BR Distribuidora vende participação na Brasil Carbonos para Unimetal por R$ 18,88 milhões

Brazilian currency. Money on the wooden table in one hundred and fifty reais banknotes. (Rmcarvalho/Getty Images)

A BR Distribuidora (BRDT3) informou a venda da totalidade de sua participação acionária na empresa Brasil Carbonos para a Unimetal Indústria, Comércio e Empreendimentos, então sócia da BR na companhia. A Unimetal passa a deter a integralidade da participação acionária na empresa.

O valor total da venda da participação da BR, já considerando o caixa da empresa, foi de cerca de R$ 18,88 milhões a ser executado em 30 (trinta) parcelas iguais, mensais e consecutivas, corrigidas pelo CDI + 2% ao ano. Além disso, a BR e o Grupo Unimetal terão como resolvidas suas relações envolvendo a empresa, informou a BR Distribuidora em comunicado.

A Brasil Carbonos é uma Sociedade de Propósito Específico (SPE) com 51% de participação do Grupo Unimetal e 49% de participação da BR, especializada em processos industriais que agregam valor ao Coque Verde de Petróleo.

A Unimetal Indústria é uma sociedade empresária limitada fundada em 1984, com sede em Sorocaba (SP), especializada em agregar valor ao Coque Verde de Petróleo (CVP), transformando-o em um produto com diversas aplicações nos segmentos siderúrgicos, fundições, alumínio, ferro ligas, entre outros.

O fechamento da operação está sujeito à aprovação pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

“Esta decisão está alinhada à nossa iniciativa de Gestão de Portfólio que busca garantir o foco e a maximização da criação de valor para os acionistas. A BR reitera o compromisso de manter seus acionistas e o mercado em geral oportuna e devidamente informados sobre quaisquer informações relevantes relacionadas a este tema”, informou.

Segundo a Guide, a notícia é marginalmente positiva. “Acreditamos que a notícia de venda da participação na Brasil Carbonos seja positiva para a BR Distribuidora, por poder concentrar melhor em seu core business, que é a distribuição de combustível. Contudo, o valor da venda é praticamente irrelevante em comparação com o valor de mercado da companhia”, avalia.

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Ações de BR Distribuidora e Qualicorp caem forte, Allied e Positivo saltam e mais reações a balanços; Vale estável apesar de minério

SÃO PAULO – A repercussão dos resultados do segundo trimestre segue sendo destaque nesta quarta-feira (11).

Na véspera, foram divulgados os números de BR Distribuidora (BRDT3), C&A (CEAB3),  Marfrig (MRFG3), NotreDame Intermédica (GNDI3), Porto Seguro (PSSA3), Taurus Armas (TASA4), Qualicorp (QUAL3), Randon (RAPT4) e Raia Drogasil (RADL3), entre outras companhias.

O maior destaque de queda fica para Qualicorp, com baixa de mais de 8%, seguida por BR Distribuidora, com os ativos caindo mais de 4% após o balanço e também com a última tendo no radar a no radar a MP sobre venda direta de etanol e nova regra para postos. Alguns analistas apontaram o balanço como levemente abaixo da expectativa. A ação da NotreDame Intermédica também cai, cerca de 1,5%, após o resultado, enquanto RD tem baixa de cerca de 4%, intensificando as perdas da abertura, apesar dos números do segundo trimestre terem sido vistos com bons olhos pelos investidores. Fora do Ibovespa, C&A também tem queda de cerca de 4% das ações.

Já entre as altas, Marfrig avança cerca de 1% após um resultado considerado forte, enquanto que, fora do Ibovespa, Allied e Positivo (POSI3) sobem, respectivamente, mais de 5% e 8%, na esteira de resultados considerados bons.

Serão divulgados nesta quarta-feira os resultados de Aeris (AERI3), Aliansce Sonae (ALSO3), B3 (B3SA3), Banco Inter (BIDI11), Copel (CPLE6), Eletrobras (ELET6), Enauta (ENAT3), Guararapes (GUAR3), Hapvida (HAPV3), Helbor (HBOR3), JBS (JBSS3), Locaweb (LWSA3), LPS (LPSB3), Moura Dubeux (MDNE3) e MRV (MRVE3).

Também serão revelados os números de Oi (OIBR4), Simpar (SIMH3), Sul América (SULA11), Suzano (SUZB3), Taesa (TAEE11), Ultrapar (UGPA3), Valid (VLID3), Via Varejo (VVAR3), Wilson Sons (WSON33).

Fora do noticiário da temporada de balanços, as ações de Vale (VALE3) operam perto da estabilidade, apesar do dia de ganhos para o minério.

O contrato mais negociado minério de ferro na bolsa de commodities de Dalian, para entrega em janeiro de 2022, fechou em alta de 3,7%, a 871,50 iuanes (US$ 134,33) por tonelada, depois de ter atingido o menor patamar desde 26 de março na sessão anterior. Assim, interrompeu sequência de cinco sessões de perdas, acompanhando os futuros do aço em meio a temores relacionados à oferta diante de restrições de produção impostas pela China.

Confira mais destaques:

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A Raízen, em conjunto com sua controlada Raízen Energia, informou que concluiu a aquisição da totalidade das ações de emissão da Biosev. Como parte da transação, a Hédera Investimentos e Participações exerceu o bônus de subscrição emitido por ocasião da Assembleia Geral da Raízen realizada em 1º de junho de 2021, e passou a ser titular de 330.602.900 ações preferenciais de emissão da Companhia, representativas de 3,22% do seu capital.

“A conclusão desta operação consolida aposição de liderança da Raízen no processo de transição energética através da ampliação da oferta de energia mais eficiente, limpa e renovável, passando a contar com 35 parques de bioenergia e uma capacidade de processamento de 105 milhões de toneladas de cana por safra, proporcionando uma matriz energética cada vez mais limpa e sustentável”, disse a empresa, em nota.

BR Distribuidora (BRDT3)

A BR Distribuidora informou lucro líquido de R$ 382 milhões no segundo trimestre de 2021, alta de 103,2% em relação ao mesmo período do ano passado, quando a companhia foi impactada pelas medidas restritivas impostas em função da pandemia da Covid-19.

O lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado foi de R$ 1,018 bilhão no trimestre, alta de 24,8% na comparação anual.

Para o Morgan Stanley, os resultados da BR Distribuidora ficam levemente abaixo da expectativa. O Ebitda recorrente ficou 8% abaixo da expectativa do banco e 11% abaixo do consenso do mercado, o que o banco atribui a margens menores de comercialização no segmento de varejo, que foram parcialmente compensadas por margens de comercialização menores em aviação. A margem Ebitda consolidada de R$ 97 por metro cúbico é classificada pelo banco como forte para um trimestre desafiador.

O banco mantém avaliação overweight (perspectiva de valorização acima da média do mercado), e diz esperar que a ação continue a propor uma remuneração atrativa para acionistas, ao mesmo tempo em que a nova gestão começará a lidar com questões de longo prazo ligadas à transição energética. O banco mantém preço-alvo de R$ 33, frente à cotação de R$ 28,58 de terça.

A varejista C&A lucrou R$ 69,2 milhões no segundo trimestre deste ano, revertendo o prejuízo de R$ 192,1 milhões reportados em igual período de 2020.

O resultado foi impactado pelo reconhecimento de créditos não recorrentes. Excluindo o efeito, a C&A teria tido prejuízo de R$ 83,8 milhões entre abril e junho.

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A receita líquida subiu 299% no comparativo anual, para R$ 1,175 bilhão; a empresa aponta a base ruim de comparação em meio ao fechamento das lojas por conta da pandemia de covid-19 no segundo trimestre do ano passado.

De acordo com o Bradesco BBI, há vários pontos positivos no que foi um trimestre difícil para a C&A (e para todos os varejistas baseados em shoppings).

“Em primeiro lugar, a declaração de perspectiva da administração é otimista e sugere (salvo quaisquer circunstâncias imprevistas) um final de ano positivo no importante quarto trimestre. Em segundo lugar, o desempenho no comércio eletrônico parece bom, com GMV [volume bruto de mercadorias] acima de 34% na base anual, embora tenha havido uma base de comparação elevada (crescimento de quase 300% no segundo trimestre de 2020)”, avaliam os analistas do banco.

O comércio eletrônico representou 17% da receita do varejo. Finalmente – e talvez o mais importante – a administração colocou por escrito (pela primeira vez, acreditam os analistas) que espera resolver as questões pendentes com seu parceiro de serviços financeiros, o Bradesco, neste ano.

Além desses pontos, a empresa também está abrindo novas lojas mais uma vez e continua investindo em sua cadeia de suprimentos e implementando uma infraestrutura de distribuição mais sofisticada. “Isso nos deixa otimistas e portanto, mantemos nossa recomendação outperform. Nosso preço-alvo caiu ligeiramente para R$ 17 (esperado para 2022) de R$ 18 (esperado para 21) devido a revisões de estimativas”, avaliam.

A RD, dona das redes de drogarias Raia e Drogasil, teve lucro líquido de R$ 266,4 milhões no segundo trimestre, um salto de 342,5% ano a ano. Em termos ajustados, o lucro somou R$ 232 milhões de abril a junho, crescimento de 276% em relação a igual etapa de 2020.

De acordo com a XP, a RD reportou sólidos resultados referentes ao segundo trimestre de 2021, com Ebitda 5% acima do esperado pelos analistas e forte lucro líquido, beneficiado por créditos fiscais não recorrentes de R$ 58 milhões.

A forte performance de vendas mesmas lojas de alta de 26% na base anual, beneficiadas pela fraca base de comparação e pelo reajuste de preços de medicamentos, ganhos de participação de mercado em todas as regiões e a rentabilidade sólida foram os principais destaques.

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“A companhia reportou fortes resultados e expansão de margens apesar dos investimentos na construção de sua plataforma de saúde. Além disso, a RD anunciou a aquisição de uma plataforma digital focada no aumento da aderência à tratamentos de doenças crônicas e uma pequena recompra de 3 milhões de ações (0,3% do float)”, avaliam.

A Marfrig Global Foods informou na terça lucro líquido recorde de R$ 1,738 bilhão no segundo trimestre, alta de 9% em relação ao mesmo período do ano anterior, impulsionado pelo bom desempenho da operação norte-americana da empresa.

O Ebitda do frigorífico ficou em R$ 3,9 bilhões, o que representa uma queda de 3,6% ante o segundo trimestre de 2020.

A receita líquida, por sua vez, totalizou R$ 20,6 bilhões, valor 9% superior ao reportado de abril a junho do ano passado.

O Credit Suisse diz que mantém uma visão positiva em relação à Marfrig, e diz acreditar que o ritmo operacional deve continuar forte. O banco afirma que o braço National Beef deve se beneficiar da oferta favorável de gado nos Estados Unidos e os spreads fortes da indústria nos próximos meses. Na América do Sul, o banco diz avaliar que não há espaço para valorização do gado. O Credit também ressalta iniciativas da gestão visando eficiência, que podem levar a um endividamento e a um fluxo livre de caixa mais favoráveis. O banco diz que vê a Marfrig como uma das empresas mais atrativas dentro de sua cobertura, e mantém a recomendação outperform, com preço-alvo de R$ 26, frente à cotação de R$ 19,56 de terça.

