BNDES e fundo internacional lançam projeto de R$ 1 bi para capacitar produtores rurais no sertão nordestino

Um projeto de R$ 1 bilhão, com apoio internacional, pretende capacitar produtores rurais e aumentar a segurança alimentar no Semiárido do Nordeste. Lançado nesta semana pelo Fundo Internacional para Desenvolvimento Agrícola (Fida), em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Ministério da Economia, o projeto Semeando Resiliência Climática em Comunidades Rurais do Nordeste (PCRP) tem o objetivo de promover o desenvolvimento sustentável do sertão nordestino e amenizar os efeitos das mudanças climáticas na região.

O projeto pretende beneficiar 250 mil famílias (1 milhão de pessoas) em até quatro estados do Nordeste, que ainda serão escolhidos. Ao somar os aportes do Fida, do BNDES e a contrapartida dos governos estaduais, os investimentos podem chegar a US$ 202,5 milhões (cerca de R$ 1 bilhão na cotação atual).

As negociações para a captação de recursos foram concluídas nesta semana. Em dezembro, a diretoria-executiva do Fida havia aprovado, por unanimidade, a destinação dos recursos.

O projeto financiará ações de manejo sustentável da água e de enfrentamento da seca e das mudanças climáticas. Entre as principais ações, estão a introdução de tecnologias de coleta, armazenamento e reciclagem da água e a adoção de estratégias de diversificação produtiva no sertão. O programa pretende alcançar uma área de 84 mil hectares, restaurando ecossistemas degradados para prestarem serviços na área ambiental. Uma das metas consiste em evitar a emissão de mais de 11 milhões de toneladas de gás carbônico em 20 anos.

Iniciativa da Organização das Nações Unidas que destina recursos para projetos de adaptação às mudanças climáticas nos países em desenvolvimento, o Green Climate Fund (GCF) aportará, por meio do Fida, US$ 100 milhões. Desse total, US$ 34,5 milhões entrarão como doação e US$ 65 milhões virão por meio de operações de crédito.

Dos recursos nacionais, o BNDES concederá US$ 73 milhões em financiamentos, como entidade executora do GCF. Os US$ 29,5 milhões restantes serão investidos como contrapartida dos estados.

Próximos passos

Após a aprovação pelo GCF e pelo Fida no fim de 2020, o BNDES, o Ministério da Economia e o fundo internacional concluíram as negociações do contrato de empréstimo na última quarta-feira (30). Os próximos passos são a conclusão dos arranjos de implementação do projeto e sua votação pela Diretoria do BNDES. O Senado precisará aprovar a concessão de garantias da União. A expectativa é que os primeiros financiamentos comecem a ser concedidos em 2022.

As discussões começaram em 2018, quando o governo federal indicou o BNDES como potencial parceiro do Fida no financiamento e desenvolvimento de projetos de desenvolvimento rural sustentável. Em 2019, a Secretaria de Assuntos Internacionais do Ministério da Economia e a Comissão de Financiamento Externo da pasta deram aval à operação.

Com a missão específica de combate à fome e à pobreza rural, o Fida recebe apoio do governo brasileiro há mais de 40 anos. A instituição financeira internacional está baseada em Roma, onde fica o Fundo de Agricultura e de Alimentos das Nações Unidas.

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“O motor do Nordeste é o crédito acessível e baixo estoque”, diz CEO da Moura Dubeux

SÃO PAULO — Após registrar seu melhor primeiro trimestre em seis anos, a Moura Dubeux (MDNE3), incorporadora com foco no Nordeste do país, está confiante com a sustentabilidade de seu crescimento em 2021. Em live do InfoMoney na segunda-feira (17), o CEO da companhia, Diego Villar, reforçou que a demanda por habitação é maior do que a oferta, e que a região oferece muitas oportunidades.

“O grande motor do Nordeste no atual momento é o crédito acessível mais o baixo estoque”, disse. “Quando a taxa de juros imobiliários saiu de 10% para 7% ao ano, esses três pontos percentuais de redução reenquadraram nas praças de Recife, Salvador e Fortaleza aproximadamente 200 mil famílias [no mercado imobiliário]. Isso é muito mais famílias do que aquelas que perderam renda e acabaram sendo desenquadradas por causa da crise de saúde”, afirmou Villar.

