Investidores de criptomoedas estão entre os mais pessimistas com a economia doméstica, mostra pesquisa

SÃO PAULO – Com os brasileiros buscando alternativas para diversificar a carteira e aumentar os retornos de seus investimentos, as criptomoedas têm ganhado destaque na composição de portfólios e já ocupam o terceiro lugar na preferência dos investidores – em especial daqueles que estão pessimistas com a economia local.

Os dados são de uma pesquisa feita pela Escola de Economia de São Paulo, da Fundação Getulio Vargas, em parceria com o University Blockchain Research Initiative (UBRI) e a gestora Hashdex.

De acordo com o levantamento, os investidores que se autodeclararam otimistas em relação à economia doméstica são aqueles que pretendem investir em ações, enquanto aqueles que se dizem pessimistas, predominam em produtos como títulos privados, câmbio e criptoativos.

“Apesar do mercado de criptoativos estar em franco crescimento, ainda se sabe muito pouco sobre as características e percepções dos investidores brasileiros quanto a essa classe de ativos emergente”, acrescenta Jéfferson Colombo, professor da FGV EESP e coordenador da pesquisa, em nota.

De acordo com o levantamento, as ações representam a primeira opção de investimento entre os consultados, seguida por títulos privados de renda fixa, como Certificados de Depósitos Bancários (CDBs) e Letras de Crédito Imobiliário e do Agronegócio (LCI e LCA).

Na quarta posição, depois das criptomoedas, está o Tesouro Direito – programa de compra e venda de títulos públicos para a pessoa física –, seguido pelas commodities, câmbio e, por último, pela poupança.

Leia também:
Brasileiro ainda destina mais de um terço dos investimentos para a poupança; milionários preferem ações

Com relação ao perfil de risco, a maioria dos participantes se classificou como arrojado (36,1%). Na sequência, vieram os moderados (33,3%), agressivos (23,6%) e conservadores (6,9%).

“Conhecer o perfil do investidor interessado nos criptoativos e, ainda, o seu nível de conhecimento sobre este mercado é de extrema importância para que possamos desenvolver ações educativas direcionadas para este público”, afirma Marcelo Sampaio, CEO da Hashdex, em nota.

Jovens predominam no mundo cripto

PUBLICIDADE

Quando analisadas as faixas etárias dos investidores em criptomoedas consultados, jovens de até 29 anos se mostraram com maior tolerância a risco e com maior conhecimento sobre o mundo cripto.

Os participantes precisaram identificar siglas pertencentes a criptomoedas (BTC, ETH e XRP) incluídas em uma lista com outros ativos. Do total, 36,8% localizaram somente Bitcoin. Outros 24,1% identificaram Bitcoin e Ethereum, 23% não conheciam nenhuma e apenas 15,8% encontraram todas.

Vale frisar ainda que o conhecimento em criptomoedas se mostrou maior entre os investidores jovens, de perfil de risco agressivo e com curso superior relacionado a finanças.

O estudo, realizado entre fevereiro e março de 2021, foi feito a partir de um questionário enviado por e-mail para clientes de escritórios de assessores de investimento parceiros da iniciativa (Monte Bravo Investimentos, Blu3 Investimentos, Acqua-Vero Investimentos, One Investimentos e Renova Invest). Ao todo, 576 pessoas responderam o questionário, sendo 446 homens e 130 mulheres.

Invista nos fundos de criptomoedas mais acessíveis do mercado: abra uma conta gratuita na XP!

Fundo soberano de US$ 1,4 trilhão da Noruega vê inflação como maior ameaça aos mercados

(Pixabay)

(Bloomberg) — A inflação está no topo da lista de preocupações do dirigente do enorme fundo soberano da Noruega.

“Eu acho que provavelmente a inflação é a maior ameaça aos mercados de capitais que estamos vendo agora”, disse o CEO do Norges Bank Investment Management, Nicolai Tangen, após um discurso na terça-feira.

Depois que os lockdowns da pandemia desencadearam a pior desaceleração econômica já registrada nos EUA, a vacinação em massa e o estímulo fiscal impulsionaram os gastos do consumidor e sobrecarregaram as cadeias de abastecimento.

