Ações de PetroRio e Petrobras avançam; Paranapanema salta até 8% com acordo e IRB sobe forte após dados de outubro

SÃO PAULO – A sessão desta segunda-feira (28) é de ganhos para o Ibovespa, acompanhando principalmente o exterior.

A assinatura do pacote fiscal de US$ 900 bilhões pelo presidente Donald Trump nos EUA, após idas e vindas, impulsiona os preços do petróleo, assim como o início de campanhas de vacinação na Europa, que compensaram preocupações com a fraqueza da demanda no curto prazo. Assim, o pregão também é de alta para as ações de petroleiras na B3, como PetroRio (PRIO3) e Petrobras (PETR3;PETR4), com a primeira subindo mais de 3% e a segunda subindo mais de 1%. Trump, que se prepara para encerrar sua presidência no próximo mês, havia ameaçado antes bloquear o pacote de estímulos. Enquanto isso, a Europa lançou uma campanha de vacinação em massa no domingo.

No radar da PetroRio, ela anunciou ainda na quinta-feira a contratação dos bancos BTG Pactual, Citigroup, Credit Suisse, Itaú BBA, Safra e Santander para coordenar uma potencial oferta subsequente de ações (follow on) da companhia. A PetroRio ressalta que ainda não definiu nem aprovou a efetiva realização da operação, que depende de condições e aprovações societárias.

Também em destaque, estão notícias sobre a Petrobras, com destaque para a conclusão da venda de ativos da Liquigás, sendo o anúncio feito na quarta-feira. A Petrobras Biocombustível (PBio), subsidiária integral da Petrobras, também assinou na quarta-feira contrato com a RP Participações em Biocombustíveis para venda da totalidade de suas ações de emissão da BSBios por R$ 322 milhões.

Atenção ainda para os papéis do IRB (IRBR3), com alta forte, que chegou a ser superior a 7%: o ressegurador fechou o mês de outubro de 2020 com prejuízo líquido de R$ 23,8 milhões, informou na quinta-feira. De acordo com a companhia, o resultado negativo foi causado por maiores provisionamentos na carteira internacional de vidas, em um impacto único (one off). Além disso, o IRB afirma que os números de outubro também foram influenciados pela transferência/venda de portfólio de sinistros do segmento rural. Sem estes impactos, contudo, a empresa teria registrado lucro líquido de R$ 110,3 milhões.

“Por enquanto, é muito cedo para ter uma visão mais clara do quarto trimestre de 2020. Porém, embora esperemos um resultado ainda fraco, os números de outubro sinalizam uma recuperação sequencial em relação ao terceiro trimestre”, afirmou o analista Luis F. Azevedo, da Safra Corretora. No terceiro trimestre, o IRB teve prejuízo líquido de R$ 229,8 milhões de reais.

Destaque fica para uma empresa fora do Ibovespa, a Paranapanema (PMAM3), cujos ativos chegaram a saltar mais de 8%: a companhia e o banco Scotiabank Brasil chegaram a acordo pelo qual a instituição financeira concorda em suspender o pedido de falência aberto contra a empresa no início de dezembro, em razão de uma dívida vencida desde agosto no valor de R$ 174,4 milhões.

Confira os destaques:

Paranapanema (PMAM3)

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A Paranapanema, maior fabricante de produtos de cobre do país, e o banco Scotiabank Brasil chegaram na última quinta-feira a um acordo após quase um mês de reuniões.

A instituição financeira concordou em suspender o pedido de falência aberto contra a Paranapanema no início do dezembro, que teve início em meio a uma dívida vencida desde agosto no valor de R$ 174,4 milhões.

A companhia informou que as renegociações de suas dívidas com seus principais credores financeiros prosseguem, conforme Fatos Relevantes divulgados em 16 de março e 6 de maio de 2020, com a participação do Scotiabank e demais credores financeiros.

IRB Brasil (IRBR3)

O IRB-Brasil Resseguros informou nesta segunda que “a certificação formal da sua regularização só poderá ser apurada com a conclusão das demonstrações financeiras referentes ao exercício de 2020”.
Por isso, a empresa adiou o pagamento de R$ 28,03 milhões em juros sobre o capital próprio, que estava previsto para terça (29). O adiamento ocorrerá até que a Susep (Superintendência de Seguros Privados) certifique formalmente os pontos dispostos no plano de regularização de liquidez apresentado pelo IRB.

Ainda no radar, o ressegurador fechou o mês de outubro de 2020 com prejuízo líquido de R$ 23,8 milhões. De acordo com a companhia, o resultado negativo foi causado por maiores provisionamentos na carteira internacional de vidas, em um impacto único (one off).

Além disso, o IRB afirma que os números de outubro também foram influenciados pela transferência/venda de portfólio de sinistros do segmento rural. Sem estes impactos, a empresa teria registrado lucro líquido de R$ 110,3 milhões.

Estes dados constam do Formulário de Informações Periódicas (FIP) referente a outubro enviado pelo IRB à Superintendência de Seguros Privados (Susep). Ainda de acordo com a empresa, os prêmios emitidos (faturamento bruto) em outubro chegaram a R$ 692,9 milhões, alta de 17,9% em relação ao mesmo período de 2019.

Desse total, R$ 370 milhões foram emitidos nas operações brasileiras e R$ 322,9 milhões, fora do País. O crescimento no Brasil foi de 18,2% no espaço de um ano, e no exterior, de 17,7% no mesmo período.