A entrevista foi uma live especial do projeto Por Dentro dos Resultados, no qual CEOs e outros executivos importantes de empresas da Bolsa comentam os balanços do primeiro trimestre de 2021, e falam também sobre perspectivas. Para acompanhar todas as entrevistas da série, se inscreva no canal do InfoMoney no YouTube.

Segundo o executivo, a companhia por ora não tem intenção de deixar a região Nordeste: “a estratégia é crescer na região, mantendo nosso padrão de qualidade”. Villar destacou que a redução dos juros aumentou a demanda por moradia, que supera a oferta atual do mercado.

A confortável posição de caixa da empresa, segundo o CEO, é um ponto positivo: o caixa atual supera as dívidas em R$ 9 milhões. O nível de inadimplência e distratos, destacou Villar, também está historicamente baixo, apesar do momento econômico atual do país estar mais conturbado.

Marcello Dubeux, CFO e diretor de relações com investidores da incorporadora, lembrou que a Moura Dubeux fez seu IPO em fevereiro de 2020, poucos dias antes de ser declarada a pandemia de coronavírus, que derrubou as Bolsas no mundo todo no mês seguinte. Por esse motivo, as cotações do papel, segundo ele, não refletem com justiça os bons fundamentos da empresa.

“Anunciamos em abril um programa de recompra de ações. Não é um programa agressivo, é até pequeno. Nos próximos meses a gente pode avançar ou não dentro do que a gente colocou, de recompra de 10% das ações em circulação. Eventualmente vamos deixá-las em tesouraria, se comprarmos. Não vamos cancelar os papéis. É para dar uma sinalização de que o preço não reflete os atuais fundamentos. Lá na frente, podemos usar essas ações para recompor o caixa, que é tão importante para a companhia. Lembrando que esta é uma empresa que está num ciclo muito forte de crescimento e o caixa é importante por causa disso”, disse.

Os executivos comentaram ainda sobre possibilidade de fusões e aquisições, sobre o estoque de R$ 4 bilhões em terrenos, sobre funding para os lançamentos programados, sobre o custo maior de materiais de construção e como isso afeta as operações da companhia, sobre os 28 projetos em andamento (e mais 4 em vias de começar), entre outras coisas. Assista à live completa acima.

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Os 3 fatores que explicam o crescimento de 500% no valor geral de vendas da Moura Dubeux

SÃO PAULO – As ações da Moura Dubeux (MDNE3) saltaram até 13% na terça-feira (12) apesar de terem amenizado e fechado com ganhos de 2,6%. Esse movimento positivo foi consequência da maneira como os investidores enxergaram a prévia operacional da empresa no quarto trimestre.

Nos últimos três meses de 2020, a incorporadora com foco na região Nordeste totalizou R$ 516 milhões em Valor Geral de Vendas (VGV) bruto, um crescimento de 517,1% em relação ao mesmo período do ano anterior. No ano, este indicador atingiu R$ 791,2 milhões, ante R$ 382 milhões em 2019.

Além disso, as vendas líquidas chegaram a R$ 305 milhões, fazendo um total de R$ 779 milhões em 2020, número 2% superior ao registrado no ano anterior.

O Credit Suisse destaca que a Moura Dubeux iniciou mais uma vez a temporada de números operacionais do setor de construção civil e incorporadoras com números animadores e que devem ajudar a gradativamente trazer um maior interesse para a empresa.

Diante dos fortes números, conversamos com o CEO da empresa, Diego Villar, e com o CFO, Marcello Dubeux, para entender o que levou a estes números e quais são as perspectivas para o futuro.

De acordo com Villar, a meta da incorporadora agora é ter R$ 1,5 bilhão de VGV de lançamentos por ano. Embora não especifique o prazo em que isso deve ocorrer, ele diz que essa marca seria consequência natural do porte da Moura Dubeux e depende agora de uma melhora no cenário macroeconômico para ser atingida.

“Por enquanto, o risco macroeconômico se coaduna a esse repique inflacionário, principalmente em materiais de construção. Então, temos um desafio bem grande a superar se quisermos crescer no mercado imobiliário”, explica.

