Jackson Hole, PIB e PCE nos EUA e prévia da inflação no Brasil: o que acompanhar nesta semana

SÃO PAULO – Com o Ibovespa abaixo dos 120 mil pontos, após uma semana de muita volatilidade, o noticiário segue agitado em todas as frentes, mantendo o mercado em clima de alerta nos próximos dias.

No exterior, seguem os temores com relação à pandemia do coronavírus, em especial a variante Delta, ao mesmo tempo em que o cenário no Afeganistão e a forte queda das commodities preocupam, tudo isso após o Federal Reserve indicar que deve começar a reduzir os estímulos à economia dos Estados Unidos em breve.

Com isso, ganha muita importância nesta semana o simpósio anual de Jackson Hole, encontro que ocorre de forma virtual no dia 27, com participação de importantes nomes da economia e política monetária de diferentes países. Anteriormente, estava previsto um evento presencial, como costuma ocorrer, entre 26 e 28, mas por conta da pandemia, na última sexta foi anunciada a mudança de formato.

O destaque fica para o chairman do Fed, Jerome Powell, que pode dar novas sinalizações sobre a redução das compras de títulos por parte do banco central americano, além de quando eles esperam começar a subir os juros nos EUA. Lembrando que em 2020, neste evento, Powell anunciou um novo arcabouço de política monetária, com a implementação de uma meta de inflação média.

Ainda no EUA, o calendário reserva alguns indicadores importantes, como a segunda estimativa do Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre, na quinta-feira (26), com projeção, segundo economistas consultados pela Refinitiv, de alta de 6,7%, contra um avanço de 6,5% no dado anterior.

Além disso, na quarta (25) saem os números de pedidos de bens duráveis no país, com expectativa de queda de 0,2% em julho, enquanto no mês anterior houve uma alta de 0,9%. Já na sexta (27) será apresentado o índice de preços de despesas de consumo pessoal (PCE, na sigla em inglês), um dos principais números de inflação acompanhado pelo Fed.

Agenda doméstica

Por aqui, o ambiente político segue no centro das atenções, com debates sobre reforma do Imposto de Renda, reforma eleitoral, PEC dos Precatórios, além da disputa entre poderes. Tudo isso, junto com um clima de muitas surpresas quase todos os dias no noticiário, tem mantido os investidores receosos no Brasil.

Na agenda de indicadores, o principal destaque fica para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15), na quarta-feira (25). Para a equipe do Bradesco, o indicador de inflação “deverá mostrar alguma descompressão, mas núcleos devem se manter com dinâmica desfavorável, indicando que os desafios à política monetária continuam no radar”.

Além disso, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulgará as sondagens do consumidor e da indústria, relativas a agosto, que para os analistas do Bradesco deverão apontar continuidade do processo de recuperação da confiança.

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Do lado corporativo, a Petrobras (PETR3; PETR4) reúne os acionistas em assembleia para eleger 8 dos 11 membros do conselho e o presidente do colegiado. O governo federal indicou a recondução de Eduardo Bacellar Leal Ferreira para a presidência do conselho, além de indicar o atual presidente, Joaquim Silva e Luna, para um dos assentos (veja outros eventos corporativos previstos para essa semana clicando aqui).

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Reforma do IR, fim da temporada de balanços e dados na China e EUA: o que acompanhar nesta semana

O plenário da Câmara dos Deputados (Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados)

SÃO PAULO – Após mais uma semana bastante movimentada na Bolsa brasileira, os investidores agora terão um pequeno “alívio” com o calendário de indicadores, enquanto o lado político do noticiário promete manter a agitação nos negócios.

Um dos principais temas que tem guiado o mercado e que seguirá no radar nos próximos dias é a reforma do Imposto de Renda, cujo debate tem gerado apreensão entre os investidores com a falta de acordos e com as mudanças propostas.

Na semana passada, a Câmara dos Deputados decidiu adiar a votação da reforma para esta terça-feira (17). Entre os motivos para o adiamento, parlamentares avaliaram que é necessário debater o projeto para evitar que estados e municípios sejam prejudicados com perda de arrecadação.