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Ao mesmo tempo, os prêmios ganhos pela empresa ficaram em R$ 423,3 milhões. Houve impacto, nesta linha de resultado, de uma reversão de R$ 118 milhões em razão de perdas com a transferência de portfólio de sinistros rurais.

A sinistralidade total do IRB foi de 82,1% em outubro. Sem os efeitos não-recorrentes, o número teria sido de 59,4%. As despesas de sinistro foram de R$ 347,5 milhões, sendo que R$ 159,3 milhões vieram com o provisionamento extra na carteira de vidas. O índice de sinistralidade ficou abaixo do observado no trimestre encerrado em setembro. Naquele período, de acordo com o IRB, a sinistralidade total foi de 96,2%. Nos nove primeiros meses de 2020, ficou em 104,2%. O IRB acumulou prejuízo de R$ 901 milhões entre janeiro e setembro.

A AES Tietê informou, neste domingo (27), que assinou contrato com a Cúbico Brasil para a aquisição pela AES Brasil da totalidade das ações das sociedades de propósito específico (SPE) que compõe o Complexo Eólico MS e o Complexo Eólico Santos. “A conclusão da operação estará sujeita ao cumprimento das condições precedentes acordadas no SPA (Contrato de Compra e Venda de Ações), todas elas compatíveis com esse tipo de operação”, disse a empresa, em fato relevante enviado à CVM.

Segundo a empresa, o valor total da aquisição é de até R$ 806 milhões, sendo R$ 529 milhões de equity; e assunção da dívida líquida do Projeto de R$ 277 milhões (data base dezembro de 2019). “O valor acordado está sujeito a ajustes usuais neste tipo de operação, inclusive pela variação do capital de giro e dívida líquida, e será financiado, em sua totalidade, por meio da capacidade de endividamento adicional do projeto e da Companhia”, disse a empresa, destacando que a compra seria mais um passo da sua estratégia de crescimento e diversificação de portfólio.

Localizado nos Estados do Rio Grande do Norte e Ceará, costa da região Nordeste, os ativos encontram-se em operação desde 2013 e possuem 158,5 MW de capacidade instalada, 100% contratado no mercado regulado (LER 2009 e LEN 2011).

Com a conclusão da Operação a AES Brasil passará a contar com uma capacidade instalada de 4,0 GW do seu portfólio 100% renovável. “Este projeto está alinhado à nossa estratégia de crescimento e diversificação e a potencial criação de um cluster eólico na região do Nordeste do País”, acrescentou.

“Temos uma avaliação positiva da transação para a AES Brasil, uma vez que estimamos taxas de retorno reais atrativas para os acionistas da companhia com base nos modelos que elaboramos para o complexo. Reiteramos nossa recomendação de compra na AES Brasil, com preço-alvo de R$17 por unit. Notamos que nossas estimativas e preço-alvo não levam em consideração a aquisição dos novos Complexos Eólicos”, avalia a XP Investimentos.

A Petrobras concluiu na quarta (23) a venda da totalidade da sua participação na Liquigás Distribuidora S.A. para a Copagaz – Distribuidora de Gás S.A. e a Nacional Gás Butano Distribuidora. A Liquigás atua no engarrafamento, distribuição e comercialização de gás liquefeito de petróleo (GLP) no Brasil. A operação foi finalizada com o pagamento de R$ 4 bilhões à Petrobras.

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A operação se alinha à estratégia de otimização de portfólio e à melhoria de alocação do capital da companhia, que passa a concentrar, cada vez mais, seus recursos em ativos de classe mundial em águas profundas e ultraprofundas, em que a Petrobras tem demonstrado grande diferencial competitivo ao longo dos anos.

De acordo com o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, a finalização da venda da participação na Liquigás representa um marco na estratégia da empresa de desinvestir para reduzir a dívida e focar em ativos de classe mundial.

“Estamos focando naquilo que sabemos fazer melhor e que traz mais valor para os nossos acionistas. A maximização do retorno sobre o capital empregado é um dos pilares do nosso Plano Estratégico para o para o quinquênio 2021-2025. A Copagaz e a Nacional Gás Butano têm grande expertise em comercialização e distribuição de gás liquefeito de petróleo (GLP) e darão continuidade ao fornecimento com qualidade e segurança aos consumidores brasileiros”, afirmou.

Já o diretor de Desenvolvimento e Gestão da Copagaz, Zahran Torquato, destacou que a compra da Liquigás traz mais valor à cadeia com o rearranjo de players, aumenta a competição, e quem ganhará com isso é o consumidor. Segundo Torquato, os processos de desinvestimento da companhia vêm impactando a indústria de maneira muito positiva. “Somos a favor da abertura do mercado nos mais diversos setores porque isso trará mais investimentos, mais empregos e, como consequência, um maior crescimento para a economia do país.”

Já o diretor superintendente da Nacional Gás, Celso Rocha, a compra possibilitará um incremento na disponibilidade de GLP aos consumidores. “A aquisição também representa um marco importante na história da Nacional Gás e no setor de GLP. Com isto, nossa empresa poderá aumentar seus negócios e consolidar sua atuação na região Sul e Sudeste do país.”

A Liquigás está presente em quase todos os estados, contando com 23 centros operativos, 19 depósitos, uma base de armazenagem e carregamento rodoferroviário e uma rede de aproximadamente 4.800 revendedores autorizados, tendo cerca de 21,4% de participação de mercado.

A Petrobras Biocombustível (PBio), subsidiária integral da Petrobras, também assinou na quarta-feira contrato com a RP Participações em Biocombustíveis para venda da totalidade de suas ações de emissão da BSBios por R$ 322 milhões, informou a petroleira em fato relevante.

