Multiplan: analistas veem sinais de que a tão esperada recuperação do setor de shoppings chegou

SÃO PAULO – A administradora de shopping centers Multiplan (MULT3) teve um lucro líquido de R$ 93,77 milhões no segundo trimestre de 2021, um aumento de 32,4% ante igual período de 2020. Na opinião dos analistas, o resultado demonstrou que a tão esperada recuperação do setor de shoppings começou.

Com isso, a ação tem uma forte sessão de ganhos. Às 13h50 (horário de Brasília), os ativos MULT3 subiam 4,84%, a R$ 24,04.

O Lucro Antes de Juros, Impostos, Depreciações e Amortizações (Ebitda, na sigla em inglês) da empresa somou R$ 178,3 milhões, queda ano a ano de 1,4%. A receita líquida, por sua vez, totalizou R$ 275,56 milhões em um crescimento de 7,2% ante o segundo trimestre de 2020.

Segundo os analistas Bruno Mendonça, Hugo Grassi e Pedro Lobato, do Bradesco BBI, o faturamento foi impulsionado por um forte avanço nas vendas, que representaram 78% do nível registrado no segundo trimestre de 2019, apesar dos centros comerciais terem operado apenas 72% do tempo, levando a uma redução nos descontos para os inquilinos.

Mais do que isso, apesar da redução nos descontos, o BBI ressalta que a inadimplência líquida da Multiplan ficou em 5,7% no segundo trimestre deste ano, a menor taxa desde o início da pandemia de Covid-19 (estava em 16,3% no segundo trimestre de 2020).

A taxa de ocupação, por sua vez, manteve-se em 94,6%, enquanto 85% do projeto ParkJacarepaguá foi arrendado. “A Multiplan continuou a apresentar uma forte mudança no mix de lojistas, avançando para serviços e lojas menores. Além disso, o ParkJacarepaguá, que será entregue no quarto trimestre, já tem uma taxa de ocupação de 85%, sem sinais de enfraquecimento durante um período tão crítico de aproximação da abertura”, escrevem os analistas.

Em suma, o Bradesco entende que os resultados traçam um cenário melhor do que o esperado para a Multiplan, com as vendas reforçando uma correlação positiva com o número de horas em operação durante o processo de reabertura.

“A surpresa positiva veio de como essa recuperação de vendas já está se refletindo nas receitas de aluguel da empresa, sugerindo que os descontos estão sendo reduzidos. Nossa leitura positiva dos resultados vai além dos números apresentados e também sugere tendências de recuperação acelerada para o resto do ano, o que pode levar a leituras cruzadas positivas para outros players e para a indústria de shoppings no Brasil”, conclui o banco.

A recomendação do Bradesco BBI para as ações MULT3 é outperform (desempenho esperado acima da média do mercado) com preço-alvo estimado de R$ 32,00, o que equivale a uma valorização de 39,56% em relação ao nível de fechamento dos papéis na quarta-feira (28).

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Já os analistas Alex Ferraz, André Dibe, William Estrela Dantas e Pablo Ordóñez, do Itaú BBA, destacam que a demonstração de resultados da Multiplan foi bastante sólida não obstante o cenário de restrições ao número de horas de operação.

De acordo com eles, os números fracos de abril foram ofuscados por uma drástica recuperação em maio e junho. “Alguns ativos superaram os números de 2019 em termos de vendas, como Village Mall e Park Shopping Canoas”, exaltam os analistas.

Os aluguéis em mesmas lojas também foram um destaque positivo, na avaliação do Itaú BBA, atingindo 11,9%, na comparação com os patamares do segundo trimestre de 2019, bem abaixo da inflação acumulada do período, mas indicando que a companhia está conseguindo reverter descontos concedidos durante os lockdowns.

Em relação aos dados econômico-financeiros, a receita bateu em 16% as expectativas do banco e chegou a 91% dos níveis do segundo trimestre de 2019. Por outro lado, o resultado financeiro melhor que o esperado foi, segundo os analistas, parcialmente ofuscado por maiores impostos, levando os fundos de operações a R$ 155 milhões, valor 25% acima do que esperava o Itaú, porém 4% abaixo do registrado no segundo trimestre de 2019.

O Itaú BBA tem recomendação outperform para as ações da Multiplan, com um preço-alvo para 2022 de R$ 30,80, o que dá um upside de 34,32% sobre o fechamento de quarta.

A XP também considerou que o resultado pôs a recuperação à vista no cenário de shoppings. O destaque ficou também com o aumento de quase 12% nos aluguéis em mesmas lojas em relação a 2019 e à taxa de ocupação de 94,6%.

“Assim, o trimestre reiterou a tendência de recuperação após a flexibilização das atividades comerciais em meados de abril e esperamos que os números continuem melhorando conforme as operações dos shoppings voltem à normalidade”, argumenta a equipe da corretora.

Na XP, a Multiplan tem recomendação de compra para suas ações e preço-alvo de R$ 29,50, o que corresponde a uma valorização de 28,65% sobre o fechamento da véspera.

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Segundo dados compilados pela Refinitiv, a Multiplan acumula sete recomendações de compra, quatro neutras e duas de venda entre diversos bancos, corretoras e casas de análise que acompanham as ações da empresa. O preço-alvo médio para as MULT3 é de R$ 27,30, o que redunda em um upside de 19,06% sobre o fechamento de ontem.

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Ações de shoppings, varejistas e construtoras caem entre sinalizações da ata do Copom e recomendações; CVC avança

SÃO PAULO – As ações das empresas ligadas à economia doméstica, como de varejo, construtoras e shopping centers registram queda com os investidores repercutindo as sinalizações da ata do Comitê de Política Monetária (Copom), que apontou que pode levar o Comitê a acelerar o ritmo de alta da Selic na próxima reunião (de 0,75 pontos-base para, possivelmente, 1 ponto-base).

Além disso, empresas do segmento de shopping, como brMalls (BRML3), Iguatemi (IGTA3) e Multiplan (MULT3) caem entre 2% e 3% após terem a recomendação reduzida pelo Morgan Stanley.

Dos outros setores, Lojas Renner (LREN3) caía cerca de 3%, Cia. Hering (HGTX3) tinha baixa de 2%, assim como Lojas Americanas (LAME4). Entre as construtoras, Cyrela (CYRE3) e MRV (MRVE3) e EzTec (EZTC3) caíam entre 1,5% e 2%.

Bancos também registravam baixa, caso de Itaú (ITUB4), Bradesco (BBDC3;BBDC4) e Banco do Brasil (BBAS3). No radar, os investidores acompanham a votação do do aumento da Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL) sobre o setor pelo Senado. Os investidores também repercutem o noticiário sobre tributação de dividendos. Segundo jornais como o Estado de S. Paulo, o ministro da Economia, Paulo Guedes, decidiu propor a volta da tributação do lucro e dividendos com uma alíquota de 20%. A alíquota é maior do que os 15% inicialmente previstos para compensar a perda de arrecadação que o governo terá com o aumento da faixa de isenção do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) de R$ 1,9 mil para R$ 2,4 mil.

Na Câmara, foi mantido no início de junho o texto original enviado pelo governo relacionado aos bancos, que permitiu elevar a alíquota da Contribuição do setor financeiro de 20% para 25% entre 1º de julho e 31 de dezembro de 2021. Esse aumento foi a contrapartida para bancar a decisão que zerou as alíquotas de PIS/Cofins sobre o diesel por dois meses e sobre o gás de cozinha de forma permanente. Com a MP, empresas de seguros privados, capitalização, cooperativas de crédito, entre outras, também passaram a pagar mais: as alíquotas aumentaram de 15% para 20%. A partir de janeiro de 2022, todas as instituições do setor financeiro passam a recolher os percentuais vigentes antes da edição da MP.

Já as ações da Eletrobras (ELET3;ELET6) caem cerca de 1%, ainda que acumulando ganhos de cerca de 37% em 2021, com os investidores embolsando os lucros após a Câmara aprovar em segunda votação a Medida Provisória que permite a privatização da companhia. O texto segue agora para sanção presidencial.

Ainda em queda, está o IRB (IRBR3), entre 1,5% e 2%, depois de reportar prejuízo líquido de R$ 48,9 milhões em abril.

Entre as poucas altas, estão os papéis do Banco Inter (BIDI11) e da CVC (CVCB3) com ganhos de cerca de 2%. O conselho de administração da CVC Brasil aprovou aumento do capital social de até R$ 480 milhões, mediante a emissão de no máximo 25.104.603 ações para subscrição privada por R$ 19,12 cada.

As ações de Vale (VALE3) e CSN (CSNA3) avançam, em um dia de disparidade para as diferentes negociações no mercado de minério de ferro. Enquanto o minério spot negociado em Qingdao com pureza de 62% teve alta, os contratos futuros negociados em Dalian registravam perdas no início da manhã. Ainda no noticiário sobre a CSN, o Conselho da siderúrgica aprovou programa de recompra de ações.

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Confira os destaques:

Na noite da véspera, a Câmara dos Deputados concluiu na noite de segunda a votação da Medida Provisória que permite a privatização da Eletrobras. O texto segue agora para sanção presidencial. O aval do Congresso representa uma vitória para o governo de Jair Bolsonaro, que ainda não vendeu nenhuma empresa de controle direto da União.

Os deputados firmaram acordo para aprovar destaque proposto pelo líder do governo na Casa, Ricardo Barros (PP-PR), que resgata uma emenda, aprovada pelo Senado, que permite que o Exército brasileiro execute projetos na revitalização dos recursos hídricos das bacias do Rio São Francisco e do Rio Parnaíba.

A emenda havia sido rejeitada pelo parecer do relator, Elmar Nascimento (DEM-BA), apresentado mais cedo. Ele argumentou que a participação do Exército de forma conjunta ou concorrente com a Eletrobras ou com a Companhia Hidrelétrica do São Francisco, a Chesf, poderia prejudicar a aplicação de mecanismos de governança mais consolidados.

Os deputados também aprovaram trecho que determina que o Executivo deverá remanejar empregados da Eletrobras e subsidiárias que forem demitidos sem justa causa nos primeiros 12 meses após o processo de desestatização. Os funcionários deverão ser realocados em cargos de mesma complexidade ou similaridade.

Com o aval do Congresso, o governo poderá dar prosseguimento aos preparativos para emissão de novas ações da empresa, prevista para o primeiro trimestre de 2022, por meio da qual a União vai reduzir sua fatia na companhia de cerca de 60% para 45%. A privatização é a aposta do governo para ampliar investimentos da empresa, que é a maior companhia de energia elétrica da América Latina.

O líder da Oposição na Casa, Alessandro Molon (PSB-RJ), afirmou que os partidos de oposição vão recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra a sanção da MP.

A Petz celebrou contrato de aquisição do Cansei de Ser Gato Serviços de Produção de Conteúdo (“CDSG”), uma das maiores plataformas digitais de conteúdo e produtos exclusivos para gatos no Brasil. Fundado em 2013 pelas empreendedoras Amanda Nori e Stéfany Guimarães, o CDSG cria conteúdos bem humorados e educativos para donos de gatos, além de produtos exclusivos para felinos.

Magazine Luiza (MGLU3)

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O Magazine Luiza informou a conclusão da compra da plataforma de entrega de refeições por aplicativo Plus Delivery.

Segundo comunicado, “a Plus Delivery é uma plataforma completa especializada no delivery de diversos tipos de comida,
recebendo e gerenciando pedidos por meio de um aplicativo rápido, prático e seguro”.

“Presente em mais de 30 cidades, a Plus Delivery é uma das líderes de entrega de comida no estado do Espírito Santo. A plataforma opera no modelo de unidades próprias e processou, no último mês, aproximadamente 250 mil pedidos, preparados por cerca de 1.500 restaurantes parceiros”, destaca a empresa.

Vale (VALE3) e minério de ferro

O minério de ferro à vista negociado no porto de Qingdao com 62% de pureza registra alta de 3%, a US$ 212, 70 a tonelada, de acordo com dados do Bradesco BBI.

Por outro lado, os contratos futuros do minério de ferro negociados na China caíram pela segunda sessão consecutiva nesta terça-feira, em movimento que derrubou os ganhos acumulados em 2021 para 31% – contra mais de 50% anteriormente -, na esteira de planos de Pequim de ampliar investigações sobre preços de commodities.

O contrato mais negociado do minério de ferro na bolsa de commodities de Dalian DCIOcv1, para entrega em setembro, chegou a cair 5,2%, para 1.110 iuanes (US$ 171,75) por tonelada, uma mínima de duas semanas. A referência fechou em queda de 2,7%, a 1.139 iuanes por tonelada.

“Após as políticas macro recentes, as especulações começaram a perder força e os preços do minério de ferro flutuaram”, disseram analistas da Huatai Futures em nota.

Na segunda-feira, a agência estatal de planejamento e o órgão regulador do mercado na China observaram o mercado à vista no Beijing Iron Ore Trading Center e prometeram monitorar os preços de perto e investigar especulações maliciosas.

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“A China está implementando medidas direcionadas para ajudar a conter a especulação sobre os preços das commodities. Continuamos vendo os fundamentos do mercado de aço e minério de ferro como muito saudáveis, o que deve continuar sustentando os preços bem acima dos níveis médios, apesar dessas medidas direcionadas à especulação”, avaliam os analistas do Bradesco BBI.

O Conselho de Administração da CSN aprovou a abertura de programa de recompra de ações para aquisição, no período de 22 de junho de 2021 a 21 de dezembro de 2021, de até 24.154.500 ações ordinárias. A quantidade em circulação no mercado atualmente é de 654.381.197 ações.

Segundo a companhia, a aquisição respeitará os limites legais e será feita com base em recursos disponíveis. Os papéis serão mantidos em tesouraria para posterior alienação ou cancelamento.

O preço das ações não poderá ser superior ao da sua cotação na B3. O objetivo da CSN, de acordo com comunicado, “é maximizar a geração de valor para o acionista por meio de uma administração eficiente da estrutura de capital”.