Outra discussão importante no Congresso é a reforma eleitoral, que na última semana teve aprovado o chamado “distritão” e a volta das coligações partidárias nas eleições proporcionais (para deputados federais, estaduais e vereadores). Para esta semana está prevista a votação em segundo turno e os destaques da PEC.

Ainda no campo político, pode impacta o mercado nesta semana a discussão da PEC dos Precatórios, além do reajuste do Bolsa Família. Importante ainda acompanhar os debates da CPI da Covid, que tem sido bastante agitada nas últimas semanas.

Calendário corporativo e de indicadores

Já a agenda corporativa dá uma “folga” para os investidores com o fim da temporada de balanços do segundo trimestre. Nesta segunda-feira (16) estão previstos os últimos 11 resultados, com destaque para IRB Brasil (IRBR3), Méliuz (CASH3), Gafisa (GFSA3) e Yduqs (YDUQ3).

Entre os indicadores, a semana também é um pouco mais tranquila, sendo que no Brasil as atenções se voltam para números de inflação como o Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10), divulgado na terça-feira (17).

No exterior, ainda neste domingo à noite sai uma bateria de importantes números na China, com destaque para a Produção Industrial de julho, cujos analistas consultados pela Refinitiv esperam uma alta de 7,8% na comparação anual, contra 8,3% apresentados no mês anterior.

Além disso será apresentado os dados chineses de vendas no varejo, que deve avançar 11,5% contra o mesmo período de 2020, de acordo com os economistas consultados pela Refinitiv. Em junho o varejo do país cresceu 12,1%.

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Os mesmo dois indicadores serão divulgados nos Estados Unidos na terça, com projeção dos analistas de que o varejo recue 0,2% em julho na comparação mensal (contra alta de 0,6% em junho), enquanto a produção industrial tenha crescimento de 0,5%, leve melhora sobre a alta de 0,4% no mês anterior.

“Os indicadores [na China e EUA] devem seguir mostrando avanço da atividade econômica no terceiro trimestre embora com sinais de acomodação, em especial no caso da economia chinesa”, avaliam os analistas do Bradesco.

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Decisão do Fomc, dados de Caged e Pnad, resultados e IPOs: o que acompanhar nesta semana

SÃO PAULO – Descolado do exterior, o Ibovespa voltou a ter uma semana negativa, conforme aumentam as preocupações sobre a variante delta do coronavírus, enquanto se elevam também as tensões políticas no país e com um noticiário corporativo mais pesado.

E para os próximos dias, as atenções se voltam para a temporada de resultados do segundo trimestre, que ganha força e com várias gigantes da Bolsa apresentando seus números, como a mineradora Vale (VALE3), que na semana passada desapontou com seu relatório de produção.

Outras companhias como Gol (GOLL4), TIM (TIMS3), Santander Brasil (SANB11), CSN (CSNA3), Usiminas (USIM5) e Pão de Açúcar (PCAR3) também anunciarão seus balanços do período entre abril e junho deste ano.

Ainda no campo corporativo, destaque para uma nova leva de estreias previstas na B3: AgroGalaxy e Livetech da Bahia na segunda; Unifique na terça; Armac e Traders Club na quarta; Brisanet na quinta; e Clearsale na sexta.

Entre os indicadores, esta semana contará com muitas divulgações no âmbito nacional, entre dados de atividade econômica, mercado de trabalho e inflação.

A equipe de analistas do Bradesco destaca as sondagens da FGV, que segundo eles “deverão corroborar a percepção de atividade econômica robusta em julho”, enquanto no lado inflacionário, o Índice Geral de Preços – Mercados (IGP-M) deve “apresentar alguma descompressão, mas ainda deve se manter em patamar bastante elevado”.

Além disso, atenção ainda para a divulgação dos dados de emprego do Caged, que não tem data oficial ainda mas é previsto para essa semana, além da taxa de desemprego medida pela Pnad Contínua, que será divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na sexta-feira (30).

“Todos esses indicadores serão relevantes para a próxima decisão de política monetária, que ocorrerá na primeira semana de agosto”, avaliam os analistas sobre a importância do investidor ficar atento aos dados.