Os papéis detidos pela estatal representam 50% do capital da BSBios, que é proprietária de usinas de biodiesel em Passo Fundo (RS) e Marialva (PR) –cada uma com capacidade de produção de 414 mil metros cúbicos por ano.

“O valor de R$ 322 milhões, incluindo ajuste de correção monetária, será depositado em contas vinculadas (escrow), pela participação da PBio na BSBios, e está sujeito a ajustes usuais para transações dessa natureza”, disse a Petrobras.

A empresa acrescentou que R$ 255 milhões serão sacados pela PBio no fechamento da transação, enquanto 67 milhões de reais serão mantidos em conta vinculada para indenização de eventuais contingências.

“O fechamento da transação está sujeito ao cumprimento de condições precedentes usuais”, completou.

Fundada em 2011, a RP Participações em Biocombustíveis S.A. é uma empresa controlada pela ECB Group e seu principal investimento é a participação acionária na BSBios.

“Este momento representa a concretização de mais uma etapa de um sonho”, disse o fundador e CEO do ECB Group, Erasmo Carlos Battistella.

O presidente do grupo empresarial, que agora assume 100% do controle da BSBios, disse ainda que, junto com sua equipe, está construindo um novo planejamento estratégico para a empresa, a ser divulgado após a aprovação do negócio no órgão anti-truste Cade.

“Nosso compromisso é construir um legado através dos biocombustíveis, por meio do desenvolvimento de uma economia sustentável e mais limpa”, afirmou, por meio da assessoria de imprensa.

O Bradesco renovou o seu programa e pretende recomprar até 15 milhões de ações, sendo 7,5 milhões ordinárias e 7,5 milhões preferenciais, segundo fato relevante da última quarta. O programa terá duração de 18 meses, até junho de 2022.

O objetivo é aplicar parcela dos recursos existentes em reservas de lucros, disponíveis para investimentos, na aquisição de ações que serão mantidas em tesouraria para posterior recolocação no mercado. Para os acionistas, a operação possibilita maior retorno financeiro devido ao aumento proporcional do valor dos dividendos/juros sobre o capital próprio (JCP) periodicamente distribuídos por ação, destacou a instituição financeira no documento.

Localiza (RENT3)

O conselho de administração da Localiza elegeu nesta segunda-feira Rodrigo Tavares Gonçalves de Sousa para acumular os cargos de diretor de Finanças e Relações com Investidores após pedido de renúncia de Mauricio Fernandes Teixeira.

Tavares ocupa atualmente o cargo de diretor-executivo de Compra de Carros e Desenvolvimento de Negócios na companhia. O mandato se estende até a assembleia geral ordinária de 2021.

Rodrigo Tavares é formado em Engenharia Civil pela Universidade Federal de Minas Gerais e possui um MBA pela Columbia Business School com ênfase em finanças corporativas. Antes de ingressar na Localiza, Rodrigo foi diretor da área de Private Equity do Pátria.

Segundo informações do jornal Valor Econômico, o Ministério Público Federal junto ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) determinou a abertura de procedimento administrativo para apurar irregularidades concorrenciais na formação do consórcio que arrematou a unidade de telefonia móvel da Oi por R$ 16,6 bilhões, no último dia 14. Esse consórcio é formado pelas concorrentes Vivo, Claro e TIM.

A Samarco – joint venture da Vale com a BHP — reiniciou gradualmente as operações, com a retomada integrada dos Complexos de Germano, localizado em Mariana (MG), e Ubu, localizado em Anchieta (ES).

As operações reiniciaram com capacidade de produção de 7 a 8 milhões de toneladas por ano (mtpa).

Qualicorp (QUAL3)

A Qualicorp Consultoria e Corretora de Seguros comunicou que Arthur Farme d´Amoed Neto apresentou, em 24 de
dezembro de 2020, carta de renúncia ao cargo de membro independente do Conselho de Administração da Companhia, para o qual havia sido eleito na Assembleia Geral Ordinária da Companhia realizada em 30 de abril de 2020 e cujo mandato se estenderia até a próxima Assembleia Geral Ordinária da Quali.

Dessa forma, em reunião realizada em 24 de dezembro de 2020, o Conselho de Administração tomou conhecimento da renúncia e elegeu para o cargo vago Ricardo Wagner Lopes Barbosa como membro independente do Conselho de Administração, pelo prazo restante do mandato unificado de seu antecessor.

O Credit destaca que Ricardo Barbosa é um dos heads do Pátria e o movimento acontece após o aumento de participação na companhia, demonstrando a intenção do private equity de contribuir para a governança.

Gol (GOLL4), Azul (AZUL4) e Latam

Na semana passada, a Gol pediu que o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) analise e aplique sanções a suas duas concorrentes por causa de uma operação que, segundo a empresa, pode resultar em efeitos anticompetitivos e prejudicar o consumidor.

A operação em questão é a realização de cinco rotas aéreas conjuntamente. Até outubro, Latam e Azul operavam, separadamente, voos entre Belo Horizonte e Guarulhos, Belo Horizonte e São Paulo, Guarulhos e Porto Alegre, Brasília e Recife e Rio de Janeiro e Vitória.

Há dois meses, porém, as companhias informaram o Cade que passariam a realizar esses voos em parceria, o que significa que uma pode encerrar um voo e passar a vender passagens para o voo da outra, recebendo uma comissão por isso. É um modo que as companhias encontram para reduzir os gastos, mas não perder totalmente a receita, aumentando o número de passageiros por voo e ampliando lucros.

