Para gestor da Vinci, ação da TIM pode subir 70%; entenda como

Desde que começamos o Stock Pickers nos convenceram que o setor de telecomunicações era muito chato e um mau negócio para investidores, pois nada acontecia, a não ser a má aplicação de recursos em empreendimentos de baixo retorno.

Mas parece que a visão do mercado mudou. Na semana passada, no Coffee & Stocks, falamos sobre Unifique (FIQE3) e a chegada das provedoras de internet locais à B3. Hoje o assunto é a TIM (TIMS3) e o que a companhia pode ganhar com a compra de uma fatia da Oi (OIBR3) e a chegada do 5G.

O convidado é Roberto Knoepfelmacher, gestor de fundos long only da Vinci Partners. Abaixo os principais trechos da entrevista.

Compra da Oi

A TIM deve ser a maior beneficiada pela venda da Oi Móvel, dividida entre TIM, Claro e Vivo. A companhia é a que mais ganha market share (de 23% para 29%) e espectro (a frequência na qual ela pode operar, que vai de 22% para 31%). Com esse movimento a TIM vai ter mais clientes e mais espaço, sem precisar criar mais lojas e mais nenhuma estrutura. Esses clientes também vem com uma margem EBITDA muito boa, de 70%. 

Com o fim da Oi Móvel, o mercado de telecomunicações também perde um concorrente que prestava um serviço ruim e praticava preços baixos demais, o que deve beneficiar a todos. Nos Estados Unidos a compra da Sprint pela T-Mobile fez com que a ação se valorizasse de 6,5 vezes o EBITDA para 9,5 vezes. O caso é muito semelhante ao TIM e Oi.

O maior risco para o caso é o de a fusão ser barrada pelo Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), o que consideramos improvável já que a maioria dos países hoje tem três operadoras.

Chegada do 5G

A previsão do governo é de que o 5G esteja presente nas capitais no segundo semestre do ano que vem, por isso o leilão deve acontecer em breve e, mais importante, não deve ser arrecadatório, o que significa que o dinheiro gasto pelas operadoras será todo investido no negócio e não pago ao governo. 

A tendência é que as empresas construam a infraestrutura em parceria e deixem a competição para a área comercial, o que deve reduzir custos e aumentar eficiência. Como o 5G facilita a internet das coisas, uma avenida de possibilidades de negócio está aberta.

Consequências no preço da ação

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Se tudo isso der certo, enxergamos um upside de ao menos 70% para TIM — a ação hoje vale cerca de R$ 11,65 e pode chegar aos R$ 20, que é, inclusive, o consenso do mercado.

Oi passa de prejuízo para lucro de R$ 1,139 bilhão no segundo trimestre de 2021

Logo da Oi (OIBR3) (Reprodução/Facebook)

A Oi (OIBR3;OIBR3), em recuperação judicial, registrou lucro líquido de R$ 1,139 bilhão no segundo trimestre de 2021, ante prejuízo de R$ 3,409 bilhões em igual período de 2020, informou a companhia na quarta-feira (11). Os valores são atribuíveis aos controladores.

Já a receita líquida caiu 3,41% na base de comparação anual, indo de R$ 4,544 bilhões para R$ 4,389 bilhões.

Segundo a companhia, a receita líquida das operações brasileiras totalizou R$ 4,333 bilhões (3,5% menor na base anual), enquanto a receita líquida das operações internacionais (África e Timor Leste) totalizou R$ 55 milhões, apresentando crescimento de 2,0% na comparação com abril a junho de 2020.

A receita líquida das operações continuadas no Brasil totalizou R$ 2,215 bilhões no trimestre, queda de 2,6% na comparação anual. O segmento residencial ficou em linha no comparativo sequencial e apresentou um crescimento de 3,5% em relação ao segundo trimestre de 2020, ancorado pelo ritmo de crescimento da fibra, que reflete o foco de atuação da Nova Oi neste segmento, aponta a empresa, em substituição aos serviços legados de cobre.

Já o B2B, também apresentou estabilidade na receita total quando comparada ao primeiro trimestre deste ano, porém apresentando uma retração de 10,6% em relação ao segundo trimestre de 2020, principalmente em função do cenário ainda ruim da pandemia do Covid-19, que continuaram a impactar fortemente a economia e as empresas em geral, afirmou a companhia no release de resultados.

O lucro antes de juros impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) da Oi foi de R$ 1,284 bilhão entre abril e junho, queda de 5,52% ante os R$ 1,359 bilhão registrados no mesmo período do ano passado. A margem Ebitda (Ebitda sobre receita líquida) caiu de 29,9% para 29,3%.

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Oi anuncia que InfraCo, de ativos de fibra óptica, se chamará V.tal

SÃO PAULO – A Oi (OIBR3;OIBR4) anunciou nesta quinta-feira (5) a nova marca da empresa que conta com os seus ativos de fibra óptica (conhecida como InfraCo). Ela passará a se chamar V.tal (pronuncia-se Vital). No começo de julho, a Oi realizou leilão do controle da agora V.tal, que concentra rede de fibra óptica com mais de 400 mil quilômetros de extensão, e que foi arrematada por fundos geridos pelo BTG Pactual.

Em evento que contou com a participação de Rodrigo Abreu, CEO da Oi, e de Pedro Arakawa, diretor comercial e de operações da V.tal, a companhia destacou o novo posicionamento institucional, que trará a empresa como uma viabilizadora de rede de alta velocidade para operadoras e provedores de internet, buscando otimizar investimentos e a expansão dos negócios com rápida entrada no mercado. O CEO da V.tal será escolhido apenas depois da aprovação regulatória e anuência para a compra do controle da empresa pelo BTG.

A empresa tem foco no segmento de infraestrutura e rede neutra (prestando serviço a outros provedores de banda larga), de forma independente à Oi.

A companhia inicia sua nova fase com 400 mil quilômetros de redes de fibra, chegando a 2,3 mil cidades e 12 milhões de casas passadas. A expectativa é pela ampliação da capilaridade para 32 milhões de casas passadas até 2025 e da capilaridade de fibra até a casa do cliente (ou FFTH, na sigla em inglês) para todos os 2,3 mil municípios hoje alcançados pela infraestrutura de fibra. O investimento estimado para tanto é de R$ 30 bilhões.

“Já começamos a atuar como uma operação independente, estamos adiantando o processo de separação da empresa e acelerando o processo de captura de valor”, disse Abreu, CEO da Oi.