Já Marcello Dubeux exaltou a redução da alavancagem e a forte geração de caixa no trimestre, traçando um ambiente promissor para os próximos meses.

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Confira a entrevista completa abaixo:

InfoMoney: A Moura Dubeux teve uma forte prévia operacional no quarto trimestre de 2020. A que o senhor atribui os números fortes de VGV e quais são os planos da empresa para o futuro?

Diego Villar: A manutenção da tese que estamos comunicando ao mercado é a grande responsável pelo nosso sucesso no trimestre.

Em primeiro lugar, o Nordeste é uma região com estoques baixos. Qualquer curva de projeções para o mercado imobiliário coloca o Nordeste como segundo maior mercado em potencial no Brasil.

Em segundo lugar, a crise que tirou as incorporadoras de São Paulo da região também ajuda, porque derrubou a concorrência.

Por fim, o Nordeste tem forte demanda para o médio padrão, que é boa parte da nossa expertise.

A soma desses três fatores permite bons resultados para a Moura Dubeux. Além disso, os juros baixos também nos ajudaram porque estimularam mais pessoas a comprarem imóveis.

Preciso destacar também que nosso trabalho tem sido focado em continuar o que foram os últimos seis meses. Lançamos 10 projetos da segunda quinzena de agosto até a primeira quinzena de dezembro e vendemos em média R$ 100 milhões por mês.

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Por último, tivemos 5,1% de distratos em dezembro e no ano fechamos com 8,9%. Geração de caixa, fortes lançamentos, fortes vendas e redução de distratos foram os pilares do quarto trimestre.

IM: Onde a empresa quer chegar em termos de vendas e faturamento? Qual seria o patamar ideal? E qual é o maior desafio a superar hoje?

Diego Villar: Queremos atingir um patamar de R$ 1,5 bilhão por ano em VGV de lançamentos, mas ainda estamos em meio a uma crise de saúde e temos mais foco em rentabilidade do que em crescimento. Queremos gerar valor para nossos acionistas.

Por enquanto, o risco macroeconômico se coaduna a esse repique inflacionário, principalmente em materiais de construção. Então, temos um desafio bem grande a superar se quisermos crescer no mercado imobiliário.

O minério de ferro bateu recorde histórico, o que aumentou nossos custos por causa do aço, além de resina plástica e outros produtos, que se valorizaram e fizeram disparar o [Índice Nacional de Custo da Construção] INCC, mas é bem melhor ter inflação de materiais do que de mão-de-obra, que seria algo de que teríamos menos controle e duraria mais tempo.

IM: Da última vez em que falei com a Moura Dubeux vocês me revelaram um plano para lançar pelo menos um novo empreendimento por mês. Como está este plano hoje?

Marcello Dubeux: O plano de um novo lançamento a cada mês era a nossa meta na época. Acabamos lançando 10 empreendimentos em quatro meses e bem distribuídos, quatro em Pernambuco, três no Ceará e três na Bahia, ainda temos um programado para Natal, no Rio Grande do Norte.

Diego Villar: Exatamente, estamos lançando um produto em Natal e temos lançamentos programados para todas as cinco praças em que atuamos. Já definimos o plano, com boa distribuição por praça.

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Estamos mais expostos em Recife (PE), que é a nossa sede, depois vem Salvador (BA), Fortaleza (CE) e aí Natal (RN) e Maceió (AL). Não faz sentido lançarmos menos do que um empreendimento por mês nessas regiões a menos que a situação macroeconômica mude muito.

IM: Falando em situação macroeconômica, quais são as expectativas da Moura Dubeux para a economia em 2021?

Marcello Dubeux: As condições de mercado mais favoráveis devem continuar, com estoque baixo e muito espaço para avançar em termos de market share.

Diego Villar: Não somos especialistas em saúde pública nem em economia, mas o que enxergamos para 2021 são condições bem melhores do que as do ano passado, com quatro ou cinco vacinas diferentes aparecendo no mundo. Cedo ou tarde vamos encontrar a solução para acabar com a Covid-19.

O mundo todo deve crescer este ano, uma vez que a base de comparação é muito ruim e com a política de expansão fiscal e monetária que vimos em diversos países deve haver estímulo ao consumo. Há hoje alguma preocupação com a inflação, mas emprego e renda devem crescer.

