Destacando crescimento, XP recomenda compra de ações de Cury, Direcional e Plano&Plano; inflação de custos é risco

SÃO PAULO – A XP iniciou a cobertura para as ações das incorporadoras e construtoras voltadas aos segmentos mais populares Cury (CURY3), Direcional (DIRR3), Plano&Plano (PLPL3) com recomendação de compra. Os analistas também atualizaram as estimativas para Tenda (TEND3), com recomendação de compra, e para a MRV (MRVE3), com recomendação neutra.

O preço-alvo para a CURY3 é de R$ 15 por ação, de R$ 20,50 para DIRR3 e de R$ 10 para Plano&Plano, o que correspondem a altas respectivas de 53,53%, 41,37% e 61,29% em relação ao fechamento da última quinta-feira.

De acordo com os analistas Renan Manda, Lucas Hoon e Marcella Ungaretti, a demanda resiliente deve continuar alimentando o plano de crescimento das companhias. Apesar do espaço limitado de crescimento do programa habitacional Casa Verde e Amarela (CVA), eles avaliam que as grandes companhias e as mais líquidas estão bem-posicionadas para continuar crescendo e ganhando participação de mercado do programa.

Já os crescentes custos de construção devem continuar a ser o principal risco para o segmento neste ano e esperam pressão adicional nos materiais de construção nos próximos meses.

Dito isso, veem os esforços das companhias para atenuar os custos mais altos (por exemplo, por meio de compra antecipada de materiais, materiais alternativos e ganhos de eficiência), amenizando os impactos nas margens brutas, resultando em uma pequena compressão nas margens em 2021 (1,5 ponto percentual nas estimativas dos analistas, na média).

Eles ainda ressaltam que as diferentes estratégias adotadas pelas incorporadoras poderão resultar em crescimento adicional fora do programa Casa Verde e Amarelo.

As operações na média renda devem continuar ganhando tração para a Direcional (por meio da subsidiária Riva) e MRV, enquanto esperam que a Cury e a Plano&Plano comecem a explorar esse segmento neste ano. Enquanto isso, o desenvolvimento do modelo remoto (off-site) trará um crescimento mais robusto no segmento de baixa renda para a Tenda a partir de 2022. Já as demais subsidiárias da MRV (com destaque para AHS) possuem o potencial de contribuir cada vez mais nos resultados operacionais e financeiros da companhia.

A Cury é a preferência da XP no segmento popular, dada a combinação de: i) sólida execução e executivos experientes; ii) baixa alavancagem da companhia; iii) uma das maiores rentabilidades do mercado (retorno sobre patrimônio líquido esperado para 2022 de 59% para 2022 versus 32% da média dos pares) e iv) valuation atrativo, sendo negociado a 7,4 vezes o preço sobre o lucro para 2022.

“Apesar da nossa visão mais conservadora para a MRV, destacamos a sua liderança na frente ESG [melhores práticas de meio ambiente, social e governança corporativa], com sólidos compromissos nos pilares E e S. Em seguida, a Tenda se destaca na frente G, além do desenvolvimento de uma solução mais verde através da construção com placas de madeira (wood frame)”, ressaltam.

PUBLICIDADE

Sobre a MRV, a XP reiterou recomendação neutra com preço-alvo em R$ 23, ou potencial de alta de 30,68% frente o fechamento da véspera e de compra para Tenda, elevando o preço-alvo em R$ 4,70, para R$ 38, ou potencial de alta de 47,98%.

Analista Wilson Neto apresenta os segredos das 5% das pessoas que são bem sucedidas no day trade. Inscreva-se no curso gratuito Desafio dos 5%.

Ações da Plano & Plano (PLPL3) estreiam na B3 em alta

SÃO PAULO – As ações da incorporadora Plano & Plano (PLPL3) estreiam em alta na B3 nesta quinta-feira (17). Às 10h24, os ativos PLPL3 tinham ganhos de 3,19%, a R$ 9,70.

Nesta semana, a companhia precificou suas ações a R$ 9,40 por papel em sua oferta inicial (IPO). O valor ficou abaixo da faixa indicativa de preço entre R$ 11,25 e R$ 15,25, com a captação de R$ 690 milhões.

Os recursos líquidos provenientes da oferta pública de ações vão ser destinados integralmente para capital de giro e para aquisição de terrenos.

PUBLICIDADE

A Plano & Plano, subsidiária da Cyrela (CYRE3), foi criada na década de 1990, é voltada para imóveis de baixa renda e está presente em 17 cidades nos Estados de São Paulo, Maranhão e Rio Grande do Norte.

A companhia nasceu em 1997 com foco nas atividades de prestação de serviços de engenharia e construção para os segmentos de médio e alto padrão. Em 2003, ela passou a atuar também em faixas mais econômicas, aderindo ao plano Minha Casa, Minha Vida.

Em 2006, foi firmada uma joint venture com a Cyrela sendo que, em 2009, passou a operar somente na produção de habitação popular.