NotreDame Intermédica (GNDI3)

A NotreDame Intermédica teve prejuízo no segundo trimestre, refletindo forte alta das despesas com procedimentos médicos, que haviam sido represados durante os períodos de isolamento para conter a pandemia.

A companhia anunciou na noite de terça-feira que seu prejuízo entre abril e junho somou R$ 48 milhões, ante lucro de R$ 223,4 milhões um ano antes. Em termos ajustados, a companhia passou de lucro de R$ 303,9 milhões para prejuízo de R$ 9,9 milhões.

Embora tenha tido receita líquida 22,7% maior ano a ano, a R$ 3,2 bilhões, a companhia viu a linha contas médicas caixa, seu item mais relevante dos custos de serviços prestados, dar um salto de 56,9%, a R$ 2,64 bilhões, o que aumentou em 18 pontos percentuais a sinistralidade, para 82,7%.

Diante disso, o resultado operacional da Notre Dame medido pelo Ebitda ajustado somou R$ 131,6 milhões, queda de 75%. A margem Ebitda ajustada teve um tombo de 16 pontos percentuais, para 4,1%.

A XP apontou em relatório que o GNDI postou resultados ruins com pressão de sinistralidade mais alta (alta de 18 pontos na base anual e  4 pontos acima das expectativas dos analistas) levando a uma queda do Ebitda a um número 33% abaixo da projeção da XP, que compensou o crescimento robusto da receita devido a um aumento sólido no número de beneficiários de planos de saúde.

“No entanto, vemos esse impacto como transitório (causado principalmente pela Covid, número maior de procedimentos eletivos e a sinistralidade mais alta dos ativos recém adquiridos) e não estrutural e acreditamos que a empresa deve continuar crescendo organicamente e deve ser capaz de reduzir estruturalmente a sinistralidade uma vez que o impacto da Covid e de procedimentos eletivos deve reduzir e a sinistralidade dos ativos recém adquiridos deve convergir para os níveis históricos do GNDI”, apontam Vitor Pini e Matheus Soares, analistas da XP.

Santos Brasil (STBP3)

A Santos Brasil teve lucro líquidode R$ 60,4 milhões, ante resultado negativo, de R$ 9,4 milhões no segundo trimestre de 2020.

A receita líquida subiu 68,8% quando comparada ao mesmo período em 2020, totalizando R$ 379,5 milhões.

Os principais fatores responsáveis por impulsionar esta alta foram o crescimento nos volumes dos terminais portuários (+ 31% no ano contra ano) e o crescimento da receita em operações de armazenamento (+ 53% no ano contra ano), destaca a Levante Ideias de Investimentos

A movimentação de contêineres em Vila do Conde cresceu 13,1% no ano contra ano, estimulada pelas exportações de commodities minerais e agropecuárias.

Destaque também para o Tecon Imbituba, com crescimento na movimentação de contêineres de 12,7% no ano contra ano, devido à recuperação do fluxo de cabotagem.

Além disso, o Ebitda da companhia exibiu um avanço de 250,0% no ano contra ano, a R$ 147,7 milhões no trimestre. Sua margem Ebitda também apresentou avanço de 20,1 pontos percentuais, a 38,9% no trimestre.

A linha foi impulsionada pelos maiores volumes e maior ticket médio nos terminais portuários, além de melhoria nas suas operações logísticas e em terminais de veículos.

Vulcabras (VULC3)

A Vulcabras teve R$ 91,5 milhões no segundo trimestre, ante prejuízo de R$ 75,4 milhões no mesmo período de 2020. A receita saltou 305%, a R$ 399 milhões.

Porto Seguro (PSSA3)

A Porto Seguro teve lucro líquido de R$ 658,6 milhões no segundo trimestre de 2021, quase estável em relação ao mesmo período de 2020, com alta anual de 0,3%. Na comparação com o período entre janeiro e março deste ano, o avanço foi de 122%.

A Allied teve lucro líquido de R$ 152,3 milhões, 1.719% acima dos R$ 8,4 milhões registrados no mesmo período de 2020. O lucro líquido recorrente – sem levar em conta os efeitos extraordinários – foi de R$ 74,3 milhões, avanço de 786,3%.

A XP destaca que a empresa teve um trimestre muito forte e bastante acima das expectativas. A empresa atingiu uma receita líquida de R$ 1,5 bilhão, com alta de 84% na base anual e cerca de 60% acima das estimativas da XP, impulsionada pelo crescimento surpreendente nas linhas de distribuição e varejo digital – mesmo diante da forte base comparativa com o segundo trimestre de 2020 – que mais do que compensaram a piora no varejo físico.

O forte crescimento também veio acompanhado de melhores margens, mesmo com o menor resultado do varejo físico, o qual possui margens maiores, reflexo da maior eficiência nas despesas operacionais. Com isso, o lucro líquido recorrente de ficou duas vezes acima da estimativa da XP.

“Os resultados reforçam a nossa visão construtiva para a Allied e com isso reiteramos nossa recomendação de compra e preço alvo de R$ 38 por ação” apontam.

Positivo (POSI3)

A Positivo registrou lucro de R$ 51 milhões no segundo trimestre, revertendo assim o prejuízo de R$ 8,6 milhões.

A XP aponta que a companhia reportou resultados sólidos no segundo trimestre, acima das estimativas dos analistas.

A companhia continua tendo forte demanda em todas as suas unidades de negócios, avaliam, com forte desempenho da receita líquida (alta de 88,5% na base anual) sendo impulsionado (i) pelo crescimento das vendas de notebooks e produtos de tecnologia nos segmentos de varejo e corporativo (ii) maior mix de produtos e (iii) aumento do ticket médio.

O lucro bruto foi de R$ 204 milhões (alta de 241% na base anual) e  32,2% acima das estimativas da XP, enquanto a margem bruta foi de 25,9%, versus 14,3% em igual período no segundo trimestre.

“Após um primeiro trimestre marcado por números históricos e crescimentos nos principais indicadores operacionais e financeiros da companhia, a empresa reforçou sua confiança na continuidade dessa tendência para o segundo semestre já que historicamente cerca de 55% da receita anual está concentrada no segundo semestre”, aponta a XP, que mantém recomendação de compra e preço-alvo de R$ 16 por ação para POSI3.

Aura Minerals (AURA33)

A mineradora Aura lucrou US$ 21 milhões no segundo trimestre deste ano,  cinco vezes acima do apurado em igual período de 2020, enquanto a receita líquida foi a US$ 112 milhões.

O Itaú BBA avalia os resultados divulgados pela Aura Minerals como mais fracos do que o esperado. O Ebitda de US$ 40,2 milhões ficou 13% abaixo de sua estimativa, e 23% menor do que no trimestre anterior, apesar de mais do que o dobro na comparação anual.

O banco diz que o desempenho abaixo do esperado pode ser atribuído a exportações 6% menores no trimestre, de 66,8 mil onças equivalentes de ouro (kGEO na sigla em inglês), que ofuscam os preços mais altos do cobre e do ouro. O custo do dinheiro aumentou 15% na comparação trimestral, a US$ 922 por onça. A posição de caixa caiu a US$ 7 milhões por conta de pagamento extraordinário de dividendos.

O banco mantém avaliação outperform para a Aura Minerals, com preço-alvo para 2021 de R$ 80 para os papéis AURA33.

No embalo da demanda vinda do transporte da safra agrícola que, somada a aquisições, levou a empresa ao melhor resultado trimestral de sua história em receita líquida, o grupo Randon reportou lucro de R$ 122,1 milhões no segundo trimestre, mais do que o dobro (alta de 121%) se comparado ao mesmo período de 2020.

Na mesma base comparativa, a receita líquida também mais do que dobrou, marcando crescimento de 126,6% e a cifra recorde de R$ 2,11 bilhões nos três meses. Já o resultado operacional medido pelo Ebitda marcou R$ 322,6 milhões: alta de 109,6%.

A fabricante de implementos rodoviários e autopeças também elevou na terça suas estimativas de faturamento bruto para R$ 12 bilhões neste ano, ante expectativa anterior de R$ 9,6 bilhões. A reavaliação ocorre em meio a um mercado crescente de caminhões e investimentos em rodovias. A previsão de investimento orgânico foi elevada de R$ 250 milhões para R$ 320 milhões.

O Itaú BBA avaliou os resultados da Randon como positivos. O banco diz que a empresa continua a se beneficiar de um bom momento em suas divisões de caminhões e partes de carros. O BBA também ressalta que a Randon revisou suas diretrizes para 2021 e mantém avaliação outperform (perspectiva de valorização acima da média do mercado) para a Randon, com preço-alvo para 2021 de R$ 18,5 para os papéis RAPT4, negociados na terça por R$ 13,32.

Qualicorp (QUAL3)

A empresa de planos de saúde Qualicorp teve queda no lucro do segundo trimestre, refletindo maiores despesas financeiras e com campanhas de vendas.

A companhia anunciou que seu lucro de abril a junho somou R$ 90,3 milhões, queda de 28,4% contra um ano antes.

Embora tenha tido crescimento de 6,9% ano a ano da receita líquida, a R$ 517,2 milhões, isso veio às custas de maiores despesas com itens como marketing.

O Ebitda recuou 19,9%, para R$ 234 milhões, refletindo maiores iniciativas para acelerar vendas e investimentos em inovação e marketing.

A margem Ebitda ajustada foi de 38,9%, queda de 9,4 pontos percentuais, “abaixo do patamar que consideramos justo para nosso negócio no longo prazo”, afirmou a companhia no relatório.

A Qualicorp fechou junho com 2,58 milhões de vidas, crescimento de 11,3% em 12 meses.

Taurus Armas (TASA4)

A Taurus Armas lucrou R$ 193,6 milhões no segundo trimestre de 2021, número que corresponde a um crescimento de 395,1% na comparação com o mesmo período do ano passado.

O Ebitda da fabricante de armas ficou em R$ 224,4 milhões, o que representa uma expansão de 106,3% ante o segundo trimestre de 2020.

A receita líquida, por sua vez, totalizou R$ 651,1 milhões, em um avanço de 48,8% na base anual.

A Eletrobras informou que obteve resultado desfavorável em recurso impetrado no Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ) em uma ação de cobrança relativa a empréstimo compulsório sobre energia elétrica. Segundo a estatal, o processo está provisionado pelo montante de R$ 1,47 bilhão, acrescido de multas e honorários advocatícios. A companhia disse que aguardará a publicação do acórdão para avaliar potenciais medidas cabíveis.