Se olhar o mercado imobiliário especificamente, ainda há um spread alto entre a Selic [atualmente em 2% ao ano] e a taxa do financiamento imobiliário, que está em 6,7% ao ano. Mesmo se houver uma elevação na Selic ainda teremos uma taxa de financiamento imobiliário maior.

Se o Brasil conseguir gerar emprego vai fortalecer ainda mais o mercado imobiliário, mas para isso o País precisa melhorar a questão fiscal. Nós vimos com preocupação o fechamento da fábrica da Ford na Bahia, por exemplo, pois causará a perda de muitos empregos.

IM: O fim do auxílio emergencial teve algum impacto nas operações de vocês?

Diego Villar: O auxílio emergencial tem pouco impacto e não foi tão positivo para o nosso mercado porque quando chegou, a demanda por materiais de construção aumentou muito, causando um desequilíbrio de estoque, que está refletido nesse repique do INCC.

O que precisamos mesmo é da resolução do coronavírus com uma vacina para haver uma diminuição do desemprego e para que mais pessoas possam comprar apartamento, principalmente aquelas que há muito adiam a decisão de migrar para imóveis maiores.

IM: Como a companhia tem gerenciado o caixa nesse momento de pandemia e qual a situação da alavancagem? Vocês possuem alguma meta de redução do endividamento?

Marcello Dubeux: Quando fizemos o IPO [Oferta Pública Inicial, na sigla em inglês] a companhia tinha uma estrutura alavancada, mas os recursos da abertura de capital foram usados para reduzir a alavancagem.

Hoje, a nossa alavancagem se reduziu e ficou em cerca 12% do patrimônio líquido. Vale ressaltar que nós dividimos a meta de alavancagem em dívida para os projetos e dívida corporativa. A dívida garantida pela holding queremos que seja bem baixa. A meta é algo abaixo de 20%.

Já o endividamento de projetos tem que seguir proporcional ao tamanho dos nossos empreendimentos. Financiamos até 80% dos custos das obras que fazemos e estamos com acesso normal ao crédito via grandes bancos.

IM: Qual é o foco da companhia hoje? A ideia é vender mais imóveis para moradia ou para investidores?

Diego Villar: No patamar atual de inflação contra o CDI o imóvel passa a ser uma opção bastante rentável para o investidor, então é claro que esse segmento tem crescido.

No entanto, nós oferecemos tanto imóveis para moradia quanto para investimento. Em Recife oferecemos apartamentos de estúdio, entre os quais muitos entregamos já mobiliados para investidores.

Já em cidades como Porto de Galinhas temos imóveis que agradam tanto investidores como moradores. Com a pandemia, muita gente passou a repensar sua forma de se relacionar com imóvel e um dos reflexos foi a valorização de algumas regiões. Há muitos casos inclusive de pessoas que vão fazer home office mais perto da praia.

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Com retomada pós-pandemia, Moura Dubeux enxerga momento único para crescer no Nordeste

O CFO da Moura Dubeux, Marcello Dubeux (crédito: Divulgação)

SÃO PAULO – Os executivos da construtora e incorporadora Moura Dubeux (MDNE3) estão otimistas para o pós-pandemia no setor imobiliário do Nordeste, onde a empresa atua. Com a concorrência enfraquecida e a demanda represada pela crise se reaquecendo, as expectativas são de bons trimestres à frente.

Marcello Dubeux, CFO da empresa, conta que as características únicas do coronavírus fazem com que a expectativa de crescimento da economia nos próximos trimestres não seja de modo algum fruto de algum excesso de otimismo.

“Tivemos um trimestre de total paralisação e depois uma retomada quase imediata. A confiança voltou e não houve disrupção do sistema financeiro como em 2008. Os fatores econômicos melhoraram, principalmente com o crédito forte, então o cenário realista é de expansão da atividade”, avalia.

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Dubeux ressaltou também que a taxa básica de juros, Selic, está em sua mínima histórica nos 2% ao ano, o que favorece a compra de imóveis.

A Moura Dubeux divulgou na semana passada a prévia operacional do terceiro trimestre, que contou com o lançamento de quatro projetos totalizando R$ 275 milhões em Valor Geral de Vendas (VGV). Foram R$ 317 milhões em vendas e adesões brutas, o que corresponde a um crescimento de 264,4% sobre o mesmo período do ano passado.