Jens Weidmann, do Banco Central Europeu, alertou recentemente que a inflação na zona do euro pode subir mais rápido do que o esperado. Com a alta generalizada de preços, de semicondutores a passagens aéreas e estadias em hotéis, os investidores estão preocupados com a aceleração da inflação.

“Isso provavelmente atingirá o portfólio de uma forma que não vimos antes, porque impactaria ao mesmo tempo o nosso portfólio de títulos e o de ações”, disse Tangen, na cidade litorânea de Arendal, no sul da Noruega.

O impacto poderia ser mais duradouro sobre o fundo – que possui cerca de 1,5% de todas as ações globais – do que foi visto no passado, disse ele.

O fundo divulga os resultados do primeiro semestre na quarta-feira, em Oslo.

Capitânia lança fundo de infraestrutura negociado na B3

O número de investidores pessoa física cadastrados na B3 cresceu 43% no primeiro semestre deste ano – são 3,8 milhões de contas. O aumento do interesse do brasileiro por investimentos reflete em mudanças no mercado. Em linha com o movimento de disponibilizar mais produtos eficientes, a gestora Capitânia lançou em janeiro o Capitânia Infra FIC FIRF, fundo de investimento em infraestrutura isento de Imposto de Renda para pessoa física, com cotas negociadas na B3 – com o ticker CPTI11 -, e que paga dividendos mensais.

Com dinâmica parecida aos fundos imobiliários de papel com carteira dedicada a Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), o veículo oferece acesso ao investidor geral a uma cesta de ativos que tradicionalmente é ofertada somente para investidores qualificados – que têm mais de R$ 1 milhão disponíveis para aportes.

“É um dos poucos fundos do mercado com essas características”, afirma Christopher Smith, sócio e gestor da Capitânia, gestora especialista em crédito privado e imobiliário, que está há 18 anos no mercado e tem mais de R$ 13 bilhões sob gestão. A Capitânia  desenha a sua família de fundos para oferecer aos mais de 100 mil cotistas diversificação, retorno, controle de risco e gestão ativa.

Portfólio

O Capitânia Infra FIC FIRF (CPTI11) investe em Cotas de Fundos Incentivados de Investimento em Infraestrutura, Renda Fixa e Crédito Privado. O seu portfólio é formado por empresas que atuam nos segmentos de energia, transportes, telecomunicações – entre outros. Com foco em gestão ativa, o administrador sempre busca as melhores oportunidades do mercado para gerar resultados.

“Trata-se de uma opção para o longo prazo, que investe em companhias reguladas com  previsibilidade de fluxo de caixa e da operação”, diz Smith. Ele destaca a descorrelação com os ciclos políticos como uma das principais características do fundo. “É consenso que o Brasil, hoje e nas próximas décadas, precisa aprimorar a sua infraestrutura com a construção de rodovias, ferrovias, entre outras frentes. Essa necessidade independe da mudança de mandatos na política”.

A maior parte da carteira do CPTI11 está alocada em ativos com maior liquidez, como  debêntures de infraestrutura. Há também uma parcela menor comprada em outras operações, que passam por criteriosa avaliação da equipe de análise antes de figurar no portfólio.

Dividendos

Com média ponderada – cálculo que considera a rentabilidade dos ativos de acordo com a participação na carteira – de IPCA + 7,82%, o Fundo tem como objetivo distribuir aos seus cotistas, no mínimo, 95% do resultado do caixa. “É uma régua que os investidores de fundos imobiliários conhecem bem”, diz Smith.

PUBLICIDADE

A relação entre os dividendos distribuídos e o preço atual da cota – ou dividend yield (DY), de 10.90% a.a. em Julho21. A cota do CPTI11 pode ser adquirida na B3.  A taxa de administração é de 1% ao ano; não há taxa de performance. Para mais informações, acesse o site da Capitânia.

