Pfizer tem salto de 59% no lucro líquido no 2º tri; receita com vacinas cresce 640,5%, para US$ 9,2 bi

Vacina contra Covid-19 da Pfizer (REUTERS/Dado Ruvic) Vacina contra Covid-19 da Pfizer (REUTERS/Dado Ruvic)

A farmacêutica americana Pfizer teve lucro líquido de US$ 5,563 bilhões no segundo trimestre deste ano, segundo o balanço divulgado nesta quarta-feira, 28. O resultado é 59% maior do que o ganho de US$ 3,489 bilhões registrado em igual período do ano passado.

Em parceria com a alemã BioNTech, a Pfizer fabricou uma das principais vacinas contra a Covid-19. Com ajustes, o lucro por ação entre abril e junho foi de US$ 1,07, valor acima da previsão de analistas consultados pela FactSet, de US$ 0,97.

A receita da Pfizer, por sua vez, teve crescimento anual de 92% no segundo trimestre, a US$ 18,977 bilhões. Apenas o faturamento com vacinas cresceu 640,5%, a US$ 9,234 bilhões.

Para o ano inteiro, a Pfizer elevou sua previsão de lucro ajustado por ação, de uma faixa de US$ 3,55 a US$ 3,65, no balanço anterior, para um intervalo entre US$ 3,95 e US$ 4,05.

A projeção de receita, por sua vez, aumentou da faixa de US$ 70,5 bilhões a US$ 72,5 bilhões para o intervalo de US$ 78 bilhões a US$ 80 bilhões.

“O segundo trimestre foi notável de várias maneiras. Mais visivelmente, a velocidade e eficiência de nossos esforços com a BioNTech para ajudar a vacinar o mundo contra covid-19 foram sem precedentes, com mais de um bilhão de doses de BNT162b2 sendo entregues globalmente”, afirmou o CEO da Pfizer, Albert Bourla, no comunicado aos acionistas.

Após a divulgação do balanço, a ação da farmacêutica oscilava no pré-mercado de Nova York. Às 8h05 (de Brasília), o papel caía 0,26%, depois de ter operado em alta.

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XP Asset reitera aposta: população adulta estará toda vacinada até setembro (ou antes)

(CONDADO DA FARIA LIMA) – Em março, um estudo da XP Asset mostrando que toda população brasileira adulta iria receber ao menos uma dose de vacina até setembro fez bastante barulho dentro e fora do mercado. Hoje, a gestora da XP atualizou suas projeções e “manteve o call” de vacinação, mostrando até que o risco é que a vacinação acabe mais cedo.

“Nossa projeção continua a mesma, de toda população adulta receber ao menos uma vacina até setembro. Mas o cenário teve uma novidade: o governo assinou um segundo contrato com a Pfizer de mais de 100 milhões de doses no 4º trimestre. Esse contrato levou o risco praticamente para zero”, explicou Fernando Genta, economista-chefe da XP Asset, em entrevista realizada nesta manhã no Coffee & Stocks (veja acima a entrevista completa). O estudo completo da XP Asset está no Telegram do Stock Pickers.

Genta diz que ele adota duas premissas conservadoras nas suas projeções: uma delas é a de que 10% das vacinas serão perdidas ao longo do processo (é a mesma premissa que o ministério da saúde) e eles consideram que 100% dos adultos vão querer ser vacinados (antes, eles estimavam 85%, que é o que tem sido visto em média no mundo). “Se só 8% ou 85% da população quiser se vacinar, temos grande chance que isso acabe em agosto“, afirma.

Perguntado sobre o risco para este cenário, ele responde: “o grande risco é a Pfizer interromper de alguma forma a entrega de vacinas pro Brasil e a China proibir que o Brasil importe insumos pra produzir vacinas, mas nenhum destes dois eventos está perto de acontecer. Além disso, os dois precisariam acontecer ao mesmo tempo para impactar esse nosso cenário”. Por isso, para Genta, o risco de imunização de adultos no Brasil acabar depois de setembro é extremamente baixo, sendo mais provável que se encerre em agosto do que em outubro.

Confira no vídeo acima a entrevista. Abaixo, as frases de destaque da conversa:

Quando fizemos o primeiro estudo, a gente não tinha nenhuma dose enviada para Fiocruz. Era uma situação diferente e por isso a gente tomou muita “pedrada” quando disse que toda população idosa seria vacinada até maio – coisa que de fato aconteceu.

Nas nossas contas, o último trimestre vai ser destinado só para aplicar segunda dose do pessoal que tomou a primeira dose “na rabeira”. O governo vai ter tanta dose sobrando que, nas nossas contas, se você ficar só na imunização de adultos, em setembro já vai sobrar 40 milhões de doses, e aí no 4º trimestre vão chegar as vacinas da Janssen, tem as vacinas Pfizer que já vão vir (…). Então no 4º trimestre vai ter muita vacina sobrando, é razoável pensar em uma 3ª dose se os médicos acharem necessário ou começar a vacinar adolescente. Mas pra quem tem mais de 18 anos, setembro é o limite.

Sendo bem honesto, o risco é acontecer um atentado terrorista com a Pfizer ou um grande problema envolvendo a empresa. Porque se você olhar todos os acordos da Pfizer, ela entregou sempre sem nenhum atraso. Então a gente deixa de ser refém do IFA Chinês, que vale dizer não tem atrasando em nada. Os riscos seriam algo com a Pfizer e a China proibir a entrega pro Brasil e esses dois riscos precisam acontecer ao mesmo tempo.