Ao serem perguntados sobre a possibilidade da V.tal abrir capital, os executivos destacaram que essa opção seria discutida com os fundos do BTG Pactual, que serão os controladores da operação.

Para Abreu, porém, o IPO seria uma grande oportunidade de expansão para a unidade de fibra ótica da Oi no Brasil, sendo assim viável para a companhia.

Ao falar sobre os IPOs de provedores regionais, ele destacou ainda que o Brasil tem aproximadamente 90 milhões entre domicílios e pequenos negócios. Desses, entre 15 a 18% são conectados por fibra. “Isso mostra que tem uma oportunidade grande no país e creio que os provedores regionais estão captando parte dessa oportunidade, então os IPOs mostram isso de forma muito bem sucedida.”

Além da expansão de infraestrutura de fibra com ultra-banda-larga, a V-tal também entra no ecossistema com a entrada do 5G para todo país, avalia. “Tem espaço para operação regional, para operação nacional e a V.tal entra no ecossistema para complementar e viabilizar essa expansão mais acelerada, seja para operadoras ou para provedores regionais”, apontou Abreu.

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Oi faz emissão de US$ 880 mi em títulos da dívida, estreias na Bolsa, balanços de Santander, CSN, Carrefour, Vivo e mais

Logo da Oi (OIBR3) (Reprodução/Facebook)

SÃO PAULO – O noticiário corporativo desta quarta-feira (28) é bastante movimentado nesta quinta-feira, com duas estreias na Bolsa brasileira, a Oi emitindo US$ 880 milhões em títulos da dívida com juros de 8,75%, além da temporada intensa de resultados.

Entre os balanços, estão o de Santander Brasil, CSN, Vivo, Assaí, Carrefour Brasil, WEG, entre outras. Depois do fechamento, será revelado o resultado da Vale. Confira os destaques:

Estreias na Bolsa

Atenção às estreias da B3. As ações de TC têm seu primeiro pregão nesta quarta após a ação ser precificada a R$ 9,50 em oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês). O ticker de negociação da empresa de serviços para traders, que captou R$ 700 milhões na operação, é TRAD3.

Outra ação com estreia prevista é a Armac, com precificação a R$ 16,63 e captando R$ 1,5 bilhão. A empresa de locação de equipamentos mecânicos vai negociar com o ticker ARML3.

A Oi, em recuperação judicial, precificou oferta no mercado internacional de títulos de dívida (sênior notes) emitidas pela Oi Móvel no valor total de US$ 880 milhões (por volta de R$ 4,549 bilhões na cotação atual).

Eles terão vencimento em julho de 2026 e juros remuneratórios semestrais de 8,75% ao ano.

De acordo com a companhia, os recursos líquidos obtidos com a emissão serão utilizados para o pagamento das debêntures da primeira emissão da Oi Móvel, com vencimento em janeiro de 2022 e valor principal de R$ 2,5 bilhões e o restante para fins corporativos gerais.

Santander Brasil (SANB11)

Na temporada de resultados, o Santander Brasil registrou lucro líquido gerencial de R$ 4,171 bilhões no segundo trimestre de 2021, alta de 98,4% frente igual período do ano anterior e avanço de 5,4% ante o trimestre imediatamente antecedente.

O banco ainda anunciou na véspera que Mario Roberto Opice Leão será o presidente-executivo do banco a partir de janeiro de 2022, em uma ampla reformulação do comando da franquia do grupo espanhol que também levará o atual CEO, Sergio Rial, para a presidência do conselho de administração. Leão, que completou 46 anos na semana passada, passou por várias instituições financeiras, incluindo Citigroup, Goldman Sachs e Morgan Stanley, antes de chegar ao Santander, onde está desde outubro de 2015, sendo mais recentemente vice-presidente responsável pela unidade de atacado.

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Para o Bradesco BBI, o Santander Brasil apresentou um bom conjunto de resultados no trimestre, mostrando tendências positivas no crescimento do crédito, com melhor mix e evolução positiva da receita líquida de juros com clientes, e nas receitas de tarifas, refletindo a melhor atividade econômica. “Entretanto, notamos que as provisões aumentaram no trimestre, enquanto o índice de cobertura diminuiu para 263%, embora a taxa de inadimplência se mantenha relativamente sob controle”, apontam os analistas.

O Morgan Stanley avaliou os resultados do Santander como fortes, ressaltando a alta do lucro, 10% acima de sua estimativa de R$ 3,798 bilhões. O banco diz que os resultados são sólidos e refletem uma boa execução da gestão. Por outro lado, avalia que a saída do atual CEO pode reduzir o entusiasmo com os papéis. O Morgan Stanley reiterou sua avaliação overweight (perspectiva de valorização acima da média do mercado) para o Santander, com preço-alvo de US$ 10, frente à cotação de US$ 7,88 na Bolsa de Nova York.

O Bradesco BBI também comentou a notícia de que Sérgio Rial deve assumir como presidente do conselho diretor do Santander, e de que Álvaro de Souza deixará o cargo, mas permanecerá, assim como Rial, como conselheiro independente do Grupo Santander na Espanha.

O banco diz que a notícia já era esperada pelo mercado, mas diz que o timing pode ter sido uma surpresa. O Bradesco ressalta que Sérgio Rial teve um papel importante na retomada do desempenho do banco, e que sua presença na junta diretora pode ser um sinal de que a estratégia deve continuar. O BBI diz que, durante o mandato de Rial, o Santander Brasil se tornou o subsidiário mais importante do Grupo Santander. Considerando a relevância de Rial para o banco, avalia que Leão terá um grande desafio à frente para manter a cultura desenvolvida nos últimos seis anos, e para manter o atual patamar de retorno sobre o patrimônio líquido, elevado nos últimos anos para entre 20% e 21%, frente ao patamar de entre 12% e 13% de 2016. Também será necessário competir com outros grandes bancos e com fintechs.

O Bradesco BBI mantém avaliação neutra sobre o Santander, e preço-alvo de R$ 47 para os papéis SANB11, negociados na terça por R$ 41,2.

A rede de atacarejo Assaí teve alta de 62% no lucro líquido do segundo trimestre ante mesmo período de 2020, para R$ 305 milhões, informou a companhia na terça-feira.

O Ebitda ajustado foi de R$ 793 milhões, crescimento de 33% na comparação anual. A companhia, controlada pelo francês Casino, inaugurou no trimestre três lojas, ampliando a base total no país para 187 unidades.

A receita do Assaí, por sua vez, chegou a R$ 10,049 bilhões, o que representa 22,2% de crescimento na base anual de comparação.

