Ações de Neoenergia e Romi avançam após balanços, Petrobras e PetroRio têm alta com petróleo; IRB sobe 2% após dados de maio

SÃO PAULO – A sessão é de fortes variações para diversas ações da B3 nesta quarta-feira (21). Além dos ativos PN da Renova (RNEW4), que sobem mais de 20% após a companhia aceitar a proposta do Mubadala pela compra da Brasil PCH, a sessão também é de ganhos para a estreante Desktop (DESK3), que chegou a subir 10% na máxima do dia.

Atenção ainda com a temporada de resultados, com Neoenergia (NEOE3) subindo cerca de 2% e Romi (ROMI3) avançando cerca de 5%, sendo elas as primeiras empresas a divulgarem seus números referentes ao segundo trimestre de 2021.

Já PetroRio (PRIO3) e Petrobras (PETR3;PETR4) avançam em um dia de alta de cerca de 2% para as cotações do petróleo, ainda em um movimento de recuperação após a forte queda de cerca de 7% na segunda-feira.

Os papéis do IRB (IRBR3), por sua vez, avançam cerca de 2,5%. O IRB registrou lucro líquido de R$ 7,5 milhões em maio deste ano, ante um prejuízo líquido em maio de 2020 de R$ 202,1 milhões. Já nos cinco primeiros meses de 2021, o lucro líquido foi de R$ 9,4 milhões ante um prejuízo líquido no mesmo período de 2020 de R$ 337,2 milhões.

Confira os destaques:

Na agenda de IPOs, a Desktop estreia suas ações na B3 nesta quarta-feira.

A companhia precificou sua ação a R$ 23,50 na oferta inicial de ações. O preço ficou perto do piso da faixa estimativa que ia de R$ 23 a R$ 28. Ela captou R$ 715 milhões no IPO.

A Desktop é uma provedora de internet, com a empresa atuando majoritariamente no mercado de prestação de serviços de banda larga com tecnologia de fibra óptica de alta velocidade voltado para o consumidor pessoa física.

Os recursos com a oferta serão destinados para crescimento orgânico, aquisições estratégicas e aumento de posição de caixa.

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O IRB Brasil registrou lucro líquido de R$ 7,5 milhões em maio deste ano, ante um prejuízo líquido em maio de 2020 de R$ 202,1 milhões. Já nos cinco primeiros meses de 2021, o lucro líquido foi de R$ 9,4 milhões ante um prejuízo líquido no mesmo período de 2020 de R$ 337,2 milhões.

De acordo com a companhia, ao excluir efeito dos negócios descontinuados (run-off) e dos eventos não recorrentes (one-offs), o lucro líquido em maio de 2021 seria de R$ 51,4 milhões. Já nos cinco primeiros meses de 2021 a companhia teria um lucro líquido de R$ 92,9 milhões neste mesmo conceito.

Os resultado antes dos impostos foram de R$ 10,8 milhões, uma melhora em relação a maio de 2020, que apresentou
resultado negativo de R$ 327,9 milhões. Já nos cinco primeiros meses de 2021, o resultado antes dos impostos foi positivo em R$ 21,9 milhões, comparado a um resultado negativo de R$ 500,0 milhões no mesmo período de 2020.

O prêmio emitido de R$ 585,9 milhões em maio apresentou queda de 26,1% em relação a maio de 2020, sendo R$ 388,2
milhões no Brasil e R$ 197,7 milhões no exterior. O prêmio emitido no Brasil cresceu 33% em relação a maio de 2020, sendo compensado pela redução de 60,6% no exterior.

Multilaser

Já o IPO da empresa de produtos eletrônicos Multilaser saiu a R$ 11,10 cada, perto do piso da faixa estimada pelos coordenadores, de R$ 10,80 a R$ 13,00 por papel, de acordo com informações registradas na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) na terça.

A operação envolveu a venda de 198.160.223 ações, movimentando R$ 2,2 bilhões. Desse total, cerca de R$ 1,9 bilhão correspondem à oferta base. Como a operação envolve apenas a venda de ações novas, os recursos devem ir para o caixa da companhia, que pretende usá-los para reforçar o caixa, pagar dívidas e fazer aquisições. A companhia tem a previsão de estrear no pregão da B3 na próxima quinta-feira, negociada sob o ticker MLAS3.

Focus Energia (POWE3)

A Focus Energia informou na terça por meio de fato relevante que fechou contrato com a Trina Solar para o fornecimento de módulos fotovoltaicos ao Projeto Futura 1, empreendimento com 22 parques de energia solar que está sendo desenvolvido pela companhia. O contrato com a Trina Solar substitui acordo anterior que a Focus mantinha com a Risen Energy para os serviços. Segundo a Focus, a alteração do fornecedor faz parte de plano de contingência para mitigar riscos e garantir o cumprimento do cronograma do projeto.

Na terça, a Petrobras informou que recebeu ofício do Ministério de Minas e Energia com indicações para a composição da chapa da União para cargos no conselho de administração da empresa, cuja eleição ocorrerá na próxima Assembleia Geral Extraordinária (AGE). O ofício prevê a recondução de Eduardo Bacellar Leal Ferreira à presidência do conselho, bem como a recondução de Joaquim Silva e Luna, atual presidente-executivo da estatal, à sua posição no colegiado.

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Também foram apontadas as reconduções de Ruy Flaks Schneider, Sonia Julia Sulzbeck Villalobos (para vaga destinada ao Ministério da Economia), Márcio Andrade Weber, Murilo Marroquim de Souza e Cynthia Santana Silveira (selecionada em lista tríplice elaborada por empresa especializada). Houve ainda a indicação de Carlos Eduardo Lessa Brandão para cargo de conselheiro, também como nome selecionado em lista tríplice elaborada por empresa especializada.

Neonergia (NEOE3)

O lucro líquido da elétrica Neoenergia atingiu R$ 1 bilhão no segundo trimestre de 2021, salto de 137% em relação a igual período do ano anterior, impulsionado pela recuperação do mercado após medidas mais rígidas para contenção da Covid-19, informou a empresa na terça. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) da companhia, controlada pela espanhola Iberdrola, avançou 108% no trimestre até junho, para R$ 2,3 bilhões.

As Indústrias Romi lucraram R$ 42,8 milhões no segundo trimestre de 2021, número que foi 106,4% maior do que os R$ 20,74 milhões registrados no trimestre anterior e 277% superior aos R$ 11,36 milhões reportados no mesmo período do ano passado.

A Embraer comunicou nesta quarta-feira que entregou 34 jatos no segundo trimestre, sendo 14 comerciais e 20 executivos (12 leves e oito grandes), mostrando crescimento frente aos 22 aviões entregues no primeiro trimestre do ano.

A carteira de pedidos firmes (backlog) somou US$ 15,9 bilhões no final de junho, alta de 12% em relação ao primeiro trimestre, em um retorno aos níveis pré-pandemia, de acordo com a fabricante de aeronaves.

A atual carteira de pedidos firmes inclui o contrato de 30 aeronaves E195-E2 da Porter Airlines, do Canadá.

Grupo Soma (SOMA3) e Cia. Hering (HGTX3)

O Grupo Soma, dono das marcas Animale e Farm e que recentemente comprou a gigante das confecções Hering, levantou R$ 888 milhões com sua oferta subsequente de ações (follow-on), com as ações vendidas a R$ 19,20, representando um ágio de 18% em relação à data do anúncio da oferta.

Foram vendidas 46 milhões ações ordinárias, sem lotes adicionais. O grupo Soma entrou na B3, a Bolsa brasileira, há um ano, com uma oferta de ações (IPO, na sigla em inglês) de R$ 1,823 bilhão.

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Os recursos captados na nova oferta serão direcionados para compor a aquisição da Hering.

A Trisul divulgou sua prévia operacional do segundo trimestre de 2021, informando o lançamento de dois projetos de média renda no período, que somaram um Valor Geral de Vendas (VGV) total de R$ 413 milhões (crescimento de 14% ano contra ano e 26% trimestre contra trimestre), o que levou a companhia a mais que dobrar seus lançamentos no primeiro semestre de 2021 (R$ 742 milhões) versus primeiro semestre de 2020 (R$ 361 milhões).

As vendas líquidas atingiram R$ 246 milhões (crescimento de 42% ano contra ano e 39% trimestre contra trimestre), levando a uma velocidade de vendas (VSO) de 15% (contra 14% no trimestre anterior), o que vemos como positivo dado as restrições comerciais em São Paulo até o final de abril.

“A Trisul reportou sólida prévia operacional referente ao segundo trimestre. Mantemos nossa visão positiva para o papel e recomendação de compra e preço-alvo de R$ 14 por ação”, destaca a XP.

A C&A publicou um fato relevante ontem à noite informando uma decisão favorável do STF em relação ao reconhecimento de créditos tributários referentes à exclusão do ICMS da base de Pis e Cofins.

Os valores finais ainda estão sendo apurados mas estimativas iniciais indicam um total de R$230 milhões (5,9% do valor de mercado), a ser reconhecido no resultado do segundo trimestre. “Vemos o anúncio como positivo e mantemos recomendação de compra com preço alvo de R$18,0 por ação”, aponta a XP.

A Renova Energia, em recuperação judicial, informou na noite da véspera ter aceitado proposta do fundo Mubadala para a compra da Brasil PCH, subsidiária da Renova Energia.

Segundo a empresa, pela proposta, o fundo pagará R$ 1,1 bilhão pelos 51% que a Renova tem na Brasil PCH, empresa que tem um portfólio de 13 pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) espalhadas pelo país, e que é considerado o melhor ativo da Renova e a aposta da empresa para conseguir resolver boa parte de suas pendências financeiras.

O Conselho de Administração da Eternit elegeu, em reunião realizada em 20 de julho, José Ricardo Reichert para ocupar o cargo de Diretor Industrial do Grupo Eternit a partir de 1 de agosto, com mandato unificado com os demais membros da diretoria.

Reichert ingressou na companhia em 2019 e atualmente ocupa o cargo de superintendente industrial. Ele é “formado em Engenharia Mecânica pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos e com Pós-Graduação em Planejamento e Gestão Organizacional pela Universidade de Pernambuco, o executivo, possui sólida experiência na indústria de construção civil, adquirida como Diretor Industrial do Grupo Saint Gobain”, destacou a companhia.

Educacionais

O Morgan Stanley publicou uma avaliação sobre serviços de educação no Brasil. O banco afirma que a recuperação do volume de alunos presenciais deve começar em 2022. A vacinação e um ambiente econômico melhor devem levar à reabertura de escolas, demanda maior de ensino pós-secundário e menos desistências. No primeiro semestre de 2022, houve alta de 21% na inclusão orgânica de alunos presenciais, de 45% quando incluídas fusões e aquisições já anunciadas.

O banco diz que prefere empresas mais atreladas à possível recuperação das aulas presenciais, e com fortes balanços, mas também com exposição ao ensino a distância. O segmento médico deve continuar forte, mas os preços atuais já precificam a expectativa de bom desempenho. O banco afirma que a Cruzeiro do Sul é sua top pick (escolha preferida), com avaliação overweight (exposição acima da média) e preço-alvo em R$ 19. Em seguida, vêm Yduqs e Vitru, ambas com avaliação overweight.

O banco rebaixou a avaliação da Afya de overweight para equal-weight (exposição em linha com a média), e reduziu seu preço-alvo a US$ 28,50 do papel negociado na Nasdaq. O banco reiterou a avaliação da Ser Educacional como equal-weight, e elevou o preço-alvo a R$ 20.

O Morgan Stanley rebaixou a avaliação da Cogna de equal-weight para underweight (exposição abaixo da média) e reduziu o preço-alvo a R$ 4,50, devido a rendimentos mais fracos, endividamento alto e reestruturação complexa. O banco também reiterou a avaliação underweight para a Anima e elevou o seu preço-alvo a R$ 14,50. O banco diz ver riscos de execução relacionados à Laureate e uma integração grande e complexa, com um plano de redução do endividamento que inclui desinvestimentos em instituições em um mercado de compradores.

(com Reuters e Estadão Conteúdo)

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União indica conselheiros para a Petrobras, estreia da Desktop na B3, follow-on do Grupo Soma, balanço da Neonergia e mais

Petrobras (Foto: Mario Tama/Getty Images)

SÃO PAULO – O noticiário corporativo tem como destaque a estreia das ações da Desktop, os primeiros resultados da temporada do segundo trimestre com Neoenergia e Romi, além da captação do Grupo Soma em oferta subsequente de ações.

Na noite de terça, a Petrobras informou que recebeu ofício do Ministério de Minas e Energia com indicações para a composição da chapa da União para cargos no conselho de administração da empresa, cuja eleição ocorrerá na próxima Assembleia Geral Extraordinária (AGE). Confira os destaques:

Na agenda de IPOs, a Desktop estreia suas ações na B3 nesta quarta-feira.