A gente apanhou bastante [quando publicamos o estudo em março] e sabíamos que isso ia acontecer, por isso a gente tinha que estar muito confiante com o nosso call. Estávamos com uma posição grande em bolsa, não só via índice mas também com uma carteira de reabertura.

A pior coisa que pode acontecer com um gestor é acertar o cenário e não ganhar dinheiro com isso, por isso ficamos muito felizes com o resultado dos nossos fundos.

A carta da XP Asset com o estudo detalhado está no Telegram do Stock Pickers. Clique aqui para acessá-lo gratuitamente.

Pazuello preteriu vacina da Pfizer por avaliar que Brasil não precisaria do imunizante, dizem fontes

(Marcelo Camargo/Agência Brasil)

BRASÍLIA – A gestão do então ministro da Saúde Eduardo Pazuello preteriu as negociações com o laboratório norte-americano Pfizer para a compra de vacinas contra a Covid-19 por acreditar que o país não precisaria de mais imunizantes além dos acordos para produção nacional das vacinas Oxford-AstraZeneca e CoronaVac, disseram à Reuters duas fontes com conhecimento da questão.

A discussão sobre a demora na compra da vacina da Pfizer está no centro das investigações da CPI da Covid do Senado. Nesta quarta-feita, presta depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) o ex-secretário de Comunicação da Presidência da República Fábio Wajngarten, que acusou Pazuello de travar a compra do imunizante.

A avaliação feita dentro do ministério no ano passado era que o importante seria garantir vacinas nas quais o Brasil conseguisse transferência de tecnologia, caso da britânica Oxford-AstraZeneca com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e da chinesa CoronaVac, da Sinovac, com o Instituto Butantan, conforme as duas fontes, que falaram sob condição de anonimato.

Segundo uma das fontes, entre agosto e setembro do ano passado, a avaliação interna no ministério era ainda de que o país nem precisaria de uma ampla gama de vacinas contra a Covid-19, não justificando assim um acerto com a Pfizer.

Outra fonte contou que Pazuello não considerava necessário sequer negociar diretamente com a cúpula da Pfizer sobre a aquisição do imunizante.

“Quando se fechou o acordo com a AstraZeneca, tinha uma previsão otimista de haver a produção nacional. A Pfizer entra no contexto de o país não precisar dela”, disse a fonte.

A Pfizer apresentou sua primeira proposta de venda de vacinas ao governo brasileiro em meados de agosto de 2020, conforme comunicado da empresa. Na tentativa de acordo que previa o repasse de 70 milhões de doses, o laboratório pretendia entregar as primeiras doses em dezembro passado, mas as tratativas não avançaram.

O primeiro contrato com o laboratório para a compra de 100 milhões de vacinas somente foi assinado em 18 de março, às vésperas da saída de Pazuello do comando do Ministério da Saúde. A vacina já contava com registro concedido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) há quase um mês.

Naquele momento, por outro lado, o ministério já havia assinado contratos de compra das vacinas Covaxin, da indiana Bharat Biotech, e Sputnik V, da Rússia — ambas até hoje ainda sem aprovação para uso no país por parte da Anvisa.

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Segundo o ex-secretário de Comunicação Wajngarten, em declaração publicada pela revista Veja, ele foi procurado diretamente por representantes da Pfizer após executivos do laboratório não conseguirem se reunir com a cúpula da Saúde na gestão de Pazuello. Uma das fontes disse à Reuters que as informações de Wanjgarten sobre a Pfizer “não estão erradas”.

Embora estivesse claro que não se queria no final do ano passado fechar com a Pfizer, segundo essa fonte, a pasta buscou tentar preservar a relação do laboratório com o Brasil no caso de necessidade de aquisição.

Um memorando de entendimento para a compra de 70 milhões de doses da vacina foi assinado no início de dezembro como uma estratégia para amarrar a empresa, disse a outra fonte.

Somente com o recrudescimento da pandemia no país entre o fim do ano passado e início de 2021 e os atrasos no cronograma de produção da vacina Oxford/AstraZeneca pela Fiocruz o governo decidiu-se pela compra de mais imunizantes — mas, ainda assim, a Pfizer era alvo de ataques.

Críticas públicas feitas pelo presidente Jair Bolsonaro em relação às cláusulas contratuais do imunizante atrapalharam as negociações, disseram as fontes. Em 19 de dezembro, Bolsonaro chegou a dizer que a vacina da Pfizer poderia transformar a pessoa em jacaré.

“Lá no contrato da Pfizer está bem claro: nós (a Pfizer) não nos responsabilizamos por qualquer efeito secundário. Se você virar jacaré, é problema seu”, disse ele, em evento realizado na Bahia.

No dia 23 de janeiro, o Ministério da Saúde divulgou uma dura nota em que disse que as doses iniciais oferecidas pela Pfizer ao Brasil seriam “mais uma conquista de marketing, branding e growth para a produtora de vacina, como já vem acontecendo em outros países”. Afirmou que causaria frustração em todos os brasileiros por serem poucas doses.

O comunicado também informava que havia “cláusulas leoninas e abusivas” estabelecidas pelo laboratório que criavam uma barreira de negociação e compra, citando questões de isenção de se responsabilizar a empresa por efeitos adversos e pequena quantidade de doses ofertadas. Essa nota, aliás, foi avalizada pelo Palácio do Planalto, disse uma das fontes.

