representa um ganho de R$ 2,9 bilhões versus a estimativa do BBI.

“Em suma, vemos o resultado do negócio como negativo, dado que a avaliação ficou aquém de nossa expectativa; no entanto, ainda precisamos de mais esclarecimentos sobre a estrutura da oferta, principalmente no que diz respeito à incorporação do contrato Globenet. Continuamos otimistas com o case, com a Oi sendo a nossa top pick no segmento de telecomunicações da América Latina, com recomendação outperform (desempenho acima da média do mercado) e preço-alvo de R$ 3,50 [para os ativos OIBR3]”, afirmam.

A Cyrela teve queda de 60,4% nos lançamentos do primeiro trimestre ante o mesmo período do ano passado, mas as vendas avançaram cerca de 22%.

Os lançamentos de imóveis da companhia somaram R$ 421 milhões de janeiro ao fim de março ante R$ 1,065 bilhão lançado no primeiro trimestre de 2020. Na comparação com o quarto trimestre do ano passado, os lançamentos recuaram 85,3%, informou a empresa.

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As vendas totais contratadas alcançaram a marca de R$ 1,031 bilhão, acima dos R$ 846 milhões de um ano antes. Ante os três últimos meses de 2020, as vendas caíram 44,6%.

A Cyrela afirmou que das vendas líquidas no trimestre passado, R$ 201 milhões referem-se à comercialização de estoque pronto, enquanto R$ 659 milhões a estoque em construção e R$ 172 milhões a lançamentos.

A companhia marcou a divulgação dos resultados completos do primeiro trimestre para 13 de maio.

Direcional (DIRR3)

A incorporadora mineira Direcional Engenharia, que desenvolve empreendimentos enquadrados no programa Casa Verde e Amarela (antigo Minha Casa Minha Vida) e no mercado de médio padrão, teve recorde de vendas nos primeiros três meses do ano.

As vendas líquidas contratadas da companhia somaram R$ 515 milhões no primeiro trimestre, avanço de 73% em relação ao mesmo período do ano anterior. Segundo a empresa, março foi o melhor mês de vendas de sua história, indicando a continuidade da “forte demanda que já vinha sendo observada no decorrer de 2020”. Já os lançamentos consolidados somaram R$ 575 milhões no primeiro trimestre de 2021, salto de 311% em comparação com o mesmo período de 2020.

O índice de Velocidade de Vendas (VSO) ficou em 17% (consolidado) no período. A geração de caixa ajustada, sem contar pagamento de dividendos e recompra de ações, foi de R$ 15 milhões no primeiro trimestre, acumulando R$ 172 milhões nos últimos 12 meses.

A construtora encerrou o trimestre com 13.112 unidades em estoque, totalizando VGV de R$ 2,6 bilhões (sendo R$ 2,2 bilhões participação da Direcional).

A subsidiária Riva, incorporadora que desenvolve moradias entre R$ 200 mil e R$ 500 mil, focada em consumidores de classe média nas capitais e regiões metropolitanas, novamente respondeu por boa parte do resultado. A subsidiária é o negócio mais recente dentro do grupo e está em fase de expansão.

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No primeiro trimestre, a Riva realizou um lançamento, com VGV de R$ 126 milhões, enquanto as vendas líquidas atingiram R$ 122,1 milhões (alta de 141% ante igual período do ano anterior).

No acumulado de 12 meses, as vendas líquidas da Riva foram 46% maiores que o volume reportado um ano antes. Ao final do trimestre, o VGV em estoque do segmento totalizava R$ 499 milhões.

Moura Dubeux (MDNE3

A Moura Dubeux teve R$ 269 milhões, valor 248% superior ao registrado no mesmo período de 2020, em vendas e adesões no primeiro trimestre deste ano. Entre janeiro e março, a companhia adquiriu sete terrenos, com VGV bruto de R$ 633 milhões. Com isso, o estoque de área da empresa foi de R$ 4 bilhões.

O Bradesco BBI avalia os dados preliminares sobre volumes de lançamentos pela Moura Dubeux como “sólidos”, apesar das novas restrições pela Covid-19, avaliando ainda que novas divulgações de resultados devem dar visibilidade aos papéis. O BBI aponta que os dados reforçam sua visão da Moura Dubeux como uma das mais importantes em seu universo de cobertura, com boa perspectiva de valorização. O banco reforça sua avaliação de outperform (perspectiva de valorização acima da média do mercado), com preço-alvo em 2021 em R$ 16, frente aos R$ 9,14 de fechamento na segunda.

Pão de Açúcar (PCAR3)

Após a alta de quase 10% na véspera de suas ações, o Grupo Pão de Açúcar anunciou ter sido informado na segunda-feira pelo seu controlador, Grupo Casino, sobre o início dos “trabalhos preparatórios para potencial aumento de capital da Cdiscount”, subsidiária direta da Cnova – na qual o GPA detém 34,17% do capital social.

A operação tem como objetivo habilitar o Cdiscount a acelerar seu plano de crescimento e pode também incluir uma oferta secundária de ações detidas pelo GPA.

Em comunicado ao mercado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a empresa informa que seu conselho de administração recebeu “de maneira positiva o lançamento desses estudos”, ressaltando a “excelente performance operacional” da subsidiária, assim como o forte potencial de crescimento do Cdiscount e o ambiente favorável do mercado de capitais.

Aliansce Sonae (ALSO3)

A Aliansce Sonae Shopping Centers informou que as operações do Boulevard Shopping Campos e Shopping Parangaba foram retomadas na segunda (12). Assim, dezoito shoppings próprios da empresa, ou 69,6% do total, estão em operação.

O Itaú BBA comentou o avanço rápido da vacinação nos Estados Unidos e o grande volume de estímulos fiscais e monetários, que devem transformar os Estados Unidos, que pode atingir US$ 4 trilhões, em uma fonte central de crescimento global no curto prazo.

O banco acredita que, entre as empresas brasileiras, WEG, Gerdau e Tupy podem aproveitar oportunidades advindas do mercado americano.

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Tenda lucra R$ 72 mi, balanços de Moura Dubeux, brMalls, Stone e mais; Copel vai desdobrar ações e outros destaques

(Fotos Públicas)

SÃO PAULO – A temporada de resultados segue no radar corporativo, com os números de Tenda, Moura Dubeux, brMalls, RNI, Stone e Energisa. Já a Eletrobras adiou a divulgação dos resultados para segunda-feira.

Já o  novo estatuto da Copel prevê o desdobramento de ações da companhia, na proporção de 1 para 10 papéis, e a formação de Units, sendo cada Unit composta de 5 ações, uma delas ordinária e quatro preferenciais classe B.

Enquanto isso, os investidores acompanham o desempenho das commodities: os contratos futuros de minério de ferro caíram nesta sexta-feira no mercado asiático já que as medidas na China para restringir as operações altamente poluentes das siderúrgicas e reduzir a capacidade de produção pesaram sobre o ânimo. Confira os destaques:

O novo conselho da mineradora Vale, cujos 12 nomes foram aprovados pelo atual colegiado na véspera, terá sete membros com ampla experiência em sustentabilidade, além de oito considerados independentes, dentre outras inovações, no que promete ser a maior mudança do órgão administrativo desde que a companhia se tornou privada, em 1997. A eleição dos indicados para o período de 2021 a 2023 será feita pelos acionistas na Assembleia Geral Ordinária, em 30 de abril.

Segundo o jornal Valor, de saída da presidência da Petrobras, o economista Roberto Castello Branco deve disputar uma vaga no conselho da Vale, assim como a presidência do colegiado da mineradora nas eleições para renovar o conselho.

No radar dos mercados, os contratos futuros de minério de ferro caíram nesta sexta-feira no mercado asiático e estavam no caminho de sua segunda maior perda semanal até agora este ano, uma vez que as medidas na China para restringir as operações altamente poluentes das siderúrgicas e reduzir a capacidade de produção pesaram sobre o ânimo.

O minério de ferro mais negociado na Bolsa de Commodities de Dalian DCIOcv1 caiu 0,3% para 1.059 iuanes (US$ 163,11), fechando a semana em queda de 6%. O Ministério da Ecologia e Meio Ambiente da China pediu que Tangshan, a principal cidade siderúrgica do país, reprima aqueles que violam as regras de qualidade do ar, depois que quatro usinas não conseguiram implementar restrições à produção durante dias de forte poluição.

O governo de Tangshan emitiu um alerta de poluição de segundo nível em 8 de março, instando as empresas industriais pesadas, como siderúrgicas e usinas de coque, a cortar a produção.

A medida diminuiu o otimismo do mercado sobre um aumento na demanda após Ano Novo Lunar, fazendo com que os preços caíssem 5,7%, para US$ 166 a tonelada no mesmo dia, com base nos dados da consultoria SteelHome.