Já no exterior, o grande destaque fica para a reunião do Fomc na quarta-feira, que não deve trazer surpresas ao manter as taxas de juros nos Estados Unidos próximas de zero. Com isso, as atenções se mantêm voltadas para o comunicado, que pode trazer mais detalhes sobre quando o BC americano pretende iniciar a retirada de estímulos no país.

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Por fim, alguns dados serão apresentados na China, com destaques para o Índice de Gerentes de Compras (PMI) oficial do governo, que segundo o Brasdeco deve apontar um início de terceiro trimestre com expansão.

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PIB da China, resultados e inflação nos EUA, IBC-Br e 5 estreias de ações na B3: o que acompanhar nesta semana

(Shutterstock)

SÃO PAULO – Após uma semana mais curta, mas bastante turbulenta em meio ao noticiário político bastante movimentado e com os temores sobre a variante delta do coronavírus, a Bolsa brasileira deve repercutir o desempenho dos ADRs (na prática, as ações de empresas de fora dos EUA negociadas em Nova York) já na segunda-feira (12). O índice Brasil Titans 20 teve um movimento de recuperação e subiu 1,48% na sexta-feira (9), dia em que a Bolsa ficou fechada por conta de feriado estadual da Revolução Constitucionalista de 1932.

Além dos investidores pelo mundo seguirem acompanhando os desdobramentos sobre como a variante da Covid-19 deve afetar a recuperação global, atenção para o radar político no Brasil. A semana marca, em tese, a última semana do Congresso antes do recesso, o que deve levar a avanços para a votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).

A CPI da Covid também segue sendo monitorada de perto pelos investidores. O relator da CPI da Covid do Senado, Renan Calheiros (MDB-AL), defendeu na sexta a convocação do ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Onyx Lorenzoni, para esclarecer suspeitas de que poderia haver falsidade na fatura internacional – invoice – referente ao processo de compra da vacina indiana Covaxin.

O pedido de Renan ocorreu após o consultor técnico da Divisão de Importação do ministério, William Amorim Santana, ter relatado à CPI inconsistências na invoice do processo. Há duas semanas, Onyx chegou a mostrar uma versão de um invoice para buscar atestar que não houve irregularidades no processo.

Já na agenda econômica brasileira, o destaque fica para os dados de atividade. Na próxima semana, será conhecido o desempenho do setor de serviços de maio, a ser divulgado na terça-feira (13) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), às 9h (horário de Brasília).

Na quarta-feira (14), atenção para o IBC-Br de maio, considerado a prévia do PIB do Banco Central. “Ambos devem registrar crescimento na margem, acompanhando a reabertura das atividades”, destaca a equipe de análise econômica do Bradesco. A projeção dos economistas do banco é de uma alta de 0,6% do volume de serviços e de 1,2% do IBC-Br, ambos na comparação com abril.

Na sexta-feira (16), atenção para a divulgação pela Fundação Getulio Vargas (FGV) do IGP-10 de julho e para o IPC-S semanal, ambos às 8h.

O noticiário corporativo também ganha destaque com a previsão de estreia de ações de cinco empresas na B3 após ofertas públicas iniciais (ou IPOs, na sigla em inglês). São elas: 3tentos (TTEN3, no dia 12), BBM Logística (BBML3, no dia 13), Smartfit (SMFT3, no dia 14), CBA (CBAV3, no dia 15) e Intercement (ICBR3, no dia 16).

Na quinta, será definido o preço por ação em oferta de ações feita pela Méliuz (CASH3); já na sexta, haverá o vencimento de opções sobre ações na B3, o que pode levar a uma volatilidade adicional para o índice.

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Na agenda internacional, atenção para importantes indicadores das maiores economias do mundo. Na terça, será divulgada a inflação ao consumidor nos EUA e, na quarta, a inflação ao produtor do país, ambos de junho, em meio às últimas sinalizações do Federal Reserve de que a alta dos preços no país tem componentes temporários. Na quarta, às 15h, será divulgado pelo Fed o Livro Bege, em que a autoridade monetária traça a situação da economia e as perspectivas para os próximos meses.