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As duas fontes, entretanto, minimizaram as alegadas dificuldades apontadas por integrantes do governo para fechar o contrato com a Pfizer.

“As cláusulas poderiam ser muito bem negociadas. Quem comprou Pfizer, comprou daquele jeito”, afirmou uma delas, destacando que houve um trabalho interno para evitar o fim das negociações com o laboratório em razão de manifestações públicas do governo.

“Era uma justificativa muito boa, mas uma justificativa (a questão das cláusulas)”, disse a outra fonte. “Pense na pandemia, o mundo inteiro trabalhando em conjunto, há uma cooperação mundial. Nesse contexto, há alguma coisa que não possa ser superável? Se os outros países fecharam acordo, o que não pode ser superado”, reforçou.

Diante das críticas de Bolsonaro, a Pfizer afirmou em repetidas notas que não podia comentar detalhes da negociação em curso, mas que as cláusulas apresentadas ao governo estavam em linha com os acordos fechados em outros países, inclusive na América Latina.

“Vale reforçar que a Pfizer encaminhou três propostas ao governo brasileiro, para uma possível aquisição de 70 milhões de doses de sua vacina, sendo que a primeira proposta foi encaminhada pela companhia em 15 de agosto de 2020 e considerava um quantitativo para entrega a partir de dezembro de 2020”, disse a empresa em nota de janeiro deste ano, quando o acordo ainda não havia sido fechado.

O Ministério da Saúde não respondeu de imediato o pedido de comentário, e não foi possível localizar Pazuello ou um representante do ex-ministro para pedir um comentário.

Com a demora nas negociações, as primeiras doses de vacinas da Pfizer só chegaram ao país no dia 29 de abril — mais de quatro meses depois da primeira previsão de oferta. O laboratório deve fechar esta semana um segundo contrato com o governo para fornecer ao Brasil outras 100 milhões de doses do imunizante.

Coronavac

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Outro capítulo nas tratativas de compra de vacinas diz respeito à vacina chinesa CoronaVac.

Mesmo prevendo transferência de tecnologia, a compra da CoronaVac entrou numa espécie de limbo em outubro após Bolsonaro ter vetado o anúncio feito por Pazuello de compra de 46 milhões de doses desse imunizante e dito publicamente que não iria comprar a vacina.

Segundo as duas fontes, no entanto, as tratativas com o Butantan jamais foram totalmente canceladas, apesar das críticas feitas por Bolsonaro ao imunizante por ser fabricado no instituto ligado ao Estado de São Paulo — governado por João Doria (PSDB), desafeto do presidente.

“Era uma disputa pessoal”, disse uma das fontes. “Nunca houve desistência do contrato.”

Brasil vacinará até setembro toda população adulta, mostra estudo da XP Asset

(CONDADO DA FARIA LIMA) – O mundo conseguiu “politizar” até a discussão sobre vacinação, mas como falar deste tema sem cair num debate político? Com dados e evidências numéricas. É em cima de dados que Fernando Genta, economista-chefe da XP Asset, montou um estudo cuja conclusão é a de que podemos ter toda população brasileira adulta vacinada até setembro.

No vídeo acima você confere a explicação detalhada do estudo na conversa de 30 minutos que tivemos no Coffee & Stocks desta quarta-feira (14). Além disso, o estudo completo está disponível gratuitamente no Telegram do Stock Pickers.

Genta disse hoje que só com o que temos de insumos no Brasil já é possível vacinar toda população acima de 60 anos (que até final de maio estará toda vacinada, segundo o economista) e boa parte da população acima de 50 anos. Já até setembro, teremos vacinado quase 135 milhões de brasileiros, que é a faixa da população com mais de 18 anos e que vai querer tomar a vacina (ele trabalha com a premissa de que 85% optarão por serem vacinados, que é uma média do que é visto no mundo).

Embora pareça uma conta otimista, Genta diz que as projeções são na verdade conservadoras: eles não consideram nada de produção da Fiocruz no 2º semestre com insumos brasileiros, tem contas bem menores de vacinas em relação ao que o Ministério da Saúde tem e não considera as vacinas que a OMS prometeu nos entregar e coloca um atraso de dois meses na entrega de algumas vacinas, como da Pfizer.

Estamos mais otimistas do que o resto do mercado, mas não somos mais os únicos”, diz o economista, sobre outras grandes casas de gestão já começarem a observar esse cenário otimista para vacinação.

Segundo o Ministério da Saúde, foram 3.808 novas mortes registradas na terça-feira (13) por Covid-19, somando mais de 358 mil óbitos. A média móvel semanal, no entanto, cede ligeiramente para 3.068 óbitos ao dia. Pelo 12º dia consecutivo, os dados de novos internados e de ocupação hospitalar caem no estado de São Paulo. Até o momento, 11,55% da população já recebeu pelo menos uma dose da vacina.