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O Itaú BBA afirma que os dados divulgados pelo Assaí superam suas estimativas, que já eram otimistas. O banco ressalta que as vendas em mesmas lojas subiram 9,2%, apesar de um patamar difícil de comparação, e a abertura de 19 novas lojas em 12 meses levaram a uma alta de 22% na receita líquida em um ano. A margem bruta chegou a 16,8%, alta de 0,6 ponto percentual na comparação anual, por conta de uma participação maior dos consumidores finais nas rendas totais, e por uma boa performance nas novas lojas. E a margem Ebitda ficou em 7,5%, alta de 0,3 ponto percentual em um ano, levando a uma receita líquida maior do que o esperado, de R$ 264 milhões.

Assim, o Itaú mantém avaliação outperform para o Assaí, e preço-alvo para 2021 em R$ 100, frente à cotação de R$ 89 de terça.

Carrefour Brasil (CRFB3)

O grupo Carrefour Brasil teve queda de 16,8% no lucro líquido do segundo trimestre ante mesmo período de 2020, a R$ 592 milhões. A companhia, que também é dona da bandeira de atacarejo Atacadão, teve Ebitda ajustado de R$ 1,37 bilhão no período, recuo ano a ano de 3,6%.

As vendas mesmas lojas consolidadas do grupo subiram 3,4%, excluindo combustíveis e efeito calendários. O efeito foi produzido por crescimento de 10,2% nas vendas mesmas lojas do Atacadão e retração de 11,4% na bandeira Carrefour.

A CSN teve um lucro líquido de R$ 5,5 bilhões no 2º trimestre de 2021, baixa de 3% na comparação com o primeiro trimestre de 2021, mas com avanço de 1.136,3% na comparação com igual período de 2020.

O lucro atribuído aos controladores foi de R$ 4,96 bilhões no segundo trimestre deste ano, o que representa alta de 1.338,6% frente igual período de 2020.

O Ebitda ajustado, que soma ao resultado depreciação, amortização, tributos, participação em investimentos e efeitos extraordinários, além da participação proporcional das controladas MRS Logística e CBSI, teve alta de 324,6%, para R$ 8,174 bilhões.

CSN Mineração (CMIN3)

A CSN Mineração registrou resultados recordes no segundo trimestre de 2021, com Ebitda de R$ 4,96 bilhões, 2% acima da estimativa do BBI de R$ 4,87 bilhões, alta de 35% em relação ao trimestre anterior e alta de 256% em base anual.

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Os principais destaques no trimestre foram: (i) As vendas de minério de ferro alcançaram 9,1 milhões de toneladas (em linha com o estimado pelo BBI), alta de 11% no trimestre e + 18% em base anual; (ii) a realização de preço veio 2% mais forte versus estimado pelo BBI e alta de 26% em relação ao trimestre anterior; (iii) desempenho de custos em linha, embora ainda em alta no trimestre, impactado por maiores taxas de frete, custos de aquisição de terceiros e despesas portuárias; (iv) despesas com vendas, gerais e administrativas/tonelada acima do esperado; (v) Geração de fluxo de caixa livre forte, em cerca de R$ 2,9 bilhões, com dívida líquida/Ebitda abaixo de 0,4 vez.

A CMIN anunciou dividendos de R$ 1,8 bilhão relativos ao primeiro semestre de 2021, implicando em um payout ratio de 38%, abaixo da expectativa de payout de 80% do banco.

Os analistas mantêm recomendação de compra para CSN Mineração (preço-alvo de R$ 14,00).

A Unidas registrou um lucro líquido recorrente de R$ 241,2 milhões no segundo trimestre de 2021, ante R$ 1,7 milhão no mesmo período do ano passado, informou a companhia em balanço enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) na terça-feira, 27.

Já o Ebitda recorrente alcançou R$ 557,2 milhões de abril a junho, alta de 167,1% na comparação com igual período do ano anterior. A margem Ebitda foi de 75,4% no segundo trimestre, avanço de 32 pontos porcentuais ante o mesmo período de 2020.

A receita líquida consolidada da companhia atingiu R$ 1,6 bilhão no segundo trimestre, alta de 74,7% ante igual intervalo de 2020.

“A receita líquida consolidada da companhia apresentou crescimento robusto no segundo trimestre, sustentada pela forte expansão da receita de todos os segmentos de negócio. Vale destacar o desempenho de locação, que quebrou recorde neste trimestre”, disse a Unidas em relatório, acrescentando que o negócio de locação “foi impulsionado pela força e resiliência da operação de terceirização de frotas e pela rápida retomada em aluguel de carros.”

Telefônica Brasil (VIVT3)

A Telefônica Brasil, dona da marca Vivo, lucrou R$ 1,345 bilhão no segundo trimestre de 2021, crescimento de 20,9% em relação ao mesmo período do ano passado.

O Ebitda recorrente da empresa totalizou R$ 4,226 bilhões, valor 3% acima do registrado no segundo trimestre de 2020.

A receita da Telefônica, por sua vez, chegou a R$ 10,649 bilhões, o que representa 3,2% de crescimento na base anual de comparação.

Segundo a administração, a base de clientes totalizou 97 milhões de acessos, cinco milhões a mais do que no segundo trimestre de 2020.

No negócio de fibra óptica, a companhia chegou a 77 cidades, adicionando 4,3 milhões de casas passadas.

“Ao final do trimestre, somamos 17,3 milhões de casas passadas distribuídas em 293 cidades. Em julho de 2021, a FiBrasil, empresa de rede neutra de fibra por atacado criada em conjunto com a Tef Infra e CDPQ, iniciou sua operação com o objetivo de expandir a cobertura de fibra no Brasil. Essa capilaridade nos permite acelerar o volume de clientes conectados, aumentando a taxa de penetração da rede e, consequentemente, capturando o retorno dos investimentos”, comenta a gestão.

O Bradesco BBI avaliou os resultados da Telefônica Brasil relativos ao segundo trimestre como em linha com o consenso do mercado. O banco acredita que o mercado vê os resultados como neutros ou levemente positivos. As receitas do segmento móvel vêm melhorando sequencialmente.

O banco mantém recomendação neutra (perspectiva de valorização dentro da média do mercado) para a Telefônica, e preço-alvo de R$ 61.

A Vamos, empresa de locação de caminhões e equipamentos do grupo Simpar (ex-JSL), registrou lucro recorde no segundo trimestre de 2021, de R$ 100 milhões. O valor representou uma alta de 154,8% ante igual período do ano passado.