Santander Brasil (SANB11)

Já o Santander Brasil informou na terça-feira a obtenção de registro de companhia aberta para seu braço de pagamentos, Getnet, além de aprovação da B3 para listagem e negociação de ações e units. Segundo fato relevante, a Getnet aguarda aprovação da Securities and Exchange Comission (SEC, CVM dos EUA) para negociação de suas ações na Nasdaq.

A Bloomberg destaca que o plano da JBS para comprar a australiana Huon Aquaculture pode estar sob ameaça com o aumento da participação do magnata da mineração Andrew Forrest na produtora de salmão para um nível que poderia bloquear o negócio.

Forrest e seu family office elevaram a fatia na Huon, negociada em Sydney, de 7,3% para 18,5%, segundo documento regulatório divulgado na quarta-feira. O investimento destaca os avanços da Huon na melhoria das práticas ambientais em uma indústria com uma reputação “terrível”, disse Forrest em entrevista.

(com Bloomberg, Reuters e Estadão Conteúdo)

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BR Distribuidora será empresa de energia, afirma presidente

Wilson Ferreira Júnior (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Agora uma empresa com o capital totalmente pulverizado na Bolsa de Valores, após a Petrobras (PETR3;PETR4) acabar de vender toda a sua participação, a BR Distribuidora (BRDT3) caminhará a passos largos para se preparar para a transição energética, afirma o presidente da rede de distribuição de combustíveis, Wilson Ferreira Júnior, que assumiu o comando da empresa em março, depois de deixar a estatal Eletrobras (ELET3;ELET6) . “Vamos ser uma empresa de energia e não só de combustível”, afirmou ele ao Estadão.

A BR Distribuidora acaba de concluir a oferta de ações em que a Petrobras vendeu uma fatia de 37,5% da empresa por R$ 11,4 bilhões, na maior oferta de ações na B3 de 2021.

Segundo Ferreira, ao longo desse processo de saída da Petrobras, os investidores buscaram informações sobre os planos de curto prazo da empresa, que incluem a expansão da fábrica de lubrificantes e ampliação da logística de combustível.

Além disso, as reuniões que ocorreram durante duas semanas tiveram também abordaram o posicionamento de mais longo prazo da empresa frente à transição energética – quesito no qual o executivo garante que a BR está à frente de seus concorrentes.

O mercado de distribuição é bastante competitivo no Brasil. Conforme o último boletim de abastecimento, da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a BR tem cerca de 23% de participação, seguida de perto pela Raízen, licenciada da marca Shell (20,5%), e pela Ipiranga (19,3%).

Para o presidente da BR, apesar de os dados mostrarem as empresas brigando cabeça a cabeça pela primeira posição, a BR tem hoje o menor custo do setor e baixo endividamento, estando pronta para acessar o mercado se houver necessidade de mais recursos para arcar com investimentos.

No cenário de transição energética, com a chegada de carros elétricos, por exemplo, os postos de combustíveis precisarão estar prontos para suprir essa nova demanda, se adaptando para abastecer a frota que se alimentará de energia elétrica. “Em primeiro lugar, temos de estar bem posicionados em energia elétrica. Em segundo, em GNL (gás natural liquefeito)”, explica.

A relação com a Petrobras, que agora se resume à esfera comercial, segue positiva. “Somos o maior comprador da Petrobras”, frisa o executivo.

Diagnóstico

Para ter em mãos um estudo detalhado sobre a companhia que o executivo assumiu há poucos meses, a BR contratou a consultoria BCG (Boston Consulting Group), que a apoiará nessa revisão estratégica. Esse processo deverá ser concluído em cerca de um mês e meio.

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Nesse processo, afirma Ferreira, há pontos que de imediato precisam ser trabalhados, de olho no ganho de eficiência. Um que chama atenção são as 1,2 mil lojas de conveniência da empresa, que hoje não agregam ganhos ao resultado da companhia.

A virada de chave, segundo ele, já está em curso, com a recente parceria firmada com as Lojas Americanas, por meio das redes Local e BR Mania. Elas formarão uma joint venture e dividirão a sociedade em 50%. Já está nos planos a abertura de mais mil lojas – hoje, apenas 25% dos postos da BR têm operação de varejo, enquanto no exterior o índice de redes semelhantes chega facilmente a 60%.

Para os analistas do UBS, a BR começa, após o desinvestimento da Petrobras, um novo capítulo. “Com a venda concluída, acreditamos que a BR está pronta para materializar o desempenho positivo esperado de todas as melhorias operacionais que obteve desde a privatização”, diz o documento assinado pelo analista Luiz Carvalho.

Já Heloise Fernandes Sanchez, da Terra Investimentos, afirma que a saída da Petrobras abre “caminho para que a empresa entre em outros segmentos do setor de óleo e gás, inclusive podendo virar uma concorrente da Petrobras”.

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BR Distribuidora: Fundos de Investimento e estrangeiros predominam em oferta de R$ 11,36 bilhões

Os Fundos de Investimento ficaram com a maior parcela da oferta de ações da BR Distribuidora (BRDT3) detidas pela Petrobras (PETR3;PETR4) realizada no último dia 30 na B3. Eles compraram 251.630.490 ações, o equivalente a 57,6% do total ofertado, de 436.875.000 ações.

Os investidores estrangeiros aparecem em segundo lugar, com 149.058.368 ações, seguidos por investidores pessoas físicas, com 26.456.056 papéis.

A operação, a maior realizada neste ano até aqui, foi precificada a R$ 26, movimentando R$ 11,358 bilhões. Por ser uma oferta secundária, os recursos vão para o acionista vendedor dos papéis, ou seja, a Petrobras.

A oferta veio para encerrar um processo de venda das ações da BR que começou há cerca de quatro anos. A privatização de fato da empresa ocorreu em 2019, quando a petroleira deixou o controle do negócio.

A operação teve o Banco Morgan Stanley (Coordenador Líder), além de Bank of America, Citigroup Brasil, Goldman Sachs, Banco Itaú BBA, Banco JPMorgan e XP Investimentos.

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Ações da BR Distribuidora saltam até 6,5% após Petrobras vender participação; Usiminas e Marcopolo avançam, Vale cai

SÃO PAULO – O destaque da sessão desta quinta-feira (1) fica para a BR Distribuidora (BRDT3), cuja ação chegou a subir 6,5% no início do pregão, para depois avançar cerca de 4%. A Petrobras (PETR3;PETR4) levantou R$ 11,358 bilhões com a oferta de ações da BR Distribuidora.

A saída da Petrobras do capital da distribuidora de combustíveis tem sido bem recebida por analistas, já que na visão do mercado retira qualquer risco político em torno da empresa, além de ampliar as expectativas de que o negócio se modernize mais rapidamente. “A saída da estatal desvincula, em parte, a BR dos riscos oriundos de seu atual acionista majoritário”, comenta Ilan Arbetman, analista de pesquisa da Ativa Investimentos.

Os papéis das empresas do setor de petróleo, como Petrobras e notoriamente PetroRio (PRIO3) avançam com os investidores atentos à reunião da Opep+. Segundo fontes ouvidas pela Reuters, a organização está caminhando para adicionar cerca de 2 milhões de barris por dia (bpd) ao mercado de petróleo entre agosto e dezembro, à medida que o grupo reverte seus cortes de produção em meio a uma retomada da economia global e a um rali nos preços da commodity.

A fonte afirmou que os aumentos mensais de oferta seriam de menos de 0,5 milhão de bpd. Uma segunda fonte da Opep+ disse que a Arábia Saudita, líder da Organização dos Países Exportadores de Petróleo, e a Rússia –que não faz parte da Opep– já possuíam um acordo preliminar para flexibilização dos cortes de oferta a partir de agosto. O mercado de petróleo avança novamente neste cenário, com o WTI em alta de mais de 3% e o brent com ganhos acima de 2%, além dos US$ 75 o barril.

Já entre as baixas, estão as ações de Vale (VALE3) após as duas últimas sessões de alta, assim como siderúrgicas. A exceção entre as perdas fica com a Usiminas (USIM5), que avança cerca de 2%. A Usiminas informou nesta quarta-feira que estima um impacto positivo de R$ 2,4 bilhões, antes de efeitos fiscais, em seus resultados após a decisão do Supremo Tribunal Federal que excluiu o ICMS da base da cálculo do PIS/Cofins.

No mesmo sentido, a Marcopolo (POMO4) informou que, a partir da decisão do Supremo sobre a exclusão do ICMS da base de cálculo do PIS e da Cofins, a companhia e suas controladas calculam em R$ 383 milhões os valores a receber englobados em suas ações judiciais que discutem a questão. As ações POMO4 saltam cerca de 6%.

Os papéis da Dasa (DASA3) avançam cerca de 2%. O conselho de administração da empresa aprovou na quarta-feira a aquisição pela subsidiária Ímpar Serviços Hospitalares da GEM Assistência Médica Especializada, por aproximadamente R$ 750 milhões.

Confira os destaques:

Petrobras (PETR3;PETR4) e BR Distribuidora (BRDT3)

A Petrobras confirmou na noite de quarta em fato relevante que seu conselho de administração aprovou, em reunião realizada nesta quarta-feira, o preço de R$ 26 por ação para as ações da BR Distribuidora no âmbito da oferta pública de distribuição secundária de ações, movimentando R$ 11,358 bilhões.

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A demanda pela ação a R$ 26,00, preço fechado na venda, chegou a encostar em R$ 25 bilhões, número que surpreendeu os envolvidos.

A saída da Petrobras do capital da distribuidora de combustíveis tem sido bem recebida por analistas, já que na visão do mercado retira qualquer risco político em torno da empresa, além de ampliar as expectativas de que o negócio se modernize mais rapidamente. “A saída da estatal desvincula, em parte, a BR dos riscos oriundos de seu atual acionista majoritário”, comenta Ilan Arbetman, analista de pesquisa da Ativa Investimentos.

Já analistas do Credit Suisse apontam que as perspectivas para a BR são positivas, na esteira da recuperação econômica, que deve ficar ainda mais em evidência com o avanço da vacinação, segundo relatório. Os analistas veem o preço-alvo para a ação da BR a R$ 43, potencial valorização de mais de 60% ante o fechamento de ontem.

A BR Distribuidora possui cerca de 8 mil postos de serviços e 1,1 mil lojas de conveniência da marca BR Mania. No processo de transição energética, a expectativa é de que a companhia passe a atuar em outros mercados, como comercialização de energia elétrica, gás natural e etanol.

Já o conselho de administração da Petrobras aprovou a cessão da totalidade de sua participação em um conjunto de sete concessões terrestres e de águas rasas denominada Polo Alagoas, localizadas no Estado de Alagoas, para a empresa Petromais Global Exploração e Produção. O valor total da venda foi de US$ 300 milhões, sendo que US$ 60 milhões serão pagos na data de assinatura do contrato e US$ 240 milhões no fechamento da transação.

A norueguesa BW Energy e a brasileira DBO Energy enviaram ofertas pelo polo marítimo de petróleo Golfinho, da Petrobras, segundo informações repassadas por duas fontes à Reuters. Localizado na costa do Espírito Santo, Golfinho, um campo maduro que produziu aproximadamente 14.900 barris de petróleo por dia e 750 mil metros cúbicos de gás por dia em 2020, de acordo com os documentos divulgados pela Petrobras.