Coffee & Stocks

O Coffee & Stocks é o programa de entrevistas diárias do Stock Pickers. Transmitido de segunda a sexta pontualmente das 8h às 8h30 da manhã no Youtube (inscreva-se no canal para não perder nenhuma live). Para cada dia da semana, um tema específico:
Segunda: análise técnica ou trading
Terça: visão macro do mercado
Quarta: ações globais
Quinta: uma tese de investimentos em ações
Sexta: tema livre

Noruega afirma que mortes de idosos no país não tiveram relação direta com vacina da Pfizer

(Bloomberg)

SÃO PAULO – O governo da Noruega afirmou que não há nenhum vinculo estabelecido entre as mortes de mais de 30 idosos no país e a vacina da Pfizer. Entretanto, o país recomenda uma avaliação médica dos idosos e das pessoas mais frágeis antes de aplicar o imunizante.

Os relatórios iniciais da Noruega levantaram uma preocupação à medida que o mundo procura os primeiros sinais de potenciais efeitos colaterais das vacinas, embora as próprias fabricantes e agências reguladoras afirmarem que os efeitos colaterais das vacinas são mínimos.

As autoridades de saúde do país vieram à público para tentar dissipar as preocupações de segurança levantadas pela morte de alguns pacientes idosos depois que eles foram vacinados contra a Covid-19 com a vacina da Pfizer.

“Claramente, a Covid-19 é muito mais perigosa para a maioria dos pacientes do que a vacinação”, disse Steinar Madsen, diretor médico da Agência Norueguesa de Medicamentos à agência de notícias Bloomberg, acrescentando que é difícil provar uma conexão entre a vacina e as mortes. “Não estamos alarmados”.

Na Noruega, 33 pessoas com 75 anos ou mais morreram após a imunização, de acordo com os últimos dados da agência. Ainda segundo o órgão, todos os idosos que faleceram já estavam gravemente doentes.

O país escandinavo já vacinou quase toda a sua população que vive em lares de idosos e casas de repouso, com mais de 48 mil pessoas vacinadas desde o início da campanha de vacinação no final de dezembro, segundo os últimos relatórios da agência do país.

Camila Stoltenberg, diretora do Instituto Norueguês de Saúde Pública, informou que, entre as 13 mortes que foram analisadas mais exaustivamente até agora pelos especialistas do instituto, todos os falecidos eram “pessoas muito idosas, frágeis e que sofriam de doenças graves”, declarou Camila em coletiva de imprensa na última segunda-feira (17).

“No que diz respeito às causas das mortes, ainda não houve análise”, esclareceu. “Mas, o mais importante é lembrar que 45 pessoas morrem diariamente nos lares de idosos da Noruega. Portanto, não foi estabelecido que haja um excesso de mortalidade, nem que o mesmo esteja relacionado com as vacinas”, destacou.

Além do trabalho das autoridades de saúde norueguesas, as empresas responsáveis pelo medicamento, a americana Pfizer e a alemã BioNtech agora também estão trabalhando com o país nórdico para investigar as mortes.

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A agência de saúde pública norueguesa afirma que deixou claro, antes mesmo do início do programa de vacinação, que “espera-se que as mortes ocorram em um contexto relacionado ao tempo com a vacinação” para as pessoas “mais velhas e mais doentes” que recebem a vacina.

“O conceito de limitar a vacinação da Covid-19 para pessoas com menos de 75 anos de idade não é suportado pelos dados da nossa análise, apesar de a Noruega relatar uma taxa de mortalidade muito maior após o uso da vacina Pfizer. As mortes excessivas da Noruega sugerem que elas estão ocorrendo em indivíduos com doenças graves e descontroladas”, sugere a análise de Sam Fazeli, analista sênior da Bloomberg Inteligence.

O primeiro relatório de segurança da vacina no território europeu deve ser publicado no final de janeiro e trará mais detalhes sobre como a população do continente reagiu à vacina.

Além da vacina da Pfizer, a Noruega aprovou o uso emergencial do imunizante da Moderna, que teve sua aplicação iniciada na última sexta-feira (15).

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Pfizer adia entrega de doses da vacina a países da Europa por problema de logística

(Bloomberg)

SÃO PAULO – Uma entrega de doses da vacina Pfizer/BioNTech para oito países da União Europeia que aconteceria nesta segunda-feira (28) precisou ser adiada para amanhã, terça-feira (29). O atraso na entrega afeta oito países do continente.

A informação foi divulgada pelo Ministério da Saúde da Espanha, um dos oito países afetados. O país deveria ter recebido cerca de 350 mil doses da vacina da farmacêutica americana. Segundo o órgão, a entrega foi cancelada devido a um “incidente logístico” em uma das fábrica da Pfizer na Europa, localizada em Puurs, na Bélgica.

Embora outros sete países europeus também tenham sido afetados pelo problema, apenas a Espanha veio a público informar sobre o acontecimento. O ministério espanhol ainda disse desconhecer as outras nações que também sofreram com o adiamento das entregas.

Em uma nota divulgada na manhã desta segunda-feira, o ministro da saúde espanhol garantiu que o problema já foi resolvido e que as doses devem chegar amanhã de manhã. O problema de logística foi confirmado por um porta-voz da Pfizer à agência de notícias espanhola EFE.

“Devido a um pequeno problema de logística, remarcamos um número limitado de nossas entregas. O problema de logística foi resolvido e essas entregas agora estão sendo enviadas. Não há problemas de fabricação a relatar”, disse a porta-voz do laboratório Dervila Keane, segundo a EFE.

Ainda segundo a porta-voz, a entrega foi adiada devido a um atraso nos embarques, causado por um problema no processo de carregamento e expedição das cargas que continham os imunizantes.