Novos produtos a cada mês

De acordo com Marcello Dubeux, a companhia tem praticamente uma linha de montagem de empreendimentos pronta para ser lançada desde a Oferta Pública Inicial (IPO, na sigla em inglês) realizada em fevereiro deste ano.

“A tendência é que continuemos com produtos novos todo mês. Temos projetos ainda por lançar em Salvador (BA)”, adianta.

Esse apetite por novos projetos se manifestou no terceiro trimestre por meio da compra de dois terrenos, um na Bahia com VGV potencial de R$ 68 milhões e um no estado de Pernambuco com VGV potencial de R$ 58 milhões.

“Havia uma demanda represada que esperava uma amenização da crise do coronavírus para se manifestar. Por isso foi registrada até mesmo uma fila de espera nos dois imóveis entregues em Recife [PE].”

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Dubeux diz que o posicionamento da incorporadora ainda é privilegiado devido ao que ocorreu com as concorrentes em tempos recentes. “As grandes empresas do setor que vieram de São Paulo para acessar o mercado do Nordeste acabaram saindo por conta da crise de 2015-16. Já as que sempre estiveram na região sofrem com as consequências da Operação Lava-Jato”, explica.

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O grande desafio a partir de agora, reconhece o executivo, é fazer uma boa gestão de caixa e manter o relacionamento com os bancos privados para concessão de crédito. “O crescimento da capacidade operacional das empresas precisa envolver o cuidado com o cliente em suas mais diversas formas de pagamento.”

Para saber se essa perspectiva positiva se manterá vale ficar de olho na demonstração de resultados do terceiro trimestre que a empresa divulgará no dia 12 de novembro, com teleconferência agendada para o dia 13.

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Desenvolvimento Regional autoriza R$ 30,7 milhões para saneamento em 17 Estados

(Marcello Casal Jr/ABr)

O Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) autorizou o repasse de R$ 30,7 milhões para ações de saneamento básico em 17 Estados.

Segundo a pasta, a maior fatia dos recursos foi destinada ao Nordeste (R$ 15,8 milhões), seguida pela região Norte (R$ 6,5 milhões).

Os recursos foram liberados para investimento em obras de abastecimento, esgotamento sanitário, manejo de águas pluviais e saneamento integrado, além de estudos e projetos para o setor, informou o ministério.

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Segundo o MDR, desde janeiro, cerca de R$ 330 milhões foram repassados para execução em empreendimentos de saneamento básico pelo País.

A carteira de obras e projetos no setor, coordenada pelo ministério, é de R$ 21,5 bilhões para financiamentos e de R$ 20,2 bilhões para o Orçamento Geral da União.

Responsáveis pela aplicação dos recursos, os Estados e municípios terão acesso aos pagamentos de acordo com a execução dos serviços.

Dos valores autorizados nesta semana, R$ 6,5 milhões foram destinados a capital do Rio Grande do Norte, Natal, para obras de drenagem urbana sustentável na Arena das Dunas. Em Olinda (PE), o aporte será de R$ 5 milhões para obras de retificação e revestimento de trecho do canal Bultrins-Fragoso.

O terceiro maior volume de recursos autorizado vai obras em Parauapebas (PA), onde serão investidos R$ 4,81 milhões na elaboração de projetos de engenharia para implantação de sistemas de abastecimento de água e esgotamento sanitário na cidade.

Entre as regiões, o Sudeste receberá no total R$ 3,2 milhões, seguido pelo Centro-Oeste, com R$ 2,58 milhões, e o Sul, com R$ 2,56 milhões.

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Para o Estado de São Paulo, o repasse é de R$ 2,99 milhões para obras e intervenções nos municípios de Americana, Campinas, Hortolândia, Mogi Guaçu, Olímpia, São Bernardo do Campo, São José do Rio Preto e Tupã.

Em nota, o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, afirmou que o governo está mantendo o aporte em “obras importantes e que vão trazer melhores condições de vida à população brasileira”. “Com esses recursos e a garantia de continuidade dos serviços, também conseguimos assegurar a oferta de empregos nesse momento de pandemia”, disse.

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