Outros indicadores dos EUA também serão monitorados de perto pelos investidores: na quinta-feira, além do tradicional dado de pedidos de seguro desemprego semanal, será revelada a produção industrial de junho; também serão conhecidos os índices Empire Manufacturing de atividade e o de atividade do Fed Filadélfia, ambos de julho. Na sexta, será revelado o Índice de Confiança da Universidade de Michigan preliminar de julho.

Atenção ainda para o início da temporada de balanços do segundo trimestre de 2021 nos Estados Unidos, com a divulgação de resultados principalmente de grandes bancos e outras instituições financeiras. JPMorgan e Goldman Sachs revelarão seus números na terça-feira, enquanto Bank of America, Citigroup e Well Fargo apresentarão os resultados na quarta e Bank of New York Mellon e Morgan Stanley divulgarão seus balanços na quinta-feira. Outras grandes companhias de outros setores, como Pepsico e Delta Airlines, publicarão seus balanços na semana, respectivamente na terça e na quarta.

Voltando ao noticiário econômico, na quarta, às 23h, a China divulga os dados do PIB do segundo trimestre, que deve desacelerar na comparação interanual, com base de comparação mais elevada, avalia o Bradesco. A perspectiva é de que o número já reflita a desaceleração da indústria e do comércio em junho, setores cujos dados também serão conhecidos na semana. A expectativa, segundo consenso de mercado, é que haja um crescimento de 8% da atividade econômica chinesa entre abril e junho na comparação com igual período de 2020.

Na Europa, atenção para a produção industrial da zona do euro de maio na quarta e o índice de preços ao consumidor final de junho na sexta. Antes disso, na terça, a Alemanha revelará seus dados de inflação ao consumidor.

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Caged, Pnad, relatório de emprego nos EUA e dados da China: o que acompanhar nesta semana

(dima_sidelnikov/Getty Images)

SÃO PAULO – Após uma semana de muitos altos e baixos no mercado, o noticiário econômico deve seguir como um dos principais fatores de agitação na bolsa nesta virada de mês.

No Brasil, esta semana contará com os primeiros dados de atividade de maio, que segundo analistas, após a surpresa positiva do Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre, deve continuar mostrando uma economia nacional mais resiliente no início do segundo trimestre.

Entre os dados mais importantes também estão os de emprego. Na segunda-feira (28) será divulgado o número de criação de empregos formais do Caged, enquanto na quarta (30) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apresenta a taxa de desemprego medida pela Pnad Contínua.

Esses dois indicadores têm sido acompanhados de perto por analistas e investidores diante não só da piora dos números, mas também por conta da divergência que tem ocorrida entre os dois dados após sofrerem mudanças de metodologia.

Na sexta (2), o IBGE ainda apresenta o resultado da produção industrial referente ao último mês. Serão conhecidos ainda ao longo dessa semana os dados de crédito e de política fiscal, também de maio.

No noticiário corporativo, destaque para a venda da participação que a Petrobras (PETR3; PETR4) ainda tem na BR Distribuidora (BRDT3), em uma transação que pode movimentar R$ 11,5 bilhões, com base no preço de fechamento de 16 de junho.

Além de ajudar a Petrobras a desalavancar, a venda pode remover uma pressão de baixa sobre as ações da BR, segundo analistas consultados pela Bloomberg. Em acordo com o Cade, a estatal definiu o dia 30 de junho como limite para se desfazer do ativo.

Já no exterior, a divulgação do Relatório de Emprego nos Estados Unidos, conhecido como Payroll, será o centro das atenções. “Diante das dúvidas em relação ao timing de início da normalização monetária pelo Fed, o dado do Payroll tem sido, junto com a inflação, o principal indicador a balizar o movimento dos mercados nos últimos meses”, explica a equipe de análise do Bradesco.

Entre os principais dados apresentados com o relatório de emprego está a taxa de desemprego dos EUA, com expectativa de um leve recuo de 5,8% no mês passado para 5,6% agora, segundo dados compilados pela Refinitiv.

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Ainda em território americano, na quarta sai o Relatório Nacional de Emprego ADP, que mostra a criação de vagas no setor privado do país, com projeção de criação de 600 mil novos postos de trabalho, ante 978 mil vagas criadas em abril.