A Plano & Plano realizou 20 lançamentos em 2019, correspondentes a 7.035 unidades, totalizando R$ 1,2 bilhão em Valor Geral de Vendas (VGV) e um VSO (vendas brutas antes do distrato dos últimos doze meses, sobre o total ofertado no período) de 42,3%.

Full Trader: série exclusiva mostra do que você precisa para se tornar um trader consistente na Bolsa. Clique aqui e garanta seu acesso gratuito

RD desdobrará ações, Oi tem geração de caixa positiva, Klabin convoca assembleia, Plano & Plano precifica ação e mais

No noticiário de empresas, um dos destaques é a informação de que a empresa Salic, do Reino Unido, passou a ter 33,83% das ações do Minerva. Além disso, a Klabin convoca assembleia para decidir sobre a incorporação da Sogemar, que detém a marca Klabin.

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) aceitou um acordo de R$ 7 milhões para encerrar um processo envolvendo a B3, enquanto a Gol deve enfrentar uma ação coletiva de investidores nos Estados Unidos. Outros destaques são o desdobramento de ações aprovado pela Raia Drogasil e a elevação do preço-alvo da Duratex pelo Bradesco BBI.

Confira os destaques:

Raia Drogasil (RADL3)

PUBLICIDADE

A Raia Drogasil aprovou o desdobramento das suas ações, na proporção de 5 ações ordinárias para cada 1 ação da mesma espécie, sem alteração do valor do capital social. Para cada ação ordinária de sua titularidade, o acionista receberá mais 4 ações da mesma espécie, ficando, ao final, com 5 ações ordinárias de emissão da companhia.

Como consequência do desdobramento, o número de ações ordinárias passou de 330.386.000 ações para 1.651.930.000 ações. As ações passarão a ser negociadas “ex” desdobramento a partir de 21 de setembro de 2020. As quatro ações adicionais resultantes do desdobramento serão creditadas em favor dos acionistas em 23 de setembro de 2020.

O Minerva informou que a Salic, do Reino Unido, passou a ter 33,83% das ações da empresa. Em comunicado, a companhia disse que a Salic converteu o total de seus 61.593.622 bônus em ações, os quais foram adquiridos como vantagem adicional do aumento de capital da Minerva em 15 de outubro de 2018 atingindo participação de 185.536.600 ações ordinárias.

Segundo a empresa, a conversão não tem como objetivo alterar a composição do controle ou a estrutura administrativa da Companhia.

A Oi  teve uma geração de caixa operacional líquida positiva das recuperandas, as sete empresas que formam o grupo, de R$ 8 milhões no mês de julho, depois de registrar resultado negativo de R$ 69 milhões no mês anterior.

Os números são do relatório do escritório de advocacia Arnoldo Wald, administrador da recuperação judicial da tele.  Em julho, os recebimentos subiram R$ 5 milhões frente o mês anterior, a R$ 2,057 bilhões, e a rubrica pagamentos teve redução de R$ 80 milhões, a R$ 1,529 bilhão.

PUBLICIDADE

A Petrobras iniciou a fase vinculante para a venda da sua participação no Bloco Tayrona, localizado na Bacia de Guajira, Colômbia. Segundo a empresa, os potenciais compradores habilitados receberão carta-convite com instruções sobre o processo de venda, incluindo orientações para a realização de due diligence e para o envio das propostas vinculantes.

A companhia também divulgou o resultado da oferta de troca de títulos não registrados, emitidos em 18 de setembro de 2019, por títulos registrados na Securities and Exchange Commission (SEC), efetuada pela sua subsidiária integral Petrobras Global Finance B.V. (PGF).

Segundo a empresa, os detentores de US$ 4 bilhões dos títulos 5,093% Global Notes, com vencimento em 2030, aceitaram trocar seus títulos não registrados por títulos registrados na SEC.A liquidação será realizada em 17 de setembro de 2020.

A Klabin convocou uma assembleia geral extraordinária para 30 de outubro de 2020, com o objetivo de deliberar sobre a incorporação da Sogemar, que é titular da marca Klabin. Com a incorporação, a Klabin passará a ser proprietária da marca, com extinção do contrato de licenciamento em vigor e do pagamento de royalties pelo seu uso. O valor atribuído à Sogemar é de R$ 366,8 milhões.

A incorporação será feita com uma relação de substituição de 643,8842 novas ações ordinárias de emissão da Klabin para cada quota da Sogemar, resultando na emissão, pela Klabin, de 92.902.188 novas ações ordinárias, que serão atribuídas aos quotistas da Sogemar.

Ainda no radar da companhia, a Superintendência do Cade autorizou a compra de ativos da International Paper. A conclusão do negócio ainda está sujeita ao cumprimento de determinadas condições suspensivas usuais em operações dessa natureza, disse a Klabin em comunicado ao mercado.