Importante: A publicação acima é um conteúdo patrocinado, sendo que a Infostocks Informações e Sistemas Ltda. (“InfoMoney”) não tem qualquer responsabilidade pelo conteúdo e informações disponibilizadas, não dá nenhuma segurança ou garantia, seja de forma expressa ou implícita, sobre a integridade, confiabilidade ou exatidão dessas informações, não se responsabiliza por decisões de investimentos que venham a ser tomadas com base nas informações divulgadas e se exime de qualquer responsabilidade por quaisquer prejuízos, diretos ou indiretos, que venham a decorrer da utilização deste material ou seu conteúdo. O autor ou empresa responsável pelo conteúdo estão indicados na própria publicação.

Carteira gráfica da XP supera o Ibovespa e faz 3 trocas esta semana

Business team meeting present the project (Yozayo/ Getty Images)

SÃO PAULO – A XP divulgou a “Top Picks”, sua carteira semanal de análise gráfica, para o período de 13 a 20 de agosto. Para esta semana foram feitas três trocas no portfolio.

Saíram as ações de Bradesco (BBDC4), Cemig (CMIG4) e BR Malls (BRML3) para a entrada de Taesa (TAEE11), SulAmerica (SULA11) e Localiza (RENT3).

De acordo com Gilberto Coelho, o Giba, analista técnico responsável pela carteira, as units da Taesa passam a compor a carteira por operarem acima das médias de 21 e de 200 dias, com projeções de ganhos até os patamares de R$ 40,95 e R$ 44,00. Os suportes para colocar stop loss estão nos níveis de R$ 39,00 e R$ 36,40.

Já as units da SulAmerica foram incluídas como a “pimenta” do portfolio, apesar de estarem abaixo das médias, por terem formado um “engolfo de alta”, que favorece ao menos um repique até os R$ 30,50, ou mesmo um teste de R$ 35,00 na média móvel de 200 dias.

Por fim, as ações ordinárias RENT3 entraram na Top Picks por ter marcado Índice de Força Relativa (IFR) com engolfo de alta e volume maior. É esperado um repique nos R$ 61,50 ou R$ 63,50 em pullback nas médias de 21 e de 200 dias.

Divulgada semanalmente, a carteira Top Picks XP é composta por cinco ativos, tendo cada um peso de 20%. A seleção busca retorno a curto prazo, alinhando fluxo e movimentação das ações ao cenário político e macroeconômico.

Giba calcula a rentabilidade da carteira entrando nas ações no leilão das sextas-feiras. O objetivo é de que a média do retorno dos ativos supere o Ibovespa ao fim da semana.

Desempenho

Na semana passada, a carteira Top Picks caiu 0,92% (segundo a cotação de fechamento da sexta-feira passada), enquanto o Ibovespa teve uma desvalorização maior, de 1,32%.

O destaque de alta no portfolio foi a Petrobras, que disparou 3,38% na semana.

PUBLICIDADE

Já na queda, o pior desempenho foi de BR Malls, que recuou 4,57%. Bradesco, Cemig e Gerdau caíram respectivamente 2,02%, 1,28% e 0,13%.

No ano de 2021, a Top Picks sobe 8,25% ao mesmo tempo em que o benchmark da B3 tem alta de 4,16%.

Invista em ações com taxa ZERO: abra uma conta gratuita de investimentos na XP!

Confira, abaixo, as recomendações para esta semana:

China pausa registro de novos fundos imobiliários residenciais

(Pixabay)

(Bloomberg) — A China suspendeu a autorização para que fundos de private equity levantem recursos para investir em empreendimentos imobiliários residenciais, bloqueando uma das últimas fontes de financiamento estáveis para o setor em crise.

A Associação de Gestão de Ativos da China (AMAC, na sigla em inglês) informou verbalmente empresas de private equity que não aceitaria mais os registros necessários para criar fundos para investir em projetos, disseram pessoas a par da decisão, que não quiseram ser identificadas. Os pedidos já feitos também serão negados, enquanto os fundos existentes não serão afetados, disseram as fontes.

A suspensão aumenta os desafios para incorporadoras imobiliárias chinesas depois que reguladores restringiram os canais de financiamento, incluindo empréstimos bancários e fundos fiduciários, como parte de uma campanha nos últimos anos para reduzir os riscos. Algumas das maiores incorporadoras do país, como o China Evergrande, enfrentam enormes dívidas acumuladas durante os anos de expansão do mercado imobiliário chinês, e o setor agora lidera um aumento recorde da inadimplência no mercado de títulos da China.

