Fitch reafirma rating BB- do Banco do Brasil, com perspectiva negativa

A Fitch reafirmou nesta terça-feira, 8, o rating BB- do Banco do Brasil, com perspectiva negativa. Em comunicado, a agência de classificação de risco afirmou ter a visão de que a instituição financeira receberia apoio do governo, se necessário.

“Isso reflete a propriedade majoritária do governo federal, seu papel político fundamental, especialmente nos empréstimos rurais e na importância sistêmica”, afirmou a Fitch. No entanto, a agência destacou que as restrições impostas pelo ambiente operacional continuam desafiadoras.

As mudanças “constantes” na alta administração do Banco do Brasil, segundo a Fitch, não devem afetar a estratégia de longo prazo do banco porque a linha de atuação dos comitês foi mantida.

“Até agora, a Fitch não viu nenhum sinal de influência que pudesse indicar uma má gestão. No entanto, a agência monitorará continuamente a potencial interferência política no banco e seus efeitos”, ressaltou.

No dia 27 de maio, a Fitch também reafirmou o rating soberano BB- do Brasil, com perspectiva negativa.

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S&P reafirma nota de crédito soberano em BB- para o Brasil, com perspectiva estável

BRASÍLIA (Reuters) – A agência de classificação de risco S&P Global manteve a nota de crédito soberano de longo prazo em moeda estrangeira do Brasil em BB-, com perspectiva estável, destacando que o país deve ter uma consolidação fiscal lenta até 2024, mas que a recuperação econômica neste ano deve ajudar a conter o endividamento.

Em relatório, a agência também afirmou que a janela de oportunidades para reformas se estreitará com a aproximação das eleições de 2022 e que, na ausência de um ritmo mais rápido de aprovação de medidas estruturais, o crescimento econômico deve permanecer moderado no médio prazo.

A expectativa da S&P é que o PIB brasileira cresça 4% neste ano, com alta de 2,2% ao ano no período 2022-2024.

A nota de crédito soberano de longo prazo BB- está em território especulativo, três graus abaixo do mínimo para “grau de investimento” (BBB-), a partir do qual o país tem selo de bom pagador.

“A perspectiva estável reflete nossas expectativas de recuperação econômica em 2021 e de redução gradual do déficit fiscal, o que deve resultar em um ritmo mais lento de acúmulo de dívida nos próximos dois anos, bem como em um desempenho externo sólido”, disse a S&P.

“Esperamos que a ligeira melhora na trajetória fiscal e as amplas reservas de liquidez ajudem a preservar a confiança do mercado e as condições de financiamento adequadas para o governo nos mercados locais.”

A melhora fiscal esperada para este ano é atribuída à redução dos gastos emergenciais e a “receitas fiscais dinâmicas” em meio à recuperação do crescimento.

Ainda sobre as eleições de 2022, a S&P disse que o presidente Jair Bolsonaro e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva devem ser candidatos “competitivos, apesar de seus altos índices de rejeição”.

“As iniciativas de política após a eleição e a capacidade de formular coalizões fortes serão fundamentais para a qualidade de crédito do Brasil.”

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Uma persistente fraqueza fiscal nos próximos dois anos que leve a novas pressões de financiamento para o governo a custos mais elevados de dívida e inflação pode levar a um rebaixamento da nota do Brasil. Se houver uma melhora fiscal mais rápida do que o esperado, por outro lado, o rating pode ser melhorado, disse a S&P.

Na semana passada, a Fitch Ratings reafirmou o rating do Brasil em “BB-“, com perspectiva negativa, destacando a deterioração das contas fiscais e o fardo da dívida diante da incerteza com a evolução da pandemia e o processo de vacinação.

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S&P Global reafirma rating BB- do BNDES, com perspectiva estável

(Crédito: Shutterstock)

A S&P Global reafirmou nesta terça-feira o rating do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em BB-, com perspectiva estável.

A agência diz que a avaliação continua a refletir a visão de que o BNDES é uma entidade relacionada “crucial” para o governo, por isso alinha os ratings em moeda local e estrangeira aos do soberano.

Segundo a S&P, o BNDES também tem visto melhora em suas métricas de capital, devido a fatores como desalavancagem do portfólio e geração interna forte de capital.

A perspectiva estável é baseada na do Brasil e os ratings do BNDES devem se mover em linha com os do País, aponta a agência em comunicado.

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Fitch reafirma rating do Brasil em “BB-” com perspectiva negativa

SÃO PAULO – A agência de classificação de risco Fitch reafirmou nesta quinta-feira (27) o rating do Brasil em “BB-“, com uma perspectiva negativa para a nota.