Por fim, a semana conta ainda com alguns dados importantes da China, como a produção industrial, além de indicadores na Europa, com destaque para o PIB do Reino Unido.

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Ata do Copom, Relatório de Inflação, IPCA-15 e PIB dos EUA: o que acompanhar nesta semana

(Raphael Ribeiro/BCB)

SÃO PAULO – Depois da sinalização do Federal Reserve de elevar os juros nos Estados Unidos antes do esperado agitar os mercados globais, com os brasileiros possuindo um fator extra de agito com o Comitê de Política Monetária (Copom) também apontando mais altas na Selic, os próximos dias prometem ainda tensão conforme os investidores reavaliam o cenário.

O Banco Central brasileiro seguirá como centro das atenções do mercado por aqui. Na terça-feira (22), será apresentada a Ata do Copom, em que a autoridade monetária poderá dar mais detalhes sobre seu cenário básico e os riscos, ajudando analistas, que atualmente se dividem nas projeções de alta de 0,75 ponto percentual ou 1 p.p. no próximo encontro, o que também afeta a visão da Selic para o fim do ano.

Além disso, na quinta-feira (24) o diretor de Política Econômica, Fabio Kanczuk, e o presidente do BC, Roberto Campos Neto, realizam coletiva para apresentar o Relatório Trimestral de Inflação, o que também complementará as avaliações do mercado sobre o Copom.

Completando a agenda doméstica de indicadores desta semana, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga na sexta-feira (25) o Índice de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15), considerado uma prévia da inflação oficial do país.

Do lado corporativo, atenção para a oferta primária e secundária de ações da EcoRodovias (ECOR3), que pode movimentar mais de R$ 2 bilhões, além da precificação da oferta de units do Banco Inter (BIDI11), que tem compromisso de subscrição da Stone. Por fim, nesta segunda estreia na bolsa a BR Partners (BRBI11).

No campo político, atenção ainda para a conclusão da Medida Provisória (MP) que viabiliza a privatização da Eletrobras, que foi aprovada na última quinta-feira (17) no Senado, mas por ter sofrido mudanças ainda precisa voltar para a Câmara dos Deputados. O texto precisa ser aprovado até dia 22, quando perde a validade.

Já no exterior, a semana conta com menos indicadores, deixando o destaque para os EUA, que além de alguns dados de atividade e de moradias, apresenta na a revisão final do seu Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre, com projeção de manutenção da alta de 6,4% já vista anteriormente, segundo dados compilados pela Refinitiv.

Outro dado importante será o índice de preços de despesas de consumo pessoal (PCE, na sigla em inglês), um dos principais números de inflação acompanhado pelo Fed e que tem sido decisivo para o bc americano definir sua política monetária. Ele será divulgado na sexta-feira (25).

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Fomc, Copom, prévia do PIB e indústria na China e EUA: o que acompanhar nesta semana

SÃO PAULO – Após ficar alguns dias de lado depois de renovar diversas vezes sua máxima histórica, o Ibovespa acabou corrigindo na sexta, enquanto os investidores já se preparam para uma semana bastante agitada na bolsa, com uma nova “Super Quarta” de decisões de políticas monetárias.

Na quarta-feira (16) às 15h (horário de Brasília), o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) divulga sua decisão de juros nos Estados Unidos e apesar da projeção de manutenção das taxas na faixa entre 0% e 0,25%, há uma grande expectativa sobre o comunicado.

Isso porque diante dos dados recentes de inflação, mostrando forte alta, analistas e investidores têm questionado se o banco central americano poderia antecipar a alta de juros no país, além da possibilidade de alterar seu programa de compras de títulos.

“O Fomc poderá já trazer o debate do início da redução das compras de ativos, frente às surpresas altistas com a inflação e à consolidação da melhora da economia. Ainda assim, deve manter sua leitura de que as pressões da inflação são essencialmente temporárias, trazendo as restrições de oferta como elementos a serem observados”, avalia a equipe do Bradesco.

Mais tarde por aqui, após o fechamento da bolsa, será a vez do Comitê de Política Monetária (Copom) apresentar a nova Selic, com o mercado projetando uma nova alta de 0,75 ponto percentual, levando a taxa básica de juros para 4,25% ao ano.