A companhia precificou sua ação a R$ 23,50 na oferta inicial de ações. O preço ficou perto do piso da faixa estimativa que ia de R$ 23 a R$ 28. Ela captou R$ 715 milhões no IPO.

A Desktop é uma provedora de internet, com a empresa atuando majoritariamente no mercado de prestação de serviços de banda larga com tecnologia de fibra óptica de alta velocidade voltado para o consumidor pessoa física.

Os recursos com a oferta serão destinados para crescimento orgânico, aquisições estratégicas e aumento de posição de caixa.

O IRB Brasil registrou lucro líquido de R$ 7,5 milhões em maio deste ano, ante um prejuízo líquido em maio de 2020 de R$ 202,1 milhões. Já nos cinco primeiros meses de 2021, o lucro líquido foi de R$ 9,4 milhões ante um prejuízo líquido no mesmo período de 2020 de R$ 337,2 milhões.

De acordo com a companhia, ao excluir efeito dos negócios descontinuados (run-off) e dos eventos não recorrentes (one-offs), o lucro líquido em maio de 2021 seria de R$ 51,4 milhões. Já nos cinco primeiros meses de 2021 a companhia teria um lucro líquido de R$ 92,9 milhões neste mesmo conceito.

Os resultado antes dos impostos foram de R$ 10,8 milhões, uma melhora em relação a maio de 2020, que apresentou
resultado negativo de R$ 327,9 milhões. Já nos cinco primeiros meses de 2021, o resultado antes dos impostos foi positivo em R$ 21,9 milhões, comparado a um resultado negativo de R$ 500,0 milhões no mesmo período de 2020.

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O prêmio emitido de R$ 585,9 milhões em maio apresentou queda de 26,1% em relação a maio de 2020, sendo R$ 388,2
milhões no Brasil e R$ 197,7 milhões no exterior. O prêmio emitido no Brasil cresceu 33% em relação a maio de 2020, sendo compensado pela redução de 60,6% no exterior.

Multilaser

Já o IPO da empresa de produtos eletrônicos Multilaser saiu a R$ 11,10 cada, perto do piso da faixa estimada pelos coordenadores, de R$ 10,80 a R$ 13,00 por papel, de acordo com informações registradas na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) na terça.

A operação envolveu a venda de 198.160.223 ações, movimentando R$ 2,2 bilhões. Desse total, cerca de R$ 1,9 bilhão correspondem à oferta base. Como a operação envolve apenas a venda de ações novas, os recursos devem ir para o caixa da companhia, que pretende usá-los para reforçar o caixa, pagar dívidas e fazer aquisições. A companhia tem a previsão de estrear no pregão da B3 na próxima quinta-feira, negociada sob o ticker MLAS3.

Focus Energia (POWE3)

A Focus Energia informou na terça por meio de fato relevante que fechou contrato com a Trina Solar para o fornecimento de módulos fotovoltaicos ao Projeto Futura 1, empreendimento com 22 parques de energia solar que está sendo desenvolvido pela companhia. O contrato com a Trina Solar substitui acordo anterior que a Focus mantinha com a Risen Energy para os serviços. Segundo a Focus, a alteração do fornecedor faz parte de plano de contingência para mitigar riscos e garantir o cumprimento do cronograma do projeto.

Na terça, a Petrobras informou que recebeu ofício do Ministério de Minas e Energia com indicações para a composição da chapa da União para cargos no conselho de administração da empresa, cuja eleição ocorrerá na próxima Assembleia Geral Extraordinária (AGE). O ofício prevê a recondução de Eduardo Bacellar Leal Ferreira à presidência do conselho, bem como a recondução de Joaquim Silva e Luna, atual presidente-executivo da estatal, à sua posição no colegiado.

Também foram apontadas as reconduções de Ruy Flaks Schneider, Sonia Julia Sulzbeck Villalobos (para vaga destinada ao Ministério da Economia), Márcio Andrade Weber, Murilo Marroquim de Souza e Cynthia Santana Silveira (selecionada em lista tríplice elaborada por empresa especializada). Houve ainda a indicação de Carlos Eduardo Lessa Brandão para cargo de conselheiro, também como nome selecionado em lista tríplice elaborada por empresa especializada.

Neonergia (NEOE3)

O lucro líquido da elétrica Neoenergia atingiu R$ 1 bilhão no segundo trimestre de 2021, salto de 137% em relação a igual período do ano anterior, impulsionado pela recuperação do mercado após medidas mais rígidas para contenção da Covid-19, informou a empresa na terça. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) da companhia, controlada pela espanhola Iberdrola, avançou 108% no trimestre até junho, para R$ 2,3 bilhões.

As Indústrias Romi lucraram R$ 42,8 milhões no segundo trimestre de 2021, número que foi 106,4% maior do que os R$ 20,74 milhões registrados no trimestre anterior e 277% superior aos R$ 11,36 milhões reportados no mesmo período do ano passado.

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A Embraer comunicou nesta quarta-feira que entregou 34 jatos no segundo trimestre, sendo 14 comerciais e 20 executivos (12 leves e oito grandes), mostrando crescimento frente aos 22 aviões entregues no primeiro trimestre do ano.

A carteira de pedidos firmes (backlog) somou US$ 15,9 bilhões no final de junho, alta de 12% em relação ao primeiro trimestre, em um retorno aos níveis pré-pandemia, de acordo com a fabricante de aeronaves.

A atual carteira de pedidos firmes inclui o contrato de 30 aeronaves E195-E2 da Porter Airlines, do Canadá.

Grupo Soma (SOMA3) e Cia. Hering (HGTX3)

O Grupo Soma, dono das marcas Animale e Farm e que recentemente comprou a gigante das confecções Hering, levantou R$ 888 milhões com sua oferta subsequente de ações (follow-on), com as ações vendidas a R$ 19,20, representando um ágio de 18% em relação à data do anúncio da oferta.

Foram vendidas 46 milhões ações ordinárias, sem lotes adicionais. O grupo Soma entrou na B3, a Bolsa brasileira, há um ano, com uma oferta de ações (IPO, na sigla em inglês) de R$ 1,823 bilhão.

Os recursos captados na nova oferta serão direcionados para compor a aquisição da Hering.

A Trisul divulgou sua prévia operacional do segundo trimestre de 2021, informando o lançamento de dois projetos de média renda no período, que somaram um Valor Geral de Vendas (VGV) total de R$ 413 milhões (crescimento de 14% ano contra ano e 26% trimestre contra trimestre), o que levou a companhia a mais que dobrar seus lançamentos no primeiro semestre de 2021 (R$ 742 milhões) versus primeiro semestre de 2020 (R$ 361 milhões).

As vendas líquidas atingiram R$ 246 milhões (crescimento de 42% ano contra ano e 39% trimestre contra trimestre), levando a uma velocidade de vendas (VSO) de 15% (contra 14% no trimestre anterior), o que vemos como positivo dado as restrições comerciais em São Paulo até o final de abril.

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“A Trisul reportou sólida prévia operacional referente ao segundo trimestre. Mantemos nossa visão positiva para o papel e recomendação de compra e preço-alvo de R$ 14 por ação”, destaca a XP.

A C&A publicou um fato relevante ontem à noite informando uma decisão favorável do STF em relação ao reconhecimento de créditos tributários referentes à exclusão do ICMS da base de Pis e Cofins.

Os valores finais ainda estão sendo apurados mas estimativas iniciais indicam um total de R$230 milhões (5,9% do valor de mercado), a ser reconhecido no resultado do segundo trimestre. “Vemos o anúncio como positivo e mantemos recomendação de compra com preço alvo de R$18,0 por ação”, aponta a XP.

A Renova Energia, em recuperação judicial, informou na noite da véspera ter aceitado proposta do fundo Mubadala para a compra da Brasil PCH, subsidiária da Renova Energia.

Segundo a empresa, pela proposta, o fundo pagará R$ 1,1 bilhão pelos 51% que a Renova tem na Brasil PCH, empresa que tem um portfólio de 13 pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) espalhadas pelo país, e que é considerado o melhor ativo da Renova e a aposta da empresa para conseguir resolver boa parte de suas pendências financeiras.

O Conselho de Administração da Eternit elegeu, em reunião realizada em 20 de julho, José Ricardo Reichert para ocupar o cargo de Diretor Industrial do Grupo Eternit a partir de 1 de agosto, com mandato unificado com os demais membros da diretoria.

Reichert ingressou na companhia em 2019 e atualmente ocupa o cargo de superintendente industrial. Ele é “formado em Engenharia Mecânica pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos e com Pós-Graduação em Planejamento e Gestão Organizacional pela Universidade de Pernambuco, o executivo, possui sólida experiência na indústria de construção civil, adquirida como Diretor Industrial do Grupo Saint Gobain”, destacou a companhia.

(com Reuters e Estadão Conteúdo)

Quer entender o que é o mercado financeiro? Assista à série gratuita “Carreira no Mercado Financeiro” e conheça o setor da economia que paga os melhores salários de 2021.

Neoenergia lucra o dobro na comparação anual, atingindo R$ 1 bilhão no 2º tri

Uma foto com várias linhas de transmissão de energia

SÃO PAULO – A Neoenergia (NEOE3) lucrou R$ 1 bilhão no segundo trimestre de 2021, revelou a demonstração de resultados divulgada nesta terça-feira (20). O número foi 137% maior do que os R$ 423 milhões registrados no mesmo período do ano passado.

Já o Lucro Antes de Juros, Impostos, Depreciações e Amortizações (Ebitda, na sigla em inglês) foi de R$ 2,3 bilhões entre os meses de abril e junho, o que corresponde a um avanço de 108% na comparação anual.

A receita líquida, por sua vez, totalizou R$ 9,53 bilhões no segundo trimestre, alta de 45% sobre o mesmo período do ano anterior.

Segundo a administração, a energia injetada foi de 18.702 GWh, um crescimento de 11% ante o segundo trimestre de 2020.

A Neoenergia é uma empresa do setor elétrico que atua em distribuição e transmissão de energia, geração de energia renovável como eólica, hidráulica e solar e geração térmica/comercialização.

Quer entender o que é o mercado financeiro e como ele funciona? Assista à série gratuita “Carreira no Mercado Financeiro” e conheça o setor da economia que paga os melhores salários de 2021.

Carrefour Brasil terá novo CEO, Neoenergia inaugura temporada, produção da Vale, Braskem podendo ser vendida em blocos e mais

SÃO PAULO – O noticiário corporativo tem como destaque o início da temporada de resultados com os números da Neoenergia (NEOE3) após o fechamento do mercado, o Carrefour Brasil (CRFB3) anunciando que terá novo CEO, a Braskem (BRKM5) podendo ser vendida em blocos, segundo apuração do Valor, o relatório de produção da Vale (VALE3), entre outros destaques. Confira abaixo:

Carrefour Brasil (CRFB3)

O Carrefour Brasil anunciou que terá novo presidente. Stéphane Maquaire assume a presidência da operação, sucedendo Noël Prioux, que deixa o cargo após mais de 4 anos.

A mudança ocorre em 1 de setembro. Nos próximos meses, Noël e Stéphane estarão juntos no processo de transição, com Noel como diretor executivo da América Latina até o final deste ano.

A companhia informa que Maquaire está no Grupo Carrefour desde 2019 como Chief Executive Officer (CEO) do Carrefour Argentina, onde liderou com sucesso o plano de transformação da empresa no país, com foco no cliente no centro e na estratégia digital, levando a melhorias significativas no desempenho financeiro da companhia.

“No período, elevou substancialmente o índice de satisfação dos clientes e o Carrefour Argentina consolidou sua posição de liderança no país, com significativo ganho de participação de mercado nos anos de 2019, 2020 e 2021. Stéphane também desempenhou papel-chave na a aceleração do e-commerce na Argentina”, destacou a companhia, que ressaltou que o  executivo tem ampla experiência no varejo, tendo atuado como CEO em companhias como Monoprix, Vivarte e Manor.

O executivo chega ao Brasil em um importante período para a operação, com o fim da conversão das lojas Makro e o início do planejamento de integração do Grupo Big (transação sujeita à aprovação do CADE). “Stéphane dará seguimento à agenda estratégica do Grupo Carrefour Brasil, que inclui expansão, aceleração digital e de serviços financeiros, transformação do negócio como resultado das tendências de mercado e a intensificação da agenda ESG da companhia, incluindo o compromisso com a diversidade”, aponta a empresa.

A XP vê a notícia como neutra, avaliando que ambos os executivos têm ampla experiência no setor e um ótimo histórico de entrega de resultados para a companhia.