Em comunicado, a empresa explica que os ratings do Brasil “são sustentados por sua grande e diversificada economia, alta renda per capita em relação aos pares e capacidade de absorver choques externos sustentados por sua taxa de câmbio flexível, desequilíbrios externos moderados, reservas internacionais robustas e profundo mercado interno de dívida governamental”.

Por outro lado, pesa contra o país as grandes necessidades de financiamento e o endividamento do governo, além de uma estrutura fiscal rígida, potencial de crescimento econômico fraco e um cenário político difícil, que impede o progresso oportuno nas reformas fiscais e econômicas.

Já a perspectiva negativa reflete os riscos para a consolidação fiscal e recuperação econômica necessária para a estabilização da dívida pública de médio prazo após a forte deterioração das contas fiscais do Brasil e da carga da dívida pública em 2020.

A Fitch cita ainda preocupações com a evolução da pandemia do coronavírus, o processo de vacinação e as consequências econômicas desse cenário.

“As pressões sobre os gastos públicos persistem e o apoio fiscal adicional para enfrentar as consequências da pandemia não pode ser descartado. Fragilidades fiscais contínuas, bem como vencimentos de dívidas encurtados, tornam o Brasil vulnerável a choques”, diz a agência.

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Moody’s eleva rating da JBS para Ba1, com perspectiva estável

JBS (Shutterstock)

SÃO PAULO, 7 Abr (Reuters) – A agência de classificação de risco de crédito Moody’s elevou nesta quarta-feira o rating da JBS (JBSS3) de Ba2 para Ba1, com perspectiva estável.

Segundo a Moody’s, a decisão reflete o forte desempenho operacional contínuo da companhia, o que levou a uma melhoria na liquidez e menor risco de refinanciamento.

“A JBS implementou uma série de iniciativas para estender os vencimentos da dívida, amortizar dívidas e reduzir os custos de financiamento, apoiada por políticas financeiras claras para exigência de caixa mínimo e alavancagem”, afirmou a agência.

“O ambiente positivo para a indústria de proteínas permitirá que a JBS fortaleça ainda mais seu perfil de negócios, métricas de crédito e liquidez”, acrescentou a Moody’s.

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Fitch reafirma rating BB- da Petrobras, com perspectiva negativa

A Fitch reafirmou nesta terça-feira, 16, o rating BB- da Petrobras, com perspectiva negativa. A agência informa em comunicado que manteve sua avaliação sobre o perfil de crédito “stand-alone” (risco intrínseco, ou SCP, na sigla em inglês) da empresa, em bbb, refletindo a estrutura de capital da companhia e a redução de dívidas.

Os ratings da Petrobras são ligados aos ratings soberanos do Brasil, por causa da grande participação do governo na companhia e seu controle potencial, bem como pela importância estratégica da empresa para o País, diz a Fitch. O panorama negativo para a empresa sobre moeda estrangeira também é aplicado ao Brasil.

O “potencial” retorno de uma interferência política mais forte na estratégia da Petrobras, por meio dos preços domésticos da gasolina e do diesel, afetaria negativamente a geração de fluxo de caixa da empresa e o SCP, na visão da Fitch. O fator é particularmente relevante em tempos de desvalorização do real em relação ao dólar, o que aumenta os preços dos combustíveis, e o risco de interferência, avalia.

Por sua vez, a Fitch aponta que a estratégia foi utilizada em 2018, devido à “volatilidade” dos preços e pressão social, mas não se repetiu em 2019 e 2020.

Moody’s revisa ratings de bancos como Bradesco, BB, Santander, Itaú e Caixa

A Moodys anunciou, nesta sexta-feira, 11, a revisão dos ratings de 28 bancos brasileiros, entre eles Bradesco (BBDC3;BBDC4), Santander (SANB11), Itaú Unibanco (ITUB4), BNDES, Caixa e Banco do Brasil (BBAS3). Quase todos tiveram as notas de depósito de longo prazo em moeda estrangeira elevadas. A exceção foi o ING Bank N.V (São Paulo), cuja classificação em divisa local foi rebaixada de “A3” para “Baa2”.

Em comunicado, a agência informou que a decisão foi motivada por mudanças na metodologia para tetos em moedas estrangeira e local. “Os tetos por país indicam o nível de rating mais alto que geralmente pode ser atribuído às obrigações financeiramente mais fortes de emissores domiciliados em um país”, explicou.

Confira a lista de ratings afetados:

Banco ABC Brasil S.A.

Rating de depósito de longo prazo em moeda estrangeira e na escala global, elevado para Ba2 de Ba3, perspectiva permanece estável

Banco Alfa de Investimento S.A.