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“O mercado voltou US$ 10 a tonelada em um dia, pois os investidores financeiros diagnosticaram erroneamente o impacto das recentes restrições ambientais sobre a capacidade de produção de aço de Tangshan”, disse Atilla Widnell, diretor-gerente da Navigate Commodities em Cingapura. Ele disse que agora há “um risco maior de longo prazo para a demanda de minério de ferro da China, já que o governo quer cortar a capacidade de aço e avançar na produção a partir do uso de sucata.

A operadora de shopping centers brMalls teve lucro líquido no quarto trimestre do ano passado de R$ 199,4 milhões, 51,1% menor frente os R$ 407,6 milhões de igual trimestre de 2019. No ano passado, o prejuízo foi de R$ 293,8 milhões, revertendo parte do lucro líquido de R$ 1,24 bilhão do ano anterior.

A receita líquida foi de R$ 266,7 milhões nos últimos três meses de 2020, 23,8% menor frente os números de um ano antes. Em 2020, a receita da companhia foi de R$ 955,9 milhões, queda de 27,7% sobre 2019.

O lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) do quarto trimestre foi de R$ 251,8 milhões, 65,3% menor frente igual trimestre de 2019. No ano passado, o Ebitda da companhia foi negativo, em R$ 241,1 milhões.

A XP Investimentos destaca que os resultados foram ligeiramente mais fortes do que os analistas esperavam, impulsionado pelos resultados operacionais sólidos.

A companhia operou cerca de 92,8% da sua capacidade, o que refletiu na continuidade da recuperação das vendas nas mesmas lojas e alugueis nas mesmas lojas. A taxa de ocupação permaneceu relativamente estável em 96%, uma vez que as atividades de locação mais fortes no trimestre impediram um maior aumento da vacância. No balanço patrimonial, a companhia apresentou leve geração de caixa de R$27 milhões, levando a uma alavancagem de 4,6 vezes a relação entre dívida líquida e Ebitda aponta a XP.

“Apesar de superar ligeiramente nossas estimativas, não vemos como um catalisador para a ação, pois esperamos que o fluxo de notícias negativas sobre possíveis restrições mais rígidas à atividade comercial em todo o país em razão do aumento de casos do coronavírus permaneça nos holofotes no curto prazo, o que deve continuar trazendo volatilidade às ações. Com isso, mantemos nossa visão conservadora sobre o nome e nossa recomendação neutra e preço-alvo de R$ 10,70 por ação”, avaliam os analistas da XP.

A construtora e incorporadora Tenda obteve lucro líquido consolidado de R$ 72 milhões no quarto trimestre de 2020, recuo de 5,6% em comparação com o mesmo período de 2019. No acumulado do ano, o lucro totalizou R$ 200,3 milhões, baixa de 24%. A diminuição do lucro reflete os efeitos da pandemia, que provocaram paradas temporárias das obras, com perda de produtividade. Também pesaram os aumentos nos custos de construção no período.

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A margem bruta ajustada da companhia ficou em 31,5% no trimestre, queda de 1,9 ponto porcentual. E no ano, chegou a 32,2%, retração de 2,8 pontos.

A Tenda também apurou um prejuízo de R$ 2,7 milhões no trimestre com o seu novo negócio de construção industrializada (chamada pelo jargão de off-site), que ainda está sendo colocado de pé, sem gerar receitas.

O Ebitda ajustado consolidado somou R$ 110,2 milhões no trimestre, alta de 10,3%, e R$ 330,0 milhões no ano, queda de 6,6%. A receita líquida foi de R$ 685,9 milhões no trimestre, alta de 26,3%, e R$ 2,282 bilhões no ano, avanço de 17%, puxada pelo aumento das vendas.

O resultado financeiro gerou uma despesa líquida de R$ 7,1 milhões no trimestre, revertendo a receita líquida de R$ 4 milhões vista um ano antes. A inversão se deu porque a posição de caixa líquido diminuiu, e a queda da Selic reduziu a rentabilidade das aplicações.

A Tenda fechou o quarto trimestre com caixa líquido de R$ 148 milhões, diminuição de 25,8% em um ano.

A companhia reportou ainda queima de caixa de R$ 54,3 milhões no trimestre devido à antecipação das obras para aliviar o efeito do aumento nos custos dos materiais. No ano, houve geração de caixa de R$ 70 milhões.

O Credit Suisse avaliou os resultados divulgados pela Tenda, como em linha com sua expectativa. O banco mantém avaliação neutra (expectativa de valorização dentro da média do mercado) para a Tenda, afirmando que há riscos para o setor de baixa renda devido à alta de preços, uma tendência que diz esperar que continue em 2021.

O Credit destaca que, por outro lado, a empresa vem postando fortes resultados operacionais. O banco mantém preço-alvo de R$ 37, frente aos R$ 25,6 de fechamento na quinta (11).

Moura Dubeux (MDNE3)

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A Moura Dubeux reverteu o prejuízo de R$ 31,1 milhões do quarto trimestre de 2019 e lucrou R$ 8,7 milhões de outubro a dezembro de 2020.

Já a receita líquida teve alta de 96,9%, para R$ 190,4 milhões. A empresa elevou sua margem bruta de 20,9% para 27,1%.

A RNI elevou seu lucro líquido em 145%, na comparação anual, para R$ 12,9 milhões.

A receita líquida teve baixa de 19%, a R$ 77,8 milhões. A margem bruta foi reduzida de 35,9% para 25,4%.

A RNI passou de despesa financeira líquida de R$ 46 mil em receita financeira líquida de R$ 17,9 milhões. No fim de dezembro, a alavancagem medida por dívida líquida sobre patrimônio líquido da companhia era de 47,3%.

Stone (STNE.O : Nasdaq)

A processadora da pagamentos Stone STNE.O divulgou nesta quinta-feira lucro líquido ajustado de R$ 357,8 milhões para o quarto trimestre, alta de 30,1% sobre um ano antes.

A receita total da empresa subiu 27,9%, para R$ 1 bilhão enquanto o número de clientes ativos avançou 35,7%.

A companhia afirmou no balanço que espera superar a marca de 1 milhão de clientes ativos em 2021 e que a receita total tenha “aceleração significativa” em relação a 2020.

Enquanto isso, a Stone espera que a margem líquida ajustada seja similar ao nível de 2020, de 28,9%. No quarto trimestre, o indicador foi de 35,7%, recorde para a empresa.

Para o Credit Suisse, os resultados foram fracos, com a maior decepção sendo explicada principalmente por resultados mais fracos nas contas chaves, que tiveram uma queda de 10% na receita na comparação anual (ante alta de 28% no terceiro trimestre). Enquanto isso, o desempenho no segmento de pequenas e médias empresas permaneceu saudável, com receitas crescendo 94% na mesma base de comparação.

O crescimento do TPV (Total Payment Volume” ou Volume Total de Pagamentos), ex-voucher, desacelerou para 43% na comparação anual (48% no terceiro trimestre), 6% abaixo do consenso e do esperado pelo Credit, e a take rate (ganho obtido com cada transação, que soma as taxas cobradas e desconta as despesas) de 1,64% diminuiu 16 pontos-base na comparação anual.  Tanto o TPV quanto o take-rate foram prejudicados principalmente por contas-chave.

Os analistas comentam que, apesar do resultado, a perspectiva se mantém forte, e que não enxergam muito impacto da perda do quarto trimestre nas estimativas de longo prazo. A Stone mencionou que espera alcançar mais de 1 milhão de pequenos e médios negócios até o final de ano (crescimento de cerca de 50%) e que os take rates aumentem, tanto nos hubs quanto no Pagar.me, o que deve levar a uma aceleração significativa do crescimento da receita.

Por fim, citaram que, apesar dos planos de aumentar a força de vendas em 60%, as margens de lucro líquido devem ficar estáveis em cerca de 30%. “As mensagens transmitidas pelo management são positivas e sustentam a visão otimista sobre a empresa: mantemos nosso outperform”, destacam os analistas, que possuem preço-alvo de US$ 100 para o ativo negociado na Nasdaq.

O Bradesco BBI classificou os resultados da Stone como “decepcionantes”, mas que isso não importa tanto, também destacando que a gestão apresentou uma mensagem positiva para 2021.

O banco diz que o mercado deve continuar esperando que o lucro líquido atinja, em 2021, R$ 2 bilhões. O Bradesco espera R$ 1,9 bilhão, devido à expansão da base de clientes e portfolio de crédito. A deterioração do cenário macroeconômico e dos custos de financiamento não parecem incomodar investidores.

O BBI aponta que, com os desafios à frente, as ações da Stone parecem excessivamente valorizadas, e diz que o investimento na Stone parece cada vez menos atrativo, devido a maior potencial de outros atores além das empresas tradicionais de pagamento. Segundo o banco, sem uma plataforma on-line forte, a Stone pode ficar para trás na corrida digital. Por outro lado, não há nenhuma outra empresa no setor de pagamentos tão bem posicionada para comprar.
O Bradesco BBI mantém recomendação neutra e preço-alvo de US$ 57, frente aos US$ 76,41 negociados pela Stone na quinta (11) na Nasdaq.