A produção de minério de ferro da Vale atingiu 75,685 milhões de toneladas no segundo trimestre de 2021, alta de 12% em relação a igual período do ano passado. Em relatório divulgado ao mercado, a Vale informou que a produção registrou alta de 11,3% na comparação ao trimestre imediatamente anterior.

O desempenho anual é atribuído ao maiores volumes na mina Brucutu, em Minas Gerais, com o aumento da produção por processamento a seco; melhoria sazonal das condições climáticas em Serra Norte, no Pará, e um forte desempenho em Serra Leste, no Sudoeste do Pará; maior produtividade no Complexo de Itabira, em Minas Gerais, com a reavaliação das soluções temporárias de gerenciamento de rejeitos.

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A Vale também destacou a produção por processamento úmido em Fábrica durante os testes para retomar as operações da planta de beneficiamento.

Os pontos positivos foram parcialmente compensados por interferências causadas pela instalação e comissionamento do primeiro de quatro britadores de jaspilito no S11D.

A XP destaca que a produção está em linha com as estimativas dos analistas e 3% abaixo do consenso da Bloomberg. “Acreditamos que a Vale é capaz de entregar seu guidance de 315-335 milhões de toneladas em 2021, uma vez que atingiu uma capacidade de produção de 330 milhões de toneladas anuais no segundo trimestre (de 327 mtpa no primeiro trimestre de 2021)”, apontam os analistas.

Os analistas Yuri Pereira e Thales Carmo mantêm recomendação de compra, com preço-alvo de R$122 por ação, com base em fortes dividendos (mínimo de 6% de rendimento esperado para 2021) e um valuation atrativo.

O Morgan Stanley afirma que os dados apresentados pela Vale devem reduzir o Ebitda estimado pelo banco para a empresa, de US$ 12,2 bilhões, devido a menos exportações e um prêmio menor pago pelo carvão, de US$ 3 por tonelada, frente a suas estimativas de US$ 7,9 por tonelada, devido a uma queda no conteúdo médio de ferro no segundo trimestre, a 62,4%, frente ao trimestre anterior, de 63,4%, e à estimativa do banco, de 63,5%. O banco mantém avaliação overweight, e preço-alvo de US$ 27, frente à cotação de US$ 21,35 da véspera dos papéis VALE negociados na segunda na Bolsa de Nova York.

O BBA apontou que se mantém confortável quanto às suas estimativas para o Ebitda no segundo trimestre, em US$ 11,7 bilhões. O Itaú mantém avaliação outperform para o ADR da Vale, com preço-alvo para 2021 em US$ 26.

O Bradesco BBI avaliou os dados da Vale como sólidos e levemente acima de suas estimativas. O banco avalia que a empresa se encaminha para atingir sua guidance de produção, apesar de alguns atrasos. Se a empresa mantiver a taxa diária de produção em 1 milhão de toneladas por dia, a produção total pode chegar a 328 milhões de toneladas em 2021. Assim, se diz confortável com suas estimativas para produção em 2021, de 320 milhões de toneladas, e de 315 milhões em remessas para 2021. O banco também avalia que os prêmios pagos por minério de ferro ficaram abaixo do esperado. A recomendação para o ADR segue outperform, com preço-alvo em US$ 25.

A mineradora também informou que descontinuou suas estimativas para a produção média de níquel no período de 2021 a 2023 e para a produção de cobre em 2021, conforme fato relevante divulgado ao mercado.

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A companhia disse que os “guidances” estão em revisão devido às incertezas relativas ao prazo para a retomada da produção nas operações de Sudbury, no Canadá, e à implementação de processos de segurança e manutenção nos ativos de Sossego e Salobo. A manifestação ocorreu pouco depois de a Vale publicar seu relatório de produção do segundo trimestre de 2021, no qual já indicava que as previsões de produção de cobre e níquel estariam sob revisão.

No trimestre entre abril e junho, a mineradora produziu 41,5 mil toneladas de níquel, queda de 15,3% na comparação anual, e 73,5 mil toneladas de cobre, recuo de 13% no ano a ano. Ambos foram impactados por fatores como uma paralisação de funcionários em Sudbury.

Ainda no radar da companhia, na segunda, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo) afirmou à agência internacional de notícias Reuters que acredita que um acordo definitivo será fechado neste ano entre as mineradoras Samarco, Vale, BHP e autoridades para reparar danos causados pelo rompimento de barragem em Mariana (MG) em 2015, em um valor de até R$ 100 bilhões a serem desembolsados em cinco anos. O montante total é cerca de quatro vezes maior que um acordo inicial pelo desastre fechado em 2016, que permitiu o início dos trabalhos de reparação e a suspensão temporária de ações na Justiça.

O Morgan Stanley avaliou que a entrevista de Zema à Reuters é um esforço, por parte das autoridades, para fortalecer sua posição sobre potenciais negociações com as empresas. O banco diz que o mecanismo para compensar pelos danos de Fundão, como a fundação Renova, se mostraram ineficientes, e frustraram todas as partes envolvidas.

O banco diz que um acordo definitivo poderia encerrar esta situação, mas a um custo maior para a Samarco e seus parceiros. O Morgan avalia, no entanto, que é improvável que as empresas concordem com os R$ 100 bilhões aventados por Zema ou com os R$ 155 bilhões mencionados pelo principal promotor do caso.

O Valor informa que a Braskem poderá ser vendida a diferentes compradores, desmembrada em blocos de ativos por região, se esse modelo resultar em retorno mais elevado aos vendedores. Segundo fontes próximas ao processo aberto pela Novonor (antiga Odebrecht) ouvidas pelo jornal, embora a controladora ainda prefira vender a totalidade da fatia de 38,3% que detém na petroquímica em uma única transação, houve mais interesse em operações específicas do que no conjunto de ativos da companhia, o que abre novas alternativas para o desinvestimento. Procurada, a Novonor não comentou o assunto.

A etapa de recebimento de propostas não vinculantes foi concluída e o processo, liderado pelo Morgan Stanley, entra agora na fase de seleção das ofertas que seguirão no páreo.

A Gafisa comunicou que, em linha com a sua estratégia de investimentos e de crescimento, foi aprovado novo aumento de capital privado, no valor de até R$ 300,5 milhões. O preço de emissão de R$ 4,59, foi estipulado com base na cotação em bolsa das ações da empresa nos últimos trinta pregões.

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O valor mínimo deste aumento – R$ 44,7 milhões – será utilizado para que debenturistas da 15ª emissão de debêntures da Gafisa possam utilizar seus créditos e subscrever ações da companhia, mantendo assim o caixa da Gafisa reforçado para futuras aquisições.

“Os demais valores – caso captados – serão utilizados principalmente para capitalizar projetos da Gafisa Propriedades – novo braço de propriedades da Gafisa – assim como permitir a aquisição de novos empreendimentos (sejam de empresas ou de terrenos), custear novos projetos a taxas menores, dentro do contexto maior de buscar fazer a Gafisa a empresa de maior relevância em seu segmento no curto-médio prazo”, destaca a empresa.

O Assaí informou na segunda-feira acordo de R$ 364 milhões de reais com fundo imobiliário administrado pela BRL Trust e gerido pela TRX envolvendo cinco imóveis do grupo varejista.

Segundo fato relevante, o acordo envolve venda e locação de imóveis da empresa localizados em São Paulo, Rio de Janeiro e Rondônia, sendo um imóvel já construído e quatro terrenos, sobre os quais serão realizadas obras de construção e desenvolvimento imobiliário. “Os imóveis serão todos da bandeira Assaí”, afirmou a companhia.

A XP vê a transação como positiva pois destrava valor para companhia enquanto permite um modelo de negócio mais asset light (menos necessidade de investimento fixo) dado que a companhia apenas aluga o imóvel. Os analistas reiteram recomendação de compra e preço alvo de R$ 120,0 por ação.

Ainda em destaque, o governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, anunciou na segunda-feira um edital público para construção de ferrovia estadual que vai ligar os municípios de Rondonópolis à capital Cuiabá e às cidades de Lucas do Rio Verde e Nova Mutum, no norte do Estado por meio de dois ramais.

A Rumo, responsável pela concessão da ferrovia federal que liga Rondonópolis até o Porto de Santos (SP), já manifestou interesse no projeto, que envolve um trajeto de cerca de 730 quilômetros. Segundo o governo matogrossense, o projeto tem previsão de ser concluído em sete anos e deve envolver investimentos da ordem de R$ 12 bilhões.

Na avaliação do Itaú BBA, é positivo que o projeto esteja caminhando. Mas o banco diz que o trecho de Cuiabá ainda não foi incluído em seu modelo, e requer maior análise. O banco estima um investimento de R$ 6,5 bilhões pelo trecho, o que adicionaria R$ 1,8 por ação RAIL3 em seu preço-alvo. O projeto integral incorporaria R$ 6 por ação RAIL3.

O banco mantém recomendação outperform (perspectiva de valorização acima da média do mercado) para a Rumo, e preço-alvo para 2021 em R$ 27 por ação.

O Bradesco BBI afirma que o anúncio do governo do Mato Grosso sobre Lucas do Rio Verde é positivo para a Rumo, porque deve reduzir o interesse sobre a Ferrogrão, entre Mato Grosso e Pará; a legislação matogrossense estabelece que o estado pode autorizar a construção de uma nova ferrovia sem passar por um leilão –neste caso, o estado deveria verificar se outros investidores estariam interessados no projeto. O banco acredita que a Rumo tem condições de apresentar o melhor projeto. O Bradesco estima que o projeto de R$ 12 bilhões poderia adicionar R$ 3 por ação RAIL3. O Bradesco mantém avaliação outperform e preço-alvo de R$ 30.

A Oi anunciou seu plano estratégico de 3 anos. O Credit Suisse ressalta que a diretriz para receitas e Ebitda da Oi em 2024 estão 32% e 8% acima, respectivamente, da principal referência do mercado e bem acima de suas estimativas. O banco mantém avaliação neutra, e reduziu o preço-alvo para a ação ON da Oi de R$ 1,8 para R$ 1,6, frente à cotação de segunda de R$ 1,47, incorporando perspectiva de maior queima de caixa, que estima em R$ 6 bilhões, por conta de Ebitda de curto prazo mais fraco, abaixo de sua estimativa de 25% para o primeiro trimestre. O banco elevou sua estimativa para a dívida líquida em 2021 de R$ 3,8 bilhões para R$ 7,3 bilhões.

O IRB-Brasil Resseguros informou ao mercado as possíveis consequências nos resultados da companhia em virtude da
publicação da véspera da Circular SUSEP n° 634, a qual regulamenta resolução que  define os parâmetros de cálculo sobre as provisões técnicas, ativos redutores da necessidade de cobertura das provisões técnicas, capital de risco baseado nos riscos de subscrição, de crédito, operacional e de mercado, patrimônio líquido ajustado, capital mínimo requerido, entre outros.

Entre as mudanças mais significativas da referida circular que podem trazer consequências para os negócios e para os resultados do IRB Brasil, a empresa destacou:

1) Revogação da necessidade da margem de liquidez (20% do Capital de Risco), sendo que as empresas poderão definir internamente mecanismo de gestão e mensuração de risco de liquidez e documentá-lo em política. A referida medida entra em vigor a partir de 1° de dezembro de 2021.

Especificamente com relação ao IRB Brasil RE, ao se utilizar como base as Demonstrações Financeiras encerradas em 31 de março de 2021, o requerimento regulatório seria reduzido em no máximo de R$ 345 milhões (margem adicional de 20,0% sobre capital de risco), e, em consequência, a melhora da suficiência de liquidez regulatória ocorrerá a partir de dezembro de 2021. Neste aspecto específico não haverá efeitos diretos no resultado econômico da companhia, afirmou o IRB.

2) Possibilidade de redução da necessidade de cobertura das provisões técnicas dos recursos dados em garantia das operações internacionais.

A empresa poderá constituir um Reinsurance Trust Account (conta garantia) ou outras modalidades de depósitos no exterior, na forma exigida pela regulação vigente no país de origem, para suportar as garantias de operações internacionais perante os seus parceiros cedentes, limitada a dedução ao volume das respectivas provisões técnicas (PSL, PPNG e IBNR) relacionadas aos referidos contratos estrangeiros.

“Este poderá ser um redutor da necessidade de cobertura de provisões técnicas, devendo o valor máximo da redução se limitar ao valor do passivo a ser coberto com ativos admitidos pelo regulador”, destacou.

Com relação à companhia e considerando as Demonstrações Financeiras encerradas em 31 de março de 2021, pode-se observar um montante em conta corrente remunerada em dólar junto a instituições financeiras internacionais de R$ 752
milhões, afirmou.