São Martinho (SMTO3)

A empresa de açúcar e etanol São Martinho registrou lucro líquido de R$ 207,36 milhões no quarto trimestre da temporada 2020/21, alta de 45,4% em relação a igual período do ciclo anterior. Já o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado somou R$ 568,2 milhões no quarto trimestre fiscal da empresa, queda de 1,9% na comparação anual.

A receita líquida da São Martinho alcançou R$ 1,157 bilhão no período, leve alta de 0,9% no ano a ano. Do total, o faturamento com açúcar cresceu 16,9%, a R$ 542,3 milhões, enquanto a receita com etanol recuou 13,2%, para R$ 567,7 milhões.

“Mesmo diante dos desafios que se mostraram, conseguimos um ano com recorde de resultados operacionais e financeiros”, disse a companhia em nota, citando as dificuldades representadas pela pandemia de Covid-19.

No ano completo de 2020/21, a São Martinho obteve lucro líquido R$ 927,1 milhões, salto de 45,1% ante 2019/20, enquanto o Ebitda ajustado atingiu 2,187 bilhões de reais, alta de 17,8%.

Anteriormente, a empresa do setor sucroalcooleiro havia apresentado seu “guidance” para a temporada 2021/22, indicando que a estiagem no centro-sul do Brasil deve resultar em uma moagem de cana 8,9% menor neste ciclo, a 20,5 milhões de toneladas.

A fabricação de açúcar pela companhia deverá recuar 18,7% em 2021/22 na comparação anual, para 1,2 milhão de toneladas, enquanto a produção de etanol tende a cair apenas 0,5%, para 1,013 bilhão de litros.

A São Martinho ainda disse que em 31 de março de 2021, a fixação de preço de açúcar para a temporada atual, totalizava o volume de, aproximadamente, 939 mil toneladas, o que representa cerca de 97% da cana própria, a um preço de 1.634 reais por tonelada.

Para a safra 2022/23, as fixações totalizavam 343 mil toneladas de açúcar, o que representa em torno de 38% da cana própria, a um preço de R$ 1.773 por tonelada.

De acordo com a XP, a São Martinho entregou resultados fortes, destacando que o setor de Açúcar & Etanol passa por um momento favorável, com preços altos para o açúcar devido à perspectiva de oferta menor, enquanto os preços do petróleo e da gasolina estão em alta, empurrando o preço etanol para cima e levando as indústrias sucroalcooleiras a adaptar seu mix de produção.

“Na nossa visão, a São Martinho deve seguir sendo positivamente afetada por este cenário para a safra 2021/22 – mesmo tendo cerca de 80% de sua produção de açúcar com preços já fixados via hedge financeiro, ela ainda pode lucrar ao vender seus estoques em um ambiente de preços elevados”, avaliam os analistas Leonardo Alencar e Larissa Pérez.

O Itaú BBA comentou os resultados trimestrais da São Martinho, e seu guidance (conjunto de previsões e planos) operacional para 2021 e 2022. O guidance para 2021/2022 indicou processamento de cana-de-açúcar 5% menor, mas uma proporção 6% maior de açúcar total recuperável por tonelada, em comparação com a previsão do Itaú. O Ebitda fica 3% abaixo de sua estimativa oficial.

O banco diz que o bom momento para os preços do açúcar pode estar apenas começando, considerando a previsão de uma relação pressionada entre oferta e demanda, e uma perspectiva temerária para a colheita brasileira. O banco ressalta que recentemente elevou a avaliação da empresa para outperform, com preço-alvo para 2021 de R$ 42.

Ainda no radar da companhia, o Bradesco BBI comentou um relatório divulgado na segunda pela empresa de trading Czarnikow, que indicou que o programa de etanol da Índia levará o governo a extinguir subsídios à exportação de açúcar, e acabar com os volumes exportáveis de açúcar do país. A empresa afirmou no relatório que o plano do país é impulsionar uma mistura de 20% de etanol à gasolina já em 2023, comparado a apenas 5% atualmente. Isso deve levar à produção de 6 bilhões de litros de etanol a partir de caldo de cana de açúcar e melado. Isso deve reduzir a produção local de açúcar em mais de 6 milhões de toneladas, equivalente a 10% do total mundial.

O banco ressalta que a Índia corresponde a 10% do comércio de açúcar, e que elevar a mistura de etanol pode beneficiar a São Martinho, para a qual mantém avaliação outperform e preço-alvo de R$ 41. O cenário pode levar a uma pressão maior na relação entre oferta e demanda global. Além disso, ressalta que o açúcar responde por 50% da receita total da São Martinho.

O IRB Brasil Resseguros teve prejuízo líquido de R$ 48,9 milhões em abril de 2021 ante um prejuízo líquido no mesmo mês de 2020 de R$ 170,1 milhões.

Nos quatro primeiros meses do ano, o lucro líquido foi de R$ 1,9 milhão ante um prejuízo líquido no mesmo período de 2020 de R$ 135,1 milhões.

Ao excluir o efeito dos negócios descontinuados (run-off) e dos eventos não recorrentes (one-offs), o prejuízo líquido em abril de 2021 foi de R$ 38,9 milhões. Já nos quatro primeiros meses de 2021, a emrpesa obteve um lucro líquido de R$ 41,5 milhões.

A empresa destacou que o prêmio emitido de R$ 785,9 milhões ficou praticamente estável em relação a abril de 2020 com uma redução de 0,9%, sendo R$ 364,7 milhões no Brasil e R$ 421,2 milhões no exterior. Houve crescimento de 8,6%
no Brasil em relação a abril de 2020 e redução de 7,9% no exterior no mesmo conceito.

Já nos quatro primeiros meses de 2021, o prêmio emitido de R$ 2,7164 bilhões, queda de 2,6% frente igual período de 2020, sendo R$ 1,4091 bilhão no Brasil (alta de 15,9%) e R$ 1,3073 bilhão no exterior (queda de 16,9%). “A redução dos prêmios com origem no exterior está em linha com a estratégia de re-underwriting [de limpeza do balanço] amplamente divulgada pela companhia”, apontou o IRB.

Em breve comentário, os analistas do Credit Suisse apontaram que os números foram negativos, com a estratégia de “re-underwriting” ainda cobrando seu preço. Eles reforçam que, mesmo desconsiderando o impacto da carteira run-off e outros itens pontuais, a empresa ainda registrou prejuízo de R $ 38,9 milhões no mês de abril. Os analistas do banco suíço possuem recomendação underperform (desempenho abaixo da média do mercado) para as ações IRBR3, com preço-alvo de R$ 7,50 para cada ativo.

Pão de Açúcar (PCAR3)

O jornal O Estado de S. Paulo informou, citando fontes, após o fechamento do mercado, que o grupo francês Casino contratou o banco brasileiro BR Partners para começar a estruturar a venda de sua fatia no GPA, dono da marca Pão de Açúcar.

Por enquanto não há nenhuma negociação efetiva em curso, pois o objetivo do Casino, conforme fontes, é se desfazer primeiro Cnova, seu braço de comércio eletrônico, e do Grupo Éxito, com presença na Colômbia, Uruguai e Argentina, informou o jornal.

Contudo, em comunicado divulgado nesta manhã, o GPA informou que, após inquirir os seus administradores e acionista controlador, nenhum banco foi contratado e que não há processo de venda em curso.

Na véspera, os papéis PCAR3 subiram quase 8% após notícia do jornal O Globo de que o empresário Michael Klein começou a montar uma participação minoritária na empresa.

“Apesar de acreditarmos que notícias sobre os possíveis desinvestimentos podem trazer volatilidade para o papel, como a vista na segunda, mantemos nossa recomendação neutra [para PCAR3] por vermos uma baixa probabilidade de concretização dessas operações no curto prazo, principalmente dado que Cnova (a que vemos com a mais desafiadora) é colocada como a primeira na lista e GPA Brasil (a que vemos como a mais provável) como a última. Ainda, acreditamos que o fato do grupo Casino estar aberto a vender todas suas operações do GPA sinaliza desafios na operação”, apontam em relatório os analistas da XP.

Os analistas preferem exposição ao segmento do atacarejo, com Assaí (ASAI3) como preferência devido à combinação de uma melhor tendência de resultados de curto prazo (com a retomada de bares, restaurantes e transformadores com a volta à normalidade) e sólida perspectiva de crescimento (crescimento médio anual de vendas do Assaí em 24% até 2023).

3R Petroleum (RRRP3)

A 3R Petroleum anunciou a compra da Duna Energia pelo valor de US$ 71 milhões. As ações serão transferidas do BTG e de outros minoritários para a 3R, de forma que a Duna Energia passará a ser subsidiária integral da empresa. O fechamento da operação está sujeito à aprovação do conselho de administração da empresa e de seus acionistas.

Teles

A operação de compra da Oi Móvel (OIBR3; OIBR4) pelo consórcio de Vivo (VIVT3), TIM (TIMS3) e Claro, acertada em leilão por um lance de R$ 16,5 bilhões em dezembro, enfrenta resistência de outros agentes de mercado nas discussões dentro da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), destaca o Estadão. Está ganhando corpo nessas arenas um movimento contrário à concentração de mercado, como resultado do fatiamento das redes de telefonia e internet móvel da Oi entre as três rivais.

Neste momento em que a transação está sob análise, as partes contrárias encaminharam aos órgãos públicos argumentos e estudos sobre potenciais efeitos negativos com a consolidação do setor. As partes também estão colocando na mesa pedidos de veto à transação ou, no mínimo, a aplicação de remédios para amenizar os esperados efeitos negativos. As propostas vão desde o endurecimento da fiscalização dos preços dos serviços ofertados pelas grandes teles até a venda de ativos da Oi para terceiros.

No Cade, cinco entidades já tiveram aval para acompanhar de perto o processo que analisará o ato de concentração. São elas: as operadoras regionais Algar e Sercomtel, as associações empresariais TelComp e Neo (que representa os provedores de pequeno e médio porte) e o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec). O trânsito também é visto na Anatel.

No dia 28, por exemplo, haverá uma reunião extraordinária a pedido dos provedores regionais para discutir a venda da Oi Móvel.

O que sobra da Oi após os leilões? Confira análise abaixo: 

O conselho de administração da CVC Brasil aprovou aumento do capital social de até R$ 480 milhões, mediante a emissão de no máximo 25.104.603 ações para subscrição privada por R$ 19,12 cada.

O aumento de capital será destinado ao capital social e à reserva de capital, sendo que R$ 1,73 por ação será destinado ao capital social e R$ 17,39 por ação será destinado para reserva de capital. Os recursos serão usados em pagamento de parte do saldo de debêntures, iniciativas estratégicas e uso corporativo.

Ecorodovias (ECOR3)

A Ecorodovias precifica sua oferta nesta terça, que pode captar até R$ 2 bilhões.

Lojas Renner (LREN3), C&A Modas (CEAB3), Lojas Americanas (LAME4), Magazine Luiza (MGLU3), Mercado Livre (MELI34), Sendas Distribuidora (ASAI3) e Mobly (MBLY3)

O Morgan Stanley atualizou suas avaliações sobre o setor de comércio eletrônico na América Latina. O banco rebaixou Lojas Renner, C&A, Lojas Americanas para equal-weight (perspectiva de valorização dentro da média do mercado). E manteve a avaliação overweight (exposição acima da média) para Mercado Livre (listado na Nasdaq), Magazine Luiza, Sendas Distribuidora e Mobly.

O banco diz que, para o segundo semestre, tem preferência por ações em relação às quais tem confiança quanto à perspectiva de crescimento continuado e lucrativo no segundo semestre. As avaliações overweight se concentram sobre empresas concentradas em e-commerce e produtos essenciais.

O banco elevou sua estimativa para o crescimento do e-commerce no Brasil em 2021 de 26% para 31%. E prevê a continuidade da expansão da margem Ebitda de Magazine Luiza e do Mercado Livre, ressaltando que o Mercado Livre expandiu em mais de 9 pontos percentuais a margem Ebitda em 2020, enquanto que Magazine Luiza manteve as margens apesar do fechamento de lojas. Para a Mobly, o banco vê reinvestimento em crescimento para a Mobly em 2021.

Para o Assai, o banco espera continuidade do crescimento do Ebitda em 2021. O banco estima uma taxa composta de crescimento anual para o período entre 2019 e 2021 de 17% para o Assai.

O banco ressalta que C&A e Lojas Renner continuam precificadas 17% e 16% abaixo dos níveis de 2019, respectivamente, mas se recuperaram para os níveis mais altos pós-Covid recentemente. Com a alta de investimentos em tecnologia de e-commerce e logística, o banco vê, contudo, que as margens Ebitda em 2022 das empresas deverão continuar abaixo do nível de 2019 para ambas as empresas. Em 2019 a margem da Renner era de 18,7%, frente à estimativa de 16,4% para 2022; para a C&A, a margem em 2019 era de 12%, para 2022 espera 9,8%.

Após a aprovação da fusão da Lojas Americanas com a B2W, o banco espera mais informações sobre a performance operacional da empresa combinada antes de revisitar sua avaliação overweight.

Multiplan (MULT3), brMalls (BRML3) e Iguatemi (ativo=IGTA3])

O Morgan Stanley também revisou o setor de shoppings, reduzindo a recomendação para Multiplan e Iguatemi a underweight (exposição abaixo da média do mercado) e reduzindo brMalls a equalweight (exposição em linha com a média do mercado), destacando que a tese de reabertura econômica parece mais do que precificada.

Os analistas veem que Multiplan e Iguatemi estão negociando entre os maiores múltiplos globalmente para o setor. “Embora estejamos prevendo uma recuperação significativa, estamos abaixo do consenso, pois o desafio digital permanece. Taxas de juros mais altas podem ser o próximo obstáculo”, avaliam os analistas.

O preço-alvo para Multiplan é de R$ 23, de R$ 38 para Iguatemi e de R$ 11 para brMalls.

O Credit Suisse atualizou sua avaliação sobre a Totvs, que manteve em outperform. O banco avalia que a empresa passa por um bom momento e se beneficia da convergência de serviços digitais que transforma a gestão de recursos em plataformas ou marketplaces para outros produtos e serviços.

A Totvs também pode ser vista como um papel atrativo e protegido da inflação, já que repassa a variação aos clientes por meio de contratos, anualmente. O banco espera que a empresa se beneficie do crescimento do PIB, já que investimentos em tecnologia da informação costumam ser cíclicos.