A elétrica Energisa registrou lucro líquido de R$ 192 milhões  no quarto trimestre de 2020, queda de 45,6% em relação a igual período do ano anterior.

O Ebitda somou R$ 1,12 bilhão no último trimestre do ano passado, avanço de 15,7% na comparação anual.

No ano completo de 2020, a Energisa apurou lucro líquido de R$ 1,6 bilhão, crescimento de 204,9% no ano a ano, enquanto o Ebitda teve aumento de 12,3% na mesma base, para R$ 3,9 bilhões.

O Credit Suisse avaliou os resultados da Energisa como bons, e melhores do que o esperado, devido principalmente a bons volumes, bom controle de custos administráveis, e receitas não recorrentes de outras unidades. O banco destacou os R$ 399,2 milhões em dividendos anunciados pela tenda, um rendimento de 2%.

As receitas líquidas aumentaram 24,1% na comparação anual, frente à expectativa de 19,9% do Credit, devido a alta de 5,2% nos volumes vendidos, frente a 0,6% esperados pelo Credit

Os custos totais aumentaram 21,6% na comparação anual, 19% acima da expectativa do Credit, devido principalmente a custos maiores da parcela A, que levantou 28,3% na comparação anual, frente a expectativa de 26,5% do Credit, parcialmente compensados pelos custos administráveis, que tiveram alta de 0,2%, frente a expectativa de queda de 4,4% do Credit. O Credit Suisse mantém avaliação de outperform (expectativa de valorização acima da média do mercado) para a Energisa, com preço-alvo de R$ 54, frente a R$ 44 de fechamento na quinta.

IPO da Athena

A Athena, controlada pelo Pátria Investimentos, pediu nesta quinta-feira registro para realizar uma oferta inicial de ações (IPO), uma vez que a pandemia da Covid-19 amplia o foco público sobre operadoras de planos de saúde e de hospitais.

Criada em 2017, a Athena se apresenta como uma das maiores empresas de saúde suplementar do país e tem 5 operadoras, 24 clínicas, 7 pronto atendimentos e 9 hospitais.

No fim de 2020, a Athena tinha uma carteira de 708,4 mil beneficiários de planos de saúde ou odontológicos, crescimento de 374,5% em três anos, resultado da combinação de expansão orgânica e de aquisições.

A companhia diz que seu modelo verticalizado de negócios e sua concentração geográfica fora do eixo Rio-São Paulo são fatores de vantagem comparativa.

A companhia se concentra nos Estados do Piauí, Maranhão e Rio Grande do Norte, Espírito Santo e Paraná. No ano passado, teve receita líquida de 1,359 bilhão de reais, alta de 23,6% em relação ao ano anterior, com a margem Ebitda subindo de 7,4% para 9,5%.

“Possuímos uma vasta gama de potenciais aquisições já mapeadas”, afirma a Athena no prospecto preliminar da oferta, que será coordenada por Bank of America, XP, Bradesco BBI, BTG Pactual, Itaú BBA, Santander e ABC Brasil.

“Excetuando-se as praças dos Estados de São Paulo e do Rio de Janeiro, estão sob análise ativos em praticamente todos demais Estados do país, acrescentou a companhia, que planeja usar os recursos da venda de ações novas para comprar operadoras de planos de saúde, clínicas e hospitais.

Um fundo administrado pelo Pátria, que detém 90,8% da companhia, também venderá uma fatia do negócio.

A estatal paranaense de energia Copel viu aprovada em assembleia geral extraordinária de acionistas nesta sexta-feira uma proposta de reforma de seu estatuto social, disse a empresa em comunicado.

O novo estatuto prevê o desdobramento de ações da companhia, na proporção de 1 para 10 papéis, e a formação de Units, sendo cada Unit composta de 5 ações, uma delas ordinária e quatro preferenciais classe B.

O documento também prevê adesão da companhia ao Nível 2 de governança corporativa da B3. Esse movimento, no entanto, está condicionado à realização de uma oferta secundária de ações na qual o governo do Paraná venderia parte de sua fatia na empresa.

Além disso, o número de membros eleitos por acionistas não controladores no conselho de administração da empresa passará de 2 para 3.

O estatuto prevê ainda uma garantia de que o dispositivo que obriga a empresa a aplicar integralmente reajustes tarifários aprovados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) não poderá ser alterado ou excluído sem aprovação de maioria dos acionistas detentores de ações preferenciais.

A Eletrobras anunciou que adiou a divulgação de seus resultados do quarto trimestre de 2020 de hoje para a próxima segunda-feira (15), após o fechamento do mercado. A teleconferência, que seria realizada na segunda, passou para terça-feira, 16, às 12 horas.

A estatal justifica o adiamento afirmando que o processo de conclusão e revisão das Demonstrações Financeiras não foi finalizado e disponibilizado para deliberação dos órgãos de administração. Segundo a Eletrobras, por conta da pandemia de covid-19, este processo é realizado de forma remota.

Burger King (BKBR3)

O Credit Suisse destacou as considerações a partir de conversas com Iuri Miranda, CEO do Burger King no Brasil, com o CFO Clayton Malheiros e com o CMTO Ariel Grunkraut na semana.

O banco avalia que a indústria de serviços alimentares foi fortemente impactada pela pandemia. Mas diz que o Burger King está melhor preparado nesta nova onda de Covid e se prepara para se recuperar após a pandemia, com iniciativas digitais, hipersegmentação com programas de fidelidade e projetos com uso de machine learning.

O Credit Suisse reiterou sua avaliação de outperform para o Burger King, com preço-alvo de R$ 13, frente aos R$ 9,09 de fechamento na quinta (11).

Alpargatas (ALPA4)

O Bradesco BBI elevou a avaliação da Alpargatas para outperform, após as ações caírem 16% desde que o banco as rebaixou para neutras, em novembro. O desempenho ficou 12 pontos percentuais abaixo da média do setor. Há perspectiva de crescimento com a recuperação internacional, e o banco mantém previsão de taxa anual de crescimento composta de 18% para o período entre 2020 e 2023, frente à previsão anterior de 14%.

O banco avalia que a empresa tem uma marca forte nacional e internacionalmente, um preço atraente e configura um investimento defensivo.

Assim, o banco elevou o preço-alvo para 2021 em 10%, para R$ 46 frente aos R$ 30,66 de fechamento na quinta (11).

(Com Reuters e Estadão Conteúdo)

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Prévias operacionais de incorporadoras mostram forte 4º trimestre; veja os nomes que mais animam analistas no setor

SÃO PAULO – Depois de um primeiro semestre desafiador por conta da pandemia de coronavírus e das medidas de isolamento social realizadas para conter o contágio da doença, as incorporadoras brasileiras mostraram números sólidos no terceiro trimestre e ao se observarem as prévias operacionais do quarto trimestre divulgadas nos últimos dias, o fim do ano consolidou esta recuperação.

Segundo Renan Manda, analista da XP Investimentos, a retomada do setor como um todo é forte e deve continuar principalmente se levarmos em consideração a velocidade de vendas dos lançamentos. “Logo após o pico da pandemia, uma incorporadora lançar um projeto e vender 50% ou 60% das unidades no primeiro mês é algo muito bom, até porque há sérias restrições a visitar estande, por exemplo”, explica. “Se tudo caminhar como está este ano será bem mais positivo do que 2020.”

A análise é parecida com a feita pelo time de análise do Banco Safra, para quem as baixas taxas de juros tornaram a compra de imóveis mais acessível no Brasil. Além disso, o nível reduzido da Selic (confirmada ontem em 2% ao ano após a reunião do Comitê de Política Monetária – Copom) tornaria ativos imobiliários mais atrativos na comparação com outros tipos de investimento.

Em relatório assinado pelos analistas Daniel Gasparete, Pedro Hajnal e Vanessa Quiroga, o Credit Suisse destaca os bons números das construtoras focadas nos imóveis para consumidores de média renda. “O segmento está vivendo o seu melhor momentum operacional em uma década impulsionado pelas taxas de hipotecas nas mínimas históricas”, avalia a equipe de análise do banco.

De acordo com o banco suíço, as empresas foram surpreendidas pelo repique na demanda, então os lançamentos de novos empreendimentos ficaram aquém das vendas nos primeiros nove meses de 2020 e agora estão se acelerando.

As principais companhias a se beneficiarem deste aumento na demanda pela população de renda média são, segundo o CS, Cyrela (CYRE3), Eztec (EZTC3), Even (EVEN3) e Moura Dubeux (MDNE3).