A receita líquida também dobrou, a R$ 665,6 milhões, ante R$ 329,9 milhões registrados no segundo trimestre de 2020.

A WEG registrou lucro líquido de R$ 1,134 bilhão no segundo trimestre de 2021, alta de 120,6% na base de comparação anual.

O resultado foi positivamente impactado pelo reconhecimento dos créditos tributários referentes à exclusão do ICMS da base de cálculo do PIS e da Cofins. O resultado financeiro de R$ 129,9 milhões e o aumento no imposto de renda auferido desses créditos, de R$ 147,5 milhões, também tiveram impacto sobre o lucro.

Sem esses efeitos, não recorrentes, o lucro líquido seria R$ 851,9 milhões, alta de 65,6% na comparação anual.

Já o Ebitda foi de R$ 1,392 bilhão, avanço de 90,2% na base anual, enquanto a receita operacional líquida teve crescimento de 41,4%, a R$ 5,748 bilhões.

A companhia também informou que pagará cerca de R$ 663 milhões em dividendos.

A Camil Alimentos informou na noite de terça-feira que a sua controlada Camilatam Ecuador fechou acordo avaliado em US$ 36,5 milhões para adquirir os ativos, direitos, marcas e contratos relacionados aos negócios de produção e processamento de arroz da Agroindustrias Dajahu.

O anúncio de aquisição de ativos incluiu a totalidade das ações de emissão da companhia Transportes Ronaljavhu no Equador.

As unidades envolvidas no acordo operam no Equador entre as líderes em marca de arroz, com “market share significativo e elevado potencial de crescimento”, destacou a Camil em fato relevante.

“A operação está alinhada com a estratégia da companhia e representa um importante passo para a expansão da Camil na América Latina em novas geografias”, acrescentou.

A empresa disse ainda que celebrou com a IFC uma carta-mandato para o financiamento de 100% da aquisição. A concessão do empréstimo está sujeita à realização de diligências e a negociação dos contratos definitivos.

O Tribunal de Recursos de Londres concordou na terça-feira em reabrir um processo de US$ 7 bilhões contra a mineradora anglo-australiana BHP pelo rompimento de uma barragem em Mariana (MG) em 2015, que causou o maior desastre ambiental da história do Brasil. O colapso da barragem de Fundão, pertencente à Samarco –joint venture entre BHP e a brasileira Vale–, matou 19 pessoas e fez com que uma enxurrada de mais de 40 milhões de metros cúbicos de rejeitos invadisse o rio Doce e atingisse o Oceano Atlântico, a mais de 650 quilômetros do local do desastre.

Um grupo formado por cerca de 200 mil reclamantes brasileiros vinha tentando ressuscitar o processo movido na Inglaterra contra a BHP desde que um tribunal inferior suspendeu a ação em novembro, alegando abuso processual, e um juiz do Tribunal de Recursos manteve a decisão.

Na terça, a Samarco informou que a Justiça de Minas Gerais a autorizou a obter um financiamento de US$ 228 milhões na modalidade DIP para suprir suas necessidades de caixa, no âmbito de sua recuperação judicial. Na decisão, o juiz condiciona a utilização do recurso para fins exclusivos da operação da Samarco e não define a origem do empréstimo, disse a empresa. A companhia havia pedido o aval da Justiça para receber o financiamento de suas donas, a brasileira Vale e a BHP, alegando que ambas as mineradoras teriam feito a melhor proposta.

Na terça, a Petrobras informou que assinou contrato com a holandesa SBM Offshore para arrendamento e operação da plataforma do tipo FPSO Almirante Tamandaré, para o campo de Búzios, no pré-sal da Bacia de Santos. A unidade será a sexta definitiva a entrar em operação em Búzios e a maior produtora de petróleo do litoral brasileiro, com capacidade de processamento diário de 225 mil barris de óleo e 12 milhões de metros cúbicos de gás.

(com Reuters e Estadão Conteúdo)

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Oi vende título com yield de 9% para pagar dívida mais cara, diz fonte à Bloomberg

(Bloomberg) — A Oi (OIBR3;OIBR4) colocou no mercado um título em dólares em parte para refinanciar dívidas mais caras que assumiu durante a reestruturação atual da empresa.

A operadora, que está em recuperação judicial, está vendendo pelo menos US$ 500 milhões em notas sênior garantidas com juros na faixa de 9%, segundo uma pessoa a par do assunto.

O preço é alto em comparação com a maioria das ofertas este ano, já que apenas seis títulos em dólares com características regulatórias semelhantes foram vendidos com níveis mais altos de yield em 2021, segundo dados compilados pela Bloomberg. Mas ainda é mais barato do que os juros de 13,67% da debênture que a empresa está tentando refinanciar com os recursos.

A Oi passa por uma grande reestruturação de dívida desde o pedido de recuperação judicial em 2016. O processo incluiu a captação de fundos com desinvestimentos, como a venda dos ativos de telefonia móvel para a Telefónica, Telecom Italia e a alienação da participação de 25% na Unitel, a maior operadora de telefonia móvel de Angola.

O plano estratégico da empresa para 2022-24 é focar mais nos clientes e simplificar as operações enquanto busca pagar dívidas existentes, diversificar fontes de receita e resolver questões de concessão, disse o CEO Rodrigo Abreu no início do mês.

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Cade considera compra de ativos da Oi Móvel por Vivo/TIM/Claro como “caso complexo”; ações têm nova queda

Logo da Oi (OIBR3) (Reprodução/Facebook)

SÃO PAULO – A superintendência-geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) declarou na última sexta-feira (23) como complexa a venda das operações de telefonia móvel da Oi (OIBR3;OIBR4) para as rivais TIM (TIMS3), Telefônica Brasil (VIVT4) e Claro, da América Móvil.

Em comunicado divulgado em seu site, o Cade afirmou que sua superintendência decidiu declarar “o Ato de Concentração nº 08700.000726/2021-08 complexo, e determinar a realização das diligências indicadas”. O documento cita ainda que a superintendência da autarquia pode “se for o caso”, pedir ao tribunal administrativo do Cade uma extensão do prazo para análise do caso.

TIM, Telefônica Brasil e Claro venceram em dezembro passado o leilão para comprar, por R$ 16,5 bilhões, as operações de redes móveis da Oi, que pediu recuperação judicial em 2016, e está vendendo ativos para levantar fundos e pagar credores.

Uma declaração de complexidade aumenta as chances de uma operação ser aprovada com restrições ou até rejeitada. Mas uma decisão final cabe ao colegiado do Cade.