Rating de depósito de longo prazo em moeda estrangeira e na escala global, elevado para Ba2 de Ba3, perspectiva permanece estável

Banco BOCOM BBM S.A.

1) Rating de depósito de longo prazo em moeda estrangeira e na escala global, elevado para Ba1 de Ba3, perspectiva permanece estável

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2) Rating de risco de contraparte de longo prazo em moeda estrangeira, elevado para Baa3 de Ba1

3) Rating de risco de contraparte de curto prazo em moeda estrangeira na escala global, elevado para Prime-3 de Not Prime

Banco Bradesco S.A.

Rating de depósito de longo prazo em moeda estrangeira e na escala global, elevado para Ba2 de Ba3, perspectiva permanece estável

Banco BTG Pactual S.A.

Rating de depósito de longo prazo em moeda estrangeira e na escala global, elevado para Ba2 de Ba3, perspectiva permanece estável

Banco BV

Rating de depósito de longo prazo em moeda estrangeira e na escala global, elevado para Ba2 de Ba3, perspectiva permanece estável

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Banco Cetelem S.A.

1) Rating de depósito de longo prazo em moeda estrangeira e na escala global, elevado para Ba1 de Ba3, perspectiva alterada para negativa de estável

2) Rating de risco de contraparte de longo prazo em moeda estrangeira, elevado para Baa3 de Ba1

3) Rating de risco de contraparte de curto prazo em moeda estrangeira na escala global, elevado para Prime-3 de Not Prime

Banco Citibank S.A.

1) Rating de depósito de longo prazo em moeda estrangeira e na escala global, elevado para Baa3 de Ba3, perspectiva permanece estável

2) Rating de depósito de curto prazo em moeda estrangeira na escala global, elevado para Prime-3 de Not Prime

3) Rating de risco de contraparte de longo prazo em moeda estrangeira, elevado para Baa3 de Ba1

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4) Rating de risco de contraparte de curto prazo em moeda estrangeira na escala global, elevado para Prime-3 de Not Prime

Banco Daycoval S.A.

Rating de depósito de longo prazo em moeda estrangeira e na escala global, elevado para Ba2 de Ba3, perspectiva permanece estável

Banco do Brasil S.A.

Rating de depósito de longo prazo em moeda estrangeira e na escala global, elevado para Ba2 de Ba3, perspectiva permanece estável

Banco do Estado de Sergipe S.A.

Rating de depósito de longo prazo em moeda estrangeira e na escala global, elevado para Ba2 de Ba3, perspectiva alterada para negativa de estável

Banco do Estado do Para S.A.

Rating de depósito de longo prazo em moeda estrangeira e na escala global, elevado para Ba2 de Ba3, perspectiva permanece estável

Banco do Nordeste do Brasil S.A.

Rating de depósito de longo prazo em moeda estrangeira e na escala global, elevado para Ba2 de Ba3, perspectiva permanece estável

Banco Ford S.A.

Rating de depósito de longo prazo em moeda estrangeira e na escala global, elevado para Ba2 de Ba3, perspectiva alterada para negativa de estável

Banco Mizuho do Brasil S.A.

1) Rating de depósito de longo prazo em moeda estrangeira e na escala global, elevado para Baa3 de Ba3, perspectiva permanece estável

2) Rating de risco de contraparte de longo prazo em moeda estrangeira, elevado para Baa3 de Ba1

3) Rating de depósito de curto prazo em moeda estrangeira na escala global, elevado para Prime-3 de Not Prime

4) Rating de risco de contraparte de curto prazo em moeda estrangeira na escala global, elevado para Prime-3 de Not Prime

Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social- BNDES

Rating de depósito de longo prazo em moeda estrangeira e na escala global, elevado para Ba2 de Ba3, perspectiva permanece estável

Banco Psa Finance Brasil S.A.

Rating de depósito de longo prazo em moeda estrangeira e na escala global, elevado para Ba2 de Ba3, perspectiva permanece estável

Banco RCI Brasil S.A.

Rating de depósito de longo prazo em moeda estrangeira e na escala global, elevado para Ba2 de Ba3, perspectiva permanece estável

Banco Safra S.A.

Rating de depósito de longo prazo em moeda estrangeira e na escala global, elevado para Ba2 de Ba3, perspectiva permanece estável

Banco Santander (Brasil) S.A.