Essa avaliação dos analistas foi reforçada após a surpresa altista do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) na semana passada, combinada com as revisões positivas para o Produto Interno Bruto (PIB) naciaonal.

Para o Bradesco, a decisão “deve ser acompanhada de uma reavaliação do Banco Central, indicando que o ajuste da taxa de juros pode ir além do ‘parcial’, esperado inicialmente”. Assim como nos EUA, o comunicado será importante para trazer as indicações dos próximos passos do BC sobre a política monetária.

Do lado dos indicadores, a semana estará um pouco mais vazia. Nesta segunda-feira (14) destaque para o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado uma prévia do PIB. A projeção do mercado é que o dado mostre um crescimento de 0,45% da economia nacional em abril, reforçando as visões de que o país segue se recuperando.

No exterior, destaque para as produções industriais dos EUA e da China, ambas divulgadas na terça (15), uma pela manhã e outra à noite. Na maior economia do mundo a projeção é que a indústria tenha crescimento de 0,7% em maio na comparação com abril, enquanto no gigante asiático a expectativa é de alta de 18% no comparativo anualizado.

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Já no calendário corporativo, os próximos dias serão decisivos para o futuro da Eletrobras (ELET3; ELET6). Depois de aprovada na Câmara, a Medida Provisória que abre caminho para a privatização da companhia está no Senado e a expectativa é de que seja votada nesta semana sem grandes alterações, já que a MP perde a validade no dia 22 e não haveria tempo hábil para voltar à Câmara.

Importante o investidor lembrar ainda que a semana conta com os vencimentos de opções sobre o Ibovespa (dia 16) e sobre ações (dia 18), o que costuma trazer volatilidade para o mercado, principalmente envolvendo empresas blue chips.

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IPCA, CPI da Covid, dados da China e emprego nos EUA: o que acompanhar nesta semana

Preços de alimentos na feira (John Lambeth/Pexels)

SÃO PAULO – Após novos recordes do Ibovespa e com o dólar em suas mínimas de 2021, o clima de bom humor no mercado agora depende de novas confirmações de indicadores, com alguns dados já programados para esta semana.

No campo doméstico, atenção especial na quarta-feira (9) para o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) de maio, que deve seguir em alta, puxado principalmente pelos preços de combustíveis e da energia elétrica. Segundo a equipe do Bradesco, a inflação deve ter alta de 0,72% no mês, ante avanço de 0,31% em abril.

Além disso, os investidores acompanham de perto as divulgações da PMC (Pesquisa Mensal do Comérico) e da PMS (Pesquisa Mensal de Serviços) de abril, com projeção de recuperação em ambos os indicadores por conta do aumento da mobilidade conforme a vacinação avança no país.

Do lado político, seguem as atenções voltadas para a CPI da Pandemia, com o retorno do atual ministro da Saúde, Marcelo Queiroga na terça. No dia seguinte é a vez de Élcio Franco, ex-secretário-executivo da Saúde, e Wilson Lima, governador do Amazonas na quinta.

Agora a comissão também passa a contar com depoimentos às sextas, com a participação nesta semana de Cláudio Maierovich, médico sanitarista e ex-presidente da Anvisa e da Fiocruz.

Destaque também para o debate sobre a Medida Provisória que visa privatizar a Eletrobras (ELET3; ELET6) após a escolha de Marcos Rogério (DEM-RO) como relator. Segundo a XP Política, o senador era tido como a melhor opção pelo Planalto e já teve reuniões com integrantes do governo sobre o tema. A estratégia é evitar alterações que possam comprometer a aprovação da MP, cuja validade expira no dia 22 deste mês. Expectativa entre os governistas é que o texto seja votado nesta semana ainda, disse a XP.

No campo corporativo, ocorre na quinta-feira (10) as assembleias da B2W (BTOW3) e Lojas Americanas (LAME4) para tratar da combinação dos negócios das duas companhias.

Além disso, a Raízen Combustíveis se preparar para protocolar o pedido de registro de oferta pública de ações preferenciais na CVM nos próximos dias, segundo comunicado da própria companhia. A empresa pretende negociar as ações no Nível 2 de governança da B3.