A Espanha é um dos países da Europa que foram mais afetados pela pandemia do novo coronavírus. Desde o início da pandemia, o país registrou 50 mil mortes e mais de 1,8 milhão de casos.

Dificuldades logísticas

Embora o motivo para o atraso das doses não tenha sido esclarecido totalmente, esse primeiro problema logístico evidencia algumas das dificuldades operacionais para a vacinação contra Covid-19, principalmente no caso do imunizante da Pfizer.

A tecnologia empregada na confecção da vacina da Pfizer acarreta algumas complicações de armazenamento e distribuição. Como a vacina utiliza o material genético do vírus (RNA), ela precisa ser armazenada em temperaturas de menos 70º Celsius e transportada até os centros de distribuição em caixas térmicas cheias de gelo seco, projetadas especialmente para o produto.

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Fora das temperaturas ultrabaixas, a vacina permanece efetiva por cinco dias, desde que mantida entre 2 e 8 graus Celsius (temperatura de geladeiras comuns).

Vacinação na Europa

Na última segunda-feira (21), a Comissão Europeia concedeu aprovação para o uso da vacina contra a Covid-19 desenvolvida em conjunto pela empresa norte-americana Pfizer e pela farmacêutica alemã BioNTech, permitindo que a Europa comece o processo de imunização em uma semana.

Alguns países da União Europeia, incluindo Alemanha, Áustria e Itália, disseram que a vacinação seria iniciada a partir de 27 de dezembro. Vale dizer que, no continente, o Reino Unido já começou a vacinação e foi o primeiro país no mundo a permitir o uso do imunizante.

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Pfizer corta pela metade previsão de doses de vacina contra Covid-19 para 2020 após imprevistos com suprimentos

Getty Images

SÃO PAULO – A Pfizer (PFIZ34) anunciou, nesta quinta-feira (3), que deve embarcar metade das doses da sua vacina contra a Covid-19 originalmente planejadas para 2020, depois de descobrir que as matérias-primas usadas no início da produção não atendem aos seus padrões, de acordo com fontes citadas pelo Wall Street Journal (WSJ).

A empresa esperava despachar 100 milhões de doses a diversos países ainda neste ano, mas com o imprevisto o volume deve cair para 50 milhões.

Mesmo assim, a Pfizer ainda planeja entregar mais de um bilhão de doses do imunizante produzido em parceria com a alemã BioNTech em 2021.

“A ampliação da cadeia de suprimentos de matéria-prima para a vacina demorou mais do que o esperado”, disse uma porta-voz da empresa ao WSJ. “E é importante destacar que o resultado do ensaio clínico saiu um pouco depois da projeção inicial.”

As ações da farmacêutica americana, listadas na bolsa americana Nasdaq, fecharam a quinta-feira em queda de 1,74%. No after market, os papéis registravam queda de 0,65% por volta das 18h30.

A emissora CNBC também confirma a redução no embarque de doses em 2020, mas afirma que as ações da Pfizer não foram tão impactadas pela notícia porque o relatório divulgado pela farmacêuticas Pfizer e BioNtech diz que o plano de lançar 1,3 bilhão de vacinas em 2021 não foi alterado e o déficit de 50 milhões de doses deste ano deve ser coberto com o aumento da produção no ano que vem.

Corrida pelas vacinas

Nesta semana, o Reino Unido aprovou o uso emergencial da vacina da Pfizer e BioNTech e se tornou o primeiro país ocidental a liberar uma vacina, à frente das decisões dos Estados Unidos e da União Europeia. Com a autorização emergencial, a expectativa é que vacina comece a ser distribuída aos britânicos a partir da semana que vem.

Até o momento, apenas quatro vacinas no mundo, das dez que estão na fase três de testes, a última antes da aprovação, apresentaram resultados de eficácia: a vacina da Pfizer em parceria com a BioNTech (95% eficaz); a da Moderna (94% eficaz); a da Oxford em parceria com a Astra Zeneca (até 90% eficaz, mas com resultados questionados posteriormente) e a vacina Sputinik V, do laboratório russo Gamaleya (92% de eficácia).

Nesta quinta-feira, o governador de São Paulo, João Doria, e o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, disseram que a vacina CoronaVac, produzida pela farmacêutica chinesa Sinovac, em parceria com o Butantan e o governo paulista, deve apresentar seus resultados de eficácia no dia 15 de dezembro.

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Ações de fabricantes de vacinas de menor porte superam gigantes

Getty Images

(Bloomberg) — Investidores que apostam no sucesso da corrida para o desenvolvimento de vacinas contra o coronavírus agora percebem que, quanto menor, melhor.

As ações da BioNTech, a startup alemã que desenvolve uma vacina com a Pfizer, quase triplicaram neste ano, enquanto os papéis de sua parceira americana mostram queda de cerca de 1%. E o preço da ação da Moderna, que abriu capital há menos de dois anos, quintuplicou. As ações da AstraZeneca, por sua vez, subiram 5,2% desde janeiro.

Embora todas as empresas tenham divulgado resultados positivos neste mês relacionados ao desenvolvimento de vacinas contra o coronavírus, manchetes sobre um produto altamente antecipado não são suficientes para impulsionar ações de empresas tão grandes como Pfizer e AstraZeneca, mesmo quando trabalham em uma das vacinas mais importantes de todos os tempos.