A G2D anunciou em fato relevante que a Blu Pagamentos foi reavaliada após uma rodada de investimentos Série B de R$ 300 milhões liderada pela Warburg Pincus, refletindo um ganho de mais de 4 vezes o capital comprometido desde 2018 para a G2D.

A nova avaliação aumenta a participação da G2D na Blu de R$ 163 milhões para R$ 211 milhões, dos quais a empresa permanecerá com uma participação de R$ 157 milhões e receberá R$ 54 milhões em caixa.

“Temos uma visão positiva para a transação uma vez que o Valor Líquido dos Ativos (NAV) justo da G2D aumenta de R$ 915 milhões para R$ 963 milhões. Portanto, reiteramos nossa recomendação de compra e preço-alvo de R$9,0/ação dado o desconto implícito de 25% para o NAV justo combinado a um portfólio de alto potencial de crescimento da empresa”, destaca a XP.

A Randon registrou receita líquida consolidada de R$ 729 milhões em junho, alta de 76,8% em relação ao mesmo mês de 2020, de acordo com dados divulgados pela companhia nesta terça-feira.

No primeiro semestre do ano, acumula elevação de 91,7%, a R$ 4 bilhões.

(com Reuters e Estadão Conteúdo)

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Novonor deve receber propostas por Braskem até dia 9, Credit eleva preço-alvo de BR Distribuidora, nova compra da Ambipar e mais

SÃO PAULO – O noticiário corporativo desta terça-feira (29) tem como destaque a notícia do Valor de que a Novonor (antiga Odebrecht) receberá propostas por Braskem até 9 de julho. Hypera e Neoenergia aprovaram pagamento de JCP, enquanto a A Ambipar comprou 50% remanescente da Suatrans Chile.

Segundo informações do jornal Valor Econômico, o prazo para recebimento das propostas iniciais de compra da Braskem, que se encerraria na próxima quarta-feira, foi estendido até o dia 9 de julho a pedido de potenciais compradores da petroquímica controlada pela Novonor (antiga Odebrecht). O novo prazo foi comunicado na segunda-feira (28) pelo Morgan Stanley aos participantes do processo. Pelo menos dois interessados pediram mais tempo para elaborar uma oferta não vinculativa, afirmou o jornal.

Vale (VALE3) e minério

Os contratos futuros do minério de ferro recuaram nesta terça-feira, pressionados por uma redução na demanda por aço na China devido ao clima desfavorável e a ameaças de intervenção no mercado por parte de autoridades do país asiático, que buscam conter os altos preços da commodity.

O contrato mais negociado do minério de ferro na bolsa de commodities de Dalian, para setembro, fechou em queda de 2,7%, a 1.153 iuanes (US$ 178,57) por tonelada, interrompendo uma série de quatro sessões de ganhos.

Na bolsa de Cingapura, o contrato mais ativo da matéria-prima siderúrgica SZZFN1, para entrega em julho, recuava 2,3%, para US$ 207,75 a tonelada.

Os preços “spot” dos materiais de aço para construção voltaram a cair na segunda-feira, em razão da fraca demanda, de acordo com a consultoria chinesa Mysteel.

Os volumes diários de negociações do aço para construção – incluindo vergalhão, fio máquina e bobinas – entre 237 traders chineses compilados pela Mysteel encolheram em 17.608 toneladas na segunda-feira, somando 193.481 toneladas, por causa do tempo quente e úmido.

Os preços “spot” do minério com 62% de teor de ferro na China permaneceram acima dos US$ 200 por tonelada, mas já recuaram 5,2% em relação à máxima recorde apurada em 12 de maio, de US$ 232,50.

BR Distribuidora (BRDT3)

O Credit Suisse elevou o preço-alvo para as ações da BR Distribuidora de R$ 32 para R$ 39, um potencial de alta de 46% em relação ao fechamento de segunda.

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Os analistas apontam que as ações da companhia têm apresentado um bom desempenho recentemente, principalmente após os resultados do primeiro trimestre.

Ainda em destaque, a Petrobras decidiu prosseguir com o desinvestimento de sua participação remanescente de 37,5% na BRDT, que deve ser concluída em 30 de junho. “Em nossa opinião, as ações da empresa devem continuar tendo um bom desempenho após a conclusão do negócio, uma vez que remove o overhang que pesava sobre as ações e remove o risco de empresa estatal. Em nossa opinião, a tese de investimento do BRDT3 se beneficia de (i) ventos favoráveis ​​do setor, (ii) vantagens específicas da empresa e (iii) avaliação ainda atrativa”, avaliam os analistas.

Infraestrutura

A XP iniciou a cobertura do setor de Infraestrutura do Brasil, vendo um forte conjunto de oportunidades para operadores listados: (i) pipeline grande e realista de novos projetos em todos os modais de transporte (especialmente rodovias); (ii) expansão da produção/exportação de grãos, principalmente no Centro-Oeste (área de influência da Rumo e Hidrovias); e (iii) recuperação econômica para fomentar a demanda por transporte.

A Hidrovias do Brasil (HBSA3) é a preferida da XP do setor (13,6% de TIR alavancada real), seguida por CCR (CCRO3) e Rumo (RAIL3), com recomendação de compra (10,0% e 9,4% de TIR alavancada real) e Ecorodovias (ECOR3 e Santos Brasil (STBP3) com recomendação neutra (7,9% e 7,5% de TIR alavancada real).

Bradesco (BBDC4), Banco do Brasil (BBAS3), Santander (SANB11), BTG (BPAC11) e Banco Pan ([ativo=BPAN3])

O Itaú BBA publicou uma avaliação sobre a perspectiva de resultados para grandes bancos no segundo trimestre, que espera-se que sejam positivas, impulsionadas por menos gastos com provisões e um patamar de comparação baixo para receitas com serviços.

O banco diz que a recuperação da margem com clientes continua a progredir, mas que não vê melhora material na margem líquida dos juros no segundo trimestre de 2021. E diz que a projeção é de que a receita líquida de investimento somada dos clientes em Bradesco, Banco do Brasil e Santander cresça 2% na comparação trimestral e 4% na comparação anual.

A inadimplência deve continuar a subir, com a redução de linhas de crédito renegociadas, redução da transferência de recursos sociais pelo governo. Mas que isso não deve exigir mais gastos com provisão, devido à taxa de cobertura recorde, que deve continuar a impulsionar o rendimento até o início ou meados de 2022. O banco diz que, até então, a campanha de vacinação deverá ter sido completamente executada, possivelmente impulsionando o faturamento.

O Itaú afirma que BTG e Banco Pan são suas top picks (escolhas favoritas) para o segundo trimestre de 2021 e depois deste período. O banco espera que ambos os bancos divulguem resultados fortes para o segundo trimestre. O lucro líquido de R$ 1,3 bilhão do BTG deve crescer mais 30%. O Banco Pan deve informar indicadores de performance fortes, com a adição de mais 2,5 milhões de clientes, atingindo 9 milhões, e mais 1 milhão de cartões de crédito, atingindo 3,5 milhões.

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Entre os bancos grandes, o Itaú diz preferir o Bradesco. A avaliação é de que o Bradesco precisará de resultados fortes para continuar a crescer, mas espera que o segundo trimestre seja mais brando. A expectativa é de que a receita líquida de investimentos cresça apenas 3% na comparação anual, à medida que margens menores prejudicam os ganhos com o crescimento dos empréstimos.

AES Brasil (AESB3) e Cesp (CESP6)

O Credit Suisse comentou a Medida Provisória 1055 de 2021, que cria a câmara responsável pela crise hídrica e energética. O banco avalia que ela pode alterar o fluxo e níveis mínimos de certos reservatórios e bacias hidrográficas, requisitando informações e definindo prazos para a implementação dessas medidas, considerando o potencial de impacto sobre outros tipos de uso da água.

Os custos seriam calculados pela Aneel e reembolsados por meio de fundos relativos ao setor. O Credit diz que a medida era esperada, e que novas medidas devem ser anunciadas nesta semana, potencialmente incentivos a produtores e indústrias que geram energia própria, para que reduzam sua demanda e injetem mais energia na rede elétrica.

O banco também diz que há expectativa de que a Aneel eleve a bandeira tarifária nesta terça, incentivando consumidores a reduzirem seu consumo e contribuindo para obter recursos para gastos excepcionais para distribuidoras. O banco avalia que as mais afetadas devem ser AES e Cesp.

Ao comentar a criação da câmara especial e o anúncio do almirante de esquadra Bento Albuquerque, ministro de Minas e Energia, o Itaú BBA ressaltou que o governo não mencionou os termos de incentivo para que grandes consumidores reduzam o consumo em horários de pico. Também ressaltou que Albuquerque não anunciou restrições no consumo de energia.

A Suzano atraiu forte demanda nesta segunda-feira para a sua segunda emissão de bônus vinculados a metas de sustentabilidade, com um registro de interesse três vezes acima da oferta.

A emissão de US$ 1 bilhão envolveu títulos de 10 anos a um spread de Treasuries mais 180 pontos básicos. A demanda chegou a US$ 3,2 bilhões de dólares, afirmaram fontes à Reuters.

A operação foi coordenada por BNP Paribas, BofA Securities, JP Morgan, Mizuho Securities, Rabo Securities e Scotiabank, além de Credit Agricole, Goldman Sachs, MUFG e SMBC Nikko, informou o IFR, serviço da Refinitiv.

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A demanda pela emissão foi atribuída aos números sólidos da companhia e crédito em grau de investimento. Algumas das fontes também citaram apetite dos investidores por emissões vinculadas a metas de sustentabilidade (SLB).

“Creio que a demanda veio do fato de que se trata de mais uma emissão SLB”, disse um analista que acompanhou a transação. “Em conjunto com o título de 2031 que está no mercado, eles agora têm duas emissões SLB cobrindo métricas diferentes.”

O Conselho da Hypera aprovou R$ 194,8 milhões em juros sobre capital próprio, a R$ 0,30817 por ação ordinária.

O montante líquido a ser distribuído na forma de juros sobre capital próprio será imputado ao montante total de dividendos que vier a ser declarado pelos acionistas para o exercício social de 2021, na forma da legislação e da regulamentação aplicáveis.

O pagamento dos juros sobre capital próprio será realizado até o final do exercício social de 2022, em data a ser oportunamente definida pela Companhia, com base na posição acionária constante dos registros ao final de 22 de julho de 2021, sendo que as ações de emissão da Companhia serão negociadas “ex-juros sobre capital próprio” a partir de 23 de julho de 2021, inclusive. Entre a data deste aviso aos acionistas e a data do pagamento não incidirá qualquer atualização monetária sobre o montante declarado, destacou a empresa.

A Hapvida publicou um comunicado atualizando o mercado sobre os impactos da Covid-19 na companhia.

De acordo com a empresa, houve: (i) redução de internações após os picos de março e maio, com forte tendência de queda para os próximos meses; (ii) redução do número de leitos dedicados (queda de 39% versus o primeiro trimestre); (iii) redução de 1/3 dos profissionais contratados excepcionalmente; e (iv) SP (São Francisco) ainda parecido com o primeiro trimestre – indicação de outro trimestre difícil para NotreDame, já esperado – mas com tendência de redução/melhora.

“Os números indicam uma tendência positiva de redução das interações relacionadas a Covid-19, o que deve resultar em um segundo semestre de 2021 com custos médicos inferiores à primeira metade do ano. Desta forma, reiteramos a nossa recomendação de compra para HAPV3 com preço-alvo de 19 por ação”, destaca a XP.

Neoenergia (NEOE3)

A Neoenergia pagará cerca de R$ 170,7 milhões em juros sobre o capital próprio, a um valor por ação de R$ 0,1406397677. O acionista que tiver posição acionária em 1 de julho de 2021 terá direito ao pagamento; assim, as ações ficarão “ex-juros” a partir de 2 de julho.

O Conselho da CCR aprovou a emissão de R$ 1,6 bilhão em debêntures de concessionária.

A Ambipar comprou 50% remanescente da Suatrans Chile. A empresa atua há mais de 20 anos com foco no atendimento a emergências ambientais em todos os modais de transporte (marítimo, rodoviário, ferroviário, dutoviário e aéreo).

Somada a aquisição da Disal, a Ambipar irá capturar as sinergias administrativas, operacionais e comerciais dos segmentos Environment e Response na América Latina, assim como tem feito no Brasil, informou a empresa. A Suatrans passará a utilizar a marca Ambipar Response.

“Para a Ambipar, esta aquisição: (i) consolida integralmente o lucro destas operações; (ii) gera sinergias; (iii) permite iniciar os serviços de atendimento as rodovias; e (iv) acelera o crescimento orgânico e inorgânico na região; em linha com o seu plano estratégico de crescimento, com captura de sinergias e potencial maximização das margens e retorno”, informou a companhia.