O Bank of America (BofA) também elaborou um relatório falando das prévias operacionais de construtoras e incorporadoras no Brasil, e destacou Cyrela como o destaque nos resultados por conta da aceleração tanto nos lançamentos para baixa quanto para média-alta renda. “A Cyrela é nossa top pick”, resumem a analista Nicole Inui.

No geral, contudo, o relatório do BofA enxerga uma tendência de desaceleração para alguns indicadores das prévias divulgadas até agora. “O aumento na demanda no terceiro trimestre de 2020 impulsionou a velocidade das vendas em média em 455 pontos-base nos segmentos de baixa e média-alta renda. No quarto trimestre, todavia, a velocidade das vendas se desacelerou, caindo 180 pontos-base abaixo dos níveis do ano anterior.”

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A opinião da analista é de que a menor velocidade de vendas pode ser atribuída à aceleração dos lançamentos para baixa renda, que cresceram a níveis recordes para algumas empresas enquanto os segmentos de média-alta renda estão demorando mais para retornar aos níveis pré-pandemia.

Os exemplos citados são os de Eztec e Even, que tiveram quedas de 59% e 42% respectivamente nos lançamentos em relação ao mesmo período do ano passado. “Os lançamentos da Cyrela foram uma exceção positiva, superando expectativas com um crescimento de 48% na comparação anual e de 32% na base trimestral para média-alta renda.”

Fora a Cyrela, que teve um crescimento de quatro vezes nos seus lançamentos para baixa renda, Nicole também destaca a Direcional (DIRR3), que registrou um avanço de 30% nos seus lançamentos para esta faixa de renda na comparação anual. A MRV (MRVE3), por outro lado, teve uma retração de 10% nos lançamentos sobre o nível de 2019 apesar da aceleração sobre o trimestre anterior.

Os analistas do Credit Suisse, embora reconheçam que as incorporadoras focadas em baixa renda estão quebrando recordes, têm perspectivas menos otimistas para o segmento.

Para o Credit, esse bom momentum operacional está ancorado em uma demanda ainda resiliente e em ganhos de market share (participação de mercado). Porém, os analistas enxergam um potencial de ganho mais tímido do lado operacional e provavelmente maior pressão por parte dos custos, o que deve prejudicar o resultado líquido trimestral.

Renan Manda, por sua vez, acredita que o segmento de baixa renda já teve um desempenho bastante diverso da média e alta renda principalmente na metade do ano passado, mas as perspectivas continuam otimistas para esse ano.

“As incorporadoras de baixa renda venderam como nunca em 2020 em parte porque a demanda é muito resiliente, também pelos subsídios e, por fim, por ser um mercado muito maior”, explica.

Manda argumenta que os últimos trimestres resultaram na consolidação das empresas dominantes do setor imobiliário como um todo.

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“O crédito disponível está com um custo baixo, a demanda continua se recuperando e as empresas estão se preparando para fazer frente a essa procura com lançamentos. Quem tem espaço no balanço para expandir suas operações vai largar bem na frente de agora em diante”, comenta.

A empresa favorita do analista da XP para 2021 é Eztec no segmento de alta renda. A avaliação é de que ela terá quase R$ 3 bilhões em lançamentos e sempre teve mais caixa do que dívida, tendo captado um volume relevante de recursos em 2019, o que se traduziu em espaço no balanço para investir. “É uma companhia bem concentrada em São Paulo, mercado que deve ter uma recuperação muito forte.”

Na baixa renda, por sua vez, a favorita de Manda é Tenda (TEND3). O analista afirma que não só a empresa tem registrado fortes volumes de venda como um aumento significativo na velocidade dessas vendas. “Isso abre espaço para continuar crescendo e expandindo as operações sem acumular estoque”, conclui.

Desafios

O Banco Safra enxerga como grande desafio para o setor daqui para frente enfrentar o aumento na inflação, algo que já incomoda executivos como Diego Villar, presidente da Moura Dubeux. Em entrevista ao InfoMoney, Villar disse que a máxima histórica na cotação do minério de ferro aumentou os custos da companhia por causa do aço usado nas construções.

De janeiro a novembro de 2020, conforme lembraram os analistas do Safra, os preços dos materiais de construção avançaram 17,7%, de acordo com a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), enquanto o índice que serve para reajustar os contratos de financiamento imobiliário subiu 8,7% no ano.

“Isso pode afetar especialmente as companhias voltadas ao segmento de baixa renda, que atuam sob um ambiente regulatório que limita a capacidade de repassar custos”, avaliam.

Para os analistas do Safra, também é preciso ter atenção a uma possível alta mais persistente nos preços de terrenos, o que pressionaria principalmente os segmentos de média e alta renda.

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“Nosso time destaca que as empresas do setor já levantaram mais de R$ 7 bilhões com ofertas de ações em 2019 e 2020 – e mais algumas devem ocorrer até 2022. Boa parte desses recursos, avalia nosso analista Luiz Peçanha, deve ser utilizada para a construção de um banco de terrenos com o objetivo de entregar crescimento”, escrevem os analistas.

A consequência disso é que empresas com terrenos insuficientes para os lançamentos projetados para os próximos anos encarariam dificuldades para atingir suas metas de lançamento. “Um risco também é a deterioração da rentabilidade dos projetos se a participação dos terrenos aumentar nos custos totais dos projetos”, apontam.

Confira abaixo o balanço de recomendações das maiores incorporadoras e construtoras do País segundo dados compilados pela Thomson Reuters

Empresa Ticker VGV no 4º tri (em R$) Recomendações de compra Recomendações neutras Recomendações de venda Preço-alvo médio Upside esperado
Cury CURY3 675 milhões 2 0 0 R$ 15,90 41,71%
Cyrela CYRE3 2,87 bilhões 8 2 0 R$ 28,40 9,40%
Direcional DIRR3 231 milhões 7 1 0 R$ 17,45 29,45%
Even EVEN3 675 milhões 5 4 0 R$ 14,06 29,59%
Eztec EZTC3 381 milhões 4 3 0 R$ 36,10 25,29%
Gafisa GFSA3 627,2 milhões 0 0 1 R$ 15,00 246,42%
Helbor HBOR3 433 milhões 3 0 0 R$ 17,67 82,73%
Lavvi LAVV3 497,5 milhões 2 0 0 R$ 13,20 60,78%
Melnick MELK3 115,2 milhões
Mitre MTRE3 463,7 milhões 3 0 0 R$ 18,08 14,14%
Moura Dubeux MDNE3 450,7 milhões 2 0 0 R$ 16,50 67,00%
MRV MRVE3 2,13 bilhões 4 5 0 R$ 20,50 8,07%
Plano & Plano PLPL3 538 milhões 3 0 0 R$ 13,07 95.37%
RNI RDNI3 240 milhões
Tenda TEND3 885,2 milhões 5 5 0 R$ 36,97 32,75%
Trisul* TRIS3 2 0 0 R$ 12,67 22,06%

*Ainda não divulgou prévia operacional relativa ao quarto trimestre de 2020

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Os 3 fatores que explicam o crescimento de 500% no valor geral de vendas da Moura Dubeux

SÃO PAULO – As ações da Moura Dubeux (MDNE3) saltaram até 13% na terça-feira (12) apesar de terem amenizado e fechado com ganhos de 2,6%. Esse movimento positivo foi consequência da maneira como os investidores enxergaram a prévia operacional da empresa no quarto trimestre.

Nos últimos três meses de 2020, a incorporadora com foco na região Nordeste totalizou R$ 516 milhões em Valor Geral de Vendas (VGV) bruto, um crescimento de 517,1% em relação ao mesmo período do ano anterior. No ano, este indicador atingiu R$ 791,2 milhões, ante R$ 382 milhões em 2019.

Além disso, as vendas líquidas chegaram a R$ 305 milhões, fazendo um total de R$ 779 milhões em 2020, número 2% superior ao registrado no ano anterior.

O Credit Suisse destaca que a Moura Dubeux iniciou mais uma vez a temporada de números operacionais do setor de construção civil e incorporadoras com números animadores e que devem ajudar a gradativamente trazer um maior interesse para a empresa.

Diante dos fortes números, conversamos com o CEO da empresa, Diego Villar, e com o CFO, Marcello Dubeux, para entender o que levou a estes números e quais são as perspectivas para o futuro.

De acordo com Villar, a meta da incorporadora agora é ter R$ 1,5 bilhão de VGV de lançamentos por ano. Embora não especifique o prazo em que isso deve ocorrer, ele diz que essa marca seria consequência natural do porte da Moura Dubeux e depende agora de uma melhora no cenário macroeconômico para ser atingida.

“Por enquanto, o risco macroeconômico se coaduna a esse repique inflacionário, principalmente em materiais de construção. Então, temos um desafio bem grande a superar se quisermos crescer no mercado imobiliário”, explica.