Na petição protocolada pela Gol na semana passada, a empresa afirma que essa mudança na forma de operação da Latam e da Azul pode significar uma concentração de mercado. “O que se tem, na realidade, é uma relevante concentração em termos de capacidade de operação em referidas rotas, o que possibilita às companhias aéreas envolvidas efetivo exercício de seu poder de mercado, em detrimento da Gol (único concorrente das partes em referidas rotas) e, principalmente, dos usuários do serviço de transporte aéreo”, diz a empresa.

Ainda de acordo com o documento, a rota entre Guarulhos e Belo Horizonte seria a que resultaria em maior concentração, com a Azul e a Latam passando a deter 77% dos assentos em 2021, ante 62% no quarto trimestre do ano passado. Na rota entre Brasília e Recife, passaria de 68% para 75%. Veja mais clicando aqui. 

A Even comunicou nesta segunda-feira que a Gafisa  exerceu no último dia 23 a opção de compra dos imóveis que compõem o Hotel Fasano Itaim por 310 milhões de reais.

A transação refere-se a contrato assinado em novembro pela Taperebá, subsidiária da Even, e a Gafisa, que tinha como objeto os imóveis que compõem o Hotel Fasano Itaim, incluindo o restaurante e 32 unidades autônomas do Condomínio Pedroso Alvarenga, localizado na cidade de São Paulo.

“A formalização da compra e venda dos Imóveis e dos Studios, com a assinatura de documentos e o recebimento dos valores, acontecerá no mês de janeiro do ano de 2021”, afirmou a Even em fato relevante à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

A Eletrobras divulgou na quarta o seu Plano Diretor de Negócios e Gestão 2021-2025, com a previsão de investimentos totais de R$ 41,103 bilhões neste período. Segundo o PDGN, o maior volume de aportes acontecerá em 2022, com R$ 10,115 bilhões.

Em relação aos segmentos onde os recursos devem ser investidos, destaque para Angra 3, que vai receber R$ 15,3 bilhões entre 2021 e 2025. Os aportes se concentram principalmente entre 2022 e 2024, com valores entre R$ 3,2 bilhões e R$ 3,5 bilhões por ano.

Em 2021, os investimentos totais previstos pela estatal somam R$ 8,245 bilhões, dos quais R$ 2,813 bilhões vão para Angra 3. A área de transmissão vai receber R$ 1,82 bilhão, enquanto a geração vai ter R$ 1,498 bilhão. As Sociedades de Propósito Específico (SPEs) vão receber R$ 1,431 bilhão, e o segmento Infraestrutura e Ambiental terá orçamento de R$ 684 milhões.

A Ser Educacional SEER3.SA exerceu direito para adquirir a Sociedade Paraibana de Educação Cultural (Aspec) e a Sociedade Capibaribe de Educação e Cultura (Socec), no âmbito do acordo com a Ânima, por R$ 180 milhões.

A Aspec é a mantenedora da Faculdade Internacional da Paraíba (FPB) e Socec mantém o Centro Universitário dos Guararapes (UNIFG) de Recife e Jaboatão dos Guararapes e o Cedepe Business School.

A transação, anunciada nesta segunda-feira, faz parte do acordo fechado entre as duas companhias envolvendo multa contratual relacionada à aquisição pela Ânima dos ativos no Brasil da Laureate.

Inicialmente, a Ser havia optado em receber em dinheiro a multa de R$ 180 milhõe referente à rescisão de acordo envolvendo os ativos da norte-americana.

A Ser também disse que foi prorrogado, por 15 dias desde 27 de dezembro, o prazo para o exercício de direito de opção de compra do Centro Universitário Ritter dos Reis (UniRitter), do Centro Universitário FADERGS e do Instituto Brasileiro de Medicina de Reabilitação.

O Itaú BBA atualizou suas estimativas para a Hypera Pharma e elevou a recomendação para as ações de market perform (desempenho em linha com a média do mercado) para outperform (desempenho acima da média do mercado). O banco diz avaliar que, nos dois últimos trimestres, a empresa mostrou “resiliência operacional na pandemia”, integração acelerada de suas fusões e aquisições e governança corporativa aprimorada.

Desde a última avaliação pelo banco, no final de abril, as ações da Hypera subiram apenas 15%, enquanto o Ibovespa subiu 45%, e a média ponderada do resto do setor de saúde subiu 35%.

O Itaú está atualizando suas estimativas para a Hypera, incluindo as ações em sua lista de compras como outperform (expectativa de valorização acima da média de mercado). A lista inclui Grupo Notre Dame (GNDI3), Qualicorp (QUAL3) e Hapvida (HAPV3).

O banco elevou o preço-alvo da Hypera para 2021 a R$ 41 por ação, frente R$ 36 do preço-alvo para 2020 e R$ 33,65 negociados em 23 de dezembro.

(Com Agência Estado e Reuters)

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Paranapanema consegue suspender pedido de falência após acordo com Scotiabank; Petrobras vende ativos e mais notícias

SÃO PAULO – No radar desta segunda-feira (28), o destaque fica para uma empresa fora do Ibovespa, a Paranapanema: a companhia e o banco Scotiabank Brasil chegaram a acordo pelo qual a instituição financeira concorda em suspender o pedido de falência aberto contra a empresa no início de dezembro, em razão de uma dívida vencida desde agosto no valor de R$ 174,4 milhões.