“Empresas de biotecnologia menores e seus valuations absolutamente precisam que suas vacinas sejam bem-sucedidas, enquanto para Astra e Pfizer, isso é menos relevante”, disse Sam Fazeli, analista sênior do setor farmacêutico da Bloomberg Intelligence.

O enorme impacto nos valores de empresas de menor porte se deve, em parte, aos pontos de partida relativos e seus projetos de medicamentos. Mesmo após a valorização deste ano, o valor de mercado da BioNTech, de cerca de US$ 24 bilhões, é ofuscado pelos US$ 204 bilhões da Pfizer.

Há um ano, analistas previam que tanto a BioNTech quanto a Moderna, nenhuma das quais com medicamentos no mercado, não teriam lucro em 2021. Agora, a previsão é que as duas empresas sejam rentáveis no próximo ano.

A Pfizer e a AstraZeneca, por sua vez, já davam lucro. Essas empresas divulgaram receitas em 2019 de US$ 51,8 bilhões e US$ 24,4 bilhões, respectivamente, e vendem dezenas de tratamentos de alto perfil, então é mais difícil para um novo produto fazer diferença.

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Vacina da Pfizer pode estar disponível no Brasil até março de 2021

Vacina no Brasil, produção de vacina (Rovena Rosa/Agência Brasil)

SÃO PAULO – A farmacêutica Pfizer espera obter o registro de sua vacina contra a Covid-19 na Food and Drug Administration (FDA, agência do Departamento de Saúde dos Estados Unidos) em dezembro, o que permitiria iniciar a vacinação nos Estados Unidos ainda neste ano.

Ao participar de um simpósio online promovido pela Academia Nacional de Medicina, o presidente da companhia no Brasil, Carlos Murillo, adiantou que 50 milhões de doses estarão disponíveis já neste ano, e o total para o ano que vem chega a 1,3 bilhão de doses para todo o mundo.

“No caso do Brasil, ainda estamos trabalhando fortemente com o governo brasileiro para tentar acelerar a disponibilidade o mais rápido possível. Tenho esperança de que no primeiro trimestre do próximo ano poderíamos estar contando com essa vacina disponível no Brasil“, disse Murillo, que explicou que a empresa e o governo ainda estão em negociação.

A previsão da Pfizer é de que os requisitos exigidos pela agência reguladora americana para completar a solicitação de registro devem ser cumpridos na terceira semana de novembro. A partir daí, a avaliação da FDA deve durar cerca de um mês e a concessão do registro de uso emergencial ainda em 2020.

Os testes clínicos da Pfizer/Biontech envolvem cerca de 44 mil pessoas, sendo 3 mil no Brasil. Uma das exigências da FDA é que metade dos participantes do estudo tenha recebido a vacina há pelo menos dois meses. A outra exigência é que ao menos 164 pessoas que participaram do estudo desenvolvam a doença, já que metade dos voluntários não foi imunizada.

A importância de aplicar placebo em metade dos participantes do estudo é comparar se o grupo vacinado de fato ficou protegido, já que se expôs à doença na mesma região e no mesmo período que os pacientes não imunizados. Quando divulgou os resultados preliminares no início desta semana, que apontaram eficácia de mais de 90%, o número de voluntários que desenvolveram covid-19 estava em 94.

Testes

A vacina em desenvolvimento pela Pfizer, em parceria com a alemã Biontech, está em testes clínicos no Brasil desde julho e também precisará de registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Assim como a autoridade regulatória europeia, a Anvisa adotou um modelo de submissão contínua, em que os documentos exigidos para o registro começam a ser avaliados em etapas, antes da conclusão dos experimentos.

Segundo Murillo, a partir da conclusão dos testes de fase 3, ainda este mês, todos os documentos serão encaminhados para a Anvisa.

A empresa ainda negocia com o governo brasileiro a possibilidade de fornecer a vacina ao Sistema Único de Saúde (SUS). Diferentemente das vacinas da Sinovac e da AstraZeneca/Oxford, o acordo não deve prever transferência de tecnologia em um primeiro momento, porque, segundo Murillo, a Pfizer e a Biontech optaram por concentrar a produção em suas plantas nos Estados Unidos e na Alemanha durante a pandemia.

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“Na primeira etapa, a produção é centralizada. É a forma mais rápida de sair com a vacina. Passada a pandemia, a Pfizer vai avaliar e ver opções que permitam, como o Brasil, fazer a transferência de tecnologia”.

Por ainda estar em negociação com o governo brasileiro, o executivo preferiu não revelar o preço da vacina, mas adiantou que há três faixas de preço oferecidas ao mercado global: uma para os países desenvolvidos, uma para os países de renda média, como o Brasil, e uma para os países mais pobres. Segundo Murillo, a Pfizer investiu 2 bilhões de dólares de recursos próprios no desenvolvimento da vacina.

Refrigeração

A tecnologia inédita da vacina Pfizer/Biontech, de RNA mensageiro, traz um desafio para a logística: as doses precisam ser refrigeradas em freezers muito mais potentes que os disponíveis em postos de vacinação. Para contornar o problema, a farmacêutica tem trabalhado com parceiros para desenvolver uma embalagem especial que, apenas com gelo seco, consegue conservar a vacina a menos 70 graus centígrados (°C) por até 15 dias.

