PGR irá apurar supostos pagamentos da JBS a ao advogado Frederico Wassef

Fábrica da JBS (divulgação)

SÃO PAULO – A Procuradoria-Geral da República (PGR) decidiu apurar supostos pagamentos que chegariam a R$ 9 milhões da JBS ao advogado Frederico Wassef, segundo a revista Crusoé.

De acordo com a publicação, o interesse da PGR é em saber se os pagamentos tiveram efeito no acordo de colaboração premiada firmado pela Procuradoria com executivos do frigorífico.

Wassef trabalhou para a família Bolsonaro e admitiu em junho à revista Veja ter escondido Fabrício Queiroz em Atibaia (SP) para protegê-lo de “forças ocultas”.

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A Crusoé diz que Bolsonaro pediu ao procurador-Geral da República, Augusto Aras, para receber Wassef para falar sobre a colaboração da JBS, que ainda precisa ter sua validade aprovada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Em nota, a JBS informou que “o escritório de advocacia mencionado não representa nem se manifesta em nome da Companhia junto à PGR.”

Leia a íntegra da nota da JBS sobre o caso

“A JBS esclarece que o escritório de advocacia mencionado não representa nem se manifesta em nome da Companhia junto à PGR.

A empresa informa que os serviços prestados pelo escritório tiveram como finalidade atuação em inquéritos na esfera policial e que esses serviços foram prestados e pagos mediante emissão de notas fiscais, sendo a última referente ao ano de 2019. Os valores e detalhes do contrato são protegidos por sigilo legal.

A companhia mantém um processo de auditoria de fornecedores, os quais são submetidos a due diligence e à aprovação da área de compliance, o que também se aplica ao caso em questão. Esse processo realizou, ao longo do ano passado, 9.486 análises de forma independente e sistêmica e os casos não conformes foram bloqueados.”

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Celso de Mello autoriza depoimento de ministros no caso Sergio Moro

O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou hoje (5) as diligências solicitadas pelo procurador-geral da República, Augusto Aras, no inquérito que apura suposta tentativa de interferência na Polícia Federal (PF).

No pedido encaminhado ontem (4) ao relator, Aras pediu autorização para a tomada de depoimento de três ministros, seis delegados da Polícia Federal (PF), da deputada Carla Zambelli (PSL-SP), além da realização de perícias.

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As medidas foram tomadas após o ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro prestar depoimento à PF, no sábado (2). Ao deixar o governo, Moro acusou o presidente Jair Bolsonaro de interferência na corporação.

O procurador-geral da República também solicitou a cópia de uma reunião realizada no dia 22 de abril entre o presidente Bolsonaro, o vice-presidente, ministros e presidentes de bancos públicos, e os comprovantes das assinaturas de exoneração a pedido do ex-diretor da PF Maurício Valeixo.

Desde a exoneração de Moro, o presidente nega que tenha pedido para o então ministro interferir em investigações da PF.

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PGR pede abertura de inquérito no STF para apurar declarações de Moro

O procurador-geral da República, Augusto Aras, pediu hoje (24) ao Supremo Tribunal Federal (STF) a abertura de um inquérito para apurar as declarações feitas pelo ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro, que pediu demissão do cargo e fez acusações contra o presidente Jair Bolsonaro. Entre as medidas solicitadas ao STF, Aras pediu que seja determinado o depoimento de Moro.

De acordo com o procurador, os fatos evidenciam supostos crimes de falsidade ideológica, obstrução de Justiça, corrupção passiva privilegiada, coação no curso do processo ou denunciação caluniosa e crime contra a honra.

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“Indica-se, como diligência inicial, a oitiva de Sergio Fernando Moro, a fim de que apresente manifestação detalhada sobre os termos do pronunciamento, com a exibição de documentação idônea que eventualmente possua acerca dos eventos em questão. Uma vez instaurado o inquérito, e na certeza da diligência policial para o não perecimento de elementos probatórios, o procurador-geral da República reserva-se para acompanhar o apuratório e, se for o caso, oferecer denúncia”, disse Aras no pedido. Veja o pedido na íntegra.

Mais cedo, ao anunciar a demissão, Moro afirmou que pesou para sua decisão o fato de o governo federal ter decidido exonerar o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Maurício Valeixo.

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