Também em destaque, estão notícias sobre a Petrobras desde quarta-feira à noite que podem mexer com os papéis, com destaque para a conclusão da venda de ativos da Liquigás. A Petrobras Biocombustível (PBio), subsidiária integral da Petrobras, também assinou na quarta-feira contrato com a RP Participações em Biocombustíveis para venda da totalidade de suas ações de emissão da BSBios por R$ 322 milhões. Confira os destaques:

Paranapanema (PMAM3)

A Paranapanema, maior fabricante de produtos de cobre do país, e o banco Scotiabank Brasil chegaram na última quinta-feira a um acordo após quase um mês de reuniões.

A instituição financeira concordou em suspender o pedido de falência aberto contra a Paranapanema no início do dezembro, que teve início em meio a uma dívida vencida desde agosto no valor de R$ 174,4 milhões.

A companhia informou que as renegociações de suas dívidas com seus principais credores financeiros prosseguem, conforme Fatos Relevantes divulgados em 16 de março e 6 de maio de 2020, com a participação do Scotiabank e demais credores financeiros.

IRB Brasil (IRBR3)

O IRB-Brasil Resseguros informou nesta segunda que “a certificação formal da sua regularização só poderá ser apurada com a conclusão das demonstrações financeiras referentes ao exercício de 2020”.
Por isso, a empresa adiou o pagamento de R$ 28,03 milhões em juros sobre o capital próprio, que estava previsto para terça (29). O adiamento ocorrerá até que a Susep (Superintendência de Seguros Privados) certifique formalmente os pontos dispostos no plano de regularização de liquidez apresentado pelo IRB.

A AES Tietê informou, neste domingo (27), que assinou contrato com a Cúbico Brasil para a aquisição pela AES Brasil da totalidade das ações das sociedades de propósito específico (SPE) que compõe o Complexo Eólico MS e o Complexo Eólico Santos. “A conclusão da operação estará sujeita ao cumprimento das condições precedentes acordadas no SPA (Contrato de Compra e Venda de Ações), todas elas compatíveis com esse tipo de operação”, disse a empresa, em fato relevante enviado à CVM.

Segundo a empresa, o valor total da aquisição é de até R$ 806 milhões, sendo R$ 529 milhões de equity; e assunção da dívida líquida do Projeto de R$ 277 milhões (data base dezembro de 2019). “O valor acordado está sujeito a ajustes usuais neste tipo de operação, inclusive pela variação do capital de giro e dívida líquida, e será financiado, em sua totalidade, por meio da capacidade de endividamento adicional do projeto e da Companhia”, disse a empresa, destacando que a compra seria mais um passo da sua estratégia de crescimento e diversificação de portfólio.

Localizado nos Estados do Rio Grande do Norte e Ceará, costa da região Nordeste, os ativos encontram-se em operação desde 2013 e possuem 158,5 MW de capacidade instalada, 100% contratado no mercado regulado (LER 2009 e LEN 2011).

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Com a conclusão da Operação a AES Brasil passará a contar com uma capacidade instalada de 4,0 GW do seu portfólio 100% renovável. “Este projeto está alinhado à nossa estratégia de crescimento e diversificação e a potencial criação de um cluster eólico na região do Nordeste do País”, acrescentou.

“Temos uma avaliação positiva da transação para a AES Brasil, uma vez que estimamos taxas de retorno reais atrativas para os acionistas da companhia com base nos modelos que elaboramos para o complexo. Reiteramos nossa recomendação de compra na AES Brasil, com preço-alvo de R$17 por unit. Notamos que nossas estimativas e preço-alvo não levam em consideração a aquisição dos novos Complexos Eólicos”, avalia a XP Investimentos.

A Petrobras concluiu na quarta (23) a venda da totalidade da sua participação na Liquigás Distribuidora S.A. para a Copagaz – Distribuidora de Gás S.A. e a Nacional Gás Butano Distribuidora. A Liquigás atua no engarrafamento, distribuição e comercialização de gás liquefeito de petróleo (GLP) no Brasil. A operação foi finalizada com o pagamento de R$ 4 bilhões à Petrobras.

A operação se alinha à estratégia de otimização de portfólio e à melhoria de alocação do capital da companhia, que passa a concentrar, cada vez mais, seus recursos em ativos de classe mundial em águas profundas e ultraprofundas, em que a Petrobras tem demonstrado grande diferencial competitivo ao longo dos anos.

De acordo com o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, a finalização da venda da participação na Liquigás representa um marco na estratégia da empresa de desinvestir para reduzir a dívida e focar em ativos de classe mundial.

“Estamos focando naquilo que sabemos fazer melhor e que traz mais valor para os nossos acionistas. A maximização do retorno sobre o capital empregado é um dos pilares do nosso Plano Estratégico para o para o quinquênio 2021-2025. A Copagaz e a Nacional Gás Butano têm grande expertise em comercialização e distribuição de gás liquefeito de petróleo (GLP) e darão continuidade ao fornecimento com qualidade e segurança aos consumidores brasileiros”, afirmou.

Já o diretor de Desenvolvimento e Gestão da Copagaz, Zahran Torquato, destacou que a compra da Liquigás traz mais valor à cadeia com o rearranjo de players, aumenta a competição, e quem ganhará com isso é o consumidor. Segundo Torquato, os processos de desinvestimento da companhia vêm impactando a indústria de maneira muito positiva. “Somos a favor da abertura do mercado nos mais diversos setores porque isso trará mais investimentos, mais empregos e, como consequência, um maior crescimento para a economia do país.”