O banco elevou o preço-alvo de R$ 35 para R$ 43 após um bom desempenho no setor de gestão de recursos e uma perspectiva macroeconômica melhor. O banco estima que a receita da Totvs cresça 18% em 2021 e 15% em 2022. Também espera que as fusões e aquisições continuem, mas com foco em empresas menores.

O banco ressalta que a Totvs levantou R$ 1,5 bilhão em debêntures para pagar pela compra da RD Station, que custou R$ 1,9 bilhão. O banco vê a dívida líquida em R$ 1 bilhão em 2021.

(com Reuters e Estadão Conteúdo)

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Carteira gráfica da XP troca 3 ações para esta semana; veja o que mudou

Painel de ações (Crédito: Shutterstock)

SÃO PAULO – A XP divulgou a “Top Picks”, sua carteira semanal de análise gráfica, para o período de 18 a 25 de junho. Para esta semana foram trocados todos os ativos do portfolio.

Saíram Bradespar (BRAP4), Copel (CPLE6) e Klabin (KLBN11) para a entrada de Hapvida (HAPV3), Grupo Notre-Dame Intermédica (GNDI3) e Locaweb (LWSA3).

Segundo Gilberto Coelho, o Giba, analista técnico responsável pela carteira, as ações da Intermédica passam a fazer parte da carteira por retomarem a linha da média móvel de 21 dias, o que favorece o teste dos patamares de R$ 90,00 ou R$ 97,00. Os suportes para colocar stop loss estão em R$ 83,44 e R$ 78,82.

Hapvida, por sua vez, entrou no portfolio porque seus papéis formaram um candle de alta que favorece o teste dos níveis de R$ 16,25 ou R$ 17,60. Os suportes estão em R$ 15,00 e R$ 14,12.

Por fim, a Locaweb foi incluída por estar em tendência de alta com projeções de ganhos até R$ 29,80 ou R$ 35,00. O papel LWSA3 tem suportes em R$ 23,50 e R$ 20,90.

Divulgada semanalmente, a carteira Top Picks XP é composta por cinco ativos, tendo cada um peso de 20%. A seleção busca retorno a curto prazo, alinhando fluxo e movimentação das ações ao cenário político e macroeconômico.

Giba calcula a rentabilidade da carteira entrando nas ações no leilão das sextas-feiras. O objetivo é de que a média do retorno dos ativos supere o Ibovespa ao fim da semana.

Desempenho

Na semana passada, a carteira Top Picks caiu 1,86% (segundo cotação de fechamento da sexta-feira passada), enquanto o Ibovespa teve uma desvalorização de 0,27%.

A maior queda no portfolio foi dos papéis de Bradespar, que caíram 5,79%.

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Também recuaram as ações de Cyrela (CYRE3), com baixa de 1,47%, as units da Klabin, que se desvalorizaram em 1,27% e os papéis da Copel, que recuaram 0,8%.

Já as ações da Multiplan (MULT3) ficaram praticamente estáveis, registrando leve variação positiva de 0,04%.

No ano de 2021, a Top Picks sobe 12,96% ao mesmo tempo em que o benchmark da B3 tem alta de 9,18%.

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Confira, abaixo, as recomendações para esta semana:

Empresa Ticker Peso
Grupo Notre-Dame Intermédica GNDI3 20%
Hapvida HAPV3 20%
Cyrela CYRE3 20%
Locaweb LWSA3 20%
Multiplan MULT3 20%

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Carteira gráfica da XP troca todos os 5 ativos para esta semana; confira as mudanças

SÃO PAULO – A XP divulgou a “Top Picks”, sua carteira semanal de análise gráfica, para o período de 11 a 18 de junho. Para esta semana foram trocados todos os ativos do portfolio.

Saíram Itaúsa (ITSA4), B3 (B3SA3), Usiminas (USIM5), Randon (RAPT4) e Magazine Luiza (MGLU3) para a entrada de Bradespar (BRAP4), Copel (CPLE6), Cyrela (CYRE3), Klabin (KLBN11) e Multiplan (MULT3).

Segundo Gilberto Coelho, o Giba, analista técnico responsável pela carteira, as ações da Bradespar passam a fazer parte da carteira por retomarem sinal de alta e projetarem ganhos até R$ 76,00 ou R$ 82,00. Os suportes para colocar stop loss estão nos níveis de R$ 67,48 e R$ 63,20.

Já a Copel está em tendência de alta projetando um avanço até R$ 6,50 ou R$ 7,00. Tem suportes em R$ 6,14 e R$ 5,73.

Cyrela, por sua vez, completou um pullback nas médias móveis de 21 e de 200 dias, o que favorece uma retomada dos R$ 26,50 ou R$ 29,65. Os suportes são R$ 24,00 e R$ 21,57.

Sobre a Klabin, Giba explica que o papel está retomando tendência de alta de curto prazo e projeta atingir os R$ 27,29 ou R$ 31,50. O suporte é o patamar dos R$ 25,00.

Por fim, a Multiplan completou correção nas médias móveis e na retração de Fibonacci, projetando alta aos R$ 28,50 e R$ 32,00. Os suportes estão em R$ 25,00 e R$ 22,75.

Divulgada semanalmente, a carteira Top Picks XP é composta por cinco ativos, tendo cada um peso de 20%. A seleção busca retorno a curto prazo, alinhando fluxo e movimentação das ações ao cenário político e macroeconômico.

Giba calcula a rentabilidade da carteira entrando nas ações no leilão das sextas-feiras. O objetivo é de que a média do retorno dos ativos supere o Ibovespa ao fim da semana.

Desempenho

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Na semana passada, a carteira Top Picks caiu 2,79% (segundo cotação de fechamento da sexta-feira passada), enquanto o Ibovespa teve uma desvalorização de 0,53%.

As maiores quedas no portfolio foram dos papéis de B3 e Randon, que recuaram respectivamente 6,44% e 3,17%. Já Magazine Luiza teve queda de 2,25%, Itaúsa registrou baixa de 1,43% e Usiminas perdeu 0,68% do valor.

No ano de 2021, a Top Picks sobe 15,1% ao mesmo tempo em que o benchmark da B3 tem alta de 9,47%.

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Confira, abaixo, as recomendações para esta semana:

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Quais ações de shoppings podem ganhar mais com a tese da reabertura? Confira as opiniões de analistas

SÃO PAULO – Depois das restrições bastante fortes à mobilidade no início do ano por conta da pandemia (que ainda continuam em algumas localidades), a flexibilização das medidas permitiu o afrouxamento das atividades comerciais e a reabertura dos shoppings, setor este que sofreu consideravelmente durante a pandemia. Paralelamente, as vacinações continuam progredindo (embora em um ritmo mais lento do que em outros países), evento considerado fundamental para a retomada da recuperação da saúde financeira dos lojistas.

Em meio a esse cenário, analistas de mercado destacam como se dará a recuperação do setor de shoppings no Brasil – e quais ações estão mais atrativas para a tão esperada retomada, ainda mais levando em conta que parte dessa volta já pode estar no preço dos ativos.

Em evento realizado em meados de maio com analistas de shoppings da Austrália e do México, Daniel Gasparete e Pedro Hajnal discutiram a dinâmica de reabertura e as novas tendências da indústria de shoppings pelo mundo e apontaram que, apesar da pandemia ter gerado mudanças de longo prazo nos hábitos de consumo, o setor deve superar essa crise e continuar crescendo na sua proposta de ser um centro de lazer atrativo e de consumo experimental.

“A recuperação dos shoppings na Austrália indica uma luz no fim do túnel para a indústria em países onde a normalização esta acontecendo em ritmo mais lento, mais ainda no Brasil e no México, onde os shoppings atendem a uma falta estrutural de alternativas seguras de lazer. A medida que a vacinação avança nos países, acreditamos que a recuperação deve acelerar”, apontam.

Na Austrália, onde a reabertura está mais adiantada, o tráfego atingiu entre 80% e 95% dos níveis pré-Covid em shoppings regionais. A exceção fica para aqueles localizados em distritos comerciais centrais que foram mais afetados pelo lento retorno de funcionários de escritório, bem como pela falta de turismo. O México está se recuperando relativamente rápido desde que a segunda onda atingiu o país em janeiro, com tráfego de cerca de 100% fora da Cidade do México e de cerca de 80% na Cidade do México, onde a maioria dos shoppings listados estão localizados. No Brasil, o fluxo de clientes é de aproximadamente 60%, de acordo com o índice IPV calculado pela FX Data.

Com relação à multicanalidade, integrando o digital e o físico, os analistas destacam que, na Austrália, as vendas online tiveram uma participação estimada de cerca de 9% do total de vendas no varejo antes da pandemia, proporção esta que está agora em cerca 13% e pode chegar a 20% em um período entre dois e três anos. No México, a penetração era de 4,6% em 2019 e quase dobrou para 8,5% em 2020. De acordo com a Euromonitor, o e-commerce pode representar 19% do total das transações de vendas até 2023. No Brasil, a penetração saltou de 8% em 2019 para 14% em 2020.

“A tendência omnichannel se espalhou pelo mundo, mas o Brasil parece estar à frente [no processo de transformação]”, apontam os analistas, citando iniciativas como ter um marketplace próprio de luxo, como o Iguatemi 365, do Iguatemi (IGTA3) até criar companhias fulfillment. O termo fulfillment, muito usado no e-commerce, quer dizer que o estoque dos vendedores é gerenciado pela própria empresa  – desde o armazenamento da mercadoria até a entrega para o cliente. Os analistas do Credit destacam visão positiva para Multiplan (MULT3) e Iguatemi dentre as ações de sua cobertura no Brasil.

Vendo a vacinação e o relaxamento das medidas de restrição como catalisadores já em andamento, Renan Manda e Lucas Hoon, analistas da XP, veem o período mais desafiador da pandemia no passado e reafirmam a visão positiva para o segmento.

Os analistas atualizaram as estimativas para as companhias, incorporando os resultados do primeiro trimestre de 2021 e destacando que, de modo geral, apesar da forte performance no ano, continuam vendo potencial adicional para as ações dado a perspectiva mais positiva da velocidade de reabertura e da performance resiliente dos portfólios.

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“Apesar dos desafios após a recente restrição do varejo físico, a performance das operadoras de shoppings tem sido resiliente e em abril todos os shoppings dos portfólios das companhias reabriram e operam agora entre 80% e 90% da capacidade (em relação às horas em funcionamento em 2019). Adicionalmente, a atividade de locação de ativos de qualidade continuou forte, impedindo um maior aumento nas taxas de vacância. Daqui para frente, vemos o afrouxamento das restrições comerciais e as vacinações em todo o país fomentando uma recuperação mais rápida em relação ao ano passado, além de reduzir significativamente o risco de novas rodadas de lockdowns e novas restrições”, apontam.

Os analistas têm preferência por companhias com portfólio de shopping centers de alta qualidade e dominantes, pois acreditam que essas devem recuperar mais rapidamente do que média do setor após a recente reabertura dos shoppings.

A top pick (preferida) do setor para Manda e Hoon é a Multiplan. Isso porque, além do portfólio premium e dominante, a ação é negociada a um valuation atrativo na avaliação dos analistas. Em relatório desta semana, eles ainda elevaram o preço-alvo para os papéis MULT3 de R$ 25 para R$ 29,50, ou potencial de alta de 15% em relação ao fechamento de segunda-feira.

Por outro lado, apesar de terem também elevado o preço-alvo de R$ 41 para R$ 48 (potencial de alta de 11%), as ações da Iguatemi tiveram a recomendação reduzida de compra para neutra. “Os fundamentos da Iguatemi permanecem intactos, mas vemos seu upside potencial limitado após a recente alta”, destacam. Manda e Hoon veem o seu valuation atual já refletindo em grande parte a nossa perspectiva positiva para a empresa após a alta recente (de 17,5% em maio), limitando o espaço para um upside mais robusto.

A brMalls (BRML3), por sua vez, teve a recomendação elevada de neutra para compra, com o preço-alvo indo de R$ 10,70 para R$ 13, ou potencial de alta de 16,3%, visto que veem a ação negociando em patamares atrativos.

“Ainda, reconhecemos o esforço dos executivos em fortalecer seu portfólio core (focado em manter somente os principais ativos) após o desinvestimentos de ativos de menor qualidade nos últimos anos. Como um primeiro sinal da nova estratégia, os números operacionais foram razoavelmente resilientes durante a pandemia, mantendo uma taxa de ocupação de 96,3% (queda de apenas 0,6  ponto percentual em comparação ao primeiro trimestre de 2020)”, apontam os analistas.

Aliansce Sonae é top pick do BBI

Em comum com a XP, o Bradesco BBI possui recomendação equivalente à compra (outperform, ou desempenho acima da média do mercado) para a Multiplan, com preço-alvo de R$ 32 (upside de 24,7%), enquanto tem recomendação neutra para a Iguatemi, com preço-alvo de R$ 50, ou potencial de alta de 15,6% frente o fechamento de segunda. Já para a brMalls, a recomendação também é neutra, com preço-alvo de R$ 13,50 (potencial de alta de 20,75%), enquanto a sua ação preferida no setor é da Aliansce Sonae (ALSO3), com preço-alvo de R$ 39 para os ativos (ou alta de 30% em relação ao último fechamento de segunda-feira).

Bruno Mendonça e equipe, analistas do Bradesco BBI, destacam, além do momento positivo de reabertura, que os ativos ativos são de qualidade a aparente desconto, considerado o player mais propensos a realizar consolidações no setor e com uma combinação de operação resiliente e menor alavancagem.  Os analistas apontam que a operadora de shoppings conseguiu sustentar taxas de ocupação saudáveis e uma geração de caixa positiva, mesmo em meio à pandemia.

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Já sobre a Multiplan, os analistas destacam as vendas acima da média nos shoppings da operadora, fazendo com que haja uma disputa maior dos varejistas, além de citar novos empreendimentos e projetos multiuso para aluguel ou venda.