Segundo o advogado Ademir Pereira, sócio da Advocacia José Del Chiaro, que representa a Neo, associação de operadores independentes e regionais de telecomunicações, a declaração do Cade reconhece que se trata de uma operação muito questionável do ponto de vista concorrencial.

“A nota elenca múltiplos pontos que precisam ser melhor esclarecidos pelas requerentes”, afirmou Pereira, em nota.

Para a Levante Ideias de Investimentos, a notícia é especialmente negativa para a Oi, uma vez que o atraso na conclusão deste negócio atrapalha a companhia que tenta atingir o fim do seu processo de recuperação judicial o mais breve possível.

Além disso, o Cade pode impor algumas restrições no negócio, levando a Oi a não conseguir vender parte dos ativos e de sua base de clientes em um primeiro momento, dificultando ainda mais a conclusão da transação.

Por outro lado, os analistas da casa apontam que, apesar de entenderem que há de fato uma preocupação com a concentração de concorrência no setor, não há compradores para a totalidade dos ativos a não ser as outras três grandes operadoras.

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“Dessa forma, mesmo com interesses de pequenos provedores em barrar a negociação, acreditamos que eventualmente a transação será aprovada tanto pelo Cade, quanto pela Anatel, mesmo que com algumas restrições e ressalvas por parte dos órgãos reguladores”, avaliam.

Às 11h18 (horário de Brasília), os papéis ON da Oi caíam 2,44%, a R$ 1,20, enquanto os ativos PN tinham baixa de 2,02%, a R$ 1,94, após uma semana de forte baixa para os ativos, com OIBR3 caindo 23% e OIBR4 em baixa de 11,61%. Os investidores não receberam bem o plano estratégico da companhia para 2022-2024.

De acordo com Daniel Federle e Felipe Cheng, analistas do Credit Suisse, o “sell-off” dos ativos, especialmente na segunda, foi justificado pelo fato do guidance indicar uma alavancagem para 2024 de 6,6 vezes (acima da estimativa anterior do banco), sugerindo um fluxo de caixa livre mais fraco do que o esperado, apesar das fortes estimativas operacionais da empresa. Na semana passada, a equipe de análise do banco suíço cortou o preço-alvo para os papéis ON de R$ 1,80 para R$ 1,60, mantendo recomendação neutra.

(com Reuters)

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Credit corta preço-alvo da Oi (OIBR3) e reitera recomendação neutra após plano; analistas apontam risco de execução

Oi telecomunicações

SÃO PAULO – Enquanto as análises iniciais sobre o plano estratégico da Oi (OIBR3;OIBR4) 2022-2024 divulgado na véspera (19) foram destacadas como positivas por alguns bancos e casas de research, as ações não corresponderam na B3.

Na última segunda, também em um dia de forte queda para o mercado em geral, os papéis OIBR3 fecharam em baixa de 8,13%, a R$ 1,47, enquanto os papéis OIBR4 tiveram baixa de 4,91%, a R$ 2,13. Na sessão desta terça, as ações também não empolgaram, com as ações ON fechando em queda de 7,48%, a R$ 1,36, enquanto PN tiveram queda menos expressiva, de 2,35%, a R$ 2,08.

Em relatório publicado após o fechamento do pregão da véspera, o Credit Suisse comentou o plano da companhia, com foco no desenvolvimento da InfraCo e novas iniciativas de redução de custos, entre outros. Porém, os anúncios não agradaram tanto os analistas do banco suíço, que reiteraram recomendação neutra para o ativo OIBR3, inclusive reduzindo o preço-alvo de R$ 1,80 para R$ 1,60, ou uma alta de 8,84% frente o fechamento de segunda-feira (19).

De acordo com Daniel Federle e Felipe Cheng, analistas do Credit, o “sell-off” dos ativos na véspera pode ser justificado pelo fato do guidance indicar uma alavancagem para 2024 de 6,6 vezes (acima da estimativa anterior do banco), sugerindo um fluxo de caixa livre mais fraco do que o esperado, apesar das fortes estimativas operacionais da empresa.

Já o corte do preço-alvo de OIBR3 para R$ 1,60 foi de modo a incorporar a estimativa de um maior consumo de caixa em 2021 (de R$ 6 bilhões). Isso impulsionado por um lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda) de curto prazo mais fraco, apontam os analistas, já que o dado do primeiro trimestre ficou 25% abaixo do projetado pelo banco suíço.

A estimativa dos analistas é de uma dívida líquida de R$ 7,3 bilhões em 2021, de R$ 3,8 bilhões da projeção anterior, com uma alavancagem de 7 vezes a relação entre dívida e Ebitda para 2022.

O preço-alvo atribui um valor da empresa (EV) de R$ 8 bilhões para a unidade de serviços ClientCo versus R$ 6 bilhões anteriores), implicando em uma relação EV sobre Ebitda esperada de 8 vezes para 2022, além de manutenção da projeção de EV para InfraCo em R$ 22 bilhões, com EV/Ebitda de 11 vezes esperado para o ano que vem. “Vale ressaltar que nossas estimativas operacionais estão alinhadas com o guidance da Oi, que nos parece otimista. Assim ,o risco de execução é o principal para a tese de investimento da Oi”, apontam.

As projeções da Oi para receitas e Ebitda são de alta de 32% e 8%, respectivamente, acima da principal referência anterior do mercado (relatório da EY) e também acima do projetado pelo Credit Suisse.

Os analistas, por sua vez, elevaram as projeções de receita para 2022 em 4%, para R$ 10,4 bilhões, ao assumirmos uma curva de taxa de absorção de banda larga via fibra (FTTH) mais rápida, agora em 24% já em 2021, que foi em linha com a meta. Por outro lado, a projeção para o Ebitda de 2022 foi cortada em 20%, a R$ 1 bilhão, depois do primeiro trimestre fraco e com a projeção de margem sem atender a expectativa do banco.

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Mas a margem deve aumentar gradativamente, uma vez que a Oi espera concluir a migração da concessão até 2023. Já do lado positivo, a companhia parece pronta para retomar o crescimento acelerando as receitas, reduzindo custos, resolvendo problemas de concessão e impulsionando o segmento de fibra, apontam.