Já o diretor superintendente da Nacional Gás, Celso Rocha, a compra possibilitará um incremento na disponibilidade de GLP aos consumidores. “A aquisição também representa um marco importante na história da Nacional Gás e no setor de GLP. Com isto, nossa empresa poderá aumentar seus negócios e consolidar sua atuação na região Sul e Sudeste do país.”

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A Liquigás está presente em quase todos os estados, contando com 23 centros operativos, 19 depósitos, uma base de armazenagem e carregamento rodoferroviário e uma rede de aproximadamente 4.800 revendedores autorizados, tendo cerca de 21,4% de participação de mercado.

A Petrobras Biocombustível (PBio), subsidiária integral da Petrobras, também assinou na quarta-feira contrato com a RP Participações em Biocombustíveis para venda da totalidade de suas ações de emissão da BSBios por R$ 322 milhões, informou a petroleira em fato relevante.

Os papéis detidos pela estatal representam 50% do capital da BSBios, que é proprietária de usinas de biodiesel em Passo Fundo (RS) e Marialva (PR) –cada uma com capacidade de produção de 414 mil metros cúbicos por ano.

“O valor de R$ 322 milhões, incluindo ajuste de correção monetária, será depositado em contas vinculadas (escrow), pela participação da PBio na BSBios, e está sujeito a ajustes usuais para transações dessa natureza”, disse a Petrobras.

A empresa acrescentou que R$ 255 milhões serão sacados pela PBio no fechamento da transação, enquanto 67 milhões de reais serão mantidos em conta vinculada para indenização de eventuais contingências.

“O fechamento da transação está sujeito ao cumprimento de condições precedentes usuais”, completou.

Fundada em 2011, a RP Participações em Biocombustíveis S.A. é uma empresa controlada pela ECB Group e seu principal investimento é a participação acionária na BSBios.

“Este momento representa a concretização de mais uma etapa de um sonho”, disse o fundador e CEO do ECB Group, Erasmo Carlos Battistella.

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O presidente do grupo empresarial, que agora assume 100% do controle da BSBios, disse ainda que, junto com sua equipe, está construindo um novo planejamento estratégico para a empresa, a ser divulgado após a aprovação do negócio no órgão anti-truste Cade.

“Nosso compromisso é construir um legado através dos biocombustíveis, por meio do desenvolvimento de uma economia sustentável e mais limpa”, afirmou, por meio da assessoria de imprensa.

O Bradesco renovou o seu programa e pretende recomprar até 15 milhões de ações, sendo 7,5 milhões ordinárias e 7,5 milhões preferenciais, segundo fato relevante da última quarta. O programa terá duração de 18 meses, até junho de 2022.

O objetivo é aplicar parcela dos recursos existentes em reservas de lucros, disponíveis para investimentos, na aquisição de ações que serão mantidas em tesouraria para posterior recolocação no mercado. Para os acionistas, a operação possibilita maior retorno financeiro devido ao aumento proporcional do valor dos dividendos/juros sobre o capital próprio (JCP) periodicamente distribuídos por ação, destacou a instituição financeira no documento.

Gol (GOLL4), Azul (AZUL4) e Latam

Na semana passada, a Gol pediu que o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) analise e aplique sanções a suas duas concorrentes por causa de uma operação que, segundo a empresa, pode resultar em efeitos anticompetitivos e prejudicar o consumidor.

A operação em questão é a realização de cinco rotas aéreas conjuntamente. Até outubro, Latam e Azul operavam, separadamente, voos entre Belo Horizonte e Guarulhos, Belo Horizonte e São Paulo, Guarulhos e Porto Alegre, Brasília e Recife e Rio de Janeiro e Vitória.

Há dois meses, porém, as companhias informaram o Cade que passariam a realizar esses voos em parceria, o que significa que uma pode encerrar um voo e passar a vender passagens para o voo da outra, recebendo uma comissão por isso. É um modo que as companhias encontram para reduzir os gastos, mas não perder totalmente a receita, aumentando o número de passageiros por voo e ampliando lucros.

Na petição protocolada pela Gol na semana passada, a empresa afirma que essa mudança na forma de operação da Latam e da Azul pode significar uma concentração de mercado. “O que se tem, na realidade, é uma relevante concentração em termos de capacidade de operação em referidas rotas, o que possibilita às companhias aéreas envolvidas efetivo exercício de seu poder de mercado, em detrimento da Gol (único concorrente das partes em referidas rotas) e, principalmente, dos usuários do serviço de transporte aéreo”, diz a empresa.

Ainda de acordo com o documento, a rota entre Guarulhos e Belo Horizonte seria a que resultaria em maior concentração, com a Azul e a Latam passando a deter 77% dos assentos em 2021, ante 62% no quarto trimestre do ano passado. Na rota entre Brasília e Recife, passaria de 68% para 75%. Veja mais clicando aqui. 

A Even comunicou nesta segunda-feira que a Gafisa  exerceu no último dia 23 a opção de compra dos imóveis que compõem o Hotel Fasano Itaim por 310 milhões de reais.

A transação refere-se a contrato assinado em novembro pela Taperebá, subsidiária da Even, e a Gafisa, que tinha como objeto os imóveis que compõem o Hotel Fasano Itaim, incluindo o restaurante e 32 unidades autônomas do Condomínio Pedroso Alvarenga, localizado na cidade de São Paulo.

“A formalização da compra e venda dos Imóveis e dos Studios, com a assinatura de documentos e o recebimento dos valores, acontecerá no mês de janeiro do ano de 2021”, afirmou a Even em fato relevante à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

A Eletrobras divulgou na quarta o seu Plano Diretor de Negócios e Gestão 2021-2025, com a previsão de investimentos totais de R$ 41,103 bilhões neste período. Segundo o PDGN, o maior volume de aportes acontecerá em 2022, com R$ 10,115 bilhões.