“Os avanços da ciência estão sendo vistos na parte da vacina e também na parte logística”, disse Murillo, que já apresentou a embalagem ao governo brasileiro. “Não é um tema simples e tampouco resolve a logística, mas muda muito o esquema de pensar que um país precisaria, para cada centro de vacinação, ter um ultrafreezer”.

A proposta da farmacêutica é negociar as embalagens junto com as vacinas, para que possam ser entregues dessa forma nos postos de vacinação. Depois da retirada dessa caixa, a vacina pode ficar em um refrigerador comum por até cinco dias.

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Ibovespa sobe 2,6% e vai a seu maior nível desde agosto com euforia por vacina e após vitória de Biden; dólar fica estável

(Shutterstock)

SÃO PAULO – O Ibovespa fechou em forte alta nesta segunda-feira (9) após a eleição do democrata Joe Biden como o novo presidente dos Estados Unidos e a notícia de que a vacina desenvolvida pela Pfizer e pela BioNtech possui 90% de efetividade contra o coronavírus.

As companhias disseram que vão submeter os resultados das três fases de testes, iniciadas em 27 de julho, para revisão pela comunidade científica. Nas bolsas internacionais, dispararam os preços de ações e de commodities que foram afetadas pelas restrições tomadas para enfrentar a pandemia.

Os papéis da Boeing subiram 13,7% e o petróleo avançou 7,02% a US$ 42,22 o barril do Brent – usado como referência pela Petrobras (PETR3; PETR4) – e 7,84% a US$ 40,05 o barril do WTI. Para destaques das ações brasileiras clique aqui.

Na política americana, as vitórias nos estados de Nevada e Pensilvânia garantiram o número de delegados necessários para a eleição de Biden, tirando de lado boa parte das incertezas relacionadas ao pleito apesar da promessa de judicialização dos resultados pelo atual presidente Donald Trump.

As notícias sobre a corrida presidencial e sobre a vacina ocorrem em um momento de dados alarmantes sobre o coronavírus. No dia 4, os Estados Unidos foram o primeiro país a ultrapassar a marca de 100 mil novos casos de infecção pelo coronavírus registrados em um só dia (com 107 mil). No dia 6, foram 132 mil casos. No dia 8, foram outros 101 mil casos, o maior número registrado no país em um domingo até o momento.

No radar político, Jair Bolsonaro ainda não se pronunciou sobre a eleição nos EUA após a vitória de Biden, enquanto o noticiário dos jornais aponta para articulações políticas visando 2022.

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, afirmou que a retomada econômica brasileira é robusta, mas avalia que a recuperação do mercado de trabalho irá demorar mais graças às mudanças estruturais causadas pela tecnologia durante a pandemia.

Hoje, o Ibovespa subiu 2,57%, aos 103.515 pontos com volume financeiro negociado de R$ 49,113 bilhões. Com a alta de hoje, o índice voltou a seu maior patamar de fechamento desde o dia 6 de agosto, quando encerrou a sessão cotado em 104.125 pontos.

Enquanto isso, o dólar comercial ficou praticamente estável após chegar a cair 3%. O câmbio teve leve variação negativa de 0,04% a R$ 5,39 na compra e a R$ 5,391 na venda. O dólar futuro com vencimento em dezembro registrava leve alta de 0,33%, a R$ 5,387 no after-market.

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No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2022 caiu quatro pontos-base a 3,27%, o DI para janeiro de 2023 recuou cinco pontos-base a 4,81%, o DI para janeiro de 2025 teve queda de sete pontos-base a 6,44% e o DI para janeiro de 2027 registrou variação negativa de nove pontos-base a 7,16%.

Voltando aos EUA, analistas acreditam que há pouca chance de que Trump consiga alterar o desfecho das eleições. O mercado continua atento para os resultados dos votos para o Senado na Geórgia. Até o momento, democratas e republicanos estão empatados na contagem de número de senadores, cada um com 48 confirmados.

O resultado da Geórgia deve ser determinante sobre se os republicanos manterão o domínio sobre o Senado, ou se os democratas tomarão a frente.

O arranjo provável entre uma Presidência democrata e um Senado comandado por republicanos parece ser bem recebida pelo mercado. Este arranjo irá limitar drasticamente a capacidade de Biden de realizar reformas econômicas mais profundas, mantendo o status quo. Na Europa, os índices também tiveram alta nesta segunda.

Biden disse hoje que foi informado dos progressos na vacina da Pfizer, mas ressalvou que mesmo que o anúncio traga “esperança” demorará meses até que haja uma vacinação geral da população nos EUA.

Entre os indicadores nacionais, os economistas do mercado financeiro revisaram suas projeções para a retração do Produto Interno Bruto (PIB) em 2020, mostrou o Relatório Focus do Banco Central. De uma queda de 4,81%, agora é esperado um recuo de 4,80%. Já para 2021, a mediana das estimativas caiu de um crescimento de 3,34% para uma expansão de 3,31%.

Em relação ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) a expectativa mediana dos economistas foi elevada de 3,02% para 3,20% em 2020. Para 2021 ela também aumentou, subindo de 3,11% para 2,17%.

Por outro lado, ficaram estáveis as previsões para o dólar ao fim de 2020 (R$ 5,45) e para 2021 (R$ 5,20).

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As estimativas para a taxa básica de juros Selic se mantiveram em 2,00% ao ano para 2020 e em 2,75% ao ano para 2021.