Com relação às empresas para as quais possui recomendação neutra, o BBI cita que a Iguatemi tem alta qualidade, sendo que seu portfólio é concentrado em poucos e bons ativos, muito resilientes. Contudo, esta característica também gera uma limitação em suas alternativas estratégicas. Outro ponto é que a empresa possui a maior taxa de desocupação, de 10%, entre todas as companhias de sua cobertura.

Já para a brMalls, os analistas veem como ponto positivo a mudança de estratégia nos últimos  cinco anos para elevar a a qualidade média do portfólio, colocando a companhia em uma “posição melhor do que nunca”. Os números operacionais também foram razoavelmente resilientes durante a pandemia, mantendo taxas de ocupação saudáveis ​​e sendo conservadora nas provisões para inadimplência, além de possuir uma ampla gama de iniciativas digitais realistas, com um foco claro na integração seus ativos com os consumidores. Contudo, a alavancagem mais alta pode gerar maior volatilidade em caso de novos fechamentos por conta da pandemia.

Assim, as perspectivas, no geral, estão mais positivas para o setor, mas os analistas ainda veem que algumas ações estão com um potencial mais limitado de alta.

Confira as recomendações dos analistas, de acordo com compilação da Refinitiv, para as ações de shoppings: 

Empresa Recomendação de compra Recomendação neutra Recomendação de venda Preço-alvo médio Upside (%)*
Aliansce Sonae 8 1 1 R$ 34,31 14,40%
brMalls 7 4 1 R$ 12,45 11,40%
Iguatemi 7 5 0 R$ 43,40 0,40%
Multiplan 7 5 1 R$ 26,60 3,70%
*Em relação ao fechamento de 31 de maio

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Afya faz acordo de R$ 700 milhões para compra da Unigranrio, acordo da Tecnisa, Ecorodovias analisa oferta de ações e mais

(Getty Images)

SÃO PAULO – Em destaque, a Afya anunciou nesta quinta-feira acordo para comprar a Unigranrio, a Tecnisa comunicou ao mercado que a sua controlada Brest Investimentos Imobiliários celebrou com a Companhia de Participações e Empreendimentos (CPE) acordos para encerrar processos judiciais.

Afya

A Afya, cujas ações são negociadas na Nasdaq, anunciou nesta quinta-feira acordo para comprar a Unigranrio, avaliando a companhia em R$ 700 milhões. O valor será pago 60% em dinheiro e o restante em quatro parcelas iguais anuais.

A Tecnisa comunicou ao mercado que a sua controlada Brest Investimentos Imobiliários celebrou com a Companhia de Participações e Empreendimentos (CPE) acordos para encerrar processos judiciais.

Os processos estão relacionados às discussões da Brest e da CPE a respeito da aquisição, pela Brest, de um terreno em São Paulo. A Brest ajuizou a ação com a petição para que fosse reconhecida a perda do objeto das escrituras firmadas entre as partes relacionadas à aquisição do terreno. O acordo envolve um valor total de R$ 107 milhões.

O terreno em questão faz parte do banco de terrenos da Tecnisa.  “Espera-se que a celebração do acordo tenha impacto negativo da ordem de R$ 42 milhões nos resultados da companhia. Com a implementação do acordo, os processos judiciais são encerrados para as partes. A administração da companhia entende, com base no parecer de assessor externo, que a celebração do acordo é benéfica para a companhia”, disse a empresa.

O Credit Suisse avalia que após a alta de 56% na China para madeira de coníferas desde o início do ano, a US$ 780 por tonelada, e de 46% para madeira de folhosas, a US$ 980 por tonelada, os preços atingiram seu pico. Agora, fabricantes de papel na China enfrentam problemas de lucratividade, que têm impactado negativamente a produção, em uma tentativa de reduzir estoques e evitar a deterioração de preços.

Empresas de lenços de papel na China estão operando com 50% de sua capacidade. Lenços de papel correspondem por entre 40% e 45% da demanda por celulose. Além disso, há perspectiva de suprimento significativo de celulose a partir de quarto trimestre de 2021, com o início da operação do moinho da Bracell e do projeto Mapa, da Arauco.

Esses fatores devem gerar pressão sobre o setor de celulose até o terceiro trimestre de 2021, um processo que deve se acelerar no quarto trimestre de 2021 até 2023, levando o preço de folhosas a US$ 550 por tonelada em 2022 e coníferas a US$ 720 por tonelada.

Apesar disso, o banco acredita que os papéis de Suzano, Klabin e CMPC já precificam esse cenário. O banco mantém Suzano e Irani como suas top picks (escolhas favoritas), com avaliação outperform (perspectiva de valorização acima da média do mercado) para ambas. O banco elevou seu preço-alvo para a Suzano de R$ 86,5 para R$ 92. E elevou o preço-alvo da Irani de R$ 8,10 para R$ 10,10. O banco mantém perspectiva neutra (valorização dentro da média) para a Klabin, e mantém o preço-alvo em R$ 31,50.

Ecorodovias (ECOR3)

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A Ecorodovias aponta que uma eventual realização da potencial oferta restrita está sob análise da empresa e de seus acionistas, sendo que, até a presente data, não há definição sobre o volume efetivo a ser captado, o preço por
ação e o cronograma para a sua implementação.

Blau Farmacêutica (BLAU3)

A Blau, empresa farmacêutica com produtos de alta complexidade focada no institucional / hospitalar, teve a cobertura de sua ação iniciada pelo Bradesco BBI com recomendação outperform (desempenho acima da média do mercado) e preço-alvo de R$ 59, implicando um potencial de valorização de 36% frente o fechamento de quinta-feira.

Os analistas esperam um crescimento acelerado contínuo, com a expectativa de um crescimento médio anual composto (CAGR) da receita de 24% entre 2021 e 2025, sendo os medicamentos oncológicos um dos principais catalisadores da expansão, passando de 5% da receita líquida em 2020 para mais de 15% em 2025.

Já a expansão internacional com centros de coleta de plasma deve dar à Blau maior capacidade de negociação com redes globais.

Natura & Co (NTCO3)

A Natura &Co informou que, por meio de sua subsidiária Fable Investments, realizou o investimento inaugural na empresa Perfumer H, da perfumista britânica Lyn Harris.

“Os objetivos de investimento da Fable estão pautados na ética e nos princípios operacionais da Natura &Co, que sustentam as marcas de sucesso e líderes mundiais Avon, Natura, The Body Shop e Aesop”, disse a empresa em comunicado.

Segundo o comunicado, a Fable reúne expertise operacional, de marca, financeira e de investimento, “além de ter acesso ao conhecimento e histórico comprovado da Natura &Co em escalar com sucesso marcas premium, de nicho e de propósito, ao mesmo tempo em que honra sua autonomia e identidade única”.

Hidrovias do Brasil (HBSA3)

A Hidrovias do Brasil comunicou a realização de uma parceria com a VLI, empresa controladora da Ferrovia Centro-Atlântica e que também realiza operações logísticas no corredor Centro-Norte.

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A parceria foi celebrada por meio de Memorando de Entendimentos não-vinculante, para realizar uma avaliação técnica conjunta do projeto Ferrogrão –que visa impulsionar o escoamento de grãos pelo Arco Norte, contemplando uma linha de 993 quilômetros entre Sinop (MT) e Miritituba (PA).

Essa parceria permite que a VLI e Hidrovias unam suas respectivas expertises para o estudo de uma solução logística multimodal para a Ferrogrão. Também tem como intenção a busca de parceiro investidor para atuação conjunta no prosseguimento do projeto.

Multiplan (MULT3)

A Multiplan comunicou ao mercado que, conforme orientação das autoridades locais, apenas se mantém permitido o funcionamento de operações de serviços essenciais à sociedade nos shopping centers em Ribeirão Preto (SP) a partir de 27 de maio de 2021. Assim, as lojas da unidade do Iguatemi em Ribeirão Preto estarão fechadas até o dia 31 de maio para seguir a uma determinação da prefeitura da cidade.

A Mitre informou que foi consolidado o controle societário detido pelo grupo formado pelos acionistas majoritários Fabricio Mitre, Jorge Mitre, Star Mitre Empreendimentos e Participações e Mitre Partners.

Assim, o grupo de Controle aumentou sua posição de 48,92% do total de ações de emissão para 50,02% do total de ações da companhia.

Dotz

A Dotz precificou seu IPO, levantando R$ 420 milhões e com a ação precificada a R$ 13,20. O papel começa a negociar na segunda (31) sob o ticker DOTZ3.

(com Reuters e Estadão Conteúdo)

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É hora de comprar ações de shoppings? Credit diz que sim e cita Iguatemi e Multiplan como preferidas no setor

SÃO PAULO – As ações das donas de shoppings centers Multiplan (MULT3) e Iguatemi (IGTMA3) chegaram a subir quase 4% pela manhã, puxadas pela divulgação de um relatório do banco Credit Suisse que aponta que ambos os papéis têm bons fundamentos para investidores que quiserem surfar na reabertura da economia, após a segunda onda de Covid-19, e que elas são suas ações preferidas no setor.

Ainda que o Brasil esteja no pior momento da pandemia e o próprio banco suíço tenha anunciado que vai diminuir a exposição às ações brasileiras, a análise sobre os shoppings foca no cenário futuro.

Entre as justificativas para o otimismo, o Credit disse que ações de shoppings nos Estados Unidos e na União Europeia subiram 85% desde a reabertura do mercado em novembro, superando seus índices locais em mais de 50%, em média. Já no Brasil, as ações caíram 15% em relação ao Ibovespa no mesmo período, atingindo o menor nível em relação ao índice em dez anos.

Eles também argumentam que os shoppings brasileiros apresentam desempenho inferior aos pares internacionais pela primeira vez em três anos, embora tenham apresentado números operacionais semelhantes ou melhores em 2020 – vacância média de 2,5%, ante 3,8% nos EUA e 2,9% na União Europeia e vendas semelhantes às da UE, em cerca de 63% dos níveis de 2019. Além disso, diz o banco, o Brasil possui um portfólio mais defensivo, com mix de lojas mais expostas a serviços e lazer, e  tem iniciativas online com alto potencial de crescimento, como o Iguatemi 365 (shopping virtual da Iguatemi) e Delivery Center (market place que conecta shoppings e entregadores).

Em termos de múltiplos, o banco cita que os pares internacionais estão operando a 29 vezes o EV/Ebitda (múltiplo que mostra o valor de mercado mais dívidas sobre o Ebitda, lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) esperado para 2022, enquanto os shoppings brasileiros estão operando a 14 vezes, portanto estão descontados em relação aos pares.

Já em relação à rentabilidade, o Credit projeta um FFO de 6,9% para as ações de shoppings nos próximos dois anos, cerca de 2,7 pontos percentuais acima dos rendimentos de títulos ligados à inflação, acima da margem histórica de 1,4 ponto percentual. O FFO, da sigla em inglês Funds From Operation, é um indicador muito observado no setor, que mostra a rentabilidade com aluguéis em relação ao patrimônio.

“Embora o novo fechamento de shoppings, exigido pelo aumento de casos de Covid, seja um retrocesso no processo de recuperação e adie o interesse dos investidores nas ações, o pior está definitivamente para trás e a recuperação dos ganhos deve começar assim que o fluxo de clientes voltar. Os resultados recentes provam isso bem”, diz o relatório do Credit. “As empresas surpreenderam positivamente, com a cobrança de aluguel atingindo no quarto trimestre de 2020 82% do nível do mesmo trimestre de 2019. E a geração de caixa acelerou significativamente, voltando a 61% do nível observado antes da pandemia.”

Apesar de dizer que as ações possuem bons fundamentos para o investidor que deseja surfar na reabertura mais à frente, os analistas do Credit afirmam que cortaram as estimativas de EBITDA para as ações de shoppings brasileiras em 6%, em média, e o FFO em 11%, para 2022. As revisões refletem o fechamento atual de shoppings e as taxas de juros mais altas e, como consequência, os preços-alvos para os papéis do setor foram reduzidos em 7%, em média.

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Por fim, o banco diz que as ações da Multiplan e Iguatemi são as top picks (ações preferidas) no setor, porque são ações com portfólio mais defensivo e de qualidade, portanto mais indicadas para ganhar com a reabertura. Apesar de reiterar a recomendação de compra das ações, os analistas reduziram os preços-alvos de R$ 48 para R$ 45 para Iguatemi e de R$ 30 para R$ 29 para Multiplan.

Por outro lado, o banco tem recomendação neutra para as ações de BR Malls (BRML3) e BR Properties (BRPR3) e reduziu o preço-alvo de ambas, de R$ 13 pra R$12 no caso da primeira e de R$ 12 para R$ 10 para a segunda.

Preço baixo e perspectivas otimistas

Pedro Lang, head de renda variável da Valor Investimentos, diz que outras casas também têm seguido na linha do Credit Suisse e destacado aos clientes que as ações de shopping apresentariam uma boa oportunidade para comprar na baixa. “Claro que tem motivo para esses papéis estarem descontados, mas eles estão muito descontados, com um preço que, olhando historicamente, é irreal. Muitas casas dão recomendação de compra para shoppings com alvo gigantesco, tem gestor falando em 100% de upside [potencial de valorização]“, diz.

Além do desconto das ações, os otimistas também ressaltam a recuperação do setor como gatilho de alta para as ações. “Ao olhar a Europa e principalmente os Estados Unidos, que estão passando por processos de reabertura, vemos uma demanda extremamente reprimida, de pessoas retornando aos shoppings com uma vontade enorme de voltar à vida normal. Esse movimento deve jogar por um tempo as vendas e o faturamento lá para cima”, diz Bruno Musa, CEO da Acqua Investimentos.

Ele pondera, no entanto, que a melhor oportunidade de compra dessas ações pode ter passado, já que o mercado se antecipa e muitos investidores já aproveitaram para investir nos papéis quando as primeiras medidas de lockdown no país foram anunciadas, há duas semanas. “Mas ainda dá para aproveitar a alta que deve vir com o avanço da vacinação. E não adianta esperar o Brasil todo estar vacinado para comprar as ações, esse movimento tem que ser agora, quando elas ainda estão negociando abaixo do preço histórico e dos pares.”