Plano agressivo e poder de fogo

Para a Levante Ideias de Investimentos, o plano apresentado foi bastante agressivo em termos de crescimento de receita, com apostas interessantes, especialmente quanto à parte de serviços adicionais que nenhuma companhia de telecomunicações no Brasil conseguiu fazer deslanchar ainda. Entre eles, o seu marketplace para venda de produtos, telemedicina, venda de cartão de crédito e seguros, entre outros, em que a companhia espera entre R$ 1 bilhão e R$ 1,5 bilhão de receitas desta modalidade.

Por outro lado, na avaliação dos analistas, a margem Ebitda, ou relação entre Ebitda e receita líquida, deixou a desejar, enquanto há novos players fazendo IPO no mercado de fibra, como Desktop, Unifique e Brisanet.

Além disso, eles também destacam que, após a reestruturação, a companhia resultante sai bastante endividada, com relação entre dívida líquida e Ebitda em cerca de 3,7 vezes, um patamar acima do que a própria companhia considera ideal.

“Apesar do alto nível de endividamento, para conseguir expandir sua infraestrutura de fibra ótica, a Oi manterá um nível investimentos (capex) de cerca de 14,8% da sua receita em 2021 e atingindo aproximadamente 7,8% em 2024. Se por um lado os valores parecem altos para o nível de endividamento da companhia, por outro enxergamos os novos entrantes injetando capital com IPOs e gastando valores semelhantes, mesmo com receita muito menor do que a Oi”, avaliam.

A Levante destaca que parte central do plano da Oi de expansão é o seu plano de fibra óptica, o que deve se provar um desafio para a companhia considerando o cenário cada vez mais competitivo. A companhia encerrou o primeiro trimestre com 2,5 milhões de clientes de fibra ótica, pretendendo encerrar 2021 com 3,5 milhões de clientes e atingir 8,1 milhões em 2024.

“O plano apresentado prevê crescimento audacioso, focado em fibra ótica e com uma estratégia mais interessante ao nosso ver, focando em eficiência operacional e atendimento ao cliente. No entanto, além dos desafios da execução do novo plano estratégico, a companhia ainda precisa terminar sua reestruturação, concluindo sua venda de ativos para seguir em frente, deixando ainda algumas incertezas a serem resolvidas”, avalia.

O risco de execução também foi ressaltado pelo Bradesco BBI em relatório da véspera. Contudo, os analistas do banco seguem com visão positiva para OIBR3, reiterando recomendação outperform (desempenho acima da média do mercado) com preço-alvo de R$ 3,40, ou potencial de valorização de 131% frente o fechamento da véspera.

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“Embora certamente haja riscos relacionados à execução operacional do plano estratégico, acreditamos que o mercado deve vê-lo como positivo. A InfraCo, com BTG e Globenet como investidores estratégicos, agora tem poder de fogo suficiente para continuar a expandir seus negócios FTTH (ou modelo “da fibra para o lar”) em um ritmo forte, sendo um dos principais
motores para que eles entreguem crescimento e lucratividade nesta frente. Adicionalmente, após a conclusão da potencial venda de suas operações móveis, acreditamos que a Oi deve ser capaz de melhorar seu desempenho de implantação de FTTH, como player focado no mercado de banda larga”, aponta o BBI.

Assim, o BBI mantém visão positiva da Oi, embora reconheça que “o mercado pode demorar um pouco para ter mais confiança na sua capacidade de executar o plano por si só”.

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Fibra óptica em foco e corte de custos de R$ 1 bi: os planos da Oi para 2022-2024 (e as primeiras avaliações do mercado)

SÃO PAULO – A Oi (OIBR3;OIBR4) anunciou seu plano estratégico e guidance (projeções) para os anos entre 2022-2024, realizando uma teleconferência nesta segunda-feira (19) e trazendo mais detalhes sobre a nova companhia após a venda de ativos.

O foco, conforme destaca o Bradesco BBI, agora é em: (i) desenvolvimento da InfraCo, ou o segmento de fibra óptica, com o objetivo de se tornar líder de mercado em digital soluções e conexões de fibra; (ii) o desenvolvimento e aceleração de novos fluxos de receitas; (iii) novas iniciativas de redução de custos; e (iv) o reequilíbrio de sua cdoncessão.

Na avaliação dos analistas do Bradesco BBI, o principal destaque ficou para a meta de atingir 8 milhões de domicílios conectados até 2024 no Brasil até o final do 2024, que é mais que o dobro da expectativa de 3,5 milhões até o final de 2021, e representa 22% da corrente total (37 milhões) do mercado brasileiro de banda larga. A receita média estimada por casa em 2024 é de R$ 94 por mês, alta anual média de 11%.

A Oi também apresentou um plano para reduzir o custo de casas passadas (HPs, ou seja, casas com infraestrutura de cabeamento para fibra óptica) de R$ 270 por unidade atualmente para R$ 140. Isso será obtido, aponta a companhia, com otimizações, como rede primária subterrânea permitindo a adição de novas conexões sem a necessidade de duplicação da rede futura, e segmentos de fibra mais curtos, sendo menos suscetíveis a rupturas e interrupções.

A projeção de receita é entre R$ 14,8 bilhões e R$ 15,5 bilhões na Nova Oi em 2024. Desse total, R$ 9,3 bilhões viriam do negócio de fibra ótica, enquanto R$ 2,6 bilhões viriam de receita da Oi Soluções. As receitas do legado poderiam ser reduzidas para R$ 500 milhões em 2024, enquanto as novas receitas podem atingir R$ 1,5 bilhão em 2024.

Cabe ressaltar que, em 2020, a receita líquida foi de R$ 18,8 bilhões, mas a companhia passou por uma reestruturação com venda de  importantes ativos, como a Oi móvel, para cumprir o plano de recuperação judicial.

Já a projeção é de lucro antes juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda, na sigla em inglês) entre R$ 1,9 bilhão e R$ 2,3 bilhões em 2024, enquanto a margem Ebitda (Ebitda sobre receita líquida) fica entre 13% e 15% em 2024.

O indicador capex (investimentos em capital) sobre receita líquida deve sair de cerca de 14% para 7,8%. Por sua vez, a razão entre dívida líquida e Ebitda da Nova Oi deve ir a 6,6 vezes e no critério proforma (Nova Oi + 40% Infra Co) de 3,7 vezes.

A companhia destacou que buscará acelerar as receitas dos negócios principal, de InfraCo (fibra óptica), e a implementação de novas fontes, além da readequação da estrutura de custos, do equacionamento da concessão e desenvolver seu negócio de infraestrutura para buscar  ser líder em conexões de fibra óptica no país.