Equatorial Energia (EQTL3)

Durante teleconferência com analistas de mercado na segunda-feira, o diretor financeiro da Equatorial Energia, Leonardo Lucas, afirmou que a empresa assumirá uma dívida de R$ 800 milhões da Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA), ao adquirir a companhia em um leilão de privatização realizado na última sexta-feira, disse nesta segunda-feira. Antes da aquisição, a CEA tinha uma dívida de R$ 3,115 bilhões, sendo R$ 2,092 bilhões com fornecedores. No entanto, após uma renegociação, a parcela devida a fornecedores foi reduzida em R$ 1,5 bilhão. Um outro montante de R$ 772 milhões, referentes a RGR (encargo do setor elétrico), foi reduzido integralmente, segundo o executivo.

O Credit Suisse destaca que a unidade da CEA é relativamente pequena, mas complexa, operando no extremo Norte do Brasil, com renda per capita abaixo da média do Brasil. Os custos por cliente e taxa de perda são relativamente altos em comparação com outras unidades da Equatorial, mas a gestão afirmou que há esforços para reduzir a perda total.
Após as negociações, as deficiências atingem R$ 800 milhões, diz o Credit. Antes da compra, atingiam quase R$ 3,1 bilhões. Como ponto positivo, a empresa acumula créditos fiscais no valor de R$ 1,06 bilhão, que podem ser usados em compensações futuras.

O Credit avalia a compra como pequena mas positiva por consolidar a posição da Equatorial nas regiões Norte e Nordeste, com grande potencial de recomposição do ativo, mas pouco potencial de valorização para a Equatorial. Além disso, pode ajudar na aquisição da unidade de saneamento do Amapá, que deve ser leiloada em setembro, com investimentos estimados em R$ 3 bilhões.

Banco do Brasil (BBAS3)

O Banco do Brasil assinou na segunda-feira um acordo com o Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), como é chamado o banco dos Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), para captar recursos no exterior visando liberar montantes para investimentos na agricultura brasileira. “Vamos assinar uma parceria com o NDB… para recursos de longo prazo que podem chegar a até R$ 1,5 bilhão, para a construção de silos e armazéns, irrigação e energia renovável”, disse o presidente do BB, Fausto Ribeiro, durante cerimônia sobre a atuação do banco no Plano Safra.

Aliansce Sonae (ALSO3)

O Itaú BBA realizou um encontro com a diretora de relações com investidores da Aliansce Sonae, Danielle Guanabara, e com o gerente de relações com investidores, Diego Canuto. O banco diz que a empresa ressaltou sua performance operacional até este momento do segundo trimestre, impulsionada pela forte retomada das vendas e de clientes físicos em maio.

Em junho, as vendas superam em 80% o patamar do mesmo período de 2019, o ano anterior ao início da pandemia de Covid. A empresa afirmou que continua a ver boas perspectivas para fusões e aquisições, e que espera retomar o desenvolvimento, com foco em retrofits e na expansão do Shopping Taboão.

A empresa avalia que não vê motivo para revisão do regime fiscal porque não atuou como incorporadora imobiliária. O Itaú mantém avaliação outperform (perspectiva de valorização acima da média do mercado) e preço-alvo de R$ 31,4, frente à cotação de R$ 29,1 da empresa.

(com Reuters e Estadão Conteúdo)

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Venda de distribuidoras de energia está no radar de privatizações para 2021

As privatizações no setor elétrico prometem estar no radar do governo e de investidores em 2021, ano de pouca influência de disputas eleitorais afetando o calendário. Em meio a um cenário de juros baixos, estão no foco, além do avanço do processo de desestatização da Eletrobras, a venda dos braços de distribuição e de geração e transmissão (GT) da estatal gaúcha CEEE, a distribuidora amapaense CEA, além de possíveis avanços na desestatização da mineira Cemig.

Desses, o processo mais avançado é o da CEEE. O edital da distribuidora CEEE-D já está na rua, com entrega das propostas marcada para 29 de janeiro e leilão agendado para 3 de fevereiro, na B3, em São Paulo. A concessionária opera em 72 municípios, incluindo a região metropolitana de Porto Alegre, totalizando 26% do Estado, com mais de 1,7 milhão de clientes, ou 35% da população gaúcha. Sua situação financeira, no entanto, é problemática, o que acaba se refletindo no valor do ativo: o governo definiu em R$ 50 mil o valor mínimo pelo correspondente a 65,87% do capital da CEEE-D.

Sob gestão pública, atualmente a distribuidora corre o risco de perder o contrato de concessão, por descumprimento de indicadores de sustentabilidade econômico-financeira e de qualidade da prestação dos serviços. A CEEE-D acumula prejuízos de mais de R$ 3 bilhões, somente nos últimos três exercícios fiscais completos e o período entre janeiro e junho de 2020. Ao fim do primeiro semestre deste ano, as dívidas superaram os R$ 8,8 bilhões, dos quais quase R$ 5 bilhões com vencimentos no curto prazo.

Ainda assim, a expectativa é de que haja interesse de investidores. Em que se pese os fracos indicadores econômico-financeiros e de qualidade registrados na Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a concessionária atua em mercado com elevada renda per capita e apresenta grande potencial para um turn around, já visto em outras distribuidoras do País, a partir de aumento dos investimentos na rede elétrica, combate às perdas comerciais e melhoria da eficiência na gestão dos custos operacionais.

A principal aposta do mercado é que o ativo fique com a CPFL Energia, que já opera no Rio Grande do Sul e pode obter volume maior de sinergias. “A CPFL, por já operar a RGE, pode extrair eficiências em áreas como central de controle, atendimento a clientes e otimização de pessoal de manutenção, que outros players não poderiam garantir na mesma escala”, disse o analista da XP Investimentos, Gabriel Francisco.

Ele lembra que o grupo é forte gerador de caixa e tem como acionista a chinesa State Grid, com forte poder de fogo, demonstrado no recente leilão da Companhia Energética de Brasília (CEB), quando disputou fortemente o ativo, sendo ao final superada pela Neoenergia por uma pequena diferença.

“A CPFL é candidata natural, mas não se pode descartar o interesse de outros grupos privados, tendo em vista a escassez de ativos de distribuição”, acrescentou Fonseca. Equatorial e Energisa já declararam estudar o ativo e possuem bom histórico de recuperação de distribuidoras. A Neoenergia também já indicou interesse na CEEE-D, mas, após arrematar a CEB, o presidente Mario Ruiz-Tagle, afirmou, sobre eventual participação no próximo leilão, que “no momento, a companhia vai se concentrar” na distribuidora recém-conquistada.

O governo gaúcho também pretende vender os ativos de geração e transmissão reunidos na CEEE-GT, mas esse processo está mais atrasado. No início de dezembro, o governador Eduardo Leite (PSDB) indicou que o edital de privatização desta empresa seria publicado até março do ano que vem.

Amapá

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Na distribuição, outro ativo com perspectiva de ser privatizado em breve é a Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA). Operando sem contrato de concessão desde 2015 e acumulando dívidas, a empresa precisa ser privatizada até o fim de junho de 2021. A data está prevista na Medida Provisória 998, que ainda depende de aval do Senado. O texto determina também que, após a licitação, o governo estadual vai ter de concluir a transferência de controle da empresa para o novo concessionário até o fim do próximo ano.

A MP traz ainda um “plano B”, caso o leilão fracasse. Neste caso, a Aneel vai autorizar, preferencialmente por meio de um processo competitivo simplificado, que o serviço de distribuição seja prestado em caráter emergencial.

Na visão de especialistas, a atratividade do leilão depende do governo reduzir os riscos do negócio na elaboração do edital. A empresa possui passivos superiores a R$ 2 bilhões, com destaque para dívidas junto à BR Distribuidora e à Petrobrás. A expectativa agora é de que o governo federal possa dar algum tipo de ajuda.

Dado o grau de complexidade da situação da distribuidora, Fonseca, da XP, considera que o ativo atrairia interesse restrito, sobretudo de empresas especializadas em recuperação de concessões “ultracomplexas”. Neste caso, despontam empresas como Equatorial e Energisa, que adquiriram distribuidoras ex-Eletrobrás no Norte e Nordeste do País.

O analista destacou, no entanto, que os ativos que foram da Eletrobrás mais complexos, como Amazonas e Roraima, ficaram na mão da Oliveira Energia, uma novata no setor. “A Equatorial tem a melhor disciplina de capital do setor, não acredito que faria um movimento que poderia destruir valor para o acionista”, disse.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Grande disputa, retornos baixos e novata do setor ganhando força: os destaques do leilão de transmissão da Aneel

Uma foto com várias linhas de transmissão de energia

SÃO PAULO – Na última quinta-feira (17), foi realizado leilão de transmissão de energia na B3, que atraiu para o setor R$ 7,34 bilhões em compromissos de investimentos assumidos pelos vencedores. O evento foi bastante disputado, contando com a participação de 55 empresas, sendo 37 nacionais e 18 estrangeiras.

Os vencedores do leilão foram as empresas que ofereceram maiores deságios em relação à Receita Anual Permitida (RAP) para os projetos, estimada em R$ 1 bilhão – nesse caso, o desconto médio foi de 55%. Isso visa a garantir um repasse menor de preços para a conta dos consumidores.

Conforme destaca a XP Investimentos, o desconto de 55% foi bastante agressivo, ilustrando os níveis ainda elevados de competição nos leilões de transmissão.

“Tais resultados são um reflexo tanto do atual ambiente de baixas taxas de juros (levando as empresas a aceitarem retornos menores nas linhas devido às melhores condições de financiamento) quanto da entrada de novos competidores no setor”, avaliam Gabriel Francisco e Maira Maldonado, analistas da XP.

Também em destaque, a pouco conhecida MEZ Energia roubou a cena. São da empresa os consórcios Saint Nicholas I e II, que arremataram juntos 5 dos 11 lotes ofertados no certame.  A empresa se comprometeu em investir R$ 2,39 bilhões, desbancando transmissoras tradicionais, como ISA Cteep (TRPL4) e Taesa (TAEE11), e também elétricas de grande porte, como EDP Energias do Brasil (ENBR3), Energisa (ENGI11), Neoenergia (NEOE3), Eletrobras (ELET3;ELET6) e Copel (CPLE6).

No entanto, os três maiores lotes ofertados, que somam mais de R$ 4 bilhões em investimentos, foram para Neoenergia, ISA Cteep e Energisa.

Em entrevista a jornalistas depois o leilão, o presidente da ISA Cteep, Rui Chammas, explicou o desempenho da companhia, que também fez lances pelos lotes 3 e 8, mas foi superada pela MEZ. Segundo ele, ISA Cteep, tradicional transmissora e que no leilão anterior tinha surpreendido o mercado com descontos elevados, fez “análise disciplinada, profunda, e diligente” dos lotes que disputou, com estudos de engenharia e financeiros.

A ISA Cteep conquistou o segundo maior lote ofertado, com investimento que supera R$ 1 bilhão. A companhia fez um lance também com deságio elevado, 57,94%, e terá uma receita anual de aproximadamente R$ 68 milhões quando o empreendimento começar a operar.

Entre as demais empresas tradicionais do setor, a Neoenergia levou o lote 2, o maior do leilão, com quase R$ 2 bilhões em investimentos previstos. A empresa ofereceu R$ 159,6 milhões de RAP, deságio de 42,6% em relação ao valor teto. A empresa também disputou outros ativos, mas as propostas não foram tão competitivas.

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A Energisa, no último minuto, ofereceu um lance vencedor em disputa viva-voz pelo lote 11, o terceiro maior do leilão, com R$ 882,2 milhões em investimentos. A empresa ofertou RAP de R$ 63 milhões, com deságio de 47,37%, para ficar com empreendimentos localizados no Amazonas, sendo que parte deles já estão em operações, mas deverão passar por uma revitalização.

O Credit Suisse focou sua análise nos blocos conquistados pela Neonergia e pela Energisa, destacando que ambos os projetos se beneficiarão de incentivos fiscais e prováveis recursos do Banco do Nordeste e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) a custos competitivos.

“Assumindo que as empresas possam reduzir os investimentos em capital em 15% em relação ao nível regulatório, concluir a construção com doze meses de antecedência e se alavancarem [para realizarem os investimentos] a um custo de captação de IPCA + 4,5%, chegamos a uma taxa interna de retorno (TIR) de cerca de 7%”, apontam os analistas do banco suíço.

No caso da Neoenergia, os analistas destacam as sinergias de custos com a operação de outros projetos na unidade de distribuição na Bahia. Já para a Energisa, como o bloco está localizado no Amazonas, a equipe de análise não enxerga sinergias claras. Além disso, embora veja um alto desconto no leilão, as duas empresas tiveram descontos relativamente menores, garantindo melhor retorno em potencial na comparação com outros participantes.