Mas tem também aqueles com visão mais cética. “As ações de shoppings são uma aposta clássica na reabertura da economia. Mas pode ser arriscado comparar com a performance do setor nos Estados Unidos e na Europa, dado o estágio que o Brasil se encontra no enfrentamento da pandemia”, diz Roberto Attuch Jr, CEO da casa de análise Ohm Research.

No quadro abaixo, que traz as recomendações dos principais bancos e corretoras do mercado, compiladas pela Refinitiv, é possível notar que BR Malls tem mais recomendações neutras e de venda do que de compra. Já BR Properties e Multiplan têm mais recomendações de compra, mas quase empatadas com as indicações neutras e de venda. E a única ação com ampla maioria de recomendação de compra é Iguatemi.

Ação Compra Neutra Venda Preço-alvo (potencial de valorização*)
BR Malls (BRML3) 5 5 1 R$ 11,85 (+20,30%)
BR Properties (BRPR3) 4 2 1 R$ 12,07 (+36,23%)
Multiplan (MULT3) 6 3 2 R$ 25,91 (+6,71%)
Iguatemi (IGTA3) 9 2 1 R$ 43,16 (+15,56%)

Fonte: Refinitiv / *Upside em relação à cotação das 11h, do dia 22/03/21

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Forever 21 vai fechar todas as lojas instaladas em shoppings da Multiplan até fevereiro

SÃO PAULO – Sem acordo para negociação de contratos de aluguel dos pontos comerciais, a varejista de moda Forever 21 vai fechar todas as 11 lojas nos shoppings da rede Multiplan (MULT3).  Entre elas estão unidades dos shoppings Morumbi, Vila Olímpia e Anália Franco (São Paulo), Brasília, Ribeirão Preto (SP), Canoas (RS), entre outras. O fechamento já começou e vai terminar em fevereiro.

As informações foram passadas por fontes de mercado e confirmadas pela Multiplan ao Estadão/Broadcast.

Segundo o Estadão, as conversas entre a Multiplan e a varejista foram iniciadas no fim de 2019, quando a Forever 21 entrou com pedido de recuperação judicial nos Estados Unidos, onde fica sua matriz.

Na ocasião, a empresa anunciou o fechamento de lojas em vários países, mas o plano não incluía o encerramento das operações na América Latina. Porém, com a pandemia afetando o comércio em shoppings e lojas físicas, a situação se agravou.

Em entrevista ao Estadão, o vice-presidente institucional da Multiplan disse que a discussão com a varejista foi amigável, mas que as empresas não conseguiram chegar a um denominador comum. Ele destacou também que a rede sairá dos shoppings sem deixar dívidas, já que as dívidas foram trocadas pelos pontos.

O executivo afirmou ainda que lamenta a saída da Forever 21, mas que a rotação de lojas faz parte do ciclo natural de vida dos shoppings. E disse que a Multiplan já tem destinação para os pontos, que, segundo ele, são muito valorizados: parte dos espaços serão ocupados pela C&A, Hering e Riachuelo e outros pontos ainda estão em negociação.

A Forever 21 continuará funcionando nos centros de compras da Aliansce Sonae (ALSO3), AD Shoppings e da BRMAlls (BRML3). A rede fundada em 1984 pelo sul-coreano Do Won Chang, chegou ao Brasil em 2014.

Por volta das 15h10 as ações da Multiplan caíam 1,48%, cotadas aos R$ 21,32, em linha com o desempenho do Ibovespa, que registrava baixa de cerca de 2% no mesmo horário.

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JBS conclui compra de ativos de margarina e maionese da Bunge no Brasil; Petrobras, recompra de ações da Multiplan e mais

SÃO PAULO – Com o plano de desinvestimentos de até US$ 35 bilhões até 2025, a Petrobras deve vender refinarias e passar a exportar mais petróleo. Dessa forma, as vendas ao mercado brasileiro deverão cair, afirmou a empresa em detalhamento de seu plano plurianual na segunda-feira.

A JBS informou em fato relevante na segunda que concluiu a aquisição dos ativos de margarina e maionese da Bunge no Brasil, por meio de sua controlada Seara.

A XP anunciou na segunda que pretende ofertar papéis no valor de até US$ 1,3 bilhão. Eles devem ser compostos em parte pela participação do Itaú Unibanco. Na semana passada, o conselho do Itaú aprovou cisão de participação de 41,05% que possui na XP para uma nova empresa. Confira mais destaques:

A Petrobras prevê desinvestimentos de US$ 25 bilhões a US$ 35 bilhões no período de 2021 a 2025, versus uma faixa de US$ 20-30 bilhões de no plano de negócios anterior, à medida que a empresa busca reduzir sua dívida e concentrar recursos em ativos de “classe mundial” como os campos de pré-sal.

Como resultado, suas vendas de petróleo no mercado brasileiro cairão para 1,252 milhão de barris por dia nos próximos cinco anos, versus média de 1,348 milhão de barris por dia entre 2015/2019, estimou a empresa. Além da venda de refinarias, parte do petróleo passará a ser exportado.

A empresa projetou um salto na sua exportação de petróleo para 891 mil barris por dia no período de 2021 a 2025, ante média de 445 mil bpd entre 2015 e 2019. A empresa reforça investimentos nos produtivos campos do pré-sal, de acordo com apresentação mais detalhada de seu plano de negócios plurianual.

“Temos uma avaliação geral neutra do Plano Estratégico da Petrobras para 2021-25, uma vez que a maioria das metas anunciadas estão em linha com as nossas projeções e refletem diversos pontos já comentados pela administração da companhia ao longo do ano. Por outro lado, acreditamos que o mercado deve ter uma interpretação ligeiramente negativa da previsão de produção de petróleo em 2021, que foi impactada por menores expectativas de crescimento de produção de petróleo de novas unidades de produção. Notamos que esse aspecto não nos causa preocupação, tendo em vista que acreditamos que o mercado deve prestar mais atenção na maior geração de caixa e sustentabilidade financeira da Petrobras do que simplesmente um crescimento de produção de petróleo a qualquer custo”, avaliam Gabriel Francisco e Maira Maldonado, analistas da XP Investimentos.

Os analistas atualizaram o preço-alvo em um horizonte de 12 meses de PETR4 e PETR3 para R$ 32 por ação, o que se compara a R$30 para PETR4 e R$29 para PETR3 anteriormente.

Eles ressaltaram que agora o preço-alvo para as duas classes de ação é o mesmo refletindo (i) declarações recentes dos executivos da companhia de que pretendem realizar a mesma distribuição de dividendos para ambas as classes de ações (PNs e ONs) daqui para frente, bem como (ii) a incorporação no modelo dos efeitos da nova política de dividendos da Petrobras, segundo a qual a companhia distribuirá 60% da geração de caixa da companhia (fluxo de caixa operacional subtraído de investimentos) a partir do momento que alcançar o patamar de US$60 bilhões de dívida bruta (incluindo arrendamentos).

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“Dessa forma, não vemos motivo matemático que justifique que uma das classes de ações da Petrobras valha mais do que a outra, pois as distribuições de dividendos a ambas as classes serão iguais e ambas as ações já desfrutam de alguns mesmos direitos segundo o Nível II de Governança da B3”, avaliam.

O Credit Suisse destacou que o Petrobras Day detalhou os planos para o período entre 2021 e 2025, indicando que a empresa se mantém comprometida em manter seu valor para acionistas, com foco em valor e não em volumes.

E que a valorização pode ser vislumbrada nos próximos cinco anos, e não em um futuro distante, à medida que a Petrobras abandona investimentos em ativos não essenciais. O banco afirma que os cortes em investimentos podem permitir pagamento de dividendos significativos, e reduzir o período de valorização dos papéis.

A empresa prevê gerar entre US$ 115 bilhões e US$ 125 bilhões nos próximos cinco anos, distribuindo entre US$ 30 bilhões e US$ 25 bilhões em dividendos, o que indica um rendimento de dividendos de entre 10% e 11%. O Credit Suisse espera rendimentos ainda maiores, de cerca de 15% ao ano, em média, pelos próximos cinco anos.

O fluxo de caixa do acionista (FCFE) previsto é de cerca de 21% ao ano. Mas o banco espera um patamar ainda maior, de 25% ao ano, com base em suas estimativas para o barril Brent.

A produção de petróleo estimada pela empresa para 2025 é de 2,7 milhões de barris por dia, acima da expectativa do Credit Suisse de 2,4 milhões de barris. Mas a produção pode baixar a 2,3 milhões de barris diários a partir de 2022, devido a desinvestimentos.
Na opinião do banco, a venda de refinarias é positiva também porque diminui o risco de interferência política na empresa.

O Credit Suisse também destaca que a governança social e ambiental também foi destaque na apresentação, com medidas como controle da emissão de gases estufa e de vazamentos de petróleo e derivados impactando diretamente nas compensações pagas a funcionários a partir de 2021.

A empresa também se compromete a aumentar reuso de água, frear o aumento de rejeitos implementar projetos sobre biodiversidade em áreas nas quais atua e investir em projetos sociais e ambientais. O banco mantém avaliação em outperform, com preço-alvo de US$ 15, frente os US$ 9,57 atualmente negociados na bolsa de Nova York.

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A JBS informou em fato relevante na segunda que concluiu a aquisição dos ativos de margarina e maionese da Bunge no Brasil, por meio de sua controlada Seara.

O negócio inclui a compra de três unidades produtivas que pertenciam à Bunge e estão localizadas em Gaspar (SC), São Paulo (SP) e Suape (PE). A expectativa é que a operação agregue R$ 1,2 bilhão à receita anual da Seara. A Bunge concordou em vender seus ativos de margarina e maionese no país para a Seara Alimentos, subsidiária da JBS, em dezembro de 2019. A JBS disse na época que pagaria R$ 700 milhões pelo negócio.

A aquisição dá à JBS os direitos sobre marcas como Delícia, Primor e Gradina, fortalecendo a posição da companhia no mercado de margarinas no Brasil, também otimizando sua plataforma de distribuição, segundo o comunicado.

A JBS disse que a operação está em linha com a estratégia da empresa de expandir seu portfólio de produtos de maior valor agregado e com marca. “A aquisição fortalece a posição da Seara no mercado de margarinas no Brasil e trará ao consumidor inovação e mais opções de qualidade”, disse em nota o CEO da Seara e da JBS América do Sul, Wesley Batista Filho.

A  B3 divulgou a primeira prévia da carteira teórica do Ibovespa com base no pregão de 30 de novembro para o período de janeiro a abril de 2021. Copel, Eneva, JHSF, Unidas (antiga Locamerica) foram incluídas e nenhuma ação foi excluída.

As ações TIMP3 da TIM foram substituídas por TIMS3 e as ações VIVT4 da Vivo foram substituídas por VIVT3.

Carrefour Brasil (CRFB3)

O Carrefour Brasil pagou R$ 289,6 milhões ao Makro em acordo de lojas. A rede de supermercados diz que celebrou os instrumentos definitivos de aquisição de 3 lojas próprias e 2 postos de combustíveis da rede Makro, localizadas em 3 estados brasileiros, segundo comunicado. A transação faz parte de acordo firmardo em 16 de fevereiro, no qual o Carrefour Brasil acertou a compra de 30 lojas e 14 postos de combustíveis operados pelo Makro por R$ 1,95 bilhão.

Boa Vista Serviços (BOAS3)

A Boa Vista Serviços acertou a compra da Acordo Certo por R$ 137,6 milhões. A companhia pagará inicialmente R$ 37 milhões pela aquisição das ações. O contrato também prevê investimentos para fomentar atividades e pagamento de preço de compra complementar após 2 anos em valor mínimo de R$ 100,6 milhões. O pagamento adicional está sujeito ao atingimento de metas e ao cumprimento de condições. A Acordo Certo é uma plataforma 100% digital de renegociação de dívidas.

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Embraer (EMBR3

A Embraer informou na noite de segunda-feira, 30, que sofreu um ataque cibernético aos seus sistemas de tecnologia da informação, que resultou na divulgação de dados supostamente atribuídos à empresa na madrugada de 30 de novembro.

“O referido ataque cibernético foi identificado em 25 de novembro de 2020, o qual indisponibilizou o acesso a apenas um único ambiente de arquivos da Companhia”, afirma a fabricante de aviões em fato relevante.

Diante do ocorrido, a Embraer deu início de imediato a investigação, com o isolamento de alguns de seus sistemas e consequente impacto temporário em algumas operações.

A companhia afirma, no entanto, que continua operando com o uso de alguns sistemas em regime de contingência, sem impactos relevantes sobre as atividades.

A empresa afirma ainda que avalia os impactos sobre seus negócios e terceiros, bem como as medidas a serem tomadas.

Shopping Centers: brMalls (BRML3), Iguatemi (IGTA3) e Multiplan (MULT3)

Ontem, João Doria, governador de São Paulo, anunciou restrições mais rígidas e regressão para a fase amarela do estado em meio ao aumento do número de casos do coronavírus e ocupação dos leitos das UTIs.

A fase amarela não implica em novos fechamentos dos shoppings centers, mas ela restringe a capacidade máxima de 60% para 40% e diminui o horário de funcionamento de 12 horas/dia para 10 horas/dia.

“Vemos um impacto significativo nas operadoras de shopping centers dado que há uma forte correlação entre o horário de funcionamento dos shoppings e as vendas dos lojistas. Assim, acreditamos que as novas restrições devem atrasar ainda mais a recuperação dos shopping centers”, avalia a XP Investimentos.

Segundo o Valor Econômico, a China deve retomar importações de carne suína do frigorífico da BRF em Lajeado/RS. A planta estava com as exportações ao país asiático suspensas desde 4 de julho, em função de preocupações com o coronavírus. A empresa conta com 14 habilitações para exportar para a China (dez de aves, três de suínos e uma de miúdos de suínos). No mês passado, os chineses já haviam reabilitado a unidade da companhia em Dourados/MS. Para conferir todos os detalhes, acesse nosso relatório semanal, o Expresso Alimentos & Bebidas;

“Nos últimos meses, os chineses bloquearam temporariamente as importações de carnes de diversos países. Enxergamos a notícia como positiva na medida em que sinaliza um retorno à normalidade, permitindo que a BRF se beneficie integralmente das exportações para a China”, aponta a XP.