Em relação aos segmentos onde os recursos devem ser investidos, destaque para Angra 3, que vai receber R$ 15,3 bilhões entre 2021 e 2025. Os aportes se concentram principalmente entre 2022 e 2024, com valores entre R$ 3,2 bilhões e R$ 3,5 bilhões por ano.

Em 2021, os investimentos totais previstos pela estatal somam R$ 8,245 bilhões, dos quais R$ 2,813 bilhões vão para Angra 3. A área de transmissão vai receber R$ 1,82 bilhão, enquanto a geração vai ter R$ 1,498 bilhão. As Sociedades de Propósito Específico (SPEs) vão receber R$ 1,431 bilhão, e o segmento Infraestrutura e Ambiental terá orçamento de R$ 684 milhões.

O Itaú BBA atualizou suas estimativas para a Hypera Pharma e elevou a recomendação para as ações de market perform (desempenho em linha com a média do mercado) para outperform (desempenho acima da média do mercado). O banco diz avaliar que, nos dois últimos trimestres, a empresa mostrou “resiliência operacional na pandemia”, integração acelerada de suas fusões e aquisições e governança corporativa aprimorada.

Desde a última avaliação pelo banco, no final de abril, as ações da Hypera subiram apenas 15%, enquanto o Ibovespa subiu 45%, e a média ponderada do resto do setor de saúde subiu 35%.

O Itaú está atualizando suas estimativas para a Hypera, incluindo as ações em sua lista de compras como outperform (expectativa de valorização acima da média de mercado). A lista inclui Grupo Notre Dame (GNDI3), Qualicorp (QUAL3) e Hapvida (HAPV3).

O banco elevou o preço-alvo da Hypera para 2021 a R$ 41 por ação, frente R$ 36 do preço-alvo para 2020 e R$ 33,65 negociados em 23 de dezembro.

(Com Agência Estado e Reuters)

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Value trap: 4 ações que parecem baratas, mas estão caras (e uma que divide opiniões)

SÃO PAULO – Comprar na baixa e vender na alta é um dos mandamentos do mercado de ações. Mas o fato de uma ação ter caído de preço nem sempre é um indicativo de que vale a pena investir nela.

É preciso cuidado para evitar o “value trap”, ou armadilha de valor. Esse fenômeno ocorre quando um papel parece estar com desconto, mas, na verdade, só está desvalorizado porque é um mau negócio. Nesses casos, o barato pode sair caro.

O InfoMoney ouviu analistas e gestores que identificaram os principais “value traps” da B3 — e recomendaram ficar longe desses papéis. O último deles divide opiniões: alguns especialistas acreditam ser uma roubada, enquanto outros enxergam como um bom negócio.

Confira a lista, e as explicações:

1. Ultrapar (UGPA3)

A ação da Ultrapar caiu 50% desde a máxima do ano, mas o analista Gabriel Fonseca, da XP Investimentos, não acha que isso seja motivo suficiente para ficar confiante no futuro da dona dos postos Ipiranga.

“O mercado de combustíveis está mais competitivo, então vai demorar para os resultados da Ultrapar melhorarem”, argumenta.

Fonseca alerta também que o grupo Ultra sofre com a sobreoferta global de produtos petroquímicos, o que reduziu os preços do eteno e do glicol, comprimindo as margens da indústria química Oxiteno, um dos negócios mais importantes da companhia.

Por fim, o analista da XP lembra que as farmácias Extrafarma, também do grupo Ultra, não atingiram economia de escala, o que traz mais névoas para o horizonte da companhia como um todo.

Em resposta a questionamento do InfoMoney, a Ultrapar alegou que não informa seu guidance – ou seja, as perspectivas e projeções para os dados operacionais e financeiros dos próximos anos.

Na teleconferência de resultados do terceiro trimestre da empresa, André Pires, diretor financeiro e de relações com investidores afirmou que o cenário desafiador do mercado de combustíveis não preocupa tanto assim.

“O mercado, de fato, está muito competitivo, mas estamos confiantes de que a nossa competitividade vem melhorando nestes últimos 12-18 meses, e, com isso, viabilizará a melhora no nosso volume, sem obviamente abrirmos mão de margem e de rentabilidade, como demonstramos neste trimestre.”

Segundo o presidente da Ultrapar, Frederico Curado, a Oxiteno está trabalhando para reagir à redução “drástica” que vem ocorrendo nos preços das commodities petroquímicas.

“Não estamos contando com um retorno rápido destes preços, portanto, nós temos que nos adaptar talvez por um período mais longo de dois ou três anos de depressão de preço de glicóis”, disse. Essa adaptação, disse ele, envolve a busca de um mix “mais rico” em termos de produtos de maior valor agregado e da maturação da operação da Ultrapar nos EUA.

2. Paranapanema (PMAM3)

A siderúrgica especializada na fabricação de cobre Paranapanema, no terceiro trimestre deste ano, registrou um aumento de 65% no lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda, na sigla em inglês) e de 844% no lucro líquido.

Entretanto, teve esse resultado devido a receitas não recorrentes advindas de decisões judiciais e a um volume maior de vendas — apesar disso, a receita é 10% menor que a de 2018.

“A queda no faturamento faz o custo dos produtos vendidos ficar maior que a receita líquida. Mesmo sem considerar as despesas administrativas, o custo ficou maior que o preço de venda do produto final”, diz Bruce Barbosa, analista da Nord.