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A Oi espera que a InfraCo (a totalidade dela) alcance R$ 5,4 bilhões em Ebitda até 2025 – ou um CAGR (taxa de crescimento composta anual) de 49% entre 2021 e 2025 -, com os investimentos de BTG e Globenet como estratégicos, implicando em aproximadamente R$ 2,2 bilhões em Ebitda em 2025 atribuível à Oi por conta de sua participação.

No dia 7 de julho, a Oi fez a sua última grande venda de ativos ao leiloar o controle (mais precisamente 57,9%) da InfraCo, que concentra a rede de fibra óptica, por um valor de R$ 12,9 bilhões. Como esperado, apenas uma proposta – a dos fundos do BTG Pactual em conjunto com a Globenet Cabos Submarinos – foi apresentada, sendo ela a vencedora. A Oi segue como sócia minoritária, com 42,1%.

A companhia ainda destacou que, após realizar as operações societárias previstas no plano de recuperação judicial, haverá  quatro “entidades principais” no grupo, com objetivo de simplificar a estrutura da companhia.

A Nova Oi (Oi S.A.), que incorpora a Telemar e a Oi Móvel, será a responsável pelos mercados business-to-consumer (ou B2C, voltada para o cliente final) e pequenas e médias empresas (PME).

Já a InfraCo, que concentra os ativos de fibra óptica da Oi, será responsável pelo atendimento ao mercado de atacado, por meio da prestação de serviços de fibra até a casa do cliente (ou FFTH, na sigla em inglês) por meio de uma rede neutra.

A Serede, empresa de serviços técnicos e logística que possui mais de 23 mil colaboradores, seguirá com a operação de campo. Por fim, a Tahto, que antes prestava serviços só para Oi e nos últimos meses também passou a atender clientes externos, é a quarta empresa, atuando na área de relacionamento e atendimento a clientes via call center.

Corte de custos

A Oi também informa que projeta reduções de custos adicionais de R$ 1 bilhão, em números anualizados, com um novo programa de corte de custos.

O volume de economias previstas é novo, destacou o presidente do grupo, Rodrigo Abreu. Em 2019, a tele já havia lançado iniciativa com a mesma meta de cortar R$ 1 bilhão em despesas, chegando a ultrapassar a meta neste ano, com economias totais de R$ 1,176 bilhão.

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O programa prevê corte de cerca de R$ 350 milhões em custos vendas, marketing e atendimento, cerca de R$ 320 milhões em organização e suporte ao negócio, além de queda de custos em R$ 150 milhões em sistemas de processos (TI) e R$ 400 milhões na área de rede e operações.

Segundo Abreu, isso passará por aceleração de algumas iniciativas já em andamento, como substituição e desligamento de redes antigas de cobre; revisão de operações deficitárias; formação de parcerias; otimização de imóveis, lojas e centros de distribuição; redesenho da governança, entre outros pontos; e conclusão da venda de ativos.

Poder de fogo aumenta, mas dúvidas no radar

Na avaliação do Bradesco BBI, embora certamente haja riscos relacionados à execução operacional do plano estratégico, os analistas apontam que o mercado deve vê-lo como positivo. Os analistas Otavio Tanganelli e Lucca Brendim apontam que a InfraCo, agora com BTG e Globenet como investidores estratégicos, agora tem o suficiente poder de fogo para continuar a expandir seus negócios em FFTH em um ritmo forte, sendo um dos principais catalisadores para crescimento e lucratividade nessa frente.

“Além disso, após a conclusão da potencial venda de suas operações móveis, acreditamos que a Oi deva ser capaz de melhorar seu desempenho de implantação de fibra ótica, como player focado na banda larga mercado. Em suma, mantemos nossa visão positiva da Oi, embora reconheçamos que o mercado possa demorar um pouco para ter maior confiança em sua capacidade de executar o plano em si”, destacam os analistas do BBI.

A recomendação de Tanganelli e Brendim para a ação OIBR3 segue outperform (desempenho acima da média do mercado) com preço-alvo de R$ 3,40, alta de 112,50% em relação ao fechamento de sexta-feira (16).

A Guide Investimentos também destaca o plano como positivo. “Vemos com bons olhos o programa anunciado, visando tornar a empresa mais asset-light, com foco em eficiência operacional, apesar do elevado endividamento. O plano da mais visibilidade e previsibilidade a estratégia da companhia para os próximos anos”, destacou.

Mesmo com a visão positiva, às 13h35 (horário de Brasília), os ativos ON da Oi caíam 3,13%, a R$ 1,55, acumulando perdas de 29% no ano, enquanto PN tinham perdas de 0,45%, a R$ 2,23, com baixa de 21% no acumulado de 2021, em um dia também bastante negativo para o mercado em meio aos temores com a variante delta do coronavírus.

O passo dado foi positivo, mas investidores seguem monitorando os riscos de execução no radar.

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Oi divulga plano estratégico e projeta Ebitda de até R$ 2,3 bilhões em 2024

A Oi (OIBR3;[ativo=OIBBR4]) divulgou nesta segunda-feira (19) seu plano estratégico prevê lucro antes juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda, na sigla em inglês) de R$ 1,9 bilhão a R$ 2,3 bilhões em 2024, com receita líquida de R$ 14,8 bilhões a R$ 15,5 bilhões.

A medida de dívida líquida sobre o Ebitda da “Nova Oi” foi estimada ao redor de 6,6 vezes para 2024, enquanto os investimentos em relação à receita líquida foram projetados em cerca de 7,8%.

A companhia destacou no documento que buscará acelerar as receitas dos negócios principal, de InfraCo (fibra óptica), e a implementação de novas fontes, além da readequação da estrutura de custos, do equacionamento da concessão e desenvolver seu negócio de infraestrutura para tentar ser líder em conexões de fibra óptica no país.

(com Reuters)

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“Nova Oi”: após a venda por R$ 12,9 bi do controle da InfraCo, mais um evento será acompanhado de perto pelos investidores

SÃO PAULO – Em linha com o esperado, a Oi (OIBR3;OIBR4) fez a sua última grande venda de ativos na última quarta-feira (7), ao leiloar o controle (mais precisamente 57,9%) da InfraCo, que concentra a rede de fibra óptica, por um valor de R$ 12,9 bilhões. 

Como esperado, apenas uma proposta – a dos fundos do BTG Pactual em conjunto com a Globenet Cabos Submarinos – foi apresentada, sendo ela a vencedora. A Oi permanecerá como sócia minoritária, com 42,1%. O fundo norte-americano Digital Colony também fez uma proposta vinculante pela Infraco no começo do ano, mas não seguiu na disputa.