Como as vias tradicionais de financiamento foram bloqueadas, empresas imobiliárias recorreram a fundos de private equity apoiados por indivíduos e instituições de alto patrimônio líquido para captar recursos, muitas vezes usando terrenos ou receitas de fluxo de caixa das vendas do projeto como garantia. Investimentos em fundos de private equity focados no mercado imobiliário somaram 843 bilhões de yuans (US$ 130 bilhões) em 2020, ou 13,5% do total do setor, de acordo com relatório da AMAC.

A AMAC não respondeu de imediato a pedidos de comentário.

“Não lutei para ganhar e depois perder”, afirma Gil do Vigor sobre ser investidor conservador

Gil Nogueira, PhD em Economia e sucesso do BBB (crédito: Instagram)

Se antes de participar do Big Brother Brasil 2021 o economista Gilberto Nogueira vivia “lascado”, o agora célebre Gil do Vigor deixou essa realidade para trás. Rico, como ele mesmo se define, já começou a aplicar o dinheiro que ganha com publicidade e trabalhos como influenciador em investimentos de renda fixa, mais conservadores. “Não lutei para ganhar e (depois) perder”, explica.

Leia também 

De sem teto ao PhD na Califórnia, como Gil desafia a estatística de mobilidade social no Brasil

Em entrevista ao Estadão/Broadcast, Gil também fala sobre como poderá ser uma voz de conscientização nas eleições de 2022 e a importância de discutir a distribuição de recursos públicos. A seguir, os principais trechos da conversa.

Não podemos deixar de começar esta conversa sem recorrer ao seu bordão mais famoso durante o ‘BBB’. O Brasil está lascado na economia?

Sim, o Brasil está lascado. As consequências da segunda onda da pandemia sobre a economia, o desemprego, a inflação. Fica difícil conseguir imaginar como vai ser a saída. Tem (saída)? Tem. Temos pessoas extremamente qualificadas no Brasil, mas tudo isso passa por uma gestão política que precisa mudar. Vivemos um pesadelo que não acaba nunca, e cada vez mais parece que fica pior. Além de a gestão ser não qualificada, ainda passou por uma pandemia, então as coisas ficaram mais lascadas do que estariam por si.

A pandemia trouxe para o debate a questão da desigualdade. Como ir do discurso à prática?

Precisa de fato de solução, mas ao mesmo tempo não pode tomar decisões que vão lascar ainda mais o cenário do nosso País. A gente está num momento em que temos pobreza, pessoas passando fome. Inicialmente não tem pra onde correr, precisa suprir o básico necessário. Esses programas sociais são o escape. De imediato, são a única alternativa de colocar comida na mesa das pessoas. Agora, a longo prazo, precisa de políticas que olhem o que realmente importa, que é sair de um cenário de País de remendos e conseguir ser um país de políticas efetivas.

Você tem abordado vários temas em suas redes sociais, como a polarização na política. Há polarização na economia?

PUBLICIDADE

A gente precisa analisar o que está sendo feito pelos políticos. Sair um pouquinho do viés do extremismo e começar a analisar projetos, o histórico de cada candidato, se o que ele está propondo é factível. Existe um grupo de pessoas que ainda continua apoiando, e essas pessoas na verdade estão se cegando. Não é questão de amar, de não amar, de dar o braço a torcer ou não. É analisar os fatos e dizer ‘dei um voto de confiança, não fez, vou ser sincero com o que acontece’. No presente está ruim, está errado, precisa ser mudado.

Logo no início do ‘BBB’, você começou a dar explicações de termos econômicos. Você sabia que criaria um nicho?

Nunca imaginei. Na verdade eu sou muito emocionado, falo tudo o que vem na minha cabeça. Dificilmente teria inteligência suficiente para criar uma estratégia. Economia está em todo lugar. Hoje estava com uma repórter conversando e ela disse que não gostava de arrumar a casa, pagava R$ 50 para a irmã arrumar. A irmã gostava, porque arrumava um dinheiro, e ela gostava porque não tinha de fazer. É um conceito econômico. A economia está (aí) todo dia. Só que tem termos tão complexos que parece difícil. E parece que as pessoas gostam de usar palavras difíceis para que pareça mais difícil do que é.