Agenda internacional

O calendário no exterior é bastante movimento nesses próximos dias. Ainda nesta noite, a China divulga a balança comercial de maio, que segundo dados compilados pela Refinitiv deve ter superávit de US$ 50,50 bilhões, contra resultado positivo de US$ 42,86 bilhões no mês anterior.

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Segundo a equipe do Bradesco, esses dados de importações e exportações chinesas podem “ajudar a calibrar as projeções para o ritmo de crescimento do país, que vem surpreendendo positivamente”. A semana ainda contará com dados de inflação ao consumidor e produtor do país.

Na Europa, na terça será divulgado o PIB (Produto Interno Bruto) do primeiro trimestre da região, que segundo dados da Refinitiv deve manter a mesma queda de 0,6% apresentada no período anterior.

Já na quinta é a vez da decisão de política monetária do BCE (Banco Central Europeu), que deve trazer uma leitura mais positiva da atividade econômica, mas com a inflação em patamar confortável, de acordo com o Bradesco.

Por fim, nos Estados Unidos, na terça-feira o destaque fica para os dados de emprego do relatório JOLTS, que mostra os números de abertura de novas vagas de trabalho. Este é um documento bastante acompanhado pelos analistas para entender como está a dinâmica da maior economia do mundo, em especial no cenário atual de recuperação da crise.

E já na quinta-feira as atenções se voltam pra os dados de inflação medido pelo CPI (Índice de Preços ao Consumidor, na sigla em inglês). Analistas consultados pela Refinitiv projetam que o indicador deve ter uma alta de 0,4% na variação mensal, ante 0,8% no mês anterior, ao passo que o dado acumulado de 12 meses deve ir para 4,6%, contra 4,2% antes.

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PIB do Brasil, Orçamento, emprego nos EUA e feriados: o que acompanhar nesta semana

SÃO PAULO – Após uma semana bastante positiva no mercado brasileiro, os investidores terão dias bastante agitados pela frente neste início de junho, apesar de dois feriados, um no Brasil e outro nos Estados Unidos nesta semana.

Nesta segunda-feira (31) será feriado de Memorial Day nos EUA, deixando as bolsas locais fechadas, o que, por sua vez, deve reduzir bastante o volume negociado na B3. Já na quinta-feira (3) será a vez da bolsa brasileira parar os trabalhos por conta do feriado de Corpus Christi.

Apesar dos negócios não funcionarem por aqui nesse dia, é importante o investidor ficar de olho no movimento dos ADRs das companhias brasileiras negociados em Wall Street, que costuma já dar uma sinalização sobre o que esperar da reabertura da bolsa no dia seguinte.

No campo político, além do andamento da CPI da Pandemia, atenção especial para uma sessão do Congresso Nacional marcada para terça-feira (1) que pode resolver os impasses envolvendo o Orçamento de 2021.

A sessão deve analisar 18 vetos presidenciais e três projetos de lei, entre eles, o PLN 4/2020, que restabelece cerca de R$ 20 bilhões ao Orçamento deste ano para o pagamento de benefícios sociais.

LEIA TAMBÉM: 6 passos para alcançar a liberdade financeira com investimentos

Destaque ainda para o PLN 5/2021, que abre crédito especial no valor de R$ 584,2 milhões para ações no âmbito dos ministérios do Desenvolvimento Regional, Defesa e Mulher, Família e Direitos Humanos, e também o PLN 6/2021, que abre crédito suplementar de R$ 1,09 bilhão para mais seis ministérios: Ciência, Tecnologia e Inovações; Economia, Meio Ambiente; Defesa; Desenvolvimento Regional e Mulher, Família e Direitos Humanos.

Agenda de indicadores

O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil do primeiro trimestre será o grande centro das atenções na agenda de indicadores. Previsto para terça às 9h, o resultado deve confirmar a tese de resiliência da economia brasileira, a despeito da redução dos estímulos fiscais e de novas restrições à mobilidade implementadas como resposta ao agravamento da pandemia, segundo os analistas do Bradesco.

No quarto trimestre de 2020, a economia brasileira mostrou crescimento de 3,2%, mas encerrou o ano com queda de 4,1%.