A Levante Ideias de Investimentos, por sua vez, destaca que a atratividade do setor para receber investimentos, a princípio positiva, gera ressalvas sobre a correta precificação desses ativos, sendo necessário aguardar para verificar se essas empresas ganhadoras conseguirão extrair valor de projetos com deságios tão pronunciados.

Para a equipe de análise, outro ponto de ressalva é que empresas mais focadas em distribuição e com projetos de transmissão menos relevantes, justamente o caso de Neoenergia e Energisa, apresentam maior risco de execução para projetos de transmissão, diferente de companhias como a Cteep, que já possui ativos neste segmento e com maior histórico.

Contudo, quando comparadas as ofertas vencedoras entre si, a Cteep foi relativamente mais agressiva do que Neoenergia e Energisa, postura essa negativa para os acionistas. Porém, a empresa adotou postura menos agressiva em outros lotes, razão pela qual se consagrou vencedora em apenas um deles.

Também com relação à Cteep, os analistas da XP estimam uma taxa interna de retorno de 4,8% para o projeto que a companhia arrematou, destacando que a empresa pode se beneficiar de sinergias devido à proximidade da linha aos seus ativos já em operação e, portanto, pode obter maiores margens com a nova linha. No entanto, mesmo em um cenário otimista, eles acreditam que praticamente não há geração de valor aos acionistas da Cteep com o novo ativo.

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“Tendo em vista a escassez de oportunidades de retornos em leilões de transmissão e fusões e aquisições de linhas já operacionais, acreditamos que seria melhor do ponto de vista de alocação de capital que a Cteep distribuísse mais dividendos a acionistas do que reinvestisse seus fluxos de caixa a baixas taxas de retorno”, avaliam.  A recomendação dos analistas da XP para os papéis TRPL4 é neutra, com preço-alvo de R$ 23 por ação.

Leia também: Neoenergia, Cteep, Energisa e Mez levam projetos em leilão de transmissão

Fazendo um balanço geral sobre o certame, os analistas da Levante apontam que alguns fatores podem explicar a rentabilidade efetiva relativamente baixa do leilão para as empresas, como a percepção dos participantes de que a expectativa de investimentos estimada pela Aneel é conservadora, havendo espaço para otimização, com redução do capex. Outro fator é a alavancagem, que, no atual cenário de juros baixos, pode ser implementada a custos competitivos. “Embora razoáveis, há um risco de execução envolvido nessas estratégias, que deve ser acompanhado nos próximos trimestres”, destacam.

A Levante ainda faz um outro destaque: o retorno da Eletrobras ao leilão de transmissão, tendo sido proibida pela Aneel de participar nos últimos anos por ter atrasado a entrega de empreendimentos. A estatal participou da licitação por meio das subsidiárias Furnas, Eletrosul CGT e Amazonas GT, porém acabou não arrematando nenhum ativo. “Esse é um sinal de que a empresa, distintamente da postura adotada em gestões anteriores, está mais racional e seletiva em sua decisão de participação em leilões”, avalia.

Para os próximos leilões, os analistas da Levante estimam que o cenário disputado deva se repetir, sugerindo que as oportunidades de crescimento para empresas como Cteep, Taesa e Alupar serão limitadas. Ao mesmo tempo, o cenário valoriza os projetos rentáveis que essas companhias conquistaram em leilões de anos anteriores à medida que a concorrência reduz a taxa interna de retorno exigida para operação de linhas de transmissão.

Entre as companhias de transmissão que disputaram o leilão, os analistas do Morgan Stanley destacam que o  nome preferido é Alupar, seguido de Cteep, ambos com recomendação overweight (exposição acima da média do mercado) para as ações.

“Acreditamos que ambos os nomes oferecem um perfil de risco-recompensa atraente, mas Alupar se destaca em termos de potencial de crescimento e valuation atrativo. Por outro lado, possuímos uma classificação underweight (exposição abaixo da média do mercado) para Taesa, que oferece uma das menores taxas internas de retorno implícitas de nosso universo de cobertura”, ressalta o banco americano.

Sobre a novata no leilão

A surpresa no leilão foi a MEZ Energia, criada no ano passado por Mauricio Zarzur e Marcos Ernesto Zarzur e que possui quatro projetos de transmissão em carteira, totalizando R$ 715 milhões em investimentos regulatórios. Um deles, localizado na Bahia, foi arrematado no leilão de transmissão do ano passado. Os demais foram adquiridos no mercado “secundário”, isto é, junto a outros empreendedores, em Goiás e Rio Grande do Sul.

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Com os novos projetos adquiridos no leilão, a companhia vai incorporar em seu portfólio concessões que renderão uma receita anual permitida (RAP) de R$ 121 milhões. Em um dos lotes, o lance vencedor da MEZ representou deságio de 70,35%

Em entrevista, a gerente jurídica do grupo MEZ, Kelly Santos, afirmou que a empresa chegou ao certame com uma estratégia agressiva de levar até 7 dos 11 lotes ofertados. “Levamos cinco, então acho que a meta foi alcançada”, disse. “A estratégia do grupo é expandir no segmento de transmissão de energia, e hoje demos um grande passo para isso.”

Segundo Kelly, a MEZ hoje está no setor de transmissão, mas faz parte do grupo também uma construtora – o que, na visão dela, permite uma operação mais competitiva. Ela frisou que isso ajudaria a explicar as propostas tão abaixo dos valores máximos definidos pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), além de mais competitivas do que a de operadores mais tradicionais no setor.

Para a executiva da MEZ, a postura agressiva também encontra respaldo na experiência dos dois sócios fundadores empresa, originários do grupo Eztec. “Se tem algo que eles entendem é de projeto de construção, eficiência técnica e boa gestão de recursos. É isso que torna a gente tão audacioso como chegamos para o leilão de hoje [ontem]”, afirmou.

(Com Agência Estado)

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Neoenergia, Cteep, Energisa e Mez levam projetos em leilão de transmissão

SÃO PAULO (Reuters) – O leilão de concessões para projetos de transmissão de energia realizado pelo governo nesta quinta-feira registrou acirrada concorrência e atraiu ofertas por todos os 11 empreendimentos oferecidos a investidores, o que levou a descontos de até 70% na receita a ser paga às empresas vencedoras.

Entre os principais destaques da licitação, que deve viabilizar linhas de energia que demandarão R$ 7,3 bilhões, apareceram a novata Mez Energia, que levou o maior número de lotes, e a Neoenergia (NEOE3), que ficou com a obra mais cara da licitação.

Também arremataram projetos a Cteep (TRPL4), da colombiana ISA, a Energisa (ENGI11) e a estatal gaúcha CEEE-GT, além de empresas menores, incluindo um grupo do setor de engenharia.

A disputa pelos contratos de 30 anos para construção e futura operação dos empreendimentos oferecidos no leilão teve diversas rodadas agressivas– seis dos lotes ofertados receberam ofertas de mais de 10 empresas, e dois chegaram a ser disputados por 17 proponentes.

Os resultados confirmaram expectativas de analistas, que já esperavam uma intensa competição e a presença desde de empresas tradicionais do setor elétrico até grupos financeiros e de construção.

O deságio médio foi de 55,2%, mas não chegou a superar o recorde histórico visto no certame do final do ano passado, de 60%, como também já era previsto por especialistas.

O diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Andre Pepitone, considerou o resultado “extremamente exitoso” e disse que ele “confirma o grande interesse da iniciativa privada em investir no setor elétrico”.

Além dos principais vitoriosos, o certame marcou o retorno da estatal Eletrobras, que disputou diversos lotes com as subsidiárias Furnas, Eletrosul e Amazonas GT, embora não tenha levado.

Como surpresa, o pregão registrou a participação inédita da chinesa Jiangsu Shemar Electric, que fez oferta por um projeto.

Resultados

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A Neoenergia, do grupo espanhol Iberdrola, ficou com o maior empreendimento em termos de investimento previsto, o lote 2, orçado em quase R$ 2 bilhões. Ela ofereceu deságio de 42,6% pela obra –no leilão, leva o projeto quem aceita receber menor receita ao longo da concessão.

A Cteep levou o lote 7, segundo maior, com investimento previsto de R$ 1,14 bilhão, ao apresentar lance com desconto de 57,9%.

A Energisa arrematou o lote 11, com deságio e 47,4%. O projeto deve exigir aportes de R$ 882 milhões.

A estatal CEEE-GT, que deve ser privatizada pelo governo do Rio Grande do Sul em 2021, venceu o lote 6, com deságio de 63,5%. O investimento esperado é de 192 milhões de reais.

Já a Mez Energia, criada em 2019 e ligada à Mez Construções, foi a principal vencedora em número de projetos e investimentos previstos, ao ficar com cinco empreendimentos –os lotes 3, 4, 5, 8 e 9, que juntos devem exigir aportes de cerca de 2,4 bilhões de reais.

Grandes elétricas como a chinesa State Grid e sua controlada CPFL (CPFE3), a EDP (ENBR3), do grupo português EDP, e a francesa Engie chegaram a apresentar ofertas, mas não levaram. Diversos outros grupos menores também disputaram.

Entre os vencedores da licitação aparecem ainda o Consórcio BRE 6, que ficou com o lote 10, ao oferecer desconto de 66,9%, e a Agronegócio Alta Luz, com o lote 1 e deságio de 61,8%.

O grupo BRE6 é formado por Enind Energia, Enind Engenharia, Brenergia e Brasil Digital Telecomunicações.

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Leilão de linhas de transmissão deve atrair gigantes do setor de energia

Apesar do cenário econômico desafiador, o leilão de linhas de transmissão marcado para esta quinta-feira, 17, que ofertará 11 lotes de concessões em 9 Estados, deverá ter a presença de grandes investidores do setor elétrico. Segundo fontes, o consenso é de que o risco no segmento é baixo e, além disso, há alternativas de financiamento de longo prazo para os projetos.

Entre as empresas interessadas no evento, que acontecerá na B3, em São Paulo, estão gigantes como Neoenergia (NEOE3), Engie (EGIE3), EDP Brasil (ENBR3), Alupar (ALUP11), Equatorial (EQTL3), Taesa (TAEE11), Isa Cteep (TRPL4), CPFL (CPFE3) e Eletrobras (ELET3;ELET6).

A estimativa da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) com o leilão é de um movimento R$ 7,34 bilhões. Para o presidente da agência, André Pepitone, a participação das empresas está ligada à expectativa de retomada da economia em 2021. “O futuro é de recuperação, de investimentos e criação de empregos”, disse ele, durante evento promovido na terça-feira pela Enel Green Power.

As regras adotadas pela Aneel este ano proíbem a troca do controle da concessionária de transmissão antes do início da operação comercial – o que impede a participação de construtoras no certame. Até aqui, era comum que empreiteiras arrematassem ativos para depois revendê-los com lucro.

Na visão de analistas de mercado e de bancos de investimento, as companhias devem buscar ativos com sinergias com empreendimentos já existentes. É o caso da Eletrobrás, que já manifestou interesse por uma linha de transmissão na região Norte, na qual a subsidiária Amazonas GT já possui um trecho. “A vantagem é que o investimento já está feito”, disse o presidente da estatal, Wilson Ferreira Júnior.

No entanto, segundo relatório do banco Credit Suisse, este leilão também será marcado pelo pequeno espaço para obtenção de retornos, o que pode limitar o valor dos lances. O presidente da Neoenergia, Mário Ruiz-Tagle, disse recentemente que o apetite da companhia para este leilão depende do cumprimento da disciplina de alocação de capital da companhia. A exemplo da Eletrobrás, a companhia deve se concentrar em lotes específicos, conectados às operações atuais.

A Taesa também já afirmou que a rentabilidade será o nome do jogo. “Estamos na fase de estudos dos lotes desde que recebemos a minuta de edital e vamos nos concentrar naqueles que fizeram sentido em termos de competitividade e lucratividade”, disse recentemente o diretor de negócios, gestão de participações e de implantação da Taesa, Marcus Vinícius.

Essa cautela do setor, aponta relatório do banco Brasil Plural, é decorrente das incertezas macroeconômicas, que trazem volatilidade às taxas de juros de longo prazo – o que pode fazer com que a disputa por ativos seja mais discreta do que em leilões anteriores. Embora a instituição financeira veja uma tendência de lances mais conservadores, o relatório afirma que a Taesa e a Engie, podem investir mais fortemente em ativos em São Paulo e no Rio Grande do Sul, respectivamente.

Do ponto de vista de crédito, a agência de classificação de riscos Moody’s, acredita que os novos projetos serão financiados essencialmente pelo mercado local, beneficiando-se das taxas de juros baixas e da disponibilidade de recursos de longo prazo. “O bom acesso aos mercados de dívida é apoiado pela previsibilidade do setor e pelos fluxos de caixa estáveis e a percepção de riscos de crédito reduzidos”, diz a Moody’s.