Você também já disse que a crise só acaba quando o presidente Bolsonaro sair do poder. Como vê sua voz nas eleições?

Não sei se vou ter muita voz não, mas tenho a minha própria. Não estou nem aí. Como pessoa, não penso em seguidores, em Twitter, nada. Penso em mim mesmo, porque eu já dava baile, já falava a cachorrada e vou continuar assim.

Mas vai apoiar políticos em especial ou vai ser um vetor de conscientização?

Quero ser um vetor de conscientização. Pretendo pegar propostas, estudar, analisar, se possível até em algum momento conversar com um, dois, três. Eu tenho, assim, uma paixão, né? Sou oriundo de escola pública, sou bolsista, nordestino. Vou me abrir para ler propostas de todo mundo, exceto um.

Presidente Bolsonaro?

PUBLICIDADE

(Risos) Olha, amiga, não tem nem o que fazer, né? Não tem nem o que dizer.

Medidas econômicas podem beneficiar o presidente em 2022 a ponto de a população esquecer o que aconteceu na pandemia?

Não, tá amarrado em nome de Jesus. Não apaga não. São quatro anos de sofrimento, né? Resultados econômicos não são vistos da noite para o dia. Temos de analisar o histórico do que aconteceu. Vidas foram perdidas. (A economia) não é capaz de interferir nos resultados. O brasileiro está muito consciente. A gente sabe o sufoco que passou nesse tempo. Não tem como favorecer a atual gestão, que é horrível.

O que políticos como Eduardo Leite, que se assumiu gay, representam para a comunidade LGBTQIA+?

Ter representatividade é importante, mas também ter pessoas que lutem pelas causas LGBTQIA+, que ele sabe por viver as repressões na pele.

Depois do ‘BBB’, muita gente pergunta se você vai conseguir focar nos estudos da pós-graduação. Vai ser difícil?

Vai ser é fácil! Estou é rico! Agora eu posso estudar, comer e estou de boa fé. Difícil era antes, pobre. Estudar pensando ‘se eu for jubilado, me lasquei, se não passar, me lasquei’. Existe uma pressão tão grande de quem abandona o emprego para viver de bolsa de estudos. Medo de perder a bolsa, medo de ser expulso do programa.

Você disse que está rico. Já conseguiu investir seu dinheiro?

PUBLICIDADE

Fiz o meu perfil (de investidor) e deu conservadoríssimo. Super conservador. Não lutei para ganhar e (depois) perder. Só quero é ganhar. Tenho renda fixa, CDB, títulos do Tesouro. Diversifiquei. Não dá para colocar os ovos todos numa cesta, porque a cesta cai, quebra os ovos, eu tenho um enfarte!

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Em curso gratuito de Opções, professor Su Chong Wei ensina método para ter ganhos recorrentes na bolsa. Inscreva-se grátis e participe.

Carteira gráfica da XP sobe puxada por Petrobras na semana e não tem nenhuma troca

SÃO PAULO – A XP divulgou a “Top Picks”, sua carteira semanal de análise gráfica, para o período de 6 a 13 de agosto. Para esta semana não foram feitas trocas no portfolio.

De acordo com Gilberto Coelho, o Giba, analista técnico responsável pela carteira, as ações da Petrobras (PETR4) continuam porque chegaram perto do primeiro objetivo nos R$ 29,00, mas ainda dão sinais de que podem progredir rumo  R$ 33,00 ou R$ 34,00. Os suportes para colocar stop loss estão localizados nos R$ 27,00 e nos R$ 25,79.

No caso da Gerdau (GGBR4), os papéis da siderúrgica estão em tendência de alta projetando ganhos até os níveis de R$ 34,40 e de R$ 38,00. A ação tem suportes nos R$ 30,29 e nos R$ 28,32.

Já as ações do Bradesco (BBDC4) estão em cima do suporte de longo prazo, algo que favorece a retomada dos R$ 25,90 ou R$ 28,25. Os suportes dos papéis do banco são os pontos de R$ 23,00 e R$ 22,32.