Já Marcello Dubeux exaltou a redução da alavancagem e a forte geração de caixa no trimestre, traçando um ambiente promissor para os próximos meses.

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Confira a entrevista completa abaixo:

InfoMoney: A Moura Dubeux teve uma forte prévia operacional no quarto trimestre de 2020. A que o senhor atribui os números fortes de VGV e quais são os planos da empresa para o futuro?

Diego Villar: A manutenção da tese que estamos comunicando ao mercado é a grande responsável pelo nosso sucesso no trimestre.

Em primeiro lugar, o Nordeste é uma região com estoques baixos. Qualquer curva de projeções para o mercado imobiliário coloca o Nordeste como segundo maior mercado em potencial no Brasil.

Em segundo lugar, a crise que tirou as incorporadoras de São Paulo da região também ajuda, porque derrubou a concorrência.

Por fim, o Nordeste tem forte demanda para o médio padrão, que é boa parte da nossa expertise.

A soma desses três fatores permite bons resultados para a Moura Dubeux. Além disso, os juros baixos também nos ajudaram porque estimularam mais pessoas a comprarem imóveis.

Preciso destacar também que nosso trabalho tem sido focado em continuar o que foram os últimos seis meses. Lançamos 10 projetos da segunda quinzena de agosto até a primeira quinzena de dezembro e vendemos em média R$ 100 milhões por mês.

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Por último, tivemos 5,1% de distratos em dezembro e no ano fechamos com 8,9%. Geração de caixa, fortes lançamentos, fortes vendas e redução de distratos foram os pilares do quarto trimestre.

IM: Onde a empresa quer chegar em termos de vendas e faturamento? Qual seria o patamar ideal? E qual é o maior desafio a superar hoje?

Diego Villar: Queremos atingir um patamar de R$ 1,5 bilhão por ano em VGV de lançamentos, mas ainda estamos em meio a uma crise de saúde e temos mais foco em rentabilidade do que em crescimento. Queremos gerar valor para nossos acionistas.

Por enquanto, o risco macroeconômico se coaduna a esse repique inflacionário, principalmente em materiais de construção. Então, temos um desafio bem grande a superar se quisermos crescer no mercado imobiliário.

O minério de ferro bateu recorde histórico, o que aumentou nossos custos por causa do aço, além de resina plástica e outros produtos, que se valorizaram e fizeram disparar o [Índice Nacional de Custo da Construção] INCC, mas é bem melhor ter inflação de materiais do que de mão-de-obra, que seria algo de que teríamos menos controle e duraria mais tempo.

IM: Da última vez em que falei com a Moura Dubeux vocês me revelaram um plano para lançar pelo menos um novo empreendimento por mês. Como está este plano hoje?

Marcello Dubeux: O plano de um novo lançamento a cada mês era a nossa meta na época. Acabamos lançando 10 empreendimentos em quatro meses e bem distribuídos, quatro em Pernambuco, três no Ceará e três na Bahia, ainda temos um programado para Natal, no Rio Grande do Norte.

Diego Villar: Exatamente, estamos lançando um produto em Natal e temos lançamentos programados para todas as cinco praças em que atuamos. Já definimos o plano, com boa distribuição por praça.

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Estamos mais expostos em Recife (PE), que é a nossa sede, depois vem Salvador (BA), Fortaleza (CE) e aí Natal (RN) e Maceió (AL). Não faz sentido lançarmos menos do que um empreendimento por mês nessas regiões a menos que a situação macroeconômica mude muito.

IM: Falando em situação macroeconômica, quais são as expectativas da Moura Dubeux para a economia em 2021?

Marcello Dubeux: As condições de mercado mais favoráveis devem continuar, com estoque baixo e muito espaço para avançar em termos de market share.

Diego Villar: Não somos especialistas em saúde pública nem em economia, mas o que enxergamos para 2021 são condições bem melhores do que as do ano passado, com quatro ou cinco vacinas diferentes aparecendo no mundo. Cedo ou tarde vamos encontrar a solução para acabar com a Covid-19.

O mundo todo deve crescer este ano, uma vez que a base de comparação é muito ruim e com a política de expansão fiscal e monetária que vimos em diversos países deve haver estímulo ao consumo. Há hoje alguma preocupação com a inflação, mas emprego e renda devem crescer.

Se olhar o mercado imobiliário especificamente, ainda há um spread alto entre a Selic [atualmente em 2% ao ano] e a taxa do financiamento imobiliário, que está em 6,7% ao ano. Mesmo se houver uma elevação na Selic ainda teremos uma taxa de financiamento imobiliário maior.

Se o Brasil conseguir gerar emprego vai fortalecer ainda mais o mercado imobiliário, mas para isso o País precisa melhorar a questão fiscal. Nós vimos com preocupação o fechamento da fábrica da Ford na Bahia, por exemplo, pois causará a perda de muitos empregos.

IM: O fim do auxílio emergencial teve algum impacto nas operações de vocês?

Diego Villar: O auxílio emergencial tem pouco impacto e não foi tão positivo para o nosso mercado porque quando chegou, a demanda por materiais de construção aumentou muito, causando um desequilíbrio de estoque, que está refletido nesse repique do INCC.

O que precisamos mesmo é da resolução do coronavírus com uma vacina para haver uma diminuição do desemprego e para que mais pessoas possam comprar apartamento, principalmente aquelas que há muito adiam a decisão de migrar para imóveis maiores.

IM: Como a companhia tem gerenciado o caixa nesse momento de pandemia e qual a situação da alavancagem? Vocês possuem alguma meta de redução do endividamento?

Marcello Dubeux: Quando fizemos o IPO [Oferta Pública Inicial, na sigla em inglês] a companhia tinha uma estrutura alavancada, mas os recursos da abertura de capital foram usados para reduzir a alavancagem.

Hoje, a nossa alavancagem se reduziu e ficou em cerca 12% do patrimônio líquido. Vale ressaltar que nós dividimos a meta de alavancagem em dívida para os projetos e dívida corporativa. A dívida garantida pela holding queremos que seja bem baixa. A meta é algo abaixo de 20%.

Já o endividamento de projetos tem que seguir proporcional ao tamanho dos nossos empreendimentos. Financiamos até 80% dos custos das obras que fazemos e estamos com acesso normal ao crédito via grandes bancos.

IM: Qual é o foco da companhia hoje? A ideia é vender mais imóveis para moradia ou para investidores?

Diego Villar: No patamar atual de inflação contra o CDI o imóvel passa a ser uma opção bastante rentável para o investidor, então é claro que esse segmento tem crescido.

No entanto, nós oferecemos tanto imóveis para moradia quanto para investimento. Em Recife oferecemos apartamentos de estúdio, entre os quais muitos entregamos já mobiliados para investidores.

Já em cidades como Porto de Galinhas temos imóveis que agradam tanto investidores como moradores. Com a pandemia, muita gente passou a repensar sua forma de se relacionar com imóvel e um dos reflexos foi a valorização de algumas regiões. Há muitos casos inclusive de pessoas que vão fazer home office mais perto da praia.

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Ações da Petrobras zeram os ganhos; Moura Dubeux sobe com prévia operacional e Oi avança até 6% com notícia sobre oferta

SÃO PAULO – Após a queda de 1,46% do Ibovespa na sessão da véspera em um movimento de realização de lucros e também com os investidores de olho na instabilidade política dos EUA, a sessão é de leve alta para o índice.

Quem ganha destaque é o setor de petróleo, com a commodity tocando uma máxima de 11 meses nesta terça-feira, com o Brent, referência global, aproximando-se de US$ 57 por barril em meio a uma oferta mais apertada e expectativas de queda nos estoques dos Estados Unidos, o que compensou preocupações com os casos de coronavírus pelo mundo.

A Arábia Saudita planeja cortar sua produção em 1 milhão de barris por dia (bpd) adicionais em fevereiro e março para evitar que os estoques cresçam. O contrato futuro do petróleo Brent com vencimento em março subia 1,30%, a US$ 56,44 por barril, enquanto o WTI subia 1,28%, a US$ 52,92 por barril.

Contudo, após abrirem em alta seguindo o petróleo, os papéis das petroleiras amenizaram os ganhos durante a sessão.  Os papéis de Petrobras (PETR3;PETR4) zeraram os ganhos após chegarem a subir 2%, enquanto a PetroRio (PRIO3) tem queda durante a tarde após chegar a subir 6,28% no intraday.

No radar da PetroRio, a companhia informou que recebeu da Truxt Investimentos correspondência na qual informa que a gestora passou a deter 20.451.976 ações ordinárias do capital social da PetroRio, que representa 14,01% do capital social da petroleira.  A Truxt informa que o investimento: (i) não visa alterar a estrutura administrativa da Companhia; (ii) não é titular de outros valores mobiliários e instrumentos financeiros derivativos referenciados em ações da Companhia, além do supracitado, sejam de liquidação física ou financeira; e (iii) não faz parte de qualquer acordo ou contrato que disponha sobre direito de voto ou compra e venda de valores mobiliários de emissão da companhia.