Noticiário político

Em live realizada no fim de semana, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) não citou a vitória de Biden e diz que não sabe se tentará reeleição. De acordo com informações do jornal O Globo, aliados de Bolsonaro defendem gestão com menos discurso radical após derrota de Trump.

Ainda no radar político, segundo a Folha de S. Paulo, Sergio Moro e Luciano Huck negociam aliança eleitoral para disputa da Presidência em 2022. O ex-ministro da Justiça e Segurança Pública de Moro e o apresentador de TV encontraram-se em Curitiba para conversar sobre terceira via.

Não se debateu quem seria cabeça de chapa, discussão que deve ocorrer ao longo de 2021; a articulação de centro também inclui João Doria, governador de São Paulo.

Também em destaque, o governo de Bolsonaro está buscando formas de estabelecer controle sobre ONGs (Organizações Não Governamentais) na Amazônia, informa o jornal O Estado de S. Paulo. O movimento ocorre em um momento em que a vitória do democrata Joe Biden como presidente dos Estados Unidos gera expectativa de maior pressão sobre a escalada dos índices de desmatamento na Amazônia.

Biden é historicamente ligado à causa ambientalista. Em debate contra Trump no final de setembro, afirmou que, caso eleito, “começaria imediatamente a organizar o hemisfério e o mundo para prover US$ 20 bilhões para a Amazônia, para o Brasil não queimar mais a Amazônia”. Ele afirmou que a comunidade internacional ofereceria os US$ 20 bilhões para que o Brasil deixasse de destruir a floresta.

“E se não parar, vai enfrentar consequências econômicas significativas”, afirmou.

O Estadão diz que obteve acesso a documentos elaborados pelo Conselho Nacional da Amazônia Legal, colegiado criado em 1985, durante a ditadura militar, extinto em 1995, recriado pelo governo Bolsonaro e atualmente presidido pelo vice-presidente, general Hamilton Mourão.

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Segundo o jornal paulista, o documento foi encaminhado por Mourão a ministros, e tem como objetivo “garantir a prevalência de interesses nacionais sobre os individuais e os políticos”.

A meta seria “obter controle de 100% das ONGs que atuam na Região Amazônica, até 2022, a fim de autorizar somente aquelas que atendam os interesses nacionais”. O documento prevê “criar um marco regulatório para a atuação das ONGs”.

O estado do Amapá opera sem energia em grande parte dos municípios desde a terça-feira passada (3), após um transformador ser destruído por um incêndio. No sábado (7), o aparelho foi substituído.

No domingo (8), o estado divulgou o cronograma de rodízio de fornecimento de energia elétrica em 13 municípios atingidos pelo apagão. O fornecimento total só deve ser estabelecido no próximo final de semana, afirma o Ministério de Minas e Energia, sem citar um dia exato.

Brasil deve cair no ranking de maiores economias

Com a redução do PIB (Produto Interno Bruto) em decorrência da crise impulsionada pela pandemia, somada à acentuada desvalorização do real frente o dólar, a economia brasileira deve sofrer forte queda em 2020.

Até o final do ano, o Brasil deve deixar de figurar entre as dez maiores economias do globo, segundo dados do FMI (Fundo Monetário Internacional) compilados pela FGV (Fundação Getulio Vargas) e repercutidos pelo jornal Valor.

Segundo as projeções do FMI, o PIB brasileiro deve retrair em 5,8% em 2020. Quando se converte os valores em dólares, contabilizando, portanto, a retração do valor do real, o recuo será de 28,3% em 2020 em comparação com 2019.

Dessa forma, o país deve cair três posições em ranking das maiores economias do mundo, da nona posição para a 12ª, sendo ultrapassado por Canadá, Coreia do Sul e Rússia. O Brasil já chegou a ocupar a posição de sétima maior economia, quando o real estava valorizado.

A economia brasileira também sofre com a disparada no índice de inflação IGP-M, que tem elevado o custo da dívida pública. Entre janeiro e setembro de 2020, o gasto com encargos na parcela do endividamento bruto atrelado ao IGP-M dobrou em relação ao mesmo período de 2019, para R$ 20 bilhões. A crise fiscal e juros baixos têm tornado mais difícil para o país atrair investimentos.

Radar corporativo

A Latam, maior companhia aérea da América Latina, reportou na sexta-feira (6) prejuízo líquido de US$ 573,1 milhões no terceiro trimestre, afetado pela pandemia do coronavírus.

O lucro líquido da companhia de alimentos M. Dias Branco foi de R$ 265 milhões no terceiro trimestre, reportou a empresa. Foi um salto de 97,3% na comparação anual.

Maiores altas

Ativo Variação % Valor (R$)
GOLL4 20.17094 21.09
AZUL4 18.62707 30.76
MULT3 14.18605 24.55
LREN3 13.86635 47.71
EMBR3 13.74046 7.45

Maiores baixas

Ativo Variação % Valor (R$)
B3SA3 -5.45744 53.53
TOTS3 -5.14966 29.47
BTOW3 -4.16869 78.85
MGLU3 -3.07355 26.49
VVAR3 -3.06972 18.63

A SLC Agrícola reportou prejuízo líquido de R$ 35,7 milhões no terceiro trimestre, recuo de 63,2% frente o mesmo período do ano anterior.

O grupo americano de energias renováveis Rio Energy está em conversas para vender ativos de geração eólica que possui no Brasil.  A Petrobras concluiu venda do campo de Baúna à Karoon, por US$ 150 milhões.

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