Para Cemig (CMIG4), a análise é de que a ação está com divergência de alta no Índice de Força Relativa (IFR), o que, se confirmado, favorece teste dos R$ 12,45 ou dos R$ 14,00. Os suportes do papel estão em R$ 11,40 e R$ 10,64.

A Br Malls (BRML3), por fim, segue recuando até o teste da média móvel de 200 dias, que se for respeitada, indica que a ação poderá depois testar as regiões de R$ 10,78 ou R$ 12,00. Os suportes são os pontos de R$ 9,77 e R$ 9,44.

Divulgada semanalmente, a carteira Top Picks XP é composta por cinco ativos, tendo cada um peso de 20%. A seleção busca retorno a curto prazo, alinhando fluxo e movimentação das ações ao cenário político e macroeconômico.

Giba calcula a rentabilidade da carteira entrando nas ações no leilão das sextas-feiras. O objetivo é de que a média do retorno dos ativos supere o Ibovespa ao fim da semana.

Desempenho

Na semana passada, a carteira Top Picks subiu 0,73% (segundo a cotação de fechamento da sexta-feira passada), enquanto o Ibovespa teve uma valorização de 0,83%.

PUBLICIDADE

O destaque de alta no portfolio foi a Petrobras, que disparou 5,5% na semana. Em seguida vem Gerdau, com ganhos de 1,82% e Br Malls, que avançou 0,3%.

Por outro lado, Bradesco caiu 2,15% e Cemig recuou 1,84%.

No ano de 2021, a Top Picks sobe 9,25% ao mesmo tempo em que o benchmark da B3 tem alta de 5,55%.

Invista em ações com taxa ZERO: abra uma conta gratuita de investimentos na XP!

Confira, abaixo, as recomendações para esta semana:

Emergentes são mais afetados por repressão da China e Covid-19

(Bloomberg) — A maior preocupação dos investidores com a China e a lacuna cada vez maior entre as taxas de vacinação devem manter a pressão sobre ativos de mercados emergentes em relação a países desenvolvidos, de acordo com alguns participantes.

A investida da China contra o setor de tecnologia justo quando a economia do país está em desaceleração ajudou a levar o indicador global de ações dos mercados emergentes para uma mínima relativa em 17 anos frente a pares do mercado desenvolvido. A propagação de variantes do coronavírus também pesou, já que as campanhas de imunização em nações em desenvolvimento estão atrasadas em relação a países na América do Norte e Europa.

As bolsas dos EUA e Europa tendem a continuar apresentando melhor desempenho como reflexo da recuperação de economias avançadas, retomada das viagens e taxas de vacinação próximas da imunidade coletiva.

“Prevemos desempenho mais forte dos mercados desenvolvidos ao longo do resto do ano”, disse Andrew Sheets, estrategista-chefe de ativos cruzados do Morgan Stanley. “Mercados emergentes enfrentam mais pressão da Covid e mais incerteza em torno de novas variantes devido às taxas de vacinação mais baixas.”

O índice MSCI Emerging Markets – onde empresas chinesas respondem por um cerca de um terço do total – entrou brevemente em território negativo no acumulado do ano na semana passada, enquanto o indicador MSCI World de ações de mercados desenvolvidos mostra alta de cerca de 15%.

O índice MSCI Emerging Markets Currency perdeu mais de 1% em relação ao recorde de junho, enquanto o dólar avançou, um tradicional obstáculo para países em desenvolvimento.

Reversão rápida

O tom mais pessimista para mercados emergentes surge depois desse grupo dominar o crescimento nos últimos meses de 2020 e no início deste ano. Investidores acumularam ações mais sensíveis aos ciclos econômicos com apostas na reflação, na esteira da recuperação pioneira da China do impacto da pandemia.

Agora, a China se torna uma espécie de pária ao reprimir a iniciativa privada, a qual acusa de agravar a desigualdade, aumentar o risco financeiro e desafiar a autoridade do governo. Enquanto isso, a segunda maior economia do mundo também enfrenta um surto causado pela variante delta, levando analistas a reduzir as projeções de crescimento econômico diante dos maiores riscos.