No Ibovespa, Embraer (EMBR3), Rumo (RAIL3), Cyrela (CYRE3) e Eneva (ENEV3) registram os maiores ganhos, com alta entre 4% e 7%. Na sequência, estão os ativos da Ambev (ABEV3); em relatório, o Credit Suisse destacou que, em um ambiente dda desafiador para o setor de bebidas, a fabricante de bebidas segue com um alcance de distribuição “incomparável”, apontando que a capacidade de distribuição da empresa é uma vantagem competitiva em relação a seus principais concorrentes, Heineken e Grupo Petrópolis.

A Copel (CPLE6) tem um novo dia de queda, com os investidores seguindo a repercussão sobre os maiores riscos de governança corporativa para a estatal após publicação de carta do acionista controlador, o Governo do Estado do Paraná. Na carta, o Governo do Estado: (i) condicionou a aprovação da migração da empresa do Nível 1 para o Nível 2 de Governança Corporativa B3 à realização de uma oferta secundária de ações de titularidade do Estado do Paraná em conjunto com a oferta a ser realizada pelo BNDESPAR e (ii) solicita distribuição de dividendos extraordinários “no maior valor possível levando-se em consideração as necessidades de fluxo de caixa da Copel ao longo de 2021″.

As ações de Vale (VALE3) e siderúrgicas, por sua vez, registram uma sessão de forte volatilidade e, durante a tarde, passaram a registrar perdas.

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Fora do índice, duas ações ganham destaque: os papéis da Moura Dubeux (MDNE3) saltaram até 13% após prévia operacional do quarto trimestre, mas amenizaram os ganhos para cerca de 4%, enquanto os ativos de Oi (OIBR3;OIBR4) avançavam até 6%.

A incorporadora pernambucana Moura Dubeux registrou vendas de R$ 305 milhões no quarto trimestre de 2020, alta de 50% em relação ao mesmo período de 2019. Já o Canada Pension Plan Investment Board (CPPIB) associou-se a um fundo gerido pelo Banco BTG Pactual para apresentar oferta vinculante pela unidade de fibra ótica da empresa brasileira de telecomunicações Oi, segundo pessoas a par do assunto ouvidas pela Bloomberg.

Por outro lado, após a disparada de quase 40% para NotreDame (GNDI3) e de mais de 27% para Hapvida (HAPV3) em dois pregões em meio às negociações para a fusão entre as empresas, os investidores embolsam parte os lucros e os papéis caem mais de 2%.

Ainda em destaque, as ações da Locaweb (LWSA3), que registram um novo dia de disparada: em apenas 2 pregões, os papéis saltaram 24%. Na manhã da véspera, a companhia anunciou o desdobramento das suas ações, com o objetivo de elevar a liquidez dos papéis e tornar o preço mais atrativo a um número maior de investidores. Ainda é necessária a aprovação dos acionistas. A proposta da Locaweb é de um desdobramento na proporção de uma ação ordinária para quatro, sem qualquer alteração no valor do capital social. Vale destacar que, desde a estreia da ação da companhia em 4 de fevereiro de 2020, a ação já disparou mais de 400%.

Confira mais destaques:

A Marfrig  anunciou na segunda-feira início de ofertas de compra em dinheiro de até US$ 1,25 bilhão em títulos com vencimentos em 2024 e 2025. As ofertas expiram em 8 de fevereiro e estão condicionadas “à conclusão em termos satisfatórios à Marfrig, de uma oferta de notas sênior”, afirmou a companhia em comunicado ao mercado.

A Pilgrim’s Pride, controlada pela JBS, e a Tyson Foods anunciaram na segunda-feira acordo para encerramento de processo em que um grupo de compradores de carne de frango acusava ambas de violarem a lei de defesa da concorrência dos Estados Unidos ao inflarem os preços dos produtos.

A Pilgrim’s Pride vai pagar US$ 75 milhões para encerrar as queixas de compradores que adquirem produtos diretamente da empresa. O valor a ser pago pela Tyson não foi revelado. Nenhuma das empresas admitiu responsabilidade nas acusações. Ambos os acordos precisam ser aprovados por um tribunal em Chicago.

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Os acordos não afetam as queixas de compradores “indiretos”, que incluem redes como Chick-fil-A, Kroger e Target, bem como de consumidores.

O acordo da Pilgrim’s é o maior já acertado em mais de quatro anos de processos abertos por restaurantes, supermercados e distribuidores de alimentos sobre acusações de fixação de preços na indústria de carne de frango. Outro processo similar está pendente em um tribunal federal de Minneapolis que acusa Tyson, outra unidade da JBS e outros produtores de carne suína de conspiração para inflar preços por meio de limitação da oferta.

Moura Dubeux (MDNE3)

A incorporadora pernambucana Moura Dubeux registrou vendas de R$ 305 milhões no quarto trimestre de 2020, alta de 50% em relação ao mesmo período de 2019, segundo prévia operacional divulgada na segunda-feira (11). O número de unidades vendidas subiu mais de 90%, passando de 398 para 761.

A companhia lançou seis empreendimentos nos últimos três meses do ano (Beach Class Summer Residence, Orquidário, Olhar Caminho das Árvores, Mirat Martins de Sá, Verdano e Artiz), totalizando um Valor Geral de Vendas (VGV) líquido de R$ 450,7 milhões. A Venda Sobre Oferta (VSO) dos lançamentos atingiu 30,2% no período.

O Credit Suisse destaca que a Moura Dubeux iniciou mais uma vez a temporada de números operacionais do setor de construção civil e incorporadoras com números animadores e que devem ajudar a gradativamente trazer um maior interesse para a empresa.

Na avaliação dos analistas, o mercado continua a dar sinais de força e as vendas líquidas de R$ 305 milhões vieram acima das expectativas do banco suíço. Do total, cerca de R$ 127 milhões foram do segmento de desenvolvimento e o restante da operação de condomínio. Os analistas ainda destacam que estes indicadores colocam o Nordeste em um mesmo patamar de recuperação do que os outros estados.

Os lançamentos também vieram fortes e a expectativa é de que 2021 seja ainda mais forte com uma estimativa de lançamentos na casa dos R$ 1,4 bilhão. A geração de caixa ficou em R$ 49 milhões no quarto trimestre e reforça a tese de forte geração de caixa com a redução da divida pós abertura de capital.

O Credit reafirmou a recomendação em outperform (desempenho acima da média do mercado), com preço-alvo de R$ 15, ante os R$ 9,92 de fechamento de segunda (11).

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A estatal Cemig  afastou do cargo uma série de gestores de sua área de Suprimentos e Logística, após ter recebido uma denúncia feita junto ao Ministério Público de Minas Gerais, disse a companhia à Reuters nesta terça-feira.

A Reuters havia publicado mais cedo, com informação de fontes, que a empresa controlada pelo governo mineiro decidiu afastar uma série de funcionários de carreira com cargo de gerência na semana passada, sem detalhar motivos. Procurada, a companhia disse que tomou a iniciativa após ser procurada pelo MPMG, que requisitou informações sobre uma denúncia, sem fornecer maiores detalhes sobre o caso.

“A Cemig esclarece que o afastamento em caráter preventivo do superintendente e de quatro gerentes da Superintendência de Suprimentos e Logística, todos funcionários de carreira da empresa, foi motivado por denúncia recebida pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG)”, afirmou.

O Canada Pension Plan Investment Board (CPPIB) associou-se a um fundo gerido pelo Banco BTG Pactual (BPAC11) para apresentar oferta vinculante pela unidade de fibra ótica da empresa brasileira de telecomunicações Oi, segundo pessoas a par do assunto ouvidas pela Bloomberg.

A unidade, batizada de InfraCo, deve receber outras duas outras ofertas vinculantes, uma da Highline do Brasil, subsidiária local da Digital Colony, e outra da Ufinet, empresa da qual a italiana Enel possui uma fatia, disseram as pessoas, pedindo para não serem identificadas porque as discussões não são públicas.

A Oi  planeja vender até 51% de sua subsidiária por um valor de no mínimo R$ 20 bilhões para a empresa inteira.

O CPPIB, o BTG, a Oi e a Digital Colony não quiseram comentar. A Ufinet não respondeu imediatamente a pedidos de comentários.

A Oi tem trabalhado para vender ativos durante sua recuperação judicial, que começou em 2016, e levantou R$ 1,4 bilhão com a venda de torres e data centers no ano passado.

Em dezembro, a Justiça do Rio de Janeiro aprovou a venda da unidade de telefonia móvel da empresa para a Telefonica SA, Telecom Italia SpA e America Movil SAB por R$ 16,5 bilhões, negócio que ainda precisa da aprovação do regulador Anatel e do órgão antitruste Cade.