A Oi priorizou a venda de um vasto grupo de ativos de forma a enxugar o seu endividamento e sair do processo de recuperação judicial, em que está desde 2016.

Desde novembro de 2020, quatro grandes grupos de ativos foram vendidos pela Oi – alguns ainda sujeitos à aprovação por órgãos antitruste – levando a uma captação de R$ 30,79 bilhões pela companhia. Foram eles: i) as torres móveis vendidas à Highline do Brasil por um valor de R$ 1,07 bilhão; ii) os data centers vendidos à Piemont Holdings por R$ 325 milhões; iii) a telefonia móvel para o consórcio Vivo/TIM/Claro por R$ 16,5 bilhões e iv) a já citada venda da fibra óptica por R$ 12,9 bilhões.

O plano de desinvestimentos prevê ainda a venda da rede de TV por assinatura, mas o negócio é de apenas R$ 20 milhões, muito pequeno perto dos anteriores.

Analistas avaliam a venda de ativos da véspera que encerrou o ciclo de grandes desinvestimentos como positivo, ainda que bastante em linha com o esperado, o que acabou também por não ser um catalisador para as ações desde que o negócio foi fechado.

Ontem, os ativos OIBR3 fecharam em queda de 0,63%, a R$ 1,57, enquanto os papéis OIBR4 tiveram baixa de 2,16%, a R$ 2,26, na sessão desta quarta. A queda continua nesta data, com os ativos ON caindo 1,91%, a R$ 1,54, enquanto os papéis PN registravam baixa de 1,33%, a R$ 2,23, na tarde desta quinta-feira (8).

“O cenário atual já era o esperado pelo mercado, por isso não deve ter impactos significativos no preço das ações da companhia”, apontou a Levante Ideias de Investimentos.

A conclusão da venda dos ativos deve marcar o fim da recuperação judicial da Oi, tornando, em um primeiro momento, uma empresa com patamares saudáveis de endividamento, avaliam os analistas. “Apesar disso, ainda é incerto como funcionará e qual será a rentabilidade da nova operação considerando a entrada de mais sócios e o modelo de negócios de venda do uso da infraestrutura no atacado”, destacam.

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A expectativa da Oi ao finalizar a venda de seus ativos é usar os recursos para focar no crescimento da empresa em banda larga fixa e encerrar o processo de recuperação judicial no final deste ano.

Neste sentido, após essa sequência de venda de ativos, um próximo evento será acompanhado de perto pelos investidores na próxima semana.

A companhia apresentará na próxima terça-feira (13) a nova fase do seu plano estratégico, para o triênio 2022-2024. A apresentação será por áudio-conferência a partir das 11h (horário de Brasília).

Com o plano, chamado de “Nova Oi”, a companhia deve reforçar o compromisso de expandir o seu negócio de banda larga via fibra óptica.

“Apesar da Oi ainda não ter dado detalhes sobre seu ambicioso plano, o enxergamos com bons olhos, visto que garante maior visibilidade com relação aos planos futuros da companhia”, afirma Luis Sales, analista da Guide Investimentos.

Conforme destaca o analista, sem a venda da operação móvel, em leilão realizado em dezembro, o plano de fazer a ‘’Nova Oi’’ seria inviabilizado, porque a companhia não poderia prescindir dos R$ 16,5 bilhões ofertados por Claro, TIM Brasil e Vivo. No caso da InfraCo, o dinheiro (R$ 12,92 bilhões) também é importante, mas abre-se a oportunidade de a Oi explorar um novo filão, também como provedora de infraestrutura neutra.

Isso porque, além da fatia de cerca de 42% na InfraCo, a Oi manterá a ClientCo, seu braço de prestação de serviços.

Conforme destacou ao InfoMoney Eduardo Neger, presidente da Associação Brasileira de Internet (Abranet), esse seria um movimento positivo: “A Oi poderá vender para outras empresas, sem atender o cliente final. Seria uma operadora das operadoras. Isso é promissor principalmente em grandes cidades, onde a estrutura está saturada. Algumas avenidas de regiões nobres de São Paulo, por exemplo, já têm mais assinantes do que cidades inteiras no interior”.

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Veja também: Após os leilões, o que sobra da Oi? Veja se as ações dessa “nova empresa” merecem o seu aporte

Sendo uma operadora neutra, a Oi poderia usar a rede da Vivo, por exemplo, para a venda de seus serviços e resolveria o desafio da penetração em regiões mais disputadas.

Enquanto isso, alguns desafios de curto prazo estão no radar da companhia. Um passo bastante aguardado é a aprovação da venda da Oi Móvel pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), o órgão antitruste brasileiro. Mas o próprio Cade já afirmou que deve usar todo o prazo regimental de 330 dias – a serem encerrados no fim deste ano – para dar seu aval final sobre o negócio. Apesar da demora, a expectativa de especialistas e ex-conselheiros do Cade é que o órgão aprove a venda, mesmo que mediante algumas exigências.

“Apesar de acreditarmos que haverá uma concentração de mercado, não parece ter outra solução viável para este caso e por isso, após mais algum tempo de estudos, acreditamos que esta negociação deve ser aprovada”, apontam os analistas da Levante.

Enquanto isso, gestores e analistas que acompanham a companhia apontam outras questões. Em junho, Luiz Guerra, CIO da Logos Capital, gestora que tem Oi na carteira, destacou que o maior risco da Oi está na execução dos planos para fibra óptica. “Um plano dessa magnitude tem chance de dar errado. O que tranquiliza é que o [atual CEO, Rodrigo] Abreu e o Amos [Genish, fundador da GVT, que deve ser indicado pelo BTG para liderar a InfraCo] já fizeram isso outras vezes, então o track record dá segurança”, apontando ser essa a razão para estar otimista com a Oi.

Em abril, por sua vez, o Credit Suisse destacou ter recomendação neutra e preço-alvo de R$ 1,80 para a ação OIBR3, justamente citando a complexidade de execução e a falta de gatilhos positivos. Por outro lado, entre os otimistas, estão o Bradesco BBI, que seguem com recomendação outperform (desempenho acima da média do mercado), com preço-alvo de R$ 3,40. A Guide também possui recomendação de compra das ações OIBR3 da empresa, com preço-alvo de R$ 3.

O evento da próxima semana pode ser um direcionador para os próximos passos da companhia, que está andando a passos largos para ser menor, mas também mais eficiente. O passo dado ontem foi considerado bastante positivo, mas ainda há muitas dúvidas entre os investidores.

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