Ativos

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Os 11 blocos a serem licitados incluem a contratação de 1.958 quilômetros de novas linhas de transmissão. As oportunidades estão distribuídas em todas as regiões do Brasil, nos seguintes Estados: Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e São Paulo. Os lotes serão leiloados em três blocos, com início respectivamente às 9h (lotes 1, 9 e 10), 10h30 (lotes 2, 3, 4 e 5) e 11h30 (lotes 6, 7, 8 e 11). (Colaborou Luciana Collet)

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Ações de Petrobras, Vale, CSN e Usiminas sobem forte com alta de commodities; Neonergia cai 4% após vencer leilão da CEB-D

SÃO PAULO – Com uma sessão novamente de alta para o Ibovespa, que voltou a operar acima dos 113 mil pontos, quem ganha destaque são as ações de empresas de commodities ligadas ao petróleo e minério de ferro, que registram forte alta.

Os papéis da Petrobras (PETR3;PETR4) seguem a alta da véspera e avançam entre 2,5% e 3% com o movimento do petróleo, assim como os ativos da PetroRio (PRIO3). Os contratos futuros do brent com vencimento para fevereiro chegaram a subir para pouco menos de US$ 50 por barril esta sexta-feira, com os principais produtores a acordarem um compromisso para aumentar ligeiramente a produção a partir de Janeiro, mas mantêm a maior parte das restrições de oferta existentes para lidar com a procura afectada pelo coronavírus. O WTI também avança, com ambos os benchmarks estão a caminho da quinta semana consecutiva de ganhos.

A OPEP e a Rússia concordaram na quinta-feira em aliviar os cortes profundos na produção de petróleo a partir de Janeiro em 500.000 barris por dia com aumentos mensais ainda não definidos, não conseguindo chegar a um acordo sobre uma política mais ampla para o resto de 2021.

Com altas ainda mais expressivas, estão as siderúrgicas, como a CSN (CSNA3), que chega a saltar 7%, com Vale (VALE3) e Usiminas (USIM5) também avançando quase 4% em meio à disparada do minério de ferro, que voltou aos níveis de 2013.

Fora do índice, entre as quedas, a Neoenergia (NEOE3) cai cerca de 4% após vencer o leilão da privatização da CEB-D. A empresa ofereceu R$ 2,515 bilhões em lance vencedor, o que representou um ágio de 76,63% em relação ao valor mínimo de R$ 1,4 bilhão e superou as concorrentes CPFL Energia e Equatorial.

Os termos da vitória da Neonergia na disputa, contudo, não agradaram o Credit Suisse, pois os múltiplos implícitos não deixam espaço para muitos upsides, avaliam os analistas, mesmo com grandes ganhos potenciais em perdas e custos. “A empresa precisa detalhar premissas e explicar a estratégia de alocação de capital”, avaliam os analistas.

Confira mais destaques.

O ministro Bento Albuquerque (Minas e Energia) disse na noite desta quinta, durante transmissão semanal do presidente Jair Bolsonaro nas redes sociais, que acredita na capitalização da Eletrobras em 2021. Acreditamos que será [aprovado o Projeto de Lei], já conversamos com deputados e senadores e tem tudo para ser aprovado no ano de 2021 e nós realizarmos, não diria a privatização, mas uma venda da Eletrobras“, disse o ministro, complementando: “vai ser capitalizada, vai virar uma grande empresa de energia”.

O governo anunciou na última quarta-feira a meta de realizar nove privatizações em 2021, esperando concluir a venda dos Correios e da Eletrobras.

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Segundo o jornal Valor Econômico, mesmo com resistências do Congresso ao projeto de lei que autoriza o governo a ceder o controle da Eletrobras, por meio de uma capitalização feita exclusivamente pelos acionistas privados, a equipe econômica já faz planos mais ousados para o futuro da empresa e com impactos na gestão da dívida pública.

A estratégia da equipe de Paulo Guedes, ministro da Economia, é promover, em 2022, a venda no mercado das ações da Eletrobras que ainda vão ficar nas mãos da União e do BNDES – bem como da BNDESPar. Essa operação, que viria na sequência da chamada pública de capital (follow on), é tida  como uma espécie de “fase 2” da privatização e renderia quase R$ 62 bilhões. O governo ficaria apenas com uma “golden share” para manter o poder de veto em decisões estratégicas.

Vale (VALE3) e siderúrgicas 

Os novos recordes para o minério de ferro seguem sendo destaque no noticiário. O preço do minério à vista negociado na China subiu US$ 7,50 a tonelada, com o teor de 62% Platts IODEX atingindo US$ 145,3 a tonelada, no maior nível desde março de 2013.

O Itaú BBA ressalta que a alta é resultado  da demanda mais forte da China, com os níveis de produção de aço renovando recorde de alta e o aumento menor do que o esperado na oferta em 2021, seguindo o guidance de produção para o próximo ano entre 315 milhões e 335 milhões de toneladas (ante a expectativa de mercado de 340 milhões de toneladas.

A alta do minério é destacada como positiva para Vale, CSN e Usiminas, destacando que a Vale ainda negocia com um desconto entre 35% e 40% ante os pares australianos, o que o Itaú BBA classifica como exagerado.

Ainda no radar dos mercados, o BB Investimentos elevou o preço-alvo para o papel da Vale de R$ 78 para R$ 99 e dos ADRs de US$ 15 para US$ 19, com recomendação de compra, destacando os preços do minério de ferro mais altos que os projetados anteriormente, melhora na visibilidade em termos de processos ambientais e de governança pós-Brumadinho e projeção de maiores lucros e de mais pagamentos de dividendos.

A Ambev vai investir R$ 255 milhões em sua cervejaria de Pernambuco para ampliar a capacidade de produção de cervejas puro malte e uma nova linha de envase de latas para abastecer o Norte e Nordeste.

Em 2021, a Ambev passará a ser a cervejaria com a maior capacidade de produção de puro malte no Norte e Nordeste, aumentando a capacidade de produção de cervejas como Stella Artois, Skol Puro Malte, Bohemia, Brahma Extra e Brahma Duplo Malte. A linha de lata terá capacidade de produzir 120 mil latas por hora, sendo a linha mais inovadora da América do Sul, projetada com tecnologias da indústria 4.0, informou a companhia. Na última década, a Ambev investiu mais de R$ 1,5 bilhão na unidade de Itapissuma. O governador Paulo Câmara visita a unidade nesta sexta para o anúncio.

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“Não vemos este investimento de  R$ 255 milhões como relevante para as ações da Ambev, embora haja destaque no foco crescente da empresa no segmento de malte puro emergente no Brasil (compreendendo mais marcas mainstream premium e também marcas premium). Dito isso, a alta participação de mercado que a reportagem [do Valor, anterior ao anúncio oficial] destaca que a Heineken detém no segmento premium no Nordeste (66%) chamou nossa atenção, destacando que os desafios competitivos da Ambev são maiores no segmento premium de crescimento mais rápido”, avalia o Bradesco BBI, que mantém recomendação neutra para o papel ABEV3, com preço-alvo de R$ 15,50. Veja mais sobre as perspectivas para a ação clicando aqui. 

Neoenergia (NEOE3)

A Neoenergia , representada pela Bahia Geração de Energia, venceu o leilão pela distribuidora de energia elétrica CEB-D, que atende aos consumidores do Distrito Federal. A empresa ofereceu R$ 2,515 bilhões em lance vencedor, o que representou um ágio de 76,63% em relação ao valor mínimo de R$ 1,4 bilhão e superou as concorrentes CPFL Energia e Equatorial.

Na primeira etapa do leilão, de abertura dos envelopes com as propostas econômicas, a Neoenergia já havia apresentado o melhor lance, de R$ 2,2 bilhões, dando uma mostra de seu apetite. A CPFL Energia (CPFE3) ofereceu lance de R$ 1,95 bilhão, nesta etapa, enquanto Equatorial Energia propôs R$ 1,485 bilhão.

Conforme estabelecido no edital, foi aberta segunda fase de ofertas, com lances a viva-voz e CPFL Energia e Neoenergia seguiram em intensa disputa, impulsionando o ágio. Equatorial, embora pudesse, não chegou a apresentar lances nesta fase.

A grande surpresa do leilão foi a ausência da Enel. O grupo italiano era visto por especialistas no setor elétrico como grande favorito, tendo em vista o maior potencial de sinergias, já que opera a concessionária de distribuição de Goiás, atual Enel Goiás, que circunda a área de concessão da CEB-D. No entanto, semana passada o presidente global do grupo, Francesco Starace, já havia sinalizado que poderia ficar de fora da disputa.

Starace comentou que a operação brasileira tinha desbalanceamento entre as operações da companhia nos segmentos de geração e distribuição, e no momento a empresa precisa adicionar mais ativos geração. Além disso, ele comentou que, embora seguisse avaliando potenciais ativos de distribuição, nem todos seriam do interesse da companhia, “seja por conta da posição no País ou porque talvez há expectativas irreais do lado vendedor”. Havia comentários de que o valor mínimo proposto já estaria elevado.

A CEB-D possui cerca de 1,1 milhão de clientes em uma área considerava atraente, tendo em vista a alta densidade populacional e o alto poder aquisitivo, com PIB per capita quase 2,5 vezes a média brasileira.

Os termos da vitória da Neonergia na disputa, contudo, não agradaram o Credit Suisse, pois os múltiplos implícitos não deixam espaço para muitos upsides, avaliam os analistas, mesmo com grandes ganhos potenciais em perdas e custos. “A empresa precisa detalhar premissas e explicar a estratégia de alocação de capital”, avaliam os analistas.

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A elétrica paranaense Copel concluiu nesta semana um plano de demissão incentivada (PDI) com o desligamento de 311 funcionários, informou a empresa em comunicado, anunciando também o lançamento de um novo PDI.

De acordo com a empresa, o plano encerrado na última terça-feira possui perspectiva de redução de custo anual de R$ 68,1 milhões, enquanto o montante das indenizações totalizou R$ 36,6 milhões, sendo desligados 196 empregados da Copel Distribuição, 71 da Copel GeT, 31 da Copel Holding, 12 da Copel Telecom e um da Copel Comercialização, acrescentou a companhia.

O novo PDI, por sua vez, é destinado a funcionários lotados no call center da Copel Distribuição que atuem nas funções de monitor de teleatendimento, monitor de suporte de teleatendimento e teleatendente, disse a empresa, que vê 375 empregados enquadrados nos requisitos de adesão.

O Credit Suisse avalia os desligamentos como “levemente positivo”, à medida que o plano foi concluído próximo ao seu potencial total. O Credit Suisse diz que o novo programa deve poupar R$ 20 milhões por ano a partir de 2022.

O noticiário sobre venda de ativos continua no radar da Petrobras. Em comunicado, ela informou que concluiu a fase de negociação com o Grupo Mubadala no âmbito do processo para desinvestimento da Refinaria Landulpho Alves (RLAM), na Bahia.

“Conforme prevê a Sistemática de Desinvestimos da Petrobras, o processo está, atualmente, em fase de nova rodada de propostas vinculantes. Nesta nova rodada a Petrobras solicitou a todos os participantes que submeteram propostas vinculantes, inclusive o Grupo Mubadala, que apresentem suas ofertas finais com base nas versões negociadas dos contratos com o Mubadala. A Petrobras espera receber essas ofertas em janeiro de 2021”, destacou.

Já em relação à Refinaria Lubrificantes e Derivados do Nordeste (LUBNOR) e à Unidade de Industrialização do Xisto (SIX), a companhia informa que também já recebeu propostas pelos dois ativos.

O jornal O Globo, por sua vez, informa que a estatal fará uma nova licitação para a venda do polo de Urucu, localizado na Bacia do Solimões (AM).  Segundo o colunista Lauro Jardim, a 3R, que no certame anterior fez uma oferta de US$ 1,1 bilhão (contra uma oferta de US$ 600 milhões feita pela Eneva), não conseguiu apresentar as garantias bancárias da operação.

Em esclarecimento à notícia divulgada pelo jornal, a companhia afirmou que recebeu propostas vinculantes da 3R Petroleum e da Eneva que estão em etapa de avaliação pela companhia, o que subsidiará a sua tomada de decisão acerca dos próximos passos do desinvestimento.

“Com relação aos valores veiculados na mídia de US$ 1 bilhão e US$ 600 milhões, a Petrobras esclarece que eles guardam proximidade com as parcelas firmes das propostas. A Petrobras informa ainda que leva em consideração na análise das ofertas todas as componentes de valor e demais condições refletidas nas propostas, incluindo pagamentos firmes, pagamentos contingentes e outras condições contratuais relevantes, de tal forma que os valores veiculados na mídia não proporcionam uma base suficiente para comparação das ofertas recebidas”, destacou.