Localiza (RENT3) e Movida (MOVI3)

O Bradesco BBI comentou a saída da Ford do Brasil. O banco afirma que a decisão pode ser levemente negativa para as principais empresas de aluguel de carros, já que o movimento poderia levar à desvalorização dos carros da Ford com o aumento das despesas de depreciação. No entanto, o banco avalia que essas empresas podem ter começado a reduzir sua exposição à Ford desde o fechamento da fábrica de São Bernardo em 2019. O banco destaca que a Ford reduziu as vendas diretas de carros de 110.821 em 2019 para 62.080 em 2020.

O Bradesco mantém avaliação de outperform (expectativa de valorização acima da média do mercado) para Localiza e Movida. Para a Localiza, mantém preço-alvo de R$ 90, frente os R$ 69,62 do último fechamento, e de R$ 30 para a Movida, frente R$ 20,41 do último fechamento.

A International Meal Company informou que recebeu a renúncia de Rodrigo Neiva Furtado e José Agote a cargos em seu conselho de administração, que deverão ser ocupados por Luiz Fernando Ziegler de Saint Edmond e Lucas Santos Rodas.

A Log-In Logística Intermodal informou que a subsidiária TVV venceu edital da Companhia de Docas do Estado do Espírito Santo para explorar provisoriamente a área número cinco do Porto Organizado de Vitória.

A Enjoei comunicou que Marcos Antonio Pinheiro Filho será diretor financeiro e de relações com investidores da companhia.

O executivo possui mais de 15 anos de experiências em finanças, compliance, e relações com investidores. Ele foi CFO da Smiles (SMLS3) até janeiro de 2020 e liderou áreas de finanças de grandes empresas no Brasil. Também foi executivo na Gol (GOLL4).

Guilherme Soares Almeida deixa o cargo de diretor de relações com investidores e Angela Aparecida Ferrante deixa o cargo de diretora financeira. Eles permanecem na administração da companhia sem designação estatutária.

Na semana passada, o Morgan Stanley realizou sua conferência anual em Miami com representantes de bancos de países latino-americanos, que contou com nomes de Brasil, México, Colômbia e Chile. Dos bancos brasileiros, participaram Itaú, Bradesco e Santander.

O Morgan Stanley afirma que os bancos brasileiros parecem positivos com as perspectivas para 2021, devido à recuperação econômica mais acelerada do que o esperado, forte resposta fiscal e volta da mobilidade. As perdas de empréstimos vêm sendo menores do que o esperado.

Os bancos esperam alta de entre 3,5% e 4% do PIB em 2021, e taxas de juros de 2,5% ao final do ano. Também esperam alta de 7% e 10% de empréstimos em 2021.

Presentes na reunião, Bradesco, Itaú e Santander, afirmaram que esperam crescer em ritmo acima da média. Mas ressaltaram a necessidade de ajuste fiscal para garantir uma recuperação forte.

Os bancos preveem que as margens irão se manter estáveis, ou aumentar em 2021, à medida que o fim do auxílio emergencial levará a mais busca por crédito com altas taxas de juros, impulsionadas também pela alta dos juros referenciais.
Com a retomada da economia, os bancos esperam ganhar mais com taxas. O Morgan afirma que o Bradesco parece ter os planos mais ambiciosos de cortes de custos para 2021. Itaú e Santander esperam altas nos gastos abaixo da inflação neste ano.

O Morgan Stanley diz esperar bom desempenho dos bancos brasileiros, e diz acreditar que a expectativa sobre ganhos por ação é demasiado negativa para o período de 2021 e 2022, por superestimar o impacto das fintechs, e subestimar o superciclo de commodities no país.

Ultrapar (UGPA3)

A Ultrapar Participações informou que, em 11 de janeiro, sofreu um ataque cibernético em seu ambiente de tecnologia da informação e preventivamente interrompeu alguns sistemas, afetando parcialmente as operações de suas subsidiárias.

A companhia afirmou que prontamente acionou seus protocolos de controle e segurança para bloquear o ataque e minimizar eventuais impactos e está operando em regime de contingência.

“A Ultrapar está avaliando a extensão desse incidente e atuando para mitigar seus efeitos, empreendendo todos os esforços para normalizar suas operações, e manterá o mercado informado de qualquer informação relevante relacionada a este evento”, destacou a empresa.

(Com Bloomberg, Agência Estado e Bloomberg)

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Subsidiária da JBS nos EUA faz acordo em processo de fixação de preço; vendas da Moura Dubeux sobem 50% no 4º tri e mais

SÃO PAULO – O noticiário corporativo tem como destaque o acordo da Pilgrim’s Pride, controlada pela JBS, e a Tyson Foods, que anunciaram na segunda-feira acordo para encerramento de processo em que um grupo de compradores de carne de frango acusava ambas de violarem a lei de defesa da concorrência dos Estados Unidos ao inflarem os preços dos produtos.

A incorporadora pernambucana Moura Dubeux registrou vendas de R$ 305 milhões no quarto trimestre de 2020, alta de 50% em relação ao mesmo período de 2019.

Já o Canada Pension Plan Investment Board (CPPIB) associou-se a um fundo gerido pelo Banco BTG Pactual para apresentar oferta vinculante pela unidade de fibra ótica da empresa brasileira de telecomunicações Oi, segundo pessoas a par do assunto ouvidas pela Bloomberg. Confira mais destaques:

A Marfrig  anunciou na segunda-feira início de ofertas de compra em dinheiro de até US$ 1,25 bilhão em títulos com vencimentos em 2024 e 2025. As ofertas expiram em 8 de fevereiro e estão condicionadas “à conclusão em termos satisfatórios à Marfrig, de uma oferta de notas sênior”, afirmou a companhia em comunicado ao mercado.

A Pilgrim’s Pride, controlada pela JBS, e a Tyson Foods anunciaram na segunda-feira acordo para encerramento de processo em que um grupo de compradores de carne de frango acusava ambas de violarem a lei de defesa da concorrência dos Estados Unidos ao inflarem os preços dos produtos.

A Pilgrim’s Pride vai pagar US$ 75 milhões para encerrar as queixas de compradores que adquirem produtos diretamente da empresa. O valor a ser pago pela Tyson não foi revelado. Nenhuma das empresas admitiu responsabilidade nas acusações. Ambos os acordos precisam ser aprovados por um tribunal em Chicago.

Os acordos não afetam as queixas de compradores “indiretos”, que incluem redes como Chick-fil-A, Kroger e Target, bem como de consumidores.

O acordo da Pilgrim’s é o maior já acertado em mais de quatro anos de processos abertos por restaurantes, supermercados e distribuidores de alimentos sobre acusações de fixação de preços na indústria de carne de frango. Outro processo similar está pendente em um tribunal federal de Minneapolis que acusa Tyson, outra unidade da JBS e outros produtores de carne suína de conspiração para inflar preços por meio de limitação da oferta.

Moura Dubeux (MDNE3)

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A incorporadora pernambucana Moura Dubeux registrou vendas de R$ 305 milhões no quarto trimestre de 2020, alta de 50% em relação ao mesmo período de 2019, segundo prévia operacional divulgada na segunda-feira (11). O número de unidades vendidas subiu mais de 90%, passando de 398 para 761.

A companhia lançou seis empreendimentos nos últimos três meses do ano (Beach Class Summer Residence, Orquidário, Olhar Caminho das Árvores, Mirat Martins de Sá, Verdano e Artiz), totalizando um Valor Geral de Vendas (VGV) líquido de R$ 450,7 milhões. A Venda Sobre Oferta (VSO) dos lançamentos atingiu 30,2% no período.

O Credit Suisse destaca que a Moura Dubeux iniciou mais uma vez a temporada de números operacionais do setor de construção civil e incorporadoras com números animadores e que devem ajudar a gradativamente trazer um maior interesse para a empresa.

Na avaliação dos analistas, o mercado continua a dar sinais de força e as vendas líquidas de R$ 305 milhões vieram acima das expectativas do banco suíço. Do total, cerca de R$ 127 milhões foram do segmento de desenvolvimento e o restante da operação de condomínio. Os analistas ainda destacam que estes indicadores colocam o Nordeste em um mesmo patamar de recuperação do que os outros estados.

Os lançamentos também vieram fortes e a expectativa é de que 2021 seja ainda mais forte com uma estimativa de lançamentos na casa dos R$ 1,4 bilhão. A geração de caixa ficou em R$ 49 milhões no quarto trimestre e reforça a tese de forte geração de caixa com a redução da divida pós abertura de capital.

O Credit reafirmou a recomendação em outperform (desempenho acima da média do mercado), com preço-alvo de R$ 15, ante os R$ 9,92 de fechamento de segunda (11).