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Já na quarta, as atenções no cenário doméstico se voltam para o dado de produção industrial de abril, que após a queda de 2,4% no mês anterior deve seguir cambaleante influenciada pelas restrições de mobilidade que ainda estavam vigentes.

No exterior, a semana já começa com alguns dados importantes de Índice de Gerente de Compras (PMI) de manufatura e composite na China na noite deste domingo (30). Nos próximos dias, sempre durante a noite, também saem mais alguns PMIs de indústria e serviços.

Já nos EUA, os focos serão os dados de emprego. Primeiro na quinta, com o Relatório Nacional de Emprego ADP de maio, que mostra a criação de vagas no setor privado do país. Projeções compiladas pela Refinitiv esperam um resultado de 680 mil vagas abertas, contra 742 mil no mês anterior.

Vale lembrar que o dado de abril frustrou o mercado, que esperava um número acima de 800 mil. Por conta disso esse indicador ganha ainda mais importância, conforme o Federal Reserve tem condicionado a retirada dos estímulos à melhora do mercado de trabalho.

No dia seguinte será a vez do tradicional relatório de emprego, conhecido como Payroll. Entre os principais números apresentados no documento, a taxa de desemprego deve recuar de 6,1% para 5,9%, segundo a Refinitiv.

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Dados de emprego, IPCA-15, Covid-19 e PIB dos EUA: o que acompanhar nesta semana

Carteira de trabalho Sindicatos e empresas pressionam senadores por mudanças na MP Trabalhista

SÃO PAULO – Após uma semana em que a bolsa brasileira ficou praticamente de lado, com investidores atentos ao Federal Reserve no exterior e com o Bitcoin chamando atenção com sua forte queda, os próximos dias contarão com uma agenda de indicadores bastante carregada.

No Brasil, o calendário conta com dados de atividade econômica, mercado de trabalho e inflação. Entre segunda e sexta a Fundação Getúlio Vargas (FGV) apresenta algumas sondagens, que segundo os analistas do Bradesco devem confirmar a retomada da economia brasileira em maio, validando as expectativas mais favoráveis para o PIB deste ano.

Esta semana conta ainda com os dois principais dados de emprego do país: Caged, que será relativo a abril, e a Pnad de março. Ambos indicadores têm mostrado piora na situação do desemprego no Brasil nos últimos meses, mas também têm sofrido críticas por conta de mudanças em suas metodologias. Mesmo assim, ainda são acompanhados de perto pelo mercado.

Por fim, os números de inflação dos próximos dias deverão continuar apontando pressões inflacionárias, segundo o Bradesco. Na terça (25) sai o Índice de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15), enquanto na sexta (28) será divulgado o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), ambos de maio.

No campo político, além da continuidade da CPI da Pandemia, que deve contar com o depoimento da Secretária de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde, Mayra Pinheiro, os investidores acompanharão também debates sobre as reformas.

Segundo a equipe da XP Política, líderes do Senado foram comunicados da possibilidade de uma reunião no Congresso na segunda-feira (24) para sacramentar um acordo sobre o Orçamento. Se isso ocorrer e eles chegarem a um entendimento, uma sessão pode ser convocada para o dia seguinte.

Além disso, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, informou a possibilidade de uma reunião entre ele, o presidente da Câmara, Arthur Lira e o ministério da Economia, também na segunda, para discutir os caminhos para a reforma tributária.

No exterior, a agenda será um pouco mais tranquila, deixando o grande destaque para a segunda estimativa do Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre dos Estados Unidos.

Para a equipe do Bradesco, o dado deve confirmar a leitura de expansão robusta da economia americana no período, favorecida por avanços rápidos na imunização e por estímulos de política econômica. Segundo a mediana das projeções coletadas pela Refinitiv, o PIB dos EUA deve ter alta de 6,4%, se mantendo como na primeira estimativa.

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Outro dado importante será o índice de preços de despesas de consumo pessoal (PCE, na sigla em inglês), um dos principais números de inflação acompanhado pelo Federal Reserve (Fed, o banco central americano).

Completando a agenda, na noite de quarta-feira (26), a China apresenta os dados da indústria.

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