Previ confirma venda de 1/3 de sua fatia na BRF para Marfrig por R$ 651 milhões

A Previ, fundo de pensão do Banco do Brasil, confirmou a venda de uma fatia de sua participação na BRF para a Marfrig, em leilão realizado ontem, conforme antecipou o Broadcast. A Previ levantou R$ 651 milhões com a venda.

Segundo a Previ, um terço de suas posições na companhia (24 milhões de ações) foi vendido em leilão na B3, sendo assim a participação do Plano 1 da Previ foi reduzida de 9,00% para 6,04%. De acordo com o fundo, a compradora das ações, a Marfrig, foi conhecida apenas após o fechamento dos mercados.

“Dos 24,23% que a Marfrig adquiriu, conforme publicado em fato relevante da BRF, apenas 3% referem-se à venda realizada pela Previ no leilão”, disse em nota.

A Previ é acionista da BRF desde a década de 1990. Segundo a Previ, as 24 milhões de ações que pertenciam à carteira da Previ foram negociadas no leilão na B3 a R$ 27,15 cada – o preço máximo. Ao final do pregão o preço recuou para R$ 26,93. Na semana, as ações da BRF tiveram valorização de 28,79%.

A Marfrig desembolsou US$ 600 milhões (cerca de R$ 3,2 bilhões) pelos 24% na gigante dos alimentos BRF, em um movimento que está sendo interpretado no mercado como uma tentativa de fusão da companhia de proteína animal de Marcos Molina com sua concorrente. O negócio foi confirmado pela BRF no início da noite de nesta sexta-feira.

De acordo com a Previ, o valor recebido pela venda das ações será revertido em compras de títulos públicos de longo prazo, como NTN-B, reforçando o processo de diminuição da posição de renda variável e aumento da alocação em renda fixa. “Essa migração traz mais estabilidade para o Plano 1, que já está na fase madura, com quase a totalidade de seus associados recebendo benefício”, diz a Previ.

A Previ afirma que o processo de imunização dos fluxos de caixa do Plano 1 vem se intensificando desde 2020, quando já houve a compra de mais de R$ 15 bilhões em títulos com prazo de vencimento para 2045, 2050 e 2055. Ou seja: são títulos que têm um desempenho compatível com as obrigações assumidas pela Previ no pagamento de benefícios, sem os riscos de mercado da renda variável.

O reinvestimento dos recursos obtidos na venda das ações da BRF proporcionará uma imunização de até 34 anos, protegendo ainda mais o pagamento de aposentadorias por esse período. Esse trabalho é realizado com um único propósito: cuidar do futuro das pessoas. Movimentos de desinvestimento com resultados bem-sucedidos mostram oportunidades aproveitadas, que trazem segurança no longo prazo.

Petrobras: Justiça extingue ação da Previ que pedia hipoteca de imóveis

Plataforma Petrobras (Shutterstock)

A 1ª Vara Empresarial e de Conflitos relacionados à Arbitragem de São Paulo extinguiu ação movida pelo fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil (Previ), que pedia hipoteca judiciária de dois imóveis da Petrobras (PETR3;PETR4) em Santos (SP). A hipoteca havia sido pedida como garantia de cumprimento de sentença arbitral parcial proferida em arbitragem que está em andamento.

A 1ª Vara Empresarial indeferiu o pedido da Previ e determinou a extinção do processo judicial antes da citação da Petrobras.

Nele, a Previ alega que faz jus a um valor de R$ 2,993 bilhões, e que o fundo de pensão dos funcionários da Petrobras, a Petros, que é parte na arbitragem mas não na ação judicial, tem direito a R$ 560,4 milhões.

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Em comunicado, a Petrobras afirma que não reconhece os valores, que também não foram endossados pela arbitragem. “Além de ignorarem inúmeras questões que não foram sequer resolvidas, os cálculos trazidos pela Previ contrariam os seus próprios pedidos e documentos apresentados na arbitragem, abarcando enorme quantidade de transações ocorridas fora do período coberto pelo processo arbitral, que vai de 2010 a 2015”, diz a companhia.

Por conta das incertezas que envolvem uma arbitragem, a Petrobras afirma que não consegue elaborar uma estimativa precisa de perdas.

A companhia lembra ainda que a sentença arbitral parcial não determinou o fim do procedimento, nem determinou o pagamento de valores aos fundos de pensão.

A Petrobras está questionando o resultado da arbitragem em uma ação judicial que busca a anulação, “em razão de suas graves falhas e impropriedades”.

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