Leia também:
Ações de tecnologia chinesas seguem atrativas e bem posicionadas para enfrentar regulações, diz gestora de mais de US$ 40 bilhões

PUBLICIDADE

A cepa, que é altamente contagiosa, se espalhou por quase metade das 32 províncias da China em apenas duas semanas. Pelo menos 46 cidades aconselharam residentes a não viajar, a menos que seja absolutamente necessário.

“Já faz algum tempo que estamos neutros em relação a mercados emergentes, guiados em grande parte por uma combinação de aperto da política e momentum mais fraco da China”, disse Patrik Schowitz, estrategista global de multiativos da JPMorgan Asset Management. “Os eventos mais recentes da Covid aumentam nossa cautela e obscurecem ainda mais as perspectivas gerais para mercados emergentes.”

Acesso às vacinas

O acesso desigual às vacinas aumenta ainda mais a lacuna da recuperação entre economias avançadas e em desenvolvimento, alertou o Fundo Monetário Internacional no final do mês passado. O Fundo reduziu a projeção de crescimento para economias emergentes de 6,7% para 6,3%, enquanto elevou as estimativas para mercados avançados em 0,5 ponto percentual, para 5,6%.

Enquanto a porcentagem da população com imunização completa tenha aumentado para cerca de 50% nos EUA e União Europeia, está em cerca de 20% no Brasil, 8% na Índia e na Indonésia e em apenas 4% nas Filipinas.

A acessibilidade às vacinas tem um impacto direto no ritmo de reabertura entre os países, e é uma questão fundamental para os investidores, disse Zijian Yang, chefe de multiativos para Ásia-Pacífico da Allianz Global Investors.

“No futuro, tudo se resume a quais países podem efetivamente imunizar a população o mais cedo possível contra elementos desconhecidos, como novas variantes do vírus”, disse. “Com essa perspectiva, mercados desenvolvidos de fato superam o desempenho dos emergentes no momento.”

Gafisa vende terrenos por R$ 200 milhões, cria gestora e dá 1º passo no mercado de fundos imobiliários; Bradesco BBI aprova

(Divulgação)

SÃO PAULO – A construtora Gafisa (GFSA3) anunciou na terça-feira (3) que aprovou a venda de terrenos no valor agregado de R$ 200 milhões para um novo fundo imobiliário, gerido pela própria empresa, inaugurando sua participação no crescente mercado de FIIs.

Em fato relevante, a Gafisa afirmou que a operação visa reciclar capital próprio investido em terrenos que já estão no balanço da companhia, mantendo, no entanto, a empresa como incorporadora dos projetos.

“Este é o primeiro passo para a Gafisa atuar diretamente no mercado de fundos de investimentos imobiliários e pavimentar o caminho para um novo modelo de atuação imobiliária e financeira”, afirmou a empresa, em comunicado ao mercado.

Para isso, a companhia anunciou a criação da Gafisa Capital, que será liderada por Ian Andrade. Ele agregará o cargo de CEO da Gafisa Capital às atribuições atuais de diretor financeiro e de relações com investidores.

A Gafisa Capital será uma nova unidade de negócios com foco na estruturação e atuação no mercado de FIIs para empreendimentos e ativos imobiliários da Gafisa.

Leia também:
Fundos de fundos imobiliários: é hora de investir? Confira as mudanças na carteira da RBR

Além de reciclar e destravar capital próprio investido em ativos imobiliários que já estão no balanço da companhia, a gestora permitirá à empresa captar recursos para novos terrenos e capturar os benefícios de desintermediação financeira, diz a Gafisa.

Segundo dados da B3, o número de investidores em FIIs na Bolsa era de 1,4 milhão em junho, um aumento da ordem de 20% em 2021.

Avaliação positiva do Bradesco

Em relatório, o Bradesco BBI diz ver o anúncio como positivo no processo de recuperação em andamento da construtora.

PUBLICIDADE

“Se for bem-sucedida, a Gafisa Capital pode ajudar a Gafisa a manter seu balanço patrimonial enxuto e, ao mesmo tempo, acelerar os lançamentos em seu segmento de construção residencial tradicional, que consideramos necessário para atender ao desafio de renovar a geração de valor, após as conquistas positivas dos últimos dois anos no balanço patrimonial”, escrevem os analistas.