Segundo ela, a depender do resultado dessa avaliação, a companhia poderá promover nova rodada de solicitação de propostas vinculantes a todos os participantes do processo, com base na Sistemática de Desinvestimentos.

A Petrobras esclarece ainda que a Sistemática de Desinvestimentos prevê somente a divulgação ao mercado das seguintes etapas do processo: teaser, início da fase não vinculante, início da fase vinculante, celebração de acordo de exclusividade (quando aplicável), signing e closing.

A Gol divulgou as prévias operacionais do mês de novembro. A companhia aérea registrou queda na demanda de passageiros de 43,8% em relação ao mesmo mês do ano passado, enquanto a oferta recuou 46,3% na mesma base de comparação. Assim, a taxa de ocupação teve alta de 3,7 pontos porcentuais no período, para 84,5%.

No acumulado em 11 meses, a demanda tem recuo de 53,6% na comparação com 2019, enquanto a oferta recuou 52,4%. A taxa de ocupação nesta ano é 2,1 pontos menor, em 79,9%.

Em novembro, a Gol não realizou voos internacionais. No mercado doméstico, houve queda de 39,3% na oferta, e de 37,3% na demanda. A taxa de ocupação cresceu 2,7 pontos, para 84,5%.

No acumulado de 2020, a oferta nos voos domésticos tem queda de 49%, enquanto a demanda cai 50,4%. Assim, a taxa de ocupação caiu 2,3 pontos, para 80,6%.

Itaú Unibanco (ITUB4)

O Itaú Unibanco informou a emissão de R$ 2,1 bilhões em letras financeiras, com opção de recompra a partir de 2025.

A abertura de capital da CSN Mineração, subsidiária de mineração da CSN (Companhia Siderúrgica Nacional) faz com que o atual presidente, Benjamin Steinbruch, 67, fale sobre sua sucessão. Ele está há quase duas décadas à frente da empresa, controlada pela sua família.

Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, o assunto teria surgido em conversas com potenciais investidores, que tinham dúvidas sobre o planejamento sucessório.

Segundo fontes citadas pelo Estadão cujos nomes não foram divulgados, a sucessão deve ocorrer em três anos, após Steinbruch completar 70. A filha mais velha, Victoria, é apontada como provável sucessora.

Nesta sexta, a Marfrig anunciou a criação de um novo departamento de inovação e novos negócios, que será comandado pelo executivo Rafael Braz, que reportará diretamente a Miguel Gularte. O novo departamento deve supervisionar a inovação tecnológica na Marfrig, seus modelos de negócios e estimular novos negócios para que contribuam com o crescimento da empresa.

A Marfrig também anunciou que Eduardo Puzziello passará a ocupar o cargo de gerente de relações com investidores, reportando diretamente ao CFO e IRO Tang David.

Santos Brasil (STBP3)

Com as negociações da renovação do contrato com Hamburg Sud tendo começado, os analistas do Bradesco BBI analisaram os potenciais resultados dessa renovação para a Santos Brasil, mantendo recomendação outperform (desempenho acima da média para a ação) e elevando o preço-alvo de R$ 7 para R$ 10, o que configura um potencial de valorização de 104% em relação ao fechamento de R$ 4,90 da última quinta-feira.

Nos três dos quatro potenciais cenários, o papel tem potencial de valorização  bastante atrativo.  Na avaliação do Bradesco BBI, o movimento pode elevar em 50% o frete pego pela Hamburg Süd, que em troca assegura capacidade de crescimento por entre 5 e 10 anos. O banco ressalta que não há nenhum outro ator no mercado com capacidade disponível para servir completamente a Hamburg Süd.

Tendo isso em vista, o Bradesco BBI atualizou seu modelo de valorização da Santos Brasil para incorporar o aumento do frete pago pela Hamburg Süd, elevando a estimativa para o Ebitda [lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações] em 2021 e 2022 em 13% e 20% respectivamente.

Na avaliação do banco, o Ebitda de 2021 pode ser elevado em R$ 313 milhões, 26% acima da expectativa do mercado.

O papel precifica, entretanto, um evento de “deal break” improvável, com volume total 12% para baixo em 2021, avalia o BBI, destacou que a ação negocia a um múltiplo atrativo de 11,5 vezes o valor da empresa sobre o Ebitda esperado para 2021, um desconto de 28% para a média histórica.

Em recuperação judicial, a Oi tem como meta ter, em dois anos, 100% de sua energia fornecida a partir de fontes renováveis, destaca o Estadão. O grupo deve encerrar 2020 com o patamar de 60% alcançado, o que teria gerado uma economia de R$ 400 milhões em energia elétrica no ano.

Via Varejo (VVAR3), IRB (IRBR3), Cogna (COGN3)e Notre Dame (GNDI3

Na quinta-feira, a Via Varejo informou que a BlackRock, maior gestora de fundos do mundo, elevou sua participação acionária na empresa para 5%. Assim, a gestora de fundos de investimento passou a deter 79,9 milhões de ações da varejista.

A gestora também adquiriu ações ordinárias de emissão da NotreDame, de modo que as suas participações passaram a ser, de forma agregada, 30.791.073 ações ordinárias, correspondentes a aproximadamente 5,04% do total de ações
ordinárias de emissão da Companhia

Por outro lado, ela diminuiu sua participação acionária no IRB para 2,84%. Com isso, a gestora passou a deter 36 milhões de ações da resseguradora.

A BlackRock também diminuiu sua participação acionária na Cogna para 3,21%. Com isso, passou a deter 60 milhões de ações ordinárias e 54 mil ADRs da companhia.

“O objetivo da participação acionária acima mencionada é estritamente de investimento, não tendo como fim alteração do controle ou da estrutura administrativa”, informou a BlackRock.

O Conselho de Administração da Camil anunciou a aprovação do pagamento de juros sobre capital próprio (JCP) e dividendos no valor de R$ 170 milhões: são R$ 20 milhões em JCP e R$ 150 milhões em dividendos referente ao segundo trimestre de 2020.

O Conselho de administração da Ânima aprovou o preço de R$ 34,00 por ação mediante a emissão de 27 milhões de novas ações no follow on da empresa, aumentando o capital em R$ 918 milhões, passando para R$ 2,56 bilhões.

A Rede Energia convocou nova assembleia para avaliação do valor justo na oferta de aquisição de ações (OPA) da Energisa: a a assembleia será realizada no dia 18 de dezembro deste ano.

Carrefour Brasil (CRFB3)

O Carrefour Brasil anunciou nesta quinta-feira que concluiu a compra ou locação de 4 lojas (sendo 3 próprias e 1 alugada) e 2 postos de combustíveis da rede Makro, negócio pelo qual pagou R$ 247,4 milhões.

As demais lojas e postos de gasolina da operação anunciada em fevereiro serão transferidas logo que forem concluídos processos em cartórios de registro de imóveis.

O Grupo Dasa anunciou na noite de quinta a aquisição da rede de hospitais Leforte, em São Paulo. O valor da transação foi de R$ 1,77 bilhão. A operação compreende oito ativos, incluindo os hospitais Leforte Morumbi, Leforte Liberdade e Hospital e Maternidade Christovão da Gama, além de clínicas gerais e uma especializada em pediatria.

Após a compra, a companhia passará de dois para cinco hospitais na região metropolitana de São Paulo, e expandirá os leitos de internação de 2,1 mil para 2,6 mil. O faturamento combinado dos negócios soma quase R$ 9 bilhões, e a fusão fará com que o grupo tenha mais de 40 mil funcionários.

Na avaliação do Bradesco BBI, o segmento de hospitais é cada vez mais central para a Dasa. A aquisição do grupo Leforte transforma a empresa em uma das maiores redes de hospitais. O banco avalia, no entanto, o preço pago por leito, de R$ 3,5 milhões como muito acima dos cerca de R$ 1 milhão pagos pelas concorrentes Hapvida e GNDI.

A Arsesp (Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo) adiou para maio de 2021 o reajuste das tarifas em Santo André, Mauá, Guarulhos e Tapirituba. Os ajustes estavam inicialmente previstos para janeiro, março e abril de 2021.

O Credit Suisse avalia a notícia como neutra, ressaltando que o regulador deve também determinar uma compensação total pelo adiamento.

Hypera Pharma (HYPE3)

A Hypera Pharma anunciou na quinta a aquisição da Simple Organic, marca de cosméticos naturais, orgânicos e veganos, por meio do Hypera Ventures, programa corporativo de venture capital da empresa. O valor da transação não foi divulgado. O fundo pretende investir até R$ 200 milhões em startups nos próximos anos.

A Simple Organic foi fundada em Florianópolis, e atua no mercado de cosméticos desde 2017. A companhia inaugurou o primeiro modelo de franquias do segmento de beleza natural no Brasil.

A Simple Organic também confirmou que investirá no Amazon lab, um programa de regeneração da Floresta Amazônica, a partir de ações e projetos que visam a construção de cidades inteligentes e sustentáveis.

Na avaliação do Bradesco BBI, a compra da Simple Organic pela Hypera Ventures é um primeiro passo para a empresa mostrar que é capaz de trabalhar bem no meio digital, que pode se mostrar um canal importante para a empresa, que busca eficiência no mercado. Atualmente, 55% de seus gastos em marketing são em anúncios na TV.

Hermes Pardini (PARD3)

O Instituto Hermes Pardini anunciou na quinta uma parceria com a startup Speedbird Aero para desenvolver logística de transporte de amostras biológicas por meio de drones, assim como para obter liberações de Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), e de Vigilâncias Sanitárias Estaduais e Municipais.

A startup é a primeira da América Latina a utilizar drones para o transporte aéreo de produtos e medicamentos, com capacidade de até 8kg. A empresa faz entregas com drones desde 2018.

O Bradesco BBI diz avaliar que a parceria parece interessante porque drones podem aumentar a eficiência logística. Fretes custam cerca de 10% dos custos da Pardini, diz o banco. A capacidade de oferecer seus serviços mais rapidamente pode também representar uma grande vantagem competitiva para a empresa, diz o Bradesco. O banco reiterou recomendação outperform, com preço-alvo em R$ 32, frente os R$ 23,59 do fechamento da véspera.

A Panvel anunciou que teve alta de vendas digitais de 75% na Black Friday em comparação com o mesmo período do ano anterior. O valor médio gasto pelos compradores teve alta de 54%, e o número de clientes subiu 33%, na mesma comparação.

Na avaliação do Bradesco BBI, os resultados indicam que a empresa está consolidando o uso de suas aplicações. O banco também avalia que a criação de um novo espaço para armazenamento em São Paulo pode levar a empresa a realizar entregas mais rápidas e mais vendas digitais para além do Sul, onde a maior parte das lojas está localizada. O banco reitera a avaliação de outperform para a empresa, com preço-alvo de R$ 36, frente os R$ 22,75 atuais.

Afya (NASDAQ: AFYA) e Yduqs (YDUQ3)

O Morgan Stanley comentou os resultados da Afya no terceiro trimestre. O banco avalia que a alta de 2,75% na margem Ebitda, de 47%, foi forte, impulsionada pela maturação maior e expansão mais rápida de negócios na área médica, além uma boa integração de empresas por meio de fusões e aquisições. O avanço foi 4% maior do que a estimativa do banco e 9% maior do que aquela do mercado.

O banco diz que o aumento de 50% na receita indica a resiliência do segmento de medicina, e diz que a empresa tem um dos melhores balanços no setor E avalia que a meta para o segundo semestre de 2020 parece ser alcançável.

No setor de educação, o banco diz preferir empresas focadas em medicina, como a Afya, ou com boas perspectivas de crescimento por meio de fusões e aquisições. Por isso, recomenda como outperform a Afya, com preço-alvo das ADRs em US$ 27,5, frente os US$ 25,38 atuais. E a Ydus, com preço-alvo de R$ 41, frente os R$ 37,04 atuais.

Construtoras

A Câmara concluiu na noite de quinta a votação da medida provisória da Casa Amarela e o texto segue agora para o Senado. Todos os destaques ao texto foram rejeitados.

Antes, os deputados aprovaram o texto-base da MP, substituto do Minha Casa Minha Vida. O relatório do deputado Isnaldo Bulhões Jr. (MDB-AL) foi aprovado por 367 votos favoráveis, contra 7.

O Congresso tem até 2 de fevereiro do próximo ano para concluir a tramitação da medida sem que ela perca a validade. O prazo já considera o recesso parlamentar que ocorre entre 23 de dezembro e 1º de fevereiro.

(com informações da Agência Estado, Reuters e Bloomberg)

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