Até que sejam atendidas todas essas condições, a International Paper e a Klabin seguem como empresas concorrentes e devem continuar atuando de forma totalmente independente: comunicado. A aprovação da superintendência do Cade foi sem restrições, segundo despacho publicado no Diário Oficial.

Em 30 de março, a Klabin compra unidade da International Paper por R$ 330 milhões.

PUBLICIDADE

O Bradesco BBI elevou o preço-alvo da Duratex para R$ 21 por ação, com potencial de valorização de 21% frente a sessão anterior, e manteve a recomendação outperform (desempenho acima da média). Em relatório, o banco explicou que a recuperação da demanda continua muito forte, com alta nos preços, gerando crescimento do Ebitda em 2020. Além disso, a ação opera a um múltiplo de EV (Valor de mercado)/ Ebitda de 9,7 vezes, abaixo do nível justo deste momento, que seria de 10 a 12 vezes.

O Ebitda deve passar de R$ 1 bilhão em 2020 e chegar a R$ 1,45 bilhão em 2021. No terceiro trimestre, o Ebitda deve chegar ao recorde histórico de R$ 395 milhões, com expansão de volumes e margens em todas as divisões.

“Seguimos confiantes com o potencial de crescimento dos lucros da Duratex”, afirmou o BBI, destacando que a ação já subiu 125% desde abril. Em 2021, mesmo com o fim do auxílio emergencial, o banco espera volumes adicionais devido à maior demanda do setor de construção. Para o período entre 2020 e 2013, o BBI prevê crescimento de 60% do Ebitda.

Plano & Plano (PLPL3)

O preço por ação da oferta da Plano & Plano foi fixado em R$ 9,40, com a emissão de 4.256.000 novas ações na oferta primária, mas a operação também incluirá uma oferta secundária. O valor ficou abaixo da faixa de preço estimada inicialmente para a oferta, de R$ 11,75 a R$ 15,25 por ação.

Linx (LINX3) e Stone

Segundo informações do jornal O Estado de S. Paulo, concorrentes de meios de pagamento devem se unir para questionarem junto ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) a oferta da Stone pela Linx.

Eles alegam que, se a Stone adquirir a Linx, poderá impor barreiras à concorrência, sobretudo no pequeno varejo, no qual a Linx chega a ter 50% de participação de mercado em alguns segmentos, além de poder haver também venda casada de produtos.

A Stone tem dito que sua proposta terá caminho livre junto ao Cade e, inclusive, já se muniu de documentos elaborados por especialista de que a compra da Linx pela Totvs teria chance de ser barrada, por risco de concentração.

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) aceitou um acordo de R$ 7 milhões para encerrar um processo envolvendo a B3. A bolsa foi responsabilizada por não verificar diariamente o grau de concentração no mercado de derivativos por grupos de investidores, entre maio de 2013 e janeiro de 2019.

PUBLICIDADE

O processo também apontava que a B3 não aplicou as medidas de desconcentração previstas em seu regulamento a esses investidores, de acordo com O Estado de S.Paulo. A B3 vai arcar com R$ 6,3 milhões do valor total.

O vice-presidente de Operações, Clearing e Depositária da B3, Cícero Augusto Vieira Neto, e André Monteiro, diretor de Administração de Riscos, vão pagar R$ 350 mil cada um. A acusação é a mesma direcionada à B3, mas no caso de Monteiro no período de outubro de 2013 a janeiro de 2019.

Segundo o jornal Valor Econômico, além da Ser Educacional e da Yduqs, o grupo Ânima também tem interesse na aquisição da Laureate, empresa americana que no Brasil é dona da Anhembi Morumbi, entre outras instituições de ensino superior.

O escritório de advocacia americano Glancy Prongay & Murray informou ter ajuizado uma ação coletiva em nome dos investidores da Gol Linhas Aéreas Inteligentes, de acordo com o Valor Econômico. O escritório alega que a companhia fez declarações falsas e enganosas, além de não ter divulgado fatos relevantes que seriam adversos aos negócios, operações e perspectivas da companhia.

A controlada integral da Dasa, Ímpar Serviços Hospitalares, vai comprar uma participação de 70% na Nossa Senhora do Carmo Participações, que presta serviços médicos, ambulatoriais, hospitalares, clínicos e cirúrgicos. A empresa atua no Rio de Janeiro com procedimentos de média e alta complexidade, serviços de diagnóstico por imagem e laboratoriais.

A Log aprovou a venda de cinco ativos para o Fundo LOGCP Inter Fundo de Investimento Imobiliário. Os ativos – LOG Goiânia, LOG Viana, LOG Contagem I, LOG Rio e LOG Gaiolli – totalizam 8.404 m² de área bruta locável. A operação soma R$ 146,3 milhões..

A CPFL Energia decidiu cancelar seu registro na SEC (Securities and Exchange Comission) e a deslistagem de suas American Depositary Shares da New York Stock Exchange.

Full Trader: série exclusiva mostra do que você precisa para se tornar um trader consistente na Bolsa. Clique aqui e garanta seu acesso gratuito