Já a estatal realizou na quarta-feira pré-pagamento ao fundo de pensão Petros de R$ 2,25 bilhões, informou a empresa em fato relevante ao mercado. A dívida havia sido contratada para realizar o parcelamento de contrapartida contributiva paritária assumida em um plano de equacionamento de déficit.

Vale (VALE3) e minério

Os contratos futuros do aço negociados na China avançaram pela sétima sessão consecutiva nesta quinta-feira. Há  preocupações persistentes com as perspectivas de oferta, já que a maior produtora global do material de construção e manufatura pretende reduzir seus níveis de fabricação neste ano.

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O vergalhão de aço para construção e os contratos da bobina laminada a quente na bolsa de futuros de Xangai atingiram os maiores patamares desde 15 de junho, antes de reduzirem ganhos, ajudando o minério de ferro negociado em Dalian a se recuperar após dois dias de declínios.

Ao final da sessão, o vergalhão em Xangai apurou alta de 0,8%, a 5.146 iuanes (US$ 796,37) por tonelada, enquanto a bobina laminada a quente –utilizada em carrocerias de automóveis e eletrodomésticos– subiu 0,5%, a 5.428 iuanes a tonelada.

Na bolsa de commodities de Dalian, o minério de ferro, matéria-prima siderúrgica, fechou em alta de 1,1%, a 1.166 iuanes por tonelada. A China se comprometeu a garantir que a produção local de aço diminua em 2021, além de investigar a implementação de cortes de capacidade desde 2016, à medida que o país visa cumprir metas de redução de emissões.

A CCR informa que a sua controlada ViaMobilidade, concessionária das Linhas 8 e 9 do Sistema de Trens Metropolitanos de São Paulo, firmou contrato com a Secretaria dos Transportes Metropolitanos (STM) do Estado de São Paulo para concessão onerosa da prestação do serviço público de transporte de passageiros, sobre trilhos, das Linhas 8 – Diamante e 9 – Esmeralda da rede de trens da Região Metropolitana de São Paulo. Os valores do contrato não foram informados.

De acordo com fato relevante enviado pela companhia à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a operação compreende a manutenção, conservação, melhorias e expansão das linhas que tem a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) como interveniente-anuente.

A concessão terá um prazo de 30 anos, que passa a vigorar a partir da data da emissão de ordem de início da operação comercial das Linhas 8 – Diamante e 9 – Esmeralda. “A assinatura do contrato representa a concretização de mais uma importante etapa do planejamento estratégico do Grupo CCR”, acrescenta a empresa.

Alpargatas (ALPA4)

A Alpargatas informou a conclusão da venda da marca Mizuno no Brasil à Vulcabras. O segundo termo de fechamento foi assinado mediante pagamento de R$ 37,3 milhões.

Foi realizada a compra das operações de lojas físicas e de outros ativos da marca Mizuno. Desta forma, todas as operações da Mizuno no Brasil passam a ser integralmente desenvolvidas pela companhia.

Terra Santa (TESA3)

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A Terra Santa Agro comunicou que terminou na terça o prazo para que credores se opusessem à redução de capital da companhia, o que permitirá que a transação siga adiante. O montante total envolvido na redução de capital é de R$ 673,6 milhões, e o movimento se tornará efetivo após o cumprimento de condições suspensivas previstas na operação.

“Por ser considerado excessivo, (a redução) será em valor equivalente ao valor patrimonial contábil do investimento detido pela companhia na TS AGRO S.A… mediante entrega de 100% das ações de sua emissão, na proporção das respectivas participações de cada acionista na companhia na data da implementação da redução de capital”, detalhou a empresa.

A Terra Santa, que fechou um acordo em março para ser incorporada pela SLC Agrícola (SLCE3) acrescentou que não haverá cancelamento de ações representativas de seu capital social, com o percentual detido pelos acionistas se mantendo inalterado.

Pet Manguinhos (RPMG3)

A Pet Manguinhos afirmou que passará a comercializar, a partir de julho de 2021, uma nova linha de combustíveis aditivados de série, denominada FIT | UFC, com maior octanagem, já contemplando RON mínimo 93. A gasolina e o diesel serão produzidos pela Refit e receberão os aditivos diretamente na origem, antes de seguirem para a distribuição, destacou.

“O desenvolvimento da nova geração de combustíveis passou por uma série de avaliações de qualidade, incluindo um rigoroso teste com o Instituto Mauá de Tecnologia, atestando a superioridade da nova linha de combustíveis aditivados de série e com maior octanagem. O novo padrão de gasolina trará ainda maior eficiência, com possibilidade de redução no consumo por quilômetro rodado e melhor desempenho para o veículo. A nova linha de combustíveis da Refit é o resultado do contínuo investimento em pesquisa e tecnologias, buscando sempre antecipar a necessidade e surpreender seus clientes”, afirmou a empresa.

EDP Brasil (ENBR3) e Energisa (ENGI11)

O Credit Suisse comentou o leilão de 5 blocos de transmissão pelo governo, totalizando R$ 1,3 bilhão de investimento, com uma receita anual permitida (RAP) de R$ 95,2 milhões. O banco disse que a forte concorrência pela maior parte dos blocos, com a participação de grandes empresas de eletricidade e empresas de engenharia, resultaram em descontos significativos, e em retorno potencialmente apertado.

O principal vencedor foi a MEZ Energia, que recebeu os blocos ao oferecer um desconto médio de 55%. A EDP Brasil venceu o maior bloco, que compreende um requerimento de investimento de R$ 423 milhões, por uma RAP de R$ 38,6 milhões. O menor bloco foi comprado pela Energisa, no estado de Tocantins, prevendo um investimento de R$ 75 milhões por uma RAP de R$ 4,1 milhões.

Na avaliação do banco, EDP Brasil e Energisa obtiveram blocos que devem se beneficiar de incentivos fiscais, e financiamento de bancos de desenvolvimento, como BNB e BNDES.

Como o bloco da Energisa fica em Tocantins, onde a empresa opera uma unidade de distribuição e vem construindo uma nova subestação, o banco diz acreditar que a empresa pode se beneficiar de sinergias. No caso da EDP, o prazo de cinco anos para encerrar o projeto também permite uma antecipação que pode valorizar as ações.

O banco avalia que a competição acirrada ocorre em meio a um cenário complicado, com oportunidades de crescimento limitadas e taxas ainda em níveis baixos. A concorrência de novos atores do setor tem forçado as empresas tradicionais a realizarem ofertas mais agressivas. O banco espera que o efeito final sobre a valoração seja limitado, e diz que investidores têm focado mais em outros fatores, como os impactos em potencial da reforma tributária e a crise hídrica. Tarifas mais altas podem impulsionar a inadimplência no futuro, diz o banco.

O grupo de medicina diagnóstica Fleury informou que retomou os principais serviços a clientes depois de ter informado o mercado há uma semana que sofreu um ataque hacker contra seus sistemas de computadores. A companhia afirmou que reestabeleceu nesta quarta-feira serviço de consulta de resultados de exames pela internet, “completando o conjunto de principais serviços utilizados por nossos clientes”.

A Eztec anunciou na quarta-feira um lançamento imobiliário residencial de alto padrão com valor geral de vendas (VGV) de R$ 675,1 milhões na cidade de São Paulo. O empreendimento, chamado de EZ Infinity, é formado por duas torres com 88 apartamentos com áreas entre 276 a 554 metros quadrados e é vizinho ao parque Ibirapuera.

Usiminas (USIM5)

A Usiminas informou nesta quarta-feira que estima um impacto positivo de R$ 2,4 bilhões, antes de efeitos fiscais, em seus resultados após a decisão do Supremo Tribunal Federal que excluiu o ICMS da base da cálculo do PIS/Cofins.

A companhia afirmou que o efeito no lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) da decisão do STF será de cerca de R$ 1,5 bilhão, “que deverão ser reconhecidos nas informações trimestrais da companhia”.

A empresa não detalhou, em comunicado enviado ao mercado, em que período pretende registrar o impacto positivo no balanço.

O Credit Suisse enxerga a notícia como positiva, visto que a decisão favorável do Supremo Tribunal Federal sobre este assunto já era conhecida, mas o valor a ser contabilizado como ganho é uma surpresa positiva (de cerca de 10% do market cap).

Marcopolo (POMO4)

A Marcopolo informou que, a partir da decisão do Supremo sobre a exclusão do ICMS da base de cálculo do PIS e da Cofins, a companhia e suas controladas calculam em R$ 383 milhões os valores a receber englobados em suas ações judiciais que discutem a questão.

A Ânima Educação fechou um contrato de sale & leaseback (quando um imóvel é vendido e alugado de volta) com o fundo imobiliário (FII) de imóveis urbanos da Vinci Partners por R$ 171,386 milhões. A transação envolve dois imóveis localizados nos municípios de Porto Alegre e Canoas, ambos no Rio Grande do Sul, onde estão os campi da UniRitter. O fundo é administrado pela BRL Trust.

Foram pagos R$ 62,886 milhões nesta quarta-feira, 30, enquanto os R$ 108,5 milhões restantes serão pagos em até dez dias úteis. “O aluguel pactuado para a mantenedora da UniRitter tem um cap rate (taxa de capitalização) estimado de 7,5%, a partir da aquisição, e o prazo do contrato de locação é de 15 anos, sendo que os primeiros 10 anos do contrato têm característica atípica”, afirma a Ânima em fato relevante.

Segundo a empresa, a operação segue a estratégia de desalavancagem da companhia, que tem sido prioritária e tem seguido um ritmo acelerado.

O Itaú BBA diz que tem uma visão positiva sobre o acordo, já que as vendas reduzirão o endividamento da Anima. O Itaú mantém avaliação outperform, com preço-alvo para 2022 de R$ 19, frente à cotação de R$ 13,81 de fechamento da véspera.

A JBS, segunda maior empresa de alimentos do mundo, anunciou na quarta-feira que antecipou de 2030 para 2025 sua meta de desmatamento ilegal zero para a cadeia de fornecimento de bovinos, incluindo os fornecedores terceiros, nos biomas Cerrado, Pantanal, Mata Atlântica e Caatinga, mesmo prazo já estabelecido para a Amazônia. Segundo a companhia, a antecipação se deve ao avanço da Plataforma Pecuária Transparente, que estende o monitoramento aos “fornecedores dos fornecedores de gado”, com uso de tecnologia blockchain.

O Itaú BBA atualizou seus modelos para Klabin e Suzano para incorporar a perspectiva melhor para o PIB do Brasil em 2021, e previsões de apreciação do real frente o dólar. O banco mantém a recomendação em outperform (expectativa de valorização acima da média do mercado), mas reduziu o preço-alvo da Suzano para R$ 85, enquanto o target da Klabin foi para R$ 37.