A XP Investimentos iniciou a cobertura para a LOG Commercial Properties com a recomendação neutra e preço-alvo de R$ 40,40 por ação, o que implica em um potencial de valorização de 16%.

“Apesar de estar bem posicionada para se beneficiar da crescente demanda por galpões logísticos, com possibilidade de solidificar sua liderança no segmento, vemos as ações da LOG bem precificadas após o forte desempenho nos últimos meses (alta de 59% desde março contra o 49% do Ibovespa).  Consequentemente, isso nos leva a uma postura mais conservadora para LOGG3”, avaliam os analistas.

O Morgan Stanley iniciou cobertura dos papéis das transmissoras de energia Alupar , CTEEP (Companhia Transmissora de Energia Elétrica Paulista) e Taesa. O banco avalia que a Alupar é sua empresa favorita dentre as três, devido a perspectiva de valorização atrativa, a maior expectativa de crescimento no setor de transmissão de energia, devido a investimentos previstos para 2020,e operações de qualidade, com disponibilidade operacional e margens altas.

A CTEEP oferece o melhor perfil de recompensa pelo risco, por períodos mais prolongados, na avaliação do banco, com boa perspectiva de crescimento devido a novos projetos e receitas de investimentos em retrofit, além de concessões novas e renovadas, que permitem vislumbrar o maior período de retorno em seu grupo.

Já a Taesa tem um perfil menos atrativo, com perspectiva de valorização menor e perspectiva de crescimento relativamente pequena. Os dividendos estão sendo pagos em proporção maior que a concorrência, mas o Morgan Stanley espera que as outras empresas alcancem a Taesa.

A recomendação para os ativos da Alupar é overweight (exposição acima da média), com preço-alvo de R$ 31 (potencial de valorização de 24,7% em relação ao fechamento da véspera), mesma recomendação da CTEEP, esta com preço-alvo de R$ 31 (upside de 14%). Já para Taesa, a recomendação é underweight (exposição abaixo da média do mercado), com preço-alvo de R$ 33 (queda de 0,33% em relação ao último fechamento).

XP Inc e Itaú (ITUB4)

A XP anunciou na segunda oferta de ações, incluindo papéis da empresa detidos pelo Itaú Unibanco, no valor de até US$ 1,3 bilhão, incluindo lote adicional. Na quinta-feira passada, o conselho do Itaú aprovou cisão de participação de 41,05% que possui na XP para uma nova empresa, com possibilidade de venda da parcela restante de 5% que mantém no grupo de investimentos. Saiba mais clicando aqui.

Multiplan (MULT3)

O conselho de administração da Multiplan aprovou na segunda-feira recompra de até 7,5 milhões de ações da companhia, informou a empresa gestora de shopping centers e empreendimentos imobiliários.
O papel encerrou nesta segunda-feira cotado a R$ 22,67, o que leva o valor da operação a até R$ 170 milhões. O programa de recompra terá duração de 18 meses.

BR Distribuidora (BRDT3) e Eletrobras (ELET3;ELET6)

A BR Distribuidora recebeu R$ 34,6 milhões da Eletrobras em acordo. A quantia refere-se à 31ª parcela dos Instrumentos de Confissão de Dívidas assinados com Eletrobras e suas distribuidoras de energia, informou a BR Distribuidora em comunicado ao mercado. Desde a assinatura dos instrumentos, BR Distribuidora já recebeu cerca de R$ 4,63 bilhões.

Via Varejo (VVAR3) e Magazine Luiza (MGLU3)

Magalu e Via Varejo divulgaram os principais dados e performance de vendas durante a Black Friday, com números sólidos para ambas, destaca a XP Investimentos.

“Analisamos os dados do SimilarWeb de downloads de aplicativos e visitantes únicos dos sites e notamos que Magalu, B2W e Via Varejo se destacam nos downloads de aplicativos, principalmente na semana passada, enquanto a B2W parece ter tido um desempenho melhor do que seus pares quando analisamos visitantes únicos”, avaliam os analistas.

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No entanto, ao visualizar o número acumulado de novembro versus. 2019, Casas Bahia e Magalu registraram um forte crescimento em visitantes únicos, enquanto apenas Casas Bahia registrou um crescimento em downloads de aplicativos. “Dessa forma, acreditamos que todas as empresas se beneficiaram com o evento até certo ponto, mas Via Varejo e Magalu devem se destacar”, apontam.

De acordo com dados do setor, as vendas online no varejo da Black Friday registraram um aumento de 25% (Ebit / Nilsen) e 31% (Neotrust / Compre & Confie) versus 2019. Em um primeiro momento, pode parecer fraco dado que as expectativas eram de taxas de crescimento próximas dos três dígitos devido à pandemia. “No entanto, observamos que é difícil interpretar os números deste ano, já que as empresas distribuíram suas promoções ao longo de novembro, o que por sua vez levou a uma sexta-feira menos agressiva. Dessa forma, não vemos o crescimento de 25%-30% como fraco e acreditamos que as vendas de novembro serão um indicador melhor para entender o desempenho da Black Friday deste ano. Além disso, aconselhamos serem cautelosos ao comparar valores de fontes diferentes, pois os períodos que suportam os dados podem variar entre eles, distorcendo a análise”, avaliam. Confira o relatório completo clicando aqui. 

Ainda no radar do setor, a Via Varejo informou nesta terça que concluiu a aquisição da empresa de e-commerce I9XP Tecnologia e Participações S.A. por meio da subsidiária VVLog Logística Ltda. A operação havia sido anunciada em 29 de outubro.

A Gerdau informa que foi concluída, em 30 de novembro de 2020, após cumprimento das respectivas condições precedentes, incluindo a aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), a aquisição de 96,35% das ações de emissão da Siderúrgica Latino-Americana (Silat) pela sua controlada, Gerdau Aços Longos.

Em comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a empresa informa que a Silat está localizada em Caucaia, na região metropolitana de Fortaleza, Estado do Ceará e possui uma capacidade anual instalada de 600 mil toneladas de laminação de aços longos. “Com a transação, a Gerdau fortalece o seu posicionamento na região e reforça sua estratégia de atender melhor seus clientes no mercado nacional”, diz.

A Exxon Mobil, grande produtora norte-americana de petróleo, disse na segunda que contabilizará uma baixa contábil de US$ 17 bilhões a 20 US$ bilhões de dólares em propriedades de gás natural, no maior “impairment” de sua história, e que reduzirá os gastos no ano que vem para o menor nível em 15 anos. A gigante do petróleo está sofrendo com os impactos da pandemia de Covid-19 sobre a demanda e os preços da energia.

A Exxon passará a se concentrar na Guiana, onde descobriu até 8 bilhões de barris de petróleo, em operações “offshore” no Brasil e no campo de petróleo da Bacia de Permian, disse a empresa.

Arco (NASDAQ: ARCE)

O Morgan Stanley divulgou uma nota comentando as metas da Arco Educação para o ano fiscal de 2021. A empresa espera aumentar em entre 20% e 25% o faturamento com mensalidades na comparação anual, abaixo da previsão do banco, de 31%, e partindo de uma base menor, de R$ 962 milhões.
Segundo o banco, a Arce decidiu divulgar previsões a partir de uma perspectiva conservadora quanto à velocidade da reabertura de escolas e aumento nas desistências de cursos acima da média, fatores influenciados pela pandemia.

A meta para margem Ebitda no ano fiscal de 2020 está em linha com a previsão do banco, que vê o objetivo como “alcançável”.

Os resultados no terceiro trimestre de 2020 em linha com suas expectativas. As despesas não recorrentes no período são consideradas altas pelo banco, de R$ 31 milhões, frente sua estimativa de R$ 26 milhões.

O Ebitda ajustado foi 9% superior a suas estimativas, e a receita líquida de R$ 29 milhões foi acima da expectativa do Morgan Stanley, de R$ 15 milhões. O destaque positivo foram os gastos administrativos gerais, beneficiados por sinergias com a Positivo e gastos menores com viagens.

O banco avalia que a concorrente Vasta oferece ações mais atrativas no momento. Comparativamente, o cenário de curto prazo da Arco parece mais complexo, devido a uma base de comparação mais difícil, que impõe crescimento mais lento, de entre 20% e 25%, incluindo aquisições e fusões.

O Morgan Stanley mantém recomendação dos papéis da Arco em equalweight (exposição em linha com a média do mercado), com preço-alvo de US$ 43,70, frente os US$ 43,75 de fechamento da véspera na Nasdaq.

(Com Agência Estado)

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Reações a resultados fortes de Petrobras, Ambev, Vale, Bradesco; Usiminas reverte prejuízo e mais balanços no radar

SÃO PAULO – Além do noticiário macroeconômico bastante movimentado, o corporativo também é agitado na sessão desta quinta-feira (29), em meio à repercussão dos resultados do terceiro trimestre, com destaque para Petrobras, Ambev, Vale, Bradesco, Pão de Açúcar, entre outros que, na avaliação de analistas de mercado, foram positivos. Usiminas, GPA, Cesp, OdontoPrev e mais companhias também divulgaram resultados.

Nesta quinta-feira, ainda devem divulgar seus balanços Totvs, Arezzo, B2W, Fleury, Grendene, Log, Lojas Americanas, Pague Menos e Suzano.

Fora do radar de resultados, a Qualicorp anunciou na quarta-feira a compra de uma carteira de cerca de 4,3 mil vidas no segmento coletivo por adesão da Health Administradora de Benefícios, sem mencionar valores. Já a Via Varejo comprou a startup I9XP, especializada em desenvolvimento de soluções para e-commerce.

Confira mais destaques:

Usiminas (USIM5)

A Usiminas teve lucro líquido de R$ 198 milhões no terceiro trimestre, revertendo prejuízo de R$ 139 milhões.

O volume de vendas de aço teve queda 10% ano a ano e o de minério caiu 7% na mesma base de comparação, mas a receita cresceu 14%, conforme o setor siderúrgico tem conseguido implementar aumentos de preços de aço.

Em relação ao segundo trimestre, porém, os volumes de vendas de aço e minério subiram 54% e 21%, com a receita avançando 81%.

O custo dos produtos vendidos aumentou em 3%, para 3,5 bilhões de reais. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado subiu 87%, para R$ 826 milhões, com a margem aumentando para 19%, de 11% um ano antes.

A companhia encerrou o terceiro trimestre com R$ 3,7 bilhões em caixa e equivalentes de caixa, mais do que o dobro na comparação com o mesmo período de 2019.

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Na apresentação dos resultados, a empresa afirmou que os dados são animadores para o segmento industrial, apesar de não atingirem os níveis pré-crise. A empresa chamou atenção, no entanto, para o quadro fiscal do país “que poderá limitar as medidas de apoio do governo a famílias e empresas mais vulneráveis e conter investimentos, dificultando uma retomada mais consistente da atividade no curto prazo”.

A Petrobras registrou prejuízo de R$ 1,546 bilhão no terceiro trimestre de 2020, queda de 43% ante resultado negativo de R$ 2,713 bilhões no segundo trimestre de 2020. No terceiro trimestre de 2019, a companhia havia registrado lucro de R$ 9,087 bilhões.

A projeção, de acordo com estimativa média dos analistas compilada pela Refinitiv, era de lucro de R$ 736 milhões no terceiro trimestre deste ano. Esse foi o terceiro resultado negativo seguido da companhia estatal, que acumula prejuízo de R$ 52,7 bilhões nos nove primeiros meses do ano.

De acordo com a companhia, o prejuízo ocorreu uma vez que os ganhos com maiores volumes de vendas de petróleo e derivados e maiores preços do Brent foram mais do que compensados por despesas financeiras, influenciadas por prêmios pagos na recompra de títulos. “Em relação ao segundo trimestre, o resultado deste trimestre foi melhor, pois as melhorias operacionais e ganhos de imposto de renda superaram o efeito positivo no segundo trimestre da exclusão do ICMS da base de cálculo do PIS/COFINS”, destacou a empresa no release de resultados.

O lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda) ajustado, por sua vez, foi de R$ 33,4 bilhões, acima da estimativa média de R$ 29,7 bilhões compilada pela Refinitiv. O número foi 33,8% acima do registrado no segundo trimestre (R$ 24,986 bilhões) e 2,6% superior ao registrado no mesmo período de 2019 (R$ 32,582 bilhões).

O resultado do Ebitda, afirmou a estatal, deve-se principalmente ao aumento dos preços do Brent e do volume de vendas, parcialmente compensado por menores crack spreads nos derivados de petróleo, principalmente diesel, óleo combustível, GLP e gasolina, em função do elevado nível de estoques globais. Também contribuíram para esse resultado menores despesas com paradas, menores provisões para planos de desligamento voluntário e menores despesas com hedge.

Por outro lado, houve maiores despesas exploratórias principalmente em função da baixa do bloco de Peroba e maiores impostos devido à aprovação da adesão aos programas de anistia fiscal. “O Ebitda ajustado teria sido ainda melhor excluindo os efeitos positivos do segundo trimestre relacionados à: (i) exclusão do ICMS da base de cálculo do PIS/COFINS e (ii) equalização referente ao acordo de individualização da área de Tupi e Campos de Sépia e Atapu”, apontou a companhia.

A receita de vendas da estatal totalizou R$ 70,73 bilhões, alta de 39% na base sequencial, mas queda de 8,2% na comparação com julho a setembro de 2019.

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Segundo a companhia, i) a recuperação da demanda de derivados de petróleo no Brasil (crescimento de 18% no trimestre no volume de vendas), ii) o aumento da participação de mercado, iii) a manutenção do patamar elevado das exportações e iii) o crescimento de 48% nos preços do Brent em reais resultaram no aumento da receita na comparação com abril a junho deste ano.

A dívida líquida foi de US$ 66,2 bilhões (cerca de R$ 381,31 bilhões), queda de US$ 12,2 bilhões na comparação com o final do terceiro trimestre de 2019. Já a dívida bruta caiu US$ 11,5 bilhões em 12 meses, fechando setembro em US$ 79,6 bilhões.