1) Rating de depósito de longo prazo em moeda estrangeira e na escala global, elevado para Ba1 de Ba3, perspectiva permanece estável

2) Rating de risco de contraparte de longo prazo em moeda estrangeira, elevado para Baa3 de Ba1

3) Rating de risco de contraparte de curto prazo em moeda estrangeira na escala global, elevado para Prime-3 de Not Prime

Banco Santander (Brasil) S.A. – Cayman Br

1) Rating de risco de contraparte de longo prazo em moeda estrangeira, elevado para Baa3 de Ba1

2) Rating de risco de contraparte de curto prazo em moeda estrangeira na escala global, elevado para Prime-3 de Not Prime

Banco Sofisa S.A.

Rating de depósito de longo prazo em moeda estrangeira e na escala global, elevado para Ba2 de Ba3, perspectiva permanece estável

Banco Yamaha Motor Do Brasil S.A.

1) Rating de depósito de longo prazo em moeda estrangeira e na escala global, elevado para Ba1 de Ba3, perspectiva permanece estável

2) Rating de risco de contraparte de longo prazo em moeda estrangeira, elevado para Baa3 de Ba1

3) Rating de risco de contraparte de curto prazo em moeda estrangeira na escala global, elevado para Prime-3 de Not Prime

Caixa Econômica Federal (Caixa)

Rating de depósito de longo prazo em moeda estrangeira e na escala global, elevado para Ba2 de Ba3, perspectiva permanece estável

ICBC do Brasil Banco Multiplo S.A.

Rating de depósito de longo prazo em moeda estrangeira e na escala global, elevado para Ba2 de Ba3, perspectiva permanece estável

ING Bank N.V. – São Paulo

1) Rating de depósito de longo prazo em moeda estrangeira e na escala global, elevado para Baa2 de Ba3, perspectiva permanece estável

2) Rating de depósito de longo prazo em moeda local e na escala global, rebaixado para Baa1 de A3, perspectiva permanece estável

3) Rating de risco de contraparte de longo prazo em moeda estrangeira, elevado para Baa2 de Ba1

4) Rating de risco de contraparte de longo prazo em moeda local, rebaixado para Baa1 de A3

5) Avaliação de risco de contraparte de longo prazo, rebaixado para Baa1(cr) de A3(cr)

6) Rating de depósito de curto prazo em moeda estrangeira na escala global, elevado para Prime-2 de Not Prime

7) Rating de risco de contraparte de curto prazo em moeda estrangeira na escala global, elevado para Prime-2 de Not Prime

Itaú Unibanco S.A.

Rating de depósito de longo prazo em moeda estrangeira e na escala global, elevado para Ba2 de Ba3, perspectiva permanece estável

Itaú Unibanco S.A. (Cayman Islands)

Nota de longo prazo em moeda estrangeira e na escala global de depósito/ programa CD, elevado para (P)Ba2 de (P)Ba3

Ações de Perspectiva:

Banco Cetelem S.A

perspectiva alterada para Negativa, de Negativa(m)

Banco do Estado de Sergipe S.A.

Perspectiva alterada para Negativa, de Negativa(m)

Banco Ford S.A

Perspectiva alterada para Negativa, de Negativa(m)

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S&P: de 94 notas de empresas rebaixadas na América Latina, 24 foram no Brasil

Brasil em queda/crise (Foto: Getty Images) Brasil em queda/crise (Foto: Getty Images)

Em meio à crise provocada pelo novo coronavírus, a S&P Global rebaixou 94 notas corporativas este ano na América Latina, sendo 24 no Brasil, informou o gerente de análises corporativa para América Latina da S&P Global Ratings, Luciano Gremone.

A declaração foi dada em apresentação feita no evento online “As consequências de 2020 e o que 2021 trará para as classificações corporativas e de infraestrutura da América Latina”, organizado pela agência de classificação de risco.

De acordo com o analista, os “downgrades” mais significativos foram observados nos ratings mais baixos. ”

Quanto menor o rating, maior a vulnerabilidade”, disse. Gremone observou que houve uma escalada de calotes este ano entre abril e junho, mas que há sinais de estabilização desde então. Em termos de riscos negativos, o analista destacou que estão concentrados no México e na Argentina, enquanto no Brasil estão abaixo da média.

Moody’s reitera rating Aaa dos Estados Unidos, com perspectiva estável

SÃO PAULO — A Moody’s reiterou nesta sexta-feira (19) o rating Aaa dos Estados Unidos, com perspectiva estável. Em comunicado, a agência de risco disse que a economia do país permanece resiliente, apesar do impacto da crise do coronavírus.

“A afirmação do rating Aaa dos EUA é sustentada pelo excepcional poder econômico do país, alto poder institucional e de governança e pelos papéis únicos e centrais do dólar e do mercado de títulos do Tesouro no sistema financeiro global, que entre outros benefícios proporcionam extraordinária capacidade de financiamento”, disse a Moody’s.