Os modelos do banco já incluem a expectativa de preços menores para a celulose no segundo semestre de 2021 e no período entre 2022 e 2024.

Agora, o banco espera que o dólar seja cotado a R$ 4,75 em 2021, frente à estimativa anterior, de R$ 5,30 para o período. O banco reduziu sua previsão para o preço da celulose, de US$ 670 por tonelada para US$ 650 por tonelada, já considerando um preço médio de US$ 550 por tonelada para o período entre 2022 e 2024.

A Tupy comunicou nesta quinta-feira a revisão no contrato envolvendo a aquisição do negócio global de componentes estruturais em ferro da Teksid, subsidiária da Stellantis, com o acordo agora prevendo apenas a aquisição das operações brasileira e portuguesa.

O preço de aquisição (enterprise value) ajustado pela participação da Teksid nas subsidiárias Teksid Iron do Brasil e Fundição Portuguesa é de 67,5 milhões de euros.

“Com base na revisão e comentários das autoridades antitruste dos Estados Unidos, Tupy e Stellantis acordaram em revisar a transação”, afirmou a Tupy em fato relevante à Comissão de Valores Mobiliários.

“Neste novo perímetro, a companhia optou por adquirir os ativos com maior alinhamento estratégico, e decidiu não dar seguimento à aquisição das plantas do México, China, Polônia e das estruturas administrativas localizadas na Itália e Estados Unidos”, acrescentou.

A Tupy informou que manterá a aliança estratégica de fornecimento global com a Stellantis, observados os compromissos já assumidos com a autoridade antitruste brasileira.

Anunciado em 2019, o negócio englobando todas as operações previa pagamento ao grupo automotiva de 210 milhões de euros.  Na época, a Teksid era uma unidade do grupo Fiat Chrysler, que se fundiu com a PSA, dando origem à Stellantis.

O conselho de administração da Diagnósticos da América aprovou na quarta-feira a aquisição pela subsidiária Ímpar Serviços Hospitalares da GEM Assistência Médica Especializada, por aproximadamente R$ 750 milhões.

A operação envolveu a aquisição das ações representativas de até 100% da Paquetá Participações e da AMO Participações, detentoras, em conjunto, de 99,69% da GEM, que atua na prestação de serviços de oncologia nos Estados da Bahia, de Sergipe e do Rio Grande do Norte.

A conclusão da operação está sujeita ao cumprimento de algumas condições precedentes, dentre as quais se incluem a aprovação da Operação pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

A Lojas Marisa informou que seu Conselho de Administração elegeu Rodrigo Lamosa Poço como Vice Presidente de Tecnologia e Digital. A companhia destaca que Poço juntou-se à companhia em maio de 2018 tendo, desde então, liderado a jornada de transformação digital, parte fundamental da estratégia da Marisa. Ele possui mais de 15 anos de experiência de varejo e mercado online.

Anteriormente, trabalhou para Saraiva e Siciliano S.A, Privalia Outlet Online, Grupo RBS Participações S.A e Ri Happy Brinquedos S.A. É formado em Administração de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas/SP.

BR Properties ((BRPR3)

O Itaú BBA comentou o anúncio pela BR Properties sobre o acordo de compra e venda com a FII VBI Prime Properties pela venda de 20% do prédio de escritórios Complexo JK – Bloco B, por R$ 185 milhões. O complexo tem área de 30,6 mil metros quadrados, das quais 6,126 mil estão sendo vendidas. Segundo a BR Properties, o negócio será completado após certas condições serem cumpridas. O acordo prevê a possibilidade de venda de outros 25% da área.

O banco tem uma visão levemente positiva do negócio, e diz que ele faz sentido, do ponto de vista estratégico, para que a empresa acelere o ritmo de desinvestimentos, dado o potencial de impacto negativo da reforma fiscal sobre a indústria. O Itaú mantém avaliação de market perform (perspectiva de valorização dentro da média do mercado) para a BR Properties, com preço-alvo de R$ 10,9 para 2021, frente à cotação de fechamento de R$ 9,17 de quarta.

(com Reuters e Estadão Conteúdo)

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Petrobras levanta R$ 11,36 bi com venda de fatia na BR e outras notícias da estatal; Usiminas e Marcopolo têm vitórias no STF e mais

SÃO PAULO – O noticiário corporativo desta quinta-feira (1) é bastante movimentado. A Petrobras levantou R$ 11,358 bilhões com a oferta de ações da BR Distribuidora, entre outras notícias sobre a companhia.

Já a CCR informou que a sua controlada ViaMobilidade, concessionária das Linhas 8 e 9 do Sistema de Trens Metropolitanos de São Paulo, firmou contrato com a Secretaria dos Transportes Metropolitanos (STM) do Estado de São Paulo para concessão onerosa da prestação do serviço público de transporte de passageiros, sobre trilhos, das Linhas 8 – Diamante e 9 – Esmeralda.

A Usiminas informou nesta quarta-feira que estima um impacto positivo de R$ 2,4 bilhões, antes de efeitos fiscais, em seus resultados após a decisão do Supremo Tribunal Federal que excluiu o ICMS da base da cálculo do PIS/Cofins. No mesmo sentido, a Marcopolo informou que, a partir da decisão do Supremo sobre a exclusão do ICMS da base de cálculo do PIS e da Cofins, a companhia e suas controladas calculam em R$ 383 milhões os valores a receber englobados em suas ações judiciais que discutem a questão. Confira os destaques:

A Petrobras confirmou na noite de quarta em fato relevante que seu conselho de administração aprovou, em reunião realizada nesta quarta-feira, o preço de R$ 26 por ação para as ações da BR Distribuidora (BRDT3), no âmbito da oferta pública de distribuição secundária de ações, movimentando R$ 11,358 bilhões.

A demanda pela ação a R$ 26,00, preço fechado na venda, chegou a encostar em R$ 25 bilhões, número que surpreendeu os envolvidos.

Já o conselho de administração da companhia aprovou a cessão da totalidade de sua participação em um conjunto de sete concessões terrestres e de águas rasas denominada Polo Alagoas, localizadas no Estado de Alagoas, para a empresa Petromais Global Exploração e Produção. O valor total da venda foi de US$ 300 milhões, sendo que US$ 60 milhões serão pagos na data de assinatura do contrato e US$ 240 milhões no fechamento da transação.

A norueguesa BW Energy e a brasileira DBO Energy enviaram ofertas pelo polo marítimo de petróleo Golfinho, da Petrobras, segundo informações repassadas por duas fontes à Reuters. Localizado na costa do Espírito Santo, Golfinho, um campo maduro que produziu aproximadamente 14.900 barris de petróleo por dia e 750 mil metros cúbicos de gás por dia em 2020, de acordo com os documentos divulgados pela Petrobras.

Já a estatal realizou na quarta-feira pré-pagamento ao fundo de pensão Petros de R$ 2,25 bilhões, informou a empresa em fato relevante ao mercado. A dívida havia sido contratada para realizar o parcelamento de contrapartida contributiva paritária assumida em um plano de equacionamento de déficit.

Vale (VALE3) e minério

Os contratos futuros do aço negociados na China avançaram pela sétima sessão consecutiva nesta quinta-feira. Há  preocupações persistentes com as perspectivas de oferta, já que a maior produtora global do material de construção e manufatura pretende reduzir seus níveis de fabricação neste ano.

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O vergalhão de aço para construção e os contratos da bobina laminada a quente na bolsa de futuros de Xangai atingiram os maiores patamares desde 15 de junho, antes de reduzirem ganhos, ajudando o minério de ferro negociado em Dalian a se recuperar após dois dias de declínios.

Ao final da sessão, o vergalhão em Xangai apurou alta de 0,8%, a 5.146 iuanes (US$ 796,37) por tonelada, enquanto a bobina laminada a quente –utilizada em carrocerias de automóveis e eletrodomésticos– subiu 0,5%, a 5.428 iuanes a tonelada.

Na bolsa de commodities de Dalian, o minério de ferro, matéria-prima siderúrgica, fechou em alta de 1,1%, a 1.166 iuanes por tonelada. A China se comprometeu a garantir que a produção local de aço diminua em 2021, além de investigar a implementação de cortes de capacidade desde 2016, à medida que o país visa cumprir metas de redução de emissões.

A CCR informa que a sua controlada ViaMobilidade, concessionária das Linhas 8 e 9 do Sistema de Trens Metropolitanos de São Paulo, firmou contrato com a Secretaria dos Transportes Metropolitanos (STM) do Estado de São Paulo para concessão onerosa da prestação do serviço público de transporte de passageiros, sobre trilhos, das Linhas 8 – Diamante e 9 – Esmeralda da rede de trens da Região Metropolitana de São Paulo. Os valores do contrato não foram informados.

De acordo com fato relevante enviado pela companhia à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a operação compreende a manutenção, conservação, melhorias e expansão das linhas que tem a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) como interveniente-anuente.

A concessão terá um prazo de 30 anos, que passa a vigorar a partir da data da emissão de ordem de início da operação comercial das Linhas 8 – Diamante e 9 – Esmeralda. “A assinatura do contrato representa a concretização de mais uma importante etapa do planejamento estratégico do Grupo CCR”, acrescenta a empresa.

Alpargatas (ALPA4)

A Alpargatas informou a conclusão da venda da marca Mizuno no Brasil à Vulcabras. O segundo termo de fechamento foi assinado mediante pagamento de R$ 37,3 milhões.

Foi realizada a compra das operações de lojas físicas e de outros ativos da marca Mizuno. Desta forma, todas as operações da Mizuno no Brasil passam a ser integralmente desenvolvidas pela companhia.

Terra Santa (TESA3)

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A Terra Santa Agro comunicou que terminou na terça o prazo para que credores se opusessem à redução de capital da companhia, o que permitirá que a transação siga adiante. O montante total envolvido na redução de capital é de R$ 673,6 milhões, e o movimento se tornará efetivo após o cumprimento de condições suspensivas previstas na operação.

“Por ser considerado excessivo, (a redução) será em valor equivalente ao valor patrimonial contábil do investimento detido pela companhia na TS AGRO S.A… mediante entrega de 100% das ações de sua emissão, na proporção das respectivas participações de cada acionista na companhia na data da implementação da redução de capital”, detalhou a empresa.

A Terra Santa, que fechou um acordo em março para ser incorporada pela SLC Agrícola (SLCE3) acrescentou que não haverá cancelamento de ações representativas de seu capital social, com o percentual detido pelos acionistas se mantendo inalterado.

Pet Manguinhos (RPMG3)

A Pet Manguinhos afirmou que passará a comercializar, a partir de julho de 2021, uma nova linha de combustíveis aditivados de série, denominada FIT | UFC, com maior octanagem, já contemplando RON mínimo 93. A gasolina e o diesel serão produzidos pela Refit e receberão os aditivos diretamente na origem, antes de seguirem para a distribuição, destacou.