Na avaliação da XP Investimentos, os números foram fortes. “Em um trimestre em que preços de petróleo Brent foram em média de US$ 43 o barril, a companhia conseguiu registrar uma geração de caixa em patamares que consideramos extraordinários, demonstrando a maior resiliência da companhia a menores preços de petróleo”, apontam os analistas Gabriel Francisco e Maira Maldonado. Eles reiteraram a recomendação de compra das ações, com preços-alvo de R$ 30 por ação PETR4 e R$ 29 por ação PETR3.

Eles também destacaram que existem outros fatores positivos da tese de investimentos da Petrobras para se manter no radar no curto e médio prazo, com destaque para a execução do plano de venda de ativos da companhia. Ao todo, estimaram que tal plano possa gerar recursos entre R$89 e R$115 bilhões, com destaque para ativos de refino e gás natural.

Após o resultado, o Morgan Stanley reforçou a avaliação da ação companhia como top pick do setor. “A companhia está sob pressão devido ao ceticismo dos investidores em relação ao mercado de petróleo em geral. Fundamentos sólidos, sólido fluxo de caixa livre e um caminho mais claro para o pagamento de dividendos estão sendo ignorados. (…) A Petrobras é a nossa principal escolha, com valuation atrativo e boa relação risco-recompensa”, apontam.

O Credit Suisse ressaltou que as expectativas para o resultado da companhia não eram baixas mas, mesmo assim, o balanço foi surpreendentemente bom.

“Os mercados estão afetados pelo medo de novos lockdowns, especialmente na Europa, mas se as condições macro permitirem, haverá uma forte reação positiva ao resultado”, apontam os analistas, que ressaltam uma surpresa positiva com o fluxo de caixa livre.

A Vale registrou lucro de US$ 2,908 bilhões no terceiro trimestre de 2020, informou a companhia nesta quarta-feira (28), uma alta de 192% ante o lucro de US$ 995 milhões do segundo trimestre e de 76% sobre os US$ 1,654 bilhão do mesmo período do ano passado.

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expectativa era de um lucro de US$ 3,656 bilhões, de acordo com estimativa mediana dos analistas compilada pela Refinitiv.

Segundo a mineradora, o melhor resultado se deu principalmente ao maior Ebitda no trimestre e à melhora no resultado de participações, já que no segundo trimestre foi fortemente impactado pelas provisões de despesas futuras com Samarco e Fundação Renova.

“Os efeitos positivos foram parcialmente compensados por maiores despesas financeiras, principalmente devido a maior marcação a mercado das debêntures participativas e a reavaliação do valor justo das garantias financeiras emitidas pela Vale”, explicou a empresa.

Entre os destaques do período, a companhia apontou que o Sistema Norte atingiu um recorde de produção trimestral de 56,9 milhões de toneladas, enquanto os Sistemas Sul e Sudeste melhoraram o desempenho em todas as unidades operacionais, especialmente no Complexo Itabira e no site de Timbopeba, que operou por um trimestre completo após o retorno em junho, e com a retomada na mina de Fazendão em julho.

Já a receita líquida com vendas atingiu US$ 10,762 bilhões entre julho e setembro, um avanço de 43% em relação o segundo trimestre, enquanto na comparação anual, a alta foi de 5%.

Enquanto isso, o Ebitda ajustado teve alta de 80% entre o segundo e terceiro trimestres, chegando a US$ 6,095 bilhões. O dado também registrou avanço de 26% sobre os US$ 4,603 bilhões de Ebitda do mesmo período de 2019.

De acordo com a mineradora, estes números do Ebitda incluem US$ 129 milhões de despesas relacionadas a Brumadinho e de doações relacionadas à Covid-19, além de iniciativas de suporte ao combate a pandemia, no total de US$ 6,095 bilhões.

A dívida líquida, por sua vez, encerrou o terceiro trimestre em US$ 4,474 bilhões, uma leve melhora ante os US$ 4,697 bilhões do trimestre anterior. No mesmo período do ano passado, a dívida da empresa era de US$ 5,321 bilhões.

A Vale reportou outro conjunto de fortes resultados, aponta a XP, com Ebitda ajustado em US$ 6,1 bilhões, 12% acima do esperado pela XP e 3% acima do consenso. O fluxo de caixa livre das operações foi de US$ 3,8 bilhões, como resultado do forte EBITDA e da normalização do capital de giro. O analista Yuri Pereira reiterou a recomendação de compra para a Vale (preço-alvo de US$ 16,50 por ADR e R$ 86 por ação).

Para o Credit Suisse, a Vale reportou resultados do terceiro trimestre fortes, mas já esperados. “No geral, os números melhoraram bastante sequencialmente, principalmente devido a entregas mais fortes e preços realizados tanto de minério, quanto de níquel e cobre, também maiores”, apontam os analistas, vendo como principal destaque do trimestre a forte geração de fluxo de caixa livre. Os analistas do banco mantêm recomendação equivalente à compra para os ativos.

O Bradesco teve lucro líquido recorrente de R$ 5,031 bilhões no terceiro trimestre, alta de 29,9%% na comparação com o segundo trimestre – quando teve resultado positivo de R$ 3,873 bilhões -, mas ainda com queda de 23,1% na comparação com julho a setembro do ano passado, quando lucrou R$ 6,542 bilhões.

expectativa era de um lucro de R$ 4,532 bilhões, de acordo com estimativa mediana dos analistas compilada pela Refinitiv.

Enquanto isso, a rentabilidade sobre o patrimônio líquido médio (ROAE) do banco ficou em 15,2% no terceiro trimestre, aumento de 3,3 pontos percentuais ante o período anterior.

“O ótimo desempenho do resultado operacional do trimestre é reflexo das menores despesas com PDD, que apresentaram queda de 37,1%, mesmo com a constituição de R$ 2,6 bilhões de provisões relacionadas ao cenário econômico adverso”, afirma o Bradesco em seu release.

Além disso, a empresa destaca o seu elevado nível de provisionamento, comprovado pelo índice de cobertura para créditos vencidos acima de 90 dias, que atingiu 398,2% em setembro.

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O banco registrou ainda um crescimento de 6,5% nas receitas com prestação de serviços ante o segundo trimestre, atingindo R$ 8,121 bilhões. “Tais fatores compensaram as menores receitas obtidas com a margem financeira e o menor resultado das operações de seguros, previdência e capitalização”, complementa a instituição.

Enquanto isso, a margem financeira chegou a R$ 15,288 bilhões, uma queda de 8,4% ante os R$ 16,684 bilhões do trimestre anterior, mas uma alta de 3,5% sobre o mesmo período do ano passado.

Já as despesas operacionais tiveram um aumento de 2,3% entre o segundo e terceiro trimestre, ficando em R$ 11,724 bilhões. Já quando comparado com o mesmo período de 2019, o banco teve um recuo de 5,7% nas despesas.

Conforme destaca o analista Marcel Campos, da XP Investimentos, os destaques do resultado foram: i) menor custo de crédito, uma vez que as recuperações vieram acima das expectativas e houve redução de provisões; ii) maiores receitas de serviços, dado que o banco se beneficiou de um maior nível de atividade econômica no trimestre; e iii) custos surpreendentemente controlados, uma vez que o banco manteve seus custos estáveis ​​no trimestre, embora o segundo trimestre tenha sido um período de menor atividade.

Por outro lado, : i) a margem financeira do banco surpreendeu negativamente caindo 8% na base trimestral, embora os ativos rentáveis tenham crescido 7% no mesmo período, devido a uma queda de 72 pontos-base na margem financeira sobre os ativos rentáveis (NIM); e ii) um número mais normalizado de sinistros e resultados financeiros deterioraram a operação de seguros que, apesar disso, acreditamos que a seguradora ainda se beneficia da baixa utilização pelos clientes.

“No geral, temos uma visão positiva e de alta qualidade para os resultados, pois não acreditamos que a margem financeira com o mercado e a sinistralidade de seguros do segundo trimestre sejam sustentáveis. No entanto, o sinal do banco sobre possíveis menores provisões pode tornar as estimativas de mercado conservadoras, implicando em um P/L de 2021 atraente”, aponta o analista, que reiterou recomendação de compra e preço-alvo de R$ 27 para o ativo.

O banco divulgou quatro análises positivas sobre a qualidade dos ativos, destaca o analista: i) índice de inadimplência entre 15 e 90 dias estável; ii) modelos de risco indicando que provisões podem diminuir; iii) índice de cobertura acima de 90 dias em ~400%; e iv) sinais positivos para as operações prorrogadas.

A XP ainda ressalta que, ao contrário do Santander, o índice de inadimplência entre 15-90 dias do Bradesco ficou estável em 2,6%, o que o analista avalia ser um bom sinal, pois 75% das operações prorrogadas já foram realizadas e estão em situação regular (com 98% em dia).

Já o Credit Suisse aponta que o resultado do Bradesco é neutro para o papel com o lucro superando o consenso, mas com uma composição dos resultados pior do que esperado já que lucro pré-provisão veio 7% abaixo das estimativas do banco, com uma Margem financeira bruta (NII) mais fraca, assim como o resultado da seguradora, compensados na parte de provisões que foram melhores do que esperado.

Com o aumento das renegociações dos empréstimos causando um pouco de preocupação à primeira vista, os analistas destacam queda de 20% em NPL incluindo renegociações e uma performance positiva dos ativos saudáveis dos portfolios renegociados continuam a apoiar essa redução no custo do risco.

“O Bradesco também já demonstrou bastante disciplina na performance de gastos, algo que devemos continuar vendo, já que o banco deve continuar a reduzir e otimizar sua rede de distribuição”, avaliam.  O segmento corporativo continua impulsionando crescimento e houve uma desaceleração do varejo.

Pão de Açúcar (PCAR3)

O GPA registrou lucro líquido consolidado de R$ 386 milhões aos acionistas controladores no terceiro trimestre de 2020, o resultado é de alta de 151,3% ante o mesmo período de 2019. O Ebitda ajustado do grupo, por sua vez, ficou em R$ 1,663 bilhão, um crescimento de 74,5%.

A receita bruta consolidada do grupo foi de R$ 23,5 bilhões, alta de 11,2% sobre o mesmo período de 2019. O destaque, mais uma vez, foi o braço de atacarejo Assai. O faturamento do atacarejo foi de R$ 10,1 bilhões, incremento de R$ 2,5 bilhões ante o ano anterior. No conceito mesmas lojas o crescimento foi de 18,1%.

No multivarejo o faturamento ficou em R$ 7,4 bilhões, crescimento de 10,4% em mesmas lojas, excluindo postos e drogarias. O Grupo Éxito faturou R$ 6 bilhões, avanço de 23,7% nas vendas totais e de 2,3% no critério mesmas lojas, excluindo postos e em moeda constante.

A companhia tem em caixa R$ 7,3 bilhões, o que corresponde a 124% da dívida de curto prazo (12 meses).

Conforme destaca a XP, o GPA reportou resultados sólidos, em linha com AS estimativas. No Brasil, o faturamento bruto foi de R$ 17,5 bilhões, acima da estimativa da equipe de análise, com o principal destaque sendo a operação de atacado (Assaí) com crescimento de vendas mesmas lojas em 18,1% na comparação anual.

A indústria de bebidas Ambev registrou lucro líquido atribuído a controladores de R$ 2,274 bilhões no terceiro trimestre de 2020, queda de 8,9% em relação ao mesmo intervalo de 2019. Já o lucro líquido reportado no período teve alta de 2,2%, para R$ 2,495 bilhões, na mesma base de comparação.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado somou R$ 5,073 bilhões no terceiro trimestre, aumento de 15% sobre igual intervalo de 2019. A margem Ebitda ajustada atingiu 32,5%, queda de 4,4 pontos porcentuais sobre o indicador do ano passado.

O resultado financeiro líquido saltou 274,3% entre julho a setembro de 2020 e o mesmo período de 2019, para R$ 1,144 bilhão.

A receita líquida do terceiro trimestre somou R$ 15,604 bilhões, aumento de 30,5% sobre igual intervalo de 2019.

“O impacto total da pandemia da covid-19 em nossos resultados futuros permanece incerto, mas nossas ações serão orientadas no sentido de manter o momentum da nossa recuperação em formato de “V” dos volumes e da receita”, diz a administração da cervejaria, nos comentários de desempenho. De acordo com a Ambev, o cenário permanece desafiador, mas a empresa se diz confiante da sua “posição forte” no mercado e de estar tomando “as decisões corretas”.

A AmBev divulgou resultados acima do esperado para o 3º trimestre, sinalizando uma recuperação em V, destaca a XP, com o Ebitda ajustado ficando 20% acima das projeções da XP e crescendo 52% versus o segundo trimestre de 2020.

“A melhora nos resultados ocorreu em 7 dos 10 principais mercados, mas a surpresa positiva veio (novamente) de Cerveja Brasil, com volumes crescendo 25,4% na base anual, exatamente nossa estimativa (XPe +26% A/A) e acima do consenso do mercado”, avalia.

O Credit Suisse também destacou o resultado como notável. “Em última análise, a melhoria do posicionamento competitivo da AmBev durante a pandemia sustentou ganhos de participação de mercado e base de clientes de volta aos níveis pré-COVID”.

Tanto os analistas do Credit quanto da XP reiteraram recomendação de compra para a ação, com preços-alvos respectivos de R$ 18 e R$ 17,15.

Multiplan (MULT3)

A administradora de shopping centers Multiplan teve forte alta do lucro no terceiro trimestre, sob a influência pontual da venda de um ativo, mas as receitas seguiram sob pressão, diante dos efeitos econômicos da Covid-19.

A companhia anunciou nesta quarta-feira que teve lucro líquido de R$ 568,7 milhões de julho a setembro, um salto de 368% ante mesma etapa do ano passado.

O Ebitda atingiu R$ 703,85 milhões, o triplo do apurado um ano antes. A pesquisa Refinitiv com analistas apontava Ebitda de R$ 121,2 milhões.

Em julho, a Multiplan vendeu o edifício Diamond Tower por R$ 810 milhões, operação que contribuiu R$ 547,1 milhões para o Ebitda e R$ 519,8 milhões paro o lucro líquido. O edifício foi desenvolvido por R$ 266,8 milhões.