Embora a pandemia de coronavírus tenha criado desafios sem precedentes para a economia dos EUA e exacerbado o ritmo de deterioração da posição fiscal do governo, a Moody’s afirmou que espera uma retomada econômica com o tempo e que “o perfil de crédito do país permaneça resiliente ao choque”.

A perspectiva estável, segundo a Moody’s, reflete sua visão de que a diversidade, o dinamismo e a competitividade da economia dos EUA, juntamente com o status do dólar como moeda de reserva internacional proeminente e o enorme mercado de títulos do Tesouro americano, continuarão a compensar as pressões fiscais crescentes.

Os EUA devem ter déficit de 18% do PIB em 2020, segundo a agência de risco, e de 11% em 2021, principalmente por causa das medidas de estímulo à economia geradas pela pandemia de Covid-19. Contudo, até 2030, a Moody’s espera que o déficit recue a cerca de 7% do PIB.

Já a relação dívida/PIB dos EUA deve subir a pouco mais de 120% até 2030 se não houver uma mudança no rumo das políticas nesse intervalo, alertou a Moody’s. No ano passado, a relação dívida/PIB dos EUA estava em torno de 79%.

Riscos

“A força fiscal dos EUA está se deteriorando e espera-se que a deterioração acelere ao longo do tempo, à medida que maiores gastos sociais, pagamentos de juros da dívida e receitas governamentais relativamente mais fracas geram déficits fiscais persistentes”, disse a agência.

“A confiança cada vez menor de que os formuladores de políticas dos EUA tomarão medidas efetivas nos próximos anos para reduzir os déficits orçamentários do governo federal e o aumento contínuo do ônus da dívida podem sinalizar uma futura erosão da força fiscal e institucional, o que prejudicaria o perfil de crédito soberano do país”, completou.

O triplo A é a nota de crédito mais alta que uma agência de risco pode dar a um país — além da Moody’s, a Fitch e a Standard & Poor’s também dão nota máxima aos EUA.

Já o Brasil tem classificação BB- na Fitch e na S&P e Ba2 na Moody’s, no grupo de países com maior chance de calote internacional. Veja a tabela abaixo.

Tabela de ratings

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Brasil enfrenta múltiplos choques e incerteza política dificulta a visão de cenários para 2021, diz Fitch

SÃO PAULO — O Brasil está enfrentando múltiplos choques, o que aumenta a incerteza de uma retomada em 2021. A avaliação foi feita por Shelly Shetty, diretora da Fitch e uma das responsáveis pelo rating brasileiro, durante live da XP Investimentos realizada nesta sexta-feira (19).

Além da pandemia de coronavírus, que prejudicou todas as economias globais, o Brasil também está enfrentando o choque nos preços das commodities, no câmbio e na política, por exemplo. “O país vinha fazendo a lição de casa e as coisas lentamente caminhavam para o lado positivo”, afirmou.

Shetty se referia à aprovação da reforma da Previdência e aos planos de votação de outras medidas que visavam controlar o quadro fiscal do país antes da pandemia. Agora, assim como as demais economias globais, o Brasil se vê obrigado a aumentar os gastos para evitar um colapso de maior gravidade.

“O Brasil já gastou com pacotes de ajuda algo em torno de 6% do PIB, mas o custo real dos auxílios com certeza vai além disso”, afirmou. “Temos que monitorar como isso vai se comportar ao longo do ano.”

A agência de classificação de risco disse que o aumento das incertezas foi o que levou ao corte na perspectiva do rating do Brasil, em maio deste ano, para negativa. Mas que o esforço fiscal feito previamente pelo governo justificou a permanência, por ora, da nota de crédito do país em “BB-“ — três níveis abaixo da avaliação mínima para uma economia ser considerada “grau de investimento”, ou boa pagadora perante os credores internacionais, de “BBB-“.

Assim, a Fitch também revisou sua projeção de crescimento do PIB brasileiro em 2020 de uma alta de 2% para uma queda de 6%. “Quando olhamos para 2021, não temos certeza como a recuperação econômica será. Há incertezas fiscais e políticas, incertezas sobre as reformas.”

Shelly disse que o Brasil vai ter déficit primário de dois dígitos em 2020, mas que, no próximo ano, ele pode cair pela metade com a retomada do controle fiscal, das discussões das reformas e recuperação da economia. Há, contudo, o risco de isso não acontecer.

“A relação dívida/PIB será maior que 90% depois da pandemia. O Brasil vai ficar entre 95% e 100% pelos próximos dois a quatro anos. E as incertezas políticas estão dificultando as visões de perspectivas”, concluiu a diretora da Fitch.

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