O analista destaca que o lucro veio principalmente de fatores não recorrentes. A linha que tornou a Demonstração do Resultado do Exercício (DRE) positiva foi a de “outras operacionais líquidas”, que, nas palavras da própria empresa, representam “decisões favoráveis obtidas em favor de sociedade incorporada e da companhia em ações judiciais que questionavam a inclusão do ICMS da base de cálculo do PIS e da COFINS.”

“A Paranapanema não consegue repassar seus custos para o produto final. Basicamente, PMAM está gastando 10 reais para produzir e vendendo a 9 reais. Quanto mais vende, mais perde”, diz Barbosa.

A ação caiu 37% desde a máxima do ano. Procurada pela reportagem, a Paranapanema não retornou.

3. Braskem (BRKM5)

Para Carlos Daltozo, analista da Eleven, o problema da Braskem é o fato de um de seus acionistas majoritários ser o grupo Odebrecht, que ofereceu as ações da petroquímica como garantia no processo de recuperação judicial que enfrenta após a Operação Lava-Jato. O outro controlador é a Petrobras.

“O imbróglio de governança atrapalha até mesmo o foco no negócio. Houve troca do presidente e mudança de executivos, ao mesmo tempo em que ocorre toda a confusão da fiança.”

Vale lembrar que, no final de novembro, duas agências de rating revisaram suas notas para a Braskem. No último dia 26, a S&P alterou sua classificação para a petroquímica de estável para negativa. A Fitch, por sua vez, reafirmou o rating da companhia em BBB-, mas alterou a perspectiva de estável também para negativa.

“A perspectiva negativa em escala global reflete nossa visão de que a Braskem pode continuar enfrentando a deterioração financeira observada neste ano nos próximos 12 a 18 meses”, comunicou a S&P.

Outro problema que a empresa enfrenta é a indefinição depois que emperraram as negociações da Odebrecht para vender a Braskem à holandesa LyondellBasell.

Segundo informações do jornal O Estado de S. Paulo, o motivo principal para a aquisição não ter ido para frente é que a Lyondell está insegura em relação ao projeto de extração de sal-gema em Alagoas.

O processo de obtenção da matéria-prima teria afetado a estrutura geológica de alguns bairros de Maceió, capital do estado, causando afundamento de terreno e rachaduras em edifícios.

As ações BRKM5 já caíram 47% desde março de 2019.

4. Eletrobras (ELET3)

Carlos Daltozo não está tão otimista quanto o restante do mercado acerca da privatização da gigante estatal de energia elétrica. “O governo até quer privatizar, mas o próprio ministro de Minas e Energia [Bento Albuquerque] disse que é difícil precificar os ativos da empresa”, argumenta.

O analista diz que a Eletrobras sofre com uma combinação de preços da energia no mercado livre em queda e “muitos esqueletos no armário”, como contratos antigos realizados em outros governos quando a realidade de preços era outra, além de provisões e empréstimos em más condições.

“Todos esses fatores tornam a privatização complicada e cheia de questões jurídicas que dificultam a execução. Trabalhamos com a hipótese de que a companhia não seja privatizada durante o governo Bolsonaro”, conclui.

Da máxima do ano, as ações caem 23% e, para Daltozo, a baixa não foi o suficiente para tirar do preço o que o mercado tem de expectativa pela privatização.

Procurada, a Eletrobras não respondeu ao contato do InfoMoney até o fechamento desta reportagem.

Empresa que divide opiniões: o caso Oi (OIBR3)

Em recuperação judicial em razão de uma dívida de R$ 14,7 bilhões, e com o desafio de reestruturar seus negócios, a Oi enfrenta um cenário complicado, o que não deixa Daltozo confortável para defender o seu caso.

“A Oi tem uma questão urgente de caixa que precisa ser resolvida. Ela pode ser um player relevante na plataforma 5G, mas teria que se desfazer da sua rede móvel”, destaca.

Daltozo cita ainda que boa parte das previsões positivas para a empresa vieram da aprovação da Lei Complementar 79, que permitiu que concessionárias de telefonia fixa deixem o regime público e migrem para o privado, prevendo também a renovação de outorgas sem licitação e a redução de encargos.

Por outro lado, o analista entende que não será tão rápido assim que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) acertará toda a mudança regulatória.

“É uma situação difícil em que ela precisa de caixa imediatamente e não é nada trivial mensurar o que acontecerá em seis meses. A expectativa é de que entre dinheiro no caixa em dezembro por conta das vendas de ativos de Angola, mas não vemos esse cenário como tão claro e objetivo assim para recomendarmos compra da ação.”

Já Cassio Bruno, gestor da Moat Capital, discorda. Na sua avaliação, a Oi está se transformando a passos largos e o mercado ainda não entendeu que a forma como a empresa foi gerida no passado não é mais a realidade da companhia.

“É a primeira vez em muito tempo em que a operadora está sendo gerida para fazer valor”, diz Bruno. Para ele, a gestão atual já fez sua lição de casa ao trocar dívida por capital próprio, e desenvolver um planejamento de despesas em bens de capital totalmente de acordo com as novas tendências do setor.

“A Oi quer trocar cobre por fibra óptica nas casas, o que significa substituir algo em que se cobra R$ 30 para algo que custa R$ 80 e que é o sonho de todas as famílias”, defende.

Bruno diz que todas as mudanças, associadas ao novo marco regulatório, tornam Oi o case de maior dissonância entre percepção de mercado e valor em toda a B3.

Procurada, a Oi afirmou que não comentaria as análises.

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