“O desenvolvimento da nova geração de combustíveis passou por uma série de avaliações de qualidade, incluindo um rigoroso teste com o Instituto Mauá de Tecnologia, atestando a superioridade da nova linha de combustíveis aditivados de série e com maior octanagem. O novo padrão de gasolina trará ainda maior eficiência, com possibilidade de redução no consumo por quilômetro rodado e melhor desempenho para o veículo. A nova linha de combustíveis da Refit é o resultado do contínuo investimento em pesquisa e tecnologias, buscando sempre antecipar a necessidade e surpreender seus clientes”, afirmou a empresa.

EDP Brasil (ENBR3) e Energisa (ENGI11)

O Credit Suisse comentou o leilão de 5 blocos de transmissão pelo governo, totalizando R$ 1,3 bilhão de investimento, com uma receita anual permitida (RAP) de R$ 95,2 milhões. O banco disse que a forte concorrência pela maior parte dos blocos, com a participação de grandes empresas de eletricidade e empresas de engenharia, resultaram em descontos significativos, e em retorno potencialmente apertado.

O principal vencedor foi a MEZ Energia, que recebeu os blocos ao oferecer um desconto médio de 55%. A EDP Brasil venceu o maior bloco, que compreende um requerimento de investimento de R$ 423 milhões, por uma RAP de R$ 38,6 milhões. O menor bloco foi comprado pela Energisa, no estado de Tocantins, prevendo um investimento de R$ 75 milhões por uma RAP de R$ 4,1 milhões.

Na avaliação do banco, EDP Brasil e Energisa obtiveram blocos que devem se beneficiar de incentivos fiscais, e financiamento de bancos de desenvolvimento, como BNB e BNDES.

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Como o bloco da Energisa fica em Tocantins, onde a empresa opera uma unidade de distribuição e vem construindo uma nova subestação, o banco diz acreditar que a empresa pode se beneficiar de sinergias. No caso da EDP, o prazo de cinco anos para encerrar o projeto também permite uma antecipação que pode valorizar as ações.

O banco avalia que a competição acirrada ocorre em meio a um cenário complicado, com oportunidades de crescimento limitadas e taxas ainda em níveis baixos. A concorrência de novos atores do setor tem forçado as empresas tradicionais a realizarem ofertas mais agressivas. O banco espera que o efeito final sobre a valoração seja limitado, e diz que investidores têm focado mais em outros fatores, como os impactos em potencial da reforma tributária e a crise hídrica. Tarifas mais altas podem impulsionar a inadimplência no futuro, diz o banco.

O grupo de medicina diagnóstica Fleury informou que retomou os principais serviços a clientes depois de ter informado o mercado há uma semana que sofreu um ataque hacker contra seus sistemas de computadores. A companhia afirmou que reestabeleceu nesta quarta-feira serviço de consulta de resultados de exames pela internet, “completando o conjunto de principais serviços utilizados por nossos clientes”.

A Eztec anunciou na quarta-feira um lançamento imobiliário residencial de alto padrão com valor geral de vendas (VGV) de R$ 675,1 milhões na cidade de São Paulo. O empreendimento, chamado de EZ Infinity, é formado por duas torres com 88 apartamentos com áreas entre 276 a 554 metros quadrados e é vizinho ao parque Ibirapuera.

Usiminas (USIM5)

A Usiminas informou nesta quarta-feira que estima um impacto positivo de R$ 2,4 bilhões, antes de efeitos fiscais, em seus resultados após a decisão do Supremo Tribunal Federal que excluiu o ICMS da base da cálculo do PIS/Cofins.

A companhia afirmou que o efeito no lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) da decisão do STF será de cerca de R$ 1,5 bilhão, “que deverão ser reconhecidos nas informações trimestrais da companhia”.

A empresa não detalhou, em comunicado enviado ao mercado, em que período pretende registrar o impacto positivo no balanço.

O Credit Suisse enxerga a notícia como positiva, visto que a decisão favorável do Supremo Tribunal Federal sobre este assunto já era conhecida, mas o valor a ser contabilizado como ganho é uma surpresa positiva (de cerca de 10% do market cap).

Marcopolo (POMO4)

A Marcopolo informou que, a partir da decisão do Supremo sobre a exclusão do ICMS da base de cálculo do PIS e da Cofins, a companhia e suas controladas calculam em R$ 383 milhões os valores a receber englobados em suas ações judiciais que discutem a questão.

A Ânima Educação fechou um contrato de sale & leaseback (quando um imóvel é vendido e alugado de volta) com o fundo imobiliário (FII) de imóveis urbanos da Vinci Partners por R$ 171,386 milhões. A transação envolve dois imóveis localizados nos municípios de Porto Alegre e Canoas, ambos no Rio Grande do Sul, onde estão os campi da UniRitter. O fundo é administrado pela BRL Trust.

Foram pagos R$ 62,886 milhões nesta quarta-feira, 30, enquanto os R$ 108,5 milhões restantes serão pagos em até dez dias úteis. “O aluguel pactuado para a mantenedora da UniRitter tem um cap rate (taxa de capitalização) estimado de 7,5%, a partir da aquisição, e o prazo do contrato de locação é de 15 anos, sendo que os primeiros 10 anos do contrato têm característica atípica”, afirma a Ânima em fato relevante.

Segundo a empresa, a operação segue a estratégia de desalavancagem da companhia, que tem sido prioritária e tem seguido um ritmo acelerado.

O Itaú BBA diz que tem uma visão positiva sobre o acordo, já que as vendas reduzirão o endividamento da Anima. O Itaú mantém avaliação outperform, com preço-alvo para 2022 de R$ 19, frente à cotação de R$ 13,81 de fechamento da véspera.

A JBS, segunda maior empresa de alimentos do mundo, anunciou na quarta-feira que antecipou de 2030 para 2025 sua meta de desmatamento ilegal zero para a cadeia de fornecimento de bovinos, incluindo os fornecedores terceiros, nos biomas Cerrado, Pantanal, Mata Atlântica e Caatinga, mesmo prazo já estabelecido para a Amazônia. Segundo a companhia, a antecipação se deve ao avanço da Plataforma Pecuária Transparente, que estende o monitoramento aos “fornecedores dos fornecedores de gado”, com uso de tecnologia blockchain.

O Itaú BBA atualizou seus modelos para Klabin e Suzano para incorporar a perspectiva melhor para o PIB do Brasil em 2021, e previsões de apreciação do real frente o dólar. O banco mantém a recomendação em outperform (expectativa de valorização acima da média do mercado), mas reduziu o preço-alvo da Suzano para R$ 85, enquanto o target da Klabin foi para R$ 37.

Os modelos do banco já incluem a expectativa de preços menores para a celulose no segundo semestre de 2021 e no período entre 2022 e 2024.

Agora, o banco espera que o dólar seja cotado a R$ 4,75 em 2021, frente à estimativa anterior, de R$ 5,30 para o período. O banco reduziu sua previsão para o preço da celulose, de US$ 670 por tonelada para US$ 650 por tonelada, já considerando um preço médio de US$ 550 por tonelada para o período entre 2022 e 2024.

A Tupy comunicou nesta quinta-feira a revisão no contrato envolvendo a aquisição do negócio global de componentes estruturais em ferro da Teksid, subsidiária da Stellantis, com o acordo agora prevendo apenas a aquisição das operações brasileira e portuguesa.

O preço de aquisição (enterprise value) ajustado pela participação da Teksid nas subsidiárias Teksid Iron do Brasil e Fundição Portuguesa é de 67,5 milhões de euros.

“Com base na revisão e comentários das autoridades antitruste dos Estados Unidos, Tupy e Stellantis acordaram em revisar a transação”, afirmou a Tupy em fato relevante à Comissão de Valores Mobiliários.

“Neste novo perímetro, a companhia optou por adquirir os ativos com maior alinhamento estratégico, e decidiu não dar seguimento à aquisição das plantas do México, China, Polônia e das estruturas administrativas localizadas na Itália e Estados Unidos”, acrescentou.

A Tupy informou que manterá a aliança estratégica de fornecimento global com a Stellantis, observados os compromissos já assumidos com a autoridade antitruste brasileira.

Anunciado em 2019, o negócio englobando todas as operações previa pagamento ao grupo automotiva de 210 milhões de euros.  Na época, a Teksid era uma unidade do grupo Fiat Chrysler, que se fundiu com a PSA, dando origem à Stellantis.

O conselho de administração da Diagnósticos da América aprovou na quarta-feira a aquisição pela subsidiária Ímpar Serviços Hospitalares da GEM Assistência Médica Especializada, por aproximadamente R$ 750 milhões.

A operação envolveu a aquisição das ações representativas de até 100% da Paquetá Participações e da AMO Participações, detentoras, em conjunto, de 99,69% da GEM, que atua na prestação de serviços de oncologia nos Estados da Bahia, de Sergipe e do Rio Grande do Norte.

A conclusão da operação está sujeita ao cumprimento de algumas condições precedentes, dentre as quais se incluem a aprovação da Operação pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

A Lojas Marisa informou que seu Conselho de Administração elegeu Rodrigo Lamosa Poço como Vice Presidente de Tecnologia e Digital. A companhia destaca que Poço juntou-se à companhia em maio de 2018 tendo, desde então, liderado a jornada de transformação digital, parte fundamental da estratégia da Marisa. Ele possui mais de 15 anos de experiência de varejo e mercado online.

Anteriormente, trabalhou para Saraiva e Siciliano S.A, Privalia Outlet Online, Grupo RBS Participações S.A e Ri Happy Brinquedos S.A. É formado em Administração de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas/SP.

BR Properties ((BRPR3)

O Itaú BBA comentou o anúncio pela BR Properties sobre o acordo de compra e venda com a FII VBI Prime Properties pela venda de 20% do prédio de escritórios Complexo JK – Bloco B, por R$ 185 milhões. O complexo tem área de 30,6 mil metros quadrados, das quais 6,126 mil estão sendo vendidas. Segundo a BR Properties, o negócio será completado após certas condições serem cumpridas. O acordo prevê a possibilidade de venda de outros 25% da área.

O banco tem uma visão levemente positiva do negócio, e diz que ele faz sentido, do ponto de vista estratégico, para que a empresa acelere o ritmo de desinvestimentos, dado o potencial de impacto negativo da reforma fiscal sobre a indústria. O Itaú mantém avaliação de market perform (perspectiva de valorização dentro da média do mercado) para a BR Properties, com preço-alvo de R$ 10,9 para 2021, frente à cotação de fechamento de R$ 9,17 de quarta.

(com Reuters e Estadão Conteúdo)

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Petrobras pede à CVM registro para oferta de ações da BR Distribuidora

Posto da Petrobras (Divulgação)

A Petrobras (PETR3;PETR4) protocolou nesta quinta-feira, 17, o pedido de registro da oferta secundária (follow on) de 436.875.000 ações ordinárias de emissão de BR Distribuidora (BRDT3) que a petrolífera possui, a serem distribuídas no Brasil, com esforços de colocação no exterior.