Considerando indicadores operacionais, porém, a receita de locação no trimestre foi de R$ 150,2 milhões, queda de 43,7% sobre mesma etapa de 2019, com a Multiplan citando condições facilitadas de aluguel oferecidas a lojistas após a suspensão temporária das operações de varejo e restrições operacionais ainda em vigor, ligadas ainda à pandemia.

“A companhia tem sido seletiva na assinatura de novos contratos com lojistas, a fim de priorizar a receita de locação e a qualidade de seu mix”, afirmou a Multiplan no balanço.

Além disso, a receita de estacionamentos caiu 59,3% no comparativo ano a ano, para R$ 22,3 milhões. A empresa ainda reportou inadimplência líquida de 7,2%, bem menor do que os 16,3% do trimestre anterior, porém mais de 10 vezes os 0,6% de um ano antes.

Porém, a companhia citou dados que mostram evolução gradual dos negócios, conforme medidas de quarentena são retiradas pelo país. As vendas dos lojistas dos shoppings da Multiplan em setembro foram 74,6% do vendido um ano antes, enquanto as do terceiro trimestre como um todo foram 58,4% do apurado de julho a setembro de 2019.

“O quarto trimestre começou seguindo a tendência observada no terceiro trimestre. Em outubro, as vendas dos lojistas já registravam a maior marca desde março, alcançando 80,8% dos níveis do ano passado”, afirmou a empresa. O grupo ainda comentou que mais da metade dos shoppings atingiram 80% dos níveis do ano passado, sendo que 5 ultrapassaram a marca de 90%.

Para o Credit Suisse, os resultados corroboram a visão do banco suíço de que a volta do setor está mais acelerada do que o esperado e que a estratégia adotadaapoiando os inquilinos durante o pico da pandemia valeu a pena.

A maioria dos números operacionais apontam para uma recuperação (vendas, aluguel, inadimplência) enquanto que vacância expandiu levemente. “Olhando para frente, esperamos que os resultados melhorem ainda mais com a normalização do horário de abertura e área de lazer”, avaliam os analistas.

Eles ressaltam que os investidores têm sido cautelosos, com medo de uma deterioração no curto prazo ou mudanças estruturais de longo prazo. Contudo, o balanço demonstra que ambas as preocupações foram exageradas. O banco suíço reitera recomendação outperform e top pick para o papel.

Odontoprev (ODPV3)

A Odontoprev informou na quarta-feira lucro atribuído aos acionistas de R$ 85,8 milhões no terceiro trimestre, uma alta de 60% na comparação com o mesmo período do ano anterior. A receita de vendas e serviços da companhia caiu 4,92%, para R$ 430,35 milhões.

O lucro bruto foi de R$ 256 milhões, alta de 12% frente os R$ 228,39 milhões do mesmo período de 2019.

As despesas operacionais foram de R$ 134,14 milhões, queda de 14,26% frente o mesmo período de 2019.

O Credit Suisse destacou que a empresa adicionou 121 mil beneficiários em comparação com o segundo trimestre, uma alta de 1,7%. Mesmo assim, ainda ficou com 153 mil beneficiários a menos do que no primeiro trimestre.

O banco ressaltou que as adições são principalmente em planos individuais. Para o banco, o movimento mostra o poder de fogo da Odontoprev no segmento de massa, o que “compensa a estagnação nos planos corporativos”. Mas avalia que a empresa ainda precisa crescer a partir de uma base de beneficiários reduzida, em um cenário macroeconômico difícil. O banco manteve a avaliação como neutra, com preço alvo de R$ 15, frente preço atual de R$ 13.

O Morgan Stanley destacou que a receita da Odontoprev caiu 5% frente o terceiro trimestre de 2019, com ambiente corporativo desafiador. O banco avaliou que a empresa é uma das melhores de seu setor, mas deve sofrer pressão sobre suas margens em 2021. Mesmo assim, classificou os resultados como bons, e destacou que elevou a avaliação das ações recentemente para equal weight. O preço-alvo é de R$ 13,50.

A Cesp (Companhia Energética de São Paulo) reportou prejuízo líquido de R$ 58,52 milhões no terceiro trimestre de 2020. No mesmo período de 2019, o prejuízo fora de R$ 7,85 bilhões. Quando se considera os nove primeiros meses de 2020, a Cesp registrou lucro de R$ 133,08 milhões, frente prejuízo de R$ 170,1 bilhões no mesmo período de 2019.

O lucro Ebitda foi de R$ 228,8 milhões no período, aumento de 2% frente o ano anterior. A margem Ebitda ajustada no trimestre foi de 50% da receita bruta total, 6 pontos percentuais a menos do que o mesmo período do ano anterior.

O endividamento bruto em 30 de setembro de 2020 era de R$ 1,77 milhões, frente R$ 1,791 milhões no final de 2019.

O Itaú BBA afirmou que os resultados da Cesp estão em linha com o esperado, e avaliou suas ações como outperform, e preço alvo de R$ 38, frente preço atual de R$ 27,91.

A fabricante de blocos e cabeçotes de motores Tupy (TUPY3) reportou lucro líquido de R$ 128,02 milhões no terceiro trimestre de 2020, um avanço de 92,6% no mesmo período de 2019. Foi o maior resultado líquido da história da companhia.

Mesmo assim, quando se considera os nove primeiros meses de 2020, a empresa registra prejuízo de R$ 162,3 milhões, frente lucro de R$ 206,37 milhões um ano antes.

O lucro Ebitda foi de R$ 257,47 milhões, frente R$ 206,59 milhões no terceiro trimestre. Nos nove primeiros meses de 2020, o Ebitda foi de R$ 419,73 milhões.

A receita da companhia para o terceiro trimestre de 2020 foi de R$ 1,25 bilhão, queda de 6,6% frente o mesmo período do ano anterior. A receita acumulada nos nove primeiros meses do ano foi de R$ 2,987 bilhões, queda de 25,8% frente o mesmo período de 2019.

EDP Brasil (ENBR3)

A EDP Energias do Brasil, do setor de geração, distribuição e comercialização de energia, divulgou na quarta-feira (28) resultado do terceiro trimestre de 2020. A empresa teve lucro líquido de R$ 299,772 milhões, queda de 15,3% frente o mesmo período do ano anterior.

O lucro Ebitda foi de R$ 699,408 milhoes, queda de 10,2% frente o trimestre anterior. A margem Ebitda foi de R$ 590,144 milhões, alta de 19,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. E a receita líquida foi de R$ 3,006 bilhões, frente R$ 3,435 bilhões no mesmo período do ano anterior.

A dívida líquida ficou em R$ 5,801 bilhões, alta de 4,4% frnete o terceiro trimestre de 2019.

O Itaú BBA classificou os resultados como “neutros”, dentro de suas expectativas. O banco ressaltou que a EDP pretende implementar um programa de recompra de até 24,8 milhões de ações nos próximos 18 meses. A empresa recomprou 3 milhões no terceiro trimestre. O Itaú BBA avalia as ações como outperform, e preço alvo de R$ 19, frente os R$ 17,5 atuais.

O Credit Suisse avaliou que os resultados da EDP são bons e dentro das expectativas, mas indicam que os impactos da Covid ainda estão sendo sentidos, com a dívida líquida aumentando em parte para fazer caixa durante a pandemia. O banco classificou as ações como outperform, com preço-alvo de R$ 24,60.

BR Distribuidora (BRDT3)

A BR Distribuidora deverá ter um impacto positivo de R$ 874,6 milhões nas demonstrações financeiras do quarto trimestre como resultado de uma decisão judicial contra a qual não cabe mais recurso, informou a companhia.

A decisão, da 12ª Vara Federal do Rio de Janeiro, refere-se a valor de ICMS a ser excluído da base de cálculo do PIS/Cofins, acrescentou a empresa em comunicado.

“Desta forma, a confirmação judicial do conceito jurídico e da metodologia de cálculo para apuração de tal crédito irá gerar um reconhecimento total no resultado da companhia em 2020 de 1,4 bilhão de reais, entre principal e atualização, já incluído neste valor os 551 milhões de reais registrados no 2° e 3° trimestres”, explicou.

O ganho adicional no 4ª trimestre será no valor total de R$ 874,6 milhões, sendo R$ 647,4 milhões de principal, como “outras receitas”, e R$ 227,2 milhões de atualização monetária, como receita financeira.

Stone, Linx (LINX3) e Totvs (TOTS3)

A Linx afirmou nesta quinta-feira que a Stone melhorou os termo de sua proposta pela empresa de software para o varejo, desistindo de uma das multas previstas no acordo e ampliando parcela em dinheiro da oferta.

A empresa de meios de pagamento afirmou à Linx que desistiu de receber multa de R$ 112,5 milhões relacionada a uma eventual rejeição pelos acionistas de dispensa de listagem no Novo Mercado e outras condições, após receber ordem de superintendência de regulação da B3.

“A Stone concordou em renunciar à referida multa não apenas em relação à rejeição de dispensa de sua listagem no Novo Mercado, mas também em relação às demais matérias da ordem do dia relacionadas à operação”, afirmou a Linx em fato relevante ao mercado.

A Stone também afirmou à empresa que decidiu elevar em R$ 0,50 por ação da Linx parcela em dinheiro da oferta, para R$ 32,06. Na véspera, as ações da Linx fecharam a 36,27 reais.

A Linx, que já estava inclinada em aceitar a oferta anterior da Stone, afirmou que seu conselho de administração manteve a preferência por um acordo com a empresa.

A oferta da Stone está sendo desafiada pela produtora de software corporativo Totvs. Os acionistas da Linx farão uma assembleia para discutir as ofertas em 17 de novembro.

A Cogna informou faturamento de R$ 365 milhões com vendas no âmbito do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) de 2021, sendo que R$ 158 milhões foram reconhecidos no terceiro trimestre de 2020.

“Em decorrência da conclusão das negociações entre a Saber e o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), o volume total de vendas das Editoras Ática, Scipione e Saraiva Educação no PNLD 2021 foi de 44,1 milhões de livros”, afirmou a companhia.

O processo de recompra das obras dos anos iniciais do ensino fundamental, obteve 100% de aprovação na adequação à base nacional comum curricular (BNCC). “Em função das reprovações de obras de outras editoras, houve um crescimento de aproximadamente 4 p.p. no market share de nossas editoras, representando um acréscimo de 6 milhões de exemplares, e colocando-nos como líderes deste segmento.”

No processo de escolha no segmento de Ensino Médio, a Cogna disse que as suas editoras tiveram a aprovação de 100% das obras inscritas no Objeto 1 – Projetos Integradores e Projeto de Vida. Isso representou um market share de 24,1% das obras aprovadas, “deixando a companhia bem posicionada para o processo de escolha das referidas obras no primeiro semestre de 2021”, acrescentou.

Segundo o Bradesco BBI, a notícia é positiva, uma vez que a Cogna conseguiu manter sua posição sólida no PNLD e até aumentar sua participação de mercado. O resultado também deve ajudar a mitigar o impacto negativo do COVID-19 nos resultados da empresa no terceiro trimestre. Os analistas do BBI seguem com recomendação neutra para a ação e preço-alvo de R$ 6,50.

O IRB Brasil informou que, nesta quinta-feira, ocorreu liquidação de emissão de debêntures, que terá os recursos utilizados para reenquadrar a companhia aos critérios definidos pela Superintendência de Seguros Privados (Susep) e pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), para a cobertura de suas provisões técnicas e da margem adicional de liquidez regulatória, bem como para fortalecer a estrutura de capital.

A emissão é composta por 597.439 debêntures, sendo que, foram emitidas 450.439 debêntures da 1ª Série, com vencimento em outubro de 2023; e 147.000 da 2ª Série, com prazo até outubro de 2026; no montante total de R$ 597,439 milhões.

A BRF contratou crédito rotativo de até R$ 1,5 bilhão com o Banco do Brasil, com prazo de três anos. A companhia ainda informou que liquidou antecipadamente empréstimo de R$ 1,57 bilhão que venceria entre agosto de 2021 e janeiro de 2022.

Qualicorp (QUAL3)

A Qualicorp anunciou nesta quarta-feira a compra de uma carteira de cerca de 4,3 mil vidas no segmento coletivo por adesão da Health Administradora de Benefícios, sem mencionar valores.

A carteira, no Estado de São Paulo, envolve pessoas atendidas pela Notre Dame Intermédica (GNDI3).

“A transação, que envolve somente os direitos e obrigações sobre a carteira, está alinhada à estratégia de crescimento da companhia nas suas frentes de negócio e ao seu objetivo de diversificação do portfólio de vidas em diferentes operadoras”, afirmou a Qualicorp, adicionando que a carteira será adicionada à sua unidade que atendem os públicos C, D e E.

Via Varejo (VVAR3)

A Via Varejo comunicou a aquisição da I9XP, empresa de tecnologia situada em São Paulo com 155 colaboradores, sendo 120 desenvolvedores, especializada em desenvolvimento de soluções para e-commerce.

“Essa mais nova aquisição faz parte da estratégia de aceleração da transformação digital da Companhia, desta vez focando na evolução de projetos especiais como marketplace e logística”, apontou a Via Varejo, que afirmou que a consumação da aquisição está sujeita ao cumprimento de algumas condições de praxe previstas nos documentos definitivos.

Por fim, a companhia informou que a compra será feita por sua subsidiária VVLog Logística Ltda. e não está sujeita ao disposto no artigo 256 da Lei das S.A.

A Randon anunciou a conclusão favorável de uma discussão judicial referente à exclusão do ICMS do PIS e da COFINS da Randon e de suas controladas Fras-Le, Jost e Master. Em junho de 2020, a empresa informava que essa disputa poderia resultar em um ganho pontual de R$ 485 milhões a R$ 560 milhões, ou R$ 1,45 a R$ 1,66 por ação.

“As notícias são positivas para a Randon, pois essa disputa tributária deve resultar em um ganho pontual no resultado do quarto trimestre. Os R $ 485 milhões-R $ 560 milhões serão atualizados e também podem incluir o período de dezembro de 2001 a janeiro de 2005. Em um cenário conservador de ganho pontual de R $ 485 milhões, estimamos que o preço das ações poderiam subir 12%, para precificar esse ganho pontual”, apontam os analistas.

(Com Agência Estado e Reuters)

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