O Canada Pension Plan Investment Board (CPPIB) associou-se a um fundo gerido pelo Banco BTG Pactual (BPAC11) para apresentar oferta vinculante pela unidade de fibra ótica da empresa brasileira de telecomunicações Oi, segundo pessoas a par do assunto ouvidas pela Bloomberg.

A unidade, batizada de InfraCo, deve receber outras duas outras ofertas vinculantes, uma da Highline do Brasil, subsidiária local da Digital Colony, e outra da Ufinet, empresa da qual a italiana Enel possui uma fatia, disseram as pessoas, pedindo para não serem identificadas porque as discussões não são públicas.

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A Oi  planeja vender até 51% de sua subsidiária por um valor de no mínimo R$ 20 bilhões para a empresa inteira.

O CPPIB, o BTG, a Oi e a Digital Colony não quiseram comentar. A Ufinet não respondeu imediatamente a pedidos de comentários.

A Oi tem trabalhado para vender ativos durante sua recuperação judicial, que começou em 2016, e levantou R$ 1,4 bilhão com a venda de torres e data centers no ano passado.

Em dezembro, a Justiça do Rio de Janeiro aprovou a venda da unidade de telefonia móvel da empresa para a Telefonica SA, Telecom Italia SpA e America Movil SAB por R$ 16,5 bilhões, negócio que ainda precisa da aprovação do regulador Anatel e do órgão antitruste Cade.

Localiza (RENT3) e Movida (MOVI3)

O Bradesco BBI comentou a saída da Ford do Brasil. O banco afirma que a decisão pode ser levemente negativa para as principais empresas de aluguel de carros, já que o movimento poderia levar à desvalorização dos carros da Ford com o aumento das despesas de depreciação. No entanto, o banco avalia que essas empresas podem ter começado a reduzir sua exposição à Ford desde o fechamento da fábrica de São Bernardo em 2019. O banco destaca que a Ford reduziu as vendas diretas de carros de 110.821 em 2019 para 62.080 em 2020.

O Bradesco mantém avaliação de outperform (expectativa de valorização acima da média do mercado) para Localiza e Movida. Para a Localiza, mantém preço-alvo de R$ 90, frente os R$ 69,62 do último fechamento, e de R$ 30 para a Movida, frente R$ 20,41 do último fechamento.

A International Meal Company informou que recebeu a renúncia de Rodrigo Neiva Furtado e José Agote a cargos em seu conselho de administração, que deverão ser ocupados por Luiz Fernando Ziegler de Saint Edmond e Lucas Santos Rodas.

A Log-In Logística Intermodal informou que a subsidiária TVV venceu edital da Companhia de Docas do Estado do Espírito Santo para explorar provisoriamente a área número cinco do Porto Organizado de Vitória.

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A Enjoei comunicou que Marcos Antonio Pinheiro Filho será diretor financeiro e de relações com investidores da companhia.

O executivo possui mais de 15 anos de experiências em finanças, compliance, e relações com investidores. Ele foi CFO da Smiles (SMLS3) até janeiro de 2020 e liderou áreas de finanças de grandes empresas no Brasil. Também foi executivo na Gol (GOLL4).

Guilherme Soares Almeida deixa o cargo de diretor de relações com investidores e Angela Aparecida Ferrante deixa o cargo de diretora financeira. Eles permanecem na administração da companhia sem designação estatutária.

Na semana passada, o Morgan Stanley realizou sua conferência anual em Miami com representantes de bancos de países latino-americanos, que contou com nomes de Brasil, México, Colômbia e Chile. Dos bancos brasileiros, participaram Itaú, Bradesco e Santander.

O Morgan Stanley afirma que os bancos brasileiros parecem positivos com as perspectivas para 2021, devido à recuperação econômica mais acelerada do que o esperado, forte resposta fiscal e volta da mobilidade. As perdas de empréstimos vêm sendo menores do que o esperado.

Os bancos esperam alta de entre 3,5% e 4% do PIB em 2021, e taxas de juros de 2,5% ao final do ano. Também esperam alta de 7% e 10% de empréstimos em 2021.

Presentes na reunião, Bradesco, Itaú e Santander, afirmaram que esperam crescer em ritmo acima da média. Mas ressaltaram a necessidade de ajuste fiscal para garantir uma recuperação forte.

Os bancos preveem que as margens irão se manter estáveis, ou aumentar em 2021, à medida que o fim do auxílio emergencial levará a mais busca por crédito com altas taxas de juros, impulsionadas também pela alta dos juros referenciais.
Com a retomada da economia, os bancos esperam ganhar mais com taxas. O Morgan afirma que o Bradesco parece ter os planos mais ambiciosos de cortes de custos para 2021. Itaú e Santander esperam altas nos gastos abaixo da inflação neste ano.

O Morgan Stanley diz esperar bom desempenho dos bancos brasileiros, e diz acreditar que a expectativa sobre ganhos por ação é demasiado negativa para o período de 2021 e 2022, por superestimar o impacto das fintechs, e subestimar o superciclo de commodities no país.

Ultrapar (UGPA3)

A Ultrapar Participações informou que, em 11 de janeiro, sofreu um ataque cibernético em seu ambiente de tecnologia da informação e preventivamente interrompeu alguns sistemas, afetando parcialmente as operações de suas subsidiárias.

A companhia afirmou que prontamente acionou seus protocolos de controle e segurança para bloquear o ataque e minimizar eventuais impactos e está operando em regime de contingência.

“A Ultrapar está avaliando a extensão desse incidente e atuando para mitigar seus efeitos, empreendendo todos os esforços para normalizar suas operações, e manterá o mercado informado de qualquer informação relevante relacionada a este evento”, destacou a empresa.

(Com Bloomberg, Agência Estado e Bloomberg)

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Com retomada pós-pandemia, Moura Dubeux enxerga momento único para crescer no Nordeste

O CFO da Moura Dubeux, Marcello Dubeux (crédito: Divulgação)

SÃO PAULO – Os executivos da construtora e incorporadora Moura Dubeux (MDNE3) estão otimistas para o pós-pandemia no setor imobiliário do Nordeste, onde a empresa atua. Com a concorrência enfraquecida e a demanda represada pela crise se reaquecendo, as expectativas são de bons trimestres à frente.

Marcello Dubeux, CFO da empresa, conta que as características únicas do coronavírus fazem com que a expectativa de crescimento da economia nos próximos trimestres não seja de modo algum fruto de algum excesso de otimismo.

“Tivemos um trimestre de total paralisação e depois uma retomada quase imediata. A confiança voltou e não houve disrupção do sistema financeiro como em 2008. Os fatores econômicos melhoraram, principalmente com o crédito forte, então o cenário realista é de expansão da atividade”, avalia.

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Dubeux ressaltou também que a taxa básica de juros, Selic, está em sua mínima histórica nos 2% ao ano, o que favorece a compra de imóveis.

A Moura Dubeux divulgou na semana passada a prévia operacional do terceiro trimestre, que contou com o lançamento de quatro projetos totalizando R$ 275 milhões em Valor Geral de Vendas (VGV). Foram R$ 317 milhões em vendas e adesões brutas, o que corresponde a um crescimento de 264,4% sobre o mesmo período do ano passado.

Novos produtos a cada mês

De acordo com Marcello Dubeux, a companhia tem praticamente uma linha de montagem de empreendimentos pronta para ser lançada desde a Oferta Pública Inicial (IPO, na sigla em inglês) realizada em fevereiro deste ano.

“A tendência é que continuemos com produtos novos todo mês. Temos projetos ainda por lançar em Salvador (BA)”, adianta.

Esse apetite por novos projetos se manifestou no terceiro trimestre por meio da compra de dois terrenos, um na Bahia com VGV potencial de R$ 68 milhões e um no estado de Pernambuco com VGV potencial de R$ 58 milhões.

“Havia uma demanda represada que esperava uma amenização da crise do coronavírus para se manifestar. Por isso foi registrada até mesmo uma fila de espera nos dois imóveis entregues em Recife [PE].”

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Dubeux diz que o posicionamento da incorporadora ainda é privilegiado devido ao que ocorreu com as concorrentes em tempos recentes. “As grandes empresas do setor que vieram de São Paulo para acessar o mercado do Nordeste acabaram saindo por conta da crise de 2015-16. Já as que sempre estiveram na região sofrem com as consequências da Operação Lava-Jato”, explica.

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O grande desafio a partir de agora, reconhece o executivo, é fazer uma boa gestão de caixa e manter o relacionamento com os bancos privados para concessão de crédito. “O crescimento da capacidade operacional das empresas precisa envolver o cuidado com o cliente em suas mais diversas formas de pagamento.”

Para saber se essa perspectiva positiva se manterá vale ficar de olho na demonstração de resultados do terceiro trimestre que a empresa divulgará no dia 12 de novembro, com teleconferência agendada para o dia 13.

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