Conforme prospecto preliminar da oferta, seu valor total pode chegar a R$ 11,542 bilhões, e o período de reserva termina em 29 de junho, com precificação prevista para o dia seguinte, 30.

O valor, meramente indicativo, considera a cotação de fechamento das ações no pregão de ontem, de R$ 26,42.

Segundo o documento, a oferta está sendo estruturada pelo Morgan Stanley (coordenador líder), Bank of America Merrill Lynch, Goldman Sachs, JPMorgan, Itaú BBA, Citi e XP.

A informação foi antecipada ontem por fontes ao Estadão/Broadcast. Segundo as fontes, o Conselho de Administração da estatal bateu o martelo sobre a venda da participação de 37,5% na BR Distribuidora no fim da semana passada.

A decisão do desinvestimento já tinha sido tomada no começo do ano passado, na gestão de Roberto Castello Branco, mas a operação foi atrasada por conta da pandemia, que afetou o preço das ações da companhia na Bolsa brasileira. Agora a operação também foi referendada pela administração de Joaquim Silva e Luna.

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As duas notícias que deixam a Petrobras ainda mais próxima de acionar a nova política de dividendos

SÃO PAULO – Os últimos dias foram movimentados para a Petrobras (PETR3;PETR4), com notícias positivas para a companhia e que colocam a empresa mais perto dos trilhos para se tornar uma boa pagadora de dividendos, ainda que alguns outros pontos sobre a estatal sejam monitorados de perto pelos investidores e ainda inspirem cautela.

Em destaque, na última sexta-feira, foi informado que a  estatal assinou um acordo de que irá regular o Contrato de Cessão Onerosa e o Contrato de Partilha do Campo de Búzios, com suas parceiras chinesas CNOOC e CNODC.

O acordo irá gerar uma compensação à Petrobras, que detém 100% dos direitos da Cessão Onerosa do Campo, de cerca de US$ 2,94 bilhões, em torno de R$ 15 bilhões no câmbio de hoje, a serem pagos via Custo de Óleo, ou seja, basicamente em produção de petróleo do campo ao longo do tempo.

A Petrobras destaca que Búzios é o maior campo de petróleo em águas profundas do mundo. No fato relevante, a empresa apontou mais de 11 bilhões de barris de óleo equivalente (boe) recuperáveis no ativo.

O acordo tornou-se necessário após a Petrobras, em consórcio com as parceiras CNODC e CNOOC, arrematarem em um leilão em 2019 os excedentes de óleo do contrato da cessão onerosa de Búzios, sob regime de partilha. A petroleira venceu 90% dos volumes, enquanto as chinesas levaram 5% cada.

No acordo, as companhias concordaram que o volume recuperável do contrato da cessão onerosa é de 3,15 bilhões de barris de óleo equivalente (boe), 26,2% na área coparticipada, enquanto o volume do contrato de partilha de produção dos excedentes é de 8,148 bilhões de boe, ou 73,8% da área. Os percentuais foram calculados com base na estimativa de volumes a serem produzidos a partir da vigência do acordo.

O valor da compensação total devido ao Contrato de Cessão Onerosa, que pertence 100% à Petrobras, pelo Contrato de Partilha de Produção, é de US$ 29,4 bilhões, que será recuperado como custo em óleo pelos contratados. “Como a Petrobras possui uma participação de 90% no consórcio deste contrato, o valor referente à participação de 10% dos parceiros CNOOC e CNODC, no montante de US$ 2,94 bilhões, será recebido à vista pela Petrobras na data de início de vigência do acordo”, disse a estatal.

A participação na jazida de Búzios será de 92,666% da Petrobras com o início de vigência do acordo, enquanto cada uma das chinesas terá 3,667%.

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O Morgan Stanley destacou que a quantia a ser recebida pela Petrobras ficou acima da expectativa do mercado. O banco presumia US$ 1,8 bilhão em seu modelo. Já o Itaú BBA avaliou o acordo de coparticipação assinado pela Petrobras está em linha com suas expectativas, de forma que não resulta em alterações sobre suas estimativas, vendo o anúncio como positivo para a Petrobras.

Os analistas do Credit Suisse destacam as principais implicações deste acordo para a estatal: (i) a entrada de caixa no curto prazo de US $ 2,94 bilhões (melhor do que os US$ 2,5 bilhões estimados pelo Credit Suisse), (ii) partilha de produção (PSA) maior que esperado, o que significa mais royalties.

O Credit enxerga a notícia como positiva para as ações, já que essa entrada de caixa ajuda a Petrobras a atingir a meta de divida bruta de US$ 60 bilhões (para 2022), acionando a nova política de dividendos antes do final do ano de 2021, o que esperam ser um catalisador relevante para o case.

A companhia encerrou o primeiro trimestre de 2021 com uma dívida de US$ 71 bilhões. Ou seja, US$ 11 bilhões distante de atingir sua meta de dívida bruta de US$ 60 bilhões, o que impulsionaria uma política de dividendo mais alta.

Em outubro de 2020, cabe lembrar, a Petrobras revisou sua política de pagamento de proventos, com a proposta de que o pagamento seja compatível com a geração de caixa, mesmo em exercícios em que não for apurado lucro contábil, dependendo da redução da dívida líquida da estatal.

No cenário em que o endividamento bruto da companhia estiver acima de US$ 60 bilhões, poderá ser apresentada a proposta de distribuição de dividendos, sem apuração de lucro contábil, quando se verificar redução de dívida líquida no período de doze meses anteriores, “caso a administração entenda que será preservada a sustentabilidade financeira da companhia”.

Já em casos excepcionais, a política de remuneração é igual a 60% x (vezes) o (Fluxo de caixa operacional – Investimentos de capital), quando o endividamento bruto estiver abaixo de US$ 60 bilhões, mesmo na hipótese de não verificação de lucro contábil.

Sobre a possibilidade de atingir a nova política de dividendos, uma outra notícia da última sexta-feira pode ser favorável para a companhia nesses termos.

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A Petrobras comunicou ter enviado na sexta-feira uma carta à BR Distribuidora (BRDT3) na qual solicitou cooperação para a implementação de uma oferta secundária visando a venda de sua participação restante na companhia, de 37,50%. A atual fatia de 37,5% na BR corresponde a R$ 11,69 bilhões, com base no valor de mercado corrente.

A realização da operação (follow-on) “estará sujeita, entre outros fatores, às condições de mercado” e aprovação de órgãos internos da companhia, “notadamente quanto ao preço”, além de análise da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), disse a Petrobras. “A presente comunicação não deve ser considerada como anúncio de oferta no Brasil, nos Estados Unidos ou em qualquer outra jurisdição”, acrescentou a estatal, ao destacar que a operação visa otimização de seu portfólio de ativos.

Em comunicado à parte, a BR Distribuidora confirmou ter recebido a carta com o pedido da Petrobras, reiterando que o anúncio desta sexta-feira tem caráter “meramente informativo”.

A intenção da Petrobras de sair completamente do capital da BR já é conhecida e faz parte da estratégia da empresa para reduzir sua dívida e focar as atividades em exploração e produção de petróleo em águas profundas e ultraprofundas, essencialmente o pré-sal. A petroleira, que vem aguardando um momento oportuno para a realização da venda, não deu mais detalhes sobre como a distribuidora poderá cooperar na transação.

Para os analistas do Credit, os US$ 2,94 bilhões de compensação, mais o potencial desinvestimento da BR Distribuidora e a geração de caixa orgânica para o resto do ano, que pode ser superior a cerca de US$ 12 bilhões, faz com que os analistas acreditem que a estatal deva atingir a meta de dívida bruta provavelmente no terceiro trimestre de 2021.

Luís Sales, analista da Guide, destaca ainda as implicações para a Guide: “No curto prazo esperamos uma pressão negativa em BRDT3 em função do volume de ações sendo ofertadas. Contudo, a médio prazo, vemos a saída total da Petrobras como positiva para a companhia, em função da redução da influência política na BR Distribuidora e acelerando o processo de melhoria operacional, inclusive com renovação do conselho de administração”.

Na mesma linha, a Levante Ideias de Investimentos destaca que o impacto nos preços das ações de BR Distribuidora (BRDT3) podem ser negativas no curto prazo, com o temor do mercado de um fluxo muito grande de venda de ações com o processo de venda da participação da estatal. Porém em um período mais longo, tira o chamado overhang, ou pressão para baixo nos preços, destravando valor para a companhia. As ações BRDT3 subiam cerca de 1,5% na sessão desta segunda-feira, em linha com a alta entre 1,5% e 2% dos ativos PETR3 e PETR4.

Reajuste de preços e MP da Eletrobras no radar

A Levante também destaca uma outra notícia da Petrobras, que foi divulgada durante o pregão da última sexta-feira. A petroleira anunciou a redução em cerca de 2% nos preços da gasolina desde o último sábado nas refinarias. As ações chegaram a perder força na última sexta logo após o anúncio, uma vez que o cenário é de alta para o preço do petróleo no mercado internacional.

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A queda foi possível apesar de um salto de cerca de 8% nos preços do barril do petróleo Brent desde 1º de maio porque o dólar, outro indicador importante para calcular a paridade de importação, recuou aproximadamente 6% ante o real no mesmo período. “Apesar da alta robusta do petróleo, o efeito do dólar foi mais forte e permitiu o ajuste para baixo”, disse à Reuters o Head de Renda Variável da Valor Investimentos Romero Oliveira, pontuando que o reajuste foi um indicativo de que a Petrobras mantém sua política que busca seguir a paridade de importação.

Contudo, a Levante destaca que a queda do dólar no período foi menor que a alta dos preços do Petróleo internacional, o que aumenta a defasagem dos preços do combustível nas refinarias em relação ao Preço de Paridade Internacional (PPI).

“Na prática a Petrobras precisa compensar a paridade em uma janela de 12 meses, ou seja, se está defasado hoje, no futuro, antes de completar os 12 meses de janela de cálculo, os preços necessitam estar acima do PPI, de modo a, na média, estar em linha com as cotações internacionais”, destacam os analistas da casa de research.

Conforme destacam os analistas, vem sendo amplamente divulgado que há estudos para a criação de um fundo de compensação e estabilização dos preços de combustíveis no país, de modo a evitar uma oscilação grande nos preços do produto ou atenuar os efeitos dessa oscilação no mercado brasileiro, ainda altamente dependente dos custos em dólar.

A grande questão é sobre o financiamento deste fundo, dado que a situação fiscal do país não comporta um fundo desta natureza, financiada com o Tesouro e, em caso de manter a defasagem de preços via Petrobras, geraria o mesmo problema que houve em 2013 a 2015, no qual a estatal sofreu prejuízos bilionários. Isso seria muito prejudicial não só financeiramente, porém também na percepção de risco às ações da Petrobras.

A Levante aponta que um caminho seria usar os montantes provenientes de fontes além do esperado pelas operações da Petrobras, como é o caso do contrato de cessão onerosa, de modo a não afetar drasticamente o balanço da companhia. “O ideal nesse caso seria por meio da distribuição de dividendos extraordinários a todos os acionistas, inclusive a União, que utilizaria estes recursos dos proventos para tal finalidade”, ressaltam.