O banco tem recomendação neutra para os papéis GFSA3 e preço-alvo de R$ 5,50, o que implica potencial de alta de 45,9% em relação ao fechamento de terça-feira (3).

Ontem, os papéis encerraram o pregão com alta de 1,9%, a R$ 3,77.

Bitcoin e Ethereum: semana tem estreia de 2 ETFs de criptomoedas na Bolsa

(Unsplash)

SÃO PAULO – O mercado de criptomoedas vem ganhando cada vez mais espaço na carteira de investidores ao redor do mundo e tem levado gestoras a lançarem mais produtos no mercado brasileiro. É o caso de dois fundos de índice (ETFs, na sigla em inglês) que estreiam na Bolsa esta semana.

O primeiro lançamento será do ETF de Ethereum da gestora QR Capital, que começa a ser negociado na B3 nesta quarta-feira (4) sob o código “QETH11“.

Com taxa de administração de 0,75% ao ano, o produto é o primeiro da América Latina com 100% de exposição à moeda Ethereum.

O ETF busca replicar o desempenho do índice CME CF Ether Reference Rate, que acompanha o preço do Ethereum em dólares.

“O Ether [token da rede Ethereum] é um ativo já consolidado e que, como o Bitcoin, tem um track record mais longo, bons casos de uso como as finanças descentralizadas (DeFI), tornando-se um excelente ativo para reforçar a diversificação de carteiras de investimentos”, avalia Fernando Carvalho, CEO da QR Capital.

Já na quinta-feira (5), começam a ser negociadas as cotas do segundo ETF de criptomoedas da gestora Hashdex, o Hashdex Nasdaq Bitcoin Reference Price Fundo de Índice, sob o código de negociação “BITH11“.

O fundo, que é anunciado como o primeiro ETF verde de Bitcoin do Brasil, busca replicar o índice Nasdaq Bitcoin Reference Price, desenvolvido pela Nasdaq, que acompanha o preço do Bitcoin denominado em dólares. A taxa de administração será de 0,3% ao ano.

Segundo a Hashdex, o novo ETF foi desenvolvido com a intenção de neutralizar as emissões de carbono decorrentes de investimento em Bitcoin.

Isso será feito por meio da aquisição de créditos de carbono e investimentos em projetos neutralizadores. O limite para tais aquisições, segundo a gestora, será o valor equivalente a 0,15% ao ano do patrimônio líquido médio do fundo no exterior.

PUBLICIDADE

Ambos os novos ETFs vão entregar ao investidor um retorno com exposição cambial, isto é, com a variação do dólar.

Novas opções ao investidor

Com os dois novos produtos, o investidor brasileiro passa a ter agora quatro fundos de índice com cotas negociadas em Bolsa (ETFs) que acompanham benchmarks atrelados ao desempenho de moedas digitais.

O primeiro ETF de criptomoedas do Brasil foi o Hashdex Nasdaq Crypto Index Fundo de Índice (HASH11), lançado na B3 em abril deste ano e que tem taxa de administração de 0,3% ao ano.

Segundo dados da B3, o HASH11 é hoje o segundo maior ETF em número de cotistas, com 131,7 mil investidores, no fim de junho.

O produto só fica atrás do ETF IVVB11, da BlackRock, que replica o índice acionário S&P 500, dos Estados Unidos, e soma 156,1 mil cotistas. Mas está à frente de fundos como o BOVA11, que replica o Ibovespa, com 112 mil investidores no fim de junho.

Em julho, foi a vez de a QR Asset Management lançar o primeiro ETF da América Latina com 100% de exposição ao Bitcoin, o “QBTC11“.

Com taxa de administração de 0,75% ao ano, o produto replica o índice CME CF Bitcoin Reference Rate, referência dos contratos futuros de Bitcoin negociados pela bolsa americana “Chicago Mercantile Exchange Group”.

Em curso gratuito de Opções, professor Su Chong Wei ensina método para ter ganhos recorrentes na bolsa. Inscreva-se grátis e participe.

PUBLICIDADE