Nesse sentido, os analistas apontam que, embora a venda da fatia da BR Distribuidora já faça parte do programa desinvestimento da estatal, o ritmo atual de geração de caixa da companhia tem acelerado o processo de redução do endividamento, de modo que os recursos provenientes da venda poderiam também compor esse fundo de estabilização.

“As notícias são positivas em geral para as ações da Petrobras  no curto prazo, que na falta de novidade em relação ao tal fundo de compensação, pode embolsar os R$ 26 bilhões resultantes destas duas notícias”, destaca a Levante.

Ainda sobre o fundo de estabilização, está no radar uma medida para a criação dele que não seria positiva para a Petrobras.

Nos últimos dias, ganhou força a notícia de que a Medida Provisória sobre a capitalização da Eletrobras  (ELET3;ELET6), que está agora no Senado e deve ser votada por lá nesta semana, pode incluir um dispositivo pelo senador, Marcos Rogério (DEM-RO) sobre a criação de um fundo para equilibrar os preços de combustíveis, usando dos recursos recebidos pela Petrobras com a venda recente de gasodutos. Cabe destacar que Marcos Rogério afirmou que avaliaria incluir esse dispositivo, mas sem dar mais indicações se estaria no seu relatório.

Caso o dispositivo fosse aprovado, a Petrobras teria que devolver ao governo parte dos recursos arrecadados com a venda dos dutos terrestres, representando a parcela desses bens que não foram amortizados e que seria de bilhões de reais.

Na avaliação do Bradesco BBI, os investidores veriam uma possível aprovação como muito negativa. “A Petrobras seguiu as mais rígidas diretrizes para vender esses ativos, e nunca houve ressarcimento do governo. A introdução dessa regra
retroativamente adicionaria (definitivamente) a percepção de risco em relação à Petrobras e ao Brasil. A ideia de criar o fundo por meio dos bônus de assinatura dos campos de Sepia e Atapu estaria muito mais alinhada com as melhores práticas regulatórias, já que a Petrobras estaria pagando as quantias justas para operar dois campos de petróleo”, apontaram os analistas.

Fazendo um balanço de risco e oportunidade entre os últimos acontecimentos, os investidores estão mais otimistas com a companhia após a turbulência em fevereiro em decorrência da saída do CEO Roberto Castello Branco, mas ainda monitorando de perto as questões políticas.

O Itaú BBA possui recomendação outperform (desempenho acima da média do mercado) para os ativos preferenciais da Petrobras, com preço-alvo de R$ 38 (potencial de alta de 33% frente o fechamento de sexta-feira), assim como o Bradesco BBI, que possui preço-alvo de R$ 35 para os papéis PN (upside de 22,5%). Ambos elevaram a recomendação para os ativos em meados de maio, logo após a divulgação dos resultados do primeiro trimestre. Contudo, as questões políticas seguem no radar para os analistas.

Já o Morgan Stanley segue com recomendação equalweight (exposição em linha com a média do mercado) para os ADRs, recibo de ações da companhia negociados na Bolsa de Nova York, PBR (equivalente ao ordinário), com preço-alvo de US$ 11 (ou queda de 4% frente o fechamento de sexta-feira), destacando que a “relação risco-retorno parece equilibrada”. O Credit, por sua vez, tem preço-alvo de US$ 10 (ou queda de 12,7%), possuindo recomendação neutra para os ADRs.

De acordo com compilação da Refinitiv com casas de análise que cobrem a ação PETR3, quatro casas possuem recomendação de compra para o ativo, ante três que recomendam manutenção, com preço-alvo médio de R$ 30,35, ou 3,58% acima da cotação de fechamento de sexta. Já para PETR4, o preço-alvo médio é de R$ 31,66, um valor 10,8% frente o último fechamento.

(com Reuters)

Petrobras reitera intenção de venda de fatia na BR Distribuidora na gestão de Silva e Luna

Joaquim Silva e Luna (Foto Marcelo Camargo - Agência Brasil) Joaquim Silva e Luna (Foto Marcelo Camargo – Agência Brasil)

A Petrobras (PETR3;PETR4) reiterou que venderá sua participação de 37,5% na BR Distribuidora (BRDT3) por meio de oferta secundária de ações (follow on).

A decisão havia sido tomada pelo conselho de administração da empresa em agosto do ano passado, ainda na gestão do ex-presidente da petrolífera, Roberto Castello Branco.

Havia dúvidas, no entanto, se seria mantida na gestão do general Joaquim Silva e Luna, no cargo desde abril.

Em comunicado, a Petrobras confirmou nesta quinta-feira, 10, que a participação remanescente na BR será oferecida ao mercado financeiro por meio de oferta secundária de ações. “O montante a ser arrecadado dependerá do resultado da precificação da transação”, informou a empresa.

A empresa acrescentou ainda que a oferta estará sujeita às condições de mercado, à aprovação dos órgãos internos da Petrobras quanto ao preço, e à análise da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e demais órgãos reguladores.

A privatização da BR aconteceu, na verdade, em 2019, quando a estatal se desfez do controle da distribuidora, com a venda da participação de 30% por R$ 9,6 bilhões. A abertura do capital ocorreu em 2017.

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Petrobras discute vender fatia na BR Distribuidora ainda este ano por mais de R$ 8 bi, dizem fontes à Reuters

RIO DE JANEIRO (Reuters) – A Petrobras (PETR3;PETR4) pretende vender toda a sua participação remanescente na BR Distribuidora (BRDT3) ainda este ano, em uma operação que pode render mais de 8 bilhões de reais, disseram à Reuters três fontes com conhecimento do assunto.

O desinvestimento na BR, com potencial de ser um dos maiores do ano, e a política de preços que segue paridade –mas evita repassar volatilidade do mercado de petróleo aos preços internos– estão entre os temas que recebem atenção do presidente da Petrobras, Joaquim Silva e Luna, que completou nesta semana um mês à frente da petroleira.

Na Petrobras, as discussões em andamento apontam para posição favorável a uma venda integral da fatia de 37,5% na maior distribuidora de combustíveis do Brasil, o que confirma que o novo CEO está alinhado com desinvestimentos, segundo as fontes, que falaram na condição de anonimato.

A BR também já tomou conhecimento do interesse da Petrobras, e houve contatos entre Luna e o presidente da distribuidora Wilson Ferreira Jr.

“A intenção é fazer ainda este ano dentro dos ritos necessários. O assunto está em plena discussão. Mas a ideia é vender tudo”, disse uma das fontes.

“A Petrobras quer vender tudo e foram encomendados os estudos numéricos com cenários para ser tomada a melhor decisão”, adicionou uma segunda fonte.

Uma reunião para tratar do assunto deve acontecer ao longo das próximas semanas, disseram as pessoas a par do tema.

Procurada, a Petrobras não comentou imediatamente. A BR disse que o assunto deve ser tratado com a Petrobras.

Luna e Ferreira já atuaram juntos em Itaipu, quando o presidente da BR estava no conselho da usina binacional enquanto o CEO da Petrobras era o chefe executivo da hidrelétrica.

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Análises técnicas em andamento vão embasar junto ao conselho a venda da participação na BR, segundo as fontes, que disseram que estimativas iniciais apontam que a Petrobras poderia faturar ao menos cerca de 8 bilhões de reais com a venda total dos papéis na BR.

“É uma operação vultuosa, podendo chegar a 8 bilhões, e com isso pode cair bem a dívida da companhia”, disse a segunda fonte.

Questionadas sobre quando a negociação poderia ser concluída, ambas disseram que a intenção é que ela seja finalizada este ano.

Mas é “preciso aguardar o melhor momento para fazer o melhor negócio.

Esta seria a terceira grande venda de ações da BR Distribuidora pela Petrobras.

“A venda (plena) consolida a BR como ‘corporation’; ela sem acionista de referência e sem acionista com mais de 4%”, afirmou uma terceira fonte.

Essa pessoa também confirmou que as discussões sobre a venda do ativo estão avançando.

“Já houve contato e, se eles quiserem vender, a operação é muito rápida: máximo 40 dias”, destacou a fonte.

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“A BR é um grande negócio e hoje vale (essa fatia da Petrobras) mais de 10 bilhões de reais”, afirmou a terceira fonte.

Segundo esta pessoa, faz “todo sentido” vender porque a ação já passou de 25 reais, ante máxima histórica de quase 28 reais, em fevereiro de 2020.

“A dívida da Petrobras é em dólares, e o dólar está caindo. Então se ele quer quitar mais dólares, melhor vender agora que a BR atingiu um de seus maiores valores em reais, e ele tem a oportunidade de vender e converter para um valor maior em dólares porque o câmbio caiu”, complementou.

A dívida líquida da companhia somou 58,4 bilhões de dólares no fim de março, ante 63,2 bilhões de dólares um ano antes.

Ao final do ano passado, ao divulgar novas informações sobre desinvestimentos, a meta de vendas de ativos da Petrobras aumentou para até 35 bilhões de dólares, até 2025, com a inclusão da BR e da petroquímica Braskem no programa.

PREÇOS

De forma discreta, a Petrobras já iniciou uma nova estratégia para o ajuste nos preços dos combustíveis, confirmaram as fontes.

No primeiro mês à frente da estatal, o novo presidente indicado por Jair Bolsonaro promoveu apenas uma mudança nos preços dos combustíveis.

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No começo de maio, a empresa anunciou uma redução de 6 centavos no preço do diesel nas refinarias e de 5 centavos no litro da gasolina.

A política de paridade de preços internacionais, que leva em consideração as variações do dólar e o barril de petróleo no mercado internacional, não foi abandonada, de acordo com as fontes.

Mas a orientação é evitar o frequente sobe e desce de preços. Tal volatilidade é considerada prejudicial para a imagem da empresa.

“A paridade não está sendo deixada de lado, mas a orientação dada às áreas técnicas é que tentem diferenciar o que é um movimento conjuntural e passageiro do que é estrutural”, disse a primeira fonte.

“Para mexer no preço tem que haver uma justificativa estrutural”, complementou.

“Se for uma subida de verdade que veio para ficar, a Petrobras ajusta o preço. Mas se foi algo que vai e vem, não faz. As equipes olham os movimentos todos os dias, mas não vai ficar no sobe e desce… Talvez seja uma forma mais flexível de aplicar a paridade, ou melhor, uma forma menos imediata de aplicar”, concordou a segunda fonte.

O presidente Bolsonaro anunciou a troca do comando da Petrobras, com o fim do mandato do economista Roberto Castello Branco, devido a descontentamentos com a política de preços da estatal na administração anterior.

Em meados de maio, o diretor-executivo de Comercialização e Logística, Cláudio Mastella, disse que a nova gestão da Petrobras manteve a maneira de gerenciar ajustes de preços do combustíveis e busca praticar valores em níveis competitivos, evitando repassar volatilidade internacional ao mercado interno.

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